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Mary Law Sue Baptiste Anne Carswell MEDIDA Mary Ann McColl Helene Polatajko CANADENSE DE Nancy Pollock DESEMPENHO Organização e tradução Lívia de Castro Magalhães Lilian Vieira Magalhães OCUPACIONAL Ana Amélia Cardoso (COPM) EDITORAUfmg )© 2009, Mary Law, Sue Baptiste, Anne Carswell, Mary Ann McColl, Helene Polatajko, Nancy Pollock Título original: The Canadian Occupational Performance Measure © 2009, da tradução brasileira, Editora UFMG Este livro OU parte dele não pode ser reproduzido por qualquer meio sem autorização escrita do Editor. M489 Medida Canadense de Desempenho Ocupacional (COPM) / Mary Law... [et al.]; Ana Amélia Cardoso, Lilian Vieira Magalhães, Lívia de Castro Magalhães, organização e tradução. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009. 63 -il. Tradução de: Canadian Occupational Performance Measure (COPM) Inclui referências. ISBN: 978-85-7041-712-1 1. Terapia ocupacional métodos. 2. Terapia não dirigida. 3. Capacidade funcional. 4. Instrumento de medição. I. Law, Mary. II. Magalhães, Lívia de Castro. III. Magalhães, Lilian Vieira. IV. Cardoso, Ana Amélia. CDD: 615.8 CDU: 615.8 Elaborada pela Central de Controle de Qualidade da Catalogação da Biblioteca Universitária da UFMG Assistência editorial Euclídia Macedo e Letícia Féres Editoração de textos Maria do Carmo Leite Ribeiro Revisão e normalização Alexandre Vasconcelos de Melo Revisão de provas Lira Córdova e Renata Passos Projeto gráfico, capa e formatação Daniel I.D. Silva Produção gráfica Warren M. Santos EDITORA UFMG Av. Antônio Carlos, 6.627 Ala direita da Biblioteca Central - Térreo Campus Pampulha 31270-901 Belo Horizonte/MG Tel.: 31 3409-4650 Fax: +55 31 3409-4768 www.editora.ufmg.br editora@ufmg.br16 INTRODUÇÃO A Medida Canadense de Desempenho Ocupacional Canadian Measure of Occupational Performance COPM - é uma medida individualizada criada para ser usada por terapeutas ocupacionais, com a finalidade de detectar mudanças na autopercepção do cliente ao longo do tempo. A COPM foi criada para ser uma medida de desfecho¹ e, como tal, deve ser administrada no início do programa de terapia ocupacional e, depois, repe- tida em intervalos apropriados, como determinado pelo cliente e terapeuta. A COPM é usada para: identificar áreas-problema no desempenho ocupacional; oferecer uma quantificação das prioridades de desempenho ocupacional do cliente; avaliar 0 desempenho e satisfação relacionados às áreas-problema; e medir as mudanças na percepção do cliente sobre seu desempenho ocu- pacional ao longo do programa de intervenção de terapia ocupacional. A COPM foi criada para medir mudanças na autopercepção do desempenho ocupacional em clientes com vários tipos de incapacidade e em todos os estágios de desenvolvimento. DEFINIÇÃO DE DESEMPENHO OCUPACIONAL A COPM é baseada na definição de desempenho ocupacional encontrada no livro Enabling occupation: an occupational therapy perspective (CAOT, 1997). Esse livro esboça modelo que guia a prática no Canadá (conhecido como 0 Modelo Canadense de Desempenho Ocupacional MCDO) (Canadian Model of Occupational Performance CMOP) (ver Figura 1) e processo pelo qual modelo pode ser implementado. A tradução literal seria medida de resultados, mas a literatura em português tem utilizado a expressão "desfecho". (N. do T.)Definição de desempenho ocupacional 17 AMBIENTE Social Físico Afetivo Espiritualidade Cultural Cognitivo Físico Lazer Institucional PESSOA OCUPAÇÃO Figura 1: Modelo Canadense de Desempenho Ocupacional Reproduzida de Enabling occupation: an occupational therapy perspective (CAOT, 1997). MCDO é usado para mostrar que desempenho ocupacional é resultado de interações entre a pessoa, ambiente e a ocupação. A pessoa é defi- nida como possuindo os componentes físico, afetivo e cognitivo, no centro dos quais está a essência do "ser", que é elemento espiritual. O ambiente é composto pelos elementos físico, social, cultural e institucional. As ocu- pações são classificadas nas seguintes categorias: autocuidado (self-care), produtividade e lazer. Autocuidado inclui as ocupações que a pessoa desempenha de forma a se manter numa condição que permita a função (McColl et al., 2003). Na COPM nós medimos três aspectos do autocuidado: cuidado pessoal, mobi- lidade funcional e funcionamento na comunidade. Produtividade inclui as ocupações que visam a preservação econômica, manutenção do lar e da família, trabalho voluntário ou desenvolvimento pessoal (McColl et al., 2003). A COPM mede três tipos de atividade produ- tiva: trabalho remunerado ou não, manejo das tarefas domésticas, escola e brincar. Lazer inclui ocupações desempenhadas pelo indivíduo quando está livre da obrigação de ser produtivo (McColl et al., 2003). A COPM inclui recre- ação tranqüila,² recreação ativa e socialização. 2 A expressão "quiet recreation" também pode ser traduzida como "recreação passiva".18 História do desenvolvimento da Medida Canadense de Desempenho Ocupacional A contribuição única da terapia ocupacional é 0 resultado de seu foco no desempenho ocupacional. Acredita-se que a essência do desempenho ocupacional esteja numa abordagem integrada e balanceada das três áreas de desempenho (autocuidado, produtividade e lazer). Embora se reconheça que a atenção às habilidades básicas nos componentes do desempenho seja essencial para a terapia ocupacional, elas dão suporte, em vez de definir desempenho ocupacional. Como tal, elas não constituem 0 foco da COPM. O livro Enabling occupation: an occupational therapy perspective (CAOT, 1997) enfatiza a abordagem centrada no cliente. A COPM é consistente com essa abordagem. Ela ressalta que desempenho ocupacional de um indi- víduo é determinado pelo indivíduo, baseado em suas experiências. Em vez de observações objetivas, desempenho ocupacional é definido pelo indivíduo tanto em termos de sua habilidade para desempenhar certas ocupações como em sua satisfação com seu desempenho. A Tabela 1 demonstra como as características do Modelo Canadense de Desempenho Ocupacional são expressas como características da COPM. Para uma discussão mais profunda dos conceitos e pressupostos do Modelo Cana- dense de Desempenho Ocupacional, da prática centrada no cliente e sobre os valores subjacentes da terapia ocupacional, leitor deve consultar os li- vros Enabling occupation: an occupational therapy perspective (CAOT, 1997, 31-51) e Theorethical basis of occupational therapy (McColl et al., 2003). Tabela 1 0 Modelo de Desempenho Características da COPM Ocupacional Desempenho ocupacional é um A COPM pede cliente para fazer um relato sobre as questões de fenômeno experimentado, em vez de desempenho ocupacional; ela não procura validar externamente OU um fenômeno observado. substanciar auto-relatos. b) Os clientes identificam questões do desempenho ocupacional na c) 0 cliente atribui valores aos seus problemas em termos de importância. Desempenho ocupacional é influen- 2. Usando a uma questão é identificada pelo cliente devido a uma ciado por papéis, pelos componentes expectativa não realizada em relação a um papel OU devido a demandas do desempenho e pelo ambiente. ambientais que interferem no sucesso no desempenho da ocupação. Desempenho ocupacional é uma 3. A COPM pode ser aplicada a todos OS clientes, embora a abordagem possa característica dos humanos, inde- ser modificada para acomodar alguns indivíduos (veja a seção "Aplicações pendentemente da idade, gênero OU especiais da COPM"). incapacidade. Desempenho ocupacional inclui tanto 4. A resulta em dois tipos de escores auto-atribuídos: desempenho e 0 desempenho por si só como a satisfação. satisfação com 0 desempenho.19 HISTÓRIA DO DESENVOLVIMENTO DA MEDIDA CANADENSE DE DESEMPENHO OCUPACIONAL Em 1980, Departamento Nacional de Saúde e Bem-Estar (DNHW, atual- mente Saúde Canadá) e a Associação Canadense de Terapeutas Ocupa- cionais (CAOT) investiram em uma força-tarefa para desenvolver diretrizes a fim de garantir a qualidade na prestação dos serviços de terapia ocupa- cional no Canadá. Essa força-tarefa não só concluiu a missão, mas também se responsabilizou por uma série de tarefas conceituais, que incluíram O desenvolvimento do Modelo de Desempenho Ocupacional, a definição de vários termos comuns usados na terapia ocupacional e desenvolvimento das diretrizes para processo de terapia ocupacional. O trabalho da força-tarefa resultou em três publicações: Guidelines for client-centred practice of occupational therapy [Normas para a prática da terapia ocupacional centrada no cliente] (DNHW; CAOT, 1983). Intervention guidelines for client-centred practice of occupational therapy [Normas de intervenção para a prática da terapia ocupacional centrada no cliente] (DNHW; CAOT, 1986). Toward Outcome Measures in Occupational Therapy [Em direção a me- didas de desfecho em terapia ocupacional] (DNHW; CAOT, 1987). Desde então, esses três volumes têm sido publicados juntos em um volume intitulado Occupational therapy guidelines for client-centred practice [Normas para a terapia ocupacional centrada no cliente] (CAOT, 1991). A penúltima das três publicações recomendou que "um instrumento ou conjunto de instrumentos.. seja desenvolvido... especificamente para terapia ocupacional" (DNHW; 1986, p. 39). Mais adiante, a força-tarefa recomendou também que instrumento deveria ser testado para avaliar "O grau com que ele capturava as contri- buições importantes da terapia ocupacional" (p. 39). Em setembro de 1988, Programa Nacional de Desenvolvimento de Pes- quisa em Saúde e a Fundação Canadense de Terapia Ocupacional finan- ciaram conjuntamente um projeto para desenvolver uma medida de desfecho de desempenho ocupacional. O documento de 1987 (Toward outcome measures in occupational therapy) identificava vários critérios que deveriam ser atingidos por uma medida de desfecho de desempenho ocupacional. A medida deveria:20 História do desenvolvimento da Medida Canadense de Desempenho Ocupacional Basear-se no Modelo de Desempenho Ocupacional. Focalizar no desempenho em autocuidado, produtividade e lazer como desfechos primários. Considerar os componentes do desempenho (físico, mental, sociocultural e espiritual) como desfechos secundários, medidos apenas devido à sua contribuição para desempenho ocupacional. Considerar ambiente do cliente, estágio de desenvolvimento, seus papéis na vida e motivação. Ser sensível a mudanças clínicas relevantes nas metas de terapia ocu- pacional, incluindo desenvolvimento, restauração e manutenção da função, assim como a prevenção de incapacidade. Não ser específica para grupos de diagnósticos. Ser feita em módulos, para uso no todo ou em partes. Incorporar as propriedades de medida de confiabilidade, responsividade e validade. Ser de fácil manejo em termos de formato, administração, tempo, facili- dade de pontuação e aceitabilidade pelos clientes. Ser passível de pontuação numérica. Com esses critérios em mente, os autores congregaram colegas do mundo clínico e acadêmico e fizeram buscas na literatura, para gerar uma lista de instrumentos de avaliação usados na prática corrente. No total, 136 medidas/ testes foram identificados. Inicialmente, as medidas foram examinadas com relação ao primeiro e segundo critérios. Todas, com exceção de 54 medidas, foram eliminadas porque avaliavam apenas componentes do desempenho (i.e., físico, mental, espiritual ou sociocultural), em vez das áreas de desem- penho (autocuidado, produtividade e lazer). As 54 medidas restantes passaram para próximo estágio da revisão, no qual os critérios restantes (3 a 10) foram aplicados. Outras 15 medidas foram eliminadas porque não estavam publicadas ou não eram acessíveis. No final, 39 medidas foram revisadas. Algumas das medidas eram baseadas apenas na pontuação do terapeuta acerca do desempenho do cliente, com pouca ênfase nas expectativas em relação ao papel desempenhado, ao ambiente ou impor- tância da atividade ou habilidade para cliente. Outras medidas focalizavam especificamente as expectativas dos papéis sociais, mas não incluíam áreas de desempenho ocupacional. Embora nenhuma tenha atingido todos os 10 critérios, oito medidas ofereciam abordagens interessantes para a avaliação do desempenho ocupacional. (Uma descrição do processo de revisão está disponível em Pollock et al., 1990.) Apesar das intenções do grupo de pesquisa de adotar ou modificar um instrumento existente, em vez de desenvolver alguma coisa nova, ficou claroCaracterísticas da Medida Canadense de Desempenho Ocupacional 21 que nenhuma das medidas disponíveis atendia a todos os critérios. Começou então 0 trabalho para desenvolver uma medida que explicitasse com rigor a definição de desempenho ocupacional delineada nas Normas e incorporasse os 10 critérios estabelecidos para medidas de desfecho. O resultado foi a Medida Canadense de Desempenho Ocupacional (COPM). CARACTERÍSTICAS DA MEDIDA CANADENSE DE DESEMPENHO OCUPACIONAL A Medida Canadense de Desempenho Ocupacional: É baseada em um modelo específico de terapia ocupacional. Engloba as áreas de desempenho ocupacional de autocuidado, produtivi- dade e lazer como desfechos primários. Reconhece que os componentes do desempenho são essenciais para processo de desempenho ocupacional. Incorpora os papéis e expectativas em relação aos papéis do cliente. Mede problemas identificados pelo cliente. Incorpora a reavaliação das áreas-problema identificadas. Focaliza ambiente próprio do cliente, assegurando assim a relevância dos problemas para cliente. Considera a satisfação do cliente com desempenho atual. Engaja cliente desde O início de sua experiência com a terapia ocupacional. Aumenta envolvimento do cliente com O processo terapêutico. Pode ser usada em todos os níveis de desenvolvimento. Pode ser usada com todos os grupos de incapacidade. Dá suporte à noção de que cliente é responsável por sua própria saúde e processo terapêutico. Permite ao cliente e ao terapeuta identificar e lidar com questões de todas as etapas da vida. Permite a evolução do uso de tarefas e atividades com objetivo. É aberta a informações de membros do ambiente social do cliente, se este for incapaz de responder por si mesmo.22 DESTAQUES DA QUARTA EDIÇÃO A COPM em si mesma não foi mudada na quarta edição. Essa edição, no entanto, incorpora muito da pesquisa recente e da literatura publicada nos últimos sete anos. Ela também reflete nosso processo de aprendizagem continuada à medida que trabalhamos com terapeutas ao redor do mundo que estão usando a COPM na prática clínica, na avaliação de programas, na pesquisa e no ensino. Mudanças específicas na quarta edição incluem: a inclusão dos novos modelos teóricos e terminologia; resultados recentes de pesquisa sobre as propriedades psicométricas da COPM; discussões extras sobre as questões, geralmente encontradas quando se usa a COPM; exemplos de casos que incluem aplicações da COPM em situações espe- ciais ou mais desafiadoras, clinicamente; discussão das aplicações da COPM nos contextos administrativo, de ava- liação de programas e de pesquisa; e apêndices que dão exemplos extras das áreas de desempenho ocupacional. APLICAÇÃO DO TESTE E PROCEDIMENTOS DE PONTUAÇÃO Os procedimentos para aplicação e pontuação da COPM são descritos a seguir, em detalhe. O protocolo de entrevista encontra-se no site do Núcleo de Estudos e Informação em Desenvolvimento e Desempenho Infantil NEIDDI (www. As perguntas mais freqüentes, bem como as respostas, foram inseridas nas seções relacionadas. A COPM é administrada na forma de entrevista semi-estruturada, que deve durar apenas 15-30 minutos, quando feita por um terapeuta que tem experiência com 0 instrumento. protocolo é aplicado pelo terapeuta ocupacional, com cliente identificando questões no desempenho ocupacional. A seção seguinte descreve cada um dos passos do processo de avaliação. O leitor poderá consultar as páginas 37-41 para exemplos de casos que ajudam a clarear 0 processo. Como qualquer instrumento de medida, é importante que terapeuta tenha a experiência e treino necessários para aplicar protocolo de maneira0 Processo da 23 confiável e válida. Vários recursos para a COPM foram desenvolvidos para ajudar no processo (ex.: manual de treinamento e vídeo, cursos de educação continuada), sendo que uma descrição completa dos recursos disponíveis pode ser encontrada no site eletrônico da CAOT (www.caot.ca/copm). 0 PROCESSO DA COPM A aplicação da COPM pode ser usada com Modelo do Processo de Terapia Ocupacional, como descrito no livro Enabling occupation: an occupational therapy perspective (CAOT, 1997). A Figura 2 ilustra esse processo. A COPM é usada como avaliação inicial para nomear, validar e priorizar as áreas de preocupação com desempenho ocupacional e as áreas que requerem mais avaliação para entendermos os fatores subjacentes aos problemas no desem- penho ocupacional. Os problemas identificados na aplicação inicial da COPM podem servir como base para a especificação dos desfechos-alvo e esta- belecimento das prioridades da intervenção. Depois da intervenção, a COPM é usada para avaliar as mudanças nos problemas identificados no desem- penho ocupacional. Se nível de mudança desejado for alcançado, 0 cliente e terapeuta podem reiniciar processo, identificando um novo grupo de problemas no desempenho ocupacional, ou então eles podem decidir que a terapia está concluída. Nomear Validar Priorizar Questões desempenho ocupacional 1 RESOLUÇÃO RESOLVIDO 2 Selecionar abordagem teórica NÃO RESOLVIDO Avaliar desfecho 7 Identificar Componentes de 3 Desempenho Ocupacional e Condições Ambientais Implementar planos 6 4 pontos por meio da fortes e recursos 5 Negociar desfechos-alvo desenvolver planos de ação Figura 2: Desempenho Ocupacional. Adaptado de: Fearing; Law; Clark. Canadian Journal of Occupational Therapy, 64, 11, 1997.24 0 Processo da FOLHA DE ROSTO DA COPM A folha de rosto deve ser preenchida para identificar cliente ou entrevis- tado e para fornecer alguns dados demográficos. Muitos terapeutas usam essa coleta inicial de informações do cliente para encorajá-lo a discutir sobre sua incapacidade e impacto da mesma no funcionamento diário. Nós encorajamos os terapeutas a fazer isso, pois pode ajudar no processo de entrevista da COPM. A folha final da COPM pode ser usada para registrar essa informação. PASSO 1 DA COPM: DEFINIÇÃO DO PROBLEMA O primeiro passo no processo é entrevistar cliente sobre seu desempenho ocupacional. Como processo da COPM é relativamente desestruturado, é essencial que terapeuta use suas habilidades como entrevistador, inqui- rindo por respostas completas, validando suposições e motivando entrevis- tado, para obter uma avaliação mais clara e abrangente. É importante que os clientes identifiquem ocupações que eles querem fazer, precisam ou se espera que realizem na vida diária (para conveniência do terapeuta, esses conceitos estão descritos no protocolo da COPM). O tera- peuta deve encorajar os clientes a pensar sobre um dia típico e descrever as ocupações que eles fazem usualmente. Uma vez que cliente tenha identi- ficado aquelas ocupações que eles precisam, querem ou se espera que rea- lizem, terapeuta pergunta se eles são capazes de realizar aquelas ocupações ou estão satisfeitos com a maneira como as realizam. Portanto, as primeiras perguntas se dirigem às necessidades percebidas pelo cliente e, em seguida, pergunta-se sobre "desempenho" e a "satisfação". O terapeuta deve desenvolver um processo ou estilo de entrevista que seja confortável para ele e para cliente. É importante identificar as áreas de desempenho ocupacional que se apresentam como dificuldades para 0 cliente. O protocolo da COPM foi dividido em três áreas: desempenho ocupacional (i.e., produtividade e lazer, e cada uma dessas áreas foi sub- dividida. Essas categorias e exemplos de ocupações foram colocados para servir como referência para terapeuta durante a entrevista. Não se restrinja aos exemplos, às categorias são um pouco arbitrárias e estão no protocolo apenas para dar alguma estrutura e garantir que você cubra todas as áreas. Não é necessário que 0 cliente identifique problemas em todas as áreas de desempenho ocupacional. No entanto, é importante revisar cada área para garantir que todos os problemas de ocupacional sejam iden- tificados. Tente acompanhar as dicas do cliente, lidando com as diferentes áreas à medida que elas vão surgindo durante a entrevista. O Apêndice A dá exemplos adicionais de ocupações.0 Processo da COPM 25 P. Qual é melhor momento para fazer a COPM com meus clientes? R. A COPM funciona bem como avaliação inicial. Ela dá "tom" da relação terapêutica e deixa cliente saber que vocês vão trabalhar como parceiros. A COPM é uma entrevista e pode oferecer, no contato inicial com cliente, uma estrutura coerente com Modelo Canadense de Desempenho Ocupacional. Ela vai lhe dar idéias sobre escopo dos problemas com os quais cliente está preocupado. P. Eu preciso cobrir todas essas áreas em uma entrevista? R. Não, você não precisa. Novamente, tente fazer processo mais natural possível. Você deve se certificar de que discutiu que é importante para cliente, mas você não precisa aprofundar-se em todas as áreas, ou pode escolher continuar a entrevista em uma segunda sessão. É importante lembrar que a COPM procura obter a perspectiva do cliente. Se ele não acredita que alguma coisa constitui um problema, você não irá persistir nesse ponto durante a entrevista da COPM. Talvez você queira documentar a questão para depois discuti-la com cliente em um outro momento. P. E se cliente identifica problemas a serem trabalhados que eu acredito serem inapropriados? R. A COPM é uma aplicação do modelo de prática centrada no cliente; por definição, ela identifica a percepção do cliente sobre as áreas-problema. Essa avaliação é uma parte do processo terapêutico total. Você pode também querer discutir com cliente se as metas que ele identificou são realistas. P. E se eu estiver com receio de que 0 cliente correrá risco se ele não identificou um problema envolvendo uma questão de segurança? R. Novamente, você vai precisar discutir estas preocupações com 0 cliente e/ou cuidador como parte do processo terapêutico de reconhecer e lidar com questões de segurança. Você pode decidir trabalhar em um problema não identificado pelo cliente, no entanto, só os problemas identificados pelo cliente aparecem na COPM. P. Como eu posso estar certo de que 0 cliente respondeu honestamente/ verdadeiramente? R. Você não pode ter essa certeza, mas inicialmente deve aceitar que cliente disse. Se mais tarde aparecer evidência do contrário, então você pode discutir isso com cliente. P.E se a percepção da pessoa sobre que ela faz é "distorcida"? R. Interpretar julgamentos tendo como base nível de discernimento do indivíduo é uma área difícil. Primeiramente, devemos ser bem cautelosos para não usar nossos próprios valores para fazer esse julgamento. O uso26 0 Processo da COPM da COPM tem indicado que os clientes, na maioria das vezes, têm excelente discernimento sobre seus problemas de desempenho ocupacional. Se 0 discernimento do cliente é uma preocupação real, uso da COPM com outras pessoas do ambiente do cliente pode validar essas preocupações ou fornecer uma visão mais ampla das necessidades do cliente. P. que eu faço se meus clientes não podem responder às questões por si mesmos, como por exemplo, uma criança pequena ou um cliente com defi- ciência cognitiva? R. É importante ouvir ponto de vista de todos os clientes, portanto, nós sugerimos que você tente a COPM primeiro com cliente. A COPM tem sido usada com sucesso em crianças de até 8 anos de idade. Se não for pos- sível usar a medida com um cliente, procure alternativas. Nestas situações, é importante determinar seguinte: Quem é cliente? Quem estará traba- lhando com você na intervenção? É cliente identificado, ou talvez, cui- dador, os pais, cônjuge, professor, enfermeiro? Talvez você precise ampliar seu pensamento sobre quem é cliente. A COPM pode ser usada com os cuidadores, lembrando que, nesse caso, você obterá suas perspectivas e questões, e não aquelas do cliente encaminhado. Os entrevistados devem ser instruídos a considerar as necessidades do cliente quando descrevem suas questões e expectativas. Exemplos de casos, apresentados na seção "Usando a COPM exemplos", neste manual, abordam algumas dessas questões. P. E se cliente identifica problemas para os quais eu não sou capaz de ofe- recer ajuda? R. Isso pode acontecer e permitirá a você reconhecer que problema existe e informar ao cliente que será dado seguimento à questão; talvez por meio do encaminhamento a outro profissional ou serviço. Você não deve se sentir pessoalmente responsável por lidar com todas as áreas que venham a ser identificadas. P. Como eu uso a COPM quando estou fazendo uma intervenção muito curta (ex.: fazendo um splint pós-operatório ou posicionando um cliente em coma com traumatismo craniano)? R. Essas atividades são introdutórias em preparação para 0 desempenho ocupacional. Pode ser impróprio usar a COPM nessas situações, uma vez que foco aqui é na redução ou prevenção de deficiências, ao invés do desem- penho ocupacional do cliente. P. Eu posso entrevistar mais de uma pessoa? R. Certamente. Esta situação pode ser de muito valor no processo de inter- venção. Você pode escolher entrevistar cliente e um ou mais cuidadores e depois comparar os resultados. A COPM pode servir como instrumento valioso0 Processo da COPM 27 de comunicação e pode ser usada para negociar metas com os clientes du- rante a intervenção. Ao final do Passo 1, os terapeutas devem ter adquirido uma visão compre- ensiva das áreas de desempenho ocupacional que preocupam 0 cliente. PASSO 2 DA CLASSIFICAÇÃO DA IMPORTÂNCIA Uma vez que problemas específicos foram identificados, pede-se ao cliente para pontuar a atividade em termos de importância em sua vida. A impor- tância é pontuada em uma escala de 10 pontos (Preparar antecipadamente os cartões com as escalas de Importância, Desempenho e Satisfação, como indicado no fim do manual): Importância 0 quanto é importante para você ser capaz de fazer esta atividade? 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 sem nenhuma extremamente importância importante Coloque a pontuação da importância na folha de escore ao lado dos pro- blemas definidos. Esse é um passo essencial do processo. Ele serve para engajar imediatamente cliente na definição das prioridades da intervenção. Ele permite que O terapeuta ganhe uma boa compreensão das prioridades do cliente e irá facilitar planejamento da intervenção. P. Como eu consigo tempo para fazer a COPM com meus clientes? Eu atendo um número muito grande de casos e simplesmente não tenho tempo. R. A longo prazo, a COPM deve poupar seu tempo. Ela pode tomar mais tempo inicialmente, mas, por enfocar sua intervenção diretamente nas questões que são importantes para cliente, você vai reduzir excesso de avaliações, vai fazer um plano de tratamento mais dirigido para as metas e vai ter um cliente mais motivado para participar. A COPM pode substituir alguns dos procedimentos de coleta de dados que você faz atualmente. P. Alguns de meus clientes têm problemas com a escala de quantificação. Como eu posso ajudá-los?28 0 Processo da COPM R. A idéia de quantificar usando uma linha com números é difícil para alguns clientes, então você vai precisar gastar um pouco mais de tempo trabalhando com exemplos (ex.: usar conceitos mais concretos como as escalas usadas para julgar atletas na patinação no gelo nas Olimpíadas³) para dar a idéia de pequenos aumentos de quantidade. Sinta-se à vontade para usar qual- quer termo necessário para ajudar cliente a compreender 0 conceito de importância. PASSO 3 DA PONTUAÇÃO Usando as informações do Passo 2 acima, peça ao cliente para escolher até cinco problemas que parecem mais imediatos ou importantes. Alguns tera- peutas descobriram que melhor procedimento é mostrar ao cliente os cinco problemas que foram quantificados como de maior importância e perguntar se estas são as questões mais importantes para intervenção. Isto permite que cliente tenha oportunidade para confirmar que aqueles problemas são os mais importantes ou escolher um outro problema de menor importância, se eles desejam que foco da intervenção seja nesse aspecto. (Pode ser útil manter registro de qualquer problema identificado, mas não pontuado, para referência futura.) Anote os problemas escolhidos na seção do escore. Nós sugerimos que no máximo cinco problemas sejam pontuados. Esses problemas identificados formam a base de suas metas de intervenção e é pouco provável que você venha a trabalhar mais de cinco objetivos-alvo de uma só vez. Para cada um dos problemas, use as seguintes escalas de 10 pontos, para que cliente complete: a. auto-avaliação de seu desempenho atual naquela área; b. auto-avaliação da sua satisfação com desempenho atual. Desempenho Como você pontuaria a maneira como você realiza esta atividade agora? 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 incapaz capaz de fazer de fazer extremamente bem 3 Um exemplo mais próximo da realidade brasileira seria, por exemplo, a comparação com degraus de uma escada. (N. do T.)0 Processo da COPM 29 Satisfação 0 quanto você está satisfeito com a maneira que você realiza esta atividade agora? 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 nada extremamente satisfeito satisfeito É mais fácil, mas não necessário, fazer a quantificação do desempenho e satisfação para cada problema e então mudar para próximo. Para cada um dos problemas identificados, registre os valores nas caixas apropriadas. Some as pontuações de DESEMPENHO e depois divida pelo nú- mero de problemas, para gerar O escore total de desempenho. Da mesma forma, some as pontuações de SATISFAÇÃO e depois divida pelo número de problemas, para gerar escore total de satisfação. Estes escores podem variar de 1 a 10. Os valores totais são então registrados na seção de TOTAIS. P. Qual significado do escore? Como eu posso usá-lo? R. A COPM foi criada como uma medida de desfecho e, os escores são usados com objetivo de se fazer comparação na reavaliação. Diferentemente dos testes referenciados em normas, nos quais você compara os escores de seu cliente com a população normativa, a COPM é uma medida individualizada, na qual os escores do cliente são comparados com seus pró- prios escores na reavaliação. Nossa pesquisa indica que mudanças de dois ou mais pontos na COPM são clinicamente importantes. P. Como eu uso escore total? R. Somando os escores de cada problema e dividindo pelo número de problemas obtém-se escore total para cada domínio. Estes escores propor- cionam um resumo que pode ser de interesse para você e seus clientes. Tipicamente, os escores podem ser úteis na avaliação do programa, para me- lhorar a sua qualidade, e em atividades de pesquisa, nas quais se busque uma medida mais global de mudança. Duas precauções são importantes na interpretação dos escores totais: pode haver momentos em que as metas de terapia vão indicar que desempenho ou satisfação diminuem com tempo (ex.: um aumento no nível de discernimento pode levar cliente a pontuar a si mesmo mais baixo na reavaliação). Somar mudanças negativas e positivas pode levar a enganos. Talvez você queira considerar as duas separadamente. Uma segunda questão aparece quando somamos escores de diferentes áreas30 0 Processo da COPM de desempenho ocupacional. Os tipos de problema identificados podem variar em complexidade (ex.: amarrar sapatos versus encontrar um novo emprego). Talvez somar os escores de problemas variados não tenha muito significado, uma vez que muito do significado vai ser perdido. Examinar os acréscimos/ diminuições em cada problema entre Tempo 1 e 0 Tempo 2 dá informação mais relevante. P. Se alguém escolhe um problema para ser trabalhado, mas pontua seu desempenho em 8 ou 9 e dá escore similar para satisfação, que eu faço? R. Sugere-se que você questione se os clientes entenderam a escala de pon- tuação, explique que eles indicaram que realizam muito bem a atividade e que estão bastante satisfeitos com seu nível de desempenho. Discussões subseqüentes podem servir para clarear se essas são metas que eles verda- deiramente gostariam de alcançar. P. que eu devo fazer com todas as outras avaliações que eu normalmente uso com meus clientes? R. A COPM não pretende substituir todas as outras avaliações. Ela objetiva focalizar nos problemas de desempenho ocupacional e no exercício da prá- tica centrada no cliente. Uma vez que cliente tenha identificado as áreas- problema, você talvez precise avaliar os componentes de desempenho ambiente para determinar como prosseguir com a terapia. P. Você tem que fazer a parte de pontuação? R. Não, você pode escolher fazer apenas a parte de entrevista da COPM. Isto lhe ajudará a obter informações sobre desempenho ocupacional diário do seu cliente. O que você e cliente não terão é uma estimativa das priori- dades do cliente, as bases para as metas de intervenção e um processo para medir resultado da intervenção. PASSO 4 DA REAVALIAÇÃO Em um intervalo apropriado depois da avaliação inicial e a terapia, ocorre a reavaliação. O intervalo de tempo é variável e depende do julgamento tanto do cliente como do terapeuta. Entretanto, sugere-se que uma data esperada para reavaliação seja planejada antes do início da intervenção. Nesse momento, 0 DESEMPENHO e a SATISFAÇÃO nas áreas específicas de problema são novamente avaliados, pontuados de 1 a 10 e registrados na seção de reava- liação. Os escores sumarizados de DESEMPENHO e SATISFAÇÃO são calculados na reavaliação somando estes valores e dividindo pelo número de problemas identificados. Finalmente, mudanças no DESEMPENHO e SATISFAÇÃO são cal- culadas subtraindo os valores da avaliação dos valores da reavaliação. Por exemplo, a presença ou ausência de mudança no desempenho após 0 períodoPropriedades psicométricas da COPM 31 de terapia, no problema número 1, pode ser calculada subtraindo valor de DESEMPENHO 1 do valor de DESEMPENHO 2 para aquele problema. Da mesma forma, mudança total no desempenho ou satisfação é calculada subtraindo 0 escore de DESEMPENHO TOTAL ou SATISFAÇÃO TOTAL 1 do escore de DESEMPENHO TOTAL 2 ou SATISFAÇÃO TOTAL 2. P. Como eu decido quando reavaliar? R. Essa deve ser uma decisão conjunta entre você e cliente. Uma data esperada de reavaliação deve ser estipulada no início da terapia. A reava- liação pode ocorrer próximo do final da terapia ou quando ocorrer alguma mudança significativa. O cliente pode sentir que algumas questões estão resolvidas e que ele está pronto para trabalhar outras novas, ou então você pode querer verificar 0 progresso mais formalmente. A COPM pode ser utili- zada tantas vezes quanto for necessário. P. Você precisa ser um terapeuta ocupacional para usar a COPM ou qualquer pessoa da equipe pode administrá-la? R. Várias perguntas têm sido feitas sobre uso da COPM como um protocolo de avaliação para a equipe e sobre seu uso por outras disciplinas. A COPM serve para identificar prioridades do cliente e metas funcionais que podem interessar a todos os membros da equipe de saúde. As disciplinas se diferen- ciarão nas avaliações subseqüentes das áreas identificadas e nas estratégias de intervenção para alcançar essas metas. PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS DA COPM VALIDAÇÃO DA MEDIDA CANADENSE DE DESEMPENHO OCUPACIONAL Até agora, foram identificados e revisados na literatura 13 artigos que foca- lizam a avaliação psicométrica da COPM. Esses artigos mostram que uma ampla variedade de amostragens foi usada nos estudos psicométricos da COPM. Diferentes incapacidades, diferentes países e diferentes ambientes terapêuticos se mostraram adequados à aplicação da COPM. A avaliação psicométrica e a validação da COPM ocorreram em três fases: 1. A primeira fase envolveu um teste-piloto preliminar em comunidades do Canadá (n = 49). objetivo dessa fase foi finalizar a redação e formatação1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 sem nenhuma extremamente importância importante1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 nada extremamente satisfeito satisfeito12345678910 incapaz capaz de fazer de fazer extremamente bemMEDIDA CANADENSE DE DESEMPENHO OCUPACIONAL Segunda Edição Autores: Mary Law, Sue Baptiste, Anne Carswell, Mary Ann McColl, Helene Polatajko, Nancy Pollock² Nome do diente: Idade: Sexo: Entrevistado: Registro (se não for 0 cliente) Data da avaliação: Terapeuta: Data prevista para reavaliação: Clínica/Hospital: Programa: Data da reavaliação: PASSO 1: IDENTIFICAÇÃO DE QUESTÕES NO DESEMPENHO OCUPACIONAL PASSO 2: CLASSIFICAÇÃO DO GRAU DE IMPORTÂNCIA Para identificar problemas, preocupações e questões relativas desempenho ocupacional, entreviste 0 cliente questionando Usando os cartões de pontuação, peça cliente que classifique, sobre as atividades do dia-a-dia no que se refere às atividades produtivas, de autocuidado e de lazer. Solicite ao cliente que numa escala de 1 a 10, importância de cada atividade. identifique as atividades do dia-a-dia que quer realizar, que necessita realizar OU que é esperado que ele realize, encorajando- Coloque as pontuações nos respectivos quadrados nos Passos 1A, 0 a pensar num dia típico. Em seguida, peça que identifique quais dessas atividades atualmente são difíceis de realizar, de 1B forma satisfatória. Registre estas atividades problemáticas nos Passos 1A, 1B OU 1C. A. Autocuidado Importância Cuidados pessoais (ex.: vestuário, banho, alimentação, higiene) Mobilidade funcional: (ex.: transferências, mobilidade dentro e fora de casa) Independência fora de casa: (ex.: transportes, compras, finanças) B. Produtividade Importância Trabalho (ex.: procurar/manter um emprego, atividades voluntárias) Tarefas domésticas (ex.: limpezas, lavagem de roupas, preparação de refeições) Brincar/Escola (ex.: habilidade para brincar, fazer 0 dever de casa) C. Lazer Importância Recreação tranqüila (ex.: hobbies, leitura, artesanato) Recreação ativa (ex.: esportes, passeios, viagens) Socialização (ex.: visitas, telefonemas, festas, escrever cartas) Canadian Occupational Performance Measure (COPM). Versão traduzido por C. V. Mogalhões e Ano Amélia pelo CAOT Publications ACE © M. Low, S. Baptiste, Carswell, M. A. McColl, H. Polotajko, M. Pollock, 2000PASSO 3: PONTUAÇÃO AVALIAÇÃO INICIAL Confirme com 0 cliente 5 problemas mais importantes e registre-os abaixo. Usando cartões de pontuação, peça ao cliente para classificar cada problema no que diz respeito 00 Desempenho e Satisfação, depois calcule a pontuação total. Para calcular a pontuação total some pontuação do desempenho ocupacional OU da satisfação de todos problemas e divida pelo número de problemas. PASSO 4: REAVALIAÇÃO No intervalo de tempo apropriado para reavaliação, 0 cliente classifica novamente cada problema, no que se refere Desempenho e à Satisfação. Problemas de Desempenho Ocupacional Avaliação Inicial Reavaliação Desempenho 1 Satisfação 1 Desempenho 2 Satisfação 2 1. 2. 3. 4. 5. Problemas de Desempenho Ocupacional Pontuação do Pontuação da Pontuação do Pontuação da Desempenho 1 Satisfação 1 Desempenho 2 Satisfação 2 Pontuação Total do Desempenho OU da Satisfação / / = / = Pontuação Total / = = de Problemas PASSO 5: COMPUTANDO ESCORES DE MUDANÇA Calcule as mudanças, subtraindo G pontuação obtida no avaliação obtida no Mudança no Desempenho = Pontuação do Desempenho 2 Pontuação do Desempenho 1 = Mudança na Satisfação = Pontuação da Satisfação 2 - Pontuação da Satisfação 1 = ANOTAÇÕES ADICIONAIS E OBSERVAÇÕES Avaliação inicial: Reavaliação: superior a i Occupational Performance Measure (COPM). Versão por Lívio C. Lilion V. Magalhões e Ano Amélia Cardoso. pelo CAOT Publications ACE © S. A Carswell, M. A McColl, H. N. Pollock, 2000