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OSTEOPOROSE 
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica 
caracterizada pela diminuição da densidade mineral 
óssea (DMO) e pela deterioração da microarquitetura 
do tecido ósseo, resultando em aumento da fragilidade 
óssea e maior risco de fraturas, mesmo com traumas 
mínimos. 
É uma condição frequentemente assintomática até que 
ocorram fraturas, geralmente em vértebras, quadril e 
punho. 
O pico de massa óssea, atingido entre os 20 e 30 anos, 
também é determinante, pois quanto menor ele for, 
maior o risco de desenvolver osteoporose 
precocemente. 
FATORES DE RISCO 
Os fatores de risco incluem sexo feminino, 
envelhecimento, menopausa precoce, histórico familiar 
de fraturas por fragilidade, baixo IMC, dieta pobre em 
cálcio e vitamina D, sedentarismo, tabagismo, etilismo e 
uso prolongado de glicocorticoides. 
Também são fatores importantes a presença de 
doenças endócrinas como hipertireoidismo, 
hiperparatireoidismo, síndrome de Cushing e 
hipogonadismo, além de condições como doença 
celíaca, insuficiência renal, artrite reumatoide e 
neoplasias como mieloma múltiplo. 
Homens jovens com osteoporose devem ser 
cuidadosamente avaliados, pois até metade dos casos 
podem ter causa secundária. 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico é feito com base no exame de 
densitometria óssea (DXA), que mede a densidade 
mineral óssea e fornece o escore T, comparando o 
resultado com a média de adultos jovens saudáveis. 
 Segundo a OMS, escore T ≥ –1 é considerado normal; 
entre –1 e –2,5, osteopenia; ≤ –2,5, osteoporose; e ≤ –
2,5 com fratura por fragilidade, osteoporose grave. 
Fraturas por fragilidade são aquelas que ocorrem com 
traumas mínimos, como queda da própria altura. 
 Em indivíduos jovens e mulheres pré-menopáusicas, 
utiliza-se o escore Z, que compara a DMO com pessoas 
da mesma idade e sexo; valores ≤ –2,0 sugerem 
investigação de causas secundárias. A presença de 
perda de estatura maior que 4 cm também é um 
indicativo indireto de fratura vertebral oculta. 
EXAMES 
Os exames necessários incluem a densitometria óssea 
nos locais de coluna lombar, fêmur total e colo do fêmur. 
O rádio 33% pode ser usado em casos especiais, como 
em pacientes com hiperparatireoidismo primário ou 
impossibilidade técnica de avaliação de outras regiões. 
 A investigação laboratorial é fundamental para afastar 
causas secundárias e inclui dosagem de cálcio, fósforo, 
PTH, vitamina D (25OHD), TSH, cortisol, creatinina, 
testosterona (em homens) e anticorpos 
antitransglutaminase (para doença celíaca). 
Além disso, o FRAX®, uma ferramenta de cálculo de 
risco de fratura em 10 anos, pode ser utilizado com ou 
sem o resultado da DMO e considera fatores como 
idade, IMC, histórico familiar, uso de corticoides, 
tabagismo, alcoolismo e presença de artrite reumatoide. 
LABORATORIAIS 
Hemograma 
25-hidroxivitamina D 
Creatinina 
Cálcio 
Albumina 
Fósforo 
Fosfatase alcalina 
Calciúria 24h 
TSH 
Testosterona 
MARCADORES ÓSSEOS 
Reabsorção: CTx e NTx 
Formação: N-terminal (P1NP) e C terminal (PICP) 
TRATAMENTO 
O tratamento é indicado quando o escore T é ≤ –2,5, 
quando há fratura por fragilidade independente da 
DMO, ou quando o escore T estiver entre –1 e –2,5, mas 
o FRAX indicar risco elevado (≥ 3% para fratura de 
quadril ou ≥ 20% para fratura osteoporótica maior). 
O tratamento da osteoporose deve sempre incluir 
medidas não farmacológicas, como atividade física 
regular, ingestão adequada de cálcio (1.000 a 1.200 mg 
por dia, preferencialmente pela dieta), exposição solar 
e, quando necessário, suplementação de vitamina D. 
A vitamina D deve ser mantida acima de 30 ng/mL em 
idosos e populações vulneráveis, e sua deficiência deve 
ser corrigida antes do início de medicamentos potentes, 
como bifosfonatos e denosumabe, para evitar 
hipocalcemia. 
As opções terapêuticas medicamentosas incluem 
bifosfonatos (como alendronato e ácido zoledrônico), 
que são os mais usados por sua eficácia e baixo custo; 
denosumabe (Prolia®), um anticorpo monoclonal que 
inibe o RANKL; raloxifeno, um modulador seletivo do 
receptor de estrogênio, usado principalmente em 
mulheres; e teriparatida, um análogo do PTH com efeito 
anabólico, indicado para casos graves. 
Após cinco anos de uso contínuo de bifosfonatos, pode-
se considerar uma pausa (bifosfonate holiday) para 
evitar doença óssea adinâmica, com monitoramento da 
densitometria durante esse período. 
Após 5 anos de uso contínuo de bifosfonatos, é indicado 
considerar um período de pausa no tratamento, 
chamado de “bifosfonate holiday”. 
-Essa pausa é recomendada porque o uso prolongado 
pode levar à doença óssea adinâmica, ou seja, uma 
condição em que o osso para de se remodelar 
adequadamente, tornando-se mais frágil com o tempo. 
Durante o holiday: 
• O paciente deve ser monitorado regularmente, com 
avaliações clínicas e de densitometria óssea, para 
garantir que não esteja ocorrendo perda óssea 
significativa. 
• A decisão de reiniciar o tratamento dependerá da 
evolução da densidade óssea e do risco de fratura do 
paciente. 
Portanto, a osteoporose é uma condição silenciosa, 
progressiva e altamente prevalente, com grande 
impacto na qualidade de vida e mortalidade, 
especialmente em idosos após fraturas de quadril. 
 
Quando usar suplemento? 
-A suplementação com sais de cálcio está indicada 
quando a ingestão 
pela dieta for insuficiente para atingir a recomendação 
diária (1.000 a 1.200 mg/dia para mulheres na pós-
menopausa, por exemplo). 
 
Tipos de Sais de Cálcio e Suas Características 
1-Carbonato de Cálcio 
-Contém 40% de cálcio elementar (maior quantidade 
entre os sais). 
-Depende da acidez gástrica para ser bem absorvido. 
-Indicação ideal: pessoas com boa função gástrica (sem 
problemas de estômago). 
2-Citrato de Cálcio 
-Contém 21% de cálcio elementar. 
-Não depende da acidez gástrica, portanto é melhor 
absorvido em pacientes com: 
• Acloridria (falta de ácido no estômago) 
• Idosos 
• Usuários de medicamentos que reduzem a acidez 
(como inibidores de bomba de prótons) 
• Indicação ideal: quem tem problemas gástricos ou usa 
antiácidos. 
3-Fosfato Tribásico de Cálcio 
-Possui disponibilidade semelhante ao carbonato de 
cálcio. 
-Pode ser uma alternativa viável dependendo da 
tolerância individual. 
 
Vitamina D no Tratamento da Osteoporose 
-A vitamina D é fundamental para a saúde óssea, pois 
regula a absorção de cálcio e fósforo no intestino e 
influencia diretamente a força muscular e o equilíbrio 
corporal. 
 
Consequências da Deficiência de Vitamina D 
1-Hiperparatireoidismo secundário 
-A deficiência de vitamina D estimula a produção de 
paratormônio (PTH), que aumenta a reabsorção óssea 
para manter o cálcio no sangue, contribuindo para o 
enfraquecimento dos ossos e osteoporose. 
2-Osteomalácia 
-Quando a deficiência é grave (25(OH)D 30 ng/mL: desejado para populações mais 
vulneráveis, como: 
• Idosos (> 60 anos) 
• Pessoas com osteoporose, osteomalácia ou 
raquitismo 
Pacientes com hiperparatireoidismo (primário ou 
secundário) 
• Portadores de doença renal crônica ou má absorção 
intestinal 
• Usuários de medicamentos que interferem no 
metabolismo da vitamina D 
• Submetidos à cirurgia bariátrica 
• Pacientes com câncer 
 
Vitamina D e Tratamentos para Osteoporose: 
Cuidados Especiais 
1-Garantir níveis adequados de vitamina D antes de 
iniciar certos tratamentos 
-Antes de usar agentes antirreabsortivos potentes 
como:• Ácido zoledrônico 
• Denosumabe 
-É fundamental garantir a suficiência de vitamina D para 
evitar hipocalcemia (queda do cálcio no sangue), pois 
esses medicamentos podem acentuar essa queda se o 
organismo estiver carente de vitamina D. 
2-Teriparatida: 
-É um agente anabólico (estimula a formação óssea). 
-Durante seu uso, pode haver redução dos níveis de 25-
hidroxivitamina D (25OHD). 
-Por isso, é necessário manter níveis adequados de 
vitamina D durante todo o tratamento com teriparatida. 
 
Reposição Rápida em Casos de Deficiência Grave 
(25OHD

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