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Prof. Dr. Jerri Luiz Ribeiro Função endotelial Estrutura dos vasos sanguíneos Túnica Adventícia Túnica média Túnica íntima Isquemia Isquemia = demanda de O2 > suprimento mVO2 Coronárias Mvo2= CBF x (Cao2 - Ccso2) Fluxo Sanguíneo Coronariano Conteúdo Arterial de O2 Conteúdo Venoso de O2 Mvo2(repouso) = 8 ml / 100g miocárdio . min = 80 ml/kg.min Isquemia Metabolismo anaeróbio Acidose Disfunção Mitocondrial Morte Celular Isquemia Disfunção da bomba de Ca++ dependente de ATP -> diminui fluxo de Ca++ para citoplasma -> aumenta lesões de organelas e contratura Isquemia Redução da contratilidade (em 1-2 min) contratura isquêmica lesão irreversível (em 30-40 min) Isquemia Miócitos necróticos liberam enzimas (CK, CKMB, LDH, Troponina) -> confirmam morte celular e quantificam extensão da necrose Aterosclerose Ateroma - ruptura da capa fibrosa Mecanismo inflamatório 1970 (Rodbard): propôs que o endotélio era sensível e respondia ao shear stress gerado pelo fluxo sanguíneo Função endotelial 1980 (Furchgott e Zawadzki): descobriram que a vasodilatação mediada por um agonista exigia a participação do endotélio. 1987 (Ignarro et al.): propuseram que o NO seria o mediador no relaxamento derivado do endotélio. 1987 (Moncada et al.): confirmam que o NO é o principal fator de relaxamento derivado do endotélio. • camada celular que cobre a superfície luminal dos vasos sangüíneos e protege a musculatura lisa dos mesmos Endotélio Endotelinas: vasoconstritoras Óxido nítrico (NO): inibidor da agregação plaquetária, vasodilatador Fator ativador das plaquetas (PAF) - estímulo das plaquetas e leucócitos Fator von Willebrand (fvW) - aderência e agregação plaquetária, coagulação Ativador do plasminogênio tecidual (t-PA) - regulador da fibrinólise Inibidor do ativador do plasminogênio (PAI-1) - regulador da fibrinólise Tônus vascular Proc. Inflamatório Hemostasia Função Endotelial • Função endotelial depende da transmissão e transdução das informações hemodinâmicas para parede dos vasos Fluxo sangüíneo estresse mecânico respostas endoteliais Função Endotelial Função Endotelial Óxido Nítrico (NO) Metabolismo da L-arginina em L-citrulina pela eNOS Ações fisiológicas do NO no sistema cardiovascular: ðVasodilatação dependente do endotélio ðPrevenção da adesão plaquetária ao endotélio Controle do tônus vascular Arginina Citrulina NO Fluxo sanguíneo GTP GMPc Shear stress Ativação dos canais de K+ endoteliais[Ca++] Ativa guanilato-ciclase Controle do tônus vascular NOsintase Ca+++Calmodulina Caveolina GMPc ðCélulas musculares lisas: Desfosforilação das cadeias leves de miosina Relaxamento das células musculares (Inibe a liberação de Ca++ do retículo sarcoplasmático) ð Plaquetas: Inibição da adesividade e agregação Controle do tônus vascular Principais estímulos para a secreção basal de NO estresse de cisalhamento estresse pulsátil hipóxia Controle do tônus vascular Contribuição relativa do NO para a FMD Administração do inibidor N-MONOMETIL-L-ARGININA (L-NMMA) não diminui completamente a FMD J Atheroscler Thromb, 2012; 19:589-600 Outros mecanismos que podem contribuir para a FMD: PGI2 Fluxo sanguíneo Shear stress Ativação dos canais de K+ endoteliais[Ca++] Fosfolipase A2 (PLA2) libera ácido aracdônico liberação de prostaciclina (PGI2) Aumenta AMPc Relaxamento da musculatura lisa [Ca++]: [Ca++]: Ativa fosfolipase A2 (PLA2) Ativa NOsintase NO inibe PLA2 Inibição da NOsintase aumenta produção de PGI2 em resposta ao shear stress Jovens normotensos produzem pouca PGI2 Estudos clínicos (aterosclerose, hipertensos, idosos): diminuição de NO sem diminuir PGI2 Contribuição do NO para FMD diminui quando os vasos são expostos a aumentos prolongados de shear stress (p.ex.: oclusão por mais de 5 min) FMD: NO x PGI2 Outros mecanismos que podem contribuir para a FMD: EDHF EDHF: Fator Hiperpolarizante Derivado do Endotélio Hiperpolariza células musculares pela ativação de canais de K+ dependentes de Ca++ Possíveis candidatos: K+, metabólitos do citocromo P450, peptídeo natriurético tipo C, produtos da lipoxigenase, espécies reativas de oxigênio (H2O2) Mecanismos que contribuem para a FMD NO PGI2 EDHF Endotelina-1 Angiotensina II VASODILATADORES X VASOCONSTRITORES Disfunção Endotelial Pode resultar de lesões mecânicas ou bioquímicas. Conseqüências: •desequilíbrio entre os fatores de relaxamento e de contração, •entre os mediadores anti e pró-coagulantes ou • entre os fatores inibidores e promotores do crescimento Disfunção Endotelial Disfunção Endotelial Disfunção Endotelial Fatores de risco associados •alta concentração de LDL; •baixa concentração de HDL; •o fumo ativo e passivo e a diabetes. mesmo entre indivíduos jovens sem sinais ou sintomas evidentes de aterosclerose Mecanismos causadores: ainda não são totalmente conhecidos. Denominador comum: aumento do estresse oxidativo. Manifestações Clínicas vasoespasmo, formação de trombo, inflamação, adesão leucocitária, proliferação vascular anormal Hipertensão Aterosclerose Disfunção Endotelial Marcadores e métodos de avaliação da função endotelial • Avaliação direta do óxido nítrico e seus metabólitos em amostras do plasma e da urina. • Métodos funcionais para medir a vasodilatação dependente do endotélio • Teste coronariano invasivo • Teste do antebraço/perna: método da pletismografia • Teste coronariano não-invasivo: tomografia • Método por ultrassom não-invasivo (dilatação mediada pelo fluxo -FMD) Avaliação da Função Endotelial • Marcadores da função endotelial na circulação • Dimetil-l-arginina (inibidor endógeno da sintase do óxido nítrico) • Endotelina-1 • Fator von Willebrand • Ativador do plasminogênio tecidual • Inibidor do ativador do plasminogênio • Moléculas de adesão • ICAM-1 (molécula de adesão intercelular-1) • VCAM-1 (molécula de adesão celular vascular-1) • E-selectina • P-selectina Avaliação da Função Endotelial Manguito de medida Manguito de exclusão Strain gauge de mercúrio Amplificador Registrador Circuito Pletismografia de oclusão venosa Ultrassom (doppler) / FMD FMD FMD: preditor de risco cardiovascular Inaba et al., 2010 Meta-análise: 14 estudos observacionais (n=5547) Associação entre FMD da artéria braquial e risco de futuro evento cardiovascular FMD +1% = risco relativo 0,87 = 13 % redução no risco de futuros eventos cardiovasculares Green et al., 2011 Re-analisaram a meta-análise anterior Estudos com manguito distal FMD +1% = risco relativo 0,91 = 9 % redução no risco de futuros eventos cardiovasculares Estudos com manguito proximal FMD +1% = risco relativo 0,83 = 17 % redução no risco de futuros eventos cardiovasculares FMD: preditor de risco cardiovascular Exercício e função endotelial 0,00 2,25 4,50 6,75 9,00 Rep 15% 30% 45% Rosa, SC et al. In 24 ª Jornada de Medicina do Esporte, 2003. Homens saudáveis 20 a 25 anos Handgrip 15, 30 e 45% CVM Efeitos do exercício - Fluxo 0,00 0,90 1,80 2,70 3,60 Antes trein. Após trein. F lu x o s an g . an te b ra ço (m l. 1 0 0 m l- 1 .m in -1 ) Controle Treinamento Idosas Fluxo basal após 3 meses treinamento força Efeitos do exercício - Fluxo Sangüíneo Repouso Efeitos do exercício - Fluxo Sangüíneo 0,00 2,25 4,50 6,75 9,00 Antes trein. Após trein. F lu x o s an g . an te b ra ço (m l. 1 0 0 m l- 1 .m in -1 ) Controle Treinamento Pós-exercícioIdosas Fluxo pós exercício após 3 meses treinamento força 0 11 21 32 42 Repouso Após 2 h Jungersten et al., J Appl Physiol, 82(3): 760-4,1997. 15 estudantes (11 h, 4 m) 20 a 31 anos Ciclismo, 35 km Efeitos do exercício - NO Poveda JJ. et al. Eur J Clin Invest 1997; 27:967-71. 10 atletas 10 não- treinados 21 ± 3 anos Antese após teste máximo em esteira (Bruce) 0,00 1,50 3,00 4,50 6,00 Pré-exercíco Pós-exercício Controle Atletas Efeitos do exercício - NO 0 5 9 14 18 24 29 31 35 F lu x o s an g . an te b ra ço (m l. d l- 1 .m in -1 ) NO2- + NO3- plasmáticos do antebraço (mmol.l-1) Brown MD et al., Int J Sports Med, 2000; 21:83-89. Homens saudáveis 20 a 31 anos Handgrip 15, 30 e 45% CVM Efeitos do exercício - NO x Fluxo Obesidade e função endotelial 0, 2,3 4,5 6,8 9, pré pós Nitritos Oclusão Vascular e Função Endotelial 0, 11, 22, 33, 44, pré pós 30% CO 30% SO 80% SO * * p