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Disciplina: Educação em Saúde Professora: Claudio Borges O que é? COMUNICAÇÃO Temer e Nery, 2009 • Processo e resultado; • COMUM + AÇÃO = AÇÃO DE TORNAR COMUM • Interação social por meio de mensagens • Ação que não se realiza sobre a matéria, mas sobre o outro. Comunicação X Informação tornar ■ Informação existe independente da comunicação; ■ Informar significa dar forma as ideias. ■ Comunicação é mais que informar, é partilhar, comum. Temer e Nery, 2009 Níveis de interação ■ Comunicação interpessoal ■ Comunicação intrapessoal ■ Comunicação grupal ■ Comunicação intragrupal ■ Comunicação intergrupal ■ Comunicação de massa Temer e Nery, 2009 Processo de comunicação Emissor Mensagem Receptor Decodificação Canal Feedback Codificação Canal Atenção Contexto Contexto Atenção Conceitos no processo ■ Emissor: responsável pelo processo comunicacional iniciado; ■ Contexto: bagagem sociocultural dos agentes envolvidos comunicacional; ■ Codificação/decodificação: escolha do código linguístico, verbal/não verbal para passar a informação desejada; ■ Canal: meio pelo qual será enviada a mensagem codificada; ■ Mensagem: conteúdo construído pelo processo comunicacional; ■ Feedback: retorno/retroalimentação ao processo comunicacional; ■ Receptor: participante do processo comunicacional, corresponsável pelo resultado; Fundamentação A comunicação hospitalar (CIRINO, 2018) foi fundamentada como uma vertente da comunicação empresarial, incluída na perspectiva do campo compósito da comunicação e saúde (ARAÚJO e CARDOSO, 2007). Fundamentação Comunicação estratégica: A comunicação estratégica é a base conceitual e de padronização dos fluxos comunicacionais na unidade de saúde, por meio de sua inserção, desde a concepção até a execução e o monitoramento do planejamento estratégico institucional. A partir disso, objetivos estratégicos serão propostos e poderão ter, efetivamente, a condução adequada para essa atividade. O fato é que, em nível estratégico, precisa-se trabalhar a identidade visual (marca, logomarca, slogan), gerando uma marca forte e coerente com a identidade organizacional (missão, visão, valores e propósito), gerenciar os públicos, estruturar a política de comunicação, bem como a possível estrutura organizacional que atuará com essa temática e, por fim, desempenhar atribuições em alinhamento com a qualidade e a segurança do paciente. Termos e Conceitos – Norma Orientadora 23 Manual para Organizações Prestadoras dos Serviços de Saúde 2022 – Organização Nacional de Acreditação Fundamentação Comunicação institucional: A comunicação institucional estabelece formas de alcançar os públicos externos, seja para a promoção da educação em saúde, para divulgar as informações referentes à instituição, como parte da transparência à sociedade e aos órgãos competentes, e, por fim, para estabelecer um vínculo com estas partes interessadas. Termos e Conceitos – Norma Orientadora 23 Manual para Organizações Prestadoras dos Serviços de Saúde 2022 – Organização Nacional de Acreditação Fundamentação Comunicação organizacional: A comunicação organizacional é a desenvolvida no âmbito da unidade de saúde, ou seja, internamente, no espaço físico da instituição, focando em estabelecer diálogo com os colaboradores, com os pacientes-clientes e todos que porventura estejam neste ambiente. É recomendado que essa etapa seja prévia à divulgação da imagem, tendo uma identidade solidificada e coerente com o que foi preconizado pelo planejamento estratégico. Termos e Conceitos – Norma Orientadora 23 Manual para Organizações Prestadoras dos Serviços de Saúde 2022 – Organização Nacional de Acreditação Fundamentação Termos e Conceitos – Norma Orientadora 23 Manual para Organizações Prestadoras dos Serviços de Saúde 2022 – Organização Nacional de Acreditação Sobrevivência “A comunicação é imprescindível para qualquer organização social. O sistema organizacional viabiliza-se graças ao sistema de comunicação nele existente que permitirá sua realimentação e sobrevivência” (TUZZO, 2018, p. 9) Foco A gestão da comunicação em serviços de saúde tem a premissa de promover o relacionamento entre os públicos e gerenciar suas expectativas por meio das dimensões comunicac ionais est ratég ica , organizac ional e institucional. Fases Cirino, 2018 Estratégica OrganizacionalInstitucional O que é Comunicação estratégica: políticas e diretrizes em nível estratégico, para a definição da identidade; Comunicação organizacional: interna, nos níveis tático e operacional, para a disseminação da identidade; Comunicação institucional: externa, com foco no fortalecimento da imagem; Plano de comunicação Diagnóstico da situação atual Objetivos Públicos EstratégiasRecursosCronograma METAS DE SEGURANÇA DO PACIENTE Achados Problemas relacionados a identificação Problemas de registro de informação – comunicação Eventos relacionados a medicamentos Eventos relacionados a procedimentos cirúrgicos – até 50% dos eventos Sepse Quedas O Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), por meio da Portaria MS/GM no 529, de 1° de abril de 2013, com o objetivo geral de contribuir para a qualificação do cuidado em saúde. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Documento de referenc ia para o Programa Nacional de Segurança do Paciente,2014 Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) O PNSP não pode ser visto como a única medida capaz de mudar esse quadro. Ao contrário, suas ações devem se articular aos esforços de politicas de Saúde que objetivam desenvolver: linhas de cuidado em redes de atenção; ações organizadas conforme contratos por região; reorientação do sistema, a partir da atenção básica; ações reguladas e melhoria do financiamento da saúde. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente,2014 Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) PNSP tem quatro eixos: o estímulo a uma prática assistencial segura; o envolvimento do cidadão na sua segurança; a inclusão do tema no ensino; o incremento de pesquisa sobre o tema. A cultura de segurança do paciente é elemento que perpassa todos esses eixos. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente,2014 Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) O Ministério da Saúde instituiu em 25 de Julho de 2013 a RDC Nº 36 que institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde. Esta Resolução tem por objetivo instituir ações para a promoção da segurança do paciente e a melhoria da qualidade nos serviços de saúde. MINISTÁRIO DA SAÚDE. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente,2014 Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) A RDC Nº 36 institui 3 pilares de atuação nas instituições de saúde: Núcleo de segurança do paciente; Plano de segurança do paciente; Gestão de riscos e notificação de eventos adversos. MINISTÁRIO DA SAÚDE. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente,2014 Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) A RDC36 propõe a criação do Núcleo de Segurança do Paciente que tem como competência: I - promover ações para a gestão de risco no serviço de saúde; II - desenvolver ações para a integração e a articulação multiprofissional no serviço de saúde; III - promover mecanismos para identificar e avaliar a existência de não conformidades nos processos e procedimentos realizados e na utilização de equipamentos, medicamentos e insumos propondo ações preventivas e corretivas. MINISTÁRIO DA SAÚDE. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente,2014 Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) Segundo a RDC nº 36/2013, o NSP é “a instância do serviço de saúde criada para promover e apoiar a implementaçãode ações voltadas à segurança do paciente”, ferramenta esta primordial para disseminação da cultura de qualidade e segurança das atividades desenvolvidas nos serviços de saúde. A integração das diferentes instâncias que trabalham com riscos na instituição, considerando o paciente como sujeito e objeto final do cuidado em saúde, é considerada função desse NSP. MINISTÁRIO DA SAÚDE. Documento de referen̂ cia para o Programa Nacional de Segurança do Paciente,2014 Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) Comunicação efetiva 1 - Identificar corretamente o paciente 2 - Melhorar a comunicação entre profissionais de saúde 3 - Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos 4 - Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimento e paciente corretos 5 - Higienizar as mãos para evitar infecções 6 - Reduzir o risco de quedas e lesão por pressão Segundo dados da JCI, nos EUA, de janeiro de 1995 até junho de 2010, a maior causa relacionada aos eventos é a comunicação. Política do Registro Seguro: Termo de consentimento informado Padronização de siglas – Siglário Identificação e gerenciamento de riscos Dupla checagem dos medicamentos potencialmente perigosos Registro das orientações ao paciente e aos familiares Arquivamento cronológico do prontuário Práticas para não fragmentação do prontuário Plano terapêutico 2 - Melhorar a comunicação entre profissionais de saúde Comunicação na assistência Transição do cuidado Admissão e alta hospitalar Passagem de plantão Registro de prontuário Comunicação com os familiares Situações emergenciais/ intercorrências Protocolo de Comunicação Execução em pequena escala Mensuração Análise dos resultados iniciais Definição da metodologia e ferramentas Disseminação do protocolo Gerenciamento e controle Act Plan Study Do Gerenciamento do protocolo Riscos NotificaçõesIndicadores Auditorias Fontes de melhorias Registro em prontuário Emissor Mensagem Receptor Decodificação Canal Feedback Codificação Canal Transferência “Comunicações na Transferência de Responsabilidade do Paciente (CTRP) completas e acuradas são vitais à segurança do paciente” Remetente Paciente Destinatário Patient Safety Movement Problemas na comunicação interpessoal seletividade egocentrismo timidezpreconceito descaso Blikstein, 2016 Read-back Confirmação verbal das informações transmitidas. Confirmação verbal das informações transmitidas. SBAR “A técnica SBAR foi desenvolvida na Marinha dos Estados Unidos para uso em submarinos nucleares. Ela foi introduzida na atenção à saúde em no final da década de 1990 e é reconhecida como uma maneira simples e efetiva de padronizar a comunicação entre provedores de cuidado em hospitais por todo o mundo”. Patient Safety Movement S Situação B Background A Avaliação R Recomendações Uma coisa é dizer para os profissionais que falem, outra é aparelhá-los para que façam de forma produtiva. S - situation (situação) B - background (história prévia) A - assessment (avaliação ) R - recommendation ( recomendação ) SBAR - Registro por escrito - Evitar o uso de siglas e abreviaturas Fluxos comunicacionais Assistencial Administrativo Divulgação Cirino, 2019 Fluxo assistencial ■ Estabelecer esse fluxo tem um enfoque especial para a segurança do paciente, ao melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde, atendendo, assim, a uma das metas da segurança do paciente. ■ A reflexão da comunicação no âmbito assistencial é pensar qual o padrão de registros no prontuário do paciente, de que forma abordaremos os familiares e visitantes, em quais momentos a equipe multidisciplinar se reunirá, qual o padrão de passagem de plantão, como comunicar más notícias, dentre outras necessidades evidenciadas pela equipe ao decorrer da sua atuação na saúde. ■ O foco é evitar falhas na comunicação que podem resultar em danos e insatisfação dos clientes dessa unidade de saúde. Cirino, 2019 Sugestão de indicador para fluxo assistencial Nome do indicador: Taxa de adesão ao protocolo de comunicação efetiva. Dados a serem coletados: Esse indicador precisa estar interligado ao protocolo de comunicação efetiva para a segurança do paciente. Os dados a serem trabalhados são as notificações de eventos relacionados às falhas na comunicação. Periodicidade de fechamento dos dados recomendada: Mensal. Formato de cálculo: Eventos adversos não relacionados às falhas na comunicação X 100. Total de eventos adversos Recomendações para a definição da meta e a direção (inversamente ou diretamente proporcional): A meta deve ser planejada conforme os resultados esperados para o hospital, do ponto de vista da segurança do paciente, e comumente gerenciado pelo Núcleo de Segurança do Paciente (Nusp) ou pela área por ele designada. Um caminho é monitorar a adesão ao protocolo nos primeiros meses e, após os resultados históricos, propor uma meta que seja desafiadora, mas, ao mesmo tempo, factível. Possíveis participantes da análise crítica desses dados: Nusp, diretoria e áreas assistenciais envolvidas. Cirino, 2019 Repensando a Saúde - Estratégias para Melhorar a Qualidade e Reduzir os Custos, 2007. “A grande revolução nos sistemas de saúde só será possível quando o cerne da discussão for o valor gerado para o usuário” Michael Porter Obrigada!! Gilvane Lolato 19-982823852 lolato25@ gmail.com Gilvane Lolato Somos Agentes de Mudança #somosagentesdemudança #juntossomosmaisfortes mailto:lolato25@gmail.com