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PROJETO DE VIDA 1Eixo 2Ca de rn o SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 1 21/01/2025 09:46:59 Caro(a) professor(a) e estudante: O Sistema SESI de Educação (SSE) é uma solução abrangente e integrada desenvolvida pelo SESI, com o objetivo de apoiar professores e estudantes por meio de um ecossistema de ferramentas que impulsionam a aprendizagem e auxiliam no desenvolvimento das competências e habilidades da matriz curricular do SESI e das habilidades socioemocionais. Além do livro didático, explore os demais recursos disponibilizados para aprimorar o plane- jamento do ensino, entre eles: os livros paradidáticos disponíveis na Biblioteca Digital, o banco de itens avaliativos alinhados à matriz SESI e os Planos Pedagógicos Integrados (PPIs), com sugestões de sequências didáticas elaboradas por especialistas para cada território do material didático, além dos valiosos subsídios fornecidos pelos relatórios das avaliações do PASSE. O SSE inclui também uma plataforma EaD com trilhas formativas para ampliar ainda mais o repertório de profissionais da educação, apoiando você a se aprofundar ainda mais em nosso sistema. Como se pode perceber, a equipe SESI de Educação está comprometida nessa jornada educacional. Contamos com você para despertar a paixão pelo aprendizado, guiar nossos estudantes na conquista do conhecimento e prepará-los para enfrentar os desafios do futuro e do mundo do trabalho. Aproveite essas ferramentas e recursos para enriquecer ainda mais sua prática pedagógica. Juntos, vamos inspirar o aprendizado e preparar nossos estudantes para um futuro brilhante. SISTEMA SESI DE EDUCAÇÃO SSE SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 2 21/01/2025 09:46:59 • Portal SESI de Educação: Este é o centro de recursos digitais do SSE. No portal, você tem acesso às nossas plataformas, chats, fóruns e a mais de 20 mil recursos digitais. Documentos norteadores, matrizes curriculares, matrizes de avaliação e outros documentos pedagógicos estão à sua disposição para orientar suas práticas. Acesse: http://www.sesieducacao.com.br/. • Planejamento Pedagógico Integrado (PPI): O PPI é uma poderosa ferramenta que lhe oferece sequências didáticas de referência. Elas são integradas aos recursos do SSE e foram criadas para apoiar o seu planejamento. Além disso, você pode desenvolver e compartilhar seus próprios PPIs. • Programa SESI Educação Tecnológica: Este programa é a nossa iniciativa para promover a cultura de inovação nas escolas, utilizando recursos tecnológicos. Disponibilizamos materiais totalmente online para você e os estudantes, com orienta- ções didáticas inclusas. • Programa de Avaliação SESI de Educação (PASSE): O PASSE oferece uma plata- forma avaliativa que inclui um banco de itens para o acompanhamento do desenvol- vimento dos estudantes. Nele, há ferramentas de correção automática de provas e relatórios para avaliações digitais e impressas. • Sistema Adaptativo: O Sistema Adaptativo fornece planos de estudo individualiza- dos e digitais para potencializar o sucesso de cada estudante. Você pode acompanhar os relatórios e enviar trilhas baseadas nas competências e habilidades-chave para o desenvolvimento dos estudantes. • Formação de Professores: Oferecemos mais de 30 trilhas formativas online sobre o SSE, abrangendo todas as etapas de ensino e áreas do conhecimento. • Biblioteca Digital: A Biblioteca Digital do SSE tem uma diversidade de recursos paradidáticos. Você pode escolher entre 12 livros de literatura para cada ano/série, todos gratuitos e digitais. Além disso, a coleção Mundo do Conhecimento dispõe de 16 livros de referência para você e os estudantes. • Material Didático Digital: O SSE oferece, para o Ensino Médio, material didático digital em formato interativo, com simuladores, vídeos e gifs integrados. E mais, você pode receber e acompanhar os relatórios de respostas dos estudantes de maneira totalmente online. SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 3 21/01/2025 09:46:59 HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS SE.EM13.C1.H1 – Ter consciência sobre o que, como e por que apren- der, definindo necessidades/metas e utilizando estratégias/ferramen- tas de aprendizagem adequadas e avaliando o que aprende. SE.EM13.C1.H2 – Ter motivação, responsabilidade e autonomia para aprender, reconhecendo a importância do conhecimento para a vida e para intervir na sociedade. SE.EM13.C1.H3 – Compreender e respeitar valores, crenças e con- textos sociais, políticos e multiculturais que influenciam a produção de conhecimento. SE.EM13.C6.H15 – Compreender o mundo do trabalho desde uma perspectiva global, posicionando-se e agindo nele de forma autô- noma, crítica e com olhar para o bem comum. SE.EM13.C7.H18 – Ter sensibilidade, empatia e indignação frente à injustiças sociais de todas as ordens, de modo a motivar-se e enga- jar-se na transformação socioambiental. SE.EM13.C8.H20 – Analisar situações e planejar antes de agir, refle- tindo sobre suas realizações e utilizando essa compreensão para orientar ações futuras de forma estratégica e consciente. SE.EM13.C8.H21 – Demonstrar consciência coerente e integrada sobre si mesmo, compreendendo como sua identidade, perspecti- vas e valores influenciam a tomada de decisão, de maneira reflexiva e alinhada aos próprios princípios. SE.EM13.C8.H23 – Reconhecer suas emoções e sentimentos, bem como a influência que pessoas e situações exercem sobre eles, mantendo equilíbrio em situações emocionalmente desafiadoras. SE.EM13.C8.H26 – Trabalhar em equipe, planejando, tomando deci- sões e realizando ações e projetos de forma colaborativa. SE.EM13.C8.H31 – Participar ativamente na proposição, implemen- tação e avaliação de solução para problemas locais, regionais, nacio- nais e globais, liderando de forma corresponsável ações e projetos voltados ao bem comum. SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 4 21/01/2025 09:46:59 SUMÁRIO © Sh ut te rst oc k/ cu kl om SENTIDOS E ESCOLHAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 Escolhendo um propósito de vida. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9 Foco e disciplina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 Felicidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 CAMINHOS ENTRE O PRESENTE E O FUTURO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 Conhecimento e desenvolvimento pessoal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Processos de aprendizagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 Como será meu amanhã? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 3 4 Eixo 1: Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 5 21/01/2025 09:47:00 EIXO OLHAR PARA SI Ol de sig n/ Sh ut te rs to ck SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 6 21/01/2025 09:47:00 Guest SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 7 21/01/2025 09:47:01 TERRITÓRIO 3 SENTIDOS E ESCOLHAS Vamos conversar sobre um tema que pode mudar nossas vidas: propósito. Embora possa parecer assustador pensar nisso, juntos descomplicaremos essa ideia. Pude bem cedo conhecer melhor aquela flor, sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não ocupavam lugar nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e já à tarde se extin- guiam. Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde, e o principezi- nho vigiara de perto o pequeno broto, tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá. Mas o arbusto logo parou de crescer, e começou então a preparar uma flor. O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de preparar-se,Vejamos o próximo gráfico: Observando-o, podemos notar que acréscimos no poder aquisitivo estão associados a aumentos da felicidade, porém somente até certo ponto. A partir do momento em que há gastos em excesso ou desnecessários, o dinheiro se torna irrelevante para a felicidade. Então, ao escolher uma profissão, é crucial não apenas considerar o salário, mas também avaliar se a carreira gerará realização pessoal, conforto material mínimo e bem-estar. O autoconhecimento é essencial nesse processo. Uma vez que nos conhecemos e sabemos o que nos faz bem, assim como nossas paixões e valores, podemos fazer escolhas mais “felizes”. Você se lembra do seu ikigai? re al iz aç ão dinheiro gasto sobrevivência conforto luxos suficiente consum o excessivo Renda per capita × felicidade 3,5 mil 12 mil 70 mil fe lic id ad e aumento de renda 27 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 27 21/01/2025 09:47:08 Felicidade e bondade Você sabia que, ao fazermos algo que deixa outra pessoa feliz, também experimentamos felicidade? Estudos mostram que atos de bondade e generosidade podem aumentar o bem-estar emocional de quem os pratica. Experimente e sinta a diferença! No livro A ciência da felicidade, a professora de Psicologia da Universidade da Califórnia (EUA) Sonja Lyubomirsky ensina técnicas para reconhecermos os comportamentos de autoboicote à felicidade, além de estratégias de comportamento para sermos mais felizes. A pesquisadora defende a ideia de que nossa felicidade depende 40% de nosso estado mental e 60%, de fatores sobre os quais não temos controle. Isso significa que podemos ter 40% de chance de interferir ativamente para o aumento de nossa felicidade. • LYUBOMIRSKY, Sonja. A ciência da felicidade: como atingir a felicidade real e duradoura. Campus/Elsevier: Rio de Janeiro, 2008. PARA AMPLIAR Ed ito ra El se vie r COLOCANDO EM PRÁTICA 1. Traga exemplos do que normalmente faz você feliz, quanto dura essa felicidade e o que ela representa para você. Lembre-se de tudo o que vimos e experimentamos até agora. Nossa expectativa é que você já tenha conhecimento suficiente sobre você mesmo para escrever sobre o que é felicidade para você. Ver orientações no Manual do Professor. 2. Agora que escreveu sobre o que é felicidade, vamos compartilhar isso com o restante da classe. À medida que você ouvir o que faz os colegas de classe felizes anote o que eles compartilharem e que você percebe que também lhe trazem felicidade. Registre nas linhas abaixo o que você poderia fazer para deixar os colegas felizes. Ver orientações no Manual do Professor. 28 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 28 21/01/2025 09:47:08 MEU INVENTÁRIO O otimismo, a responsabilidade, a colaboração e a autogestão são habilidades socioemocionais fundamentais para aumentar a felicidade e alcançar nosso propósito de vida. Complete o quadro a seguir com “pouco”, “muito” ou “o suficiente” na primeira coluna em branco (de acordo com sua per- cepção) e com suas propostas de melhoria na segunda (procure escrevê-las de maneira aprofundada, após retomar o que foi discutido no território e refletir sobre seus propósitos). Essa habilidade está presente na minha vida O que vou fazer para incluir ou aumentar isso no meu dia a dia Otimismo Responsabilidade Colaboração Autogestão 29 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 29 21/01/2025 09:47:08 Sh ut te r z /S hu tte rst oc k As gerações atuais precisam se adaptar mais rapidamente às mudanças impulsionadas pelas tecnologias disruptivas, que surgem mais frequentemente em comparação com o ritmo de transformação de 30 anos atrás. TERRITÓRIO 4 CAMINHOS ENTRE O PRESENTE E O FUTURO Neste território, iremos explorar como acontece nosso desenvolvimento pessoal e como ele é impactado pelas mudanças constantes do mundo moderno, no qual as tecnologias disruptivas aparecem e tornam o futuro difícil de prever. As profissões estão se modificando e, consequentemente, surgem alterações no mercado de trabalho. Sendo assim, há uma necessidade de aprendermos de maneira contínua, aproveitando os momentos formais e informais. Adquirimos conhecimento na escola e em cursos extracurriculares, mas também e possível aprender no contato com os outros, por meio do compartilhamento de nossas experiências. Vamos pensar sobre o que é eficaz quando falamos de desenvolvimento pessoal e traçar estratégias para saber o que, de fato, é preciso e quais responsabilidades estão envolvidas. tecnologias disruptivas: são inovações tecnológicas que rom- pem padrões, modelos ou outras tecnologias bem estabelecidas no mercado. Alguns exemplos do passa- do incluem ferramentas e técnicas de agricultura, eletricidade, aviões, linhas telefônicas, entre outros. Na atua- lidade, podemos citar plataformas de streaming, realidade aumentada, educação à distância, entre outras. GLOSSÁRIO Olhar para si30 SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 30 21/01/2025 09:47:09 CONHECIMENTO E DESENVOLVIMENTO PESSOAL Ter muito conhecimento pode ser um problema? Ou o problema é a falta dele? Como ter conhecimento suficiente em um mundo no qual as transformações são constantes? As mudanças rápidas e contínuas em diferentes aspectos da sociedade estão alterando a relação entre aprendizagem e trabalho, tornando esses aspectos, que até pouco tempo aconteciam em etapas separadas, mais conectados do que nunca. Se até algumas décadas atrás bastava estudar e capacitar-se para uma profissão até a aposentadoria, hoje, cada vez mais, há necessidade crescente de atualização. Carreira e aprendizagem estão se tornando inseparáveis, e a curiosidade e criatividade podem ter papéis muito importantes nessa jornada de busca por conhecimento. A curiosidade desperta nosso interesse para entender ou descobrir novos assuntos, podendo voltar-se tanto para nosso crescimento profissional quanto para nossos hobbies, o que alimenta nosso desenvolvimento nas áreas pelas quais temos afinidade. A criatividade pode ser utilizada para dar outro olhar para nossos desafios, permitindo combinar ideias e explorar novos caminhos. Quando você se compromete com seu próprio processo de desenvolvimento, é possível esco- lher se dedicar àquilo que é mais relevante, interessante e importante para você. Sendo assim, há mais disposição para procurar auxílio e colaborações com outras pessoas durante a jornada. Afinal, é você quem estabelece seus objetivos pessoais e profissionais, pois assim será capaz de assumir a responsabilidade pelo processo. Embora muitas vezes imaginemos que o processo de desenvolvimento seja linear, com etapas sequenciais e bem definidas, na realidade ele tende a ser variável, com um avanço não linear. É comum imaginarmos que nossas conquistas são lineares, constantes e progressivas. Entretanto, nossa jornada é marcada por desvios de rota (tanto por nossa própria escolha quanto por influências externas). Por isso, nosso desenvolvimento é composto de altos e baixos, sem seguir uma rota fixa. Como imaginamos que serão nossas conquistas. ONDE ESTOUONDE ESTOU PROGRESSÃO LINEAR NOTA 10 1o LUGAR ONDE ESTOUONDE ESTOU PROGRESSÃO NÃO LINEAR AONDE PRETENDOAONDE PRETENDO CHEGARCHEGAR 31 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 31 21/01/2025 09:47:09 A trajetória de um indivíduo pode quebrar expectativas imediatistas em relação às metas impostas para a realização de projetos de vida. Um exemplo é Daisy Loongkoonan (1910-2018), nascida na região remota da Austrália Ocidental, foi uma importante artista aborígene australiana e matriarca do povo Nyikina. Embora tenha começado a pintar em 2004, aos 94 anos de idade, sua obra rapidamente ganhou destaque na cena artística con- temporânea da Austrália. Loongkoonan produziu cerca de 400 obras durante sua curta, mas impac- tante, carreira artística, sendo amplamente reconhecida como uma das principais artistasindígenas do país. Sua arte é marcada por representações de sua terra natal, utilizando padrões geométricos, como círculos e pontos, que relacionam identidade e pertencimento. Para os aborígenes, sua relação com a terra é algo especial: eles não entendem a terra como posse, mas como algo que define sua identida- de. A artista buscou retratar essa relação em suas obras. BIOGRAFIA Daisy Loongkoonan, frente a algumas de suas obras, na Bienal de Arte Australiana, na cidade de Adelaide, em 2016. • Escolha três personalidades de diferentes áreas (como Ciência, Arte, esportes, política etc.) e pesquise as mudanças significativas que ocorreram em suas trajetórias profissionais, que podem incluir transições de carreira, momentos de grande reconhecimento ou decisões que mudaram o rumo de suas vidas. Depois, escolha uma plataforma digital de sua preferência para montar um esquema visual que descreva essas trajetórias. Certifique-se de incluir os principais marcos de suas carreiras, destacando as datas de transição, desde o nascimento até o momento mais recente (ou final). Verifique, como exemplo, a trajetória do naturalista inglês Charles Darwin, responsável pelo desenvolvimento da teoria da Evolução: • • 1809 – Charles Darwin nasce em Shrewsbury, Inglaterra, em 12 de fevereiro. • • 1825 – Começa a estudar Medicina na Universidade de Edimburgo, mas rapidamente perde o interesse, especialmente por ter aversão a sangue. • • 1828 – Por exigência do pai, que almejava para ele uma carreira como clérigo da Igreja Anglicana, passa a estudar Teologia em Cambridge. Contudo, Darwin acaba se interessando mais pelas ciências naturais do que pelos estudos formais. • • 1831 – Aos 22 anos, embarca no HMS Beagle, com o qual viaja pelo mundo por cinco anos coletando dados que formariam a base de sua teoria da Evolução. NO DIGITAL DA VI D M AR IU Z/ Ge tty Im ag es 32 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 32 21/01/2025 09:47:09 São os desafios que desenvolvem nossas principais competências e geram a necessidade de apren- dizado. Ao nos depararmos com algo que não sabemos fazer, buscamos o que é necessário para superar o obstáculo – seja estudar sobre uma área do conhecimento que não dominamos, adquirir uma habilidade não desenvolvida ou mesmo tomar uma atitude diferente diante de um problema. A combinação de conhecimento, habilidade e atitude para a realização de uma tarefa é o que denominamos competência, resultando em uma maneira diferenciada de cumprir algum objetivo. As competências são formadas com base em um conjunto de elementos: • conhecimento – é o saber adquirido durante a vida, que pode ser construído com base no apren- dizado formal ou informal. No entanto, não significa que, ao saber, seremos capazes de aplicar o conhecimento da maneira necessária em todas as situações; • habilidade – é o saber fazer. Refere-se à capacidade de utilizar os conhecimentos de modo efetivo e imediato na execução de uma tarefa. Desenvolver qualquer habilidade exige tempo e repetição – e errar faz parte do processo de aprendizado; • atitude – refere-se à postura diante dos desafios e das oportunidades, como resiliente, proativa, autocrítica, flexível e criativa. Não se resume ao “querer fazer” por si só, pois inclui aspectos como motivação para finalizar o projeto e abertura para aprender com os erros e obstáculos que surgirem antes, durante e após a atividade. É fato que, muitas vezes, os desafios que enfrentamos para executar algo geram desconforto. No en- tanto, ele é transitório, e todo conhecimento (formal ou informal) vira parte do nosso repertório, que consiste no conjunto de habilidades e saberes que aprendemos durante a vida. Quando temos um resultado bom logo na primeira tentativa, provavelmente isso ocorreu porque desenvolvemos outras habilidades anteriormente que serviram de base para superar esse obstáculo. Entretanto, é importante lembrar que o processo de aprendizagem, o desenvolvimento das compe- tências e nosso desempenho não são lineares, já que envolvem autoconhecimento, tentativa e erro, desconforto, adaptação e repetição. Além disso, nossas atitudes não influenciam diretamente na qualidade da tarefa, mas podem modificar ou destacar nossa relação com as atividades que estamos desempenhando e com as pessoas que se envolvem com elas. Nossa postura diante dos desafios depende de muitos fatores: repertório, saúdes física e mental, contexto social e de desempenho da atividade e seus objetivos (seja por trabalho, lazer, bem-estar da comunidade etc.) e dos interesses pessoais envolvidos. 1. Lembre-se de uma situação em que você teve que aplicar um conhecimento ou uma habilidade que já tinha. Depois, escreva-a em seu caderno. a) Quais elementos do seu repertório você acessou para lidar com essa situação? b) Quais foram os desafios pessoais e circunstanciais identificados? c) Como sua postura contribuiu para a realização dessa tarefa? 2. Sobre mudanças de rotas relacionadas a projetos individuais, pense em uma situação de desen- volvimento pessoal, que pode ser sua ou de pessoas próximas. Registre essa experiência e as ações decorrentes dessas escolhas. COMPREENDENDO CONCEITOS 2. Resposta pessoal. Os estudantes devem relatar uma experiência pessoal ou de alguém próximo, descrevendo como uma escolha ou mudança de percurso impactou o desenvolvimento. Espera-se uma análise das ações tomadas, as razões por trás dessas escolhas e os resultados, valorizando o conceito de desenvolvimento não linear. 1. a) Resposta pessoal. Os estudantes devem identificar quais conhecimentos, habilidades ou experiências prévias eles utilizaram. Espera-se que relacionem sua vivência com o conceito de “repertório”, incluindo habilidades aprendidas ou reforçadas por meio de tentativas anteriores. 1. b) Resposta pessoal. Os estudantes devem refletir sobre dificuldades internas (como insegurança ou falta de confiança) e externas (condições adversas ou falta de recursos). Espera-se uma avaliação consciente sobre como esses desafios impactaram a execução da tarefa. 1. c) Resposta pessoal. É importante que os estudantes conectem sua postura (soft skills) com a realização da atividade. Espera-se que eles mencionem atitudes como resiliência, criatividade, proatividade ou outras que os ajudaram a superar dificuldades, compreender conceitos e processos ou otimizar o resultado. • • 1839 – Publica The Voyage of the Beagle, um relato de sua expedição que aumenta sua fama como naturalista, aos 30 anos. • • 1859 – Aos 50 anos, publica A origem das espécies, após décadas de pesquisa e reflexão, revo- lucionando a biologia e estabelecendo a teoria da evolução por seleção natural. • • 1871 – Publica A descendência do homem e a Seleção em relação ao sexo, expandindo suas teorias evolutivas para incluir a evolução humana. • • 1882 – Darwin morre em 19 de abril, aos 73 anos, e foi sepultado na Abadia de Westminster, Inglaterra. 33 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 33 21/01/2025 09:47:09 Zona de conforto Em nossos estudos, falamos muito sobre os desafios da aprendizagem. No entanto, você já ouviu falar a respeito de zona de conforto? Frequentemente é dito que, para alcançarmos nossos objetivos, precisamos evitar ficar na zona de conforto. Ela nada mais é do que o estado de domínio das competências necessárias para executar uma função ou tarefa. Geralmente, todo processo de mudança desperta uma sensação de insegurança. Em muitos casos, precisamos assumir o risco da mudança, mesmo sem ter o domínio completo para realizar uma atividade nova, ou quando mudamos a maneira de executar uma tarefa para alcançar outro resultado. Em resumo, é muito comum sentir uma instabilidade ao fazer algo pela primeira vez, e isso é uma reação normal. Antes de assumir uma tarefa, avalie seus objetivos, suas competências e as etapas a serem cum- pridas no processo, e disponha-se a sair da zona de confortoao enfrentar novos desafios. Entretanto, assumir riscos não é (e nem deve ser) algo inconsequente. É o que exprime o ditado popular “Não dê um passo maior que a perna”. A consequência de um ato imprudente, incalculado, geralmente é o erro. Assumir um desafio maior do que suas capacidades desenvolvidas até o momento pode fazer parte de uma tentativa válida, mas deve ter limites. Se o risco é muito alto, o prazo é curto e a nova tarefa requer um con- junto de competências de que você não dispõe, negocie novamente os termos ou não assuma essa responsabilidade. Nesse caso, você não entrará em uma zona de desafio, e sim em uma zona de pânico, o que pode comprometer tanto sua saúde mental quanto o resultado da atividade. Alex Bretas e Conrado Schlochauer criaram um método denominado CEP+R, que representa quatro fontes de aprendizagem que se complementam e trazem potência a esse processo. São elas: • C – Conteúdos, que são leituras, vídeos, palestras, aulas, podcasts etc. • E – Experiências, que são situações em que você testa ou vivencia seu aprendizado na prática. • P – Pessoas, que podem ser especialistas, autores, criadores de conteúdo, parceiros ou sim- plesmente bons ouvintes. • R – Redes, que são grupos, movimentos e comunidades dedicadas a seu tema de interesse. Essas zonas são utilizadas para descrever diferentes estados emocionais no processo de aprendizagem e desenvolvimento, possibilitando que as pessoas identifiquem o momento certo para avançar sem se sobrecarregar ou paralisar suas capacidades e, em consequência, afetar negativamente os resultados das ações. O perigo da zona de conforto é a estagnação. No entanto, dominar aquilo que é preciso para executar algo bem-feito não é uma atitude negativa. Ha ro ld M . L am be rt/ Ge tty Im ag es Zona de conforto: domínio confortável das competências para a função, com risco de estagnação. exige aprendizado e desenvolvimento de acontece quando ainda não foram alcançadas as competências demandadas pela atividade, o que pode comprometer o resultado. Zona de pânico: Zona de desafio: ; 34 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 34 21/01/2025 09:47:10 Escolha o que você quer aprender. Para isso, tente responder: Que coisas me interessam neste momento? Onde eu quero estar daqui a dois anos? Se eu pudesse ganhar um novo superpoder, qual seria? Nesse contexto, você também pode escolher algo que está apren- dendo agora. Depois de escolher o que quer aprender, reflita se será necessário desenvolver mais uma habilidade ou adquirir um novo conhecimento. Para você, por que é importante aprender esse novo tema? Após determinar seu desafio, siga as instruções para o preenchimento do quadro a seguir. 1. Liste até três fontes de aprendizagem de acordo com as categorias. Selecione o que incluir ou não na lista, já que é necessário manter o foco para ser efetivo. Sua principal pergunta deve ser: “O que desperta mais minha curiosidade neste momento?”. O campo “Experiências” é diferente dos demais, pois ele é a parte prática do seu aprendizado. Para preenchê-lo, você pode, além de pesquisar experiências que outras pessoas já fizeram relacionadas a seu tema, inventar suas próprias experiências. É impor- tante compreender que intenção é diferente de ação. Por exemplo, “preciso aprender a escutar melhor” é uma intenção. Já uma ação para melhorar a escuta ativa poderia ser tomar algumas atitudes práticas, como ter paciência, prestar atenção enquanto meu interlocutor estiver falando, esperar que ele termine de falar e fazer perguntas que exijam respostas além de “sim” e “não”. Conteúdos 1. 2. 3. Experiências 1. 2. 3. Pessoas 1. 2. 3. Rede 1. 2. 3. Resposta pessoal. Ver orientações no Manual do Professor. COLOCANDO EM PRÁTICA Como verificar fatos e exercer nosso pensamento crítico na internet? Como decidir o que consumir e compartilhar? No mundo digital, geralmente não refletimos sobre o conteúdo que consumimos ou os produtos que compramos. Somos bombardeados por informações sem fontes, opiniões de pessoas não especializadas sobre saúde e bem-estar – como dicas de dieta, estética e curas milagrosas –, filtros com distorção de imagens e, recentemente, também somos expostos ao mau uso das Inteligências Artificiais (geradores de texto e imagem). • Em grupos, escolham um perfil de um influenciador que oferece conselhos ou informações que parecem relevantes, como assuntos de história, meio ambiente, saúde ou bem-estar. Analise criti- camente a formação desse influenciador, o conteúdo do canal, se usa ou não fontes confiáveis e o impacto de suas recomendações. Em seguida, compartilhem as descobertas com os colegas e discutam as diferenças entre conselhos especializados e não especializados. Por fim, anote em seu caderno os principais apontamentos sobre a discussão. Resposta pessoal. Ver orientações no Manual do Professor. TREND 35 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 35 21/01/2025 09:47:10 PROCESSOS DE APRENDIZAGEM No decorrer deste território, exploramos como acontece nosso processo de aprendizagem. Para que seja possível aprender algo novo, precisamos de alguns recursos internos: • protagonismo – refere-se à capacidade de assumir a responsabilidade por suas ações e decisões, evitando responsabilizar os outros; • aprendizagem ativa – refere-se à capacidade dos indivíduos autonomamente buscarem o apren- dizado necessário para lidar com as questões que surgem; • experimentação – refere-se à capacidade de ter abertura mental para aceitar pontos de vista diferentes do próprio e aprender por meio de tentativa e erro; • aceitação – refere-se à capacidade de lidar com as próprias emoções e as dos outros, sejam elas negativas ou positivas; • adaptação – refere-se à capacidade de ajustar-se às mudanças, sem oferecer resistências, demons- trando flexibilidade; • pensamento sistêmico – refere-se à capacidade de entender as interconexões entre as diferentes variáveis e situações, facilitando a compreensão das relações de causa e efeito. Por qual caminho seguir? Como escolhemos? Qual é o melhor caminho para seguirmos? Devo pedir ajuda ou fazer minhas escolhas sozinho? Em diversas situações, temos dúvidas sobre o que e como escolher. Às vezes, esco- lher pode ser um desafio, mas o fato é que tomar decisões faz parte de nosso cotidiano, como o que vestir e comer, aonde vamos, o que faremos etc. Neste momento, vamos falar sobre uma escolha muito importante: a profissão que iremos seguir. É comum que jovens no Ensino Médio sintam insegurança quanto ao caminho a ser seguido na sua jornada profissional. Sejam simples ou complexas, as decisões moldam nosso caminho, e isso é muito visível quando estamos em processo de escolha da nossa profissão. Muitas vezes, nos deparamos com a pergunta: Como escolher o que serei para o resto da vida? Essa dúvida pode ter muitas respostas, mas é impor- tante saber que nossas escolhas são pautadas com base no repertório (composto de conhecimento e autoconhecimento) que temos hoje. É importante fazer uma boa escolha, que seja consciente e faça sentido para cada um, mesmo sabendo que ela pode não ser definitiva. Hoje tomamos uma decisão, mas no futuro não saberemos se ela fará sentido. Isso é fundamental quando consideramos qual profissão seguir: decidir se iremos morar fora do país, pausar nossos estudos, optar por áreas como Psicologia, Jornalismo, Economia, Medicina, Artes Cênicas, Engenharia ou mesmo não cursar uma faculdade. Portanto, o que podemos fazer neste momento é reunir o máximo de informações sobre nossos interesses e nossas aptidões para, então, escolher uma área para estudar e, com base em nossas reflexões, definir a jornada profissional que queremos seguir. Esse é um processo longo, e que está apenas no início. Procurar aconselhamento vocacional de profissionais especializados, como psicólogos, pode auxiliar na escolha dos seus próximos passos para o futuro. TH IE RR Y ZOCC OL AN /G et ty Im ag es 36 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 36 21/01/2025 09:47:10 Uma vez que você tem uma ideia para onde quer se direcionar, pode optar por dedicar parte de seu estudo a uma das áreas de conhecimento, que são divididas em: • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas; • Ciências da Natureza e suas Tecnologias; • Matemática e suas Tecnologias; • Linguagens e suas Tecnologias. A escolha da área de estudo é um momento crucial na vida de qualquer estudante. Para ajudar nessa decisão, é importante fazer atividades que possibilitam explorar os interesses e as habilidades em diferentes campos do conhecimento. Embora as temáticas abordadas na escola sejam muito importantes para sua formação, é impor- tante ter em mente quais habilidades e competências serão necessárias para um melhor desenvolvi- mento no caminho que você deseja seguir. Entretanto, muitas dessas atividades envolvem campos disciplinares de diferentes áreas. Por meio da Bioinformática, por exemplo, são interpretados e armazenados dados biológicos para pesquisas na área da Saúde, identificando sequência de genes que podem causar doenças, aplicando conheci- mentos de Biologia, Informática, Linguagens, Matemática e Filosofia. Da mesma maneira, espera-se que um profissional da área de Direito, como um advogado ou juiz, tenha compreensão de História, Ciências Sociais e Políticas, Linguagens e Filosofia. Yanling Liu, analista de Bioinformática no Advanced Biomedical Computing Center do National Cancer Institute, nos EUA, consegue analisar dados complexos em um dispositivo cujas imagens podem ser usadas para colaborar com a pesquisa sobre câncer. 2012. A Filosofia pode ser considerada uma das bases para as outras áreas, pois oferece fundamentos para o pensamento crítico e provoca reflexões sobre os princípios éticos que orientam tanto o conhecimento quanto a prática da profissão ou atividade – até mesmo em processos artísticos, a Filosofia pode ser explorada para aprofundar questões sobre estética e recepção. Th e W as hi ng to n Po st /G et ty Im ag es 37 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 37 21/01/2025 09:47:10 Reunir conhecimento sobre nossos interesses é um processo contínuo de autodescoberta e ex ploração. A seguir, conheça algumas estratégias que podem ajudar nesse trajeto. O processo de autodescoberta demanda tempo, paciência e disposição para relacionar nossas experiências passadas com aquilo que pode nos fazer feliz. Ao entender melhor nossa vivência e nossos desejos, começamos a identificar áreas com as quais temos maior afinidade, seja no âmbito pessoal ou profissional. Ler e pesquisar aquilo que nos interessa, como consultar livros, artigos, filmes e podcasts bem recomendados e fundamentados, pode ajudar a expandir o conhecimento e a identificar novas áreas de interesse. Participar de projetos variados, sair da rotina e envolver-se em atividades de colaboração com outras pessoas – sejam de áreas completamente novas ou que compartilham interesses – são manei- ras eficazes de nos mantermos em movimento e abertos a novas perspectivas. Ouvir e trocar ideias sobre o progresso de pessoas em diferentes estágios de aprendizagem, iniciantes ou avançados, é um exercício que beneficia a todos os envolvidos. Estabelecer parcerias com colegas pode ser uma ótima oportunidade para colocar em prática um projeto coletivo. A prática constante da autorreflexão nos ajuda a entender nossos próprios limites e oportunida- des de crescimento, enquanto os comentários construtivos de colegas ou profissionais da área nos oferecem uma visão externa sobre nossas capacidades. Além disso, há testes e ferramentas de avaliação que podem ajudar a identificar seus interesses e suas habilidades. Esses testes, geralmente, avaliam traços de personalidade, aptidões e motivações, fornecendo um panorama mais claro sobre quais são suas áreas de interesse. Por fim, é importante lembrar que descobrir e desenvolver seus interesses é um processo contínuo. Por isso, seja paciente e persistente. À medida que experimenta e explora diferentes áreas, você adquire experiência. Reunir conhecimento sobre nossos interesses requer tempo, paciência e disposição para explorar novas possibilidades. Para auxiliá-lo neste processo de reflexão, autoconhecimento e definição inicial de qual área seguir estudando nos próximos anos do Ensino Médio, elaboramos um plano de atividades que irá propor- cionar uma experiência prática e reflexiva, ajudando a identificar suas preferências e aptidões. Escreva em seu caderno para organizar suas ideias. Depois, converse com colegas sobre isto: 1. Quais atividades o fazem perder a noção do tempo? 2. Quais temas despertam sua curiosidade e seu interesse genuíno? Elas são diferentes daquelas que o fazem perder a noção de tempo? Explique. 3. Quais são os recursos que você geralmente utiliza para começar a explorar um novo interesse? 4. Identifique as áreas do conhecimento em que você tem maior facilidade. Depois, identifique aquelas em que você tem maior dificuldade e explique o porquê. 5. Como ouvir comentários construtivos sobre seu desempenho pode ajudá-lo a perceber seus pontos fortes e os aspectos que podem ser desenvolvidos? 6. Você acha importante ser cuidadoso ao tecer comentários sobre o trabalho de outra pessoa? Explique. TREND 1. Resposta pessoal. Os estudantes podem mencionar ler, desenhar, jogar videogame ou praticar esportes. O objetivo é identificar momentos de fluxo, quando eles estão completamente envolvidos na atividade. 2. Resposta pessoal. É esperado que os estudantes pensem sobre temas que lhes despertam curiosidade, como ciência, história, artes ou tecnologia. Eles podem analisar se essas atividades são as mesmas que os fazem perder a noção do tempo ou se existe uma diferença, além de descobrir que, embora sintam curiosidade por um tema, não necessariamente perdem a noção do tempo ao estudá-lo. 3. Resposta pessoal. Os estudantes podem citar recursos como pesquisas na internet, assistir a vídeos educativos, ler livros ou conversar com pessoas que têm conhecimento sobre o tema. 4. Resposta pessoal. Os estudantes devem justificar, com base em suas experiências anteriores, por que existem temas em que têm maior facilidade de aprendizagem. Depois, devem indicar áreas em que encontram maior dificuldade e refletir sobre as possíveis razões, como falta de interesse, dificuldade com o conteúdo ou outro motivo a priori. 5. Resposta pessoal. Os estudantes podem reconhecer que ouvir opiniões construtivas possibilita identificar habilidades que talvez eles não tenham percebido antes e ajuda a visualizar aspectos que podem ser melhorados. 6. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a importância de ser cuidadoso ao dar feedback sobre o trabalho de outra pessoa. Além disso, eles devem considerar como um comentário bem formulado pode ajudar no desenvolvimento, enquanto críticas mal direcionadas podem ser prejudiciais. Muitas pessoas procuram um psicólogo com o objetivo de receber orientação na identificação de seus pontos fortes e suas habilidades. O conceito de “dom” é, muitas vezes, interpretado de forma equivoca- da, pois o que realmente interfere no talento são a prática, as condições externas e as experiências indi- viduais. No vídeo disponível no QR Code, o historiador Leandro Karnal (1963-) discute o conceito de “vocação”, questionando se o talento é algo que vem de nascença ou se é uma habilidade a ser desenvolvida. Ele ressalta que todos têm relações afetivas e experiências prévias (positivas e negativas) sobre um assunto, o que pode facilitar ou dificultar a aprendizagem de um certo tema. PARA AMPLIAR 38 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 38 21/01/2025 09:47:10 1. O objetivo nesta atividade é ajudá-lo a identificar qual é seu estilo de aprendizagem. É fato que somos diferentes, únicos e que, portanto, temos estilos distintosde aprendizagem. Alguns preferem ler; outros precisam escrever para facilitar a absorção do conteúdo. Vamos descobrir o seu estilo? Pontue os grupos de palavras marcando pontos conforme indicado a seguir: • 4 pontos – palavra que melhor caracteriza seu estilo de aprendizagem; • 3 pontos – palavra que segundo melhor caracteriza seu estilo de aprendizagem; • 2 pontos – palavra que terceiro melhor caracteriza seu estilo de aprendizagem; • 1 ponto – palavra que menos caracteriza seu estilo de aprendizagem. Marque cada um dos quatro quadrados usando um número somente uma vez em cada fileira. Depois, some apenas os núme- ros que estão no quadrado em destaque de cada coluna (A, B, C e D). Veja o exemplo a seguir de como cada fileira deve ser preenchida: COLOCANDO EM PRÁTICA A seletivo B C D experienciar envolvido prático receptivo aplicável analítico imparcial sentir analisar idealizar fazer tolerar arriscar avaliar conscientizar intuitivo produtivo lógico questionador abstrato estudo reflexão concreto ação no momento presente futuro pragmático fazer observar conceituar vivenciar confiávelintenso reservado racional Total A Some todos os quadrados em destaque. Total B Some todos os quadrados em destaque. Total C Some todos os quadrados em destaque. Total D Some todos os quadrados em destaque. 1. Prático 2. Experiente 3. Envolvente 4. Discriminativo 39 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 39 21/01/2025 09:47:10 Resultados Agora, você usará os quatro resultados, obtidos na soma dos números das colunas, para chegar ao resultado final, que mostrará o seu estilo dominante. Importante dizer que, mesmo tendo um estilo dominante, podemos aprender de maneiras variadas e transitar por diferentes estilos. Primeiramente, marque, na imagem a seguir, um ponto em cada semirreta representando a soma obtida em cada coluna da página anterior. Por exemplo, se a sua soma na semirreta A foi 15, marque esse número na respectiva semirreta, se na D foi 9, faça essa marcação. Em seguida, utilize uma régua para conectar o valor da semirreta A com a B, da B com a C, da C com a D e da semirreta D com a A. Agora, analise a área compreendida entre cada semirreta. Seu estilo predominante será aquele cuja área é a maior. Procure por uma celebridade ou personagem fictício que você acredita se encaixar no mesmo estilo dominante que você. De- pois, apresente-a para a sala, apontando as vantagens e desvantagens desse estilo dominante. Ver orientações no Manual do Professor. COLUNA A COLUNA C CO LU N A D SENTIROBSERVAR PENSARFAZER 28 26 24 22 20 18 16 14 12 10 8 6 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 66 88 1010 1212 1414 1616 1818 2020 2222 2424 2626 2828 CO LU N A B Colombo Assistiu a navios desaparecerem no horizonte e soube que a Índia poderia ser alcançada navegando para o Oeste. Então partiu e descobriu um novo continente Edison Se perguntou o que poderia ter feito com essa novidade “eletrici- dade” e decidiu descobrir sozinho dentro do seu laboratório. Thoreau Foi para a floresta no Lago Walden e usou sua vivência junto à natureza como funda- mento de seus escritos. Einstein Realizou “experiências concei- tuais” em sua própria mente para elaborar a natureza mate- mática do espaço e do tempo. 40 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 40 21/01/2025 09:47:10 COMO SERÁ MEU AMANHÃ? Para concluir este eixo, iremos refletir sobre o que é exigido de nós em um mundo em transfor- mação, onde as mudanças se acentuam e ocorrem a uma velocidade cada vez maior. Novas tecnologias surgem, rompem padrões e trazem novos hábitos, costumes e valores, que desafiam nossas crenças e a maneira como nos relacionamos com os outros e o ambiente que nos cerca. Essa realidade nova altera nosso olhar, ampliando e modificando até a visão que temos de nós mesmos. Essas transformações demandam mais resiliência e capacidade de adaptação. Desafios da atualidade Ao discutirmos os projetos para o futuro, precisamos considerar os desafios da atualidade no mundo do trabalho, pois são fatores externos que afetam o bem-estar coletivo e individual. Precarização do trabalho A precarização do trabalho é um fenômeno característico da era digital, marcado pelos trabalhos informais, pela falta de proteção social, pela remuneração inadequada em relação ao trabalho reali- zado, com os riscos empregatícios sendo assumidos pelo próprio trabalhador. Por meio de plataformas digitais, que oferecem serviços aparentemente vantajosos ao consumi- dor, o trabalhador é visto como “autônomo”. No entanto, ele está, na realidade, à mercê das regras estabelecidas por essas empresas, sem garantias trabalhistas formais, como férias, seguro de saúde ou jornada definida. A suposta flexibilidade transforma-se em uma armadilha que, em vez de fazer com que o indivíduo “se torne o próprio chefe”, intensifica a exploração. A lógica da economia de plataformas descentraliza responsabilidades que antes eram do empre- gador, como a provisão de equipamentos, a segurança no trabalho e as garantias de salário mínimo. Os custos e riscos são transferidos ao trabalhador, que deve arcar com a manutenção de seus próprios recursos e está constantemente pressionado a manter uma alta produtividade, com o objetivo de obter uma renda, muitas vezes, insuficiente. Essa dinâmica inverte a lógica de direitos conquistados em contextos de emprego no formato tradicional. Outro aspecto importante dessa nova realidade laboral é o impacto psicológico sobre o trabalha- dor. A promessa de autonomia e flexibilidade, propagada pelas plataformas digitais, frequentemente resulta em desgaste emocional, já que o trabalhador se sente preso a uma rotina de estar sempre disponível. A ilusão de ser “dono de si” acaba sobrecarregando o indivíduo, que precisa lidar sozinho com os desafios financeiros, de segurança e até de saúde física e mental que o trabalho impõe. A economia digital, que poderia ser um motor de inovação, muitas vezes representa, parado- xalmente, uma nova face da exploração da mão de obra, evidenciando como as lógicas capitalistas continuam a encontrar formas de adaptar-se para extrair mais lucro às grandes empresas, mantendo a desigualdade social e a precarização do trabalho como pilares desse sistema. Serviços de entregadores de delivery e motoristas de aplicativos, que têm essa ocupação como último recurso ou adquirem-na como forma de suprir a necessidade de suplementar a renda de um emprego paralelo, são exemplos de uma precarização do trabalho na atualidade. Te ro V es al ai ne n/ Sh ut te rst oc k Fo cu s P ix/ Sh ut te rst oc k 41 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 41 21/01/2025 09:47:12 A precarização dificulta a organização coletiva dos trabalhadores. A fragmentação da força de trabalho, aliada ao isolamento geográfico e à lógica de competição individual entre os prestadores de serviço, impede que esses profissionais se articulem de maneira efetiva para reivindicar melhores condições. Sem sindicatos ou redes de apoio, os motoristas e entregadores ficam cada vez mais vulneráveis à exploração desenfreada, sem mecanismos eficientes para resistir à precarização estrutural. Esse fenômeno também está diretamente relacionado à desregulamentação das leis trabalhistas, que possibilita às empresas operar com contratos de natureza civil, o que gera um esvaziamento dos direi- tos sociais dos trabalhadores. Isso é particularmente relevante no contexto brasileiro, em que reformas recentes flexibilizaram ainda mais o mercado de trabalho, como foi o caso da Reforma Trabalhista de 2017, que abriu portas para modalidades contratuais como o trabalho intermitente. O novo modelo proposto faz com que o trabalhador tenha uma remuneração proporcional apenas ao serviço presta- do, o que pode não acontecer na prática. Leia a nota do Senado Notícias sobre a Reforma Trabalhista de 2017. Depois, respondaàs questões. Em vigor desde 2017, a reforma trabalhista (Lei 13.467, de 2017) mudou as regras relativas à remu- neração, plano de carreira e jornada de trabalho, entre outras. A norma foi aprovada para flexibilizar o mercado de trabalho e simplificar as relações entre trabalhadores e empregadores. Os favoráveis à mudança argumentavam que ela seria a esperança de gerar mais empregos. Porém, passado um ano e meio, as expectativas ainda não se confirmaram, de acordo com o consultor legisla- tivo do Senado Eduardo Modena. Segundo ele, a reforma trabalhista, sozinha, não teria a capacidade de melhorar o mercado de trabalho, já que isso deveria estar associado a outros aspectos da economia, que, desde 2014, atravessa um período de baixo crescimento. [...] APROVADA em 2017, reforma trabalhista alterou regras para flexibilizar o mercado de trabalho. Senado Notícias. Brasília, 5 maio 2019. Disponível em: https://curt.link/KcAlB. Acesso em: 4 nov. 2024. Apesar de muitos não enfrentarem pessoalmente essas dificuldades, é importante que todos analisem esses desafios de maneira crítica e consciente, a fim de promover mudanças. A questão vai além de suas experiências pessoais e abrange o bem-estar coletivo, incluindo familiares, vizinhos, amigos e prestadores de serviço com quem vão interagir durante a vida. Em algum ponto, todos desfrutamos desses serviços e precisamos exercitar nossa consciência coletiva ao nos relacionarmos com esses prestadores, seja como clientes ou empregadores. 1. Pesquise as mudanças trabalhistas regulamentadas pela Lei e converse com os colegas sobre as implicações dessas implementações no mundo do trabalho e as questões individuais do traba- lhador. Depois, registre em seu caderno as observações sobre os tópicos a seguir, justificando seus apontamentos. a) Jornada de trabalho. b) Parcelamento das férias de 30 dias em até três vezes no período de 12 meses. c) Possibilidade de trabalho intermitente. TREND a) Resposta pessoal. A reforma permitiu mais flexibilidade na jornada, possibilitando a negociação de horas entre empregador e trabalhador. Isso inclui regimes de jornada parcial e compensação de horas extras por banco de horas, sem necessidade de acordo sindical. Apesar de promover mais opções para algumas categorias, isso também pode gerar abusos, pois o trabalhador se vê forçado a aceitar condições desfavoráveis de trabalho, como jornadas mais longas sem a devida compensação financeira. b) Resposta pessoal. É permitido dividir as férias em até três períodos, sendo que um deles não pode ser inferior a 14 dias. Essa medida visa oferecer flexibilidade tanto para o trabalhador quanto para o empregador. Para o trabalhador, pode ser uma maneira de melhor gerenciar o tempo de descanso. No entanto, a flexibilização pode desvirtuar a função original das férias, que é proporcionar um período contínuo de descanso para recuperação física e mental. c) Resposta pessoal. O trabalho intermitente permite que o trabalhador seja contratado para prestar serviços esporádicos, recebendo apenas pelas horas efetivamente trabalhadas, o que oferece uma nova forma de vínculo legal, mas pode precarizar as condições de trabalho, uma vez que o trabalhador não tem garantias de uma remuneração mínima e sua renda se torna instável. Essa modalidade é vista como vantajosa para os empregadores, mas representa um desafio para a estabilidade financeira dos trabalhadores. Ad ão It ur ru sg ar ai ITURRUSGARAI, Adão. A vida como ela yeah. Precarização do trabalho. Folha de S.Paulo, Economia de Mercado, 16 abr. 2022. Disponível em: https://curt.link/QNsGH. Acesso em: 8 jan. 2025. 42 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 42 21/01/2025 09:47:12 Ao compreender os desafios e as novas dinâmicas, vocês podem agir de maneira mais consciente, buscando soluções que garantam direitos e dignidade a todos. Essa consciência é fundamental para promover mudanças significativas no mercado de trabalho. Vocês têm o potencial de não apenas se adaptarem a esse novo cenário, mas também de liderar transformações que melhorem as condições no mundo do trabalho. Dando a volta por cima Diante desse cenário de incertezas, é natural que erros sejam cometidos e que os tropeços façam parte do percurso. Segundo a sabedoria popular, “é caindo que se aprende a andar”. Os tombos, por vezes, podem ser dolorosos e deixam marcas, mas eles ajudam a nos tornarmos mais resilientes. Os obstáculos que encontramos e as quedas que experimentamos desenvolvem nossa capacidade de seguir em frente, mesmo diante das adversidades, e de nos adaptarmos às mudanças. Seguindo a linha musical deste território, vamos voltar ao século passado, mais precisamente na década de 1960, quando Paulo Vanzolini (1924-2013) escreveu o samba-canção “Volta por cima”, que ficou conhecido pela voz de Beth Carvalho (1946-2019). A expressão “dar a volta por cima” virou sinônimo de superação. Os direitos trabalhistas garantidos em empregos formais incluem uma jornada de trabalho regulamentada, descanso semanal remu- nerado, férias, 13o salário, licença-médica e licença-maternidade, além de seguro-desemprego e contribuições para aposentadoria. No modelo tradicional, o trabalhador se beneficia de proteção contra demissões arbitrárias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a possibilidade de se sindicalizar para garantir melhores condições de trabalho. • Pesquise as particularidades de cada direito trabalhista e, em grupos de três colegas, elaborem um projeto de criação de conteúdo para a divulgação desses direitos em mídias sociais, podendo fazer uso do recurso que preferirem (vídeo, texto informativo ou podcast). NO DIGITAL Ver orientações no Manual do Professor. Leia um trecho da canção “Só os loucos sabem” da banda brasileira Charlie Brown Jr. [...] O impossível é só questão de opinião E disso os loucos sabem [...] O medo cega os nossos sonhos [...] Um homem quando está em paz, Não quer guerra com ninguém ABRÃO, Alexandre Magno. Só os loucos sabem. In: Camisa 10 (Joga bola até na chuva). Charlie Brown Jr. Compact Disc. Sony Music, Arsenal Music: São Paulo, 2009. Faixa: 3 (3min30s). • Converse com os colegas de classe sobre as possíveis interpretações para a canção. De que modo a temática dela pode se relacionar com o que você almeja para seu futuro e o futuro da comunidade em que você está inserido? Explique essas perspectivas em seu caderno. Ver orientações no Manual do Professor. TREND Beth Carvalho, nascida no Rio de Janeiro, foi uma das mais importantes cantoras e compositoras do samba brasileiro. Apelidada de “Madrinha do Samba”, ela teve um papel crucial na revitalização do gênero nas décadas de 1970 e 1980. Beth desco- briu e apoiou muitos artistas, como Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz. Com sua voz marcante e seu amor pelo samba de raiz, lançou grandes sucessos, como “Coisinha do pai” e “Vou festejar”. Confira a performance ao vivo de Beth Carvalho no link a seguir: PARA AMPLIAR M AU RO P IM EN TE L/ Ge tty Im ag es 43 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 43 21/01/2025 09:47:12 Faz parte do processo de desenvolvimento de autoconhecimento que nos perguntemos se, durante nossa vida, usualmente buscamos nossos objetivos ou simplesmente recebemos as oportu- nidades por meio de terceiros (pais, professores e amigos). Caso sua análise indique mais a segunda alternativa, é importante avaliar se sua conduta diante das oportunidades foi mais passiva ou ativa, buscando ir além do básico oferecido. Em um mundo cada vez mais competitivo, é importante adotar uma postura mais proativa. Atualmente, as oportunidades estão mais difíceis de serem encontradas e decodificadas, exigindo iniciativa e flexibilidade para encontrar aquela que combine com seu perfil. Além disso, é necessário esforço, dedicação e resiliência para que você consiga alcançar seus objetivos. Vale lembrar que todos temos qualidades e pontos fracos.Reconhecer nossas vulnerabilidades e oportunidades de desenvolvimento não nos torna menos capazes; pelo contrário, quanto mais nos conhecemos e compreendemos que não temos uma habilidade, mais nos educamos sobre a impor- tância de pedir ajuda e escolher caminhos que nos conduzam ao sucesso. Quanto mais percebemos aquilo em que somos bons, mais chances temos de sermos bem-sucedidos. Superar obstáculos As teorias dos psicanalistas Melanie Klein (1882-1970), austríaca e considerada a pioneira da psi- canálise de crianças, e John Bowlby (1907-1990), britânico que estudou o desenvolvimento infantil e a Teoria do Apego, podem nos auxiliar no entendimento da reflexão sobre superação de obstáculos. Segundo as teorias desses profissionais, após o nascimento, o bebê entende que a pessoa que cuida dele e o alimenta nada mais é do que uma extensão de si mesmo, cuja finalidade é atendê-lo incondicionalmente. Para isso, basta que o bebê acione seu mecanismo de solicitar atenção, que normalmente, nesta fase, é o choro. Na ordem natural do desenvolvimento, essa equação se modifica, e o bebê começa a perceber o responsável por ela como um ser independente, separado dele, e não mais como uma extensão de seu próprio corpo. Na teoria, esse processo se inicia entre o sexto e o oitavo mês de vida, à medida que o bebê aumenta seu nível de interação com outras pessoas e inicia seu processo de diferenciação, ou seja, separação. Ainda em teoria, por volta dos 2 anos, o novo indivíduo se assume como um ser independente, e é quando se estabelece o “eu”. 1. a) Responsável pelos desejos e impulsos inconscientes, como as necessidades básicas e os desejos imediatos. Ele opera de acordo com o princípio do prazer, sem considerar as consequências. 1. b) Mediador entre os impulsos do “id” e a realidade externa, equilibrando os desejos do “id” com as regras sociais e as consequências do real. Pode ser manifestado pela censura e pelo movimento de autocrítica. 1. c) Representa os aspectos relacionados à cultura e à sociabilidade. Comumente é construído na infância e recebe influência das pessoas e instituições que criam a criança e que convivem proximamente com ela, como a escola. Regula os impulsos do “id" e se relaciona a noções de correto ou incorreto, por exemplo. Criança de dois anos aprendendo a ter autonomia na alimentação. Nessa evolução psíquica, as instâncias mentais do bebê se desenvolvem, e ele, que até então só res- pondia ao seu “id”, passa a atender a seu “ego”, que é o mecanismo que equilibra as exigências do “id”, da realidade e do “superego”. 1. Pesquise o significado e as respostas emocionais do funcionamento das instâncias psíquicas “id”, “ego” e “superego". Depois, registre sua pesquisa em seu caderno: a) Id b) Ego c) Superego COMPREENDENDO CONCEITOS Se esse desenvolvimento psíquico acontece dessa maneira, por que, então, é tão comum obser- varmos no chamado “mundo dos adultos”, ou seja, aquele em que os indivíduos já passaram por esse processo de desenvolvimento, um funcionamento de busca da satisfação imediata? Por que os adultos muitas vezes parecem não perceber a realidade ou as circunstâncias do entorno, semelhante a um bebê que chora pelo seio materno, regido pelo “id”? Por vezes, muitos dos indivíduos “maduros” ainda não aprenderam a construir a autonomia, e isso pode se dar pela dificuldade em entender que, neste mundo, somos frutos de nossas escolhas, e escolhas sempre trazem renúncias. Se escolhemos ir por um caminho, significa que renunciamos a outro. Talvez por não suportarem lidar com a perda, algumas pessoas podem atribuir a respon- sabilidade de suas circunstâncias somente a fatores externos, como o ambiente, outros indivíduos (familiares e amigos) ou alguma entidade sobre-humana. Essa perspectiva pode, por vezes, criar um sentimento de impotência. Presos em um ciclo de estagnação, acabam por perder as oportunidades de assumir o protagonismo de suas próprias vidas. Ya vd at /S hu tte rst oc k 44 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 44 21/01/2025 09:47:13 As perdas naturais da infância ensinam que o luto é uma fase transitória e que a superação dessa dor ocorre quando direcionamos nossa energia para um novo caminho ou objetivo. Assim, é melhor investir nossa energia nos ganhos de nossas escolhas e das circunstâncias, e não nas perdas de nossas renúncias. Errar, perder e frustrar-se faz parte natural da vida, e os problemas nos trazem a oportunidade de superação. Então, como diz a canção que já mencionamos anteriormente, que tal levantar-se e dar a volta por cima? Habilidades socioemocionais Nos territórios anteriores, você trabalhou algumas competências socioemocionais. Relembre-as a seguir. • Resiliência – capacidade de contornar obstáculos, persistir mesmo diante de dificuldades e recu- perar-se diante de frustrações ou traumas. • Compromisso com metas – capacidade de perseguir objetivos, utilizando foco e disciplina para traçar metas e construir e executar um plano de ação. • Autogestão – capacidade de saber se organizar, definir prioridade, administrar seus recursos e responsabilizar-se por seus planos e compromissos. • Iniciativa – capacidade de agir de maneira autônoma e proativa, sabendo identificar oportuni- dades, independentemente de demanda externa. • Autoconsciência – capacidade de compreender as próprias emoções, os sentimentos, os pensa- mentos, suas fortalezas e suas oportunidades, bem como o impacto de suas ações no ambiente a seu redor. • Organização – capacidade de planejar e estruturar os recursos de modo a cumprir as metas com eficiência. • Estruturação – capacidade de organizar nossos pensamentos e as atividades que temos que executar, concretizando os planos gerados de maneira sequencial e ordenada. • Explique cada uma das competências socioemocionais utilizando exemplos práticos: COMPREENDENDO CONCEITOS Resiliência Compromisso com metas Autogestão Iniciativa Autoconsciência Organização Estruturação 1. Na Contemporaneidade existem muitas demandas, e, como vimos, as mudanças acentuam-se a um ritmo cada vez mais veloz. Sendo assim, o tempo passa a ser um recurso precioso. Como dar conta de tudo? Reflita: Se seu dia tivesse uma hora a mais, como você a gastaria? O que você faria? Resposta pessoal. Incentivar os estudantes a refletir sobre as atividades do cotidiano e como utilizam seu tempo, seja para lazer, estudo ou para objetivos pessoais. Compartilhe com um colega sua resposta. Elas são parecidas ou não têm relação alguma? Conversem para entender um pouco a vida um do outro e compreender o porquê da resposta. De maneira geral, é comum almejar por uma rotina em que temos mais tempo, mas é algo que não podemos controlar. Mesmo com todas as mudanças a nosso redor, o dia tem 24 horas, e não há como modificar isso. O tempo perdido nunca volta. A única alternativa para isso é administrar bem a maneira como utilizamos nosso tempo. COLOCANDO EM PRÁTICA Ver orientações no Manual do Professor. 45 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 45 21/01/2025 09:47:13 Como vimos no território Minhas escolhas, hoje há muitas opções e meios para preenchermos nossa rotina, e gastar tempo demasiado em escolhas impensadas se tornou comum. Além disso, nosso cérebro conta com mecanismos que tendem a analisar elementos do mundo externo com base em nossas referências e nosso repertório, buscando em nossas experiências al- guma referência para fazer uma interpretação, analisando segundo nossas referências daquilo que já é conhecido. Por isso, nos apegamos tanto àquilo que faz parte de nossa realidade, criando a ilusão de que nossas escolhas têm que dar certo a qualquer custo, pois são as melhores. Para não nos desapegarmos de nenhuma opção, muitas vezes acabamos procrastinando, adiando decisões e evitando escolher aquilo que ainda não conhecemos. Leia, a seguir, algumas dicas para evitar a procrastinação. A dificuldade em estabelecer limitese fazer escolhas cria problemas no estabelecimento de um planejamento. Vamos nos organizar? Veja a diferença entre aquilo que é urgente e importante: 2. Agora liste todas as atividades, separando-as entre importantes e urgentes, que você precisa fazer nos próximos três meses. Em seguida, anote-as em um local onde você pode visualizá-las diariamente. As matrizes “importante” e “urgente” são também conhecidas como a Matriz de Eisenhower (presidente dos EUA de 1953 a 1961). Denominada também de Matriz de Gestão do Tempo, a ferramenta ajuda a organizar as tarefas em quatro categorias: as tarefas a fazer primeiro, as tarefas a agendar para mais tarde, as tarefas a delegar e as tarefas a excluir. Outro conceito importante é o de prioridade. A palavra “prioridade” vem do latim, em que o prefixo prior- significa “antes”. Essa palavra não deveria ser usada no plural, já que sempre haverá algo a ser feito antes dos demais. Quem afirma ter “muitas prio- ridades”, no fundo, não tem nenhuma. Priorizar é a arte de dizer “não”, mas também a arte de aceitar o “não”. Saber ouvir “não” envolve lidar com o sentimento de rejeição e está relacionado a nossa capacidade de flexibilidade. Pessoas que querem que tudo aconteça do seu jeito tendem a se frustrar diante das negativas que recebem. Se for grande, divida. Utilize a operação desliga. Delegue ou cancele. Transforme a tarefa em um compromisso. Imagine o objetivo que existe por trás da tarefa. Tarefas importantes: - contribuem diretamente para o alcance de um objetivo; - são de longo prazo; - são importantes para você; - dão alegria na execução, trazendo resultados positivos. Tarefas urgentes: - têm um prazo de finalização imediato; - podem não ter ligação com a consecução de alguns de seus objetivos; - não têm a ver com felicidade. Ver orientações no Manual do Professor. 46 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 46 21/01/2025 09:47:13 MEU INVENTÁRIO 1. Escreva as seguintes tarefas: a) Qual é sua prioridade para os próximos dois anos? b) O que você vai escolher não fazer para alcançar essa meta? Ver orientações no Manual do Professor. 47 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 47 21/01/2025 09:47:13 © Sh ut te rst oc k/ La bu tin .A rt C 2022. SESI - Departamento Nacional Todos os direitos reservados. Setor Bancário Norte, Quadra 1 - Bloco C, Edifício Roberto Simonsen. 70040-903 - Brasília 2025 | 1a edição Impressão e acabamento: Presidência CNI Antônio Ricardo Alvarez Alban Diretor Superintendente do SESI Rafael Lucchesi Ramacciotti Superintendente de Educação Básica Wisley João Pereira Gerência de Educação Básica Leonardo Lapa Pedreira Coordenação do Projeto Luciana Ribeiro Guimarães Equipe Técnica Edilene Aguiar, Fernanda Cunha e Matheus Lincoln Borges dos Santos Superintendente IEL/NC Paulo Mól Júnior Gerente de Carreiras e Desenvolvimento Empresarial Sarah Saldanha Especialista de Desenvolvimento Industrial Carolina Faust Curador/Advisor Gustavo Henrique Bolognesi Donato Conteudistas Amanda Lomonaco, Andrea Preston Krug e Benito Guidi Revisor Wellington Santos Produção Editorial Direção Executiva Marlon Soares Direção de Operações Polyana Aguida Gerência de Projeto Ciro Bacilla Gerência Editorial Eduarda da Matta Analistas de Projeto Evandro Kieltyka, Paulo Sezerban e Marcella Pamela da Costa Silva Conteudistas Ana Carolina Galvão Appel e Laurene Veras Coordenação editorial Henrique Witoslawski Coordenação de Texto Caroline Bigaiski Coordenação de Revisão Lucia Maria Giehl Coordenação de Audiodescritores Janine Soares Edição de conteúdo Ingrid Schwyzer Edição de Arte Fabíola Castellar (impresso) e Diogo Takeuchi (digital) Equipe de fechamento Lucia Maria Giehl (revisão) e Maximiliano Ernesto Poerner (arte) Iconografia Ana Cláudia Dias, Geovana Pilatti e Juliana de Cássia Câmara Projeto Gráfico e Capas Bruno Palma e Silva Imagens da Capa Sistema Sesi de Educação Ilustrações Técnicas Rafael Chueire FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS Diretoria de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais (DGPE) Presidência Carlos Ivan Simonsen Leal Diretor José Henrique Paim Fernandes Diretor-Adjunto Romeu Weliton Caputo Coordenador Técnico Rita Helena Bröckelmann Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP) (Angélica Ilacqua CRB-8/7057) S623 Sistema Sesi de Educação: Projeto de Vida : 1ª série : 2º bimestre : eixo 1 : caderno 2 / Serviço Social da Indústria. – Rio de Janeiro : Fundação Getúlio Vargas, 2024. ISBN 978-65-83308-19-1 (Livro do estudante) ISBN 978-65-83308-15-3 (Livro do professor) 1. Educação. 2. Ensino médio - Currículos. I. SESI. II. Título. 24-5559 CDD 370 SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 48 21/01/2025 09:47:14 PROJETO DE VIDA MANUAL DO PROFESSOR 2Caderno 1Eixo SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 1 21/01/2025 09:47:14 2 Olhar para si Habilidades socioemocionais SE.EM13.C1.H2 – Ter motivação, responsabilidade e autonomia para aprender, reconhecendo a importância do conhecimento para a vida e para intervir na sociedade. SE.EM13.C7.H18 – Ter sensibilidade, empatia e indignação frente à injustiças sociais de todas as ordens, de modo a motivar-se e engajar- -se na transformação socioambiental. SE.EM13.C8.H23 – Reconhecer suas emoções e sentimentos, bem como a influência que pessoas e situações exercem sobre eles, man- tendo equilíbrio em situações emocionalmente desafiadoras. SE.EM13.C8.H26 – Trabalhar em equipe, planejando, tomando deci- sões e realizando ações e projetos de forma colaborativa. SE.EM13.C8.H31 – Participar ativamente na proposição, implemen- tação e avaliação de solução para problemas locais, regionais, nacio- nais e globais, liderando de forma corresponsável ações e projetos voltados ao bem comum. 3 TERRITÓRIO 3 SENTIDOS E ESCOLHAS INTRODUÇÃO Neste território, introduz-se o conceito de propósito e a importân- cia dele na vida dos estudantes, utilizando uma abordagem acessível e motivadora. O texto introdutório incita a reflexão sobre um trecho do livro O Pequeno Príncipe, de modo a ilustrar as ideias de individu- alidade e propósito. Em seguida, aborda-se o significado de ter um propósito e o fato de que ele pode impactar positivamente as vidas pessoal e social. Depois, são abordadas as habilidades socioemocio- nais e a importância delas nas relações interpessoais. No território, propõe-se também uma reflexão acerca das escolhas – sempre que optamos por um caminho, automaticamente rejeitamos outro. Em seguida, faz-se a distinção entre motivação, foco e disciplina e ressaltam-se seus papeis na realização de objetivos e propósitos. Finalmente, destaca-se a importância do autoconhecimento e da felicidade para que se obtenha êxito na jornada, incentivando a ati- tude de sermos protagonistas de nossa história. Objetivos do território • Conceituar propósito. • Aprofundar o entendimento acerca do propósito de vida e intro- duzir o conceito de propósito transformador massivo (PTM). PROJETO DE VIDA OLHAR PARA SI • Reconhecer a importância do autoconhecimento para o desen- volvimento de habilidades socioemocionais. • Utilizar o ikigai como ferramenta de reconhecimento de propósito. • Relacionar propósito com habilidades socioemocionais. ETAPAS DO TERRITÓRIO p. 8 TREND Pedir aos estudantes que reflitam sobre as características que fazem de uma pessoa alguém admirável, único. Em seguida, orien- tar os estudantes a anotar as conclusões de suas reflexões no caderno para, ao final da atividade, compartilhar suas impressões com a turma. Espera-se que os estudantes desenvolvam essas con- clusões tomando por base a leitura do texto a respeito da obra O Pequeno Príncipe e das qualidades desejáveis nos demais e em nós mesmos – via de regra,qualidades associadas a virtudes e relacionamentos interpessoais. p. 8 BIOGRAFIA Ler a biografia de Saint-Exupéry com os estudantes e perguntar se algum deles conhece a obra do autor. Perguntar se já estão familiari- zados com as frases famosas do livro. É possível também promover um debate acerca da máxima “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Será que somos realmente responsáveis pelo sentimento que o outro desenvolve por nós? O que é responsabili- dade afetiva? E se o outro tem sentimentos por nós, mas é uma pessoa tóxica, somos obrigados a aceitar um relacionamento – de amizade ou romântico – que nos adoece? Sugestões de respostas: Não somos responsáveis pelos sentimen- tos dos demais, que podem estar conectados à experiência individual deles, que não nos diz respeito. Entretanto, termos responsabilidade afetiva significa sermos claros quanto a nossos sentimentos e nossas intenções em relação ao outro. Alimentar sentimentos que não temos a intenção de corresponder é um comportamento inadequado, sig- nificando falta de responsabilidade afetiva. Já o que o outro sente ou pensa por conta própria é responsabilidade dele. Nosso compromisso, nas relações interpessoais (inclusive de trabalho), deve ser sempre com a honestidade e o respeito. Escolhendo um propósito de vida – p. 9 No tópico, explora-se como identificar um propósito que esteja alinhado com os valores e as paixões dos estudantes e apresenta-se o conceito de PTM – que visa a causar um impacto significativo no mundo. Conduzir uma conversa sobre como um propósito de vida pode proporcionar senso de significado, realização pessoal e impacto positivo. Orientar os estudantes a listar problemas globais que os incomo- dam e também suas paixões e habilidades. Depois, podem combinar esses elementos em uma declaração de PTM. Auxiliá-los na formula- ção de PTMs significativos e alcançáveis. SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 2 21/01/2025 09:47:14 3 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si p. 9 NO DIGITAL 1. Promover reflexões com os estudantes tematizando problemas so- ciais que os aborrecem, possíveis causas deles e soluções hipotéticas para resolvê-los. Além disso, sugere-se explorar com eles as habi- lidades que são mobilizadas quando pensamos em soluções para os problemas sociais. Auxiliá-los na redação dos PTMs. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a sociedade, bem como sobre questões relativas à desigualdade e à justiça e listem as questões sociais que mais os preocupam. Em seguida, eles devem relacionar suas paixões e habilidades a estratégias que gerem impacto positivo na sociedade, aplicando a noção de PTM. Finalmente, podem orga- nizar uma atividade prática e factível a ser aplicada na comunidade. PARA AMPLIAR p. 10 Solicitar aos estudantes que assistam em casa ao filme Uma mente brilhante. Pedir que anotem no caderno suas impressões sobre o filme. Questionar se eles conhecem outras narrativas que tratem de ques- tões relacionadas a propósito de vida, superação e saúde mental. Fazer o mesmo exercício em relação ao filme Capitão Fantástico e promover um debate a respeito de como podemos transformar a sociedade estando inseridos em suas estruturas e esquemas econô- micos e culturais. Propósitos e valores – p. 10 Neste tópico, enfatiza-se o fato de que os valores pessoais influen- ciam o propósito, bem como a importância de desenvolver compe- tências e habilidades para atingi-lo. O objetivo é alinhar o propósito transformador dos estudantes com os valores pessoais deles e desen- volver competências necessárias para alcançá-lo. Ler o trecho que trata de competências e habilidades socioemocio- nais e incentivar os estudantes a complementar com mais informações e exemplos pessoais. Encorajá-los a compartilhar experiências e per- cepções próprias relacionadas ao impacto dessas habilidades em suas vidas – podem ser histórias pessoais, exemplos práticos ou insights que tiveram. Essa abordagem não apenas enriquece a discussão, como ajuda os estudantes a internalizar melhor os conceitos ao perceberem como estes são aplicados em diferentes contextos e situações. p. 10 TREND Pedir aos estudantes que revisitem a roda de valores criada ante- riormente e analisar como estes se conectam com os PTMs listados. Guiá-los na identificação das competências necessárias para alcançar o PTM e na avaliação das competências atuais deles. Auxiliá-los a criar um plano de desenvolvimento de competências. Como desdobramento adicional da atividade, organizar a turma em grupos de três integrantes, configurando cada um como uma equipe de consultoria. A dinâmica deve ser conduzida em rodadas, com cada estudante tendo a oportunidade de apresentar suas competências e de receber o feedback dos colegas. Formar grupos de três estudantes, garantindo uma distribuição equilibrada de habilidades e personalida- des. Cada estudante deve dispor de 2 minutos para expor suas com- petências – tanto as fortes quanto as que precisam ser desenvolvidas. Durante essa exposição, os estudantes devem ser o mais específicos possível, destacando exemplos práticos e situações em que utilizaram essas competências. Após a apresentação, os outros dois membros do grupo devem dispor de 5 minutos para fornecer sugestões e feedback. Eles devem se concentrar no aprimoramento das competências fortes, sugerindo formas de fortalecer as competências já desenvol- vidas, como participar de cursos avançados, buscar mentoria ou apli- car essas habilidades em novos contextos. Também devem buscar o desenvolvimento das competências de que eles não dispõem, pro- pondo estratégias para adquirir ou melhorar essas competências, como práticas específicas, leitura de material relevante, participação em workshops ou atividades extracurriculares. A dinâmica deve ocorrer em rodadas, com cada estudante tendo sua vez para expor suas competências e receber feedback. Certificar-se de que todos tenham um tempo igual para falar e receber sugestões. Após todas as rodadas, cada equipe pode compartilhar suas prin- cipais conclusões e estratégias com a turma inteira. Essa etapa ajuda a consolidar o aprendizado e possibilita-lhes aprender com as experi- ências e os feedbacks dos outros grupos. Tal formato não só incentiva o autoconhecimento e a autoavaliação, como promove habilidades de comunicação, colaboração e pensamento crítico. Ao final do exercício, abrir a conversa para a turma toda discutir a importância das habilidades técnicas e socioemocionais, fornecendo exemplos concretos de como elas podem ser desenvolvidas. Anotar os pontos mais relevantes na lousa, de modo que fiquem visíveis e que os estudantes possam tomar notas do que for relevante para eles. Espera-se que os estudantes apliquem as instruções sugeridas e sejam capazes de mobilizar os conceitos trabalhados na roda de valo- res do Território 2, relacionando-os com o próprio PTM. p. 11 TREND Fazer uma leitura da sessão e propor um exercício de reflexão acerca do que são as habilidades e as competências, solicitando exem- plos. Elucidar os conceitos de proatividade, resiliência e ética. Como uma extensão da sessão anterior, auxiliar os estudantes na compreen- são dos conceitos-chave para o próprio PTM, avaliando competên- cias e habilidades de cada um. Espera-se que eles deem continuidade ao exercício de autoanálise, identificando seu PTM e desenvolvendo estratégias para o desenvolvimento das competências nas quais jul- guem haver a possibilidade de maior aproveitamento, listando essas estratégias no caderno. O objetivo nesta atividade é alinhar o propósito transformador dos estudantes com os valores pessoais deles e desenvolver compe- tências necessárias para alcançá-lo. Na seção, tematizam-se o modo como os valores pessoais influenciam o propósito e a importância de desenvolver competências e habilidades para alcançar um PTM. Benefícios de ter um propósito – p. 11 O objetivo neste tópico é explorar os benefícios de ter um pro- pósitoclaro e fornecer exemplos inspiradores de PTMs pessoais e empresariais. Destaca-se que um propósito claro pode proporcio- nar felicidade, motivação, clareza e crescimento pessoal, enfatizando exemplos inspiradores de indivíduos e empresas com PTMs. SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 3 21/01/2025 09:47:14 4 Olhar para si Sugere-se discutir com os estudantes os benefícios do propósito, faci- litando uma conversa acerca das vantagens de se ter um propósito de vida, incentivando os estudantes a compartilhar experiências próprias. Apresentar exemplos de PTMs de figuras históricas e empresas, discutindo como eles impactaram positivamente o mundo. Sugere-se aprofundar os exemplos do Livro do Estudante e pesquisar outros, bem como compartilhar exemplos pessoais ou de pessoas próximas para tornar o conceito mais prático e real. p. 11 NO DIGITAL Entregar folhas no formato A4 para os estudantes ou solicitar a eles que peguem uma folha de seus cadernos. Seguir o passo a passo do Livro do Estudante. Orientá-los a preencher as fatias com cores diferentes, pois isso pode ajudar na identificação de competências diferentes. Como aprofundamento da atividade, propor uma discussão em grupos na qual os estudantes compartilhem, voluntariamente, suas ideias de PTMs e suas rodas de competências para que recebam feedback dos colegas. Recomenda-se não obrigá-los a expor seus registros, pois nem todos têm a mesma facilidade de compartilhar questões pessoais. Assegurar sempre a criação de um ambiente de confiança, no qual não seja permitido criticar, mas apreciar e oferecer ajuda para pensar. Espera-se que os estudantes façam um aproveitamento da seção Trend da página 10, desta vez aplicando a ferramenta da roda de competências de acordo com uma autoavaliação a respeito dos resul- tados das reflexões até aqui. É importante que eles preencham as fatias da roda de competências a fim de visualizar melhor as conclu- sões, os itens faltantes e as metas. Propósitos e habilidades socioemocionais – p. 12 O objetivo neste tópico é desenvolver habilidades socioemocionais essenciais para alcançar um PTM; fomentar a resiliência e a criatividade. O foco, neste momento, está no desenvolvimento de habilida- des socioemocionais como resiliência e criatividade, necessárias para enfrentar desafios e criar soluções inovadoras em direção ao PTM. Sugere-se explicar a importância dessas habilidades e debater o fato de que elas podem ser desenvolvidas por meio do autoconhecimento e da prática. p. 12 TREND 1. Propor exercícios de reflexão sobre momentos difíceis superados e fontes de inspiração para a criatividade. 2. Orientar os estudantes na criação de um mapa mental que conec- te todos os conceitos aprendidos, ajudando-os a visualizar áreas de melhoria. Para facilitar essa atividade, é importante introduzir o conceito de mapa mental, explicando brevemente do que se trata e como pode ser útil para organizar e visualizar informações. Em seguida, exibir o vídeo do YouTube a seguir sobre como criar mapas mentais. Isso ajudará os estudantes a entender melhor o processo e a estrutura de um mapa mental. Uma sugestão de vídeo pode ser acessada pelo link: https://curt.link/pLoGv (acesso em: 7 nov. 2024). Na criação do mapa mental, orientar os estudantes a começar pelo conceito central (por exemplo, “propósito transformador massivo”). A partir do centro, desenhar ramificações para os principais tópicos discutidos (competências, habilidades, atitu- des, valores, recursos pessoais, habilidades socioemocionais). De cada tópico principal, desenhar sub-ramificações para detalhar conceitos específicos, exemplos e conexões. Espera-se que os estudantes façam um exercício de autorreflexão e autoconhecimento, explorando as possibilidades criativas ao seu alcance, a fim de ter uma perspectiva visual, o que ajuda no processo de fixação do conteúdo. Em seguida, eles devem com- partilhar o mapa mental no Padlet e participar de um debate sobre a atividade. p. 13 TREND Os objetivos nesta seção são introduzir o conceito de ikigai e guiar os estudantes na identificação do propósito de vida por meio de refle- xões práticas. Explora-se o conceito de ikigai, que combina aquilo que um indivíduo ama realizar, aquilo que ele faz bem, aquilo de que o mundo precisa e pelo que pode ser pago, norteando uma pessoa na definição de um propósito de vida. Sugere-se iniciar com uma explanação sobre ikigai, explicando o conceito e a relevância dele para a descoberta do propósito de vida. 1. Para a atividade prática, guiar os estudantes na reflexão sobre paixões e habilidades pessoais, necessidades do mundo e possi- bilidades de remuneração. Incentivá-los a experimentar diferentes atividades e a refletir sobre suas experiências para refinar o ikigai. Espera-se que os estudantes façam uma lista de todos os itens solicitados no exercício. Se possível, é interessante que desenhem um gráfico ikigai, à semelhança do apresentado na seção – lem- brando uma flor de lótus na qual as pétalas compõem interseções entre si e com o núcleo, que no gráfico corresponde ao ikigai. Eles devem preencher as fatias do gráfico (“pétalas”) de acordo com os itens presentes na lista produzida. Solicitar aos estudantes que pintem as “pétalas” do gráfico a fim de exercitar e criatividade e obter melhor visualização do ikigai. Minhas escolhas – p. 14 Neste tópico, abordam-se as escolhas e as responsabilidades asso- ciadas a elas. Os estudantes devem ser incentivados a fazer exercí- cios para refletir, repensar e potencializar seus processos de escolha. A ideia é que percebam a necessidade de assumir o protagonismo, ampliando o pensamento crítico para perceber novas possibilidades na tomada de decisão. Será utilizada uma ferramenta sobre motiva- ção para ampliar ainda mais o autoconhecimento, facilitando todo esse processo. Iniciar com a leitura em voz alta, para a turma, do texto de intro- dução. Promover uma discussão inicial. Os objetivos são introduzir, conectar e sensibilizar os estudantes com o tema do território por meio do texto introdutório. SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 4 21/01/2025 09:47:14 5 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si p. 14 BIOGRAFIA Ler a biografia de Rayssa Leal com os estudantes e pedir a eles que reflitam sobre outras personalidades que, como a esqueitista, encon- traram um propósito de vida em atividades extracurriculares e de lazer. Escolher nossas batalhas – p. 15 Neste tópico, dá-se continuidade às reflexões sobre o processo de escolha, introduzindo temas como protagonismo, resiliência, heroísmo e escolhas difíceis. Fazer uma leitura do texto de Renato Essenfelder e promover um debate sobre as impressões que os estu- dantes possam ter tido do texto. Heroísmo e protagonismo – p. 16 Ler o texto introdutório juntamente com os estudantes e pro- mover um debate a respeito de protagonismo e responsabilidade. Auxiliá-los a refletir que todas as nossas escolhas envolvem erros e acertos, e que somos responsáveis pelas consequências de mui- tas das nossas escolhas. Por exemplo, se uma pessoa escolhe jogar videogame em vez de estudar para uma prova, é preciso que ela tenha consciência de que essa escolha envolve o risco de um mau desempenho na avaliação. PARA AMPLIAR p. 16 Neste boxe, pretende-se reforçar a importância da alteridade e do olhar crítico sobre as narrativas que chegam até nós. Ler o texto-base juntamente com a turma e promover um debate sobre alteridade e discurso, chamando a atenção para o fato de que nenhum discurso é isento de ponto de vista. Ressaltar para os estudantes que eles serão protagonistas da pró- pria história, devendo, portanto, atentar para a narrativa que cons- truirão a respeito da própria trajetória. O objetivo neste boxe é fazê-los refletir sobre alteridade e sobre a importância de estarmos atentos às narrativas de sucesso transmiti- das nas redes sociais e aos valores orientados pela lógica do consumo. Eles devem compreender quede preparar sua be- leza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma suas pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor da sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, por- tanto, durara dias e dias. E eis que uma bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia- -se, afinal, mostrado. SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O Pequeno Príncipe. Tradução: Dom Marcos Barbosa. Rio de Janeiro: PocketOuro, 2008. p. 28-29. O trecho da obra O Pequeno Príncipe convida a refletir sobre temas como individualidade, pro- pósito, impacto no mundo e, até mesmo, relações interpessoais. A flor “única” pode ser interpretada como a singularidade e o potencial de cada ser humano. Apesar de a rosa da narrativa de Exupéry ser uma personagem nitidamente vaidosa, a dedicação dela em se preparar para desabrochar pode remeter à importância do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal. A trajetória da flor até revelar sua beleza única exemplifica a jornada de autodescoberta, que nos leva a encontrar nosso verdadeiro propósito. A reflexão final nos desafia a escolher entre uma vida comum e outra com propósito, levando-nos a perceber que ter um propósito é essencial para uma existência significativa. Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto francês. Publicou seu pri- meiro livro, O aviador, em 1926. A obra mais famosa do autor é O Pequeno Príncipe, de 1943, uma fábula infantil para adultos rica em simbolismo e personagens memoráveis. Nascido em Lyon, França, Antoine de Saint-Exupéry desenvolveu desde cedo seu interesse por aviação e literatura. Ingressou no serviço militar e obteve licença de piloto, trabalhado posteriormente como piloto do serviço postal. As experiências que viveu nesse ofício serviram-lhe de inspiração para muitas histórias narradas em seus livros. O escritor faleceu de maneira misteriosa durante uma missão de reconhecimento aéreo em 31 de julho de 1944, mas sua obra continua a encantar gerações. Além disso, frases da autoria de Saint-Exupéry, como “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos” e “Tu te tornas eternamente res- ponsável por aquilo que cativas”, permanecem como reflexões profundas sobre a vida e a humanidade. BIOGRAFIA O Pequeno Príncipe e sua amiga raposa. Tendo em mente as qualidades que você considera positivas nas pessoas individualmente, conver- se com os colegas sobre a seguin- te questão: • O que faz de alguém uma “flor única”? TREND Ol ga A nd ru s/ Sh ut te rst oc k Olhar para si8 SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 8 21/01/2025 09:47:01 ESCOLHENDO UM PROPÓSITO DE VIDA Um propósito de vida é aquilo que projetamos para nossa reali- dade como um futuro desejável e factível. Quando ele está alinhado com nossos valores e interesses, pode impactar positivamente a vida dos demais. Imagine-se escalando uma montanha: O que o motivaria a continuar subindo, mesmo diante de desafios? A res- posta para essa pergunta é justamente o propósito, que transforma quem o alcança. A palavra “propósito” está ligada a projeto ou objetivo e nos convida a refletir sobre o que realmente importa em nossas vidas (valores, paixões, talentos etc.) e como podemos usar esses elemen- tos para fazer a diferença no mundo. Um propósito profundo oferece: • senso de significado – motivo para existir e contribuir para algo maior; • realização pessoal – felicidade e bem-estar proporcionados por um propósito autêntico; • impacto positivo – busca por gerar melhorias na sociedade e no meio ambiente. Um propósito transformador massivo (PTM) é uma declaração de propósito que visa a produzir um impacto significativo no mundo, além dos objetivos pessoais. Vejamos o significado: • propósito – razão de ser que motiva ações e decisões; • transformador – capaz de promover mudanças significativas e duradouras; • massivo – pode impactar muitas pessoas, causando um efeito amplo e profundo. Algumas vezes, somos levados a pensar que as únicas ações de impacto na realidade das pessoas são aquelas inspiradas em grandes realizações, como alistar-se no Greenpeace e sair pelo mundo salvando baleias ou participar de uma competição internacional como forma de chamar a atenção para o problema da fome no mundo. Embora atitudes como essas sejam louváveis, nem todas as pessoas dispõem de condições mate- riais, logísticas ou até familiares para se aventurar dessa forma. É importante lembrarmos que ter um propósito pode ser algo ao nosso alcance e que as transformações decorrentes de nossos objetivos e das causas nas quais nos engajamos não precisam gerar impacto global. O simples fato de empregar- mos tempo, energia e boa vontade com o objetivo de produzir mudanças em nossa comunidade é capaz de provocar mudanças e transformações significativas na realidade de muitas pessoas. Participar de campanhas do agasalho, de coleta e distribuição de alimentos ou de feiras de adoção de animais, por exemplo, é uma iniciativa louvável e cuja logística é mais simples do que integrar projetos filan- trópicos internacionais grandiosos. Ao participarmos de iniciativas voltadas para nossa comunidade, podemos impactar significativamente a vida de pessoas e animais. 1. Levando em consideração o que foi trabalhado até agora, siga estas etapas em seu caderno: I. Liste problemas sociais que incomodam você. II. Em seguida, registre algumas de suas paixões e habilidades. III. Pense em como suas habilidades podem ajudar a resolver os problemas que você anotou. IV. Escreva uma declaração de PTM que combine esses elementos. V. Prepare uma publicação sobre o que você concluiu e divulgue na rede social de sua preferência, convidando seus contatos a participar de uma iniciativa sólida para a comunidade de que você faz parte. Resposta pessoal. Ver orientações no Manual do Professor. NO DIGITAL bl ue cin em a/ Ge tty Im ag es 9 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 9 21/01/2025 09:47:02 Propósitos e valores Para que um propósito seja verdadeiramente transformador, deve estar alinhado com valores e interesses pessoais, pois isso garante autenticidade e persistência. O longa-metragem Uma mente brilhante conta a história de John Nash, um jovem prodígio que, aos 21 anos, formula um teorema – “equilíbrio de Nash”, utilizado no mundo financeiro –, que o torna aclamado no meio acadêmico. No entanto, a vida dele toma um rumo inesperado, pois se vê tendo de lutar contra a esquizofrenia. Após anos de persistência para se recuperar, ele consegue retornar à sociedade e é premiado com o Prêmio Nobel. O filme aborda temas como superação, amor, luta contra doenças mentais e questões relati- vas a propósito de vida e impactos positivos que podemos gerar na sociedade. PARA AMPLIAR Dirigido por Ron Howard e lançado em 2001, o filme Uma mente brilhante é inspirado na biografia do matemático John Forbes Nash Jr. Estrelado por Viggo Mortensen, o filme Capitão Fantástico, de 2016, convida a reflexões complexas a respeito de conceitos como família, valores e sociedade. • Retome a roda de valores pessoais que você produziu no Território 2 e identifique como esses valores se relacionam com seu PTM. Então, ajuste-o para refletir esses valores e anote a nova versão em seu caderno. Resposta pessoal. Ver orientações no Manual do Professor. TREND Para se alcançar um propósito transformador massivo (PTM), é fundamental desenvolver um conjunto específico de competências, habilidades e atitudes. Esses elementos são essenciais para que as tarefas ou funções sejam desempenhadas de maneira eficaz e são a base para os crescimentos pessoal e profissional. Vejamos alguns conceitos importantes relacionados ao PTM: • competências – combinação de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para executar tarefas de maneira eficiente. Englobam aspectos teóricos e práticos e incluem tanto as habilidadesdinheiro é importante, mas que nar- rativas idealizadas e irreais sobre luxo e celebridade não são realistas nem saudáveis para quem deseja elaborar uma trajetória bem-suce- dida e feliz. p. 16 COLOCANDO EM PRÁTICA O objetivo nesta atividade é promover a reflexão sobre como cada um faz suas escolhas e a importância de sermos protagonistas. Antes de conduzir a atividade, recomenda-se que o professor assista ao vídeo sugerido na seção para ampliar ainda mais a discussão. Então, sugerir aos estudantes que também assistam a ele (contudo, não há necessidade de que o vídeo seja exibido em sala de aula). Espera-se que, após assistirem ao vídeo, os estudantes reflitam a respeito de suas decisões e das consequências delas e descrevam o aprendizado que obtiveram. 1. Solicitar a um dos estudantes que leia em voz alta as perguntas. Depois, todos devem responder individualmente em seu material. Ressalte que, se tiverem dúvidas, é importante que sejam esclare- cidas. Se achar necessário, forneça alguns exemplos. Em seguida, organizar os estudantes em duplas e solicitar-lhes que conversem sobre experiências pessoais. Depois, convidá-los a compartilhar com a turma as repostas. Nesse momento, não é obrigatória a participação de todos. Sugere-se deixá-los à vontade para decidir se vão participar da discussão. Fazer contribuições tomando por base as experiências compartilhadas e enfatizando o protagonis- mo e a resiliência. Foco e disciplina – p. 17 Neste tópico, trata-se da diferença entre foco, disciplina e motiva- ção. O objetivo é incentivar a reflexão sobre o fato de que, em algu- mas situações, não será somente a motivação que nos levará ao alto desempenho em uma tarefa. Os estudantes devem compreender que nem sempre realizarão atividades das quais gostam; muitas vezes, terão de desempenhar ações que não os motivam. Ressaltar que o importante, nessas situações, é ter foco e disciplina. Fazer uma leitura do texto-base com os estudantes e promover uma reflexão e um debate sobre o tema. Você pode utilizar as pala- vras de Nuno Cobra, treinador de Ayrton Senna, como inspiração para o debate: Poucos conseguem criar essa esfera emotiva que os faz alavancar para a vida com esplêndida convicção de que podem fazer com ela tudo o que quiserem, e realmente são esses que acabam se des- tacando no cenário mundial dos feitos inacreditáveis, em todas as áreas da atividade humana. É importante que tenhamos nítidos e bem definidos todos os nossos ideais. E o sucesso vem como resultado da prática do fazer. Temos de ter entusiasmo, otimismo e confiança em nosso caminho. COBRA, Nuno. A semente da vitória. Disponível em: https://curt.link/hHYxk. Acesso em: 22 dez. 2024. p. 18 NO DIGITAL 1. Pedir a alguns estudantes que leiam em voz alta o texto introdu- tório e, depois, reflitam sobre as questões fornecidas, anotando as respostas em seus cadernos individualmente. Em seguida, or- ganizar a turma em duplas – preferencialmente diferentes das formadas no exercício anterior – para que discutam suas respos- tas e respondam às questões. Após a discussão, trazer o tema para o grupo e incentivar os estudantes a expor suas conclusões e publicar os resultados na rede social de preferência. Espera-se que os estudantes elaborem as reflexões propostas na atividade e publiquem suas conclusões no Padlet da turma, a fim de que todos compartilhem suas experiências e seus aprendizados. É in- teressante propor um debate entre os estudantes a respeito de suas respostas no mural. p. 19 NO DIGITAL Nesta seção, tem-se por objetivos aprofundar as habilidades socioemocionais – como pensamento crítico, respeito, autonomia e SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 5 21/01/2025 09:47:14 6 Olhar para si autenticidade – e fazer com que os estudantes reflitam sobre a impor- tância de se responsabilizar frente a um erro, a ampliar a capacidade de ver o problema, a se respeitar, a ter uma autoimagem positiva e a cultivar a capacidade de decidir por si, alinhando o sentir com o fazer. • Ler para os estudantes as instruções para escrita de um e-mail ou de uma mensagem de WhatsApp. Explicar que, nesse momento, eles terão a oportunidade de colocar em prática as competências socioe- mocionais e revistar alguma situação que aconteceu fora do plane- jado, pensando de maneira mais ampla, respeitando o que pode ser feito e olhando para a situação de modo mais autêntico e autônomo. Não é preciso que compartilhem a mensagem (a menos que quei- ram fazer isso). Encerrar a prática com perguntas como: • Como foi produzir a mensagem? • Como se sentiram e como estão se sentindo após revisitarem e repensarem a situação? O objetivo é promover um momento em que os estudantes pos- sam repensar situações vividas, tendo a possibilidade de buscar novas respostas por meio do uso das competências socioemocionais. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a própria trajetória e estabeleçam um diálogo consigo mesmos, escrevendo uma mensa- gem de WhatsApp ou um e-mail para si próprios, a fim de disporem de um lembrete a respeito de seus desafios e conquistas até aqui. A atividade se configura como uma espécie de diário, uma poderosa ferramenta de autoreflexão e autoconhecimento, e eles poderão retornar à mensagem sempre que considerarem útil ou necessário. Eu e minhas decisões – p. 19 Neste tópico, introduzem-se os temas profissão e carreira, corre- lacionados com protagonismo, motivação, foco, disciplina, escolhas, habilidades, interesses, autonomia e autenticidade. Quando falamos em protagonismo, a questão do autoconhecimento se torna funda- mental para que possamos imprimir nossa marca em nossos proje- tos pessoais e profissionais. Para o filósofo grego Sócrates, o autoco- nhecimento estava diretamente ligado à observação do mundo e à busca pela verdade. Utilizar o trecho extraído da obra da professora Marilena Chauí para aprofundamento da questão: Sócrates compreende, enfim, que nenhum homem sabe verdadei- ramente nada, mas o sábio é aquele que reconhece isso. O início da sabedoria é, pois, “sei que nada sei”. Se assim é, a inscrição no pórtico do templo de Apolo – “Conhece-te a ti mesmo” – significa que o conhecimento não é um estado (o estado de sabedoria), mas um processo, uma busca, uma procura da verdade. Eis o motivo que leva Sócrates a pra- ticar a filosofia como missão: a busca incessante da sabedoria e da verdade e o reconhecimento incessante de que, a cada conhe- cimento obtido, uma nova ignorância se abre diante de nós. Isso não significa que a verdade não exista, e sim que deve ser sempre procurada e que sempre será maior do que nós. CHAUÍ, Marilena. Introdução à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. v. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 187-188. Em seguida, ler com os estudantes o texto-base e promover um debate. Pedir aos estudantes que respondam em seus cadernos às per- guntas sugeridas. Depois, conduzir a troca entre eles, interligando os temas debatidos e os conceitos que foram aprendidos até aqui – pro- fissão, carreira, habilidades, interesses etc. O objetivo com as questões é iniciar a reflexão sobre autoconhe- cimento e profissão. Fazer perguntas como: • Quais profissões fazem sentido para você? • Suas escolhas foram autênticas? • Nas profissões em que tem interesse, existem atividades de que não gosta muito? Como é isso para você? PARA AMPLIAR p. 20 Se possível, assistir aos vídeos sugeridos juntamente com os estudantes, valendo-se das mídias disponibilizadas pela escola. Em seguida, promover um debate sobre o tema profissões utilizando como pressupostos os tópicos trabalhados até aqui. p. 20-24 COLOCANDO EM PRÁTICA Nesta seção, será aprofundado o tema motivação, possibili- tando aos estudantes, por meio da atividade proposta, ampliar o autoconhecimento. Orientar os estudantes a preencher o quadro com valores de 1 a 6 de acordo com seu nível de concordância com as afirmativas, sendo 1 para a concordânciamais baixa e 6 para a mais alta. Os estudantes devem selecionar 3 itens nos quais foram marcados 6 pontos e, na falta de 6 pontos, escolher itens nos quais foram marcados 5 pontos. Para cada um desses itens, somar mais 4 pontos. Por exemplo, se no item 1 um estudante marcou o valor de 6 pontos, ele deve ser acres- cido de 4 pontos, o que resultará em 10. Essa soma de 4 pontos deve ser feita para cada um dos 3 itens selecionados. Cada um dos itens mais bem pontuados aponta para boas características e, também, vulnerabilidades, pois cada âncora de carreira tem seu contraponto. Espera-se que os estudantes observem, nos quadros das páginas 23 e 24, a correspondência com os dois itens de maior pontuação. Para cada um dos itens mais bem pontuados, os estudantes poderão conferir o atributo, ou seja, a característica positiva, e a vulnerabili- dade correspondente. Felicidade – p. 25 A ciência já comprovou que viver no presente é fundamental para a felicidade. O futuro, ainda inexistente, pode causar angústia, medo e estresse – especialmente quando se pensa nele de maneira excessiva. Da mesma forma, focar o passado, sobretudo se houver sentimento de culpa ou ressentimento, raramente desencadeia emoções positivas. O único tempo realmente existente é o presente, e cultivar a aten- ção plena (mindfulness) ajuda a aumentar o bem-estar e a satisfa- ção com a vida. Estudos mostram que práticas de mindfulness, que envolvem estar plenamente presente e consciente do momento atual, podem reduzir o estresse, melhorar a saúde mental e promover uma sensação duradoura de felicidade. Quando estamos plenamente engajados no agora, somos mais capa- zes de apreciar as pequenas alegrias da vida e de lidar com os desafios SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 6 21/01/2025 09:47:14 7 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si de modo mais eficaz. De acordo com Eckhart Tolle, autor de O poder do agora, a prática da atenção plena e a presença no momento atual podem reduzir significativamente o estresse e aumentar o bem-estar geral. A felicidade é um estado emocional passageiro. Não é possível ser feliz o tempo todo, pois as emoções humanas são naturalmente flutuantes. Como foi mostrado no filme Divertidamente (Inside Out), nossas emoções estão em constante mudança; além disso, cada uma tem um papel peculiar em nossa vida. A tristeza, por exemplo, pode ser tão importante quanto a alegria, pois nos ajuda a lidar com perdas e a valorizar os momentos felizes. Neste tópico, os estudantes devem explorar e compreender o conceito de felicidade de modo pessoal e subjetivo. Sugere-se incen- tivar o autoconhecimento como chave para a felicidade e promover habilidades socioemocionais essenciais, como otimismo, responsabi- lidade, colaboração e autogestão. Além disso, abordar a relação entre dinheiro e felicidade, a importância de viver no presente e a natureza passageira da felicidade. Dicas: • criar um ambiente acolhedor – usar a introdução para incentivar uma discussão aberta sobre o que significa felicidade para cada estudante; • incentivar a reflexão – pedir aos estudantes que pensem em momentos de felicidade em suas vidas e em como esses momentos variam com o passar do tempo; • apresentar trechos das músicas “Felicidade”, de Seu Jorge, e “Felici- dade”, de Gonzaguinha como exemplos inspiradores de otimismo e celebração da vida. p. 26 BIOGRAFIA Neste boxe, o objetivo é preparar os estudantes para uma reflexão acerca do papel social do trabalho e da importância da estabilidade finan- ceira para a manutenção da felicidade. Fazer uma leitura do texto com a turma. Perguntar aos estudantes se algum deles conhece o trabalho da Nath Finanças. Essas reflexões serão aprofundadas no próximo tópico. p. 26 NO DIGITAL O objetivo nesta seção é fazer com que os estudantes reflitam sobre a importância de descobrir o que os faz experimentar a felicidade, como as músicas, que podem influenciar nosso estado emocional. Para melhor fundamentar a premissa da seção, leia a citação abaixo: Os acordes maiores são caracterizados por uma sonoridade “aberta” e brilhante, que muitas pessoas acham agradável e ale- gre. Eles são geralmente usados em músicas com letras positivas e melodia cativante, o que pode reforçar a associação entre acordes maiores e emoções positivas. Uma das razões pelas quais acordes maiores são frequentemente associados a emoções positivas é que estes têm uma estrutura estável, o que significa que, geralmente, estão em harmonia com outras notas na música. Essa estabilidade pode ser percebida como uma sensação de resolução ou conclusão musical, que pode evocar sentimentos de contentamento e satisfação. Como foi experimentado no tópico acima, os acordes maiores têm capacidade de antecipar sensações alegres, e ajudar na leitura e interpretação de cenas, traduzindo o contexto delas a partir do som ouvido, ou seja, o mesmo contexto pode ter sua leitura modi- ficada a partir do uso de um acorde específico. Neste caso, o dos acordes maiores, a significação realizada está diretamente atrelada a emoções e percepções alegres e “solares”, de boa sensação. OLIVEIRA, Ranieri Júnior Barbosa de; LEITE, Vlader Nobre; FLORÊNCIO, Roberto Remígio. Dó, Ré, Mi, Fá sons e sentidos: a leitura musical e uma análise da relação entre letra/música e acordes maiores e menores. Disponível em: https://curt.link/bggmo. Acesso em: 19 dez. 2024. 1. Pedir aos estudantes que criem uma playlist na plataforma de música favorita deles – como Spotify, YouTube ou Apple Music – e compartilhem ali as canções que os deixam felizes. Recomen- da-se, na medida do possível, reproduzir essas músicas para que todos possam ouvir. Espera-se que os estudantes elaborem play lists que possam acessar sempre que precisarem de motiva- ção e também em momentos de descontração. Renda per capita e felicidade – p. 27 Após a leitura dos textos desta seção e a análise dos gráficos pro- postos, perguntar aos estudantes se essas informações fazem sentido para eles. Deixar claro que o conteúdo apresentado está pautado em teorias, que não necessariamente refletem uma verdade absoluta, mas que podem oferecer uma nova perspectiva sobre o que é realmente importante na busca pela felicidade. Incentivar a turma a refletir sobre a seguinte questão: Será que o dinheiro é tudo o que importa? 1. Para a atividade, sugere-se iniciar com uma discussão sobre ri- queza e felicidade. Facilitar um debate acerca das expectativas dos estudantes em relação a esses temas. É importante incentivar a reflexão crítica. Perguntar aos estudantes como as informações apresentadas mudam (ou não) a percepção deles sobre a impor- tância do dinheiro na busca pela felicidade. O objetivo é incenti- var os estudantes a refletir sobre o que realmente os faz felizes e a escrever as próprias definições de felicidade. Felicidade e bondade – p. 28 Pedir aos estudantes que se lembrem da habilidade socioemocional empatia. Incentivá-los a praticá-la ao ouvirem as diferentes perspecti- vas e experiências compartilhadas pelos colegas. Reforçar a importân- cia de compreender e respeitar as emoções e as opiniões dos outros para criar um ambiente de aprendizado mais colaborativo e acolhedor. PARA AMPLIAR p. 28 Ler a sinopse do livro com os estudantes e promover um debate a respeito de técnicas que podem promover a saúde mental e o aumento da felicidade. É sabido, por exemplo, que a prática despor- tiva regular leva à liberação de endorfinas no organismo, gerando sensação de bem-estar e combatendo a ansiedade. Perguntar a eles o que costumam fazer para obter esse tipo de resultado. Explicar a forma como a atenção plena pode aumentar o bem-estar e a satis- fação com a vida. Perguntar a opinião deles a respeito das conclusões de estudos sobre a prática de mindfulness e a relação desta com a felicidade. SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 7 21/01/2025 09:47:14 8 Olhar para si Atividade complementar A seguir, constam algumas dicas quepodem auxiliar na condu- ção desse tema. • Pedir aos estudantes que realizem uma pesquisa em casa sobre o tema. • Conduzir exercícios de mindfulness, como focar na respiração ou na observação do ambiente. • Em seguida, perguntar como foi a experiência e quais sensações ou pensamentos surgiram durante a prática. • Para enriquecer a atividade, sugere-se pesquisar vídeos no YouTube ou programas de podcast com meditações guiadas para executar em classe. Essas ferramentas podem proporcionar uma experiência mais profunda e estruturada de mindfulness, ajudando os estudan- tes a se conectar melhor com o momento presente e a compreen- der os benefícios dessa prática para o bem-estar e a felicidade. • Facilitar uma discussão sobre como estar presente no momento presente impacta a felicidade. p. 28 COLOCANDO EM PRÁTICA 1. Auxiliar os estudantes na reflexão a respeito dos fatores que pro- movem a felicidade e pensar no que faz cada um deles felizes. Compartilhar essas reflexões e enriquecer o repertório da turma a respeito do tópico e do papel das habilidades socioemocionais no aumento da felicidade. 2. Espera-se que os estudantes reflitam sobre as coisas e as experiên- cias que os fazem felizes, em um exercício de autoconhecimento, e que compartilhem suas impressões sobre felicidade, elaborando uma lista de itens que podem contribuir para gerá-la. p. 29 MEU INVENTÁRIO 1. Para encerrar este território, conduzir um exercício de reflexão que mobilize os conceitos de habilidades socioemocionais e pro- pósito de vida (trabalhados na abertura). Esse exercício é impor- tante para a retomada do debate, a fixação dos conceitos e a apli- cação destes como estratégias para o aumento da autoconfiança e do senso de autorrealização em relação ao protagonismo dos estudantes nas próprias trajetórias de vida. Espera-se que, na pri- meira coluna da tabela, eles registrem os conceitos de otimismo, responsabilidade, colaboração e autogestão e atribuam valor numérico para o grau de presença dessas habilidades socioemo- cionais no cotidiano deles. Já na segunda coluna, devem mencio- nar estratégias para aumentar o desenvolvimento, no dia a dia, das habilidades com as quais têm menor familiaridade. REFERÊNCIAS Livros • CHAUÍ, Marilena. Introdução à história da Filosofia: dos pré-socrá- ticos a Aristóteles. v. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. Nesse volume, a filósofa e escritora Marilena Chauí (1941-) apre- senta um estudo didático a respeito da história da filosofia desde suas origens históricas, na antiguidade grega, desde os filósofos pré-socráticos, até Aristóteles. • COBRA, Nuno. A semente da vitória. Disponível em: https://curt. link/hHYxk. Acesso em: 20 dez. 2024. Nessa obra, Nuno Cobra (1938-), palestrante e preparador físico de Ayrton Senna, dentre outros atletas célebres, disserta sobre seu método de preparação para o sucesso de seus pupilos, desta- cando que a mente e o corpo estão conectados no processo para uma jornada bem-sucedida. • LYUBOMIRSKY, Sonja. A ciência da felicidade. Rio de janeiro: Edi- tora Elsevier, 2008. A obra, de autoria de Sonja Lyubomirsky, professora da faculdade de Psicologia da Universidade da Califórnia, traz técnicas de con- figuração mental visando ao otimismo e à manutenção de uma vida mais feliz. • SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O Pequeno Príncipe. Tradução de Dom Marcos Barbosa. Rio de Janeiro: PocketOuro, 2008. Lançado pela primeira vez em 1943 pelo aviador e escritor fran- cês Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe é um clás- sico da literatura universal. Traduzido para mais de 200 idiomas, a obra narra a história de um principezinho e sua jornada em busca de autoconhecimento. • SCHEIN, Edgar H. Identidade profissional. São Paulo: Editora Nobel, 1996. Nessa obra de Edgar Schein, doutor em Psicologia Social pela Uni- versidade de Harvard, encontramos testes de padrões de menta- lidade e comportamento que apontem para inclinações pessoais na carreira profissional. Filmes • Uma mente brilhante Gênero: Drama Direção: Ron Howard Produção: EUA Lançamento: 2001 No filme é narrada a biografia de John Forbes Nash Jr. (1928-2015), um matemático e vencedor do Prêmio Nobel em 1994, diagnosti- cado com esquizofrenia. • Capitão Fantástico Gênero: Drama Direção: Matt Ross Produção: EUA Lançamento: 2016 Estrelado por Viggo Mortensen, no filme é contada a história de uma família que cria uma realidade utópica para si, vivendo isola- dos na floresta, produzindo o que consomem e sem se deixarem influenciar pela cultura do consumo. Quando o pai fica viúvo, eles saem em uma viagem que coloca em xeque seus valores e mostra que algumas escolhas envolvem a exclusão de outras, como o encontro com a alteridade e as práticas sociais que são incompa- tíveis com o isolamento. SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 8 21/01/2025 09:47:14 9Olhar para si PR OJ ET O DE V ID A Habilidades Socioemocionais SE.EM13.C1.H1 – Ter consciência sobre o que, como e por que aprender, definindo necessidades/metas e utilizando estratégias/fer- ramentas de aprendizagem adequadas e avaliando o que aprende. SE.EM13.C1.H3 – Compreender e respeitar valores, crenças e con- textos sociais, políticos e multiculturais que influenciam a produção de conhecimento. SE.EM13.C6.H15 – Compreender o mundo do trabalho desde uma perspectiva global, posicionando-se e agindo nele de forma autôno- ma, crítica e com olhar para o bem comum. SE.EM13.C8.H20 – Analisar situações e planejar antes de agir, re- fletindo sobre suas realizações e utilizando essa compreensão para orientar ações futuras de forma estratégica e consciente. SE.EM13.C8.H21 – Demonstrar consciência coerente e integrada sobre si mesmo, compreendendo como sua identidade, perspectivas e valores influenciam a tomada de decisão, de maneira reflexiva e ali- nhada aos próprios princípios. 4 TERRITÓRIO 4: CAMINHOS ENTRE O PRESENTE E O FUTURO INTRODUÇÃO No Território 4 são abordados os caminhos que conectam o presente e o futuro, destacando o desenvolvimento de habilidades socioemocionais como consciência multicultural, autoconhecimento, empatia e adaptabilidade. No território, propõem-se reflexões sobre mudanças tecnológicas, sociais e culturais e como elas impactam tanto o mundo do trabalho quanto o crescimento pessoal e profissio- nal dos estudantes, abordando as transformações de profissões para ilustrar as exigências do mercado contemporâneo e reforçar a impor- tância do aprendizado contínuo e da responsabilidade individual nas escolhas de vida. São trabalhadas as questões sociais relacionadas ao trabalho na atualidade, oportunizando ao estudante refletir sobre temas como uberização e direitos trabalhistas, alinhando autoconheci- mento ao desenvolvimento de habilidades essenciais para enfrentar os desafios do futuro. Objetivos do território • Promover o conhecimento como desenvolvimento pessoal, espe- cificando as áreas do conhecimento. • Incentivar a autonomia nas tomadas de decisões, evitando a estagnação. • Desenvolver a autoconsciência de responsabilidade do indivíduo sobre as próprias escolhas. • Promover os processos de aprendizagem e a organização do tempo das atividades a médio e longo prazo. • Refletir sobre os desafios da atualidade, reforçando a importância dos direitos do trabalho. • Orientar os estudantes sobre a importância do desenvolvimento contínuo em um mundo em constante mudança, destacando a conexão entre aprendizado e trabalho. ETAPAS DO TERRITÓRIO Abertura – p. 30 Para iniciar o território, explicar como as mudanças tecnológicas impactam as profissões e o mercado de trabalho. Sugere-se utilizar como exemplo os contrastes e as mudanças no jornalismo para evi- denciar o tema aos estudantes. Os jornalistas, tradicionalmente, trabalhavam em redações de jor- nais impressos, escrevendo artigos que seriam publicados em edições diárias ou semanais. A produção de notícias era limitada a mídias como jornais, revistas, rádio e TV, consumidas pelosleitores em horá- rios específicos e canais dedicados. Por exemplo, o jornal impresso só poderia ser adquirido nas bancas de jornais. Frequentemente, a notícia impressa na noite anterior já não era mais atual no momento em que o leitor comprava o jornal e lia as notícias. Além disso, ser jornalista exigia uma série de recursos físicos e procedimentos muito diferen- tes. Era necessário trabalhar para um jornal que decidia se publicaria ou não seus artigos. Dependia-se completamente de uma estrutura física para imprimir e distribuir os jornais. Com o advento da internet, jornalistas agora escrevem para plataformas online e redes sociais, pro- duzindo conteúdo de maneira completamente diferente e indepen- dente, já que não precisam mais depender de um jornal para publicar suas notícias. O consumidor pode acessar as notícias em diferen- tes formatos multimídia (artigos, vídeos e podcasts) em tempo real. A plataforma X (o antigo Twitter), por exemplo, influenciou e con- tinua influenciando a economia e a política, sendo uma plataforma de divulgação de informações de maneira imediata. As competências necessárias para ser um jornalista também mudaram muito. Com a Inteligência Artificial, pode ser muito mais ágil escrever um artigo. Por outro lado, o jornalista de hoje precisa entender de marketing digital, saber indexar sua notícia, usar as pla- taformas online e dominar outros recursos que não existiam há 20 anos. Obviamente, isso tem prós e contras. Enquanto todos podem se tornar jornalistas e divulgar notícias sensíveis e importantes (reco- mendamos que pesquise sobre o caso WikiLeaks para exemplificá-lo aos estudantes), há também um enorme problema relacionado às fake news. Se antes os jornalistas e jornais eram obrigados a embasar suas notícias com fontes, dados e referências, hoje qualquer pessoa pode escrever sobre algum assunto sem que sua produção passe por um processo de aprovação e comprovação das fontes. Para enriquecer a discussão, solicitar aos estudantes que pensem em outros exemplos das mudanças estruturais no mercado de tra- balho. Para tal, sugere-se seguir as dicas: Utilizar outros exemplos atuais de profissões que se transforma- ram com a tecnologia. Incentivar os estudantes a compartilhar suas experiências de aprendizado fora da escola, sobre as coisas que aprenderam e apren- dem na internet, no YouTube e nas redes sociais. Por exemplo, é pos- sível aprender a tocar um instrumento musical em casa sem ter que pagar por aulas particulares. Conhecimento e desenvolvimento pessoal – p. 31 Para iniciar a conversa sobre conhecimento e desenvolvi- mento pessoal, é necessário, primeiramente, desconstruir a ideia de SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 9 21/01/2025 09:47:14 Olhar para si10 desenvolvimento linear e previsível, frequentemente idealizada pelos estudantes, demonstrando que os processos de crescimento pessoal e profissional envolvem etapas não lineares. Essa jornada pode incluir desvios, desafios e momentos de reavaliação, seja por escolhas indi- viduais ou fatores externos. No papel de educador, o professor deve criar condições para que os estudantes desenvolvam autonomia no processo de aprendizagem, reconhecendo que cada etapa pode apre- sentar oportunidades de crescimento, mesmo que não seja um cami- nho previamente traçado. Ao orientar os estudantes nesse processo, reforçar a importância da autoavaliação e da busca por colaboração. Encorajar a formação de redes de apoio e trocas de experiência contribui para que os estudantes ampliem suas visões e seus recursos durante sua traje- tória. É igualmente importante que eles compreendam que, embora tenham liberdade para definir seus objetivos, também assumem a responsabilidade pelos seus próprios desenvolvimentos. Outro objetivo neste tópico é incentivar a reflexão sobre a rela- ção entre o aprendizado contínuo e a constante transformação do mundo do trabalho, promovendo o autoconhecimento, bem como os desenvolvimentos pessoais e profissionais dos estudantes. A sociedade atual exige que os indivíduos estejam sempre atentos às mudanças e em processo contínuo de aprimoramento. Os desen- volvimentos pessoal e profissional estão interligados, e é preciso cul- tivar a curiosidade e o desejo de aprimorar-se constantemente. Nesse sentido, segundo uma frase atribuída a Albert Einstein: “Uma mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará a seu tamanho original.” Esse pensamento propõe uma reflexão sobre o impacto transforma- dor do aprendizado durante vida. É importante destacar que o mundo do trabalho está em cons- tante transformação, e novas profissões, como o neuromarketing, emergem em resposta às demandas contemporâneas. Há 25 anos, essa profissão sequer existia, o que evidencia a necessidade de adap- tação contínua. Perguntar aos estudantes se eles já ouviram falar sobre essa profissão, pois isso pode ser um ponto de partida interessante para explorar a importância de acompanhar as mudanças e de estar preparado para novas oportunidades que surgem. A construção de competências profissionais passa pelo desen- volvimento do autoconhecimento e da capacidade de se adaptar a novos desafios. Esse processo envolve não apenas o conhecimento técnico, mas também o desenvolvimento de habilidades e atitudes que possibilitem ao indivíduo responder às exigências do mercado de trabalho com flexibilidade e inovação. Competências como essas são desenvolvidas com experiências que integram desafios práticos e exigem o uso combinado de conhecimento, habilidades e atitudes. Ao apresentar os conceitos de conhecimento, habilidade e ati- tude, é essencial demonstrar como esses três elementos interagem para garantir um desempenho eficaz. O conhecimento é a base, for- necendo a informação necessária; as habilidades possibilitam aplicar esse conhecimento de maneira prática; e a atitude envolve a postura e a motivação necessárias para enfrentar os desafios e buscar solu- ções criativas. Na prática, esses conceitos podem ser exemplificados da seguinte maneira: um profissional que atua no marketing digital precisa ter o conhecimento técnico sobre ferramentas e estratégias; desenvolver a habilidade de aplicá-las em campanhas específicas; e manter uma atitude proativa e aberta a inovações tecnológicas. Esse conjunto integrado possibilita um desempenho de alta qualidade. p. 32 BIOGRAFIA O exemplo de Daisy Loongkoonan é extremamente relevante para discutir trajetórias de vida e etarismo, pois demonstra como é pos- sível iniciar uma nova fase de realizações significativas em qualquer idade. Loongkoonan nos lembra que os limites impostos pelo eta- rismo não devem determinar o valor ou a possibilidade de contri- buição de uma pessoa. Ao contrariar expectativas e redefinir o que é possível na velhice, ela destaca que, em qualquer etapa, é possível cultivar um legado que reverbere na sociedade e que transforme per- cepções, especialmente em uma cultura que frequentemente subes- tima a capacidade das pessoas idosas. Loongkoonan utilizava uma técnica de pintura pontilhista, criando composições vibrantes que retratavam elementos como alimentos nativos e paisagens ao redor do rio Fitzroy, chamado pelo seu povo de Mardoowarra. Suas pinturas eram construídas por meio de grades hipnóticas de pontos vibrantes e linhas espalhadas, em que contrastes intensos de texturas e cores eram pontuados e aplicados um sobre os outros, gerando uma sensação de profundidade. As pinturas da artista frequentemente incorporam representações de bush tucker – alimentos tradicionais como wirrban (cebolas selvagens), koongkara (conkerberry) e magabala (banana-do-mato). Solicitar aos estudantes que pesquisem as obras de Loongkoonan na internet e as especificidades de suas produções: por exemplo, para as tintas, a artista, frequentemente, utilizava matéria-prima do local onde morava. p. 32-33 NO DIGITAL 1. Ao orientar a realização desta atividade, é importante destacar que o objetivo é permitir que os estudantesexplorem trajetórias profissionais diversificadas, analisando como mudanças e deci- sões influenciam o curso de uma carreira. Na atividade propõe-se a escolha de três personalidades de áreas distintas, oferecendo aos estudantes a oportunidade de reconhecer as transições e os marcos que moldaram essas trajetórias. Isso também os incentiva a refletir sobre a imprevisibilidade da vida profissional e como momentos decisivos podem redefinir completamente a atuação de uma pessoa em seu campo. Utilizando uma plataforma digital para organizar as informações, os estudantes poderão visualizar cronologicamente as mudanças em cada trajetória, conectando os marcos históricos com a evolução das personalidades esco- lhidas. A plataforma selecionada deve facilitar a criação de um esquema, ajudando-os a destacar as principais datas e decisões que impactaram a vida dessas figuras. É relevante sugerir que, ao pesquisar, os estudantes busquem identificar não apenas os sucessos dessas personalidades, mas também os desafios enfrentados por eles e como cada transição contribuiu para a evolução profissional dessas pessoas. SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 10 21/01/2025 09:47:14 11Olhar para si PR OJ ET O DE V ID A p. 33 COMPREENDENDO CONCEITOS Para orientar esta atividade, é importante guiar os estudantes na reflexão sobre as competências que utilizam e desenvolvem em situ- ações do cotidiano. Nesta atividade, tem-se como objetivo ajudar os estudantes a compreender o papel das competências e atitudes na superação de desafios e no desenvolvimento pessoal e profissional. As soft skills referem-se às competências comportamentais e socioe- mocionais que influenciam a maneira como os indivíduos interagem no ambiente de trabalho e na sociedade. Diferentemente das hard skills, que são habilidades técnicas específicas, as soft skills englobam aspectos como comunicação eficaz, inteligência emocional, adapta- bilidade e resolução de problemas. A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Fórum Econômico Mundial têm destacado a importância dessas habilidades para o pro- fissional do futuro. Zona de conforto – p. 34 As zonas de conforto, desafio e pânico são conceitos utilizados para ilustrar diferentes níveis de conforto e dificuldade que os estu- dantes podem enfrentar. No entanto, é importante destacar que esses limites não são fixos e variam de acordo com o indivíduo, sendo influenciados por fatores como saúde mental, contexto social e cir- cunstâncias externas. O que pode ser um desafio para uma pessoa pode parecer inatingível para outra. A compreensão dessas zonas ajuda a ilustrar que, muitas vezes, o desconforto faz parte do processo de aprendizagem e desenvolvimento, mas o equilíbrio é necessário para evitar o pânico ou a paralisia. Ao abordar essas zonas, é importante lembrar que elas não são barreiras rígidas, e sim representações para que cada um possa iden- tificar seus próprios limites e avançar de maneira progressiva. Para ilustrar os conceitos abordados, sugere-se utilizar exemplos de situações em que sair da zona de conforto teve benefícios. Também convém perguntar se teríamos todas as tecnologias, todos os servi- ços e todos os produtos que usamos hoje se, no passado, as pessoas que contribuíram para tudo isso tivessem ficado em suas zonas de conforto. O Facebook, o YouTube e a Uber existiriam se as pessoas que os desenvolveram tivessem ficado em suas zonas de conforto? Teríamos os celulares e a internet? Teríamos os avanços na medicina? p. 35 TREND 1. O objetivo nesta atividade é promover a habilidade de verificar informações e desenvolver um pensamento crítico em relação ao conteúdo consumido no ambiente digital, o que inclui reco- nhecer o que é uma fonte confiável e entender como identificar a qualidade das informações apresentadas. A atividade está re- lacionada às competências trabalhadas até agora, e o estudante poderá analisar as competências dos criadores de conteúdo que consome, avaliando: conhecimento, saber fazer, atitude frente às possíveis críticas ou resposta dos internautas. Quais são as com- petências? O que essas pessoas fazem está além de suas compe- tências? Como perceber isso? Qual é o propósito de consumir algo não confiável? Perguntar aos estudantes se o influenciador utiliza frases como “especialistas apontam” sem citar nomes ou sem fornecer detalhes sobre a fonte de informação – esses dados podem estar no próprio vídeo ou em sua descrição. Uma menção vaga, sem dados verificáveis, dificilmente é uma base sólida para informações confiáveis. Embora influenciadores famosos ou auto- res de best-sellers possam parecer fontes de informação confiáveis, o importante é entender a diferença entre popularidade e rigor científico. A popularidade nas redes sociais ou nas listas de vendas indica apenas que o conteúdo tem grande alcance e aceitação do público comum, e são consequência de uma boa estratégia de marketing, mas não apresentam, necessariamente, credibilidade ou rigor na apresentação dos fatos. Essa situação é complicada, pois os influenciadores e autores podem não ter formação espe- cífica ou não citar fontes confiáveis, espalhando desinformação, o que pode ter consequências muito sérias. Orientar os estudantes a refletir sobre o impacto das recomen- dações do influenciador, indagando: “As informações podem influenciar comportamentos de maneira saudável e informada ou podem estar reforçando desinformação?”. Esse exercício ajuda a distinguir os conteúdos seguros dos danosos. p. 35 COLOCANDO EM PRÁTICA 1. No exercício CEP+R tem-se por objetivo orientar os estudantes a identificar suas fontes de aprendizagem. Para aprofundar o tema, descrever cada elemento do método CEP+R: Conteúdos, Experiên- cias, Pessoas e Redes, a fim de ajudar os estudantes a preencher o mapa CEP+R com fontes relevantes para seu aprendizado. Exempli- ficar como preencher cada quadrante do mapa, dando o exemplo da profissão de professor. Preparar este exercício com antecedência e compartilhar com os estudantes como deve ser preenchida cada parte e o motivo. O professor pode continuar usando o exemplo do jornalista, já que pode ajudá-los a compreender melhor como realizar o exercício. Ao final do exercício, incentivar os estudantes a compartilhar suas escolhas e justificá-las para a turma. Para aprofundar o tema, orientar os estudantes a assistir ao TED de Richard Turere (assistir previamente para excluir partes inde- sejadas): Minha invenção estabeleceu a paz com os leões, no link: https://curt.link/VMEhl (acesso em: 5 nov. 2024). Processos de aprendizagem – p. 36 O objetivo neste tópico é abordar alguns conceitos-chave, como protagonismo, aprendizagem ativa, experimentação, aceitação, adap- tação e pensamento sistêmico, enfatizando como esses elementos são importantes para o desenvolvimento pessoal. Tais conceitos ajudam os estudantes a refletir sobre a responsabi- lidade que eles têm em suas escolhas e o desenvolvimento de suas competências, incentivando-os a tomar decisões com base no auto- conhecimento e a enfrentar as mudanças e os desafios com resiliência e flexibilidade. A proposta é que os estudantes reconheçam o valor do aprendizado contínuo, integrando habilidades, saberes e experi- ências para moldar seu futuro. SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 11 21/01/2025 09:47:15 Olhar para si12 A explicação sobre a escolha de áreas de estudo serve para ilustrar que, apesar das divisões disciplinares, as fronteiras entre as áreas do conhecimento são mais fluidas do que aparentam ser. Encorajar os estudantes a reconhecer a importância da interconexão entre as áreas é fundamental para preparar uma visão sistêmica do conhecimento. Mais uma vez, é utilizado o exemplo da profissão do jornalista: antes de cobrir uma conferência global, ele estuda os antecedentes dos países envolvidos, as questões principais em debate e as políticas internacionais recentes para garantir que seus artigos sejam precisos e informativos.Um jornalista deve ser capaz de realizar entrevistas eficazes, saber formular perguntas pontuais e precisas para obter a informação que está procurando, também precisa ser capaz de iden- tificar quando o entrevistado não está respondendo diretamente e objetivamente às perguntas e ter a habilidade de convidar o entrevis- tado a fornecer as informações de maneira objetiva, clara e específica. Além disso, precisa dominar a habilidade da escrita. Em uma entre- vista com um político, o jornalista usa suas habilidades de comuni- cação para fazer perguntas incisivas, obter informações relevantes e manter o entrevistado focado no tópico, ao mesmo tempo em que conduz a entrevista de maneira ética e respeitosa. A atitude, neste caso, é a disposição ou o comportamento do jornalista frente às situ- ações. Um jornalista deve ter uma atitude de imparcialidade e ética, de fazer perguntas, de incomodar e incomodar-se. Ao escrever um artigo sobre um tema controverso, o jornalista mantém uma postura que seja o mais imparcial possível, apresentando os fatos de maneira objetiva e equilibrada, sem deixar que suas opiniões pessoais influen- ciem a narrativa. Ele também verifica cuidadosamente todas as fontes e informações para evitar a propagação de notícias falsas. Por qual caminho seguir? - p. 36-37 Neste momento, é importante destacar o papel de algumas áreas que podem ser aplicadas a todos os tipos de trabalho, como a Filosofia. Considerada um campo abstrato e teórico, ela tem uma importância prática significativa, especialmente quando aplicada às dinâmicas do mundo contemporâneo, e sua aplicação vai além das reflexões acadêmicas, impactando diretamente todas as áreas do conhecimento e da prática profissional. O pensamento filosó- fico ensina a questionar pressupostos, analisar problemas de forma abrangente e buscar soluções que transcendem respostas superficiais, habilidades indispensáveis para o futuro do trabalho. Em áreas como gestão, tecnologia, saúde e educação, compreen- der e aplicar princípios filosóficos ajuda a enfrentar dilemas éticos, a criar políticas mais inclusivas e a promover práticas responsáveis. Um líder empresarial que reflete filosoficamente sobre questões de justiça social pode desenvolver estratégias que alinhem os objeti- vos da organização aos valores coletivos, enquanto um profissional de tecnologia que pensa criticamente sobre as implicações de sua inovação está mais preparado para criar soluções que respeitem direitos fundamentais. Aprender e aplicar Filosofia é uma das maneiras de resistir à meca- nização do pensamento e de reafirmar a humanidade em nossas esco- lhas diárias, seja no trabalho, na educação ou na vida pessoal. Para aprofundar mais sobre o futuro do trabalho, assista ao vídeo Filosofia pop: prazer e trabalho, com Márcia Tiburi, Ricardo Antunes e Najara Lima Costa. Disponível em: https://curt.link/SVYmH. Acesso em: 7 jan. 2025. Assista também ao vídeo Café Filosófico: sobre o futuro do trabalho pós-pandemia, no qual é proposta uma reflexão profunda sobre a rela- ção entre o trabalho e a vida pessoal, bem como o questionamento dos limites e das funções do trabalho na sociedade contemporânea. Por meio de uma abordagem acessível, são explorados temas como o significado do trabalho, as condições laborais modernas e o impacto das escolhas profissionais no bem-estar individual e coletivo. O vídeo é uma ferramenta valiosa para incentivar debates críticos em sala de aula, conectando a Filosofia às experiências práticas e às perspecti- vas dos estudantes sobre o mercado de trabalho e suas implicações éticas e sociais. Disponível em: https://curt.link/ObICE. Acesso em: 7 jan. 2025. PARA AMPLIAR p. 38 Ao trabalhar o boxe com estudantes, é importante incentivá-los a explorar seus interesses e a entender que a dedicação e o esforço podem ser mais determinantes do que uma suposta habilidade inata. O desenvolvimento contínuo, aliado às experiências pessoais e condi- ções externas, influencia a conquista de habilidades de um indivíduo. A prática e o ambiente em que alguém se encontra desempenham papéis decisivos na construção do que se considera “talento”. p. 38 TREND 1. Para esta atividade, o foco está em auxiliar os estudantes no processo de reflexão sobre os recursos utilizados para explorar conhecimentos e novos interesses, bem como enaltecer a im- portância do comentário construtivo sobre suas ações e seu pro- gresso. Também se espera que os estudantes reflitam sobre suas áreas de interesse e como elas podem se alinhar às suas aptidões no decorrer dos anos do Ensino Médio. Utilizar exemplos práticos e atuais para ilustrar cada conceito. Para isso, é possível continuar utilizando o exemplo da profissão de jornalista. Incentivar a participação dos estudantes com perguntas e discus- sões sobre suas experiências pessoais e convidar algum voluntário para compartilhar algo que aprendeu, dentro ou fora da escola, para relatar como esse processo ocorreu, especificando cada parte do processo: protagonismo, aprendizagem ativa, experi- mentação, aceitação, adaptação e pensamento sistêmico. p. 39-40 COLOCANDO EM PRÁTICA 1. O objetivo nesta atividade é ajudar os estudantes a identificar seus estilos de aprendizagem e a utilizá-los para melhorar seu processo de aprendizado. Sugere-se fazer o exercício e mostrar como chegar ao resultado com os estudantes. Depois, explicar como a atividade deve ser realizada. Para tal, é importante seguir algumas orientações propostas a seguir. Explicar os diferentes estilos de aprendizagem e oferecer mais exemplos aos estudantes. SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 12 21/01/2025 09:47:15 13Olhar para si PR OJ ET O DE V ID A Orientar os estudantes na realização do teste de estilos de apren- dizagem e na interpretação dos resultados. Explicar que o objetivo é reconhecer como as características associadas a cada estilo se manifestam no cotidiano e nas tra- jetórias profissionais de figuras públicas. Incentivá-los a buscar informações sobre as formas como essas celebridades aprendem, trabalham ou se destacam em suas áreas. Depois de realizada a pesquisa, pedir aos que estudantes apresentem suas descobertas à turma, apontando como o estilo dominante da celebridade pode ter contribuído para os sucessos dela e quais desafios possi- velmente enfrentou em função desse estilo. Além disso, estimular a reflexão sobre como as vantagens e desvantagens observadas podem servir de inspiração ou aprendizado para suas próprias estratégias de estudo e desenvolvimento pessoal. Como será meu amanhã? – p. 41 Refletir sobre como as mudanças tecnológicas, sociais e culturais impactam nossa visão de futuro e nossa vida. Explicar a necessidade de desenvolver habilidades socioemocionais, como a resiliência e a adaptação, a fim de estar apto e preparado a responder rapidamente às mudanças. Incluir o tema da uberização e precarização do trabalho é de extrema importância para que os estudantes compreendam os desa- fios contemporâneos e o impacto das novas formas de organização de trabalho. Vivemos em uma era de transformações aceleradas, em que o mercado de trabalho exige novas competências e as conquis- tas históricas de direitos trabalhistas podem ser ameaçadas por um modelo econômico que favorece a flexibilização. Ao abordar essas questões, incentivaremos o pensamento crítico dos estudantes, a fim de que reconheçam a importância de defender os direitos trabalhistas enquanto compreendem o cenário atual e suas implicações. A preca- rização do trabalho contemporâneo é um tema que exige uma abor- dagem cuidadosa, especialmente ao analisarmos os impactos desse modelo para o bem-estar coletivo e individual. Enquanto muitos estu- dantes podem não vivenciar diretamente as dificuldades enfrentadas por trabalhadores precarizados, é fundamental que desenvolvam uma visão crítica sobre as dinâmicas que estruturam o mercado de traba- lho atual. Situações como a uberização e a flexibilizaçãodas relações de trabalho muitas vezes mascaram, sob a promessa de autonomia, uma realidade de vulnerabilidade econômica e ausência de direitos básicos. Estudos indicam que esses trabalhadores enfrentam jornadas exaustivas, remuneração instável e ausência de proteção social, carac- terísticas que evidenciam a fragilidade desse modelo de ocupação. Para mais informações, acesse o link: https://curt.link/TbwAM. Acesso em: 7 jan. 2025. Quando solicitamos ou recebemos serviços, como uma entrega realizada em meio a uma tempestade, somos confrontados com a necessidade de refletir sobre nossa responsabilidade como cidadãos. Quais são os hábitos mais simples com quais você, como consumi- dor, pode fazer alguma diferença? Você chega a pensar no entre- gador quando está chovendo, ou quando ele precisa subir lances de escada para entregar uma encomenda? É possível reconsiderar fazer pedidos durante uma tempestade? Dar uma gorjeta adicional é uma possibilidade? É importante questionar as condições em que esses serviços são prestados e reconhecer a necessidade de medidas que assegurem a dignidade do indivíduo. Essa discussão pode contribuir para que os estudantes tornem-se cidadãos conscientes das realidades que moldam o mercado de tra- balho, incentivando-os a agir de maneira proativa. Frisar que essa ati- tude não se refere apenas ao futuro profissional dos estudantes (eles podem estar “longe” dessa realidade), mas também ao bem-estar cole- tivo, envolvendo a comunidade, familiares, vizinhos, amigos e presta- dores de serviço com quem eles vão se relacionar durante a vida. Essas transformações no mercado afetam diretamente o futuro de todos e refletem na qualidade de vida e manutenção de direitos conquistados. Ao compreender esses desafios, os estudantes não apenas se preparam para enfrentar esse cenário, mas também podem contribuir para a cons- trução de um futuro mais justo e equilibrado para toda a sociedade. Sugerir os vídeos a seguir aos estudantes: • Documentário da Repórter Brasil, GIG – a uberização do trabalho: https://curt.link/JutaR (acesso em: 5 nov. 2024). • O professor de literatura e comediante Guilherme Terreri Lima Pereira, com sua personagem Rita von Hunty, fala sobre as ques- tões sobre futuro do trabalho: https://curt.link/UWDRc (acesso em: 5 nov. 2024). p. 42 TREND Ao propor estas atividades, o objetivo é incentivar os estu- dantes a explorar as mudanças trabalhistas introduzidas pela Lei 13.467/2017, fomentando uma análise crítica sobre as implicações delas tanto para o mundo do trabalho quanto para a vida dos tra- balhadores individualmente. A reflexão coletiva sobre questões como contribuição sindical, jornada de trabalho, parcelamento de férias, trabalho intermitente e condições de trabalho de grávidas em ambientes insalubres busca incentivar a consciência sobre como essas modificações impactam direitos historicamente conquistados e a organização do trabalho. p. 43 NO DIGITAL • Promover a conscientização sobre os direitos trabalhistas, desta- cando a importância de uma abordagem informada e acessível para disseminar essas informações nas mídias sociais. A ideia é que os grupos pesquisem profundamente os direitos básicos dos trabalhadores, como jornada de trabalho, férias, FGTS e licença- -maternidade, e discutam como cada um desses direitos afeta diretamente a vida do trabalhador. A elaboração de um conteúdo digital tem como objetivo não apenas sensibilizar o público sobre esses direitos, mas também engajar os estudantes na produção de material que seja relevante e atrativo para o ambiente digital. Essa atividade incentiva o desen- volvimento de habilidades como pesquisa, criação de conteúdo e trabalho em equipe, oferecendo aos estudantes a oportunidade de transformar conhecimento técnico em uma linguagem acessível e visual para redes sociais, vídeo ou áudio. SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 13 21/01/2025 09:47:15 Olhar para si14 p. 43 TREND • Relembrar com os estudantes os assuntos abordados neste eixo e ressaltar a importância do autoconhecimento, da autogestão, do protagonismo, da capacidade de aprender e da força de vontade em enfrentar os desafios saindo da zona de conforto. Trabalhando a letra de música presente no Livro do Estudante, tem-se como objetivo refletir sobre como estar em paz consigo mesmo pode impactar nossas relações e decisões e avaliar a importância de lidar com as emoções. É importante analisar a letra da música e o que ela sugere sobre paz interior, emoções e resiliência, bem como discutir como segurar emoções pode ser tanto uma estratégia de adaptação quanto uma fonte de estresse. p. 44 COMPREENDENDO CONCEITOS • Na atividade, destaca-se a importância de entender como as estruturas psíquicas afetam nossas decisões e reações emocionais. Compreender os papéis de “id”, “ego” e “superego”, que ajudam a interpretar o desenvolvimento emocional e social, favorecendo reflexões sobre autocontrole, crítica e impulsos. Para aprofun- dar o conteúdo, assistir a um vídeo explicando os conceitos "id", "ego" e "superego" do canal Conceito ilustrado, disponível em: https://curt.link/LRDgj. Acesso em: 7 jan. 2025. p. 45 COMPREENDENDO CONCEITOS • O objetivo nesta atividade é fazer com que os estudantes identifi- quem e compreendam as habilidades socioemocionais trabalha- das no decorrer do Território 4. Ao fazer isso, os estudantes são incentivados a reconhecer como cada habilidade se traduz em ações concretas, como empatia, resiliência, cooperação e autoco- nhecimento. A seguir, há exemplos de resposta. Resiliência – enfrentar de maneira ativa e direta a fonte de estresse. Compromisso com metas – assumir a responsabilidade por suas entregas, visando alcançar os objetivos. Autogestão – saber o que fazer primeiro e assumir a responsabili- dade pela consecução das tarefas. Iniciativa – tomar a frente em um projeto, mesmo sem ser solicitado. Autoconsciência – refletir sobre suas próprias emoções e reconhe- cer como elas influenciam suas decisões. Organização – ter um plano que detalhe as ações e o empenho dos recursos necessários assegurando eficiência. Estruturação – dividir uma tarefa grande em etapas menores e estabelecer um cronograma de maneira sequencial. p. 45-46 COLOCANDO EM PRÁTICA Nesta seção, tem-se como propostas promover a reflexão e exer- citar o uso de ferramentas que ajudam na organização do tempo e no planejamento de recursos. Isso inclui dicas para evitar a procras- tinação, bem como compreender a diferença entre o que é impor- tante ou urgente. 1. Os estudantes devem listar as atividades que imaginam ter que fazer nos próximos três meses. Na sequência, eles devem pesar o quanto cada uma dessas atividades é urgente e importante, alocando-as nos quadrantes correspondentes. A matriz deve ser analisada demonstrando que, por vezes, nos comprometemos com tarefas que poderiam ser excluídas. Para aprofundar a abordagem, assistir ao vídeo de Gabriela Affonso, Gestão do tempo e planejamento, disponível no link: https://curt.link/jdiij (acesso em: 5 nov. 2024). p. 47 MEU INVENTÁRIO 1. Este é um exercício de conclusão em que objetiva-se possibilitar al- gumas reflexões pessoais sobre os temas centrais do Território 4, de modo que os estudantes possam recorrer aos conhecimentos trabalhados no futuro. É fundamental orientar os estudantes a fazer os registros a lápis no espaço indicado, dando continuidade aos exercícios iniciados nos demais eixos. ANOTAÇÕES SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 14 21/01/2025 09:47:15 15Olhar para si PR OJ ET O DE V ID A ANOTAÇÕES SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 15 21/01/2025 09:47:15 Olhar para si16 ANOTAÇÕES SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 16 21/01/2025 09:47:15 /sRGBProfile (sRGB IEC61966-2.1) /CannotEmbedFontPolicy /Warning /CompatibilityLevel 1.5 /CompressObjects /Tags /CompressPages true /ConvertImagesToIndexed true /PassThroughJPEGImages true /CreateJobTicket false /DefaultRenderingIntent /Default /DetectBlends true /DetectCurves 0.1000 /ColorConversionStrategy /sRGB /DoThumbnails false /EmbedAllFonts true /EmbedOpenType false /ParseICCProfilesInComments true /EmbedJobOptions true /DSCReportingLevel 0 /EmitDSCWarnings false /EndPage -1 /ImageMemory 1048576 /LockDistillerParams false /MaxSubsetPct 100 /Optimize true /OPM 1 /ParseDSCComments true /ParseDSCCommentsForDocInfo true /PreserveCopyPage true /PreserveDICMYKValues true /PreserveEPSInfo false /PreserveFlatness false /PreserveHalftoneInfo false /PreserveOPIComments false /PreserveOverprintSettings true /StartPage 1 /SubsetFonts true /TransferFunctionInfo /Apply /UCRandBGInfo /Remove /UsePrologue false /ColorSettingsFile () /AlwaysEmbed [ true ] /NeverEmbed [ true /Arial-Black /Arial-BlackItalic /Arial-BoldItalicMT /Arial-BoldMT /Arial-ItalicMT /ArialMT /ArialNarrow /ArialNarrow-Bold /ArialNarrow-BoldItalic /ArialNarrow-Italic /CenturyGothic /CenturyGothic-Bold /CenturyGothic-BoldItalic /CenturyGothic-Italic /CourierNewPS-BoldItalicMT /CourierNewPS-BoldMT /CourierNewPS-ItalicMT /CourierNewPSMT /Georgia /Georgia-Bold /Georgia-BoldItalic /Georgia-Italic /Impact /LucidaConsole /Tahoma /Tahoma-Bold /TimesNewRomanMT-ExtraBold /TimesNewRomanPS-BoldItalicMT /TimesNewRomanPS-BoldMT /TimesNewRomanPS-ItalicMT /TimesNewRomanPSMT /Trebuchet-BoldItalic /TrebuchetMS /TrebuchetMS-Bold /TrebuchetMS-Italic /Verdana /Verdana-Bold /Verdana-BoldItalic /Verdana-Italic ] /AntiAliasColorImages false /CropColorImages false /ColorImageMinResolution 150 /ColorImageMinResolutionPolicy /OK /DownsampleColorImages true /ColorImageDownsampleType /Bicubic /ColorImageResolution 96 /ColorImageDepth -1 /ColorImageMinDownsampleDepth 1 /ColorImageDownsampleThreshold 1.50000 /EncodeColorImages true /ColorImageFilter /DCTEncode /AutoFilterColorImages false /ColorImageAutoFilterStrategy /JPEG /ColorACSImageDict > /ColorImageDict > /JPEG2000ColorACSImageDict > /JPEG2000ColorImageDict > /AntiAliasGrayImages false /CropGrayImages false /GrayImageMinResolution 150 /GrayImageMinResolutionPolicy /OK /DownsampleGrayImages true /GrayImageDownsampleType /Bicubic /GrayImageResolution 96 /GrayImageDepth -1 /GrayImageMinDownsampleDepth 2 /GrayImageDownsampleThreshold 1.50000 /EncodeGrayImages true /GrayImageFilter /DCTEncode /AutoFilterGrayImages false /GrayImageAutoFilterStrategy /JPEG /GrayACSImageDict > /GrayImageDict > /JPEG2000GrayACSImageDict > /JPEG2000GrayImageDict > /AntiAliasMonoImages false /CropMonoImages false /MonoImageMinResolution 1200 /MonoImageMinResolutionPolicy /OK /DownsampleMonoImages true /MonoImageDownsampleType /Bicubic /MonoImageResolution 300 /MonoImageDepth -1 /MonoImageDownsampleThreshold 1.50000 /EncodeMonoImages true /MonoImageFilter /CCITTFaxEncode /MonoImageDict > /AllowPSXObjects true /CheckCompliance [ /None ] /PDFX1aCheck false /PDFX3Check false /PDFXCompliantPDFOnly false /PDFXNoTrimBoxError true /PDFXTrimBoxToMediaBoxOffset [ 0.00000 0.00000 0.00000 0.00000 ] /PDFXSetBleedBoxToMediaBox true /PDFXBleedBoxToTrimBoxOffset [ 0.00000 0.00000 0.00000 0.00000 ] /PDFXOutputIntentProfile () /PDFXOutputConditionIdentifier () /PDFXOutputCondition () /PDFXRegistryName () /PDFXTrapped /False /CreateJDFFile false /Description /BGR /CHS /CHT /CZE /DAN/DEU /ENU (Use these settings to create Adobe PDF documents suitable for reliable viewing and printing of business documents. Created PDF documents can be opened with Acrobat and Adobe Reader 6.0 and later.) /ESP /ETI /FRA /GRE /HEB /HRV /HUN /ITA (Utilizzare queste impostazioni per creare documenti Adobe PDF adatti per visualizzare e stampare documenti aziendali in modo affidabile. I documenti PDF creati possono essere aperti con Acrobat e Adobe Reader 6.0 e versioni successive.) /JPN/KOR /LTH /LVI /NLD (Gebruik deze instellingen om Adobe PDF-documenten te maken waarmee zakelijke documenten betrouwbaar kunnen worden weergegeven en afgedrukt. De gemaakte PDF-documenten kunnen worden geopend met Acrobat en Adobe Reader 6.0 en hoger.) /NOR /POL /PTB /RUM /RUStécnicas como as socioemocionais. Ter um conjunto robusto de competências nos possibilita enfrentar os desafios de maneira eficaz e alcançar nossos objetivos com maior facilidade; • habilidades – tudo aquilo que sabemos fazer. É lidando com a realidade do dia a dia que as habilidades se desenvolvem, por meio da prática. Exercitar a diplomacia, tendo desenvoltura para lidar com pessoas em diversos tipos de situação, por exemplo, é uma habilidade, assim como saber dirigir ou cozinhar; • técnicas – conhecimentos específicos e práticos relacionados a determinada área, como pro- gramar utilizando uma linguagem de computador, realizar procedimentos médicos ou operar máquinas. As técnicas são essenciais para a realização de tarefas especializadas; A produção cinematográfica Capitão Fantástico conta a história de Ben, um pai que vive com seis filhos no meio da floresta. Lá, as crianças aprendem noções de liberdade, direitos civis e técnicas de sobrevivência. A obra carrega um olhar crítico a respeito da sociedade do consu- mo, ao mesmo tempo que provoca uma reflexão sobre até que ponto é possível escaparmos das estruturas sociais que nos rodeiam. Ben persegue o propósito de educar os filhos com base em valores filosóficos éticos e agre- gadores. Entretanto, ao isolar a família, ele acaba privando-os de exercitar o olhar crítico e da liberdade de escolher viver ou não no mundo da sociedade de consumo, que, para Ben, é hostil e insalubre. M ax im um Fi lm /A la m y/ Fo to ar en a At la sp ix/ Al am y/ Fo to ar en a 10 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 10 21/01/2025 09:47:03 • capacidades socioemocionais – possibilitam interagir de maneira eficaz. Exemplos incluem comu- nicação, empatia, trabalho em equipe e resolução de conflitos. Tais habilidades são fundamentais para a construção de relacionamentos saudáveis e para a colaboração eficaz em diversos contextos; • atitudes – referem-se às disposições internas que influenciam o comportamento de uma pessoa. Elas envolvem emoções, crenças e valores que determinam como reagimos em diferentes situações. Exemplos de atitudes incluem: • • proatividade – tomar a iniciativa e agir antecipadamente para resolver problemas; • • resiliência – capacidade de nos recuperarmos de dificuldades e de nos mantermos firmes diante de adversidades, mas sempre respeitando nossa saúde mental; • • ética – manter padrões de comportamento moral e profissional elevados. Benefícios de ter um propósito Ter um propósito na vida proporciona diversos benefícios. Pessoas com um propósito claro se sentem mais felizes e realizadas, encontrando maior bem-estar. Além disso, um propósito gera moti- vação e engajamento, fornecendo energia para superar obstáculos e perseguir sonhos. Ele também proporciona clareza e direção, auxiliando na tomada de decisões consciente e de maneira alinhada com o que realmente importa. Entretanto, é importante frisar que nossos propósitos não devem ser “escritos em pedra” ou ser imutáveis, pois as circunstâncias da vida mudam – muitas vezes, até mesmo nossos interesses e objetivos podem ser alterados, de acordo com nossa vontade e nossas possibilidades. Assim como é importante perseguirmos nosso propósito, é igualmente fundamental, para o bom direcionamento de nossa trajetória, que estejamos abertos a eventuais ajustes de rota. Além dos benefícios individuais, o propósito impulsiona o crescimento em nossas relações sociais e profissionais, incentivando a aprendizagem contínua, o desenvolvimento de habilidades e o alcance do potencial máximo. Exemplos de personalidades com propósitos pessoais notáveis incluem: Martin Luther King Jr., cujo sonho de igualdade racial inspirou milhões; Nelson Mandela, que lutou contra o apartheid e a desigualdade na África do Sul; Albert Einstein, que desvendou importantes fatos do Universo, com suas teorias revolucionárias; Marie Curie, pioneira nas pesquisas sobre radioatividade e a primeira mulher a receber um prêmio Nobel; e Malala Yousafzai, ativista pelos direitos das mulheres e a pessoa mais jovem a ser laureada com o Nobel da Paz em 2014, aos 17 anos. • Levando em conta as compe- tências apresentas, identifique quais delas são necessárias para seu PTM. Em seguida, avalie suas competências atuais e crie um plano de desenvolvimento para adquirir essas competências. TREND Resposta pessoal. Ver orientações no Manual do Professor. O reverendo Martin Luther King Jr. foi um grande defensor dos direitos civis das populações afrodescendentes norte-americanas e um dos mais admirados oradores da história dos Estados Unidos da América. Be ttm an n/ Ge tty Im ag es Dando continuidade ao exercício feito na seção Trend, assim como fizemos no Território 2 com a roda de valores, vamos criar outra roda, desta vez focada nas competências necessárias para alcançar o propósito transformador massivo (PTM). Para tanto, siga os passos a seguir. As execuções devem ser feitas em seu caderno. I. Identificação das competências: liste as competências que você acredita serem importantes para alcançar seu PTM. II. Criação da roda de competências: divida a roda em tantas fatias quantas forem as competências que você mapeou. III. Avaliação das competências: reflita sobre o quanto você já desenvolveu de cada competência. • Se, por exemplo, a competência “XYZ” está 100% desenvolvida em você, preencha toda a fatia correspondente a ela. • Se, por outro lado, a competência “WST” não está totalmente desenvolvida, preencha a fatia proporcionalmente ao grau de desenvolvimento obtido (quanto menos desenvolvida, menos preenchida ficará a fatia). • Se alguma competência, como “RFT”, ainda não foi minimamente desenvolvida, preencha apenas uma pequena parte da fatia ou deixe-a em branco. Esse exercício ajudará você a visualizar suas competências atuais e a identificar áreas que requerem maior desenvolvimento para alcançar o PTM pretendido. Além disso, trocar ideias e experiências com os colegas é uma ótima forma de aprender e crescer juntos. Aproveite esses exercícios para compartilhar suas reflexões e descobertas. Também é interessante postar essas ideias nas redes sociais, ampliando o alcance dessa reflexão. Resposta pessoal. Ver orientações no Manual do Professor. NO DIGITAL 11 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 11 21/01/2025 09:47:03 Propósitos e habilidades socioemocionais Desenvolver habilidades socioemocionais é crucial para o sucesso (pessoal e profissional), além de ser fundamental para alcançar o propósito transformador massivo (PTM). Na sequência, vamos aprofundar algumas dessas habilidades e entender como elas se relacionam com o autoconhecimento e o PTM. Ser resiliente significa não desistir diante da adversidade. 1. Reflita sobre um momento difícil que você superou. Quais foram seus sentimentos? Como você lidou com a situação? Como essa experiência pode ajudá-lo a enfrentar desafios em direção ao seu PTM? Registre as respostas no caderno. 2. A criatividade está relacionada às habilidades de pensar de maneira inovadora, de encontrar so- luções originais para problemas e de explorar novas ideias. Ela é essencial na busca por soluções únicas e inovadoras, especialmente quando se trata de realizar um PTM. Além disso, a criativida- de é fundamental nos processos de explorar novas possibilidades e de adaptar-se a mudanças. Quando acreditamos verdadeiramente em algo, nosso propósito estimula a criatividade, ajudan- do-nos a superar obstáculos e a alcançar nossos objetivos. Os itens a seguir podem contribuir para aguçar sua criatividade. • Autoconhecimento: conhecer nossas fontes de inspiração e nossos métodos de resolução de problemas. Reflita: Quais situações despertam sua criatividade? Quais são seus momentos mais criativos? • Exploração: desafiar-se a pensar “fora da caixa” e a experimentar novas abordagens. A criativi- dade muitas vezes surge da exploração de áreas desconhecidas. Agora,/SKY /SLV /SUO /SVE /TUR /UKR >> /Namespace [ (Adobe) (Common) (1.0) ] /OtherNamespaces [ > > > /FormElements true /GenerateStructure false /IncludeBookmarks false /IncludeHyperlinks false /IncludeInteractive false /IncludeLayers false /IncludeProfiles true /MarksOffset 6 /MarksWeight 0.250000 /MultimediaHandling /UseObjectSettings /Namespace [ (Adobe) (CreativeSuite) (2.0) ] /PDFXOutputIntentProfileSelector /DocumentCMYK /PageMarksFile /RomanDefault /PreserveEditing true /UntaggedCMYKHandling /UseDocumentProfile /UntaggedRGBHandling /UseDocumentProfile /UseDocumentBleed false >> ] >> setdistillerparams> setpagedevicecrie um mapa mental conectando todos os conceitos aprendidos neste território: competências, habilidades, atitudes, valores, recursos pessoais e habilidades socioemocionais. Identifique áreas de me- lhoria e ajuste seu plano de ação. Em seguida, compartilhe seu mapa mental no Padlet ou na plataforma sugerida pelo professor, e participe de um debate com o restante da turma acerca de seus resultados. Resposta pessoal. Ver orientações no Manual do Professor. TREND Resiliência é a habilidade de enfrentar e de superar adversidades, mantendo a motivação e o foco nos objetivos. No contexto do PTM, ser resiliente significa não desistir diante de obstáculos e usar cada desafio como uma oportunidade de crescimento. Para desenvolver resiliência, é importante observar os seguintes elementos: • autoconhecimento – reconhecer emoções e reações que temos frente a situações difíceis. Entender nossos pontos fortes e fracos nos ajuda a desenvolver estratégias eficazes para lidar com adversidades; • prática – enfrentar situações desafiadoras com uma mentalidade positiva. Cada superação for- talece nossa capacidade de resistir e de nos adaptar frente a novas dificuldades. Da ni el M ilc he v/ Ge tty Im ag es Resposta pessoal. Ver orientações no Manual do Professor. 12 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 12 21/01/2025 09:47:03 Até agora, vimos que desenvolver e integrar competências, habilidades e atitudes pode nos ajudar a alcançar nosso propósito transformador massivo (PTM). Exploramos a importância da resiliência e da criatividade e entendemos que essas habilidades socioemocionais são fundamentais para enfrentar desafios e criar soluções inovadoras. Você já ouviu falar em ikigai? Gráfico ikigai com as interseções entre interesses, habilidades e objetivos. O que você ama Missão Do que o mundo precisa Vocação Aquilo que você pode ser pago para fazer Profissão Aquilo em que você é bom Paixões Ikigai Conceito milenar da cultura japonesa, o ikigai nos convida a uma jor- nada profunda de autoconhecimento para encontrar nosso propósito de vida. Por meio de reflexões, questionamentos e atividades práticas, ele nos ajuda a identificar aquilo que nos faz vibrar, atividades nas quais somos bons, demandas do mundo que nos cerca e o que podemos oferecer em troca. Trata-se de uma ferramenta poderosa que pode nos ajudar a refinar o PTM. 1. Siga o passo a passo disponível na sequência e surpreenda-se com a clareza que alcançará a respeito de quem poderá se tornar! O que eu amo fazer? • Reflita sobre a sua infância. Quais brincadeiras, atividades e momentos lhe traziam alegria e satisfação quando criança? O que costumava motivar você? Quais talentos e habilidades de- monstrava naturalmente? • Liste em seu caderno suas paixões atuais. Quais hobbies, ativida- des ou áreas do conhecimento despertam em você entusiasmo e interesse genuíno? O que eu faço bem? • Liste suas habilidades. Produza uma lista de suas habilidades, co- nhecimentos e talentos, desde os mais técnicos até os interpes- soais (como comunicação, criatividade ou trabalho em equipe). • Peça feedback. Pergunte a amigos, familiares e colegas de tra- balho sobre as qualidades e habilidades que eles destacariam em você. O que torna você uma pessoa única e valiosa aos olhos dos demais? Do que o mundo precisa? • Observe seu entorno. Quais problemas ou necessidades você observa na sociedade, em seu trabalho ou na comunidade de que você faz parte? Como poderia contribuir para solucionar essas questões? Pelo que eu posso ser pago? • Pesquise o mercado. Quais são as demandas dele e as áreas de atuação que mais interessam a você? Quais habilidades são mais requisitadas? Como você poderia se destacar nesse cenário? • Encontre a interseção. Analise a lista de suas paixões e habilida- des. Quais delas se cruzam? Que atividades combinam o que você ama fazer e o que você é bom em executar? Nosso propósito pode evoluir no decorrer da vida, acompanhan- do nossas mudanças e aprendizados. Por isso, não tenha medo de errar ou de mudar de ideia. O importante é estar em constantes busca e aprendizado. Acredite em si mesmo e em seu potencial. Você tem tudo para realizar grandes coisas e fazer a diferença no mundo! O propósito é uma jornada, não um destino. TREND A cultura japonesa é repleta de ensinamentos acerca do autoconhecimento. A floração da cerejeira japonesa, por exemplo, simboliza alegria e paz, mas também remete à brevidade da vida. M at te o C ol om bo /G et ty Im ag es Resposta pessoal. Ver orientações no Manual do Professor. 13 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 13 21/01/2025 09:47:04 Minhas escolhas Você já se perguntou por que em certas situações você se sente frustrado com o rumo que sua vida toma? Já teve a sensação de que não havia nada que pudesse fazer para mudar isso? É estranho nos sentirmos assim, especialmente em um mundo onde, aparentemente, temos de fazer cada vez mais escolhas. A adolescência é um período em que começamos a descobrir o que realmente nos define. É nessa fase que muitos de nós se interessam por atividades extracurriculares – praticar um esporte, aprender um instrumento musical, participar de uma oficina de teatro, entre outras. Na infância, brincamos de fazer atividades de “gente grande”, muitas vezes imitando os adultos a nosso redor. Já na adolescência, experimentamos e escolhemos atividades que passam a fazer parte de nossa identidade. Embora nem todos possam frequentar aulas específicas, como balé, muitas dessas experiências são oferecidas gratuitamente na escola, na comunidade ou até em programas da prefeitura. Ainda assim, nem sempre a vida nos permite seguir todas as nossas escolhas. Isso não quer dizer que precisamos abrir mão das atividades que nos trazem alegria e realização. Podemos conciliá-las com nossas responsabilidades principais, como os estudos e o trabalho. Mesmo que nossa semana seja tomada por compromissos, é possível reservar os finais de semana para tocar um instrumento, dançar, ler ou acampar. A esqueitista Jhulia Rayssa Mendes Leal (ou somente Rayssa Leal), por exemplo, começou a praticar esqueite como um hobby, no contraturno das aulas. É claro que nem todo mundo que participa de atividades extracurriculares se tornará campeão olímpico ou estrela pop. O essencial é valorizar as escolhas que nos trazem alegria e satisfação. Às vezes, essas paixões moldam carreiras; outras, fazem-nos pessoas mais felizes e realizadas. Afinal, trabalho e dinheiro são impor- tantes, mas a vida não se resume a apenas trabalhar, garantir o sustento da família e comprar coisas. Quanto mais opções temos, mais complexas se tornam nossas escolhas – e muitas delas exigem que aprendamos coisas novas, como tecnologias, processos e caminhos diferentes, o que demanda tempo e energia. A ação de escolher faz parte de nossa vida diária e, até quando decidimos não escolher, estamos de alguma forma fazendo uma escolha. Mesmo que desafiadora, cada decisão é uma oportunidade de nos aproximarmos da vida que desejamos viver. O skate pode ser um hobby, praticado na escola e, principalmente, em praças públicas, e pode se tornar uma profissão. Inclusive, desde as Olimpíadas de Tóquio (2021) é uma modalidade olímpica. Nas imagens, vemos duas skatistas brasileiras profissionais: Pamela Rosa, à esquerda, e Letícia Bufoni, à direita. Ambas são reconhecidas e premiadas internacionalmente. Jhulia Rayssa Mendes Leal nasceu na cidade de Imperatriz, no Maranhão. Ela ficou conhecida por causa de um vídeo postado nas redes sociais no qual fazia manobras elaboradas de esqueite aos 7 anos de idade, vestindo uma roupa que simulava asas de fada. O vídeo “viralizou” e chamou a atenção do campeão mundial veterano de esqueite Tony Hawk, e Rayssa acabou ficando conhecida, na época, como a “fadinha do skate”. Hoje, aos 16 anos, Rayssa é referência no esqueite mundial feminino, tendo conquistado,entre outros prêmios, a medalha de bronze nas Olimpíadas de Paris em 2024, e concilia os treinos e competições com sua formação escolar no Ensino Médio. BIOGRAFIA Ro na ld M ar tin ez /G et ty Im ag es Ju lia n Fin ne y/ Ge tty Im ag es 14 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 14 21/01/2025 09:47:04 Escolher nossas batalhas Já que estamos falando sobre escolhas, reflita sobre as seguintes questões: Quais são suas escolhas no atual momento de sua vida? O que de fato é importante e no que você deve investir sua energia? Leia o fragmento de texto a seguir para aprofundar essa reflexão. A vida é feita de escolhas e, quando selecionamos uma opção, excluímos outras possibilidades. Escolha suas batalhas Aprendi a nem na imaginação lutar pelo que não vale a pena. [...] Tudo tem um caminho do meio. Quando digo muito maduro posso querer dizer chato, chatíssimo, parafuso na engrenagem do mundo. Quando digo muito imaturo posso querer dizer alegre, corajoso, divertido. Podemos ser ao mesmo tempo confiáveis e ousados? Cora- josos e responsáveis? Eu gosto de medir meu amadurecimento não pela idade nem pelo humor. Não pela responsabilidade nem pela excelência. Gosto de olhar para as batalhas que compro e para as batalhas que imagino. Com algum treino, aprendi a nem na imaginação lutar pelo que não vale a pena. Energia é energia, física ou mental. Amadurecer é uma ques- tão de economia. Onde aplicar, onde investir, como prolongar o meu bem-estar? [...] ESSENFELDER, Renato Ferreira. Escolha as suas batalhas. O Estado de S.Paulo, São Paulo, 8 jul. 2021. Disponível em: https://curt.link/SKBuR. Acesso em: 17 ago. 2024. Em seu texto, Renato Essenfelder fala sobre as batalhas que escolhemos para nossas vidas (sejam elas reais ou imaginárias). Mas o que de fato faz a diferença nas “batalhas do dia a dia”? Ser resistente ou resiliente? Ser heroico e valente ou protagonista? A resistência está relacionada à habilidade de manter-se em estado positivo de ânimo, firme, mesmo diante de pressões, dificuldades ou frustrações. Já a resiliência está ligada à capacidade de “cair e se levantar”, de se recuperar rapidamente diante dos obstáculos, de contornar, de persistir e, principalmente, de se adaptar como resposta a um empecilho. AJ _W at t/G et ty Im ag es 15 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 15 21/01/2025 09:47:04 Heroísmo e protagonismo Embora os termos “heroísmo” e “protagonismo” sejam semelhantes, são distintos. Enquanto herói é aquele que age com coragem e nobreza, protagonista é o personagem principal de uma história – fora da ficção, diz respeito àquele que assume a responsabilidade por suas ações. Na vida adulta, temos de compreender que cada um é responsável pelas próprias escolhas e que devemos assumir as consequências delas. Em determinados momentos, pode ser difícil escolher. Quando não temos informações suficien- tes ou não conseguimos prever o que vem pela frente, por exemplo, sentimo-nos inseguros. Nessas situações, a tendência é sermos mais cautelosos, buscando maior número de informações para ter mais certezas e, assim, minimizar os riscos. Outra questão relacionada a nossas escolhas é o fato de que precisamos ter a chamada “consonân- cia cognitiva”. Essa expressão está ligada à necessidade que temos de manter uma imagem positiva acerca de nós mesmos. Quanto maior o risco que a decisão implica, maior a dificuldade de escolher. A pressão por decidir com velocidade também pode aumentar o medo e, consequentemente, dificultar a avaliação. No vídeo sugerido a seguir há uma lição sobre escolhas narrativas. Trata-se de uma palestra proferida pela escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (1977-). Após iniciar seus estudos em Medicina e Farmácia na Universidade da Nigéria, alterou suas escolhas e rumou para os Estados Unidos da América, onde estudou Comunicação e Ciências Políticas – ela concluiu o mestrado em Escrita Criativa no mesmo país. Atualmente, Chimamanda é uma premiada escritora, com obras traduzidas e publicadas em diversos países. Na palestra exibida no vídeo, ela propõe a reflexão sobre a multiplicidade de narrativas que podem ser produzi- das acerca de um mesmo objeto, ressaltando que aquilo que se conta e o modo como isso é feito podem ter um impacto significativo em povos e indivíduos. Assim, é importante que mantenhamos ativo o exercício do senso crítico quando ouvimos uma história a respeito de alguém ou até mesmo quando decidimos construir nossa narrativa. Nesse contexto, vale frisar que as escolhas narrativas também são importantes na construção de nosso propósito, pois impactam nossa interpretação do mundo e nossas projeções para o futuro. É relevante não nos deixarmos levar por narrativas falaciosas, que evidenciam a fama e o dinheiro como única possibilidade de sucesso, por exemplo. Uma vida bem-sucedida também pode ser protagonizada longe dos holofotes e das câmeras. Um exemplo é quando obtemos satisfação com nosso estudo e/ou trabalho e somos capazes de conciliá-los com nossas vidas pessoal e familiar, sem comprometer nossa realização pessoal e nossa saúde mental. PARA AMPLIAR Chimamanda Ngozi Adichie é uma das mais conhecidas vozes femininas da Nigéria contemporânea. COLOCANDO EM PRÁTICA Barry Schwartz é um psicólogo e professor norte-americano co- nhecido por seu trabalho nas áreas de Psicologia Social, Teoria Econômica e Comportamento Humano. É dele o livro O para- doxo da escolha: por que mais é menos, no qual ele argumenta que ter muitas opções pode levar a ansiedade e paralisia na tomada de decisão, além de in- satisfação quanto à opção privilegiada. Para aprofundar: assista ao TED de Barry Schwartz sobre o paradoxo das escolhas. 1. Pensando nas questões levantadas por Schwartz a respeito do paradoxo da escolha, reflita sobre as questões a seguir, faça as anotações necessárias e compartilhe com os colegas: • Em que tipo de situação você tem mais dificuldade de decidir? • Alguma decisão tomada em sua vida você gostaria de substituir por outra? • Que lições você aprendeu com essa decisão? Ver orientações no Manual do Professor. Ni co lò Ca m po /L ig ht Ro ck et /G et ty Im ag es 16 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 16 21/01/2025 09:47:04 FOCO E DISCIPLINA Concluir uma tarefa quando estamos motivados é tão natural quanto sorrir quando estamos felizes. Mas nem sempre nossas escolhas ou ações estarão alinhadas com nossos desejos e nossas motivações. Não é somente a motivação que faz um atleta levan- tar no frio, pular em uma piscina gelada e nadar por horas, mas também a disciplina, que é uma importante virtude de um atleta. É claro que, se houver motivação (como em um treino para uma olimpíada), o afinco será ainda maior. Se pudéssemos viver sempre motivados, seria maravilhoso, mas sabemos que isso é impossível. Agir quando estamos motivados é fácil. Porém, quantas vezes precisamos agir independentemente de motivação? A motivação é essencial e depende de fatores inter- nos (intrínsecos) e externos (extrínsecos). Estes últimos vêm de fora da pessoa e impulsionam a busca por sucesso em seus objetivos. São exemplos o reconheci- mento dos pares e a recompensa financeira. Já os fatores intrínsecos estão dentro do indivíduo e estão atrelados a aspectos como interesses, satisfação pessoal, prazer na execução e propósito de vida. Se temos de estudar para uma prova na qual “precisamos de nota”, estudaremos, com ou sem motivação. Nesse caso, o fator externo se sobrepõe ao interno e precisaremos de muito foco e disciplina para estudar o que for preciso para alcançar a nota necessária. Por outro lado, quando se trata de algum assunto de que gostamos e sobre o qual desejamos aprender mais, o fator intrínseco é dominante. Assim, os externos ajudam, contribuem, ao passo que os intrínsecos dependem de nós. Cabe ressaltar que os fatores intrínsecos estão ligados à chamada automotivação,uma das cinco habilidades de nossa inteligência emocional – que corresponde à capacidade que temos de reconhe- cer e gerenciar nossas emoções, adequando-as ao contexto, ao fato em si ou ao ambiente no qual estamos inseridos. A automotivação inclui a busca por vencer os desafios, com energia e persistên- cia, mesmo diante de obstáculos. Geralmente, quando nos sentimos desafiados por nós mesmos, desejamos provar que somos capazes e fazemos o que precisa ser feito para vencermos o desafio. Já a disciplina nos impulsiona a fazer o que deve ser feito, com ou sem vontade. Agimos porque sabemos o que precisamos fazer, porque entendemos o quanto isso é importante e porque nos sentimos bem após conseguirmos realizar determinadas ações. Motivação é um estado passageiro. É impossível estarmos motivados 24 horas por dia, 7 dias na semana. Em resumo, não podemos depender da motivação para atingir nossos objetivos. São imprescindíveis também a força de trabalho, o compromisso conosco e com os demais (incluindo a equipe), o foco e a disciplina. Não quer dizer que a motivação e as paixões deixam de importar. É claro que devemos executar atividades que amamos e para as quais temos motivação, pois ela sustenta as escolhas no longo prazo. Todavia, é importante enfatizar que, mesmo quando amamos o que faze- mos, haverá momentos em que deveremos desempenhar ações de que não gostamos, e tudo bem! Veja o quadro a seguir, que retrata elementos que mobilizamos nas zonas de desempenho e de não desempenho. Zona de desempenho Zona de não desempenho Disciplina e atitude Histórias Métodos Desculpas Ferramentas Justificativas Foco e disciplina podem ser determinantes para se alcançar um propósito. Si m on B ru ty /G et ty Im ag es 17 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 17 21/01/2025 09:47:05 Quando nossos interesses e nossa motivação são canalizados para aprimorar alguma habilidade, fica mais fácil desenvolvê-la. Como explicamos nos territórios anteriores, temos mais do que uma identidade; há papéis pro- fissionais, sociais, familiares, entre outros. Muitas vezes, as atividades que amamos constituem uma espécie de hobby, de passatempo, e não necessariamente uma profissão. Por outro lado, podemos ser muito bem-sucedidos em um ofício porque escolhemos fazer aquilo em que somos bons, mobi- lizando nossas melhores habilidades a serviço de nossa carreira. Vale lembrar que todos podemos cometer erros em nossas decisões e que precisamos ter consciência de que omiti-los não resolve o problema. O melhor que podemos fazer quando erra- mos é assumir nossa parcela de responsabilidade e, principalmente, aprender com os equívocos. Em trabalhos de equipe, por exemplo, é fundamental termos humildade e sabedoria para receber feedbacks e também para expressar esse tipo de retorno com justiça e diplomacia. Neste território, assim como nos demais, trabalhamos algumas habilidades socioemocionais, aspec- tos fundamentais para nosso autodesenvolvimento. No modelo de trabalho remoto ou presencial, reuniões e projetos devem ser executados com diplomacia e respeito. 1. Reflita sobre os pontos indicados a seguir. Depois elabore suas respostas e publique-as na plataforma Padlet. a) Dê exemplo de algo que você tenha almejado, esforçado-se para alcançar e efeti- vamente conquistado. Deve ser algo que você queria muito e conseguiu, como uma ótima nota, um bom desempenho esportivo etc. b) Como foi sua atitude em relação a esse fato? Você entende que teve foco e disciplina para realizar o que deveria ser feito? c) Por outro lado, pense em algo que você queria, mas não conseguiu alcançar. Que motivos impediram o acesso àquele objetivo? NO DIGITAL Vamos refletir sobre como as habilidades socioemocionais interferem em nossas escolhas e deci- sões! Pense em sua vida até agora. Quais são as decisões de sua responsabilidade no ambiente familiar? Reflita sobre suas escolhas e sobre métodos para executar da melhor forma as atividades cotidianas que dependem da socialização e da interação com outras pessoas – seja na família, na escola, seja em qualquer ambiente ou círculo social do qual costuma participar. fil ad en dr on /G et ty Im ag es Ver orientações no Manual do Professor. 18 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 18 21/01/2025 09:47:05 Eu e minhas decisões Chegou o momento de perceber a relação entre você, enquanto pessoa, e o atual momento que está vivenciando: a decisão sobre a profissão a seguir! Nesse contexto, é importante lembrar que profissão e carreira são coisas diferentes. Profissão diz respeito a atividades específicas que o indivíduo realiza e pode demandar estudos acadêmicos, de nível técnico ou superior. Em resumo, é o que a pessoa faz. Carreira é o desenvolvimento da profissão ou o rumo que cada um percorre durante a jornada pro- fissional. Imagine, por exemplo, que três pessoas cursaram Medicina – a profissão delas é a de médico –, mas decidiram seguir carreiras diferentes. Uma foi atender a um time de futebol; a outra, tornou-se plantonista em um hospital; e a outra, ginecologista e obstetra, mantém um canal no YouTube no qual fala sobre os temas relacionados a essas áreas. Todas têm remuneração e níveis de responsabilidade e de exposição diferentes. Nesse caso, elas têm a mesma profissão, porém carreiras diferentes. Quando temos a oportunidade de escolher a profissão ou a carreira que vamos seguir, é provável que ambas possam ser repensadas no decorrer da vida. O importante é que as escolhas sejam autênticas e feitas de maneira autônoma. Você sabe o que significa isso? Escolhas autênticas são feitas de modo genuíno e pessoal: o indivíduo decide com base no que entende ser o melhor. Uma escolha autêntica reflete o que ele pensa e deseja. É respeitar “sua assinatura”, “sua cara”, “seu jeito” e decidir por conta própria, valendo-se de uma avaliação crítica e planejando de acordo com as possibilidades, as necessidades e as inclinações pessoais. Este território propicia compreendermos melhor os elementos envolvidos em nossas escolhas. Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais autônomos e autênticos podemos ser. Assim, temos a possibilidade de ouvir a opinião dos outros e pensar no que de fato faz sentido. Para isso, é importante desenvolver nosso pensamento crítico, respeitando nossos limites e os dos outros. A máxima “O meu limite termina onde começa o do outro” é válida e fundamental para fazermos boas escolhas! Escreva um e-mail ou uma mensagem de WhatsApp para você mesmo abordando uma situação que não aconteceu conforme o planejado. Exponha seus sentimentos, os aprendizados que teve e como resolveria a questão para alcançar um resultado diferente. Reflita sobre suas ações, assuma a própria responsabilidade e considere novas formas de lidar com aquele evento. Registre em seu caderno a primeira escolha ou decisão que vier à mente. Vamos lá? NO DIGITAL A máxima grega “Conhece a ti mesmo”, inscrita no pórtico do templo dedicado ao deus Apolo, incita-nos a refletir sobre o processo de autoconhecimento em relação a nosso propósito. Levando em consideração esses conceitos, vamos pensar em possíveis profissões. Não é necessário tomar uma decisão definitiva; o objetivo é refletir sobre o tema tendo em mente tudo o que vimos até agora, incluindo os conteúdos de territórios anteriores. Lembre-se de registrar as respostas de suas reflexões no caderno. • Profissões – Quais profissões, durante sua vida, já sonhou exercer? Cite todas desde a infância. Por que pensou em cada uma delas? O que sente quando reflete sobre essas possibilidades? • Interesses – Vamos pensar sobre o que discutimos até aqui. O que você gosta de fazer? Reflita so- bre as diversas áreas de sua vida, como hobbies, estudos, vida social, esporte, dinâmica familiar etc. • Habilidades – As pessoas costumam dizer que você é bom em quê? Lembre-se dos feedbacks que já recebeu... O que sua família, amigos, namorado, professorese outras pessoas já comentaram a respeito de suas habilidades? TREND M ar tin B ar ra ud /G et ty Im ag es 19 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 19 21/01/2025 09:47:06 Ter competência é ser capaz de desempenhar com efi- cácia determinada tarefa/atividade. O que você acha que é competente em fazer? Pense novamente em todas as áreas de sua vida. Capa do livro Identidade profissional, de Edgar Schein, doutor em Psicologia Social. Vamos retornar ao tema motivação (aquilo que nos impele a agir), lembrando que é fundamental termos clareza do que nos entusiasma para lidarmos melhor com nossas motivações. Nesse contexto, há uma ferramenta bastan- te conhecida que ajuda a refletir sobre o tema com maior profundidade: as âncoras de carreira. Na década de 1970, o psicólogo Edgar Schein (1928-2023), nos Estados Unidos da América, desenvolveu a teoria das Âncoras da Carreira, publicada pela primeira vez em sua obra Identidade profissional, de 1996. Ele identificou oito fatores motivacionais, que nomeou de âncoras, concei- tuando-os como pilares que norteiam as decisões de carreira profissional: • autonomia/independência; • estilo de vida; • segurança/estabilidade; • técnico-funcional; • gerência geral; • criatividade empreendedora; • senso de dever; • desafio puro. 1. Nesta atividade, conheceremos as principais âncoras e refle- tiremos sobre os desafios que cada uma traz. O objetivo da âncora de carreira é relacionar competências, inclinações e valores que são importantes para você e determinantes para sua identidade. Um exemplo: quando nos motivamos por autonomia e independência e desistirmos de solucionar/re- solver do “nosso jeito”, temos de tomar cuidado para não ficar- mos isolados, deixando de considerar a opinião dos outros. Na tabela que está na página a seguir, classifique os itens de acordo com a importância, utilizando uma sequên- cia numérica de 1 a 6, sendo 1 o valor mais baixo e 6, o mais alto. Marque sua escala de importância dos itens uti- lizando os quadrados em branco à esquerda do quadro. É fun damental que consiga preenchê-la sem pausa, res- pondendo às perguntas de uma forma genuína para que o resultado retrate as motivações pessoais e faça sentido para você. 2. Em seguida, responda a um questionário, a fim de refletir sobre essas competências, inclinações/motivações e valo- res. Procure responder com honestidade. Se ainda tiver dúvidas, peça ajuda ao professor. Como falamos, essa é uma discussão inicial sobre o tema profissão. Se tiver interesse e quiser pesquisar para refletir de modo autêntico e autônomo sobre as possibilidades profissionais, seguem sugestões de sites bastante elucidativos: PARA AMPLIAR • Guia de profissões do Portal Vocacional: • Guia do Estudante: COLOCANDO EM PRÁTICA Ed ito ra N ob el 20 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 20 21/01/2025 09:47:06 Resposta Item Questão 1 Sonho em ser bom no que faço, de tal forma que meus conhecimentos especializados sejam constantemente procurados. 2 Sinto-me mais realizado em meu trabalho quando sou capaz de integrar e gerenciar o esforço dos demais. 3 Sonho em ter uma carreira que me dê a liberdade de fazer o trabalho à minha maneira e no tempo por mim programado. 4 Segurança e estabilidade são mais importantes para mim do que liberdade e autonomia. 5 Estou sempre procurando ideias que me possibilitem iniciar meu próprio negócio. 6 Sinto-me bem em minha carreira apenas quando tenho a sensação de ter feito uma contribuição real para o bem da sociedade. 7 Sonho com uma carreira na qual eu possa solucionar problemas ou vencer com situações extremamente desafiadoras. 8 Preferiria deixar meu emprego a ser designado para um trabalho que comprometa minha capacidade de me dedicar aos assuntos pessoais e familiares. 9 Sinto-me bem-sucedido em minha carreira apenas quando posso desenvolver minhas habilidades técnicas ou funcionais a um nível de competência muito alto. 10 Sonho em dirigir uma organização complexa e tomar decisões que afetem muitas pessoas. 11 Sinto-me mais realizado em meu trabalho quando tenho total liberdade de definir minhas próprias tarefas, horários e procedimentos. 12 Preferiria deixar meu emprego a aceitar uma tarefa que pudesse colocar em risco minha segurança na organização. 13 Montar meu próprio negócio é mais importante para mim do que alcançar uma alta posição gerencial como empregado. 14 Sinto-me mais realizado em minha carreira quando posso utilizar meus talentos a serviço dos outros. 15 Sinto-me realizado em minha carreira apenas quando enfrento e supero desafios extremamente difíceis. 16 Sonho com uma carreira que me permita integrar minhas necessidades pessoais, familiares e de trabalho. 17 Tornar-me um gerente técnico em minha área de especialização é mais atraente para mim do que me tornar gerente-geral. 18 Sentir-me-ei bem-sucedido em minha carreira apenas quando me tornar gerente geral em alguma organização. 19 Sentir-me-ei bem-sucedido em minha carreira apenas quando alcançar total autonomia e liberdade. 20 Procuro trabalhos em organizações que me deem senso de segurança e estabilidade. 21 Sinto-me realizado em minha carreira quando tenho a oportunidade de construir alguma coisa que seja resultado unicamente de minhas próprias ideias e esforços. 22 Utilizar minhas habilidades para tornar o mundo um lugar melhor para se viver e trabalhar é mais importante para mim do que alcançar uma posição gerencial de alto nível. 23 Sinto-me mais realizado em minha carreira quando soluciono problemas insolúveis ou venço o que aparentemente seria impossível. 24 Sinto-me bem-sucedido na vida apenas quando sou capaz de equilibrar minhas necessidades pessoais, familiares e de carreira. 25 Preferiria deixar meu emprego a aceitar uma tarefa de rodízio que me afaste de minha área de experiência. 26 É mais atraente para mim tornar-me gerente-geral do que gerente técnico em minha área de especialização. 21 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 21 21/01/2025 09:47:06 27 Poder realizar um trabalho à minha maneira, sem regras e restrições, é mais importante do que segurança. 28 Sinto-me mais realizado em meu trabalho quando percebo que tenho total segurança financeira e estabilidade no trabalho. 29 Sinto-me bem-sucedido em meu trabalho apenas quando posso criar ou construir alguma coisa que seja inteiramente de minha autoria. 30 Sonho em ter uma carreira que proporcione uma real contribuição à humanidade e à sociedade. 31 Procuro oportunidades de trabalho que desafiem fortemente minhas habilidades de solucionar problemas. 32 Equilibrar as exigências de minhas vidas pessoal e profissional é mais importante do que alcançar alta posição gerencial. 33 Sinto-me plenamente realizado em meu trabalho quando sou capaz de empregar minhas habilidades e talentos especiais. 34 Preferiria deixar a organização a aceitar um emprego que me afastasse da trajetória de gerência geral. 35 Preferiria deixar a organização a aceitar um emprego que reduzisse minha autonomia e minha liberdade. 36 Sonho em ter uma carreira que me dê senso de segurança e estabilidade. 37 Sonho em iniciar e montar meu próprio negócio. 38 Preferiria deixar a organização a aceitar uma tarefa que prejudicasse minha capacidade de servir aos outros. 39 Trabalhar em problemas praticamente insolúveis para mim é mais importante do que alcançar uma posição gerencial de alto nível. 40 Sempre procurei oportunidades de trabalho que minimizassem interferências com assuntos pessoais e familiares. Selecione os três itens que lhe pareçam mais verdadeiros dentre aqueles com 6 ou 5 pontos e acrescente, a cada um deles, mais 4 pontos. Faça essa somatória na coluna acima. A partir das âncoras que tiverem a maior pontuação, encontre, nos quadros a abaixo, os atributos e as vulnerabilidades corresponden- tes. Por exemplo, se as suas duas maiores pontuações forem na coluna A e nacoluna D, isso significa que você possui os atributos e as vulnerabilidades elencados no quadro A – Técnico Funcional – e os atributos e as vulnerabilidades elencados no quadro D – Autonomia e Independência. A partir daí, basta ler os atributos e vulnerabilidades listados nesses dois quadros para descobrir seus pontos fortes e fracos, utilizando os pontos fortes, ou atributos, como ferramentas positivas no ambiente de trabalho, e traçar estratégias para a melhoria dos pontos fracos, ou seja, das vulnerabilidades. Você deve analisar o que é a força e a vulnerabilidade das duas âncoras que tiveram maior pontuação. A B C D E F G H Técnico- -funcional Administrativa geral Autonomia e independência Segurança e estabilidade Criatividade empreendedora Dedicação a uma causa Desafio puro Estilo de vida 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 5 5 5 5 5 5 5 5 22 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 22 21/01/2025 09:47:06 A – Técnico funcional Atributos Vulnerabilidades • Tende a buscar trabalhos desafiadores, nos quais possa testar conhecimentos e habilidades. • Geralmente gosta de ser reconhecido por meio de incentivos que aumentem seus conhecimentos e/ou de posições em que possa desenvolver pessoas tecnicamente. • Por valorizar a especialização, suas argumentações e influência têm como base o conhecimento técnico. Demonstra habilidade em gerir equipes formadas por profissionais de alto know how. • Deve ficar atento para não perder a visão global ao se tornar muito especializado em determinado assunto. • Geralmente apresenta alto nível de exigência técnica consigo e com os outros, não valorizando profissionais mais generalistas. Pode demonstrar comportamento inseguro quando não domina determinado assunto. • Tende a demonstrar maior interesse no conteúdo intrínseco do trabalho, desvalori- zando o que considera superficial. B – Administrativa geral Atributos Vulnerabilidades • Exibe espírito agregador e facilidade para gerenciar o trabalho em equipe. • Almeja posições de liderança, tanto formal quanto informalmente. Busca por oportunidades que lhe tragam poder de influência. • Tem apreço pelo conhecimento em diversas áreas, pois acredita que isso agrega valor para a carreira. • Trabalha bem com sistema de metas e apresentação de resultados. • Tendência de focar nos resultados, em detrimento do bom funcionamento do processo quando se trata de trabalho em grupo. • A especialização é um empecilho na observação do quadro geral e prejudica a capacidade de solucionar problemas. • É autocentrado e, no ímpeto de se autopromover, pode negligenciar a postura do líder que dá o exemplo, delegando, mas não participando ativamente da execução. C – Autonomia e independência Atributos Vulnerabilidades • Tende a valorizar a liberdade de ação e geralmente organiza sua vida profissional em torno de trabalhos que proporcionem mais escolha e poder de decisão. • Busca trabalhar com objetivos definidos e, uma vez clarificados, quer ser deixado livre para atuar. • Geralmente, quando recebe um projeto ou trabalho, busca os recursos dentro ou fora da empresa para entregar seus resultados. • Tende a ser mais aberto a mudanças e sente-se mais realizado quando tem liberdade para definir as próprias tarefas, horários e procedimentos. • Tende a acreditar que a vida na organização é restritiva, irracional e intrusiva, demonstrando pouca tolerância a subordinação, regras, procedimentos, horários de trabalho e outras normas presentes na maioria das empresas. • Pode demonstrar incompreensão e dificuldade em atuar com pessoas que não va- lorizam prazos, irritando-se quando os acordos não são cumpridos e, muitas vezes, preferindo atuar isoladamente, pois “faz melhor” ao seu modo. • Tem a necessidade de fazer as coisas “do seu jeito”, seguindo o próprio passo e de acordo com padrões pessoais, costumando dar poucas explicações quando treina os outros. D – Segurança e estabilidade Atributos Vulnerabilidades • Sente-se confortável quando atua com base em instruções claras, preferindo um tipo de trabalho mais ligado à natureza propriamente dita. • Tende a buscar empresas e segmentos mais tradicionais e estruturados. • Constrói modelos previsíveis e seguros e normalmente garante o alcance das metas estabelecidas, gerando assim tranquilidade para os demais. • Sente-se mais realizado quando percebe que tem total segurança financeira e estabilidade no trabalho. • Muitas vezes é percebido como “sem ambição” e pode ser rejeitado em culturas que valorizam esse traço. • Pode valorizar exacerbadamente estruturas mais conservadoras, buscando com isso maior previsibilidade de futuro. Corre o risco de delegar sua carreira para o superior imediato. • Tende a ficar desestabilizado diante de grandes mudanças ou incertezas. 23 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 23 21/01/2025 09:47:06 E – Criatividade empreendedora Atributos Vulnerabilidades • Geralmente tem talento e alto grau de motivação para empreender, criar, desenvol- ver e construir negócios, produtos e/ou serviços. O reconhecimento por suas criações tem grande valor. • Tende a ter a visão de “dono do negócio” bem desenvolvida. É orientado ao lucro e atua melhor em organizações com cultura evolutiva e inventiva. • Mede o sucesso dentro da organização pela aplicabilidade e/ou pelo grau de inova- ção de suas ideias e soluções. • Tende a acreditar que empreender é gerenciar e, com isso, pode perder prazos, preocupando-se com a inovação de uma forma exacerbada. • Pode parecer sem foco, dada a disposição para realizar inúmeras ideias ao mesmo tempo, sem medir a aplicabilidade. • Tende a buscar incessantemente evidência pessoal e reconhecimento, gerando assim uma autopercepção distorcida. F – Dedicação a uma causa Atributos Vulnerabilidades • Geralmente baseia sua decisão de carreira no equilíbrio de valores, como: trabalhar com as pessoas e servir à sociedade/empresa. Por isso, necessita influenciar a organização na direção desses valores. • Busca como recompensa atingir posições de influência para poder operar com maior autonomia na realização de sua causa. • Costuma compartilhar seus valores e é guardião daquilo que valoriza. • Tende a ter dificuldade de mudar quando isso põe em risco valores consolidados. • Pode frustrar-se e desmotivar-se quando percebe que não pode exercer influência e/ou quando não reconhece no outro os mesmos valores. • Pode desenvolver em excesso a necessidade de obter reconhecimento e apoio, tanto por parte de colegas quanto de superiores. G – Desafio puro Atributos Vulnerabilidades • Constante busca por atividades mais desafiadoras e superação. • Mede o sucesso pela superação de provações impossíveis e de problemas insolúveis. • Mostra proatividade e busca por trabalhos mais difíceis e desafiadores. • Busca o que é novo e diferente e tem apreço pela dificuldade; por isso, sua trajetória profissional pode se mostrar diversificada. • Tem dificuldade em reconhecer as próprias limitações e as dos outros e pouco senso crítico para avaliar o grau de dificuldade de determinadas situações. • É competitivo em relação aos colegas e tem tendência a tornar o ambiente de trabalho tóxico em razão dessa característica. • Acredita cegamente na própria capacidade de resolução de problemas, desenvol- vendo, por isso, a tendência à frustração. H – Estilo de vida Atributos Vulnerabilidades • Busca uma maneira de integrar as necessidades individuais, familiares e de carreira. • Demonstra atitude integradora, assumindo desafios que aos outros podem parecer impossíveis. • Adapta-se bem ao ambiente organizacional e tende a buscar prazer naquilo que realiza. • Tende a ser reativo frente a estruturas muito rígidas e sistemáticas, desejando flexibilidade acima de qualquer coisa. • Pode ser resistente a mudanças quando elas impactam diretamente o estilode vida definido. • Frustra-se quando se vê diante de excesso de trabalho ou de situações que causam desprazer. Elaborado com base em: SCHEIN, Edgar. Identidade profissional. São Paulo: Nobel, 1996. 24 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 24 21/01/2025 09:47:06 FELICIDADE A felicidade é um assunto presente na vida das pessoas desde a Antiguidade Clássica. Filósofos gregos já se debruçaram sobre o tema, como Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.). Em seu tratado sobre Ética, o pensador expôs a conclusão de que o objetivo de uma vida ética e virtuosa é a felicidade. Todos queremos ser felizes, mas será que existe uma fórmula para a felicidade? É provável que inexista uma fórmula ou uma concepção válida para todos, pois esse sentimento é vivenciado de maneira individual (o que me faz feliz pode ter pouco significado para você), mas, mesmo assim, buscamo-la incansavelmente. Para o filósofo grego Aristóteles, a coroação de uma vida virtuosa e feliz é a amizade. Com certeza, a felicidade não está no mundo exterior, mas dentro de cada um e tem intensidade e duração variáveis, a depender da pessoa e do momento de vida que ela está vivenciando. O que nos fazia felizes quando éramos crianças talvez não nos faça mais tão felizes agora, e o que nos faz felizes hoje provavelmente sequer imaginávamos durante a infância. Uw e K re jci /G et ty Im ag es Jo hn Ed er /G et ty Im ag es FG Tr ad e L at in /G et ty Im ag es Os ca r W on g/ Ge tty Im ag es 25 PR OJ ET O DE V ID A Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 25 21/01/2025 09:47:08 Talvez seja o autoconhecimento a chave para a felicidade. Para sermos felizes, precisamos saber o que nos faz felizes. Neste território, vamos continuar explorando algumas habilidades socioemocionais essenciais – como otimismo, responsabilidade e colaboração – e discutir a importância delas para uma vida plena e satisfatória. Vamos entender que tais habilidades não só melhoram a qualidade de vida em nível individual, mas também contribuem para uma sociedade mais harmoniosa e cooperativa, que possibilite a felicidade individual de modo sustentável. Além disso, abordaremos temas como a relação entre dinheiro e felicidade, a importância de viver no presente e a natureza passageira da felicidade. Nathália Rodrigues de Oliveira (1998-), proprietária da marca Nath Finanças, é nascida na periferia de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e fez cursos técnico e superior em Administração de Empresas e Pós-Graduação em Gestão Financeira pela Fundação Getúlio Vargas. Ela se tornou referência em pro- dução de conteúdo na área de finanças. Em um mercado dominado por homens e direcionado princi- palmente às classes A e B, Nathália é destaque como influenciadora, palestrante e escritora com foco em educação financeira para pessoas de baixa renda. Colunista do jornal Extra, ela publicou um livro de educação financeira para crianças, em parceira com o cartunista e ilustrador Ziraldo. A influenciadora é um exemplo de trajetória bem-sucedida em razão do foco nos estudos e do investi- mento na melhoria das condições de vida do cidadão comum. Nascida em meio a uma família pobre, sua história se fundamenta não apenas na clareza de objetivos e na perseverança, mas também na inovação, ao desafiar padrões raciais, de gênero e de classe ligados ao universo financeiro. Com 793 mil seguidores no Instagram e 382 mil inscritos no YouTube, Nath Finanças prova que o sucesso também pode ser aliado do bem-estar social, afinal, ensinar pessoas de baixa renda a administrar o próprio dinheiro traz benefícios para a população que vão além de aumentar o poder aquisitivo, pois ajuda a melhorar a autoestima, exercita a cidadania e, em médio e longo prazos, pode levar ao aquecimento da economia como um todo. Em 2020, foi finalista do prêmio Influency.me, na categoria Negócios, e, em 2021, na categoria Negó- cios, Finanças e Empreendedorismo. Além disso, em 2021 foi laureada com o prêmio Glamour Game Changers e, no mesmo ano, integrou a lista da revista Fortune com os 50 maiores líderes mundiais. Em 2024, Nathália passou a integrar a lista da ONU dos 100 afrodescendentes mais influentes do mundo abaixo dos 40 anos. BIOGRAFIA Você sabia que existe uma relação entre os acordes musicais e a felicidade? Certos acordes (e progressões deles) podem induzir sentimentos específicos. Por exemplo: • • acordes maiores – geralmente são associados a emoções positivas e alegres e tendem a soar mais brilhantes e felizes. Um exemplo é o Dó maior; • • acordes menores – costumam evocar emoções mais tristes ou melancólicas. O acorde Lá menor é um exemplo típico. Músicos e compositores usam esse conhecimento para compor suas músicas. Neste território, convidamos você a encontrar acordes maiores para tocar em si mesmo, com o objetivo de alcançar a felicidade. No entanto, é importante lembrar-se de que a emoção da felicidade é como a música – tem começo, meio e fim. Isso quer dizer que, como todas as coisas, ela não perdura. • Monte uma playlist de músicas animadas na plataforma digital de sua preferência para escutar sempre que estiver prestes a encarar um desa- fio. Isso vai ajudá-lo a criar uma conexão poderosa com um estado emocional criativo e te dar energia para cumprir suas tarefas. Ver orientações no Manual do Professor. NO DIGITAL Os acordes são usados pelos compositores para expressar suas emoções e atingir o público de diferentes maneiras. Ca ns Cr ea tiv e/ Sh ut te rst oc k NATT HAW AT PH RO M TH AI SO NG /S hu tte rst oc k 26 Olhar para si SESI_EM1_PV_EIXO1_CAD2.indb 26 21/01/2025 09:47:08 Renda per capita e felicidade De acordo com um estudo de 2010 da Universidade de Princeton (EUA), publicado pelo psicólogo e economista Daniel Kahneman e pelo também economista Angus Deaton, a felicidade emocional se estabiliza em torno de uma renda anual que permita satisfazer as necessidades básicas. O estudo revelou ainda que, além desse ponto, aumentos adicionais na renda não têm impacto significativo no bem-estar emocional diário, embora possam contribuir para maior satisfação com a vida no longo prazo. Esse fenômeno é conhecido como o “paradoxo da felicidade”, segundo o qual ganhos financeiros além de certo limite não resultam em aumentos proporcionais de felicidade. Posteriormente, em 2021, um estudo da Universidade da Pensilvânia (EUA) confirmou essa teoria. Os pesquisadores descobriram que, embora o bem-estar geral possa aumentar conforme a renda se eleva, os ganhos emocionais diminuem consideravelmente além desse mesmo ponto. O gráfico mostra que não existe relação entre riqueza e felicidade, embora uma condição econômica estável seja fundamental para a manutenção dos índices de felicidade dos indivíduos. O poder aquisitivo é relevante para a felicidade somente até certo ponto, depois ele se torna irrelevante para o acréscimo de felicidade. Elaborado com base em: THE FULFILLMENT Curve. Next Level, [s. l.], 14 jan. 2022. Disponível em: https://curt.link/UafXu. Acesso em: 22 out. 2024. Elaborado com base em: THE FULFILLMENT Curve. Next Level, [s. l.], 14 jan. 2022. Disponível em: https://curt.link/UafXu. Acesso em: 22 out. 2024.Curva de realização pessoal O eixo vertical do gráfico indica o índice de felicidade e o horizontal, o aumento de renda per capita. Vale ressaltar que os valores expressos nas pesquisas dizem respeito à realidade econômica dos países pesquisados. O gráfico mostra um aumento do índice de felicidade até a marca dos 70 mil dólares por ano. Percebe-se que, a partir de ganhos em torno de 75 mil dólares por ano, há uma evidente estabilização no nível de felicidade – o dinheiro aumenta, mas a felicidade não. Ainda assim, grande parte das pessoas deseja ser extremamente rica, pois acredita que só encon- trará a felicidade ao enriquecer. Refletindo profun- damente sobre a questão, poderemos notar que a relação entre felicidade e riqueza é falsa.