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Resolução 125 CNJ Conflito1. Toda vez que alguém se sente contrariado, nós temos um conflito. Conflito é um sentimento, desacordo. Próprio da natureza humana Conceito Conflito é a discordância, oposição de interesse, sentimentos e ideias sobre um determinado assunto. O conflito é o processo que começa quando, uma das partes percebe que a outra lhe atingiu de forma negativa, quebrando o equilíbrio e a paz social. Conflitos: Positivos Negativos Ter uma visão diferente do contexto inicial Raiva Possibilidade de mudança Angustia Busca na possibilidade do novo Ansiedade Dialogo Medo Perdão Desordem Frustação Violência Tipos de conflitosa. (a) Conflito de valores Dizem respeito as diferenças morais de religião e de ideologias, sendo subjetivo, ou seja, cada pessoa acredita em alguma coisa tendo para si como aquilo ser único e verdadeiro. (b) Conflito de informação Possui duas características: A distorção e conotação negativa, como por exemplo a manipulação de informações (fofoca). (c) Conflito estrutural Traz consigo diferenças sociais, econômicas e culturais, ou seja, diferenças de classes. (d) Conflito de interesses Esse é o mais comum dentro da sociedade, porque, é a reivindicação de bens e direitos de interesses comuns. (e) Conflito evidente É aquele que existe e é facilmente percebido, porém, de difícil resolução pacífica, pois, depende do engajamento e cooperação das partes. Ex.: Conflitos imobiliários. (f) Conflito eventual Requer uma solução rápida e ocorrerá esporadicamente. Esse conflito nem sempre está claro em um primeiro momento. Ex.: Som com volume alto (vizinhos). (g) Conflito reivindicatório Trata-se de um interesse conflitante, em que uma massa cria um objeto de conflito para ser percebida. Ex.: Greve, panelaço. (h) Conflito equivocado Acontece quando uma das partes conflitantes está enganada quanto ao objeto e a seus direitos. O equívoco pode ser inconsciente ou se utilizar de argumentos falaciosos e oportunistas para obter uma vantagem ao final do conflito. Ex.: Utilizando uma greve importante, para saquear. (i) Conflito oculto Inicialmente uma das partes entende que não há conflito, porém, existe e pode estar sendo reprimido pela outra parte. Ex.: Vítima de violência doméstica. (j) Conflito suposto De início, todo conflito pode ser considerado suposto, mas, sua inexistência só se comprova que não há fundamentos por todos os recursos disponíveis. Há a necessidade de provas. Ex.: Provas, testemunhas e perícias. Reações comuns aos conflitosa. (a) Ignorar e distanciar-se dos conflitos Adiamento da resolução e uma possível piora da situação. (b) Uso da força ou autoridade Violência. Conduta reativa. (c) Conduta proativa Formas Consensuais de Resoluções de Conflitos - Rosana A. Petter sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025 20:59 Página 1 de Resoluções de conflitos (c) Conduta proativa Tentar resolver o conflito de forma dialogada em colaboração mútua. Dia 14 de março de 2025, sexta-feira. Espirais de Conflitoa. Conceito Sugere o crescimento ou escalada do conflito, em que os envolvidos mostram-se mais preocupados em responder a ação que imediatamente antecedeu a reação. No modelo de espiral de conflito, ambos são ao mesmo tempo vítima e ofensor. Processos Construtivos e Destrutivosa. (a) Destrutivos Se caracteriza pelo enfraquecimento ou rompimento da relação social pré-existente à disputa, em razão da forma em que é conduzida. (b) Construtivos São aqueles que as partes concluem a relação processual com fortalecimento da relação pré-existente. Há um retorno do diálogo. (b1) Características • Capacidade de estimular as partes a desenvolverem soluções criativas que permitam a compatibilização dos interesses aparentemente contrapostos. • Capacidade de motivar os envolvidos sem atribuição de culpa. • Proporciona ao final o crescimento pessoal, profissional e organizacional Teoria dos Conflitosa. É a possibilidade de se perceber o conflito de forma positiva, ou seja, a partir do momento em que se percebe o conflito como um fenômeno natural na relação de quaisquer seres vivos, é possível perceber o conflito de forma positiva. Teoria dos Jogosa. Consiste em um dos ramos da matemática aplicada e da economia em que os participantes se engajam em um processo de desenvolver estratégias para maximizar seus ganhos, baseando sua conduta na expectativa de comportamento da pessoa com quem interage. Borel = Jogo (Visão de jogo)○ Ideia de análise sobre o jogo de poker, tende a analisar para ser um jogador, contagem de cartas. Partiu das observações feitas a partir do poker, em especial do blefe, bem como, das interferências que um jogador deve fazer sobre as possibilidades de jogada do seu adversário. Borel tinha como objetivo determinar a existência e uma ótima estratégia que levaria a vitória dos jogadores. Neumann = Ganha/perde (Visão de conflitos)○ • Soma zero Partia da ideia de competição em que o competidor para obter o melhor resultado necessariamente implicaria na derrota do outro oponente, ou seja, um jogo com soma zero "0". Nash = Ganha/ganha○ Introduziu o elemento cooperativo na teoria dos jogos. Para ele, a ideia de cooperação, não seria totalmente incompatível com o pensamento de ganho individual, pois, a cooperação traz a noção que é possível maximizar os ganhos individuais, cooperando com os demais participantes. Portanto, Nash traz o equilíbrio em que as partes envolvidas numa disputa podem lucrar mutuamente se fizerem o melhor para si. (Cooperar, mas nem sempre ceder) • Equilíbrio de Nash Acesso à justiçaa. Conceito: Para Capeletti, o acesso à justiça pode ser encarado como um requisito fundamental, o mais básico dos direitos humanos de um sistema jurídico moderno e igualitário que pretende garantir e não apenas proclamar os direitos de todos. 8.1. Ondas renovatórias de acesso à justiça 1ª onda- Hipossuficientes Está relacionada com a ordem econômica, propondo viabilizar assistência jurídica gratuita aos hipossuficientes. A primeira onda trata-se de assistência aos pobres. • Econômicos O acesso à justiça, era o acesso ao judiciário. • Sistema juridicare Diz respeito à contratação particulares para fazer a prestação da assistência judiciária gratuita. • Escritórios de vizinhança Como forma de redução de custos, e a criação das Defensorias Públicas. 2ª onda- Direitos difusos e coletivos Trata de direitos difusos e coletivos. Dentro do sistema jurídico, deveriam ser criados mecanismos que proporcionassem a representação dos direitos de classes, grupo de pessoas ou de um segmento que tenha interesse público (neste caso de um grande número de pessoas) de forma coletiva, em especial na área ambiental e do consumidor. 3ª onda- "Enfoque de acesso à justiça" Página 2 de Resoluções de conflitos 3ª onda- "Enfoque de acesso à justiça" Também chamada de "Enfoque de acesso à justiça", porque dispõe sobre diversas medidas, tais como: inclusão da advocacia judicial e extrajudicial, reformas pontuais em matérias processuais, visando a simplificação dos procedimentos, além da utilização de "paraprofissionais", para auxiliar na prevenção do litigio, com técnicas diferenciadas, visando adequar a realidade social. • Utilização "paraprofissionais". • Realidade social. Resolução 125/2010.○ 4ª onda - Efetividade do acesso Kazuo Watanabe Tem por objetivo garantir, além do acesso à justiça, a efetividade da resposta pelo poder judiciário, que seria alcançado pela escolha adequada da composição dos conflitos, também denominado de sistemas multiportas. TRABALHO - TEXTO DISSERTATIVO ARGUMENTATIVO. Uma redação de 30 linhas escrita, sobre as seguintes perguntas: O que é o acesso à justiça? Como você descreveria o acesso à justiça? Qual o maior impeditivo para a efetivação do acesso. Dia 28 de março de 2025, sexta-feira. Acesso à Justiça = Justiça social Pacificação social. a. Tem por objetivo a garantia da paz e do equilíbrio das relações sociais, evitando os conflitos, promovendo o desenvolvimentodo grupo social e reduzindo as desigualdades sociais. Art. 3, III, CF. Autocomposiçãoa. (a) Conceito Consiste em meios onde as próprias partes buscam soluções para as suas controvérsias, possuindo poder de decisão, podendo ou não haver a interferência de um terceiro. Prevalece a vontade das partes. (b) Tipos (b1) Unilateral: Ocorre quando uma das partes renuncia, desiste ou tem o reconhecimento jurídico do seu pedido. (b2) Bilateral: Ocorre quando os litigantes fazem concessões recíprocas. (b3) Transações: As partes fazem as concessões recíprocas e chegam à um acordo. Métodos colaborativos: Intenção/vontade de resolver.○ (c) Características (c1) Enfoque prospectivo: Está relacionado à perspectiva temporal, ou seja, os processos autocompositivos têm o enfoque voltado para o futuro e não para o passado. (c2) Buscando soluções: Ao invés de atribuir culpa, devemos buscar soluções. Não se pensa em quem está certo ou errado, mas em como solucionar as questões e atender os interesses dos envolvidos. (c3) Enfoque pluralista: Não existe apenas uma respostas correta, cabendo às partes construírem suas próprias soluções e encontrando a melhor resposta que se adeque ao seu contexto fático. • Diversidade de alternativas • Possibilidade de alternativas (c4) Linguagem e regras simplificadas: Pautado no princípio da informalidade, deve-se estabelecer uma linguagem verbal acessível com regras simplificadas a fim de garantir o conforto e a compreensão das partes. (c5) Participação ativa das partes: As partes são protagonistas do processo autocompositivo, entretanto devem participar voluntária. • Princípio da voluntariedade. (c6) Foco nos interesses: Deve-se focar no verdadeiro interesse das partes. • Verificar os direitos disponíveis e indisponíveis. (c7) Processo humanizado: As partes aprendem a resolver o conflito de maneira positiva e têm a oportunidade de aprender a se relacionar e se conhecer melhor, humanizando as suas relações. • Pacificação social Heterocomposição: Consiste em meios de solução dos litígios SEM a participação das partes. Ex.: Arbitragem e soluções judiciais.a. Página 3 de Resoluções de conflitos - Sistema multiportas Oferecer para as pessoas várias opções para resolução do conflito. É um centro de justiça que visa disponibilizar métodos variados de resolução de conflitos. Esses métodos não visam excluir a figura do judiciário para o julgamento das demandas, mas, possibilitar formas diferentes de pacificação e resolução dos conflitos de forma eficaz para atender as particularidades do caso concreto. São meios menos onerosos, em que as decisões são tomadas pelas próprias partes, visando o empoderamento e restabelecendo o diálogo e a paz e os litigantes. Obs.: Visa romper a cultura do litigio através do empoderamento, possibilitando às partes a escolha d método mais adequado para a solução do seu litigio, visando a satisfação do seu interesse de forma justa e efetiva. Foi criado nos Estados Unidos, pelo Frank Sander em 1970 - FMP - Fórum de multiportas - CNJ Dia 09 de maio de 2025, sexta-feira - B2. NEGOCIAÇÃO • Conceito A negociação consiste em uma comunicação voltada à persuasão . • Tipos de negociação Posicional ou distributiva Consiste naquela em que os envolvidos visam maximizar seus ganhos, sendo que inevitavelmente ocorre a vantagem de um em detrimento da desvantagem do outro. Predomina a lógica da escassez e do ganha e perde. Ancoragem 1. Ocorre quando se fixa um ponto base para as futuras ofertas. Todavia a ancoragem apresenta dois (2) vícios. • O primeiro se refere a postura dotada pelos negociadores • A segunda está relacionada a suposição de uma das partes acerca do valor de reserva da outra. Contra-ancoragem2. Normalmente a primeira oferta é entendida como âncora psicológica, sendo que os parâmetros da negociação devem resistir a primeira opção até ter certeza que a proposta é sensata. Movimentos de concessão3. As partes, após a primeira oferta passam a adotar movimentos e contramovimentos para se char a um acordo com o preço agradável. MAANA: Melhor alternativa à negociação de um acordo • Baseada em princípios ou integrativa Tem por objetivo fazer com que as partes compreendam os interesses de ambos, para então gerar opções e escolher uma solução que gere ganhos mútuos. ZOPA: Zona de possível acordo Acontece quando começam os movimentos de concessão. Todo meio alternativo será baseado em uma negociação. Dia 30 de maio de 2025, sexta-feira. PRINCÍPIOS DA CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO Autonomia da vontade1. É o procedimento consensual em que as partes decidem o seu destino definindo as regras, mas respeitando o ordenamento jurídico. Voluntariedade/decisão informada2. Está fundamentado no princípio da dignidade da pessoa humana, ou seja, não podem ser impostas às partes soluções coercitivas, devendo sempre informá-las sobre o procedimento sobre os direitos e opções dispostas na lei. Informalidade3. É a ausência de regras fixas. Independência4. É a liberdade dos conciliadores e mediadores para exercerem suas funções sem qualquer subordinação ou pressão interna ou externa. Oralidade5. Está ligada à comunicação entre as partes e o conciliador e mediador Imparcialidade e neutralidade6. O conciliador e mediador devem agir de forma imparcial, respeitando o ponto de vista das partes, visando as oportunidades para que elas explorem a negociação (escuta ativa). Cooperação/consenso7. Impede a competitividade entre as partes. Boa-fé8. A boa-fé significa a lealdade, sinceridade, honestidade, entre outras. Confidencialidade9. Página 4 de Resoluções de conflitos - Conciliação Conceito: Focado no acordo1. Evolução2. • CP • Lei 9.099/95 • 2010, Res. 125 • 2015 - CPC e Lei 13.140/15 Conciliador3. • Art. 165, §2º, CPC. Dia 06 de junho 2025, sexta-feira. CONCILIAÇÃO - Evolução Conceito1. Foco no acordo. É um modelo de meio alternativo focado no acordo. É apropriada para lidar com relações eventuais de consumo ou outras relações casuais em que não prevalecem um interesse comum de manter o relacionamento, mas apenas visa equacionar interesses materiais. Finalidades2. - Harmonização social das partes; - Postura não coercitiva; - Restauração da relação social das partes; - Humanidade ao processo; - Preservação da intimidade; - Utilização de técnicas; - Solução construtiva. Conciliador3. Art. 165, §2º, CPC. § 2º O conciliador, que atuará preferencialmente nos casos em que não houver vínculo anterior entre as partes, poderá sugerir soluções para o litígio, sendo vedada a utilização de qualquer tipo de constrangimento ou intimidação para que as partes conciliem. É regulamentado pela Lei 9.099/95 - Lei dos Juizados especiais. Lei: Políticos4. • Semana da conciliação • Conciliômetro • CEJUSC MEDIAÇÃO Conceito1. Considera-se mediação a atividade técnica exercida por terceiro (3º) imparcial sem poder decisório que escolhido ou aceito pelas partes auxilia e estimula a identificar ou desenvolver soluções consensuais para controvérsia. Mediador judicial e extrajudicial (câmaras de mediação).2. É regulamentado pela Lei 9.099/95 - Lei dos Juizados especiais. Lei: CONCILIAÇÃO MEDIAÇÃO 3º imparcial 3º imparcial Técnicas/princípios Técnicas/princípios Focado no acordo Foco no restabelecimento da comunicação Relações eventuais, sem vínculos Relações que possuem vínculo Atua de forma interventiva Intervém o mínimo possível Atua ativamente/cria solução Conflitos complexos Conflito simples (depende) Autocomposição/ganha-ganha Autocomposição/ganha-ganha Obs.: Negocia direitos disponíveis ou indisponíveis que permitam transação. Pode ser resolvido parcial ou integralmente. É possível negociar os direitos indisponíveis? Depende, apenas os disponíveis passiveis de acordo. Crime não. PRÁTICAS RESTAURATIVAS: Pré-circulo1. VER OS MAPAS NA PLATAFORMA PROVA Página 5 de Resoluções de conflitos Pré-circulo1. Página 6 de Resoluções de conflitos