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Amanda Gomes e Melo INSPEÇÃO DE LEITE E DERIVADOS – 1ª PROVA Inspeção e Processamento de Leite Pasteurizado e UHT A pasteurização e o UHT são processos térmicos que têm o objetivo de eliminar microrganismos patogênicos e conservar o leite, que é um produto altamente perecível, de fácil degradação e que sofre ação de microrganismos. Formas de conservação - Tratamentos térmicos (aquecimento); redução da carga microbiana ou até mesmo a inativação de algum microrganismo pelo calor. - Estocagem em baixas temperaturas (frio); leite cru refrigerado e leite pós pasteurização. - Controle de pH (redução); quando o pH é alterado, ocorre a inibição de alguns microrganismos. Por exemplo, o leite fermentado e o queijo maturado sofrem acidificação na sua massa, e essa acidez é uma forma de conservação. - Controle de atividade de água (desidratação). retirada da água, porque quanto maior a disponibilidade de água, maior e melhor será a multiplicação microbiana. Ex.: quando ocorre a maturação do queijo, ele desidrata e perde água, o que faz com que ele acidifique. Outros exemplos são o leite em pó e o doce de leite, que sofrem redução da atividade de água no seu processo de fabricação e isso é uma forma de conservação. Os produtos derivados do leite, em sua maioria, surgiram a partir da necessidade de transformar o leite, que é altamente degradável, em um produto com durabilidade maior, aumentando o seu tempo de prateleira e de validade. PASTEURIZAÇÃO Foi criada com o objetivo de eliminar os microrganismos patogênicos. O leite é capaz de veicular não apenas os microrganismos que podem estar presentes no organismo do animal, mas também os que podem estar presentes no ambiente onde ele foi obtido. Desse modo, uma das maneiras de eliminar os possíveis riscos de um produto de origem animal contaminar o ser humano é a pasteurização. A pasteurização contribui não só para a conservação do leite, diminuindo a carga microbiana, mas também eliminando os microrganismos patogênicos e inativando algumas enzimas que possam oferecer algum risco para o consumidor. QUESTÃO DE PROVA! Agentes patogênicos que podem ser veiculados através do leite: ▪ Escherichia coli ▪ Salmonella spp. ▪ Staphylococcus aureus ▪ Listeria monocytogenes ▪ Yersinia enterocolitica ▪ Mycobacterium tuberculosis ▪ Brucella abortus Fontes de contaminação Podem ser as mais diversas: o organismo do animal, a vaca que pode estar com tuberculose, brucelose, ou mastite por Staphylococcus; também pode ser o ambiente, o vento que pode carregar microrganismos, a mão do ordenhador que pode estar contaminada, entre muitos outros fatores. Vantagens dos tratamentos térmicos Os tratamentos térmicos possuem a vantagem de destruir por completo os microrganismos patogênicos que podem estar no organismo do animal, no manipulador dos utensílios, no ambiente de ordenha, e a de inativar enzimas naturais presentes no leite que podem trazer algum efeito para o consumidor. Consequências dos tratamentos térmicos O aquecimento do leite traz algumas alterações: - Redução ou eliminação de bactérias ácido- láticas: o leite tem a possibilidade de carregar microrganismos patogênicos, mas também possui aqueles que são interessantes pro consumidor. As bactérias ácido-láticas, que são interessantes pro intestino humano e pros processos tecnológicos, são muito utilizadas na fabricação do iogurte, do queijo e na maturação da manteiga, mas acabam sendo eliminadas no tratamento térmico. Amanda Gomes e Melo - Alteração de componentes do leite: - Desnaturação de vitaminas; - Degradação de parte das proteínas; - Inativação de enzimas; - Ligeira eliminação de cálcio iônico, que é fundamental na fabricação do queijo e do iogurte, o que faz com que seja necessário acrescentar esse ingrediente posteriormente no momento da fabricação destes produtos. - Alteração do sabor: Reação de Maillard (caramelização), decorrente da interação entre o açúcar e a proteína do leite, o que confere ao leite um sabor de “queimado” e uma coloração mais amarelada - ambos desejáveis na produção do doce de leite. TIPOS DE TRATAMENTOS TÉRMICOS Pasteurização lenta Foi o primeiro tipo de pasteurização de que se teve condições de fazer. Feita em tanques de aço inox similares a tanques de resfriamento, onde leite é depositado e permanece sendo homogeneizado. Devido à parede dupla do tanque onde há a circulação de água aquecida, o leite se mantém aquecido e chega a uma temperatura de 62°C a 65°C por 30 minutos. Essa temperatura elimina microrganismos patogênicos e mantém características que são interessantes para a fabricação de derivados. Este tipo de pasteurização ainda é aceito como forma de tratar termicamente o leite que vai ser utilizado na produção de derivados. Pasteurização rápida É o tipo mais comum e mais utilizado industrialmente. Feita em placas de aquecimento por onde o leite circula e chega a uma temperatura entre 72°C a 75°C, por 15 segundos. A pasteurização rápida permite a comercialização do leite na forma fluida, enquanto a lenta pode ser utilizada, mas apenas para a produção de derivados. O leite pasteurizado pode ficar um tempo armazenado, aguardando para ser envasado, diferentemente do UHT, que por uma exigência tecnológica, após ser aquecido, deve ser imediatamente resfriado e envasado. Tempo e temperatura de referência Para estabelecer tempo e temperatura de referência para o tratamento térmico, tendo em vista a eliminação de microrganismos patogênicos, estuda-se a temperatura de inativação dos principais microrganismos que contaminam o leite. A pasteurização comercial, seja lenta ou rápida, é baseada em um estudo com o Mycobacterium tuberculosis e a Coxiella burnetii, que, dos microrganismos encontrados no leite, são os dois com maior resistência térmica. Com base nisso, trabalha-se com uma faixa de temperatura um pouco acima das quais estes dois microrganismos resistem, entendendo que, se houver a eliminação dos mais resistentes ao tratamento térmico, os demais já foram eliminados. Inativação Temp. °C/30 min Temp. °C/15 min M. tuberculosis 57,8 70 Fosfatase 62,2 71,1 Peroxidase 72 80 Mas qual a garantia de que o tratamento térmico foi eficiente? Como saber que a temperatura e o tempo de exposição foram atingidos corretamente? No leite existem várias enzimas, dentre elas, a FOSFATASE e a PEROXIDASE. Estas duas enzimas servirão de indicadores de que a temperatura e tempo de exposição necessários foram atingidos, a fim de eliminar os microrganismos patogênicos e manter as características organolépticas do leite. A FOSFATASE é inativada quando chega a 62,2°C por 30 minutos, então na pasteurização lenta, cuja faixa de temperatura é de 62°C a 68°C, essa enzima é naturalmente inativada e consequentemente, junto com ela, os microrganismos patogênicos. Já na pasteurização rápida, onde o leite é exposto a uma temperatura maior por menos tempo, a fosfatase é inativada a uma temperatura de 71,1°C. A ausência desta enzima, após esse processo térmico, indica que os microrganismos mais resistentes também foram inativados. Método de aquecimento Temperatura/tempo Pasteurização lenta 62 – 65°C/30 min. Pasteurização rápida 72 – 75°C/15 min. UHT 135°C/10 seg. - 150°C/2 seg. Esterilização 110 – 130°C/20 – 40 min. Amanda Gomes e Melo Porém, aquecer constantemente o leite compromete as suas características organolépticas e pode causar reações indesejadas. Então é necessário que haja um limite de temperatura e para isso utiliza-se a PEROXIDASE como indicador. Esta enzima tolera até 72°C por 30 minutos; desta forma, com base no intervalo de temperatura da pasteurização lenta (62-68°C), se a temperatura ultrapassar muitoesse limite, a peroxidase será inativada. No caso da pasteurização rápida (72°-75°C), a peroxidase é inativada ao atingir 80°C em 15 segundos. Resumindo: para que se conclua que a pasteurização foi efetiva e, não só inativou os microrganismos patogênicos mais resistentes ao calor, mas também não comprometeu as características desejáveis do leite ao ser aquecido, é necessário que a fosfatase esteja ausente e a peroxidase esteja presente no leite após o processo de pasteurização. A fosfatase negativa vai indicar que a temperatura e tempo mínimos foram atingidos e a peroxidase positiva vai indicar que a temperatura e tempo máximos não foram excedidos. LEITE PASTEURIZADO IN 76, de 26 de novembro de 2018/MAPA Definição: (QUESTÃO DE PROVA) É o leite fluido submetido a um dos processos de pasteurização, envasado automaticamente em circuito fechado e destinado ao consumo humano direto. - Para consumo como leite fluido, é permitida somente a pasteurização rápida. A lenta é permitida apenas para a produção de derivados. Classificação: (QUESTÃO DE PROVA) Integral, semidesnatado e desnatado. Deverá constar no rótulo esta informação. FLUXOGRAMA DO LEITE PASTEURIZADO RECEPÇÃO ▪ Homogeneização (no compartimento do caminhão); ▪ Verificação da temperatura (máx. 7°C); ▪ Prova do Álcool/Alizarol (termoestabilidade do leite) COLETA DE AMOSTRA Se a temperatura estiver adequada e a prova do álcool/alizarol der negativa, retira-se uma amostra de leite de cada compartimento do caminhão para análise laboratorial. No laboratório vai ser verificado tudo que foi visto em aula prática: determinação da composição do leite (gordura, proteína, sólidos totais, sólidos desengordurados e densidade), titulação da acidez, pesquisa de fraudes (presença de substâncias neutralizantes, reconstituintes de densidade, substâncias conservadoras e crioscopia) e pesquisa de antibióticos. FILTRAGEM Se atendidos todos os parâmetros, o leite é descarregado e passa por um processo obrigatório de filtragem sob pressão no momento do descarregamento do leite do caminhão. ARMAZENAGEM Após o descarregamento e a filtragem, o leite é armazenado em silos ou em tanques de expansão direta para manter o leite resfriado (5°C) dentro das instalações. DESTINAÇÃO AO PROCESSO TÉRMICO Pasteurização lenta ou rápida. 1. FILTRAÇÃO Para encaminhar o leite cru que está armazenado nos silos ou nos tanques de resfriamento, é necessário que ele seja novamente filtrado antes de ser tratado, para retirar sujidades maiores. 2. CLARIFICAÇÃO (etapa obrigatória) Após filtrado, o leite é encaminhado a uma centrífuga (35°C) que remove resíduos e sujidades menores que a filtração não removeu. 3. PADRONIZAÇÃO Feita na mesma centrífuga. Etapa opcional onde o percentual de gordura é determinado e o excedente sai em formato de creme. Não é obrigatória somente para a produção de leite integral, mas costuma ser feita, porque as indústrias não têm interesse em vender um leite integral com mais de 3% de gordura, visto que o excedente dessa gordura é útil para a fabricação de outros produtos derivados. Amanda Gomes e Melo Nesta etapa é possível classificar o leite em integral, semidesnatado ou desnatado. 4. HOMOGENEIZAÇÃO Etapa opcional na pasteurização que faz a fragmentação mecânica dos glóbulos de gordura do leite. É obrigatória somente quando há a produção de leite pasteurizado tipo A. A gordura do leite se apresenta em glóbulos grandes que facilmente se separam e ficam em emulsão no leite, o que dificulta a homogeneidade do teor de gordura desse leite, além de fazer com que ela facilmente se deposite nas placas do pasteurizador, prejudicando a pasteurização. É uma etapa indicada, por exemplo, para evitar que a gordura fique aderida à embalagem do leite, ou que o leite forme nata, que são consequências indesejáveis. O leite passa, sob forte pressão, por orifícios estreitos, fazendo com que a gordura se distribua melhor pelo leite e não fique aderida nas placas do pasteurizador. 5. PASTEURIZAÇÃO O leite cru que está armazenado nos silos a 5°C é bombeado para o pasteurizador. Ele entra frio nas primeiras lâminas que ficam próximas a outras lâminas por onde está circulando o leite que já foi pasteurizado e está na temperatura de 72 a 75°C. Logo, por troca de calor, o leite já pasteurizado tende a resfriar e o leite cru tende a aquecer. Este pré-aquecimento é importante para a etapa de clarificação, porque o sistema de centrifugação é mais eficiente quando o leite está a uma temperatura de 32 a 35°C. Resumindo: o leite cru ingressa frio no sistema, é aquecido pela troca de calor com o leite já pasteurizado, é enviado a uma centrífuga para ser clarificado e padronizado (se for o caso) e depois retorna ao sistema. Ao retornar, acontece mais uma troca de calor com o leite pasteurizado circulante e então ele é bombeado para placas com circulação de água quente, onde será aquecido a 72 – 75°C, por 15 a 20 segundos. Feito isso, o leite estará pasteurizado e vai realizar a troca de calor com o leite cru que está entrando no sistema e com o leite que está retornando da clarificação Por fim, o leite entra em contato com placas por onde circula água gelada, que farão com que se cesse o efeito do calor e com que ele seja resfriado a uma temperatura de +/- 7°C, para depois ser enviado a um tanque de armazenamento. A partir daí ele é encaminhado a uma embaladeira para ser consumido como leite fluido, ou pode ser destinado para a fabricação de derivados (ex.: queijo mussarela na Pomerano). O sistema possui uma válvula que acusa quando a temperatura de saída do leite pasteurizado está inferior a 72°C, indicando falha no processo. Porém, como ele ainda não é capaz de informar o tempo de exposição do leite àquela temperatura, será necessária a pesquisa de enzimas para atestar se a pasteurização foi concluída corretamente ou não. 6. EMBALAGEM Processo feito nas embaladeiras que selam os saquinhos onde o leite cai de 1 em 1L. As embalagens entram em contato com a luz UV (PCC) para que aconteça a sua esterilização. EFICIÊNCIA DA PASTEURIZAÇÃO Pesquisa de Fosfatase e Peroxidase, obrigatória após a pasteurização para avaliar se o tempo de exposição e temperatura foram os adequados, de acordo com o que está previsto na legislação. PARÂMETROS FISICO-QUÍMICOS ▪ Acidez (g/100 ml): 0,14 a 0,18 ▪ Densidade (g/ml): 1,028-1,034 (integral); 1,028-1,036 (semidesnatado e desnatado) ▪ Gordura: integral máx. 3%; semidesnatado 0,6-2,9%; desnatado máx. 0,5% ▪ ESD (%): mínimo de 8,4% ▪ Índice crioscópico: -0,530 ºH a -0,555 ºH (-0,512 ºC a -0,536 ºC) ▪ Proteína total (%): mínimo 2,9 ▪ Lactose (%): mínimo 4,3 ▪ Fosfatase: negativa ▪ Peroxidase: positiva Aditivos e coadjuvantes de tecnologia/elaboração: NÃO SÃO PERMITIDOS. HIGIENE São obrigatórios os Programas de Autocontrole e Procedimentos Padronizados de Higiene Operacional (PPHO). ROTULAGEM No rótulo com denotação de venda do leite pasteurizado é obrigatório informar o seu teor de gordura e se ele foi homogeneizado ou não. Ex.: Leite Pasteurizado Integral Homogeneizado. Amanda Gomes e Melo Métodos de análise: IN 30/2078 MAPA; ISO 21528-2 Amostragem: Norma FIL 50C: 1995 De cada lote, serão retiradas um número X de amostras dos saquinhos em diferentes momentos, para que seja feita a análise dos parâmetros físico-químicos. LEITE PROCESSADO Após a pasteurização, o leite precisa ser mantido a uma temperatura de, no máximo, 5°C depois do seu envase. Se o armazenamento for em tanques, precisa ser mantido entre 2°C e 5°C. Se o leite for liberado do laticínio após a análise dos parâmetros físico-químicos, ele pode ser destinado ao consumidor e a temperatura do trajeto até o consumo deve ser de, no máximo, 7°C. O leite que foi submetido àpasteurização e que, por alguma razão, teve algum erro no processo, seja por perda de temperatura, ou então pelo tempo que não foi suficiente, e que permanece com a fosfatase e a peroxidase positivas, não foi adequadamente pasteurizado e precisará ser submetido ao processo novamente. No entanto, a sua destinação não será mais para o consumo na forma fluida, e sim para a fabricação de derivados. Isso vale também, por exemplo, para um leite que ficou exposto a uma temperatura mais elevada ou por mais tempo que o permitido, resultando na inativação da peroxidase. As características organolépticas deste leite superaquecido estarão comprometidas e ele poderá ser destinado ao aproveitamento condicional (ex.: fabricação de doce de leite). LEITE PASTEURIZADO TIPO A IN 76, de 26 de novembro de 2018/MAPA Leite produzido em Granja Leiteira, que é um local que possui toda a estrutura de rebanho, de produção de leite e de industrialização. É um leite que não precisará ser transportado a uma usina de beneficiamento, queijaria, ou posto de resfriamento, porque será processado no próprio local (sistema de circuito fechado). Características obrigatórias da Granja Leiteira: ▪ Rebanho controlado que esteja no PNCEBT; ▪ MV responsável pela produção; ▪ Controle de endo e ectoparasitas; ▪ Controle de mastite; ▪ Sala de ordenha com contenção; ▪ Sistema mecanizado de ordenha canalizado (o leite é encaminhado da ordenha ao resfriador em um sistema fechado). Do resfriador (“sala do leite”) o leite é bombeado diretamente para a sala de beneficiamento, impedindo que ele tenha qualquer contato com o ambiente. Na sala de beneficiamento, este leite passará por todas as etapas necessárias no processo de pasteurização, incluindo a homogeneização, que neste caso é obrigatória. RTIQ do Leite Pasteurizado tipo A Existem algumas exigências mais rigorosas com relação à carga bacteriana. Para o leite cru tipo A, o limite de CPP é de 10.000 UFC/ml e o de CCS é de 400.000 CS/ml. Além disso, para o leite cru refrigerado a coleta para análise que deve ser feita é mensal, já para o leite cru tipo A, o controle é quinzenal. Também é feito um controle de contagem de Enterobacteriaceae e a classificação é a mesma, de acordo com o teor de gordura: integral, semidesnatado ou desnatado. Temperatura de conservação: 5°C Estocagem e expedição: 5°C Entrega ao consumo: 7°C IN 55/2020 (altera a IN 76/2018) LEITE UHT (ultra-high temperature) Portaria nº 783, de 4 de abril de 2025/MAPA Produtos comuns ao MERCOSUL Definição: Entende-se por leite UHT (Ultra Alta Temperatura, UAT) o leite que foi submetido a um processo térmico de fluxo contínuo de 135°C/10 seg., até 150°C/2 seg., homogeneizado e envasado sob condições assépticas, cujo resultado seja o cumprimento dos parâmetros físico-químicos exigidos em legislação e a ausência de bactérias capazes de proliferar em condições normais de armazenamento e distribuição, durante seu prazo de validade. Amanda Gomes e Melo Classificação: Integral, semidesnatado ou parcialmente desnatado, e desnatado. Em razão da praticidade de poder manter as caixinhas do leite UHT sem nenhum tipo de resfriamento, acomodar mais facilmente o leite em armários e na geladeira, pelo tempo de prateleira maior nos supermercados, o consumidor brasileiro passou a consumir mais o leite UHT, apesar das inúmeras vantagens na produção e no consumo do leite pasteurizado. Características: ▪ Leite homogeneizado: temperatura entre 135°C/10 seg. ou 150ºC/2 seg.; ▪ Processo térmico de fluxo contínuo; ▪ Imediatamente resfriado: temp.