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Gil José Mandlate
Relatório Final de Práticas Pedagógicas em História.
 Escola Secundária Gwaza Muthini -Marracuene
Licenciatura em Ensino de História com habilitações à Geografia
EaD
5º ano
Universidade Pedagógica de Maputo
Junho de 2025
Gil José Mandlate
Relatório Final de Práticas Pedagógicas em História.
 Escola Secundária Gwaza Muthini -Marracuene
Licenciatura em Ensino de História 
 (
Relatório 
de Práticas Pedagógicas em História, a ser entregue na F
aculdade de Ciências Sociais e 
Filosofia, Departamento de História,
 sob orie
ntação 
da Mestre 
Nheleth
 
Ratibo
, 
para efeitos de avaliação
. 
)
Universidade Pedagógica de Maputo
Junho de 2025
Índice
1	LISTA DE ABREVIATURAS..	iv
2	Agradecimentos	vi
3	Resumo.	vii
2.	INTRODUÇÃO	8
2.1.	Objectivos	8
3.1.1	Objectivo geral	8
2.1.2.	Objectivos específicos	8
3.2	Fases das práticas pedagógicas / estágio pedagógico.	9
2.2.1.	1ª Fase – Pré-Observação	9
2.2.2.	2ª Fase – Observação (recolha de dados)	9
2.2.3.	3ª Fase – Pós-observação	9
2.3.	Métodos e metodologia de trabalho	10
3.2.1	2.3.1 Metodologia	10
2.3.2.	Técnicas e instrumentos de recolha de dados	10
2.4.	Referências teóricas.	11
4	CAPÍTULO I: DESCRIÇÃO DAS ACTIVIDADES REALIZADAS NA PLATAFORMA AO LONGO DO SEMESTRE.	12
3.	CAPITULO II: LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO FÍSICA DA ESCOLA OBSERVADA	13
4.1.	Localização da escola.	13
4.2.	Historial da escola	13
4.3.	Corpo directivo.	14
4.4.	Infra-Estruturas Escolares e Suas Características	14
4.5.	Principais documentos da escola	14
4.6.	Efectivo de professores e alunos.	14
5.	CAPITULO III: DESCRIÇÃO DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS E DIFICULDADES ENFRENTADOS PELA ESCOLA AO NÍVEL DE ENSINO – APRENDIZAGEM.	15
5.1.	Reduzida carga horária semanal.	15
5.2.	Inicio tardio do ano lectivo e consequente impacto no cumprimento dos programas;	15
5.3.	Atrasos sistemáticos.	16
5.4.	Falta de materiais ou meios didácticos suficientes (mapas, livros suficientes na biblioteca etc)	16
5	CAPÍTULO VI: OBSERVAÇÃO DAS AULAS, ALUNOS E PROFESSORES, ANALISE DO PROGRAMA E DA DOSIFICAÇÃO ELABORADA PELA ESCOLA.	17
5.1	5.1. Observação das aulas.	17
5.2	Análise do programa.	18
5.3	Análise da dosificação.	19
6	CAPÍTULO V: PLANIFICAÇÃO E EXECUÇÃO DE AULAS.	19
6.	VI. CONCLUSÃO.	20
7.	VII. BIBLIOGRAFIA.	21
7	Apêndices e anexos.	22
LISTA DE ABREVIATURAS..
1. E.S – Escola secundária;
2. EPH – Estágio Pedagógico em História;
3. P.E.A – Processo de Ensino e aprendizagem;
4. H/M – Homens/Mulheres;
5. REGEB -Regulamento Geral do Ensino Básico;
6. RPPG- Relatório de Prática Pedagógica Geral;
7. SDJET- Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia;
8. SNE - Sistema Nacional de Educação;
9. TAB – Tabela;
10. UP- Universidade Pedagógica;
11. m – Metro;
12. S – Sul;
13. N- Norte;
14. RPEP - Relatórios de Práticas e Estágio Pedagógico;
15. TICS – Tecnologias de Informação e Comunicação Social;
16. DN1- Docente Nível 1;
17. EP2- Escola Primaria do Segundo Grau;
18. Cead – Centro de Educação Aberta e a Distancia;
Agradecimentos
Uso deste espaço nobre para endereçar os meus profundos agradecimentos à Drª Nheleth Ratibo, docente da cadeira de Práticas Pedagógicas de Historia, pela maneira sábia com a qual soube conduzir-me à aprendizagem no decurso desta cadeira e pela forma sábia e inovadora com que orientou as actividades da mesma, tendo demonstrado alto grau de criatividade para que durante as práticas pedagógicas, eu pudesse trabalhar de maneira deontológica e profissional. 
Igualmente endereço os meus sinceros e profundos agradecimentos à direcção da Escola Secundária Gwaza Muthini - Marracuene, ao professor Fernando Tamele, o qual carinhosamente o chamo de mestre, pelos ensinamentos e pelo acompanhamento durante a realização do estágio. 
Estendo os agradecimentos aos meus colegas da faculdade pela interacção permanente e pela partilha da experiência no acto da realização deste estágio pedagógico, sempre apoiámo-nos com vista a garantir a aprendizagem de todos e consequentemente os objectivos da disciplina. 
E por fim a todos aqueles que ajudaram neste processo quer da forma directa ou indirectamente para a concretização deste trabalho vai o meu muito obrigado.
Resumo.
O presente relatório tem como objectivo descrever o decorrer das actividades desenvolvidas durante o período de realização das práticas pedagógicas na Escola Secundária Gwaza Muthini. A Escola Secundária Gwaza Muthini, localiza-se a norte do distrito de Marracuene, a 300m antes da vila, no sentido S-N, a 5m da estrada nacional (N1) no histórico bairro Mincanyine. Apresenta-se como objectivo geral do relatório:
· Descrever a realização do estágio Pedagógico na Escola Secundária Gwaza Muthini: apresentação integrada, levantamento de informações acerca da escola, observação, planificação e leccionação.
Os professores no geral tem um trabalho árduo de planificação, que pode ser trimestral, quinzenal ou plano de aula. Para produzir estes instrumentos de orientação os professores baseiam-se no programa de ensino.
Um dos problemas com que a ES Gwaza Muthini encara ao nível do PEA é a insuficiência de meios ou recursos didácticos, aulas em dias alternadas, redução da carga horária semanal, início tardio do ano lectivo por contestação a não pagamento de Horas extraordinárias o que acabou influenciado no cumprimento dos programas. Um plano de aula é estruturado em funções didácticas com actividades específicas para cada função ou momento. 
i
v
Palavras-chave: Práticas Pedagógica, Programa de ensino.
2. INTRODUÇÃO
O estágio pedagógico, tem o objectivo de levar o estudante a observar e analisar criticamente situações escolares através de uma convivência directa com os intervenientes da escola que são a direcção da escola, professores, alunos, conselho da escola, pessoal não docente e o pessoal administrativo e, por isso, mune os futuros professores em saberes psico-pedagógicos e didácticos de maneira que o estudante esteja preparado e capacitado para a vida profissional.
“A Prática e o Estágio Pedagógico visam: integrar, progressivamente, o estudante em contextos reais de ensino e aprendizagem de uma certa disciplina; contribuir para a formação de um professor que possua saberes teóricos e práticos, um professor que saiba fazer a gestão de um currículo, que saiba diferenciar as aprendizagens e orientar a sua auto-formação; proporcionar a aquisição de habilidades e competências que possibilitem a intervenção, a investigação e a prática de projectos pedagógicos; contribuir com as suas variadas actividades para a formação de um professor que saiba ser autónomo, que saiba diferenciar o ensino e a aprendizagem, gerindo de forma adequada as várias situações de ensino e aprendizagem” (DIAS, et al. 2010)
O presente relatório tem como finalidade descrever o desenrolar das actividades desenvolvidas ao longo do período de estágio pedagógico de história na Escola Secundária Gwaza Muthini. 
“Os Relatórios de Práticas e Estágio Pedagógico (RPEP) resultam de um trabalho científico destinado à pesquisa de determinadas questões pedagógicas relacionadas com a prática pedagógica escolar, sobretudo com o ensino de uma determinada disciplina na escola moçambicana. Através deles, o estudante articula os saberes científicos específicos com os psicopedagógicos e didácticos. Assim, eles visam contribuir para a melhoria da qualidade de ensino” (Normas para a produção de trabalhos científicos na UP, 2003:4). 
2.1. Objectivos
0. Objectivo geral
· Descrever realização do estágio Pedagógico na Escola Secundária Gwaza Muthini.
2.1.2. Objectivos específicos
· Compreender as actividades desenvolvidas no âmbito do estágio pedagógico;
· Caracterizar o ambiente interno e externo da escola;
· Descrever os principais problemas e dificuldades enfrentados pela escola ao nível do Processo de Ensino e Aprendizagem;
Fases das práticas pedagógicas / estágio pedagógico.
O estágio pedagógico foi marcado por três (3) fases principais a saber:
2.2.1. 1ª Fase – Pré-Observação
Constituiu primeiro contacto com Estágio Pedagógicoem História, a apresentação do programa da cadeira seguindo-se uma visão geral daquilo que seriam as actividades ao longo do 1º semestre, isto é, o guia da disciplina de EPH fornecido pela Drª. Foi sob orientação da docente que cada estudante foi tratar a credencial, com a indicação da escola em que iria realizar o estágio. 
2.2.2. 2ª Fase – Observação (recolha de dados)
Esta fase, foi basicamente caracterizada, pela observação, do espaço físico da escola, levantamento das características principais desta e seus intervenientes. Pude observar e debruçar-se junto com os membros da direcção vários aspectos ligados a escola, como a organização da escola, os documentos que regem a escola entre outros, também fui convidado a conhecer as turmas, onde numa primeira fase assisti aulas do tutor na 11ª e 12ª classe.
Nesse período, tive ainda o privilégio de leccionar as aulas, após ser atribuído uma turma da 12ª classe, que com apoio incessante do tutor fomos conduzindo o PEA em História.
2.2.3. 3ª Fase – Pós-observação
Durante esta fase, apresentei possíveis soluções à problemas verificados durante a presença no ambiente escolar. Esta fase compreendeu também a elaboração do relatório final, como resultado de todo aprendizado obtido durante a recolha de dados na observação da escola.
2.3. Métodos e metodologia de trabalho
2.3.1 Metodologia
A realização de qualquer investigação científica requer a adopção de uma metodologia tendo em conta a natureza da pesquisa. A metodologia que norteou a realização deste trabalho foi:
· Observação directa da escola;
· Participação directa nas aulas;
· Entrevistas;
· Pesquisas documentais;
· Indução;
· Recolha de informações na escola e observação de certos aspectos inerentes a instituição.
A escolha destas metodologias explica-se pelo facto de que a nossa pesquisa visa compreender as características da E.S. Gwaza Muthini.
A este respeito Bunguele (2017:62) advoga que a abordagem qualitativa têm como objecto situações complexas ou estritamente particulares, tais estudos podem descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interacção de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos da vida dos grupos sociais, contribuir no processo de mudança de um grupo e possibilitar o entendimento profundo das particularidades do comportamento dos indivíduos.
2.3.2. Técnicas e instrumentos de recolha de dados
Para a recolha das informações necessária recorremos à observação, às entrevistas e pesquisa bibliográfica que consiste na busca de obras que abordem o assunto em causa.
Observação.
Para MARCONI & LAKATOS (2003: 190) citados por LITSURE (2017), a observação é uma técnica de colecta de dados para conseguir informações e utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade.
A observação é um importante instrumento de colecta de dados. Observar é poder ver e compreender uma situação, tirar o máximo de abstracções possíveis de um facto ou de uma resposta dada por um sujeito de pesquisa. O Estágio Pedagógico é uma formação académica, repleto de aquisições, a nível pessoal e a nível profissional, marcando claramente a nossa formação e contribuindo para o sucesso, que todos os estudantes ambicionam alcançar enquanto docentes, assim como não docentes. No entanto, teremos que elencar algumas questões que nos auxiliem, como por exemplo, conhecer a escola, o número de professores, o número de alunos, os instrumentos usados para a planificação de aulas, as dificuldades enfrentadas. 
“Para que se torne um instrumento válido e digno de investigação precisa ser antes de tudo controlada e sistemática. Isso implica a existência de um panejamento cuidadoso do trabalho e uma preparação rigorosa do observador” (Ludke & André, 1986, p25).
Entrevista.
A entrevista é um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional. É um procedimento utilizado na investigação social, para a colecta de dados ou para ajudar no diagnóstico ou no tratamento de um problema social. (Marconi & Lakatos, 2003:195). 
As autoras referem-se ainda à pesquisa bibliográfica como a que tem como finalidade, colocar o pesquisador em contacto directo com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre determinado assunto, inclusive conferencias seguidas de debates que tenham sido transcritos por alguma forma, quer publicadas, quer gravadas. (Marconi & Lakatos, 2003:183).
2.4. Referências teóricas.
O referencial teórico para a construção do relatório esteve centrado nos fundamentos teóricos das áreas das Práticas Pedagógicas Gerais, Metodologia de Investigação Científica e normas de publicação de trabalhos científicos na UP. 
De acordo com DIAS, et al (2010:16) o E.P.H visa preparar os estudantes para a carreira docente. Esta disciplina possibilita ainda uma vivência real no meio escolar em contacto com os alunos, professores e funcionários de modo a criar no estudante da UP hábitos de trabalho, de colaboração e de convivência apropriada a esse meio.
O Trabalho de Campo nas Práticas Pedagógicas pode ser realizado de forma real ou virtual (simulada). Na forma real, o praticante desloca-se a escola, integra e trabalha em ambiente escolar verdadeiro. Na forma virtual ou simulada, o praticante permanece na UP e trabalha com vídeos de escolas, de aulas, com entrevistas aos vários actores intervenientes no ambiente escolar diz (DIAS, et al;2010:24).
Sala de aula: é o espaço social de organização do processo do ensino, é o lugar de encontro entre professores e alunos com suas histórias de vida, das possibilidades de ensino e aprendizagem.
CAPÍTULO I: DESCRIÇÃO DAS ACTIVIDADES REALIZADAS NA PLATAFORMA AO LONGO DO SEMESTRE.
Os trabalhos na plataforma Cead, iniciaram na semana de 10 à 16 de Março, onde tivemos como actividade a apresentação de todos intervenientes na cadeira EPH, apresentação do Guia de Disciplina e de manuais consultivos. A seguir, discutiu-se a temática sobre planificação, que consentiu-se que é a preparação antecipada das actividades docentes, de maneira a conduzir o PEA de maneira lógica, racional e sem desperdício de tempo.
Após isso, seguiu-se para o debate sobre as novas tendenciais de ensino, onde no final desta aula devíamos conhecer as novas tendência da aprendizagem e suas potencialidades. Aqui, ficou evidente a riqueza metodológica da sala de aula invertida, que nutre a aula em um debate construtivo, porem desafia o aluno a ter material em casa e o professor a planificar devidamente o seu trabalho. É uma metodologia útil para os tempos contemporâneos, onde as TIC’s nos oferecem livros portáteis em smatphones.
A semana de 31 de Março à 6 de Abril estava estritamente reservada a discussão do tema Avaliação, aqui, fomos unânimes em dizer que a avaliação permite aferir o grau de assimilação dos conteúdos por parte dos alunos e de mediação por parte do professor. Esta aula, foi seguida pela aula com o tema Metodologias activas de Ensino, aqui, discutiu-se sobre o uso de métodos de ensino que colocam o aluno como centro da aula, um dos mais interessantes foi proposto por David Ausubel, cujo nome é aprendizagem significativa.
De 14 de Abril à 04 de Maio, o debate da aula girava em torno da bíblia do professor, o programa do ensino.
De 05 de Maio até 25 de Maio, a turma esteve concentrada na simulação de aulas, onde devia apresentar habilidades de planificação de encadeamento lógico racional das actividades docentes na sala de aulas. De 26 de Maio à 1 de Junho, discutiu-se sobre o ser e estar no ambiente de trabalho, a deontologia profissional. A semana a Ségur, discutiu-se sobre o papel do professor como mediador de conflitos na escola e na comunidade, devendo este agir sempre com imparcialidade e lucidez e por fim, de 9 a 15 de Junho discutiu-se o papel do professor como director de turma.
3. CAPITULO II: LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO FÍSICA DA ESCOLA OBSERVADA
4.1. Localização da escola.
A Escola Secundária Gwaza Muthini, localiza-se a norte do distrito deMarracuene, a 300m antes da vila, no sentido S-N, a 5m da estrada nacional (N1) no histórico bairro Mincanyine.
4.2. Historial da escola
A escola começou a funcionar em 1983, nas instalações da Escola Primaria Centro Educacional de Marracuene, junto à Paroquia Nossa Senhora das Candeias de Marracuene, nesse período a escola funcionava em regime de dois turnos, com duas classes, 5ª e 6ª classes e em 1986, com a introdução da 5ª classe no ensino primário, a escola começa a leccionar 6ª e 7ª classes, tomando o nível de EP2 nas novas instalações separadas da Escola Primaria Centro Educacional, ainda em regime de dois turnos.
Em 1996, com apoio da organização Filandesa, são abertas novas instalações, estas inauguradas pelo então Vice Ministro da Educação, o senhor Zeferino Martins a 02 de Fevereiro do mesmo ano, passando a chamar-se Escola Secundaria Gwaza Muthini, visto que sua inauguração coincide com a data da comemoração da batalha de Marracuene (Gwaza Muthini), passando a leccionar dois níveis, nomeadamente o nível do Ensino Primário do 2º Grau e o nível secundário do primeiro ciclo.
4.3. Corpo directivo.
A escola tem como director o senhor Inocêncio João Homo (DN1). Por ser uma escola que lecciona nos regimes, diurno e nocturno e possuir o I e o II ciclo do ESG, tem como directores adjuntos pedagógicos:
I ciclo – Rozmira Ismael Virgy (DN1)
II ciclo – Arsenio Armando Muchanga (DN1)
Curso nocturno – Elias Jorge Cumbe (DN1)
4.4. Infra-Estruturas Escolares e Suas Características
A escola compõe-se de 1 bloco administrativo, 20 salas de aulas, uma sala de PESD, uma biblioteca, um furo de agua e duas casa de banho.
No âmbito das medidas de prevenção da covid-19, foram construídos lavatórios e montou-se torneiras em quase todo pátio da escola principalmente à entrada, onde os alunos, professores e outros intervenientes possam lavar as mãos frequentemente, tal como orientava o Ministério da Saúde. 
4.5. Principais documentos da escola
A escola possui vários documentos tais como: Regulamento Interno da Escola, Regulamento Geral do Ensino Secundário, Regulamento de Financiamento das Escolas, Plano Geral da Escola e Planos Sectoriais, Regulamento de Avaliação, Planos de Estudo e Curriculares, Programas de Ensino, Planos analíticos, Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado, Estatuto do Professor
4.6. Efectivo de professores e alunos.
A escola em alusão, tem um efectivo total de 84 professores, dos quais, 28 são mulheres. No que diz respeito ao efectivo dos discentes, me foi possível colher dados do 2º ciclo diurno e nocturno, onde o curso diurno tem 560 alunos, destes, 342 são raparigas e no curso nocturno há 211 alunos, e destes, 110 são raparigas também.
5. CAPITULO III: DESCRIÇÃO DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS E DIFICULDADES ENFRENTADOS PELA ESCOLA AO NÍVEL DE ENSINO – APRENDIZAGEM.
Como foi referido acima no capítulo sobre a metodologia e técnicas de colecta de dados, optei pela observação e entrevista aos professores de história da Escola Secundária Gwaza Muthini. Das conversas havidas e das observações pessoais, constatou-se os seguintes problemas no ensino – aprendizagem em História:
5.1. Reduzida carga horária semanal.
A disciplina de História é uma das que tem a mais baixa carga horária na escola, chegando à 2 aulas semanais no 1º ciclo e 3 aulas no 2º ciclo, o que põe o professor na correria para cumprir com o programa mas também garantir que os conteúdos foram devidamente assimilados. Essa situação faz também com que o professor tenha a exaustão de passar por muitas turmas e turnos só para completar a carga horária, o que gera frustração em alguns e também faz com que o professor conheça pouco os seus alunos.
Como afirmara a delegada Albertina, em entrevista dada a 24 de Junho de 2025:
“ Com essa situação, o professor fica com pouco tempo para tratar os conteúdos da aula, o tempo é bastante corrido, você tem 90 ou 135 minutos semanais para trabalhar com uma turma de aproximadamente 80 alunos. Escasseia tempo até para sanar as dúvidas dos alunos. São muitos conteúdos mas o tempo é bastante reduzido e considerando também a realidade dos nossos alunos que não se dedica muito na leitura (a maioria).”
5.2. Inicio tardio do ano lectivo e consequente impacto no cumprimento dos programas;
Este problema, resulta da então luta de classes no sector publico que prevalece já há anos, pelo incumprimento no pagamento de horas extraordinárias no sector da educação, o que levou à paralisação das aulas por diversas vezes. Assim com o inicio do ano lectivo de 2025 3 semanas depois da data oficial, criou problemas na gestão do processo de ensino e aprendizagem, em que se tem muitos conteúdos e na maior parte das vezes com um certo alinhamento, sendo que um é pré-requisito para a compreensão do outro.
5.3. Atrasos sistemáticos.
O problema de atrasos às aulas está sendo um desafio enorme na instituição. Segundo Francisco Magaia, guarda da escol, atrasam em media, só no segundo turno turno, cerca de 100 alunos e na maioria das vezes são dados trabalho educativo, mas sem efeito algum.
5.4. Falta de materiais ou meios didácticos suficientes (mapas, livros suficientes na biblioteca etc)
Este é o outro problema enfrentado pela escola no que se refere ao PEA, sendo que nas palavras da DAE, a escola tem alguns materiais, mas considerando o número de aluno e turmas que a escola tem, não são suficientes para todos os professores, é normal planificar usar um determinado material e chegado o dia para a aula, deparar-se que o mesmo material já foi solicitado por outro professor, o que acaba dificultando o trabalho. Apesar da biblioteca da escola dispor de alguns livros, não são suficientes e mais ainda alguns não bastante actualizados, o que associado de muitos alunos serem desprovidos de recursos, acaba sendo difícil, para o professor ter que constantemente orientar a compra de fichas, porque nem todos conseguem adquirir. Por outro lado a conservação das informações contidas nas fichas por parte de alguns alunos não tem sido a melhor, o que leva com que chegado o dia para o uso das mesmas, alguns tenham e outros não.
Ainda nesta senda de problemas e dificuldades enfrentados pela escola, embora haja internet gratuita, foi possível destacar a falta de meios electrónicos como projector para que os professores possam usar para fazer projecções de alguns conteúdos, filmes, vídeos ou até imagens para auxiliarem na mediação dos conteúdos, quando os tipos de aula assim o exigirem. O único que existe é para o uso na sala de informática, sendo bastante difícil acede-lo, por conta da pressão de uso a que está submetido. Mas para além da falta deste dispositivo, as salas, estão sem as tomadas, o que a promoção do ensino usando dispositivos electrónicos e tecnológicos, que para além da facilidade que dariam na abordagem de certos conteúdos podem servir de mecanismos de motivação para os alunos. 
CAPÍTULO VI: OBSERVAÇÃO DAS AULAS, ALUNOS E PROFESSORES, ANALISE DO PROGRAMA E DA DOSIFICAÇÃO ELABORADA PELA ESCOLA.
5.1. Observação das aulas.
Após a minha apresentação aos 28 de Março de 2025, a direcção da escola apresentou-me ao tutor este, por sua vez levou-me a sala de aulas para assistir as aulas por ele leccionadas, tendo passado pelas 4 turmas da 11ª e 12 classe. As assistências as aulas duraram uma semana, na qual foi possível elaborar o seguinte mapa de assistência para a aula leccionada no dia 14 de Abril de 2025.
Escola Secundária Gwaza Muthini
Ficha de observação de aula
Nome do professor assistido: Fernando Tamele Data: 14/04/2025 Turma: A2
Tema: Teorias sobre origem do estado
Objectivos:-Definir estado e mencionar os elementos que caracterizam estado.
	Dimensão
	N
	Ítens
	Sim
	Não
	Organização do PEA/inicio da aula
	1
	O professor foi pontual?
	X
	
	
	2
	O professor trazia bata?
	X
	
	
	3
	Foi feita a revisão da aula anterior?
	X
	
	
	4
	Correcção do TPC?
	
	X
	
	5
	Exploração do conhecimento prévio dos alunos
	X
	
	
	6
	Integração dos conteúdos do currículo local
	X
	
	Cumprimento dos objectivos 
	7
	Aformulação dos objectivos no plano foi clara?
	X
	
	
	8
	O professor comunicou os objectivos da aula à classe
	X
	
	
	9
	Os alunos foram capazes de encontrar conceitos de forma independente?
	X
	
	
	10
	Existe relação entre os objectivos da aula e o método?
	X
	
	
	11
	A maioria dos alunos atingiu os objectivos?
	
	X
	Desenvolvimento da aula
	12
	O professor estimula alunos promovendo interesse pela aula?
	
	
	
	13
	O professor tem domínio do conteúdo?
	
	
	
	14
	O professor tem domínio sobre a turma?
	
	
	
	15
	O professor tem boa transposição didáctica?
	
	
	
	16
	Os alunos interagem com o professor?
	
	
	
	17
	Houve dificuldade de percepção dos conteúdos?
	
	
	
	18
	O professor conseguiu sanar as dificuldades?
	
	
	
	19
	O professor prestou atenção aos alunos com NEE?
	
	
	Técnicas participativas
	20
	O método e técnica são adequados aos conteúdos?
	
	
	
	21
	O professor usou técnicas e métodos activos e interactivos?
	
	
	Material Concretizador 
	22
	O professor produziu material didáctico?
	
	
	
	23
	O professor usou material didáctico disponível no local?
	
	
	
	24
	Os materiais didácticos foram adequados ao tipo de aula?
	
	
	
	25
	O material didáctico foi explorado correctamente?
	
	
	Avaliação e Reflexão da Aprendizagem
	26
	O professor fez questões que facilitam a aprendizagem?
	
	
	
	27
	O professor deu tempo para os alunos discutirem entre si?
	
	
	
	28
	O professor orientou o resumo da aula?
	
	
	
	29
	O professores sistematiza as intervenções dos alunos?
	
	
	
	30
	O professor atribuiu TPC?
	
	
 A posterior fui orientado a leccionar na 12ª A2, composta por 74 alunos. Nesta turma, trabalhei, 12 semanas, com 3 aulas semanais sendo uma livre e uma dupla, perfazendo 36 aulas. Foi uma experiencia motivadora e única, era visível o engajamento dos alunos e o feedback chegava com os resultados das avaliações que eram na sua maioria satisfatórios. Nessa leccionação, o acompanhamento do tutor foi fundamental, tendo me apoiado em diversas situações de preparação e leccionação da própria aula.
Análise do programa.
Um programa educativo é um documento que permite organizar e detalhar um processo pedagógico. O programa permite orientar o docente no que se refere aos conteúdos que deve partilhar, a forma como deve desenvolver a sua actividade de ensino e os objectivos a conseguir. Estes programas têm conteúdos obrigatórios, os quais são determinados pelo estado. Desta forma, espera-se que todos cidadãos de um país disponham de uma certa base de conhecimentos que considera imprescindível por motivos culturais, históricos ou de outro tipo. É com base nos programas de ensino que se fazem os planos anuais, trimestrais e de aula, claro com a integração de conteúdos locais definidos em casa região em que a escola esta inserida. Disponível em: https: //conceito.de/programa-educativo.com ( acessado aos 10 de Janeiro de 2022). 
 Por seu turno Januário (2002), olha para o programa na sua relação com o currículo. Desta forma afirma que se o Currículo inclui tudo aquilo que paralelamente o acompanha processo de ensino: manuais escolares, normas de funcionamento e gestão escolar, etc. O programa é a lista de conteúdos distribuídos e acompanhados por orientações metodológicas. Portanto o currículo possui, uma acepção substantiva, enquanto o programa tem uma dimensão mais legislativa e normativa. 
No nosso contexto, o programa contém: lista de conteúdos distribuídos por unidades de aprendizagem; distribuição de conteúdos por trimestres lectivos; objectivos gerais e específicos por ciclo, classe, unidade e conteúdo de aprendizagem; competências básicas e sugestões metodológicas.
Análise da dosificação.
A dosificação ou plano quinzenal, corresponde ao plano de actividades lectivas previas para um período de duas semanas. Foi possível desde a minha chegada na escola, no dia 28 de Março de 2025, presenciar a primeira planificação quinzenal e participar da planificação nas restantes vezes, onde devia cada um antes do inicio da planificação, apresentar o ultimo tema tratado na quinzena anterior, fazer balanço da quinzena e depois planificava-se as actividades e material a ser usado.
CAPÍTULO V: PLANIFICAÇÃO E EXECUÇÃO DE AULAS.
	A planificação constitui a organização previa das actividades docente. Foi possível durante o estágio, planificar todas as aulas leccionadas, que eram obrigatoriamente apresentados à secção pedagógica e ao tutor.
A planificação, focava-se no uso de métodos e técnicas de aprendizagem activa e interactiva, onde se promovia durante as aulas, a interacção entre os alunos e o professor e entre aluno e aluno. A disponibilidade da biblioteca escolar, permitiu o uso do método de sala de aulas invertida, que foi bastante explorado durante as aulas. Alem deste método, foi possível dramatizar aulas como estrutura política e administrativa do império de Monomutapa.
6. VI. CONCLUSÃO.
Após a realização de todas as fases do estágio pedagógico, até se chegar ao momento da produção do presente relatório, conclui-se que esta disciplina é de extrema importância para os estudantes de qualquer área do saber, pois permite conciliar a teoria que tem vindo a adquirir na Universidade com a prática que realiza nas escolas e ou qualquer outra instituição dependendo da área de formação. O estágio pedagógico reveste-se de capital importância para o futuro professor bem como para os professores em exercício, porque permite que este confronte-se com os desafios reais do PEA no terreno e em conjunto com os tutores, supervisores possam encontrar soluções mais eficazes e garantindo desta feita que seja amanhã um profissional de qualidade. 
O estágio, muniu-nos de conhecimentos sólidos sobre como preparar uma aula, os instrumentos que podem auxiliar na planificação, os aspectos a tomar em consideração durante a planificação. Mas também ganhamos consciência do trabalho árduo que é feito pelos professores antes de chegarem a planificação da aula, quando elaboram os planos analíticos que servem de instrumentos uniformizadores ao nível das escolas, podendo ser elaborados trimestralmente, quinzenalmente até semanalmente dependendo de escola para escola. 
7. VII. BIBLIOGRAFIA.
· BENTO, O. Planeamento e avaliação em educação física. Lisboa: livros Horizonte. 2003
· BITTENCOURT, C. O saber escolar na sala de aula. São Paulo: contexto, 2011. 
· BUNGUELE, Ângelo. Módulo de Epistemologia de Ciências Sociais. Universidade Pedagógica. Maputo, 2017 
· DAMIÃO, M. Pré, inter e pós acção. Planificação e avaliação em pedagogia. Coimbra: Minerva. 1996 
· https: //conceito.de/programa-educativo.com ( acessado aos 30 de Junho de 2025). 
· JANUARIO, C. O currículo e a reforma do ensino. Lisboa: Livros Horizonte. 1996
· LAKATOS, Eva Maria e MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Metodologia Cientifica. 5ed, São Paulo. Atlas,2003 
· LIBÂNEO, J.C. Didáctica. São Paulo: Editora Cortez 1994
· LITSURE, Henrique F., Módulo de Prática Pedagógica do Ensino Básico II. Universidade Pedagógica. Maputo. 2017.
· LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E.D.A. pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: Artmed, 2002.
Apêndices e anexos.
Apêndices e anexos.

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