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P ág in a2 Sumário 1. .Apresentação ................................................................................................................................... 3 2. Direcionamentos Estratégicos ......................................................................................................... 4 2.1. O Negócio/Produto ................................................................................................................... 4 2.2. Missão Estratégica ..................................................................................................................... 5 2.3. Visão Estratégica ....................................................................................................................... 5 2.4. Princípios Balizadores ................................................................................................................ 5 2.5. Metas Estratégicas .................................................................................................................... 6 2.6. S.W.O.T. Estratégica .................................................................................................................. 7 3. Marketing Estratégico ..................................................................................................................... 9 3.1. Mercado ..................................................................................................................................... 9 3.1.1. Agronegócio ....................................................................................................................... 9 3.1.2. Fruticultura ....................................................................................................................... 19 3.1.3. Agrotóxicos ...................................................................................................................... 31 3.2. Ambiente do Consumidor ........................................................................................................ 44 3.3. Ambiente dos Concorrentes .................................................................................................... 45 4. SWOT ................................................................................................................................................ 47 4.1. Análise da S.W.O.T. ................................................................................................................. 50 5.1.3. Cruzamento da S.W.O.T. ....................................................................................................... 50 4.2. Avaliação Quantitativa da Matriz ............................................................................................. 57 5. Missão Estratégica do Marketing ..................................................................................................... 60 6. Objetivos Primários .......................................................................................................................... 60 7. Objetivos Secundários ...................................................................................................................... 60 8. Metas ............................................................................................................................................... 60 9. Marketing Tático .............................................................................................................................. 63 9.1. Produto .................................................................................................................................... 63 9.2. Ponto ........................................................................................................................................ 71 9.3. Promoção ................................................................................................................................. 74 9.4. Preço ........................................................................................................................................ 82 P ág in a3 1. .Apresentação Este plano de Marketing tem como objetivo principal descrever as ações de cunho estratégico a serem desenvolvidas pela Bio Hydro Solution - BHS. Tendo como principal produto um Fungicida cúprico obtido por um processo inovador, a BHS lançasse no mercado de Agrotóxicos com uma proposta amigavelmente ambientável e de baixo custo para os fruticultores, em especial da Uva localizados no Sub médio do Vale do São Francisco. O comportamento do consumidor, ao longo dos 50 anos vêm mudando sobremaneira, segundo especialistas, os consumidores então saíram de uma perspectiva materialista do produto para uma postura subjetiva e emocional do consumo, atualmente, e a tendência aponta que isso será intensificado, e que as marcas e as ações das empresas devem passar e concretizarem ações de impacto social e de profundo impacto benéfico para o meio ambiente. Estando localizada a montante da produção das fazendas, e apesar de não ter a responsabilidade direta de comercializar os produtos dos seus produzidos por seus clientes no varejo, ela tem total responsabilidade da qualidade desse produto, visto que seus produtos serão utilizados com insumos de produção, logo a qualidade final das frutas consumidas, dependerá de alguma forma dos produtos comercializados pela BHS. As estratégias traçadas doravante buscam desenvolver, incentivar o consumo e reter clientes, isso tudo com uma visão com foco nos impactos que os produtos da BHS podem causar no meio e nas pessoas que os utilizam. A primeira parte deste plano versará sobre os Direcionamentos Estratégicos, eles foram elaborados pelos gestores/empreendedores da empresa e ditarão todas as ações táticas que foram traçadas pelos setores funcionais da empresa. Nessa seção também serão encontradas análise do ambiente interno da empresa. Na segunda parte ter-se-á o Marketing Estratégico com as análises do ambiente externo que foi dividido em: Mercado de Agronegócio, Mercado da Fruticultura, Mercado dos Agrotóxicos e Mercado dos Fungicidas. P ág in a4 2. Direcionamentos Estratégicos As informações a seguir foram traçadas pela alta administração da empresa 2.1. O Negócio/Produto A BHS – BioHydroSolutions Ltda é uma empresa de base tecnológica que atuará na produção de fungicidas cúpricos. Seu objetivo principal e a viabilização de uma fábrica de defensivos a base de cobre no Sub médio do Vale do São Francisco com o uso de matérias prima da região – minerais de cobre, cal . Projeto: O Projeto proposto visa utilizar rota(s) químicas para lixívia minerais ou concentrados de cobre calcopirítico, produzindo assim os princípios ativos (sais de cobre) dos fungicidas cúpricos. É um projeto inovador uma vez que pretende introduzir no mercado um processo tecnologicamente novo e com aporte de significativas melhorias em termos ambientais e de gastos. Esse último aspecto de inovação será utilizado como um dos apelos principais de marketing. Produtos: i.Desenvolvimento final de um processo inovador de biolixiviação de concentrados de flotação de sulfetos minerais de cobre, à base de calcopirita (CuFeS2), um dos minerais sulfetados mais refratários aos processos oxidativos convencionais; ii.Desenvolvimento e uso de um processo inovador para a produção de sais cúpricos e pigmentos à base de ferro, a serem utilizados como fungicidas, respectivamente, a partir de lixívias oriundas da biolixiviação de minerais ou concentrados sulfetados, lixiviação clorídrica ou sulfúrica de minerais de cobre intemperizados, lixiviação clorídrica de cobre metálico; Os produtos – fungicidas formulados – servem para a proteção das culturas agrícolas. São composto químicos naturais ou sintetizados utilizados para eliminar pragas que atacam as culturas agrícolas. Os produtos que a empresa iráatentamente se esse crescimento foi decorrente apenas do maior volume vendido, por um SETOR Faturamento total (US$ mil) 2005 % 2006 % 2007 % 2008 % 2009 % Aditivos ND - ND - ND - ND - ND - Aromas & Fragrâncias ND - ND - ND - ND - ND - Catalisadores 137.000 1% 142.000 1% 190.000 1% 200.000 1% ND - Corantes & Pigmentos 213.300 1% 163.500 1% 112.300 1% ND - ND - Defensivos Agrícolas 4.243.748 28% 3.920.000 23% 5.372.000 25% 7.125.000 27% 6.559.000 26% Defensivos Animais 889.801 6% 1.038.964 6% 1.236.906 6% 1.460.551 6% 1.413.720 6% Farmoquímicos ND - ND - ND - ND - ND - Medicamentos 9.905.674 64% 11.865.365 69% 14.573.276 68% 17.128.726 66% 17.183.573 68% Total 15.389.523 100% 17.129.829 100% 21.484.482 100% 25.914.277 100% 25.156.293 100% NOTAS: (*) Valores levantados diretamente ou estimados pela ABIFINA. Demais dados são originários de entidades de classe específicas, como sejam: SINDAN, ABIFRA, SINDAG, ABIFARMA, ABIQUIM e ABIQUIF. P ág in a3 7 crescimento da demanda de insumos agrícola ou por um processo inflacionário desses produtos, seguindo a primeira hipótese (crescimento da demanda) indagação a ser feita é sobre o motivo é se esse crescimento foi uma maior conscientização sobre as qualidades que os insumos agrícolas podem proporcionar em termos de produtividade ou ainda se esse crescimento apenas acompanhou um crescimento do volume plantado. Caso esse crescimento tenha sido pelo aumento da demanda por uma nova postura de utilização dos agrotóxicos a BHS tem ai uma oportunidade de mercado. Segundo ainda ABIFINA o saldo da balança comercial referente aos Defensivos Agrícolas ainda continua negativa para o Brasil e dentre os produtos químicos importados, os defensivos encontram-se em terceiro lugar dos produtos que mais contribuem para tal desequilíbrio, segundo a tabela abaixo, vê-se que 87, 82% de crescimento foi o crescimento do desequilíbrio desse seguimento! Mostrando que há uma oportunidade de mercado de abertura de novas indústrias brasileiras que possam contribuir para a redução dessa disparidade. SETOR Saldo Comercial (U$ mil) 2005 % 2006 % 2007 % 2008 % 2009 % Aditivos ND - ND - ND - ND - ND - Aromas & Fragrâncias ND - ND - ND - ND - ND - Catalisadores -71.631 3% -53.809 2% -91.389 2% -95.186 2% -121.872 2% Corantes & Pigmentos -96.417 4% -106.971 4% -159.423 4% -199.880 4% -188.957 4% Defensivos Agrícolas -420.822 16% -326.300 11% -492.289 12% -835.477 16% -790.393 16% Defensivos Animais ND - ND - ND - ND - ND - Farmoquímicos -880.400 33% -892.800 31% - 1.327.400 32% - 1.680.400 32% - 1.688.700 34% Medicamentos - 1.073.901 41% - 1.360.092 47% - 1.812.143 44% - 2.065.026 40% - 1.933.633 39% Vacinas Humanas -107.392 4% -152.485 5% -205.231 5% -295.100 6% -259.076 5% Total - 2.650.563 100% - 2.892.457 100% - 4.087.875 100% - 5.171.069 100% - 4.982.631 100% NOTAS: (*) Valores levantados diretamente ou estimados pela ABIFINA. Demais dados são originários de entidades de classe específicas, como sejam: SINDAN, ABIFRA, SINDAG, ABIFARMA, ABIQUIM e ABIQUIF. Aprofundando a análise sobre os motivadores da demanda vê-se que as pragas causam cerca de 40% de danos à produção vegetal. Os agentes causais de doenças (fungos, bactérias, vírus, nematóides, fitoplasmas, etc.) são responsáveis por, aproximadamente, 15% destes danos. Em P ág in a3 8 regiões de clima tropical, como o Brasil, é maior o número e a severidade das pragas – plantas daninhas, insetos, fungos, etc, O setor de defensivos agrícolas no Brasil é representado pelas indústrias e canais de distribuição. Atualmente existem 84 fabricantes de defensivos, cuja representação sindical está a cargo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola, SINDAG. Entre as entidades do setor se destaca a Associação Nacional de Defesa Vegetal, ANDEF, que reúne as empresas que realizam Pesquisa & Desenvolvimento e relacionadas à CropLife, além da ABIFINA (genéricos) e AENDA (genéricos). A distribuição de defensivos agrícolas é realizada pelas revendas (6.000), representadas pela ANDAV, e cooperativas agrícolas (1.500), representadas pela OCB. Atualmente existe na cidade de Petrolina, as seguintes revendas de médio ou grande porte: Agropodas, Verdão, PlanteBem, Juagro, Central de Adubo, Rumo Agricola, ABHS, estas fazem do domínio de mercado. Estão registrados, no Brasil, 1500 produtos comerciais, sendo 476 herbicidas (100.), 398 inseticidas, 383 fungicidas, 160 acaricidas, 26 nematicidas, 15 bactericidas e 18 inseticidas biológicos e 6 cupinicidas. Em 2009, foram comercializadas 725 mil toneladas de produtos formulados. As principais classes são os herbicidas com 59% (429.693 toneladas), seguido por inseticidas e acaricidas com 21% (150.189 toneladas), fungicidas com 12% (89.889 toneladas) e outros com 8% (55.806 toneladas). Considerando os ingredientes ativos, foram comercializadas 335.816 toneladas, das quais 61% (202.554 toneladas) foram herbicidas, 18% (61.254 toneladas) inseticidas e acaricidas, 11% (37.934 toneladas) fungicidas e 10% (34.074 toneladas) outras classes. A soja é a principal cultura (48%), seguida por milho (11%), cana (8%), algodão (7%), HFF (4,3%), café (4%), citros (3%), etc. O Mato Grosso é o Estado líder em vendas (20%), seguido por São Paulo (15%), Paraná (14%), Rio Grande do Sul (11%), Goiás (10%) e Minas Gerais (9%). No geral o mercado de fungicidas em 2009 foi da ordem de 27% (US$ 1,8 bilhões) previsão para 2010 é que o mercado cresça 10% em relação ao ano anterior. sabe-se ainda As maiores vendas ocorrem no segundo semestre: 71% em 2009, 66% em 2008 e 72% em 2007. A classe dos fungicidas apresentou a melhor performance (+ 31%) nas vendas do período (soja, trigo, horticultura, fruticultura, batata e tomate), seguida pela classe dos inseticidas (algodão e cana-de-açúcar). No período de abril de 2003 até abril de 2010, o índice de preços apresentou queda de 49,9%. Isso favorece o agricultor que usa cada vez mais insumos para aumentar a sua produtividade, sem ampliação de área plantada, podendo produzir, dependendo da cultura, três safras anuais. Aproximadamente 50% das vendas são feitas pelas revendas, sendo as vendas diretas de 26% e pelas cooperativas de 24%. Em relação ao financiamento, aproximadamente, 57% é feito por meio da indústria de defensivos, com 183 dias de prazo. São 84 indústrias concorrendo; um dos resultados é a redução dos preços em cerca de 40%, desde 2003. A relação de troca (número de sacos do produto agrícola para aquisição da cesta de defensivos) vem sendo, em geral, favorável para os produtores rurais. P ág in a3 9 Para que um defensivo seja utilizado pelo agricultor é necessário, ainda, que seja registrado. Trata-se de um rigoroso processo, envolvendo avaliação pelos Ministérios da Agricultura, Saúde (ANVISA) e Meio Ambiente (IBAMA). O tempo médio para registro de um defensivo agrícola é de 33 meses, embora a legislação fixe em cinco meses. O custo de registro de um novo defensivo é de US$ 40-50 milhões. O defensivo deve também ser cadastrado em cada Estado onde for utilizado. Resumindo De uma forma geral, no período 2001/2007, o grau de concentração na indústria de agrotóxicos no Brasil foi elevado, tanto no grupo das duas, quanto no das quatro e oito maiores empresas, como visto anteriormente. O elevado grau de concentração acompanhou o aumento no consumo e no faturamento do mercado, estimulados pelo extraordinário crescimento da agricultura brasileira. Esse processo de concentração ocorreu também em paralelo às mudanças no marco regulatório, em que pese as justificativas dos grupos de pressão de que tais mudanças proporcionariam um maior acesso de empresas produtoras de agrotóxicos equivalentes e, por conseqüência, uma redução nos preços desses produtos. No entanto,ao verificar-se que a maior parte das vendas de agrotóxicos, tanto em valor monetário, quanto em quantidade física são de produtos cujas patentes já expiraram, e devido à redução do grau de descoberta de novas moléculas ativas pode se inferir que a desconcentração do mercado dificilmente será efetivada pela introdução do registro por equivalência, visto que as empresas líderes poderão ocupar cada vez mais esse espaço de mercado, o que torna os argumentos favoráveis à simplificação do sistema de registro pouco consistentes, vis-à-vis as estratégias de crescimento das grandes empresas também na fatia de mercado dos produtos equivalentes. Nesse sentido, a atuação no mercado de agrotóxicos exige investimentos cada vez maiores não só em pesquisa, desenvolvimento e comercialização, mas também na garantia de indenização de possíveis acidentes ou efeitos adversos, em termos agronômicos, ambientais e à saúde humana. Atualmente existem 24 tipos de fungicidas que podem ser comercializados (ver anexo XXXX) e 22 tipos de fungicida a base de cobre. Sobre esse produto, segundo dados da SINDAG, houve crescimento nas importações desse produto no período entre Julho de 2009 e Julho de 2010, como vimos a cima a balança comercial dos fungicidas é desequilibrada, logo é importante que analisemos o mercado das importações e exportações desse produto, e assim teremos uma realidade do mercado Brasileiro. SINDICATO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE PRODUTOS PARA DEFESA AGRÍCOLA - SINDAG IMPORTAÇÕES DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS P ág in a4 0 QUANTIDA DE (kg/l) VARIAÇÃO QUANTIDADE (kg/l) VARIAÇÃO CLASSES PERCENTU AL PERCENTU AL JULHO/09 JULHO/ 10 10/09 JAN/JUL/ 09 JAN/JUL/ 10 10/09 TOTAL: 22.321.962 25.775.92 0 15,47 100.642.96 4 103.225.23 6 2,57 HERBICID AS 14.325.473 14.280.36 6 -0,31 68.505.096 70.252.672 2,55 FUNGICID AS 4.623.494 5.709.060 23,48 13.083.581 15.597.332 19,21 INSETICID AS 3.173.895 5.302.680 67,07 17.613.128 15.251.693 -13,41 ACARICID AS 178.580 446.354 149,95 780.610 1.337.034 71,28 OUTROS 20.520 37.460 82,55 660.549 786.505 19,07 Segundo o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MIDC temos o seguinte cenário sobre as importações e exportações do fungicidas em especial aos Fungicidas Cúpricos. Os fungicidas, de acordo com informações constantes na Tarifa Externa Comum (TEC), compreende os seguintes códigos da Nomenclatura Comum do MERCOSUL (NCM): • 3808.20.10 - apresentados em formas ou embalagens exclusivamente para uso domissanitário direto; - Apresentados de outro modo: • 3808.20.21 – à base de hidróxido de cobre, de oxicloreto de cobre ou de óxido cuproso; • 3808.20.22 – à base de ziram ou de enxofre; • 3808.20.23 – à base de mancozeb ou de maneb; • 3808.20.24 – à base de sulfiram; • 3808.20.25 – à base de compostos de cromo, de arsênio ou de cobre, exceto os produtos do subitem 3808.20.21; • 3808.20.26 – à base de thiram; • 3808.20.27 – à base de propiconazol; e • 3808.20.29 – outros. Características gerais do mercado P ág in a4 1 O consumo de fungicidas está diretamente ligado à produção agrícola, que exerce papel importante na estrutura econômica, principalmente nos países em desenvolvimento. Apesar do pequeno crescimento ocorrido na área plantada mundial nos últimos anos, são utilizados, cada vez mais, meios para obtenção de maior produtividade, sobretudo a utilização de fertilizantes, herbicidas e pesticidas. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a área plantada mundial passou de 1,3 bilhão de hectares, em 1980, para 1,4 bilhão de hectares em 2002, com produção de aproximadamente 5,5 bilhões de toneladas de alimentos. De acordo com as estatísticas da FAO, os principais consumidores mundiais de fungicidas são também os maiores exportadores de produtos agrícolas. No ranking mundial de produção de grãos, o Brasil ocupa a quinta posição entre os principais exportadores. Observando os valores referentes a 2001, nota-se que os principais consumidores foram: França e Itália, responsáveis, em conjunto, por cerca de 54,4% do total; Portugal (6,1%); Brasil (5,1%) e Alemanha (4,2%). O mercado mundial de fungicidas movimentou, em 2004, exportações de aproximadamente US$ 4,4 bilhões, segundo estatísticas da UNCTAD/ITC/Trademap. Entre 2000 e 2004, o aquecimento médio da demanda foi da ordem de 11,4% ao ano. Os países desenvolvidos foram os maiores vendedores, responsabilizando-se por mais de 80% do total. A França, atualmente, é a principal vendedora (e também a principal compradora), com 17% do total do mercado exportador e transações de mais de US$ 700 milhões anuais. Em 2004, os principais mercados exportadores5 foram: França (16,6%); Alemanha (16,3%); Reino Unido (11,3%); Espanha (9,5%); Estados Unidos (6,3%); e Suíça (5,4%). A Colômbia ocupou a 11ª posição entre os vendedores mundiais, com participação de 2,5% no total e, o Brasil, o 14º lugar, com cerca de 1,7% das vendas mundiais. Pelo lado das importações6, nota-se que o Brasil foi, em 2004, o 2º maior comprador, após a França, absorvendo 8,9% das compras mundiais, cerca de US$ 397 milhões. Destacaram-se, ainda Reino Unido (6,3%), Alemanha (5,5%), Estados Unidos (5,3%), Espanha (4,0%) e Itália (3,3%). Perfil do mercado brasileiro Até 1998, o Brasil era exportador líquido de fungicidas. A partir de 1999, com o bom desempenho das importações, a balança comercial começou a acumular déficits, totalizando, no ano de 2005, US$ 199,3 milhões, conforme estatísticas do MDIC/SECEX/AliceWeb. As exportações brasileiras experimentaram, no intervalo de 1996-2005, crescimento médio anual de 7,7% e os valores embarcados saltaram de US$ 31,2 milhões para US$ 60,6 milhões. A expansão ocorrida no uso de fungicidas no Brasil está direta e proporcionalmente ligada ao aumento da área utilizada na agricultura. Conforme dados da Companhia Nacional de P ág in a4 2 Abastecimento (CONAB), no decênio de 1995- 2004, a área plantada brasileira cresceu em aproximadamente 29,5%, passando de 36,6 milhões de hectares para 47,4 milhões de hectares. Levando sem consideração que existe um expectativa (ver seção Fruticultura) de que a produção da fruticultura, em especial a da Uva crescera no período de 2011, mostra que há chances do mercado de fungicidas na região também crescer. Perfil das importações As importações brasileiras apresentaram significativo dinamismo em quase todos os anos do período de 1996-2005. A expansão média foi da ordem de 45,9% ao ano e, em valores, saltaram de US$ 8,7 milhões, para US$ 259,9 milhões. O melhor desempenho ocorreu em 2004, quando somou US$ 397,2 milhões. O subitem 3808.20.25 (fungicida à base de compostos de cromo/cobre ou arsênio) foi o segundo do grupo em volume e representou, em 2005, cerca de 2% do total importado do item. Entre 2001 e 2005, as compras brasileiras da subposição expandiram em 111,7% ao ano e passaram de US$ 256 mil para US$ 5,1 milhões. Principais países fornecedores - 3808.20.25 (fungicida à base de compostos de cromo/cobre ou arsênio) Os Estados Unidos são o principal fornecedor ao Brasil do subitem 3808.20.25, sendo responsável, entre 2000 e 2004, pela totalidade importada. Em 2005, o mercado brasileiro abriu espaço, ainda que discreto, para o produto originário do Uruguai e Chile. Os dois países somados responderam por cerca de 1% do total das compras brasileiras. Questões logísticas - 3808.20.25 (fungicida à base de compostos de cromo/cobre ou arsênio) Em 2005, aproximadamente 99% das importações brasileiras foram desembarcadas por modal marítimo, no porto de Santos-SP. O restante, proveniente do Uruguai e Chile, teve por entrada no Brasil as rodovias do Chuíe Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. P ág in a4 3 Tratamento tarifário - 3808.20.25 – Fungicida apresentado à base de compostos de cromo/cobre ou arsênio O imposto de importação incidente nas compras brasileiras do subitem 3808.20.25 é de 14%. O produto é tributado, também, pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), imposto de competência estadual, cuja alíquota pode variar, normalmente, de 0 a 25% em função da essencialidade ou seletividade do produto, podendo ultrapassar esse percentual em alguns casos, por exemplo, nos serviços de telecomunicação (30%). De acordo com a Lei nº 10.925/04 e o Decreto 5.630/05, ficaram reduzidas a 0% as alíquotas de contribuição do Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/PASEP) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), somente nos casos em que a pessoa jurídica adquirente seja fabricante dos produtos nele relacionados. Vale notar que a entrada do produto no Brasil é também livre de IPI. No âmbito do MERCOSUL e da ALADI, o Brasil concede preferências tarifárias a alguns países da América do Sul. Tratamento administrativo As subposições 3808.20.25 e 3008.20.29 estão sujeitas a autorização prévia de importação, junto ao SISCOMEX, antes do embarque e do licenciamento de importação. Deverão ser submetidos, antes do desembaraço aduaneiro, no ponto de ingresso, a uma conferência documental e de lacre por técnico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A fiscalização e inspeção sanitária, fitossanitária e de qualidade serão realizadas em estabelecimento registrado ou relacionado no MAPA, ou na EADI (Estação Aduaneira Interior) de destino, conforme indicado na solicitação apresentada. No subitem 3808.20.25 quando se tratar de fungicidas preparados à base de benlate, a importação está sujeita a licenciamento não-automático, a ser analisada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA). Empresas brasileiras importadoras Ciente da importância de apresentar diretório importador para produtos da demanda brasileira, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), lançou em 2006, no âmbito do Programa de Substituição Competitiva de Importações (PSCI), o Catálogo de Importadores Brasileiros (CIB). O catálogo foi produzido a partir de informações obtidas diretamente das empresas importadoras, e atendimento a consulta específica da Funcex. Trata-se de uma iniciativa pioneira e que vem ao encontro das tradicionais demandas da comunidade empresarial sul-americana. P ág in a4 4 O CIB, disponível em formato eletrônico e na BrazilTradeNet (“PSCI”), traz dados completos de 5.307 empresas importadoras e permite consulta tanto por código quanto por nome da empresa importadora As empresas relacionadas no catálogo representaram mais de 80% do volume importado pelo País anualmente. Existem 32 empresas que importam fungicidas no Brasil, sendo que 7 (21,8%) delas se encontram entre Petrolina-PE e Juazeiro – BA, a saber: Agropecuária Vale das Uvas Ltda, Brasiluvas Agrícola Ltda, Interfruta Ltda., Logos Butiá Agropecuária Ltda, Nectar Agrícola Imp. e Exp. Ltda, Special Fruit Imp. e Exp. Ltda, Timbaúba Agrícola S.A. Esse último aspecto mostra que é ameaçador o mercado de fungicida, principalmente pelas facilidades de importação e pelo fato de que 21,8% das empresas que importam esse tipo de produto no Brasil estão em Petrolina e Juazeiro, é sabido que essas empresas não comercializa tais produtos o que diminui o impacto, porém essas empresas são grandes produtoras de frutas, o que as torna grandes consumidoras também, então o problema ai reside no fato que, o poder da compra (importação) direta, reduz a necessidade de comprar em empresas nacionais, a não ser que essas apresentem melhores preços e esse o foco que a BHS deve trabalhar. 3.2. Ambiente do Consumidor A análise de clientes da BHS, deve passar por dois modelos: Business to Business - B2B, ou seja comercio entre duas empresas, BHS e Revendedoras, e análise do modelo Business to Consumer - B2C, ou seja, comercio entre empresa e cliente, Revendas e Clientes Finais, visto que estes são os usuários dos produtos da BHS e serão estes que serão atingidos diretamente com os benefícios dos produtos da empresa: Iniciando a análise pelo clientes finais temos que, segundo pesquisa realizada pela BHS, Em relação ao Gênero foi visto que 81,63% deles são homens, logo a empresa deverá utilizar uma linguagem de comunicação utilizando as características desse grupo, 55,11% têm de 35 a 49 anos, isso mostra que é relativamente um público jovem, 81,64% tem ensino superior e ensino médio, isso denota que a comunicação pode ter um nível maior de qualidade Sobre os fungicidas 36,73%, deles acham que estes Atende as necessidades, 53,07% Atendem em Parte a aceitação do novo fungicida fabricado na região 89,8%, podemos ver com isso que poderá haver baixo grau de rejeição ao novo, se somarmos essa baixa rejeição e a idade dos entrevistados poderemos ter uma cenário positivo, para o lançamento do produto. Vê-se ainda que eles esperam que esse novo produto tenha Vantagens Qualidade/Preço/Entrega e Menor preço, 71,44%; essas expectativas dos clientes,devem fazer parte da argumentação de venda, possivelmente, constando nos informes publicitários, sobre a relação que estes fazem em relação aos agroquímicos existentes 28,58%, que vê eles com Preço injusto, 14,30% Alto custo/alta toxidade; 12,24% baixa toxidade para o consumidor, 10,20% agride o meio ambiente, esse posicionamento dita que preço e responsabilidade ambiental deverão ser P ág in a4 5 expressados nos produtos da BHS, para assim agradar esse público. Sobre seu nível de consumo é utilizado cerca de 12 kg por hectare do produto, para a Uva e cerca de 25 Kg em média para a Manga. Para eles a vantagens do produto a base de cobre na cultura da uva: 42,86% controle de fungos no parreiral, 16,33% reduz perdas/cachos, 14,29% Predução/eficiência/eficácia estes indicadores devem ser utilizados como mote de campanha entre esse publico e não podem deixar de ser ressaltados como qualidade do produto. Esse público ainda se mostra-se bastante receptivo a idéia de ter na região uma fabricante local 55,11% gostaram da idéia porém desde que com qualidade/preço/eficácia e comprovando a teoria de que o publico da BHS não é inflexível e não apresentará resistências a aceitação do novo produto, 85,71% disseram que aceitariam testar o produto. Os meio de comunicação mais utilizados são 26,54% TV, Amigos 20, 42%, Internet 10,20%. O programa informativo mais visto ou ouvido: Globo Rural 51,03%, 14,29% Técnicos e técnicas, 12,24% Jornal Nacional, 10,20% Jornal Local. Doravante na analises do mercado poderá ser visto informações sobre estratificação de porte dos produtores do distritos irrigados existentes em Petrolina, bem como a estratificação da área pelo tipo de cultura. Tais informações contribuíram mais na análise sobre o público alvo. Sobre os clientes distribuidores temos que os Clientes distribuidores (revendas) na cidade de Petrolina são em Sete em número de importância a saber: Agropodas, Verdão, PlanteBem, Juagro, Central de Adubo, Rumo Agrícola, ABHS, estas fazem o domínio do mercado. 71% delas são de médio porte 29% são de grande porte, revelando que inexiste lojas de pequeno porte, mostrando que a barreira de entrada econômica para esse tipo de empreendimento é significativa. 100% das empresas realizam entrega aos clientes, isso é positivo, pois a BHS pode utilizar esse potencial logístico. Sabe-se também e 57% destas tem até 4 veículos para entrega e 48% tem até 3 para Venda. As revendas atendem uma área de entrega que cobre todo o Sub Médiodo Vale do São Francisco, incluindo cidades do interior do estado do Piauí e da Bahia Os dois principais critérios que as empresas levam na escolha de um insumo para ser revendedora exclusiva são o Preço e a Qualidade do insumo. 71% das empresas não utilizam nenhum tipo de consultoria para a tomada de decisão sobre quais produtos comporão seu Mix. 3.3. Ambiente dos Concorrentes Empresas transnacionais, incentivadas por uma política industrial específica para os agrotóxicos, instalaram unidades produtivas no Brasil e conformaram uma indústria com elevado grau de concentração e internacionalização. Foi comprovado em escala de laboratório, no CETEM – Centro de Tecnologia Mineral /RJ a obtenção de sais partindo da lixívia obtida pela via hidrometalúrgica. P ág in a4 6 A situação do negócio de produção de sais de cobre como produto técnico no momento é delicada em função da possibilidade de entrada no país dos sais de cobre de origem Peruana e Chilena que ingressam como produtos químicos e não como agroquímicos (fungicidas). O produto mais simples que pode ser produzido é o Sulfato de Cobre pentahidratado (CuSO4.5H2O) na forma como é produzida na companhia Minera San Geronimo, Planta de San Lorenzo – Lambert na quarta divisão no Chile que produz por cristalização, 680 t/mês de sal, grau alimentício, que exporta para o Canadá. Também a MILPO no Peru produz cerca de 80 t/dia sendo a maior empresa do gênero. O mercado de defensivos, hoje, (R$ 10 bilhões) esta distribuído: Syngenta com 17%; Bayer com 14%; Basf com 14%; Monsanto com 8%; Du Pont com 7%. Demais companhias dividem os restantes 40% do mercado Produtores de cúpricos - Especificamente em se tratando de formulados fúngicos com cobre a AENDA apresenta uma tabela onde é possível extrair: que ha 44 produtos, fabricados por 14 empresas onde 13 são a base de hidróxidos de cobre; 21 são a base de oxicloreto de cobre; 4 são oxicloreto mais um princípio orgânico; 2 a base de sulfato de cobre; 1 a base de sulfato de cobre mais um ingrediente orgânico; 3 são a base de óxido cuproso. Mercado dos Cúpricos no Vale do São Francisco – UVA Atualmente a área cultivada com uvas no bipoló Petrolina e Juazeiro é de cerca de 12.500 Hec. É utilizado cerca de 25 Kg de fungicidas cúpricos ao ano por hectare o que da um volume anual médio de 312,5 Toneladas/ano, o preço de mercado desse produto varia entre R$ 15,00 a R$ 19,00 o quilo, o que dá um valor médio de mais de 5,3 milhões de reais em vendas com esse tipo de fungicida. Mercado de Defensivos no Brasil Syngenta: Produz fungicidas, herbicidas, inseticidas. Encontra-se em Recife-PE. Bayer: Produz Inseticidas e Acaricidas, Fungicidas, Herbicidas, Tratamento de Sementes. Encontra-se em São Paulo-SP, fatura com esses produtos 2 bilhões de reais/ano. Basf: Produz fungicidas, herbicidas, inseticidas. Encontra-se em São Paulo-SP. Monsanto: Produz herbicidas, e localiza-se em São Paulo-SP. Du Pont: Produz Inseticidas e Acaricidas, Fungicidas, Herbicidas. Localiza-se em no Rio de Janeiro-RJ. Nome dos fungicidas concorrentes: P ág in a4 7 Kocide foi o mais citado. Equation, Curzate, Arpon, Academic, Fórum. Folpan. Space. Galbem. Marconzeb. Ditane. Manzate. Cabriotope. Rodomil. Tayrel. Hidróxido de cobre/Kocide. Sufocal. Bordasul. Calda Bordaleza pó (cálcio + cobre) e (cobre e cal virgem). Alto 100. Hidróxido de cobre e enxofre. Os fungicidas que estão na pergunta de nº 7 que é a base de OXICLORETO DE COBRE, não foram colocados na lista acima, porque estão citados na pergunta. 4. SWOT Oportunidade Ameaça Fatores Políticos: São exigidos ultimamente, Marcas, padrões ou certificados que asseguram um padrão de qualidade ou de uma legislação mais rigorosa que puna e controle esse tipo de atitude. (Daí reside uma Oportunidade de reforça em uma Vantagem Competitiva, pois a BHS pretende e tem kow-how para por em seus processos as mais modernas técnicas de gestão da qualidade). A grande inovação, na legislação foi o registro por equivalência, síntese da simplificação e da agilização requeridas por parte de alguns grupos de pressão. (Aqui reside a oportunidade de se conseguir com mais rapidez e redução de custos no registro dos produtos) As empresas agrícolas como, estratégia de sobrevivência, descobriram que a parceria com instituições de fomento de capital intelectual ou financeiro tem sido uma saída, para a melhoria de suas técnicas de manejo. (A BHS também pode se apresentar como empresa parceira de desenvolvimento de tecnologia em conjunto com os empresários e não apenas como uma empresa que oferta produtos e busca o lucro). Fatores Políticos: As novas políticas de produção de alimentos buscam e apregoam uma racionalização média aproximadamente de 50% no uso de agrotóxicos. (Ameaça na difusão de novas técnicas de manejo que visem a redução da utilização de agrotóxicos – mudar visão de negocio como sobrevivência ...) O governo federal tem se empenhado em alterar a legislação de agrotóxico. (Ameaça, pois isso facilitará a importação de agrotóxicos e aumentar a competividade com essa tecnologia externa – Tecnologia + taxa do Dólar + facilidade de importação+ possibilidade de compra direta) Vale notar que a entrada do produto no Brasil é também livre de IPI. (Ameaça: facilidades em relação a isenção fiscal). No âmbito do MERCOSUL e da ALADI, o Brasil concede preferências tarifárias a alguns países da América do Sul. (Ameaça fácil entrada no mercado Brasileiro). Em termos da estrutura de mercado, a simplificação do registro e a redução de seu custo poderia levar à redução das barreiras à entrada. (Ameaça, pois facilitará mais ainda a entrada de novos concorrentes mercados com poucas barreiras de entrada são geralmente muito concorrido) Para as empresas, atuantes no ramo químico, as barreiras a entrada derivam principalmente do sistema de patenteamento. (Ameaça sistema de patenteamento complexo e custoso) Fatores Econômicos: Balança comercial do fungicida drasticamente desequilibrada. (Mostrando que há uma oportunidade para a BHS se mostrar como uma empresa que poderá contribuir com a redução da necessidade de importação de produtos desse tipo) A receita das advindas da comercialização de Fungicidas em 2009 foi da ordem de 27%.(US$ 1,8 bilhões) previsão para 2010 é que o mercado cresça 10% em relação ao Fatores Econômicos: Queda na taxa do câmbio e o preço internacional influenciando na redução do preço dos insumos. (Isso pode gerar mais competitividade às empresas nacionais produtoras de insumos, bem como a redução da produção de frutas para exportação, o que gera menos consumo de insumos, visto que o mercado interno é menos exigente que o mercado externo). P ág in a4 8 ano anterior. (Oportunidade de mercado, mercado em crescimento). Devido as altas exigências do mercado internacional, os custos de produção da Uva, subiram significativamente, logo produzir uma com qualidade e custos reduzido tem sido o desafio dos produtores. (A BHS tem ai a Oportunidade de apresentar-se com um produto, de qualidade e mais viável financeiramente). O comércio de Fungicidas em 2009 foi da ordem de 27% (US$ 1,8 bilhões) previsão para 2010 é que o mercado cresça 10% em relação ao ano anterior (Oportunidade Mercado em crescimento) Os dados oriundos das análises históricas mostram que os volumes de produção agrícola no Brasil, vêm em um crescente, somado a isso a qualidade das frutas também vem crescendo. (A Oportunidade reside no fato que a variável, aumento da produção, influência diretamente no aumento do consumo de insumos de produção como por exemplo os agrotóxicos, a produção em escala industrial de frutas, é impensável talprodução sem a utilização de insumos também industriais como por exemplo Agrotóxicos mais eficientes e sobretudo, responsáveis ambientalmente). O Fungicida à base de compostos de cromo/cobre ou arsênio) foi o segundo do grupo em volume e representou, em 2005, cerca de 2% do total importado do item. (Ameaça forte concorrência internacional). Fatores Socioculturais: O novo modelo de Gestão de produção alimentar visa a Qualidade da produção utilizando técnicas de gestão da qualidade e a diminuição da utilização de Agrotóxicos agressivos. O mercado europeu, por exemplo, prevê o emprego de normas de sustentabilidade ambiental, de segurança alimentar, segurança e medicina do trabalho e de viabilidade econômica, mediante o uso de tecnologias não agressivas ao meio ambiente e ao homem. (Ai então reside uma Oportunidade para os fungicidas, pois estes sendo classificado como risco III e IV são menos nocivos ao meio ambiente e ao homem) Fatores Socioculturais: Os consumidores estão mais poderosos frente aos seus fornecedores, com maior barganha de mercado, isto está se concretizando através de compras diretas aos fornecedores ou compras coletivas, 21,8% das empresas brasileiras que importam fungicida se encontram entre Petrolina – PE e Juazeiro - BA. (Compra coletiva, Citar empresas na região que podem importar). Fatores Tecnológicos: As fábricas modernas dispõem de mecanismos para diminuir ou até zerar as impurezas resultantes dos processos de síntese de seus produtos agrotóxicos mais estudados. No entanto, fábricas com tecnologia obsoleta, que possuem menos conhecimento acumulado sobre o produto, e processo de produção pouco controlado, podem gerar produtos com o mesmo ingrediente ativo dos seus similares, com a mesma eficiência agronômica, com a mesma finalidade de uso; mas centenas ou milhares de vezes mais tóxicos que o próprio produto puro, devido à presença de impurezas de fabricação. (Oportunidade já que o processo é inovador de tecnologia fácil, e com insumos que impactam menos o meio ambiente) Fatores Tecnológicos: No cultivo de frutas, como de Uva sem sementes, sementes mais resistentes a fungos, pestes e pragas, entre outros meios. (Ameaça criação de novas tecnologias mais resistentes de frutas) Os principais concorrentes de mercado hoje são empresas oriundas de capital e tecnologia estrangeira, o que da a elas uma vantagem competitiva. (Ameaça já que a tecnologia que essas dispõem tem maior grau de novação que as tecnologias nacionais e por conseguinte podem gerar mais produção em escala e conseqüente redução de preço.) A dinâmica concorrencial no mercado de agrotóxicos é determinada pela inovação tecnológica para diferenciação de produtos, realizada por elevados investimentos em pesquisa e desenvolvimento, objetivando a obtenção de novas moléculas químicas capazes de fornecer às empresas P ág in a4 9 uma rotina de contínuos lançamentos de novos produtos. (Ameaça, pois como os concorrentes atuais dispõem de mais capital para desenvolver produtos melhores e inovadores em sua forma e processo) Fatores Ambientais: Em regiões de clima tropical, como o Brasil, é maior o número e a severidade das pragas – plantas daninhas, insetos, fungos, etc. (Oportunidade de mercado, necessidade de fungicidas para o combate dessas pragas). Fatores Ambientais: Outros Fatores: Contudo, os custos da fruticultura, devido à complexidade do processo produtivo e da necessidade de modernização constante, fez com que haja uma seleção natural dos produtores mais dinâmicos e empreendedores. (Oportunidade, pois Irá se apresentar mais viável em termos de preço aos produtores) Outros Fatores: Mercado dominado por consultores, em gestão agrícola, que são parceiros das grandes multinacionais que operam no Sub Médio do Vale do São Francisco, estes consultores conduzem os produtores a utilizarem marcas já consolidadas. (Ameaça de que esses consultores, já financiados por essas empresas possam barrar ou desfavorecer o produto da BHS, por falta de favorecimentos financeiros) As empresas líderes, também se beneficiaram do registro por equivalência, visto que a produção de agrotóxicos equivalentes tende a gerar economias de escala e escopo e ganhos oriundos da venda de matérias-primas para as empresas especializadas na produção de equivalentes. (Ameaça, já que as grandes empresas vão ganhar mais oportunidade). Estrutura do mercado Oligopolista (Mercado em grandes números de oferta de tipos de fungicida, porém Pequeno em número de concorrentes, contudo esses poucos concorrentes são de grande porte). Forças Fraquezas P ág in a5 0 Capacidade de ofertar um produto mais barato, (Com o desenvolvimento de um processo inovador, é possível ofertar produtos com a mesma qualidade que os concorrentes e como um custo reduzido o que permite um preço final, competitivo). Desenvolvimento próprio de um processo inovador, (Processo esse que é um avanço tecnológico, frente aos atuais modelos de produção dos concorrentes). Acesso a conhecimento acadêmico para garantir melhoramento da tecnologia. (Ao longo do período de maturação da idéia do produto, foram estabelecidos importantes acordos de cooperação entre instituições de ensino e de pesquisa). Capacidade de ofertar produtos ambientalmente amigáveis, (A utilização de reagentes comerciais em detrimento de reagentes analíticos, além de garantirem uma redução do custo do produto, promovem menos agressão ao Homem e a Natureza, cabe lembrar que como visto, os fungicidas encontram-se classificados como Agrotóxicos classe IV e V, Pouco ou sem agressividade ao Meio) Pequeno Capital para investimento em Marketing, (Devido ao pequeno capital financeiro disponível, isso se torna uma fraqueza, visto que na fase de lançamento, pesados investimentos em Marketing devem ser realizados para que sejam superados os investimentos acumulados de marketing realizados pelos concorrentes no mercado) Marca desconhecida, (O desconhecimento da marca da empresa, como visto na análise do consumidor foi insignificante, somado ao desconhecimento da marca do Produto, grandes esforços terão que ser despendidos para reverter essa situação) Baixo Networking entre as revendas e consultores do mercado. (A empresa ainda não dispõem de uma rede de relacionamento solidificada, assim como os concorrentes atuais dispõem para garantir favorecimento nas vendas e assim chegar mais próximo aos clientes finais) Inexperiência operacional de gestão – fábrica, administração e operacional de mercado. (Por ser uma empresa nova ainda, ela não dispõem de conhecimento suficiente de gestão para minimizar os problemas que uma má gestão possam causar aos seus clientes e assim gerar desconfiança de sua permanência no mercado) 4.1. Análise da S.W.O.T. 5.1.3. Cruzamento da S.W.O.T. Forças VS Oportunidades FORÇAS OPORTUNIDADES CRUZAMENTO 1.F - Capacidade de ofertar um produto mais barato, (Com o desenvolvimento de um processo inovador, é possível ofertar produtos com a mesma qualidade que os concorrentes e como um custo reduzido o que permite um preço final, competitivo). 4.O - Balança comercial do fungicida drasticamente desequilibrada. (Mostrando que há uma oportunidade para a BHS se mostrar como uma empresa que poderá contribuir com a redução da necessidade de importação de produtos desse tipo) Com a oferta da BHS de um produto mais barato e por conseguinte competitivo, frente aos atuais produtos de Mercado, que são em sua grande maioria importados, ela poderá contribuir para a necessidade de se comprar tais produtos importados, pois ofertará produtos com preçoscompetitivos e com maior suporte de suprimento. 1.F - Capacidade de ofertar um produto mais barato, (Com o desenvolvimento de um processo inovador, é possível ofertar produtos com a mesma qualidade que os concorrentes e como um custo reduzido o que permite um preço final, competitivo). 6.O - Devido as altas exigências do mercado internacional, os custos de produção da Uva, subiram significativamente, logo produzir uma com qualidade e custos reduzido tem sido o desafio dos produtores. (A BHS tem ai a Oportunidade de apresentar-se com um produto, de qualidade e mais viável financeiramente). A demanda está havida por soluções que venham reduzir os custos de produção, foi visto na análise externa, que a depender da cultura, os gastos com insumos agrícolas podem figurar como segundo ou terceiro lugares, redução de custos principalmente na produção de Uva para exportação tem sido um fatos preponderante de sobrevivência, logo ofertar um defensivo Agrícola de qualidade com um custo reduzido para o produtor é contar com uma demanda havida por isso. 1.F - Capacidade de ofertar um produto mais barato, (Com o desenvolvimento de um 12.O - Contudo, os custos da fruticultura, devido à complexidade do processo produtivo e da De fato a dinâmica competitiva do Agronegócio mudou. Fazendo com que os produtores rurais deixem de ter uma postura P ág in a5 1 processo inovador, é possível ofertar produtos com a mesma qualidade que os concorrentes e como um custo reduzido o que permite um preço final, competitivo). necessidade de modernização constante, fez com que haja uma seleção natural dos produtores mais dinâmicos e empreendedores. (Oportunidade, pois Irá se apresentar mais viável em termos de preço aos produtores) apenas operacional para uma postura mais holística e sobretudo empresarial. Então é fundamental como questão de sobrevivência a redução dos custos operacionais, não apenas para aumentar os ganhos líquido finais, mais sim para garantir a competitividade do negócio e assim manter-se competitivo. A BHS pode se beneficiar desse momento, pois ofertará um produto bem mais barato que o praticado no mercado. 2.F - Desenvolvimento próprio de um processo inovador, (Processo esse que é um avanço tecnológico, frente aos atuais modelos de produção dos concorrentes). 2.O - A grande inovação, na legislação foi o registro por equivalência, síntese da simplificação e da agilização requeridas por parte de alguns grupos de pressão. (Aqui reside a oportunidade de se conseguir com mais rapidez e redução de custos no registro dos produtos) Essa facilidade, que outrora, foi conseguida junto ao governo atenderá as necessidades da BHS, pois ela desenvolveu um processo inovador e se aproveitará para legalizar a comercialização deste com custo bem menores que anteriormente. 2.F - Desenvolvimento próprio de um processo inovador, (Processo esse que é um avanço tecnológico, frente aos atuais modelos de produção dos concorrentes). 3.O - As empresas agrícolas como, estratégia de sobrevivência, descobriram que a parceria com instituições de fomento de capital intelectual ou financeiro tem sido uma saída, para a melhoria de suas técnicas de manejo. (A BHS também pode se apresentar como empresa parceira de desenvolvimento de tecnologia em conjunto com os empresários e não apenas como uma empresa que oferta produtos e busca o lucro). Como vimos anteriormente a postura dos empresários agrícolas está mudando no que concerne a sua postura gerencial e perpassa por isso também a busca de parcerias externas, que lhes ajude a garantir sua produção, logo a BHS poderá aproveitar o fato de está lançando um processo inovador e com custos, para o consumidor final reduzidos, de também ser uma fomentadora de conhecimento de manejo aos produtores, trabalhando junto com eles as modificações em seus produtos e captando novas demandas de produtos. 2.F - Desenvolvimento próprio de um processo inovador, (Processo esse que é um avanço tecnológico, frente aos atuais modelos de produção dos concorrentes). 6.O - Devido as altas exigências do mercado internacional, os custos de produção da Uva, subiram significativamente, logo produzir uma com qualidade e custos reduzido tem sido o desafio dos produtores. (A BHS tem ai a Oportunidade de apresentar-se com um produto, de qualidade e mais viável financeiramente). A busca pela redução dos custos tem sido uma constante em todos os negócios e principalmente no mercado da Uva, onde os grandes ganhos advém das exportações dos produto, porém esse mercado tem se mostrado muito inconstante, mudanças na moenda internacional, taxa de câmbio e pesadas exigências impostas pelo mercado internacional elevaram sobremaneira os custos de produção das frutas exportadas em especial as Uvas logo esse processo inovador da BHS que trará redução dos custos de produção, gerará menores preços ofertados e assim contribuir para a redução dos custos e manutenção da competitividades dos produtos brasileiros. 2.F - Desenvolvimento próprio de um processo inovador, (Processo esse que é um avanço tecnológico, frente aos atuais modelos de produção dos concorrentes). 9.O - O novo modelo de Gestão de produção alimentar visa a Qualidade da produção utilizando técnicas de gestão da qualidade e a diminuição da utilização de Agrotóxicos agressivos. O mercado europeu, por exemplo, prevê o emprego de normas de sustentabilidade ambiental, de segurança alimentar, segurança e medicina do trabalho e de viabilidade econômica, mediante o uso de tecnologias não agressivas ao meio ambiente e ao homem. Essa oportunidade de mercado, será abarcada pela BHS facilmente, pois em seu inovador processo ela prevê a utilização de produtos menos agressivos ao Meio – Homem e Natureza. Segundo tabela do Ministério da Agricultura o fungicida que será fabricado pela BHS está classificado como de baixou ou quase nenhum risco ao Meio. Porém sem perder seu potencial de ataque contra as pragas que se propõe a combater. P ág in a5 2 (Ai então reside uma Oportunidade para os fungicidas, pois estes sendo classificado como risco III e IV são menos nocivos ao meio ambiente e ao homem) 3.F - Acesso a conhecimento acadêmico para garantir melhoramento da tecnologia. (Ao longo do período de maturação da idéia do produto, foram estabelecidos importantes acordos de cooperação entre instituições de ensino e de pesquisa). 3.O - As empresas agrícolas como, estratégia de sobrevivência, descobriram que a parceria com instituições de fomento de capital intelectual ou financeiro tem sido uma saída, para a melhoria de suas técnicas de manejo. (A BHS também pode se apresentar como empresa parceira de desenvolvimento de tecnologia em conjunto com os empresários e não apenas como uma empresa que oferta produtos e busca o lucro). A BHS estrategicamente deve se apresentar ao mercado não apenas como uma fornecedora de produtos Agrotóxicos e sim como fomentadora de soluções químicas, buscando unir sua capacidade de penetração nos meios acadêmicos para juntos desenvolver soluções para o campo, fazendo assim o papel de ponte entra o meio acadêmico e o campo. 3.F - Acesso a conhecimento acadêmico para garantir melhoramento da tecnologia. (Ao longo do período de maturação da idéia do produto, foram estabelecidos importantes acordos de cooperação entre instituições de ensino e de pesquisa). 12.O - Contudo, os custos da fruticultura, devido à complexidade do processo produtivo e da necessidade de modernização constante, fez com que haja uma seleção natural dos produtores mais dinâmicos e empreendedores.(Oportunidade, pois Irá se apresentar mais viável em termos de preço aos produtores) A ânsia desses novos tipos de produtores agrícolas, por tecnologias que visem o melhoramento de sua competitividade poderá ser abarcada com a força que a BHS tem em obter conhecimento acadêmico através de convênios anteriormente firmado com Universidades e Instituições de Pesquisa. 4.F - Capacidade de ofertar produtos ambientalmente amigáveis, (A utilização de reagentes comerciais em detrimento de reagentes analíticos, além de garantirem uma redução do custo do produto, promovem menos agressão ao Homem e a Natureza, cabe lembrar que como visto, os fungicidas encontram-se classificados como Agrotóxicos classe IV e V, Pouco ou sem agressividade ao Meio) 1.O - São exigidos ultimamente, Marcas, padrões ou certificados que asseguram um padrão de qualidade ou de uma legislação mais rigorosa que puna e controle esse tipo de atitude. (Daí reside uma Oportunidade de reforça em uma Vantagem Competitiva, pois a BHS pretende e tem kow-how para por em seus processos as mais modernas técnicas de gestão da qualidade). Através de seu processo inovador, a BHS já lançasse no mercado com um processo com rigorosos padrões de qualidade, então o que é uma ameaça para fábricas obsoletas para a BHS tornasse uma oportunidade, pois sua força de ofertar produtos amigáveis ambientalmente trás pra si um alinhamento com os padrões exigidos. 4.F - Capacidade de ofertar produtos ambientalmente amigáveis, (A utilização de reagentes comerciais em detrimento de reagentes analíticos, além de garantirem uma redução do custo do produto, promovem menos agressão ao Homem e a Natureza, cabe lembrar que como visto, os fungicidas encontram-se classificados como Agrotóxicos classe IV e V, Pouco ou sem agressividade ao Meio) 9.O - O novo modelo de Gestão de produção alimentar visa a Qualidade da produção utilizando técnicas de gestão da qualidade e a diminuição da utilização de Agrotóxicos agressivos. O mercado europeu, por exemplo, prevê o emprego de normas de sustentabilidade ambiental, de segurança alimentar, segurança e medicina do trabalho e de viabilidade econômica, mediante o uso de tecnologias não agressivas ao meio ambiente e ao homem. (Ai então reside uma Oportunidade para os fungicidas, pois estes sendo classificado como risco III e IV são menos nocivos ao meio ambiente e ao A nova postura, dos consumidores, está mais agressivas para aquelas empresas que não apregoam em seus produtos ou serviços vendidos, uma preocupação com o Meio ambiente, a BHS se insere nessa nesse momento sendo coerente com as necessidade desses consumidores, fornecendo as empresas agrícolas um insumo que terá menos impacto ambiental. P ág in a5 3 homem) 4.F - Capacidade de ofertar produtos ambientalmente amigáveis, (A utilização de reagentes comerciais em detrimento de reagentes analíticos, além de garantirem uma redução do custo do produto, promovem menos agressão ao Homem e a Natureza, cabe lembrar que como visto, os fungicidas encontram-se classificados como Agrotóxicos classe IV e V, Pouco ou sem agressividade ao Meio) 11.O - Em regiões de clima tropical, como o Brasil, é maior o número e a severidade das pragas – plantas daninhas, insetos, fungos, etc. (Oportunidade de mercado, necessidade de fungicidas para o combate dessas pragas). A necessidade natural do mercado de demandar produtos agrotóxicos, acaba de certa forma agredindo o meio ambiente pois muitos dos produtos, que hoje são ofertados, são potencialmente perigosos. Então essa necessidade notória de utilização de agrotóxicos vem contribuindo para a degradação do meio, a BHS utilizando sua força de ofertar produtos ambientalmente amigáveis Forças VS Ameaças FORÇAS AMEAÇAS CRUZAMENTOS 1.F - Capacidade de ofertar um produto mais barato, (Com o desenvolvimento de um processo inovador, é possível ofertar produtos com a mesma qualidade que os concorrentes e como um custo reduzido o que permite um preço final, competitivo). 7.A - Queda na taxa do câmbio e o preço internacional influenciando na redução do preço dos insumos. (Isso pode gerar mais competitividade às empresas nacionais produtoras de insumos, bem como a redução da produção de frutas para exportação, o que gera menos consumo de insumos, visto que o mercado interno é menos exigente que o mercado externo). A ameaça devida pela facilidade de importação dos produtos, poderá ser neutralizada pela força que a BHS tem em ofertar um produto competitivo e mais barato e com facilidades de entrega já que a produção será na própria região consumidora. 1.F - Capacidade de ofertar um produto mais barato, (Com o desenvolvimento de um processo inovador, é possível ofertar produtos com a mesma qualidade que os concorrentes e como um custo reduzido o que permite um preço final, competitivo). 15.A - Estrutura do mercado Oligopolista (Mercado em grandes números de oferta de tipos de fungicida, porém Pequeno em número de concorrentes, contudo esses poucos concorrentes são de grande porte). O fato da BHS poder ofertar um produto mais barato poderá romper essa ameaça oligopolista, porém elas em volume serão bem maiores que a BHS o que lhes possibilita a prática de preços baixos do que elas vêm praticando ou até mesmo a prática do Dumping. 2.F - Desenvolvimento próprio de um processo inovador, (Processo esse que é um avanço tecnológico, frente aos atuais modelos de produção dos concorrentes). 1.A - As novas políticas de produção de alimentos buscam e apregoam uma racionalização média aproximadamente de 50% no uso de agrotóxicos. (Ameaça na difusão de novas técnicas de manejo que visem a redução da utilização de agrotóxicos – mudar visão de negocio como sobrevivência ...) Apesar das políticas públicas e a demanda apregoarem a necessidade de redução da utilização dos Agrotóxicos, a BHS se beneficiaria pois com seu processo inovador ela terá condições de ofertar um produto menos agressivos ao meio ambiente, por tanto passando dentro do crivo do mercado. 2.F - Desenvolvimento próprio de um processo inovador, (Processo esse que é um avanço tecnológico, frente aos atuais modelos de produção dos concorrentes). 7.A - Queda na taxa do câmbio e o preço internacional influenciando na redução do preço dos insumos. (Isso pode gerar mais competitividade às empresas nacionais produtoras de insumos, bem como a redução da produção de frutas para exportação, o que gera menos consumo de insumos, visto que o mercado interno é menos exigente que o mercado externo). A BHS novamente poderá se proteger da queda dos preços internacionais do produto, pois consegue ofertar um produto mais barato. Facilitando assim a compra desse produto para o distribuidor e consequentemente para o cliente final. P ág in a5 4 2.F - Desenvolvimento próprio de um processo inovador, (Processo esse que é um avanço tecnológico, frente aos atuais modelos de produção dos concorrentes). 11.A - Os principais concorrentes de mercado hoje são empresas oriundas de capital e tecnologia estrangeira, o que da a elas uma vantagem competitiva. (Ameaça já que a tecnologia que essas dispõem tem maior grau de novação que as tecnologias nacionais e por conseguinte podem gerar mais produção em escala e conseqüente redução de preço.) A tecnologia das empresas internacionais poderá ser neutralizada pela inovadora tecnologia de produção do produto da BHS, inovação essa que não existe registro no Brasil. 2.F - Desenvolvimento próprio de um processo inovador, (Processo esse que é um avanço tecnológico,frente aos atuais modelos de produção dos concorrentes). 12.A - A dinâmica concorrencial no mercado de agrotóxicos é determinada pela inovação tecnológica para diferenciação de produtos, realizada por elevados investimentos em pesquisa e desenvolvimento, objetivando a obtenção de novas moléculas químicas capazes de fornecer às empresas uma rotina de contínuos lançamentos de novos produtos. (Ameaça, pois como os concorrentes atuais dispõem de mais capital para desenvolver produtos melhores e inovadores em sua forma e processo) Como as empresas já estabelecidas no mercado, detém de grande capital para continuo desenvolvimento de inovações e constante melhoramento do produto, o que faz com que pequenas empresas e de capital limitado, sofram com essa concorrência tecnológica, porém devido a força inovadora que está impulsionando a BHS, ela estará por algum tempo vantajosa frente a muitas empresas no mercado, pois apresentara-se com uma tecnologia nova. 3.F - Acesso a conhecimento acadêmico para garantir melhoramento da tecnologia. (Ao longo do período de maturação da idéia do produto, foram estabelecidos importantes acordos de cooperação entre instituições de ensino e de pesquisa). 1.A - As novas políticas de produção de alimentos buscam e apregoam uma racionalização média aproximadamente de 50% no uso de agrotóxicos. (Ameaça na difusão de novas técnicas de manejo que visem a redução da utilização de agrotóxicos – mudar visão de negocio como sobrevivência ...) Seu acesso a conhecimento acadêmico e know-how especifico poderá neutralizar essa ameaça de mercado, pois ela estará focada sempre no desenvolvimento de soluções coerente ao controle de pragas e não focada apenas em produtos que podem ser efêmeros. 3.F - Acesso a conhecimento acadêmico para garantir melhoramento da tecnologia. (Ao longo do período de maturação da idéia do produto, foram estabelecidos importantes acordos de cooperação entre instituições de ensino e de pesquisa). 11.A - Os principais concorrentes de mercado hoje são empresas oriundas de capital e tecnologia estrangeira, o que da a elas uma vantagem competitiva. (Ameaça já que a tecnologia que essas dispõem tem maior grau de novação que as tecnologias nacionais e por conseguinte podem gerar mais produção em escala e conseqüente redução de preço.) O conhecimento acadêmico e especializado que a BHS tem acesso poderá contribuir para o melhoramento da tecnologia atual dela e a conseqüente competição pareada com essa tecnologia estrangeira. 3.F - Acesso a conhecimento acadêmico para garantir melhoramento da tecnologia. (Ao longo do período de maturação da idéia do produto, foram estabelecidos importantes acordos de cooperação entre instituições de ensino e de pesquisa). 12.A - A dinâmica concorrencial no mercado de agrotóxicos é determinada pela inovação tecnológica para diferenciação de produtos, realizada por elevados investimentos em pesquisa e desenvolvimento, objetivando a obtenção de novas moléculas químicas capazes de fornecer às empresas uma rotina de contínuos lançamentos de novos produtos. (Ameaça, pois como os concorrentes Os altos custos com investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, investidos pelas atuais concorrentes de mercado, poderão ser supridos pelo relacionamento que a BHS hoje dispõem com institutos especialistas na tecnologia que ela está desenvolvendo, tais convênios diminuiriam sobremaneira os custos em pesquisa e desenvolvimento. P ág in a5 5 atuais dispõem de mais capital para desenvolver produtos melhores e inovadores em sua forma e processo) Pontos Fracos VS Oportunidades Pontos Fracos Oportunidades Cruzamentos 1.Fra - Pequeno Capital para investimento em Marketing, (Devido ao pequeno capital financeiro disponível, isso se torna uma fraqueza, visto que na fase de lançamento, pesados investimentos em Marketing devem ser realizados para que sejam superados os investimentos acumulados de marketing realizados pelos concorrentes no mercado) 8.O - Os dados oriundos das análises históricas mostram que os volumes de produção agrícola no Brasil, vêm em um crescente, somado a isso a qualidade das frutas também vem crescendo. (A Oportunidade reside no fato que a variável, aumento da produção, influência diretamente no aumento do consumo de insumos de produção como por exemplo os agrotóxicos, a produção em escala industrial de frutas, é impensável tal produção sem a utilização de insumos também industriais como por exemplo Agrotóxicos mais eficientes e sobretudo, responsáveis ambientalmente). O fato de haver crescimento da produção, denota que também haverá crescimento do consumo de agrotóxicos, logo o a necessidade natural desse crescimento, por agrotóxico compensará o pequeno capital da BHS em publicidade, pois parte da demanda virá naturalmente. 1.Fra - Pequeno Capital para investimento em Marketing, (Devido ao pequeno capital financeiro disponível, isso se torna uma fraqueza, visto que na fase de lançamento, pesados investimentos em Marketing devem ser realizados para que sejam superados os investimentos acumulados de marketing realizados pelos concorrentes no mercado) 9.O - O novo modelo de Gestão de produção alimentar visa a Qualidade da produção utilizando técnicas de gestão da qualidade e a diminuição da utilização de Agrotóxicos agressivos. O mercado europeu, por exemplo, prevê o emprego de normas de sustentabilidade ambiental, de segurança alimentar, segurança e medicina do trabalho e de viabilidade econômica, mediante o uso de tecnologias não agressivas ao meio ambiente e ao homem. (Ai então reside uma Oportunidade para os fungicidas, pois estes sendo classificado como risco III e IV são menos nocivos ao meio ambiente e ao homem) O fato de a Tecnologia da BHS por essência ter um apelo ambiental, apelo esse já esperado pelos consumidores, isso faz também com que a empresa diminua o seus gastos tentando convencer os consumidores de que esse é o melhor produto a ser comprado. 3.Fra - Baixo Networking entre as revendas e consultores do mercado. (A empresa ainda não dispõem de uma rede de relacionamento solidificada, assim como os concorrentes atuais dispõem para garantir favorecimento nas vendas e assim chegar mais próximo aos clientes finais) 9.O - O novo modelo de Gestão de produção alimentar visa a Qualidade da produção utilizando técnicas de gestão da qualidade e a diminuição da utilização de Agrotóxicos agressivos. O mercado europeu, por exemplo, prevê o emprego de normas de sustentabilidade ambiental, de segurança alimentar, segurança e medicina do trabalho e de viabilidade econômica, mediante o uso de tecnologias não agressivas ao meio ambiente e ao homem. (Ai então reside uma Oportunidade para os fungicidas, pois estes sendo classificado como risco III e IV são menos nocivos ao meio ambiente e ao homem) O fato de que o mercado está cada vez mais demandando produtos menos agressivos ao meio ambiente pode sanar o fato de que a BHS tem baixo grau de penetração no relacionamento com as atuais empresas e consultores que dominam o mercado de agrotóxicos em Petrolina e Juazeiro, pois a demanda pelos produtos da BHS partirá dos consumidores e a necessidade destes, é mais fortes em número que tais empresas e consultores. Porém a influencia dessas empresas e desses consultores deverá ser levada em consideração pela BHS, pois eles são os responsável por orientar o consumo dos agricultores. P ág in a5 6 3.Fra - Baixo Networking entre as revendas e consultores do mercado. (A empresa ainda não dispõem de uma rede de relacionamento solidificada,assim como os concorrentes atuais dispõem para garantir favorecimento nas vendas e assim chegar mais próximo aos clientes finais) 6.O - Devido as altas exigências do mercado internacional, os custos de produção da Uva, subiram significativamente, logo produzir uma com qualidade e custos reduzido tem sido o desafio dos produtores. (A BHS tem ai a Oportunidade de apresentar-se com um produto, de qualidade e mais viável financeiramente). O fato de a BHS ofertará o produto com um custo muito a baixo do mercado e essa ser uma demanda urgente dos consumidores, fará também que a BHS tome força, assim como a análise, anterior frente ao poderio destes. Pontos Fracos VS Ameaças Pontos Fracos Ameaças Cruzamento 1.Fra - Pequeno Capital para investimento em Marketing, (Devido ao pequeno capital financeiro disponível, isso se torna uma fraqueza, visto que na fase de lançamento, pesados investimentos em Marketing devem ser realizados para que sejam superados os investimentos acumulados de marketing realizados pelos concorrentes no mercado) 1.A - As novas políticas de produção de alimentos buscam e apregoam uma racionalização média aproximadamente de 50% no uso de agrotóxicos. (Ameaça na difusão de novas técnicas de manejo que visem a redução da utilização de agrotóxicos – mudar visão de negocio como sobrevivência ...) A soma de que a BHS tem baixo capital para investir em marketing para desenvolver o mercado a consumir o seu produto e o fato de que as novas políticas de gestão agrícola estão rumando para a redução da utilização de agrotóxicos, podem trazer problemas de expansão de mercado. 2. Fra – Marca Desconhecida (A empresa ainda não dispõem de uma rede de relacionamento solidificada, assim como os concorrentes atuais dispõem para garantir favorecimento nas vendas e assim chegar mais próximo aos clientes finais) 13.A -Mercado dominado por consultores, em gestão agrícola, que são parceiros das grandes multinacionais que operam no Sub Médio do Vale do São Francisco, estes consultores conduzem os produtores a utilizarem marcas já consolidadas. (Ameaça de que esses consultores, já financiados por essas empresas possam barrar ou desfavorecer o produto da BHS, por falta de favorecimentos financeiros) O Fato de a BHS não ter ainda uma marca solidificada no mercado, pode contribuir para que os consultores e empresas lideres que dominam o mercado, possam intensificar sua restrição frente a esse novo produto. 3. Fra - Baixo Networking entre as revendas e consultores do mercado. (A empresa ainda não dispõem de uma rede de relacionamento solidificada, assim como os concorrentes atuais dispõem para garantir favorecimento nas vendas e assim chegar mais próximo aos clientes finais) 13.A -Mercado dominado por consultores, em gestão agrícola, que são parceiros das grandes multinacionais que operam no Sub Médio do Vale do São Francisco, estes consultores conduzem os produtores a utilizarem marcas já consolidadas. (Ameaça de que esses consultores, já financiados por essas empresas possam barrar ou desfavorecer o produto da BHS, por falta de favorecimentos financeiros) Outro fato que somado a Marca desconhecida pode influenciar na resistência dos atuais consultores é o baixo Networking que a BHS não tem com esses stakeholders. P ág in a5 7 4.2. Avaliação Quantitativa da Matriz ID Item M I Total ID Item M I Total 1 Desenvolvimento próprio de um processo inovador, 3 3 9 1 Busca pela Qualidade dos produtos no que concerne a redução dos riscos dos Agrotoxicos ao Homem e ao Meio Ambiente. 3 3 9 2 Capacidade de ofertar um produto mais barato, 2 3 6 2 São exigidos ultimamente, Marcas, padrões ou certificados que asseguram um padrão de qualidade ou de uma legislação mais rigorosa que puna e controle esse tipo de atitude. 3 3 9 3 Capacidade de ofertar produtos ambientalmente amigáveis, 3 3 9 3 Os custos da fruticultura, devido à complexidade do processo produtivo e da necessidade de modernização constante, fez com que haja uma seleção natural dos produtores mais dinamicos. 2 3 6 4 Acesso a conhecimento acadêmico para garantir melhoramento da tecnologia. 1 3 3 4 As empresas agricolas, como, estratégia de sobrevivência, descobriram que a parceria com instituições de fomento de capital intelectual ou financeiro tem sido uma saída, para a melhoria de suas técnicas de manejo. 1 3 3 5 Os dados oriundos das análises históricas mostram que os volumes de produção agrícola no Brasil, vêm em um crescente, somado a isso a qualidade das frutas também vem crescendo. 3 3 9 6 Devido as altas exigências do mercado internacional, os custos de produção da Uva, subiram ao longo do tempo significativamente, principalmente no que concerne ao custo com insumos, logo produzir uma com qualidade e custos reduzido tem sido o desafio dos produtores 3 3 9 7 A grande inovação, efetivamente introduzidas pelas modificações na legislação foi o registro por equivalência, síntese da simplificação e da agilização requeridas por parte de alguns grupos de pressão 3 3 9 8 (...)No entanto, fábricas com tecnologia obsoleta, que possuem menos conhecimento acumulado sobre o produto, e processo de produção pouco controlado, podem gerar produtos com o mesmo ingrediente ativo dos seus similares, mesma eficiência, mesma finalidade de uso; mas centenas ou milhares de vezes mais tóxicos que o próprio produto puro, devido à presença de impurezas de fabricação 2 3 6 9 Balança comercial do fungicida drasticamente desequilibrada. 2 2 4 10 Em regiões de clima tropical, como o Brasil, é maior o número e a severidade das pragas – plantas daninhas, insetos, fungos, etc. 2 2 4 11 A receita das advindas da comercialização de Fungicidas em 2009 foi da ordem de 27%.(US$ 1,8 bilhões) previsão para 2010 é que o mercado cresça 10% em relação ao ano anterior. 3 3 9 F o r ç a O p o r t u n i d a d e P ág in a5 8 ID Item M I Total ID Item M I Total 1 Pequeno Capital para investimento em Marketing, -1 3 -3 1 As novas políticas de produção de alimentos buscam e apregoam uma racionalização média aproximadamente de 50% no uso de agrotóxicos. -2 2 -4 2 Marca desconhecida, -1 3 -3 2 No cultivo de frutas, como de Uva sem sementes, sementes mais resistentes a fungos, pestes e pragas, entre outros meios. -3 3 -9 3 Baixo Networking entre as revendas e consultores do mercado, -1 3 -3 3 A dinâmica concorrencial no mercado de agrotóxicos é determinada pela inovação tecnológica , realizada por elevados investimentos em pesquisa e desenvolvimento, objetivando a obtenção de novas moléculas químicas. -2 1 -2 4 Inexperiência operacional de gestão – fábrica,administração e operacional de mercado. -1 3 -3 4 Os principais concorrentes de mercado hoje são empresas oriundas de capital e tecnologia estrangeira, o que da a elas uma vantagem competitiva. -2 2 -4 -1 3 5 O governo federal tem se empenhado em alterar a legislação de agrotóxico. -3 3 -9 6 Queda na taxa do câmbio e o preço internacional influênciando na redução do preço dos insumos -3 3 -9 7 Para as empresas, atuantes no ramo químico, as barreiras a entrada derivam principalmente do sistema de patenteamento e o do ritmo de inovação tecnológica. -3 2 -6 8 Os consumidores estão mais poderosos frente aos seus fornecedores, com maior barganha de mercado, isto está se concretizando através de compras diretas aos fornecedores ou compras coletivas, 21,8% das empresas brasileiras que importam fungicida se encontram entre Petrolina – PE e Juazeiro - BA. -3 3 -9 9 Em termos da estrutura de mercado, a simplificação do registro e a redução de seu custo poderia levar à redução das barreiras à entrada, que,segundo AENDA (1998). -2 2 -4 10 As empresas líderes, também se beneficiaram do registro por equivalência, visto que a produção de agrotóxicos equivalentes tende a gerar economias de escala e escopo e ganhos oriundos da venda de matérias-primas para as empresas especializadas na produção de equivalentes -3 3 -9 11 O subitem 3808.20.25 (fungicida à base de compostos de cromo/cobre ou arsênio) foi o segundo do grupo em volume e representou, em 2005, cerca de 2% do total importado do item. -3 3 -9 12 Vale notar que a entrada do produto (Fungicida) no Brasil é também livre de IPI. -3 3 -9 13 No âmbito do MERCOSUL e da ALADI, o Brasil concede preferências tarifárias a alguns países da América do Sul -3 3 -9 14 Mercado dominado por consultores, em gestão agrícola, que são parceiros das grandes multinacionais que operam no Sub Médio do Vale do São Francisco, estes consultores conduzem os produtores a utilizarem marcas já consolidadas. -3 3 -9 F r a q u e z a A m e a ç a P ág in a5 9 Forças Vê-se que no quadro de forças existentes, a sua avaliação denota que elas têm grande importância para a BHS, porém uma magnitude mediana, visto que assim como a BHS detêm algumas de suas forças, as atuais concorrentes de mercado, também as detêm e com um potencial maior. Oportunidades Na avaliação das oportunidades podemos ver que elas têm um grau de importância e um grau de magnitude elevado, apenas algumas tiveram pontuação de magnitude baixo, visto que elas também atendem sobremaneira as necessidades dos concorrentes. Fraqueza As variáveis encontradas tiveram uma pontuação de magnitude elevadas negativamente, isso é ruim, pois denotam um forte impacto nos interesses da empresa e também foram classificadas como muito importantes, estratégias deveram ser criadas para reverter ou minimizar esses impactos. Ameaças Dentre as ameaças podemos ver que elas têm uma média alta de magnitude alta, porém essas variáveis também têm uma importância mediana para a empresa, em relação a essa falta de Legenda a) Magnitude: significa o tamanho ou grandeza que a variável ou evento possui perante a empresa. Caso aconteça, positivamente ou negativamente, reflete o quanto ela vai influenciar no contexto como um todo. A magnitude é ranqueada utilizando-se uma pontuação, que varia de –3 a +3, dentro do seguinte parâmetro: + 3 (alto); + 2 (médio);+ 1 (baixo), para cada elemento positivo (força ou oportunidade) e –1 (alto); -2 (médio); -3 (baixo) para cada variável negativa (fraqueza e ameaça). No nosso caso, podemos ter como parâmetro, para poder dar a nota da magnitude na célula da fraqueza e ameaça, o número de vezes que as variáveis aparecem no diagrama de causa e efeito. É uma forma mais objetiva de saber a magnitude do fator de risco, que, caso apareça 5 vezes em seis perigos estudados, significa que esta variável é de “grande” magnitude. b) Importância: significa a prioridade que esta variável deve possuir perante a conjuntura da empresa. É uma nota subjetiva com base na experiência da equipe que está avaliando. Utilizamos também três níveis de pontuação: 3 (grande importância); 2 (média importância); 1 (pouca importância). Neste caso, não há contagem negativa para a importância, pois, tanto faz ela ser negativa ou positiva. P ág in a6 0 linearidade é importante que as estratégias sejam focadas para neutralizar as ameaças cuja a magnitude sejam altas e um grau de importância alta. 5. Missão Estratégica do Marketing Desenvolver o mercado do Sub Médio do Vale do São Francisco de consumo de Fungicidas, baseado em duas políticas balizadoras: Gestão Ambiental e redução de custo para o consumidor final. 6. Objetivos Primários Desenvolver o mercado de consumo do Fungicida a base de Cobre, produzido com insumos alternativos. Desenvolver um canal de distribuição. Desenvolver um canal de comunicação. Desenvolver políticas de comercialização. 7. Objetivos Secundários Objetivos de Curto prazo– até o segundo ano Até o segundo ano firma-se como empresa que dispõem de produtos amigáveis; Iniciar parcerias de revenda com lojas de insumo de Petrolina até o primeiro semestre do primeiro ano Iniciar as ações de Publicidade três meses antes de lançar o produto no mercado em mídias On-lines e Off-lines Iniciar a distribuição no primeiro ano através de consultores técnicos. Objetivos de Médio prazo- terceiro e quarto ano Até o terceiro ano ser referência em inovação Iniciar mídia televisiva. Objetivos de Longo Prazo– quinto ano 8. Metas Cruzando algumas informações citadas na análise do ambiente temos: Metas de Curto Prazo – até o segundo ano – de 2012 a 2013 Vender no primeiro ano 46,15 Ton. equivalente a 13,6% do mercado atual. Vender até o segundo ano 50,12 Ton. equivalente a 13,6% do mercado previsto. Crescer o Volume de vendas em 8% do primeiro para o segundo ano. Praticar um preço médio de até 50% do preço dos concorrentes Ano1 – R$ 8,96. Praticar um preço médio de 60,2% do preço dos concorrentes Ano2 – R$ 11,38. Reajustar o preço em 21,6% entre o primeiro e o segundo ano. P ág in a6 1 Ampliar o faturamento em 27,49% do primeiro para o segundo ano. Ter até 2 lojas no primeiro ano como revendedoras do produto. Ter até o segundo ano 6,8% da receita prevista do mercado. Iniciar a inserção dos produtos até o segundo ano em ao menos uma cidade. Metas de Médio Prazo - terceiro e quarto ano Vender até o terceiro ano 58,43 Ton. o equivalente a 13,60% do mercado. Crescer o Volume de vendas em 14,20% entre o segundo e terceiro ano. Praticar um preço médio de R$ 13,99 no terceiro ano. Ampliar o número de revendas em até 4. Ter até o terceiro ano 8,19% da receita do mercado. Vender até o quarto ano 76,50 Ton. o equivalente a 17,59% do volume esperado de produto vendido no mercado. Praticar um preço médio de R$ 13,99 até o terceiro ano. Crescer o Volume de vendas em 14,20% entre o terceiro e quarto ano. Estabilizar o número de revendas em até 4, as quatro maiores. Crescer a Receita em 27,52% do terceiro ao quarto ano. Ampliar as vendas com presença física para mais uma cidade entre o terceiro e quarto ano. Metas de Longo prazo – quinto ano Vender até o quinto ano um volume de 92, 52 toneladas. Crescer o volume de vendas em 17,31% Praticar um preço médio de R$ 15,55. Elevar a proporção do preço em até 70,3% do preço da concorrência. Entre o quarto e o quinto ano promover reajuste 0 Ter até o quinto ano 13,78% da receita esperada do mercado OBS: Segundo dados do IBGE o volume de área produzida em Petrolina da Uva nos últimos 10 anos seguiu a um crescimento médio de 8,6% esse será o balizador de taxa de crescimento utilizado para calcular as metas de vendas, pois foi visto que a variável: área plantada é variável determinante a variável volume de vendas de agrotóxicos. P ág in a6 2 Variáveis utilizadas no cálculo Preço do Produto Ano 0 - 2011 Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 Preço médio do Mercado R$ 17,00 R$ 17,92 R$ 18,89 R$ 19,91 R$ 20,98 R$ 22,11 Preço projetado R$ 8,96 R$ 11,38 R$ 13,99 R$ 14,75 R$ 15,55 % do preço da concorrência 50,0% 60,2% 70,3% 70,3% 70,3% Aumento real - Inflação 21,6% 17,6% 0% 0% Taxa Ano 0 - 2011 Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 Tx de crescimento estratégico 5% 5% 6% 9% 11% Tx crescimento do mercado 8,60% 8,60% 8,60% 8,60% 8,60% Tx de crescimento Total 13,6% 13,6% 14,6% 17,6%colocar no mercado, inicialmente local, terão um preço extremamente competitivo com boa margem para ajuste no mercado, mesmos que ocorram mudanças que force uma queda nos preços. Esta possibilidade ocorre em função do custo reduzido de produção devido às inovações a serem introduzidas. As estratégias de P ág in a5 marketing a serem desenvolvidas envolverão: demonstrar a qualidade do produto frente à concorrência; o fato de ser produzido localmente; que evita importação de matéria prima (cobre secundário) que o preço será competitivo; que os serviços de assistência técnica a serem disponibilizados serão de excelência; que o produto é fabricado com tecnologia ambientalmente e socialmente comprometidos. 2.2. Missão Estratégica “Desenvolver e explorar comercialmente processos biohidrometalurgicos eficazes para o aproveitamento de matérias primas minerais regionais” 2.3. Visão Estratégica “Até 2015 ser referencial de excelência em tecnologia mineral de forma a promover a sustentabilidade da empresa e a de seus clientes no Vale do São Francisco” 2.4. Princípios Balizadores Satisfação do Cliente: Nosso trabalho deve ser permanentemente orientado para atender e superar expectativas dos nossos clientes. Qualidade: A qualidade das nossas ações, em todas os, níveis organizacionais, é condição básica para a continuarmos no negócio. Tecnologia: Devemos assegurar a atualização tecnológica da empresa e dos nossos serviços. Continuidade: A visão a longo prazo, deve prevalecer sobre resultados de curto prazo. Buscaremos desenvolver relações duradouras e em parceria com nossos funcionários, fornecedores e clientes. Lucro: É a real medida da eficácia do nosso trabalho e o seu reinvestimento será a base do nosso crescimento. Recursos Humanos: As pessoas são a nossa maior força. Devemos proteger o desenvolvimento profissional, o crescimento e a valorização dos nossos apoiadores. Responsabilidade Social: Ser útil à comunidade. Respeitar e fazer se respeitar o indivíduo, a sociedade e o meio ambiente. P ág in a6 2.5. Metas Estratégicas METAS DE DESENVOLVIMENTO Obter, em escala piloto, os parâmetros operacionais, (a partir da prática do processo de biolixiviação nas escalas anteriores - in vitro e semi-piloto) no que tange, principalmente, às variáveis que afetam a eficiência de extração de cobre (controle de temperatura, potencial hidrogeniônico, potencial redox, vazão de irrigação, taxa de aeração, concentração dos nutrientes, etc), visando ampliação para etapa de produção que culminará na biolixiviação e conseqüente produção de defensivos agrícolas cúpricos; (No primeiro Ano) Projetar e implantar, de forma otimizada uma unidade de produção de sais de cobre a partir das lixívias do processo de biolixiviação. (Até o segundo ano) Estabelecer escopo para elaborar projeto de engenharia para uma pequena planta com capacidade para 2000 t/ano de formulados fúngico cúprico e outros sais de cobre supracitados de igual abrangência. (Até segundo ano) Implantar unidade industrial própria para processamento de concentrado de flotação de sulfetos de cobre objetivando produzir fungicidas a base cobre(II) (defensivos agrícolas) e outros sais supracitados de igual abrangência; (Até terceiro ano) Buscar atrair a atenção de outros possíveis interessados na aplicação da tecnologia. (Até o segundo ano) Para atingir os objetivos mais amplos do projeto serão cumpridas as seguintes etapas, como mostrado na figura 04: Fase I – Unidade piloto com colunas de 4 metros; Fase II – Unidade semi- industrial; Fase III – Unidade Industrial; Fase IV – Difusão e comercialização da Tecnologia. Fig. 4 – Cronograma das fases do projeto global Total (meses) 12 250 12 3500 Fase III - Unidade Industrial (1000 t/ano de metal equivalente). 12 13000 Fase IV - Difundir e comercializar a tecnologia 12 1000 Total 17750 Ano 4 T ri m . 1 T ri m . 2 T ri m . 3 T ri m . 4 Tempo R$ x 1000 Ano 2 T ri m . 1 T ri m . 2 T ri m . 3 T ri m . 4 Ano 3 T ri m . 1 T ri m . 2 T ri m . 3 T ri m . 4 Fase I - Unidade Piloto Fase II - Unidade semi-industrial FASES - Projeto Biolixiviação de Sulfetos de Cobre Ano 1 T ri m . 1 T ri m . 2 T ri m . 3 T ri m . 4 P ág in a7 2.6. S.W.O.T. Estratégica Oportunidades Ameaça A M B IE N T E E X T E R N O Subsídios e apoio governamental a empresas de Pequeno Porte (PRIME, PAPPE) Sem concorrência local (Petrolina – PE, Juazeiro – BA) Baixo investimento inicial Centros de pesquisa e apoio na região – UNIVASF, SENAI, SEBRAE. Instituições de ensino profissionalizante Instituições de ensino superior Perspectiva de melhor política tributária Disponibilidade de meios de divulgação à sociedade dos benefícios relacionados Disponibilidade de fontes de cobre; Mudança no marco regulatório permitindo importação de sais não formulados do Mercosul; Queda de isenções fiscais; Financiamento safra, por parte das multinacionais produtoras de insumos. Restritas linhas de crédito, nos Bancos. Baixa qualidade de serviços terceirizados Excessiva carga tributária Diminuição do poder aquisitivo do produtor rural Quebra de paradigmas estabelecidos em relação à inserção e posicionamento de uma empresa com filosofias diferenciadas no ramo industrial. Natural resistência da sociedade a mudanças no conceito de prestação de serviços; Prazo reduzido para estruturar capacidade produtiva; Possibilidade de entrada de empresas concorrentes fortes de outras regiões. Forças Fraquezas A M B IE N T E I N T E R N O Acesso a conhecimentos especializados Reconhecimento do nosso capital humano no segmento-alvo de mercado Eficiência da Gestão Administrativa da BHS. Know how na produção e obtenção de lixivias de cobre (BHS); Condições de buscar recursos para estruturar uma unidade para 200 t/ano de sais; Possibilidade de inovar (logística e processos) e obter ganhos em custos (Biolix e processo BHS). Pequeno Capital Inexperiência operacional em gestão de fábrica P ág in a8 Ambiente Externo Impactos sobre o Negócio Variável Ambiental Ameaças Oportunidades Econômica Um concorrente mais afirmado no mercado com o mesmo preço que o nosso. Uma crise econômica que reduza o poder aquisitivo dos clientes em potencial. Não existem empresas produtoras de defensivos em Petrolina. Há demanda por serviços e produtos que ofereçam alternativas qualitativas e sustentáveis de satisfação às necessidades dos produtores dado o custo dos produtos atualmente ofertados. Tecnológica A tecnologia está em constante mudança; assim sendo, os serviços que disponibilizamos, devem estar aptos a acompanhar esta mudança. Um diferencial de nossa empresa é sua atuação com base em inovações tecnológicas, sua gestão, serviços e produtos estão atualizados em relação às novas tecnologias. As habilidades gerenciais estão sintonizadas com avanço tecnológico. Cultural O hábito de uso e aquisição de produtos no formato atual esta muito enraizada na cultura do agricultor do nosso país. A diversidade de opções que as empresas dispõem para a redução de custo da distribuição é limitada. A conscientização bem fundamentada e sensibilização de que a transferência de responsabilidade na garantia da efetividade do produto darão sustentação e vantagens competitivas a nossa organização, diante da possibilidade de usufruírem da tranquilidade de se concentrarem suas preocupações apenas em suas atividades principais. Demonstrar e desenvolver a necessidade dos produtores, convencendo-os a utilizarem19,6% Mercado Ano 0 - 2011 Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 Mercado - em Ton 312,5 339,375 368,56125 400,2575175 434,679664 472,0621151 Mercado - em R$ R$ 5.312.500,00 R$ 6.080.921,25 R$ 6.960.490,02 R$ 7.967.283,14 R$ 9.119.702,85 R$ 10.438.813,14 Produção Ano 0 - 2011 Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 Produção Ano - Ton 46,155 50,12433 58,43759756 76,50362086 92,52417456 Produção Mês - Ton 3,84625 4,1770275 4,869799796 6,375301739 7,71034788 Produção Dia (útil)- Kg 17,48295455 18,98648864 22,13545362 28,97864427 35,04703582 Vendas Ano 0 - 2011 Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 Receita Ano R$ 413.502,65 R$ 570.311,12 R$ 817.825,64 R$ 1.128.472,47 R$ 1.438.483,25 Receita Mês R$ 34.458,55 R$ 47.525,93 R$ 68.152,14 R$ 94.039,37 R$ 119.873,60 % - anual sobre o Mercado 6,800% 8,194% 10,265% 12,374% 13,780% Preço do médio do Mercado R$ 17,00 Inflação Média prevista - IPCA 5,4% 312,5 Toneladas/ano 5,3 milhões de reais em vendas com esse tipo de fungicida. Gráficos R$413.502,65 R$570.311,12 R$817.825,64 R$1.128.472,47 R$1.438.483,25 Ano 0 - 2011 Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 Receita Ano P ág in a6 3 9. Marketing Tático 9.1. Produto 9.1.1.Características O fungicida formulado pela BHS servirá para a proteção das culturas agrícolas. É um composto químico sintetizado, utilizado para eliminar pragas que atacam as culturas agrícolas. O produto que a empresa irá colocar no mercado, inicialmente local, terá um preço extremamente competitivo com boa margem para ajuste no mercado, mesmos que ocorram mudanças que force uma queda nos preços. Esta possibilidade ocorre em função do custo reduzido de produção devido às inovações a serem introduzidas. Nosso diferencial competitivo será o custo. Este diferencial será viabilizado em virtude do processamento do cobre a partir da fonte mineral do metal de propriedade da Mineração Caraíba, da qual será adquirido a matéria prima. Esta estratégia corta caminho na cadeia produtiva, com ganhos em termos econômicos, e, sobretudo, ambientais. Atualmente os fungicidas cúpricos são obtidos da dissolução de sucatas metálicas, muitas vezes importadas. Outra via é aquela em que o cobre sai do nordeste é transformado em metal, vai para o sudeste, vira bens como tubos e fios, é sucateado, é solubilizado com ácido, e em seguida formulado em fungicidas. O produto da BHS visa também inovar com a obtenção de insumos (lixívia de cobre) para produção de defensivos a base de cobre, a partir de sulfeto mineral, através de uma tecnologia inovadora (biotecnologia), ambientalmente amigável, de baixo custo de capital possibilitado também pelo uso de um processo diferenciado de obter sais de cobre com insumos de baixo custo Outros sub-produtos poderão ser obtidos: Adicionalmente, temos a obtenção de subprodutos como pigmentos à base de ferro (ex. goetita – FeOOH) e sulfato de cálcio. Outro ganho que pode ser significativo é a possibilidade de incentivos fiscais. 6,800% 8,194% 10,265% 12,374% 13,780% Ano 0 - 2011 Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 % - anual sobre o Mercado P ág in a6 4 Porém especificamente sobre o produto da BHS podemos definí-lo Nova estratégia para produção de fungicida cúprico - O processo convencional parte da sucata metálica – o processo preconizado parte da fonte mineral do metal, obtenção da lixívia de cobre, conversão da lixívia em sais de cobre e formulação de um fungicida. Este é um fungicida cúprico à base de oxicloreto de cobre, sob a forma de pó molhável, obtido pelo processo de oxidação do cobre metálico. É um produto super fino e de baixa densidade, o que garante alta dispersabilidade e suspensibilidade. 9.1.2.}Bens facilitadores e de suporte Estratégias de parceria com as revendas serão realizadas afins de utilizar a potencial e especializada mão-de-obra dos técnicos que trabalham nas revendas, para assessorarem os produtores na utilização do produto, além destes os clientes poderão contar com a utilização dos representantes da BHS que serão profissionais especializados no produto em gestão de processos agrícolas. 9.1.3.Níveis de produto O principal beneficio central do produto é o controle de fungos nas plantas, o produto básico é um Pó molhável com mais ou menos 1KG e de cor Azulada. 9.1.4.Análise de benefícios Os consumidores buscarão o produto da BHS devido principalmente ao seu baixo custo e alta qualidade, além de estar associado finamente com as novas politicas de redução de impacto ambiental e redução de impacto com a utilização de Agrotóxicos ao homem e a natureza. 9.1.5.Marca Ver em anexo Manual de Marca 9.1.6.Designer O designer do produto foi desenhado respeitando as normas de manipulação de produtos Agrotóxicos e estão coerentes com os produtos existentes no mercado – Ver Anexo. 9.1.7. Rótulos As normas sobre rotulagem, bula ou folheto complementar para agrotóxicos e afins relativos a proteção da saúde humana devem obedecer a Seção I, Artigo 38, item III, do Decreto no 98.816, de 11 de janeiro de 1990. – VER ANEXO os modelos projetados As frases padronizadas que devem constar dos rótulos e dos folhetos ou bulas dos agrotóxicos quanto às precauções de uso, recomendações gerais, indicações de risco, advertências específicas, primeiros socorros, antídotos, tratamentos e informações para uso médico no que diz respeito a saúde humana devem ser estabelecidas segundo os seguintes critérios: I - Rótulo - as informações referentes à saúde deverão estar contidas na coluna à direita e conter P ág in a6 5 informações objetivas em linguagem simples, a respeito da formulação do agrotóxico com ênfase em: 1. Recomendações, escritas em caixa alta, especificando os cuidados a serem tomados, tendo em vista o maior risco toxicológico do produto, estarão contidas no interior de um retângulo em destaque no rótulo. 2. Uso do equipamento de proteção individual durante a manipulação dos agrotóxicos, especificado para as seguintes atividades: "antes da aplicação", "no manuseio, durante a preparação da calda", "na aplicação propriamente dita", "depois da aplicação", no "descarte dos rejeitos contaminados", e "na reentrada nas áreas tratadas". As informações do item anterior serão escritas de forma clara e objetiva contidas sob os seguintes ítens: "PRECAUÇÕES GERAIS" - referentes às atividades antes da aplicação; "PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA"; "PRECAUÇÕES DURANTE O USO"; e "PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO". Os itens citados serão escritos em caixa alta. 3. Informações relativas aos cuidados com a saúde humana colocados no interior de um retângulo, em destaque, salientando os seguintes aspectos: 3.1 "PRIMEIROS SOCORROS" salientando a via de risco, como também os principais cuidados a serem tomados em caso de acidente; 3.2 "TRATAMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA" explicando de maneira concisa as principais informações terapêuticas dirigidas ao médico; 3.3 "ANTÍDOTO" citando o antídoto específico e as recomendações favoráveis ou contrárias a respeito dos antídotos comumente utilizados; 3.4 "TELEFONES DE TRÊS DÍGITOS" gravar o número do Centro de Informação Toxicológica da região e o telefone da empresa. 4. "PICTOGRAMAS": deverão ser estampados os pictogramas correspondentes às principais recomendações de saúde, de acordo com o item III, do Artigo 39, do Decreto no 98.816, de 11 de janeiro de 1990.II - As bulas ou folhetos - além de todos os dados constantes do rótulo deverão conter as seguintes informações: 1. Mecanismo de ação,absorção e excreção para o ser humano. 2. Efeitos agudos e crônicos. 3. Efeitos colaterais. III - A empresa ficará com a responsabilidade de apresentar ao Ministério da Saúde os dados que serão incluídos no rótulo, bula ou folheto de todos os produtos agrotóxicos. P ág in a6 6 IV - Frases de advertência que poderão constar nos rótulos: Modos de Uso e Cuidados No geral os procedimentos de utilização do fungicida produzido pela BHS deverá seguir as orientações da Seção I, Artigo 38, item III, do Decreto no 98.816, de 11 de janeiro de 1990, e deverão ser apresentados da seguinte maneira: 1. PRECAUÇÕES GERAIS: - não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto. - não utilize equipamento com vazamento. - não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. - não distribua o produto com as mãos desprotegidas. 2. MANUSEIO DO PRODUTO: 2.1. Use Protetor Ocular: - o produto é irritante para os olhos. - se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente, VEJA PRIMEIROS SOCORROS. 2.2. Use máscaras cobrindo o nariz e a boca: - produto perigoso se inalado ou aspirado, - caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS 2.3 - Use Luvas de Borracha: - produto irritante para a pele. - ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS. 2.4 - Ao abrir a embalagem, faça de modo a evitar respingos: - use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, óculos ou viseira facial, luvas, botas, avental impermeável e máscara apropriada. 3. APLICAÇÃO PROPRIAMENTE DITA: - evite o máximo possível, o contato com a área de aplicação. - o produto produz neblina, use máscara cobrindo o nariz e a boca. P ág in a6 7 - não aplique o produto contra o vento. - use macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga e botas. 4. PRECAUÇÕES APÓS APLICAÇÃO: - não reutilize a embalagem vazia. - mantenha o restante do produto adequadamente fechado em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. - tome banho, troque e lave as suas roupas. V - As informações relativas aos PRIMEIROS SOCORROS seguirão os seguintes padrões, obedecendo ao maior risco do produto, de acordo com as recomendações do fabricante. INGESTÃO: - provoque vômito e procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. - não provoque vômito, procure o médico, levando a embalagem, o rótulo, a bula ou receituário agronômico do produto. OLHOS: - lave com água em abundância e procure o médico levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. PELE: - lave com água em abundância e procure logo o médico, levando a embalagem, rótulo ou bula do produto. - lave com água e sabão em abundância e, se houver irritação, procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. 4. INALAÇÃO: - procure lugar arejado. - procure lugar arejado e vá ao médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico da produto. VI - Os pictogramas obedecerão as características estabelecidas a nível internacional e serão apresentados por ocasião da avaliação toxicológica. P ág in a6 8 9.1.8.Embalagem Os modelos de embalagem deverão seguir as especificações a seguir, - Ver imagem em Anexo Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989 Dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências. Art. 1º - A pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, serão regidos por esta Lei. Art. 2º - Para os efeitos desta Lei, consideram-se: I - agrotóxicos e afins: a) os produtos e os agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas e também de ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos; b) substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento; II - componentes: os princípios ativos, os produtos técnicos, suas matérias-primas, os ingredientes inertes e aditivos usados na fabricação de agrotóxicos e afins. As embalagens dos agrotóxicos e afins deverão atender, entre outros, aos seguintes requisitos: I - devem ser projetadas e fabricadas de forma a impedir qualquer vazamento, evaporação, perda ou alteração de seu conteúdo; II - os materiais de que forem feitas devem ser insuscetíveis de ser atacados pelo conteúdo ou de formar com ele combinações nocivas ou perigosas; III - devem ser suficientemente resistente em todas as suas partes, de forma a não sofrer enfraquecimento e a responder adequadamente às exigências de sua normal conservação; IV - devem ser providas de um lacre que seja irremediavelmente destruído ao ser aberto pela primeira vez. É proibido o fracionamento ou a reembalagem de agrotóxicos e afins para fins de comercialização, salvo quando realizados nos estabelecimentos produtores dos mesmos. P ág in a6 9 Para serem vendidos ou expostos à venda em todo território nacional, os agrotóxicos e afins ficam obrigados a exibir rótulos próprios, redigidos em português, que contenham, entre outros, os seguintes dados: I - indicações para a identificação do produto, compreendendo: a) o nome do produto; b) o nome e a percentagem de cada princípio ativo e a percentagem total dos ingredientes inertes que contém; c) a quantidade de agrotóxicos, componentes ou afins, que a embalagem contém, expressa em unidades de peso ou volume, conforme o caso; d) o nome e o endereço do fabricante e do importador; e) os números de registro do produto e do estabelecimento fabricante ou importador; f) o número do lote ou da partida; g) um resumo dos principais usos do produto; h) a classificação toxicológica do produto; II - instruções para utilização, que compreendam: a) a data de fabricação e de vencimento; b) o intervalo de segurança, assim entendido o tempo que deverá transcorrer entre a aplicação e a colheita, uso ou consumo, a semeadura ou plantação, e a semeadura ou plantação do cultivo seguinte, conforme o caso; c) informações sobre o modo de utilização, incluídas , entre outras: a indicação de onde ou sobre o que deve ser aplicado; o nome comum da praga ou enfermidade que se pode com ele combater ou os efeitos que se pode obter ; a época em que a aplicação deve ser feita ; o número de aplicações e o espaçamento entre elas, se for o caso; as doses e os limites de sua utilização; d) informações sobre os equipamentos a serem utilizados e sobre o destino final das embalagens; III - informações relativas aos perigos potenciais, compreendidos: a) os possíveis efeitos prejudiciais sobre a saúde do homem, dos animais e sobre o meio ambiente; b) precauções para evitar danos a pessoas que os aplicam ou manipulam e a terceiros, aos animais domésticos, fauna, flora e meio ambiente; P ág in a7 0 c) símbolos de perigo e frases de advertênciapadronizados, de acordo com a classificação toxicológica do produto; d) instruções para o caso de acidente, incluindo sintomas de alarme, primeiros socorros, antídotos e recomendações para os médicos; Recomenda-se que para o usuário leia o rótulo antes de utilizar o produto. Os textos e símbolos impressos nos rótulos serão claramente visíveis e facilmente legíveis em condições normais e por pessoas comuns. Fica facultada a inscrição, nos rótulos, de dados não estabelecidos como obrigatórios, desde que: I - não dificultem a visibilidade e a compreensão dos dados obrigatórios; II - não contenham: a) afirmações ou imagens que possam induzir o usuário a erro quanto à natureza, composição, segurança e eficácia do produto, e sua adequação ao uso; b) comparações falsas ou equívocas com outros produtos; c) indicações que contradigam as informações obrigatórias; d) declarações de propriedade relativas à inocuidade, tais como "seguro" , "não venenoso", "não tóxico"; com ou sem uma frase complementar, como: "quando utilizado segundo as instruções"; e) afirmações de que o produto é recomendado por qualquer órgão do Governo. Quando, mediante aprovação do órgão competente, for juntado folheto complementar que amplie os dados do rótulo, ou que contenha dados que obrigatoriamente deste devessem constar, mas que nele não couberam, pelas dimensões reduzidas da embalagem, observar-se-á o seguinte: I - deve-se incluir no rótulo frase que recomende a leitura do folheto anexo, antes da utilização do produto; II - em qualquer hipótese, os símbolos de perigo, o nome do produto, as precauções e instruções de primeiros socorros, bem como o nome e o endereço do fabricante ou importador devem constar tanto do rótulo como do folheto. Art. 8º - A propaganda comercial de agrotóxicos, componentes e afins, em qualquer meio de comunicação, conterá, obrigatoriamente, clara advertência sobre os riscos do produto à saúde dos homens, animais e ao meio ambiente, e observará o seguinte: I - estimulará os compradores e usuários a ler atentamente o rótulo e, se for o caso, o folheto, ou a pedir que alguém os leia para eles, se não souberem ler ; P ág in a7 1 II - não conterá nenhuma representação visual de práticas potencialmente perigosas, tais como a manipulação ou aplicação sem equipamento protetor, o uso em proximidade de alimentos ou em presença de crianças; 9.2. Ponto 9.2.1. Canais de distribuição As vendas se darão através de uma forma mista entre Venda direta (cliente finais) e Revenda (clientes intermediários), as vendas diretas virão atender apenas a clientes que se organizarem para comprar na modalidade de compra coletiva, Associações, Cooperativas, Clubes de compras ou grandes clientes, as Revendas atenderão os consumidores individuais ou de pequenos portes. A venda direta será realizada apenas em grandes volumes para respeitar a autonomia de mercado das revendas, não gerando assim concorrência com as mesmas. Para atender a essas duas demandas serão disponibilizados uma estrutura que compreenderá de veículos e pessoas para realizarem as entregas, gerando maior comodidade aos clientes. 9.2.2. E-business Haverá um canal E-commerce disponibilizado para as os clientes que optarem pelo sistema de compra eletrônica no site da BHS o cliente terá uma senha de acesso, para que em uma área privada, possa gerar seus pedidos e recebe-los automaticamente. Além da praticidade, dessa modalidade de venda, a BHS disponibilizará mais uma opção de compra ao cliente, segura e rápida e totalmente alinhada às novas modalidades de gestão comercial. Porém, ainda pensando na adaptabilidade a BHS manterá os modelos tradicionais de Venda, com representante, para garantir aos que clientes que por opção ou inadequação se mantém fora do ciclo tecnológico, possam adquirir seus produtos. 9.2.3. Relacionamento com Canais A estratégia de venda inicial utilizada será a Pull (que estimula o consumidor a comprar), como visto na analise do ambiente há ainda um vasto mercado para os produtos amigavelmente ambientais. Produtos esses que podem ser usado sem a mesma restrição dos produtos químicos, logo a estratégia de comercialização da BHS será a de estimular a o consumo do fungicida, dentre os clientes finais. Porém não haverá simplesmente Modelo 1: produção, estocagem e venda. Haverá Modelo 2: um relacionamento a montante, produção, estocagem e venda! Ou seja no modelo 1 os custos de estocagem podem comprometer a estrutura de custo do produto, seu preço de venda e consequentemente a sua competitividade no mercado, visto que a produção para estocagem não garante a venda, enquanto no modelo 2 o relacionamento a montante que a BHS terá com seus clientes ou principais clientes, lhes dará informações precisas sobre a produção do cliente o que por conseguinte balizará a sua própria produção, dando condições de realizar sua estocagem com um menor tempo, pois saberá dados reais de uma provável demanda. P ág in a7 2 9.2.4. Logística de mercado Processamento de pedidos O processamento de pedidos, se dará de duas maneiras: através do canal E-commerce (pelo site da empresa) e do contato através do representante da empresa. Pelo site o pedido será processado, também pelo representante e encaminhado ao PCP (Planejamento e Controle da Produção) e presencialmente o representante visitará regularmente, baseado em seu calendário ou no calendário do cliente de compras. Em tais visitas com um dispositivo móvel registrará o pedido do cliente, essa forma de atuação de venda presencial, poderá ser substituída a médio prazo por ligações aos clientes (revendas), visto que apenas para tirar pedidos de um produto, não é necessário a presença do vendedor, os dispêndios com transporte de vendedor poderão ser direcionados à estímulos de compra nos consumidor finais, que indiretamente procuraram as lojas credenciadas para a compra do produto. Resumindo os clientes terão três maneiras de realizarem seus pedidos: Pelo site, pelo telefone e por visitas do representante. Armazenagem Devido a distribuição ser a nível regional e a estratégia de venda ser do tipo Pull o processo de Armazenagem será de pequena duração. A BHS utilizará o potencial de armazenagem de suas revendas e de seus clientes. Seu processo de armazenamento será de curto prazo, como visto o sistema Pull , apesar de ter a características de: produção e depois venda, o que geraria níveis de estoque, essa estratégia de vendas será alinhada com um continuo estudo da produção dos clientes, afim de projetar uma melhor demanda do produto em níveis de volume e períodos de utilização o que garantiria pequenos períodos de estocagem. Transporte O transporte será realizado pela BHS até os consumidores, e o frete estará embutido no preço do produto. Cuidados como a utilização de EPI e sinalizações no veiculo deverão ser tomados já que o se trata de um produto com algum grau de toxidade. 9.2.5. Previsão de Vendas Previsão da distribuição das vendas está descrita nas tabelas abaixo. A BHS terá basicamente dois canais de distribuição os já debatidos clientes finais e as revendas. Acredita-se que as vendas pelas revendas possa atingir o percentual de 60% pois elas atenderam basicamente os pequenos produtores que não participam de grupos de compras, estes como vimos na análise do ambiente externo representam cerca de 80% do perfil dos produtores. P ág in a7 3 Volume de Vendas Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 Venda Ano - Ton 46,155 50,12433 58,43759756 76,50362086 92,52417456 Venda Mês - Ton 3,84625 4,1770275 4,869799796 6,375301739 7,71034788 Receita de vendas Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 Receita Ano R$ 413.502,65 R$ 570.311,12 R$ 817.825,64 R$ 1.128.472,47R$ 1.438.483,25 Receita Mês R$ 34.458,55 R$ 47.525,93 R$ 68.152,14 R$ 94.039,37 R$ 119.873,60 Vendas por Canal de Distribuição – Volume Ton. Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 Cliente Final - Compras coletivas - 40% 18,46 20,05 23,38 30,60 37,01 Revendas - 60% 27,69 30,07 35,06 45,90 55,51 Vendas por Canal de Distribuição - Receita Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 Cliente Final - Compras coletivas - 40% R$ 165.401,06 R$ 228.124,45 R$ 327.130,26 R$ 451.388,99 R$ 575.393,30 Revendas - 60% R$ 248.101,59 R$ 342.186,67 R$ 490.695,38 R$ 677.083,48 R$ 863.089,95 Há ainda uma previsão de picos de vendas entre os meses de Dezembro a Maio períodos esses de chuva, bem como nas fases fenológicas Repouso, Poda, Brotação, Emissão de Cachos, Pré- Flora, certamente nesses períodos haverão maiores demandas. Neste momento é difícil a previsão exata visto que os produtores não iniciam a sua produção no mesmo período e sobretudo existem mais de uma variedade de Uva. Porém como o maior foco dos produtores é o período de Setembro, período este que a janela das exportações está aberta. Logo além do período chuvoso espera-se que os três meses antecessores ao período de exportação a demanda seja maior também. P ág in a7 4 9.3. Promoção Propaganda Promoção de Vendas Relações públicas Vendas Pessoais Marketing direto Anúncios impressos- Tem que saber formato,páginas e quantidade. Prêmios e Presentes- que tipo?varia muito Apresentações de vendas- Catálogos- Anúncios eletrônicos- Pra mandar por panfleto virtual 275,00 reais e se for patrocínio em sites cada um tem seu valor. Amostragens Palestras-Entre 1.000 a 5.000 Reuniões de vendas Malas diretas Embalagens externas-Depende do formato e quantidade. Feiras setoriais- Entre 5 a 45 mil reais. Seminários Idem acima Programas de incentivo- Idem acima, trabalha-se com percentual. Telemarketing Encartes da embalagem-Idem acima Exposições-Idem acima Relatórios anuais- Amostras Vendas eletrônicas Filmes- Documentário?Vts de 30”,15” ou 45”? Demonstrações Doações- A empresa estipula um valor ou percentual Feiras e exposições Vendas por meio da televisão Manuais e brochuras- Esse passarei o valor. Programas de fidelização- Cartão fidelidade? Patrocínios - Depende do evento, varia entre 400 a 40.000 Mala direta Cartazes e folhetos-Vou pegar o valor Publicações E-mail Catálogos-Quantidade de folhas e formato do catálogo, tipo de papel, Relações com a comunidade Reimpressão de anúncios- Lobby P ág in a7 5 Outdoors- cada um seu custo sai a 540,00 reais sem aplique. Mídia de Identificação- 5.000 Painéis- Depende formato e tamanho,painéis para o que? Revistas ou jornal da empresa- Cada um tem seu valor que vai de 350,00 a 1.000, depende se for página inteira,dupla,1/2 página,rodapé,capa,contra- capa. Display nos pontos de vendas- Idem, formato e tamanho Eventos- Destina-se entre 1.000 a 10.000, depende do foco da empresa Símbolos e logotipos- 1,800 P ág in a7 6 9.3.1. Público Alvo Os detalhes sobre os dois públicos já foram abordados na seção. 9.3.2. Agência de propaganda Os serviços Publicidades serão terceirizados por empresas locais, que estejam alinhadas com as estratégias da BHS. Atualmente as agências de Petrolina – PE têm um preço médio de R$ 1.500,00 mensal para a o acompanhamento e criação de peças. 9.3.3. Mídia O Objetivo da mídia no primeiro ano será solidificar a marca da empresa e do seu produto, ressaltando sobremaneira o seu caráter inovador, e fazer melhores recomendações de utilização do produto, afim de garantir a melhor receptividade dos consumidores para o produto da empresa, essa ação terá duração de até dois anos, a partir do terceiro ano o objetivo da mídia será manter a marca e incentivar o aumento do volume utilizado por Agricultor. A frequência de emissão de mensagens nos meios de comunicação nos dois primeiros anos deverá se adequar a seguinte tabela: Propaganda Frequênci a Promoção de Vendas Frequênci a Relações públicas Frequênci a Marketing direto Frequênci a Anúncios eletrônicos Bimestral Feiras Setoriais Semestral Palestras Semestral Malas diretas Bimestral Cartazes e Folhetos Trimestral Demonstraçõ es Bimestrais Seminários Semestral Telemarketing Mensal Outdoors Bimestral Doações Bimestrais Vendas eletrônicas Mensal Display nos pontos de vendas Mensal Revistas ou Jornal Bimestrais Vendas por meio da televisão Bimestral Eventos Mensal E-mail Mensal Lobby: com Técnicos Mensal Vendas por meio da rádio Mensal P ág in a7 7 A estratégia e venda será a utilização dos principais canais de comunicação utilizados pelos produtores e revendas, como visto na análise do ambiente do consumidor: Técnicos lojistas e Televisão, Rádio FM. Utilizar ainda a estrutura das lojas de revenda para expor Displays, como visto os principal meio de atualização sobre as novidades de produtos é o Técnico lojista, as estruturas das revendas por si só já será um excelente meio de comunicação. Para esse biênio é estimado um custo total de R$ 80 mil reais a ser distribuído na seguinte proporção: Promoção de Vendas % Propaganda % Relações públicas % Marketing direto % Feiras Setoriais 8 % Anúncios eletrônicos 5% Palestras 2% Malas diretas 5% Demonstrações 2 % Cartazes e Folhetos 10% Seminários 2% Telemarketing 5% Outdoors 8% Doações 3% Vendas eletrônicas 5% Display nos pontos de vendas 2% Eventos 3% Revistas ou Jornal 8% Lobby: com Técnicos 5% Vendas por meio da televisão 10% E-mail 2% Vendas por meio da rádio 15% 10% 25% 15% 50% P ág in a7 8 Propagand a Frequência Promoção de Vendas Frequência Relações públicas Frequência Vendas Pessoais Frequência Marketin g direto Frequência Anúnc. Impressos Bimestral Prêmios e Presentes Anual Palestras Trimestral Apresentaçõe s de vendas Mensal Malas diretas Bimensal Anúnc. Eletrônicos Bimestral Amostragens Mensal Seminários Trimestral Reuniões de vendas Mensal Telemark eting Mensal Embalagen s Anual Feiras setoriais Semestral Relatórios Anuais Anual Programas de incentivo Mensal Vendas eletrônica s Mensal Encartes da embalagem Anual Exposições Semestral Doações Bimestral Amostras Mensal Vendas pela Televisão Trimestral Filmes Semestral Demonstraçõ es Trimestral Patrocínios Semestral Feiras e exposições Trimestral E-mail Bimestral Manuais e Brochuras Anual Programas de fidelização Mensal Relações com a comunidade Trimestral Vendas pelo Rádio Mensal Cartazes e folhetos o valor Bimestral Lobby Bimestral Outdoors Semestral Revistas ou Jornal da empresa Trimestral Display nos pontos de vendas Bimestral Símbolos e logotipos Anual P ág in a7 9 Estas ações se referem aos terceiro, quarto e quinto ano, as frequências de utilização dessas ferramentas se estabilizam e atingem a regularidade apontada a cima. Valor necessário:R$ 80 mil para os três anos(3º ano, 4º ano e 5º e último ano), este valor será o mesmo montante que o utilizado nos dois primeiros anos, isso porque nos dois primeiros anos de lançamento o esforço de marca será maior, pois a empresa não tem alicerces publicitários formados, logo proporcionalmente para os próximos três anos, proporcionalmente, será necessário um esforço menor, já que muitas peças já estarão criadas, agências já estarão com contratos firmados e muitas peças apenas serão reimpressas. Por tanto, abaixo está o quadro da distribuição da verba de marketing. Para médio (3 a 4 anos) e a longo prazo (5 anos). Propaganda % Promoção de Vendas % Relações públicas % Vendas Pessoais % Marketing direto % Anúnc. Impressos 5% Prêmios e Presentes 1% Palestras 1% Apresentações de vendas 1% Malas diretas 3% Anúnc. Eletrônicos 3% Amostragens 1% Seminários 1% Reuniões de vendas 1% Telemarketin g 5% Embalagens 5% Feiras setoriais 1,5% Relatórios Anuais 1% Programas de incentivo 2% Vendas eletrônicas 3% Encartes da embalagem 5% Exposições 2% Doações 2% Amostras 3% Vendas pela Televisão 17% Filmes 1% Demonstrações 1% Patrocínios 3% Feiras e exposições 3% E-mail 2% Manuais e Brochuras 1% Programas de fidelização 1,5% Relações com a comunidade 1% Vendas pelo Rádio 10% Cartazes e folhetos o valor 5% Lobby 2% Outdoors 3% Revistas ou Jornal da empresa 1% Display nos pontos de vendas 1% Símbolos e logotipos 1% 30% 8% 12% 10% 40% P ág in a8 0 Tabela: Orçamento 9.3.4. Promoção de vendas Tem por objetivo de comunicação que ações de curto prazo, visando promover um produto e estimular a ação de compra/venda por parte dos produtores rurais, podendo atuar como apoio às outras estratégias ou isoladamente, funcionando como solução para inúmeros problemas surgidos no marketing mix. Tem por objetivo estimular a comercialização (compra e venda) do Fungicida. Será dirigida as revendas e especialmente aos produtores rurais da cidade de Petrolina-PE Será realizada utilizando os meios de comunicação primordialmente utilizados pelos produtores (como visto anteriormente) e principalmente no PDV das revendas, local muito frequentado pelos mesmos. As atividades promocionais serão, predominantemente a curto prazo, tanto porque o período de utilização do fungicida depende da fase fenológica da planta, tanto para aproveitar a predisposição das compras que devem ser realizadas, porém essas ações deverão ser combinadas com ações de longo prazo, ou seja, um planejamento para fornecimento aos principais clientes. Dar destaque ao produto, disponibilizando ele, de forma gratuita, em revendas estratégicas. Item $ 000 % da receita líquida Propaganda R$ 20.000,00 25% Promoção de Vendas R$ 8.000,00 10% Relações Públicas R$ 12.000,00 15% Marketing Direto R$ 40.000,00 50% Total R$ 80.000,00 100% Item R$ 000 % da receita líquida Propaganda R$ 24.000,00 30% Promoção de Vendas R$ 6.400,00 8% Relações Públicas R$ 9.600,00 12% Vendas Pessoais R$ 8.000,00 10% Marketing Direto R$ 32.000,00 40% Total R$ 80.000,00 100% P ág in a8 1 Basicamente deverão ser realizadas três tipos de promoções com enfoques diferentes, a saber 1 – Promoção de produtos e serviços. É uma atividade comercial. Objetivo: É a ação promocional que tem como ponto central o produto a venda do Fungicida; será executada constantemente. 2 – Promoção de marca. Objetivo: A preocupação imediata não é a venda, mas colocar em evidência a marca. Ex.: patrocínios, participações em eventos diversos.; será executada nos dois primeiros anos da empresa com maior intensidade. 3 – Promoção institucional. Objetivo: Visa valorizar a imagem da empresa, sem manter uma relação direta com o bem que ela produz. Ex.: eventos culturais (exposições diversas, feiras, etc.). Mas a simples menção do nome já tem força de venda. Esses tipos de ações conforme o cronograma de mídia será executado com mais força entre o quarto e quinto ano. Algumas das ações podem ainda seguir o direcionamento descrito abaixo: DEMONSTRAÇÃO – É por meio dela que o consumidor tem seu melhor contato como o produto. A demonstração busca diretamente os sentidos do consumidor. Envolve treinamento de promotores, demonstradores e distribuição de amostras, folhetos. Como visto no cronograma de ações essa ação promocional está prevista trimestralmente e deverá ser alinhada junto com os técnicos agrícolas que trabalham nas revendas. OFERTA - A oportunidade especial de obter determinado item gratuitamente ou com bons descontos. Pode gerar interesse. Esse tipo de ação será melhor aplicado entre as Revendas e as Cooperativas Cadastradas, vale lembrar que a BHS terá como cliente as revendas de insumos agrícolas e as Cooperativas/Associações esse tipo de ação será melhor aplicada entre as Revendas e em termos de oferta ao cliente final ( Agricultores) a BHS poderá estimular as revendas com descontos, pra que essas repassem esses descontos em termos de ofertas aos clientes finais. AMOSTRA –A intenção da empresa é que, por meio da amostra o consumidor tenha contato com o produto e o experimente. Por meio da amostra a empresa pode fazer lançamento de produto, pesquisa de produto, banco de dados de clientes potenciais etc. Esta amostra pode ser distribuída através dos principais consultores agrícolas da região, bem como através das revendas, Displays com amostras, acessíveis, deverão ficar em locais estratégicos das revendas para facilitar e estimular o cliente final a pegar o produto. P ág in a8 2 PREÇO ESPECIAL – O preço é um dos determinantes do comportamento de mercado. Quase todos os produtos com preços rebaixados vendem mais. O “Preço Especial” deverá ser utilizado apenas em épocas de baixa do produto, que serão em períodos que a fase fenológica da planta não está necessitando e que porém pode ser utilizado o produto, ainda a médio prazo preços especiais podem ser aplicados à outros tipos de Culturas, para estimular também a sua utilização. DESCONTO – Consiste em redução de preços. O desconto deverá ser praticado em função do volume de compras dos clientes ou associados a uma regularidade de fornecimento – contrato pré- definido. CONCURSO – Os cursos ou “dia de campo” deverá ser realizado em parceria com consultores que forem referência na cidade para que seja alinhada a credibilidade deste consultor, bem como a exposição na prática do produto. BRINDE – É um objeto (lápis, caneta, boné, camiseta, agenda, régua ...), geralmente de pequeno valor, onde aparece estampado o nome da empresa ou a marca do produto que o está oferecendo. Deverá ser utilizado e distribuído nos eventos organizados ou que a empresa esteja participando, sempre que a empresa expor sua marca externamente. 9.4. Preço O principal objetivo das políticas de preço tratadas doravante é ressaltar, através do preço, os pilares que garantem as forças da BHS descrita na S.W.O.T. e prevenir as ameaças descritas na S.W.O.T. Podemos ainda destacar que os objetivos secundários das estratégias de preço delineadas serão baseadas no pilares de: Em um período de curto prazo (Ano 1 e Ano 2): Participação no mercado: Visa a maior participação do mercado o preço será delineado utilizando a estratégia de preço baixo cerca de 50% do preço cobrado pelos concorrentes. Após esse período Maximização do lucro atual (em médio Ano 3 e Ano 4 e longo prazo Ano 5) ampliando para 70,3% do preço no mercado, possibilitando um preço abaixo e um lucro alto. 9.5.Estratégia de preços – Final O nível de preço final será Médio baseado no preço final praticado pelos concorrentes disto concluímos que o método de determinação no período de Curto prazo será o mercado e doravante a médio e longo prazoMercado + Markup da BHS + Markup das Revendas, no qual a empresa ajustará as suas margens de lucro com o que lhe for conveniente ou estratégico. P ág in a8 3 Abaixo tem-se a evolução do preço que sofrerá influência do preço da concorrência e o aumento real da inflação (IPCA) Preço do Produto Ano 0 - 2011 Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 Preço médio do Mercado R$ 17,00 R$ 17,92 R$ 18,89 R$ 19,91 R$ 20,98 R$ 22,11 Preço projetado R$ 8,96 R$ 11,38 R$ 13,99 R$ 14,75 R$ 15,55 % do preço da concorrência 50,0% 60,2% 70,3% 70,3% 70,3% Aumento real - Inflação 21,6% 17,6% 0% 0% No momento que este estudo estava sendo realizado (Ano 0) o preço médio praticado pelos concorrentes era de R$ 17,00 para o Ano 1 ano espera-se que o preço da concorrência seja reajustado, no mínimo, com a inflação projetada o que daria um preço médio de R$ 17,92, o preço da BHS seria de 50% desse valor – R$ 8,96. Para o segundo ano projeta-se um preço médio para os produtos da BHS de 60,2% do preço da concorrência e um aumento real descontando a inflação de 21,6%. Para o terceiro ano um aumento marco de 70,3% do preço dos concorrentes, mantendo essa faixa entre o quarto e quinto ano e um aumento real entre o segundo e terceiro ano de 17,6%. Todos os preços da BHS já contemplam a inflação prevista pelo BACEN. 9.6.Controle de Preços Os percentuais de aumento de preço irão ocorrer como descrito no gráfico abaixo Os aumentos dos preços sofrerão influência do preço de mercado dos concorrentes, bem como da taxa de inflação. R$8,96 R$11,38 R$13,99 R$14,75 R$15,55 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 Ano 0 - 2011 Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 Preço projetado P ág in a8 4 O valor percentual do em relação ao preço da concorrência se dará da seguinte maneira 10.5.1. Margens de comercialização dos canais de Revenda O preço de Revenda do produto terá uma redução de 25% para as revendas para que essas possam ajustar o seu Markup e adequar o preço final conforme descrito acima, para as compras coletivas ou vendas diretas à grandes compradores o preço terá uma redução de 20%. 10.5.2. Descontos não promocionais Os descontos proporcionais terão seus cálculos baseados no volume de compra de um determinado cliente, porém essa pratica de desconto deverá ser aplicada apenas em épocas de pós safra de uma determinada cultura, ou das principais culturas existentes no Vale, para que o consumo do produto seja incentivado em períodos de baixa de demanda. 10.5.3. Condições de Pagamento O prazo de Pagamento máximo deverá ser de até 90 dias (30, 60 e 90 dias) com desconto de 10% para as compras à vista. 50,0% 60,2% 70,3% 70,3% 70,3% 0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 Ano 0 - 2011 Ano 1 - 2012 Ano 2 - 2013 Ano 3 - 2014 Ano 4 - 2015 Ano 5 - 2016 % do preço da concorrencianossos serviços e produtos será ação primordial. Marco regulatório ainda protetor - mercado fechado; Transgênicos reduz necessidades de defensivos orgânicos (classe I e II) e oportunizam maior demanda de inorgânicos (III e IV); Pressões ambientais para classe I e II; Mercado concentrador; Mercado importador; Continua a prioridade p/ produção de alimentos; Incentivos fiscais. P ág in a9 3. Marketing Estratégico A análise de externa foi dividida em três partes básicas: Mercado, Ambiente do Consumidor, Ambiente Concorrencial. O Mercado foi subdividido em: Agronegócio, Fruticultura, Fruticultura Irrigada, Agrotóxico, Fungicidas. O Ambiente do consumidor foi dividido em duas partes: Consumidor Intermediário e Consumidor Final. 3.1. Mercado 3.1.1. Agronegócio A importância do agronegócio no Brasil e no mundo É o segmento de maior valor econômico em termos mundiais sua importância varia para cada país. Em âmbito mundial o agronegócio em 1999 participou com US$ 6,6 trilhões, as projeções para o ano de 2028 é de US$ 10,2 trilhões e um crescimento de 1,46% ao ano. É muito importante observar a distribuição dos valores entre os segmentos que compõem o agronegócio, eles crescem de forma desproporcional: enquanto os segmentos de insumos e da produção agropecuária decrescem relativamente, os segmento e distribuição apresentam crescimento altamente positivo, segundo (ÀRAUJO, 2003) Abaixo vemos alguns números do IBGE sobre o agronegócio no Brasil no ano de 2009-2010 As exportações do agronegócio do Brasil totalizaram US$ 72,360 bilhões nos últimos 12 meses até setembro, um recorde para o período, com uma alta de 9,8% ante o período de outubro de 2008 a setembro de 2009. Com a força das exportações de açúcar e das carnes, o valor supera o recorde anterior em US$ 550 milhões, quando em 12 meses em 2008 as exportações somaram US$ 71,8 bilhões, antes que os efeitos da crise econômica internacional tivessem resultado na queda das exportações em 2009. O complexo soja (grão, farelo e óleo) liderou a exportação entre outubro de 2009 e setembro de 2010, com receita de US$ 16,43 bilhões, ante US$ 18,3 bilhões no mesmo período anterior, quando os preços estavam mais altos. As carnes aparecem em segundo lugar entre os principais produtos do agronegócio em 12 meses, com exportações de US$ 13,4 bilhões beneficiadas por bons preços, ante US$ 11,75 bilhões no período anterior. Os produtos do complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol) vêm em terceiro lugar, com vendas externas de US$ 12,7 bilhões em 12 meses, ante US$ 9 bilhões no mesmo período anterior. O Brasil P ág in a1 0 tem exportado volumes recordes de açúcar nos últimos meses, e os preços também têm se mantido em patamares historicamente elevados. Setembro 2010 As exportações do agronegócio totalizaram US$ 7,363 bilhões, o que representou crescimento de 28,1% em relação a setembro de 2009. "O valor exportado em setembro é recorde para meses de setembro e o segundo maior valor da série histórica." Segundo Ministério da Agricultura. O complexo sucroalcooleiro gerou receita de US$ 1,5 bilhão em setembro, contra US$ 1,05 bilhão no mesmo mês do ano passado - o Brasil exportou um volume recorde de açúcar em setembro. O complexo, soja somou US$ 1,44 bilhão, ante US$ 1,35 bilhão no mesmo mês de 2009. O valor exportado de soja em grãos aumentou 0,7% em relação ao valor registrado em setembro de 2009 (de US$ 817 milhões para US$ 823 milhões), enquanto a quantidade aumentou 9,7% e os preços foram 8,2% inferiores. As carnes renderam US$ 1,17 bilhão, ante US$ 1,02 bilhão em setembro de 2009. As exportações dos principais itens do setor apresentaram crescimento no período. As receitas da exportação de carne bovina in natura subiram de US$ 276 milhões para US$ 320 milhões, resultado de um incremento de 16,7% no preço médio e redução de 0,7% na quantidade embarcada. As receitas de exportação de carne de frango in natura também apresentaram crescimento (26,7%), o que resultou de preços mais elevados (6%) e expansão da quantidade (19,5%). As exportações de carne suína in natura aumentaram 8,5% em relação a setembro de 2009. Mais de R$300 bilhões significando mais de 30% do PIB. O agronegócio brasileiro tem grande importância na balança comercial, participando com 37% da pauta de exportações e sendo altamente superavitário. O agronegócio emprega 52% da população economicamente ativa 45% dos gastos das famílias brasileiras 45% deles são de produtos do agronegócio. A importância do Agronegócio no Brasil será melhor explorada no próximo tópico. A importância do agronegócio no Brasil Bacha (2004) nos diz que os dados das Contas Nacionais sobre a participação da agropecuária no PIB brasileiro só computam as atividades realizadas da “porteira para dentro”. Se for adotado o conceito de complexo agroindustrial, tem-se uma participação maior do Agronegócio. Para o autor o PIB é um fator importante na análise de importância do agronegócio no Brasil, mais também outros indicadores não podem ser esquecidos como P ág in a1 1 número de empregos gerados, saldo comercial e número de empresas. Tais conjuntos de indicadores dão à agropecuária e ao Agronegócio uma importância muitas vezes maior do que as vezes só considerar o PIB. Por exemplo dados do Anuário do Meio Rural de 2006 produzido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ( DIEESE) mostram que até 2004 houve no Brasil um crescimentos significativo do número de empregos gerados, no País, pela atividades Agrícolas no Brasil até 2004 ( Figura 1). Figura 1 Quanto ao papel da Agropecuária no desenvolvimento econômico, podemos destacar que segundo Bacha(2004) existem cinco contribuições fundamentais: Fornecer alimentos para a população total; Fornecer capital para a expansão do setor não agrícola; Fornecer mão-de-obra para o crescimento e diversificação de atividades na economia; Fornecer divisas para a comprar de insumos e bens de capitais necessários ao desenvolvimento de atividades econômicas. Constituir-se em mercado consumidor para os produtos do setor não agrícola. As funções podem-se acrescentar, no caso do Brasil, a importância da agropecuária em fornecer matéria-prima necessária ao processo de desenvolvimento industrial. A medida que cresce a população de um país, passa a ser função básica da agropecuária a provisão de alimentos às populações rural e urbana. Algumas outras funções também podem ser destacadas, por ser um setor de desenvolvimento inicial em uma economia, a agropecuária serve como fonte de capital para investimentos em outros setores, ela é em muitos países, fonte importante de geração de divisas devido as vantagens que apresenta no mercado internacional, devido ao número de pessoas que empregar constitui-se em mercado potencial para os bens industriais. P ág in a1 2 Descrição da estrutura de um sistema agroindustrial Visão sistêmica do agronegócio A visão (ou compreensão do agronegócio) de todos os componentes ou inter-relações é uma ferramenta fundamental para a formulação de políticas e estratégias com maior previsão e máxima eficiência. Podemos entender o agronegócio a partir de três setores: A montante da produção - Antes da porteira Produção agropecuária propriamente dita - Dentro (ou durante) da porteira A jusante da produção - Após a porteira A montante da produção: - fornecedores de insumos e serviços: máquinas, implementos, defensivos, fertilizantes, corretivos, sementes, tecnologia. É nessa etapa que se encontra localizada a participação da BHS, fornecendo os insumos. Produção agropecuária: Conjunto de atividades desenvolvidas dentro das unidades produtivas, envolve preparo e manejo de solos, tratosculturais, irrigação, colheita, criações e outras. A jusante da produção: São as atividades de armazenamento, beneficiamento, industrialização, embalagem, distribuição, consumo de produtos alimentares, etc. Dentro dessa concepção é importante observar que a BHS, não atuará apenas como uma fornecedora de produtos Agrotóxicos, ela estará inserida em uma contínua cadeia de produção, fornecendo e provendo soluções para que o desenvolvimento do meio agrícola, em que está se A MONTANTE Suprimento a produção agropecuária Produção agropecuária propriamente dita A JUSANTE Transformação Acondicionamento Armazenagem Distribuição Consumo Serviços complementares ( publicidade, bolsas de mercadorias, políticas publicas, etc). P ág in a1 3 insere, não venha a ser interrompido em suas atividades devido a problemas, causados pela má qualidade de seu produto, ou pela falta deste. Os primeiros trabalhos realizados na tentativa de se ter a concepção sistêmica foram realizados por John Davis e Ray Goldberg, da universidade de Harvard e publicados em 1957. Especificamente Ray Goldberg, em meados de 1968, nos apresentou o conceito de Commodity System Approach (CSA) “ todos os participantes envolvidos na produção, processamento e marketing de um produto especifico. Inclui o suprimento das fazendas, as fazendas, operações de estocagem, processamento, atacado e varejo envolvidos em um fluxo desde a produção de insumos até o consumidor final. Inclui as instituições que afetam e coordenam os estágios, tais como governo, associação sucessivos do fluxo do produto, tais como governo, associações e mercados futuros.” Em 1993 a Associação Brasileira de Indústria da Alimentação (ABIA, 1993) realiza diferenciações entre “Sistema Agroalimentar” (SAA) e “Sistema Agroindustrial Não Alimentar” - Sistema Agroalimentar: “é o conjunto das atividades que concorrem à formação e à distribuição dos produtos alimentares e, em conseqüência, o cumprimento da função alimentação” - Sistema Agroindustrial Não Alimentar: “é o conjunto das atividades que concorrem à obtenção de produtos oriundos da agropecuária, florestas e pesca, não destinadas à alimentação mas aos sistemas energéticos, madeireiro, couro e calçados, papel, papelão e têxtil.” Vantagens da visão sistêmica do agronegócio Compreender o agronegócio como sistema apresenta as vantagens: compreensão melhor do funcionamento da atividade agropecuária. Aplicação imediata para formulação de estratégias corporativas, vez que a operacionalização é simples e pode resultar m utilização imediata pelas corporações e governo Precisão com que as tendências são antecipadas Importância significativa e crescente do agronegócio, enquanto há declínio da participação relativa do produto agrícola comparado ao produto total. “ essa visão sistêmica do negócio agrícola – e seu conseqüente tratamento como conjunto - potencializa grandes benefícios para o desenvolvimento mais intenso e harmônico da sociedade brasileira. Para tanto, existem problemas e desafios a vencer. Dentre estes, destaca-se, o conhecimento das inter-ralações das cadeias P ág in a1 4 produtivas para que sejam indicados os requisitos para melhorar seus competitividade, sustentabilidade e equidade” RUFINO, 1999 A evolução dos estudos do agronegócio no Brasil Agribusiness Desenvolvido por dois professores Americanos da Universidade de Harvard (John Davis e Ray Goldberg) em 1957, eles definiram o conceito como: “... conjunto de todas as operações e transações envolvidas desde a fabricação dos insumos agropecuários, das operações de produção nas unidades agropecuárias até o processamento e distribuição e consumo dos produtos agropecuários ‘in natura’ ou industrializados” Só em 1980 que o termo começou a ter difusão, os primeiro movimentos organizados na difusão do termo se encontravam no sul do país (São Paulo, Rio Grande do Sul) foi nessa época que surgiu que surgiram as associações: Associação Brasileira de Agribusiness (Abag) e o Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial da Universidade de São Paulo (Pensa/USP). Outras instituições apoiaram o surgimento de movimentos de apoio nas décadas subseqüentes: Universidade de Ciências Agrárias – sobre a liderança da universidade Federal de Lavras (Ufla), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) – Resultaram na criação da Associação Brasileira de Administração Rural (Abar). Fabricação dos insumos Operações de produção nas unidades agropecuárias Processamentos Distribuição Consumo Esse conjunto de operações e transações pode ser definido como Agribusiness P ág in a1 5 Anos mais tarde o termo ganhou algumas tentativas de traduções para o português: complexo agroindustrial, cadeia agroeconômicas, e sistema agroindustrial. Somente em 1990 o termo agronegócio começou a ser utilizado e culminou na criação de cursos de nível de graduação. A importância da qualidade no Agronegócios. Crescente exigências dos consumidores e um conseqüente apoio do poderes públicos ditam as novas normas sobre a produção de alimentos de forma a garantir segurança alimentar aos consumidores. O conceito de segurança alimentar segundo Zylbersztajn (2000) nos esclarece que existe na literatura uma complexidade e diferenças culturais entre o termo. Para iniciarmos tomaremos como base a citação feita pelo referido autor de Smith (1988). “(...) segurança não é uma mercadoria que os consumidores de alimentos podem ir ao supermercado para comprar...antes, segurança é uma características das mercadorias e serviços que eles compram, e ela é uma característica extremamente cara e em alguns casos impossível de ser acessada” Isso elucida a questão de que a produção de alimentos com um alto padrão de qualidade esbarra no alto custo ou, ainda na presença de associadas não-desejaveis como dureza e coloração. A segurança alimentar, então poderia ser obtida pela conseqüência do crescimento da renda das famílias, concomitantemente com a oferta adequada de alimentos via aumento da produção Sintetizando Zylbersztajn podemos dizer que segurança do alimento significa a confiança do consumidor em receber um alimento que não lhe cause risco a saúde. Segundo o mesmo autor citando Frazão (1995) a segurança do alimento também se refere a uma alimentação saudável, rica em vegetais e frutas. É de suma importância a preocupação com a segurança alimentar visto que as principais doenças relacionadas com a alimentação assumem um papel de destaque, nos Estados Unidos as principais doenças são relacionadas ao alimentos. As abordagens relacionadas à segurança e à qualidade alimentar podem ser distintos dois importantes fatores: O primeiro é abordagem técnica - estudos técnicos visam detectar e mensurar a presença de substancias nocivas nos alimentos. Preocupação econômica – analisa a demanda ou quanto o consumidor está disposto a pagar por um produto seguro. A segurança alimentar vem ganhando importância nesses últimos tempos devido a alguns fatores tais como: Aumento da urbanização Crescente preocupação e consciência por parte do consumidor P ág in a1 6 Diminuição da renda gasta com alimentação Crescimento da introdução de novos produtos e processos (aditivos, conservante, engenharia genética, irradiação iônica, herbicidas, fármacos veterinário) Acirramento da concorrência-crescimento das barreiras não-tarifárias. Segundo Giandon (1994) apud Zylbersztajn (2000) as companhias tiraram seu foco da produção de alimentos e passaram a dar importância a qualidade do mesmo, o seja o foco não é mais somente no resultado e sim também na qualidade do processo, enfatizando o controle a cada ponto critico da produção, e de formasistêmica a preocupação foi estendida para a cooperação de todos os envolvidos na produção agroindustrial. Tais mudanças advêm seguramente da nova postura de consumo expressada pela exigente demanda. Sob uma ótica sistêmica Zylbersztajn (2000) nos mostra que o somatório de ações desempenhadas pelos agentes, monitorados pelo governo e sobre a pressão exercida pelos consumidores, que vai garantir a segurança sob o enfoque sistêmico. O autor sintetiza este processo na figura abaixo : “ a segurança do alimento necessita de uma coordenação vertical adequada para que melhor fluam as informações sobre as demandas dos consumidores para que os compradores consigam adquirir dos fornecedores produtos com as especificações, para melhorar o fluxo de bens e serviços e garantir o somatório de ações necessárias ao longo de todo o sistema agroalimentar” Assimetria de informação também é um outro assunto que merece ser destacado, substancias que podem acarretar perigo para saúde humana nem sempre podem ser visualizadas externamente em um alimento. Disto muitos produtores, considerados oportunistas se aproveitam para ganhar espaço no mercado com frutas “de boa qualidade”. A presença de contratos incompletos e de assimetria de informação, permitem ações oportunistas por parte dos agentes. Dela surge a necessidade de intervenções governamentais através de monitoramentos, pois segundo o autor “nem sempre o nível ótimo provado coincide com o nível ótimo social” Uma forma de evitar ou atenuar a ocorrência deste tipo de ação oportunista está na criação de marcas, padrões ou certificados que asseguram um padrão de qualidade ou de uma legislação mais rigorosa que puna e controle esse tipo de atitude. Zylberberstajn (2000) apresenta a padronização a certificação e a rastreabilidade como mecanismos que poderiam evitar os Insumos Agropecuária Indústria Distribuidor Consumidor P ág in a1 7 efeitos da assimetria de informação entre consumidores finais e o os demais membros da cadeia produtiva. O mesmo autor ainda continua dizendo que um sistema integrado também poderia diminuir o acumulo de assimetria de informação, diminuindo o numero de agentes intermediários. Um dos mecanismos importantes na garantia da segurança alimentar é a utilização de certificados de qualidade que surgem com uma alternativa para comprovar atributos intrínsecos como, sabor e textura, ausência de microorganismos e sem a modificação genética e não irradiados, e fazer com que consumidores fiquem mais seguros quanto ao seu consumo, principalmente se tratando de produtos básicos para a sobrevivência humana., os certificados não são apenas formas de garantir a qualidade dos produtos, mas também evitar ações oportunistas como foi citado anteriormente. O governo também exerce um papel imprescindível para se analisar a viabilidade e as consequências da introdução de programas e leis que impliquem em ganhos no nível de segurança, como por exemplo, o Código de Defesa do Consumidor, criado pela constituição de 1988, que rege os direitos e deveres do consumidor Brasileiro. Podemos ainda destacar algumas outras instituições Relacionadas com a qualidade e a segurança em alimentos Vigilância Sanitária: entidade responsável pela segurança do alimento no Brasil.Vinculada à agencia Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde. FAO: Food and Agriculture Organization, vinculada à Organização das Nações Unidas. OMS: Organização Mundial da Saúde ( Word Health Organization- WHO) OMC: Organização Mundial do Comércio . Zylberberstajn (2000), distribui por grau de autoridade as entidades P ág in a1 8 O mesmo autor apresenta alguns selos e certificados a plicados à segurança e a Qualidade dos alimentos: Processo (ISO): Internacional Standartisation Organization, fundada em 1947 com sede em Genebra, Suíça e no Brasil a entidade atual através da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). De conformidade: Garantem características especificas. Ex.: Selo INMETRO e Selo de Pureza ABIC. De qualidade em Alimentos: Label Rouge e SQF 2000 Ambientais: Garantem a produção ambientalmente limpa e sustentada. Ex.: Smart Wood/FSC. De origem em Alimentos: Garantem a origem do produto. Orgânicos: Garantem a não-utilização de produtos químicos durante a produção agrícola. Organização Mundial do Comércio (OMC) Organização Mundial da Saúde (OMS) Organizações Regionais Políticas de Segurança do Alimento Políticas de Saúde Pública Sistema Agroindustrial P ág in a1 9 3.1.2. Fruticultura A fruticultura é estratégica para o agronegócio brasileiro. Com um superávit de US$ 184,6 milhões em 2006, o setor e P ág in a2 0 P ág in a2 1 mprega atualmente mais de cinco milhões de pessoas e ocupa uma área de 3,4 milhões de hectares, segundo dados do Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF). Para cada US$ 10 mil investidos na atividade, é possível gerar três empregos diretos e dois indiretos. A produção de frutas permite obter um faturamento bruto entre R$ 1 mil e R$ 20 mil por hectare/ano. Hoje, as exportações de frutas, incluindo a laranja, são de cerca de 2,6 milhões toneladas/ano superando a casa dos US$ 2 bilhões. Graças ao nosso clima privilegiado, produzimos frutas em regiões temperadas ou tropicais. Além da diversidade climática, temos um solo fértil e água em abundância. Esses três fatores tornam intrínseca a vocação do Brasil para a fruticultura. Em conseqüência dessas vantagens naturais, temos uma produção variada capaz de atender a qualquer mercado. Somos um dos poucos países que podem, por exemplo, produzir maçãs e pêssegos nas áreas frias do sul, além de manga, uva, melão e mamão nas zonas de intenso calor do nordeste. O agronegócio brasileiro conta com uma eficiente, moderna e competitiva fruticultura. É o terceiro pólo mundial do setor, com produção anual de cerca de 38 milhões de toneladas. Em 2006, as vendas externas de frutas frescas (exceto laranja) alcançaram US$ 471,8 milhões, com aumento de 95% em comparação aos US$ 241 milhões de 2002. De janeiro a abril de 2007 houve um crescimento em torno de 50% no valor das exportações, comparando com o mesmo período do ano anterior, de US$ 102,3 milhões para US$ 150,1 milhões. O crescimento das exportações tem sido possível graças ao elevado padrão de qualidade da produção nacional, em atenção às exigências do mercado internacional. O mercado europeu, por exemplo, prevê o emprego de normas de sustentabilidade ambiental, de segurança alimentar, segurança e medicina do trabalho e de viabilidade econômica, mediante o uso de tecnologias não agressivas ao meio ambiente e ao homem. Essas questões foram bem abordadas na questões sobre segurança alimentar. Consciente disso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, juntamente com os produtores, está investindo em um sistema de cultivo de frutas de alto padrão de qualidade e sanidade. É o Programa de Produção Integrada de Frutas (PIF). Desde que foi implantada, a Produção Integrada de Frutas permitiu obter resultados importantíssimos em relação a todas as frutas contidas no Programa, com a racionalização média aproximadamente de 50% no uso de agrotóxicos. A cultura da maçã foi a primeira a ser implantado com selo de conformidade MAPA - Inmetro, na safra de 2002/3. A adesão ao sistema na safra 2005/6, foi de cerca de 70% da área plantada, o que corresponde a aproximadamente 22 mil hectares de maçã. Além da produção de frutas de alta qualidade e sanidade, o Ministério da Agricultura, em parceria com o Ibraf, no intuito de promover comercialmente a fruticultura no exterior, criou o programa ”Brasilian Fruit”, desenvolvido pela Agência de Promoção de Exportações (Apex). Alem de outras ações, o “Brasilian Fruit” prevê a participação da fruticulturanacional nas principais feiras mundiais do setor. Outras conquistas recentes da fruticultura brasileira no mercado internacional foram a criação de mecanismos técnicos para aceitação da manga pelos japoneses e do mamão pelos americanos. Os produtores e exportadores cada vez mais seguem o modelo de Produção P ág in a2 2 Integrada e, além dos sistemas convencionais de produção, têm feito parcerias com agricultores familiares, que recebem financiamento específico do Governo para este setor, viabilizando a inserção desse segmento de produtores no agronegócio. Diante dos excelentes resultados com o Sistema de Produção Integrada na Fruticultura, habilitando o País a ser um importante fornecedor internacional de frutas, o Ministério resolveu ampliar esse modelo também para outros produtos agropecuários. O Ministério da Agricultura também criou no ano 2004, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Fruticultura, órgão consultivo voltado à discussão de propostas de política públicas para o setor. Vemos a cima a pujança em uma cenário macro da fruticultura em um cenário nacional, veremos como se comporta a fruticultura no sub-médio do Vale do São Francisco, área que a BHS pretende atuar durante seus primeiros anos. Segundo CORREIA (2002)(Monografia sobre o VALE), o Vale do São Francisco produz uma diversidade de frutas tropicais tais como: banana, goiaba, coco, acerola, uva, melancia, melão, manga, mamão entre outras. A fruticultura irrigada do Pólo diferencia-se entre as áreas de agricultura familiar e as áreas de empresa. Segundo informações do DINC (20010) tem-se três grandes áreas irrigadas Distrito Irrigado Senador Nilo Coelho (6.398 lotes), Distrito Irrigado Projeto Maria Tereza (1.959 lotes), Distrito Irrigado Bebedouro (216 lotes), ficando as áreas distribuídas por porte da seguinte maneira: PEQUENO 86% MEDIO 12% GRANDE 2% Dristribução Nilo Coelho P ág in a2 3 Em relação a distribuição das culturas plantadas temos que a Uva representa 14% das culturas plantadas, a Manga representa 20% das culturas, a Goiaba representa 19%, a Acerola 13%, Banana 16%, Maracujá 2% e outras culturas 16%, conforme a tabela abaixo. Pode vê-se ainda como funciona a distribuição dessas culturas entre os três principais perímetros irrigados. Analisando a “Linha (%)” podemos ver a distribuição de uma determinada cultura em um determinado perímetro. PEQUENO 91% MEDIO 7% GRANDE 2% Distribuição Maria Tereza PEQUENO 100% MEDIO 0% GRANDE 0% Distribuição Bebedouro PEQUENO 87% MEDIO 11% GRANDE 2% Distribuição Geral P ág in a2 4 Nilo Coelho Maria Tereza Bebedouro Total Uva 865 254 99 1218 Coluna (%) 14% 13% 46% 14% Linha (%) 71% 21% 8% 100% Manga 1415 266 59 1740 Coluna (%) 22% 14% 27% 20% Linha (%) 81% 15% 3% 100% Goiaba 1245 410 9 1664 Coluna (%) 19% 21% 4% 19% Linha (%) 102% 34% 1% 100% Acerola 960 115 4 1079 Coluna (%) 15% 6% 2% 13% Linha (%) 79% 9% 0% 89% Banana 796 538 2 1336 Coluna (%) 12% 27% 1% 16% Linha (%) 65% 44% 0% 100% Maracujá 107 41 38 186 Coluna (%) 2% 2% 18% 2% Linha (%) 9% 3% 3% 100% Outras Culturas 1010 335 5 1350 Coluna (%) 16% 17% 2% 16% Linha (%) 83% 28% 0% 100% Número total de Lotes Irrigados 6.398 1.959 216 8.573 O Vale do São Francisco, que exportou no ano passado 78.404 toneladas de uvas e 107.812 toneladas de mangas, pretende aumentar até o ano de 2010 o volume das frutas comercializadas nos mercados interno e externo, além da identificação de novos mercados e da ampliação do número de propriedades certificadas. O crescimento ocorrido no pólo Petrolina - Juazeiro no Sub Médio do Vale do São Francisco ocorrido com a especialização na fruticultura irrigada, trouxe aumentos de produtividade, expansão da geração de empregos, aumento da renda per capita e modificação na distribuição de terras na região, influindo, implicitamente, no desenvolvimento. A reestruturação produtiva acarretada pela especialização da fruticultura irrigada, gerou mudanças nas bases técnica e cultural da produção na região, refletindo no processo de desenvolvimento econômico e social. O pólo acompanha a constante atualização das técnicas agrícolas, o uso de insumos modernos, máquinas e equipamentos ligados ao setor, buscando o aperfeiçoamento da eficiência para aumentar sua participação no mercado. A especialização na produção de frutas trouxe para a região uma cadeia produtiva complexa com características bem definidas, como a necessidade de mão-de-obra intensiva e qualificada para gerir pacotes tecnológicos impostos ao plantio, manejo, colheita, acondicionamento e comercialização da produção. E também, faz elos com interesses de agentes financiadores, agroindústrias e de demanda do mercado interno e externo, o que vem a contribuir diretamente para o desenvolvimento de inovações tecnológicas no meio produtivo do segmento. P ág in a2 5 A cultura de se produzir de forma adequada expandiu-se na região e criou um grande negócio que conseguiu atingir uma produtividade acima da média nacional em algumas culturas, atraindo investimentos e gerando empregos. A região foi beneficiada pelo aumento de empregos e pela qualificação imposta à mão-de-obra que trouxe ganhos qualitativos para os trabalhadores, como: o aumento de empregos permanentes, capacitação decorrentes de treinamentos em todas as fases de cultivo (pré e pós colheita), salários superiores aos dos trabalhadores rurais da região Nordeste e aumento do número de empregos com registro em carteira. Os empregos indiretos também apresentam aumentos devido à infra-estrutura montada na região para comportar o aumento dos negócios e da população, como hospitais, postos de saúde, escolas de capacitação técnica e agrotécnica, instituições de pesquisas, faculdades, aeroporto, ampliação do quadro industrial com agroindústrias, empresas fornecedoras de insumos, equipamentos, máquinas, entre outros que ampliaram a geração de empregos. Contudo, os custos da fruticultura, devido à complexidade do processo produtivo e da necessidade de modernização constante, fez com que haja uma seleção natural dos produtores mais dinâmicos e empreendedores, diminuindo as áreas de plantio de pequenos produtores do pólo e a expansão de áreas de empresas instaladas na região. As empresas que conseguem atingir com mais facilidade e rapidez as exigências impostas pelo mercado consumidor, podendo assim ampliar suas receitas com exportações, procuram expandir suas áreas de plantio, contribuindo para aumentar a concentração de terras na região na mão de empresas. Isso evidência a necessidade de uma política de financiamentos, de apoio gerencial, de assistência técnica, de acesso a cooperativas e associações para que os pequenos produtores não sejam excluídos do crescimento econômico alcançado pela fruticultura, impedindo no longo prazo o desenvolvimento social da região. Por enquanto, o crescimento econômico decorrente da especialização da fruticultura irrigada está sendo acompanhado de melhoria na qualidade de vida da população, pois apesar da necessidade do aumento da qualificação da mão-de-obra necessária para o cultivo e manejo da produção ter aumentado as exigências impostas pelo empregador, não reduziram a oferta de empregos, já que os próprios empregadores se encarregaram de oferecer treinamentos para que a capacitação fosse satisfeita. Os pequenos produtores na sua grande maioria pulverizam o número de culturas que produzem, não trazem a preocupação com a qualidade e a de perdas com o desperdício o que os distancia da prática empresarial. As empresas procuram voltar sua produção para as culturas que são mais procuradas pelo mercado, que se destacam por oferecer melhor qualidade técnica às exigências impostas pelo mercado, as que rendem maiorprodutividade e retorno. É comum, entre as preocupações das empresas da região, o aumento da participação junto ao setor produtivo, de um padrão de qualidade que certifique seus produtos no mercado, bem como a redução dos desperdícios. As empresas dão muita importância a parcerias com entidades de comercialização, pesquisas e de treinamentos. P ág in a2 6 O pólo de Petrolina - Juazeiro conseguiu solidificar-se como um importante centro produtor de frutas para o mercado nacional e internacional, podendo num curto prazo aumentar o volume de negócios realizados pela expansão das exportações devido às pesquisas de desenvolvimento de métodos para melhoramentos no cultivo das frutas, como de Uva sem sementes, sementes mais resistentes a fungos, pestes e pragas, entre outros meios, como adequação dos métodos de embalagem, manuseio, climatização, etc. As limitações enfrentadas pelo pólo para a comercialização interna e externa são amplamente difundidas entre os produtores da região facilitando a procura de alternativas de superação. Será analisado agora algumas informações sobre a produção da Uva, cultura essa que receberá maior enfoque da BHS na comercialização de seu produto. Porém não poderemos deixar de analisar também a cultura da Manga devido a sua pujança, dentre as culturas citadas, anteriormente, existentes nos perímetros irrigados a Uva e a Manga são as culturas mais importantes, logo tal análise não poderia deixar de analisá-la também. Os dados abaixo são frutos de estudos realizado pela Revista Hortifruti Brasil Cenário atual e perspectivas para o mercado de manga, Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) - maior parte da produção nacional, deve ter um leve aumento de área (21.855 ha). 2009: chuvas no primeiro semestre prejudicaram a produção e, com a baixa qualidade da fruta, as exportações foram limitadas. 2010: clima seco no primeiro semestre vem mantendo a boa qualidade, possibilitando aumento nas exportações e aumento na produtividade. Safra mais escalonada, clima seco está favorecendo o planejamento dos produtores. Maio e junho: pomares com flores para colheita no segundo semestre. P ág in a2 7 Próxima safra: ainda é cedo para definir o pico, mas espera-se intensificação da colheita em outubro. Exportações iniciam 2010 em alta; De janeiro a abril – aumento de 11% nas exportações brasileiras - resultado do maior volume no período e a boa qualidade da fruta. Preferência pela tommy atkins. 24 mil toneladas em 2009 – queda de 9,4% em relação à 2008. (Menor produção no Vale do São Francisco) Espera-se recuperação dos pomares em SP e no NE, resultando em maior oferta nesta safra. Exportações: espera-se incremento nos embarques brasileiros devido ao aumento de oferta, mas também depende do calendário de outros países. Cenário atual e perspectivas para o mercado de uva. Analisaremos agora dados referentes a cultura da Uva, já que está terá mais foco comercial nas atividades da BHS Regiões produtoras NE: Petrolina (PE) e Juazeiro (BA); MG:Pirapora (Pirapora, Várzea da Palma Buritizeiros) e Lassance PR: Norte do Paraná (Uraí, Assaí e Bandeirantes), região de Maringá (Marialva) e Rosário do Ivaí SP: São Miguel Arcanjo e Pilar do Sul, Porto Feliz, Jales (Jales, Palmeira D'Oeste, Urânia e São Francisco) e região de Campinas (Louveira, Indaiatuba, Morungaba, Jundiaí, Itupeva, Elias Fausto, Vinhedo, Itatiba, Montemor, Valinhos, Jarinú) P ág in a2 8 O gráfico revela que há uma simetria entre eventos, logo acredita-se que caso tudo se mantenha constante os preços poderão ser similares ao ano de 2009. UVA – Sul/Sudeste PRIMEIRO SEMESTRE: Clima chuvoso durante as podas e floradas (2009/10) resultaram em aumento dos gastos e redução na produtividade em todas as regiões. Em 2010 a tendência de substituição de uvas finas pela uva rústica (in natura) permanece. São Miguel não há mais forte tendência. Menor oferta de Niagara em Campinas (SP) e Porto Feliz (SP). Apesar da quebra na produtividade, a rentabilidade foi positiva de forma geral. Até maio, volume importado foi 20% maior frente à 2009 – Secex. UVA – Vale do São Francisco (NE) Produção focada para a exportação, o que corresponde a 60% a 65% do total cultivado em 2010; No Vale do São Francisco, a área deve se manter em relação à 2009, com aproximadamente 12.500 ha; Resultado das exportações para os anos de 2009 e 2008; Preços bons no mercado local (jan-mai): R$ 2,48/kg da itália, valor 34% superior ao Valor Mínimo; Exportações iniciam em meados de setembro; Tendência para trabalhar mais o mercado interno no segundo semestre, em 2010; Mercado Interno: Melhor distribuição da oferta com podas escalonadas(> preço); Troca de cultivares finas pela rústica (niagara). Mercado Externo: P ág in a2 9 O volume exportado em 2010 deverá ser maior que 2009 e menor que 2008. Quanto aos preços, ainda é incerto afirmar, pois dependem da oferta global e câmbio. Crise na Europa alerta exportadores. Maior oferta poderá ser direcionada aos Estados Unidos. Os três gráficos abaixo, nos mostra a fina relação que existe entre as Variáveis: Volume de produção, Preço internacional e Taxa de dólar- Câmbio. Fonte: IBGE – Produção Agrícola Municipal Fonte: CEPEA 57000 57000 72000 67320 71645 111600 108800 112200 112200 111000 106400 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Dados da produção de Uva em Petrolina - PE, em toneladas 0,00 50,00 100,00 150,00 200,00 250,00 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 IPE IVE IC IAT P ág in a3 0 Fonte: BACEN Com os gráficos (por numero) podemos ver uma relação entre os o volume produzido no Sub médio do Vale do São Francisco (para o mercado interno e externo) e as curvas das expectativas as médias de preços internacionais (ver curva IPE – Índice de expectativa de preço) e as variações do Dólar, nelas podemos ver que no período de 2001 a 2004 houve uma inclinação positiva da curva, e mais acentuada no da produção, fruto de variáveis como os preços internacionais e Dólar, logo vê-se que a simetria existente entre as curvas, mostra que há como predizer o comportamento da produção da Uva se analisando, também essas duas variáveis, isso poderá contribuir para que a BHS planeje sua produção baseado nessa informação, cabe salientar que esses duas variáveis se referem a um crescimento da produção de Uva com foco para a exportação, pois esse ainda continua a ser um mercado pelo qual os fruticultores se atraem e é este mercado também que pressionam os mesmos por melhores práticas de gestão agrícola e por utilização de insumos menos nocivos, como por exemplo o fungicida. Ainda sobre as exportações Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior –MIDC entre 1996 a 2005 o valor nominal das exportação de Uvas Frescas cresceram 1.604%, de Uvas secas(passas) -97%, de Suco de Uva cresceu 22%, Vinho de Uvas frescas cariam -80%, em relação as importações temos que. Houve queda de - 79% das importações de Uvas frescas, queda de - 5% das Uvas Secas (passas), crescimento de 0,5% de sucos de Uva, aumento de 134% de vinhos de Uvas frescas. R$1,81 R$1,83 R$2,35 R$2,92 R$3,08 R$2,93 R$2,44 R$2,18 R$1,95 R$1,83 R$2,00 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Dolar P ág in a3 1 3.1.3. Agrotóxicos Os Agrotóxicos podem ser divididos quanto ao Tipo, Finalidade, Maneira de agir e Quanto a Origem. Quanto a Origem Inorgânicos. Orgânicos. Finalidade Ovicidas: Atingem os Ovos dos insetos. Larvicidas: Atacam as Larvas. Formicidas: Atacam formigas. Acaricidas: específicos para ácaros. Quanto a maneira de Agir Através de ingestão – a praga deve ingerir a planta com o produto. Microbiano – o produto contém microorganismos que atacarão a praga causadora da doença. Por contato – o produto agi após ter contato com a praga. O produto da BHS pode ser classificado como Agrotóxico – Fungicida - Inorgânico – Por contato. Entre os anos 2001/2007, a agricultura nacional cresceu a taxas extraordinárias, superiores às dos outros setores da economia. Este excelente desempenho da agricultura nacional ocorreu sem que existisse um aparato de políticas públicas para fomentá-lo. Agrotóxicos Pesticidas ou Praguicidas (combatem Insetos em geral) Fungicida (atingem os fungos) Herbicidas (que matam as plantas invasoras ou daninhas) P ág in a3 2 Desta forma, o desempenho da agricultura favoreceu a atuação de grupos de pressão sobre o marco regulatório dos agrotóxicos, visto que este insumo é custo representativo no orçamento das fazendas, no qual segmentos do setor agrícola e entidades representativas de empresas produtoras de agrotóxicos têm procurado reduzir as exigências para o registro de novos produtos, sob a alegação de que isto reduziria os preços dos agrotóxicos ao produtor rural, melhorando a competitividade da agricultura nacional, e ainda promoveria a redução do grau de concentração do mercado brasileiro de agrotóxicos. Insumos Defensivos Modulo Pequena: 12 hectares 25,00% 9,54% Modulo Média: 35 hectares 15,41% 6,34% Modulo Grande: 250 hectares 14,91% 6,12% Pode-se ver na tabela acima a representação dos insumos e em especifico os defensivos na produção das Uvas para exportação no Sub médio do Vale do São Francisco, estes insumos estão em segundo e terceiros lugares nos portes de Pequeno e médio e grande respectivamente. Isso mostra a importância significativa que os insumos e defensivos têm nos custos de produção dessa cultura. Agrotóxico é um composto tóxico utilizado para eliminar pragas que atacam as culturas agrícolas. As primeiras unidades produtivas de agrotóxicos no Brasil datam de meados da década de 1940. Contudo, a efetiva constituição do parque industrial brasileiro de agrotóxicos ocorreu na segunda metade dos anos 1970, porém o Brasil apesar de ser grande consumidor de agrotóxico ainda tem um parque industrial bastante tímido, e boa parte das indústrias que aqui estão são oriundas de capital e tecnologia estrangeiro. Em 2004 o Brasil foi responsável por 13,5% do faturamento da indústria mundial, terceiro maior índice em nível global, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão. Por sua vez, o desempenho da agricultura nacional entre 2001/2006 foi excepcional, com média de expansão em seu produto de 4,32% ao ano. Tal crescimento ocorreu mesmo sem um aparato de políticas públicas a fomentá-lo. Face a esse esvaziamento das políticas públicas para a agricultura, determinados segmentos agrícolas e entidades representativas de empresas do ramo dos agrotóxicos, têm se empenhado em alterar a legislação de agrotóxicos para facilitar o registro dos produtos, sob o argumento de que haveria uma significativa redução dos custos dos agrotóxicos e, conseqüentemente, sobre os custos de produção agrícola. Tal empenho se materializou em três importantes modificações na lei 7.802/89, conhecida como Lei dos Agrotóxicos, marco regulatório dos agrotóxicos no Brasil. Devido à rigorosidade dos testes e estudos agronômicos, toxicológicos e de impactos sobre o meio ambiente, a nova legislação nacional foi considerada uma das mais modernas do mundo, que introduziu o registro por equivalência do ingrediente ativo do produto técnico, e simplificou o sistema de registro. P ág in a3 3 Tem-se ainda que a taxa do câmbio influencia tanto a redução do preço dos insumos, podendo gerar mais competitividade às empresas nacionais produtoras de insumos, bem como a redução da produção de frutas para exportação, o que gera menos consumo de insumos, visto que o mercado interno é menos exigente que o mercado externo. Após a Segunda Guerra Mundial, as estratégias de crescimento das empresas do ramo químico buscaram a diversificação para novos mercados Pode-se definir agrotóxico como todo produto químico que possui determinado efeito – atração, repulsão, prevenção, eliminação – sobre seres biológicos: ervas daninhas, micróbios, insetos, ácaros, entre vários outros, que são nocivos às culturas agrícolas e seus produtos. A ação esperada do agrotóxico ocorre pela presença em sua composição de uma molécula química tóxica que incide sobre a atividade biológica normal dos seres vivos sensíveis a ela. O componente tóxico da molécula química recebe o nome de ingrediente ativo. Para fins da fabricação dos agrotóxicos é necessária a existência de um composto químico com determinada quantidade de ingrediente ativo. Este composto químico é chamado de produto técnico. Para a formulação do produto final, as características físico-químicas dos produtos técnicos devem ser adequadas a uma determinada finalidade. Para isso eles são misturados a outros elementos químicos, que são os produtos intermediários. O produto final, derivado da mistura do produto técnico com intermediários, são os chamados produtos formulados, que são os próprios agrotóxicos (IDEM, 1985). Assim sendo, algumas das várias classes de uso são: inseticidas, fungicidas, herbicidas, nematicidas, acaricidas, rodenticidas, moluscidas, formicidas, reguladores e inibidores de crescimento. Dentre essas classes, as três principais, por representarem, em média, 94,8% do consumo mundial de agrotóxicos entre 1960/2003, são os inseticidas, fungicidas e herbicidas (MARTINELLI, 2003). Por outro lado, o outro recorte analítico utiliza-se das classes de uso dos agrotóxicos para definição dos segmentos do mercado. Nesse recorte, que é o mais utilizado na literatura sobre o tema, o mercado é definido em nível mais desagregado: em função dos produtos de uma mesma classe de uso – isto é, de um mesmo segmento de mercado – destinados ao combate de uma determinada praga, para uma cultura agrícola específica. Nesse plano são confrontadas características técnicas dos produtos destinados a uma mesma finalidade. No que concerne à demanda por agrotóxicos, quatro fatores principais determinam o seu comportamento: o desempenho da agricultura, relacionando-se à taxa de expansão da produção agrícola; a política agrícola; a eficiência do agrotóxico; e a especificidade de uso dos agrotóxicos, aspecto no qual se confrontam produtos substitutos (IDEM, 2002). As empresas que produzem agrotóxicos podem ser classificadas em dois tipos, integradas e especializadas (a BHS pode-ser considerada uma empresa especializada). As Integradas são as que produzem o próprio insumo e recebem este, nome devido a um conceito de administração estratégica, chamando Verticalização da produção, no qual a indústria controla a produção de todos os elementos que compõem seu produto. Por um outro lado, as especializadas se referem P ág in a3 4 as empresas, que não produzem seus insumos e que apenas os compram de outras indústrias que se localizam a montante à sua produção. Sobre a entrada nesse mercado vê-se que as barreiras à entrada no ramo de agrotóxicos atuam de forma diferenciada em função da capacidade tecnológica e de investimento dos novos entrantes. Para as grandes empresas, já atuantes no ramo químico, as barreiras à entrada derivam principalmente do sistema de patenteamento e do ritmo de inovação tecnológica (SILVEIRA, 1993). Já para as empresas especializadas as barreiras à entrada no mercado de agrotóxicos são mais numerosas. Um primeiro fator é o acesso dificultado dessas empresas às matérias-primas que elas utilizam em seu processo produtivo (NAIDIN, 1985). Outro fator que implicaem barreiras à entrada é a capacidade financeira limitada das empresas especializadas, que são em sua maioria, de pequeno e médio porte (IDEM, 1985). Uma terceira barreira à entrada deriva das dificuldades de distribuição e promoção dos produtos no mercado (FRENKEL; SILVEIRA, 1996). Por fim, fatores jurídicos-político-institucionais podem criar barreiras à atuação das firmas no mercado (POSSAS, 2006). Assim, sendo, a dinâmica concorrencial no mercado de agrotóxicos é determinada pela inovação tecnológica para a diferenciação de produtos, realizada por elevados investimentos em pesquisa e desenvolvimento, objetivando a obtenção de novas moléculas químicas capazes de fornecer às empresas uma rotina de contínuos lançamentos de novos produtos (NAIDIN, 1985). As características estruturais do mercado da indústria de agrotóxicos – elevadas barreiras à entrada, alto grau de concentração do mercado nas mãos de poucas empresas, processo concorrencial efetivado por diferenciação de produtos, denotam uma estrutura de mercado oligopolista (POSSAS, 1985). Em contrapartida a essas barreiras de mercado, em uma economia globalizada, o Brasil tornou- se um importante player agrícola, sendo, em 2004, o terceiro maior exportador do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e União Européia (JANK et alii, 2005), isso pode fazer com que o Brasil, como consumidor que é de produtos químicos importados, possa exercer maiores pressões frente a seus fornecedores, estratégia básica de barganha de mercado. Segundo dados do IPEADATA, no tocante ao comércio exterior da agricultura, no período 2001/2007, o valor das exportações cresceu 352%. Com exceção do ano de 2004, quando reduziu-se o valor exportado em relação a 2003 (-45,46%), todos os outros anos apresentaram crescimento nas exportações. De 2006 para 2007 o valor das exportações cresceu 112%, melhor desempenho do período 2001/2007. A participação das exportações da agricultura no total exportado da economia, no período 2001/2007, representou 6,3% das vendas externas do Brasil, contribuindo, em média, com 28,33% ao ano no valor do superávit comercial brasileiro (FUSCALDI; OLIVEIRA, 2005). Em relação as atuais empresas existentes no mercado, temos que suas estratégias convergem para estabelecer melhores condições para sua operação no mercado, junto à esfera pública de determinação do marco regulatório, pois este é capaz de delimitar as possibilidades de ação de uma empresa no mercado. As ações de lobby junto ao setor público estão ancoradas no desenvolvimento de competências – gerenciais, técnicas, formação de associações P ág in a3 5 representativas, tal qual a ANDEF, a AENDA, o SINDAG, que permitem às empresas influenciar direta, ou indiretamente, o processo de construção de marcos regulatórios. Estes dois discursos ilustram a forma pela qual as empresas, via suas associações representativas, têm influenciado a legislação do ramo dos agrotóxicos. Já a influência indireta ocorre por meio de financiamentos de campanhas políticas ou de pesquisas executadas por órgãos públicos, visando criar relações de troca entre o setor público e as empresas, com as quais estas possam influenciar as decisões tomadas na esfera pública8. Neste cenário, três importantes modificações ocorreram: o decreto n. 4.074. Em 4 de janeiro de 2002, publicou-se o decreto n. 4.074, que passou a ser o regulamentador da Lei de Agrotóxicos, em substituição ao decreto n. 98.816/90. O novo decreto introduziu uma série de modificações no sistema de registro objetivando trazer celeridade ao processo de obtenção de registro, com vistas a reduzir o longo tempo e os elevados custos para a concessão dos registros (DEFESA AGRÍCOLA, 2006). A grande inovação, efetivamente introduzida pelas modificações na legislação foi o registro por equivalência, síntese da simplificação e da agilização requeridas por parte de alguns grupos de pressão. O registro por equivalência processa-se por meio da comparação entre características físico-químicas de um produto já registrado com as do candidato à equivalência. A lógica por trás desse tipo de registro é a de que, com padrões físico-químicos equivalentes, o perfil dos efeitos toxicológicos também seria equivalente aos dos produtos já registrados. Em termos da estrutura do mercado, a simplificação do registro e a redução do seu custo poderiam levar à redução das barreiras à entrada, que, segundo AENDA (1998) As empresas líderes, fabricantes de produtos de referência, também se beneficiaram do registro por equivalência, visto que a produção de agrotóxicos equivalentes tende a gerar economias de escala e escopo e ganhos oriundos da venda de matérias-primas para as empresas especializadas na produção de equivalentes. Neste cenário ao contrário dos argumentos propalados pela AENDA e a CNA, de desconcentração do mercado, a atuação das empresas líderes na produção de agrotóxicos equivalentes pode dificultar as possibilidades de novos entrantes no mercado. As fábricas modernas dispõem de mecanismos para diminuir ou até zerar as impurezas resultantes dos processos de síntese de seus produtos agrotóxicos mais estudados. No entanto, fábricas com tecnologia obsoleta, que possuem menos conhecimento acumulado sobre o produto, e processo de produção pouco controlado, podem gerar produtos com o mesmo ingrediente ativo dos seus similares, com a mesma eficiência agronômica, com a mesma finalidade de uso; mas centenas ou milhares de vezes mais tóxicos que o próprio produto puro, devido à presença de impurezas de fabricação. Nesse período (2001 a 2007), as duas maiores (Basf e Bayer) empresas responsabilizaram-se por 31,5%, em média, do faturamento, com o maior índice de concentração em 2004, 31,9%. Em média, 52,72% do mercado foi controlado pelo grupo das quatro maiores empresas, entre 2003/2006. Neste período, no grupo das oito maiores empresas, verificou-se um elevado grau de concentração, de, em média, 77,17% do marketshar. De acordo com as estatísticas do mercado do SINDAG, entre 2001/2004, o P ág in a3 6 faturamento da indústria de agrotóxicos no Brasil cresceu 96%, atingindo em 2004 o recorde histórico de valor faturado, US$ 4,495 bilhões. Neste ano o Brasil respondeu por 13,53% do faturamento mundial da indústria de agrotóxicos, a maior participação da história. No ano de 2006, segundo as estatísticas de mercado do SINDAG apresentadas na os agrotóxicos com patentes vencidas representaram 81,83% do total vendido de produto formulado, em toneladas. Os produtos protegidos por patentes detiveram 18,17% das vendas. Diante dos dados, pode-se supor que parcela significativa do lucro das empresas líderes é procedente da produção e comercialização de agrotóxicos com patentes expiradas, dado que eles representam a maior parte, tanto em toneladas como em valor, dos produtos vendidos. Desta forma, conjectura-se que o registro por equivalência dificilmente trará um menor grau de concentração ao mercado, pois esse formato de registro também será utilizado pelas líderes para a obtenção de licenças de operação aos seus produtos. O mercado de concorrentes de fungicidas é composto, como visto acima, basicamente de grandes empresas com capital internacional, empresas estas que á estão maduras no mercado e fortes concorrentes, dando a este mercado um nível alto de competitividade. Atualmente existem 22 produtos que concorrem diretamente com o produto da BHS ( ver anexo...) Sobre o Faturamento das empresa do setor de defensivo agrícola a Abifina, nos mostra a seguinte tabela. Nela vê-se que, dentre os ano de 2005 a 2009 a indústria de defensivos agrícolas teve a segunda posição dentre as indústrias que declaram o faturamento, pode-se perceber ainda que houve um crescimento de nominal da receita de 54,55% entre 2005 e 2009, porém deve-se analisar mais