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CADERNO DE QUESTÕES_3AM1_1S

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Questões resolvidas

Prévia do material em texto

ªSérie1
ENSINO MÉDIO
3AM1
CADERNO DE QUESTÕES
 
 
 
 
 
 
1. Marque a alternativa em que haja somente substantivos 
sobrecomuns. 
(A) jacaré - cônjuge - artista 
(B) neném - criança - mártir 
(C) carrasco - condor - algoz 
(D) membro - gênio – defunto 
(E) bonito – feio - quase 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
(A) cachorros-quente / pés-de-moleques 
(B) cachorro- quentes / pés-des-moleques 
(C) cachorros-quentes / pé-des-moleques 
(D) cachorro- quentes / pé-de-moleques 
(E) cachorros-quentes / pés-de-moleque 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os substantivos podem se apresentar no singular ou no plural, reflexo da quantidade de seres representados pela palavra 
em questão. Com isso, a correta flexão de plural dos termos “cachorro-quente” e “pé-de-moleque” é, respectivamente: 
 
 
 
 
Leia o seguinte trecho de uma entrevista concedida pelo 
ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa: 
Entrevistador: - O protagonismo do STF dos últimos tempos 
tem usurpado as funções do Congresso? 
Entrevistado: - Temos uma Constituição muito boa, mas 
excessivamente detalhista, com um número imenso de 
dispositivos e, por isso, suscetível a fomentar interpretações 
e toda sorte de litígios. Também temos um sistema de 
jurisdição constitucional, talvez único no mundo, com um rol 
enorme de agentes e instituições dotadas da prerrogativa ou 
de competência para trazer questões ao Supremo. É um leque 
considerável de interesses, de visões, que acaba causando a 
intervenção do STF nas mais diversas questões, nas mais 
diferentes áreas, inclusive dando margem a esse tipo de 
acusação. Nossas decisões não deveriam passar de duzentas, 
trezentas por ano. Hoje, são analisados cinquenta mil, 
sessenta mil processos. É uma insanidade. 
Veja, 15/06/2011. 
3. No trecho “dotadas da prerrogativa ou de competência”, a 
presença de artigo antes do primeiro substantivo e a sua 
ausência antes do segundo fazem que o sentido de cada um 
desses substantivos seja, respectivamente, 
(A) figurado e próprio. 
(B) abstrato e concreto. 
(C) específico e genérico. 
(D) técnico e comum. 
(E) lato e estrito. 
 
 
 
 
 
 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
Leia o texto abaixo e responda à(s) questão(ões) a seguir. 
Laivos de memória 
“... e quando tiverem chegado, vitoriosamente, 
ao fim dessa primeira etapa, 
mais ainda se convencerão de que 
abraçaram uma carreira difícil, 
árdua, cheia de sacrifícios, 
mas útil, nobre e, sobretudo bela.” 
(NOSSA VOGA, Escola Naval, Ilha de Villegagnon, 1964) 
 Há quase 50 anos, experimentei um misto de 
angústia, tristeza e ansiedade que meu jovem coração de 
adolescente soube suportar com bravura. 
 Naquela ocasião, despedia-me dos amigos de 
infância e da família e deixava para trás bucólica 
cidadezinha da região serrana fluminense. A motivação que 
me levava a abandonar gentes e coisas tão caras era, 
naquele momento, suficientemente forte para respaldar a 
decisão tomada de dar novos rumos à minha vida. Meu 
mundo de então se tornara pequeno demais para as minhas 
aspirações. Meus desejos e sonhos projetavam horizontes 
que iam muito além das montanhas que circundam minha 
terra natal. 
 Como resistir à sedução e ao fascínio que a vida no 
mar desperta nos corações dos jovens? 
 Havia, portanto, uma convicção: 
aquelas despedidas, ainda que dolorosas – e despedidas são 
sempre dolorosas – não seriam certamente em vão. Não 
tinha dúvidas de que os sonhos que acalentavam meu 
coração pouco a pouco iriam se converter em realidade. 
 Em março de 1962, desembarcávamos do Aviso 
Rio das Contas na ponte de atracação do Colégio Naval, 
como integrantes de mais uma Turma desse 
tradicional estabelecimento de ensino da Marinha do 
Brasil. 
 
 
 
 
 
 
 Ainda que a ansiedade persistisse oprimindo o peito 
dos novos e orgulhosos Alunos do Colégio Naval, não 
posso negar que a tristeza, que antes havia ocupado espaço 
em nossos corações, era naquele momento substituída pelo 
contentamento peculiar dos vitoriosos. E o sentimento de 
perda, experimentado por ocasião das despedidas, provara-
se equivocado: às nossas caras famílias de origem 
agregava-se uma nova, a Família Naval, composta pelos 
recém-chegados companheiros; e às respectivas cidades de 
nascimento, como a minha bucólica Bom Jardim, juntava-
se, naquele instante, a bela e graciosa enseada Batista das 
Neves em Angra dos Reis, como mais tarde se agregaria à 
histórica Villegagnon em meio à sublime baía de 
Guanabara. 
 Ao todo foram seis anos de companheirismo e feliz 
convivência, tanto no Colégio como na Escola Naval. Seis 
anos de aprendizagem científica, humanística e, sobretudo, 
militar-naval. Seis anos entremeados de aulas, festivais de 
provas, práticas esportivas, remo, vela, cabo de guerra, 
navegação, marinharia, ordem-unida, atividades 
extraclasses, recreativas, culturais e sociais, que deixaram 
marcas indeléveis. 
 Estes e tantos outros símbolos, objetos e 
acontecimentos passados desfilam hoje, deliciosa e 
inexoravelmente distantes, em meio a saudosos devaneios. 
 Ainda como alunos do Colégio Naval, os contatos 
preliminares com a vida de bordo e as primeiras idas para o 
mar – a razão de ser da carreira naval. 
 Como Aspirantes, derrotas mais longas e as 
primeiras descobertas: Santos, Salvador, Recife e 
Fortaleza! 
 Fechando o ciclo das Viagens de Instrução, o tão 
sonhado embarque no Navio-Escola. Viagem maravilhosa! 
Nós, da Turma Míguens, Guardas-Marinha de 1967, 
tivemos a oportunidade ímpar e rara de participar de um 
cruzeiro ao redor do mundo em 1968: a Quinta Circum-
navegação da Marinha Brasileira. 
 
 
 
 
 
 Após o regresso, as platinas de Segundo-Tenente, o 
primeiro embarque efetivo e o verdadeiro início da vida 
profissional – no meu caso, a bordo do cruzador 
Tamandaré, o inesquecível C-12. Era a inevitável 
separação da Turma do CN-62/63 e da EM-64/67. 
 Novamente um misto de satisfação e ansiedade 
tomou conta do coração, agora do jovem Tenente, ao se 
apresentar para servir a bordo de um navio de nossa 
Esquadra. Após proveitosos, mas descontraídos estágios de 
instrução como Aspirante e Guarda-Marinha, quando as 
responsabilidades eram restritas a compromissos 
curriculares, as platinas de Oficial começariam, finalmente, 
a pesar forte em nossos ombros. Sobre essa transição do 
status de Guarda-Marinha para Tenente, o notável 
escritormarinheiro Gastão Penalva escrevera com muita 
propriedade: “... é a fase inesquecível de nosso ofício. 
Coincide exatamente com a adolescência, primavera da 
vida. Tudo são flores e ilusões... Depois começam a 
despontar as responsabilidades, as agruras de novos cargos, 
o acúmulo de deveres novos”. 
 E esses novos cargos e deveres novos, que foram se 
multiplicando a bordo de velhos e saudosos navios, 
deixariam agradáveis e duradouras lembranças em nossa 
memória. Com o passar dos tempos, inúmeros Conveses e 
Praça d’ Armas, hoje saudosas, foram se incorporando ao 
acervo profissionalafetivo de cada um dos integrantes 
daquela Turma de Guardas-Marinha de 1967. 
 Ah! Como é gratificante, ainda que melancólico, 
repassar tantas lembranças, tantos termos expressivos, 
tanta gíria maruja, tantas tradições, fainas e eventos tão 
intensamente vividos a bordo de inesquecíveis e saudosos 
navios... 
 E as viagens foram se multiplicando ao longo de bem 
aproveitados anos de embarque, de centenas de dias de mar 
e de milhares de milhas navegadas em alto mar, singrando 
as extensas massas líquidas que formam os grandes 
oceanos, ou ao longo das águas costeiras que banham os 
recortados litorais, com passagens, visitas e arribadas em 
um sem-número de enseadas, baías, barras, angras, 
estreitos, furos e canais espalhados pelosquatro cantos do 
mundo, percorridos nem sempre com mares bonançosos e 
ventos tranquilos e favoráveis. 
 
 
 
 
 Inúmeros foram também os portos e cidades 
visitadas, não só no Brasil como no exterior, o que sempre 
nos proporciona inestimáveis e valiosos conhecimentos, 
principalmente graças ao contato com povos diferentes e até 
mesmo de culturas exóticas e hábitos às vezes totalmente 
diversos dos nossos, como os ribeirinhos amazonenses ou os 
criadores de serpentes da antiga Taprobana, ex-Ceilão e hoje 
Sri Lanka. 
 Como foi fascinante e delicioso navegar por todos esses 
cantos. Cada novo mar percorrido, cada nova enseada, 
estreito ou porto visitado tinha sempre um gosto especial de 
descoberta... Sim, pois, como dizia Câmara Cascudo, “o mar 
não guarda os vestígios das quilhas que o atravessam. Cada 
marinheiro tem a ilusão cordial do descobrimento”. 
(CÉSAR, CMG (RM1) William Carmo. Laivos de 
memória. In: Revista de Villegagnon, Ano IV, nº 4, 
2009. p. 42-50. Texto adaptado) 
4. Em que opção o plural do substantivo composto segue a 
mesma regra de flexão do termo destacado em “[...] o tão 
sonhado embarque no Navio-Escola.” (11º parágrafo)? 
(A) água-marinha valiosa. 
(B) obra-prima da Natureza. 
(C) vitória-régia da Amazônia. 
(D) salário-família irrisório. 
(E) carta-bilhete do Aspirante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO 
Texto 
Erico Verissimo (1905 – 1975), nascido em Cruz Alta 
(RS), foi um dos escritores mais populares da chamada 
segunda fase modernista, que começou na década de 1930. 
Sua obra mais conhecida é o “Tempo e o Vento”, uma 
trilogia de romances, na qual ele narra a história de um clã 
familiar, os Terra Cambarás, de 1745 até 1945, tendo como 
contexto a formação da fronteira nacional na região sul. O 
espaço central desses romances é a cidade fictícia de Santa 
Fé, situada no noroeste do Rio Grande do Sul. O texto “O 
Sobrado”, que integra o romance “O Continente”, versa 
sobre o chefe do clã, Licurgo Cambará, que resiste em casa 
ao cerco dos inimigos pertencentes ao clã oposto, dos 
Amaral. Na obra, é abordado um episódio da Revolução 
Federalista (1893 – 1895), uma guerra civil entre dois 
grupos de ideias opostas: um que desejava aumentar os 
poderes do presidente da República e outro que desejava 
uma maior autonomia aos estados. 
 
O SOBRADO 
Era uma noite fria de lua cheia. As estrelas 
cintilavam sobre a cidade de Santa Fé, que de tão quieta e 
deserta parecia um cemitério abandonado. 1Era tanto o 
silêncio e tão leve o ar, que se alguém aguçasse o ouvido 
talvez pudesse até escutar o sereno na solidão. 
Agachado atrás dum muro, José Lírio preparava-se 
para a última corrida. Quantos passos dali até a igreja? 
Talvez uns dez ou doze, bem puxados. Receberá ordens 
para revezar o companheiro que estava de vigia no alto 
duma das torres da Matriz. “Tenente Liroca”, dissera-lhe o 
coronel, havia poucos minutos, “suba pro alto do 
campanário e fique de olho firme no quintal do Sobrado. 
Se alguém aparecer pra tirar água do poço, faça fogo sem 
piedade.” 
José Lírio olhava a rua. Dez passos até a igreja. Mas 
quantos passos até a morte? Talvez cinco... ou dois. Havia 
um atirador infernal na água-furtada do Sobrado, à espreita 
dos imprudentes que se aventurassem a cruzar a praça ou 
alguma rua a descoberto. 
 
 
 
 
Os segundos passavam. Era preciso cumprir a ordem. 
Liroca não queria que ninguém percebesse que ele hesitava, 
que 3era um covarde. Sim, covarde. Podia enganar os 
outros, mas não conseguia iludir-se a si mesmo. Estava 
metido naquela revolução porque era federalista e tinha 
vergonha na cara. Mas não se habituava nunca ao perigo. 
Sentirá medo desde o primeiro dia, desde a primeira hora— 
um medo que lhe vinha de baixo, das tripas, e lhe subia pelo 
estômago até a goela, como uma geada, 6amolecendo-lhe 
as pernas, os braços, a vontade. Medo é doença; medo é 
febre. 
Engraçado. A noite estava fria mas o suor escorrialhe 
pela cara barbuda e entrava-lhe na boca, com gosto de 
salmoura. 
 O tiroteio cessara ao entardecer. Talvez a munição da 
gente do Sobrado tivesse acabado. Ele podia atravessar a 
rua devagarinho, assobiando e acendendo um cigarro. Seria 
até uma provocação bonita. Vamos, Liroca, honra o lenço 
encarnado. Mas qual! Lá estava aquela sensação fria de 
vazio e enjoo na boca do estômago, o minuano gelado nos 
miúdos. 
 Donde lhe vinha tanto medo? Decerto do sangue da mãe, 
pois as gentes do lado paterno eram corajosas. O avô de 
Liroca fora um bravo em 35. O pai lhe morrera naquela 
mesma revolução, havia pouco mais dum ano tombara 
estripado numa carga de lança, mas lutando até o último 
momento. 
“Lírio é macho”, murmurou Liroca para si mesmo. 
“Lírio é macho.” 9Sempre que ia entrar num combate, 
repetia estas palavras: “Lírio é macho”. 
Levantou-se devagarinho, apertando a carabina com 
ambas as mãos. Sentia o corpo dorido, a garganta seca. 
Tornou a olhar para a igreja. Dez passos. Podia percorrê-los 
nuns cinco segundos, quando muito. Era só um upa e estava 
tudo terminado. Fez avançar cautelosamente a cabeça e, 
com a quina do muro a tocar-lhe o meio da testa e a ponta 
do nariz, fechou o olho direito e com o esquerdo ficou 
espiando o Sobrado que lá estava, do outro lado da praça, 
com sua fachada branca, a dupla fileira de janelas, a sacada 
de ferro e os altos muros de fortaleza. Havia no casarão algo 
de terrivelmente humano que fez o coração de José Lírio 
pulsar com mais força. 
 
 
Os federalistas tinham tomado a cidade havia quase uma 
semana, 14mas Licurgo Cambará, o intendente e chefe 
político republicano do município, encastelara-se em sua 
casa com toda a família e um grupo de correligionários, e 
de lá ainda oferecia resistência. Enquanto o Sobrado não 
capitulasse, os revolucionários não poderiam considerar-se 
senhores de Santa Fé, pois os 16atiradores da água-furtada 
praticamente dominavam a praça e as ruas em derredor. 
Por alguns instantes José Lírio ficou a mirar a fachada 
do casarão, e de repente a lembrança de que Maria Valéria 
estava lá dentro lhe varou o peito como um pontaço de 
lança. Soltou um suspiro fundo e entrecortado, que foi 
quase um soluço. De novo se encolheu atrás do muro e 
tornou a olhar para a igreja. Se conseguisse chegar a salvo 
até a parede lateral, ficaria fora do alcance do atirador do 
Sobrado, e poderia entrar no campanário pela porta da 
sacristia. 
Vamos, Liroca, só uma corrida. Que te pode acontecer? 
O homem te enxerga, faz pontaria, atira e acerta. Uma bala 
na cabeça. Pronto! Cais de cara no chão e está tudo 
liquidado. Acaba-se a agonia. Dizem que quando a bala 
entra no corpo da gente, no primeiro momento não dói. 
Depois é que vem a ardência, como se ela fosse de ferro em 
brasa. Mas quando o ferimento é mortal não se sente nada. 
O pior é arma branca. Vamos, Liroca. Dez passos. Cinco 
segundos. Lírio é macho, Lírio é macho. 
José Lírio continuava imóvel, olhando a rua. Ainda 
ontem um companheiro seu ousará atravessar aquele trecho 
à luz do dia, num momento em que o tiroteio cessará. Ia 
cantando e fanfarronando. Viu-se de repente na água-
furtada do sobrado um clarão acompanhado dum 
estampido, e o homem tombou. O sangue começou a 
borbotar-lhe do peito e a empapar a terra. 
“Vamos, menino!”. Quem falava agora nos 
pensamentos de Liroca era seu pai, o velho Maneco Lírio. 
Sua voz áspera como lixa vinha de longe, de um certo dia 
da infância em que Liroca faltará à escola e ao chegar a 
casa encontrará o pai atrás da porta com um rebenque na 
mão. 
 
 
 
 
 
 
“Agora tu me pagas, salafrário!” Liroca saíra a correr como 
um doido na direção do fundo do quintal. “Espera, poltrão!” 
E de repente o que o velho Maneco tinha nas mãos não era 
mais o chicote, e sim as próprias vísceras, que lhe escorriam 
moles e visguentas da feridado ventre. “Vamos, covarde!” 
De súbito, como tomado dum demônio, Liroca ergueu-
se, apertou a carabina contra o peito e deitou a correr na 
direção da igreja. Seus passos soaram fofos na terra. Deu 
cinco passadas e a meio caminho, sem olhar para o 
Sobrado, numa voz frenética de quem pede socorro, gritou: 
“Pica-paus do inferno! Sou homem!”. Continuou a correr e, 
ao chegar ao ponto morto atrás da parede lateral da igreja, 
rojou-se ao solo e ali ficou, arquejante, com o peito colado 
à terra, o coração a bater acelerado, e sentindo entrar-lhe na 
boca e nas narinas talos de grama úmida de sereno. “A la 
fresca!”, murmurou ele. “A la fresca!” 
Estava inteiro, estava salvo. Fechou os olhos e deixou-
se quedar onde estava, babujando a terra com sua saliva 
grossa, a garganta a arder, e o corpo todo amolentado por 
uma fraqueza que lhe dava um trêmulo desejo de chorar. 
VERISSIMO, Erico. O tempo e o vento, parte I: O Continente. 4ª 
ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 17-19 (texto 
adaptado). 
5. Os vocábulos em destaque nos segmentos do texto: 
“Medo é doença” (ref. 7) 
“O pior é arma branca” (ref. 19) 
Apresentam, respectivamente, valores de: 
(A) substantivo / adjetivo 
(B) adjetivo / advérbio 
(C) adjetivo / substantivo 
(D) substantivo / substantivo 
(E) substantivo / advérbio 
 
 
 
 
 
 
6. Sobre o Arcadismo é correto afirmar: 
I. É uma escola literária que, no Brasil, compreendeu 
o período entre 1768-1808, e antecede o Realismo. 
II. Também é conhecido como Classicismo. 
III. Fugere urbem, Locus amoenus e Carpe diem são 
expressões em latim que expressam tendências 
árcades. 
(A) Apenas III está correta. 
(B) Apenas I e II 
(C) Apenas II está correta. 
(D) I e III estão corretas. 
(E) Todas estão corretas. 
7. Acerca do contexto histórico do Arcadismo, qual a 
alternativa correta? 
(A) Teve início no contexto da Abolição da escravatura 
e da Proclamação da República. 
(B) Teve início durante a Revolução Francesa. 
(C) Teve início durante as Grandes Navegações. 
(D) Teve início durante a transição do regime 
monárquico para o regime republicano. 
(E) Teve início em meio ao Iluminismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. Leia os fragmentos abaixo, extraídos da obra Marília de 
Dirceu. 
FRAGMENTO 1: 
“Na sua face mimosa, Marília, estão misturadas Purpúreas 
folhas de rosa, Brancas folhas de jasmim Dos rubis mais 
preciosos 
Os seus beiços são formados; Os seus dentes delicados 
São pedaços de marfim” 
 
FRAGMENTO 2: 
“Aos altos deuses moveram Soberbos gigantes guerra; No 
mais tempo o céu, e a terra Lhes tributa adoração. 
Muda-se a sorte dos homens; Só a minha sorte não?” 
 
Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos 
acima: 
I. No fragmento um, encontramos Marília, a musa de 
Dirceu, a qual, seguindo as tendências do Arcadismo, é 
comparada às belezas da natureza. 
II. No fragmento dois, temos referências aos deuses, 
aspecto clássico, retomado pelo Arcadismo. 
III. No segundo fragmento, o eu-
lírico mostra-se inconformado com sua sorte, pois está 
longe de sua amada. 
Quais estão corretas? 
(A) Apenas I. 
(B) Apenas I e II. 
(C) Apenas I e III. 
(D) Apenas II e III. 
(E) I, II e III. 
 
 
 
 
 
9. Sobre a linguagem do Arcadismo é correto afirmar: 
I. adota um vocabulário complexo e rebuscado, 
opondose à clareza de ideias. O obejtivo do 
poeta árcade era tornar a linguagem uma 
espécie de labirinto. 
II. opõe-se à linguagem rebuscada do barroco, pois 
negam a provocação, rebeldia e a dúvida 
expressa na linguagem utilizada pelos artistas 
barrocos. 
III. os escritores árcades prezavam pela 
simplicidade da linguagem, expressa, 
sobretudo, nos sonetos de versos decassílabos. 
Qual(is) está(ão) corretas 
(A) Apenas I e II. 
(B) Apenas I e III. 
(C) Apenas II e III. 
(D) Apenas II. 
(E) Apenas III. 
10. As tendências árcades estão muito relacionadas a 
termos em latim. Sobre eles é correto, EXCETO: 
(A) Fugere Urbem e Carpe Diem são 
características do Arcadismo contraditórias, já que 
uma trata do tema da fuga da cidade e a outra do 
retorno à cidade e de aproveitar toda a tecnologia e 
avanço que ela proporciona. 
(B) Aurea Mediocritas é um termo que expressa a 
idealização da vida simples no campo. 
(C) Locus Amoenus é a busca pelo lugar longe das 
cidades, um lugar agradável e pacífico. 
(D) Inutilia Truncat expressa a simplicidade da 
linguagem árcade em oposição à linguagem 
rebuscada do barroco. 
(E) O termo que expressa a efemeridade do tempo 
é Carpe Diem. 
 
 
 
 
 
 
 
11. Leia a tirinha de Jim Davis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A fala do homem no primeiro quadrinho apresenta uma: 
(A) Suposição. 
(C) Intervenção. 
 
 
12. Read the comic strip and answer: Why are Jon and Garfield 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(B) Afirmação 
(C) Explicação 
(D) Descrição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
astonished? 
(A) Because Odie made a funny sound, and it scared them. 
(B) Because the audio device knew Jon's and Garfield's 
name. 
(C) Because they did not sleep well due to the technological 
noises. 
(D) Because now all the articles are written by 
artificial 
intelligence. 
(E) Because the artificial intelligence heard and 
answered 
them. 
 
 
 
 
13. Analise o meme publicado pelo perfil “Classical Damn” no 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A análise do meme permite caracterizar 
(A) os romanos como extravagantes. 
(B) os gregos como intransigentes. 
(C) os gregos como distraídos. 
(D) os romanos como inventivos. 
(E) os romanos como preguiçosos. 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: 
14. Leia a tira de Bill Amend para responder às questões: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
From the comic strip, one can say that : 
(A) there is a generation conflict between mother and son. 
(B) Eileen Jacobson and the boy are not friends anymore. 
(C) the final level of the game is the boy’s target before 
going to school. 
(D) the ice cream is the boy’s prize for winning the game. 
(E) games exert an irresistible attraction on the boy. 
 
 
 
Instagram em 02.07.2021. 
 
 
 
 
15. 
 
Text aims at: 
(A) engaging in a tricky campaign. 
(B) advertising counseling services. 
(C) describing alternative therapies. 
(D) instructing about social networks. 
(E) giving advice on avoiding solitude. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16. Em jogos de voleibol, um saque é invalidado se a bola 
atingir o teto do ginásio onde ocorre o jogo. Um 
jogador de uma equipe tem um saque que atinge uma 
grande altura. Seu recorde foi quando a batida do saque 
se iniciou a uma altura de 1,5 m do piso da quadra, e a 
trajetória da bola foi descrita pela parábola: 
 
Em que y representa a altura da bola em relação ao eixo 
x (das abscissas) que está localizado a 1,5 m do piso da 
quadra, como representado na figura. Suponha que em 
todas as partidas algum saque desse jogador atinja a 
mesma altura do seu recorde. 
 
A equipe desse jogador participou de um torneio de voleibol 
no qual jogou cinco partidas, cada uma delas em um ginásio 
diferente. As alturas dos tetos desses ginásios, em relação 
aos pisos das quadras, são: 
- ginásio l: 17 m; 
- ginásio II: 18 m; 
- ginásio III: 19 m; 
- ginásio IV: 21 m; 
- ginásio V: 40 m. 
 
 
 
 
 
 
 
 
O saque desse atleta foi invalidado: 
(A) apenas no ginásio I. 
(B) apenas nos ginásios I e II. 
(C) apenas nos ginásios I, II e III. 
(D) apenas nos ginásios I, II, III e IV. 
(E) em todos os ginásios. 
 
17. O quadro representa a relação entre o preço de um produto 
(R) e seu respectivo imposto devido (I). 
Preço do produto (R) Impostodevido (I) 
R ≤ 5000 Isento 
5000casca do manguezal, o popular mangue-vermelho. 
TRISTÃO, M, A educação ambiental e o pós-
colonialismo. Revista de Educação. n. 53, ago, 2014. 
Uma característica de práticas tradicionais como a 
exemplificada no texto é a vinculação entre os recursos do 
mundo natural e a: 
(A) manutenção dos modos de vida. 
(B) conservação dos plantios da roca. 
(C) atualização do modelo de gestão. 
(D) participação na sociedade de consumo. 
(E) especialização nas etapas de produção. 
 
 
 
 
30. A luta pela preservação ambiental tem sido um dos 
temas mais debatidos nos últimos anos. Diversos 
movimentos sociais têm surgido em resposta à 
degradação do meio ambiente. 
 
Disponível em: https://www.greenpeace.org/brasil/blog/conheca-
os-ativistas-que-estampam-esta-greve-pelo-clima/. Acesso em 14 
mar. 2024. 
Nesse contexto, os movimentos sociais voltados para 
a preservação ambiental, como o do cartaz, têm 
contribuído significativamente para o(a): 
(A) ampliação da poluição e a deterioração dos 
recursos hídricos. 
(B) resistência às mudanças necessárias e a 
manutenção do status quo ambiental. 
(C) perpetuação das práticas predatórias e a 
degradação irreversível dos ecossistemas. 
(D) conscientização da sociedade e a divulgação de 
políticas de desenvolvimento sustentável. 
(E) enfraquecimento das políticas 
desenvolvimentistas e o aumento da exploração 
de recursos naturais. 
 
 
 
 
 
 
 
31. A charge abaixo faz uma sátira a Napoleão Bonaparte. O 
título principal, Um homem pequeno com um grande 
apetite para o jantar, é uma referência à baixa estatura do 
imperador e seu "apetite" por conquistas territoriais 
demonstrado pelo expansionismo praticado por ele. Os 
processos de Independência dos países da América Latina, 
incluindo o Brasil, estão atrelados a essa expansão 
napoleônica pela Europa: 
 
De que forma esse “apetite” de Napoleão Bonaparte ajudou 
a deflagrar o processo de Independência das colônias 
portuguesa e espanhola na América? 
(A) Ao executar a expansão territorial, Napoleão 
Bonaparte impedia as regiões conquistadas de 
comercializar com os ingleses. Assim, sem ter para 
quem vender seus produtos, a Inglaterra vai 
patrocinar as independências latinoamericanas para 
abrir novos mercados. Para isso, manda sua marinha 
de guerra ajudar os “libertadores” da América. 
(B) Ao invadir a Rússia, Napoleão obriga a participação 
de Portugal e Espanha naquela aventura; com isso, as 
metrópoles ibéricas não têm condições de manter o 
controle sobre suas colônias e estas deflagram o 
processo de independência. 
 
 
 
 
 
 
(C) Napoleão invade Portugal e Espanha; a corte 
portuguesa foge para o Brasil. As colônias 
hispânicas aproveitam que o rei espanhol Fernando 
VII foi aprisionado pelo imperador francês e 
deflagram o processo de independência. 
(D) Não satisfeito com a expansão territorial na 
Europa, Napoleão Bonaparte vai patrocinar o 
processo de independência na América, para poder 
exercer o domínio político e econômico sobre os 
novos países que estavam surgindo. 
(E) Napoleão incentiva as independências das colônias 
lusohispânicas na América porque contava com o 
auxílio desses novos países na luta contra os velhos 
países imperialistas europeus. 
 
32. Recentemente, foi publicado no Brasil o livro do 
tenente Thomas O’Neil, da Marinha Britânica, que 
testemunhou o embarque da família real portuguesa 
ao Brasil, em 1808. No dia 29, às sete horas, a manhã 
estava linda: uma brisa agradável soprava do 
quadrante leste fazendo com que os navios 
portugueses deslizassem diretamente para fora do 
Tejo (...). Tivemos então a profunda satisfação de ver 
nossas esperanças e perspectivas se realizarem 
totalmente: toda a frota portuguesa se dispôs sob 
proteção de Sua Majestade, enquanto disparava uma 
saudação recíproca de 21 salvas. Emocionado com o 
“espetáculo raro de se ver” da junção dos navios e das 
bandeiras de Portugal e Inglaterra, O’Neil não omite, 
entretanto, que o único espectador insensível à “cena 
de sublime beleza” era o “Exército francês que estava 
nas colinas”. 
Disponível em: 
https://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL197601-
7084,00DIARIO+RELATA+CAOS+E+EMOCAO+NA
+FUGA+DA+CORTE+PORTUGUESA+PARA+O+B
RASIL.html. Acesso em: 20 jul. 2022. 
As declarações do tenente O’Neil explicitam a(s): 
 
 
 
 
 
 
 
 
(A) aliança militar entre Portugal e a França 
(B) aproximação política entre Portugal e os Estados Unidos 
(C) rivalidades estratégicas entre Portugal e Inglaterra 
(D) repercussões da declaração de independência do Brasil 
(E) consequências do Bloqueio Continental de Napoleão 
 
33. 
 
O quadro acima, “Os fuzilamentos de 3 de maio de 1808”, de 
Francisco Goya, retrata um episódio da violenta repressão 
francesa à resistência popular espanhola, durante a invasão 
napoleônica no país, entre 1807-1808. Assinale qual 
afirmativa abaixo relaciona corretamente esse fato com o 
processo de independência na América espanhola. 
(A) O enfraquecimento da metrópole espanhola, com a 
intervenção napoleônica, além das renúncias dos reis 
espanhóis e a coroação de José Bonaparte como 
imperador da Espanha, impulsionou o movimento por 
emancipação, liderado pelos criollos. 
(B) Com a ocupação do território espanhol por tropas 
francesas, foram organizadas nas colônias as juntas 
governativas e os cabildos com o intuito de lutarem a 
favor da invasão napoleônica, com a finalidade de 
defenderem os princípios iluministas praticados por 
Bonaparte. 
 
 
 
 
 
(C) Com a restauração da dinastia Bourbon na Espanha, 
em 1814, e o retorno ao regime absolutista, 
aumentaram os movimentos separatistas nas 
colônias, impulsionados pelas ideias iluministas 
defendidas por Napoleão Bonaparte. 
(D) Apesar da ocupação do território espanhol por tropas 
francesas e o uso da violência contra as classes 
populares, a elite criolla ainda assim apoiou o 
governante francês, pois lucravam com o monopólio 
comercial e defendiam a permanência dessa 
estrutura de exploração. 
(E) A elite criolla perdeu a liderança do movimento a 
favor da independência das colônias latino-
americanas, para líderes populares, pois não se 
manifestaram contra a onda de massacres instaurada 
pelas tropas napoleônicas na Espanha. 
 
34. No dia do golpe, 9 de novembro, a sucessão dos 
eventos é fulminante. Os episódios têm início já às 5 
horas da manhã quando as convocações para uma 
reunião urgente, às 7, são expedidas aos anciãos 
(excetuados os poucos inclinados ao golpe). Às 6, 
Talleyrand preparava a carta de demissão do diretor 
Barras; às 7, um magote de oficiais se acotovela nas 
portas da casa de Napoleão, que lhes fala da situação 
difícil do país (...) 
Na cidade, vendem-se por toda parte panfletos que 
apresentam Napoleão como o salvador. 
 (Carlos Guilherme Mota. A Revolução Francesa) 
 O cenário descrito no texto deve ser relacionado 
com: 
(A) o Período do Terror, ocorrido durante a Revolução 
Francesa; 
(B) o Grande Medo, processo de violência 
desencadeado por camponeses, durante a 
Revolução Francesa; 
(C) o Golpe do 9 Termidor, quando a alta burguesia 
reassumiu o poder através dos girondinos; 
 
 
 
 
 
(D) a implantação da Monarquia hereditária, quando 
Napoleão se fez proclamar imperador; 
(E) o Golpe do 18 Brumário, quando a burguesia 
encontra o braço forte armado para consolidar os 
seus interesses. 
35. Considerando o contexto histórico e os desdobramentos da 
Revolução Francesa, assinale a alternativa que caracteriza 
a “Era Napoleônica”. 
(A) Consolidação da revolução burguesa na França, por 
meio da contenção dos inimigos internos 
(monarquistas e jacobinos), e sua expansão para a 
Europa. 
(B) Retorno da monarquia absolutista ao poder, por 
intermédio da extinção da Declaração dos Direitos do 
Homeme do Cidadão. 
(C) Ascensão política das camadas populares, conhecidas 
como sans-cullotes, o que provocou a radicalização 
do processo. 
(D) Fim do Antigo Regime e implementação da 
Monarquia Constitucionalista, inspirada nos ideais 
jacobinos. 
(E) Início da Assembleia dos Estados Gerais, repressão 
aos monarquistas e derrota da Primeira Coligação 
Europeia Antifrancesa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36. Leia a letra da música abaixo e, a seguir, responda o 
que se pede. 
Pais e Filhos 
[...] 
Eu moro com a minha mãe 
Mas meu pai vem me visitar 
Eu moro na rua não tenho ninguém 
Eu moro em qualquer lugar 
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais 
Eu moro com os meus pais 
[...] 
Sou uma gota d'água 
Sou um grão de areia 
Você me diz que seus pais não lhe entendem 
Mas você não entende seus pais 
Você culpa seus pais por tudo 
E isso é absurdo 
São crianças como você 
O que você vai ser 
Quando você crescer? 
(Legião Urbana) 
O grupo Legião Urbana, no trecho da música acima, 
faz referência à ideia de família e às relações que dela 
decorrem. A respeito dos estudos sociológicos sobre 
a família, é correto dizer que: 
 
 
 
 
 
 
 
(A) A família exerce dois tipos de socialização, a primária 
e a secundária, sendo a segunda a mais importante. 
(B) A socialização primária é uma das mais importantes 
funções da família por preparar o ingresso da criança 
na sociedade. 
(C) A família conjugal é típica de sociedades tradicionais e 
consiste em um grande número de parentes que 
habitam juntos e nutrem sentimento de lealdade. 
(D) A instituição familiar é a única capaz de realizar a 
socialização dos indivíduos, daí se ressalta a sua 
importância. 
(E) A proteção, a autoridade e o afeto familiar são 
características que ocorrem apenas nas sociedades 
modernas capitalistas, dado que o conceito de família 
surge neste contexto histórico. 
 
37. Leia o texto a seguir. 
“[...] grandes mudanças que ocorreram na história da 
humanidade, aquelas que aconteceram no século XVIII – 
e que se estenderam no século XIX – só foram superadas 
pelas grandes transformações do final do século XX. As 
mudanças provocadas pela revolução científico-
tecnológica, que denominamos Revolução Industrial, 
marcaram profundamente a organização social, alterando-
a por completo, criando formas de organização e causando 
modificações culturais duradouras, que perduram até os 
dias atuais”. 
DIAS, Reinaldo. Introdução à sociologia. São Paulo: 
Persons Prentice Hall, 2004. p. 124. 
Sobre o surgimento da Sociologia e das mudanças 
históricas apontadas no texto, assinale a alternativa 
correta: 
(A) A grande mecanização das fábricas nas cidades 
possibilitou o desenvolvimento econômico da população 
rural por meio do aumento de empregos. 
(B) A divisão social do trabalho foi minimizada com as 
novas tecnologias introduzidas pelas revoluções do século 
XVIII. 
 
 
(C) A sociologia foi uma resposta intelectual aos 
problemas sociais que surgiram, sobretudo, com as 
Revoluções Industrial e Francesa. 
(D) O controle teológico da sociedade foi possível 
com o emprego sistemático da razão e do livre 
exame da realidade. 
(E) As atividades rurais do período histórico tratado 
no texto foram o objeto de estudo que deu origem à 
sociologia como ciência. 
 
38. Considerando o contexto histórico do 
surgimento da Sociologia, assinale a afirmação 
verdadeira. 
(A) A Sociologia surge no século XVI em 
decorrência direta das mudanças trazidas pelo 
desenvolvimento das grandes navegações. 
(B) A Sociologia surge a partir da Revolução 
Russa, no ano de 1917. 
(C) A Sociologia resulta dos estudos sobre o 
modo de produção desenvolvido na Ásia. 
(D) É no século XIX, já com a consolidação do 
sistema capitalista na Europa, que se encontra a 
herança intelectual mais próxima da Sociologia 
como ciência particular. 
(E) A Sociologia surge na Antiguidade Clássica, 
com os filósofos gregos, sendo considerada uma 
ciência desde aquele período. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39. "A cultura constitui, portanto, um processo pelo qual 
os homens orientam e dão significado às suas ações 
através de uma manipulação simbólica, que é atributo 
fundamental de toda prática humana. Nesse sentido, 
toda análise de fenômenos culturais é 
necessariamente análise da dinâmica cultural, isto é, 
do processo permanente de reorganização das 
representações na prática social, representações estas 
que são simultaneamente condição e produto de esta 
prática." 
Fonte: DURHAM, E. R. A dinâmica cultural da 
sociedade moderna. In: Ensaios de Opinião, n. 4, 
São Paulo, 1977, p. 13. 
Com base no texto acima, é correto afirmar que: 
(A) Cultura significa a manipulação da prática 
humana que reorganiza e dinamiza os fenômenos 
sociais. 
(B) Dinâmica cultural é a reprodução de toda prática 
humana em fenômenos culturais. 
(C) Fenômenos culturais são dinâmicos porque são 
representações de práticas sociais que estão em 
permanente reorganização. 
(D) Práticas sociais são dinâmicas porque a cultura é 
uma manipulação simbólica, sujeita a variações 
simultâneas de significados por parte dos homens. 
(E) Dinâmica cultural é a manipulação simultânea de 
significados simbólicos por parte dos homens. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40. Leia o texto a seguir. 
“[...] O interesse sociológico em explicar e prever 
padrões de mudança tem origem nos séculos 
XVIII e XIX, e na sublevação social que 
acompanhou a Revolução Industrial e as 
revoluções políticas, que cercaram o 
desenvolvimento da democracia. Embora esses 
primeiros trabalhos se concentrassem em formular 
leis universais que explicariam a complexidade da 
mudança social, elas foram desde então 
abandonadas em favor de teorias mais 
estreitamente focalizadas em aspectos particulares 
da vida social, como política, religião, economia, 
tecnologia e família. 
No fundo, a atenção à mudança social é inerente a 
todo trabalho sociológico simplesmente porque os 
sistemas sociais estão sempre em processo de 
mudança. Em outras palavras, se queremos 
compreender como sistemas sociais funcionam e 
se mantêm, precisamos, em algum nível, 
compreender como eles mudam ou se dissolvem.” 
JOHNSON, Allan G. Dicionário de sociologia: guia 
prático da linguagem sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 
1998. p. 292-293. 
Com base no conceito sociológico apresentado no 
texto, a luta feminista pelos direitos das mulheres 
provocou transformações nos valores e nas ideias 
sobre a posição da mulher na sociedade. Essa 
mudança na estrutura social tem origem nos 
fatores 
(A) econômicos. 
(B) geográficos. 
(C) tecnológicos. 
(D) culturais. 
(E) biológicos. 
 
 
 
 
 
 
41. Algumas células da pele possuem rodopsina, uma 
proteína fotoreceptora capaz de absorver raios 
ultravioleta, colaborando com a proteção desse órgão 
contra esse tipo de radiação. 
Essas células são denominadas: 
(A) Fibrócitos 
(B) Astrócitos 
(C) Mastócitos 
(D) melanócitos 
 
42. Relacione os epitélios do bloco superior com suas 
respectivas características estruturais, descritas no bloco 
inferior. 
1. Epitélio de proteção da pele 
2. Epitélio de trocas gasosas dos pulmões 
3. Epitélio de transporte dos túbulos renais 
4. Epitélio secretor do pâncreas exócrino 
 
( ) Várias camadas de células sobrepostas com um 
revestimento de queratina na superfície. 
( ) Camada única de células cúbicas ricas em 
mitocôndrias e presença de microvilosidades na 
superfície apical. 
( ) Células ricas em grânulos revestidos por membrana e 
com extenso retículo endoplasmático rugoso. 
( ) Uma única camada de células achatadas 
(pavimentosas). 
 
 
 
 
 
(A) 1 – 4 – 2 – 3. 
(B) 1 – 3 – 4 – 2. 
(C) 2 – 4 – 3 – 1. 
(D) 3 – 1 – 2 – 4. 
(E) 4 – 2 – 1 – 3. 
 
43. Observe a imagem. 
 
No corte esquematizado, existem dois tecidos 
representados,o epitelial e o conjuntivo. O tecido 
conjuntivo representado se diferencia do epitelial por 
(A) possuir células fortemente unidas. 
(B) conter muito pouca substância intercelular. 
(C) apresentar poucas fibras colágenas e muitas 
fibras de queratina. 
(D) não apresentar nervos e terminações nervosas. 
(E) ser vascularizado. 
 
44. O ácido hialurônico é uma substância do nosso 
organismo que preenche os espaços entre as células. 
Ele está presente em todos os órgãos do corpo 
humano, em proporções diferentes, porém em 
maior quantidade na pele, representando mais de 
50% do total. 
Disponível em: 
https://www.mundoboaforma.com.br/acidohialuroni
co-o-que-e-para-que-serve-efeitos-colaterais- 
e-dicas/. Acesso em: 07 set. 2022 
 
 
 
 
Considerando as diferentes características das camadas da 
pele, o menor espaço entre as células nessas camadas 
encontra-se na: 
(A) endoderme 
(B) epiderme 
(C) derme 
(D) hipoderme 
(E) mesoderme 
 
45. A tatuagem do corpo, que já era realizada no Egito entre 
4000 e 2000 anos a.C., é feita por meio de pigmentos 
introduzidos na pele por agulhas. Como uma boa 
cicatrização é fundamental para a aparência de uma 
tatuagem, pessoas com predisposição à formação de 
cicatrizes aparentes, chamadas queloides, podem não 
apreciar o resultado do procedimento. 
No processo de cicatrização, a formação de queloides 
devese à ação de células denominadas: 
(A) fibroblastos 
(B) mieloblastos 
(C) osteoblastos 
(D) condroblastos 
(E) neuroblastos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46. Na figura abaixo, o fio inextensível que une os corpos 
A e B e a polia têm massas desprezíveis. As massas 
dos corpos são mA = 4,0 kg e mB = 6,0 kg. 
Desprezando-se o atrito entre o corpo A e a 
superfície, a aceleração do conjunto, em m/s2, é de 
(Considere a aceleração da gravidade 10,0 m/s2) 
 
(A) 4,0 
(B) 6,0 
(C) 8,0 
(D) 10,0 
(E) 12,0 
47. Uma pessoa necessita da força de atrito em seus pés 
para se deslocar sobre uma superfície. Logo, uma 
pessoa que sobe uma rampa em linha reta será 
auxiliada pela força de atrito exercida pelo chão em 
seus pés. 
Em relação ao movimento dessa pessoa, quais são a 
direção e o sentido da força de atrito mencionada no 
texto? 
(A) Perpendicular ao plano e no mesmo sentido do 
movimento. 
(B) Paralelo ao plano e no sentido contrário ao 
movimento. 
(C) Paralelo ao plano e no mesmo sentido do 
movimento. 
(D) Horizontal e no mesmo sentido do movimento. 
(E) Vertical e sentido para cima. 
 
 
 
 
 
48. Vinícius observa duas crianças, Caio e João, empurrando 
uma caixa de brinquedos. Relembrando a aula de 
Ciências que teve pela manhã, ele observa o 
deslocamento da caixa e faz um desenho representando 
as forças envolvidas nesse processo, conforme a figura. 
 
Considerando que a caixa esteja submetida a duas forças 
horizontais, nos sentidos representados na figura, de 
intensidades F1 = 100 N e F2 = 75 N, ficou pensando em 
como poderia evitar o deslocamento da caixa, fazendo 
com que ela ficasse em equilíbrio (parada). 
Concluiu, então, que para isso ocorrer, uma outra criança 
deveria exercer uma força de intensidade igual a: 
(A) 100 N, junto com João. 
(B) 100 N, junto com Caio. 
(C) 75 N, junto com João. 
(D) 25 N, junto com Caio. 
(E) 25 N, junto com João. 
 
49. Dois blocos, de massas m1=3,0 kg e m2=1,0 kg, ligados 
por um fio inextensível, podem deslizar sem atrito sobre 
um plano horizontal. Esses blocos são puxados por uma 
força horizontal F de módulo F=6 N, conforme a figura 
a seguir. (Desconsidere a massa do fio). 
 
 
 
A tensão no fio que liga os dois blocos é: 
 
 
 
 
(A) zero. 
(B) 2,0 N. 
(C) 3,0 N. 
(D) 4,5 N. 
(E) 6,0 N. 
 
50. Um bloco de madeira encontra-se em equilíbrio sobre 
um plano inclinado de 45º em relação ao solo. A 
intensidade da força que o bloco exerce 
perpendicularmente ao plano inclinado é igual a 2,0 
N. Entre o bloco e o plano inclinado, a intensidade da 
força de atrito, em newtons, é igual a: 
(A) 0,7 
(B) 1,0 
(C) 1,4 
(D) 2,0 
(E) 3,0 
51. Soluções aquosas de hidróxido de amônio, 
NH4OH(aq), são empregadas na indústria têxtil e 
agrícola, no tratamento de efluentes e na limpeza 
doméstica. 
(http://www.infoescola.com. Adaptado.) 
A fórmula química fornecida para o hidróxido de 
amônio, permite afirmar que essa substância é 
classificada como: 
(A) um sal. 
(B) um ácido. 
(C) um óxido. 
(D) uma base. 
(E) um hidrato. 
 
 
 
 
 
 
52. Considerando-se que o elemento ferro pode formar 
diferentes compostos nos quais apresenta valores de 
número de oxidação +2 ou +3 , as fórmulas dos possíveis 
sulfatos e hidróxidos de ferro são: 
(A) Fe2SO4 , Fe3SO4 , Fe2OH , Fe3OH 
(B) FeSO4 , Fe2 (SO4)3 , Fe(OH)2 , Fe(OH)3 
(C) Fe(SO4)2 , Fe(SO4)3 , FeO , Fe2O3 
(D) FeSO3 , Fe2 (SO3)3 , FeOH , Fe(OH)3 
(E) FeS , Fe2S3 , Fe2O3 , Fe3O4 
 
53. Um produto, obtido industrialmente da eletrólise de 
solução aquosa de cloreto de sódio, tem sido amplamente 
empregado na indústria, por exemplo, na fabricação de 
papéis, tecidos e sabões. Normalmente, esse produto é 
usado na desobstrução de encanamentos e sumidouros, 
pois é capaz de reagir com gorduras. No entanto, a sua 
manipulação exige cuidados, pois é altamente corrosivo, 
podendo, em contato com a pele, provocar vermelhidão, 
irritação ou “queimaduras” de tecidos vivos. Além disso, 
se o frasco do produto for abandonado aberto por um 
longo período de tempo, ele pode absorver CO2, 
convertendo-se em um sal. 
Esse produto industrial é o: 
(A) cloro molecular, Cl2. 
(B) ácido clorídrico, HCl. 
(C) ácido sulfúrico, H2SO4. 
(D) hidróxido de sódio, NaOH. 
(E) carbonato de sódio, Na2CO3. 
 
 
 
 
 
 
 
54. Leia atentamente a seguinte notícia publicada em 
jornal: 
Alunos tomam soda cáustica durante aula e 
passam mal. 
Dezesseis alunos de uma escola particular de 
Sorocaba, interior de São Paulo, foram internados 
após tomar soda cáustica durante uma aula de 
química. Os alunos participavam de um exercício 
chamado “teste do sabor”: já haviam provado limão, 
vinagre e leite de magnésia e insistiram em provar a 
soda cáustica, produto utilizado na limpeza 
doméstica. Em pouco tempo, os alunos já começaram 
a sentir os primeiros sintomas: ardência na língua e 
no estômago, e foram encaminhados ao Hospital 
Modelo da cidade. 
(Adaptado do Diário do Grande ABC OnLine, 
19/09/2005.) 
Sobre essa notícia, foram feitas as seguintes 
afirmações: 
I. Os produtos ingeridos pelos alunos (limão, vinagre, 
leite de magnésia e soda cáustica) são todos ácidos e, 
por isso, corrosivos. 
II. Tanto o leite de magnésia como a soda cáustica são 
compostos alcalinos. 
III. A soda cáustica (NaOH) é uma base forte; o leite 
de magnésia (suspensão de Mg(OH)2) é uma base 
fraca. Isto ajuda a entender por que o leite de magnésia 
pode ser ingerido, mas a soda cáustica não. 
Dessas afirmações, 
(A) apenas I é correta. 
(B) apenas II é correta. 
(C) apenas III é correta. 
(D) II e III são corretas. 
(E) I e III são corretas. 
 
 
 
 
55. Um técnico de laboratório distraído preparou soluções de 
carbonato de potássio (K2CO3), hidróxido de sódio 
(NaOH) e de hidróxido de cálcio (Ca(OH)2), colocando-
as em três frascos não rotulados (frascos X, Y e Z). 
Para identificar as soluções, um aluno misturou, em três 
tubos de ensaio distintos, amostras de cada frasco com 
solução aquosa de ácido clorídrico. Nada foi observado 
nas soluções dos frascos X e Z, mas ocorreu uma 
efervescência no tubo que continha a solução do frasco 
Y. 
Em seguida, o aluno combinou, dois a dois, os conteúdos 
de cada frasco (frascos X, Y e Z) em tubos de ensaio 
limpos. 
Observou que só houve formação de precipitado quandomisturou as soluções dos frascos X e Y. 
Dado: Os compostos iônicos de metais alcalinos são 
solúveis em água. 
Assinale a alternativa que identifica corretamente o 
conteúdo dos frascos X, Y e Z. 
(A) 
(B) 
(C) 
(D) 
(E)

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