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Hipercolesterolemia Inflamação LESÃO ENDOTELIAL TROMBOSE FLUXO SANGUÍNEO HIPERCOAGULABILIDADE ANORMAL Hereditária Estase (p. ex., fibrilação atrial, repouso no leito) (p. ex., fator V de Leiden) Adquirida Turbulência (p. ex., estreitamento em vaso (p. ex., câncer avançado) aterosclerótico) FIGURA 4-12 de Virchow da trombose. Aintegridade endotelial é O fator mais importante. Lesão das células endoteliais pode alterar fluxo sanguíneo local e afetar a coagulabilidade. fluxo de sangue anormal (estase ou turbulência), por sua vez, pode causar graves lesões endoteliais. Esses fatores podem promover a trombose de forma independente ou combinada. Lesão Endotelial As lesões endoteliais que levam à ativação plaquetária são a base quase inevitável da formação de trombo no coração e na circulação arterial, onde a grande velocidade do fluxo sanguíneo impede a formação de coágulos (trombos). Observa-se que trombos cardíacos e arteriais são tipicamente ricos em plaquetas e acredita-se que a aderência de plaquetas e sua ativação sejam pré-requisitos necessários para a formação de trombo sob alta tensão de cisalhamento, como a existente nas artérias. Essa observação fornece parte da razão por trás do uso de aspirina e outros inibidores plaquetários na doença arterial coronária e no infarto agudo do Evidentemente, lesões endoteliais graves podem iniciar a trombose ao expor vWF e fator tecidual. Contudo, a inflamação e outros estímulos nocivos também promovem a trombose ao alterar padrão habitual de expressão genética do endotélio para um padrão que seja "pró-trombótico". Essa mudança é geralmente denominada ativação ou disfunção endotelial e pode ser produzida por diversos fatores, incluindo agressão por agentes físicos, agentes infecciosos, fluxo sanguíneo anormal, mediadores inflamatórios, anormalidades metabólicas, como a hipercolesterolemia ou a homocistinemia, e toxinas devivadas da fumaça do cigarro. Acredita-se que a ativação endotelial desempenhe um papel fundamental no desencadeamento da trombose arterial. papel da ativação ou disfunção da célula endotelial na trombose arterial será discutido com mais detalhes nos Capítulos 11 e 12. Aqui é suficiente mencionar algumas das alterações pró-trombóticas principais: Alterações pró-coagulantes. Células endoteliais ativadas por citocinas reduzem a expressão de trombomodulina, já descrita como um importante modulador da atividade da trombina. Isto pode resultar em ativação prolongada da trombina, que, por sua vez, através dos PARs, pode estimular plaquetas e aumentar a inflamação. Além disso, na inflamação, endotélio também reduz a expressão de outros anticoagulantes, como a proteína C e a proteína inibidora do fator tecidual, alterações que podem resultar em um estado pró- coagulante. Efeitos As células 234 de 2696 inibidores do ativador do plasminogênio (PAIs), que limitam a fibrinólise e diminuem a que também favorecem desenvolvimento de trombos. Alterações no Fluxo Sanguíneo Normal A turbulência contribui para a trombose cardíaca e arterial, provocando uma disfunção ou lesão endotelial, além de gerar fluxos de contracorrente com a formação de bolsas de estase locais. Aestase é principal contribuinte no desenvolvimento da trombose venosa. o fluxo sanguíneo normal é laminar, de forma que as plaquetas (e outros elementos celulares sanguíneos) fluem centralmente na luz dos vasos, separados do endotélio por uma camada em movimentação mais lenta de plasma. Por conseguinte, a estase e a turbulência: Promovem a ativação aumentando a atividade pró-coagulante e a ade de leucócitos, em parte através de mudanças induzidas pelo fluxo na de moléculas de adesão e de fatores pró-inflamatórios. Rompem fluxo laminar e permitem que as entrem em com