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CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL A VÁRIAS VARIÁVEIS AULA 3 Prof. Guilherme Lemermeier Rodrigues 2 CONVERSA INICIAL Nesta aula, são apresentados estudos das derivadas parciais, regra da cadeia, derivada implícita e derivadas parciais sucessivas. Esses conceitos são poderosas ferramentas que utilizaremos na análise de valores extremos, que logo serão abordados. Bons estudos nesse que é considerado um dos tópicos mais belos de uma matemática avançada. TEMA 1 − DERIVADAS PARCIAIS 1.1 Definição Segundo Gonçalves (2007, p. 96), sejam: 𝑓: 𝐴 ⊆ ℝ² → ℝ 𝓏 = 𝑓(𝑥, 𝑦) uma função de duas variáveis e (𝑥0, 𝑦0) ∈ 𝐴. Fixando 𝑦 = 𝑦0, podemos considerar a função 𝑔(𝑥) = 𝑓(𝑥, 𝑦0). A derivada de g no ponto 𝑥 = 𝑥0, chamada derivada parcial de f em relação a x no ponto (𝑥0, 𝑦0), denominada 𝜕𝑓 𝜕𝑥 (𝑥0, 𝑦0) , é definida por 𝜕𝑓 𝜕𝑥 (𝑥0, 𝑦0) = lim 𝑥→𝑥0 𝑔(𝑥)−𝑔(𝑥0) 𝑥−𝑥0 = lim 𝑥→𝑥0 𝑓(𝑥,𝑦0)−𝑓(𝑥0,𝑦0) 𝑥−𝑥0 , se o limite existir. De forma análoga, 𝜕𝑓 𝜕𝑦 (𝑥0, 𝑦0) = lim 𝑦→𝑦0 𝑓(𝑥0,𝑦)−𝑓(𝑥0,𝑦0) 𝑦−𝑦0 , se o limite existir. Agora, pensando e expandindo o conceito de diferenciação visto anteriormente, podemos dizer de forma direta que a derivada parcial tomada de uma das variáveis considera a(s) outra(s) como constante(s). Exemplo 1 Calcule as derivadas parciais de primeira ordem da função 𝑓(𝑥, 𝑦) = 2𝑥²𝑦³ − 3𝑥 + 4𝑦. Resolução: a) 𝜕𝑓 𝜕𝑥 = 4𝑥𝑦³ − 3 b) 𝜕𝑓 𝜕𝑦 = 6𝑥²𝑦² + 4 3 Exemplo 2 Calcule as derivadas parciais de primeira ordem da função 𝑓(𝑥, 𝑦) = 𝑥³ + 𝑦³ − 2𝑥 + 2𝑦. Resolução: a) 𝜕𝑓 𝜕𝑥 = 3𝑥² − 2 b) 𝜕𝑓 𝜕𝑦 = 3𝑦² + 2 TEMA 2 − INTERPRETAÇÃO GRÁFICA DA DERIVADA PARCIAL Segundo a acepção de Gonçalves (2007, p. 101), supondo que 𝑓: 𝐴 ⊆ ℝ² → ℝ 𝓏 = 𝑓(𝑥, 𝑦) admite derivadas parciais em (𝑥0, 𝑦0) ∈ 𝐴. Para 𝑦 = 𝑦0 temos que 𝑓(𝑥, 𝑦0) é uma função de uma variável cujo gráfico é uma curva 𝑐1, resultante da interseção da superfície 𝓏 = 𝑓(𝑥, 𝑦) com o plano 𝑦 = 𝑦0, conforme demonstrado na Figura 1. Figura 1 – Gráfico da função A inclinação ou coeficiente angular da reta tangente à curva 𝑐1 no ponto 𝑃 = (𝑥0, 𝑦0) é dada por: 𝑡𝑔𝛼 = 𝜕𝑓 𝜕𝑥 (𝑥0, 𝑦0) 4 Em que 𝛼 pode ser visualizado na Figura 1, que acabamos de mostrar. De maneira análoga, temos que a inclinação da reta tangente à curva 𝑐2, resultante da interseção de 𝓏 = 𝑓(𝑥, 𝑦) com o plano 𝑥 = 𝑥0, é 𝑡𝑔𝛽 = 𝜕𝑓 𝜕𝑦 (𝑥0, 𝑦0), conforme indicado na Figura 2. Figura 2 − Inclinação da reta Exemplo 3 Em Rodrigues (2012, p. 39), seja 𝑧 = 4 − 𝑥2 − 𝑦², encontre a inclinação da reta tangente à curva C, resultante da interseção de 𝓏 = 𝑓(𝑥, 𝑦) com 𝑥 = 1, no ponto P(1, 1, 2). Figura 3 − Representação gráfica da função 𝓏 = 𝑓(𝑥, 𝑦) 5 Figura 4 − Representação gráfica do plano x = 1 e do ponto P (1, 1, 2) Resolução: No plano x = 1, a equação da curva C é dada por 𝑔(𝑦) = 𝑓(1, 𝑦) = 3 − 𝑦². Já a inclinação no ponto (1, 1, 2) é dada por 𝑡𝑔𝛽 = 𝜕𝑓 𝜕𝑦 (1, 𝑦0), Como 𝜕𝑓 𝜕𝑦 = −2𝑦² e 𝜕𝑓 𝜕𝑥 (1, 1) = −2, temos 𝑡𝑔𝛽 = −2; logo 𝛽 = 116,56°. Graficamente, a Figura 5 mostra esse resultado. Figura 5 − Resultado 6 TEMA 3 − DIFERENCIAL A diferencial de 𝑦 é definida como 𝑑𝑦 = 𝑓′(𝑥)𝑑𝑥. Essa definição foi demonstrada e utilizada anteriormente no Cálculo Diferencial e Integral de uma Variável (Cálculo A), e para o Cálculo Diferencial e Integral de mais de uma Variável (Cálculo B) nós a expandiremos. Inicialmente, veremos como é a definição de Diferencial para uma função de duas variáveis, 𝑧 = 𝑓(𝑥, 𝑦). Consideramos que as diferenciais 𝑑𝑥 e 𝑑𝑦 são variáveis independentes, ou seja, podem ter qualquer valor. Então, a diferencial 𝑑𝑧, também chamada de diferenciação total, é definida por 𝑑𝑧 = 𝑓𝑥(𝑥, 𝑦)𝑑𝑥 + 𝑓𝑦(𝑥, 𝑦)𝑑𝑦 = 𝜕𝑧 𝜕𝑥 𝑑𝑥 + 𝜕𝑧 𝜕𝑦 𝑑𝑦 Note que esse conceito pode ser expandido para 𝑑𝑤 = 𝑓𝑥(𝑥, 𝑦, 𝑧)𝑑𝑥 + 𝑓𝑦(𝑥, 𝑦, 𝑧)𝑑𝑦 + 𝑓𝑧(𝑥, 𝑦, 𝑧)𝑑𝑧 = 𝜕𝑤 𝜕𝑥 𝑑𝑥 + 𝜕𝑤 𝜕𝑦 𝑑𝑦 + 𝜕𝑤 𝜕𝑧 𝑑𝑧 Exemplo 4 Se 𝑧 = 𝑓(𝑥, 𝑦) = 𝑥³ + 4𝑥𝑦 − 𝑦², determine a diferencial 𝑑𝑧. 𝑧 = 𝑓(𝑥, 𝑦) = 𝑥³ + 4𝑥𝑦 − 𝑦2 Pela definição: 𝑑𝑧 = 𝑓𝑥(𝑥, 𝑦)𝑑𝑥 + 𝑓𝑦(𝑥, 𝑦)𝑑𝑦 = 𝜕𝑧 𝜕𝑥 𝑑𝑥 + 𝜕𝑧 𝜕𝑦 𝑑𝑦 Temos: 𝑑𝑧 = (3𝑥2 + 4𝑦)𝑑𝑥 + (4𝑥 − 2𝑦)𝑑𝑦 Exemplo 5 Calcule a diferencial total da função 𝑓(𝑥, 𝑦, 𝑧) = 𝑥𝑦𝑧 + 2𝑥 − 3𝑦 + 𝑧. 𝑓(𝑥, 𝑦, 𝑧) = 𝑥𝑦𝑧 + 2𝑥 − 3𝑦 + 𝑧 Pela definição: 𝑑𝑤 = 𝑓𝑥(𝑥, 𝑦, 𝑧)𝑑𝑥 + 𝑓𝑦(𝑥, 𝑦, 𝑧)𝑑𝑦 + 𝑓𝑧(𝑥, 𝑦, 𝑧)𝑑𝑧 = 𝜕𝑤 𝜕𝑥 𝑑𝑥 + 𝜕𝑤 𝜕𝑦 𝑑𝑦 + 𝜕𝑤 𝜕𝑧 𝑑𝑧 Temos: 𝑑𝑤 = (𝑦𝑧 + 2)𝑑𝑥 + (𝑥𝑧 − 3)𝑑𝑦 + (𝑥𝑦 + 1)𝑑𝑧 7 TEMA 4 − REGRA DA CADEIA 4.1 Definição A ideia que usaremos na regra da cadeia neste tema pode ser entendida como uma expansão do conceito apresentado anteriormente em Cálculo Diferencial e Integral a uma Variável. Tomando a função como 𝑧 = 𝑓(𝑥, 𝑦) , uma função diferenciável em 𝑥 e 𝑦, em que 𝑥 = 𝑔(𝑡) e 𝑦 = ℎ(𝑡) são funções diferenciáveis de 𝑡. Então, 𝑧 é uma função diferenciável de 𝑡 e: 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 𝜕𝑓 𝜕𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑡 + 𝜕𝑓 𝜕𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑡 Exemplo 6 Se 𝑧 = 𝑥³𝑦 + 2𝑥𝑦², onde 𝑥 = 2𝑡 + 2 e 𝑦 = 3𝑡 + 2, determine 𝑑𝑧 𝑑𝑡 . Utilizando a definição 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 𝜕𝑧 𝜕𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑡 + 𝜕𝑧 𝜕𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑡 , temos que: 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 𝜕𝑧 𝜕𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑡 + 𝜕𝑧 𝜕𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑡 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = (3𝑥2𝑦 + 2𝑦2)(2) + (𝑥3 + 4𝑥𝑦)(3) 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 6𝑥2𝑦 + 4𝑦2 + 3𝑥3 + 12𝑥𝑦 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 6(2𝑡 + 2)2(3𝑦 + 2) + 4(3𝑡 + 2)2 + 3(2𝑡 + 2)3 + 12(2𝑡 + 2)(3𝑡 + 2) Exemplo 7 Note que nesse caso teremos um valor a substituir. Se 𝑧 = 𝑥²𝑦 + 𝑥𝑦², em que 𝑥 = 𝑒𝑡 e 𝑦 = 𝑡 + 1, determine 𝑑𝑧 𝑑𝑡 . Utilizando a definição 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 𝜕𝑧 𝜕𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑡 + 𝜕𝑧 𝜕𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑡 , temos que: 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 𝜕𝑧 𝜕𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑡 + 𝜕𝑧 𝜕𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑡 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = [2𝑥𝑦 + 𝑦2](𝑒𝑡) + [𝑥2 + 2𝑥𝑦](1) Substituindo os valores de x e y pelos valores dados no enunciado, 8 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = [2𝑒𝑡(𝑡 + 1) + (𝑡 + 1)2](𝑒𝑡) + [(𝑒𝑡)2 + 2(𝑒𝑡)(𝑡 + 1)](1) Assim, 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = [2𝑡𝑒𝑡 + 2𝑒𝑡 + (𝑡2 + 2𝑡 + 1)](𝑒𝑡) + [𝑒2𝑡 + 2𝑡𝑒𝑡 + 2𝑒𝑡] 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 2𝑡𝑒2𝑡 + 2𝑒2𝑡 + 𝑡2𝑒𝑡 + 2𝑡𝑒𝑡 + 𝑒𝑡 + 𝑒2𝑡 + 2𝑡𝑒𝑡 + 2𝑒𝑡 Organizando pelo expoente 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = (2𝑡 + 2 + 1)𝑒2𝑡 + (𝑡2 + 2𝑡 + 1 + 2)𝑒𝑡 Portanto, 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = (2𝑡 + 3)𝑒2𝑡 + (𝑡2 + 2𝑡 + 3)𝑒𝑡 4.2 Generalizando a regra da cadeia De forma geral, podemos expandir a regra da cadeia. Como exemplo, temos que: 𝑑𝑤 𝑑𝑟 = 𝜕𝑤 𝜕𝑥 𝜕𝑥 𝜕𝑟 + 𝜕𝑤 𝜕𝑦 𝜕𝑦 𝜕𝑟 + 𝜕𝑤 𝜕𝑧 𝜕𝑧 𝜕𝑟 Sendo assim, expansível sucessivamente. Exemplo 8 – exercício Use a regra da cadeia para calcular 𝑑𝑧 𝑑𝑡 quando 𝑧 = 𝑥³𝑦², onde 𝑥 = 𝑠𝑡 e 𝑦 = 𝑠𝑡². 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 𝜕𝑧 𝜕𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑡 + 𝜕𝑧 𝜕𝑦 𝑑𝑦 𝑑𝑡 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 3𝑥²𝑦²(𝑠) + 2𝑥³𝑦(2𝑠𝑡) 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 3(𝑠𝑡)2(𝑠𝑡2)2𝑠 + 2(𝑠𝑡)³(𝑠𝑡2)(2𝑠𝑡) 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 3𝑠5𝑡6 + 4𝑠5𝑡6 𝑑𝑧 𝑑𝑡 = 7𝑠5𝑡6 9 TEMA 5 − DERIVAÇÃO IMPLÍCITA E DERIVADAS PARCIAIS SUCESSIVAS A ideia que usaremos na regra da cadeia neste tema pode ser entendida como uma expansão do conceito apresentado anteriormente em Cálculo Diferencial e Integral a uma Variável. 5.1 Derivação implícita Iniciamos os estudos desse conceito em Cálculo Diferencial e Integral de uma Variável quando vimos que uma função definida por 𝑓(𝑥) = 0 era conceituada de forma implícita como 𝐹(𝑥, 𝑦) = 0. De maneira análoga, porém, estendida, neste tópico estudaremos funções do tipo 𝐹(𝑥, 𝑦, 𝑧) = 0. Assim, da regra da cadeia temos que: 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = − 𝜕𝐹 𝜕𝑥 𝜕𝐹 𝜕𝑦 = − 𝐹𝑥 𝐹𝑦 Exemplo 9 Determine 𝑦′ se 𝑥³ + 𝑦³ = 𝑥𝑦. Pela definição 𝐹(𝑥, 𝑦)= 0, portanto, 𝐹(𝑥, 𝑦) = 𝑥³ + 𝑦³ − 𝑥𝑦, 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = − 𝜕𝐹 𝜕𝑥 𝜕𝐹 𝜕𝑦 = − 𝐹𝑥 𝐹𝑦 = − 3𝑥² − 𝑦 3𝑦² − 𝑥 Exemplo 10 – exercício Determine 𝑦′ se 𝑥² + 𝑦² = 3𝑥𝑦. Sendo 𝐹(𝑥, 𝑦) = 𝑥² + 𝑦² − 3𝑥𝑦, 𝑑𝑦 𝑑𝑥 = − 𝜕𝐹 𝜕𝑥 𝜕𝐹 𝜕𝑦 = − 𝐹𝑥 𝐹𝑦 = − 2𝑥 − 3𝑦 2𝑦 − 3𝑥 10 5.2 Derivadas parciais sucessivas Em síntese, são casos de continuidade das derivadas de forma sucessível, obviamente respeitando a existência de tal possibilidade, em que: • 𝐹𝑥𝑥 é a derivada parcial sucessiva primeiramente em relação a x e depois, novamente, em relação a x. • 𝐹𝑥𝑦 é a derivada parcial sucessiva primeiramente em relação a x e depois em relação a y. • 𝐹𝑦𝑥 é a derivada parcial sucessiva primeiramente em relação a y e depois em relação a x. • 𝐹𝑦𝑦 é a derivada parcial sucessiva primeiramente em relação a y e depois, novamente, em relação a y. Exemplo 11 Dada a função 𝐹(𝑥, 𝑦) = 2𝑥³𝑦² + 𝑥²𝑦, determine suas derivadas parciais de segunda ordem. Cálculo das derivadas de primeira ordem: 𝐹𝑥 = 𝜕𝐹 𝜕𝑥 = 6𝑥²𝑦² + 2𝑥𝑦 𝐹𝑦 = 𝜕𝐹 𝜕𝑦 = 4𝑥³𝑦 + 𝑥² Cálculo das derivadas de segunda ordem A partir de 𝐹𝑥: 𝐹𝑥𝑥 = 𝜕 𝜕𝑥 (6𝑥²𝑦 + 2𝑥𝑦) = 12𝑥𝑦 + 2𝑦 𝐹𝑥𝑦 = 𝜕 𝜕𝑦 (6𝑥²𝑦² + 2𝑥𝑦) = 12𝑥²𝑦 + 2𝑥 A partir de 𝐹𝑦: 𝐹𝑦𝑥 = 𝜕 𝜕𝑥 (4𝑥³𝑦 + 𝑥²) = 12𝑥²𝑦 + 2𝑥 𝐹𝑦𝑦 = 𝜕 𝜕𝑦 (4𝑥³𝑦 + 𝑥²) = 4𝑥³ 11 Exemplo 12 – exercício Dada a função 𝑓(𝑥, 𝑦) = 𝑥𝑦² + 𝑥²𝑦, determine suas derivadas puras parciais de segunda ordem (𝐹𝑥𝑥 e 𝐹𝑦𝑦): Cálculo das derivadas de primeira ordem: 𝜕𝑓 𝜕𝑥 = 𝑦² + 2𝑥𝑦 𝜕𝑓 𝜕𝑦 = 2𝑥𝑦 + 𝑥²: Cálculo das derivadas de segunda ordem: A partir de 𝜕𝑓 𝜕𝑥 , determinando a segunda derivada em relação a x, isso caracteriza a segunda derivada pura em x. 𝐹𝑥𝑥 = 𝜕 𝜕𝑥 (𝑦² + 2𝑥𝑦) = 2𝑦 A partir de 𝜕𝑓 𝜕𝑦 , determinando a segunda derivada em relação a y, isso caracteriza a segunda derivada pura em y. 𝐹𝑦𝑦 = 𝜕 𝜕𝑦 (2𝑥𝑦 + 𝑥²) = 2𝑥 A aplicação desse conteúdo acontece de forma direta, como é o caso do cálculo das derivadas, e está diretamente ligada à análise como otimização e formas. Essa aplicação é bem ampla na prática rotineira das ciências exatas nos ramos de engenharia e tecnologia. Em relação ao estudo das derivadas, podemos dizer até que, além das interpretações gráficas, esse ponto é uma grande ferramenta para diversas disciplinas do corpo técnico dos cursos na área das exatas. FINALIZANDO Nesta aula, você teve acesso a um tópico relevante de uma matemática avançada. O estudo das derivadas é muito importante para as análises gráficas e de funções matemáticas que fazem o dia a dia das ciências exatas quando aplicadas a diversos campos. Isso é válido não somente dentro da academia, mas também da estatística e gestão empresarial 12 REFERÊNCIAS FLEMMING, D. M.; GONÇALVES, M. B. Cálculo B: funções de várias variáveis, integrais múltiplas, integrais curvilíneas e de superfície. 2. ed. São Paulo: Pearson, 2007. RODRIGUES, G. L. Cálculo III. Curitiba: Intersaberes, 2012. STEWART, J. Cálculo 2. 8. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2017. THOMAS, G. B.; HASS, J.; WEIR, M. D. Cálculo. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2012. v. 2.