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PROJETO GEOMÉTRICO DAS VIAS DE TRANSPORTE PROFESSOR MESTRE LUIZ FLÁVIO DE QUEIROZ CRONOGRAMA DA AULA ✓ Introdução; ✓ Classificação das vias de transporte; ✓ Padrões de projeto para as vias de transporte; ✓ Projeto de alinhamento vertical; ✓ Projeto de alinhamento horizontal INTRODUÇÃO ✓ Projeto geométrico das vias de transporte das modalidades rodoviária, aeroviária e ferroviária; ✓ Rodovias; ✓ Via férrea; ✓ Pistas de pouso e decolagem e de rolamento. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ O projeto de qualquer infraestrutura viária de transporte é baseado em como ela é classificada, cujas bases diferem de uma modalidade para outra; ✓ O princípio básico: as infraestruturas viárias de transporte devem ser agrupadas de acordo com suas respectivas funções em termos das características do serviço que estão oferecendo. ✓ RODOVIAS EVIAS URBANAS - Desenvolvido pela AASHTO (Associação Americana dos Órgãos Rodoviários e de Transporte); - Classificação funcional de rodovias; - Primeiro classificadas em vias urbanas (dentro das cidades: ruas, avenidas, vielas, ou caminhos e similares abertos à circulação pública, situados na área urbana, caracterizados principalmente por possuírem imóveis edificados ao longo de sua extensão) e rurais (fora do perímetro urbano: rodovias e estradas). CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ RODOVIAS EVIAS URBANAS -Vias arteriais principais urbanas: • atendem aos principais centros de atividades da área urbana e os maiores volumes de tráfego; • maioria das viagens que começa e termina dentro da área urbana e todas as que se desviam da área central da cidade; • transportam a maior proporção de quilômetros percorridos por veículo na área urbana; • inclui todas as infraestruturas de acesso controlado, embora este não seja necessariamente um requisito para uma rodovia ser incluída nessa categoria; • as rodovias dentro desta categoria são divididas nas seguintes subcategorias, com base no tipo de acesso: (i) rodovias interestaduais com controle total de acesso e trevos em desnível; (ii) outras vias expressas; e (iii) outras vias arteriais principais que podem ter controle de acesso parcial ou ser sem controle. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ RODOVIAS EVIAS URBANAS -Vias arteriais secundárias urbanas: • interligam-se com as arteriais urbanas e as ampliam; • inclui todas as vias arteriais que não são classificadas como vias arteriais principais; • atendem também às viagens de média distância e fornecem mais acesso ao uso do solo do que as vias arteriais principais; • não passam por bairros, mas podem ser utilizadas como rotas de ônibus e ligar comunidades dentro de áreas urbanas; • são espaçadas em distâncias não inferiores a 1,5 km em áreas urbanas totalmente desenvolvidas, mas também em distâncias que variam de 3 a 5 km nos limites das áreas suburbanas e 0,15 km nas centrais. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ RODOVIAS EVIAS URBANAS - Ruas coletoras urbanas: • estas coletam o tráfego das ruas locais e o transportam para o sistema arterial; • passam por áreas residenciais e dão apoio à circulação do tráfego dentro das áreas residenciais, comerciais e industriais. - Ruas locais urbanas: • ruas dentro da área urbana que não estão incluídas em nenhum dos sistemas descritos anteriormente; • fornecem acesso a áreas lindeiras e às ruas coletoras, mas o tráfego de passagem nelas é deliberadamente desencorajado. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ RODOVIAS EVIAS RURAIS -Vias arteriais principais rurais • atendem à maioria das viagens interestaduais e uma porção significativa das intraestaduais; • viagens entre a maioria das áreas urbanas com população superior a 50 mil habitantes e um grande número de viagens entre as áreas urbanas com população de mais de 25 mil habitantes; • são classificadas como (i) vias expressas ou rodovias interestaduais (que são rodovias de pistas duplas com controle total de acesso e sem interseções em nível); e (ii) outras vias arteriais principais, consistindo de todas as vias arteriais principais não classificadas como vias expressas. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ RODOVIAS EVIAS RURAIS -Vias arteriais secundárias rurais • são o apoio das vias arteriais principais rurais para formar um sistema que liga as cidades, grandes cidades e outros geradores de tráfego, como resorts; • o espaçamento entre elas normalmente depende da densidade populacional, de forma que um acesso razoável ao sistema arterial seja fornecido de todas as áreas desenvolvidas; • velocidades normalmente semelhantes às das arteriais principais e devem ser definidas de forma que evitem interferências significativas com o tráfego de passagem. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ RODOVIAS EVIAS RURAIS - Estradas coletoras principais rurais • atendem a viagens que possuem distâncias mais curtas do que as arteriais, pois transportam principalmente o tráfego que se inicia ou termina nas capitais ou em grandes cidades que não estão nas rotas arteriais; • atendem outros geradores de tráfego, como escolas, pontos de embarque de cargas, parques municipais e importantes áreas agrícolas e de mineração; • ligam os locais que atendem às pequenas e grandes cidades e às vias de classificação superior próximas. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ RODOVIAS EVIAS RURAIS - Estradas coletoras secundárias rurais • composto de vias que coletam o tráfego das estradas locais e o transferem para outras infraestruturas que disponibilizam acesso razoável às estradas coletoras a partir de todas as áreas desenvolvidas; • uma função importante dessas estradas é que elas fornecem uma ligação entre o meio rural e importantes geradores locais de tráfego, como pequenas comunidades. - Estradas locais rurais • todas as estradas rurais que não estão classificadas dentro de alguma das classificações anteriores; • conectam áreas próximas com as ruas coletoras e atendem a viagens com distâncias relativamente menores do que aquelas atendidas pelas estradas coletoras rurais. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ PISTAS DE POUSO E DECOLAGEM DE AEROPORTOS - Pistas de pouso e decolagem principais • servem como infraestruturas principais de decolagem e pouso dos aeroportos; • comprimentos baseados na família de aeronaves com características de desempenho semelhantes que devem utilizar o aeroporto ou em uma aeronave específica que necessita de pista mais longa; • comprimento é baseado no peso bruto máximo das aeronaves; • a orientação mais desejável é aquela com a maior cobertura de vento e componente de vento cruzado mínimo – este é o componente de velocidade do vento perpendicular à direção da pista. A cobertura de vento é a porcentagem de tempo em que as componentes de vento cruzado estão abaixo do nível aceitável (desejável 95%). CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ PISTAS DE POUSO E DECOLAGEM DE AEROPORTOS - Pistas de pouso e decolagem paralelas • construídas em paralelo à pista principal para ampliar a capacidade caso o volume ultrapasse sua capacidade operacional; • as distâncias mínimas de separação entre os eixos das pistas principais e de rolamento e as áreas de estacionamento de aeronaves são especificadas em manuais. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ PISTAS DE ROLAMENTO DE AEROPORTOS - Fornecem acesso aos pátios, áreas terminais e hangares de serviço a partir das pistas de pouso e decolagem; - Localizadas de forma que se previnam conflitos entre uma aeronave que acaba de pousar e outra que está taxiando para decolar; - Pistas de rolamento paralelas • estendem-se em paralelo às pistas de pouso e decolagem principais e proporcionam acesso às áreas terminais; • devem ser respeitadas as distâncias mínimas especificadas nos manuais. - Entradas de pista • proporcionam acesso direto às pistas de pouso e decolagem; • apresentam forma de L e tem conexão em ângulo reto com as pistas de pouso e decolagem;• podem servir como saída quando atendem pistas de pouso e decolagem bidirecionais. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ PISTAS DE ROLAMENTO DE AEROPORTOS - Pistas de rolamento de desvio • fornecem a flexibilidade que muitas vezes é necessária em aeroportos muito movimentados para deslocar as aeronaves que estão prontas para partir para as pistas de decolagem desejadas. • ocorre em aeroportos muito movimentados quando uma aeronave à frente, que não está pronta para decolar, bloqueia a pista de rolamento de acesso; • facilitam a evolução do fluxo de tráfego das aeronaves que irão decolar. - Saídas de pista • utilizadas pelas aeronaves para sair das pistas de pouso e decolagem; • podem ser em ângulo reto ou agudo (saídas rápidas de pista). - Pistas de rolamento de pátio e faixas de rolamento • rotas de rolamento no pátio para uma posição de estacionamento junto aos portões do terminal de passageiros ou para outras áreas terminais; • faixas de rolamento geralmente fornecem acesso às posições de estacionamento de aeronaves e para outros terminais a partir das pistas de rolamento da pátio. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ VIAS FÉRREAS -Vias de transporte público de veículos leves sobre trilhos • conjunto de veículos de passageiros movido por energia elétrica obtida a partir de um sistema de distribuição aérea de fios; • velocidades de operação entre 65 e 90 km/h; • as características geométricas das vias de veículos leves sobre trilhos possuem diferenças sutis em comparação às de outros sistemas ferroviários (em função principalmente do tipo de veículo utilizado e da necessidade de que as vias sejam capazes de acomodar a interação com o tráfego de veículos e de pedestres e de transitar sobre as ruas da cidade). -Vias de transporte público ferroviário urbano • transportam veículos que são normalmente tracionados por motores elétricos de corrente contínua sob tensões moderadas; • a velocidade dos trens pode alcançar 130 km/h; • localizadas em grandes corredores que transportam grandes volumes de passageiros. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ VIAS FÉRREAS -Vias de carga e intermunicipais de passageiros • ligam cidades; • tráfego ferroviário de longas distâncias composto pela movimentação de passageiros e de carga; • geram a maior parte da receita do setor ferroviário; • velocidades de operação dos trens superiores a 160 km/h; • realizam o serviço ferroviário nacional de passageiros conhecido, além dos serviços de carga. -Vias de alta velocidade • trens que viajam a velocidades que variam de 145 km/h a 480 km/h; • duas abordagens podem ser utilizadas para o projeto destas vias de alta velocidade: a primeira presume que somente trens de passageiros nelas operem e a segunda permite que tanto trens de passageiros como de carga operem; • quando são projetadas apenas para trens de passageiros, rampas relativamente mais altas podem ser permitidas por causa da baixa carga por eixo. CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS DE TRANSPORTE ✓ VIAS FÉRREAS - São também agrupadas nas seguintes categorias: • Vias principais: rede principal de ferrovias e ligam as principais origens e destinos do sistema; • Vias secundárias: ramais, incluem vias que ligam a linha principal a uma estação que está fora desta e as que ligam a linha principal com os pátios ferroviários; • Vias de pátio e sem receita: entram nos pátios ferroviários onde os carros são classificados e onde a manutenção e os reparos dos vagões e dos motores das locomotivas são realizados. PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ No projeto da via de qualquer sistema de transporte, o primeiro passo é determinar os padrões adequados que devem ser utilizados especificamente para a infraestrutura que está sendo projetada; ✓ Padrões relacionados ao projeto geométrico (deve-se ainda considerar as características de suporte do solo – projeto estrutural); ✓ Existem padrões para definição: do volume de projeto, da velocidade de projeto, dos elementos das seções transversais (largura das faixas, do acostamento, canteiros e rampas) e dos acessórios (barreiras, guias, sarjetas e defensas metálicas). RODOVIAS PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ VOLUME DE PROJETO ESPECIFICADO - volume especificado para o projeto, fornecido como volume diário (24 horas) ou horário de projeto (VHP); - quando se trata de volume diário, este é fornecido como volume diário médio anual (VDMA: média da contagem de 24 horas coletada todos os dias do ano) ou volume diário médio (VDM: média da contagem de 24 horas coletada ao longo de vários dias, não chegando a um ano); ✓ VELOCIDADE DE PROJETO - se baseia as diferentes características da rodovia: classificação funcional, topografia da área e uso do solo da área adjacente. - a topografia de uma rodovia em geral é classificada como um de três grupos: • terreno em nível: rampas com 2 graus ou menos; distâncias de visibilidade seguras podem ser facilmente obtidas sem muita terraplanagem; caminhões e carros de passageiros podem atingir velocidades semelhantes nos trechos em rampa; • terreno ondulado: inclinações naturais variam para baixo e para cima do nível da rodovia; existência de rampas íngremes; velocidade dos caminhões é reduzida se comparada à dos carros de passageiros em alguns trechos em rampas, apesar de não chegar a uma velocidade de arrasto; • terreno montanhoso: grandes rampas e mudanças bruscas nas elevações longitudinais e transversais em relação à estrada; necessidade de terraplanagem extensiva para obter as distâncias mínimas de visibilidade, e as velocidades de caminhões em trechos com rampas são reduzidas significativamente (velocidades de rastejo). PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ VELOCIDADE DE PROJETO - a velocidade de projeto deve ser adequada para cada rodovia: as rodovias não devem ser construídas com padrões definidos para alta velocidade quando as velocidades máximas de operação (indicadas pelos limites legais de velocidade) deverão ser muito inferiores; - deve ser escolhida para atingir o nível de operação da via; - muitos dos fatores do projeto de uma estrada dependem de sua velocidade de projeto, o que a torna um dos primeiros parâmetros escolhidos no processo de desenvolvimento; - variam de 30 km/h a 130 km/h, com valores intermediários em intervalos de 5 km/h. PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ ELEMENTOS DA SEÇÃO TRANSVERSAL - Largura das faixas de tráfego • tem impacto significativo sobre a operação e segurança da via; • larguras inferiores a 3,6 metros podem reduzir a capacidade da rodovia; • índices de acidentes envolvendo grandes caminhões são mais altos em rodovias de pistas simples com largura de faixa inferior a 3,3 metros; • varia entre 3,0 e 3,9 metros (mais comum 3,6 m). - Largura dos acostamentos • trecho contíguo à faixa de tráfego; • funções: local para parada de veículos (emergência); suporte lateral para a estrutura do pavimento; • usado como faixa de tráfego temporária, para evitar congestionamento; • larguras entre 3,0 e 3,6 metros (sendo utilizadas menores em casos de ser inviável ou baixo volume de tráfego); • devem facilitar a drenagem das águas superficiais da faixa de tráfego (declividades entre 2% e 6%). PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ ELEMENTOS DA SEÇÃO TRANSVERSAL - Canteiros centrais • separação do tráfego que flui em direções opostas; • funções: área para recuperação para veículos fora de controle; separa o tráfego oposto; áreas de parada em situações de emergência; áreas de acumulação para as conversões à esquerda e retorno; refúgio aos pedestres; reduzir o efeito do brilho dos faróis; faixas temporárias e trechos que permitam a passagem entre as duas pistas durante as operações de manutenção; • podem ser elevados, nivelados ou rebaixados; • por segurança devem ser o mais amplos possível (condizente com os demais elementos e os custos); • larguras variam entre 0,6 a 24metros ou mais (recomendado mínimo de 1,2 m). PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ ELEMENTOS DA SEÇÃO TRANSVERSAL - Barreiras de concreto • nos canteiros centrais oferecem proteção contra a invasão de veículos desgovernados que trafegam no sentido oposto; • nas margens da rodovia protegem os veículos desgovernados de situações perigosas ao longo da margem da rodovia; • importante para vias de altos volumes de tráfego e o acesso a rodovias de múltiplas faixas e outras rodovias é apenas parcialmente controlado; • importante no canteiro central de uma rodovia de pista dupla arterial se houverem condições inseguras, como um declínio lateral repentino ou obstáculos • importante na margem da rodovia quando há alta declividade do aterro e a existência de um objeto. PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ ELEMENTOS DA SEÇÃO TRANSVERSAL - Guias e sarjetas • guias são utilizadas para delinear as bordas do pavimento e as calçadas de pedestres em áreas urbanas, mas também podem ser utilizadas para controlar a drenagem; • São feitas de concreto de cimento Portland ou concreto betuminoso; • classificadas como barreiras (projetadas para impedir a saída de veículos da rodovia e, portanto, mais altas, entre 15 e 20 cm) ou guias rebaixadas (projetadas para permitir a passagem de veículos sobre elas quando necessário, e sua altura varia de 10 cm a 15 cm); • sarjetas e valetas oferecem a principal estrutura de drenagem para o sistema viário; • largura entre 0,3 m e 1,8 m; • para evitar qualquer perigo ao tráfego são construídas com inclinações transversais de 5% a 8% em uma largura de 0,6 m a 0,9 m adjacente à guia. PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ ELEMENTOS DA SEÇÃO TRANSVERSAL - Defensas metálicas • utilizadas para impedir veículos desgovernados de deixar o leito da estrada em curvas horizontais acentuadas e em trechos de aterros altos; • devem ser devidamente projetadas para evitar a criação de situações que conduzam ao perigo quando instaladas em determinado local. - Calçadas • facilitar a segura circulação dos pedestres; • apesar de normalmente não serem disponibilizadas em áreas rurais, devem ser considerados locais com altas concentrações de pedestres, como em áreas próximas a escolas, indústrias e empresas locais; • devem ser disponibilizadas ao longo de vias arteriais sem acostamentos, mesmo se o tráfego de pedestre for baixo; • largura livre mínima de 1,20 m em áreas residenciais, variando entre 1,20 m e 1,40 m. PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ ELEMENTOS DA SEÇÃO TRANSVERSAL - Declividades transversais • necessárias para facilitar a drenagem das águas superficiais; • cuidados são necessários para que a declividade não provoque derrapagem dos veículos até a borda do pavimento; • declividades entre 1,5% a 3%. - Rampas • interferem na velocidade de operação; • devem ser definidas as rampas máximas com base na velocidade do projeto e no veículo de projeto-padrão; • quando o veículo de projeto é um carro de passageiro, as rampas podem ser de até 4% ou 5%; • quando o veículo de projeto é um caminhão essa porcentagem deve ser reduzida; • rampas mínimas precisam ser definidas em função da drenagem. PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ Padrões recomendados pela Federal Aviation Administration (FAA), agência de transporte do governo dos EUA; ✓ Desenvolvidos para garantir segurança, economia e longevidade de um aeroporto; ✓ Importante garantir que outros componentes de um aeroporto relacionados com as pistas de pouso e decolagem e rolamento sejam condizentes; ✓ LOCALIZAÇÃO E ORIENTAÇÃO DAS PISTAS -Vento • o melhor alinhamento para uma pista de pouso e decolagem está na direção do vento dominante, pois ele oferece a cobertura máxima de vento e o componente de vento cruzado mínimo; • cobertura de vento mínima de 95%, quando uma única pista de pouso e decolagem não puder atingir essa cobertura, uma adicional deve ser considerada AEROVIAS PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ LOCALIZAÇÃO E ORIENTAÇÃO DAS PISTAS - Obstrução à navegação aérea • a orientação das pistas de pouso e decolagem deve garantir que as áreas aeroportuárias associadas com o desenvolvimento final do aeroporto estejam livres de riscos à navegação aérea. - Topografia • a pista de pouso e decolagem deve ser orientada no sentido de minimizar a terraplenagem; • as rampas não devem ultrapassar o máximo recomendado, nem os comprimentos das curvas verticais ser inferiores ao mínimo recomendado; PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ LOCALIZAÇÃO E ORIENTAÇÃO DAS PISTAS -Visibilidade da torre de controle aeroportuário • todas as pistas de pouso e decolagem e de rolamento sejam orientadas de forma que disponibilizem uma linha de visão clara de todos os padrões de tráfego e todas as superfícies operacionais sob o controle do tráfego aeroportuário; • É desejável ter uma linha clara de visão dos eixos das pistas de rolamento. - Área de segurança das pistas • área localizada simetricamente ao longo do eixo da pista para melhorar a segurança das aeronaves que pousam depois do local indicado, ultrapassam ou saem da pista; • deve ser estruturalmente capaz de suportar as cargas aplicadas pelas aeronaves sem lhes causar danos estruturais ou ferimentos aos seus ocupantes; • objetos não devem estar localizados dentro desta área. PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ LOCALIZAÇÃO E ORIENTAÇÃO DAS PISTAS - Área livre de objetos da pista • todos os objetos mais altos do que a elevação da borda da área de segurança de final de pista devem ser excluídos desta área - Perigos oriundos da vida selvagem no entorno do aeroporto • A presença de um grande número de aves ou outros animais selvagens pode criar uma situação perigosa; • as posições relativas dos santuários de aves, aterros sanitários ou outros usos do solo que podem atrair um grande número de animais selvagens devem ser consideradas no projeto de localização e orientação da pista. PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ COMPRIMENTO DAS PISTAS - depende de características de desempenho de um da aeronave, o aeroporto que o estará servindo, a altitude e a temperatura do aeroporto e a duração da viagem; - os comprimentos de pista variam de 600 m a 3.000 m; - fatores que influenciam na escolha: tipo de pista de pouso e decolagem (ex.: principal, para vento cruzado ou paralela); pesos brutos de pouso e decolagem; altitude do aeroporto; temperatura máxima diária média no aeroporto; gradiente da pista de pouso e decolagem. ✓ LARGURA DAS PISTAS E DOS ACOSTAMENTOS - fornecidos para diferentes grupos e categorias de aeronaves; - funções dos acostamentos: área para aeronaves que saiam da pista e para o movimento dos equipamentos de emergência e de manutenção. PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ DECLIVIDADES TRANSVERSAIS DAS PISTAS - indicadas em função da categoria das aeronaves que utilizarão as pistas; - além da segurança visam a correta drenagem. ✓ LINHA DEVISÃO AO LONGO DA PISTA - é necessário que uma linha de visão clara esteja disponível ao longo da pista de pouso e decolagem que possibilite que dois pontos de 1,5 m acima da pista sejam mutuamente visíveis por toda a extensão. ✓ LINHA DEVISÃO ENTRE AS PISTAS - É necessária uma linha de visão clara entre as pistas de pouso e decolagem em interseção esteja disponível, fornecendo uma linha de visão desobstruída de qualquer ponto a uma altura de 1,5 m acima do eixo de uma pista de pouso e decolagem para qualquer ponto semelhante acima do eixo de uma pista que a intercepta. PADRÕES DE PROJETO PARAS AS VIAS DE TRANSPORTE ✓ GRADIENTE LONGITUDINAL - para os transporte de passageiros as recomendações são similares às rodovias; - no caso de transporte de cargas são inferiores às rodovias, semelhantes às pistas de aeroportos; - rampas máximas são definidas conforme a classificaçãoda ferrovia levando em conta também a drenagem. ✓ VELOCIDADE DE PROJETO - fatores: conforto e a segurança do passageiro; - pensando no conforto a velocidade máxima não deve ultrapassar a taxa máxima de aceleração lateral que pode ser confortavelmente tolerada pelos passageiros, que é normalmente 0,1 g. - as vias em trechos curvos são projetadas para velocidades que não resultem em forças excessivas no funcionamento da via e nos veículos. - as velocidades de projeto das vias de transporte público de veículos leves sobre trilhos estão entre 65 e 90 km/h, enquanto as das vias intermunicipais de passageiros podem ser superiores a 210 km/h. ✓ COMPRIMENTO MÍNIMO DA TANGENTE ENTRE CURVAS HORIZONTAIS - exigência básica: o comprimento de uma tangente entre as curvas deve ser pelo menos igual ao comprimento do carro mais longo que a via espera transportar (geralmente satisfeita se a distância for de, pelo menos, 30 m); - deve se preocupar também com o conforto dos passageiros. FERROVIAS PROJETO DE ALINHAMENTO VERTICAL ✓ Alinhamento vertical: seções retas conhecidas como rampas ou tangentes ligadas por curvas verticais; ✓ Projeto de alinhamento vertical: escolha das rampas adequadas às tangentes e o projeto de curvas verticais apropriadas para ligá-las; ✓ A escolha da rampa adequada depende da topografia na qual a via estará localizada e dos padrões fornecidos para a modalidade específica; ✓ A forma da curva vertical é a parábola; ✓ Existem dois tipos de curvas verticais: convexas e côncavas. Os pontos sobre o eixo de qualquer via são identificados por suas distâncias a partir de um ponto de referência fixo, que normalmente é o começo do projeto. As distâncias são fornecidas em estacas de 30 m. Exemplo: ponto (350 + 8,20) está a 350 estacas inteiras mais 8,20 m, ou 10.508,2 m a partir do ponto de referência fixado. PROJETO DE ALINHAMENTO VERTICAL ✓ ESCOLHA DAS RAPAS ADEQUADAS PARA CURVASVERTICAIS - utilizar os critérios de rampa máxima recomendados para cada via; - sempre que possível deve-se utilizar rampas inferiores às máximas recomendadas. ✓ PROJETO DE CURVASVERTICAIS - projetar a curva vertical adequada para ligar as duas rampas que se interceptam; - o principal critério é a distância simples de visibilidade mínima. PROJETO DE ALINHAMENTO HORIZONTAL ✓ Os trechos horizontais retos de uma estrada, conhecidos como tangentes, estão ligados por curvas horizontais; ✓ As curvas horizontais são circulares; ✓ Uma curva horizontal circular é projetada por meio da determinação de um raio adequado, que oferecerá um fluxo suave ao longo da curva; ✓ O raio da curva depende principalmente da velocidade máxima em que o veículo percorre a curva e da superelevação máxima admissível; ✓ Existem quatro tipos de curvas horizontais: simples, compostas, reversa e espiral. PROJETO DE ALINHAMENTO HORIZONTAL ✓ SIMPLES - é um segmento simples de uma curva circular de raio R; - a curva simples é definida pelo seu raio (curva com raio de 255 m) ou pelo seu grau (uma curva de 3°). ✓ COMPOSTA - formadas quando curvas simples sucessivas que viram na mesma direção, possuem um ponto de tangente comum; - utilizadas para obter uma forma desejável de alinhamento em um determinado local. PROJETO DE ALINHAMENTO HORIZONTAL ✓ REVERSA - formadas quando curvas simples consecutivas que giram em direções opostas têm uma tangente em comum; - utilizadas quando o alinhamento horizontal precisa ser alterado. ✓ DE TRANSIÇÃO OU ESPIRAL - são aquelas com curvatura variável colocadas entre uma tangente e uma curva horizontal ou entre duas curvas horizontais com raios significativamente diferentes; - proporcionam uma variação progressiva do grau e um deslocamento mais fácil. PROJETO DE ALINHAMENTO HORIZONTAL ✓ PROJETO DE ALINHAMENTO HORIZONTAL - devem ser determinados os raios mínimos com base na velocidade de projeto considerando a taxa máxima de superelevação e a distância de visibilidade na curva; - o valor máximo da superelevação dependerá de alguns critérios, tais como localização da rodovia (área urbana ou rural), as condições climáticas (como a ocorrência de neve) e a distribuição do tráfego lento na corrente de tráfego. REFERÊNCIAS HOEL, Lester A.; GARBER, Nicholas; SADEK, Adel. Engenharia de Infraestrutura de Transportes - Uma integração multimodal - Tradução da 5ª edição norte-americana. Cengage Learning Editores, 10/2012. Disponível no formato E-book.