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ClassificaçãoClassificação doutrinária dosdoutrinária dos negócios jurídicosnegócios jurídicos inter vivos destinam-se a produzir efeitos desde logo, isto é, estando as partes ainda vivas, como a promessa de venda e compra, a locação, a permuta, o mandato, o casamento etc Mortis causa são os negócios destinados a produzir efeitos após a morte do agente, como ocorre com o testamento, o codicilo e a doação estipulada em pacto antenupcial para depois da morte do doador. O evento morte nesses casos é pressuposto necessário de sua eficácia *O seguro de vida, ao contrário do que possa parecer, é negócio inter vivos, em que o evento morte funciona como termo. Quanto à modificações queQuanto à modificações que podem produzirpodem produzir Simples são os negócios que se constituem por ato único. Complexos são os que resultam da fusão de vários atos sem eficácia independente. Exemplo desta última modalidade, a alienação de um imóvel em prestações, que se inicia pela celebração de um compromisso de compra e venda, mas se completa com a outorga da escritura definitiva. Complexidade objetiva quando as várias declarações de vontade, que se completam, são emitidas pelo mesmo sujeito tendo em vista o mesmo objeto Complexidade subjetiva se caracteriza pela pluralidade de declarações de diferentes sujeitos, devendo convergir para o mesmo objeto, ou seja, ter uma única causa, mas podendo ser emitidas contemporânea ou sucessivamente Coligado, que se compõe de vários outros, como, por exemplo, o arrendamento de posto de gasolina, coligado pelo mesmo instrumento ao contrato de locação das bombas. Gratuitos são aqueles em que só uma das partes aufere vantagens ou benefícios, como sucede na doação pura, por exemplo. Nessa modalidade, outorgam-se vantagens a uma das partes sem exigir contraprestação da outra. Onerosos ambos os contratantes auferem vantagens, às quais, porém, corresponde um sacrifício ou uma contraprestação. É o que se passa com a compra e venda, a locação, a empreitada etc. Subdividem-se em comutativos e aleatórios. Comutativos são os de prestações certas e determinadas. Aleatórios, ao contrário, caracterizam-se pela incerteza, para as duas partes, sobre as vantagens e os sacrifícios que deles pode advir. Neutros são destituídos de atribuição patrimonial específica, não se incluindo em nenhuma das duas categorias supra-apresentadas. É o caso da instituição voluntária do bem de família, que não tem natureza gratuita nem onerosa; Bifrontes são negócios que tanto podem ser gratuitos como onerosos. Tudo depende da intenção perseguida pelas partes. O contrato de depósito, por exemplo, é, em princípio, gratuito, embora nada impeça seja convencionada a remuneração do depositário, convertendo-o em negócio oneroso Unilaterais são os que se aperfeiçoam com uma única manifestação de vontade, como ocorre no testamento, no codicilo, na instituição de fundação. Bilaterais são os que se perfazem com duas manifestações de vontade, coincidentes sobre o objeto. Essa coincidência chama-se consentimento mútuo ou acordo de vontades, que se verifica nos contratos em geral. Plurilaterais são os contratos que envolvem mais de duas partes, como o contrato de sociedade com mais de dois sócios e os consórcios de bens móveis e imóveis. Quanto ao número deQuanto ao número de declarantesdeclarantes Quanto às vantagensQuanto às vantagens patrimoniaispatrimoniais Quanto à formaQuanto à forma Negócio jurídico é um ato, ou uma pluralidade de atos, entre si relacionados, quer sejam de uma ou de várias pessoas, que tem por fim produzir efeitos jurídicos, modificações nas relações jurídicas no âmbito do Direito Privado Quanto ao modo deQuanto ao modo de obtenção do resultadoobtenção do resultado Quanto ao número deQuanto ao número de atos necessáriosatos necessários As Classificações doutrinária dos negócios jurídicos possuem vários doutrinadores, sendo os principais Maria Helena Dinz, Silvio de Salvo Venosa e Carlos Roberto Gonçalves, que foi o usado para criação do Mapa Mental Quanto à existênciaQuanto à existência Principais são os que têm existência própria e não dependem, pois, da existência de qualquer outro, como a compra e venda, a locação, a permuta etc. Acessórios são os que têm sua existência subordinada à do contrato principal, como se dá com a cláusula penal, a fiança, o penhor e a hipoteca, por exemplo. *Negócios derivados ou subcontratos são os que têm por objeto direitos estabelecidos em outro contrato, denominado básico ou principal (Exemplo: sublocação e subempreitada. Quanto ao momento daQuanto ao momento da produção de efeitosprodução de efeitos Solenes são os negócios que devem obedecer à forma prescrita em lei para se aperfeiçoarem. Constitui a própria substância do ato, como a escritura pública na alienação de imóvel acima de certo valor (CC, art. 108), o testamento como manifestação de última vontade (arts. 1.864 e s.), a renúncia da herança (art. 1.806) etc Não solenes são os negócios de forma livre. Como a lei não reclama nenhuma formalidade para o seu aperfeiçoamento, podem ser celebrados por qualquer forma, inclusive a verbal. Podem ser mencionados como exemplos, dentre inúmeros outros, os contratos de locação e de comodato. Dispositivos os utilizados pelo titular para alienar, modificar ou extinguir direitos. Com efeito, pode o titular de um direito de natureza patrimonial dispor, se para tanto tiver capacidade, de seus direitos, como, por exemplo, conceder remissão de dívida, constituir usufruto em favor de terceiro, operar a tradição etc. Obrigacionais os que, por meio de manifestações de vontade, geram obrigações para uma ou para ambas as partes, possibilitando a uma delas exigir da outra o cumprimento de determinada prestação, como sucede nos contratos em geral. Negócio fiduciário é aquele em que alguém, o fiduciante, “transmite um direito a outrem, o fiduciário, que se obriga a devolver esse direito ao patrimônio do transferente ou a destiná-lo a outro fim”. Exemplo, quando “alguém transmite a propriedade de um bem com a intenção de que o adquirente o administre, obtendo dele o compromisso, por outro negócio jurídico de caráter obrigacional, de lhe restituir o bem vendido” Negócio simulado é o que tem a aparência contrária à realidade. As partes aparentam conferir direitos a pessoas diversas daquelas a quem realmente os conferem. O negócio simulado não é, portanto, válido. O atual Código retirou-o do rol dos defeitos do negócio jurídico, em que se encontrava no diploma de 1916 (arts. 102 a 105), deslocando-o para o capítulo concernente à invalidade do negócio jurídico, considerando-o nulo (art. 167). ClassificaçãoClassificação doutrinária dosdoutrinária dos negócios jurídicosnegócios jurídicos Negócios de disposição, quando autorizam o exercício de amplos direitos, inclusive de alienação, sobre o objeto transferido. Em regra, são negócios jurídicos translativos, a exemplo da doação; Negócios de administração, admitem apenas a simples administração e uso do objeto cedido. É o que ocorre no comodato e no mútuo. Quanto ao exercícioQuanto ao exercício de direitosde direitos Quanto ao conteúdoQuanto ao conteúdo Constitutivos, cuja eficácia opera-se ex nunc, ou seja, a partir do momento da celebração; Declaratórios ou declarativos, negócios em que os efeitos retroagem ao momento da ocorrência fática a que se vincula a declaração de vontade, ou seja, ex tunc. Quanto à eficáciaQuanto à eficácia PARTE 2 Maria Helena DinizMaria Helena Diniz A doutrinadora é uma jurista e professora brasileira, tem uma gama de livros publicados. Obs: No livro “Novo Curso de Direito Civil - Vol.1 - Parte Geral - 27ª Edição 2025” do Pablo Stolze Gagliano, Rodolfo Mário Veiga Pamplona Filho. é usado a Classificação doutrinária dos negócios jurídicos de Maria Helena Silvio de Salvo VenosaSilvio de Salvo Venosa Foi juiz no Estado de São Paulo por 25 anos. Aposentou-se como membro do extinto Primeiro Tribunal de Alçada Civil, passando a integrar o corpo de profissionais de grande escritóriojurídico brasileiro. VENOSA, Silvio de Salvo, Direito civil: parte geral , 24 ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2024. ComplexosComplexos complexos aqueles em que há um conjunto de manifestações de vontade, sempre mais de uma, sem existirem interesses antagônicos, como o contrato de sociedade. As partes procuram uma finalidade comum. Pessoais ePessoais e PatrimoniaisPatrimoniais Pessoais são os que se ligam às disposições de família, como o casamento, o reconhecimento de filho, a emancipação. Patrimoniais são os que contêm um relacionamento com o patrimônio, como o testamento e os contratos Causais e AbstratosCausais e Abstratos Causais (concretos ou materiais) os que estão vinculados à causa que deve constar do próprio negócio, como é o caso dos contratos, em geral. Abstratos (ou formais) os negócios que têm existência desvinculada de sua causa, de sua origem. Estes últimos produzem efeito independentemente de sua causa, como é o caso dos títulos de crédito (nota promissória, letra de câmbio). Patrimoniais, relacionados com bens ou direitos aferíveis pecuniariamente (negócios reais, obrigacionais etc.); Extrapatrimoniais, referentes a direitos sem conteúdo econômico (direitos puros de família, direitos de personalidade etc.). AnaliseAnalise Os três doutrinadores entram em acordo com 5 tópicos (Quanto às vantagens patrimoniais, Quanto à existência, Quanto à forma, Quanto ao momento da produção de efeitos, Quanto ao número de declarante). Colocamos nessa segunda parte as divergem e o que cada autor aborda. Vale ressaltar que grande parte dos livros e artigos de Direito Civil aborda a visão de Maria Helena Diniz, uma vez que , sua abordagem ser mais “simples” e de fácil entendimento