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Resumo sobre classificação dos negócios jurídicos: definição e categorias — inter vivos/mortis causa; simples/complexos; gratuitos/onerosos (comutativos/aleatórios); uni/bi/plurilaterais; principais/acessórios/derivados; solenes/não solenes. Menciona Dinz, Venosa e Gonçalves.

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ClassificaçãoClassificação
doutrinária dosdoutrinária dos
negócios jurídicosnegócios jurídicos
inter vivos destinam-se a produzir efeitos desde logo, isto
é, estando as partes ainda vivas, como a promessa de
venda e compra, a locação, a permuta, o mandato, o
casamento etc
Mortis causa são os negócios destinados a produzir efeitos
após a morte do agente, como ocorre com o testamento, o
codicilo e a doação estipulada em pacto antenupcial para
depois da morte do doador. O evento morte nesses casos
é pressuposto necessário de sua eficácia
*O seguro de vida, ao contrário do que possa parecer, é
negócio inter vivos, em que o evento morte funciona
como termo.
Quanto à modificações queQuanto à modificações que
podem produzirpodem produzir
Simples são os negócios que se constituem por ato único.
Complexos são os que resultam da fusão de vários atos sem eficácia
independente. Exemplo desta última modalidade, a alienação de um imóvel em
prestações, que se inicia pela celebração de um compromisso de compra e
venda, mas se completa com a outorga da escritura definitiva.
Complexidade objetiva quando as várias declarações de vontade, que se
completam, são emitidas pelo mesmo sujeito tendo em vista o mesmo objeto
Complexidade subjetiva se caracteriza pela pluralidade de declarações de
diferentes sujeitos, devendo convergir para o mesmo objeto, ou seja, ter uma
única causa, mas podendo ser emitidas contemporânea ou sucessivamente
Coligado, que se compõe de vários outros, como, por exemplo, o arrendamento
de posto de gasolina, coligado pelo mesmo instrumento ao contrato de locação
das bombas.
Gratuitos são aqueles em que só uma das partes aufere vantagens ou
benefícios, como sucede na doação pura, por exemplo. Nessa modalidade,
outorgam-se vantagens a uma das partes sem exigir contraprestação da outra.
Onerosos ambos os contratantes auferem vantagens, às quais, porém,
corresponde um sacrifício ou uma contraprestação. É o que se passa com a
compra e venda, a locação, a empreitada etc.
Subdividem-se em comutativos e aleatórios.
Comutativos são os de prestações certas e determinadas.
Aleatórios, ao contrário, caracterizam-se pela incerteza, para as duas partes,
sobre as vantagens e os sacrifícios que deles pode advir.
Neutros são destituídos de atribuição patrimonial específica, não se incluindo
em nenhuma das duas categorias supra-apresentadas. É o caso da instituição
voluntária do bem de família, que não tem natureza gratuita nem onerosa;
Bifrontes são negócios que tanto podem ser gratuitos como onerosos. Tudo
depende da intenção perseguida pelas partes. O contrato de depósito, por
exemplo, é, em princípio, gratuito, embora nada impeça seja convencionada a
remuneração do depositário, convertendo-o em negócio oneroso
Unilaterais são os que se aperfeiçoam com uma única manifestação de
vontade, como ocorre no testamento, no codicilo, na instituição de
fundação.
Bilaterais são os que se perfazem com duas manifestações de vontade,
coincidentes sobre o objeto. Essa coincidência chama-se consentimento
mútuo ou acordo de vontades, que se verifica nos contratos em geral.
Plurilaterais são os contratos que envolvem mais de duas partes, como o
contrato de sociedade com mais de dois sócios e os consórcios de bens
móveis e imóveis.
Quanto ao número deQuanto ao número de
declarantesdeclarantes
Quanto às vantagensQuanto às vantagens
patrimoniaispatrimoniais
Quanto à formaQuanto à forma
Negócio jurídico é um ato, ou uma pluralidade de atos, entre si
relacionados, quer sejam de uma ou de várias pessoas, que tem por
fim produzir efeitos jurídicos, modificações nas relações jurídicas no
âmbito do Direito Privado
Quanto ao modo deQuanto ao modo de
obtenção do resultadoobtenção do resultado
Quanto ao número deQuanto ao número de
atos necessáriosatos necessários 
As Classificações doutrinária dos negócios jurídicos possuem vários doutrinadores, sendo os principais Maria
Helena Dinz, Silvio de Salvo Venosa e Carlos Roberto Gonçalves, que foi o usado para criação do Mapa Mental
Quanto à existênciaQuanto à existência
Principais são os que têm existência própria e não dependem,
pois, da existência de qualquer outro, como a compra e
venda, a locação, a permuta etc.
Acessórios são os que têm sua existência subordinada à do
contrato principal, como se dá com a cláusula penal, a fiança,
o penhor e a hipoteca, por exemplo. 
*Negócios derivados ou subcontratos são os que têm por
objeto direitos estabelecidos em outro contrato, denominado
básico ou principal (Exemplo: sublocação e subempreitada.
Quanto ao momento daQuanto ao momento da
produção de efeitosprodução de efeitos
Solenes são os negócios que devem obedecer à forma prescrita
em lei para se aperfeiçoarem. Constitui a própria substância do
ato, como a escritura pública na alienação de imóvel acima de
certo valor (CC, art. 108), o testamento como manifestação de
última vontade (arts. 1.864 e s.), a renúncia da herança (art. 1.806)
etc
Não solenes são os negócios de forma livre. Como a lei não
reclama nenhuma formalidade para o seu aperfeiçoamento,
podem ser celebrados por qualquer forma, inclusive a verbal.
Podem ser mencionados como exemplos, dentre inúmeros outros,
os contratos de locação e de comodato.
Dispositivos os utilizados pelo titular para alienar, modificar ou
extinguir direitos. Com efeito, pode o titular de um direito de
natureza patrimonial dispor, se para tanto tiver capacidade, de seus
direitos, como, por exemplo, conceder remissão de dívida, constituir
usufruto em favor de terceiro, operar a tradição etc.
Obrigacionais os que, por meio de manifestações de vontade, geram
obrigações para uma ou para ambas as partes, possibilitando a uma
delas exigir da outra o cumprimento de determinada prestação,
como sucede nos contratos em geral.
Negócio fiduciário é aquele em que alguém, o fiduciante, “transmite um direito a
outrem, o fiduciário, que se obriga a devolver esse direito ao patrimônio do
transferente ou a destiná-lo a outro fim”. Exemplo, quando “alguém transmite a
propriedade de um bem com a intenção de que o adquirente o administre, obtendo
dele o compromisso, por outro negócio jurídico de caráter obrigacional, de lhe
restituir o bem vendido”
Negócio simulado é o que tem a aparência contrária à realidade. As partes aparentam
conferir direitos a pessoas diversas daquelas a quem realmente os conferem. O
negócio simulado não é, portanto, válido. O atual Código retirou-o do rol dos defeitos
do negócio jurídico, em que se encontrava no diploma de 1916 (arts. 102 a 105),
deslocando-o para o capítulo concernente à invalidade do negócio jurídico,
considerando-o nulo (art. 167).
ClassificaçãoClassificação
doutrinária dosdoutrinária dos
negócios jurídicosnegócios jurídicos
Negócios de disposição, quando autorizam o exercício de amplos
direitos, inclusive de alienação, sobre o objeto transferido. Em regra, são
negócios jurídicos translativos, a exemplo da doação;
Negócios de administração, admitem apenas a simples administração e
uso do objeto cedido. É o que ocorre no comodato e no mútuo.
Quanto ao exercícioQuanto ao exercício
de direitosde direitos 
Quanto ao conteúdoQuanto ao conteúdo
Constitutivos, cuja eficácia opera-se ex nunc, ou seja, a partir do momento da
celebração;
Declaratórios ou declarativos, negócios em que os efeitos retroagem ao
momento da ocorrência fática a que se vincula a declaração de vontade, ou
seja, ex tunc.
Quanto à eficáciaQuanto à eficácia 
PARTE 2
Maria Helena DinizMaria Helena Diniz
A doutrinadora é uma jurista e professora brasileira,
tem uma gama de livros publicados.
Obs: No livro “Novo Curso de Direito Civil - Vol.1 -
Parte Geral - 27ª Edição 2025” do Pablo Stolze
Gagliano, Rodolfo Mário Veiga Pamplona Filho. é
usado a Classificação doutrinária dos negócios
jurídicos de Maria Helena
Silvio de Salvo VenosaSilvio de Salvo Venosa
Foi juiz no Estado de São Paulo por 25 anos. Aposentou-se como membro do
extinto Primeiro Tribunal de Alçada Civil, passando a integrar o corpo de
profissionais de grande escritóriojurídico brasileiro. 
VENOSA, Silvio de Salvo, Direito civil: parte geral , 24 ed. Rio de Janeiro: Atlas,
2024.
ComplexosComplexos
complexos aqueles em que há um conjunto de
manifestações de vontade, sempre mais de uma, sem
existirem interesses antagônicos, como o contrato de
sociedade. As partes procuram uma finalidade comum.
Pessoais ePessoais e
PatrimoniaisPatrimoniais 
Pessoais são os que se ligam às disposições de família,
como o casamento, o reconhecimento de filho, a
emancipação.
Patrimoniais são os que contêm um relacionamento com
o patrimônio, como o testamento e os contratos
Causais e AbstratosCausais e Abstratos
Causais (concretos ou materiais) os que estão vinculados à causa
que deve constar do próprio negócio, como é o caso dos contratos,
em geral. 
Abstratos (ou formais) os negócios que têm existência
desvinculada de sua causa, de sua origem. Estes últimos
produzem efeito independentemente de sua causa, como é o caso
dos títulos de crédito (nota promissória, letra de câmbio).
Patrimoniais, relacionados com bens ou direitos aferíveis
pecuniariamente (negócios reais, obrigacionais etc.);
Extrapatrimoniais, referentes a direitos sem conteúdo econômico
(direitos puros de família, direitos de personalidade etc.).
AnaliseAnalise
Os três doutrinadores entram em acordo com 5 tópicos (Quanto às vantagens patrimoniais, Quanto à
existência, Quanto à forma, Quanto ao momento da produção de efeitos, Quanto ao número de
declarante).
Colocamos nessa segunda parte as divergem e o que cada autor aborda.
Vale ressaltar que grande parte dos livros e artigos de Direito Civil aborda a visão de Maria Helena Diniz,
uma vez que , sua abordagem ser mais “simples” e de fácil entendimento

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