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2 SEG Em 1930 Lowell Bailey nasceu em Angola, de pais missionários. Após 0 preparo teológico nos EUA pela Columbia International University e a Columbia Graduate School of Bible and Missions, foi ordenado ministro do PARA evangelho em 1953. Com a esposa, Katharine, em 1955 ingressou na missão World dedicando-se ao ensino A teológico na ilha da Jamaica e depois, em Dourados, MS (Missão Evangélica Caiuá). DA De 1960-78 morou em Porto Alegre, ajudando a implantar igrejas da Aliança dirigindo uma Escola Biblica por Correspondência e dedicando-se, nos anos 70, ao Ensino Teológico por Extensão, inclusive tornando-se presidente da AFTTE (hoje AETAL). De 1978 a Lowell serviu em várias capacidades dentro da sede internacional da World Team, em Miami. Entre outros ministérios, foi diretor da entidade Concertos de Oração da Grande Miami. PARA DERROTAR casal voltou ao Brasil em 1992. Tendo como base Porto Alegre e depois Novo Hamburgo, Lowell traduziu, A CRISE escreveu e ensinou para ajudar as igrejas da Aliança Bíblica a transicionarem para modelo de Igreja em Células. De DA COMUNHÃO 1997 em diante, em vários Lowell vem ministrando módulos e seminários em cooperação com Ministério Igreja em Células e ensinando sobre a Mutualidade. Lowell Bailey Low25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO PREFÁCIO as igrejas da Aliança Bíblica, esse obreiro tem se dedicado especial- mente à preparação de líderes de Células e à propagação da visão da Você acaba de pegar em suas mãos um dos mais completos Igreja em Células. tratados sobre relacionamento entre discípulos de Jesus Cristo. Ba- seado na obra La Mutualité de Harold Alexander, este é o melhor Nós da AMD, não temos palavras para expressar os nossos manual sobre comunhão que tem aparecido em língua portuguesa e agradecimentos ao irmão Lowell por nos autorizar a publicação des- te livro. porque não dizer, um dos melhores em qualquer idioma. Como escritora, Susan Harville impressiona por sua didá- Uma simples folheada neste livro, já é suficiente para veri- ficar a seriedade de seu conteúdo e a didática de seus Imagi- tica. Quando obreira do Centro de Pesquisas sobre Aprendizado da ne agora, se você estudar este material e depois compartilhá-lo com missão evangélica World Team, ela escreveu o manual Reciprocal outros irmãos de sua igreja ou comunidade local. Sua igreja não será Living, transmitindo ensinos profundos aliados a uma característica mais a mesma, depois de estudar 25 Segredos para Derrotar a Crise simplicidade de argumentação. Mais tarde, Susan integrou uma equipe da Comunhão. de implantação de igrejas na França. Casada, mora atualmente na Leia, estude, aplique e viva os ensinos e desafios desta obra. América do Norte. Não tenho dúvidas que você será abençoado, assim como seu grupo manual que você tem em suas mãos resultou de uma adap- de discípulos e sua igreja local. tação ao português por Lowell Bailey em 1977, sob o título 25 Se- gredos para Derrotar a Crise da Em 2001, Lowell reor- Pr. Paulo Solonca ganizou esse material, deu-lhe nova redação e lhe aplicou título Presidente da AMD atual. Associação de Discipuladores Cristãos Nós brasileiros nos sentimos honrados de poder contar com ministério de Lowell Bailey, co-autor desta obra. Nascido de pais missionários em Angola, é missionário da World Team desde 1955 (na Jamaica, depois Mato Grosso do Sul e finalmente Rio Grande do Sul). Por anos esteve profundamente envolvido no movimento de Ensino Teológico por Extensão, chegando a ser presidente da AETTE (hoje AETAL). De 1978 a 92, trabalhou na sede internacional da World Team em Miami. Entre vários ministérios exercidos nessa ci- dade foi diretor de Concertos de Oração da Grande Miami. Desde seu regresso ao Brasil em 1992 para cooperar com 3NOTA PRELIMINAR Tudo 0 que está ao nosso redor, um dia haverá de desapare- cer, com uma única exceção: a Igreja do Senhor Jesus! Ela servirá a Deus, pelos séculos dos séculos, para mostrar a incomparável riqueza da sua graça, demonstrada em sua bondade para conosco, em Cristo Jesus (Ef 2.7). Mesmo prevendo a sua atual condição de altos e lamentá- veis baixos foi vontade do Todo-poderoso que agora, mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse co- nhecida dos poderes e autoridades nas regiões celestiais (Ef 3.10). Afirmamos, portanto, que a Eclesiologia estudo daquilo que a Igreja é, e de como ela funciona - é assunto, não só de palpitan- te interesse, mas também de permanente valor. De tudo que se poderia considerar sobre a Eclesiologia, este livro focaliza um as- pecto altamente prático, ou seja, aquele ambiente interno que precisa existir e ser mantido dentro do Corpo de Cristo, para que mesmo seja saudável e capaz de realizar a vontade do Senhor. Como faremos para estudar esses requisitos para a saúde e eficiente funcionamento do Corpo? Examinaremos, um por um e de modo interativo, os mandamentos recíprocos - aqueles que con- têm a frase uns aos outros - das cartas do Novo Testamento. Importante observação: Para facilitar a leitura, resolve- mos empregar 0 masculino, de forma genérica. Por exemplo, a ex- pressão "o cristão" significa: "qualquer pessoa seja do sexo femi- nino ou do masculino pela fé, a Jesus". Dessa maneira se facilita a leitura, evitando-se uma selva de parênteses e letras extras, do tipo: "os(as) cristã(o)s confiam no Salvador deles(as)". 5ÍNDICE GERAL INTRODUÇÃO 11 SEÇÃO I CONSIDERAÇÕES BÁSICAS SOBRE A MUTUALIDADE Índice pormenorizado da Seção I 17 Caracterizando a Comunhão 19 A Mutualidade e a Comunhão 22 A Mutualidade é Coração do Ministério Geral da Igreja 27 Descrição da Igreja em Termos do seu Alvo e dos Ministérios que Contribuem para esse Alvo 28 A Mutualidade e os Dons Expirituais 32 A Mutualidade e Discipulado Pessoal 35 Como Garantir Aproveitamento deste Estudo 36 Revisão da Seção I 37 SEÇÃO II os MANDAMENTOS RECÍPROCOS: Uns aos Outros pormenorizado da Seção II 43 Módulo 1 Os Valorizam Relacionamentos 45 Módulo 2 Os Discípulos Protegem Corpo contra a Poluição e a Infecção 79 Módulo 3 Os Contribuem para Crescimento Uns dos Outros 121 Módulo 4 Os Discípulos Servem Uns aos Outros 151 Revisão da Seção 176 925 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO SEÇÃO III COMO DESENVOLVER, NO PEQUENO GRUPO E NA IGREJA, A VIDA DE MUTUALIDADE INTRODUÇÃO Índice pormenorizado da Seção III 179 Não é segredo: quem avaliar de modo imparcial a Igreja de Como Avaliar a Mutualidade do seu Pequeno Grupo ou Igreja Local 182 Jesus Cristo, notará que ela passa por uma crise de Um Modelo de Instrumento para Avaliação 183 Justamente nesse novo milênio, em que os povos mais ne- Como Formar uma Estratégia para Melhorar a Mutualidade da sua Igreja 192 cessitam de consolação e ânimo para enfrentar dias tenebrosos, a Sugestões Práticas 194 impressão que muitas pessoas têm da Igreja, é de uma instituição Revisão da Seção III 196 fria, pouco amigável e indiferente aos problemas da humanidade. Críticos notam, ainda, que os cristãos tendem a brigar muito entre si, BIBLIOGRAFIA 199 não raras vezes para determinar qual deles será mais importante. APÊNDICE: Existem, é claro, belas exceções. Além disso, algumas das Estudo das Palavras Gregas Básicas Relacionadas com a Mutualidade 201 críticas mais se baseiam em impressões do que em fatos. Mas nem Índice Remissivo 213 essas ressalvas nos livram do fato que a Igreja de Jesus Cristo, de modo geral, está fraca na área da comunhão. Isto é mais do que las- porque Senhor Jesus afirmou que 0 amor e a unidade dos cristãos seriam as principais provas de que eles são seus verdadeiros seguidores (Jo 13.35). Os por manifestarem visíveis la- ços de amor mútuo, estariam convencendo mundo de que Jesus é realmente Filho de Deus, enviado pelo Pai (Jo 17.21). Jesus afirmou que veio ao mundo para "buscar e salvar que estava perdido" (Le 19.10). Depois de ter feito isso pessoal e visivelmente por algum tempo, Ele ascendeu aos céus, dando aos membros do seu Corpo, a Igreja, a ordem de continuarem a buscar perdidos: "Portanto, vão a todos povos do mundo e façam que sejam meus seguidores...' (Mt 28.19 BLH). Mas a desunião e a falta de amor entre os cristãos podem levar os perdidos a duvidar que essa gente realmente esteja seguindo a Jesus. Pior ainda, por notar que cristãos não se salvaram do seu eles podem duvidar que Jesus seja verdadeiramente 0 Salvador do mundo" (Jo 4.42). "Com isso todos saberão que vocês são meus se vocês se amarem uns aos outros" (Jo 13.35). "[P]ara que todos se- 1125 PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Introdução jam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também 3. Saber como preparar uma estratégia para elevar nível da estejam em nós, para que mundo creia que me enviaste" (Jo mutualidade. 17.21). Dessas afirmações do nosso Senhor, tiramos a seguinte con- 4. Ter forte desejo de conseguir que todos os discípulos de- clusão: se determinada igreja local é desprovida de um amor sincero, baixo dos seus cuidados reconheçam a importância da prático e ela não é demonstração que atrai, nem ponte que mutualidade trabalhem juntos para desenvolvê-la. conduz pessoas a Jesus. Pelo contrário, ela constitui barreira entre 5. Acima de tudo, ter experimentado e praticado pessoal- Jesus e esse mundo que Ele quer salvar. mente, em reuniões de pequenos grupos e nos relaciona- Se você já detectou sintomas de uma crise de comunhão en- mentos com pessoas no e na igreja, os princípios da tre os membros do seu grupo de irmãos na este livro é para você. mutualidade Nas a seguir, vamos oferecer conhecimentos imediatamente praticáveis, e um padrão bíblico a ser aplicado no pequeno grupo e Principais divisões na igreja em geral, para que Corpo de Cristo se torne aquela comu- presente estudo é dividido da seguinte maneira: nidade unida, amorosa e compassiva que Senhor planejou. I CONSIDERAÇÕES BÁSICAS SOBRE A MUTUALIDADE A quem se destina este estudo? II os MANDAMENTOS RECÍPROCOS: livro foi preparado especialmente para líderes de peque- Uns aos Outros nos grupos, líderes de ministérios e líderes gerais da igreja local. São esses os que mais se responsabilizam pelo ambiente espiritual e emo- III COMO DESENVOLVER, NO PEQUENO GRUPO cional entre os Mas ainda que você não seja um desses E NA IGREJA, A VIDA DE MUTUALIDADE res, se quiser manter uma comunhão realmente bíblica com os seus irmãos na fé, a maior parte do livro será proveitosa. Observação Como no caso de qualquer estudo da Bíblia dirigido por ou- local por excelência de se aplicar os mandamentos tras pessoas, você deverá verificar, pessoal e cuidadosamente, todas procos aqueles que contêm a frase uns aos outros é pequeno as informações apresentadas. Ninguém deve simplesmente engolir grupo, seja ele chamado de célula, grupo familiar ou outro nome as palavras de outro ser humano, sem antes examiná-las à luz das qualquer. Nos cultos públicos da igreja, menos oportunidades se apre- Escrituras. Seja, portanto, "bereano(a)" (cf. At 17.11)! Ao iniciar sentam para a aplicação destes mandamentos. Mas entre um peque- presente estudo, faça o seguinte: no grupo de irmãos que se reunam semanalmente, todo e qualquer Peça ao Espírito Santo que dê sabedoria, compreensão e princípio comentado neste livro terá aplicação direta e altamente pro- discernimento. veitosa. Mantenha sempre à mão a sua verificando nela todos Alvos gerais os trechos mencionados por referências mas não reproduzidos no texto. Ao completar estudo deste livro, você deverá: A respeito de qualquer dúvida que surgir, procure auxílio de 1. Compreender o que é a mutualidade e saber como ela se cristãos mais experimentados. conceitua no Novo Testamento. Versões da Bíblia 2. Ser capaz de verificar nível de mutualidade na vida do seu pequeno grupo e da igreja local. Neste manual, salvo outra indicação, as citações são da 1325 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA Bíblia Sagrada - Nova Versão Internacional © 1993, de International Bible Society. Outras versões, quando citadas, são identificadas no local da citação. São elas: 1. A Bíblia Sagrada, tradução na linguagem de 1998 (sigla: BLH). 2. Cartas às Igrejas Novas paráfrase de J.B. Phillips, tra- duzido para 0 português por Gordon Chown. 3. Novo Testamento Vivo paráfrase de Kenneth traduzida para português por Flávia Brasil Esteves e Tiago Lima, 1972 (sigla: NTV). SEÇÃO I Considerações Básicas Sobre a MutualidadeCONSIDERAÇÕES BÁSICAS SOBRE A MUTUALIDADE PREVISÃO Introdução A Seção I apresenta a idéia da mutualidade e serve de base a todo resto do livro. Para começar, vamos pensar na relação entre a mutualidade e a comunhão. Depois, veremos como a mutualidade se encaixa nos ministérios da igreja. Salienta- remos 0 ministério interpessoal, no qual cada um, de acordo com dom que recebeu, serve aos membros do Corpo. ÍNDICE DA SEÇÃO I Caracterizando comunhão 19 A mutualidade e comunhão 22 A mutualidade é coração do ministério geral da Igreja 27 Descrição da Igreja em termos do seu alvo e dos ministérios que contribuem para esse alvo 28 A mutualidade e os dons espirituais 32 A mutualidade e o discipulado pessoal 35 Como garantir o aproveitamento deste estudo 36 Revisão da Seção I 37 Alvos da Seção I Ao completar o estudo da Seção I, você deverá ser capaz de: 1. Usar as definições de comunhão e de mutualidade para responder às se- guintes perguntas: Qual é a base da comunhão cristã? Quais os dois principais distintivos de um grupo que está gozando a comunhão cristã? Qual a relação entre a comunhão e a mutualidade? 2. Explicar o que significa "crise de comunhão" e mencionar, no mínimo, três características de um grupo que esteja experimentando esse tipo de problema. 17Seção Considerações Básicas sobre a Mutualidade 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO CARACTERIZANDO A COMUNHÃO 3. Identificar os aspectos do ministério geral da igreja, podendo mostrar onde Introdução se encaixa a mutualidade. Por algumas páginas temos usado termo, sem defini-lo. Que é mesmo a 4. Explicar porque a mutualidade é essencial para a realização do propósito comunhão? Para alguns, é uma agradável conversa entre amigos, acompanhada, quem de Deus para com a sua Igreja. sabe, de cafezinho e biscoitos. Para um churrasco ou piquenique de famílias 5. Mencionar dois princípios que mostrem a relação entre a mutualidade e da igreja. Ainda outros diriam que a comunhão consiste em nos reunirmos para can- tar, compartilhar acontecimentos dos últimos dias e orar. Outros se lembram de uso dos dons espirituais. que "comunhão" é um dos nomes da Ceia do Senhor... 6. Mencionar pelo menos dois princípios que tenham a ver com a relação É claro que existem várias acepções da palavra. Mas se realmente quisermos entre a mutualidade e discipulado pessoal, explicando porque estes prin- descobrir se existe em nosso grupo ou igreja uma "crise de comunhão", teremos de chegar a um consenso quanto ao significado bíblico do termo. cípios são importantes para você. Bases para uma definição Comunhão é a tradução portuguesa mais usual da palavra grega Vamos examinar as maneiras em que essa palavra é usada no N.T. formare- mos um conceito bíblico desse (Obs. No início do Apêndice deste você encontrará outras palavras gregas relacionadas com koinonia. Juntando-as ao que está aqui, você poderá fazer um estudo mais completo). Palavra Significado literal Idéias básicas Verificação grega Contextual koinonia Qualidade de existir em Relação ou associação intima entre participação cristãos e de cristãos uns para 1.9 mútua com as outros 2Co 13.13 bens materiais para suprir necessidades de donativo Rm Participação mútua na obra do Evangelho, 2.42 ou no Participação em diver- ICo sas inclusive na Ceia do Definição de "comunhão" De acordo com o N.T., a comunhão tem a ver com aquela relação pessoal que os cristãos gozam com Deus e uns com os em virtude de serem unidos a Jesus Cristo. Quem estabeleceu essa relação foi Espírito Santo, que habita em todo cris- tão, unindo-o a Cristo e a todos os que são de Cristo. Essa relação se expressa de diversas maneiras, entre as quais: compartilhar bens materiais, cooperar na obra do Evangelho, e manter a unidade e amor entre os cristãos. Importante exemplo da comunhão Os que aceitaram a mensagem foram batizados, e naquele dia houve um 1925 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção I Considerações Básicas sobre a Mutualidade acréscimo de cerca de três mil pessoas. Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e Veja agora as principais características da comunhão: à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, muitas 1. De bom grado os cristãos se esforçam e dedicam tempo a estarem juntos maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Os que criam mantinham-se unidos para pensar nos princípios da Palavra de Deus, compartilhar experiências, orar e e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e distribuíam a cada tomar a Ceia do Senhor (At 2.42). um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do 2. Os cristãos têm prazer em compartilhar os seus bens materiais com ir- templo. Partiam pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com ale. mãos necessitados (At 2.45; 2Co 8.3-4). gria sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo povo. E 3. São unidos pelo Espírito Santo (a comunhão do Espírito Santo, 2Co 13.13 Senhor acrescentava diariamente as que iam sendo salvos (At 2.41-47). ou 14, dependendo da versão). 4. Cooperam na obra do Evangelho (Fp 1.5; Hb 13.16). Você analisa exemplo 5. Compartilham as alegrias do dia-a-dia, como verdadeiros amigos (At 2.46). Nesse trecho de At 2, você deve ter notado várias características da comu- 6. São unânimes quanto a propósitos e alvos (At 2.46). Anote aqui, as frases que combinem com essas características: 7. Sentem alegria e expressam louvor, quando se reúnem (At 2.46-47). 8. Todos participam igualmente da vida e das atividades do pequeno grupo e a. Quais as expressões de At 2.41-47 que indicam uma relação bem da igreja em geral (At 2.44). entre aqueles cristãos e Senhor? 9. Confessam os pecados e recebem a purificação do sangue de Jesus Cristo, para manterem a unidade e amor (1Jo 6-7, 9). b. Quais as expressões indicativas de que os cristãos compartilhavam bens materiais entre si? Quais os indícios de que eles estavam cooperando na obra de evangelizar? d. Nesse trecho, que provas você encontra de que esses irmãos, ao se reuni- rem, mantinham unidade amor? Características da comunhão A comunhão tem certas Algumas, você já observou no trecho de At 2 que acaba de examinar. Outras, aparecem em diversos trechos do N.T. Pode- afirmar que a igreja que está demonstrando estas características, está experi- mentando a comunhão, no sentido bíblico do termo. Se faltarem tais características à determinada igreja, é provável que ela esteja passando por uma "crise de 20 2125 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA Seção I Considerações Básicas sobre a Mutualidade A MUTUALIDADE E A COMUNHÃO a. Jo 15.17 Introdução Vimos que a comunhão se baseia numa relação entre pessoas, e tem diversas b. Rm 15.7 maneiras de se manifestar. Já que as relações são mais experimentadas do que vistas, não é fácil defini-las ou descrevê-las. A nossa união com Cristo, por exemplo, é uma verdade espiritual e, por isso Rm 15.14 mesmo, de se explicar. Mas não deixa de ser verdadeira; tanto assim que so- mos co-herdeiros com Cristo. A nossa união com Cristo faz com que sejamos mem- bros do seu Corpo e membros uns dos outros (Rm 12.5). Ninguém pode ver os laços d. 1 Co 12.25 que nos unem. que se pode enxergar, isto sim, são as manifestações externas dessa relação. Entre todas as manifestações, a mutualidade é meio mais prático de ex- pressarmos a comunhão e. Ef 4.32 As expressões recíprocas termo mutualidade se refere às expressões recíprocas, ou seja, àquelas f. Ef 5.21 frases do N.T. onde aparecem as palavras uns aos outros. Descrevem situações em que cristão A faz algo pelo cristão B; e por sua se dispõe a fazer a mesma coisa em favor do irmão A. As expressões recíprocas do N.T. podemos chamá-las g. Tg 5.16 de mandamentos recíprocos indicam as nossas obrigações mútuas e as nossas oportunidades de expressar a vida em a nossa Na lista de exemplos que você acaba de completar, quantos mandamentos Definição de "mutualidade" recíprocos você já tinha tirado de memória, no exercício anterior? Podemos afirmar que Mutualidade é um estilo de vida afinado com os man- E quantos você mencionou em sua lista de memória, que não apareceram damentos do N.T. a respeito daquilo que os cristãos devem fazer uns aos outros para entre os exemplos que você acaba de conferir? expressar seu amor e unidade. Naturalmente, a mutualidade também trata de coisas Além desses, existem outros! Seguramente, você vai descobrir como é fasci- que os cristãos devem evitar de fazer uns aos outros, a fim de preservarem 0 ambiente nante estudo dos mandamentos recíprocos. de amor e unidade. Comunhão e Mutualidade: conclusões Você tem lembrança de alguns mandamentos 1. A relação entre comunhão e mutualidade é de causa e efeito. Onde existe a Além do mandamento: Amem-se uns aos outros, você pode mencionar outros comunhão, ela se manifesta por meio da que contenham a frase, uns aos outros? (Não vale procurar na concordância ou no 2. Uma igreja, congregação, comunidade ou pequeno grupo que não está trata-se da sua manifestando a comunhão por meio da mutualidade, precisa examinar a si mesma, para verificar se ela está ou não, em íntima comunhão com Senhor Jesus. Uma observação A mutualidade constitui um aspecto tão importante da vida da igreja, que ela não deve ser deixada ao acaso. Mesmo sem saber muito sobre assunto, nem sobre a sua importância, alguns membros podem estar praticando a verdadeira mutualidade. Alguns exemplos para conferir Mas esta vida para ser totalmente bíblica, precisa ser praticada pelo grupo Procure cada referência abaixo e copie, não versículo inteiro mas somente inteiro. Além disso, as melhores coisas da vida não aparecem por acaso, mas são a parte que represente um mandamento ou seja, aquela parte que contenha procuradas e desenvolvidas, de modo consciente e esforçado. Para que obedeçamos a frase uns aos outros: aos mandamentos de Deus (no caso, aos será preciso conhecermos essas 22 2325 SECREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção Considerações Básicas sobre a Mutualidade expressões da vontade de Deus e sabermos como aplicá-las em situações do dia-a- A. Os discípulos valorizam relacionamentos: dia. Reunião Pequeno Quando você chegar à Seção II deste manual, esses mandamentos lhe serão Mandamento recíproco geral grupo apresentados, um por para 0 seu estudo. Você ficará compreendendo satisfatori- 1. Amem-se uns aos outros amente cada um deles e será desafiado a praticar, em companhia dos membros do seu 2. Aceitem-se uns aos outros grupo, os mandamentos recíprocos da 3. Saúdem-se uns aos outros Reflexão pessoal 4. Tenham igual cuidado uns pelos outros 1. "No templo", ou "de casa em casa"? 5. Sujeitem-se uns aos outros Na próxima página você encontra a lista de todos os mandamentos 6. Suportem-se uns aos outros recíprocos a serem apresentados neste livro. Será que eles se cumprem B. Os discípulos protegem Corpo contra poluição e infecção: mais eficientemente na reunião corporativa da igreja (culto, celebra- ção), ou no pequeno grupo (célula, grupo familiar)? Reunião Pequeno Mandamento recíproco Indique sua opinião, assinalando "Reunião geral" ou "Pequeno gru- geral grupo po". Pode marcar os dois, se crê que determinado mandamento se 7. Não tenham inveja uns dos outros aplicaria com igual eficiência nos dois ambientes. 8. Deixem de julgar uns aos outros Depois de ter completado essa página e respondido às três perguntas 9. Não se queixem uns dos outros da página seguinte, volte para cá a fim de consultar as perguntas 10. Não falem mal uns dos outros [Completar a próxima página, agora]. 11. Não mordam e devorem uns aos outros 12. Não provoquem uns aos outros 13. Não mintam uns aos outros Para responder depois de ter trabalhado com a lista dos manda- 14. Confessem os seus pecados uns aos outros mentos recíprocos: 15. Perdoem-se mutuamente 2. Pelo que li até este ponto, sei que Deus está querendo me ensinar certas C. Os discípulos contribuem para o crescimento uns dos outros: coisas. A principal lição que acabo de aprender destas páginas, creio que é a seguinte: Reunião Pequeno Mandamento recíproco geral grupo 16. Edifiquem-se uns aos outros 17. Ensinem uns aos outros 3. Para pôr em prática aquilo que acabo de anotar acima, creio que algumas 18. Encorajem uns aos outros coisas terão de mudar na minha maneira de agir e encarar as coisas. Por 19. Aconselhem uns aos outros exemplo: 20. Falem entre vocês com salmos, hinos e cânticos espirituais D. Os discípulos servem uns aos outros: 4. Quando é que começar a fazer isto? Reunião Pequeno Mandamento recíproco geral grupo 21. Sirvam uns aos outros 22. Levem os fardos pesados uns dos outros Oração: Senhor, fortalece-me para cumprir esta minha promessa! 23. Sejam mutuamente hospitaleiros 24. Sejam bondosos uns para com os outros 25. Orem uns pelos outros 24 25Seção I Considerações Básicas sobre a Mutualidade 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA A MUTUALIDADE É CORAÇÃO Total das respostas "Reunião geral": DO MINISTÉRIO GERAL DA IGREJA Total das respostas "Pequeno grupo": Conclusão que tiro, a respeito do melhor ambiente para a prática da mutualidade: Introdução coração afeta corpo inteiro, da medula óssea até a ponta do dedo. Sendo fraco ou avariado coração, corpo inteiro sofre. Da mesma forma a mutualidade aquela quente e forte expressão de comu- nhão entre cristãos afeta cada parte e aspecto do ministério da igreja local. A vida recíproca não é opcional, é função básica e específica da igreja. Inspira e norteia os ministérios interdependentes dos membros. No seguinte esquema dos aspectos essenciais da igreja, note o lugar central dos ministérios interdependentes. E no meio de tudo, como coração latejando e envi- ando benefícios a toda extremidade do conjunto, está a mutualidade. Alvo A Glória de Deus Ministério Ministério de de Ministérios Evangelização Compaixão Liderança Internos / Externos Ministério Ministério Interdependente Ministério de Mutualidade de Adoração Edificação Serviço pelo uso dos dons Liderança coletiva (pessoas espiritualmente qualificadas) Ministério de Servindo de exemplos Estabelecendo as estruturas dos ministérios Mantendo restaurando os disciplinados Supremo Pastor Jesus Cristo Cabeça da Igreja, Corpo seu Base 2725 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção Considerações Básicas sobre a Mutualidade DESCRIÇÃO DA IGREJA EM TERMOS DO SEU ALVO Escrituras à sua maneira de viver (2Tm E DOS MINISTÉRIOS QUE CONTRIBUEM PARA ESSE ALVO Por meio de contatos formais e informais uns com os outros, os membros do grupo aprendem a expressar a "vida do Corpo" confira livro de Ray C. Stedman, Nesse gráfico, você nota que a BASE da igreja toda é Senhor Jesus (1Co A Igreja, Corpo Vivo de Cristo de modo a cumprir aquela Escritura que manda: 3.11). Quando Espírito nos faz nascer de novo, é pela união com Cristo que recebe- Tudo seja feito para a edificação da igreja (1Co 14.26c). mos a vida de Deus. Espírito nos batiza quando fazemos parte do Corpo, a Igreja, Esses ministérios internos produzem um Corpo sadio, cheio de um vigor que da qual Cristo é Cabeça (ICo Cristo é Supremo Pastor (Jo IPe naturalmente transbordará em MINISTÉRIOS EXTERNOS (4° nível do gráfico). 5.4), mas exerce a sua autoridade por meio do MINISTÉRIO DE LIDERANÇA Caracterizada igualmente por amor e por pureza de vida frutos da ação do Espírito (ver nível do gráfico). Esses líderes vários para cada igreja, não um só (At 14.23) têm de ser Santo a Igreja terá um notável impacto sobre mundo. amor atrai e prende as espiritualmente dignos (1Tm 3.1-13) de servir como modelos (presbíteros) aos de- pessoas, enquanto a pureza vai convencendo-as do pecado, da justiça e do juízo (Jo mais membros (1Pe 5.1-3). Sob aspecto de bispos os líderes estabe- 16.8-10). lecem os padrões e as estruturas para os ministérios internos e externos da igreja Os ministérios externos são dois. (1Tm 3.2, 5). Os líderes quer de pequenos grupos, quer da igreja como um todo da Evangelização (Mt 28.18-20) é aquele por meio do qual homens e são os principais responsáveis (Hb 13.17) pela manutenção da pureza do testemunho mulheres são reconciliados com Deus (2Co 5.18-20) e se tornam membros da igreja, que inclui a disciplina (ITs 5.9-13) e a restauração dos veis da Igreja do Senhor. disciplinados 2Co 2.5-8). Tudo isso se inclui no termo pastorear (At 20.28). Ministério da Compaixão é aquele que próprio Senhor Jesus exercia Os gerais da igreja são instrumentos que Cristo usa para preparar (Ef sobre a terra, quando estendia mãos de amor para tocar nos enfermos e marginaliza- 4.11-13) todos os membros para a obra do ministério. Isto significa que todos, e não dos (Mt Jesus não por força política nem por poder militar, mas pelo Espíri- somente os são ministros que servem ao Senhor (C13.23-24). Podemos enca- to do Senhor derrubava reino de Satanás e estabelecia, em situação após situação, rar 0 ministério de cada cristão sob dois aspectos: interno (servindo a outros mem- Reino de Deus. Pai, de tanto amar ao mundo, ungira Filho "... para pregar boas bros do Corpo) e externo (em comunicação com pessoas de fora que ainda não têm novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação vida espiritual, por ainda não estarem unidas a Cristo). da vista aos cegos, para libertar oprimidos e proclamar ano da graça do Se- Os MINISTÉRIOS INTERNOS (nível 3 do gráfico) incluem os aspectos nhor" (Le 4.18-19). Cheios do mesmo Espírito que enchia Jesus, nosso ministério vertical (olhando para Deus) e horizontal (para os irmãos). será semelhante ao dele: "Assim como Pai me enviou, eu os envio" (Jo 20.21b). vertical é aquele que podemos chamar de Ministério de Adoração. Isto Importando-nos com os pobres e necessitados, estaremos continuando um importan- inclui as diversas formas da oração (Fp 4.6), do louvor (Hb 13.15) e da adoração te aspecto da obra de Cristo na terra. propriamente dita (atribuição de valor a Deus por aquilo que Ele, por é Jesus disse: "Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo" (Jo 9.5). Des- Ap 15.3-4). de momento em que Ele se tornou fisicamente ausente, seu Corpo, a Igreja, ficou Um cristão poderia adorar a Deus numa ilha Mas Senhor quer ver reunido seu povo. Por isso, a expressão natural da vida de Cristo nas com a responsabilidade de refletir a luz de Cristo às vidas escurecidas pelo pecado. pessoas, leva-as a se reunirem (At 2.44, 46) e a resistirem a tentação de permitir que Quem serve de luz ao mundo somos sal da terra somos nós (cf. Mt 5.13-14). outros interesses as levem a deixar de se reunir (Hb 10.25). Imagine, agora, uma igreja local fundada sobre a base certa e única que é quando a igreja está reunida quer como pequeno grupo numa casa (Rm Jesus Cristo. Ela tem bons confiáveis. Mantém os ministérios de adoração, quer em celebração geral num prédio (Atos 3.1) que melhor se pode exer- interdependência e edificação. Essa igreja não fica trancada dentro de paredes, mas cer os Ministérios Interdependentes. local mais adequado para se aprender a do seu interior fluem rios de água Essa água respinga sobre mundo perdido praticar a mutualidade, é pequeno grupo. Nessa manifestação básica da vida do por meio de ministérios de evangelização e de compaixão. Corpo, os membros mantêm comunhão por meio da mutualidade e exercem dons resultado de tudo isso é que essa igreja local atinge seu ALVO GERAL: que receberam para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em GLORIFICAR A DEUS (ápice, telhado, do gráfico Rm 11.36). suas múltiplas formas (1Pe 4.10). Cada participante dessa igreja tem oportunidade e desejo de fazer tudo para Assim se cria um ambiente favorável ao exercício do Ministério de a glória de Deus 10.31). A vida do glorioso Cabeça da Igreja, Senhor Jesus, é Edificação (Ef 4.12-16). desenvolvida pelo Espírito Santo cada membro do Corpo. Isto só pode resultar na Individualmente, 0 cristão se torna discípulo, seguindo 0 bom exemplo dos Glória de Deus! Foi que Paulo pediu, quando orava da seguinte maneira em Ef mais experimentados na fé (Fp 4.9; 3.17) e cada vez mais, a aplicar as 28 2925 SEGREDOS PARA DERROTAR CRISE DA COMUNHÃO Seção I Considerações Básicas sobre a Mutualidade que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou A mutualidade e o ministério geral da igreja pensamos, de acordo com 0 seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja Como vimos, o alvo de todo cristão individual bem como da igreja inteira e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo sempre! Amém! é de glorificar a Deus. Ele recebe glória por meio: Do amor de uns para com os outros (Jo 13.34-35) Reflexão sobre o lugar dos ministérios interdependentes Da unidade espiritual e visível (Jo 17.20-26) No gráfico dos diversos tipos de ministérios, 0 lugar do Ministério - Do constante crescimento em direção à semelhança de Cristo (Ef 3.14- Interdependente (a serviço mútuo pelo emprego dos dons) se 20) encontra: (escolha a resposta certa) Do ministério eficiente e completo por parte de todos os membros (Mt Dentro da base, porque sem mutualidade e emprego dos não 28.18-20; Ef 4.11-16) existiria igreja. De adoração e louvor unânimes da parte do seu povo reunido (Rm 15.5- No ápice, porque alvo geral da igreja é que ela possa manter comu- 6). nhão e serviço mútuo entre seus membros. A mutualidade cria e mantém o ambiente mais propício ao surgimento de Bem no meio, porque por meio da mutualidade e 0 serviço mútuo, os todos esses elementos que glorificam a Deus. Assim como Ele escolheu oxigênio membros mantêm um nível de amor e comunhão, favorável ao desen- para nosso ambiente material, Deus indica, para nosso ambiente espiritual e emo- volvimento satisfatório de todos os outros ministérios da igreja. cional, amor (1Co 13.1-3). Desse amor necessidade absoluta de todo cristão a mutualidade é a expressão sensível e Em nosso desenho, apresentamos os ministérios interdependentes bem no Além dos benefícios individuais, a mutualidade também faz com que todo meio do gráfico, pelas razões constantes da terceira resposta acima. Foi essa a que irmão participe, de modo feliz e dos ministérios coletivos da igreja. Quase você escolheu? que poderíamos dizer que a mutualidade é a aplicação da "cola" que liga todos os Dentre os ministérios interdependentes, salientamos dois: ministérios e membros da igreja: Assim ligados entre si, os cristãos, como uma só 1. A mutualidade pessoa, poderão agir para a glória de Deus 3.14). 2. Serviço de uns aos outros por meio do emprego dos dons. Para descobrir se você já sabe distinguir esses dois tipos de faça corresponder elementos da Coluna A com os certos da Coluna B. Ao lado de cada elemento da Coluna escreva número de qualquer item da Coluna B que se rela- cione diretamente com ele. Atenção! Nem toda resposta da Coluna B é Coluna A Coluna B a. A mutualidade estabelece estruturas. b. emprego dos dons 2. oferece adoração e oração a Deus. 3. faz com que cada membro seja servido, com capacitação sobrenatural, por outros 4. mantém e desenvolve relacionamentos entre membros do Corpo. Verificando Reconhecendo que uso dos dons é principalmente para servirmos uns aos outros você deve ter feito 0 3 corresponder à letra b. E 4 é a melhor correspondente para a letra a. 30 3125 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção Considerações Básicas sobre a Mutualidade A MUTUALIDADE E os DONS ESPIRITUAIS e se desenvolve a liderança dentro de uma igreja local. Disto resulta aquela estrutura formal ou informal que melhor unifique a vida corporativa da igreja e facilite seu Introdução progresso qualitativo e quantitativo. (Numa igreja em células, por exemplo, um auxi- propósito da mutualidade é que os cristãos animem e ajudem uns aos ou- liar está sendo treinado para ser um futuro de célula; líderes de células estão tros a expressar a vida de Cristo; e que desta maneira demonstrem aquele amor e sendo treinados para se tornarem supervisores; supervisores são treinados para serem aquela unidade que devem caracterizar povo de Deus. pastores de e assim por diante). Paulo, escrevendo em 12, nos diz que todo membro do Corpo é necessá- rio a todo outro membro portanto, à igreja inteira. Deus queria que todas as neces- Relação dos dons de acordo com a sua principal contribuição sidades do seu povo fossem supridas. Por isso Ele, por meio do Espírito distri- ao crescimento do pequeno grupo e da igreja em geral buiu entre eles capacitações e habilidades especiais. A Bíblia parece não fornecer nenhuma relação definitiva dos espiritu- Essas capacitações são conhecidas pelo nome de dons espirituais. São "dons" ais. Todo trecho sobre assunto, apresenta uma lista diferente. Além disto, alguns porque são dados de graça aos cristãos. E são "espirituais" porque não são, como os julgam que as funções mencionadas em Ef 4.11 correspondem a dons, cujos nomes de origem natural. É Espírito Santo quem os distribui entre os cristãos. seriam derivados das próprias funções (o apóstolo teria, então, um dom de Os dons espirituais funcionarão de modo mais completo num ambiente onde evangelista, de evangelização, da mesma maneira que profeta tem dom de pro- a mutualidade seja bem desenvolvida. Outros entendem que Ef 4.11 se refere somente a certos tipos de lideres. J. Robert Clinton, no livro acima mencionado, apresenta a seguinte divisão 12 14 dos dons que ele reconhece, de acordo com aqueles três aspectos do crescimento da Rm 12.1-8 1Pe 4.7-11 igreja. Não gaste 0 seu tempo brigando com a lista. Se quiser riscar uns ou acrescen- tar outros para deixar as três relações de acordo com as suas particulares, Textos básicos sobre dons espirituais esteja à vontade! Definição de "dom espiritual" J. Robert Clinton, em seu livro Spiritual Gifts, oferece a seguinte definição: CRESCIMENTO CRESCIMENTO CRESCIMENTO "DOM ESPIRITUAL É UMA CAPACIDADE ESPECIAL DADA PELO SANTO A QUALITATIVO QUANTITATIVO ORGÂNICO TODO CRISTÃO, PARA SERVIÇO EM RELAÇÃO À IGREJA, A FIM DE QUE A MESMA POSSA profecia apostolado exercer liderança ensino evangelização servir CRESCER DE MANEIRA QUANTITATIVA E ORGÂNICA". conhecimento milagres sabedoria curas Explicação de termos usados nessa definição encorajamento "Dada a todo cristão" não quer dizer que um só e mesmo dom será dado a todos pois contrário é a verdade: 12.17-20. Significa, isto sim, que toda interpretação de linguas discernimento pessoa regenerada, sem exceção, recebe pelo menos um dom (1Co 12.7). fé "Crescer de maneira qualitativa" é processo pelo qual grupo de cris- contribuir tãos aumenta em sua maturidade espiritual, ou seja, na semelhança a Cristo. Tal cres- pastorear cimento se evidencia pelo grau em que os membros se inter-relacionam com Deus e uns com outros. Eles agem como membros responsáveis de uma comunidade de Dons que correspondem a certos mandamentos recíprocos pessoas que oram e adoram juntas. Os irmãos se tornam verdadeiros discípulos de Ensino Ensinem uns aos outros Cristo, estudando e aplicando juntos os princípios da Eles se ajudam uns aos Encorajar Encorajem uns aos outros outros, e mutuamente se preocupam pelo grau de vitalidade que cada um esteja de- Fé Orem uns pelos outros monstrando na vida cristã. Profecia Edifiquem uns aos outros "Crescer de maneira Isto tem a ver com acréscimo de Servir Sirvam uns aos outros novas pessoas ao grupo por meio da evangelização, com resultado de que esses discípulos se tornem membros responsáveis de uma igreja local em pleno funciona- Distinções entre a mutualidade e o emprego dos dons mento. As atitudes da mutualidade criam um ambiente amoroso e de aceitação, pro- "Crescer de maneira orgânica" se refere ao processo pelo qual se descobre pício ao desenvolvimento exercício dos dons. 0 inverso não é verdade; isto é, pode 32 33Seção I Considerações Básicas sobre a Mutualidade 25 SECREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO A MUTUALIDADE E 0 DISCIPULADO PESSOAL haver dons sem que se crie um ambiente de mutualidade. Prova disso é a igreja de Introdução Corinto. Os membros todos os dons (1Co 1.7). mas demonstravam pouca Às vezes pensamos no discipulado como ocorrendo num quase vácuo: Fula- mutualidade (1Co 3.3). no leva seu discípulo beltrano a um lugar onde possam estar a sós, e ali ensina Certos dons correspondem, de modo geral, a certos mandamentos tudo que sabe. Esse modelo individualista do discipulado surgiu durante a Segunda Quem tiver sido capacitado com um desses dons, naturalmente terá maior facili- Guerra Mundial, quando um marujo em casco de guerra evangelizava outro mari- dade em obedecer ao mandamento correspondente. Aquele, por exemplo, que tiver nheiro. Reuniões de grupos eram quase devido aos diversos turnos e às dom de ensinar, facilmente obedecerá ao mandamento: Ensinem uns aos outros. restrições de espaço. Por isso o discipulador levava seu aprendiz a um cantinho Todo cristão, não importa os dons que tenha ou que não tenha recebido, é qualquer do navio, em hora de para discipulá-lo. Terminada a guerra e as suas responsável por obedecer, de acordo com as suas possibilidades e as oportunidades limitações, muitos discipuladores mantiveram mesmo costume. Conhecemos al- que forem oferecidas, a todos os mandamentos recíprocos. guns discipuladores que propositadamente mantêm os seus novos convertidos isola- dos de qualquer igreja, para evitar que sejam "contaminados". Não foi em isolamen- to, porém, que se desenvolveu aquele chamado Timóteo. Sabemos isto por- que os irmãos de Listra e Icônio davam bom testemunho dele (At 16.1-2). Esse teste- munho, em igrejas de duas cidades, somente poderia surgir por meio da prática da mutualidade. Jesus discipulou em grupos: Pedro, Tiago e os Doze. Paulo, Barnabé e discípulos At 14.21: Eles pregaram as boas novas naquela cidade e fizeram muitos Então voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, .22 fortalecendo os e encorajando-os a permanecer na fé, dizen- do: "É necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de .23 Paulo e Barnabé designaram-lhes em cada igreja; tendo ora- do e jejuado, eles os encomendaram ao Senhor em quem haviam confia- do. distintivo do verdadeiro discípulo: a mutualidade do amor Longe de autorizar a idéia de se criar discípulos isolados, assim diz Senhor Jesus: "Um novo mandamento thes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus se vocês se amarem uns aos outros" (Jo 13.34-35). 35Seção I Considerações Básicas sobre Mutualidade 25 PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO A MUTUALIDADE E DISCIPULADO PESSOAL COMO GARANTIR APROVEITAMENTO DESTE ESTUDO Introdução Introdução Às vezes pensamos no discipulado como ocorrendo num quase vácuo: Fula- Provavelmente você já se consagrou, de modo geral, a fazer tudo que Deus no leva seu beltrano a um lugar onde possam estar a sós, e ali ensina pedir de você. Mas está se perguntando como deve agir para aplicar bem, nos relaci- tudo que Esse modelo individualista do discipulado surgiu durante a Segunda onamentos com outros irmãos, aquilo que a ensina sobre a Além Guerra Mundial, quando um marujo em casco de guerra evangelizava outro mari- disso, você quer saber como ajudar outros membros do seu grupo a conhecer e apli- nheiro. Reuniões de grupos eram quase impossíveis, devido aos diversos turnos e às car os princípios da mutualidade. Pode ser que as seguintes sugestões ajudem você a restrições de espaço. Por isso discipulador levava seu aprendiz a um cantinho alcançar esses qualquer do em hora de folga, para discipulá-lo. Terminada a guerra e as suas limitações, muitos discipuladores mantiveram mesmo costume. Conhecemos al- Faça isto primeiro guns discipuladores que propositadamente mantêm os seus novos convertidos isola- Estude a doutrina bíblica sobre a mutualidade. dos de qualquer igreja, para evitar que sejam "contaminados". Não foi em isolamen- A Seção I serve de introdução geral. A Seção apresenta um estudo por- porém, que se desenvolveu aquele chamado Timóteo. Sabemos isto por- menorizado do significado, das implicações e da importância de cada mandamento que os irmãos de Listra e Icônio davam bom testemunho dele (At 16.1-2). Esse teste- do N.T. munho, em igrejas de duas cidades, somente poderia surgir por meio da prática da As paradas para reflexão e testes para revisão muito contribuirão para mutualidade. que você aprenda não só na teoria mas também na prática aquilo que este livro Jesus discipulou em grupos: Pedro, Tiago e os Doze. tem para ensinar. Responda às perguntas com calma e atenção. Assim você pode- rá avaliar a sua aprendizagem e melhor ainda ligar bem, umas com as outras, as Paulo, Barnabé e os discípulos principais idéias do livro. Os testes ajudarão você a ver se há partes que precisa At 14.21: Eles pregaram as boas novas naquela cidade e fizeram muitos discipulos. repassar. Então voltaram para Listra, Icônio e Antioquia, Apêndice do final do livro lhe oferece uma oportunidade para aprofundar 22 fortalecendo os e encorajando-os a permanecer na fé, dizen- ainda mais no Mostra como são usadas as palavras-chaves dos mandamentos do: "E necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos recíprocos, na língua original do N.T. no Reino de 23 Paulo e Barnabé designaram-lhes em cada tendo ora- segundo passo do e jejuado, eles os encomendaram ao Senhor em quem haviam confia- Procure aplicar esses princípios bíblicos, de maneira prática, na vida diária e do. em todos os contatos com seu pequeno grupo e com a igreja em geral. A Seção III sugere algumas maneiras em que você, talvez, possa contribuir distintivo do verdadeiro a mutualidade do amor para desenvolvimento da mutualidade dentro da situação em que Deus Longe de autorizar a idéia de se criar discípulos isolados, avulsos, assim diz Senhor Jesus: "Um novo mandamento thes dou: Amem-se uns aos Como eu amei, vocês devem amar-se uns aos Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros" (Jo 13.34-35). 35 36Seção I Considerações Básicas sobre Mutualidade 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA REVISÃO DA SEÇÃO I 4. a. Qual alvo geral e supremo da Igreja? 1. Relembrando as definições de "comunhão" e de "mutualidade" que você encontrou na presente seção, escreva uma breve resposta a cada uma das seguintes questões: b. Por que uma igreja local precisa da mutualidade, para atingir esse alvo? a. Os membros de um determinado grupo podem se dar bem, por todos gos- tarem de música sertaneja, ou do mesmo time de futebol ou partido político. Entre os cristãos, qual é a base da comunhão? 5. a. Qual a principal diferença entre a mutualidade e exercício dos dons b. Observando um grupo que está mantendo boa comunhão, você verá acon- espirituais? tecendo muitas coisas boas. Do seu ponto de vista, quais são duas ticas que sempre encontraremos num grupo onde exista boa comunhão? 1. 2. b. Qual principal ponto de contato ou semelhança entre a mutualidade e Em suas próprias palavras, explique a relação entre a comunhão e a emprego dos dons? 6. Os discípulos devem ser formados em isolamento da vida de um grupo, para evitar contaminação com atitudes ou práticas indesejáveis? Explique a 2. a. Para você, que significa a expressão "crise da comunhão"? sua resposta: b. Mencione três coisas que, se você as observasse dentro de uma igreja, levariam a opinar que grupo está passando por uma "crise da 1. 2. 3. 3. A mutualidade faz parte integrante de qual dos seguintes tipos de ministé- rios da igreja? (Escolha a resposta mais certa) Compaixão Evangelização Interdependência Adoração Autoridade Base 37 38Seção Considerações Básicas sobre a Mutualidade Confira: você deve ter respondido mais ou menos assim: A base da comunhão cristã é fato de sermos todos igualmente ligados a Cristo: Ele, Cabeça: nós, membros do seu Corpo e portanto, membros uns dos outros. 1.b. Amor entre os membros; unidade A relação entre a mutualidade e a comunhão é de causa e A comunhão (causa) se manifesta na prática da mutualidade (efeito). 2. "Crise da comunhão" é frase aplicável igreja que não manifesta as carac- terísticas da comunhão. Os aspectos deficientes que você mencionou, podem combinar com alguns que aparecem na seguinte lista (incompleta): Falta de amor mútuo Falta de presença de divisões, de conflitos não resolvidos Pouca participação no estudo coletivo da Palavra, na oração, na Ceia do Senhor Pouca vontade de compartilhar os bens materiais com os necessitados do grupo Discórdia quanto a alvos e objetivos Relações pessoais superficiais ou pouco amistosas Falta de alegria Pouca participação nas atividades da igreja Grande proporção dos membros preferindo não fazer parte de pequenos grupos Pouco emprego dos dons, habilidades e talentos no serviço da igreja Pouca participação na obra de evangelizar município e 0 mundo 3. Interdependência (ministérios interdependentes) SEÇÃO II 4.a. Glorificar a Deus 4.b. Talvez você tenha mencionado algo parecido com seguinte: A mutualidade forma aquele ambiente de amor, essencial à eficiência de qual- Os Mandamentos Recíprocos: quer atividade empreendida pela igreja (1Co 13:1-3). Ela possibilita a todo membro contribuir de maneira eficiente no ministério Uns aos Outros letivo da igreja. A mutualidade é a "cola" que liga todos os membros e ministé- rios da igreja, para esforço unificado de glorificarem a Deus 3.14). 5.a. Só exerce determinado dom quem mas a mutualidade é responsabili- dade de 5.b. Certos dons combinam com certos mandamentos recíprocos; os quais, por con- seguinte, se tornam mais fáceis para os portadores desses dons. 6. Não existe base bíblica que justifique isolarmos cristãos sadios do Corpo do Senhor Jesus, a Igreja. A Bfblia ensina contrário: não devemos deixar de con- gregar-nos. 3925 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO SEÇÃO II Alvos da Seção os MANDAMENTOS RECÍPROCOS: Ao completar estudo da Seção II, você saberá explicar: 1.0 que significa cada um dos mandamentos estudados. Uns aos Outros 2. Para que serve esse mandamento. 3. Quais as implicações práticas. PREVISÃO Apêndice No final do livro, você encontrará estudos das principais palavras gregas Introdução empregadas para comunicar os recíprocos das cartas do N.T. Com esse recurso você Na Seção I, você travou conhecimento com a idéia de mutualidade. Estamos poderá realizar um estudo mais completo, comparando Escritura com Escritura. empregando esse termo para nos referir àqueles mandamentos das cartas do N.T. sobre como nos relacionarmos. São mandamentos sobre que fazer uns pelos outros, Alerta! e também, que evitar de fazer uns aos outros. A mutualidade consiste em obedecer A vida cristã prática não pode ter outra base senão a verdade revelada por aos mandamentos do N.T. Deus. Por isso, presente estudo é totalmente fundamentado nos mandamentos da A Seção apresenta a oportunidade de estudar 25 ordens que o nosso Rei sua Palavra. Acompanhe-o de Bíblia na mão, comparando Escritura com Escritura, nos comunica nas páginas do N.T. É claro que se levássemos em conta pequenas examinando os ensinamentos à luz da Palavra inspirada. Peça sempre ao Espírito diferenças de linguagem, poderíamos chegar a um número superior a 25. Por exem- Santo que lhe conceda discernimento e ensine como entender e aplicar os plo, 1.22 apresenta estas belas palavras: Amem sinceramente uns aos outros e de pios da Palavra que Ele inspirou. É isto que Ele veio fazer no mundo (Jo 16.13). todo coração. Mas nós consideramos essa ordem divina como sendo igual a: Amem- se uns aos outros. estudo que faremos dos recíprocos das cartas do N.T., será profundo, mas não definitivo. Você mesmo, por iniciativa própria, poderá se aprofundar mais nesse glorioso assunto. DA SEÇÃO II MÓDULO 1 Os discípulos valorizam relacionamentos 45 MÓDULO 2 Os discípulos protegem o Corpo contra a poluição e a infecção 79 MÓDULO 3 Os discípulos contribuem para o crescimento uns dos outros 121 MÓDULO 4 Os discípulos servem uns aos outros 151 Revisão da Seção Como efetuar um estudo personalizado destes mandamentos 176 43 44Seção Os Mandamentos Uns nos Outros 25 SECREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA Módulo 1 Os DISCÍPULOS VALORIZAM RELACIONAMENTOS Mandamento Recíproco fundamental, Os DISCÍPULOS VALORIZAM RELACIONAMENTOS do qual os outros são desdobramentos: introdução SEGREDO 1 Certos mandamentos da Palavra parecem ser fundamentais para a prática da vida Eles mostram aos cristãos como se relacionarem de maneira certa entre si. Os mandamentos estudados neste módulo têm a ver principalmente com AMEM-SE UNS AOS OUTROS relacionamentos entre cristãos. primeiro e principal é que nos amemos uns aos outros. Sem amor, a igreja nada é, e nada fará de permanente valor (1Co 13.1-3). Introdução Para que haja mútua edificação e serviço de uns para com os outros, é necessário Pouco antes de ser preso, julgado e Jesus passou uma última noite em que existam relacionamentos de amor companhia dos Valeu-se da ocasião para instruir, consolar e preveni-los. Sabendo que dispunha de pouco tempo para estar com eles e que em breve os ÍNDICE DO MÓDULO 1 deixaria, Jesus contou aos discípulos alguns dos fatos básicos e mais importantes da vida cristã. Falou sobre significado da Sua morte, a vinda do Espírito Santo, a Amem-se uns aos outros 46 esperança da vida futura na casa do a missão a ser cumprida pelos e Aceitem-se uns aos outros 50 também sobre conflito entre 0 mundo e os Nessa noite, Ele deu a eles Saúdem-se uns aos outros 56 um derradeiro mandamento: que amassem uns aos outros. Esta ordem do Mestre, Tenham igual cuidado uns pelos outros 62 refletida em quase todos os livros no N.T., é fundamental à vida cristã: Serve de base Sujeitem-se uns aos outros 67 a todos os outros mandamentos recíprocos. Nada mais natural, então, do que estudá- Suportem-se uns aos outros 71 lo em primeiro lugar. Revisão do Módulo 1 76 mandamento Alvos Disse Jesus: "Um novo mandamento thes dou: Amem-se uns aos Ao completar o estudo deste Módulo: Como os amei, vocês devem amar-se uns aos outros". 1. Você poderá de memória, seis mandamentos relacionados com a Primeiro enunciado em Jo esse mandamento também se di- maneira em que cristãos se relacionam entre si quando estão praticando a reta ou indiretamente, nos seguintes trechos: mutualidade. 2. Encontrando afirmações que reflitam as definições desses mandamentos, Jo 17 Rm 13.8-10 você poderá mencionar os que estão ali refletidos. Tg 2.8 3.8 (amem-se fraternalmente) 3. Se encontrar afirmações que reflitam as implicações práticas desses man- 5.14 21 você poderá mencionar os que são correspondentes. ITs 4.9-10 2Jo 1.5-6 4. Você poderá dizer qual valor (a principal utilidade) de cada um desses seis mandamentos. Valor do mandamento sobre amor Jesus atribuiu a maior importância possível a este quando afir- mou que a obediência ao mesmo, seria universal distintivo de todo "Com isso todos saberão que vocês são meus se vocês se amarem uns aos outros" (Jo apóstolo João também deu grande importância a este quan- do disse que homem que não ama ao seu irmão, também não ama ao Pai. Se alguém afirmar: "Eu amo a mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a a quem não vê (1Jo 4.20). 45 46Seção Os Mandamentos Uns nos Outros 25 PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Como isso se aplica a nós? 17). Mas agora, amor tem um padrão que é novo, porque é mais alto. discípulo Este preceito pelo duas implicações básicas: deve procurar ativamente oportunidades para fazer bem aos outros, e de modo 1. amarmo-nos uns aos outros não é optativo. De toda pessoa que crê no especial aos cristãos, assim como Jesus tomou a iniciativa de fazer o bem a nós. Senhor se requer que ame a todos outros que também nEle Não amar é desobedecer à ordem específica do Senhor Jesus Cristo. o amor de Jesus para conosco 2. Que nos amemos uns aos outros não é automático. É algo que faremos ou Jesus manifestou agape esse perfeito amor para conosco de muitas ma- não, de acordo com a nossa vontade de obedecer. neiras. Considere os seguintes exemplos: tornando-se servo, a nosso favor (Fp 2.7) Base para definição dando-se a si mesmo por nós, a fim de remir-nos de toda 2.14) Amor é uma palavra quase impossível de se definir, mesmo quando descar- levando em seu corpo os nossos pecados sobre madeiro (1Pe 2.24; Rm 5.6) tamos as falsas idéias do amor e nos restringimos apresentadas pela dando a própria vida por nós (Jo 10.11) amor é algo interno, que se demonstra por ações externas. Essa ligação entre atitude fazendo constante intercessão por nós (Hb 7.25) e ações, João a menciona quando procura definir, em 1Jo 4.8-10, amor de Deus: compadecendo-se das nossas fraquezas (Hb 4.15) Quem não ama não conhece a porque Deus é amor. Foi assim que socorrendo-nos ao sermos tentados (Hb 2.18) Deus manifestou seu amor entre nós: enviou seu Filho Unigênito ao mundo, para exercendo paciência para com os nossos pecados (2Pe 3.9) que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste amor: não em que nós tenha- perdoando-nos os pecados (1Jo 1.9) mos amado a mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação purificando-nos de toda injustiça 1.9) pelos nossos pecados. dando-nos plenitude de vida (Jo 10.10) preparando-nos um lugar para estarmos com Ele (Jo 14.2) Definição: o amor Do que foi exposto acima, três coisas se tornam claras e nos ajudam a formar Nosso amor ao próximo uma definição provisória. amor é: Da mesma maneira como Jesus nos amou, assim é que nós devemos amar- 1. Uma atitude ou afeição interna, nos uns aos outros. Fazemos isto (somente com poder do Espírito é claro), 2. que se manifesta em comportamentos e ações de boa obedecendo aos mandamentos recíprocos do N.T. 3. e que procura contribuir unicamente para bem da pessoa amada. Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade (1Jo 3.18). Descrevendo amor Talvez a melhor descrição do amor seja aquela de 13.4-7: Exemplos positivos do amor amor é paciente, amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se Amado, você é fiel no que está fazendo pelos irmãos, apesar de the serem orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guar- desconhecidos. Eles falaram à igreja a respeito deste seu amor... (3Jo 1.5-6a). da rancor. amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo Portanto, se aquilo que eu como leva 0 irmão a pecar, nunca mais sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. merei carne, para não fazer meu irmão tropeçar 8.13). Será "novo"? Exemplos negativos: falta de amor Jesus chamou de este mandamento. A palavra grega agape - que Ele Se alguém tiver recursos materiais vendo seu irmão em não utilizava para se referir a esta atitude, comunica a idéia de um tipo de amor previa- se compadecer dele, como pode permanecer nele amor de Deus? (1Jo 3.17). mente desconhecido, e de uma qualidade diferente. Se seu irmão se entristece devido ao que você come, você já não está agin- Não era novidade que os membros do povo de Deus devessem amar uns aos do por amor. Por causa da sua comida, não destrua seu irmão, por quem Cristo outros. Já os israelitas do A.T. tinham dever de amar inclusive aos estrangeiros e morreu (Rm 14.15). peregrinos (Dt 10.18-19). A nova qualidade do amor que Cristo ordenava, parece que A atitude do amor consiste no fato que devemos amar assim como Cristo nos tem Antes que Deus se revelasse plenamente em Jesus Cristo, amor talvez con- amor mútuo não é automático, é uma atitude Não por constran- sistisse principalmente em evitar qualquer ação prejudicial ao próximo (Ex 20.13- gimento, por medo de levar um castigo se não obedecer a esta lei. Deus quer que 47 48Seção II Os Mandamentos Reciprocos: Uns aos Outros 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA amemos uns aos outros de boa vontade, desejando positivamente bem-estar dos Os DISCÍPULOS VALORIZAM RELACIONAMENTOS irmãos. cristão vive de dentro para fora, como Jesus afirmou: a água que eu der se tornará nele uma fonte de água a jorrar seu interior fluirão rios de SEGREDO 2 água viva (Jo 4.14b; 7.38b). Sendo cristãos, somos todos membros da família de Deus, filhos de um mes- ACEITEM-SE UNS AOS OUTROS mo Pai. Assim como existe, entre membros de famílias terrenas, um natural amor de irmãos, também deve existir, entre os membros da família de um amor frater- Sinônimos: Recebam uns aos outros nal. Paulo deu aos cristãos de Roma a seguinte recomendação: Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal (Rm 12.10). Deus quer que amemos sinceramente e de Acolham uns aos outros todo coração (1Pe 1.22). Por isso, Ele próprio se dispõe a nos ensinar como cres- Introdução aumentar e progredir no amor de uns para com os outros Nenhum outro grupo daquela época era igual à Igreja Primitiva a do pri- meiro século depois de Cristo quanto à diversidade de etnias, de formações religi- Reflexão pessoal osas de classes sociais. Ali, na mesma Igreja, se encontravam judeus, romanos, 1. Esta lição me ajudou, porque daqui em diante, quando alguém me pedir bárbaros, gregos, escravos e livres, ricos e pobres. uma definição de amor, poderei dizer que: Essas pessoas traziam para dentro do Corpo de Cristo as mais variadas for- 0 amor é: mações educacionais e culturais, divergentes pontos de vista sobre a vida, e diferen- tes escalas de Em meio a tanta diversidade, era inevitável que surgissem problemas. Os 2. Comparando meu amor com de Jesus, faço a seguinte auto-avaliação: cristão judaicos muitas vezes desprezavam os seus irmãos incircuncisos. Por sua a. A favor de que pessoa humana já me servo? os gentios poderiam menosprezar os irmãos por serem de um país insigni- b. Por quem faço constante intercessão? ficante e de um povo que rejeitara 0 Messias. Alguns cristãos cram mais avançados Pelas fraquezas de quem, eu me compadeço? na vida cristã (ou, pelo menos, no conhecimento de fatos e doutrinas), e se considera- d. Quem é que, sendo tentado, é socorrido por mim? vam superiores aos irmãos mais novos e fracos. Por essas e por outras razões, surgi- e. Quem é que peca contra mim, mas não consegue esgotar a minha am tensões entre indivíduos e subgrupos da igreja. paciência? Tão fortes eram, às essas tensões, que os cristãos tinham dificuldade f. A que pessoas tenho dado, ultimamente, total e livre perdão pelo que para se aceitarem uns aos outros em total pé de igualdade. sobre quem pesava fizeram de ruim para mim? diariamente uma pressão interior, a saber, a preocupação com todas as igrejas g. A favor de quem tenho eu me sacrificado, ultimamente? (Fiz com (2Co e sabendo das muitas e contraproducentes tensões dentro do Corpo, alegria, ou por constrangimento?) desejava que os cristãos se amassem uns aos outros sem fingimento, e vivessem em paz uns com os 3. Cristo está preparando um lugar onde todos os cristãos possam estar com Ele. Mas será que há cristãos que eu não quero perto de mim? Por quê? mandamento Aquilo que Senhor ordena, por meio de Paulo, se encontra em Rm 15.7: Portanto, aceitem-se uns aos mesma forma que Cristo os aceitou, a fim de que vocês glorifiquem a Deus. Definição dessa aceitação Aceitarmo-nos uns aos outros significa acolhermos os nossos irmãos em Cris- to, livremente, sem constrangimento ou reservas, em pleno reconhecimento da nossa comunhão igual e mútua em Cristo. A principal idéia do mandamento é que nós, os cristãos, devemos aceitar para dentro da nossa comunhão toda pessoa que afirma ser Cristo seu Senhor, mes- mo existindo falhas na sua lacunas no seu conhecimento ou com- preensão das Escrituras, ou mesmo diferença de opiniões sobre pontos menos essen- 49 50Seção II Os Mandamentos Uns aos Outros 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO ciais da doutrina. Isto não é mesmo que aprovar tais falhas, lacunas ou divergênci- dentro do seu Corpo e nos franqueou todos os privilégios e benefícios pertencentes a as. Significa, isto sim, que aceitamos a pessoa como de Cristo, porque ela membros. Da mesma maneira, nós devemos acolher outros cristãos, não importando afirma que é de Jesus; e que aceitamos a responsabilidade de ensiná-la a obedecer a quais as diferenças, fraquezas ou falhas que possuam, e devemos estender-lhes todos tudo que Senhor Jesus ordenou (Mt 28.20). os benefícios e privilégios da nossa comunhão, a não ser que estejam sob disciplina Vez que pode ser que abramos a porta a um falso irmão. Mas a Bíblia sem privilégios, em razão de não estarem arrependidos. necessário que nós, os não nos autoriza a julgar e rejeitar pessoas que procurem unir-se ao nosso grupo, pelo cristãos, sejamos assim como Cristo é. Não é razoável que seja- motivo egoístico de querermos criar uma imagem de infalibilidade na admissão de mos mais severos do que nosso Senhor, rejeitando as pessoas a quem Ele quer membros. 0 mandamento do Senhor da Igreja é claro: Aceitem ao que é fraco na fé. receber (Mt 19.13-14). Aceitem-se uns aos outros. Possíveis desculpas por não aceitar irmão Exemplo de aceitação Em certos grupos, os membros têm um pé atrás quanto a estender aceitação e Talvez ele tenha sido separado de você por algum tempo, para que você comunhão a um irmão, por motivos como estes: tivesse de volta para sempre, não mais como escravo, mas, acima de escravo, como 1. Sendo bastante conservador a pessoa em questão se permite irmão amado. Para mim ele é um irmão muito amado, e ainda mais para você, tanto uso do fumo ou do vinho, assiste a filmes de cinema, joga futebol etc. como pessoa quanto como cristão (Fm 1.15-17). 2. Os membros foram criados dentro de um ambiente que valoriza certos "usos e costumes", portanto se escandalizam quando um cristão aparece com um Exemplos negativos: não quiseram aceitar aspecto físico ou roupas que não combinem com as preferências do grupo. Escrevi à igreja, mas Diótrefes, que gosta muito de ser mais importante 3. A pessoa é de outra raça, posição grau de instrução... entre eles, não nos recebe. Portanto, se eu for, chamarei a atenção dele para que 4. A pessoa crê de modo diferente a respeito de algumas doutrinas não-es- está fazendo com suas palavras maldosas contra nós. Não satisfeito com isso, ele se senciais (isto é, que não afetam Evangelho de Cristo) ou tem uma experiência recusa a receber os irmãos, impede que desejam e os expulsa da igreja diferente da atuação do Espírito Santo em sua vida. 1.9-10). Quando chegou a [Saulo] tentou reunir-se aos discipulos, mas Outra reflexão pessoal todos estavam com medo dele, não acreditando que fosse realmente (At 1. Reconheço que tenho um pouco de dificuldade em acreditar que alguém 9.26). seja realmente convertido portanto, aceitá-lo como irmão, se ele: (marque com X as frases que combinarem com as suas inquietações) Reflexão pessoal a. fuma 1. Já me senti acolhido por pessoas e grupos. Também já me senti rejeitado. b. toma vinho às refeições As coisas que as pessoas geralmente fazem para mostrar que me aceitam, são assiste a novelas de televisão as seguintes: d. leva filhos ao cinema para assistir a filmes Disney e. joga futebol em companhia de incrédulos f. é torcedor "doente" de certo clube de futebol g. sendo homem, usa cabelos bem mais compridos que os do meu pai h. sendo mulher, usa cabelos mais curtos que da minha mãe 2. Quando a igreja de Jerusalém não queria acolher Saulo de Tarso, lemos i. sendo mulher, usa calça comprida de tipo feminino em At 9.27 que Barnabé levou pessoalmente aos apóstolos e lhes deu uma j. sendo mulher, usa jóias recomendação. Como resultado, ele foi aceito. A pessoa da minha igreja que 1. sendo homem, usa brinco na orelha seria capaz de "dar uma de numa situação dessas, é: m. sendo eu calvinista, ele é arminiano; ou vice-versa n. aceita ser padrinho/madrinha em batizados de criancinhas sendo tradicional, ele é carismático/pentecostal; ou vice-versa Pensando sobre a aceitação p. pertence a uma denominação bem diferente da minha A razão por que os cristãos devem aceitar uns aos outros, é que Cristo já os aceitou. Ele morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm recebeu-nos para 51 52Seção Os Mandamentos Uns Outros 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO 2. eunuco aceitou a e foi batizado, porque Filipe acolheu imedi- que não devemos discutir? atamente e sem dúvidas. mesmo aconteceu com carcereiro de Filipos, a quem Paulo e Silas acolheram e batizaram naquela mesma noite. a. Digamos que um político se converte. Será que devemos acolhê-lo e deixando para depois, 0 ensiná-lo a não mais mentir e roubar? Sim Não 2. A Bíblia manda que os cristãos não acolham aquele que se diz irmão, se Por quê? ele ensina uma doutrina contrária ao Evangelho de Cristo. Se alguém chegar a vocês e não trouxer esse ensino, não recebam em casa nem saúdem (2Jo Tam- bém, irmão excluído da igreja por rebeldia, tem de manifestar arrependimento an- b. Digamos que certa vez você foi agredido injustamente por um policial tes que possa ser, novamente, acolhido (1Co 5.11-13). que confundiu com certo foragido da penitenciária. Mais tarde esse mesmo policial aparece na igreja, afirmando que aceitou Cristo como Salvador e Valor do mandamento sobre aceitar pedindo para fazer parte do grupo. Você aceita? Tem grande valor este mandamento de aceitarmo-nos uns aos outros da mes- Sim Não ma maneira com que Jesus, graciosamente, nos Leia Rm 15.5-7. Ali, Paulo Por quê? afirma que Deus recebe grande glória do testemunho unido e harmonioso que os cristãos apresentam quando eles se acolhem livremente, com base na vida que todos igualmente compartilham, em união com Cristo. Tal aceitação mútua resulta em que 3. Como é que dá para conciliar A com B, abaixo? As duas citações são amor se expresse de maneira mais fervorosa, criando um ambiente mais propício igualmente de Paulo, mas parecem dizer coisas contrárias: para os ministérios de todos os A. Cristo amou a igreja e entregou-se por ela para santificá-la, para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga Refletindo um pouco mais ou coisa semelhante, mas santa e inculpável (Ef 27). Às vezes, chegam novas pessoas para nosso grupo. Coisas que pessoal- B. Aceitem que fé... A vontade de Deus que tenho feito para que elas se sintam aceitas, são: se da imoralidade sexual. Como justos, recuperem bom senso e parem de pecar... (Rm 14.1a; ITs 4.3; 1Co 15.34a). Se Cristo quer uma igreja santa e sem defeito, como Ele pode querer que acolhamos gente tão problemática como essa do B, acima? Será que é porque o Espírito Santo sela não a cristãos perfeitos, Querendo estudar mais amplamente e a quem Ele aceitou com a incumbência de aperfeiçoá-los? Veja mandamento Saúdem-se uns aos outros (o próximo deste módulo). Será que é também porque Cristo, tendo amado a Igreja, entregou-se a si Veja no (Apêndice) estudo das palavras gregas: proslambanomai, prosdechomai e mesmo por ela para tendo-a purificado pelo lavar da água me- dechomai. diante a palavra (Ef 5.26), e esta santificação será um processo demorado? Sobre aceitar gente imperfeita para nossa comunhão, eu digo o seguin- Campanha pró-memorização te: Até este ponto do Módulo 1, já estudei dois mandamentos recíprocos. São eles: a. -se uns aos outros. b. -se uns aos outros. Cuidado... 1. Os cristãos não devem acolher outro cristão para dentro da sua comunhão, Tanto como os demais mandamentos recíprocos que estudar no fingindo amor, quando na realidade propósito seja de disputar e argumentar sobre Módulo 1. têm a ver com seguinte aspecto da vida dos discípulos de Jesus: (escolha diferenças. Aceitem que é fraco na fé, sem discutir assuntos controvertidos (Rm a certa) 14.1). a. Os discípulos protegem 0 ambiente emocional e espiritual Do seu ponto de vista, quais seriam alguns desses assuntos controvertidos b. Os discípulos valorizam relacionamentos 53 54Seção - Os Mandamentos Recíprocos: Uns Outros 25 SECREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Os discípulos contribuem para crescimento uns dos outros Os DISCÍPULOS VALORIZAM RELACIONAMENTOS d. Os discípulos servem uns aos outros SEGREDO 3 Confira Provavelmente, você não encontrou dificuldade em se lembrar dos dois man- SAÚDEM-SE UNS AOS OUTROS damentos: a. Amem-se uns aos outros b. Aceitem-se uns aos outros Introdução Esses mandamentos pertencem à categoria representada pela letra b. da se- Você caminha pela rua e nota que vem se aproximando um membro da sua gunda pergunta: "Os discípulos valorizam igreja, Vilmar. Prazerosamente, você aguarda feliz momento de se Como é bom, como é animador, a gente cruzar caminho com um irmão! você pensa. Mas 0 irmão prende olhar na calçada passa, sem mesmo dar sinal de ter ouvido seu amigável: Oi, Vilmar! Que será que ele tem? Ensurdeceu? Estará preocupado com algum proble- ma? Seja qual for a verdadeira razão, 0 Vilmar acaba de lançar umas sementinhas de irritação e discórdia entre irmãos. mandamento Paulo, escrevendo aos cristãos de Roma, diz: Saúdem uns aos outros com beijo santo (1Co 16.20b). mesmo preceito se encontra nos seguintes trechos, es- critos por Paulo e por Pedro: Rm 16.16 2Co 13.12 5.14 Definição de saudar Saudarmo-nos uns aos outros é um reconhecimento externo, da vida em união com Cristo que mutuamente compartilhamos, e do amor fraternal que te- mos uns para com os outros. principal significado do mandamento é que os cristãos não devem ignorar a presença uns dos outros, ao surgirem oportunidades para se Exemplos de saudações As igrejas da província da Ásia enviam-lhes saudações. e Priscila os saúdam afetuosamente no Senhor, e também a igreja que se reúne na casa deles. Todos os irmãos daqui thes enviam saudações (1Co Tércio, que redigi esta carta, saúdo vocês no Senhor (Rm 16.22). Demos prosseguimento à nossa viagem partindo de Tiro, e aportamos em onde saudamos os irmãos e passamos um dia com eles (At 21.7). Exemplo negativo: não quis saudar "Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés" 7.45). 55 56Seção II Os Mandamentos Recíprocos: Uns aos Outros 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Observação sobre contexto cultural/histórico ficas sobre como saudar os Mas quando estudamos as diversas saudações do modo de saudação mencionado por Paulo é beijo (também chamado N.T., podemos encontrar quatro diretrizes. Nem sempre se poderá aplicar todas as Paulo se refere ao beijo santo, e Pedro, ao beijo de amor. Nos países orien- quatro na mesma situação. tais onde foi escrita a beijo na face é uma maneira bem comum das pessoas As calorosas saudações entre cristãos deverão: se saudarem. Ser pessoais e, havendo possibilidade, individuais (3Jo 1.15) Na época do N.T., beijo muitas vezes era trocado entre membros da mesma Ser oferecidas com imparcialidade (1Co 1.2-3) família entre amigos íntimos, bem assim como entre que pertenciam ao mesmo Comunicar, quando viável, reconhecimento apreço pelo trabalho que grupo religioso (Henri Daniel-Rops, Daily Life in the Time of Jesus, pp. 302-303). a pessoa faz (Rm 16.12) Os cristãos primitivos, como filhos que eram de um só e mesmo Pai Celestial Ser negadas às pessoas, que dizendo-se irmãs, estejam ensinando portanto, membros da família de Deus, mutuamente se reconheciam como irmãos doutrinas contrárias ao Evangelho (2Jo 1.9-11) irmãs no Senhor. Expressavam essa relação de família, através do beijo, já consa- grado pelos costumes da época. Nos países latinos da atualidade, as saudações vari- Observação sobre a primeira implicação deste mandamento am de forma, desde beijo e abraço até simples aperto de mão; sendo que este Devemos saudar irmão em Cristo de maneira pessoal e Paulo último é modo mais adotado nos países de língua inglesa. muito se esforçava por individualmente, aos seus muitos amigos e Quanto à saudação judeus pronunciavam a palavra que Quase todo capítulo 16 da Carta aos Romanos é dedicada a saudações. quer dizer: "paz!" ou: Os gregos, por sua preferiam Charis! aspecto individual das saudações é salientado também por João, "apóstolo do ou seja, "graça!, felicidade!". Paulo, sendo transcultural de formação e de ministério, amor", quando escreve, em 3Jo 1.15: Saúde os amigos um por um. Ao que pare- saudava das duas maneiras ao mesmo tempo: Graça e paz! os apóstolos criam que amor cristão deve ser expressado de maneira pessoal e Os costumes variam de um lugar para outro e de uma época para outra; mas individual, sempre que possível. Disso eles próprios davam exemplo. princípio que não muda é seguinte: os cristãos devem reconhecer uns aos outros e saudar uns aos outros, de uma maneira tão santa e ao mesmo tempo tão amorosa, Pensando nisso que irmão saudado receba a mensagem dos dois mandamentos anteriores: "Eu amo 1. Se está certa esta implicação do mandamento, vejo que não é só do e: "Eu aceito você, assim como está!". pequeno grupo ou pregador da celebração que deve procurar saudar ao maior número possível de irmãos, antes e depois das nossas Mes- Reflexão mo que eu não seja oficialmente creio que devo: 1. fui... Ainda não fui... acolhido por um grupo de cristãos onde a saudação era com um beijo na face. que penso de tal forma de saudação, é seguinte: 2. 0 Apóstolo João pediu, em sua carta, que os irmãos fossem saudados por 0 capítulo de Romanos em que Paulo faz algo parecido 2. Há certos grupos, em cujas reuniões eu gosto de chegar. Até que ponto com isso, é de número isto se deve ao fato de que sou cordialmente saudado por um ou mais desses irmãos? 3. Paulo, grande entendedor do quadro geral todos cristãos formando um só Corpo nunca perdia de vista grande valor individual de cada 3. De acordo com 2Jo há uma classe de pessoas a quem posso, quem sabe, dar um "Bom dia", mas não devo saudar afetuosamente no Que Verificando classe de pessoas é essa? 1. (sua resposta): 2. um por um, 3. (ou semelhante). Observação sobre a segunda implicação Implicações deste mandamento Devemos saudar com imparcialidade os irmãos. Paulo pede aos filipenses As diferenças entre os costumes são consideráveis, de uma cultura para outra (Fp 4.21) e aos romanos (Rm 16.15) que entreguem as saudações dele a todos os e de um grupo para outro. Isto não permite que se elabore uma lista de regras especí- santos de determinado grupo. 57 58Seção Os Mandamentos Reciprocos: Uns nos Outros 25 PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO 0 escritor da Carta aos Hebreus quer que sejam saudados todos os e deve ter sentido vontade de saudar a todo mundo. Mas é justamente ele quem nos membros das igrejas (Hb 13.24). Isto não quer dizer que cristão, ao saudar adverte, a respeito dos enganadores: Todo aquele que não permanece no ensino de não possa salientar provas de especial amizade por certos irmãos, ou que Cristo, mas vai além dele, não tem Deus; quem permanece no ensino tem Pai e evitar de reconhecer feitos exemplares de um irmão ou outro. que significa, também Filho. Se alguém chegar a vocês e não trouxer esse ensino, não recebam sim, é que não devemos ignorar a presença dos irmãos menos conhecidos ou em casa nem saúdem. Pois quem saúda torna-se participante das suas obras apóstolo Tiago diz que se fizermos acepção de pessoas, especialmente malignas (2Jo 1.9-11). à maneira de tratarmos os irmãos quando nos reunirmos, seremos conde- pela Lei como transgressores (Tg 2.9). 1. Em outras palavras, quando 0 Senhor manda que acolha e saúde a todos os irmãos, ele abre uma exceção, no caso de alguém que... Aquele meu costume de saudar, depois da reunião dos irmãos, a todos os amigos mais chegados, e depois me afastar, sem saudar a mais já não 2. Segundo meu entender, os seguintes devem ser tratados como parece tão certo. A quem não queira obedecer direito ao mandamento: saúdem isto é, não saudados afetuosamente: (marcar X nas respostas consideradas certas) outros, apóstolo Tiago chama de (Verifique a a. A Testemunha de Jeová que me aparece à porta em Tg 2.9). b. Aquele irmão que sempre me irrita visitante que chegou hoje, foi apresentado à igreja como irmão, mas Observação sobre a terceira implicação não conheço Às vezes temos ocasião de fazer uma saudação mais formal. Outras d. Um simpático par de "élderes" mórmons de mais tempo durante uma visita à pessoa, por exemplo, ou quando e. Aquele irmão que na semana passada apresentou um estudo bíblico escrevemos uma carta. além de saudarmos de maneira que comunique nossa acei- mal preparado e cansativo tação da pessoa, poderemos, expressar reconhecimento ou apreço pelo tra- f. Aquele irmão que me caluniou, e até agora não tem pedido desculpas que essa pessoa realiza. Quanto à aceitação: será que Gaio teria dúvidas sobre ser ou não ser aceito 3. Pergunta Quando temos de declarar rebelde a alguém do nosso por João, depois de ler a saudação que este colocou no da sua carta: grupo (Mt 18.15-17; Jesus manda que consideremos como pagão ou presbitero ao amado Gaio, a quem amo na verdade? publicano; e Paulo afirma: com tais pessoas vocês nem devem comer. Mas, espera Paulo é generoso na formulação de saudações que incluam expressões de Jesus comia com os publicanos Zaqueu, por exemplo. Comeu com Judas, pouco apreço pelo trabalho das pessoas. Um exemplo: Saúdem Trifena e Trifosa, mulheres antes de este sair para completar a traição (Mt 26.23). E quando se encontrou com que trabalham arduamente no Saúdem a amada Pérside, outra que traba- Judas no Jardim, chamou de "amigo" (Mt 26.50). Que é que significa, então, isso thou arduamente no Senhor (Rm 16.12). de tratar um irmão rebelde como pagão ou publicano? Os líderes da minha igreja já consideraram esta pergunta? A que conclusão chegaram, e por quê? Um pouco mais de reflexão Estou pensando numa pessoa específica do meu pequeno grupo ou da igreja em geral, a quem muito aprecio. estou imaginando uma situação em que sou chamado para fazer uma saudação formal a essa pessoa. Que é que eu poderia dizer 4. Paulo e dentro da situação cultural daqueles tempos, mandavam para expressar, não somente minha mas também meu apreço pela manei- saudar os irmãos com beijo santo de amor. A minha maneira de aplicar isso, nos dias ra como essa pessoa serve aos outros? Aí vai 0 meu rascunho: de hoje, creio que deve ser a seguinte: Valor do mandamento de saudar Observação sobre a quarta implicação valor deste mandamento é grande, para ajudar a se criar um ambiente de A saudação nitidamente cristã não deve ser estendida a ninguém que, dizen- amor e afeto fraternal entre cristãos. Praticando-o de maneira constante e coeren- do-se irmão, ensine doutrinas contrárias ao Evangelho. João, "apóstolo do amor", te, grupo ou congregação ficará mais unido, e ganhará maior ânimo para 59 60Seção Os Mandamentos Recíprocos: Uns aos Outros 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA muitas maneiras, seu mútuo amor em Os DISCÍPULOS VALORIZAM RELACIONAMENTOS Para estudar mais SEGREDO 4 Compare mandamento anterior: Aceitem-se uns aos outros. Veja no (Apên- dice) estudo das palavras gregas aspazomai e aspasmos. TENHAM IGUAL CUIDADO Onde estou? UNS PELOS OUTROS Estou no Módulo 1, que trata do seguinte aspecto da mutualidade: "Os pulos valorizam relacionamentos". Os três mandamentos recíprocos do Módulo que Sinônimos: Cooperem, com igual cuidado, em favor uns dos outros estudei, são: Sejam solícitos uns para com os outros a. -se uns aos outros Todas as partes tenham mesmo interesse umas pelas outras b. -se uns aos outros -se uns aos outros Introdução Pense, por uns momentos, no grupo de cristãos de que você faz parte. Sem Verificando: escrever nada. responda às seguintes perguntas: a. amem; b. aceitem; saúdem 1. Qual é a pessoa humana mais importante da minha igreja? do meu peque- no grupo? 2. A igreja tem algum membro que, segundo meu entender, nada faz de muito ruim, mas verdade seja dita atrapalha pela presença, e deixaria todos mais à vontade se fosse embora? 3. Eu acredito que ministério que eu realizo é importante à vida da igreja? 4. Mas será que sinto que meu serviço é pouco reconhecido pela maioria? 5. Sei de algum membro que é mais ou menos marginalizado pelos outros, por não ser muito talentoso etc.? 6. Na igreja, algum grupo ou pessoa parece chamar toda a atenção e autorida- de para si? Tendo respondido a essas veja se pode afirmar que todo membro do seu pequeno grupo e da sua igreja tem igual cuidado pelo bem-estar de todos outros membros. Todos são igualmente valorizados? Se a sua igreja é como muitas outras, você terá de responder com um pesaroso "Não". Foi quando estava preocupa- do com semelhante estado das coisas na igreja de Corinto, que Paulo escreveu mandamento que agora passamos a estudar. mandamento Mas Deus estruturou corpo dando maior honra aos membros que dela tinham falta, a fim de que não haja divisão no corpo, mas, sim, que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros (1Co 12.24b-25). Observação sobre contexto Nos capítulos 12-14 de 1Co, Paulo trata de certos problemas que a igreja de Corinto está experimentando, com relação ao uso dos dons espirituais. "Alguns dos dons (especialmente de estavam sendo encarados quase como fins em si, e não como meios que Deus usasse para cumprir 61 62Seção II Os Mandamentos Reciprocos: Uns Outros 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO propósitos com respeito à sua igreja. Era evidente que pessoas empregavam so que outros, por causa da sua profissão, suas posses ou seu destaque na sociedade, esses dons para alimentar seu orgulho e dar prazer a si Além são honrados. Por conseguinte, uma igreja pode conter certo número de irmãos me- disso, 0 grupo atribuía grande valor a um dom (o de que nem por nosprezados e e ao mesmo tempo, um grupinho de irmãos arrogantes. perto era mais útil à igreja. A maneira com que expressavam esses dons Certas igrejas permitem distinções desfavoráveis entre jovens e iletrados e resultava em inveja, orgulho espiritual e divisões partidárias. Além instruídos; brancos e negros, entre descendentes de portugueses, alemães, italianos, por causa do no emprego dos os cultos de adoração cram japoneses, e assim por diante. Certos membros recebem muita atenção; outros são caracterizados por desordens e deixavam de cumprir os propósitos de Deus É para sanar esse tipo de doença espiritual, que existe mandamento para reuniões do Corpo" (J. Robert Clinton, Spiritual Gifts, 36). bíblico: Tenham igual cuidado uns pelos outros. No capítulo 12 de 1Co. Paulo traz à lembrança dos coríntios fato que Deus Reflexão pessoal coloca cada membro do Corpo no lugar que Ele próprio escolheu (1Co 12.18). Na igreja de que eu faço parte, há pessoas que menos atenção e honra rece- Espírito Santo dá os dons, distribuindo-os de acordo com a sua própria decisão sobre e que alguém poderia chamar de "comuns". A minha atitude pessoal para com quais cada um de nós deve receber, para servir aos outros (1Co 12.11). Cada membro os membrós desse tipo, tem sido a seguinte: posição e função. Todo membro é importante. Nenhum membro é desnecessário. Definição de ter igual cuidado Ter igual cuidado uns pelos outros, é mesmo que mostrar semelhante e Implicações deste mandamento imparcial interesse pelo bem-estar e pelo ministério de cada membro, reconhecendo Tenham igual cuidado é um mandamento que encerra várias verdades: e aceitando plenamente a posição e a função que esse membro recebeu de para 1. Não deve haver arrogância ou orgulho da parte daqueles membros que ministrar de maneira útil ao Corpo de Cristo. tenham dons ou ministérios mais visíveis (1Co 12.21). 2. Também não deve existir inveja ou ciúmes da parte daqueles membros Exemplo cujos dons e ministérios sejam mais corriqueiros e menos aparentes (1Co 13.4; 12.15- Pois quando alguém diz: "Eu sou de e outro: "Eu sou de 16). não estão sendo mundanos? Afinal de contas, quem Quem Paulo? Apenas Aplicação pessoal: Eu luto mais com a tendência de sentir: (escolha a sua servos por meio dos quais vocês vieram a conforme ministério que Senhor tendência) atribuiu a cada um. Eu plantei, Apolo regou, mas Deus quem fez de modo Desprezo dos que aparentam ter menos capacidade que que nem que planta nem que rega são alguma coisa, mas unicamente que Inveja dos que parecem mais capacitados do que efetua crescimento. que planta e que rega têm um só propósito, e cada um será 3. Todo membro, reconhecendo que seu dom e seu ministério são impor- recompensado de acordo com seu próprio trabalho 3.4-8). tantes para bem-estar de todo Corpo, deve exercer seu dom de maneira diligen- te, de acordo com a medida da fé que Deus repartiu (Rm 12.1-8). Exemplos negativos 4. Se algum membro do grupo sofrer de qualquer maneira (quer física, espi- Naqueles dias, crescendo número de os judeus de fala grega ritual, emocional ou financeiramente), todo outro membro do grupo deverá interes- entre eles queixaram-se dos judeus de fala hebraica, porque suas viúvas estavam sar-se pelo seu caso, de modo ativo e Os membros também sofrerão pelo sendo esquecidas na distribuição diária de alimento (At 6.1). fato que esse membro está temporariamente impossibilitado de contribuir plenamen- Ouçam, meus amados irmãos: Não escolheu Deus os que são pobres aos te para a vida do Corpo (1Co 12.26; Rm 12.15). olhos do mundo para serem ricos em fé herdarem Reino que ele prometeu aos que 5. Se a um dos membros for outorgada alguma honra especial, todos os de- amam? Mas vocês têm desprezado 0 pobre. Não são ricos que oprimem vocês? mais membros deverão alegrar-se juntamente com ele. Isto porque todos são mem- Não são eles os que os arrastam para os tribunais? (Tg 2.5-6). bros do mesmo Corpo e uns dos outros, que significa que aquela honra é gozada em comum por todos (1Co 12.26; Rm 12.15). Hoje, também 6. mandamento indica que cristão deve fazer parte de um pequeno grupo. Em muitas igrejas, ainda persiste problema do cuidado desigual para com É impossível que ele tenha igual cuidado por 1.500 pessoas, ou mesmo por 150. Mas os membros. Quase sempre uma igreja terá certos componentes que são humildes e por 15, ele pode ter igual cuidado! normais, porém não muito talentosos. Estes podem ser meramente tolerados; ao pas- 63 64Seção II Os Mandamentos Uns Outros 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO do mandamento sobre igual cuidado Quando todo membro de determinado grupo é igualmente solícito em favor b. -se uns aos outros todos os outros, a unidade do grupo é preservada e aumenta, porque grupo evita -se uns aos outros divisões partidárias. Rivalidades, orgulho, inveja e auto-suficiência são refreados. d. Tenham grupo apresenta ao mundo um testemunho harmonioso. Muitos poderão reconhe- uns pelos outros esses cristãos como sendo verdadeiros discípulos de Jesus. Verificando: relacionamentos; a. amem; b. aceitem; saúdem; d. igual cuidado. 1. Três pessoas que muito estimo dentre os membros do meu pequeno grupo ou congregação, são estas: a. b. 2. que faço para demonstrar a essas pessoas 0 meu apreço, são coisas como as seguintes: 3. Três pessoas da igreja que eu talvez tenha estimado em menor grau, são as seguintes: a. b. 4. Das coisas que mencionei no 2. acima, quantas eu poderia começar, dentro dos próximos 15 dias, a fazer pelas pessoas que acabo de mencionar no 3.? Fortalece-me, Senhor, para te obedecer! Para estudar mais este mandamento Examinar, querendo, estudo da palavra grega merimnao, no Apêndice. Medi- tar sobre a relação entre emprego dos dons espirituais e a mutualidade (Seção I). Até onde cheguei no estudo? Este é quarto mandamento recíproco deste 1° módulo, que trata do aspecto: "Os discípulos valorizam Portanto, a lista é a seguin- te: a. -se uns aos outros 65Seção II Os Mandamentos Reciprocos: Uns nos Outros 25 PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Os DISCÍPULOS VALORIZAM RELACIONAMENTOS Definição de sujeitar-se sujeitarmo-nos uns aos outros significa que cada um de nós se considera SEGREDO 5 submisso à autoridade dos irmãos, cooperando facilmente com as instruções, os de- sejos e os pedidos deles. SUJEITEM-SE UNS AOS OUTROS Exemplos Depois da gloriosa experiência de com apenas 12 anos de idade confundir Sinônimo: Submetam-se uns aos outros mestres da lei na importante cidade de Jesus desceu com eles [José e Maria] para Nazaré, e thes era obediente 2.51a). Cidadezinha sem Introdução Mas, não me venha com bobagens, seu! Não pode ser de outra maneira, tem gente sem projeção social; Jesus entendia coisas que eles não entendiam mas Ele que ser do jeito que já falei! Olha, se começarmos a admitir tudo quanto for idéia do foi submisso. Agradeço a Deus ter ele posto no coração de Tito mesmo cuidado que pessoal, vai ser aquela bagunça! Já ouviu alguém falar dessa maneira? Pois, também na igreja de Corinto se tenho por vocês, pois Tito não apenas aceitou nosso pedido, mas está indo até escutava esse tipo de partido "Paulo" se achava mais apto do que os vocês, com muito entusiasmo e por iniciativa própria (2Co 8.16-17). outros para explicar a doutrina. Quem rejeitava totalmente essa opinião, era Quanto ao irmão Apolo, insisti que fosse com os irmãos visitar vocês. Ele partido "Apolo", que por sua vez recebia oposição do partido "Cefas". Imagine, en- não quis de modo nenhum ir agora, mas irá quando tiver boa oportunidade (1Co as pretensões do partido que escolhera nome "Cristo"! Cada um desses grupos 16.12). se julgava melhor. Certos membros da igreja de Corinto afirmavam que não se deve comer car- Observação ne já oferecida a rejeitavam completamente esse escrúpulo. N.T. menciona algumas relações dentro das quais se define claramente As mulheres não se sujeitavam a usar 0 véu, embora isto fosse, na cultura daquela quem deve submeter-se a quem: área e um sinal de respeito. Algumas das mulheres não se submetiam à autori- A todo cristão, a Bíblia diz: Portanto, submetam-se a (Tg 4.7a). dade dos homens para ensinar na igreja. Os membros que falavam línguas não se Mulheres, cada uma a seu marido (Ef 24: sujeitavam a qualquer limitação no emprego desse dom. 3.18; 1Pe 3.1). Parece que sujeitar-se não fazia parte do vocabulário dessa igreja! Todos devem sujeitar-se às (Rm 13.1: Não acontece 0 mesmo hoje? Alguém faz uma coisa, não porque tenha a Tt 1Pe 2.13). de que é bom e proveitoso mas para "provar pra essa gente que eu sujeitem-se a seus senhores com todo respeito sou dono do meu nariz". Tt 2.9). - desse ministério só me considera para componente, se apresentar Em relação aos líderes espirituais: que se a pessoas como qualidade de vida e for fiel nos compromissos? Não gostei! eles e a todos que cooperam e trabalham conosco (1Co 16.16). Os membros do grupo querem que eu apareça toda semana? Onde já se viu, Da mesma forma, sujeitem-se aos mais velhos (1Pe 5.5a). limitar a liberdade pessoal da gente? A todos os cristãos: Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo Não gostei dessa decisão da liderança. you parar de contribuir finan- ceiramente, até que eles aprendam a fazer as coisas de um jeito que me agrade. Importante distinção entre submissão e obediência A Bíblia não nos deixa na dúvida quanto à vontade do nosso Senhor, a respei- Alguns acham que submissão e obediência são a mesma coisa. Mesmo que a to daquela nossa tendência a sermos insubmissos. Paulo escreveu: submissão resulte, quase sempre, em obediência, existe entre essas duas atitudes uma mandamento distinção, sutil muito importante. Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se en- A obediência pode ser exigida e forçada. Ela pode ser oferecida de maneira cher pelo Espírito, falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantan- relutante, de má vontade, quando a pessoa não quer obedecer com alegria. A desobe do e louvando de coração dando graças constantemente a Deus Pai por diência é algo que pode ser punido e corrigido. todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Sujeitem-se uns aos Mas a submissão é oferecida livre e espontaneamente. É uma atitude que a por temor a Cristo (Ef 5.18-21). pessoa se impõe a si mesma, por humildade e abnegação. É uma expressão do 67 68Seção - Os Mandamentos Uns aos Outros 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO não procura seus interesses (1Co antes, procura servir ao próximo (GI nos sujeitarmo-nos uns aos outros, e toma a seguinte decisão. Por quê? 2.16-17). Como escreveu Derek Prince, (em New Wine Magazine, número de feverei- "Submissão é uma atitude interna de espírito, não uma mera obediência externa. É possível obedecer sem, contudo, ser submisso (foi caso do ir- 3. Se ninguém obedecesse a este mandamento, de nada adiantaria fato que mão mais velho, na parábola do filho perdido Le 15.25-30). É possível, Deus nos fez membros do mesmo Corpo. no mais completo indi- também, ser submisso de modo geral mas recusar a obediência em casos vidualismo. Na ignorância, também porque para aprender algo do irmão, específicos (como fizeram Pedro e outros apóstolos em 5.28- temos de nos sujeitar a ele! 29). somente manifestamos verdadeira submissão quando esta nos obriga a fazer algo que de outra forma, não Valor de nos sujeitarmos uns aos outros valor é muito grande. Quando todo cristão se submete aos outros cristãos Três implicações sugeridas pelo contexto do mandamento quer nos casos ligados à vida geral da igreja, quer nos relacionamentos do pequeno mandamento é citado em 5.21. contexto imediato desta ordem grupo problema das contendas e do descontentamento tende a desaparecer. Todos nos apresenta três importantes verdades: se empolgam com mesmo propósito, são unidos de espírito e cheios do amor mútuo 1. A submissão para com os irmãos é um indício de que 0 cristão está cheio (Fp 2.2). A comunhão se expressa de maneira harmoniosa, simpática, fraternal e com do Espírito Santo. A pessoa pode considerar grau em que ela se submete aos demais boa vontade e humildade. mundo vê 0 amor de Cristo. Criou-se, no pequeno grupo membros do Corpo, como indicador da medida em que ela está sob o controle do e na congregação, um ambiente propício ao crescimento, à edificação e ao serviço Espírito (Ef 21). (1Pe 3.8). 2. Tal submissão é para ser oferecida por temor a Cristo. Isto significa que Para estudar mais este mandamento devemos nos submeter aos irmãos, com a mesma sinceridade de coração com que nos sujeitamos a Jesus. A submissão é como ao Senhor (Ef 5.22). Portanto, nenhum ir- Comparar que se diz no Módulo 4 sobre o mandamento: Sirvam uns aos mão deve abusar da vontade que outro tem, de se submeter a ele 5.1-5). outros. Verificar, no Apêndice, estudo da palavra grega hipotasso. submissão a qualquer pessoa sempre deverá ser governada pela nossa submissão a Deus. Não podemos deixar de nos submeter às instruções e aos desejos Em que ponto estou? Já estudei cinco mandamentos tendo a ver com fato que, na de Deus, revelados em sua Palavra. Se estivermos numa situação onde a submissão "os discípulos Os cinco são: ao irmão implique em desobedecermos à Palavra de Deus, não deveremos nos sub- 1. -se uns aos outros meter ao irmão nesse ponto. Mas deveremos fazê-lo com tristeza, porque gostaría- 2. uns aos outros mos de poder submeter-nos à vontade dele. 3. -se uns aos outros 4. igual uns pelos outros Reflexão pessoal 5. -se uns aos outros 1. Gostei de conhecer aquela distinção entre obediência e vai, em minhas próprias palavras, a explicação dessa diferença: Acertei? valorizam relacionamentos; amem; tenham sujeitem. 2. Você está liderando período do louvor na reunião do pequeno grupo. Escolheu cuidadosamente as músicas, para combinar com assunto a ser debatido nessa noite de julho. De repente, um membro do grupo interrompe fluir das músicas e pede para cantarmos 0 hino "Noite Feliz", sobre 0 nas- cimento de Jesus, coisa para dezembro! Você se lembra do mandamento de 69 70Seção Os Mandamentos Recíprocos: Uns Outros 25 SEGREDOS PARA DERROTAR CRISE DA COMUNHÃO Os DISCÍPULOS VALORIZAM RELACIONAMENTOS Observação Nesse trecho da carta aos Colossenses, as traduções geralmente empregam a SEGREDO 6 forma imperativa: Suportem-se. Mas no original, verbo tanto em Efésios como em Colossenses está na forma do gerúndio (suportando-vos, como na Almeida SUPORTEM-SE UNS AOS OUTROS Revista e Corrigida). Isto significa que mandamento não pode ser separado do seu contexto ime- diato, onde outros mandamentos estes sim, no imperativo indicam as atitudes que Sofram com resignação nos ajudem a nos suportarmos uns aos outros. Examinando os contextos dos trechos já citados, notamos que os mandamen- Na Igreja Primitiva se encontravam lado a lado pessoas das mais diversas tos diretos são estes: e camadas Elas tinham diferentes opiniões e maneiras de fazer as coi- revistam-se de profunda compaixão, bondade, mansidão e pa- ciência 3.12). Além disso, no mesmo grupo haveria pessoas em distintos níveis de maturi- e: ...rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam (Ef4.1). dade na fé. Sabemos pelas cartas do N.T. que certos cristãos demoravam para aplicar Juntando contexto ao mandamento que estudamos, tiramos a seguinte con- cruz de Cristo às velhas atitudes pecaminosas e custavam para se revestir totalmen- clusão: Uma prova externa de que estamos andando de modo digno e nos revestindo, do novo homem. Alguns se orgulhavam da sua avançada espiritualidade que de coração, das qualidades que Deus requer, é fato de estarmos dispostos a muitas vezes não passava de uma cabeça cheia de conhecimentos e uma vida desafi- suportarmo-nos uns aos outros. É verdade que este mandamento é expressado de nada. Outros se entregavam à tarefa de criticar tudo e todos. Ainda outros eram cor- modo indireto mas é fato inescapável que suportar aos irmãos é um pa- roídos pela inveja. Havia irmãos briguentos. E como sempre havia certos drão que Deus requer de todos os que Ele chamou para integrar a família cristãos com hábitos cacoetes que irritavam os mais sensíveis. Enfim, as igrejas eram compostas de cristãos que, apesar de terem crido em Definição de suportar Cristo, ainda eram imperfeitos. Suportarmo-nos uns aos outros quer dizer que vamos agüentar e ge- Foi a grupos de cristãos desse tipo, que Paulo ordenou que usassem de paci- nerosamente, as atitudes e ações desagradáveis ou ofensivas dos irmãos. manda- e que suportassem uns aos outros. Nenhum deles era todos mento inclui a idéia de que a repreensão, disciplina ou correção por atitudes e ações precisavam colocar-se mais e mais sob controle do Espírito Santo. pecaminosas será adiada pelo maior prazo possível, na esperança de que 0 próprio A igreja dos nossos dias não é diferente. Os cristãos não deixaram de ser ofensor reconheça 0 mal que praticou e tome providências para corrigi-lo. humanos e falhos. Muitos acham difícil e pouco atraente a idéia de tomar a sua cruz. fazendo morrer velhos hábitos e práticas pecaminosas. mandamento que Paulo Exemplos positivos entregou há dois milênios, vale igualmente para os dias de hoje. Portanto, vamos ver Jesus sabia que os seus discípulos iriam, quase todos, abandoná-Lo na hora se chegamos a entender.. em que fosse preso, e que um deles, Pedro, negaria três Mas nessa mesma noite, como lemos em Jo 13.1-5, Senhor pôs-se a lavar os pés desses discípulos mandamento decepcionantes. Depois, enquanto a toalha se secava, Ele entregou-lhes algumas das Encontra-se duas vezes no N.T., em cartas quase gêmeas: Efésios e mais belas instruções e verdades (Jo 14-16) do seu inteiro ministério terreno. Tam- Colossenses. Paulo as escreveu da sua prisão domiciliar em Roma aos cristãos de bém orou amorosamente por eles (Jo 17). duas cidades da província romana chamada rei Davi teve muitas oportunidades para observar as atitudes e ações do Como prisioneiro no rogo-lhes que vivam de maneira digna da voca- Senhor para com ele. Com base nisso, ele afirmou: SENHOR é misericordioso ção que receberam. Sejam completamente humildes e e sejam pacientes, su- compassivo, paciente e transbordante de amor (SI 145.8). portando uns aos outros com amor. Façam todo esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da (Ef 4.1-3). Exemplo negativo: eles não suportavam Portanto, como povo escolhido de santo amado, revistam-se de pro- Mas, ao invés disso, um irmão vai ao tribunal contra outro irmão, e funda compaixão, bondade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos diante de descrentes! fato de haver litígios entre vocês já significa uma outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como derrota. Por que não preferem sofrer a injustiça? Por que não preferem sofrer Senhor thes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é elo perfei- prejuízo? (1Co 6.6-7). to 3.12-14). 71 72Seção II Os Mandamentos Recíprocos: Uns aos Outros 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO pessoal amor... (Pv 17.9). Paulo nos mostra que o amor é paciente tudo crê tudo suporta 1. No pequeno grupo de que faço parte e na igreja em geral, há pessoas que (1Co 13.4, 7). Portanto, não é resmungando, contrariados, que deveremos suportarmo- me parecem (assinalar todas as frases aplicáveis) nos uns aos outros, por constrangimento, a um Pelo con- Liberais quanto às atitudes duvidosas que se permitem trário, devemos motivados pelo querendo contribuir ativamente para Estreitas quanto ao que pensam das atividades que eu me permito maior bem-estar de cada irmão. Orgulhosas em sua maneira de me tratar Perseguidas por um complexo de inferioridade Claro que a tolerância tem limite... Barulhentas e tagarelas próprio Deus não tolerou para sempre a desobediência de Israel. Depois de Tímidas e pouco comunicativas ter persistido por muito tempo no pecado, desprezando as muitas advertências, essa Risonhas nação recebeu um castigo exemplar. Se é vontade de Deus que inicialmente tolere- Sérias mos até pecado do irmão, esperando que ele por si mesmo venha a se corrigir; Ativas também é verdade que poderá chegar momento em que precisemos adverti-lo a Preguiçosas respeito do seu pecado. (E nisto, não há acepção de pessoas cf. 5.19-20). Hábitos ou cacoetes que simplesmente irritem e não cheguem à categoria de 2. Justamente a respeito dessas coisas irritantes, Senhor me entrega seu pecados, devem ser suportados por tempo indeterminado. Mas pecado óbvio, que mandamento: -se uns aos outros. Esse mandamento está prejudicando vida e testemunho da igreja, faz com que ofensor necessite de se encontra em duas cartas de Paulo: e correção. É muito importante que isto seja administrado com amor, e dentro do pa- drão que Jesus nos deu das três tentativas de recuperação. (Abra leia, e marque na Bíblia e na memória, Mt 18.15-17). Dos três níveis de advertência ali mencionados, Verifique: Efésios Colossenses terceiro mais público cabe aos líderes do grupo (faixa MINISTÉRIOS DE LIDERANÇA no "gráfico dos Seção I). Observação quanto a suportar Se você, em espírito de brandura, após um período de for em Deus nunca manda fazer nada, que Ele próprio não esteja disposto a fazer. A particular ao seu irmão faltoso, a fim de ajudá-lo a se corrigir, você poderá, muitas tolerância de Deus tem sido uma das suas grandes maneiras de expressar amor para vezes, ganhar esse irmão. Quem fere por amor mostra lealdade (Pv 27.6). com mundo. Você já leu a maravilhosa história da sua tolerância para com Israel, no Não se esqueça da sua responsabilidade de agüentar, com qualquer Salmo 78? Se não, pare e leia, agora mesmo, umas amostras do Salmo 78. Ali você coisa desagradável que acontecer quando for aconselhar esse irmão É possi- descobrirá que somente depois de muito tempo e de muitas advertências é que Deus vel que, no primeiro contato seu com ele, surjam, da parte dele, reações irritantes ou passou a castigar a nação de Israel. dolorosas. Se acontecer que você, obedecendo ao padrão de Mt tiver que Paulo diz (Rm NTV): Será que não compreendem quão paciente Ele levar pecado desse irmão ao conhecimento de outros, faça até isto com máximo está sendo com vocês? então, não se incomodam vocês com isso? Não vêem que de amor (1Co 16.14). Ele tem esperado todo esse tempo sem castigá-los, a fim de dar tempo para que cristão terá de se manter sensível obediente à direção do Espírito abandonem pecado? Sua bondade tem a finalidade de levá-los ao arrependimento. Santo, para não incorrer no erro de um excesso de tolerância. Tal excesso seria preju- Veja que Pedro tem a dizer sobre a tolerância de Deus: Senhor não demo- dicial à vida à saúde espiritual da igreja, como você pode verificar, lendo 5. ra em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependi- Valor do mandamento sobre suportar mento (2Pe 3.9). Suportarmo-nos uns aos outros é uma maneira de preservarmos a unidade do Deus é paciente conosco, amando-nos assim como somos. Apesar das nossas Espírito e a paz entre irmãos. Se os cristãos forem propensos a criticar uns aos fraquezas, Ele é tardio para se irar. Da mesma maneira, nós devemos ser lentos para outros, apontando os hábitos indesejáveis, as excentricidades de personalidade e os nos irarmos contra os irmãos em Cristo (Tg 1.19), amando-os, não obstante as fra- pecados, resultado poderá ser um ambiente enfumaçado por e condenações quezas ou falhas que eles apresentem. situação pouco acolhedora! Quando os cristãos são impacientes uns com os as sementes da discórdia germinam. Outra observação: atitude Por outro lado, se os irmãos cobrirem os pecados uns dos outros (no sentido Um escritor de Provérbios afirma que Aquele que cobre uma ofensa promove de usar de tolerância), em vez de atacá-los com as picaretas da crítica a fim de os 73 7425 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHAO Seção II Os Mandamentos Uns aos Outros expor à vista de todo os pacificadores estarão contribuindo para a forma- REVISÃO DO MÓDULO 1 ção de um ambiente de amor (1Pe 4.8). Se imitarem exemplo de Deus que foi misericordioso; perdoou-lhes as 1. Faça em qualquer ordem a lista dos seis mandamentos que estudou maldades e não os destruiu. Vez após vez conteve a sua ira, sem despertá-la total- neste Módulo, tendo a ver com fato que os discípulos valorizam relacionamentos: mente. Lembrou-se de que eram meros mortais.. os cristãos se a. rão mais dispostos a procurar meios de ajudar os irmãos a crescer na semelhança a b. Cristo. Dentro desse ambiente de mútua solicitude e amor, os cristãos sentirão mais vontade de confessar abandonar toda e qualquer coisa que venha a ofender os ir- d. e. mãos. f. Minha reflexão Deus me tem suportado, com impressionante paciência! 2. Instruções: Cada afirmação abaixo é relacionada mais estreitamente com Embora não escreva aqui nome (para não ofender no caso de alguém en- um dos seis mandamentos do que com os outros. Depois de ler a afirmação do lado contrar e ler esta resolvo, agora mesmo, no amor de Cristo e pelo auxílio do direito, escreva, no espaço à esquerda, 0 mandamento mais relacionado com ela. Espírito Santo, suportar as "insuportabilidades" do(a) até agora "insuportável" irmã(o): mesmo mandamento pode aparecer mais de uma vez. Dica: Use uma forma diante do Senhor]. resumida do mandamento (como, por exemplo: amem, ou igual cuidado). Assinado em / / por Mandamento recíproco Situação Estudar mais sobre suportar Já que faz parte de um Corpo cujos membros são habi- Comparar que se diz sobre mandamento: Encorajem uns aos outros a. tados pelo Espírito todo cristão deve reconhecer a autoridade dos demais membros sobre ele. 3). Verificar o estudo das palavras gregas correspondentes (Apêndice). Ler Os cristãos fazem que ordena este como o livro Temperamento Controlado pelo de Tim LaHaye. b. expressão aberta e de que eles se aceitam uns aos outros, amor Onde estou? Isto deve ser mesmo que irmão em questão seja Módulo 1 trata do fato que "os discípulos valorizam e mas não com intuito de brigar a Já estudei todos os seis mandamentos recíprocos do Módulo: respeito de opiniões divergentes. a. -se uns aos outros Mantemos uma atitude positiva para com os irmãos b. -se uns aos outros d. mesmo que nos estejam frustrando e enchen- -se uns aos outros do a paciência. d. Tenham uns pelos outros Se obedecermos a este mandamento, nenhum membro e. -se uns aos outros do nosso grupo será ignorado, e os mais e atra- -se uns aos outros entes não receberão toda a atenção e todo f. Jesus afirmou que a obediência a este mandamento é f. principal prova, diante do mundo, de que somos Verificando pulos dele igual sujeitem; supor- De todos os mandamentos este é funda- tem. g. mental. Não é possível obedecer completamente a ne- nhum dos sem obedecer a este. meu irmão quer que façamos a coisa de certa manei- ra. Eu penso diferente. Mas, desde que não haja motivo h. bíblico de rejeitar a idéia do irmão, resolvo concordar com que ele quer. Adiamos a repreensão ou a disciplina, esperando que i. irmão, sozinho, reconheça e se corrija do 75 76Seção II Os Mandamentos Uns Outros Seção II Os Mandamentos Uns aos Outros 3. Escolha, entre os seis mandamentos recíprocos que estudou neste módulo, Módulo 2 dois que tenham especial importância para você. No caso de cada mandamento, es- creva 0 seguinte: o nome do 2° principal valor desse mandamento para a igreja em geral; 3° a razão por que esse mandamento é especialmente impor- Os DISCÍPULOS PROTEGEM CORPO tante para você. CONTRA A POLUIÇÃO E A INFECÇÃO a. Mandamento recíproco: Valor para a igreja em geral: Introdução No Módulo ficamos conhecendo coisas importantes que as Escrituras reve- lam sobre como os seguidores de Jesus podem valorizar relacionamentos entre si. Agora, neste Módulo vamos examinar vários pecados que são como capazes de debilitar e prejudicar a As Escrituras apresentam sete manda- Por que esse mandamento é tão importante para a minha vida: mentos negativos que nos alertam a respeito desses vírus. Depois, examinaremos dois mandamentos positivos, sobre que fazer para eliminar do Corpo, esses germes que provocam doença espiritual. Os mandamentos negativos servirão para lembrar-nos 0 fato de que ainda so- b. Outro mandamento recíproco: mos influenciados pela carne, aquela nossa mania de mandar em nós mesmos (Rm 7), Valor para a igreja em geral: e por isso, devemos tomar a atitude decisiva e consciente de nos entregarmos a Deus, e não ao pecado (Rm 6), a fim de sermos fortalecidos pelo Espírito Santo (Rm 8). Vamos estudar sobre como os discípulos protegem 0 Corpo contra a polui- ção e a infecção. Por que esse mandamento é tão importante para a minha vida: ÍNDICE DO MÓDULO 2 Não tenham inveja uns dos outros 80 Confira as suas respostas Deixem de julgar uns aos outros 85 1. Em qualquer ordem: Não se queixem uns dos outros 90 Amem-se uns aos outros Não falem mal uns dos outros 93 Aceitem-se uns aos outros Não mordam e devorem uns aos outros 96 Saúdem-se uns aos outros Não provoquem uns aos outros 100 Tenham igual cuidado uns pelos outros Não mintam uns aos outros 106 Sujeitem-se uns aos outros Confessem os seus pecados uns aos outros 110 Suportem-se uns aos outros Perdoem-se mutuamente 115 2. a. Sujeitem-se... Revisão do Módulo 2 119 b. Saúdem-se... C. Aceitem-se... d. Alvos Tenham igual cuidado... Ao completar este você deverá ser capaz de: f. Amem-se... 1. Fazer corresponder uma lista de mandamentos recíprocos com frases que g. Amem-se... representem as suas definições. h. Sujeitem-se... 2. Classificar como verdadeiras ou falsas, afirmações relacionadas com as i. Suportem-se... definições e as implicações dos mandamentos recíprocos deste Módulo. 3. Mandamentos à sua escolha. Para comparar os seus pensamentos com os 3. Fornecer pelo menos uma razão pela qual cada um dos mandamentos des- procure, no texto sobre cada um dos três mandamentos, os parágrafos te Módulo é útil necessário à vida e ao testemunho do pequeno grupo e da igreja em intitulados valor. geral. 77 7925 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção II Os Mandamentos Uns Outros Os DISCÍPULOS PROTEGEM CORPO CONTRA A POLUIÇÃO E A INFECÇÃO Tg 4.1-3 Ef 5.3 1Pe 2.1 C13.5 6.6-8 SEGREDO 7 Definição Invejar ao irmão é desejar para si mesmo a posição, as habilidades, realiza- NÃO TENHAM INVEJA UNS DOS OUTROS ções ou possessões dele; ao mesmo tempo, tristeza ou ressentimento por ser ele possuidor dessas coisas. Introdução Quando estudamos mandamento de termos igual cuidado uns pelos outros, Exemplos negativos: pessoas que invejavam nos lembramos do fato que certos cristãos possuem habilidades que todo mundo vê. Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições Pensamos, também, naqueles a quem Espírito Santo habilitou com dons de De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são car- que são úteis, mas pouco aparecem. A respeito destes irmãos, poderíamos soltar um nais. Porque, visto que há inveja e divisão entre vocês, não estão sendo carnais e suspiro de alívio: agindo como mundanos? (1Co 3.2-3). Esses, sim, é que nunca darão ao Corpo problemas causados pelo orgulho Se pé disser: "Porque não sou mão, não pertenço ao corpo", nem por isso afinal das contas, eles não têm nada de que se orgulhar! deixa de fazer parte do corpo. E se ouvido disser: "Porque não sou olho, não Mas espere um pouco! Aquele que tem baixa auto-imagem, que acha que não pertenço ao corpo", nem por isso deixa de fazer parte do corpo. Esse trecho de ICo estava em casa na hora que talentos e os melhores dons foram distribuídos 12.15-16, foi escrito a respeito de cristãos insatisfeitos com os dons que Espírito você acha que ele não luta com problema do orgulho? Luta, sim, ainda que orgu- Thes concedera, e obcecados com a idéia de conseguir outros, mais lho se vire ao avesso, aparecendo como falsa humildade! rito, querendo manter equilíbrio no Corpo, não havia distribuído esses dons a todos. Aquela atitude de pensar: "Eu não sirvo para nada", muitas vezes joga lenha Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, na fogueira interna da inveja. Inveja de quem? Muitas vezes, daqueles irmãos não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de "sabedoria" não vem dos talentosos e eloquentes. Por exemplo, pense no seu corpo. Os pés, que passam tanto céus, mas é terrena; não é espiritual, mas é Pois onde há inveja e ambi- tempo presos e mal-acomodados dentro de sapatos e meias nem sempre perfeitamen- ção há confusão e toda espécie de males (Tg 3.14-16). limpos e perfumados será que esses pés não são tentados a sentir inveja das "Vocês querem que eu thes solte rei dos perguntou Pilatos, sa- mãos, que têm privilégio de pública e livremente, de todos os mais inte- bendo que fora por inveja que os chefes dos sacerdotes the haviam entregado Jesus ressantes comunicações e tarefas do corpo? Tomado de inveja, pé poderia (Mc 15.9-11). reclamar: não sou mão, não pertenço ao corpo" (1Co 12.15). A inveja é um pecado silencioso, capaz de se esconder totalmente dos olhos Reflexão pessoal da maior parte dos observadores. Mas você sabe que um veneno não precisa soltar Gosto de andar bem acompanhado, mas noto que a inveja faz contrário: me gritos para ser A falsa humildade, cheia de inveja, é um veneno que 0 joga para dentro da mesma panela com os seguintes: Senhor Jesus quer afastar totalmente do seu a. os chefes dos que mandaram prender Jesus e entregaram a Pilatos para ser crucificado (Mc o mandamento b. aqueles que a verdade e têm uma atitude terrena, Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos pre- que em vez de ser espiritual, é (Tg 3.14-15); sunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros 5.25-26). C. aquelas pessoas que sempre deixam atrás de si uma esteira de confusão e toda espécie de (Tg 3.16); Observação d. aqueles cristãos a quem não podemos classificar de "espirituais" porque No caso dos cristãos da Galácia que foram os primeiros a receber esse man- temos de reconhecer que são (1Co 3.3). damento, este se aplicava principalmente aos que se ressentiam porque outros possu- fam mais eram mais reconhecidos ou exerciam mais influência na igreja. Como isso se aplica a nós? Mas 0 N.T. repete em diversos trechos, mandamento geral contra a inveja e a cobi- mandamento Não tenham inveja uns dos outros encerra várias verdades. ça. Confira os seguintes textos: Entre elas, vamos destacar as seguintes: 1. cristão que tem inveja de outro irmão, é descontente e ingrato para com 80 8125 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção Os Mandamentos Recíprocos: Uns aos Outros Deus. É como se estivesse afirmando que Deus não sabe das suas necessidades, ou Jesus como supremo exemplo da vitória sobre a inveja que não quer supri-las. Diz Francis Schaeffer, em seu livro True que a Embora fosse Deus, não exigiu nem tampouco se apegou a seus direitos como verdadeira espiritualidade encerra duas atitudes básicas: a confiança em Deus e Deus, mas pôs de lado seu imenso poder e sua glória, ocultando-se sob a forma de a gratidão a Ele. A presença da inveja, portanto, é um sinal vermelho que se acende escravo e tornando-se como homens (Fp NTV). no seu painel para indicar que a fé e a gratidão estão nível baixo. Veja como Jesus demonstrou aqueles dois elementos da verdadeira 2.0 cristão que inveja a um irmão é culpado dos pecados de orgulho e vaida- espiritualidade (segundo Schaeffer): a fé (confiança) e a gratidão: de. seu orgulho se manifesta quando se lamenta: "Eu mereço algo melhor, e me 1. Confiança: No tentado pelo inimigo a se rebelar contra a manei- sinto revoltado porque esse algo melhor está nas mãos do fulano"; ou se gaba: "Ve- ra em que supridas as suas necessidades, ele respondeu: "Está escrito: Não só jam como sou humilde não como beltrano, que só faz para aparecer". Tanto a falsa de pão viverá mas de toda palavra que procede da boca de Em humildade como orgulho escancarado, são entrelaçados com algo que a Escritura Samaria: "... Minha comida vem de fazer a vontade de Deus que Me enviou, e termi- em Rm 12.3: ter de si mesmo um conceito mais elevado do que deve nar sua obra" (Jo NTV). Tanta confiança teve Ele na vontade do Pai, que não 3. Pode acontecer que seguidor de Jesus, invejando alguém que possui as manifestou um só pingo de inveja, ao anunciar que meros como Pedro, capacidades que ele mesmo gostaria de ter, venha a "entrar em Recusa-se a fariam, depois do Pentecostes, obras maiores das que Ele, Filho de Deus, havia reali- atuar e servir, até que a suposta "insuficiência" seja reparada. Com essa desculpa ele zado durante ministério terreno (Jo 14.12). retarda seu próprio crescimento e prejudica ministério do Corpo. 2. Gratidão: A gratidão de Jesus se baseava em sua plena confiança no Pai. 4. Longe de invejar aquele irmão que tem boas qualidades e capacidades, 0 Ele expressava sua gratidão, mesmo antes que a resposta se tornasse cristão deve agradecer a Deus por ter dado a ele um companheiro tão bem preparado Por exemplo, ao lado do túmulo de Lázaro, com esse amigo ainda morto e e capaz. Quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele (1Co ar carregado de indícios de corrupção: ...Jesus para cima e disse: "Pai, eu te 12.26b). Formamos um só Corpo, do qual todos somos igualmente membros. Isto agradeço porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves, mas disse isso por causa significa que: todas as coisas são de vocês, seja Paulo, seja Apolo, seja Pedro do povo que está aqui, para que creia que tu me enviaste" (Jo 11.41-42). seja mundo, a vida, a morte, presente ou tudo é de vocês, e vocês são de Observe-o na noite em que será traído. Em torno dEle estão os discípulos Cristo, Cristo, de Deus (1Co Dentro de um ambiente de amor e que, por covardia, irão abandonar, ou mesmo negá-lo. Nas mãos ele segura pão da talentos dons de cada irmão, estão a serviço de todos. Ceia, que simboliza corpo que será entregue, nas próximas horas, a horríveis tortu- ras, por amor a gente indigna. Sob todo esse stress, que faz Jesus? Dá graças! (Mt Reflexão pessoal 26.26-27). Das manifestações de inveja mencionadas nos parágrafos anteriores, Essa mesma atitude de confiança, contentamento e gratidão, todo cristão deve que aquela que mais se aplica a mim, é a seguinte: (escolha uma) desejar para si: Você quer ser verdadeiramente rico? Você já é, se for feliz e bondoso Orgulhar-me do fato que gosto de ajudar nos bastidores, não exigindo (1Tm 6.6, NTV). para mim os mais altos cargos. Sentir uma certa raiva do Senhor por não ter me dotado de Valor deste mandamento sobre a inveja que eu julgo Quando cristãos se põem a invejar uns aos outros, lançam no Corpo as se- Não sentir desejo de trabalhar de todo coração para Cristo, até que mentes da guerra e da contenda (Tg 4.1-3). Pensam e agem em benefício próprio, e Senhor me faça diferente do que sou. não em nome do Senhor e para bem da sua Igreja. Deixam de ser amorosos e Achar difícil sentir verdadeira alegria e gratidão, quando um irmão solícitos uns pelos outros. A alegria do SENHOR fortalecerá (Ne 8.10). Mas afe- honrado, e não eu. tados pelo insidioso veneno da inveja, esses cristãos são emocionalmente enfraqueci- dos. Sentem dor e não alegria, quando ouvem dizer que coisas boas acontecem aos Se marquei, acima, algum aspecto da inveja, quero começar a mudar. meiro passo específico que dar é seguinte: A obediência a este mandamento é essencial, para que os membros cooperem com igual cuidado uns em favor dos outros sirvam uns aos outros em conten- tes com a posição e a tarefa que cada um recebeu do Senhor. Tenciono dar esse passo dentro do seguinte prazo: Estudar mais Comparar com que se diz sobre mandamentos: Não provoquem uns aos 82 83Seção II Os Mandamentos Recíprocos: Uns Outros 25 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Os DISCÍPULOS PROTEGEM CORPO CONTRA A POLUIÇÃO E A INFECÇÃO outros (Módulo 2); Tenham igual cuidado uns pelos outros (Módulo 1). Verificar as palavras gregas (Apêndice): phthoneo e phthonos. No livro de Tim LaHaye, Tempe- SEGREDO 8 ramento Controlado pelo Espírito, ler cap. 8, "Magoando 0 Espírito Santo Através da Ira". DEIXEM DE JULGAR UNS AOS OUTROS Onde estou? No início do Módulo 2, que fala de como os discípulos protegem Corpo Introdução contra a poluição e a infecção. inimigo, querendo a todo custo prejudicar amor mútuo e a unidade do pequeno grupo e da Igreja em geral, encontrou uma infalível estratégia: é só convencê- los de que devem estar julgando uns aos outros. Vamos imaginar um seguidor de Jesus que chega à firme de que a sua opinião, a sua maneira de fazer as coisas etc., é sempre a Especialmente em relação àquelas práticas sobre as quais a Bíblia não apresenta nenhum manda- mento direto e claro, ele não somente tem firme opinião pessoal que é bíblico e certo mas também se nomeia a si mesmo juiz autocrático, impondo os seus padrões particulares em todos os outros. Assim como a cidade de São Paulo sofre com ar poluído, certas igrejas vão se enchendo de divisões e inimizades. Essa poluição resulta em que Corpo de Cris- to sofra doenças respiratórias (espiritualmente porque louvor e a oração são prejudicados. Já que um corpo doente não pode trabalhar bem, ministérios dessa igreja são desvirtuados, muitas vezes por causa de briguinhas a respeito de coisas de importância É sobre esse tipo de problema que Paulo fala em Rm 14, de onde vem presente mandamento. o mandamento Portanto, deixemos de julgar uns aos Em vez disso, façamos pro- pósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão (Rm 14.13). Observação sobre julgar Mesmo antes da conversão de Paulo, Jesus havia enunciado este mandamen- to, no Sermão do Monte. Senhor somente não desdobrou a explicação do manda- mento, como Paulo mais tarde faria em Rm 14. Confira que Jesus disse: "Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. "Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: tirar cisco do seu olho', quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar cisco do do seu irmão" (Mt 7. 1-5). 8525 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção Os Mandamentos Recíprocos: Uns aos Outros Definição daquilo que devemos evitar de acolhermos como membro da igreja (Rm 3-4). Julgarmo-nos uns aos outros significa tomarmos por certo que a nossa idéia 4. Embora certas coisas sejam deixadas ao critério individual, cada um deve sobre determinada prática duvidosa ou questão doutrinária é a única Ao estar plenamente convicto em sua própria mente (Rm 14.5b). Quando cristão tem a assim fazer, criticamos e condenamos a qualquer outro irmão que não esteja de que a sua maneira de entender e agir é a certa, ele deve agir de acordo compactuando e concordando com a nossa idéia. com essa convicção. Mas nem por isso deve acusar de pecado ao irmão que tenha outra nem deve menosprezar ou desprezá-lo (Rm 14.3). Exemplos negativos 5. Em última é ao Senhor que cada irmão terá de prestar contas, pelo Escrevi à igreja, mas que gosta muito de ser mais importante que faz e pelo que pensa (Rm ICo 4.3-4). entre eles, não nos Portanto, se eu for, chamarei a atenção dele para que 6. Não somente devemos evitar de julgar os irmãos a respeito de coisas se- está fazendo com suas palavras maldosas contra Não satisfeito com ele se como também devemos aceitá-los e suportá-los de maneira generosa, como recusa a receber os irmãos, impede que desejam recebê-los e expulsa da igreja tendo igual direito à liberdade que há em Cristo (Rm 15.7: 3.13). (3Jo 1.9-10). Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que Reflexão pessoal concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre 1. Verdade seja dita, eu seria capaz de julgar irmão, se notasse nele uma antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer. Meus irmãos, atitude ou prática como esta: fui informado por alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês. Com isso a. Ele come coisas que eu não acho convenientes para cristão (ali- quero dizer que algum de vocês afirma: sou de Paulo"; ou "Eu sou de Apolo"; mentos feitos com sangue, por exemplo) (Rm 14.2). ou"Eu sou de Pedro"; ou ainda "Eu sou de Cristo" (1Co 1.10-12). b. Ele trabalha, às no domingo. Ao meu ver, isto é desrespeito pelo Dia do Senhor (Rm CI 2.16). Como isso se aplica a nós? Ele toma vinho com algumas refeições (Rm 14.21: 2.16). mandamento de não julgarmos uns aos outros implica em várias conside- d. Na sexta-feira da Paixão, ele não se importa com que come (Rm rações. Por exemplo: 14.5). 1. Há certos aspectos da doutrina e dos padrões de conduta, que a Escritura Ele pensa que a Igreja não será arrebatada, até que todas as tribos e não especifica, mas deixa a critério da consciência individual do cristão. Um crê que etnias do mundo tenham sido enquanto eu tenho plena con- pode comer de tudo: já outro, cuja fé come apenas alimentos vegetais. Aque- vicção que 0 arrebatamento pode acontecer antes de eu terminar de ler este le que come de tudo não deve desprezar que não e aquele que não come de parágrafo. tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus Quem é você para f. julgar servo alheio?... (Rm 14.2-4a). A respeito de tais coisas (as duvidosas e secundárias) não temos direito de exigir a total conformidade. Seria como anunci- 2. mandamento recíproco que estou ordena 0 seguinte: ar: "Amor e aceitação à venda! preço? Total conformidade do freguês às nossas Deixem de uns aos outros. 2. Os cristãos não devem exigir de seus irmãos aquilo que a própria Escritura 3. A segunda metade de Rm indica que eu particularmente, apesar não tenha Assim fazendo, estariam julgando a própria dizendo à de não estar autorizado a julgar e desprezar os irmãos a respeito de questões Palavra de Deus (oh! que blasfêmia!): "Pesada foste na balança, e achada em falta". secundárias de doutrina e de comportamento, devo Pelo contrário: Não vos critiqueis uns aos meus Se fizerdes, julgais vosso irmão colocai-vos acima da Lei de Deus, porque no fim de contas chegastes a ser críticos da E se começais a criticar a Lei em vez de a ela passais Distinção entre o julgamento proibido a ser juizes, quando afinal há um só que promulgou a Lei, e tem nas mãos e aquele que é permitido poder da vida e da morte. Como podeis ser tão ingênuos para imaginar que sois Embora a Escritura tipo de julgamento que acabamos de juizes do próximo? (Tg 4.11-12, paráfrase de Phillips). ela mesma ensina que existe certo tipo de julgamento que deve ser praticado pelos 3. A Escritura deixa a critério da consciência individual certos aspectos da cristãos. Devemos: doutrina e do comportamento. Por isso, a igreja não deve exigir de um cristão que ele tomar decisões que combinem com propósitos pense ou aja, em relação a estas coisas, de maneira idêntica à nossa, como condição avaliar tudo que ouvirmos e lermos, para reter somente que for bom, e 86 8725 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção Os Mandamentos Uns aos Outros aplicar disciplina aos rebeldes da igreja. Aceitem-se; e no Módulo 2, Não falem mal uns dos outros. Ver estudo das pala- Vamos considerar esses três aspectos do juízo que é permitido recomenda- vras gregas krino, krisis, krima (Apêndice). do: 1. Rm 14.13 diz, literalmente, grego: Não nos julguemos mais uns aos Onde estou? antes julguemos isto: não pôr tropeço ou escândalo ao Esta maneira certa No Módulo 2, que trata de como "os discípulos protegem Corpo contra a... de se julgar significa: decidir, resolver. jogo que Paulo faz, nesse ea entre Não julguemos antes julguemos, aparece mais claramente na paráfrase de já estudei dois mandamentos recíprocos: Phillips, Cartas às Igrejas onde se lê: Acabemos com a crítica aos nossos a. Não tenham uns dos outros irmãos. Ou então, se quisermos ser críticos, façamos a crítica ao nosso próprio b. Deixem de uns aos outros procedimento, e não dificultemos a vida do nosso semelhante, pondo-lhe obstá- culos no caminho onde possa tropeçar e cair. Verificando 2. Como filhos adultos de Deus, temos a responsabilidade 14.29) e a capacida- poluição infecção; inveja; julgar. de (Jo 14) de julgar as comunicações que Devemos avaliá-las quanto à sua procedência divina (1Jo 4.1-6) e utilidade para as nossas vidas (1Ts 5.21). Neste sentido e não no da mesquinha e egofsta é que devemos, como pessoas espirituais, discernir todas as coisas 2.14-15). 3. Para que todos os cristãos possam exercer, quando necessário, ministério interdependente de aconselharmo-nos uns aos outros, e para que os líderes exer- çam a disciplina na igreja, é preciso que membros sejam avaliados quanto a sua obediência à Palavra de Deus. A mostra que isto deve ser: feito somente quando 2° limitado pelo mandamento: Suportem-se uns aos 3° dirigido mais à verificação de uma possível atitude de rebeldia do que à crítica das coisas feitas pelo irmão. (A rebeldia é focalizada nas frases: não ouvir... e recusar a ouvir... em Mt 18.16-17: "Mas se ele não ouvir... Se ele se recusar a ouvi-los... e se ele se recusar a ouvir também a igreja..."). Valor do mandamento de não julgar mandamento deixemos de julgar uns aos outros, é essencial à manutenção da unidade do Corpo de Um grande perigo para a paz e unidade do grupo de cristãos, é uma pessoa com espírito de Rápida no gatilho, critica tudo que não gosta ou não Semeia dúvidas e suspeitas. Em outras palavras, infeccio- na Corpo. Quando os cristãos ficam julgando uns aos outros, surgem divisões, conten- das, amargura, orgulho e maledicência. Tais coisas destroem a harmonia que deve caracterizar Corpo de Por conseguinte, a glória de Deus é diminuida. Quando, porém, os irmãos evitam julgar-se uns aos outros, tais coisas não têm vez, e Corpo de Cristo pode expressar, tanto na vida interna como também nos contatos com mundo, aquele amor e aquela unidade que glorifiquem a Deus (Rm 15.6). Estudar mais sobre não julgar No Módulo 1, comparar 0 que se diz a respeito dos mandamentos: Suportem- 88 8925 SEGREDOS PARA DERROTAR CRISE DA COMUNHÃO Seção Os Mandamentos Uns aos Outros Os DISCÍPULOS PROTEGEM CORPO CONTRA A POLUIÇÃO E A INFECÇÃO Não julguem uns aos outros; Não falem mal uns dos SEGREDO 9 Não se queixem uns dos outros. Todas essas coisas, diz Tiago, são pecados que desagradam muito a Deus, NÃO SE QUEIXEM UNS DOS OUTROS especialmente quando ocorrem no meio do seu povo. Apesar de ser mencionado den- tro do mesmo contexto, queixar-se não é sinônimo do julgar, nem do falar A palavra grega que se traduz queixar-se significa, basicamente, que distin- Sinônimo: Não murmurem uns dos outros gue este pecado dos outros mencionados, é a especial ênfase sobre dois aspectos: a impaciência ou irritação e a maneira furtiva, secreta, em que esta é Introdução As circunstâncias e irritantes podem trazer à tona melhor que há Exemplo negativo de se queixar dentro de um cristão, mas também podem revelar 0 que há de pior nele. Pode ser que Naqueles dias, crescendo número de discípulos, judeus de grega ele suporte com paciência tais circunstâncias, confiante de que Deus fará cooperar entre eles queixaram-se dos judeus de fala hebraica, porque suas viúvas estavam todas as coisas para seu bem. Por outro lado, pode ficar gemendo e resmungando sendo esquecidas na distribuição diária de alimento (At 6.1). porque a sorte caiu de maneira tão pouco agradável. E se acontece que um certo irmão está contribuindo para seu desconforto, ele pode começar a se queixar desse Como isso se aplica a nós? irmão, em todos os seus círculos de amigos. Quando a Escritura diz para não nos queixarmos uns dos ela quer Tiago, irmão do Senhor e principal da igreja de Jerusalém, tinha dizer, no mínimo, as seguintes coisas: muita compreensão de como funciona a confiança em Deus, dentro das circunstânci- 1. Os cristãos devem reconhecer que Deus utiliza as situações difíceis e pe- as do Sobre isto escreveu em sua carta. nosas para desenvolver neles uma uma paciência e uma esperança mais firmes e Uma coisa que Tiago observou foi que mesmo nós, os cristãos, temos a ten- cheias de fruto (Tg 1.2-3). dência de transferir para cima dos outros nosso estado emocional de depressão, 2. Os cristãos, na conversa com terceiros, não devem acusar os irmãos de ter impaciência ou irritação. A infeliz verdade é esta: muitas vezes, procuramos outros a causado ou intensificado as situações difíceis ou irritantes em que se Não quem culpar pelas nossas dificuldades, ou ficamos a nos imaginar explorados pelo é para um cristão julgar as motivações ou ações do seu irmão isto não é serviço dos outros. Passamos a abrir a boca em conversa com os amigos, nos quei- dele. 0 cristão é responsável, isto sim, por enfrentar e lidar com as dificuldades de xando, murmurando e gemendo, a respeito do desgosto que fulano ou beltrano nos uma maneira que glorifique a Deus. Se alguém for culpado, ele deverá deixar isso àquele Juiz que é perfeitamente capaz de lidar com assunto "culpa" (Tg 1.19; 4.12; Tiago, vendo como essa poluição se generalizava ameaçava a saúde do 5.10-11). Corpo de Cristo, exclamou: Meus irmãos, não pode ser assim! (Tg 3. Quando um cristão sofre por qualquer motivo, mesmo que outro irmão tenha sido causador, ele não deve queixar-se e resmungar. Pelo contrário, deve orar, Definição confiando no Senhor para em seu (Tg Fp 4.6-7). Queixar-se de um irmão é mesmo que expressar geralmente em conversa 4. Ainda que pense ter bastante motivo de queixa, cristão não deve gemer reservada, às escondidas da pessoa criticada descontentamento, impaciência ou as suas mágoas aos outros (Pv 17.9). Ele tem apenas duas opções bíblicas: suportar e desagrado para com perdoar ao irmão 3.13), ou advertir, aconselhá-lo 5.14; Rm 15.14). mandamento Reflexão pessoal Irmãos, não se queixem uns dos para que não sejam julgados. 1. Tenho que reconhecer que já me acostumei a soltar aquela "música" de Juiz já está às portas! (Tg 5.9). gemidos e queixumes, até ao ponto de nem notar que faço (como a pessoa que, adormecida, ronca cavernosamente sem notar que faz). Deus acaba de Observação usar Tiago para me comunicar que, para os ouvidos dEle, as queixas que Lendo você pode ter notado que se fala em juízo para os que dirijo contra os irmãos são tão desagradáveis como miados dos gatos Romeu não vivam de acordo com mesmo. Neste Tiago apresenta todos os três e Julieta, em cima do Se quiser agradar, realmente, a Deus, ter mandamentos de modo igual: que parar de lamentar sobre que fazem irmãos como: [mencionar diante do 90 9125 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção Os Mandamentos Reciprocos: Uns Outros Senhor nome da pessoa, mas não escrevê-lo aqui]. Em vez de ficar me Os DISCÍPULOS PROTEGEM CORPO CONTRA A POLUIÇÃO E A INFECÇÃO queixando a respeito dele(a), devo fazer 0 seguinte: SEGREDO 10 2. Não será por covardia que me queixo do irmão fulano, dentro da rodinha consoladora dos meus prediletos, em vez de falar diretamente com ele, NÃO FALEM MAL UNS DOS OUTROS como manda Jesus em Mt 18.15? Não gosto de olhar no espelho rosto de um covarde! Que bom que Espírito Santo está disposto a me ajudar a fazer certo: Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de de amor e de equilíbrio (2Tm 1.7). Palavras relacionadas: maledicência (1Pe 2.1) calúnia (2Co 12.20) Valor deste mandamento sobre queixumes É uma lástima ter de mas é fato que a Igreja precisa muito Introdução deste mandamento. As proferidas às escondidas são meios desgraçadamen- Um dos pecados mais generalizados entre os cristãos é de falarem de modo te eficazes de se semear ressentimentos e brigas dentro da Igreja de Cristo. A pre- negativo, uns a respeito dos outros. sença da murmuração indica que os cristãos estão assumindo uma responsabilidade Muitas vezes, falamos sem pensar, não nos lembrando do impacto negativo que não lhes compete a de julgarem uns aos outros. 0 queixar-se dos irmãos é um que essas palavras terão sobre a pessoa criticada, quando chegarem aos seus ouvidos. pecado porque gera discórdia entre irmãos e leva a confrontações pouco amis- Outras vezes, ridicularizamos um irmão, fazendo cerrada gozação de alguma excen- tosas. tricidade dele, ou de algum erro que Pode ser, ainda, que passemos adiante Os cristãos devem manifestar, em alto grau, mútuo amor e a unidade. a mais recente fofoca sobre alguém (criada, naturalmente, pelos outros...). Tudo isso Corpo de Cristo não pode funcionar bem quando membros estão trabalhando uns sem pensar... contra os outros. Mas quando todos obedecem a este mandamento, Corpo de Cristo Mas temos de reconhecer que houve horas em que nós movidos por inveja, fica livre desse tipo de contendas e das incapacitações que elas causam. Assim. ira ou ódio deliberadamente pusemos mãos à obra para machucar alguém ou pequeno grupo e a igreja podem edificar-se na semelhança a Cristo. diminuir a reputação. Tal conduta, considerada indigna até pelos incrédulos mais esclarecidos, é profundamente ruim para o cristão. Mas triste fato é que nos confor- Estudar mais mamos com a presença da maledicência dentro do nosso pequeno grupo ou da nossa Comparar que se diz sobre: Suportem-se (Módulo Perdoem-se (Módulo igreja, desde que ela seja convenientemente disfarçada. 2): Aconselhem-se (Módulo 3). Estudar as palavras gregas (Apêndice): stenazo, Um cristão que não se conformava, de modo algum, com essa situação, foi stenagmos, gonguzo, gongusmos e gongustes. Tiago, aquele de Jerusalém que tanto ensinou sobre uso da Ele esclarece que se falarmos mal dos nossos irmãos, estaremos incorrendo em grave pecado. Vamos estudar que ele escreveu sobre essa poluição do Corpo de Cristo. mandamento Irmãos, não falem mal uns dos Quem fala contra seu irmão ou julga seu irmão, fala contra a Lei e julga. Quando você julga a Lei, não a está cumprindo, mas está se colocando como juiz (Tg 4.11). Observação: contexto Em Tg recebemos a ordem de parar de julgar uns aos outros. No capítulo anterior (3.1-12), Tiago já falou de modo mais geral sobre uso da língua e sobre a importância desse pequeno mas tão indomável! membro do corpo huma- no. Aqui em Tg 4.11, ele explica que 0 falar mal do irmão, na é 0 mesmo que julgá-lo. Diz que tanto falar mal do outro como também julgá-lo, são transgres- sões do seguinte princípio básico: somente Deus é legislador e juiz do seu povo. 92 9325 SECREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHAO Seção Os Mandamentos Recíprocos: Uns Outros que é falar Corpo de Cristo, que exige um ambiente interno de amor e Falar mal do irmão é dizer palavras a seu respeito que tornem desacredita- Quando um só membro é desprezado ou caluniado, Corpo inteiro sofre o do, desonrado, menosprezado ou desprezado, quanto ao ou às ações. impacto negativo. Quando essa poluição se generaliza, os membros formam "paneli- nhas". Procuram os próprios interesses em vez de colocar Senhor em primeiro Exemplo negativo lugar. A amargura e as contendas formam uma espécie de artrite espiritual, atacando Escrevi à igreja, mas Diótrefes, que gosta muito de ser mais importante as juntas do Corpo inteiro. A maledicência também ataca as cordas vocais do grupo, entre eles, não nos recebe. Portanto, se eu for, chamarei a atenção dele para que porque torna impossível que, com um só coração e uma só vocês glorifiquem ao está fazendo com suas palavras maldosas contra (3Jo 1.9-10a). Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 15.6). Hoje em dia, certos cristãos se tornam especialistas da maledicência disfarçada. Como isso se aplica a nós? Sem estarem submissos a nenhuma autoridade espiritual, se entitulam caçadores de mandamento de não falarmos mal uns dos tem pelo menos as se- heresias, e acabam falando mal de todo cristão que não tenha as mesmas práti- guintes implicações: cas ou ênfases doutrinárias que eles. Corpo de Cristo precisa de um sistema 1. Se eu falar mal de alguém, estou afirmando que sou melhor do que ele. É excretório, para eliminar doutrinas e atitudes espiritualmente tóxicas. Mas quando prova de que já desobedeci a outro mandamento recíproco: de não julgar ao irmão. sistema excretório começa a julgar e atacar aqueles que mesmo sendo diferentes, não 2. Quem fala mal de outro cristão está desprezando Pai que criou esse deixam de estar procurando Reino de Deus e a sua quando os caçadores de irmão à sua própria semelhança e redimiu de acordo com um glorioso propósito heresias rejeitam aquela palavra de Jesus: "... quem não é contra vocês, é a favor de (Tg Rm 8.28-29). vocês" 9.50b) uma devastadora toxina começa a circular dentro do Corpo. Os 3. Ainda que um cristão venha a cometer algum erro ou pecado, seu irmão membros vivem desconfiados de muitos cristãos, de cujos exemplos eles poderiam não deve falar em detrimento dele. A sua responsabilidade é de ensinar, encorajar ou aprender. E no campo da em vez de investirem contra inimigo, ficam, aconselhar irmão a fim de que este seja edificado. Isto não é nada parecido com a como soldados de olhos vendados, atirando uns nos outros. atitude de "desmontar" o irmão pela maledicência. Mas quando os cristãos evitam a maledicência, todos podem confirmar-se 4. Existem programas de rádio e televisão dedicados à maledicência. Cada mutuamente e edificarem uns aos outros. será mais provável que os membros vez mais, a cultura que nos cerca aceita esse tipo de procedimento. Mas os do Corpo tenham igual cuidado uns pelos outros e expressem, diante do mundo, cristãos, devemos ter muito cuidado com a nossa maneira de falar, especialmente amor e a unidade que Jesus quer. com relação aos filhos do nosso Pai Estudar mais sobre não falar Reflexão pessoal Comparar os mandamentos: Deixem de julgar uns aos outros (Módulo 2); e Quando alguém faz fofoca a meu respeito, quero que isso pare e se apague Edifiquem-se uns outros (Módulo 3). Ver, no Apêndice, estudo das palavras imediatamente! Mas em se tratar de fofoca sobre outro cristão, muitas vezes saboreio gregas katalaleo e katalalia. essa historieta a passo Que ter uma medida para mim e outra para irmão! Que maneira esquisita de assim como Cristo me amou! Onde me encontro? Sei que desobedeci a este mandamento, quando criei ou passei adiante, a Neste Módulo os mandamentos recíprocos são, todos eles, sobre como os seguinte fofoca: [mencionar diante do Senhor, mas não escrever aqui, a maledicên- discípulos protegem o Corpo contra a ea cia e a pessoa afetada por ela]. Já estudei quatro: Creio que Senhor Jesus quer que eu corrija esta situação, fazendo seguin- a. Não tenham uns dos outros te: b. Deixem de uns aos outros Não se uns dos outros d. Não uns dos outros Fortalece-me, Senhor, para te obedecer! Verificando poluição infecção; inveja; falem Valor do mandamento contra a maledicência Novamente se trata de um mandamento essencial à manutenção da saúde do 94 9525 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção Il Os Mandamentos Reciprocos: Uns Outros Os DISCÍPULOS PROTEGEM CORPO CONTRA A POLUIÇÃO E A INFECÇÃO mandamento Toda a Lei se resume num só mandamento: "Ame seu próximo como a si SEGREDO 11 mesmo". Mas se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente 5.14-15). NÃO MORDAM E DEVOREM Definição UNS AOS OUTROS Morder e devorar é mesmo que expressar hostilidade e má vontade para com irmão, por meio de ataques sobre seu caráter, valores, propósitos, crenças ou ações, a fim de estabelecer alguma vantagem ao atacante. Sinônimos: Não fiquem fingindo e criticando Não fiquem agindo como animais, ferindo e prejudicando Observação uns aos outros Este mandamento emprega linguagem pitoresca. Morder e devorar são ativi- dades próprias das feras do gato em relação ao camundongo, do leão em relação ao Introdução etc. É como se Paulo nos dissesse: "Quando vocês tratam desta maneira uns Imagine a cena que tantas vezes se repetia na arena romana: um pe- aos outros, estão deixando de agir como seres humanos, e muito menos, como cris- queno e indefeso grupo de cristãos, repentinamente atacados por esfomeadas feras, diante do cruel e indiferente olhar da multidão nas arquibancadas. As presas tãos!" Por amor a Jesus e ao seu Corpo, a Igreja, devemos prestar muita atenção a este mandamento, a fim de proteger grupo de cristãos contra tão desastroso câncer estraçalham os corpos, as carnes dos nossos irmãos são abocanhadas pelas feras... espiritual. Repugnante? Claro que sim. Mas quanto não seria aumentado o horror da situação, se as feras fossem repentinamente desmascaradas e se revelassem como sendo, na Exemplo negativo: um devorador outros cristãos! Tal foi retrato que Paulo pintou dos cristãos da Galácia, para ajudá-los a Eu mandei à igreja uma cartinha a respeito disto, porém orgulhoso Diótrefes, que gosta de aparecer como lider dos cristãos não admite a minha autoridade entender como eles pareciam aos olhos de Deus, nas horas em que se entregavam a fortes brigas e contendas. problema central das igrejas do Senhor Jesus na Galácia, sobre e se recusa a ouvir-me. Quando eu contarei a você algumas das coisas que ele está fazendo, e as coisas perversas que anda falando a meu respeito, e a era que pessoas de fora tinham chegado e estavam ensinando insistentemente que os linguagem insultuosa que está usando. Ele não somente se recusa a acolher mis- cristãos não-judeus tinham de adotar a circuncisão cerimonial do judaísmo e a guar- sionários em viagem, mas diz aos outros que não e quando eles fazem procu- da da lei de Moisés. Esse legalismo tinha de ser combatido. Mas na hora em que Paulo escrevia ra expulsá-los da igreja (3Jo 1.9-10, NTV). sobre esse assunto, cristãos gálatas não estavam se limitando a debater esse pro- Como isso se aplica a nós? procurando sintonizar o pensamento do Corpo com a vontade daquele que é mandamento que não nos mordamos e nos devoremos uns aos outros, traz Jesus. Deixando de lado a causa em pauta, estavam condenando amarga- mente os defeitos e maneiras irritantes uns dos outros. Dedicando-se a desancar uns consigo, no mínimo, quatro implicações: 1. Os cristãos devem evitar ao máximo, as desavenças e as discussões. Have- aos outros, eles eram incapazes de alcançar qualquer decisão pacífica. rá, é situações em que uns discordarão do pensamento de outros. Haverá mo- Você já notou, provavelmente, como é fácil a mesma coisa acontecer entre mentos em que pensamentos e atitudes de alguém tenham de ser avaliados e serão cristãos de hoje. que começa como uma simples troca de idéias divergentes sobre um ponto de doutrina, uma diretriz administrativa ou um aspecto da conduta dos reconhecidos como falhos. seja qual for a situação, nunca os irmãos deverão membros, passa ao campo das batalhas pessoais. Em vez de atacar os problemas, os rebaixar-se ao nível dos ataques pessoais. Antes, procurem, dentro dum ambiente de membros começam a atacar uns aos outros, como fizeram os midianitas em presença mútuo amor, sujeitando-se uns aos outros, encontrar uma solução que se harmonize com as Existe uma natural tendência, especialmente da parte dos insegu- do pequeno exército de Gideão. Na carta aos gálatas, Paulo adverte sobre 0 perigo desse tipo de procedimen- de querer arrasar aqueles que se opõem ao seu modo de pensar. Mas Deus colo- to. Ele avisa que isto pode resultar na destruição do amor e da e os cou um permanente sinal de "fechado ao trânsito" diante deste modo de proceder: pois a ira do homem não produz a justiça de Deus (Tg 1.20). passos são poucos para a inutilização da própria É que sejamos capa- 2. Os cristãos precisam dar-se conta de que se morderem e se devorarem zes de desencadear, dentro do Corpo que Cristo tanto ama, esta série de males pro- gressivos: mordidas, uns aos outros traz uma séria ameaça à vida da igreja. As mútuas hostilidades podem 96 9725 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção Os Mandamentos Recíprocos: Uns aos Outros resultar na mútua destruição espiritual e emocional dos irmãos. grupo ou igreja 3. Em relação a este mandamento, creio que: (escolha uma) pode ficar sem nada que se pareça com a verdadeira comunhão. É preciso que pare- a. Eu estou evitando satisfatoriamente essa atitude de morder e devo- mos e pensemos sobre a ordem crescente dos prejuízos causados pelos ataques pes- rar, mas Deus quer que eu ajude (quem?) a se desviar de um soais a irmãos: morder, caminho que poderia chegar a essa intensidade de inimizade. 3. Morder e devorar é pecar contra a lei do amor. amor edifica e presta b. Pelo estudo deste mandamento, Deus me mostrou que eu, na minha serviço ao irmão isto é totalmente oposto ao abocanhá-lo. maneira de tratar outros, preciso fazer a seguinte mudança: 4. contexto do mandamento oferece a seguinte lição: cristão que se entre- ga à prática de morder e devorar está satisfazendo os desejos da carne em vez de andar pelo Espírito 5.25). Valor A atividade de morder e devorar pode ser comparado a algumas das obras da valor prático deste mandamento dispensa explicações. Os cristãos são carne mencionadas em As que mais contribuem para hostilizar e rebaixar membros uns dos outros (Rm 12.5). Se eles derem para morder devorar uns aos pessoalmente ao irmão, talvez sejam estas: ódio, discórdia, ciúmes, ira, outros, em certo sentido estarão praticando a autodestruição. É impossível que dissensões, facções e egocentrismo de tudo isso é pavoroso: quem morde e Corpo de Cristo realize devidamente os seus ministérios internos, e tampouco a sua devora os irmãos está procurando os seus próprios interesses, não os do Senhor Jesus tarefa de demonstrar ao mundo amor e a unidade, quando está envolvido em guer- e do seu Corpo, a Igreja. ras internas. Essa infecção é mortifera: ameaça a vida da igreja e torna inacessível alvo Reflexão pessoal de se glorificar a Deus. Mas se a igreja der ouvidos à advertência de Paulo, Corpo 1. Como é possível que um cristão venha a agir como se fosse um animal poderá manter a comunhão e resolver quaisquer problemas de maneira agradável a feroz? Que explicação cada um dos seguintes textos parece oferecer para Cristo, preservando seu testemunho. essa anomalia? (Não copie texto; simplesmente escreva a sua resposta). a. Rm 7.7-25: Estudar mais Comparar que se diz sobre os mandamentos: Sujeitem-se uns aos outros (Módulo Edifiquem-se uns aos outros (Módulo 3); Sirvam uns aos outros (Módulo 4). Ver no (Apêndice) estudo das palavras gregas: dakno, katesthio e analisko. b. 5.16-26: Onde estou? Neste Módulo 2 haverá nove mandamentos sobre "como os discípulos prote- gem Corpo contra a ea Tg 3.13-18: Da lista inteira abaixo, sublinhar aqueles que já foram apresentados: Não tenham inveja Não falem mal Não mintam Deixem de julgar Não mordam e devorem Confessem os pecados 2. Infelizmente, já vi acontecer entre cristãos, as seguintes mordidas e Não se queixem Não provoquem Perdoem-se devorações: conspirar para destruir a confiança dos outros num terceiro Verificando passar de casa em casa para falar mal de alguém poluição Não tenham inveja; Deixem de Não se sempre atribuir motivos ruins a alguém, por qualquer coisa que faça Não falem Não mordam e devorem. mentir descaradamente a respeito de alguém assassinar, em público, caráter de alguém pela expressão do pelo tom da voz e pela escolha das palavras, ódio para com alguém chegar a bater fisicamente em alguém 98 9925 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção Os Mandamentos Recíprocos: Uns aos Outros Os DISCÍPULOS PROTEGEM CORPO CONTRA A POLUIÇÃO E A INFECÇÃO provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros 5.25-26). SEGREDO 12 Observação: contexto do mandamento John em seu livro, An Exposition of the Epistle to the Galatians, pp. NÃO PROVOQUEM UNS AOS OUTROS 313-314, escreve seguinte: "Em GI 5.26 a primeira exortação é que não nos deixemos possuir de Sinônimos: Não irritem uns aos outros vanglória. Vangloriarmo-nos é mesmo que nos gabar de algo que, na reali- Não desafiem uns aos outros dade, não ou então de algo que, embora tenhamos, carece de valor, ou vale muito menos do que pensamos. Para melhor entender a pala- Introdução vra, consulte Fp 2Co Fp 3.3-10. As igrejas da Galácia se Eu não tenho medo de pular daqui até lá em baixo! dividiam entre dois partidos: dos judaizantes, e dos seus oponentes. Os Nem cu! primeiros se gloriavam da sua circuncisão e do maior grau de santidade que Tem medo, sim! julgavam ter alcançado por estarem guardando as leis mosaicas. Gloriavam- Não tenho, não! se, ainda, da honra de serem descendentes de Abraão, pai dos fiéis. Assim sim! agindo, eles se gloriavam de coisas que, na realidade, careciam de valor. Não tenho! partido oposto, por sua vez, estava em perigo de se gloriar da sua Pule, então, para provar que não tem medo! liberdade das restrições mosaicas, e de olhar com desprezo os seus irmãos, Essa conversa infantil (que talvez resulte numa perna é muito como homens de mentalidade limitada. Esta liberdade era, em si mesma, semelhante a certas conversas semi-adultas que levam à quebra de carros, casamen- algo muito mas não um motivo de se gloriarem. Não afinal vidas... Em toda conversa desse tipo, aparecem os seguintes fatores: das contas, a sua principal bênção. reino de Deus consiste, não em comida orgulho inseguro, nem mas na justiça, na paz com Deus: na alegria no Espírito Santo um desafio que a pessoa insegura lança a alguém que pareça constituir (Rm 14.17). Estas, sim, são as bênçãos em que cristão deve gloriar-se. algum tipo de ameaça a Nelas está a verdadeira glória. a reação (muitas vezes insensata) provocada pelo Ora, assim se dirige apóstolo aos dois partidos: Não sejam desafiador espera que a reação leve desafiado a se colocar no campo de vangloriosos. Não se glorie judeu ou judaizante na sua submissão à Lei; contenda em situação de desvantagem, para que resultado seja a alimentação da- nem, tão pouco, gentio na sua libertação da Lei; como se fosse uma ou quele seu orgulho inseguro. outra dessas coisas principal benefício outorgado ao Quem conhece um pouco a nós, os cristãos, sabe que não somos, de maneira Pela razão de gálatas se entregarem à vanglória, surgiam, natural- isentos do orgulho! Em Rm Paulo manda que nenhum de nós tenha de mente, entre eles, contendas ódios: provocando uns aos outros para se si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter. Isto não significa que cristão engalfinharem no campo das discussões. Quando um dizia: "Sou melhor do deva menosprezar a si nem às suas capacidades. Paulo quer dizer, isto que você, porque me submeto escrupulosamente à Lei de Moisés"; e outro que todo cristão deve passar em revista as suas próprias qualidades e retrucava: "Pelo contrário, melhor de nós dois sou eu, porque sou liberto da pensar sobre como melhor aplicá-las para 0 bem-estar e progresso do Corpo de Lei" tais afirmações naturalmente resultavam debates e brigas insensa- Cristo; e pôr-se a servir, com espírito de contentamento e gratidão pelos talentos e tas a respeito de mandamentos. E as contendas, por sua faziam com que dons que Deus subestimar-se não contribui, de maneira alguma, para a o mútuo desagrado se aprofundasse em ódio." glória dAquele que, sendo Pai das luzes, envia, para dentro da vida de cada cristão, boas dádivas e dons perfeitos (Tg 1.17). Definição Mas quando um cristão começa a superestimar-se, julgando-se aquilo que Provocar um irmão lançar-lhe, de modo irritante, um desafio com respeito não é, e dono de capacidades que não grupo todo entra em Desse à sua obra, sua reputação, seu medo pessoal de agir ou suas crenças, com fim de tipo de arrogância e brotam muitas contendas. levá-lo a uma discussão ou competição que rebaixe, e que, por conseguinte, pareça mandamento elevar a situação do desafiador. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos pre- 100 10125 SEGREDOS PARA DERROTAR A CRISE DA COMUNHÃO Seção Os Mandamentos Uns Outros Exemplos negativos: eles provocavam Importante distinção entre provocar e incentivar Não temos a pretensão de nos igualar ou de nos comparar com alguns que se No sentido de desafiarmos 0 irmão de maneira irritante, para trazer à tona recomendam a si mesmos. Quando eles se medem e se comparam consigo mesmos, alguma falha que a discussão torne provocar é proibido ao Mas qual- agem sem entendimento (2Co 10.12). quer um que conhece N.T. sabe que existe um mandamento de incentivarmos ao [P]orque ainda são carnais. Porque, visto que há inveja e divisão entre amor e às boas obras (Hb 10.24). Entre estímulo de Hb 10.24 e 2Co 9.2. e a provo- não estão sendo carnais e agindo como mundanos? Pois quando alguém diz: cação de as diferenças saltam à vista: sou de e outro: "Eu sou de não estão sendo mundanos? (1Co 3.3- 4). e os samaritanos, para dificultar a obra de edificar os muros de a. Quanto à motivação: provocavam e desafiavam constantemente a Neemias (Ne 6.1-14, 19 etc.). provocação estímulo Outro exemplo negativo é desafio, irritante cheio de desprezo, lançado vanglorioso orgulho do desafiador abnegado amor do exortador a Paulo pelos seus próprios filhos na fé, membros da igreja de Corinto: Pois alguns dizem: "As cartas dele são duras e fortes, mas ele pessoalmente não impressiona, b. Quanto à maneira: a sua palavra é desprezível" (2Co 10.10). Esse desafio levou Paulo a reagir, defen- provocação dendo-se de maneira tal, que os seus detratores talvez pudessem gloriar-se de tê-lo feita de modo irritante feita de maneira amorosa forçado a lutar para se proteger dos dardos inflamados da crítica. Paulo foi provocado a escrever palavras como as seguintes: Saibam tais pes- Quanto ao objetivo: soas que aquilo que somos em cartas, quando estamos ausentes, seremos em provocação estimulo quando estivermos presentes. E: Todavia, não me julgo nem um pouco inferior a levar estimulado a um maior envolvimento esses "super apóstolos" (isto é: aos pregadores de outro Jesus ou de evangelho dife- desprestigiar e desanimar desafiado no amor e nas boas obras rente). Eu posso não ser um orador eloqüente; contudo tenho De fato, já manifestamos isso a vocês em todo tipo de situação. Será que cometi algum peca- d. Quanto ao efeito sobre a igreja: do ao humilhar-me a fim de elevá-los...? E continuarei fazendo que faço, a fim de não dar oportunidade àqueles que desejam encontrar ocasião de serem considera- provocação dos iguais a nós nas coisas de que se orgulham (2Co 12). produz divisões edifica e une cada vez mais Corpo (Hb 10.25) Por meio desses exemplos, você deve ter notado claramente que os desafios provocantes são lançados por causa do vanglorioso orgulho humano, e têm como e. Em suma: propósito levar desafiador a uma posição mais gloriosa, por ter rebaixado Aquele que deseja enfraquecer a igreja, provoca, não estimula. Mas aquele que não provoca, está cooperando com Senhor Exemplo positivo: Jesus, que disse: "Edificarei a minha a atitude que não leva a provocações Nós, porém, não nos gloriaremos além do limite adequado, mas limitaremos Minha reação inicial nosso orgulho à esfera de ação que Deus nos confiou, a qual alcança vocês inclusi- 1. Creio que tenho provocado, diversas vezes, a seguinte ve. Não estamos indo longe demais em nosso orgulho, como seria se não tivéssemos diante do Senhor, não escrever aqui, nome] chegado até vocês, pois chegamos a vocês com evangelho de Cristo. Da mesma que me proponho fazer a respeito é seguinte: forma, não vamos além de nossos limites, gloriando-nos de trabalhos que outros fizeram. Nossa esperança é que, à medida que for crescendo a fé que vocês nossa atuação entre vocês aumente ainda para que possamos pregar nas regiões que estão além de vocês, sem nos vangloriarmos de trabalho já rea- lizado em território de outro (2Co 10.13-16). 2. De todos os que devo considerar para incentivá-los ao amor e às boas obras, destaca-se especialmente, neste a seguinte pessoa: 102 103

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