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🚑 Trauma torácico Trauma torácicas É qualquer lesão física que ocorra no peito (costelas, coração e pulmão). É responsável por 25% de todas as lesões traumáticas. Pode ser causado por traumas contusos, como acidentes de carro, quedas e impactos em geral; lesões penetrantes (por arma de fogo ou arma branca) ou pela união de vários fatores (acidentes automobilísticos com contusão e lesão penetrante associadas). É classificado: Quanto ao tipo de lesão Aberto: são os ferimentos mais comuns FAB (ferimento por arma branca) e FAF (ferimento por arma de fogo) Fechado: são as contusões Quanto ao agente causal FAF (ferimento por arma de fogo) FAB (ferimento por arma branca) Acidentes automobilísticos Outros Quanto á manifestações clínicas Pneumotórax (hipertensivo ou não) Hemotórax Tamponamento cardíaco Contusão pulmonar Lesão de grandes vasos (aorta, artéria pulmonar, veias cavas) Pneumotórax PTX VAI CAIR NA PROVA Trauma torácico 1 É a presença de ar na cavidade pleural, podendo levar á compressão do parênquima pleural e insuficiência respiratória. Ele pode ser classificada em espontâneo e adquirido: Espontâneo primário: paciente sem doença de base; (bolha enfisematosa sub-pleural) Espontâneo secundário: complicação de doenças prévias; Adquirido iatrogênico: consequência de um procedimento mal sucedido; Adquirido traumático. Seus sinais e sintomas são: Hipóxia, hipercapnia, acidose e hipovolemia; Dispneia (relacionado ao grau de compressão do parênquima pulmonar) Abaulamento do hemitórax afetado (mais nítido em crianças) Hipertimpanismo à percussão; Ausência ou diminuição do murmúrio vesicular Em pneumotórax hipertensivo, aparecem sinais de choque com pressão venosa alta (estase jugular). Ele pode ser: Pneumotórax simples Sua etiologia é baseada no trauma penetrante e na contusão torácica. Seu diagnóstico é dado pela hipersonoridade à percussão e diminuição ou ausência de murmúrio vesicular e complementado pelo Rx de tórax, onde há uma maior radiotransparência do pulmão acometido. Pneumotórax hipertensivo Se desenvolve quando o ar consegue entrar na cavidade pleural através de um mecanismo de válvula unidirecional, ou seja; o ar entra, mas não sai. Trauma torácico 2 Após a identificação do Pneumotórax, realize o XABCDE X (lesões exsanguinante): identificar a presença de lesões exsanguinante e realizar o controle imediato da hemorragia (compressão, torniquete e curativos compressivos). Feridas penetrantes devem ser rapidamente cobertas com curativo oclusivo com curativo de três pontas. A (abertura de vias aéreas e estabilização da CV Em vítimas com trauma do tórax, mantenha permeabilidade de VA e instale dispositivo de imobilização de coluna. B (ventilação e respiração): Atente-se para irregularidades do padrão respiratório como: bradipneia, taquipneia; verifique o tórax através de presença de equimose, hiperemia, ferimento local e movimentos paradoxais, estase jugular e desvio de traqueia (solicite apoio SAV; evite hiperventilação; aplique curativo de três pontas nas lesões soprantes; nas Trauma torácico 3 vítimas de FR 10 irpm ou 30 irpm, oferte O2 por BVM (bolsa-válvula- máscara) nas frequências: adulto 10vpm, criança 20 vpm e lactente 25 vpm. C (circulação com controle da hemorragia): vítimas com trauma de tórax podem ter comprometimento circulatório devido lesões; monitore sinais vitais (hipotensão e alteração de FC, solicite apoio SAV. D (verifique nível de consciência): pode ser utilizada a escala de coma de glasgow; a vítima com alteração do nível de consciência agitado, confuso, sonolento e não respondendo a estímulos, solicite apoio SAV. E (exposição e controle de hipotermia): exponha se necessário e aqueça com manta aluminizada; transporte para uma unidade de saúde conforme orientação médica. Trauma torácico 4