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ÉRICA LUANA – MEDICINA UNIRV – MED 2025 – CLM5 SÍNDROMES ENDÓCRINAS II FISIOLOGIA DA SUPRARRENAL CÓRTEX: Hipotálamo (CRH) z Hipófise (ACTH/origem: POMC) z Córtex adrenal (CORTISOL; ANDROGÊNIO ALDOSTERONA) A HIPÓFISE NÃO LIBERA O ACTH SOZINHO: O ACTH é um fragmento da pró-opiomelanocortina (POMC), assim como o hormônio estimulador de melanócito Por isso, em casos de liberação excessiva de ACTH, o hormônio estimulador de melanócito também tem sua secreção aumentada, gerando hiperpigmentação. A ALDOSTERONA é controlada pelo RIM: A liberação da aldosterona depende do SRAA! Não depende do ACTH! O ÚNICO hormônio responsável por realizar FEEDBACK NEGATIVO/POSITIVO com o CRH é o CORTISOL: Seu excesso inibe o hipotálamo e a hipófise, e sua ausência faz liberar muito ACTH para tentar corrigir a ausência do cortisol Aldosterona e androgênios não agem nessa alça de retroalimentação CÓRTEX ZONA HORMÔNIO CONTROLE AÇÃO HIPERFUNÇÃO HIPOFUNÇÃO GLOMERULOSA Aldosterona SRAA reabsorve Na+, em troca por K+ e H+ HIPERALDO PRIMÁRIO (↑aldosterona) INSUFICIÊNCIA ADRENAL FASCICULADA Cortisol ACTH Ação permissiva às catecolaminas Regula sistema imune ( linfócitos e eosinófilos) Catabólico (↑glicose) SÍNDROME DE CUSHING (↑cortisol) RETICULADA Andrógenos ACTH? Pilificação feminina. “Em homens, têm pouca importância devido à produção testicular” HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA (↑androgênios) MEDULA - Catecolaminas Sistema nervoso autônomo Aumento do tônus vascular FEOCROMOCITOMA (↑catecolaminas) ÉRICA LUANA – MEDICINA UNIRV – MED 2025 – CLM5 OBS.: O que o paciente pode apresentar quando NÃO TIVER CORTISOL? Hipotensão, pois não vai ter tanta ação de catecolamina Eosinolifia, por conta da ausência de incentivo a morte de eosinófilos Hipoglicemia, devido a ausência da ação catabólica SUPRARRENAL INSUFICIÊNCIA ADRENAL SECUNDÁRIA HIPOTÁLAMO CRH X ACTH X CORTISOL ANDRÓGENOS? ALDOSTERONA HIPÓFISE ACTH PRIMÁRIA CÓRTEX ADRENAL CORTISOL ACTH X CORTISOL X ADNRÓGENOS X ALDOSTERONA Se não tem hipotálamo e hipófise funcionando, então não tem ACTH e consequentemente não tem cortisol pois ele depende do ACTH Como não tem cortisol para inibir o ACTH, ele é liberado em excesso no córtex A aldosterona permanece com níveis normais, pois não depende desse eixo, é regulada por SRAA e sua produção pelo córtex está normal. O problema está no SNC! CAUSAS Primária (Doença de Addison) – ACTH DESTRUIÇÃO ANATÔMICA DA GLÂNDULA: Adrenalite autoimune (associada ou não à síndrome poliglandular); Infecções: tuberculose, hanseníase, sífilis, micoses sistêmicas (paracoccidioidomicose, histoplasmose), CMV e HIV; Doenças infiltrativas: metástases (pulmão, mama, rim), linfomas, amiloidose; Infarto/hemorragia (trauma, sepse, cirurgia, anticoagulantes, síndrome antifosfolipídio); Remoção cirúrgica: adrenalectomia bilateral. Secundária – ACTH INTERRUPÇÃO DO EIXO Suspensão ABRUPTA de corticoide exógeno Hipopituiratismo Congênito Adquirido (sd de Sheehan, tumores hipofisários e hipotalâmico, apoplexia hipofisária, hipofisite linfocítica etc.) CLÍNICA Apenas na PRIMÁRIA: ALDOSTERONA: NA+, K+, H+ (acidose metabólica) ACTH (POMC): PIGMENTAÇÃO (principalmente em áreas de cicatriz prévia, mucosa labial, áreas foto- expostas e linhas da palma da mão). Em AMBAS: CORTISOL: PA, DOR ABDOMINAL, GLICOSE, EOSINOFILIA ANDROGÊNIO: PILIFICAÇÃO FEMININA OBS.: na verdade, também pode ocorrer HIPONATREMIA na insuficiência adrenal secundária, por SIADH. COMO OCORRE HIPERPIGMENTAÇÃO: Baixos níveis circulantes de cortisol levam ao feedback positivo no hipotálamo, que produz CRH; este estimula a hipófise a produzir pró-ópio melanocortina (POMC), que é clivada a ACTH e a MSH (melanocyte-stimulating hormone). O MSH estimula os melanócitos, com consequente hiperpigmentação, que predomina em dobras cutâneas. PARA MEMORIZAR! HIPERPIGMENTAÇÃO MUCOCUTÂNEA + HIPERCALEMIA presentes apenas na INSUFICIÊNCIA ADRENAL PRIMÁRIA! ÉRICA LUANA – MEDICINA UNIRV – MED 2025 – CLM5 DIAG NÓSTICO PASSO 1: confirmar a insuficiência suprarrenal Dosar cortisol sérico matinal (6 – 9h da manhã) Se 3 g/dl = confirma diagnóstico Se 18 g/dl = afasta diagnóstico (desde que o paciente não tenha alguma condição com excesso de CBG, ex.: ACO) PASSO 2: dosar ACTH (alto: primária | normal ou baixo: secundária) OBS.: Teste padrão ouro para diagnóstico de insuficiência adrenal: teste de estimulação rápida com ACTH ou teste de cosintropina (adm de 250 g de cosintropina IV ou IM qualquer hora do dia e dosagem de cortisol após 30-60min) TRATAM ENTO Não farmacológico: Acrescentar sal as refeições Orientar sobre os riscos de suspensão abrupta das medicações e dobrar a dose em condições de estresse (infecção, trauma, diarreia etc) Farmacológico: reposição de glicocorticoides (PREDNISONA VO, HIDROCORTISONA VO) e mineralocorticoides (FLUDROCORTISONA) Hidrocortisona 15- 25 mg/dia, 2x ao dia o 2/3 da dose logo ao acordar e restante ao final da tarde Se PRIMÁRIA, repor também: o FLUDROCORTISONA 100-150 g/dia o Androgênio 50 mg/dia (devido deficiência de DHEA) A REPOSIÇÃO ANDROGÊNICA é opcional. No homem não precisa e na mulher é mais uma questão estética. CRISE ADRENAL AGUDA Reposição de GLICOCORTICOIDE HIDROCORTISONA IV 100mg 6/6h, durante 24h ou, após a 1ª dose de 100mg, começar infusão continua de 10 mg/h > Quando estabilizar: dose para 50 mg IV de 6/6h > 4° ou 5° dia iniciar terapia de reposição e acrescer fludrocortisona, se necessidade > Se as complicações persistirem z aumentar hidrocortisona para 200-400 mg/dia COMO “DESMAMAR” O CORTICOIDE? ATÉ 2-3 SEMANAS: pode suspender abruptamente INDEPENDENTE DA DOSE! Sugestões de esquema: Esquema rápido > 40 mg/dia: reduzir 5–10 mg a cada 1–2 semanas, até chegar em 40 mg/dia. 20–40 mg/dia: reduzir 5 mg a cada 1–2 semanas, até chegar em 20 mg/dia. 1cm) e fragilidade capilar Face “lua cheia”, gibosidade Sintomas neuropsiquiátricos: labilidade emocional, depressão, irritabilidade, ansiedade, ataques de pânico, paranoia e manias leves Outras: osteoporose, acne, hirsutismo etc ÉRICA LUANA – MEDICINA UNIRV – MED 2025 – CLM5 DIAG NÓSTICO PASSO 1: excluir iatrogenia PASSO 2: rastreio para hipercortisolismo Cortisol basal pós 1mg dexa Cortisol libre urinário Cortisol salivar a meia-noite 2 alterados = cushing PASSO 3: dosagem de ACTH ACTH : ACTH-independente ACTH normal/ : ACTH-dependente ACTH-dependente ACTH-independente Adenoma de hipófise (75%) (doença de cushing) Secreção ectópica de ACTH (5-10%) Adenoma adrenal (10-15%) Hiperplasia adrenal (do CRH: cortisol z doença de cushing Dexa = glicocorticoide = altas doses para inibir o tumor que ESTÁ NO EIXO, não inibe o que está de fora (turmo ectópico – adrenal) Paciente com clínica de cushing Confirmar hipercortisolismo (2 exames alterados) Qual a causa? Dosar ACTH ACTH ou normal ACTH Causa ACTH-dependente Causa ACTH-independente = problema na suprarrenal RM sela túrcica Testas eixo TC adrenais + = doença de cushing - = tumor ectópico TRATAM ENTO Tumor / hiperplasia adrenal: Adrenalectomia uni/bilateral Doença de cushing: cirurgia transesfenoidal Tumor ectópico: depende da localização INC IDE NTALO MA A DRE NA L NÓDULOS OU MASSAS SUPRARRENAIS (> 1CM) identificados em exame de imagem feito por qualquer outro motivo. EPIDE MIOLOG IA: PRINCIPAL CAUSA: ADENOMA não funcionante Prevalência aumenta com idade ABOR DAGE M PREOCUPAÇÕES: Funcionante X não-funcionante Benigno x maligno ÉRICA LUANA – MEDICINA UNIRV – MED 2025 – CLM5 ALDOSTERONA CORTISOL TESTOSTERONA GLOMERULOSA FASCICULADA RETICULADA FUNCIONANTE X NÃO FUNCIONANTE SEMPRE investigar: FEOCROMOCITOMA: metanefrinas e frações HIPERCORTISOLISMO: cortisol pós 1mg dexa Se HAS ou hipocalemia investigar: HIPERALDOSTERONISMO com relação aldosterona/atividade da renina plasmática LEMBRAR! Os principais hormônios secretados por um adenoma de adrenal: 1º lugar: CORTISOL 2º lugar: CATECOLAMINAS BENIGNO X MALIGNO FAZER EXAME DE IMAGEM! PONTO 1: TAMANHO DA LESÃO o Risco de malignidade se > 4cm PONTO 2: CONTORNO DA LESÃO o ADENOMAS: regulares o CARCINOMAS: irregulares PONTO 3: DENSIDADE DA LESÃO o ADENOMAS: 10 HU (geralmente > 25-30 HU) PONTO 4: WASH-OUT o Adenomas: > 60% de clareamento em 10 minutos o Carcinomas e feocromocitoma: 4CM LESÃO FUNCIONANTE SINAIS DE MALIGNIDADE HIPER PLASIA A DR ENAL CO NGÊ NITA Autossômico recessivo Deficiência congênita da 21-hidroxilase o Ocorre na 2ª semana de vida o Manifesta com: Insuficiência adrenal e hipoaldosteronismo ( sal e K+) = CRISE ADRENAL! Hiperandrogenismo (virilização) o 17-OH-Progesterona cortisol chegando no hipotálamo, consequentemente ativa o eixo e libera muito ACTH que por sua vez começa a estimular adrenal para produzir cortisol, mas não consegue pois está faltando a enzima; o excesso de estímulos na adrenal leva a aumento, a hiperplasia da glândula FORM AS CL ÍNICAS Clássica: PERDEDORA DE SAL (70-75%) Ocorre na 2ª semana de vida insuficiência adrenal hipoaldosteronismo ( sal e K+) Hiperandrogenismo (virilização) 17-OH-Progesterona VIRILIZANTE SIMPLES (25-30%) Aldosterona normal Tardia: não –clássica MEDULA CATECOLAMINAS CÓRTEX 21-hidroxilase > Participa da síntese da aldosterona e cortisol > Ausência de 21-hidroxilase = ausência de aldosterona e cortisol IMPORTANTE! Estenose hipertrófica z alcalose e K+ Hiperplasia adrenal z acidose e K+ ÉRICA LUANA – MEDICINA UNIRV – MED 2025 – CLM5 DIAG NÓSTICO Programa nacional de triagem neonatal (PNTN) Dosagem de 17-OH-PROGESTERONA TRATAM ENTO CRISE ADRENAL: Hidratação: 20 ml/kg em bolus Glicose: se hipoglicemia Hidrocortisona: EV em doses altas AMBULATORIAL: Glicorticoide oral (ex.: prednisona ou prednisolona) Mineralocorticoide (fludrocortisona) + NaCl 1-3 g/dia Genitoplastia conforme necessidade ME DULA A DRE NAL FEOCRO MOCITO MA NEOPLASIA/TUMOR DE CÉLULAS CROMOAFINS (medula adrenal e paragangliomas) PRODUTOR DE CATECOLAMINAS TUMOR PEQUENO: secreção prioritária de ADRENALINA TUMOR GRANDE: secreção prioritária de NORADRENALINA SE EXTRA-ADRENAL: secreção somente de NORADRENALINA, pela ausência da enzima pnmt (feniletanolamina N-metiltransferase), que converte noradrenalina em adrenalina RARA, distribuição igual entre homens e mulheres, idade entre 30-50 ANOS 90% DAS VEZES: BENIGNO, UNILATERAL E NA SUPRARRENAL ETIOLOG IA Esporádico (90%) e familiar (10%): Neoplasia endócrino múltipla: o CMT + Feocromocitoma: o + hiperparatireoidismo primário (NEM 2A) o + neuromas + biótipo marfanoide (NEM 2B) Síndrome de Von Hippel-Lindau o Feocromocitoma + angioma retiniano + hemangioblastoma cerebelar + hipernefroma Neurofibromatose hereditária tipo 1 o Feocromocitoma+ neurofibroma + manchas café com leite CLÍNICA Tríade característica: o Cefaleia + sudorese + palpitação + HAS paroxística ( Paroxismos adrenérgicos > HAR em jovem > História familiar > Incindentaloma > Miocardiopatia dilatada > Hipertensão em cirurgias 2. BIOQUÍMICA Catecolaminas / metanefrinas (as metanefrinas são metabóltios das catecolaminas e são mais fidedignas!!!!!) > Metanefrinas fracionadas plasmáticas (sensibilidade especificidade) > Metanefrinas fracionadas urinárias ( sensibilidade e especificidade) ATENÇÃO! O ácido vanilmandélico não é mais usado hoje em dia!!! 3. IMAGEM TC de abdome: > Lesão hiperdensa (> 10 UH) > Captação de contraste > Wash-out tardio RNM de abdome: > Sinal hiperintenso em T2 e hipointenso em T1 Cintilografia MIBG/PET-SCAN: > Para localizar os tumores extra-adrenais Cateterismo venoso: > Para suspeita alta com todos os exames negativos > Usar em último caso! Imagem A – RM em corte sagital: massa (seta) deslocando a veia cava inferior anteriormente (ponta de seta). Esse deslocamento da cava é geralmente observado com tumores surgindo na glândula adrenal. Imagem B – RM em corte coronal: grande massa no leito adrenal direito (seta), superior ÉRICA LUANA – MEDICINA UNIRV – MED 2025 – CLM5 ao rim. A baixa intensidade do sinal no centro é causada por hemorragia no tumor. MA NEJO DA CR ISE DE F EOCRO MOC ITOMA Internação em UTI Reposição volêmica vigorosa Alfa-bloqueio Possibilidade terapêutica: SULFATO DE MAGNÉSIO Se HAS refrataria: NIPRIDE TRATAM ENTO PRÉ-OPERATÓRIO: Estimular ingesta de sal Primeiro: bloqueio alfa (+/- 14 dias) o Alfabloqueadores: fenoxibenzapina, prazosina, dexazosina Depois, se necessário (taquicardia): bloqueio beta (bloqueio “alfabético” z primeiro alfa, depois beta) CIRURGIA: ADRENALECTOMIA laparoscópica unilateral Anti-hipertensivos PÓS-OPERATÓRIO: Se hipertensão, são possibilidades: o Catecolaminas circulantes (1-3 semanas no pós-operatório) o Tumor residual o Dano renal Se hipotensão: pensar em hipovolemia Follow-up anual (não há consenso) REGRA DOS 10 EM 10% DOS CASOS PODEM SER BILATERAIS EXTRA-ADRENAIS [em 10% são no tórax] EM PACIENTES JOVENS ( Osso: rico em fosfato de cálcio > Principalfonte de cálcio: ALIMENTO > O cálcio plasmático circula: ligado à albumina (40–50%), livre/ionizado (50–60%) e ligado a outros ânions (5–10%). > O cálcio ionizado é o que importa para as funções fisiológicas. Efeitos do PTH: No rim: aumenta a reabsorção de cálcio no túbulo distal e a excreção de fosfato e bicarbonato no túbulo proximal. É o rim que realiza os ajustes mais rápidos da concentração do cálcio No osso: atua em receptores presentes nos osteoblastos que liberam citocinas capazes de estimular os osteoclastos. Estas são as células ósseas responsáveis pela reabsorção óssea e liberação de cálcio para a circulação. No intestino: influência indireta através da vitamina D, aumentando a absorção de cálcio e fósforo; ÉRICA LUANA – MEDICINA UNIRV – MED 2025 – CLM5 HIPERC ALCE MIA CLÍNICA Rim: POLIÚRIA Intestino: CONSTIPAÇÃO Cardiovascular: HIPERTENSÃO Muscular: FRAQUEZA Olho: DEPOSIÇÃO CORNEANA (ceratopatia em banda) – raro SNC: CONFUSÃO Sintomas graves do SNC são mais comuns na hipercalcemia grave (> 16 mg/dl) e em idosos DIAG NÓSTICO PASSO 1: corrigir o valor do cálcio total Opção 1: dosar o cálcio ionizado Opção 2: calcular pela fórmula: Valores normais: Cálcio total: 8,5–10,5 mg/dl; Cálcio ionizado: 4,5–5,5 mg/dl. PASSO 2: definir etiologia e dosar PTH! Principais: Hiperparatireoidismo primário ( PTH) +IMPORTANTE!!! o Perfil do paciente: Jovem, ambulatorial, melhor estado geral Malignidade (metástase, PTH-rp) ( PTH e osso doente) o Perfil do paciente: Idoso, internado, pior estado geral o Mecanismos: HIPERCALCEMIA HUMORAL (PTH- RP); METÁSTASE (hipercalcemia osteolítica local); SÍNTESE DE VITAMINA D ATIVA (calcitriol) por células cancerígenas, principalmente doenças linfoproliferativas. O PTH símile faz todo o serviço do PTH.E quando tem muito cálcio no sangue, a paratireoide interpreta que não precisa mais secretar PTH e ele fica baixo (mecanismo mais cobrado em prova!!!) Hipervitaminose D ( PTH e osso saudável) o Doença granulomatosas, uso exógeno CRISE HIPERCALC ÊM ICA PTH muito baixo! + comum na hipercalcemia da malignidade! Cinco medidas fundamentais: 1. HIDRATAÇÃO VENOSA COM SF 0,9% > Dose inicial: 200-300 ml/h > Ajustar para manter debito urinário entre 100- 150 ml/h > CUIDADO: cardiopatas e IRA oligúrica! > MUITO IMPORTANTE! A recuperação volêmica com solução salina leva a maior excreção renal de sódio e cálcio. > OBS.: Em pacientes com cálcio sérico corrigido até 12 mg/dl, apenas a hidratação venosa costuma ser suficiente para sua correção. 2. FUROSEMIDA (só após hidratação, questionável); 3. INIBIDORES DA REABSORÇÃO ÓSSEA (bisfosfonatos, denosumabe, calcitonina); 4. Glicocorticoide ( excreção renal de cálcio e a absorção intestinal) > Usados em casos de malignidade e em vitamina D > Prednisona: 40–100 mg/dia, em quatro doses 5. Hemodiálise > Última opção! > Mais usada quando não é possível hidratação vigorosa ATENÇÃO! Todo paciente ADULTO COM HIPERCALCEMIA CRÔNICA, LEVE A MODERADA (CA 60 ANOS e que apresente hipercalcemia, devemos pensar em MALIGNIDADE até que se prove o contrário. Cálcio corrigido = cálcio sérico + 0,8 x (alb normal – alb paciente) ÉRICA LUANA – MEDICINA UNIRV – MED 2025 – CLM5 HIPER PARAT IREO IDIS MO PRIMÁR IO DOENÇA DA MULHER PÓS-MEPOUSA! CONCEITO: distúrbio do metabolismo do cálcio causado pela produção autônoma de PTH por uma ou mais glândulas paratireoides. PRINCIPAL CAUSA: adenoma de paratireoide; ASSOCIAÇÕES CLÁSSICAS: NEM 1 e NEM 2A; > NEM 1: hiperparatireoidismo primário + tumores endócrinos do pâncreas (ex.: gastrinoma) + tumores hipofisários (ex.: prolactinoma). > NEM 2A: carcinoma medular de tireoide + feocromocitoma + hiperparatireoidismo primário. DIAGNÓSTICO: hipercalcemia + elevação do PTH. > Maioria ASSINTOMÁTICA no momento do diagnóstico! > Podem apresentar fraqueza muscular, mialgia, constipação TRATAMENTO: Cirurgia se sintomas ou um dos seguintes: > Cálcio sérico > 1 mg/dl acima do limite normal; > Clearance de creatinina (calculado) Declínio da massa óssea (T-score Idade Calciúria > 400 mg/dia*, nefrolitíase ou nefrocalcinose (indicações ausentes no Harrison). *Algumas referências preconizam ponto de corte em 250 mg/ dia para mulheres e 300 mg/dia para homens. Com indicação cirúrgica? Imagem (US + 99mTc-sestamibi) Sem indicação cirúrgica? Acompanhamento ADENOMA DA PARATIREO IDE USG TOMOGRAFIA CINTILOGRAFIA Oval Hipoecogênico Atrás da tireoide realce pelo meio de contraste iodado retenção do radiotraçador nas imagens tardias MAIS DETALHES SOBRE OS INIBIDORES DA REABSORÇÃO ÓSSEA: Pamidronato: + utilizado. Dose usual: 60–90 mg IV em 2h. A dose não deve ser repetida durante pelo menos 7 dias. O efeito permanece aprox. por 15 dias. Zolendronato (ác. zoledrônico): 1ª escolha (+ potente que o pamidronato e tempo de adm mais conveniente, 5-15min x 2h) Dose usual: 4–8 mg IV em 15min. Ibandronato: mesma eficácia que o pamidronato Dose usual: 2–4 mg IV. Denosumabe: vantagem é a maior segurança em portadores de disfunção renal (inibe o osteoclasto e com isso a reabsorção óssea). Dose: 120 mg SC, podendo ser repetida. Calcitonina: usado nas hipercalcemias + graves, junto com hidratação venosa enquanto espera efeito mais sustentado dos bisfosfonatos. Dose: 4 U/kg IM ou SC de 12/12h, podendo chegar a 8 U/kg SC de 6/6h. Rápido inicio de ação (~4h), mas efeito limitado (redução de 1–2 mg/dl) e transitório (24–48h) por conta do desenvolvimento de taquifilaxia. U/kg SC de 6/6h. Obs. 1: os bisfosfonatos não devem ser usados em caso de Cr > 4,5 mg/dl ou ClCr sinais de Chvostek e Trousseau. Fonte: Up To Date. PERGUNTA QUE VOCÊ TEM QUE SE FAZER NA HIPOCALCEMIA: Hipoparatireoidismo: PTH reduzido ou indetectável, HIPOcalcemia, HIPERfosfatemia. Deficiência de vitamina D: PTH normal ou aumentado, HIPOcalcemia, HIPOfosfatemia, 25(OH) vitamina D diminuída. Tratamento: vitamina D 50.000/dia por 2–3 semanas e depois a mesma dose mensalmente. Observe que se trata de uma dose muito superior à fisiológica de 200–400 U/dia. HIPOPARATIREOIDISMO No hipoparatireoidismo o PTH, então vai apresentar: HIPOCALCEMIA HIPERFOSFATEMIA PRIMÁRIO ETIOLOGIA : Pós-tireoidectomia, autoimune, genética, idiopática... CLÍNICA: Sinais de hipocalcemia TETANIA, sinais de CHVOSTEK e TROSSEAU Parestesias, cãibras, espasmos; Calcificações (nefrocalcinose, síndrome de fahr) Alterações intervalo qt Convulsões e coma DIAGNÓSTICO: CÁLCIO 65) PHP tipo I: SÍNDROME DE ALBRIGHT (IA) o Osteodistrofia hereditária de Albright (síndrome caracterizada por baixa estatura, obesidade, face redonda, pescoço curto e braquidactilia). PHP tipo II: RARO TRATAMENTO: reposição de CÁLCIO DOENÇAS DO METABOLISMO ÓSSEO FISIOLOGIA ÓSSEA PTH Osso: reabsorção óssea Rim: ativa vitamina D, reabsorve cálcio VITAMINA D absorção intestinal do cálcio e fósforo CÁLCIO e FÓSFORO “matéria-prima” para formação óssea O turn-over ósseo passa por 4 etapas: 1ª REABSORÇÃO (osteoblasto) 2ª FORMAÇÃO DA MATRIZ (osteoclasto) 3ª MINERALIZAÇÃO ÓSSEA com CÁLCIO e FÓSFORO (osteoclasto) Organizada por fosfatase alcalina especifica do osso sintetizada pelo osteoblasto 4ª DIFERENCIAÇÃO dos osteoblastos em osteócitos RAQUIT ISMO E OSTEO MA LÁC IA Distúrbios da mineralização óssea Por quê? Deficiência de cálcio (vit. D), P- ou FAL (hipofosfatasia) Adquirida ou congênita Consequências: Faturas por fragilidade Dores difusas Fraqueza muscular Imobilidade OSTEOMALÁCIA (adulto) Desmineralização do OSSO CORTICAL e TRABECULAR “Zonas de Looser” Pseudofratura > Osteopenia difusa > Colapso vertebral > Pseudofratura (matriz óssea pouco mineralizada) RAQUITISMO (criança) Desmineralização na placa EPIFISÁRIA “Osso em taça” Placas epifisárias mais largas Arqueamento do fêmur e da tíbia. > Atraso do crescimento (baixa estatura) > Atraso no fechamento das fontanelas > Deformidade nos ossos longos > Deformidades da coluna / rosário raquítico (abaulamentos na região anterior dos arcos costais); > Comprometimento da dentição > Sulco de Harrison (colapso lateral das paredes torácicas); TRATAM ENTO : Depende da causa! Repor o que está faltando! Cálcio, fósforo, vitamina D, alfa-asfotase ÉRICA LUANA – MEDICINA UNIRV – MED 2025 – CLM5 DOENÇA DE PAGET ÓSSEA Distúrbio focal do metabolismo óssea que cursa com do remodelamento ósseo FISIOPATOLOGIA: 1. Aumento da atividade dos osteoclasto 2. Aumento da atividade dos osteoblastos 3. Remodelamento ósseo desorganizado 4. Crescimento ósseo excessivo Pode ser: Localizada: MONOSTÓTICA Difuso: POLIOSTÓTICA EPIDEMIOLOGIA: A partir dos 55 anos Discreto predomínio em homens CLÍNICA: Maioria assintomático Dor, deformidades, fratura, artrose, compressão nervosa (perda auditiva).... É causa de IC de alto débito (por aumento da demanda óssea) LABORATÓRIO: Cálcio e fósforo NORMAIS, e fosfatase alcalina DIAGNÓSTICO: Clinico-laboratorial + imagem (Rx / cintilografia) RX lombar: o Espessamento da cortical superior e inferior (aspecto de “MOLDURA”) TRATAMENTO: Se sintomas ou doença ativa (imagem positiva, aumento da FA) 1ª opção: ácido zoledrônico 5mg IV 2ª opção: calcitonina ÉRICA LUANA – MEDICINA UNIRV – MED 2025 – CLM5