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INTRODUÇÃO É uma doença infecciosa altamente cantagiosa, causada por um vírus mutante (possível ter muitas variantes). Atualmente, diversos estudos em relação ao vírus da cinomose vem demonstrando sua alta variabilidade genética, associada a uma glicoproteína de superfície denominada H. Assim mesmo que o animal já tenha imunidade contra uma variante, existe a possibilidade de ao sofrer a infecção por uma outra variante, aquela primeira imunidade formada não consiga reconhecer. O resultado disso também pode ser ankmais vacinados estarem suscetíveis a outras variantes. Outro fato que devemos considerar é que devido a essa diferença genética, alguns animais acometidos acabam tendo diferença na gravidade e intensidade dos sintomas. - Altamente contagiosa, não o ataca só o sistema nervoso, porém, o impacto mais importante é a lesão neurológica. - Intensa em climas frios, os surtos ocorrem em locais mais frios e escuros (podendo durar até 5 meses), se for ambiente que bate sol é destruído em poucas horas. - Acomete canídeos, focas e mustelídeos (furões, gambás e texugos) Obs: Só acomete cachorro dos domésticos (cino = cachorro). Nas formas clínicas cada cachorro apresenta formas diferentes. - Também chamada de distemper. - Age destruindo a bainha de mielina, e ele perde a capacidade motora por isso a parte de trás fica caída se arrastando. ETIOLOGIA - Frio pra ele é ótimo, calor é péssimo. - Produtos de limpeza caseiros destroem ele (Solventes lipídicos, hipoclorito de sódio) - Capsídeo Helicoidal (em S) - Destruídos por raios ultravioletas e 50-60°C por 30min. - Esse Vírus tem muitas variantes genéticas, isso decorre de uma proteína "H" na superfície do vírus (ou Espícula H), ela que vai encaixar na célula (altamente variável). - Genoma RNA, então são instáveis geneticamente e sofrem inúmeras variações. - Vírus envelopado e tem 2 Espículas diferentes: • Espícula de Fusão - faz com que facilite a entrada do vírus na célula (faz ele entrar) • Espícula Hemaglunina - é quem faz interação com receptor (que faz a mutação). - Tem tipo de cinomose que tem 8 sub - genótipos distinto de A até H. - Resistência: -75°C por 7 anos, a 4° por semanas. 25°C por 48h, 5°C em tecidos por 14 dias. - Persiste em ambientes escuros e gelados por meses ESTRUTURA DO VÍRUS DA CINOMOSE M: L: P: N: Obs: Vírus Pleomórfico. FONTES E VIAS DE TRANSMISSÃO - O animal com a doença, mesmo após a cura clínica, o cão infecctado pode transmitir a doença de 1 a 4 meses após a cura. (Ideal separar os animais)(dependendo da variante) - Atinge animais silvestres - Transmissão por todas as partes do corpo, mais principalmente a saliva, urina e secreções nasais. Outras fezes, lactantes... (6 a 22 dias) - Diferente da raiva que tem que ser inoculado, a cinomose não, pega no ar. (Aerossóis) - Ingestão de água, alimento ou ar, contaminados pegam. EPIDEMIOLOGIA -Animais domésticos: Cães - Animais silvestres podem passar para os cães, como gamba. - Animais silvestres que podem contrair e adoecer: panda, coiote, guaxinim, lobo, raposa, visão, carcaju, texugo, suricato. Felinos silvestre: Gueparto. - 3 a 6 meses mais vulneráveis, pela queda de imunidade materna. - De transmissores domésticos somente o cão. Gatos doméstico não foram identificados com vírus, porém em casos isolados podem ter, por variantes extremamente RARAS. (Alguns gatos já foram infecctados experimentalmente) - Já houve surto de cinomose em focas e em leões. - 2008 na china já ouve caso de macacos com cinomose. - Período de incubação 3 a 18 dias. - Morbidade de 50%, letalidade de 50 a 90% - Covid vírus do morcego, passou pro tatu que passou para nós. (Curiosidade) - Reservatórios virais: cães domésticos - Pode futuramente se tornar um Zoonose, por conta de suas grandes variações - Animais mais novos são mais suscetíveis cerca de 3 a 6 meses. - Algumas variantes genéticas do vírus, durante a sua inalação, conseguem atingir o nervo oufatório localizado no fucinho e seguir direto para o cérebro e assim em poucos dias o animal já pode apresentar lesões neurológicas sem necessariamente atingir outros tecidos. PATOGENIA Embora existam várias variantes que acabam influenciando na Patogênia, geralmente o vírus da cinomose apresenta um padrão. Esse vírus consegue infectar diversas células em diversos tecidos. Geralmente a infecção ocorre por inalação ou ingestão acidental, já dentro do animal ele começa a infectar macrófagos e posteriormente atingem os linfonódos conseguindo desenvolver até os tecidos linfoídes. Apartir daí ele segue um roteiro, primeiro ele ataca o epitélio respiratório (tanto as vias superiores quanto as inferiores), em seguida ele já se direge a mucosa intestinal e ao sistema urinário. Posteriormente se dirige as células epiteliais localizadas na região abdominal, coxins e do focinho causando descamação. Somente depois disso tudo (caso a imunidade não consiga combatê-lo), ele consegue chegar no sistema nervoso (de 7 a 10 dias depois da infecção). Nessa fase, os efeitos do vírus são bem mais graves e depois ele consegue infectar em astrócitos, neurônios e irá destruir a camada de mielina e assim o animal começa a apresentar diversas manifestações neurológicas e sobre tudo motoras (que justifica o animal não conseguir mais andar). Algumas variantes genéticas do vírus, durante a sua inalação, conseguem atingir o nervo oufatório localizado no fucinho e seguir direto pro cérebro e em poucos dias o animal já apresenta sinais neurológicos sem necessariamente atingir outros tecidos (indo direto para o cérebro). Neste caso o período de incubação é muito curto. 1) Epitélio Respiratório 2) Epitélio Gastrointestinal e Urinário 3) Epitélio abdome e coxim 4) Sistema nervoso (9 dias após) SINAIS CLÍNICAS Devido a grande variedade de manifestações clínicas, iremos identificar 4 formas clínicas: 1) Sinais Inespecificos (Respiratória): geralmente os primeiros sintomas são febre, falta de apetite, fraqueza, sintomas respiratórios que costumam evoluir para secreção nasal e ocular, prejudicando a sua respiração. Esses duram de 2 a 3 dias até que os sintomas evoluem para um quadro de gastoenterite. 2)Forma Gastrointestinal: o animal apresenta episódios de vômitos e diarréia, que também duram de 1 a 2 dias. 3)Forma Cutânea: geralmente ela vem depois do quadro de gastroenterite, no qual o animal apresenta lesões superficiais com surgimento de ferimentos na região abdominal, acompanhados de focinhos ressecados e os colchins asperos. Entre 2 e 3 dias depois a tendência é o início da fase nervosa. 4) Forma Neurológica: é aquela de maior gravidade e os sintomas podem ser vários, entre eles são: falta de equilíbrio, perda da capacidade de se locomover, gemidos, ataques epiléticos, tremores, perda do controle urinario e fecal. Animais que chegam nessa fase, a recuperação é muito difícil e geralmente a maior chance é de vir a Óbito devido as lesões que são irreversíveis. Caso contrário, o animal sobrevive mas com a presença de sequelas nervosas. image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image2.png image20.png image21.png image22.png image3.png image4.png image5.png image6.png image8.png image9.png