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1 FACULDADE ÚNICA DE IPATINGA 2 Solimar Garcia Doutora e pós-doutora em Engenharia de Produção, Mestre em Comunicação, possui MBA em Comunicação e Marketing, e Especialista em Educação, Ensino Superior e Educação a Distância, também é Graduada em Marketing, Jornalista e Publicitária pela Fundação Cásper Líbero. Atuou como gerente de equipes comerciais e administrativas, é consultora, pesquisadora, jornalista, palestrante e autora de diversos livros. Atuou em órgãos da imprensa como jornal “O Estado de São Paulo”, revistas especializadas, e empresas na área de gestão, comunicação e marketing. Atua na área acadêmica como Coordenadora, docente presencial e a distância em diversas instituições, com artigos e capítulos de livros em publicações nacionais e internacionais. MARKETING II 1ª edição Ipatinga – MG 2021 3 FACULDADE ÚNICA EDITORIAL Diretor Geral: Valdir Henrique Valério Diretor Executivo: William José Ferreira Ger. do Núcleo de Educação a Distância: Cristiane Lelis dos Santos Coord. Pedag. da Equipe Multidisciplinar: Gilvânia Barcelos Dias Teixeira Revisão Gramatical e Ortográfica: Izabel Cristina da Costa Revisão/Diagramação/Estruturação: Bárbara Carla Amorim O. Silva Carla Jordânia G. de Souza Rubens Henrique L. de Oliveira Design: Brayan Lazarino Santos Élen Cristina Teixeira Oliveira Maria Luiza Filgueiras © 2021, Faculdade Única. Este livro ou parte dele não podem ser reproduzidos por qualquer meio sem Autorização escrita do Editor. Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Melina Lacerda Vaz CRB – 6/2920. NEaD – Núcleo de Educação a Distância FACULDADE ÚNICA Rua Salermo, 299 Anexo 03 – Bairro Bethânia – CEP: 35164-779 – Ipatinga/MG Tel (31) 2109 -2300 – 0800 724 2300 www.faculdadeunica.com.br 4 Menu de Ícones Com o intuito de facilitar o seu estudo e uma melhor compreensão do conteúdo aplicado ao longo do livro didático, você irá encontrar ícones ao lado dos textos. Eles são para chamar a sua atenção para determinado trecho do conteúdo, cada um com uma função específica, mostradas a seguir: São sugestões de links para vídeos, documentos científi- co (artigos, monografias, dissertações e teses), sites ou links das Bibliotecas Virtuais (Minha Biblioteca e Biblioteca Pearson) relacionados com o conteúdo abordado. Trata-se dos conceitos, definições ou afirmações importantes nas quais você deve ter um maior grau de atenção! São exercícios de fixação do conteúdo abordado em cada unidade do livro. São para o esclarecimento do significado de determinados termos/palavras mostradas ao longo do livro. Este espaço é destinado para a reflexão sobre questões citadas em cada unidade, associando-o a suas ações, seja no ambiente profissional ou em seu cotidiano. 5 SUMÁRIO O SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE MARKETING E A TOMADA DE DECISÃO ................................................................................................... 9 1.1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 9 1.2 SISTEMA DE REGISTROS INTERNOS ....................................................................... 12 1.3 SISTEMA DE INTELIGÊNCIA DE MARKETING ......................................................... 14 1.3.1 Melhores práticas da concorrência, ou benchmarking ...................... 15 1.4 SISTEMA DE APOIO ÀS DECISÕES ........................................................................ 15 1.4.1 Inteligência artificial e softwares para tomada de decisão ............... 16 FIXANDO O CONTEÚDO ...................................................................................... 17 SISTEMA DE PESQUISA E MARKETING .................................................. 20 2.1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 20 2.2 PESQUISA DE MARKETING E PESQUISA DE MERCADO ........................................ 20 2.3 PLANEJAMENTO DE PESQUISA DE MARKETING ................................................... 22 2.4 FONTES DE DADOS E METODOLOGIA .................................................................. 24 2.5 PESQUISA DE MARKETING NA INTERNET .............................................................. 28 FIXANDO O CONTEÚDO ...................................................................................... 29 POSICIONAMENTO DE MERCADO E COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR .................................................................................... 32 3.1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 32 3.2 ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO DE MERCADO ........................................... 32 3.3 COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR ............................................................... 34 3.4 FATORES QUE IMPACTAM NO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR ............. 35 3.5 COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR ON-LINE ................................................ 38 FIXANDO O CONTEÚDO ...................................................................................... 40 MARCAS E PRESENÇA DIGITAL .......................................................... 43 4.1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 43 4.2 MARCAS NA INTERNET .......................................................................................... 43 4.3 PRESENÇA DIGITAL ................................................................................................ 46 4.4 BRANDING ............................................................................................................. 49 FIXANDO O CONTEÚDO ...................................................................................... 53 PLANEJAMENTO DE MARKETING DIGITAL E MÉTRICAS .................... 56 5.1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 56 5.2 PLANEJAMENTO DE MARKETING DIGITAL ........................................................... 56 5.3 MÉTRICAS PARA O MARKETING DIGITAL ............................................................. 60 5.4 A EXPERIÊNCIA DO CLIENTE E O OMNICHANNEL ............................................... 63 FIXANDO O CONTEÚDO ...................................................................................... 64 INFLUENCIADORES DIGITAIS .............................................................. 67 6.1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 67 6.2 MARKETING DE INFLUÊNCIA ................................................................................. 67 6.3 NICHOS E COMUNIDADES .................................................................................... 69 6.4 REDES SOCIAIS SEGMENTADAS, POR AFINIDADE OU NICHO, OU VERTICAIS .. 70 6.5 POR QUE AS PESSOAS SEGUEM OS INFLUENCIADORES? ................................... 71 FIXANDO O CONTEÚDO ...................................................................................... 73 RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO........................................... 77 UNIDADE 01 UNIDADE 02 UNIDADE 03 UNIDADE 04 UNIDADE 05 UNIDADE 06 6 REFERÊNCIAS ....................................................................................... 78 7 CONFIRA NO LIVRO Este capítulo apresenta a importância do sistema de informações de marketing para a tomadaem tempo de atingir os objetivos esperados. No marketing digital não é diferente e é preciso definir as métricas de verificação dos resultados. Isso pode ser feito por meio de programas prontos existentes no mercado, ferramentas gratuitas e pagas para essa finalidade. Assim, informações como número de seguidores, de fãs, likes, inscritos, comentários, respostas, compartilhamentos e outros devem ser acompanhados. 10) Régua de relacionamento Assim como o modelo de planejamento deve ser adaptado, a régua de relacionamento também, pois deve considerar o que é importante para a empresa naquele momento e ao longo do tempo. Abaixo são apresentadas algumas oportunidades de envio de mensagens pessoais, que podem causar a simpatia do consumidor com a empresa. Agradecimento pelo registro para receber newsletter. Mensagem para quem abandonou o carrinho. Mensagem oferecendo para o cliente rever os produtos visitados. Newsletters de ofertas segmentas por público-alvo. 60 Acompanhamento pós-venda. Manter um canal de contato aberto por e-mail, redes sociais, telefone ou chat on-line. Remarketing – oferecer produtos relacionados à compra, oferecer desconto, e descobrir se o cliente precisa de algo diferenciado. E-mail de aniversário. E-mails em datas especiais para o e-commerce, como o dia do consumidor, a Black Friday e a Cyber Monday. Tudo começa com o planejamento e os objetivos. E para avaliar? É preciso saber o que se busca avaliar e saber, portanto, quais são as métricas mais importantes para o caso específico. 5.3 MÉTRICAS PARA O MARKETING DIGITAL Conheça algumas formas de mensuração de resultados (Figura 18). 61 Figura 18: Mensuração de resultados em marketing digital Fonte: Adaptado de Lima-Cardoso, Salvador e Simoníades (2017) As plataformas realizam essas análises de dados de forma rápida e eficiente, de forma gratuita ou paga, como a Adobe, a IBM e o Google, que oferecem diversas ferramentas. Métricas de Web analytics Medir a eficiência de mídias específicas é possível com as métricas de Web Analytics, que oferecem dados como: Número de sessões: quantidade de visitas. Taxa de conversão: percentual de vendas, de cadastros e outros. Taxa de vendas: contatos iniciais, fechamentos. Ticket médio: valor de vendas dividido pela quantidade de vendas. Return on investiment (ROI): faturamento da empresa, menos as despesas. Return on advertising spend (ROAS): faturamento por mídia, menos investimento por mídia. Custo por ação ou venda (CPA): custo de cada venda = soma das despesas com mídia dividida pelo número de vendas realizadas. 62 Satisfação do cliente: ouvir o cliente, reclamações e sugestões, para avaliar falhas e os acertos, que pode levar ainda a um relacionamento com o cliente. Marques (2018) mostra ainda outras métricas que podem ser acompanhadas: total de visitantes únicos, número de páginas visualizadas, páginas vistas por sessão, duração média da sessão, taxa de rejeição (abando do website sem executar ação nenhuma), porcentagem de novas visitas ao site, de onde vêm as visitas (acesso direto, Google, links, redes sociais, publicidade e outros), informações do público-alvo (localização, idioma e outras), utilização de smartphones e tablets, comportamento do público de origem das redes sociais e os links mais partilhados, páginas mais vistas, página de entrada e saída, velocidade do website (impacta na taxa de rejeição). Índices de eficiência da mídia Além dos resultados é possível utilizar métricas para medir a eficiência da mídia utilizada, como: Brand awareness - lembrança de marca – seguidores, curtidas e visualizações a partir da comunicação proposta. Brand engagement - engajamento com a marca - páginas visitadas no site, compartilhamentos em redes sociais, taxa de rejeição. Conversões em landing pages - geração de leads – página especial com a finalidade de conversão em compras, cadastros e outros, para transformar visitantes em lead. 63 5.4 A EXPERIÊNCIA DO CLIENTE E O OMNICHANNEL Monitorar resultados é imprescindível em ações de marketing e de comunicação, pois permite acertar a condução de estratégias e ações da área. A experiência do cliente faz parte desse conjunto de monitoramento necessário, com visão holística do negócio para evitar danos à imagem e aos resultados. Por meio da tecnologia, acompanhar a jornada do cliente, desde seu primeiro clique, até a efetivação da compra é possível e deve proporcionar uma experiência positiva ao cliente, em qualquer canal, que são o meio pelo qual pode- se disponibilizar produtos e serviços ao consumidor, conforme as suas exigências e demandas pessoais. A utilização de um site, aplicativo e loja física é uma estratégia multichannel. Quando os canais se comunicam entre si é uma estratégia crosschannel, como quando uma pessoa compra pela internet e retira o produto em uma das lojas da rede. A operação omnichannel prevê a interligação de informações em todos os canais, possibilitando ao cliente utilizar qualquer um deles com a mesma experiência. Essa possibilidade agrega muito valor ao produto e à empresa, uma vez que a satisfação do cliente sobe muito com essas experiências positivas. 64 FIXANDO O CONTEÚDO 1. Se uma empresa determina que aumentará o número de clientes em 10%, ao longo de seis meses, por meio de estratégias digitais, cujo responsável será a área de marketing. Essas ações fazem parte de qual fase do planejamento de marketing digital? a) Plano de ação. b) Diagnóstico. c) Cronograma. d) Cenário. e) Implantação. 2. Analise as assertivas e escolha a alternativa correta. I. Mensurar ações de comunicação on-line é mais complexo do que as ações off- line. II. Retorno do investimento se refere ao custo e o tempo para alcançar o resultado esperado. III. Na internet ficou mais simples mensurar e conhecer o retorno do investimento. Estão corretas somente: a) I e II. b) II e III. c) III, apenas. d) II, apenas. e) I e III. 3. Em comunicação, o acompanhamento das ações deve ser constante, pois: a) As métricas atrapalham essa atividade no marketing digital. b) Ações de engajamento não precisam ser monitoradas. c) É possível corrigir os rumos da campanha para alcançar os objetivos. d) O atendimento ao cliente deve ser a última mensuração possível. 65 e) Mensuração e métricas não fazem parte do planejamento. 4. Analise as assertivas e escolha a alternativa correta. Quando se pensa em métricas no marketing digital é importante mensurar I. Número de seguidores, de clientes e de fãs. II. Atividades off-line e jornada do cliente on-line. III. Número de likes, inscritos e comentários. IV. Número de respostas e compartilhamentos. Estão corretas apenas a) I, II e IV. b) I e IV. c) II e IV. d) I, III e IV. e) II, III e IV 5. O marketing digital apresenta oportunidades de envio de mensagens pessoais, que podem causar a simpatia do consumidor com a empresa. Essas ações fazem parte das atividades a) De mensuração da campanha. b) De planejamento das estratégias. c) Diárias e semanais. d) Da régua de mensuração. e) Da régua de relacionamento. 6. Entre os índices de eficiência da mídia, pode-se mensurar diversos deles. a) O brand awareness pode ser medido por seguidores e curtidas. b) O brand awareness é feito apenas no modelo off-line. c) O brand engagement pode ser medido pelos e-mail marketings. 66 d) Geração de leads é o mesmo que geração de vendas. e) As landing pages servempara transformar o cliente que abandonou a compra. 7. O cliente que pesquisa pelo site, entra no aplicativo para comprar e busca o seu produto na loja está tendo uma experiência: a) Omnichannel b) Multichannel. c) Crosschannel. d) Unichannel. e) Channel. 8. Quando todos os canais estão interligados e possuem as mesmas informações é possível que o cliente tenha a mesma experiência em todos eles. Estamos falando da a) Operação multichannel. b) Operação crosschannel. c) Operação omnichannel d) Operação unichannel. e) Operação channel. 67 INFLUENCIADORES DIGITAIS 6.1 INTRODUÇÃO A escolha de produtos e serviços na internet tem um ingrediente importante que é a opinião das pessoas sobre eles. A leitura dos comentários tornou-se praticamente obrigatória ao se analisar determinada compra, colocando a internet como fonte de informações, tanto para quem vende, como para quem busca um produto. Essas opiniões de pessoas comuns, ou de celebridades, são as vozes dos influenciadores digitais. Os influenciadores sempre existiram: pessoas que persuadem e influenciam outras a tomar uma atitude, realizar uma ação. Entre eles estão a imprensa, os governos e os pesquisadores, formadores de opinião por natureza, que avaliam a empresa, sua marca e produtos e influenciam o julgamento de outras pessoas pelo papel social que ocupam. Entre os formadores de opinião pode-se incluir ainda os influenciadores digitais, que atuam na internet e nas redes sociais, influenciando seus seguidores a comprar produtos. 6.2 MARKETING DE INFLUÊNCIA Com a evolução da internet surgiu a figura dos influenciadores digitais, que atuam em seus blogues, sites e redes sociais, apresentando informações relevantes sobre suas áreas de atuação. Por passarem a ser referência em determinados temas, conquistam autoridade junto aos consumidores, o que leva as marcas a contratarem a divulgação da empresa e de produtos com eles. Os influenciadores digitais representam o boca a boca na internet e fazem o buzz marketing – burburinho, movimentação alcançada com os comentários, visualizações e compartilhamentos. Para as marcas é importante manter esses representantes sob controle, com acompanhamento de comentários, dada a amplificação de qualquer movimento que a internet favorece. Os clientes ficam engajados com a marca, para o bem, ou para o mal. UNIDADE 68 No início da internet e da disseminação dos blogues, esses influenciadores atingiam milhões de seguidores, o que tornava qualquer pessoa comum que publicasse com conteúdo de qualidade, ganhar status de celebridade e de influenciador digital. Já distantes alguns anos do início dessas práticas, é cada vez mais difícil alcançar números expressivos de seguidores e os microinfluenciadores também são acionados pelas marcas, como os youtubers, instagrammers, bloggers, entre outros. Esses profissionais atingem públicos segmentados e específicos, com nichos bem determinados, como um influenciador que fale sobre mercado de trabalho e a diversidade, por exemplo. É um público bem específico, tratando então de um nicho dentro do segmento. Esse foco é importante, pois trarão melhores resultados para as campanhas e reunirá números que formarão uma base de dados sobre o comportamento do consumidor. A comunicação feita pelos influenciadores é personalizada e eles ainda facilitam a fidelização dos clientes, levando ao aumento de vendas e ao alcance dos resultados esperados pela empresa. Navarro (2019) revela as razões para as empresas investirem em influenciadores digitais. A primeira delas é que a internet é a segunda maior mídia, atrás apenas da televisão, reunindo o maior número de possíveis compradores. O segundo é que o custo mais baixo se reflete em um retorno sobre investimento mais rápido. Outro ponto é que a criação de uma base de consumidores para engajamento não é simples, e os influenciadores possuem essa base de clientes para engajamento imediato com a marca, e oferecem a credibilidade já alcançada. Além disso, a internet é a maior fonte de pesquisas para as decisões de compra, que faz parte da jornada da maioria dos compradores on-line. Ao investir em influenciadores digitais, não se trata apenas de privilegiar métricas como número de seguidores, likes e comentários, mas de avaliar se os 69 conteúdos produzidos têm relevância para seu público-alvo. Se tiver, é provável que o influenciador tenha poder de persuadir o consumidor. As atividades dos influenciadores ultrapassam os domínios da internet e são realizadas nos programas de TV, em feiras de negócios e outros eventos públicos, para apresentar as experiências com o produto diretamente ao cliente. Essa movimentação tem o objetivo de aproximação com o cliente, ou aprofundar o relacionamento e gerar a fidelização. 6.3 NICHOS E COMUNIDADES A reputação das marcas está ligada a sua capacidade de interagir nas diversas comunidades com habilidade para gerar encontros e conversas positivas. Os criadores de conteúdo fazem esse papel de intermediar a mensagem da campanha de forma a fazer sentido para o cliente. Não se trata de reproduzir textos, mas criar narrativas adequadas para engajar aquele público específico. Os influenciadores digitais somam mais de 9 milhões em ação, dos quais 62% são mulheres e alguns deles tratados como nanoinfluenciadores, os que têm entre mil e 10 mil seguidores (INFLUENCY.ME, 2020b). Mais do que buscar uma audiência, as empresas e as marcas precisam entender que se trata de falar com pessoas e fazer parte dessa conversa, gerando valor para a comunidade na qual está inserida. Por isso, falar cada vez mais próximo ao cliente é fundamental, o que os influenciadores digitais fazem de melhor. Não existe mensagem de massa na internet e as mensagens devem ser específicas para os públicos que se deseja atingir. A profusão de nichos e comunidades que formam a internet faz com que não se deva apegar às 70 chamadas métricas da vaidade, que apresentam números altos de likes, de seguidores e de views. Além disso, esses profissionais têm seu próprio nicho e comunidades particulares e atuam de forma bem específica e muito próxima ao cliente. As pessoas se conectam com outras pessoas por meio de histórias reais e as histórias possíveis de serem contadas servem para engajá-las com outras que compartilhem propósitos e valores, no mesmo ambiente digital, no qual todos possam ter voz. É esse engajamento que vai proporcionar as conversas entre as marcas e os clientes, por meio dos influenciadores. Nesse sentido, a tecnologia e os dados permitem um controle cada vez maior das ações. O engajamento proporcionado pelos influenciadores digitais é maior do que as marcas conseguem obter em seus perfis. As novas analytics buscam analisar a espontaneidade e a qualidade de um comentário, por exemplo, ou ainda uma reação nas redes sociais, por meio de análise neurolinguística e inteligência artificial. 6.4 REDES SOCIAIS SEGMENTADAS, POR AFINIDADE OU NICHO, OU VERTICAIS As redes sociais mais populares e com maior número de participantes ativos são o Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp. Esses seguidores têm perfis variados e interesses diversificados, assim como as empresas também estão presentes nelas com seus perfis. As pessoas se conectam nessas redes por vínculos afetivos, de amizade ou parentesco e amizade – os amigos distantes, os próximos, os colegas de trabalho entre outros. Para o relacionamento e a interação, essas redes são eficientes, mas atividades relacionadas ao mercado, as redes sociais segmentadas são mais eficazes, pois têm objetivos bem definidos e propiciam relacionamento entre71 pessoas com mesmos interesses, o que pode ser uma oportunidade. Essas redes sociais segmentadas abordam os conteúdos de forma mais profunda e abrangente, e tratam de assuntos específicos e especializados, como culinária, viagens, games, e tantas possibilidades. Nessas redes sociais de nicho, as discussões podem ser mais profundas e relevantes, proporcionando a geração de ideias e incentivando a cocriação entre as pessoas e as empresas, melhorando o desenvolvimento de produtos e serviços. O relacionamento torna-se mais próximo ao público de interesse, oferecendo conteúdo sobre a área de atuação dos membros. Entre as redes sociais de nicho, Turchi (2019) apresenta diversas delas: Skoob, para para amantes da leitura; Receitáculo, para culinária; Trocajogo, para games; Tinder, para encontros amorosos. Existem ainda redes específicas para profissionais, como a Houzz, para arquitetos; CasaPro, para decoradores e arquitetos, iDent, para dentista. 6.5 POR QUE AS PESSOAS SEGUEM OS INFLUENCIADORES? Segundo um estudo do Ibope, pelo menos 70% dos brasileiros navegam na internet e existem 230 milhões de smartphones, cobrindo 92% dos domicílios brasileiros. Desses, 52% seguem pelo menos um influenciador digital. A maioria dessas pessoas são mulheres da classe B, e tem entre 25 e 34 anos (PORTAL COMUNIQUE-SE, 2020). A mesma pesquisa revela as razões pelas quais as pessoas seguem os influenciadores digitais: • Conteúdo com informação relevante; • Ideias ou pensamentos semelhantes aos do usuário; • Interação com os seguidores; • Compartilhar ideias sem impor opiniões; • Ser engraçado; • Variedade de assuntos; • Ser uma pessoa séria; • Temas cotidianos; • Sorteio e entrega de brindes. 72 Por isso é tão importante desenvolver uma estratégia que abranja o investimento e influenciadores digitais. Essa atividade pode ser feita por meio de parcerias, ou por agências especializadas, que encontram os profissionais mais adequados para a marca e realizam campanhas segmentadas para os diversos públicos a serem alcançados. 73 FIXANDO O CONTEÚDO 1. Quando lemos um comentário negativo sobre um produto e deixamos de comprar, a opinião de outra pessoa nos influenciou. As opiniões de pessoas comuns ou famosas representam a figura dos a) Influenciadores digitais. b) Líderes de opinião. c) Audiência qualificada. d) Mensuração de atividades. e) Fãs digitais. 2. Quando assistimos uma notícia sobre determinado assunto e houver a opinião de outras pessoas sobre o tema, essas pessoas passam a nos influenciar. Sobre essa influência podemos afirmar: a) Os governos não exercem influência no comportamento das pessoas. b) A imprensa é uma das principais formadoras de opinião na sociedade. c) Pesquisadores acadêmicos devem ser influenciadores só na internet. d) Os influenciadores digitais não são considerados formadores de opinião. e) Os influenciadores digitais só são considerados a partir de 500 mil seguidores. 3. Uma marca, ao publicar conteúdo de qualidade sobre determinado assunto, pode se tornar uma autoridade naquele tema. Escolha a alternativa correta. a) O número de publicações é mais importante do que a qualidade do conteúdo. b) Autoridade em algum tema só consegue ter quem está desde o início na internet. c) Conteúdos relevantes colaboram para criar a autoridade da empresa no tema. d) A marca pode ser uma autoridade na internet sem fazer publicações. e) Conteúdo relevante deve ser publicado apenas após o planejamento integral. 74 4. Analise as assertivas e a relação entre elas. I. Apesar de não ter número significativo de seguidores, micro e nano influenciadores são importantes na estratégia da marca da empresa. PORQUE II. Esses profissionais atingem públicos segmentados e específicos, com nichos bem determinados. a) A primeira e a segunda estão corretas, mas não se correlacionam entre si. b) A primeira está correta e a segunda incorreta, e ambas se relacionam entre si. c) A primeira está correta e a segunda incorreta, e elas não se correlacionam entre si. d) A primeira e a segunda estão corretas e a correlação entre as duas está correta. e) A primeira e a segunda estão incorretas, mas se relacionam corretamente. 5. Entre as vantagens da utilização dos influenciados digitais na estratégia de comunicação da empresa destaca-se a) Ação de massa sem compromisso. b) Aumento de vendas só nas inserções. c) Internet não pode ser considerada mídia. d) Mensuração pode ser dispensada. e) Custo baixo em relação ao retorno. 6. Analise as alternativas e escolha a correta. a) Conteúdos relevantes e de qualidade podem levar o influenciador a persuadir o consumidor. b) Os sites e blogues são a maior fonte de pesquisas para as decisões de compra. c) A qualidade dos conteúdos podem deixar de ser avaliada quando o influenciador for famoso. d) Seguidores, likes e comentários não devem ser mensurados. e) A internet faz parte da jornada de compra apenas pelo smartphone. 75 7. A interação com os clientes da marca deve ser realizada o tempo todo. Essa troca de ideias é o engajamento do cliente, que passa a se envolver com a marca e cocriar produtos e serviços com ela. I. A troca de ideias nas comunidades podem gerar encontros e conversas positivas. II. As narrativas devem buscar o engajamento do público e sua participação ativa nos processos de comunicação. III. As redes sociais de nicho têm perfis variados e interesses diversificados. IV. As redes sociais de nicho têm a capacidade de trazer melhores resultados, quanto mais específico é o público-alvo. Estão corretas apenas: a) I e IV. b) I, II e IV. c) II e IV. d) I, III e IV. e) II, III e IV. 8. Analise as assertivas e escolha a alternativa correta. I. A comunicação da empresa deve ser integrada com todos os meios e ferramentas de comunicação. II. Os influenciadores digitais devem ser escolhidos pela popularidade apenas. III. A atuação nas redes sociais deve buscar o engajamento do consumidor. IV. O número de publicações de conteúdo é o mais importante e a interação deve estar presente. Estão corretas apenas a) I e IV. b) I, II e IV. c) I, II e III. 76 d) I, III e IV. e) II, III e IV. 77 RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO UNIDADE 01 UNIDADE 02 QUESTÃO 1 A QUESTÃO 1 A QUESTÃO 2 B QUESTÃO 2 B QUESTÃO 3 E QUESTÃO 3 C QUESTÃO 4 D QUESTÃO 4 D QUESTÃO 5 C QUESTÃO 5 E QUESTÃO 6 A QUESTÃO 6 A QUESTÃO 7 B QUESTÃO 7 B QUESTÃO 8 C QUESTÃO 8 C UNIDADE 03 UNIDADE 04 QUESTÃO 1 D QUESTÃO 1 A QUESTÃO 2 B QUESTÃO 2 C QUESTÃO 3 A QUESTÃO 3 B QUESTÃO 4 C QUESTÃO 4 D QUESTÃO 5 E QUESTÃO 5 E QUESTÃO 6 B QUESTÃO 6 C QUESTÃO 7 A QUESTÃO 7 A QUESTÃO 8 C QUESTÃO 8 B UNIDADE 05 UNIDADE 06 QUESTÃO 1 A QUESTÃO 1 A QUESTÃO 2 B QUESTÃO 2 B QUESTÃO 3 C QUESTÃO 3 C QUESTÃO 4 D QUESTÃO 4 D QUESTÃO 5 E QUESTÃO 5 E QUESTÃO 6 A QUESTÃO 6 A QUESTÃO 7 B QUESTÃO 7 B QUESTÃO 8 C QUESTÃO 8 C 78 REFERÊNCIAS CHURCHILL JR., G. A.; PETER, J. P. Marketing criando valor para os clientes. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. COMUNIQUE-SE. Pesquisa inédita do Ibope mostra a relação entre brasileiros e influenciadores digitais. Portal Comunique-se, 2020. Disponível em: https://bit.ly/3dZ248H. Acesso em: 29 dez. 2020. FERNANDES, D. 86% dos brasileiros com internet compraram online durante a pandemia. E-Commerce Brasil, 2020. Disponível em: https://bit.ly/3t0blSn. Acesso em: 29 dez. 2020. GARCIA,S. Marketing Para Cursos Superiores. São Paulo: Blucher, 2019. GARCIA, S. Encantar clientes 4.0 em tempos de marketing digital. In: GARCIA, S. (Org.). Gestão 4.0 em tempos de disrupção. São Paulo: Blucher, 2020. Cap. 07, p. 151-171. INFLUENCY.ME. Líderes em tecnologia e serviço para influencer marketing. Influency.me BenchMarks Report, 2020b. Disponível em: https://bit.ly/2KXsUT9. Acesso em: 29 dez. 2020. INFLUENCY-ME. Benchmark: o marketing de influência no Brasil. Influency Me, 2020a. Disponível em: https://bit.ly/3gM9Owr. Acesso em: 29 dez. 2020. KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de Marketing. 15. ed. 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Pesquisa inédita do Ibope mostra a relação entre Brasileiros e influenciadores digitais, 2020. Disponível em: https://bit.ly/3pNS9pw. Acesso em: 29 dez. 2020. SAMARA, B. S.; BARROS, J. C. D. Pesquisa de marketing: conceitos e metodologia. São Paulo: Pearson, 2007. SANTOS, V. M.; CABESTRÉ, S. A.; MORAES, É. D. A comunicação na era das redes sociais: aproximações teóricas. Estudos de comunicação, mídia e sociedade. Bauru: Universidade Sagrado Coração, [2004]. Disponível em: https://bit.ly/3gPJRMD. Acesso em: 29 dez. 2020. SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. Estudo mostra novo comportamento do consumidor diante da pandemia. Sebrae, 2020. Disponível em: https://bit.ly/2L6ExHi. Acesso em: 29 dez. 2020. TARAPANOFF, K. Análise da informação para tomada de decisões: desafios e soluções. Curitiba: InterSaberes, 2015. TURCHI, S. Estratégias de marketing digital. São Paulo: Atlas, 2019.de decisão, sua composição e modelos de aplicação. Essa unidade apresenta a pesquisa de marketing, seus tipos classificações, além das formas de aplicação, análise de dados e apresentação dos resultados. Serão conhecidos ainda como fazer pesquisa de marketing na internet. O posicionamento, um dos conceitos centrais em marketing, é apresentado nessa unidade, que traz ainda as formas utilizadas pelas empresas para posicionar-se no mercado. Serão estudados ainda os fatores que impactam o comportamento do consumidor e suas atividades na internet. Nesta unidade são apresentadas as formas de gestão de marcas na internet e os pontos de atenção para a criação da presença digital da empresa, bem como as formas de criar e gerenciar o branding na internet. A criação de um planejamento de marketing digital e as métricas para mensuração de ações na internet estão delineadas nessa unidade, que fala ainda da experiência omnichannel. O avanço da internet trouxe uma figura importante para as ações de marketing, que são os influenciadores digitais. Saber como lidar com mais essa estratégia para posicionar marcas é a finalidade dessa unidade. 8 APRESENTAÇÃO A palavra marketing é utilizada erroneamente como sinônimo de comunicação, de vendas e de mau uso pelos políticos, que o próprio sentido se perdeu um pouco, pois o assunto é corriqueiro e todos pensam que sabem o que significa. O marketing é responsável por desenvolver, precificar, distribuir e promover um produto ou serviço e colocá-lo nas mãos do consumidor, e de preferência que consiga encantar o cliente, com a adequada gestão dos 4 Ps: produto, preço, praça e promoção. Nas empresas, e com o uso adequado da palavra, a área de marketing recebe informações para a tomada de decisões de planejamento e de gestão de produtos, serviços e marcas. Para conhecer esses tópicos, a disciplina Marketing II vai introduzir o aluno em diversos desses temas, começando pelo sistema de informação de marketing, que juntamente com as pesquisas de marketing oferecem mais segurança à tomada de decisão. As pesquisas são utilizadas na internet para coletar dados sobre o comportamento dos consumidores, prospects e visitantes em geral, que por meio de tecnologia e algoritmos favorecem as atividades de vendas de produtos na internet. Na internet, a presença digital se reflete na imagem e na percepção que as pessoas têm da marca e essa ideia leva ao posicionamento da empresa, ou do produto no mercado e na mente do consumidor. Essa construção é feita com o uso das diversas ferramentas de comunicação e de marketing digital, por meio da gestão de branding na internet. Para utilizar todas as possibilidades que a internet oferece, o plano de marketing digital deve utilizar todas as formas de contato com o cliente e fazer parte do planejamento de comunicação integrada da empresa. O avanço da internet e as novas formas de comunicação popularizaram a figura dos influenciadores digitais, que ganham cada dia mais importância, por representar um investimento baixo perto do bom resultado que oferece. Eles funcionam como divulgadores e até embaixadores dos produtos, quando o propósito da empresa e do influenciador estão alinhados. Quando isso acontece, os profissionais podem influenciar a compra e o comportamento do consumidor. 9 O SISTEMA DE INFORMAÇÕES DE MARKETING E A TOMADA DE DECISÃO 1.1 INTRODUÇÃO Para a tomada de decisão é preciso que o gestor tenha informações suficientes. Assim, só a coleta de dados, com os registros e as planilhas sem tratamento, não é possível a tomada de decisão. Depois que esses dados passam por um tratamento e passam a fazer sentido no contexto, o gestor está de posse de informações. O conjunto das informações obtidas durante a pesquisa levará ao conhecimento necessário para a tomada de decisão (CHURCHILL JR.; PETER, 2012). Esse caminho é mostrado na pirâmide da tomada de decisão (figura 1). Figura 1: Pirâmide da tomada de decisão Fonte: Elaborado pela Autora (2021) Os dados apresentam descrições de fatos, que ao serem analisados passam a ser informações relevantes em um contexto, que levará ao conhecimento adequado para a tomada de decisão. UNIDADE 10 Da mesma forma, uma empresa precisa de informações sobre o cliente, quem ele é, onde está, quantos eles são, como compra, quem realmente compraria, em qual estabelecimento, por qual preço. E o mercado para esse produto como funciona? Quem são os concorrentes? Observe que são muitas informações que a empresa precisa acompanhar e a tomada de decisão só será possível com muitas informações e conhecimento. Assim afirma em Benett (1995, p. 53) apud Churchill Jr. E Peter (2012, p. 119): Sistemas de informações de marketing são “uma série coordenada de dados, ferramentas de sistema e técnicas com hardware e software de apoio, com os quais a organização reúne e interpreta informações relevantes de empresas e do ambiente e as transforma numa base para a tomada de decisões gerenciais” A principal ideia sobre os sistemas de informações de marketing é que ele integra sistemas, equipamentos e pessoas para facilitar a tomada de decisões. Esses sistemas buscam dados e os processam tanto do ambiente interno, quanto do ambiente externo. Uma dessas fontes de busca são as pesquisas de marketing, que são realizadas como um projeto, com começo, meio e fim, já os sistemas de informação são permanentes. 11 Os quatro sistemas recebem informações (inputs) e enviam informações para a tomada de decisão (Figura 2). Figura 2: Sistemas de informações de marketing – SIM Fonte: Elaborado pela Autora (2021). A empresa recebe e controla diariamente informações de milhares de fontes, e com a automatização dos processos esse número pode ser maior ainda. Esse conjunto de informações é conhecido como inteligência de marketing, que extrapola o próprio SIM. No jargão militar, serviço de informação é sinônimo de serviço de inteligência, do inglês, intelligence. A coleta e processamento incessante de informações ganhou a vida civil e empresarial, sendo estudada em diversas áreas, como administração e computação. A atividade facilita os diversos planejamentos existentes em uma empresa, sobretudo mune de informações atualizadas e de maneira contínua a área de planejamento estratégico. Como a inteligência de mercado engloba todas as áreas que podem oferecer dados e informações, o controle delas torna-se fundamental. 12 1.2 SISTEMA DE REGISTROS INTERNOS A própria empresa detém inúmeras informações em seus registros internos que podem apoiar a tomada de decisão. Esses sistemas são os diferentes relatórios de controle, como registros internos de custos, vendas, preços, estoques, contas a receber, a pagar e outros. Tudo isso porque a contabilidade precisa da maioria desses números para realizar as atividades da área e fazer os controles financeiros, por meio dos registros de vendas, pedidos, compras, custos, fluxo de caixa e outros (figura 3). Figura 3: Registros internos Fonte: Elaborado pela Autora (2021) Os gestores vão utilizar esses números para avaliar a situação, detectar problemas e oportunidades. Veja abaixo o exemplo de um problema encontrado na área de logística que afetava os resultados de toda a empresa. 13 Figura 5: Informações oriundas da área de marketing Fonte: Elaborado pela Autora (2021) Figura 4: Problema de queda de vendas 14 Na figura acima pode-se conhecer alguns tipos de informações relevantes que podem vir da área de vendas e marketing. 1.3 SISTEMA DE INTELIGÊNCIADE MARKETING A inteligência empresarial, também chamada de inteligência competitiva busca entender o que deve ser melhorado no relacionamento com clientes, por exemplo, ou as tendências do mercado, as estratégias utilizadas pela concorrência, entre outras. Esse sistema busca informações do ambiente interno e externo sobre qualquer tema, e para responder perguntas de qualquer tipo, para ajudar na tomada de decisão e ainda obter insights, seja para encontrar oportunidades, seja para resolver problemas internos. Essa busca de informações pode incluir o acompanhamento das ações da concorrência, das publicações da área e das notícias diárias. Devem fazer parte ainda dessa checagem, o acompanhamento dos fatores do macroambiente, como a economia, a política, as características demográficas e de consumo do país e as alterações tecnológicas, naturais e socioculturais, que vão afetar diretamente o produto e o público-alvo. A partir dessa exploração inicial a empresa decide se vai realizar pesquisa de mercado específica para responder aos problemas e questionamentos existentes na área, como sobre o comportamento do cliente, a concorrência, se a precificação é compatível com o mercado, encontrar diferenciais, entre outros. Assim, conhecendo melhor os agentes do mercado e a percepção dos clientes sobre os produtos, marcas e serviços, torna-se possível acompanhar oportunidades e ameaças aos investimentos da empresa. Pode-se observar que o objetivo dessas pesquisas é acompanhar o que acontece tanto dentro, quanto fora da empresa, sobretudo conhecer sua presença no mercado e sua força competitiva, monitorando essas informações e acompanhando tudo para embasar as decisões apoiadas em inteligência. 15 1.3.1 Melhores práticas da concorrência, ou benchmarking O benchmarking consiste no conhecimento das atividades, produtos e ações da concorrência, observando o que faz de melhor, reinventando e adaptando as práticas para o caso da específico da empresa. Algumas empresas chamam de melhores práticas, outros comparam com o ditado “nada se cria, tudo se copia”. Com a observação do que é realizado pela concorrência, é mais fácil encontrar pontos de melhoria e criar situações de inovação para os produtos e serviços oferecidos. Além disso, evita-se erros cometidos pelo concorrente, por causa do mesmo problema. 1.4 SISTEMA DE APOIO ÀS DECISÕES É a possibilidade de juntar e utilizar todas as informações para decisões mais assertivas, sobretudo por meio de sistemas de computação e softwares que facilitem a seleção e análise de alternativas. Esses modelos são variados e oferecem subsídios para os diversos níveis e áreas da organização. É importante entender que, apesar de trazerem muitas análises interessantes para os negócios, esses sistemas não atuam no lugar do gestor, que é quem toma decisões munido com as informações oferecidas pelos sistemas. E quais tipos de apoio à decisão existem? Por exemplo, planilhas eletrônicas, análises estatísticas, previsões mercadológicas e toda a gama de possibilidades que a inteligência artificial e os programas de analytics podem proporcionar. 16 Os sistemas podem identificar, calcular, avaliar, simular, comparar e sintetizar dados e informações gerais das diversas áreas. 1.4.1 Inteligência artificial e softwares para tomada de decisão Em tempos de inteligência artificial, internet das coisas (equipamentos interligados em redes, com pessoas e outros equipamentos) analytics e big data, os sistemas para a tomada de decisão tornaram-se bem mais comuns. Por exemplo, a área de marketing coleta muitas informações nas visitas dos clientes e prospects no site e no e-commerce, e com eles é possível conhecer as características e o comportamento de compra desses consumidores. Tudo por meio de inteligência artificial. Ao acumular muitos dados, as empresas formam os seus big data, que acompanhados de análises estatísticas, cruzamento e extração de dados de interesse pode encaminhar as ações de comunicação e marketing de maneira mais assertiva, por exemplo. O último a compor o SIM é o sistema de pesquisa de marketing, que trata das pesquisas e será abordado na próxima unidade. 17 FIXANDO O CONTEÚDO 1. A empresa detém diversas informações para a tomada de decisão. Essas informações podem ser encontradas: a) Sistema de registros internos. b) Sistema de informação. c) Sistema de atividades integradas. d) Sistema de apoio às decisões. e) Sistema de inteligência de marketing. 2. Se um empresário pretende abrir um fast food e visita o McDonalds para ter algumas ideias dizemos que ele está: a) Copiando a comunicação. b) Fazendo benchmarking. c) Criando inovações. d) Adaptando cópias. e) Observando os produtos. 3. O profissional de marketing típico está sobrecarregado de fatos, relatórios e análises. Podemos afirmar que é necessário: a) Deixar as informações mais simples sem análises. b) Manter as informações difíceis de encontrar nos departamentos. c) Criar um excesso de informações, pois facilitam a tomada de decisão. d) Informações atrasadas sejam constantemente recuperadas. e) Criar um sistema de coleta, armazenagem e disseminação de informações. 4. Esse sistema busca informações do ambiente interno e externo. Trata-se do: a) Sistema de registros internos. b) Sistema de pesquisa de marketing. c) Sistema didático de apoio. d) Sistema de inteligência de marketing. e) Sistema de apoio às decisões. 18 5. A maioria das empresas possuem maneiras de lidar com o crescente número de dados por meios dos sistemas de informações e computadores, que: a) São utilizados quando possuem inteligência artificial. b) São neutros, porém não ajudam na tomada de decisão. c) São armazenados em grandes bancos de dados, o big data. d) Deve priorizar o ambiente externo. e) Deve priorizar o ambiente interno. 6. O sistema de informações de marketing: I. Recebe e controla diariamente informações de milhares de fontes. II. Utiliza processos automatizados softwares para controlar os dados. III. É ativado quando extrapola a inteligência de marketing. Estão corretas somente: a) I e II. b) I e III. c) II e III. d) III, apenas. e) II, apenas. 7. Para a tomada de decisão: a) As empresas utilizam apenas as informações, que aparecem depois da análise de todo o conhecimento externo. b) Os dados são transformados em informações, que levam ao conhecimento para a tomada de decisão. c) São utilizados apenas os dados não estruturados, que depois dos tratamentos ficam inviáveis para a tomada de decisão. d) O conhecimento se apresenta após os dados serem coletados, pois eles integram planilhas específicas. e) Todo o conhecimento se encontra dentro da empresa e é desnecessário 19 fazer busca de informações externas. 8. Quando uma empresa busca e coleta informações na internet sobre a jornada de compra do cliente dizemos que ela está: a) Utilizando sistemas de pesquisas internas. b) Utilizando atividades ilegais para coletar dados. c) Utilizando inteligência artificial para coletar dados. d) Utilizando os sistemas de registros internos. e) Buscando informações no big data interno. 20 SISTEMA DE PESQUISA E MARKETING 2.1 INTRODUÇÃO Quando uma pessoa vai a um supermercado e se dirige ao corredor no qual está o tipo de produto que procura, vai encontrar diversas opções. Supondo-se que seja um molho para macarrão, naquela gôndola serão encontradas diversas marcas. É provável que ela pegue algumas daquelas embalagens nas mãos e leia os rótulos, confira os ingredientes, verifique o preço e aí se decidapor qual produto levar. Também pode ser que ela chegue na gôndola e pegue rapidamente o produto que quer, pois já o conhece e gosta daquela marca X. Essas atividades e atitudes que o comprador tem é o comportamento do consumidor, que precisa ser acompanhado pelas empresas para compreender como ele compra, por que ele compra, onde ele compra, por exemplo, que são informações muito importantes para o andamento do negócio. 2.2 PESQUISA DE MARKETING E PESQUISA DE MERCADO Ao criar um produto as empresas buscam atender às necessidades e desejos de seu consumidor e para continuar fazendo isso precisa conhecer o comportamento de seus clientes, não só de compra, mas de atitudes em relação aos produtos, bem como às mudanças que sofre esse comportamento ao longo do tempo. Para compreender esse comportamento e oferecer o produto que melhor atenda à necessidade do cliente, ou ainda oferecer um produto que ele nem sabe que precisa, a empresa dispõe das pesquisas de mercado, também chamadas de pesquisa de marketing por alguns autores. Apesar de serem utilizadas como sinônimos, não são a mesma coisa. Na visão de Mattar (2012), a pesquisa de marketing é parte do Sistema de Informação de Marketing – SIM e busca informações de todos os tipos para ajudar na tomada de decisão de diversos problemas específicos da gestão da área de marketing, como UNIDADE 21 levantamentos de mercado, previsão da demanda e de vendas, pesquisas da imagem da empresa e de seus produtos, situações do ambiente externo e interno, entre outros. Já a pesquisa de mercado tem foco no mercado e em um produto específico da empresa. A definição mais utilizada para pesquisa de marketing é a da American Marketing Association (AMA) (1988) apud Mattar (2012, p. 53): Pesquisa de marketing é a função que ‘linka’ o consumidor, o comprador e o público ao marketing por meio da informação – usada para identificar e definir oportunidades e problemas de marketing; gerar, refinar e avaliar ações de marketing; monitorar a performance de marketing; e melhorar nosso entendimento sobre o marketing como um processo. Pode-se realizar pesquisas para avaliar a satisfação do consumidor, entender a satisfação dos funcionários (pesquisa de clima), encontrar informações sobre o ambiente externo da empresa, para encontrar oportunidades de negócios, avaliar a satisfação e a imagem da marca, avaliar os hábitos de compra e de consumo, entre outras. Uma pesquisa se constitui de um processo para a busca de informações, que pode ser científico ou não, e tem o papel de ajudar os gestores a tomarem decisões importantes para o andamento do negócio. Para a realização de uma pesquisa é importante conhecer duas definições: Universo, ou população: é o conjunto de pessoas que têm características comuns entre si; é o público-alvo da pesquisa. Exemplo: Cidade de Ipatinga, homens entre 18 e 25 anos moradores em área urbana. Em alguns casos não é possível entrevistar todos os elementos da população, por razões de tempo, ou financeiras. Então, recorta-se uma amostra desses sujeitos, 22 que possibilita estudar o grupo. Amostra – Sujeitos escolhidos para responder à pesquisa. 2.3 PLANEJAMENTO DE PESQUISA DE MARKETING A realização da pesquisa de compõe de quatro etapas (MATTAR, 2012). Figura 6: Etapas para o planejamento de uma pesquisa de marketing Fonte: Mattar (2012, p. 07) 23 Etapa 1 - Formulação do problema de pesquisa Trata-se da etapa mais importante, pois sem compreender o problema, o que realmente se está buscando com a pesquisa, pode-se não encontrar a resposta desejada. Um problema é algo a ser resolvido, como por que as vendas caem nos meses de frio? Não trata sempre, no entanto, de algo ruim e pode ser alguma dúvida, como: qual cor de batom as mulheres maduras preferem? Não é um problema, mas precisa ser resolvido para a escolha do melhor produto a ser oferecido ao cliente. Etapa 2 – Planejamento da pesquisa Um problema deve responder a uma pergunta de pesquisa, definida nessa fase, na qual também se definem os objetivos geral e específicos da pesquisa. Objetivo geral É a resposta que se pretende obter com a pesquisa, e responde à pergunta de pesquisa. Por exemplo: em qual dos dias da semana são vendidos mais produtos? O objetivo geral pode ser: determinar em qual dia da semana ocorrem mais vendas. Os objetivos devem ser escritos com verbos de ação! Objetivos específicos 24 Para chegar ao objetivo geral, a pesquisa deverá responder a alguns objetivos específicos, que são as etapas da pesquisa. Não se deve ter muitos objetivos específicos. Algo entre três e cinco deles é suficiente, para não aumentar demais o tamanho da pesquisa. Seguindo o exemplo anterior, os objetivos específicos poderiam ser: Levantar a quantidade vendida por dia da semana. Comparar as quantidades vendidas por dia da semana. Na fase de planejamento deve-se responder alguns questionamentos: Quem e quantos serão os pesquisados? Quando e onde serão abordados? Quem e como fará essa abordagem? Que perguntas serão feitas aos pesquisados? 2.4 FONTES DE DADOS E METODOLOGIA Nessa fase deverão ser feitas várias definições para a realização da pesquisa, como o tipo de pesquisa quanto à natureza do problema e à natureza das variáveis. As fontes de dados da pesquisa podem ser primárias, quando a própria empresa vai buscar a informação por meio de pesquisa específica, ou secundárias, quando as informações estão disponíveis em reportagens de jornais, institutos de pesquisa e outros. Informações já existentes nas pesquisas de instituições como o Instituo Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE) fornecem muitos dados secundários para uso das empresas. 25 Classificação de pesquisas Quanto à natureza do problema, as pesquisas podem ser descritivas, causais e exploratórias (quadro 1). Quadro 1: Tipos de pesquisa quanto à natureza do problema TIPO DE PESQUISA EXEMPLO DE PERGUNTAS Descritiva A pesquisa responderá a questões como quem, o quê, quanto, quando e onde. Quantos clientes entram na loja por dia? Quantos clientes compram na loja por dia? Quem são os clientes? Causal Pesquisa que estuda com que frequência algo ocorre, ou que relação existe entre duas variáveis. Por que os clientes entram, mas não compram nada na loja? Quando há promoções os clientes compram mais? Exploratória Pesquisa que procura descobrir ideias e percepções para gerar hipóteses. Será que os clientes estão sendo bem atendidos? Será que a loja tem todos os produtos que eles procuram? Fonte: Elaborado pela Autora (2021) Quanto à natureza das variáveis estudadas, podem ser quantitativas ou qualitativas (quadro 2). Quadro 2: Quanto a natureza das variáveis estudadas TIPO DE PESQUISA DESCRIÇÃO QUANTITATIVA Estudo descritivo estatístico. Seu objetivo é responder “quanto?” às questões que originaram a pesquisa QUALITATIVA Estudo descritivo de caso. Seu objetivo é compreender as relações de consumo em profundidade, entender os porquês de determinada atitude. Fonte: Elaborado pela Autora (2021) 26 Para a coleta de dados, a pesquisa quantitativa utiliza questionários estruturados, que podem ter perguntas abertas ou fechadas. Já as qualitativas utilizam grupos de foco, do inglês focus group, e as entrevistas em profundidade, que podem ser estruturadas ou não, com perguntas abertas e/ou fechadas. Um fator importante na decisão sobre qual o tipo de pesquisa a ser realizada, além dos objetivos, é o preço. A pesquisa qualitativa é mais barata do que a quantitativa,que envolve um número bem maior de pesquisados. A qualitativa, no entanto, pode trazer conhecimento mais profundo sobre as motivações e os sentimentos dos pesquisados, além de complementar informações da pesquisa quantitativa. A depender do porte da empresa e da característica da informação que está sendo buscada, as abordagens combinadas – quanti-qualitativa – são utilizadas em conjunto. A pesquisa qualitativa não pode ser realizada em larga escala e não é representativa da população como um todo, porém aprofunda o conhecimento que está sendo buscado. Outro ponto importante é que necessita de especialistas para acompanhar os grupos focais e analisar o conteúdo obtido na colega de dados. Quanto às amostras escolhidas para a pesquisa, elas podem ser probabilísticas ou não probabilísticas. Quando são probabilísticas podem ser representativas de toda a população pesquisada. Quanto à coleta de dados, as pesquisas podem ser por comunicação, ou por observação (quadro 3). Se o objetivo, no entanto, é compreender um pouco mais sobre o cliente, buscar razões subjetivas para responder à pergunta de pesquisa, o tipo a ser escolhido deve ser a pesquisa qualitativa. Por exemplo: Por que os clientes pagariam mais caro em produtos sustentáveis? Por qual razão os funcionários gostariam de trabalhar em home office. 27 Quadro 3: Tipo de pesquisa quanto à coleta de dados PESQUISA POR COMUNICAÇÃO Forma mais tradicional de obtenção de dados, por meio de perguntas e respostas. PESQUISA POR OBSERVAÇÃO Obtenção de dados pela observação dos atos, fatos, pessoas ou grupos (sem fazer perguntas). Fonte: Elaborado pela Autora (2021) Em relação ao tempo em que são realizadas, elas podem ser ocasionais, chamada Ad hoc, que são realizadas para resolver um problema específico, ou evolutivas, que são realizadas com periodicidade determinada, como as que tratam da inflação, do desemprego e o censo que acontece a cada dez anos. Na etapa 3 aborda-se a realização da pesquisa propriamente dita, com a coleta, análise e interpretação dos resultados, e possíveis conclusões do estudo. Na análise de dados, a pesquisa quantitativa utilizará como base os estudos estatísticos, e a pesquisa qualitativa, a análise de conteúdo. A etapa 4, a comunicação do resultado deve ser feita por meio de relatórios e apresentações orais. Os relatórios devem ter gráficos e tabelas que facilitem a compreensão dos resultados e as apresentações devem constar apenas das informações mais importantes. 28 2.5 PESQUISA DE MARKETING NA INTERNET Todos os passos aprendidos até aqui servem para a realização de pesquisas na internet. Nesse caso a maior dificuldade é encontrar o público-alvo da pesquisa, pois na rede não dá para saber se quem está respondendo é exatamente o perfil de consumidor que a empresa pretende investigar. Assim, conheça um exemplo hipotético de uma pesquisa na internet. Caso: uma indústria de calçados que já vende sapatos para mulheres na internet pretende vender sapatos masculinos. O problema é que a empresa não sabe como é esse consumidor, como ele compra, onde ele está, por isso, decidiu fazer uma pesquisa na internet, primeiramente com a base de clientes dela, e depois desses resultados iniciais poderá dar sequência e pesquisar outras bases. Problema: quem é o consumidor de calçados masculinos da empresa x? Objetivo: traçar o perfil do comprador. Tipo de pesquisa: quantitativa, com questionários com perguntas abertas e fechadas. Objetivos gerais: identificar o público masculino entre os clientes. Objetivos específicos: definir as características dos possíveis compradores de calçados masculinos, entre os clientes da loja x. Fontes de dados: Primárias – será feita uma pesquisa específica para esse caso, com questionários com perguntas abertas e fechadas para serem respondidos no site, ou pelo envio de e-mail marketing, por meio de formulário eletrônico. Amostra: serão pesquisados os clientes cadastrados da empresa e como a pesquisa será feita pela internet, pode-se enviá-la a todo o universo. Coleta de dados: os dados serão obtidos on-line, por meio de questionários respondidos nos formulários eletrônicos, durante o período de dois meses - mês/ano a mês ano. Análise de dados: com as respostas aos questionários, será traçado o perfil do comprador on-line de sapatos masculinos da loja x. Os dados coletados deverão ser tabulados e analisados, dentro do contexto da loja x, e realizada a estatística descritiva, calculando-se média, percentuais, totais e frequência, entre outras. Apresentação dos resultados: devem ser preparados gráficos e um relatório com as informações mais importantes para apresentação à diretoria. 29 FIXANDO O CONTEÚDO 1. A área que estuda como pessoas, grupos e organizações selecionam, compram, usam e descartam produtos, serviços, ideias ou experiências para satisfazer suas necessidades e seus desejos é a) Comportamento do consumidor. b) Pesquisas automáticas. c) Pesquisas experienciais. d) Pesquisas assintomáticas. e) Marketing e gestão. 2. Vários fatores influenciam a decisão de se fazer ou não a pesquisa de mercado. Podemos então afirmar que: I. A pesquisa deve ser realizada como apoio à tomada de decisão. II. A pesquisa deve ser feita para satisfazer a uma curiosidade. III. A pesquisa deve ser realizada para confirmar uma decisão já tomada. IV. A pesquisa deve ser realizada quando não existe a informação na empresa. Estão corretas apenas: a) I e II. b) b.I e IV. c) II e IV. d) II e III. e) III e IV. 3. Uma empresa determinou o público-alvo e precisa saber onde encontrar pessoas com as características desejadas. Ela deve: a) Fazer pesquisas qualitativas. b) Fazer pesquisas quantitativas. c) Fazer pesquisas secundárias. d) Fazer pesquisas quanti-qualitativas. 30 e) Fazer análises de dados internos. 4. Quando a empresa já tem as informações sobre o público-alvo desejado: a) Evitar as pesquisas qualitativas, pois são mais baratas. b) Deve fazer pesquisas quantitativas, pois precisa de um número. c) Deve encontrar uma amostra não representativa. d) Deve fazer pesquisas qualitativas, para conhecer melhor o público-alvo. e) Evitar as pesquisas quantitativas, pois o aprofundamento é desnecessário. 5. Analise as assertivas e escolha a alternativa correta: I. Por meio da pesquisa com dados primários podemos descobrir as necessidades e desejos do público-alvo. II. Por meio da pesquisa com dados secundários podemos monitorar as variáveis macro e microambientais. III. Por meio da pesquisa com dados secundários podemos saber quem se interessa e compra o nosso produto. Estão corretas: a) I, apenas. b) II e III. c) III, apenas. d) I e III. e) I, II e III. 6. Analise as assertivas e escolha a alternativa correta: a) Os dados secundários são disponíveis para consulta e podem ser gratuitos ou pagos. b) As pesquisas podem ser aplicadas para avaliação de imagem e de oportunidades. c) As pesquisas podem medir a satisfação do consumidor. d) As pesquisas realizadas na internet invalidam os resultados. 31 Estão corretas apenas: a) I, II e III. b) II e III. c) II, III e IV. d) I, III e IV. e) I e III. 7. Analise as duas assertivas e identifique a relação entre elas: I. Os dados secundários estão disponíveis em pesquisas internas na empresa e externas, como em instituições como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). PORQUE II. Os dados específicos coletados para resolver um problema específico da empresa são feitos por meio de pesquisa ad hoc. a) A primeira e a segundaestão corretas e a correlação entre as duas está correta. b) A primeira e a segunda estão corretas, mas não se correlacionam entre si. c) A primeira está correta e a segunda incorreta, e ambas se relacionam entre si. d) A primeira está incorreta e a segunda correta, e completa o sentido da primeira. e) A primeira e a segunda estão incorretas, mas se relacionam corretamente. 8. Escolha a alternativa correta. a) Pesquisas quantitativas servem para entender o comportamento do consumidor por meio da busca de dados primários. b) As empresas devem fazer uso comedido das pesquisas de mercado, pois a maioria das informações se encontram nos meios de comunicação. c) As amostras precisam ser representativas para que o resultado possa ser expandido para todo o universo da pesquisa. d) Após escolher o público-alvo e identificar os segmentos, a empresa busca ainda encontrar as pessoas próximas desse público para fazer suas ações. e) O instrumento utilizado na coleta dos dados da pesquisa quantitativa é o grupo de foco e as entrevistas em profundidade. 32 POSICIONAMENTO DE MERCADO E COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR 3.1 INTRODUÇÃO Posicionar um produto é diferenciá-lo por meio de uma marca e seus atributos reais ou simbólicos. Al Ries e Jack Trout, ao criarem esse conceito que trata do espaço que o produto ocupa na mente do cliente. O produto, portanto, para se posicionar no mercado precisa ter sua posição claramente definida e percebida na mente do cliente. Isso se aplica também com a comparação, se o cliente o fizer, deverá ser claro as qualidades para o cliente preferir X ou Y. O cliente faz muitas associações e comparações até se identificar com o produto e encontrar um diferencial que ganhe a sua preferência. Tudo isso precisa ser rápido porque a concorrência não para e o consumidor é cada vez mais exigente. 3.2 ESTRATÉGIAS DE POSICIONAMENTO DE MERCADO Para alcançar esse espaço delimitado na mente do consumidor as empresas precisam ter claro o seu posicionamento. Assim, pode-se dizer que o posicionamento é definir o que é a empresa (ou produto), para quem (público- alvo), com qual diferencial. Para determinar o posicionamento Churchill Jr. e Peter (2012) apresentam diversas estratégias: Posicionamento por concorrentes: comparação entre as marcas dos concorrentes; Posicionamento por atributos: atributos e características do produto; Posicionamento pelo uso ou aplicação: um produto pode ser posicionado para um uso específico; UNIDADE 33 Posicionamento por usuário: produtos destinados ao uso por um determinado grupo. Posicionamento por classe de produto: um produto pode ser posicionado em relação a outras classes de produtos. As estratégias podem utilizar mais de uma das dimensões para a criação do posicionamento do produto. Assim, posicionar equivale é construir uma reputação tal, que o cliente verifique valores tangíveis no produto, como a tecnologia empregada, a inovação e a qualidade. Encontrar um lugar diferenciado para o produto na mente do cliente é o que busca o posicionamento e depende de estratégias de marca que foquem na melhor visualização e memorização do produto, incluindo desde a produção, a distribuição e a forma como ele se localiza no ponto de venda, e as comunicações em geral, para chamar a atenção do cliente para o produto. Já o posicionamento do mercado visa atrair a credibilidade junto aos clientes, o que é conseguido, ao conquistar os defensores iniciais do produto, as redes de revendedores, os distribuidores e fornecedores externos, pelos analistas, e os formadores de opinião. O posicionamento da empresa refere-se ao sucesso financeiro e a confiabilidade adquirida no mercado, dado seu comportamento junto à sociedade e à comunidade a qual pertence. O posicionamento é considerado um novo P nas estratégias de marketing e depende de uma constante observação do ambiente, do espaço conquistado e o que ainda poderá conquistar. O posicionamento a ser ocupado deve ser claro para a empresa, uma vez que fatores como preço, qualidade do produto e as ações de marketing devem ir para a mesma direção. Deve-se compreender, que do posicionamento depende as estratégias de 34 marketing que deverão ser utilizadas, visando cada vez mais diferenciar o produto e a fixação de seus atributos, caso contrário pode haver perda de tempo e dinheiro, pois haverá confusão na mente do cliente quanto à empresa. Posicionar um produto, ou uma marca, significa que se deve encontrar um lugar privilegiado na mente do consumidor e ocupá-lo, conseguindo assim ter um espaço e uma posição diferenciada em relação a qualquer outro produto (KOTLER; KELLER, 2018). Por isso, os esforços de marketing levam à busca do melhor posicionamento da marca, do serviço ou do produto na cabeça do cliente. 3.3 COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR Todos compram um benefício e não um produto em si. Um benefício é o que o produto oferece ao cliente. Ao se comprar uma furadeira, não é sobre o aparelho que existe interesse, mas o que ela pode fazer, que é o buraquinho na parede: esse é o benefício do produto. Numa sociedade globalizada, consumista e capitalista as compras giram o mercado, que gera mais produção, que gera mais produtos para venda, e mais compras, em um círculo infinito. O consumidor, com acesso à internet e Código de Defesa do Consumidor passou a ser mais exigente. Para suas compras, o cliente compara benefícios, qualidade e preços, por exemplo, e existe uma infinidade de produtos que têm a mesma finalidade, e a escolha vai recair sobre a satisfação de uma necessidade pessoal do cliente. Acompanhar o comportamento de compra e os padrões de consumo do cliente torna-se essencial para as empresas. Para conhecer o cliente, deve-se observá-lo, ouvi-lo e oferecer o que ele deseja, e às vezes, ainda nem sabe que deseja, por isso é preciso antecipar-se. Assim, definir o público-alvo é fundamental para saber a quem dirigir as estratégias de marketing e de comunicação da maneira mais assertiva. Para fazer essa definição, algumas perguntas precisam ser respondidas: quem é o cliente? Onde ele está? Como e por que ele compra? 35 3.4 FATORES QUE IMPACTAM NO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR O comportamento do consumidor é caracterizado por diversas atividades mentais que são elaboradas quando percebe uma necessidade, encontra as ofertas que a atende entre diversas alternativas e define sua decisão de compra por uma delas e a forma de uso dos produtos. O comportamento do consumidor é influenciado por fatores: culturais, sociais, pessoais e psicológicos; quanto aos 4 Ps, das atividades de marketing; os fatores externos, e os diversos itens sobre os quais deverá se decidir quanto ao produto (KOTLER; KELLER, 2018). Figura 7: Modelo do comportamento do consumidor Fonte: Elaborado pela Autora (2021) As figuras oito a doze resumem os tipos de influências recebidas pelo 36 consumidor. Figura 8: Tipos de influências recebidas pelo consumidor Fonte: Elaborado pela Autora (2021) Figura 9: Fatores culturais Fonte: Elaborado pela Autora (2021) Figura 10: Fatores sociais Fonte: Elaborado pela Autora (2021) 37 Figura 11: Fatores pessoais Fonte: Elaborado pela Autora (2021) Figura 12: Fatores psicológicos Fonte: Elaborado pela Autora (2021) 38 3.5 COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR ON-LINE As alterações no comportamento do consumidor têm sido sentidas desde o início da internet, mas a pandemia revelou a possibilidade de incremento do e- commerce. Cerca de 86% dos brasileiros conectados à Internete acima de 18 anos compraram alguma coisa nova pela internet durante a pandemia. Desse total, 38% comprou de duas a cinco vezes e pelo menos 11% compraram mais de 10 vezes, segundo pesquisa da E-Commerce Brasil (FERNANDES, 2020). Apesar das fraudes e problemas com segurança e privacidade, fatores que desmotivam o consumo on-line, existem outros pontos positivos que animam o consumidor que prefere o e-commerce e a internet às experiências presenciais. Todos os fatores do macroambiente de marketing interferem na decisão de compra do consumidor. Fator econômico, como a possibilidade de pesquisar mais os preços no ambiente virtual, produtos mais baratos, descontos e promoções. Também há ampla oferta de produtos gratuitos, como cursos, músicas e informações, entre outros. A facilidade de encontrar tudo o que precisa sem sair de casa ou do trabalho, e ainda ler opiniões de outros consumidores sobre o produto, com a possibilidade de customização dos produtos para os seus interesses, e a socialização com outros consumidores e possível compartilhamento de informações 39 são outros atrativos da internet. O consumidor gosta e acompanha as indicações de outros consumidores na hora de fazer suas compras on-line. 40 FIXANDO O CONTEÚDO 1. Sobre posicionamento podemos dizer: a) Refere-se à escolha do público-alvo a ser atingido pela empresa. b) Refere-se ao tipo de comportamento do consumidor da empresa. c) Refere-se à intangibilidade dos produtos apresentados ao cliente. d) Refere-se a uma posição única ocupada pela marca na mente do consumidor. e) Refere-se às atividades para criar e manter uma marca forte. 2. Em marketing falamos em 4 Ps, mas o posicionamento é considerado um novo P nas estratégias de marketing. I. Ao ser alcançado um espaço na mente do cliente, é impossível outras marcas tomarem esse lugar privilegiado e de destaque. II. II)O posicionamento precisa de constante observação do ambiente, do espaço conquistado e o que ainda poderá conquistar. III. O posicionamento deve corresponder a fatores como preço, qualidade do produto e as ações de marketing devem ir para a mesma direção. Estão corretas apenas as assertivas: a) I e II. b) II e III. c) I, II e III. d) I, apenas. e) III, apenas. 3. Qualquer pessoa, ao observar uma necessidade, busca ofertas de produtos e serviços para atender à necessidade. Sobre o comportamento do consumidor: a) Busca as alternativas de produtos e serviços que atendam à necessidade. b) Escolhe uma das alternativas entre as mais próximas de seu gosto pessoal. c) Toma sua decisão de compra apenas baseado em seus gostos pessoais. d) As ações de marketing não influenciam o comportamento de compra. 41 e) Os fatores pessoais só interferem na decisão de compras de produtos caros. 4. Um consumidor, ao escolher uma camiseta para comprar, se baseia em informações sobre o tecido, o corte, se fica bem em seu corpo, a cor. Essa afirmativa se refere a qual dos Ps do marketing? a) Preço. b) Praça. c) Produto. d) Posicionamento. e) Promoção. 5. Uma mulher de 50 anos, que gosta de viajar, resolve comprar um produto de maquiagem. Ela receberá influência de diversos fatores, e os que estão comentados nessa questão dizem respeito a: a) Fatores externos, como preço do produto. b) Fatores sociais, como a opinião das amigas. c) Atividades de marketing e a localização da loja. d) Fatores psicológicos, como a forma de usar o produto. e) Fatores pessoais, como estilo de vida. 6. Ao comprar seu primeiro carro, um jovem pede opiniões ao seu pai, ao seu irmão mais velhos e lê diversos comentários na internet. Esse jovem está sendo influenciado por: a) Fatores psicológicos, pois precisa da opinião dos outros. b) Fatores sociais, como grupos nos quais participa e família. c) Fatores pessoais, pois sua insegurança atrapalha a decisão. d) Atividades de marketing na internet. e) Fatores externos, que incluem política e economia. 7. Entre os esforços de marketing que influenciam o consumidor: a) Produto, com o tipo de embalagem escolhido. 42 b) Preço, com a relação do local escolhido. c) Praça, com a relação custo-benefício. d) Promoção, com a qualidade oferecida. e) Psicológico, com a atuação da família. 8. Um cliente que entra em uma concessionária da Renault e está disposto a comprar um carro Sandero zero Km. Ele sofreu diversas influências e tomou uma decisão baseado em a) Escolha por internet. b) Decisão de preço. c) Escolha da marca. d) Promoção vista na TV. e) Tomada de decisão antecipada. 43 MARCAS E PRESENÇA DIGITAL 4.1 INTRODUÇÃO A proposta de valor é o que a empresa oferece como uma combinação única de seu produto, sua imagem e marca. A capacidade de ser percebida de maneira única pelo cliente, com significado singular, exclusivo e positivo em sua mente torna a marca um bem valioso para a empresa. Marcas bem posicionadas geram vantagem competitiva e tornam a empresa mais sólida do que a concorrência, razão pela qual a presença digital é tão importante. 4.2 MARCAS NA INTERNET Marca é a identidade da empresa representada pelo nome, ou símbolo, ou a combinação desses elementos, que identifica a empresa, como diferente dos concorrentes. O consumidor tem um conjunto de percepções e associações em relação ao produto, uma opinião formada sobre ele, um conjunto de sensações e sentimentos ao ver uma marca específica. As empresas e as marcas têm sua visibilidade e confiabilidade baseado não só na qualidade de seus produtos, mas na forma como as pessoas veem a própria marca, a imagem que ela tem perante seu público. Essa imagem positiva ou negativa é conseguida pela soma das atividades da empresa, mas muito dessa imagem é formada pela comunicação da companhia, que deve utilizar as ferramentas de comunicação de forma integrada, tanto nas atividades off-line, como nas atividades on-line. UNIDADE 44 Pode-se observar o uso das ferramentas na Figura 13. Figura 13: Comunicação de massa e comunicação direta com o cliente Fonte: Elaborado pela Autora (2021) As ações de comunicação das empresas devem envolver todos os meios e ferramentas de comunicação, e deve ser integrada nos meios on-line e off-line, para transmitir a mesma mensagem em todas elas. Dessa forma perpassa pelos dois métodos, acima e abaixo da linha, o through the line – através da linha, e dessa forma atinge o cliente em todos os pontos de contato, ampliando, dessa forma, a possibilidade de atingir e influenciar a compreensão e a percepção do cliente sobre o produto e a marca. E isso pode ser feito pelos canais apresentados na Figura 14. 45 Figura 14: Canais de comunicação com o cliente Fonte: Elaborado pela Autora (2021) Nas ações do ponto de venda pode-se ainda encontrar diversas formas de comunicação para influenciar o consumidor na hora da compra (Figura 15). 46 Figura 15: Formas de comunicação no ponto de venda Fonte: Elaborado pela Autora (2021) 4.3 PRESENÇA DIGITAL No Brasil, pelo menos 70% da população utiliza a internet para realizar buscas (FERNANDES, 2020). Nas redes sociais, a movimentação diária é de 140 milhões de pessoas interagindo, números dos quais pode-se depreender que quem não está presente na internet, simplesmente não existe. A presença digital é a forma como uma empresa e sua marca se mostram e se posicionam na internet. Essas ações geram valor para os usuários e cria 47 relacionamento de longo prazo e a fidelidade dos clientes.A forma como as pessoas veem uma marca on-line é motivada por sua presença digital. Ter uma boa presença digital não é só por estar presente na internet por meio de um site e estar nas redes sociais. É preciso envolver e engajar o público para criar uma percepção positiva em relação à marca. Vantagens da presença digital para a criação e manutenção das marcas: Permite uma comunicação direta com seus públicos prioritários; Dá maior visibilidade à marca; Presença digital 24 horas por dia, 7 dias por semana; Traz maior credibilidade; Confere autoridade à marca; Reduz os custos com publicidade, com a criação de conteúdo de qualidade; Aumenta as vendas; Aumenta a lucratividade. Uma presença digital ativa engaja as pessoas a conhecer e interagir com a marca, com objetivos concretos e por meio do uso das ferramentas de comunicação e marketing. A presença digital passiva, por outro lado, não contacta nem interage com o cliente e fica apenas esperando ações ativas do consumidor. Na presença passiva, o consumidor não é influenciado pela marca. Os pilares para uma boa presença online são apresentados na Figura 16. Figura 16: Pilares da presença on-line Fonte: Elaborado pela Autora (2021) O planejamento é fundamental para a construção de uma boa presença digital. Tudo o que se faz na internet é por meio da criação de conteúdo, 48 responsável por fazer a comunicação do que a empresa precisa transmitir para criar uma imagem positiva. Esse material precisa ser significativo e gerar valor para a audiência, tornando mais acessível a criação de vínculos emocionais com a marca. Conteúdo de qualidade confere autoridade à marca, que passa a ser reconhecida como uma referência no mercado sobre determinado tema, sendo capaz de influenciar pessoas e ter um posicionamento claro na mente do consumidor. O relacionamento se refere à maneira como a empresa interage com seus públicos no ambiente da internet. Essa relação precisa acontecer com todos os stakeholders da organização, que deve interagir e buscar o diálogo, propondo uma relação ativa e participativa entre a empresa, os clientes e os demais públicos. Hoje o cliente pode comprar de diversas formas, juntando os canais físicos e os digitais, por isso a empresa precisa atuar de forma integrada em todos eles, com uma comunicação omnichannel, que significa que seja qual for o modo como o cliente entre em contato terá a mesma experiência de compra na empresa. Figura 17: Exemplos de stakeholders da empresa 49 Essa atuação omnichannel permite criar uma boa presença digital, pois poderá atuar especificamente com cada tipo de público e criar um bom relacionamento com ele. O marketing foi uma das primeiras áreas a se envolver com estratégias para se relacionar e comunicar com o cliente, por meio de tecnologia, como com os softwares de automação de marketing para relacionamento com o cliente – os Customer Relationship Management (CRMs); programas para gerenciar todas as atividades on-line, o Business Intelligence (Bis) e os Web Analytics, que tratam de coletar dados e apresentar as atividades realizadas pelo cliente na internet, para prover formas de comunicação cada vez mais assertivas. O propósito tornou-se a boa impressão que as pessoas têm da empresa, como foram anteriormente a missão e os valores. Compreender os reais objetivos da companhia e saber por que ela existe e o que tem a oferecer à sociedade deve orientar as ações de comunicação da companhia, para motivar uma boa percepção da marca e construir uma presença digital engajada e positiva na internet. 4.4 BRANDING Ser lembrado e conhecido é o primeiro objetivo ao se pensar em criar presença digital. A utilização de algumas estratégias ajuda nessa tarefa. Site institucional: é vitrine da empresa na internet, que precisa ser responsivo, adaptado para utilização nos smartphones e tablets. Blogue corporativo: atrair o interesse das pessoas por meio de publicação de conteúdos relevantes que gerem valor para o cliente. Uso de técnicas de SEO no conteúdo: para aumentar a visibilidade da marca. Publicidade on-line: primeira ferramenta utilizada para a criação da presença digital, por meio dos anúncios patrocinados. Engajamento de clientes: interação nas redes sociais para engajar as pessoas e dar visibilidade aos conteúdos pela empresa. 50 Depois que os clientes demonstraram interesse na empresa é preciso manter contato e relacionar-se com eles, por meio do inbound marketing. Inbound marketing: é a produção de conteúdo para atrair o interesse das pessoas e criar leads para relacionamento da empresa, por meio de e-mail marketing. Marketing de conteúdo: produção de conteúdo de qualidade para criar e fortalecer a marca na internet. Por meio de conteúdo significativo para o cliente, a empresa pode transformar a marca em uma fonte confiável de informações, e chegar a ter autoridade no tema, criando vínculos emocionais com as pessoas. SEO (Search Engine Optimization): deixar os sites e conteúdos visíveis para as pesquisas do Google. Ao clicar nos primeiros resultados das buscas, o Google entende que o conteúdo é relevante e a página vai para os primeiros lugares das buscas. SEM (Search Engine Marketing): criação de publicidade on-line, uso dos links patrocinados e das palavras-chave para promover marcas e produtos nos mecanismos de buscas. Redes sociais: nas redes é que acontecem os compartilhamentos, tornando as 51 publicações relevantes, ou não, pela escalabilidade do conteúdo. Essa tarefa é cada vez mais difícil, pela saturação dos meios e a dificuldade em atrair a atenção do público. O conteúdo deve ser específico para cada uma delas e direcionadas aos segmentos de públicos. Google Analytics: o Google oferece o monitoramento da presença digital por meio de ferramentas tecnológicas, fornecendo relatórios detalhados sobre o caminho dos clientes nos sites, nos conteúdos e nas redes. Search Console: monitora as palavras-chave relevantes para as buscas que encontram a empresa. Uma parte dos conteúdos que vai publicar será relacionada com o próprio negócio; a outra, com o setor ou com a área profissional. Mas o ideal é dinamizar uma área de blog, com atualizações semanais, no mínimo. A melhor forma de obter visitas e de manter os utilizadores atentos às suas publicações é gerar conteúdo realmente importante para eles (MARQUES, 2018, p. n.p). 52 53 FIXANDO O CONTEÚDO 1. Podemos dizer que uma marca de prestígio entre os consumidores a) Criou e mantém uma imagem positiva junto aos clientes. b) Tem produtos de preço baixo em variados pontos. c) Tem imagem baseada em fatores emocionais. d) É a líder de mercado e de vendas ao cliente. e) Tem lojas próprias com vendas especializadas. 2. As ações de ________ das empresas devem envolver todos os meios e _______ de comunicação, ______ nos meios on-line e off-line, para transmitir a mesma mensagem em todas elas. As palavras que preenchem as lacunas na ordem correta a) Marketing; atividades; ATL. b) 4Ps; tipos; estão. c) Comunicação; ferramentas; integrada. d) Comunicação, ATL e BTL; intervenientes. e) Promoção, influências, integrada. 3. Estão relacionadas corretamente as palavras da alternativa a) ATL Above the line – abaixo da linha – comunicação personalizada. b) ATL Above the line - acima da linha – comunicação de massa. c) BTL Bellow the line – abaixo da linha – comunicação de massa. d) BTL Bellow the line - acima da linha – comunicação personalizada. e) TTL Through the line – através da linha – comunicação demassa. 54 4. Analise as duas assertivas e a relação entre elas. Escolha a alternativa correta. I. Nas comunicações integradas devem ser utilizadas tanto a comunicação de massa, quanto a interação direta com o cliente, POIS II. Toda comunicação integrada visa interagir com os segmentos escolhidos. a) A primeira e a segunda estão corretas e a correlação entre as duas está correta. b) A primeira e a segunda estão corretas, mas não se correlacionam entre si. c) A primeira está correta e a segunda incorreta, e ambas se relacionam entre si. d) A primeira está correta e a segunda incorreta, e elas não se correlacionam entre si. e) A primeira e a segunda estão incorretas, mas se relacionam corretamente. 5. Analise as assertivas e escolha a alternativa correta. I. Televisão, rádio e jornais são meios de comunicação de massa. II. E-mail marketing e redes sociais são ações de massa. III. Ponto de venda e trade marketing se referem ações personalizadas. Estão corretas somente: a) I e II. b) II e III. c) III, apenas. d) II, apenas. e) I e III, apenas. 6. Um branding bem realizado na internet utiliza diversas ferramentas, como ações: a) Conteúdo de famosos nos sites institucionais. b) Blogues corporativos em conjunto com outras marcas. c) Uso de técnicas de SEO e de SEM. d) Criar engajamento nas campanhas sazonais. 55 e) Atendimento ao cliente nos dias de semana. 7. Analise as assertivas e a relação entre elas. I. Compartilhamento de conteúdo torna as publicações relevantes. PORQUE II. Nas redes sociais o engajamento é medido também pelos compartilhamentos. Escolha a alternativa correta. a) A primeira e a segunda estão corretas e a segunda completa a primeira. b) A primeira e a segunda estão corretas, mas não se correlacionam entre si. c) A primeira está correta e a segunda incorreta, e ambas se relacionam entre si. d) A primeira está correta e a segunda incorreta, e elas não se correlacionam entre si. e) A primeira e a segunda estão incorretas, mas se relacionam corretamente. 8. Sobre presença digital, escolha a alternativa correta. a) A presença digital é a forma como uma empresa faz suas comunicações em geral. b) A presença digital é a forma como uma marca se mostra e se posiciona na internet. c) Ações de branding não geram valor para o cliente, mesmo que este esteja fidelizado. d) Presença digital é desenvolvida unicamente para criar e manter imagem positiva da empresa. e) Branding é feito nas ações on-line, com o uso do e-mail marketing para os prospects. 56 PLANEJAMENTO DE MARKETING DIGITAL E MÉTRICAS 5.1 INTRODUÇÃO O planejamento de marketing digital deve fazer parte do planejamento integrado da comunicação e as ferramentas off-line e on-line, cumprindo um papel importante nos objetivos a serem alcançados. As campanhas precisam ser segmentadas para os públicos-alvo de interesse da companhia. 5.2 PLANEJAMENTO DE MARKETING DIGITAL Seguindo a mesma estrutura e diretrizes de um plano de marketing, existe material farto na internet sobre planejamento de marketing digital e aqui será utilizada a sugestão de Marques (2018). • Diagnóstico. • Objetivos. • Cenário. • Concorrência. • Público-alvo. • Posicionamento. • Estratégias. • Presença digital. • Plano de ação. • Retorno do investimento (Return on Investment - ROI). • Mensuração e métricas. • Régua de relacionamento. É importante lembrar que é preciso adaptar o plano à realidade da empresa. UNIDADE 57 1) Diagnóstico Apresentação do histórico, números e informações gerais da situação de períodos anteriores, pelo menos três a seis meses, com ações e resultados obtidos, taxas de conversão, para saber o que deu certo, como forma de aperfeiçoar o planejamento, para todos os pontos de contato, ponderando-se o retorno de investimento e o resultado esperado/alcançado. 2) Cenário e concorrência Deve-se comparar e analisar a ação da concorrência no mundo digital, mapeando sites, e-mail marketing, mídias e redes sociais. Informações da imprensa em geral e sobre as campanhas, localizando os principais diferenciais e as promoções aplicadas. A comparação de preços, do atendimento ao cliente, valores de fretes para o e-commerce, design de produto e layouts, os 4 Ps, o posicionamento e as pesquisas de mercado. 3) Público-alvo e posicionamento Não apenas o público-alvo de interesse da empresa, mas os públicos com os quais a empresa deseja falar por meio da comunicação, como consumidor, distribuidores, revendedores, parceiros, acionistas, vendedores, prospects, ex- clientes, bem como os influenciadores, dentro e fora da rede. O posicionamento de mercado deve deixar claro o que a empresa é, ou pretende ser, para cada um dos públicos envolvidos. 4) Objetivos Os objetivos precisam ser bem alinhados ao que se pretende alcançar com cada público em determinado período (mês, semestre, ano, por exemplo). Podem ser pensados objetivos como aumentar o número de clientes, aumentar leads, melhorar relacionamento com clientes nas três fases do funil. 58 5) Estratégias As estratégias apresentam a forma como se chegará aos objetivos alcançados em cada uma das fases da venda, para cada tipo de público-alvo. Por exemplo, por meio de anúncios on-line, utilização de links patrocinados e engajamento pelas redes sociais. 6) Presença digital Como está sendo a movimentação da marca na internet e nas redes sociais? Há engajamento? Há a busca de relacionamento? Há atendimento ao cliente pela internet e pelas redes? 7) Plano de ação No plano de ação determina-se as atividades que serão realizadas para atingir os objetivos. Assim, o uso da ferramenta 5W2H pode ajudar na criação de um plano de ação, conforme exemplo apresentado na sequência. What – O que será feito? Relacionamento on-line pelas redes sociais e blogues. Why – Por que será feito? A imagem da empresa melhora e aumenta a reputação da marca, levando a mais visitas ao site para conhecer os produtos. Where – Onde será feito? Na mídia on-line, como Facebook e Instagram, links patrocinados, blogues e buscadores. When – Quando será feito? Por períodos quinzenais – esse período em que a campanha vai ao ar, se chama fligths de mídia – durante o cronograma de xx meses. O relacionamento e a interação deverão ser diários, com respostas rápidas ao cliente. Who – Por quem será feito? As ações de relacionamento serão realizadas por pessoas da própria empresa. How – Como será feito? Engajamento e relacionamento nas redes por meio de criação de conteúdo, para estimular a conversa com os clientes. How much – Quanto vai custar? Investimento necessário para colocar a campanha no ar. 59 8) Retorno do investimento (Return on Investment - ROI) Aqui deve ser calculado quando o capital investido nas ações terá retorno. Os números vão indicar o custo para obter o resultado esperado, como o lucro esperado para a ação, quantidade de vendas e de produtos, porcentagem de impostos, lucro líquido e quantidade de clientes a visitar o site para atingir o objetivo de conversão. Esse percentual varia de produto e de segmento, mas calcula-se em média de 1 a 2% das visitas convertidas em vendas. 9) Mensuração e métricas O cálculo do ROI já apresenta diversas métricas a serem acompanhadas que ajudam a saber qual o resultado da campanha. Aparecem ali algumas métricas, como quantidade de visitas e de clientes. Todas as campanhas de comunicação, seja em qual mídia for, precisam de acompanhamento constante para correção de rumos