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UNIFECAF 
CINESIOLOGIA E BIOMECÂNICA 
 
 
JEAN MICHELL FIRMO 
 
 
 
 
EXECUÇÃO INCORRETA DO EXERCÍCIO DE AGACHAMENTO LIVRE COM 
BARRA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Navegantes 
2025 
1. RELATÓRIO ESCRITO 
Identificação do Desafio Biomecânico 
Um aluno, ao realizar agachamento livre com barra na academia, inclina 
excessivamente o tronco à frente durante a fase de descida, gerando sobrecarga 
na região lombar. Como consequência, apresenta dor aguda e tensão muscular 
lombar. O desafio é propor um plano corretivo que melhore a técnica de 
execução, fortaleça os grupos musculares envolvidos e otimize a mecânica do 
movimento, prevenindo futuras lesões. 
O agachamento livre com barra é um exercício composto que exige 
estabilidade central (core), mobilidade articular adequada e controle 
neuromuscular. Quando realizado incorretamente, especialmente com 
inclinação excessiva do tronco, há aumento do torque na coluna lombar 
(MCGINNIS, 2015), elevando o risco de lesão muscular ou discal (HALL, 2016). 
Segundo Albuquerque (2020), a biomecânica correta do agachamento inclui: 
 Posição neutra da coluna; 
 Flexão simultânea de quadris, joelhos e tornozelos; 
 Manutenção do centro de gravidade na base de apoio. 
 
Identificação das hipóteses para execução incorreta: 
 Fraqueza no core (abdominais/lombares); 
 Glúteos inativos ou fracos; 
 Mobilidade limitada em tornozelo e quadril; 
 Falta de propriocepção ou consciência postural. 
A técnica incorreta é multifatorial, com interação entre mobilidade, força e 
controle motor. Estratégias corretivas devem considerar todos esses fatores, 
promovendo um trabalho coordenado entre estabilizadores e motores primários 
do movimento. 
Proposta de Solução: 
Corrigir padrão de movimento do agachamento e reabilitar a região lombar, 
através de um plano que envolva: 
1. Fortalecimento do core (músculos abdominais e lombares); 
2. Fortalecimento de glúteos e músculos estabilizadores de quadril; 
3. Aprimoramento da mobilidade de quadril e tornozelos; 
4. Melhoria na estabilidade e alinhamento dos joelhos. 
 
Plano de Ação com Etapas, Prazos e Recursos Necessários: 
Etapa Objetivo Duração 
(Semanas) 
Exercícios/Recursos 
Fase 1: 
Reabilitação e 
Ativação 
Neuromuscular 
Aliviar tensão 
lombar e ativar 
o core 
1-2 
semanas 
Prancha, ponte glútea, 
alongamento de 
isquiotibiais 
Fase 2: 
Mobilidade e 
Estabilização 
Melhorar 
mobilidade de 
quadril e 
tornozelo; 
estabilidade do 
core 
3-4 
semanas 
Mobilidade de tornozelo, 
clamshell, bird dog, 
abdominal dead bug 
Fase 3: 
Fortalecimento 
Progressivo 
Fortalecer 
glúteos, 
quadríceps e 
core em cadeia 
cinética fechada 
5-6 
semanas 
Agachamento com 
miniband, step-up, split 
squat 
Fase 4: Técnica 
e Progressão 
Aprimorar 
técnica de 
agachamento 
com carga 
7-8 
semanas 
Agachamento goblet, 
agachamento com 
pausa, agachamento 
com barra guiada 
 Estratégias corretivas: 
1) Fortalecimento dos Músculos Abdominais e Lombares 
 Prancha frontal e lateral 
 Dead bug 
 Superman (extensão lombar leve e controlada) 
 Bird-dog 
 
Promove estabilidade da coluna e melhora a consciência corporal (HALL, 
2016). 
 
2) Flexibilidade e Mobilidade dos Flexores do Quadril 
 Alongamento dinâmico de flexores do quadril (hip flexor stretch) 
 Mobilidade ativa de quadril com bastão 
 Foam rolling em quadríceps e iliopsoas 
 
Melhora a amplitude de movimento e reduz compensações no padrão do 
agachamento (WOLF, 2020). 
 
3) Fortalecimento dos Glúteos e Estabilidade do Quadril 
 Ponte glútea unipodal (single-leg glute bridge) 
 Clamshell com miniband 
 Step-up lateral 
 Agachamento com elástico acima dos joelhos 
 
Estabiliza a pelve e previne a inclinação do tronco (ALBUQUERQUE, 
2020). 
 
4) Estabilidade dos Joelhos na Fase de Descida 
 Wall sit com bola entre os joelhos 
 Agachamento isométrico com miniband 
 Deslocamento lateral com miniband 
 
Melhora o alinhamento patelo-femoral e o controle dos joelhos na fase 
excêntrica (MCGINNIS, 2015). 
 
2. APRESENTAÇÃO PRÁTICA DINÂMICA 
 
 
 
3. AUTOAVALIAÇÃO REFLEXIVA 
Durante a elaboração deste portfólio, enfrentei o desafio de conectar a 
biomecânica teórica com a prática clínica da prescrição de exercícios corretivos. 
Foi essencial revisitar conceitos de cadeia cinética, controle motor e 
estabilização articular. Aprendi que uma técnica incorreta, como no 
agachamento, pode ser consequência de desequilíbrios em diversas regiões 
corporais, e não apenas um erro isolado. 
A aplicação de estratégias baseadas em evidências fortaleceu minha 
capacidade de pensar de forma sistemática e personalizada. Pretendo usar esse 
modelo em futuros casos de reabilitação e aprimoramento da técnica em sala de 
musculação. A abordagem progressiva me mostrou a importância da paciência 
e consistência no processo de recuperação e melhora da performance. 
 
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 ALBUQUERQUE, André Martines de. Biomecânica prática no exercício 
físico. Curitiba, PR: Intersaberes, 2020. 
 WOLF, Renata. Biomecânica do esporte e exercício. 1. ed. São Paulo: 
Contentus, 2020. 
 MCGINNIS, Peter. Biomecânica do esporte e do exercício. 3ª ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2015. 
 HALL, Susan. Biomecânica Básica. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2016.

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