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ÁGUA NO ORGANISMO: 8% INTRAVASCULAR(DENTRO DOS VASOS); 25% INTERSTICIAL E 67% INTRACELULAR(DENTRO DA CÉLULA). MANUTENÇÃO DA ÁGUA Pressão hidrostática: pressão do sangue dentro do vaso contra a parede que está retendo ele, ela pode estar aumentada ou diminuída. Se a pressão aumenta demais o líquido extravasa para fora do vaso. Pressão oncótica: proteína está dentro do vaso exercendo uma força fazendo com o que líquido fique na volta dela (paciente suscetível a edema pulmonar). Permeabilidade vascular: as células estão fechando os vasos e alguma alteração pode aumentar o espaço entre as células e isso também faz o líquido extravasar. a fluidoterapia deve ser tratada como medicamento Opções de fluidos ● Soluções cristalóides(partículas pequenas): isotônicos, hipotônicos, hipertônicos. Mais utilizadas na rotina clínica. - hipertônico: muito sódio, muito soluto que não entra na célula e ainda puxa a água. NACL 7,5%: utilizado em caso de hipovolemia, hemorragia ativa; ou aumento de pressão intracraniana, para ela funcionar o paciente tem que estar hidratado. - hipotônico: menos sódio do que tem fisiologicamente nos espaços; tira a água de dentro do celula e coloca no interstício. Indicado para desidratação celular. Manutenção de um paciente internado por longos dias. Glicose 5% e NaCl 0,45% - isotônico: ela distribui igualmente entre os compartimentos. Ringer Lactato, Fisiológico (NaCl 0,9%). Lactato: passa por metabolização hepática e vira bicarbonato, esse bicarbonato é importante tampao do organismo, quando tem acidose precisamos de lactato para fazer o tamponamento. Fisiologico é acidificante, quando tem acidose metabólica não é indicado usar o fisiologico. ● Soluções colóides (partículas muito grandes) Exercem grande pressão oncótica; indicado para paciente com hipoproteinemia. FLUIDO DE MANUTENÇÃO DIÁRIA Cão 60ml/kg/24hs Gato 40ml/kg/24hs Cristaloides isotónicos Lembrar que se está tomando água verificar se o paciente já não está fazendo a hidratação por via oral. Cuidar cardiopatas, renal, hipoproteinemia(o fluido pode ir para fora do vaso), o anêmico(faz fluido pq não tem hemodiluição). Paciente não engorda de um dia para o outro, cuidar do desbalanço hídrico. MANUTENÇÃO ANESTÉSICA gatos: 3-5ml/kg/h cães: 5ml/kg/h é maior devido a perda de líquidos, jejum e sangramento. O paciente que chega desidratado já vai para o fluido para corrigir antes da anestesia. Hipotensão trans anestésica, associada a redução da volemia: realizar prova de carga. casos de hemorragia ativa ou com risco de morte imediata vai para cirurgia volume sistólico: produto da pre carga(faz prova de carga), contratilidade (não faz prova de carga) Prova de carga: 10-15ml/kg em 15min DESIDRATAÇÃO Défict (L) = peso (em kg) x % de desidratação (número decimal 6% é 0,06) - resultado é em litros tem que transferir para ml (multiplica por mil) REHIDRATAR AO LONGO E 12 A 24HS HIPOVOLEMIA Redução de líquido no compartimento intravascular Redução do sangue circulante e consequentemente, redução da perfusão tecidual! - FALTA OXIGÊNIO Exemplos: hemorragia, desidratação grave Avaliar: Histórico clínico Parâmetros de perfusão: estado mental, frequência cardíaca, tempo de preenchimento capilar, coloração de mucosas, temperatura das extremidades, qualidade de pulso, turgor cutâneo Mensuração da pressão arterial - hipotensão (PAS 2,5 Pacientes hipovolêmicos requerem reposição imediata do volume intravascular! Ressuscitação volêmica. Administração intravenosa ou intraóssea! Fluidos cristalóides isotônicos: 5–10 mL/kg (gatos) e 15–20 mL/kg (cães) em 15 a 30 minutos. Fluido cristalóide hipertônica NaCl 7,5%: 1-6 mL/kg em 15 minutos Considerar hemocomponentes. SOBRECARGA HÍDRICA Sinais respiratórios (tosse, dispneia, descarga nasal) Crepitação pulmonar (edema pulmonar) Evidência de edema em exames de imagem Se edema pulmonar: 1-2 mg/kg furosemida IV + administração de oxigênio medicinal Edema periférico (subcutâneo, membros) Efusões cavitárias Disfunção orgânica (edema TGI, alteração mental)