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🧠 GABARITO COMENTADO – SIMULADO DE NEUROPSICOLOGIA
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1. Avaliação da Memória – Caso João
a) Tipo de memória comprometido:
➡ Memória episódica (dificuldade de recordar eventos recentes e nomes familiares).
Palavras-chave: memória episódica, hipocampo, Alzheimer, amnésia anterógrada.
b) Testes recomendados:
	 •	 RAVLT (Rey Auditory Verbal Learning Test) – memória verbal.
	 •	 Figura Complexa de Rey – memória visual.
	 •	 WMS-III – avaliação ampla de memória.
c) Diferença para quadro depressivo:
	 •	 Depressão: queixa subjetiva, mas evocação com pistas melhora.
	 •	 Alzheimer: comprometimento real, mesmo com pistas ou repetição.
	 •	 Dica clínica: “Não lembra de esquecer” = Alzheimer.
	 •	 Testes úteis: TMT A/B, Escalas de Humor (BDI-II), Teste do Relógio.
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2. Transtornos de Aprendizagem – Caso Marina
a) Diagnóstico provável:
➡ Transtorno Específico de Aprendizagem com prejuízo em leitura (Dislexia)
Palavras-chave: dificuldade persistente, troca de letras, fluência prejudicada, escrita 
desorganizada.
b) Diferença entre dislexia e TDAH:
	 •	 Dislexia: déficit fonológico, leitura lenta, mas atenção preservada.
	 •	 TDAH: inatenção generalizada, mas leitura pode estar preservada.
c) Instrumentos recomendados:
	 •	 Teste de Desempenho Escolar (TDE)
	 •	 Bateria BALE (avalia leitura e escrita)
	 •	 Complementares: SNAP-IV (TDAH), WISC-V (nível cognitivo)
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3. Sinais precoces de TEA – Caso Rafael
a) Hipóteses diagnósticas:
	 •	 TEA (Transtorno do Espectro Autista)
	 •	 Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL)
b) Sinais precoces de TEA:
	 •	 Ausência de resposta ao nome
	 •	 Pobre contato visual
	 •	 Brincadeiras restritas (girar objetos)
Palavras-chave: comunicação social, interação, comportamentos repetitivos
c) Dados essenciais na anamnese:
	 •	 Marcos do desenvolvimento
	 •	 Comportamento social desde o primeiro ano
	 •	 Reações sensoriais
	 •	 Qualidade do vínculo
	 •	 Histórico familiar
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4. Comorbidades – Caso Carla
a) Comorbidades prováveis:
	 •	 TDAH
	 •	 Transtorno depressivo maior
	 •	 Transtorno de conduta / opositor desafiador
b) Como a avaliação pode ajudar:
	 •	 Diferencia sintomas de TDAH vs depressão
	 •	 Avalia funções executivas, autorregulação e afetividade
	 •	 Planeja intervenções terapêuticas e escolares
c) Instrumentos recomendados:
	 •	 Afectivo: BDI-II, CDI, Escala Multidimensional de Autoestima
	 •	 Executivo: Torre de Londres, WCST, TMT, Stroop
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5. TANV x TEA – Caso Guilherme
a) Diagnóstico provável:
➡ Transtorno de Aprendizagem Não-Verbal (TANV)
Palavras-chave: desempenho verbal preservado, dificuldade visuoespacial, rigidez social.
b) Domínios a avaliar:
	 •	 Coordenação motora fina
	 •	 Raciocínio visuoespacial
	 •	 Interpretação social (pistas não verbais)
	 •	 Funções executivas
c) Diferenciação TEA x TANV:
	 •	 TEA tem prejuízo mais global em linguagem e interação social.
	 •	 TANV tem dificuldade não-verbal, linguagem rica, mas literalidade marcante.
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6. Epilepsia Psicogênica – Caso Letícia
a) Diagnóstico:
➡ Crise Psicogênica Não Epiléptica (CPNE)
Palavras-chave: EEG normal, origem psicogênica, movimentos teatrais, dissociação.
b) Papel da neuropsicologia:
	 •	 Identifica perfil emocional e cognitivo
	 •	 Diferencia epilepsia orgânica de psicogênica
	 •	 Avalia impacto funcional
c) Instrumentos recomendados:
	 •	 Escala Dissociativa de DES-II
	 •	 SCID-D (Entrevista Clínica Estruturada para Transtornos Dissociativos)
	 •	 Testes cognitivos para rastreio de disfunções reais (Stroop, TMT)
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7. Superdotação – Caso Felipe
a) Modelo de Renzulli:
Três componentes principais:
	 •	 Habilidade acima da média
	 •	 Criatividade elevada
	 •	 Alto envolvimento com tarefas
Palavras-chave: criatividade, motivação, habilidade intelectual.
b) Diferencial com TDAH:
	 •	 TDAH: impulsividade, distração, baixo rendimento.
	 •	 Superdotado: desempenho elevado em áreas específicas + tédio com tarefas 
repetitivas.
c) Intervenções:
	 •	 Adaptação curricular
	 •	 Aceleração seletiva
	 •	 Oficinas extracurriculares (ex.: robótica, lógica, escrita criativa)
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8. Avaliação em Epilepsia – Caso Rogério
a) Domínios cognitivos-chave:
	 •	 Memória verbal e visual
	 •	 Linguagem (expressiva/receptiva)
	 •	 Funções executivas
	 •	 Velocidade de processamento
b) Importância da avaliação pré-cirúrgica:
	 •	 Define lateralização funcional (ex.: linguagem)
	 •	 Prevê riscos cognitivos da cirurgia
	 •	 Guia conduta neurocirúrgica
c) Teste para mapear linguagem:
	 •	 BDAE (Boston Diagnostic Aphasia Examination)
	 •	 WAIS-V (subteste de vocabulário)
	 •	 Testes de nomeação e fluência verbal
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9. Deficiência Intelectual – Caso Luiza
a) Diagnóstico de DI?
➡ Não confirmado apenas com QI de 68.
Segundo a AAIDD, deve haver:
	 •	 QI abaixo de 70
	 •	 Déficit funcional em pelo menos 2 domínios adaptativos
	 •	 Início antes dos 18 anos
Luiza é funcional em atividades práticas – pode estar em limiar limítrofe.
b) Funções adaptativas:
	 •	 Conceituais: leitura, escrita, linguagem
	 •	 Sociais: empatia, responsabilidade
	 •	 Práticas: higiene, alimentação, uso de transporte
c) Instrumentos para avaliação:
	 •	 ABAS-II (Adaptive Behavior Assessment System)
	 •	 Vineland Adaptive Behavior Scales
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10. Transtorno Bipolar – Caso Tiago
a) Funções afetadas:
	 •	 Atenção sustentada
	 •	 Memória de trabalho
	 •	 Velocidade de processamento
	 •	 Flexibilidade cognitiva
b) Como diferenciar déficit primário x humor:
	 •	 Déficit primário: permanece mesmo em fase estável (eutimia)
	 •	 Secundário ao humor: melhora quando sintomas emocionais estabilizam
c) Testes úteis:
	 •	 TMT A e B (atenção e alternância)
	 •	 WCST (flexibilidade cognitiva)
	 •	 WMS-III – Subtestes de memória
	 •	 Escalas de humor para correlação: BDI-II, BAI, MDQ

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