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ATIVIDADE DE ADVOCACIA
Art. 1º São atividades privativas de advocacia:
 - ATOS PRIVATIVOS NO ÂMBITO JUDICIAL
POSTULAR PERANTE OS ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO - ATENÇÃO FOI RETIRADA A EXPRESSÃO QUALQUER ÓRGÃO, JUSTAMENTE PELO MOTIVO DE TERMOS AS EXCEÇÕES;
POSTULAR PERANTE O JUIZADO ESPECIAL;
EXCEÇÕES:
- JUIZADO ESPECIAL CÍVEL ATÉ 20 SALÁRIOS – Art. 9º da 9.099/95, todavia os Recursos
Inominados precisam de representação (art. 41, § 2º);
- JUSTIÇA DO TRABALHO ATÉ A INSTÂNCIA DO TRT – A previsão está no art. 791 da CLT;
- HABEAS CORPUS – Pode ser impetrado por qualquer pessoa, inclusive pelo próprio paciente, contudo, a impetração sim, mas o recurso (em sentido estrito e o Ordinário) em HC, são atos privativos de advogado.
4- JUIZADO ESPECIAL FEDERAL ATÉ 20 SALÁRIOS - Lei nº 10.259/01
 - ATOS PRIVATIVOS NO ÂMBITO EXTRAJUDICIAL
ATIVIDADES DE CONSULTORIA- RECEBE UMA DEMANDA, ANALISA	E
PASSA UM DIRECIONAMENTO, ou seja, não põe a mão na massa;
ATIVIDADE DE ASSESSORIA - neste caso o assessor coloca a mão na massa, ele faz e entrega a demanda;
ATIVIDADES DE DIREÇÃO JURÍDICA- quando a pessoa coordena um departamento jurídico;
ATENÇÃO 1: A função de diretoria e gerência jurídicas em qualquer empresa pública, privada ou paraestatal, inclusive em instituições financeiras, é privativa de advogado, não podendo ser exercida por quem não se encontre inscrito regularmente na OAB.
ATENÇÃO 2: É proibido ao advogado prestar serviços de assessoria e consultoria jurídicas para terceiros, em sociedades que não possam ser registradas na OAB. Os integrantes da advocacia pública estão sujeitos ao Estatuto da Advocacia e da OAB como regra própria de sua atividade.
ATENÇÃO 3: Novidade trazida pela Lei nº 14.365/22, que incluiu o §4º ao art. 5º, determinando que as atividades de consultoria e assessoria jurídicas podem ser exercidas de modo verbal ou por escrito, a critério do advogado e do cliente, independentemente de procuração ou de formalização de contrato de honorários.
EXERCÍCIO EFETIVO DA ADVOCACIA
(art. 5º do REGULAMENTO GERAL DA OAB)
Este tema serve para o indivíduo que, uma vez formado, deseja prestar concurso que exige uma prática na advocacia por um período e, neste caso, o Regulamento Geral impõe que o candidato necessita de participação anual, no mínimo, pelo menos, cinco atos privativos da advocacia, vejamos:
Atos judiciais e atos extrajudiciais:
Atos Judiciais: Postulação ao órgão do Poder Judiciário e Juizados Especiais;
Atos Extrajudiciais: Consultoria; Assessoria; Direção jurídica.
COMO COMPROVAR ISSO?
Certidão expedida por cartório ou secretarias judiciais; Cópia autenticada dos atos privativos;
Certidão expedida pelo órgão público no qual o advogado exerça função privativa do seu ofício indicando os atos praticados.
ATENÇÃO: CADA PROCESSO CONTA COMO UM ÚNICO ATO PRIVATIVO, APESAR DA COMPROVAÇÃO DE VÁRIAS PEÇAS PROTOCOLADAS PELO CANDIDATO, ESTAS ESTÃO RELACIONADAS A UM PROCESSO APENAS, CINCO ATOS – CINCO PROCESSOS DISTINTOS!!!
ATOS E CONTRATOS CONSTITUTIVOS DE PESSOAS JURÍDICAS
§ 2º Os atos e contratos constitutivos de pessoas jurídicas, sob pena de nulidade, só podem ser admitidos a registro, nos órgãos competentes, quando visados por advogados.
O intuito do legislador foi diminuir os riscos de futuros problemas ou conflitos decorrentes do contrato.
Estamos diante de um registro nulo, ou seja, nulidade absoluta, mas temos
exceções (Lei Complementar 123/06 – art. 9º, § 2º) , vejamos:
As microempresas e;
Empresas de pequeno porte;
Por possuírem uma regularização simples não necessita do visto do advogado para sua constituição.
ATENÇÃO: O ADVOGADO QUE ASSINAR ESTE CONTRATO NÃO PODE TRABALHAR NA JUNTA COMERCIAL OU QUALQUER REPARTIÇÃO ADMINISTRATIVA COMPETENTE.
OUTROS CASOS DE NULIDADE
Art. 4º São nulos os atos privativos de advogado praticados por pessoa não
inscrita na OAB, sem prejuízo das sanções civis, penais e administrativas.
Parágrafo único. São também nulos os atos praticados por advogado impedido - no âmbito do impedimento - suspenso, licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia.
VEJAMOS:
- PESSOAS NÃO INSCRITAS NA OAB – só podem exercer pessoas inscritas na OAB, nem estagiários podem praticar de forma isolada.
O Estatuto, no art. 4º, não exclui as sanções civis, penais e administrativas, seja pelo prejuízo causado, seja pelo exercício irregular de profissão (art. 47 do Decreto-Lei 3.688/41 – Contravenções Penais);
– ADVOGADO IMPEDIDO – os impedimentos elencados no art. 30 do
Estatuto;
– ADVOGADO SUSPENSO – a suspensão pode durar de 30 a 12 meses, no
caso de punição por infração disciplinar (art. 37 do Estatuto);
– ADVOGADO LICENCIADO – a licença pode ser requerida pelo próprio
advogado em caso de impossibilidade temporária;
– ADVOGADO QUE PASSA A EXERCER ATIVIDADE INCOMPATÍVEL – no
caso de passar a exercer a função e não comunicar à OAB.
ATENÇÃO:
Foi inserido o art. 3º - A (pela Lei 13.039/2020) - o novo texto veio reafirmar que os serviços profissionais de advogado são, por sua natureza, técnicos e, inclusive, traz mais segurança as contratações de advogados nas hipóteses de inexigibilidade de licitação, mencionadas no art. 74 da Lei 14.133/2021.
Art. 3º-A. Os serviços profissionais de advogado são, por sua natureza, técnicos e singulares, quando comprovada sua notória especialização, nos termos da
lei.	(Incluído pela Lei nº 14.039, de 2020)
ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO – ATOS QUE O ESTAGIÁRIO PODE PRATICAR
INSCRIÇÃO DO ESTAGIÁRIO: O estagiário se inscreve na Seccional onde se encontra o seu curso jurídico e não o escritório onde pretende exercer ou exerce o estágio.
O Regulamento Geral em seu artigo 29 prevê em seu caput que o estagiário pode praticar TODOS os atos privativos da advocacia elencados no art. 1º desde que em conjunto com o advogado.
Contudo, em seu parágrafo primeiro, elenca em que casos o estagiário (inscrito na OAB) pode praticar os atos isoladamente, porém, sempre com a responsabilidade do advogado, VEJAMOS:
- Retirar e devolver autos em cartório;
- Obter certidões;
- Assinar petições de juntada de documentos a processos administrativos ou judiciais;
praticar	os	atos	extrajudiciais,	quando	receber	autorização	ou
substabelecimento do advogado.
Nos atos extrajudiciais, o estagiário pode comparecer isoladamente, desde que munido de autorização ou até substabelecimento para o mesmo, ATENÇÃO SOMENTE PARA OS ATOS EXTRAJUDICIAIS!!!!
Todo ato praticado pelo estagiário é de responsabilidade do advogado!!!!
DA PROCURAÇÃO
Art. 5º O advogado postula, em juízo ou fora dele, fazendo prova do mandato.
§ 1º O advogado, afirmando urgência, pode atuar sem procuração, obrigando-se a
apresentá-la no prazo de quinze dias, prorrogável por igual período.
§ 2º A procuração para o foro em geral habilita o advogado a praticar todos os atos
judiciais, em qualquer juízo ou instância, salvo os que exijam poderes especiais.
§ 3º O advogado que renunciar ao mandato continuará, durante os dez dias seguintes à notificação da renúncia, a representar o mandante, salvo se for substituído antes do término desse prazo.
ATENÇÃO: Existe um conflito em relação ao ESTATUTO e o CPC, pois no art. 104 do CPC,
menciona que necessita de despacho do juiz para prorrogação, vejamos:
Art. 104. O advogado não será admitido a postular em juízo sem procuração, salvo para evitar preclusão,
decadência ou prescrição, ou para praticar ato considerado urgente.
§ 1º Nas hipóteses previstas no caput , o advogado deverá, independentemente de caução, exibir a
procuração no prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual período por despacho do juiz.
Por se tratar de uma lei especial, entende a doutrina majoritária, que prevalece o estatuto, ou
seja, não necessita de despacho do juiz.
ATENÇÃO2 : SÚMULA 115 DO STJ – Na instância especial dos Tribunais, não tem se admitido recurso por advogado sem procuração nos autos.
PROCURAÇÃO VERBAL pode ocorrer nos seguintes casos:
– Se o acusado o indicar por ocasião do interrogatório (art. 226 do CPP) e
– Nos juizados especiais – casoaté que seja reabilitado.
MULTA – A multa é uma sanção acessória, ou seja, não será aplicada de forma isolada, sendo aplicada em conjunto com uma censura ou até uma suspensão, sempre que houver uma circunstância agravante, como no caso a reincidência. O valor da multa pode variar entre 01 a 10 anuidades.
ATENÇÃO: As sanções disciplinares (censura, suspensão, exclusão e multa), devem constar nos assentamentos do inscrito, após o transito em julgado da decisão, não podendo ser objeto de publicidade a censura, justamente pelo fato de não impedir a contratação do profissional.
INFRAÇÕES PUNIDAS COM EXCLUSÃO (art. 38 do Estatuto):
– aplicação por 3 vezes de suspensão, ou seja, o advogado que for suspenso , seja qual for
a infração, na terceira vez será excluído da OAB;
- infrações definidas nos incisos XXVI a XXVIII do art. 34;
– fazer falsa prova de qualquer dos requisitos para inscrição;
– tornar-se moralmente inidôneo para o exercício da advocacia;
– praticar crime infamante.
ATENUANTES:
São consideradas atenuantes:
– falta cometida na defesa da prerrogativa;
- ausência de punição disciplinar anterior;
- exercício assíduo de cargo na OAB;
– prestação de relevantes serviços à advocacia.
REABILITAÇÃO (art. 41 do Estatuto):
O Estatuto da OAB permite que, após 01 ano do cumprimento da sanção disciplinar, o advogado faça o requerimento de sua reabilitação, apresentando, para tanto, provas efetivas de bom comportamento, contudo, quando a sanção se der por prática de algum crime, o pedido de reabilitação na OAB dependerá da correspondente reabilitação criminal (art. 94 do CP).
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA (art. 43, caput do Estatuto):
A aplicação da punibilidade às infrações disciplinares prescreve em 05 anos, a contar da data da constatação oficial do fato.
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE (art. 43, § 1ª do Estatuto):
A prescrição intercorrente ocorrerá quando o processo ficar parado por mais de 03 anos, pendente
de despacho ou julgamento.
INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO (art. 43, § 2ª do Estatuto):
A prescrição será interrompida e ter sua contagem reiniciada em duas situações:
- pela instauração de processo disciplinar ou pela notificação válida feita;
– pela decisão condenatória recorrível;em que o juiz poderá consignar em ata os poderes outorgados.
ATENÇÃO: A procuração não pode ser outorgada a sociedade de
advogados!!!!
DO SUBSTABELECIMENTO
O substabelecimento pode ocorrer de duas formas, vejamos:
1- COM RESERVA DE PODERES – Caso em que o advogado divide os poderes outorgados a ele – ATENÇÃO AMBOS PERMANECEM NO PROCESSO e não necessita de anuência do cliente (normalmente);
2 – SEM RESERVA DE PODERES – Neste caso o advogado passa os poderes outorgados a ele – O ADVOGADO SAI E NOMEIA OUTRO e, justamente por isso necessita de anuência do cliente, pois outro advogado assumirá o processo.(PRÉVIA E INEQUÍVOCA CIÊNCIA DO CLIENTE – art.26, caput do Código de Ética).
RENÚNCIA E REVOGAÇÃO
A renúncia e a revogação são formas de saída do advogado do processo,
contudo devemos entender as diferenças, vejamos:
1- RENÚNCIA – ato do advogado que decide renunciar os poderes outorgados a ele e, neste caso, ficará responsável pelo processo por 10 dias à contar da data da ciência ao cliente, salvo se for substituído por outro advogado – art. 5º § 3º do Estatuto.
2 – REVOGAÇÃO – ato do cliente que decide retirar o advogado do processo, ou seja, destituí-lo e, neste caso, o advogado terá direito aos honorários pactuados e os de sucumbência. Art. 17 do Código de ética .
DIREITOS DO ADVOGADO
Art. 6º - Não existe hierarquia – conscientização da profissão exercida e os
direitos inerentes.
Art. 7º - exercer com liberdade a profissão – uma vez inscrito na OAB, a pessoa pode advogar em TODO território nacional, ilimitadamente no respectivo Conselho Seccional (Estado) e até 05 ações em outro Seccional, excedendo, deverá requerer uma inscrição suplementar – outra anuidade. (art. 10 §2º do Estatuto), entendimento pelo Conselho Federal que a limitação se refere a cinco ações distribuídas por ano.
Art. 7º II – a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho – esta inviolabilidade não é absoluta – ATENÇÃO A MUDANÇA LEGISLATIVA – Lei 14.365/22
Uma vez presentes os indícios de autoria e materialidade da prática de crime pelo advogado, o juiz pode decretar a quebra da inviolabilidade com a presença do representante da OAB.
art. 7º III – comunicar-se com os seus clientes – ainda que o preso esteja incomunicável (art. 21 do CPP0 esta incomunicabilidade não alcança o advogado em virtude que o direito a defesa é um direito reconhecido na Constituição Federal.
IV – ter a presença do representante da OAB quando preso em flagrante, por motivo ligado a advocacia – foi objeto de ação direita de inconstitucionalidade, contudo em maio de 2006 foi decidido pelo STF, pela constitucionalidade, porém, caso a OAB não chegue a tempo, a prisão permanecerá válida.
art. 7º V – não ser recolhido preso, antes da sentença transitada em julgado – ação direta de inconstitucionalidade pela expressão “reconhecida pela OAB”
VI – ingressar livremente – garante o exercício da função , porém, na alínea d exige-se poderes especiais na procuração.
VII – permanecer sentando ou em pé – este inciso garante autonomia ao advogado (em consonância com o art. 6º )no exercício da função, dando a ele, o direito de escolha se quer ficar sentado ou em pé nos locais onde exerça a sua função.
art. 7º VIII – dirigir-se diretamente aos magistrados – Novamente em consonância ao art. 6º , este inciso garante ao advogado livre acesso, ´contudo devemos entender e aplicar o dever de urbanidade, ou seja, o advogado tem que respeitar a dinâmica do magistrado, o que não pode ocorrer é a negativa em receber o advogado para despachar o processo. DIREITO DO ADVOGADO E NÃO DO ESTAGIÁRIO.
IX – sustentar oralmente – infelizmente declarada inconstitucional pelo STF a expressão após o voto do relator, o que acaba dificultando o melhor entendimento do colegiado e melhor explicação do processo.
art. 7º X – usar da palavra, pela ordem – Novamente em consonância ao art. 6º
, este inciso garante ao advogado o direito de se manifestar, ainda que não seja a hora devida para tanto, para interromper uma fala, no intuito de esclarecer algum equívoco ou dúvida.
XI – reclamar, verbalmente ou por escrito – quase idêntico ao inciso anterior, o que difere é justamente o caráter urgente na intervenção do inciso anterior, pois neste inciso, o advogado utiliza-se do momento correto para a fala.
XII – falar, sentado ou em pé, em juízo – novamente de encontro com o art. 6º .
art. 7º XIII – examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo– Em primeiro lugar devemos fazer a distinção entre:
Exame dos autos (quando o advogado apenas consulta o processo no cartório) e;
Direito de vista do autos (quando o advogado retira os autos do cartório para
melhor análise).
No caso de exame dos autos, o advogado tem direito de examinar em qualquer órgão do poder judiciário, legislativo ou da administração pública, mesmo sem procuração, desde que não estejam em SEGREDO DE JUSTIÇA.
No caso de visita de autos, o advogado tem direito de tirar cópias do processo, devendo o cartório disponibilizar de xerox para tanto. MUDANÇA TRAZIDA PELA LEI 13.793/19 , acesso a processo eletrônico mesmo sem procuração, desde que não estejam em SEGREDO DE JUSTIÇA.
XIV – examinar, em qualquer instituição .. autos de flagrante – mudança trazida pela lei 13.245/16 que garante ao advogado o acesso aos documentos e, estabelecendo ainda que, a sua inobservância, pode gerar responsabilidade criminal e funcional por abuso de autoridade.
Lembrando que o sigilo do Inquérito Policial não alcança o advogado!!!
Atenção:	Nos	autos	sujeitos	a	sigilo,	deverá	o	advogado	apresentar
procuração!!
Atenção: a autoridade competente poderá limitar o acesso do advogado a documentos ainda não juntados – diligências ainda em andamento, pois o acesso pode comprometer a diligencia ainda não finalizada.
Art. 7º XV – ter vista dos processos judiciais e administrativos de qualquer natureza – já explicado nos slides anteriores.
– idem
– ser publicamente desagravado, quando ofendido no exercício da profissão ou em razão dela -
PRERROGATIVAS – DIREITOS DO ADVOGADO
DESAGRAVO PÚBLICO – ART. 18 DO REGULAMENTO GERAL
Caberá desagravo quando o inscrito na OAB for ofendido no exercício da função de advogado ou em função da OAB, promovido pelo Conselho competente, a pedido do ofendido, de qualquer pessoa ou até de ofício pela OAB.
Atenção: Não é necessário que o ofendido concorde ou não com o desagravo, pois neste caso trata-se de uma ofensa a categoria (exercício da função).paragrafo sétimo do regimento
Art. 19. Compete ao Conselho Federal promover o desagravo público de Conselheiro Federal ou de Presidente de Conselho Seccional, quando ofendidos no exercício das atribuições de seus cargos e ainda quando a ofensa a advogado se revestir de relevância e grave violação às prerrogativas profissionais, com repercussão nacional.
(temos duas situações que envolvem o Conselho Federal)
Estamos diante de casos de tamanha relevância, que macule a advocacia como um todo, justificando assim, uma participação do órgão máximo da oab.
– usar símbolos privativos da OAB – neste caso estamos diante de símbolos, anéis, adornos ...
– recusar-se a depor – trata-se de um direito e um dever instituído no Código de Ética em seu art. 35 a 38, vejamos:
Art. 35. O advogado tem o dever de guardar sigilo dos fatos de que tome conhecimento no exercício da profissão. Parágrafo único. O sigilo profissional abrange os fatos de que o advogado tenha tido conhecimento em virtude de funções desempenhadas na Ordem dos Advogados do Brasil.
Art. 36. O sigilo profissional é de ordem pública, independendo de solicitação
de reserva que lhe seja feita pelo cliente.
§ 1º Presumem-se confidenciais as comunicações de qualquer natureza entre
advogado e cliente.
§ 2º O advogado, quando no exercício das funções de mediador, conciliador e árbitro, se submete às regras de sigilo profissional.
Art. 37. O sigilo profissional cederá em face de circunstâncias excepcionais que configurem justa causa, como nos casos de grave ameaça ao direito à vida e à honra ou que envolvamdefesa própria.
Art. 38. O advogado não é obrigado a depor, em processo ou procedimento judicial, administrativo ou arbitral, sobre fatos a cujo respeito deva guardar sigilo profissional.
– retirar-se do recinto- Esse direito representa um grande avanço para os advogados pois veio evitar excessos cometidos por magistrados em total desrespeito aos advogados, mas atenção:
Só se aplica quando o magistrado não tiver chegado ao local, pois no caso de atraso por estar o mesmo praticando outro ato processual (audiência atrasada ou despachando outro processo emergencial, não haverá aplicação deste inciso).
Atenção 2: a CLT prevê prazo menor – 15 minutos , art. 815 da CLT.
Em ambos os casos, exige-se protocolo de petição informando a retirada do
local.
ATENÇÃO:	A Lei 14.365/22 retirou a imunidade do advogado de forma equivocada – vejamos o artigo
https://www.migalhas.com.br/quentes/368873/camara-admite-erro-e-imunidade- profissional-voltara-ao-estatuto-da-oab
Essa imunidade blinda o advogado, porém, somente no exercício da função ou em razão dela, não excluindo da sanção disciplinar cabível quando constatado excessos por parte do advogado, pois segundo o Código de ética, o mesmo tem o dever de urbanidade, ou seja, tratar todos com respeito e consideração.
Atenção 2: a imunidade não alcança o desato!! Atenção 3 – art. 78 do CPC. LER!!!
Art. 78. É vedado às partes, a seus procuradores, aos juízes, aos membros do Ministério Público e da Defensoria Pública e a qualquer pessoa que participe do processo empregar expressões ofensivas nos escritos apresentados.
§ 1º Quando expressões ou condutas ofensivas forem manifestadas oral ou presencialmente, o juiz advertirá o ofensor de que não as deve usar ou repetir, sob pena de lhe ser cassada a palavra.
§ 2º De ofício ou a requerimento do ofendido, o juiz determinará que as expressões ofensivas sejam riscadas e, a requerimento do ofendido, determinará a expedição de certidão com inteiro teor das expressões ofensivas e a colocará à disposição da parte interessada.
DIREITOS DA ADVOGADA GESTANTE
Art. 7o-A. São direitos da advogada:
- gestante:
entrada em tribunais sem ser submetida a detectores de metais e aparelhos de raios X;
reserva de vaga em garagens dos fóruns dos tribunais;
- lactante, adotante ou que der à luz, acesso a creche, onde houver, ou a local adequado ao
atendimento das necessidades do bebê;
- gestante, lactante, adotante ou que der à luz, preferência na ordem das sustentações orais e
das audiências a serem realizadas a cada dia, mediante comprovação de sua condição;
- adotante ou que der à luz, suspensão de prazos processuais quando for a única patrona da
causa,	desde	que	haja	notificação	por	escrito	ao	cliente.
§ 1o Os direitos previstos à advogada gestante ou lactante aplicam-se enquanto perdurar,
respectivamente, o estado gravídico ou o período de amamentação.
§ 2o Os direitos assegurados nos incisos II e III deste artigo à advogada adotante ou que der à luz serão concedidos pelo prazo previsto no art. 392 do Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943 (Consolidação das Leis do Trabalho).
§ 3o O direito assegurado no inciso IV deste artigo à advogada adotante ou que der à luz será concedido pelo prazo previsto no § 6o do art. 313 da Lei no 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil).
Art. 7º-B Constitui crime violar direito ou prerrogativa de advogado previstos nos incisos II, III, IV e V do caput do art. 7º desta Lei: (pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 14.365, de 2022)
REQUISISTOS PARA INSCRIÇÃO COMO ADVOGADO E ESTAGIÁRIO
PARA ADVOGADO TEMOS 7 REQUISITOS E PARA ESTAGIÁRIO 5, SÃO ELES:
- capacidade civil – Art. 3º,4º e 5º do CC; (adv. e estagiário)
- diploma ou certidão de graduação em direito, obtido em instituição de
ensino oficialmente autorizada e credenciada;
- título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; (adv. e
estagiário)
- aprovação em Exame de Ordem; o exame pode ser feito até por quem exerce
atividade incompatível;
- não exercer atividade incompatível com a advocacia; (art.28)
- idoneidade moral – condição de indivíduo honesto; (adv. e estagiário)
Atenção: a lei fala de inidoneidade moral – prática de crime infamante (todo crime que
provoque para seu autor desonra, má fama);
- prestar compromisso perante o conselho – trata-se de um juramento feito no ato da entrega da carteira – esse compromisso não pode ser feito por procuração, ou seja, o indivíduo tem que ir pessoalmente prestar. (art.20 do Regulamento Geral) (adv. e estagiário)
ATENÇÃO: além dos requisitos elencados no Estatuto, o Regulamento Geral incluiu (art. 20 §2º ) não praticar conduta incompatível com a advocacia, que não se confunde com atividade incompatível.
Atividade incompatível – art. 28 do Estatuto que elenca o rol de atividades;
Conduta incompatível – se refere a vida pessoal, como por exemplo, embriaguez, prática de jogos de azar não autorizado por lei.
ATENÇÃO 2: A inscrição como estagiário deve ser realizada no Conselho Seccional do Estado onde se localiza o seu curso jurídico e não do seu domicílio.
ATENÇÃO 3: O aluno que exerce atividade incompatível pode frequentar o estágio ministrado na respectiva instituição de ensino.
ATENÇÃO 4: Novidade trazida pela Lei 14.365/22 – o estágio profissional poderá ser realizado no regime de teletrabalho ou de trabalho a distância em sistema remoto, no caso de pandemia ou de situações excepcionais.
INSCRIÇÃO PARA ESTRANGEIROS OU BRASILEIROS GRADUADOS FORA DO PAÍS
O art. 8º, §2º do Estatuto determina que o estrangeiro ou o brasileiro (graduados em direito fora do país) podem se inscrever no quadro de advogados da OAB, desde que, o título de graduação, obtido pela instituição de ensino, seja revalidado e que preencha os demais requisitos da lei.
ATENÇÃO: Os advogados portugueses (Provimento 129/2008), uma vez inscritos na Ordem dos advogados de Portugal, poderão se inscrever junto a OAB com dispensa do exame de ordem.
TIPOS DE INSCRIÇÕES
1 – INSCRIÇÃO PRINCIPAL – uma vez aprovado no exame de ordem e cumprido todos os requisitos da Lei, o advogado pode requerer a sua inscrição, no domicilio de seu escritório – domicílio profissional.
2 – INSCRIÇÃO SUPLEMENTAR - como já abordado nos slides anteriores, o advogado deve requerer a inscrição suplementar em outra unidade federativa, quando exercer de forma habitual a atividade da advocacia – mais de 05 ações distribuídas por ano.
3 - INSCRIÇÃO ESPECIAL – A lei 14.365/22 acrescentou nos § 3º e 4º ao art. 28, passando a determinar que as atividades incompatíveis dos incisos V e VI (atividade policial ou militar) não se aplicam em causa própria, estritamente para defesa e tutela de direitos pessoais, desde que tenha inscrição na OAB (com menção desta restrição na própria carteira), pagamento da anuidade e VEDADA PARTICIPAÇÃO EM SOCIEDADE DE ADVOGADOS!!!
ATENÇÃO MUDANÇA RECENTE – Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucionais as alterações no Estatuto da Advocacia que autorizavam policiais e militares da ativa a exercer a advocacia em causa própria.
LICENÇA E CANCELAMENTO DA INSCRIÇÃO DA OAB - arts. 11-14
LICENÇA – Na licença o advogado se afasta do exercício da advocacia, nas hipóteses do art. 12 e, caso pratique qualquer ato, este será considerado nulo. Na licença não será cobrada anuidade enquanto perdurar o pedido e, no caso de retorno, a inscrição se manterá a mesma do ato de inscrição. VEJAMOS OS CASOS:
REQUERIMENTO POR MOTIVO JUSTIFICADO - para o licenciamento o advogado deverá juntar a justificativa, que será analisado pela OAB, entendo motivo justificado de afastamento : viagem ao exterior para curso de aperfeiçoamento, enfermidade.
PASSAR A EXERCER ATIVIDADE INCOMPATÍVEL EM CARÁTER TEMPORÁRIO -	as
atividades incompatíveis serão estudadas ainda, contudo, estão no rol do art. 28 e podem ser exercidas em caráter permanente ou temporário e, em caso temporário, não se justifica o advogado requerer o cancelamento de sua inscrição, devendo apenassolicitar o licenciamento. Exemplos de casos de licenciamento por atividade incompatível – CHEFE DO PODER EXECUTIVO – Governador, Prefeito etc...
SOFRER DOENÇA MENTAL CONSIDERADA CURÁVEL- neste caso, o pedido deverá
ser acompanhado do laudo médico informando a doença mental e o tratamento.
CANCELAMENTO – Neste caso, ocorrerá o cancelamento da inscrição do advogado, ou seja, sua saída da OAB e, em caso de retorno, deverá requerer nova inscrição, comprovada os requisitos do art. 8º, exceto nova aprovação no exame de ordem – lembre-se, no caso de retorno, o advogado ganhará nova inscrição, não se restabelecendo a numeração anterior. VEJAMOS OS CASOS:
REQUERIMENTO DO ADVOGADO - Neste caso o advogado não precisa apresentar motivo para o cancelamento, bastando o requerimento.
– SOFRER PENALIDADE DE EXCLUSÃO – no caso de sanção disciplinar aplicada e, para requerimento de nova inscrição, deverá comprovar reabilitação do motivo que ensejou a exclusão. (p.único do art. 41 do Estatuto)
– FALECIMENTO -	o cancelamento poderá ocorrer de ofício, uma vez tomando
ciência do falecimento do advogado.
– PASSAR A EXECER ATIVIDADE INCOMPATÍVEL COM A ADVOCACIA EM CARÁTER
DEFINITIVO – como já abordado no tópico do licenciamento, a atividade incompatível poderá ser exercida em caráter temporário ou permanente e, em caso permanente, deverá o inscrito, requerer o cancelamento de sua inscrição (sob pena de incorrer em infração disciplinar e gerar a nulidade do ato praticado). Exemplo de atividade incompatível permanente – membro do judiciário, MP.
– PERDER UM DOS REQUISITOS DO ROL TAXATIVO DA INSCRIÇÃO – ART. 8º -
exemplos – diploma falsificado ....
SOCIEDADE DE ADVOGADOS – ART. 15 do Estatuto
Temos dois tipos:
A sociedade de advogados simples – é aquela formada por dois ou mais
advogados;
A sociedade de advogados unipessoal – é aquela que o advogado sozinho
monta uma sociedade;
QUAL O MOMENTO QUE ESTA SOCIEDADE ADQUIRE PERSONALIDADE
JURÍDICA?
Com o registro da sociedade perante o Conselho Seccional do local onde for a
sede desta sociedade.
PONTOS IMPORTANTES
A sociedade de	advogados não	pode ter características	de uma	sociedade empresária;
Não pode ter denominação fantasia (escritório “causa ganha”, “justiça rápida”;
Não pode ter nome de advogado renomado já falecido “RUI BARBOSA advogados”; Só poderá ser formada por ADVOGADOS, ou seja, não pode ter em seu quadro um
sócio sem inscrição na OAB (ex: um contador se	junta com um advogado para montar uma sociedade – NÃO PODE!!!);
É proibido o registro no Cartório de Registro Civil ou Junta Comercial, sociedade que
inclua, dentre outras atividades, a atividade da advocacia.
SOCIEDADE DE ADVOGADOS
ATENÇÃO 1: A Razão social deve conter, pelo menos, o nome de um dos advogados que compõem a sociedade, podendo constar o nome do advogado falecido, desde que previsto no ato constitutivo.
ATENÇÃO 2: A razão social da sociedade de advogados unipessoal deve conter obrigatoriamente o nome do advogado, todo ou parte dele com a expressão Sociedade Individual de Advocacia.
Atenção 3: É possível a participação de advogados em sociedades sediadas em áreas territoriais de seccionais diversas. (ex. um advogado é socio de um escritório no Rio e outro em SP – ESTADOS DIFERENTES!!!
ATENÇÃO 4: Advogados sócios não podem representar clientes opostos!!!!
DA RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO
Responsabilidade subsidiária – significa que antes eu tenho que atacar o patrimônio desta sociedade e depois do advogado que a compõe;
Responsabilidade ilimitada – significa que atacando o patrimônio do advogado, esta atuação se dará de forma ilimitada.
FUNDAMENTAÇÃO: art. 17 do Estatuto	combinado com o art.40 do Regulamento Geral.
DO ADVOGADO EMPREGADO
Art. 18. A relação de emprego, na qualidade de advogado, não retira a isenção técnica nem reduz a independência profissional inerentes à advocacia.
Parágrafo único. O advogado empregado não está obrigado à prestação de serviços profissionais de interesse pessoal dos empregadores, fora da relação de emprego.
Art. 19. O salário mínimo profissional do advogado será fixado em sentença
normativa, salvo se ajustado em acordo ou convenção coletiva de trabalho.
§ 2º As atividades do advogado empregado poderão ser realizadas, a critério do empregador, em qualquer um dos seguintes regimes:(Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022)
- exclusivamente presencial: modalidade na qual o advogado empregado, desde o início da contratação, realizará o trabalho nas dependências ou locais indicados pelo empregador;(Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022)
- não presencial, teletrabalho ou trabalho a distância: modalidade na qual, desde o início da contratação, o trabalho será preponderantemente realizado fora das dependências do empregador, observado que o comparecimento nas dependências de forma não permanente, variável ou para participação em reuniões ou em eventos presenciais não descaracterizará o regime não presencial; (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022)
- misto: modalidade na qual as atividades do advogado poderão ser presenciais, no estabelecimento do contratante ou onde este indicar, ou não presenciais, conforme as condições definidas pelo empregador em seu regulamento empresarial, independentemente de preponderância ou não. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022)
§ 3º Na vigência da relação de emprego, as partes poderão pactuar, por acordo individual simples, a alteração de um regime para outro. (Incluído pela Lei nº 14.365, de 2022)
Art. 19. O salário mínimo profissional do advogado será fixado em sentença normativa, salvo se ajustado em acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Art. 20. A jornada de trabalho do advogado empregado, quando prestar serviço para empresas, não poderá exceder a duração diária de 8 (oito) horas contínuas e a de 40 (quarenta) horas semanais. (Redação dada pela Lei nº 14.365, de 2022)
§ 1º Para efeitos deste artigo, considera-se como período de trabalho o tempo em que o advogado estiver à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, no seu escritório ou em atividades externas, sendo-lhe reembolsadas as despesas feitas com transporte, hospedagem e alimentação.
§ 2º As horas trabalhadas que excederem a jornada normal são remuneradas por um adicional não inferior a cem por cento sobre o valor da hora normal, mesmo havendo contrato escrito.
§ 3º As horas trabalhadas no período das vinte horas de um dia até as cinco horas do dia seguinte são remuneradas como noturnas, acrescidas do adicional de vinte e cinco por cento.
Art. 21. Nas causas em que for parte o empregador, ou pessoa por este representada, os honorários de sucumbência são devidos aos advogados empregados.
Parágrafo único. Os honorários de sucumbência, percebidos por advogado empregado de sociedade de advogados são partilhados entre ele e a empregadora, na forma estabelecida em acordo.
TIPOS DE ADVOGADOS
Profissional liberal – trata-se de advogado que atua de forma autônoma e que não mantém nenhum vínculo empregatício com cliente, atendendo-o de forma avulsa, habitual ou permanente.
Advogado sócio – vários advogados unidos formando uma sociedade de advogados, conforme regramento do Estatuto.
Advogado empregado – é aquele que mantém vínculo empregatício com uma empresa ou sociedade de advogados, contudo vale ressaltar que o vínculo empregatício não reduz a independência profissional inerente à advocacia e nem obriga o advogado a prestar serviços profissionais de interesse pessoal dos sócios da empresa.
ASPECTOS IMPORTANTES:
- Piso salarial será fixado por sentença normativa;
– Jornada de trabalho não poderá exceder a 08 horas diárias e 40 horas semanais.
– As horas extras serão remuneradas com adicional de 100% e serão computadas
em todo o período que o advogado estiver à disposição do empregador.
NOVIDADES TRAZIDAS PELA LEI 14.365/22 – a Lei acrescentou os § 2º e 3º ao art.18, estipulando que as atividades do advogado empregado poderão ser desenvolvidas, a critério do empregador:
– exclusivamente presencial;
– não presencial, teletrabalho ou trabalho à distância;
– misto,modalidade que mescla presencial e à distância.
ATENÇÃO: na vigência da relação de emprego, as partes podem pactuar, por acordo individual simples a alteração de um regime para o outro.
ADVOGADO ASSOCIADO – é uma figura intermediária entre o advogado sócio e o advogado empregado, pois não se trata de sócio pelo simples fato de não figurar no contrato social e nem de empregado por não ter vínculo empregatício. Neste caso, uma sociedade de advogados pode associar-se com advogados para participação de resultados, sem qualquer vínculo empregatício (art. 39 do Regulamento Geral).
O art. 17 – B, trazido pela Lei 14.365/22, menciona que tal parceria deverá ser registrada na Seccional em cuja a base territorial tiver sede a sociedade de advogados.
ADVOGADO PÚBLICO – O estatuto também se aplica aos advogados que atuam no setor público, claro que de forma subsidiária a lei específica que regulamenta a atividade pública – trata-se de lei supletiva, mas que não pode e nem deve ser descartada.
ATENÇÃO: Entendimento do STF que julgou inconstitucional o preceito que condicionava a capacidade postulatória dos membros da Defensoria Pública a inscrição na OAB – ADI 4636.
ATENÇÃO 2: Os advogados públicos estão sujeitos às infrações disciplinares aplicadas pela OAB – art.8º do Código de Ética.
ADVOCACIA PRO BONO
É a chamada advocacia do bem, altruísta e está elencada no art. 30 do Código de
Ética e bem cotado para cair na próxima prova!!!!
Essa advocacia possui três requisitos que notamos em seu parágrafo primeiro, vejamos, o chamado VEG:
Voluntária – o advogado não pode ser coagido a atuar no processo;
Eventual – essa advocacia do bem, sem ônus, não pode se tornar uma constante em seu escritório, a OAB exerce uma fiscalização sobre tal item, inclusive nos escritórios das instituições de ensino;
Gratuita – para caracterizar uma advocacia pro bono, ela tem que ser exercida sem
qualquer cobrança de honorários;
HIPÓTESES QUE A ADVOCACIA PRO BONO É VEDADA:
Juntamente com as características, a legislação elenca três vedações, três características e três vedações, vejamos:
Para fins político-partidários ou eleitorais; Ou para beneficiar instituições com este fim;
Ou como instrumento de publicidade para captação de cliente.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
CONCEITO – é a denominação que se dá a contraprestação recebida pelo
advogado em razão da atividade profissional desempenhada.
Possui natureza alimentar, pode ser celebrado de forma escrita ou verbal, contudo sua forma escrita facilita a cobrança por se tratar de um título executivo e na forma verbal, só através de ação de cobrança.
Além da advocacia pro bono, o Estatuto prevê outra situação de advocacia gratuita – quando um advogado defende um colega no TED – Tribunal de Ética e Disciplina.
Art. 22. A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB o direito aos honorários convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos de sucumbência.
Temos três tipos de honorários, vejamos:
CONVENCIONADOS: neste tipo de honorários, advogado e cliente combinam um valor fixo de honorários, uma novidade trazida pela Lei 14.365/22 no § 8º é que também se aplica a regra de honorários convencionados aqueles decorrentes da indicação de clientes entres advogados ou sociedade de advogados.
HONORÁRIOS FIXADOS POR ARBITRAMENTO JUDICAL: Caso em que não há
estipulação em contrato dos honorários e, neste caso, o juiz deverá arbitrar o valor compatível com o trabalho desempenhado e o valor econômico da demanda. Também será arbitrado quando o advogado for nomeado pelo juiz para defesa de cliente juridicamente necessitado e impossibilidade da Defensoria Pública local.
HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS – parte vencida paga ao advogado da parte vendedora.
ATENÇÃO: O STF declarou inconstitucional o art. 24, §3º que estipula ser nula qualquer cláusula que retire do advogado o direito ao recebimento dos honorários de sucumbência.
LER OS ARTS. 48 AO 54 DO CÓDIGO DE ÉTICA E DISCIPLINA
PACTO QUOTA LITIS – também chamada de cláusula quota litis, ocorre quando o advogado, em virtude de necessidade do cliente, para recebimento de seus honorários advocatícios, tem participação no resultado ou ganho obtido na causa.
Art. 50 do Código de Ética
“Art. 50. Na hipótese da adoção de cláusula quota litis, os honorários devem ser necessariamente representados por pecúnia e, quando acrescidos dos honorários da sucumbência, não podem ser superiores às vantagens advindas a favor do cliente.”
Art. 22. A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB o direito aos honorários convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos de sucumbência.
§ 1º O advogado, quando indicado para patrocinar causa de juridicamente necessitado, no caso de impossibilidade da Defensoria Pública no local da prestação de serviço, tem direito aos honorários fixados pelo juiz, segundo tabela organizada pelo Conselho Seccional da OAB, e pagos pelo Estado.
§ 2º Na falta de estipulação ou de acordo, os honorários são fixados por arbitramento judicial, em remuneração compatível com o trabalho e o valor econômico da questão, obsevado obrigatoriamente o disposto nos §§2º, 3º, 4º
, 5º, 6º, 6º -A, 8º, 8º A, 9º e 10 do art. 85 do CPC.
§ 3º Salvo estipulação em contrário, um terço dos honorários é devido no início do
serviço, outro terço até a decisão de primeira instância e o restante no final.
§ 4º Se o advogado fizer juntar aos autos o seu contrato de honorários antes de expedir-se o mandado de levantamento ou precatório, o juiz deve determinar que lhe sejam pagos diretamente, por dedução da quantia a ser recebida pelo constituinte, salvo se este provar que já os pagou.
§ 5º O disposto neste artigo não se aplica quando se tratar de mandato outorgado por advogado para defesa em processo oriundo de ato ou omissão praticada no exercício da profissão.
§ 6º O disposto neste artigo aplica-se aos honorários assistenciais, compreendidos como os fixados em ações coletivas propostas por entidades de classe em substituição processual, sem prejuízo aos honorários convencionais.
§ 7º Os honorários convencionados com entidades de classe para atuação em substituição processual poderão prever a faculdade de indicar os beneficiários que, ao optarem por adquirir os direitos, assumirão as obrigações decorrentes do contrato originário a partir do momento em que este foi celebrado, sem a necessidade de mais formalidades.
§8º Consideram-se também honorários convencionados aqueles decorrentes da indicação de cliente entre advogados ou sociedade de advogados, aplicada a regra prevista no § 9º do art. 15 do Estatuto (que trata da sociedade de advogados)
Art. 23. Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou sucumbência, pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo para executar a sentença nesta parte, podendo requerer que o precatório, quando necessário, seja expedido em seu favor.
Art. 24. A decisão judicial que fixar ou arbitrar honorários e o contrato escrito que os estipular são títulos executivos e constituem crédito privilegiado na falência, concordata, concurso de credores, insolvência civil e liquidação extrajudicial.
§ 1º A execução dos honorários pode ser promovida nos mesmos autos da
ação em que tenha atuado o advogado, se assim lhe convier.
§ 2º Na hipótese de falecimento ou incapacidade civil do advogado, os honorários de sucumbência, proporcionais ao trabalho realizado, são recebidos por seus sucessores ou representantes legais.
§ 4º O acordo feito pelo cliente do advogado e a parte contrária, salvo aquiescência do profissional, não lhe prejudica os honorários, quer os convencionados, quer os concedidos por sentença.
Art. 25. Prescreve em cinco anos a ação de cobrança de honorários de
advogado, contado o prazo:
- do vencimento do contrato, se houver;
- do trânsito em julgado da decisão que os fixar;
- da ultimação do serviço extrajudicial;
- da desistência ou transação;
- da renúncia ou revogação do mandato.
ATENÇÃO: Também prescreve em 05 anos a ação de prestação de contas das
quantias recebidaspelo advogado do seu cliente. Art. 25-A
ATENÇÃO 2:
Art. 26. O advogado substabelecido, com reserva de poderes, não pode cobrar honorários sem a intervenção daquele que lhe conferiu o substabelecimento.
ATENÇÃO 3: O acordo feito pelo cliente do advogado e a parte contrária, NÃO prejudica os honorários pactuados.
INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS – arts. 27 ao 30 do ESTATUTO
IMPEDIMENTO – é a proibição parcial do exercício da advocacia, isso quer dizer que o advogado pode continuar advogando, contudo só não poderá advogar contra ou a favor de determinadas pessoas;
INCOMPATIBILIDADE - gera a proibição total do exercício da advocacia, ou seja, o advogado não pode advogar em hipótese alguma, nem em causa própria.
Quando o exercício desta incompatibilidade for temporária, o advogado poderá se licenciar (art. 12, II do Estatuto) – Governador, Prefeito (chefes do poder executivo – art. 28)
Quando o exercício desta incompatibilidade for em caráter definitivo, a inscrição será
cancelada – exemplos: cargo de juiz, promotor, analista judiciário..
MOTIVO – evitar que alguns advogados levem vantagens em detrimento de outros, que exerçam a advocacia ainda com implicações éticas – pois possui informações privilegiadas ao trabalhar na referida empresa.
ATENÇÃO: Se a atividade incompatível for anterior a inscrição na OAB, o bacharel poderá prestar o exame de ordem, contudo não poderá requerer sua inscrição, se a atividade for posterior a inscrição, deverá requerer o licenciamento ou cancelamento da mesma.
ATENÇÃO 2: se a atividade incompatível for anterior ou posterior a inscrição, deverá o advogado apenas informar a OAB, que deverá inserir anotação na carteira profissional sobre a existência de restrições.
INCOMPATIBILIDADES – art. 28
I – CHEFES DO PODER EXECUTIVO E MEMBROS DA MESA DO PODER LEGISLATIVO E
SEUS SUBSTITUTOS LEGAIS – Podemos notar que Prefeitos, Governadores e Presidente da República não podem advogar e nem os membros da mesa do poder legislativo.
ATENÇÃO: A incompatibilidade no Legislativo só alcança os membros da mesa, ou seja, os demais funcionários do Poder Legislativo possuem apenas um impedimento (art. 30, II)
LEMBRANDO, os membros da mesa é formado por Presidente da Assembléia, Vice- Presidente e Secretários, cuja numeração depende do Regimento Interno de cada casa.
ATENÇÃO 2: Nestes casos a incompatibilidade e o impedimento serão temporários!!!
ATENÇÃO 2: Nestes casos a incompatibilidade e o impedimento serão temporários!!!
INCOMPATIBILIDADES – art. 28
II – MEMBROS DE ÓRGÃO DO PODER JUDICIÁRIO, DO MINISTÉRIO PÚBLICO, DOS TRIBUNAIS E CONSELHOS DE CONTAS, DOS JUIZADOS ESPECIAIS, DA JUSTIÇA DE PAZ, JUIZES CLASSISTAS, BEM COMO TODOS OS QUE EXERÇAM FUNÇÃO DE JULGAMENTO EM ÓRGÃO DE DELIBERAÇÃO COLETIVA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA OU INDIRETA –
ATENÇÃO: Os juízes leigos , conforme art. 7º da Lei 9.0900, estão apenas impedidos de exercerem a advocacia, ou seja, não podem advogar no âmbito do Juizado Especial
Na forma do que dispõe o § 2º do art. 15 da Lei n. 12.153 de 22 de dezembro de 2009, os juízes leigos atuantes em juizados especiais da fazenda pública ficarão impedidos de advogar em todo o sistema nacional de juizados especiais da fazenda pública. ISSO SE APLICA NOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS TAMBÉM!!!
II – MEMBROS DE ÓRGÃO DO PODER JUDICIÁRIO, DO MINISTÉRIO PÚBLICO, DOS TRIBUNAIS E CONSELHOS DE CONTAS, DOS JUIZADOS ESPECIAIS, DA JUSTIÇA DE PAZ, JUIZES CLASSISTAS, BEM COMO TODOS OS QUE EXERÇAM FUNÇÃO DE JULGAMENTO EM ÓRGÃO DE DELIBERAÇÃO COLETIVA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA OU INDIRETA –
Outro ponto a destacar está no fato que o inciso fala de membros, apesar de no IV falar de servidores também, são membros do Poder Judiciário: juízes, desembargadores e os Ministros. São membros do MP, os Promotores e Procuradores.
ATENÇÃO: O STF, decidiu que não se incluem neste rol os juízes eleitorais e seus suplentes.
A Constituição Federal — reiterando virtude das anteriores — nos seus artigos 119, II e 120,
§ 1º, III, reservou, respectivamente, no TSE e no tribunal regional de cada Estado, dentre os sete assentos previstos para cada colegiado, dois lugares aos juristas (advogados de notável saber jurídico e reconhecida idoneidade moral), nomeados em ambos os casos pelo presidente da República.
Segundo o entendimento, o jurista que ocupar cargo na magistratura eleitoral, ao encerrar o biênio inerente à função, ficará impedido por três anos, de exercer a advocacia na área eleitoral na localidade em foi magistrado.
III – OCUPANTES DE CARGOS OU FUNÇÕES DE DIREÇÃO EM ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA OU INDIRETA, EM SUAS FUNDAÇÕES E EM SUAS EMPRESAS CONTROLADAS OU CONCESSIONÁRIAS DE SERVIÇO PÚBLICO
Neste caso, devemos dar destaque a duas exceções elencadas no §2º do art. 28, vejamos:
– Não se incluem neste rol aqueles que não detenham o poder de decisão relevante sobre interesses de terceiros, a juízo do Conselho da OAB;
– Também se excluem do rol aqueles que desempenham a função ligada ao magistério jurídico.
IV – OCUPANTES DE CARGOS OU FUNÇÕES VINCULADOS DIRETA OU INDIRETAMENTE A QUALQUER ÓRGÃO DO PODER JUDICIÁRIO E OS QUE EXERCEM SERVIÇOS NOTARIAS E DE REGISTRO
Neste caso, este rol trata dos funcionários: técnicos de atividade judiciária, os analistas, contadores judiciais, assessores de desembargador, seguranças e demais cargos de auxiliares.
Ainda se encontram no referido rol, os que exercem serviços notariais e de registro (tabeliães, notários, registradores e escreventes de cartório extrajudicial.
V – OCUPANTES DE CARGOS OU FUNÇÕES VINCULADOS DIRETA OU INDIRETAMENTE À
ATIVIDADE POLICIAL DE QUALQUER NATUREZA
Neste caso, inclui na atividade policial, os policiais federais (agentes, escrivães e delegados), policiais civis (investigadores, comissários e delegados), policiais militares, rodoviários (estaduais e federais), e os integrantes do Corpo de Bombeiro Militar.
O órgão especial do Conselho Federal da OAB decidiu que os guardas municipais se
enquadram nessa hipótese de incompatibilidade.
ATENÇÃO: Com a crescente terceirização, a vedação também engloba os que prestam
serviços ainda que vinculados a empresas privadas.
V – OCUPANTES DE CARGOS OU FUNÇÕES VINCULADOS DIRETA OU INDIRETAMENTE À ATIVIDADE POLICIAL DE QUALQUER NATUREZA
ATENÇÃO: A LEI 14.365/22 – trouxe uma inovação da uma inscrição especial tanto para o caso do inciso V e VI que permite o exercício em causa própria, estritamente para fins de defesa e tutela de direitos pessoais, VEDADA a participação em sociedade de advogados.
INSCRIÇÃO ESPECIAL – A lei 14.365/22 acrescentou nos § 3º e 4º ao art. 28, passando a determinar que as atividades incompatíveis dos incisos V e VI (atividade policial ou militar) não se aplicam em causa própria, estritamente para defesa e tutela de direitos pessoais, desde que tenha inscrição na OAB (com menção desta restrição na própria carteira), pagamento da anuidade e VEDADA PARTICIPAÇÃO EM SOCIEDADE DE ADVOGADOS!!!
INCOMPATIBILIDADES – art. 28 VI – MILITARES DE QUALQUER NATUREZA
Militares das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), seja qual for sua
patente e desde que estejam na ativa.
Doutrinadores acreditam que em breve surja uma Ação Direta de Inconstitucionalidade em face desta nova modificação trazida pela lei.
INCOMPATIBILIDADES – art. 28
VII – OCUPANTES DE CARGOS OU FUNÇÕES QUE TENHAM COMPETENCIA DE LANÇAMENTO, ARRECADAÇÃO OU FISCALIZAÇÃO DE TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES PARAFISCAIS
Estamos diante do caso de fiscais e de outros servidores que tenham competência de lançamento, arrecadação ou fiscalização de tributos ou contribuições parafiscais.
as contribuições parafiscais são tipos de tributos cuja arrecadação é destinada ao custeio de atividade paraestatal, ou seja, atividade exercida por entidades privadas, mas com conotação social ou de interesse público.
INCOMPATIBILIDADES – art. 28
VIII– OCUPANTES DE FUNÇÕES	DE DIREÇÃO E GERÊNCIA EM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, INCLUSIVE PRIVADAS
Neste rol encontram-se os diretores e gerentes de instituições financeiras publicas ou privadas.INCOMPATIBILIDADES – art. 28
AFASTAMENTO TEMPORÁRIO DA ATIVIDADE INCOMPATÍVEL
No caso de afastamento temporário da atividade, a incompatibilidade permanece, isso quer dizer que o Juiz não pode advogar durante as férias, mas pode advogar após a aposentadoria.
AFASTAMENTO DEFINITIVO DA ATIVIDADE INCOMPATÍVEL
Neste caso, após o afastamento definitivo do cargo a incompatibilidade desaparece, contudo, nos casos de membros do Ministério Público e Magistrados, aposentados ou exonerados, é vedado a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastaram, antes de decorridos três anos - EC 45/2004
IMPEDIMENTOS – art. 30 DO ESTATUTO
– SERVIDORES DA ADMINISTRAÇÃO PUBLICA DIRETA, INDIRETA E FUNDACIONAL
Neste rol estão proibidos de advogar parcialmente, os servidores da administração publica direta, indireta e fundacional e isto significa que o advogado pode advogar livremente, tendo apenas a restrição de advogar em face da Fazenda que o remunera, ou seja, vinculado ao órgão que ele está alocado.
EX.: Funcionário da Prefeitura do Rio de Janeiro não pode advogar contra o município do Rio de Janeiro; agente administrativo do INSS não pode advogar em face da UNIÃO, professores de escolas estaduais em face do ESTADO.
IMPEDIMENTOS – art. 30 DO ESTATUTO
ATENÇÃO:
TEMOS uma exceção bem interessante no tocante aos docentes de cursos jurídicos (art.
30, parágrafo único), vejamos:
Docentes de faculdade, ainda que pública, não possui impedimento de advogar em face da FAZENDA que o remunera, permanecendo apenas a restrição ética, ou seja, de não advogar contra a própria faculdade.
Vale ressaltar que essa exceção abrange apenas docentes de cursos jurídicos, isso quer dizer que, docentes de outros cursos, tipo medicina, engenharia, administração, uma vez advogados, estão impedidos de advogar não só em face da faculdade, como também o órgão vinculado a esta.
IMPEDIMENTOS – art. 30 DO ESTATUTO I I– MEMBROS DO PODER LEGISLATIVO
Neste inciso o impedimento é mais amplo, isso quer dizer que não abrange somente a Fazenda que o remunera, mas todos os órgãos da administração pública direta ou indireta, vejamos alguns exemplos:
Membros do Poder Legislativo (senador, deputado federal, estadual, vereador) podem advogar, contudo, possuem um impedimento de advogar contra todas as pessoas de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou até empresas concessionárias ou permissionárias de serviços públicos.
IMPEDIMENTOS – art. 30 DO ESTATUTO IMPEDIMENTOS ESPECIAIS
TEMOS uma exceção bem interessante no tocante aos docentes de cursos jurídicos (art.
30, parágrafo único), vejamos:
Docentes de faculdade, ainda que pública, não possui impedimento de advogar em face da FAZENDA que o remunera, permanecendo apenas a restrição ética, ou seja, de não advogar contra a própria faculdade.
Vale ressaltar que essa exceção abrange apenas docentes de cursos jurídicos, isso quer dizer que, docentes de outros cursos, tipo medicina, engenharia, administração, uma vez advogados, estão impedidos de advogar não só em face da faculdade, como também ao órgão vinculado a esta.
ÉTICA DO ADVOGADO – art. 31 e seguintes RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO
A responsabilidade funcional, também chamada de profissional, se divide em três tipos, contudo, convém esclarecer que estas esferas são independentes uma das outras, vejamos:
- RESPONSABILIDADE CIVIL – O art. 186 do CC c/c com o art. 32 do estatuto estabelece a regra da responsabilidade subjetiva do advogado, ou seja, aquela que depende de verificação de culpa. Sem contar com o art. 14 do CDC que dispõe também da responsabilidade dos profissionais liberais pendente de verificação de culpa.
ÉTICA DO ADVOGADO – art. 31 e seguintes
LIDE TEMERÁRIA – Uma das condutas tipificadas é a lide temerária, e esta ocorre quando o advogado, em conluio com o cliente, altera a verdade dos fatos com o objetivo de prejudicar terceiros. No entanto, esta conduta não se presume, nem pode a condenação ser decretada pelo juiz da mesma ação onde se deu o fato.
Atenção: Para responsabilizar o advogado, é necessária a comprovação de dolo na prática, pois a falta de experiência ou simples desleixo do advogado não caracteriza a conduta tipificada.
No	caso	de	lide	temerária,	estabelece	o	parágrafo	único	que,	o	cliente	será
responsabilizado solidariamente ao advogado e que será apurado em ação própria.
Atenção2: O código de Ética proíbe que o advogado exponha os fatos em juízo
falseando a verdade deliberadamente ou estribando-se na má-fé (art; 6º CED)
EXEMPLO DE LIDE TEMERÁRIA – Advogado, mesmo sabendo que um cliente, ora credor, já recebeu o valor da dívida, valendo-se do fato do devedor não ter pego o recibo de pagamento, propõe uma ação de cobrança em face deste.
ÉTICA DO ADVOGADO – art. 31 e seguintes RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO
- RESPONSABILIDADE PENAL – O CP dispõe sobre alguns crimes, vejamos:
VIOLAÇÃO DE SEGREDO PROFISSIONAL (art.154, CP) –Como já	estudado exaustivamente, o advogado tem o dever / direito de manter em sigilo todas as informações trocadas pelo cliente, em virtude deste relacionamento de confiança. Para que se configure o crime, precisamos nos ater para os seguintes requisitos:
Ser um segredo – o fato tem que ser revelado ao advogado;
Revelação a terceiro;
Revelação sem justa causa; (art. 37 CED)
Potencialidade de causar dano a terceiro;
ÉTICA DO ADVOGADO – art. 31 e seguintes RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO
Art. 37. O sigilo profissional cederá em face de circunstâncias excepcionais que configurem justa
causa, como nos casos de grave ameaça ao direito à vida e à honra ou que envolvam defesa própria.
ÉTICA DO ADVOGADO – art. 31 e seguintes
2 - RESPONSABILIDADE PENAL – O CP dispõe sobre alguns crimes, vejamos:
SONEGAÇÃO DE AUTOS (art. 356, CP) – O advogado tem o direito de obter vista dos autos por um prazo, contudo tem o dever de cuidar e ter zelo por estes. Uma vez intimado para devolver e, não o fazendo, algumas consequências poderão ocorrer, vejamos:
Busca e apreensão dos autos;
Perda de vista destes autos fora do cartório;
Responsabilidade criminal (art. 356 CP);
Sanção disciplinar de suspensão (art. 34, XXII e art. 37, I do Estatuto);
Responsabilidade civil em caso de prejuízo (art. 32, Estatuto)
Responsabilidade civil em caso de prejuízo (art. 32, Estatuto) 
ÉTICA DO ADVOGADO – art. 31 e seguintes RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO
Art. 356 - Inutilizar, total ou parcialmente, ou deixar de restituir autos, documento ou
objeto de valor probatório, que recebeu na qualidade de advogado ou procurador:
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa.
ÉTICA DO ADVOGADO – art. 31 e seguintes RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO
2 - RESPONSABILIDADE PENAL – O CP dispõe sobre alguns crimes, vejamos:
PATROCÍNIO INFIEL (art. 355, CP) – O crime de patrocínio infiel ocorre quando o advogado trai o dever profissional, causando prejuízo a seu cliente. Neste tipo de crime é admissível a participação de terceiros, inclusive estagiários.
ÉTICA DO ADVOGADO – art. 31 e seguintes RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO
Art. 355 - Trair, na qualidade de advogado ou procurador, o dever profissional,
prejudicando interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é confiado:
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa.
Patrocínio simultâneo ou tergiversação
Parágrafo único - Incorre na pena deste artigo o advogado ou procurador judicial que defende na mesma causa, simultânea ou sucessivamente, partes contrárias.
ÉTICA DO ADVOGADO – art. 31 e seguintes RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO
2 - RESPONSABILIDADE PENAL – O CP dispõe sobre alguns crimes, vejamos:
TERGIVERSAÇÃO E PATROCÍNIO SIMULTÂNEO (art. 355, parágrafo único, CP) – Neste caso o código pune o advogado que patrocina os interesses de partes opostas na mesma causa. Contudo, temos duas condutas:
TERGIVERSAÇÃO – quando o advogado, após a renúncia ou revogação pelo cliente, passa a patrocinar a causa da parte contrária, entendo parte contrária como pessoas com interesses divergentes na mesma relação jurídico-processual.
ÉTICA DOADVOGADO – art. 31 e seguintes RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO
2 - RESPONSABILIDADE PENAL – O CP dispõe sobre alguns crimes, vejamos:
PATROCÍNIO SIMULTÂNEO – quando o advogado atua por ambas as partes conflitantes, vejam que na ação de divórcio consensual, não se tipifica tal conduta, tendo em vista que, apesar de estar advogando para ambas as partes, estas estão de forma amigável, ou seja, não são partes conflitantes.
ÉTICA DO ADVOGADO – art. 31 e seguintes RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO
Art. 355 - Trair, na qualidade de advogado ou procurador, o dever profissional,
prejudicando interesse, cujo patrocínio, em juízo, lhe é confiado:
Pena - detenção, de seis meses a três anos, e multa.
Patrocínio simultâneo ou tergiversação
Parágrafo único - Incorre na pena deste artigo o advogado ou procurador judicial que defende na mesma causa, simultânea ou sucessivamente, partes contrárias.
ÉTICA DO ADVOGADO – art. 31 e seguintes
RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO
2 - RESPONSABILIDADE PENAL – O CP dispõe sobre alguns crimes, vejamos:
EXERCÍCIO DE ATIVIDADE COM INFRAÇÃO DE DECISÃO ADMINISTRATIVA (art. 205,
parágrafo único, CP) – Neste caso o advogado exerce a função, mesmo estando impedido por decisão administrativa. Atenção, se a decisão estiver pendente de recurso com efeito suspensivo ou sem o transito em julgado, não há que se falar em ilícito penal.
ÉTICA DO ADVOGADO – art. 31 e seguintes RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO
Art. 205 - Exercer atividade, de que está impedido por decisão administrativa:
Pena - detenção, de três meses a dois anos, ou multa.
DEVERES DO ADVOGADO – CÓDIGO DE ÉTICA –ART. 2º E SEGUINTES
Art. 2º O advogado, indispensável à administração da Justiça, é defensor do Estado Democrático de Direito, dos direitos humanos e garantias fundamentais, da cidadania, da moralidade, da Justiça e da paz social, cumprindo-lhe exercer o seu ministério em consonância com a sua elevada função pública e com os valores que lhe são inerentes.
Parágrafo único. São deveres do advogado:
I - preservar, em sua conduta, a honra, a nobreza e a dignidade da profissão, zelando pelo
caráter de essencialidade e indispensabilidade da advocacia;
DEVERES DO ADVOGADO – CÓDIGO DE ÉTICA –ART. 2º E SEGUINTES
-atuar	com destemor, independência, honestidade,	decoro,	veracidade, lealdade, dignidade e boa-fé;
- velar por sua reputação pessoal e profissional;
- empenhar-se, permanentemente, no aperfeiçoamento pessoal e profissional;
- contribuir para o aprimoramento das instituições, do Direito e das leis;
-estimular, a qualquer tempo, a conciliação e a	mediação entre os litigantes, prevenindo, sempre que possível, a instauração de litígios;
- desaconselhar lides temerárias, a partir de um juízo preliminar de viabilidade jurídica;
- abster-se de: utilizar de influência indevida, em seu benefício ou do cliente;
vincular seu nome a empreendimentos sabidamente escusos;
emprestar concurso aos que atentem contra a ética, a moral, a honestidade e a dignidade da pessoa humana;
entender-se diretamente com a parte adversa que tenha patrono constituído, sem o
assentimento deste;
ingressar ou atuar em pleitos administrativos ou judiciais perante autoridades com as
quais tenha vínculos negociais ou familiares;
contratar honorários advocatícios em valores aviltantes;
- pugnar pela solução dos problemas da cidadania e pela efetivação dos direitos
individuais, coletivos e difusos;
- adotar conduta consentânea com o papel de elemento indispensável à administração da
Justiça;
- cumprir os encargos assumidos no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil ou na
representação da classe;
- zelar pelos valores institucionais da OAB e da advocacia;
- ater-se, quando no exercício da função de defensor público, à defesa dos necessitados.
Art. 3º O advogado deve ter consciência de que o Direito é um meio de mitigar as desigualdades para o encontro de soluções justas e que a lei é um instrumento para garantir a igualdade de todos.
Art. 4º O advogado, ainda que vinculado ao cliente ou constituinte, mediante relação empregatícia ou por contrato de prestação permanente de serviços, ou como integrante de departamento jurídico, ou de órgão de assessoria jurídica, público ou privado, deve zelar pela sua liberdade e independência.
Parágrafo único. É legítima a recusa, pelo advogado, do patrocínio de causa e de manifestação, no âmbito consultivo, de pretensão concernente a direito que também lhe seja aplicável ou contrarie orientação que tenha manifestado anteriormente.
Art. 5º O exercício da advocacia é incompatível	com qualquer procedimento de mercantilização.
Art. 6º É defeso ao advogado expor os fatos em Juízo ou na via administrativa falseando deliberadamente a verdade e utilizando de má-fé.
Art. 7º É	 vedado o oferecimento de serviços profissionais que implique, direta ou indiretamente, angariar ou captar clientela.
DAS RELAÇÕES COM O CLIENTE – ARTS. 9º E SEGUINTES
Art. 9º O advogado deve informar o cliente, de modo claro e inequívoco, quanto a eventuais riscos da sua pretensão, e das consequências que poderão advir da demanda. Deve, igualmente, denunciar, desde logo, a quem lhe solicite parecer ou patrocínio, qualquer circunstância que possa influir na resolução de submeter-lhe a consulta ou confiar-lhe a causa.
Art. 10. As relações entre advogado e cliente baseiam-se na confiança recíproca. Sentindo o advogado que essa confiança lhe falta, é recomendável que externe ao cliente sua impressão e, não se dissipando as dúvidas existentes, promova, em seguida, o substabelecimento do mandato ou a ele renuncie.
Art. 11. O advogado, no exercício do mandato, atua como patrono da parte, cumprindo-lhe, por isso, imprimir à causa orientação que lhe pareça mais adequada, sem se subordinar a intenções contrárias do cliente, mas, antes, procurando esclarecêlo quanto à estratégia traçada.
Art. 12. A conclusão ou desistência da causa, tenha havido, ou não, extinção do mandato, obriga o advogado a devolver ao cliente bens, valores e documentos que lhe hajam sido confiados e ainda estejam em seu poder, bem como a prestar-lhe contas, pormenorizadamente, sem prejuízo de esclarecimentos complementares que se mostrem pertinentes e necessários.
Parágrafo único. A parcela dos honorários paga pelos serviços até então prestados não se
inclui entre os valores a ser devolvidos.
DO DEVER DE URBANIDADE – ARTS. 27 E SEGUINTES
Art. 27. O advogado observará, nas suas relações com os colegas de profissão, agentes políticos, autoridades, servidores públicos e terceiros em geral, o dever de urbanidade, tratando a todos com respeito e consideração, ao mesmo tempo em que preservará seus direitos e prerrogativas, devendo exigir igual tratamento de todos com quem se relacione.
§ 1º O dever de urbanidade há de ser observado, da mesma forma, nos atos e manifestações relacionados aos pleitos eleitorais no âmbito da Ordem dos Advogados do Brasil.
§ 2º No caso de ofensa à honra do advogado ou à imagem da instituição, adotar-se-ão as medidas cabíveis, instaurando-se processo ético-disciplinar e dando-se ciência às autoridades competentes para apuração de eventual ilícito penal.
Art. 28. Consideram-se imperativos de uma correta atuação profissional o emprego de
linguagem escorreita e polida, bem como a observância da boa técnica jurídica.
Art. 29. O advogado que se valer do concurso de colegas na prestação de serviços advocatícios, seja em caráter individual, seja no âmbito de sociedade de advogados ou de empresa ou entidade em que trabalhe, dispensar-lhes-á tratamento condigno, que não os torne subalternos seus nem lhes avilte os serviços prestados mediante remuneração incompatível com a natureza do trabalho profissional ou inferior ao mínimo fixado pela Tabela de Honorários que for aplicável.
Parágrafo único. Quando o aviltamento de honorários for praticado por empresas ou entidades públicas ou privadas, os advogados responsáveis pelo respectivo departamento ou gerência jurídica serão instados a corrigir o abuso, inclusive intervindo junto aos demais órgãos competentes e com poder de decisão da pessoajurídica de que se trate, sem prejuízo das providências que a Ordem dos Advogados do Brasil possa adotar com o mesmo objetivo.
PUBLICIDADE PROFISSIONAL – art. 39 ao 47 do CÓDIGO DE ÉTICA
A OAB é bastante rigorosa e criteriosa no tocante a publicidade do advogado, vejamos:
– proibida a utilização de expressões que possam captar clientes;
– proibida a divulgação em conjunto com outra atividade,
- proibida a publicidade pela rádio e tv e;
– proibida a utilização da denominação fantasia
Art. 39. A publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.
Art. 40. Os meios utilizados para a publicidade profissional hão de ser compatíveis com a diretriz estabelecida no artigo anterior, sendo vedados:
- a veiculação da publicidade por meio de rádio, cinema e televisão;
- o uso de outdoors, painéis luminosos ou formas assemelhadas de publicidade;
- as inscrições em muros, paredes, veículos, elevadores ou em qualquer espaço público;
- a divulgação de serviços de advocacia juntamente com a de outras atividades ou a
indicação de vínculos entre uns e outras;
- o fornecimento de dados de contato, como endereço e telefone, em colunas ou artigos literários, culturais, acadêmicos ou jurídicos, publicados na imprensa, bem assim quando de eventual participação em programas de rádio ou televisão, ou em veiculação de matérias pela internet, sendo permitida a referência a e-mail;
- a utilização de mala direta, a distribuição de panfletos ou formas assemelhadas de publicidade, com o intuito de captação de clientela.
Parágrafo único. Exclusivamente para fins de identificação dos escritórios de advocacia, é permitida a utilização de placas, painéis luminosos e inscrições em suas fachadas, desde que respeitadas as diretrizes previstas no artigo 39.
Art. 41. As colunas que o advogado mantiver nos meios de comunicação social ou os textos que por meio deles divulgar não deverão induzir o leitor a litigar nem promover, dessa forma, captação de clientela.
Art. 42. É vedado ao advogado:
-responder com	 habitualidade a consulta sobre	matéria jurídica, nos meios de comunicação social;
- debater, em qualquer meio de comunicação, causa sob o patrocínio de outro advogado;
- abordar tema de modo a comprometer a dignidade da profissão e da instituição que o congrega;
- divulgar ou deixar que sejam divulgadas listas de clientes e demandas;
- insinuar-se para reportagens e declarações públicas.
Art. 43. O advogado que eventualmente participar de programa de televisão ou de rádio, de entrevista na imprensa, de reportagem televisionada ou veiculada por qualquer outro meio, para manifestação profissional, deve visar a objetivos exclusivamente ilustrativos, educacionais e instrutivos, sem propósito de promoção pessoal ou profissional, vedados pronunciamentos sobre métodos de trabalho usados por seus colegas de profissão.
Parágrafo único. Quando convidado para manifestação pública, por qualquer modo e forma, visando ao esclarecimento de tema jurídico de interesse geral, deve o advogado evitar insinuações com o sentido de promoção pessoal ou profissional, bem como o debate de caráter sensacionalista.
Art. 44. Na publicidade profissional que promover ou nos cartões e material de escritório de que se utilizar, o advogado fará constar seu nome ou o da sociedade de advogados, o número ou os números de inscrição na OAB.
§ 1º Poderão ser referidos apenas os títulos acadêmicos do advogado e as distinções honoríficas relacionadas à vida profissional, bem como as instituições jurídicas de que faça parte, e as especialidades a que se dedicar, o endereço, e-mail, site, página eletrônica, QR code, logotipo e a fotografia do escritório, o horário de atendimento e os idiomas em que o cliente poderá ser atendido.
§ 2º É vedada a inclusão de fotografias pessoais ou de terceiros nos cartões de visitas do advogado, bem como menção a qualquer emprego, cargo ou função ocupado, atual ou pretérito, em qualquer órgão ou instituição, salvo o de professor universitário.
Art. 45. São admissíveis como formas de publicidade o patrocínio de eventos ou publicações de caráter científico ou cultural, assim como a divulgação de boletins, por meio físico ou eletrônico, sobre matéria cultural de interesse dos advogados, desde que sua circulação fique adstrita a clientes e a interessados do meio jurídico.
Art. 46. A publicidade veiculada pela internet ou por outros meios eletrônicos deverá observar as diretrizes estabelecidas neste capítulo. Parágrafo único. A telefonia e a internet podem ser utilizadas como veículo de publicidade, inclusive para o envio de mensagens a destinatários certos, desde que estas não impliquem o oferecimento de serviços ou representem forma de captação de clientela.
Art. 47. As normas sobre publicidade profissional constantes deste capítulo poderão ser complementadas por outras que o Conselho Federal aprovar, observadas as diretrizes do presente Código.
DAS INFRAÇÕES E SANÇÕES DISCIPLINARES –ARTS. 34 e seguintes
A responsabilidade disciplinar é aquela aplicada pela OAB ao advogado ou o estagiário, que infringir as normas contidas no Estatuto, Regulamento Geral e no Código de Ética.
Elas estão distribuídas entre:
CENSURA – Uma das sanções mais brandas aplicadas pela OAB e estão arroladas no art. 36 do Estatuto e, neste caso, o advogado poderá continuar a advogar, porém, terá a reprimenda registrada nos assentamentos do referido advogado, deixando ainda, de ser primário, caso pratique outra infração disciplinar – gerando uma aplicação, inclusive, mais grave (suspensão de 30 dias a 12 meses – art. 37, II do ESTATUTO).
ATENÇÃO: a censura é uma sanção sigilosa, que só a OAB e o próprio inscrito tem acesso, contudo a suspensão e a exclusão são sanções públicas, justamente por envolver a prática da profissão.
ATENÇÃO 2: A censura poderá ser convertida em uma advertência (um ofício reservado encaminhado ao advogado, sem registro nos assentamentos), desde que presentes uma circunstância atenuante elencadas no art. 40 do Estatuto.
CIRCUNSTÂNCIAS ATENUATES:
1- falta cometida na defesa de prerrogativa profissional;
- ausência de punição disciplinar anterior;
- exercício assíduo e proficiente de mandado ou cargo em qualquer órgão da OAB; 4- prestação de relevantes serviços à advocacia ou à causa pública.
TAC – termo de ajustamento de conduta – Atenção, foi inserido pela Resolução 04/2020 e regulamentado pelo Provimento 200/2020, determinando que, nos casos de infração ético- disciplinar punível com censura, será admissível a celebração de termo de ajustamento de conduta, se o fato apurado não tiver gerado repercussão negativa à advocacia.
INFRAÇÕES PUNIDAS COM CENSURA (art. 36 do Estatuto):
– infrações definidas nos incisos I ao XVI e XXIX do art. 34;
– violação ao Código de Ética;
– violação a preceito desta lei, quando para a infração não se tenha estabelecido sanção mais grave;
DAS INFRAÇÕES E SANÇÕES DISCIPLINARES –ARTS. 34 e seguintes
SUSPENSÃO – Trata-se de uma sanção mais grave do que a censura, pois impossibilita o advogado de exercer sua atividade profissional, em todo o território, por um prazo, que pode variar entre 30 dias a 12 meses.
Atenção, o prazo da suspensão pode ainda se estender por prazo indeterminado, nas hipóteses do art. 37, §§ 2º e 3º, vejamos:
– recusa injustificada de prestação de contas; XXIII – deixar de pagar as contribuições;
XXIV – incidir em erros reiterados que evidenciem inépcia profissional. (neste caso a suspenção perdurará até nova prova de habilitação, ou seja, NOVA PROVA DA OAB)
– infrações definidas nos incisos XVII a XXV do art. 34;
– reincidência;
ATENÇÃO: O parágrafo único do art. 34 inclui como conduta incompatível a prática reiterada de jogo de azar não autorizado por lei, a incontinência pública e escandalosa e a embriaguez ou toxicomania habituais.
EXCLUSÃO – Na exclusão, temos a sanção mais grave aplicável pela OAB, e gera o
cancelamento da inscrição e a impossibilidade de advogar,

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