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Ester Mamedes Nezio Brito TBL Fisiologia 07/07/2024 Guyton cap.63,64,65 Princípios gerais da motilidade digestiva · As funções do intestino são realizadas por camadas de músculos liso; · Funciona como um sincício graças aos canais comunicantes que permitem o movimento de íons entre as células. · A distância do potencial de ação disparado em todos os sentidos da célula depende de sua intensidade. · As células de Cajal (marca-passo dos M. Liso) estão interpostas no músculo, sofrendo mudanças cíclicas que estimulam uma leve despolarização (que não atinge o limiar) gerando ondas lentas que contraem a musculatura em movimentos mais contínuos. · Quando ocorre essa leve despolarização ( de 56 mV [potencial de repouso] - 40 mV) abrem-se os canais de sódio e cálcio. · a Despolarização pode ocorrer devido a distensão muscular, estímulo de acetilcolina e estímulo por nervos parasimpáticos (acetilcolina) · A Hiperpolarização pode ocorrer por efeito da nora ou adrenalina ou estímulo dos nervos simpáticos. · Tem seu próprio sistema nervoso entérico dividido em: · Plexo Mioentérico - entre as camadas de músculos liso. Controle de entrada e saída dos bolos, quimo e quilo. (é tipo o guarda, vai deixando entrar ou sair conforme a necessidade, além de movimentar ou apressar as coisas) · Plexo submucoso - Situada na tela submucosa. Controla os bastidores, é tipo o dj que faz a festa acontecer conforme quer, secreta o muco, vaso dilata, absorve ou movimenta o local) · Fibras parassimpáticas cranianas inervam o esôfago, estômago, intestino delgado, pâncreas e primeira metade do intestino grosso (nervos vagos vagais) · Fibras parassimpáticas sacrais inervam a metade distal do intestino grosso, as regiões sigmóide, retal e ânus (nervo pélvico) · Há reflexos do sistema entérico, gânglio simpático- intestino e intestino- medula espinal/ tronco encefálico. Propulsão e Mistura dos Alimentos no Trato Digestivo · Quando iniciamos a ingestão do alimento, podemos separar essa fase em dois tipos: · Voluntária: realizado pela boca. · Involuntária: realizado pela faringe e esôfago. OBS: tem estágio oral, faríngeo e esofágico. · Ao ingerir um alimento, este é transformado em bolo alimentar. Após isso, este vai em direção à faringe e então: 1. O palato mole vai para cima (evitando o refluxo do alimento nas cavidades nasais) 2. As pregas palatofaríngeas são puxadas e formam uma fenda sagital (I) para impedir que um bolo alimentar grande desa 3. As pregas vocais são aproximadas, enquanto que a laringe é tracionada para cima e se “conecta” com o epiglote, impedindo a passagem do alimento para a traqueia. 4. O esfíncter esofágico relaxa e permite a passagem (tipo uma porta). Isso acontece antes da onda peristáltica ocorrer, chamando o movimento de relaxamento receptivo. 5. Uma onda peristáltica rápida que se origina na faringe movimenta o bolo para o esôfago de fato. · Peristaltismos: · Primário: Continuação de um peristaltismo já iniciado na faringe. Medida pelos nervos Vagos. Vai da faringe até o estômago. · Secundário: Vem da distensão do esôfago (quando o bolo não desce para dentro do estômago). Não tem invaginações. Ou da distensão do próprio estômago. · Funções motoras do estômago: · Armazenar o alimento até sua digestão · Transformar o bolo alimentar em Quimo (semilíquido) ao misturar o alimento e combiná-lo com as secreções gástricas · Esvazia seu conteúdo no intestino delgado conforme a velocidade e absorção adequada. · O estômago relaxa ao receber o bolo alimentar, isso ocorre por um reflexo vasovagal no tronco encefálico, reduzindo seu tônus. · Retropulsão: quando passa uma onda peristáltica em direção ao piloro, este último contrai para impedir o esvaziamento por ele, empurrando outra vez a maior parte do quimo ao corpo do estômago · O esfíncter Pilórico ajuda a regular o esvaziamento gástrico, prendendo (contração) o alimento até se transformar completamente em Quimo (Bomba Pilórica) · Reflexos enterogástricos: inibem a entrada excessiva de Quimo no Duodeno (ele sabe pelo aumento de suas paredes, irritação da mucosa ou acidez, etc). Isto interrompe ou diminui o esvaziamento gástrico. · Colecistoquinina - impede o esvaziamento rápido do quimo quando este apresenta altas quantidades de gordura ou proteínas. Libera-se pela mucosa do duodeno e jejuno · A distensão do intestino produz contrações de segmentação concêntrica, cortando o quimo em “salsichas” · Os movimentos peristálticos irão mover o quimo do piloro até a válvula ileocecal (impede o refluxo do cólon para o intestino delgado, Íleo, com sua válvula que geralmente está levemente contraída, isso acontece graças à pressão excessiva nele) demora isso tudo de 3 a 5 horas. · Os movimentos peristálticos são controlados por sinais nervosos (reflexo gastroentérico) ou Hormonais (Secretina e Glucagon inibem movimento. Gastrina e Insulina estimulam o movimento). · O esfíncter ileocecal e a intensidade do peristaltismo no Íleo são controlados por reflexos do Ceco (isso acontece por conta da distensão dele, qualquer coisa que mude Ceco fará este inibir o movimento e o esvaziamento do Íleo nele por seus reflexos do plexo mioentérico na parede intestinal e pelos nervos extrínsecos, isso envolve gânglios simpáticos pré-vertebrais). Movimentos do Cólon · Ele serve para absorção (parte proximal) e armazenamento (parte distal) das fezes · As contrações dos músculos circulares e longitudinais no IG desenvolvem Haustrações (movimentos de mistura, para absorção de líquidos e substâncias desejadas, e propulsão do material fecal) · Movimentos de massa movem o conteúdo fecal, isso corre na seguinte sequência: 1. anel constritivo num ponto distendido ou irritado 2. cólon distal se contrai e força o material nesse segmento de massa pelo cólon OBS: esses movimentos são estimulados pelo reflexos gastrocólicos e duodenocólicos devido a distensão do estômago e os reflexos dos nervos extrínsecos. (podem ser estimulados também pelo sistema parassimpático) · Quando a massa de fezes chega ao Reto, é enviado uma série de comandos aferentes da parede que se propagam pelo plexo mioentérico. Assim iniciam-se movimentos peristálticos no cólon descendente, sigmóide e reto, para assim forçar as fezes ao ânus. Enquanto isso acontece,o esfíncter anal interno relaxa por reflexos inibitórios, se o esfíncter externo também relaxar por movimento voluntário, a defecação ocorrerá. · O reflexo intrínseco é reforçado pelos reflexos de defecação parassimpáticos, acentuando as ondas peristálticas. Funções Secretoras do Trato Intestinal · Sistema nervoso entérico (exclusivo do SGI) pode ser provocado com estímulos mecânicos, irritação química e estimulação tátil. · Parassimpático aumenta secreções glandulares em resposta a estímulos neurais e hormonais. Simpático pode aumentar o nível de secreção levemente, mas se for muito estimulado irá inibir essa secreção pois irá “lutar contra o parassimpático”. Ele tem uma dupla funcionalidade na SGI. · SALIVAR - pode ser serosa (com ptialina) e mucosa (com mucina para lubrificar e proteger). Contém íons sódio e cloreto que serão substituídos por bicarbonato (secreção independente) e potássio. · a saliva é controlada por nervos parassimpáticos, principalmente pelo tronco encefálico ou centro superiores do encéfalo · SECREÇÃO GÁSTRICA - Ácido gástrico: oxínticas, secretam principalmente muco e uma certa quantidade de pepsinogênio · Pepsinogênio: células peptídicas (digere proteínas) · HCL e fator Intrínseco (B12): células parietais (oxínticas) (HCL [155 mEq/L], Cloreto de potássio [15 mEq/L] e Cloreto de sódio) OBS: A falta de fator intrínseco leva a falta de Vitamina B12 (absorvidas pelas glicoproteínas) , trazendo anemia perniciosa e constipação. · Glândulas Gástricas: células semelhantes e enterocromafins, secretando histamina. · Histamina: serve para estimular a produção de HCL no estômago · Glândula Pilórica: Muco protetor, gastrina (HCL) e pepsinogênio OBS: A pepsina é estimulada e ativada graças ao HCL tmb. · Separada em três fases:cefálica 30% (sentir cheiro ou pensar em comida), Gástrica 60% (resposta ácida,distensão, liberação de secreção ácida, de gastrina e suco gástrico) e Fase Intestinal 10% (distensão do intestino e possível liberação de gastrina pelas células G). · O Quimo na intestino delgado pode inibir a secreção gástrica, tanto o reflexo enterogástrico reverso (distensão do intestino, irritação da mucosa ou ácido na parte superior do intestino) ou hormonal (libera GIP e secretina, inibindo as secreções gástricas). · SECREÇÃO PANCREÁTICA - Tem enzimas de digestão protéica (tripsina, carboxipolipeptidase e quimiotripsina), carboidratos (amilase) e de gordura (lipase, colesterol esterase) · O pâncreas secreta bicarbonato para neutralizar a acidez do quimo · secreta acetilcolina, colecistoquinina e secretina (HCO3) · possui três fases: encefálica (20%), gástrica (5-10%) e intestinal (75-70%). · SECREÇÃO BILIAR PELO FÍGADO - Intimamente ligado com a digestão e absorção da gordura. trabalha com sais biliares (para juntar a gordura) e a remoção de produtos residuais (bilirrubina, produto final da destruição da hemoglobina). · Porção inicial da bile com ácidos biliares, colesterol e outros · Solução aquosa de bicarbonato para neutralizar acidez · SECREÇÃO ID - Glândulas de Brunner secretam muco protetor por estímulo do nervo vagal ou hormônios gastrointestinais (secretina e os íons HCO3) · As criptas de Lieberkühn liberam muco para lubrificar e proteger a mucosa intestinal (células caliciformes) e muitos eletrólitos e água (enterócitos, atuam na reabsorção destes). · SECREÇÃO IG - Secreta muco para proteger de lesões e bactérias além do atrito do bolo fecal. Isso ocorre pelo estímulo mecânico, pH e reflexos nervosos que controlam as criptas de Lieberkühn. image5.png image6.png image2.png image1.jpg image3.jpg image4.png