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DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO – 7º NA – 2021.1 – 05/03/2021 Prof. Me. JOSÉ RODRIGUES PRINCÍPIOS Introdução : Feita uma rápida pesquisa, constatamos não haver tratamento, por parte da doutrina privada ou “comercialista” dos princípios constitucionais do direito empresarial (ou comercial, para aqueles que preferem esta denominação). Então traçaremos aqui breves comentários aos princípios que regem esse ramo do direito. O super princípio dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa O princípio fundamental esculpido no ar. 1º, IV, CRFB, nos dá um dos valores (super princípios) resguardados por nossa Carta Política, quais sejam, o trabalho e livre iniciativa. Ambos estão no mesmo inciso não é à toa, pois são indissociáveis num Estado Democrático de Direito. Indissociáveis porque o trabalho é uma atividade humana que, em regra, visa realizar a produção e circulação de bens e serviços, e a livre iniciativa é o que legitima o direito à liberdade de organizar uma atividade econômica (claro, cumpridos os requisitos legais). A ordem econômica e financeira e os princípios gerais da atividade econômica A CRFB trouxe, como um de seus títulos, a ordem econômica e financeira, verdadeiro direito humano (ou fundamental) a uma ordem econômica justa e razoável, que obedeça a critérios de ordem pública, sujeitando-se os atores da atividade econômica nacional às regras e princípios legais e constitucionais. O primeiro dos capítulos desse título versa sobre os princípios gerais da atividade econômica, ou seja, dá ao intérprete a noção de que o disposto ali é um conjunto de princípios, que devem ser aplicados pelos juízes e orientadores de interpretação da norma e da própria CRFB. O art. 170, caput Nota-se que esse artigo traz valiosas noções ao direito: diz que a ordem econômica tem como fundamento o trabalho humano e a livre iniciativa, o que nos remete ao super princípio do art. 1º, IV, CRFB, e diz também que a finalidade do trabalho humano e da livre iniciativa é assegurar a todos uma existência digna (que traz íntima ligação com o super princípio da dignidade da pessoa humana, escrito no art. 1º, III, CRFB). Sendo assim, se não se está assegurando uma existência digna, o Estado deve promover políticas que visem trazer um existência digna. Um condicionador que existe no texto é que essa existência deve ser conforme os ditames da justiça social, o que nos traz a idéia de que o Estado deve usar a justiça social como parâmetro de atuação sobre a ordem econômica. A lei (Legislativo), o ato administrativo (Executivo) e a sentença (Judiciário) devem se pautar pela justiça social (que é um valor subjetivo) ao tratarem da ordem econômica. Os princípios específicos da ordem econômica veremos adiante, senão vejamos: O inciso I: o princípio da soberania nacional Esse princípio não é o mesmo que aquele valor explicitado no art. 1º, I, CRFB. Trata-se aqui de particularidade específica da soberania do Estado. Devemos entender aqui que a soberania é o poder que o Estado tem, através de seus instrumentos (lei, ato administrativo e sentença), de fazer valer sua vontade e comandar a ordem econômica, naquilo que for essencial. Essa intervenção estatal na ordem econômica não é nova, pois até a tutela processual penal já fazia referência a ela em 1941, pois o Código de Processo Penal, no seu art. 312, diz que poderá ser decretada pelo juiz a prisão preventiva como garantia da ordem pública, da ordem econômica, [...] quando houver prova de existência do crime e indício suficiente de autoria. Vemos aí a preocupação do legislador que se utilizou até do instituto da prisão preventiva para protegê-la. O inciso II: o princípio da propriedade privada Esse princípio assegura aos trabalhadores, empresários, investidores etc. que a propriedade privada deles é da ingerência dos mesmos, não devendo o Estado interferir sem motivos relevantes naquilo que é a mola propulsora da atividade econômica. Esta só existe para que haja produção e circulação de mercadorias e serviços. O art. 5º, XXII, CRFB, traz esse direito de forma geral, sendo essa propriedade privada do art. 170 um princípio específico e individualizado de garantia de não-intervenção estatal sem motivos justos e razoáveis. O inciso III: o princípio da função social da propriedade Uma limitação do princípio apontado acima, que legitima a intervenção estatal na propriedade que não cumpre sua função social. No prisma da ordem econômica, esse princípio reza que a propriedade deve cumprir sua função econômica, ou seja, deve ser usada para gerar riquezas, garantir o trabalho, sustentar o Estado através de tributos justos e promover o desenvolvimento econômico. Podemos vislumbrar aqui também que há no art. 5º, XXIII, CRFB, esse mesmo princípio, mas de forma geral, que complementa este do art. 170. O inciso IV: o princípio da livre concorrência Os atores da atividade econômica possuem a garantia de concorrer livremente entre si, sem intervenção estatal desnecessária. Sob o aspecto negativo deste princípio, o Estado não pode proibir ou discriminar injustamente uma atividade econômica por si só, sem fundamentos justos; sob o aspecto positivo deste princípio, o Estado deve promover incentivos (sobretudo fiscais) aos atores financeiros que estejam cumprindo requisitos legais, atuando em áreas de manutenção da sobrevivência humana e encorajando outros atores financeiros à atuação pelos ditames legais. O inciso V: o princípio da defesa do consumidor Princípio de suma importância nos dias de hoje, sobretudo pela grande eficácia social do CDC (Código de Defesa do Consumidor), esse princípio reza que a atividade econômica deve proteger a parte mais fraca, o consumidor, dos dissabores do mercado financeiro, sobretudo de suas regras ininteligíveis para o “homem mediano”. Essa proteção deve vir de dois agentes: o Estado, ao editar leis, atos e sentenças que se coadunam com o já existente CDC, e os atores econômicos, que devem se pautar pelos princípios e regras consumeristas. O inciso VI: a defesa do meio ambiente Esse princípio foi alterado pela Emenda Constitucional 42, que trouxe uma inovação ao princípio. Além de ter a obrigação de proteger o meio ambiente (que também tem tratamento constitucional), merece tratamento diferenciado (para melhor ou para pior) por parte do Estado, conforme o impacto que o agente econômico causar. Dessa forma, deve o Estado incentivar aquele que se preocupa com o meio ambiente, e penalizar aquele que o depreda. O inciso VII: a redução das desigualdades regionais e sociais A CRFB estende aos atores econômicos um dos objetivos do Estado, que é reduzir desigualdades sociais e regionais, conforme o art. 3º, III. Os agentes financeiros devem, através de suas atividades, ir de encontro às desigualdades para tentar minimizá-las, sobretudo quando o Estado já tenha dirigido e orientado aos agentes os atos a serem realizados por eles. Deve a lei dizer ostensivamente os locais e áreas sociais a serem preenchidos pelos agentes com a produção e circulação de seus bens e serviços. O inciso VIII: a busca do pleno emprego Esse inciso versa sobre o aproveitamento máximo do capital, da mão- de-obra, da tecnologia e dos insumos da produção e circulação de bens e serviços. Isso implica no: não desperdício de insumos; na busca de novas tecnologias para a realização da atividade; no emprego do capital de forma diligente; e na capacitação de recursos humanos atuais e futuros, com o devido aproveitamento por parte dos atores econômicos, o que traz à baila a íntima relação entre o valor social do trabalho e o valor social da livre iniciativa na atividade econômica. O inciso IX: tratamento favorecido para empresas que cumpram certos requisitosEsse inciso foi modificado pela Emenda Constitucional 6, que estendeu o benefício de tratamento favorecido a empresas de pequeno porte (aí incluídas as microempresas), desde que sejam constituídas conforme a lei brasileira e mantenham sede e administração no país. O parágrafo único: a liberdade de exercício de atividade econômica No parágrafo único é assegurado um outro aspecto da liberdade, qual seja, o livre exercício de atividades econômicas, sem a necessidade de autorização estatal. Essa liberdade não pode, evidentemente, ser absoluta, devendo a lei ordinária especificar quais atividades necessitam de autorização legal. Apenas a lei pode realizar esse controle, pois ela é fruto de deliberação de órgão representativo dos cidadãos do país, e meio ideal de controlar o exercício de direitos constitucionais. Assim, tem-se a regra geral da liberdade, com a limitação legal devidamente posta no mundo jurídico para realizar a soberania estatal de controle e comando da atividade econômica. Para finalizar, é importante observar, como os princípios muito dizem á todos aqueles, que o interpretam. E é oportuno observar também, que deve buscar nos princípios, uma fonte de interpretação e aplicação do bom direito no sistema jurídico. Não basta a boa vontade por si só, sendo necessário a atuação efetiva do Estado e da sociedade na realização dessas diretivas. PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO O Direito do Trabalho é um ramo jurídico autônomo, detendo princípios próprios e diferentes dos que inspiram os outros ramos da ciência jurídica. Os princípios surgem com a finalidade de iluminar tanto o legislador, ao elaborar as leis dos correspondentes sistemas, como o intérprete, ao aplicar as normas ou sanar omissões do respectivo ordenamento legal. Os princípios do Direito do trabalho são diretrizes que inspiram as normas que regulam as relações de trabalho PRINCÍPIOS X NORMA • Somente os princípios exercem um papel constitutivo da ordem jurídica; • As normas são interpretadas segundo o método de interpretação jurídica, enquanto a interpretação dos princípios se dá não pelo exame da linguagem, mas, sim, em função dos valores que os compõem; • As normas devem ser obedecidas, já aos princípios se adere; • As normas determinam o que devemos ou não fazer, enquanto os princípios fornecem critérios que permitem tomar-se posição diante de situações desconhecidas, quando se concretizam • No caso de conflitos de normas, os critérios de solução são distintos, considerando-se, por exemplo, grau hierárquico ou critério temporal, em caso de oposição ou de contradição entre diversos princípios, quem tem que resolver o conflito deve levar em conta o peso ou a importância de cada um deles. Conceito: “É o conjunto de princípios, regras e instituições inerentes ao trabalho subordinado e análogos, visando melhores condições do trabalho ao trabalhador de acordo com as medidas de proteção que lhes são destinadas.” Sergio Pinto Martins. É o ramo do direito que regula as relações jurídicas existentes entre empregados e empregadores, essas relações advêm de um contrato de trabalho não regulado pelo direito civil, pois no contrato regulado pelo direito civil, as partes são tratadas de forma isonômica e no contrato de direito do trabalho o trabalhador é tratado de forma hipossuficiente. A função do direito do trabalho é a proteção dessa parte hipossuficiente, é um ramo autônomo que cuida especificamente dessa relação. FONTES DO DIREITO DO TRABALHO Fonte é aquilo que origina ou produz. O mesmo que origem ou causa. Nesse sentido, “fonte de direito do trabalho significa: meio pelo qual o direito do trabalho se forma, se origina e estabelece suas normas jurídicas”. Fonte é de onde nascem as regras que vão “alimentar” o direito do trabalho. 1. Fontes heterônomas: fontes estatais (oriundas do poder público) têm atuação de um terceiro (estado), ex. Lei em sentido amplo: A)1.1-CR/88 (fonte maior); B) 1.2-Leis: lei ordinária. Ex. CLT; FGTS; C) 1.3-Sentença Normativa: decisões dos tribunais proferidas em dissídios coletivos; D) 1.4-Jurisprudências: decisão dos tribunais sobre uma mesma matéria. http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/91896/consolida%C3%A7%C3%A3o-das-leis-do-trabalho-decreto-lei-5452-43 FONTES DO DIREITO DO TRABALHO 2. Fontes autônomas: fontes não estatais, os próprios destinatários fazem a norma. (oriundas dos particulares): 2.1-Acordo coletivo do trabalho (pacto firmado entre uma ou mais empresas com o sindicato dos trabalhadores para melhores condições de trabalho); 2.2-Convenção coletiva do trabalho (pacto firmado entre uma ou mais empresas entre sindicato de empregados com sindicato dos empregadores para melhores condições de trabalho); 2.3-Disposições contratuais (direitos pactuados entre o empregado e empregador no contrato de trabalho); 2.4-Regulamento de empresa (regimento interno para regulação interna da empresa); FONTES DO DIREITO DO TRABALHO 2.5-Uso e costumes Fontes formais: norma em si mesma, exteriorização das normas. Impessoais, dirigem-se a todos, são abstratas, tem caráter coercitivo. Fontes materiais: originam de um contexto social, politico, que geram a necessidade de positivar as normas. Ex. Reivindicações dos trabalhadores Importante frisar que, no direito do trabalho não há uma hierarquia de normas. No caso de dúvida, a norma que se aplicará será a mais benéfica para o trabalhador. PRINCÍPIOS INERENTES AO DIREITO DO TRABALHO Princípio protetor : Nas relações empregatícias sempre existe o conflito entre o detentor do capital (o empregador) e o detentor da mão de obra, que é o empregado, e essa relação entre as partes, naturalmente, é desequilibrada em função do poder econômico dos detentores de capital. Informalmente podemos dizer que é a regra de ouro: quem tem o ouro faz as regras ; Para atenuar esse desequilíbrio existente entre o capital e o trabalho criou-se o direito do trabalho, que é alicerçado no Princípio protetor (ou Princípio da proteção). Conforme disposto na doutrina, o Princípio Protetor pode ser subdividido nos princípios da norma mais favorável, da condição mais benéfica e in dubio pro operário. PRINCÍPIO DA NORMA MAIS FAVORÁVEL PRINCÍPIO DA CONDIÇÃO MAIS BENÉFICA PRINCÍPIO “IN DÚBIO PRO OPERARIO” PRINCÍPIO DA IMPERATIVIDADE DAS NORMAS TRABALHISTAS PRINCÍPIO DA PRIMAZIA DA REALIDADE PRINCÍPIO DA LIBERDADE SINDICAL PRINCÍPIO DA IRRENÚNCIABILIDADE DE DIREITOS PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DA RELAÇÃO DE EMPREGO PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE E ISONOMIA SALARIAL EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL E NO MUNDO. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO DO TRABALHO NO MUNDO REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E O SURGIMENTO DO DIREITO DO TRABALHO Os doutrinadores coadunam, em um só entendimento, afirmando, que até a revolução industrial(1760, 1820 e 1840) não existia Direito do Trabalho propriamente dito, simplesmente porque não havia trabalhadores suficientes para que se constituísse pressão o bastante que ensejasse a conquista desses direitos protetivos. Com o advento desta, do capitalismo industrial e da consequente exploração sobre o trabalhador, o anseio por seus direitos ganhou corpo com o início da luta dos trabalhadores, que se viam num cenário de injustiça social. Concretiza-se, desta forma, as condições políticas e econômicas para o surgimento do Direito do Trabalho. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO DO TRABALHO NO MUNDO Apósa Revolução Industrial, começaram a emergir diversas leis esparsas visando à tutela do trabalhador, entre os temas podemos citar a lei que extingue as corporações de ofício, que visam, em primeiro momento, a garantia da liberdade profissional e individual do cidadão, leis que fixam a jornada de trabalho diária para o trabalhador, entre outras leis que almejavam de forma geral, a diminuição dessa espoliação do trabalhador. Vale ressaltar aqui que nenhuma dessas conquistas foram fáceis de serem alcançadas pelo trabalhador, muito pelo contrário, pois foram cedidas após muitos embates entre a burguesia e proletariado, através de greves, formação de sindicatos, entre outras formas de lutas sociais. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO DO TRABALHO NO MUNDO FASES DO DIREITO DO TRABALHO: O direito do trabalho pode ser dividido em três frases, são elas: 1ª) A primeira que vai da Revolução Industrial até o Manifesto Comunista de 1848, caracterizando-se essa fase, por leis esparsas e difusas, não ensejando ainda um Direito do trabalho propriamente dito independente, ressaltando-se o aspecto de que nessa época a pressão proletária era ainda pequena, pois se estava criando, em primeiro momento, a consciência inicial de classe. 2ª) A segunda vai do Manifesto Comunista até 1919, com o fim da primeira guerra e a criação da Organização Internacional do Trabalho, nessa fase tem-se a ação em massa dos trabalhadores em prol dos seus direitos, o que acarreta num maior reconhecimento destes perante o Estado, como por exemplo, a conformação constitucional de direitos trabalhistas, já no fim desta, como citado alhures. Esta fase é tida como fase de sistematização do direito trabalhista. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO DO TRABALHO NO MUNDO FASES DO DIREITO DO TRABALHO: 3ª) Já na terceira, que se inicia a partir de 1919, tem-se a oficialização do direito do trabalho. Nessa fase, constituem-se varias leis, tais como a Carta Del Lavoro, carta essa que institui o corporativismo sindical, a qual tem seus reflexos diretos no Brasil, no governo de Getúlio Vargas e a CLT - CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO. EVOLUÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL Alguns doutrinadores, têm como marco inicial do Direito do Trabalho no Brasil, o momento da abolição da escravatura, que define a possibilidade ou não do surgimento de um Direito que protegesse as relações jurídicas ligadas ás atividades laborais, haja vista que anteriormente, não tínhamos trabalhadores livres em número suficiente para exigir tutela jurídica no que faziam. EVOLUÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL FASES DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL: 1ª) A primeira fase, vai da independência do Brasil em 1822 até a abolição da escravatura em 1888, período em que, como já supracitado, não houve a possibilidade prática de surgimento do direito laboral haja vista a falta de material humano proletário. Nesta fase, deve-se destacar a existência de uma incipiente massa de trabalhadores livres, trabalhadores estes que infelizmente não encontravam trabalho tão facilmente em uma sociedade tão patriarcal. Somente esse quadro começando a mudar, quando da entrada maciça de imigrantes europeus com fins a trabalhar nas fazendas de café, produto este que o Brasil produzia em larga escala na época. EVOLUÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL FASES DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL: 2ª) A Segunda fase vai da abolição até 1930. Nessa fase, têm-se manifestações esparsas e desconexas, tendo como exceção a greve geral de 1917, a qual angariou milhares de trabalhadores inspirados principalmente nos ideais anarco-sindicalistas trazidos por imigrantes europeus que vieram trabalhar nas lavouras de café no Brasil. Além de claro, como já citado anteriormente, a questão da abolição. EVOLUÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL FASES DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL: 3ª) A última fase, que vai desde os anos 30 até os dias atuais, é marcada pela intervenção intensa do Estado na intenção de tutelar com maior vigor os direitos em tela. Tutela essa, baseada no corporativismo italiano, que tem interesses que vão além da simples defesa dos direitos laborais. Nessa fase destaca-se com o devido louvor, além da concretização da Justiça do Trabalho, a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT – que compilou e generalizou leis, as quais antes encontravam-se esparsas e dirigidas às classes de trabalhadores específicas. Para se falar na CLT é importante se fazer uma retrospectiva à Revolução de Trinta, que pôs fim ao governo das oligarquias no Brasil e levou Getúlio Vargas à presidência brasileira. EVOLUÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL É fato que todo livro de História, que trate da Era Vargas, mencione que o seu governo refletia um Estado compromissado com a intervenção forte na economia e com leis trabalhistas que visassem o bem-estar do operário urbano. Todavia, alguns doutrinadores fazem críticas à esse segundo compromisso, pois durante o governo provisório imposto pela Revolução de Trinta, foi promulgado o Decreto 19.770 de 19/03/1931, cujo art.10 revela, senão vejamos: Além do que dispõe o art. 7º, é facultado aos sindicatos de patrões, de empregados e de operários celebrar, entre si, acordos e convenções para defesa e garantia de interesses recíprocos, devendo ser tais acordos e convenções, antes de sua execução, ratificados pelo Ministério Público, Indústria e Comércio (Santos, 2000, p.192). Isso reflete a inserção da negociação coletiva como elemento de resolução de conflitos do trabalho de cunho coletivo. Assim, o Estado passa a supervisionar de perto as relações trabalhistas. EVOLUÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL Visando o controle da classe operária, o novo governo obrigou os sindicatos a se submeterem ao Ministério Público, que dava autorização de funcionamento somente para sindicatos cuja diretoria fosse aprovada pelo governo – o imposto para a manutenção do sindicato só era garantido àqueles autorizados; além disso, o governo reprimia as manifestações operárias legítimas, deportava estrangeiros, prendia líderes de sindicatos que queriam manter sua autonomia e detinha o poder de fechá-los. Fica-se claro que nas negociações entre patrões e empregados conduzidas pelo Ministério Público prevaleciam as decisões que interessavam mais ao capital que ao trabalho; reflexo do Estado Novo e de seu caráter corporativista e autoritário. EVOLUÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL Para enfraquecer a luta operária, se tornou lei federal o dia de descanso semanal, a jornada de trabalho de 8 horas, férias anuais remuneradas e a proibição do trabalho dos menores de 14 anos. Embora conquistas vistas hoje, na época mal saíram do papel, uma vez que os operários não podiam fazer greves ou manifestações. Essa política atingiu o seu auge com o estabelecimento do salário mínimo e a criação da CLT. A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), embora configurasse uma compilação das leis trabalhistas aprovadas desde o início do século XX, foi apresentada à nação como o resultado do esforço de Vargas em prol das classes trabalhadoras; na realidade, Vargas retira do movimento operário a sua capacidade de mobilização ao consolidar a CLT. EVOLUÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL Essa atuação intervencionista do Estado, diante das questões coletivas e das individuais resultante do trabalho diário, manteve-se basicamente a mesma por muito tempo. Uma mudança veio a ocorrer em vigência da Constituição de 1946 – momento de democratização do governo – transformando a Justiça do Trabalho (criada oficialmente em 1943) em órgão do Poder Judiciário. EVOLUÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL É fundamental ressaltar a importância da Carta Magna de 1988, a atual, pois traz em seu texto, uma grande tutela de direitos,não só de direitos trabalhistas, que são considerados sociais, mas também de direitos fundamentais da pessoa humana. Vale a ressalva que, no que tange ao trabalho, a CF/88 versa em seu art. 193 que a ordem social tem como primado o trabalho e, como objetivos, o bem-estar e justiça sociais. Ademais, é necessário lembrar, que a Constituição Brasileira, no que tange à proteção da pessoa humana, é bastante avançada nesta tutela específica. O ACESSO Á JUSTIÇA DO TRABALHO O acesso à justiça é compreendido como um direito de todos os cidadãos, que conjuntamente com o princípio da igualdade perante a lei, garante o acesso do cidadão ao órgão do estado, através do poder judiciário, para tratar de ameaça ou de efetiva lesão a seu direito. Para garantir esse direito se criou procedimentos específicos. Entretanto, vale esclarecer que, processo é o instrumento utilizado para se fazer o pedido do interessado, que em regra, deve ser feito por um advogado, que representará o trabalhador interessado, e será julgado por um juiz. Também vale dizer que o acesso à justiça garante que a sociedade sempre seja ouvida, de forma que ninguém seja injustiçado. O ACESSO Á JUSTIÇA DO TRABALHO JUS POSTULANDI: É direito de todo cidadão brasileiro de ter o acesso à Justiça do Trabalho sem o auxílio de advogado, possuindo capacidade postulatória para reclamar e acompanhar as demandas processuais até o Tribunal Regional do Trabalho, utilizando assim o jus postulandi. O ACESSO Á JUSTIÇA DO TRABALHO JUS POSTULANDI: O jus postulandi na Justiça do Trabalho surgiu em 1943, com a Consolidação das Leis do Trabalho. O jus postulandi traduzido para o português, consiste na capacidade postulatória, que é a condição técnica para postular em juízo, ou seja, é o exercício de atividade processual mediante habilitação especializada. (Artigo 791, CLT). DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL O art. 791 da CLT garante o livre acesso à Justiça do Trabalho, já a Súmula 425 do TST restringe o direito somente até o TRT, quando da interposição de recurso ordinário. Para a interposição de recursos superiores a este Tribunal, necessário se faz a contratação de um advogado regularmente habilitado na Ordem dos Advogados do Brasil. https://jus.com.br/tudo/ordem-dos-advogados-do-brasil https://jus.com.br/tudo/ordem-dos-advogados-do-brasil https://jus.com.br/tudo/ordem-dos-advogados-do-brasil https://jus.com.br/tudo/ordem-dos-advogados-do-brasil https://jus.com.br/tudo/ordem-dos-advogados-do-brasil https://jus.com.br/tudo/ordem-dos-advogados-do-brasil https://jus.com.br/tudo/ordem-dos-advogados-do-brasil https://jus.com.br/tudo/ordem-dos-advogados-do-brasil https://jus.com.br/tudo/ordem-dos-advogados-do-brasil DIREITO DO TRABALHO NO MUNDO MANDATO: PROCURAÇÃO APUD ACTA: Possibilidade de substabelecimento. CONTRATOS Ao examinarmos nossa legislação poderemos encontrar tanto a expressão contrato de trabalho, bem como relação de emprego ou contrato de emprego. Embora a primeira expressão seja a mais utilizada, não há confusão entre elas. No que tange o contrato de trabalho este abrange qualquer tipo de trabalhador; seja eventual e/ou autônomo, enquanto o contrato de emprego terá por paradigma aquela relação entre empregado e empregador; em suma, uma relação revestida de subordinação. De acordo com o art. 442 de nossa Consolidação, “Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego”. O legislador na dissertação, não usufruiu seu melhor entendimento. Isto porque, há um constante conflito entre as definições contrato de trabalho e relação de emprego, podendo a referida definição ser caracterizada, no mínimo, redundante CONTRATOS Contrato é acordo tácito ou expresso mediante o qual ajustam as partes pactuantes direitos e obrigações recíprocas. • Pode ser definido o contrato empregatício como o acordo de vontades, tácito ou expresso, pelo qual uma pessoa física coloca seus serviços à disposição de outrem, a serem prestados com pessoalidade, não eventualidade, onerosidade e subordinação ao tomador. • O conceito de contrato individual de trabalho está previsto no artigo 442, caput, da CLT CONTRATOS CONCEITO: Corresponde ao acordo de vontades, tácito ou expresso, em que uma pessoa física (empregado) coloca seus serviços à disposição de outra pessoa física, jurídica ou ente despersonalizado (empregador), sendo estes serviços pessoais, não eventuais, onerosos e subordinados. CARACTERÍSTICAS: 1) CONSENSUAL: Depende da manifestação de vontade, expressa ou tácita; 2) COMUTATIVO: As prestações são conhecidas desde o início da contratação; 3) ONEROSO: Pressupõe a prestação de serviços em troca de vantagens econômicas; CONTRATOS Contratação individual ou plúrima Não há muito que dissertar a cerca da divergência entre contratos individuais ou plúrimos, posto que será individual o contrato que possuir no polo passivo da relação jurídica um único empregado e será plúrimo os que possuírem diversos obreiros no polo passivo. Obviamente, ao tratar de contrato de emprego a única modalidade que devemos considerar é a individual. CONTRATOS Contratação individual ou plúrima Não há muito que dissertar a cerca da divergência entre contratos individuais ou plúrimos, posto que será individual o contrato que possuir no polo passivo da relação jurídica um único empregado e será plúrimo os que possuírem diversos obreiros no polo passivo. Obviamente, ao tratar de contrato de emprego a única modalidade que devemos considerar é a individual. RITOS NO PROCESSO TRABALHISTA É importante frisar que existem três tipos de ritos que são previstos em nosso ordenamento jurídico, sendo eles: a) rito sumário; b) rito sumaríssimo, e, c) rito ordinário. É importante esclarecer que o enquadramento em um desses ritos se dá através do Valor da Causa e a partir de agora iremos detalhar cada um dos ritos com suas respectivas particularidades e aplicação prática. RITOS NO PROCESSO TRABALHISTA a) rito sumário: Se o valor da causa for de até 2 (dois) salários mínimos, o processo deve seguir o rito sumário. O rito sumário visa acelerar o processo e não possui recursos cabíveis quanto às suas decisões, ou seja, são causa de única instância e quando um processo segue esse rito, não há como recorrer de uma decisão proferida. A única exceção permitida é quando há a violação de preceito constitucional, sendo assim, poderá haver o Recurso Extraordinário, destinado ao STF. Não há previsão quanto ao número de testemunhas no rito sumário, porém por analogia entende-se que são 3 (três). O rito sumário está previsto no art. 2º, §§ 3º e 4º da Lei nº 5.584/70. RITOS NO PROCESSO TRABALHISTA b) rito sumaríssimo: É o rito mais utilizado na prática forense, em concursos e provas. O processo seguirá o rito sumaríssimo quando o Valor da Causa estiver entre 2 (dois) salários mínimos e 40 (quarenta) salários mínimos. A previsão legal desse rito encontra-se no art. 852-A e seguintes da CLT. Destaca-se aqui que algumas entidades da Administração Pública Indireta não seguem o disposto na lei, porém, é permitido o uso do Rito Sumaríssimo em face de Sociedade de Economia Mista e Empresa Pública. https://www.jusbrasil.com.br/topicos/27981107/artigo-852a-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/27981107/artigo-852a-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/27981107/artigo-852a-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943 https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983249/consolida%C3%A7%C3%A3o-das-leis-do-trabalho-decreto-lei-5452-43 RITOS NO PROCESSO TRABALHISTA b) rito sumaríssimo: Os requisitos que devem conter nesse rito, de acordo com a lei são: 1) Pedido certo ou determinado, porém, deve sersempre líquido, ou seja, deve sempre haver um pedido certo e um montante em dinheiro como Valor da Causa; 2) Em regra, não há citação por Edital, apenas por Aviso de Recebimento (AR), desse modo, ao ingressar com uma demanda na Justiça do Trabalho é importante que o autor indique corretamente o endereço e nome do reclamado. Em casos de extrema dificuldade, com ampla comprovação prévia é permitido a citação por Edital; Não observando esses dois requisitos acima apresentados, o processo será arquivado e o Reclamante será condenado ao pagamento das custas processuais, extinguindo-se o processo sem resolução do mérito. É importante falar que, se houver o arquivamento do processo, cabe Recurso Ordinário em relação à tal decisão. O art. 852-B, inc. III da CLT prevê que a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de quinze dias do seu ajuizamento, podendo constar de pauta especial, se necessário, de acordo com o movimento judiciário da Junta de Conciliação e Julgamento. Ainda nesse rito, a conciliação pode ser proposta pelo Juiz a qualquer tempo; o número de testemunhas é no máximo de 2 (duas); e a audiência é una, podendo haver o fracionamento em caso de perícia. RITOS NO PROCESSO TRABALHISTA c) rito ordinário: Esse rito é utilizado quando o Valor da Causa for acima de 40 (quarenta) salários mínimos. Esse procedimento permite um maior conhecimento do caso em tela e é utilizado para situações de maior complexidade. No rito ordinário, há a possibilidade de citação por Edital; há a possibilidade de demandar contra os entes da Administração Pública Direta; e o número de testemunhas é de no máximo 3 (três) para cada parte. RITOS NO PROCESSO TRABALHISTA c) rito ordinário: Com a publicação da Lei 13.467/2017, conhecida como a Reforma Trabalhista, algumas mudanças em relação a determinação dos pedidos foi alterada. Diz o parágrafo 1º do art. 840 da CLT que sendo escrita, a reclamação deverá conter a designação do juízo, a qualificação das partes, a breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido, que deverá ser certo, determinado e com indicação de seu valor, a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante. Em outras palavras, com a mudança na legislação trabalhista, mesmo no Rito Ordinário faz-se necessário pedido certo, determinado e com indicação de seu valor. Prevê ainda o parágrafo 3º do art. 840 que, os pedidos que não atendam ao disposto no § 1o deste artigo serão julgados extintos sem resolução do mérito. Merece ainda destaque a questão do pedido genérico, que deixou de ser a regra e passou a ser exceção, aplicado de maneira subsidiária pelo CPC, quando não se puder aferir desde logo o valor da postulação (art. 324 § 1º CPC). https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10646085/par%C3%A1grafo-1-artigo-840-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10646085/par%C3%A1grafo-1-artigo-840-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10646085/par%C3%A1grafo-1-artigo-840-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10646085/par%C3%A1grafo-1-artigo-840-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10646136/artigo-840-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943 https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983249/consolida%C3%A7%C3%A3o-das-leis-do-trabalho-decreto-lei-5452-43 https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174788361/lei-13105-15 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28893751/artigo-324-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28893748/par%C3%A1grafo-1-artigo-324-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28893748/par%C3%A1grafo-1-artigo-324-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28893748/par%C3%A1grafo-1-artigo-324-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/28893748/par%C3%A1grafo-1-artigo-324-da-lei-n-13105-de-16-de-marco-de-2015 https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/174788361/lei-13105-15 AUDIÊNCIA TRABALHISTA No direito do trabalho, temos três tipos de Audiência: 01.)Una ou Única (que acontece obrigatoriamente nos procedimentos sumários, determinados pelo valor da causa ou por determinação da distribuição); 02). Inicial (geralmente do Rito Ordinário) e, 03.) Instrução (sequência da audiência Inicial, designada após a audiência inicial). AUDIÊNCIA TRABALHISTA Na audiência: O juiz propõe a conciliação (arts. 846 e 850 da CLT c/c art. 764 da CLT). O reclamado apresenta, oralmente ou por escrito, a sua resposta (art. 847 da CLT). O juiz constata a revelia (art. 844 da CLT). As partes produzem todas as provas (art. 845 da CLT). As partes podem aduzir razões (alegações) finais (art. 850 da CLT). O juiz prolata sentença (arts. 850 e 852 da CLT). CONTRATO DE TRABALHO - CARACTERÍSTICAS Natureza Jurídica de Direito Privado: Mesmo com a intervenção estatal impondo regras e condições mínimas a serem seguidas obrigatoriamente pelas partes, o contrato de Trabalho tem a natureza jurídica de Direito Privado. O Direito Privado é aquele que regula as relações inter- individuais e os interesses privados. Informalidade: Em regra geral não há forma prescrita em lei para o Contrato de Trabalho, principalmente porque ele pode surgir de forma tácita e ser celebrado verbalmente. CONTRATO DE TRABALHO - CARACTERÍSTICAS Consensualidade: A consensualidade é uma característica importante do Contrato de Individual de Trabalho, uma vez que nasce do livre consentimento entre as partes, e é passível de nulidade quando existente um defeito do negócio jurídico na forma dos artigos 138 a 165 do Código Civil. Bilateralidade: Uma vez que o Contrato de Trabalho gera direitos e obrigações para ambas as partes, ele é considerado bilateral. CONTRATO DE TRABALHO - CARACTERÍSTICAS Sinalagmático: Um contrato sinalagmático é aquele onde as partes possuem direitos e obrigações recíprocas e antagônicas. É o caso do Contrato individual de Trabalho. Comutatividade: No contrato os referidos direitos e obrigações deverão ser equivalentes para que não haja desequilíbrio contratual entre as partes. CONTRATO DE TRABALHO - CARACTERÍSTICAS Intuitu Personae: Essa característica torna o Contrato de Trabalho personalíssimo. Ou seja, somente o contratado pode executar a obrigação. De Trato Sucessivo: Essa característica reconhece que o objeto do Contrato Individual de Trabalho, em teoria, se inicia e se exaure todo dia em que os direitos e obrigações se renovam a cada período.\ Contudo, não há necessidade da celebração de um novo contrato todo início de dia, uma vez que seu objeto, em regra geral, é por tempo indeterminado. Onerosidade: Trabalho gratuito é trabalho voluntário. Por isso, quando falamos de contrato de trabalho estamos nos referindo aos contratos que geram onerosidade. CONTRATO DE TRABALHO - CLASSIFICAÇÃO Em relação à forma, podem ser escritos ou verbais, com regras ajustadas de forma expressa ou tácita; em regra, não há solenidade essencial, uma vez que pode ser feito por escrito ou verbalmente, podendo ainda ficar caracterizado o ajuste tácito (trabalhador executa o serviço, com a aquiescência do empregador). Exceções: para alguns tipos de contratos, de algumas atividades ou profissões, devem ser feitos por escrito. Exemplos: contrato de atleta profissional (Lei n. 9.615/1998), contrato de artistas (art. 9º da Lei n. 6.533/1978), contrato de aprendizagem (artigo 428 da CLT), Contrato de Trabalho Intermitente (artigo 452-A da CLT). CONTRATO DE TRABALHO - CLASSIFICAÇÃO Verbal ou escrito O contrato de trabalho pode ser pactuado de forma verbal. A simples assinatura da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) já configura a existênciade um contrato escrito. Veja o que diz a CLT sobre a assinatura da Carteira de Trabalho: “Art. 29 – O empregador terá o prazo de 5 (cinco) dias úteis para anotar na CTPS, em relação aos trabalhadores que admitir, a data de admissão, a remuneração e as condições especiais, se houver, facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério da Economia.” (...) . CONTRATO DE TRABALHO - CLASSIFICAÇÃO § 7º Os registros eletrônicos gerados pelo empregador nos sistemas informatizados da CTPS em meio digital equivalem às anotações a que se refere esta Lei. § 8º O trabalhador deverá ter acesso às informações da sua CTPS no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas a partir de sua anotação. OBS.: A) O empregador terá o prazo de 05 (cinco) dias úteis para anotar na CTPS, em relação aos trabalhadores que admitir, a data de admissão, a remuneração e as condições especiais, se houver, facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério da Economia. CONTRATO DE TRABALHO - CLASSIFICAÇÃO B) A comunicação pelo trabalhador do número de inscrição no CPF ao empregador equivale à apresentação da CTPS em meio digital, dispensado o empregador da emissão de recibo. C) Os registros eletrônicos gerados pelo empregador nos sistemas informatizados da CTPS em meio digital equivalem às anotações do documento. D) O trabalhador deverá ter acesso às informações da sua CTPS no prazo de até 48 (quarenta e oito) horas a partir de sua anotação. CONTRATO DE TRABALHO - CLASSIFICAÇÃO Tácito ou expresso O contrato de trabalho expresso é aquele cujas cláusulas contratuais foram previamente expressas e acordadas. Não importa se foi feito de maneira verbal ou escrita. No contrato tácito, entretanto, não houve essa prévia pactuação. O trabalhador começa a trabalhar, sem a oposição do empregador. CONTRATO DE TRABALHO - CLASSIFICAÇÃO Por prazo determinado ou por prazo indeterminado Quando o trabalhador é contratado, a regra é que tenha sido por prazo indeterminado. Mas o contrato também pode ter validade, com prazo determinado. Contrato por prazo determinado Estabelece o § 1°, do artigo 443, da CLT, que "considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada". Somente é admitido o contrato por prazo determinado tratando-se de: A) serviços cuja natureza ou transitoriedade justifiquem a predeterminação do prazo; B) atividades empresariais de caráter transitório e; C) Contrato de experiência. CONTRATO DE TRABALHO - CLASSIFICAÇÃO Se for fixado o prazo certo fora dessas situações, haverá nulidade da cláusula e o contrato vigorará por prazo indeterminado. Também será nulo o contrato por prazo determinado que contiver cláusula assegurando direito recíproco de rescisão antes do término final ajustado. É permitida a prorrogação somente uma única vez, porém, não ultrapassando o prazo global de dois anos computando-se a prorrogação. Excedido este limite ou prorrogando mais de uma vez, o contrato passa a vigorar sem determinação de prazo. O mesmo ocorrerá se um contrato suceder a outro antes de seis meses. CONTRATO DE TRABALHO - CLASSIFICAÇÃO Extingue-se o contrato com o fim do prazo, sem que seja devido o aviso prévio. Havendo despedida sem justa causa antes do termo final, o empregador será obrigado a pagar ao empregado indenização equivalente a metade da remuneração que seria devida até o final do contrato. Caso o empregado queira se demitir, sem justa causa, antes do prazo, será obrigado a indenizar o empregador com metade da remuneração que seria devida até o fim do contrato. CONTRATO DE TRABALHO - CLASSIFICAÇÃO CONTRATO DE EXPERIÊNCIA: Visa permitir a observação do serviços realizados pelo empregado, antes da contratação definitiva. Também é um contrato por prazo determinado, que se orienta pelas mesmas regras. A única diferença é o prazo máximo de 90 dias, que não poderá ser ultrapassado, mesmo somando o tempo da única prorrogação permitida. CONTRATO DE TRABALHO - CLASSIFICAÇÃO CONTRATO INTERMITENTE: Conforme já salientado acima, o caput do artigo 443 foi alterado pela Reforma Trabalhista (que acrescentou ainda o §3º a este mesmo artigo) e tem agora a seguinte redação: “Art. 443. O contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito, por prazo determinado ou indeterminado, ou para prestação de trabalho intermitente. (...) § 3º. Considera-se como intermitente o contrato de trabalho no qual a prestação de serviços, com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses, independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador, exceto para os aeronautas, regidos por legislação própria.” CONTRATO DE TRABALHO - CLASSIFICAÇÃO CONTRATO INTERMITENTE: O artigo 452-A da Consolidação das Leis do Trabalho (também acrescentado pela Reforma Trabalhista), esclarece a forma como se deve ocorrer a contratação, os requisitos para a validade e os direitos desse empregado: OBS: Pode ser por prazo determinado e indeterminado. SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO Suspensão do contrato de trabalho A suspensão do contrato de trabalho é uma modalidade em que a execução das atividades do trabalhador é temporariamente encerrada, isto é, ele fica sem trabalhar por um período. Durante esse tempo, ele não recebe o seu salário e o tempo de serviço também não são computados. Exemplos: Suspensão disciplinar por até 30 dias; aposentadoria por invalidez; GREVE; Afastamento por motivo de doença, a partir do 15º dia, ANTES é interrupção. Prisão provisória do empregado. Violência doméstica (Maria da Penha – até 06 meses) O empregado eleito para ocupar cargo de diretor de sociedade anônima (S/A) a partir da posse. Cargo de dirigente sindical, salvo previsão em contrário. No prazo do inquérito de falta grave instaurado para o empregado estável. SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO Por um período de 02 a 05 meses, para participação do empregado em curso ou programa de qualificação profissional (limitado a uma suspensão, a cada 16 meses). Afastamento para prestação do serviço militar obrigatório, para efeitos de férias ele deve retornar até 90 dias da baixa. Para retorno ao mesmo cargo, deve comunicar até 30 dias da baixa. SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO INTERRUPÇÃO: Na interrupção, o trabalhador também fica sem exercer suas funções por um período, porém, ele recebe o pagamento do seu salário durante o período de afastamento. É oportuno esclarecer quando, esse tipo de paralisação de contrato de trabalho é muito comum. SUSPENSÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO INTERRUPÇÃO: 1 dia para doar sangue (a cada 12 meses); acompanhar filho de até 6 (seis) anos em consulta médica. 02 dias para chorar (óbito), exceto para o professor que são 09 dias e para se alistar eleitor (atualmente pode chorar também); acompanhar consultas médicas e exames complementares durante o período de gravidez de sua esposa ou companheira; 03 dias para festejar (casamento); exame preventivo de câncer (a cada 12 meses) 05 dias, nascimento do FILHO (licença paternidade, pode ser estendida para 15 dias); O tempo que for necessário: vestibular para curso SUPERIOR; comparecer em juízo; encargo público; alistamento obrigatório. DA NULIDADE DO CONTRATO DE TRABALHO É nulo o negócio jurídico quando: a) Celebrado por pessoa absolutamente incapaz: O contrato de trabalhocelebrado com menor de 16 anos é válido, pois a regra contida na legislação não pode ser interpretada contra o menor. Assim, mesmo não podendo o menor de 16 anos trabalhar, existe contrato de trabalho se estiverem presentes os requisitos para a configuração do vínculo de emprego; b) For ilícito, impossível ou indeterminável seu objeto: É ilícita a prestação de serviços em que o empregado vende drogas. É impossível o negócio jurídico no contrato que previr a entrega da Lua; DA NULIDADE DO CONTRATO DE TRABALHO É nulo o negócio jurídico quando: c) O motivo determinante. Comum a ambas as partes, for ilícito: É o que ocorre com empregada que mantiver contrato de trabalho com empregador que explore a prostituição, em que a primeira tivesse de manter relações sexuais com os clientes do segundo. d) Não revestir a forma prescrita em lei: É a hipótese em que o empregado é contratado pela Administração Pública, porém não presta concurso público. DA NULIDADE DO CONTRATO DE TRABALHO É nulo o negócio jurídico quando: e) For preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para sua validade: No âmbito do direito do trabalho, é a hipótese de se contratar aprendiz sem contrato escrito (art. 428 da CLT); f) Tiver por objeto fraudar lei imperativa: Sobre nulidade, segue Súmulas e OJs específicas sobre o tema: Súmula n. 363 do TST - CONTRATO NULO. EFEITOS A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e (XXII,) § 2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. DA NULIDADE DO CONTRATO DE TRABALHO OJ n. 366 da SBDI-1 do TST - ESTAGIÁRIO. DESVIRTUAMENTO DO CONTRATO DE ESTÁGIO. RECONHECIMENTO DO VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA ou INDIRETA. PERÍODO POSTERIOR À CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. IMPOSSIBILIDADE Ainda que desvirtuada a finalidade do contrato de estágio celebrado na vigência da Constituição Federal de 1988, é inviável o reconhecimento do vínculo empregatício com ente da Administração Pública direta ou indireta, por força do art. 37, II, da CF/1988, bem como o deferimento de indenização pecuniária, exceto em relação às parcelas previstas na Súmula nº 363 do TST, se requeridas. OJ. n. 199 da SBDI-1 do TST - JOGO DO BICHO. CONTRATO DE TRABALHO. NULIDADE. OBJETO ILÍCITO É nulo o contrato de trabalho celebrado para o desempenho de atividade inerente à prática do jogo do bicho, ante a ilicitude de seu objeto, o que subtrai o requisito de validade para a formação do ato jurídico. DA NULIDADE DO CONTRATO DE TRABALHO Súmula n. 386 do TST - POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. JORNADA, DURAÇÃO E HORÁRIO DE TRABALHO JORNADA DE TRABALHO: Entende-se como o lapso temporal diário em que o empregado se coloca à disposição do empregador em virtude do respectivo contrato. A jornada de trabalho representa a quantidade de energia horária despendida pelo trabalhador, por dia, semana, mês ou ano, enquanto estiver à disposição do empregador, laborando ou aguardando ordens. No Brasil, atualmente, a jornada normal de labor é de oito horas diárias ou quarenta e quatro semanais, conforme o art. 7º XVIII, da CF/88. JORNADA, DURAÇÃO E HORÁRIO DE TRABALHO JORNADA DE TRABALHO: Art. 58 da CLT - A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro limite. § 1º Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários. § 2º O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. § 3º (Revogado pela Lei nº 13.467, de 2017) JORNADA, DURAÇÃO E HORÁRIO DE TRABALHO JORNADA DE TRABALHO NOTURNO: noturno, de acordo com o artigo 73 da CLT, é aquele realizado entre as 22h e as 5h. As regras para quem trabalha à noite são um pouco diferentes. “O trabalho no período noturno é mais penoso ao trabalhador, por isso há o entendimento de que as horas devem ser tratadas de forma diferenciada”. Entenda como funciona o trabalho noturno, quais são os direitos do trabalhador que faz sua jornada nesse período e saiba como calcular o adicional noturno. DO HORÁRIO NOTURNO: De maneira geral, o período das 22h às 5h, mas existem algumas exceções. No caso de trabalhadores rurais que trabalham na agricultura, o horário noturno é considerado das 21h às 5h. Já para aqueles que trabalham na pecuária, o trabalho noturno é das 20h às 4h. Para trabalhadores portuários, o período noturno vai das 19h às 7h. OBS: O adicional noturno é de, no mínimo, 20% sobre o valor da hora diurna, mas esse porcentual pode ser aumentado por convenções ou acordos coletivos. “A cada 52 minutos e 30 segundos, o trabalhador tem direito a receber a hora normal do salário dele mais 20. DIREITO COLETIVO DE TRABALHO Hora de descanso Apesar de a hora de trabalho noturna ser reduzida, o profissional continua a ter direito a um período de descanso. Aqueles trabalhadores com jornada superior a 6 horas, obrigatoriamente, precisam de um descanso de, no mínimo, 60 minutos. Neste caso, as empresas podem dar aos funcionários até 120 minutos de intervalo, se assim desejarem. Para trabalhadores com jornada de 4 a 6 horas, o período de descanso é de 15 minutos. Funcionários com jornada de até 4 horas não têm direito ao intervalo. JORNADA DE TRABALHO A REGRA DA JORNADA DE TRABALHO É de 8 horas diárias á 44 horas semanais. APLICÁVEL AOS TRABALHADORES: A) Urbanos; B) Rurais; C) Domésticos. JORNADA, DURAÇÃO E HORÁRIO DE TRABALHO JORNADA DE TRABALHO: CONTROLE DE PONTO: A) É obrigatório para empresas com mais de 10 empregados. B) O registro do horário do DOMÉSTICO, por qualquer meio é OBRIGATÓRIO. C) A NÃO APRESENTAÇÃO do controle de ponto gera PRESUNÇÃO DE VERACIDADE das informações apresentadas pelo empregado. D) A VARIAÇÃO pode ser de 5 minutos com limite máximo de 10 minutos. JORNADA DE TRABALHO DESLOCAMENTO: Não é mais tempo á disposição do EMPREGADOR em nenhuma hipótese: A) O DESLOCAMENTO da CASA ao TRABALHO, e, do TRABALHO ao retorno para CASA. B) O DESLOCAMENTO entre a PORTARIA e o POSTO DE TRABALHO. DIREITO COLETIVO DE TRABALHO: PRINCÍPIOS Princípios assecuratórios das condições de emergência e afirmação da figura do ser coletivo: 2º) Princípio da autonomia sindical: Este princípio sustenta a garantia de autogestão às organizações associativas e sindicais dos trabalhadores, sem interferências empresariais ou do Estado. Trata ele, portanto, da livre estruturação interna do sindicato, sua livre atuação externa, sua sustentação econômico/financeira e sua desvinculação de controles administrativos estatais ou em face do empregador. À proibição da interferência e intervenção estatal na criação de sindicato vem consagrado no artigo 8º, inciso I, da CF, ao dispor que: “a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Públicoa interferência e a intervenção na organização sindical”. DIREITO COLETIVO DE TRABALHO: PRINCÍPIOS Princípios assecuratórios das condições de emergência e afirmação da figura do ser coletivo: GRUPO II: 1º) Princípio da interveniência sindical na normatização coletiva: Propõe que a validade do processo negocial coletivo submeta-se à necessária intervenção do ser coletivo institucionalizado obreiro, quem seja, o sindicato da categoria. Previsto no artigo 8º, incisos III e VI, da CF, o princípio visa assegurar a existência de efetiva equivalência entre os sujeitos contrapostos, evitando a negociação informal do empregador com grupos coletivos obreiros estruturados apenas de modo episódico, eventual, sem força de institucionalização democrática como a propiciada pelo sindicato. DIREITO COLETIVO DE TRABALHO: PRINCÍPIOS Princípios assecuratórios das condições de emergência e afirmação da figura do ser coletivo: GRUPO II: 2º) Princípio da equivalência dos contratantes coletivos: Postula pelo reconhecimento de um estatuto sócio-jurídico semelhante a ambos os contratantes coletivos (o obreiro e o empresarial). É necessário que os dois seres coletivos contem com instrumentos eficazes de atuação e pressão (e, portanto, negociação). Tal princípio, embora deva ser observado, no caso brasileiro, ainda não se completou de forma eficaz. 3º) Princípio da lealdade e transparência nas negociações coletivas: Visa assegurar as condições efetivas de concretização prática da equivalência teoricamente assumida entre os sujeitos do Direito Coletivo do Trabalho. Lealdade e transparência são premissas essenciais ao desenvolvimento democrático e eficaz do próprio processo negocial coletivo, afinal o direito coletivo objetiva formular normas jurídicas (e não apenas cláusulas contratuais), sendo imprescindível que a lisura da conduta negocial atinja qualquer das duas partes coletivas envolvidas. DIREITO COLETIVO DE TRABALHO: PRINCÍPIOS Princípios assecuratórios das condições de emergência e afirmação da figura do ser coletivo: GRUPO III: Princípios que tratam das relações e efeitos perante o universo e comunidade jurídicos das normas produzidas pelos contratantes coletivos 1º) Princípio da criatividade jurídica da negociação coletiva: Traduz a noção de que os processos negociais coletivos e seus instrumentos (contrato coletivo, acordo coletivo e convenção coletiva de trabalho) têm real poder de criar norma jurídica (com qualidades, prerrogativas e efeitos próprios a estas), em harmonia com a normatividade heterônoma estatal. Artigo 8º, incisos I, III e VI da CF. Artigo 7º, incisos VI, XIII e XIV, da CF. DIREITO COLETIVO DE TRABALHO: PRINCÍPIOS Princípios assecuratórios das condições de emergência e afirmação da figura do ser coletivo: GRUPO III: 2º) Princípio da adequação setorial negociada: Este princípio trata das possibilidades e limites jurídicos da negociação coletiva. Ou seja, os critérios de harmonização entre as normas jurídicas oriundas da negociação coletiva (através da consumação do princípio da criatividade jurídica) e as normas jurídicas provenientes da legislação heterônoma estatal. Pelo princípio da adequação setorial negociada, as normas coletivas podem prevalecer sobre o padrão geral das normas legais trabalhistas. CORREÇÃO DE ATIVIDADE 01) Wilton, trabalhou na empresa Metalúrgica Futura Ltda., por mais de 10 (dez) anos, e, foi demitido no dia 20/05/2020. Entretanto, é necessário esclarecer que sempre o pagamento do salário de Wilton era realizado em dinheiro, diretamente ao empregado, durante todo o contrato de trabalho. É oportuno salientar que após a demissão sem justa causa, Wilton não compareceu para receber os valores de R$ 41.700,00 (Quarenta e um mil e setecentos reais), que têm direito, no prazo previsto no artigo 477, § 6º da Consolidação das Leis do Trabalho. Para evitar o pagamento de multa prevista no artigo 477, § 7º, da CLT, a Metalúrgica Futura Ltda, procura seu escritório para propor Ação de Consignação em pagamento, e evitar a aplicação de qualquer multa, por não conseguir qualquer contato com o ex empregado Wilton. Diante do texto acima, responda as questões a seguir: A) A Metalúrgica Futura Ltda., poderá propor ação sem constituir advogado? Justifique sua resposta. R) Sim, pois é possível propor ações perante o juízo trabalhista, sem constituir advogado, mesmo que seja Reclamante ou Reclamada, conforme estabelece a pratica do “JUS POSTULANDI”, para que ninguém tenha o acesso ao Poder Jurisdicional exercido pela Justiça do Trabalho cerceado. CORREÇÃO DE ATIVIDADE B) Qual rito deverá ser utilizado para a propositura da Ação de Consignação? Justifique e fundamente. R) Rito sumaríssimo, pois o valor da ação não ultrapassa 40(quarenta) salários mínimos nacionais, conforme estabelece o artigo 852-A, caput da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. CORREÇÃO DE ATIVIDADE 02) Quezia, foi contratada pela empresa Limpezas Internas Ltda., e em todo o período laborado, sempre prestou serviços exclusivamente para o Município de Guarulhos, dentro do Paço Municipal. Entretanto, após 05 (cinco) anos de prestação de serviços, foi demitida sem justa causa, e a empresa contratante não efetuou o pagamento de sua rescisão contratual, inclusive em todo o período trabalhado realizava horas extraordinárias e não recebia, e ainda, vale ressaltar que suas 02 (duas) últimas férias não foram devidamente pagas. Diante toda esta situação hipotética, Quezia procura seu escritório, para propor Reclamação Trabalhista contra a empresa Limpezas Internas Ltda. e o Município de Guarulhos, e ao realizar o cálculo para propor a referida Reclamação, você firmou o valor da causa em R$ 26.000,00 (Vinte e seis mil reais). Após analisar o enunciado responda as questões á seguir: A) Em qual rito deve ser proposta a referida Reclamação Trabalhista? Justifique e fundamente. R) Rito ordinário, pois o parágrafo único do artigo 852-A, da Consolidação das Leis do Trabalho, esclarece que as ações em que a Administração Direta for parte, não poderá tramitar pelo rito sumaríssimo. B) Se Quezia não comparecer á audiência o que poderá ocorrer? Fundamente. R) A Reclamação Trabalhista será arquivada, conforme expresso no artigo 844 da Consolidação das Leis do Trabalho. CORREÇÃO DE ATIVIDADE 03) MAYKON, foi contratado pela Sociedade Empresaria XYZ Ltda., por prazo determinado de 02 (dois) anos, mas, com uma única renovação, após um ano de trabalho. Entretanto, após dois meses da renovação do contrato, a empresa demitiu MAYKON, sendo assim, você foi procurado pelo Reclamante, para verificar a possibilidade de algum tipo de reparação em favor do empregado. Após analisar com detalhes o que prevê a legislação, você chegou a um valor da causa no montante de R$ 20.000,00 (Vinte mil reais). Diante disso, responda as questões á seguir: A) Em qual o rito deve ser proposta a referida Reclamação Trabalhista? Justifica e fundamente. R) Rito sumaríssimo, pois o valor da causa não excede 40 (quarenta) salários mínimos, conforme previsto no artigo 852- A da CLT. B) Quantas testemunhas poderão ser apresentadas pelo Reclamante? Fundamente. R) Duas testemunhas, conforme expresso no artigo § 2º do artigo 852-H da CLT. C) Se a Reclamada não comparecer á audiência o que poderá ocorrer? Fundamente. R) Será aplicada a revelia e confissão da matéria de fato, se a Reclamada não comparecer a audiência, conforme previsão legal trazida pelo artigo 844 da Consolidação das Leis do Trabalho. D) No procedimento que foi proposta a Reclamação é possível ocorrer a citação por edital? Fundamente. R) Não, conforme esclarece o inciso II, do artigo 852-B da CLT. E) Em qual prazo deverá ser apreciada a Reclamação Trabalhista de Maykon? Fundamente. CORREÇÃO DE ATIVIDADE 03) MAYKON, foi contratado pela Sociedade Empresaria XYZ Ltda., por prazo determinado de 02 (dois) anos, mas, com uma única renovação, após um ano de trabalho. Entretanto, após dois meses da renovação do contrato, a empresa demitiu MAYKON, sendo assim, você foi procurado pelo Reclamante, para verificar a possibilidade de algum tipo de reparação em favor do empregado. Após analisar com detalhes o que prevê a legislação, você chegou a um valor da causa no montante de R$ 20.000,00 (Vinte mil reais). Diante disso, responda as questões á seguir: D) No procedimento que foi proposta a Reclamação é possível ocorrer a citação por edital? Fundamente. R) Não, conforme esclarece o inciso II, do artigo 852-B da CLT. E) Em qual prazo deverá ser apreciada a Reclamação Trabalhista de Maykon? Fundamente. R) O prazo é de 15 (quinze) dias, artigo 852-B da Consolidação das Leis do Trabalho. CORREÇÃO DE ATIVIDADE Quais ritos (procedimentos) existem no processo do trabalho? R) Sumário; Sumaríssimo e Ordinário. Quais os tipos de audiências existem no Direito do Trabalho? R) UNA; INICIAL; INSTRUÇÃO e JULGAMENTO. CORREÇÃO DE ATIVIDADE Quais os tipos de contratos de emprego estão previstos na Consolidação das Leis do Trabalho? Fundamente. R) Contrato de experiência; Contrato por tempo Determinado; Contrato Intermitente; Contrato por tempo Indeterminado; Qual a diferença entre interrupção e suspensão do contrato de trabalho, e cite duas características de cada instituto. R) Na interrupção o trabalhador deixa de exercer suas atividades laborais, mas continua tendo direito a todos os recolhimentos, e remunerações, onde vale esclarecer, que na Suspensão do contrato de trabalho o empregado não tem direito a ser remunerado pelo empregador, e também não têm direito aos recolhimentos realizados pelo mesmo. ÓTIMO DIA E BOM FINAL DE SEMANA Á TODOS!!!!! ÓTIMA AVALIAÇÃO Á TODOS GRANDE ABRAÇO DOUTORES E DOUTORAS!!!!! PROF. Me. JOSÉ RODRIGUES Prof. Me. JOSÉ RODRIGUES DIAS DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO Entre em contato: 102 prof.adv.rodrigues prof.adv.rodrigues@gmail.com +55 (11) 99914-9810 prof.adv.rodrigues ÓTIMO FINAL DE SEMANA! GRANDE ABRAÇO Á TODOS!