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Execução Trabalhista na Prática Como Maximizar Seus Ganhos nas Ações Trabalhistas e Conseguir Efetividade para Recebimento de Créditos Trabalhistas Execução Trabalhista na Prática Orestes Rebuá Filho rebua@hotmail.com @orestesrebua Definição A fase de execução constitui um conjunto de atos de atuação das partes e do juiz que têm como objetivo a concretização e cumprimento daquilo que foi decidido no processo de conhecimento, ou seja, trata-se do conjunto de atos que garantem a eficácia prática e a efetividade da sentença proferida pelo Juiz ou o pagamento do acordo judicial não cumprido pela parte. Execução Trabalhista na Prática Normas legais que disciplinam a execução trabalhista - Artigos 876 até 892 da CLT; - Artigos da Lei nº 5.584/70 - Lei nº 6.830/80 (Lei de Execuções de Fiscais) - Código de Processo Civil Execução Trabalhista na Prática Requisitos da execução trabalhista 1) Título executivo judicial ou extrajudicial - exigibilidade (artigo 876 da CLT); - certeza (artigo 832 da CLT); - liquidez (artigo 879 da CLT); 2) Inadimplemento da sentença / obrigação Execução Trabalhista na Prática Exigibilidade do título executivo – Artigo 876 da CLT - Sentenças transitadas em julgado; - Sentenças das quais não tenha havido recurso com efeito suspensivo; - Acordos judiciais não cumpridos; - Termos de ajuste de conduta firmados perante o Ministério Público do Trabalho; - Termos de conciliação firmados perante as Comissões de Conciliação Prévia ; Parágrafo único. A Justiça do Trabalho executará, de ofício, as contribuições sociais previstas na alínea a do inciso I e no inciso II do caput do art. 195 da Constituição Federal, e seus acréscimos legais, relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que proferir e dos acordos que homologar. **Sentença arbitral – Art. 31 da Lei 9.307/96 Execução Trabalhista na Prática Instrução normativa nº 39 do TST Art. 13 - Por aplicação supletiva do art. 784, I (art. 15 do CPC), o cheque e a nota promissória emitidos em reconhecimento de dívida inequivocamente de natureza trabalhista também são títulos extrajudiciais para efeito de execução perante a Justiça do Trabalho, na forma do art. 876 e segs. da CLT. (III - o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas – TRCT) Execução Trabalhista na Prática AGRAVO DE PETIÇÃO. EXECUÇÃO DE ACORDO EXTRAJUDICIAL. CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS. INCOMPETÊNCIA DE JUSTIÇA DO TRABALHO. Os títulos executivos passíveis de persecução nesta Especializada encontram-se prescritos, em regra, no art. 114 da CF e no art. 876 da CLT. Admite-se, por exceção, os cheques e as notas promissórias, desde emitidos em reconhecimento de dívida inequivocamente de natureza trabalhista, diante do teor art. 13 da IN 39/2016 do col. TST. Portanto, o TERMO DE ACORDO DE DÍVIDAS, assinado pelo executado, não é exequível nesta Especializada. Nega-se provimento.(TRT da 18ª Região; Processo: 0011676- 03.2019.5.18.0082; Data de assinatura: 11-05-2020; Órgão Julgador: Gab. Des. Eugênio José Cesário Rosa - 2ª TURMA; Relator(a): EUGENIO JOSE CESARIO ROSA) Execução Trabalhista na Prática DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. RECURSO ORDINÁRIO. AÇÃO MONITÓRIA. CABIMENTO. A parte tem o direito de exigir o pagamento de quantia certa via ação monitória, desde que possua prova escrita pré-constituída da dívida, sem eficácia de título executivo, nos termos do art. 700, I, do CPC. (TRT da 3.ª Região; PJe: 0010392-87.2024.5.03.0021 (ROT); Disponibilização: 19/12/2024; Órgão Julgador: Decima Turma; Relator(a)/Redator(a) Convocado Vitor Salino de Moura Eca) Execução Trabalhista na Prática Certeza do título executivo – Artigo 832 da CLT Legitimidade ATIVA Via de regra o credor da execução (Reclamante ou Reclamado) Falecimento do trabalhador: Dependentes habilitados na Previdência Social (art. 1º da Lei nº 6.858/80) Fazer a juntada de novas procurações e certidão de dependência no INSS Execução Trabalhista na Prática Legitimidade PASSIVA Via de regra o devedor da execução (Reclamante ou Reclamado) Outros: espólio, fiador, massa falida, sucessor, responsáveis solidários e/ou subsidiários, etc. Execução Trabalhista na Prática Grande problemática em razão de questionamento judicial no STF com repercussão geral!!!! Há necessidade de participação das empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico, que são DEVEDORA SOLIDÁRIAS, do processo de conhecimento ou pode ser feita a inclusão na fase de execução??? Execução Trabalhista na Prática Problemática – Grupo econômico Artigo 513, § 5º, do CPC - O cumprimento da sentença não poderá ser promovido em face do fiador, do coobrigado ou do corresponsável que não tiver participado da fase de conhecimento. Tema 1232 no STF - Possibilidade de inclusão no polo passivo da lide, na fase de execução trabalhista, de empresa integrante de grupo econômico que não participou do processo de conhecimento. PENDENTE DE JULGAMENTO. Súmula nº 205 do TST – Cancelada (possibilidade de restabelecimento) Execução Trabalhista na Prática Proposta atual para o Tema 1232 no STF (5x1) "1 - O cumprimento da sentença trabalhista não poderá ser promovido em face de empresa que não tiver participado da fase de conhecimento do processo, devendo o reclamante indicar na petição inicial as pessoas jurídicas corresponsáveis solidárias contra as quais pretende direcionar a execução de eventual título judicial, inclusive nas hipóteses de grupo econômico (art. 2°, §§ 2° e 3°, da CLT), demonstrando concretamente, nesta hipótese, a presença dos requisitos legais. 2 - Admite-se, excepcionalmente, o redirecionamento da execução trabalhista ao terceiro que não participou do processo de conhecimento nas hipóteses de sucessão empresarial (art. 448-A da CLT) e abuso da personalidade jurídica (art. 50 do CC), observado o procedimento previsto no art. 855-A da CLT e nos arts. 133 a 137 do CPC. 3 - Aplica-se tal procedimento mesmo aos redirecionamentos operados antes da Reforma Trabalhista de 2017, ressalvada a indiscutibilidade relativa aos casos já transitados em julgado, aos créditos já satisfeitos e às execuções findas ou definitivamente arquivadas" Execução Trabalhista na Prática Responsabilidade subsidiária – Benefício de ordem! - Terceirização – cuidado com administração pública (ver tema 1118 do STF) - Trabalho temporário - Empreitada / subempreitada - Dono da obra (construtora / incorporadora) (ver IRR 006 do TST) Execução Trabalhista na Prática Liquidez do título executivo – Artigo 879 da CLT A liquidação da sentença tem por objetivo estabelecer a quantia da dívida, ou seja, torna-la líquida para que possa ser promovida a execução em face do devedor. Em verdade, o que se liquida não é a sentença em si, mas as obrigações constantes dela, sendo a sua designação apenas uma figura de linguagem. Trata-se de uma fase preparatória para a execução, quando a sentença não fixou o valor devido ou não individualizou o objeto da condenação. Atenção para o procedimento de sentença líquida! O questionamento dos cálculos deve ser feito pela via recursal ordinária. Execução Trabalhista na Prática Limites da liquidação – COISA JULGADA Art.879, § 1º, da CLT - Na liquidação, não se poderá modificar, ou inovar, a sentença liquidanda nem discutir matéria pertinente à causa principal. Art. 509, § 4º do CPC - É defeso, na liquidação, discutir de novo a lide ou modificar a sentença que a julgou. SUGESTÃO – Assistente de cálculos / Contador Execução Trabalhista na Prática Tipos de execução trabalhista Provisória x Definitiva Art. 899, da CLT - Os recursos serão interpostos por simples petição e terão efeito meramente devolutivo, salvo as exceções previstas neste Título, permitida a execução provisória até a penhora. Execução Trabalhista na Prática Execução provisória O processamento da execução provisória é feito, por ora, através de Cumprimento Provisório de Sentença,observando os requisitos previstos no artigo 520 do CPC e aplicando as mesmas regras, no que couber, da definitiva, sendo que o exequente instruirá a petição com as cópias dos documentos necessários. A execução provisória deverá ser processada em autos suplementares, cujo cadastro e juntada dos documentos necessários deverão ser realizados pelo credor. Execução Trabalhista na Prática Requisitos para Execução Provisória I - corre por iniciativa e responsabilidade do exequente, que se obriga, se a sentença for reformada, a reparar os danos que o executado haja sofrido; II - fica sem efeito, sobrevindo decisão que modifique ou anule a sentença objeto da execução, restituindo-se as partes ao estado anterior e liquidando-se eventuais prejuízos nos mesmos autos; III - se a sentença objeto de cumprimento provisório for modificada ou anulada apenas em parte, somente nesta ficará sem efeito a execução; IV - o levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem transferência de posse ou alienação de propriedade ou de outro direito real, ou dos quais possa resultar grave dano ao executado, dependem de caução suficiente e idônea, arbitrada de plano pelo juiz e prestada nos próprios autos. Execução Trabalhista na Prática Atenção!!!! Há possibilidade de execução definitiva quando pendente de recurso ao STF??? Fundamentação: Artigo 893, § 2º, da CLT - A interposição de recurso para o Supremo Tribunal Federal não prejudicará a execução do julgado. Súmula 228, do STF - Execução Provisória - Pendência de Admissibilidade de Recurso Extraordinário ou de Agravo. Não é provisória a execução na pendência de recurso extraordinário, ou de agravo destinado a fazê-lo admitir. Execução Trabalhista na Prática Princípios da execução trabalhista 1) Igualdade de tratamento das partes No caso, aplica-se o artigo 5º, caput, da CRFB, de dispõe acerca do tratamento igualitário entre as partes, com relação à observância da legislação. Credor x Devedor – Há tratamento igualitário??? Princípio da primazia do credor! Execução Trabalhista na Prática Princípios da execução trabalhista 2) Natureza real da execução Determina que os atos executórios atuem sobre os bens do devedor e não sobre a sua pessoa física. Não há mais execução em relação à pessoa, como previa a Lei das XII Tábuas e legislação existente até a Idade Antiga. Art. 789 do CPC - O devedor responde com todos os seus bens PRESENTES e FUTUROS para o cumprimento de suas obrigações, salvo as restrições estabelecidas em lei. Ex: Penhora no rosto dos autos Execução Trabalhista na Prática Princípios da execução trabalhista 3) Limitação exproprietária Dispõe que a execução deve alcançar apenas os bens necessários para pagamento da dívida, ou seja, para satisfação do crédito do credor. Art. 883 da CLT - Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, tantos quantos bastem ao pagamento da importância da condenação (...) Problemática: Bloqueio on line de diversas contas bancárias Execução Trabalhista na Prática Resolução nº 527, de 13 de outubro de 2023 do CNJ Institui o Sistema Nacional de Cadastramento de Contas Únicas do Sisbajud. Qualquer pessoa natural ou jurídica poderá requerer o cadastramento de conta única de sua titularidade para acolher ordens de constrição de ativos financeiros transmitidas por meio do Sisbajud (https://www.cnj.jus.br/sistemas/sisbajud/). O interessado que requerer o cadastramento obriga-se a manter ativos financeiros suficientes para atendimento às ordens judiciais de constrição que forem expedidas, sob pena de redirecionamento imediato dessas ordens às demais contas de titularidade do requerente. Penalidade: exclusão de um ano do sistema de cadastramento Reincidência: exclusão definitiva Execução Trabalhista na Prática Princípios da execução trabalhista 4) Utilidade para o credor O credor não poderá utilizar a execução como forma de deteriorar o patrimônio do devedor, mas sim, com vistas a satisfazer o seu crédito. Art. 836 do CPC - Não se levará a efeito a penhora quando ficar evidente que o produto da execução dos bens encontrados será totalmente absorvido pelo pagamento das custas da execução. Execução Trabalhista na Prática Convênios que podem ser utilizados INFOJUD – informações relacionadas à Receita Federal RENAJUD – informações do Registro Nacional de Veículos Automotores INFOSEG - Pesquisa a partir de vários argumentos simultaneamente (pessoas, veículos, armas) DOI - Declaração de Operações Imobiliárias SIMBA - Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias COAF - Conselho de Controle de Atividades Financeiras SNGB - Sistema Nacional de Gestão de Bens SREI - Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis SNIPER - Sistema Nacional de Investigação Patrimonial e Recuperação de Ativos CNSEG e SUSEP – Pesquisa de fundo previdenciário CAGED (eSocial) - Cadastro Geral de Empregados e Desempregados CNIS - Cadastro Nacional de Informações Sociais Execução Trabalhista na Prática DIREITO DO TRABALHO. EXECUÇÃO. EXPEDIÇÃO DE OFÍCIOS. CONVÊNIOS. A indicação de meio hábil para o prosseguimento da execução deve ser atendida, tendo em vista o decurso do prazo das diligências infrutíferas, encontrando o pleito amparo nos artigos 653, "a", 680, "g", e 765, da CLT, que permitem ao juiz diligenciar com o intuito de obter a satisfação do crédito exequendo. Agravo do exequente a que se dá provimento. (TRT da 2a Região; Processo: 0012300-63.1998.5.02.0040; Data: 20-05-2021; Órgão Julgador: 17a Turma - Cadeira 3 - 17a Turma; Relator(a): CARLOS ROBERTO HUSEK)" Execução Trabalhista na Prática "MEDIDAS COERCITIVAS. CONVÊNIO SIMBA. Há possibilidade de utilização do convênio SIMBA, se infrutífero o uso dos demais sistemas disponibilizados ao juízo, na fase de execução. Contudo, deve-se lançar mão de tal recurso apenas nas hipóteses em que demonstrada intenção do devedor de se furtar do cumprimento da obrigação, embora demonstre sinais evidentes de riqueza. É imperioso que o pedido venha acompanhado de argumentos substanciais, que evidenciem a necessidade da medida, especialmente revelando indícios de movimentações financeiras suspeitas, notadamente porque se trata de instrumento invasivo e amplo, que pode alcançar e atingir terceiros estranhos ao objeto da lide e ao título executivo, que se relacionaram de boa-fé com as executadas. Não basta que tenha decorrido muito tempo sem êxito na execução do crédito trabalhista, ante a gravidade da medida pretendida. Recurso obreiro desprovido, no particular". (TRT da 18ª Região; Processo: 0010399-83.2018.5.18.0082; Data de assinatura: 14-02-2025; Órgão Julgador: Gab. Des. Daniel Viana Júnior - 2ª TURMA; Relator(a): DANIEL VIANA JUNIOR) Execução Trabalhista na Prática Princípios da execução trabalhista 5) Não prejudicialidade do devedor Artigo 805 do CPC - Quando por vários meios o credor puder promover a execução, o juiz mandará que se faça pelo modo menos gravoso para o devedor. Possibilidade de substituição do bem penhorado Parágrafo único. Ao executado que alegar ser a medida executiva mais gravosa incumbe indicar outros meios mais eficazes e menos onerosos, sob pena de manutenção dos atos executivos já determinados. Execução Trabalhista na Prática Princípios da execução trabalhista 6) Não aviltamento do devedor Dispõe que a execução não deve afrontar a dignidade da pessoa humana, expropriando-lhe bens que são considerados como indispensáveis à sua subsistência e à sua família. Aplicação do artigo 833 do CPC – bens impenhoráveis Execução Trabalhista na Prática Art. 833 do CPC - São impenhoráveis: I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução; II - os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado, salvo os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes aum médio padrão de vida; III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de elevado valor; IV - os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações, os proventos de aposentadoria, as pensões, os pecúlios e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal, ressalvado o § 2º; Execução Trabalhista na Prática Art. 833 do CPC - São impenhoráveis: V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado; VI - o seguro de vida; VII - os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem penhoradas; VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família; IX - os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em educação, saúde ou assistência social; X - a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta) salários-mínimos; XI - os recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido político, nos termos da lei; XII - os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob regime de incorporação imobiliária, vinculados à execução da obra. Execução Trabalhista na Prática Penhora de veículo utilizado como instrumento de trabalho Impossibilidade. 1. O exequente insurge-se contra a decisão que acolheu os embargos à penhora e determinou a liberação do bem constrito (veículo Ford F100, ano/modelo 1976, placa BQA 1804) e sua devolução ao executado. 2. A alínea V do art. 833 do CPC enumera, entre os bens absolutamente impenhoráveis, "os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício de qualquer profissão". 3. O executado demonstrou, por meio de imagens da tela do seu celular, que negocia serviços de carreto, utilizando o veículo como instrumento imprescindível ao seu trabalho. Ressalte-se que a data de captação das imagens é próxima à da penhora. 4. Assim, cabia ao exequente comprovar que o devedor possui outros veículos, como alegado, encargo do qual não se desincumbiu. 5. A utilização do automóvel na atividade de carpinteiro, descrita pelo executado ao oficial de justiça, quando da efetivação da penhora, não desnatura o bem como instrumento de trabalho. Pelo contrário. Reforça a sua utilização no sustento próprio e da família. 6. Logo, prevalece a decisão que reconheceu a impenhorabilidade do bem, nos termos do artigo 833, V, do CPC, e determinou a devolução do veículo ao executado. (TRT 15ª Região - 0010391-55.2019.5.15.0147) Execução Trabalhista na Prática Mantida penhora de automóvel por ausência de prova de que bem seria indispensável à atividade profissional do devedor O sócio de uma gráfica executada na Justiça do Trabalho se insurgiu contra a penhora de um automóvel, sob alegação de que o bem seria utilizado no exercício de sua profissão, nos termos do artigo 833, inciso V, do CPC. O dispositivo prevê que “os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado” são impenhoráveis. Mas os julgadores da Nona Turma do TRT-MG, que decidiram o recurso, rejeitaram a pretensão, por unanimidade, confirmando a decisão do juízo da 2ª Vara do Trabalho de Pedro Leopoldo. “O reconhecimento da impenhorabilidade de bens móveis depende da comprovação da sua imprescindibilidade no desenvolvimento da atividade profissional do executado, situação inocorrente na espécie”, fundamentou o desembargador Ricardo Antônio Mohallem, relator do caso. (0010060-28.2013.5.03.0144 (AP)) Execução Trabalhista na Prática AGRAVO DE PETIÇÃO. PENHORA PARCIAL SOBRE SALÁRIO. ATO PRATICADO NA VIGÊNCIA DO CPC/2015. POSSIBILIDADE. Considerando os termos do §2º do art. 833 do CPC, bem como o entendimento jurisprudencial sobre a questão pelo TST, é possível a penhora parcial de salários e proventos, desde que o ato de constrição judicial tenha sido efetivado na vigência do CPC/2015. Agravo de petição desprovido.' (AP-0000458-26.2019.5.14.0005; 1ª Turma; Relator Des. Francisco José Pinheiro Cruz; Publicado no DEJT de 12/05/2022) 'AGRAVO DE PETIÇÃO. PENHORA PARCIAL DE SALÁRIO. ATO PRATICADO NA VIGÊNCIA DO CPC/2015. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO TST. Na esteira dos precedentes do TST, é perfeitamente possível a penhora parcial de salário, quando o ato que o determinou ocorreu na vigência do CPC/2015. (...).' (AP-0000908- 43.2012.5.14.0092; 2ª Turma; Relator Des. Carlos Augusto Gomes Lôbo; Publicado no DEJT de 03/05/2022) Execução Trabalhista na Prática Lei nº 8.009, de 29 de março de 1990. Art. 1º - O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam. Art. 3º - A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido: III – pelo credor da pensão alimentícia, resguardados os direitos, sobre o bem, do seu coproprietário que, com o devedor, integre união estável ou conjugal, observadas as hipóteses em que ambos responderão pela dívida; Execução Trabalhista na Prática Alegação da impenhorabilidade a qualquer momento BEM DE FAMÍLIA. IMPENHORABILIDADE. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. A impenhorabilidade do bem de família é matéria de ordem pública, razão pela qual pode ser arguida a qualquer tempo no processo, até mesmo na fase final da ação executória, e conhecida de oficio pelo Juiz, e por isso não se submete aos efeitos da preclusão (PJe: 0000091- 07.2012.5.03.0020 AP; Disponibilização: 26/04/2019; Órgão Julgador: Nona Turma; Relator: João Bosco Pinto Lara) Execução Trabalhista na Prática Possibilidade de relativização da impenhorabilidade EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE DA EMPRESA DEVEDORA JÁ DECRETADA IMÓVEL DO SÓCIO BEM DE FAMÍLIA APARTAMENTO DE LUXO Muito embora o devedor comprove residir no imóvel cujos direitos foram penhorados, não havendo indício de que tenha outro bem disponível para constrição, a impenhorabilidade legal deve ser mitigada. Imóvel de luxo e alto padrão, cujo valor de mercado é consideravelmente superior ao valor da dívida. Penhora que deve ser mantida levando-se o imóvel à hasta pública, devendo, contudo, metade do produto alcançado ser revertida em proveito do devedor, a fim de que possa adquirir outro imóvel para albergar a si e a sua família. A outra metade deve permanecer retida nos autos, para fins de quitação do débito perseguido. (TJSP; Agravo de Instrumento 2074639- 28.2018.8.26.0000; Relator ( a): Maria Lúcia Pizzotti; Órgão Julgador: 30ª Câmara de Direito Privado; Foro Central Cível - 43ª V. CÍVEL; Data do Julgamento: 20/06/2018; Data de Registro: 26/06/2018). Execução Trabalhista na Prática