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Paulo e Kátia se conheceram em 2010, quando trabalhavam para a sociedade empresária Voz, e se tornaram amigos desde então. Na época, Paulo era casado com Beatriz e tinha um filho, Glauco, de um ano; Kátia estava noiva de Fábio. Passado certo tempo, Kátia terminou o noivado com Fábio e se aproximou ainda mais de Paulo, que acabou se separando de sua esposa, Beatriz. Em 2018, Paulo e Kátia casaram-se no regime da comunhão universal de bens e, em 2019, Paulo se desfez dos imóveis que possuía para adquirir um novo imóvel para residirem. Com a crise que se instalou no país, em 2020, Paulo ficou desempregado e começou a ter dificuldades para pagar a pensão alimentícia de seu filho, Glauco, menor impúbere, tendo, por fim, deixado de quitá-la. Em razão de tais fatos, Beatriz, ex-esposa de Paulo, ajuíza uma demanda de execução de alimentos para garantir os direitos de seu filho. Durante o trâmite da execução de alimentos, que tramita perante a 15ª Vara Cível da Cidade do Rio de Janeiro, o imóvel adquirido por Kátia e Paulo é penhorado. Kátia fica muito apreensiva com a situação, pois se trata do único imóvel do casal. Na qualidade de advogado(a) de Kátia, elabore a defesa cabível voltada a impugnar a execução que foi ajuizada. (Valor: 5,00) Obs.: o(a) examinando(a) deve fundamentar suas respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação. PEÇA 3 AO JUIZO DA 15ª VARA CÍVEL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO – RJ Processo nº: ... Katia, casada, profissão ..., CPF ..., e-mail ..., residente e domiciliada ..., vem por meio de seu advogado, procuração em anexo com a devida qualificação, a presença de Vossa Excelência, com fulcro no art. 674 do CPC apresentar EMBARGOS DE TERCEIRO Em face de, Beatriz, estado civil ..., profissão ..., CPF ..., e-mail ..., residente e domiciliada ..., pelos fatos e fundamentos abaixo aduzidos. I DOS FATOS Katia e casada com Paulo, que tem um filho com Beatriz ora embargada. Desde que o marido de Katia se divorciou vem realizando o pagamento da pensão alimentícia para o menor. Ocorre que, por motivos pessoas parou de realizar o pagamento por um período, motivo este que a requerida deu entrada no processo de execução de alimentos. Entretanto, o imóvel que o casal reside foi penhorado para a quitação do débito. II TEMPESTIVIDADE Cabe destacar que a peça em questão e devidamente tempestiva, uma vez que o imóvel ainda não foi adjudicado, alienado e nem mesmo arrematado, conforme art. 675 do CPC. III – DO DIREITO DA LEGITIMIDADE Katia, possui legitimidade para a propositura da ação em questão, uma vez que é cônjuge de Paulo, e o imóvel que está sendo objeto de penhora e de posse de ambos. Conforme art. 674, §2º I, poderá o cônjuge ou companheiro defender a posse de bens próprios ou de sua meação. DA IMPENHORABILIDADE DO IMOVEL Paulo e Kátia casaram-se no regime da comunhão universal de bens e, em 2019, Paulo se desfez dos imóveis que possuía para adquirir um novo imóvel para residirem. Cabe destacar, que este e o único imóvel que o casal possui, sendo inviável que seja penhorado, visto que não pertence apenas a Paulo e sim a ambos, tendo em vista o regime de casamento, conforme art. 1.667 do CC. Além do mais, a lei nº 8.009/90 em seu art. 3º, III dispõe que o bem não pode ser penhorado devendo ser resguardado os direitos, não devendo a embargante ser responsabilizada pela referida dívida. IV - DA LIMINAR Conforme fatos apresentados, não restam dúvidas de que Katia exerce a posse e a propriedade do bem, ora penhorado no decorrer da ação de execução de alimentos movida em face de Paulo. Portanto, requer que seja determinada a suspensão dos atos constritivos do imóvel que pertence a embargante, nos termos do art. 678 do CPC. V - DOS PEDIDOS Diante do exposto, requer a) A concessão da liminar, para que seja retirado a suspensão da penhora do imóvel de Katia, conforme art. 678 do CPC. b) A procedência da ação, nos termos do art. 478, I do CPC bem como o a desconstituição da penhora. c) Informar que segue em anexo a guia e o comprovante referente às custas processuais, e que a embargante seja condenada ao pagamento dos ônus sucumbenciais. d) Informa ainda, que não possui interesse na audiência de mediação ou conciliação, de acordo com o art. 319 VII CPC. Protesta por todas as provas em direito admitidas, bem como, certidão de casamento. Dá-se à causa o valor de R$ ... Nestes termos Pede deferimento Local, data Advogado/OAB PEÇA CORRIGIDA AO JUIZO DA 15ª VARA CÍVEL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO – RJ Processo distribuído por dependência a execução nº: ..., em razão do art. 676 caput do CPC. Katia, casada, profissão ..., CPF ..., e-mail ..., residente e domiciliada ..., vem por meio de seu advogado, procuração em anexo com a devida qualificação, a presença de Vossa Excelência, com fulcro no art. 674 do CPC apresentar EMBARGOS DE TERCEIRO Em face de, Glauco menor impúbere neste ato representado por Beatriz, estado civil ..., profissão ..., CPF ..., e-mail ..., residente e domiciliada ..., pelos fatos e fundamentos abaixo aduzidos. I – DOS FATOS II – DA TEMPESTIVIDADE (apenas em embargos e consignação em pagamento se houver deposito extrajudicial) Conforme art. 675 caput os embargos de terceiro podem ser opostos até a adjudicação ou arrematação, o que ainda não ocorreu no presente caso, portanto, tempestivo. III – CABIMENTO (pode estar dentro do mérito) Inicialmente cabe considerar que Katia teve seu imóvel penhorado em decorrência de uma ação de execução a qual não litiga como parte logo, em razão do art. 674 do CPC cabível a presente ação. IV – DO DIREITO Da qualidade de terceiro Cabe observar que a embargante não atua no processo de execução e ainda sim, teve o seu imóvel penhorado. Ademais, katia e proprietária do bem, em razão do art. 674, §2 I do CPC possui legitimidade ativa, conforme súmula 134 do STJ. Portanto, conforme o art. 677 caput do CPC, comprovado a qualidade de terceira. Da meação Katia e casada pelo regime de comunhão universal de bens, ou seja, Katia possui direito a meação de 50% do referido bem, em razão do art. 1667 do CC. Da impenhorabilidade Conforme art. 1º da lei 8.009/90 o único imóvel da família não pode ser objeto de penhora, logo o bem é impenhorável. Da reserva a meação Caso este juízo entenda de forma diversa o que não espera que ocorra, cabe observar que Katia deve ter a sua meação, de 50% resguardada conforme art. 3º, III da lei 8.009/90. Da Liminar Conforme acima comprovado Katia possui o domínio, requer a suspensão imediata dos atos constritivos, nos termos do art. 678 caput do CPC. V – DOS PEDIDOS Diante do exposto, requer a) A concessão imediata da suspensão dos atos constritivos e que ao final a penhora seja cancelada. b) A procedência da ação, nos termos do art. 487, I do CPC, para reconhecer a meação de Katia e a impenhorabilidade do bem ou que seja resguardado a meação de 50% do imóvel para Katia. c) Informa ainda, que não possui interesse na audiência de mediação ou conciliação, de acordo com o art. 319 VII CPC. d) Informar que segue em anexo a guia de recolhimento e o comprovante referente às custas processuais. E ao final e que o embargado seja condenado ao pagamento dos ônus sucumbenciais. e) Que seja o Ministério Público intimado. Protesta por todas as provas em direito admitidas, em especial a documental bem como, certidão de casamento e documento do imóvel. Dá-se à causa o valor de R$ ... Nestes termos Pede deferimento Local, data Advogado/OAB Procedimento comum: · Requisitos 319 Procedimento especial: · Cabimento · Requisitos 319 + especial · Tutela especial · Tempestividade (Embargos de Terceiro e Consignação em Pagamento)