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762964385-Apostila-Endodontia-pdf

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ENDODONTIA
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O material a seguir possui direitos autorais resguardados, não podendo 
ser vendido para terceiros ou plagiado de acordo com a Lei 9.610. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ASSUNTOS ABORDADOS 
 
 
 
 
 Anatomia interna 
 Elementos estruturais e funções da polpa 
 Diagnostico em endodontia 
 Radiologia em endodontia 
 Alterações regressíveis da polpa 
 Alterações inflamatórias da polpa 
 Alterações periapicais 
 Lesões endo-perio 
 Microbiologia endodôntica. 
 Soluções irrigadoras 
 Medicação intracanal 
 Instrumentação e tratamento dos canais 
 Tratamentos conservadores da polpa dental 
 Obturação 
 Retratamento 
 Cirurgia paraendodôntica 
 Traumatismo e reabsorção 
 RESUMÃO/TÓPICOS IMPORTANTES COBRADOS ANTERIORMENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ENDODONTIA 
 
ANATOMIA INTERNA 
 
 Nos dentes jovens a cavidade pulpar é ampla e vai diminuindo com o tempo, com a deposição 
continua e irregular de dentina secundaria. A altura diminui mais rápido que a largura. 
 
 A parte interna do dente é dividida em Câmara pulpar e Canal radicular. A câmara pulpar 
corresponde a coroa, apresenta 6 paredes de acordo com as faces da coroa. 
 
 O teto apresenta reentrâncias chamadas divertículos, que correspondem as cúspides e são 
ocupados pelos cornos pulpares. Já o canal radicular acompanha a forma da raiz e é dividido em 3 
terços (cervical, médio e apical); 
RAMIFICAÇÕES PULPARES: 
 
 O forame apical é a abertura do canal radicular no periapice e é revestido por cemento. 
 
 CANAL PRINCIPAL: Mais amplo e importante 
 
 CANAL COLATERAL OU BIFURCADO: Corre paralelamente ao principal, alcança o 
ápice e possui menor calibre 
 
 CANAL LATERAL OU ADVENTÍCIO: Canal lateral ou adventício: Sai do canal 
principal até a superfície externa do dente 
 
 CANAL SECUNDÁRIO: Sai da porção apical até o pericemento apical 
 
 CANAL ACESSÓRIO: Deriva de um canal secundário até o pericemento apical 
 
 INTERCONDUTO: Comunica canais principais bifurcados ou secundários 
 
 CANAL RECORRENTE: Sai do canal principal e retorna ao mesmo 
 
 CANAIS RETICULARES: Ramificações do interconduto que apresenta aspecto 
reticulado 
 
 DELTAS: Múltiplas derivações próximas ao ápice que dão origem a forames 
múltiplos 
 
 CANAL CAVO-INTERRADICULAR: Sai da câmara pulpar nas bifurcações até atingir 
ligamento periodontal. Mais encontrado em decíduos 
 OBS.: Incisivos superiores são os que apresentam menos ramificações. Pré molares e 
molares os que apresentam mais. 
 
 A ordem de incidência das ramificações é: Delta > Canal secundário > Canal lateral 
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 INCISIVOS SUPERIORES: Unirradiculares; Apresentam raiz cônico-piramidal, podem 
apresentar ramificações. Os laterais apresentam maior número de variações, e 3% podem 
apresentar dois condutos. O acesso tem forma triangular com base voltada para incisal nos 
centrais e ovóide nos laterais 
 
 INCISIVOS INFERIORES: 41,1% possuem dois condutos; Unirradiculares com canal em forma 
de fita. Comum ter curvaturas apicais e canais acessórios. O acesso tem forma triangular com base 
voltada para incisal 
 
 CANINOS: Canais amplos, únicos e longos. Acesso de forma triangular com base voltada para 
incisal nos superiores e ovóide nos inferiores 
 
 PRÉ MOLARES SUPERIORES: Raiz cônica piramidal. O primeiro pré é geralmente birradicular, 
mas pode apresentar uma única raiz ampla ou 3 raízes. Já o segundo pré apresenta 2 canais em 
46,3% dos casos; mas é muito comum apresentar apenas um canal, achatado no sentido mesio-
distal. Acesso tem forma ovoide com maior dimensão no sentido vestíbulo-palatino 
 
 PRÉ MOLARES INFERIORES: Raiz cônica com achatamento mesio-distal, geralmente 
unirradicular, podendo apresentar 1, 2 ou 3 condutos. Acesso tem forma circular a ovoide. O 2 pré 
molar é o que tem mais probabilidade de ter apenas 1 conduto 
 MOLARES SUPERIORES: Tri radiculares, assoalho em formato triangular ou trapezoide. Pode 
apresentar 3 ou 4 canais. Os 1 molares apresentam 4º canal (chamado mesiopalatino) na raiz mesio-
vestibular em mais de 90% dos casos. Este elemento possui 3 raízes, sendo a raiz palatina a de maior 
dimensão, seu contorno cervical tem forma romboidal com ângulos arredondados. É o elemento 
que possui o sistema de canais mais complexo. A raiz distovestibular é frequentemente cônica e 
reta; O orifício do segundo canal da raiz médio vestibular fica localizado entre os orifícios mesio 
vestibular e palatino, e é sempre menor que os outros. O 2º molar apresenta menor tamanho, 
podendo ter suas raízes fusionadas e possui 4º canal em 50% dos casos. Acesso tem forma triangular 
com base voltada para vestibular 
 
 MOLARES INFERIORES: Birradicular, pode apresentar 3 ou 4 canais. O 4º canal está presente 
nas raízes distais em 36% no 1 molar e em 11% no 2 molar. O 2º molar é o dente mais suscetível à 
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fratura vertical. Acesso tem forma triangular ou trapezoidal de base voltada para mesial. 
 
PERIÁPICE 
 
 O periápice tem função de sustentação, nutrição, inervação, de defesa e de equilíbrio dinâmico; 
é composto por ápice radicular, ligamento periodontal e osso alveolar apical. 
 
 LIGAMENTO PERIODONTAL: Une o cemento ao osso alveolar. De origem mesodérmica. 
Composto de fibroblastos, fibras colágenas, vasos sanguíneos e linfáticos, nervos, substância 
fundamental e restos epiteliais de malassez (por vezes são responsáveis pelos cistos periapicais, 
sob estimulo de inflamação persistente). 
 
 OSSO ALVEOLAR: Osso de suporte. Formado por osso esponjoso, compacto e a lâmina dura, 
que permite a união da raiz com as fibras do LP. 
 
 ÁPICE RADICULAR: Compreende o canal radicular apical, forame apical, ramificações apicais, 
polpa radicular apical e junção cemento-dentinária. 
 
 CEMENTO APICAL: Sofre deposição continua ao longo da vida, o que compensa a erupção 
passiva e as inclinações mesiais dos dentes. É nutrido por nutrientes do LP e se apresenta sob a 
forma de celular e acelular. É mais espesso ao redor do ápice e na bifurcação dos dentes 
multiradiculares 
 
 DENTINA APICAL: Apresenta-se mais irregular, mais amorfa e possui mais esclerose que a 
dentina da porção coronária 
 
 ZONA CRITICA APICAL: 3-4 mm finais do conduto, intima relação com tecidos e estruturas 
periapicais. Região onde se encontra maior parte das ramificações 
 
 FORAME APICAL: Nem sempre coincide com o vértice apical da raiz. Inervação e 
vascularização 
 LIMITE CANAL-DENTINA-CEMENTO (CDC)- Ponto de maior constrição do canal. Em casos de 
biopulpectomia esse deve ser o limite de atuação do endodontista. 
 
ELEMENTOS ESTRUTURAIS E FUNÇÕES DA POLPA: 
 
DENTINA: 
Composta em 70% por material inorgânico (hidroxiapatita); 10% por água e 20% de material orgânico 
(principalmente colágeno); é menos mineralizado que o esmalte a mais que o cemento, possui relativa 
elasticidade e é responsável pela cor do dente.no canal radicular. 
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c) selar o canal apicalmente, mas não lateralmente. 
 
d) ser bactericidas ou não favorecer o crescimento bacteriano. 
 
Ano: 2019 Banca: COPESE - UFT Órgão: Prefeitura de Porto Nacional - TO Prova: COPESE - UFT - 2019 - Prefeitura de 
Porto Nacional - TO - Cirurgião Dentista 
 
7- Analise as afirmativas a seguir em relação às doenças da polpa dentária e seu tratamento: 
 
I. Nos casos de dor pulpar decorrente de hiper reação, tanto na hipersensibilidade dentinária 
quanto em quadros de hiperemia (“pulpite reversível”), observa se dor provocada de curta duração 
e localizada, que responde positivamente ao exame de vitalidade pulpar. 
 
II. Nos casos de necrose pulpar, geralmente não há relatos de queixa de dor; além disso, o teste de 
vitalidade pulpar é negativo, e a cavidade pode se apresentar aberta ou fechada. 
 
III. A pulpotomia enquadra-se no tratamento conservador, sendo seu objetivo a remoção total da 
polpa coronária viva, sã ou inflamada, mantendo-se viável a porção radicular. 
 
Assinale a alternativa CORRETA. 
 
a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. 
 
b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. 
 
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. 
 
d) Todas as afirmativas estão corretas. 
 
Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Valinhos - SP Prova: VUNESP - 2019 - Prefeitura de Valinhos - SP - 
Cirurgião-Dentista (20 horas) – SS 
 
8- Um dos objetivos do tratamento endodôntico consiste na instrumentação, limpeza e 
desinfecção do canal radicular e, para isso, faz-se necessário o conhecimento anatômico dos 
dentes. Os comprimentos médios dos dentes: incisivo central superior, canino superior e 
primeiro molar inferior são, respectivamente: 
 
a) 26 mm, 25 mm e 20 mm. 
 
b) 22 mm, 26,5 mm e 22 mm. 
 
c) 15 mm, 18 mm e 15 mm. 
 
d) 16 mm, 17 mm e 16 mm. 
 
e) 26 mm, 32 mm e 27 mm. 
 
 
 
 
 
 
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Ano: 2019 Banca: IADES Órgão: AL-GO Prova: IADES - 2019 - AL-GO - Cirurgião Dentista 
 
9- Certo paciente de 35 anos de idade foi encaminhado à clínica odontológica com queixa de dor 
e inchaço na região inferior direita da face. Após anamnese e exame físico, foi identificada uma 
lesão na região apical do dente 46, com presença de bolsa periodontal associada. Na anamnese, o 
paciente relatou ser portador de doença periodontal, diagnosticada há três anos, em tratamento, 
informando também que o respectivo dente começou a doer espontaneamente há cerca de cinco 
dias, juntamente com o inchaço na região. No exame físico, não foi verificada lesão de cárie 
extensa. O exame radiográfico apresentou imagem sugestiva de lesão de cárie coronária com 
comprometimento pulpar e lesão apical. O dente possuía bolsa periodontal em duas faces, de 
cerca de 9 mm. 
 
Nesse caso clínico hipotético, o diagnóstico é lesão 
a) endodôntica primária. 
b) endodôntica primária com envolvimento periodontal secundário. 
 
c) periodontal primária. 
 
d) periodontal primária com envolvimento endodôntico secundário. 
e) combinada verdadeira. 
Ano: 2019 Banca: IADES Órgão: AL-GO Prova: IADES - 2019 - AL-GO - Cirurgião Dentista 
 
10-A ação mecânica das limas endodônticas, associada à irrigação, na limpeza e na conformação 
do sistema de canais, é considerada bastante significativa e uma etapa essencial para o êxito no 
tratamento. Em relação a esse potencial, assinale a alternativa correta. 
 
a) Os instrumentos acionados a motor promovem melhor remoção de material obturador que os 
instrumentos acionados manualmente em retratação de canais. 
 
b) Limas utilizadas com vértice da ponta truncado, quando empregadas no esvaziamento de canais 
atresiados, favorecem o entupimento ou extravasamento de resíduos. 
 
c) A remoção eficiente dos resíduos orgânicos e inorgânicos durante a instrumentação, com auxílio 
de irrigação, ocorre em cerca de 80% dos canais. 
 
d) As agulhas mais calibrosas promovem limpeza dos sistemas com mais eficiência em razão do 
maior volume de líquido injetado nos canais. 
 
e) O ângulo de corte dos instrumentos acionados a motor exerce maior influência que a respectiva 
área de escape na limpeza do sistema e remoção de resíduos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO 
 
1-B 
2-A 
3-D 
4-C 
5-B 
6-C 
7-D 
8-B 
9-E 
10-B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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duzz.comSeus tipos são: PRIMÁRIA (Forma-se durante o desenvolvimento do dente); DO MANTO (Primeira 
dentina sintetizada pelos odontoblastos, localizada abaixo do esmalte e do cemento); CIRCUMPULPAR 
(Formada após a mineralização da do manto, constitui o maior volume do dente); SECUNDÁRIA 
(Deposição lenta por toda vida, forma-se fisiologicamente); TERCIÁRIA (Relacionada com estímulo 
nocivo, formando uma barreira entre a polpa e local afetado); PRÉ DENTINA (Camada não mineralizada 
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localizada entre os odontoblastos e a dentina circumpulpar). 
 
TÚBULOS DENTINÁRIOS: Ocupam 30% do volume da dentina. Convergem à medida que se 
aproximam da polpa; Seu trajeto é sem forma de S, mas ao se aproximar do ápice ficam 
praticamente retos. A Dentina Peritubular reveste os túbulos, e é altamente mineralizada e rígida; 
A Dentina intertubular é formada principalmente por colágeno, um pouco mais mineralizada pois 
contem hidroxiapatita, é a parte orgânica da dentina. A dentinainterglobular refere-se a matriz 
orgânica que permanece desmineralizada. No nível coronário, há mais túbulos dentinarios e com 
maior diâmetro, decrescendo quanto mais para a apical se encaminhar. 
LINHAS INCREMENTAIS DE CRESCIMENTO: 
 
 OWEN: Maiores, irregulares na espessura e espaçamento. Indicam a quantidade de dentina 
calcificada produzida durante um período de tempo 
 
 VON EBNER: Menores e refletem o ritmo diário de aposição da matriz dentinaria 
POLPA DENTÁRIA 
 
 Tecido conjuntivo frouxo, origem no ectomesenquima. O desenvolvimento tem início 
aproximadamente na 8ºsemana de vida embrionária. 
 Composta por ODONTOBLASTOS (responsável pela dentinogênese); FIBRAS COLÁGENAS 
(Responsável pela síntese de colágeno tipo I e III); CÉLULAS MESENQUIMAIS; MACRÓFAGOS; 
CÉLULAS DENDRÍTICAS; LINFÓCITOS E MASTÓCITOS. Tem função nutritiva, formativa (principal 
função-formar dentina); Sensorial e defensiva. Formada por 3 camadas: CAMADA DE 
ODONTOBLASTOS (imediatamente abaixo da pré dentina); ZONA POBRE DE CÉLULAS E ZONA 
RICA EM CÉLULAS (polpa propriamente dita). 
INERVAÇÃO 
 
 Inervados por fibras das divisões sensórias do trigêmeo e ramos autônomos do gânglio cervical. O 
dente é inervado por 2 tipos de fibras: A-DELTA (Grande; responsável pela dor aguda e pulsátil, com 
limite a dor baixo, dividem-se em feixes menores que se ramificam formando o PLEXO DE 
RASCHKOW) e a FIBRAS C (Pequenos nervos, pertencentes ao Autônomo; Possui alto limitar de 
excitação, sendo responsável pela dor difusa e condução lenta do estimulo. Testes pulpares não as 
ativam) 
 
DIAGNÓSTICO EM ENDODONTIA 
 
INDICAÇÕES PARA PROFILAXIA ANTIBIÓTICA: 
Pacientes com histórico de febre reumática; Válvulas cardíacas; Sopro cardíaco; Endocardite previa; 
Doença cardíaca congênita; Angina; Transplantados. Amoxicilina 2g 1 hora antes do procedimento. 
(50mg/kg para crianças). 
 
CONTRAINDICAÇÕES SISTEMICAS NO TRATAMENTO ENDODONTICO: 
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Diabetes não controlada; Infarto recente. 
 
TESTES TÉRMICOS: 
 
A ausência de resposta aos estímulos térmicos indica uma polpa não vital. Uma resposta 
momentânea de leve a moderada é considerada normal. Uma resposta que cede com a remoção do 
estimulo é pulpite reversível. Uma resposta que permanece após a remoção do estimulo, é 
irreversível. Na pulpite aguda serosa a dor aumenta com o frio. Na pulpite aguda purulenta ela 
diminui com o frio e aumenta com o calor. 
 
TESTE ELÉTRICO: 
 
Seu objetivo é estimular uma resposta das fibras sensoriais. Dente seco, isolado por gaze. Coloca-se 
um grampo no lábio, cobre-se o eletrodo com condutor viscoso e aplica o eletrodo no terço médio 
da face vestibular. Aumenta-se o fluxo da corrente lentamente. 
 
PALPAÇÃO: 
 
Dedo indicador passa suavemente pelos tecidos. 
 
PERCURSÃO: 
 
Não indica saúde da polpa, mas revela a inflamação da região periapical. Realizada com pressão 
digital ou cabo do espelho clinico. Uma resposta positiva indica presença de inflamação no ligamento 
periodontal. Na presença de inflamação periapical crônica o teste pode ser negativo. 
 
MOBILIDADE: 
 
Avalia o grau de mobilidade vestíbulo-lingual e grau de intrusão. 
 
TESTE DA ANESTESIA SELETIVA: 
 
Administração de 0,2ml de anestésico intraligamentar no dente suspeito interromperá brevemente 
a dor. 
 
 
RADIOLOGIA EM ENDODONTIA 
 
PRINCÍPIOS DE ALARA: 
Preconiza que a exposição ao raio X deve ser a mínima necessária. Minimizar a quantidade de 
radiação recebida pelo profissional e paciente 
 
 
TÉCNICA DE CLARK (ANGULAÇÃO HORIZONTAL): 
O objeto mais distante se move na direção do cone. 
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 Se a incidência é distorradial e a imagem se desloca para distal, o dente está por P (L)
 Se a incidência é distorradial e a imagem se desloca para mesial, o dentes está por V
 Se a incidência é mesiorradial e a imagem se desloca para distal, o dente está por V
 Se a incidência é mesiorradial e a imagem se desloca para mesial, o dentes está por P (L)
 
 
 
TÉCNICA DO EXAME TRIANGULAR DE BRAMANTE (ANGULAÇÃO 
HORIZONTAL): 
Técnica usada para detectar a localização exata de curvaturas radiculares. Envolve exposição de 3 
filmes, necessitando de um diagrama e divisão de pontos. 
 
VISUALIZAÇÃO DE RAÍZES LINGUAIS E LESÕES APICAIS: 
Aumenta-se a angulação vertical, a fim de diminuir a imagem do tamanho do dente para que as 
vestibulares apareçam menores e as linguais maiores. 
 
DISTINGUIR ESTRUTURAS ANATÔMICAS DE LESÕES PERIAPICAIS: 
Aumentar a angulação vertical altera a relação do ápice com estruturas anatômicas. O que se pode 
identificar se a estrutura está por vestibular ou língua. 
 
FRATURA RADICULAR: 
É mais bem identificada se variarmos a angulação vertical aproximadamente 15 graus a partir do 
anterior. Assim a linha de fratura aparecerá como uma elipse radiolúcida. 
 
LE MASTER: 
Acopla-se um rolete de algodão a película afim de atingir um paralelismo. 
 
DICOTOMOGRAFIA: 
Consiste em obter duas imagens em diferentes incidências de um dente, em uma mesma película. 
Dobra-se a película radiográfica ao meio e faz-se a primeira exposição, depois, com o filme ainda 
dobrado, expõe-se o outro lado. 
 
 
ALTERAÇÕES REGRESSÍVEIS DA POLPA: 
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ESCLEROSE DENTINÁRIA: 
Mineralização dos túbulos dentinários pela deposição de sais de cálcio no interior ou ao redor dos 
processos odontoblásticos; Ocorre em decorrência do processo natural de envelhecimento ou em 
resposta a estímulos de baixa intensidade. 
 
TRATO MORTO: 
Degeneração de prolongamentos odontoblásticos em resposta a estímulos externos mais acentuados; 
Locais de menor sensibilidade onde a carie progride com mais rapidez. Menos calcificados que os 
túbulos dentinários. 
 
ATROFIA RETICULAR: 
Alteração regressiva resultante da redução do tamanho ou do número das células. 
 
CALCIFICAÇÕES PULPARES: 
Apenas as de grande volume são sintomáticas e identificáveis; Não possuem significado clinico, 
mas podem interferir no tratamento endodôntico. Podem ser Nodulares (Livres; Aderentes ou 
incluídas) ou Difusas (Depósitos irregulares no tecido pulpar, geralmente acompanhando feixes de 
colágeno ou vasos. Também chamada de degeneração cálcica). 
 
FIBROSE DA POLPA (DEGENERAÇÃO FIBROSA): 
Pode acentuar-se sob a influência de carie, abrasão, e após procedimentos na dentina. 
 
REABSORÇÃO: 
Pode ser externa ou interna. 
 
ALTERAÇÕES INFLAMATÓRIAS DA POLPA: 
 
AGUDA: 
Neutrófilos (Primeiras células a atravessarem os vasos) polimorfonucleares e macrófagos com menor 
número. 
 
CRÔNICA: 
Mononucleares como plasmócitos, linfócitos e macrófagos. 
 
HIPEREMIA: 
Vasos dilatados repletos de hemácias e aumento intrapulpar;Positivo pra teste do frio, precursão, 
elétrico, sem dor espontânea, dor desaparece após remoção do estímulo. O tratamento é 
capeamento pulpar indireto. 
 
PULPITE AGUDA SEROSA: 
Tipo de pulpite irreversível sintomática. (fase inicial). Congestão, edema, infiltração de 
neutrófilos; positivo pra teste de frio, calor, percussão e elétrico, Dor espontânea ou não, aguda; 
intermitente Sem radiolucidez apical; Dor ao deitar; Tratamento endodôntico. Dor aumenta com o 
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frio. 
 
PULPITE AGUDA PURULENTA: 
Tipo de pulpite irreversível sintomática. Evolução da serosa; Polimorfonucleares no exsudato, 
formação de microabscessos. Negativo para teste frio, positivo para calor, percussão, elétrico; Dor 
espontânea intolerável, Dor ao deitar; Dor pulsátil. Sem radiolucidez apical; Frio alivia dor e calor 
exacerba. Tratamento endodôntico. 
 
PULPITE REVERSÍVEL: 
Dor provocada que desaparece após remoção do estímulos; Dor de pouca duração estimulada pelo 
frio e açúcar; Responde a teste elétrico com pouca intensidade. 
 
PULPITE IRREVERSÍVEL SINTOMÁTICA: 
Associada a carie. Dor provocada ou não, que aumenta com estímulos térmicos. Dor aguda, 
intermitente, persistente, inicialmente localizada e depois se torna irradiada. Exacerbação dos sintomas 
ao deitar; Dor intolerável, pulsante, aliviada pelo frio e exacerbada com calor. 
 
PULPITE IRREVERSÍVEL ASSINTOMÁTICA: 
Exposição pulpar, resultante de pulpite aguda anterior ou curso próprio das alterações crônicas. 
Pode ser pulpite crônica ulcerativa ou pulpite crônica hiperplásica/pólipo pulpar. 
 
 ULCERATIVA: Inflamação crônica infiltrativa principalmente de linfócitos e plasmócitos; 
Negativo para frio, calor, percussão, positivo para elétrico. Sem dor espontânea; Espessamento 
periapical; Obstrução da cavidade exacerba a dor; Tratamento endodôntico.
 HIPERPLÁSICA: Recoberta superficialmente de tecido epitelial; Proliferação abundante de 
fibroblastos; Negativo para frio, calor, percussão, positivo para elétrico. Sem dor espontânea; 
Espessamento periapical; Tecido hiperplásico na câmara; Sangra facilmente. Tratamento 
endodôntico.
 
NECROSE PULPAR: 
Pode ser: Necrose de coagulação (Geralmente causada por uma lesão traumática, com 
rompimento do feixe vasculo-nervoso. Resulta de extensa desnaturação proteica); Necrose por 
liquefação (Resulta da ação de enzimas hidroliticas de origem bacteriana ou endógena que 
promovem destruição tecidual) e Gangrena (Tipo mais frequente. Ocorre quando o tecido sofreu 
necrose de coagulação e foi invadido por bactérias, frequentemente anaeróbios de baixa virulência 
que promovem a liquefação) (Negativo para todos os testes; Sem dor espontânea; Radiolucidez 
apical; Escurecimento coronário; Tratamento endodôntico. 
 
Obs.: Ao final da decomposição proteica, podem ser produzidas as seguintes substancias: Gás 
sulfídrico; Amônia; Substâncias gordurosas; Água e Dióxido de carbono 
 
 
 
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ALTERAÇÕES PERIAPICAIS 
 
 Pode começar antes que ocorra necrose total da polpa 
 
PERIODONTITE APICAL AGUDA: 
Agressão de alta intensidade, oriunda do canal radicular. Dor intensa, espontânea e localizada. 
Sensação de “dente crescido”; Polpa pode não estar necrosada. Remoção da causa, retirar o dente 
de oclusão e receitar analgésicos. Se a causa for química, também se deve limpar o canal, drenar 
e efetuar selamento provisório. 
 
PERIODONTITE APICAL CRÔNICA: 
Inicio da formação do granuloma; ainda não existe reabsorção óssea. Resposta inflamatória crônica 
que reduz a intensidade da agressão associada a periodontite apical aguda. 
 
ABSCESSO APICAL AGUDO: 
Acúmulo de pus composto por macrófagos e polimorfonucleares; Dor espontânea, pulsátil, 
localizada com tumefação intra e extraoral em casos mais evoluídos. Pode ou não apresentar 
envolvimento sistêmico; O tratamento é drenagem e eliminação do agente agressor. Se não tratado 
pode evoluir para celulite, empiema e osteomielite. 
Obs.: Abscesso fênix: Presença de rádio transparência apical com resposta inflamatória aguda 
superposta 
FLARE-UPS: Manifestações agudas que se manifestam entre sessões de tratamento endodôntico 
 
GRANULOMA PERIAPICAL: 
Reabsorção óssea e substituição do osso por tecido granulomatoso; Reação de baixa intensidade e 
longa duração, contra as bactérias provenientes do canal radicular; Assintomática; 
Radiotransparência apical. Contem linfócitos, plasmáticos e macrófagos cercados por uma capsula 
fibrosa composta de colágeno e fibroblastos. 
 
CISTO PERIAPICAL: 
Originado de um granuloma que se tornou epiteliado; Cavidade contendo material fluido ou 
semissólido composto por células degeneradas revestida por epitélio estratificado pavimentoso 
escamosos. Pode deslocar elementos dentários 
 
ABSCESSO CRÔNICO: 
Exsudato purulento no interior de um granuloma; Presença de fistula (fistulografia); Assintomático 
 
CISTO RESIDUAL: 
Encontrados após a extração dentaria. (Tratamento consiste em remoção cirúrgica) 
 
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OSTEÍTE CONDENSANTE: 
Resposta inflamatória de intensidade baixa; Aumento de densidade óssea assintomática ou não. 
Polpa alterada ou necrótica indicando a necessidade de tratamento endodôntico. Após o 
tratamento a radiopacidade pode regredir ou não 
 
 
CICATRIZ APICAL: 
Após a lesão periapical o tecido original é substituído por tecido conjuntivo denso fibroso. 
Radio transparente. Não necessita de tratamento 
 
CLASSIFICAÇÃO DE FISHER E MCLINE: 
 
 ZONA DE INFECÇÃO: Bactérias confinadas pelos polimorfonucleares
 ZONA DE CONTAMINAÇÃO: Polimorfonucleares; Macrófagos; Histiocitos e 
osteoclastos
 ZONA DE IRRITAÇÃO: Histiocitos e osteoclastos
 ZONA DE ESTIMULAÇÃO: Fibroblastos; Brotos capilares e osteoblastos
 
LESÕES ENDO-PERIO 
 
O Tratamento inicia com tratamento endodôntico, depois se aguarda a cicatrização e dar-se início 
ao tratamento periodontal. 
 
LESÕES PERIODONTAIS LESÕES ENDODÔNTICAS 
POLPA RESPONDE A TESTES DE VITALIDADE POLPA NÃO RESPONDE A TESTES DE 
VITALIDADE 
EXAME PERIODONTAL MOSTRA AUMENTO 
DE PROFUNDIDADE DE SONDAGEM E PERDA 
ÓSSEA 
EXAME PERIODONTAL
 NORMAL OU APENAS COM 
PEQUENO DEFEITO 
NATUREZA CRÔNICA COM POUCO 
DESCONFORTO 
SINTOMAS AGUDOS 
AUSÊNCIA DAS CORTICAIS ÓSSEAS 
VESTIBULAR 
E LINGUAL 
DEFEITOS ÓSSEOS ESTREITOS 
PROCESSOS GENERALIZADOS EM MAIS DENTES PROCESSO LOCALIZADO 
 
 
 
 
 
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MICROBIOLOGIA ENDODÔNTICA 
 
 
 
INFECCÇÃO INTERRADICULAR PRIMÁRIA: 
Infecção inicial; Combinações de 
4 a 7 espécies bacterianas com prevalência de anaeróbias estritas. Algumas bactérias que não são 
membros da microbiota oral também foram observadas. 
 
INFECCÇÃO INTERRADICULAR SECUNDÁRIA: 
Microrganismos que não estavam presentes na infecção primaria e penetraram no canal durante 
o tratamento endodôntico. 
 
INFECCÇÃO INTERRADICULAR PERSISTENTE: 
 
Microrganismos que resistiram ao tratamento endodôntico. 
 
INFECÇÃO EXTRARRADICULAR: 
 
Usualmente infecção intrarradicular que se estendeu para tecidos periradiculares. 
OBS: As principais vias de infecção da polpa são: Túbulos dentinarios; Exposição pulpar; 
Periodonto (lesai periapical e bolsa periodontal); Anacorese hematogênica (tecidos inflamados 
atraem bactérias da circulação sanguínea). 
 
 
 
TIPO DE INFECÇÃO PRINCIPAIS MICROORGANISMOS 
INFECÇÃO 
INTRARADICULAR 
PRIMARIA 
FUSOBACTERIUM; PREVOTELLA; PORPHYROMAS; 
STREPTOCOCCUS;ACTINOMYCES 
INFECÇÃO INTRARADICULAR 
SECUNDARIA E 
PERSISTENTE 
ACTINOMYCES ISRAETII; ENTEROCOCCUS FAECALIS 
PERIODONTITE APICAL 
AGUDA 
PREVOTELLA; PORPHYROMAS; EUBACTERIUM 
ABSCESSOS AGUDOS PREVOTELLA; PORPHYROMAS; EUBACTERIUM; 
TREPONEMA; 
FUSOBACTERIUM;STREPTOCCOCUS 
CASOS SINTOMATICOS PORPHYROMAS ENDODONTALIS 
PATOLOGIA 
PERIRRADICULAR 
PORPHYROMAS GENGIVALIS 
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BIOFILME PERIRRADICULAR 
 
 População microbiana aderida a um substrato orgânico ou inorgânico envolvida por uma matriz 
intermicrobiana. Encontrado adjacente ao forame apical e dentro de granulomas; é uma das causas 
de insucesso no tratamento endodôntico (percentual relativamente baixo); Microrganismos 
apresentam elevada resistência; Baixa prevalência. Profissional não tem recursos para detectar sua 
presença em um caso clinico. 
 
SOLUÇÕES IRRIGADORAS 
 
 Facilita a remoção de restos orgânicos, inorgânicos e necróticos; além da remoção do smear 
leayer do interior do canal complementando a sua limpeza. 
 
 A solução irrigadora ideal deve ser: Solvente de tecidos; Ter baixa toxicidade e tensão 
superficial; Remoção de smear layer, ação antimicrobiana, fácil utilização e conservação e não ser 
irritante aos tecidos. 
 
 Mecanismo irrigação-aspiração: Ocorre pelo fluxo de fluidos ocasionado pela diferença de 
pressão no interior do canal e na embocadura do canal radicular 
 
HIPOCLORITO DE SÓDIO: 
 
 Liquido de Dakin: Hipoclorito a 0,5% + Ácido bórico
 Liquido de Dusfrene: Hipoclorito a 0,5% + bicarbonato de sódio
 Solução de Milton: Hipoclorito a 1%
 Licor de Labarraque: Hipoclorito a 2,5%
 Soda Clorada: Hipoclorito a 4 a 6%
 Água sanitária: Hipoclorito a 2-2,5%
 
PROPRIEDADES: Baixa tensão superficial, atividade antibacteriana, dissolvente tecidual, 
desidrata e solubiliza substancias proteicas, neutraliza parcialmente produtos tóxicos, baixa 
viscosidade, pH alcalino, clareador, dupla ação detergente, ação rápida, ação lubrificante, não 
irritante e favorece a instrumentação 
*A atividade bacteriana deve-se a formação de compostos contendo cloro ativo como o ácido 
hipocloroso e o íon hipoclorito (maior quantidade) 
*Quanto menor o pH, maior a ação desinfetante. 
 
*O hidróxido de sódio (Hipoclorito + água) promove a hidrolise de proteínas. Quanto mais alta a 
concentração e o pH deste, maior sua capacidade solvente. 
 
CLOREXIDINA 
 
2%; Base forte, praticamente insolúvel em água, amplo espectro, substantividade, 
biocompatibilidade, ausência de toxicidade, ação bacteriostática e bactericida. Não apresenta 
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atividade solvente de tecido e não neutraliza produtos tóxicos. 
EDTA: 
 
17%; Quelante; Promove a quelação de íons cálcio da dentina, o que diminui a resistência 
dentinária. Necessita de aproximadamente 10 minutos para o início de sua ação. Remoção de smear 
layer; Instrumentação de canais atrésicos e toalete final do preparo. O EDTAC é associado ao 
detergente aniônico Cetavlon. O REDTA, é associado ao hidróxido de sódio, água e 
cetiltrimetilamonio. O EDTA gel tem ação lubrificante e concentração de 24%. 
ÁCIDO CÍTRICO: 
 
10%; Atua sobre tecidos mineralizados promovendo sua desmineralização podendo ser 
empregado para remover o smear layer. 
RC-PREP: Creme contendo EDTA 15% + Peroxido de ureia 10% + Carbowax 75%. Efervescente, 
altamente citotóxico; Difícil remoção completa. 
 
GLYDE: 
EDTA + Peróxido de carbamida(ureia) em uma base hidrossolúvel. Usa do em associação com 
soluções de hipoclorito apenas no início da instrumentação. 
 
 
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DETERGENTES SINTÉTICOS: 
Baixa tensão superficial, ação de limpeza, ação lubrificante e umectante, emulsificação e dispersão, 
ação solubilizante. Pode ser aniônico, catiônico ou netro. Ex: Tegensol; Duponol C; Tween 80; 
Zefirol. 
MTAD: 
Associação de antibiótico (doxiciclina); + Agente quelante + Detergente. Utilizada como irrigação final 
por 5 minutos, seguido de irrigação com hipoclorito 1,3%. 
ÁGUA DE CAL: 
Hidróxido de cálcio com água recentemente fervida; Indicada para irrigação de canais radiculares 
com rizogênese incompleta, forame apical amplo, em biopulpectomias e em casos de hemorragias 
pulpar. 
PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO: 
Agente oxidante altamente instável de atividade limitada e ineficaz como solvente de tecido 
orgânico. No método de Grossman utiliza- se alternado com hipoclorito. 
 
MEDICAÇÃO INTRACANAL 
 
Impede a proliferação de microrganismos que sobreviveram ao preparo químico-mecânico, 
promove uma barreira física e química, reduz inflamação perirradicular, neutraliza produtos 
tóxicos, controla a exsudação persistente, estimula a reparação.
 
PARAMONOCLOROFENOL: 
Propriedades antissépticas. Associados com “canfora” ou “furacin” para potencializar atividade 
antimicrobiana e reduzir a citotoxicidade. 
 
PARAMONOFENOL CANFORADO: 
Amplo espectro bacteriano, menor tensão superficial entre todos, atua por capilaridade, liberação 
lenta de cloro, barato. Canfora aumenta seu potencial germicida e reduz irritação. Irritante, não 
neutraliza produtos tóxicos, coagula proteínas; Possui odor e sabor ruim. 
 
HIDRÓXIDO DE CÁLCIO: 
Ação antimicrobiana (inativação enzimática, dano ao DNA bacteriano, perda da integridade da 
membrana); Baixa solubilidade (Limita efeito citotóxico); pH alcalino em torno de 12,5; Ação anti-
inflamatória (Por possuir pH extremamente alcalino, desnatura e hidrolisa proteínas, tornando-as 
mais suscetíveis a dissolução pelo hipoclorito. Indicação de reparo por tecido mineralizado. 
Neutralização de toxinas; Inibição de reabsorção externa; Ação alcalinizante; Barreira física e 
química; Propriedade anti hemorrágica; Não é radiopaco; Não é viscoso; é diluente. 
 
Após a utilização do hidróxido de cálcio, observa-se: Zona de necrose de coagulação; Zona 
granulosa superficial; Zona granulosa profunda; Zona de proliferação celular; Zona de polpa 
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normal.
 
TRICRESOL/FORMOCRESOL: 
Ação antimicrobiana potente; Age tanto por contato como a distância, a formalina oferece ação 
antimicrobiana e o tricresol ação antisséptica. Alta toxicidade 
 
OTOSPORIN: 
Antibiotico+corticosteoide 
 
PARAMONOCLOROFENOL + FURACIN: 
Reduz poder irritante; Aumenta espectro antimicrobiano e poder de penetração. 
 
PASTA POLIANTIBIÓTICA DE GROSSMAN PBSC: 
Penicilina + Estreptomicina 
+Fungicida capulato de sódio 
 
EUGENOL: 
Ação antisséptica e sedativa, altamente irritante aos tecidos. 
 
PASTA HPG: 
Paramonoclorofenol canforado + glicerina + hidróxido de cálcio e iodofórmio. 
 
INSTRUMENTAÇÃO E TRATAMENTO DOS CANAIS 
 
 
ISOLAMENTO ABSOLUTO 
 
 Proporciona um campo operatório limpo isolado de saliva, sangue e outros fluidos tissulares; 
Proteção do paciente contra deglutição ou aspiração dos instrumentos, medicamentos ou 
resíduos do dente; Melhor visibilidade e menor risco de infeção cruzada; Retração dos tecidos 
moles. 
GRAMPOS: 
 
 Dentes anteriores: 210; 211; 212
 Pré molares: 206 a 209
 Molares: 200 a 205
 Grampos especiais para dentes com coroa muito curta, expulsiva e com grande perda de estrutura 
dentária: 0,00,1,1A; 2 B1; B2; W8A; 8ª; 14; 14ª
 Selamento com barreira gengival.
 
MOVIMENTOS DE INSTRUMENTAÇÃO: 
 
 
 SONDAGEM OU CATETERISMO: É realizado inicialmente durante a limpeza e modelagem, ou 
em qualquer ocasião em que algo obstrua o forame. 
 
 LIMAGEM: Ação de penetração e tração do instrumento para alargar os canais até alcançarem 
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diâmetro apropriado. As bordas cortantes de quase todas as limas endodônticas e alargadores 
estão no sentido horário, em torno do eixo do instrumento em forma de espiral. 
 
 ALARGAMENTO: Rotação do instrumento no sentido horário 
 
 ROTAÇÃO E TRAÇÃO: Combinação do alargamento e da limagem. A lima é inserida com ¼ de volta 
no sentido horário com pressãoapical e é removida por meio de um movimento de limagem. 
 MOVIMENTO OSCILATÓRIO: Oscilação da lima para direita e para esquerda à medida que o 
instrumento é introduzido no canal. Provoca alisamento eficiente e é menos agressivo do que o 
movimento de rotação e tração, reduzindo a formação de degraus. 
 
 PENETRAÇÃO-TRAÇÃO: Realizada quando o forame apical é alcançado com limas, e o passo 
seguinte é criar o caminho até o forame. Um movimento passivo de fora pra dentro sem esforço. 
 
 REMOÇÃO DE RESÍDUOS: Se refere a ação realizada principalmente por alargadores quando estes 
entram em contato com as paredes dentinárias removendo resíduos e remanescentes pulpares do 
interior do canal. 
 
 ALISAMENTO: Limagem circunferencial. 
 
 PATÊNCIA: Desobstrução do forame apical de qualquer resíduo com limas ou alargadores. 
 
PARTES DOS INSTRUMENTOS 
 
 Cabo; Intermediário; Parte ativa (16 mm); Ponta ou guia de penetração; Base da ponta; Ângulo de 
transição (obtuso). 
 
 
 
 
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MATERIAIS DOS INSTRUMENTOS: 
 
 
 CROMO: (Proteção do aço contra agentes agressivos). 
 NÍQUEL: (Maior resistência ao calor, tenacidade e resistência a corrosão). 
 MANGANÊS (Maior resistência mecânica). 
 LIGA DE AÇO INOXIDÁVEL: 70% de ferro e 12% de cromo; Adição de níquel; Resistencia a corrosão 
e fratura, maior dureza e tenacidade. 
 LIGA NÍQUEL-TITÂNIO: 58% de níquel; Efeito memória de forma;Flexibilidade 500% maior que 
o aço; Fratura pode ocorrer repentinamente; Pode sofrer estresse muito maior que a liga de aço 
antes da deformação e fratura, porem a deflexão angular antes da fratura é menor; Fratura pode 
ocorrer repentinamente. 
OBS.: A fabricação dos instrumentos pode ser por torção (Limas K e flexofile) o por usinagem 
(K-flex; LH; níquel-titânio). 
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS INSTRUMENTOS: 
 
o DEFORMIDADE ELÁSTICA: Deformação temporária que desaparece com a retirada da força 
o DEFORMAÇÃO PLÁSTICA: Deformação permanente que o corpo permanece deformado com a 
retirada da força 
o ELASTICIDADE: Capacidade de o material sofrer grandes deformações elásticas 
o FLAMBAGEM/ FLEXIBILIDADE: Deformação elástica apresentada pelo instrumento quando 
submetido ao carregamento compressivo na direção do seu eixo ou ao carregamento na 
extremidade e na direção perpendicular ao seu eixo 
o PLASTICIDADE: Capacidade de o material sofrer grandes deformações plásticas sem fraturar 
o MALEABILIDADE: Capacidade de o material sofrer grandes deformações plásticas na compressão 
o DUCTIBILIDADE: Capacidade de o material sofrer grandes deformações permanentes na direção 
do carregamento sem fraturar 
o LIMITE DE ESCOMENTO: Determinado pela tensão máxima acima da qual o material começa a 
apresentar deformação plástica permanente 
o RIGIDEZ: Capacidade de o material resistir a carregamentos elásticos sem apresentar deformação 
plástica 
o FRAGILIDADE: Ausência de deformação permanente na ruptura 
o TENACIDADE: Capacidade de o material resistir aos carregamentos e sofrer grandes 
deformações permanentes sem atingir a ruptura 
o DUREZA: Resistência que o material apresenta ao risco ou a formação de uma marca 
permanente 
o LIMITE DE RESISTÊNCIA: Tensão máxima suportada pelo instrumento antes da fratura 
o ENCRUAMENTO: Mecanismo de aumento da resistência mecânica por deformação plástica a frio 
 
INSTRUMENTOS 
 
 LIMAS E ALARGADORES TIPO K: Hastes de aço quadrangular ou triangular, torcidas ou usinadas. 
Possuem pontas cônicas, lisas, sem corte. A ponta inativa é características das limas tipo K-flex. São 
ideais para exploração, cateterismo, limagem, alargamento e rotação. 
 
 LIMAS HEDSTROM: Hastes cilíndricas de aço. Atuam nas pares quando tracionadas, mas sem 
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efeito algum no momento da introdução do canal. As bordas agudas do instrumento permitem 
que ele seja autorrosqueado nas paredes do canal à medida que é girado no sentido horário. Não 
é de grande utilidade para alargamento, mas é ideal para movimento de limagem. Mais sujeito a 
fratura. 
 
 LIMA RABO DE RATO: Possuem farpas levantadas na parte ativa; Planejados para remoção da 
polpa viva em cavidades amplas; Mas também são eficientes para remoção de algodão ou cone 
de papel do canal. 
 
 BROCAS GATES-GLIDDEN: Preparo dos terços cervical e médio. Ponta inativa reduz o risco de 
perfurações. A parte ativa tem forma de chama ou pêra. São fabricadas de 1 a 6 e correspondem 
respectivamente as limas 50,70,90,110,130 e 150. 
 
 BROCAS LARGO: Também apresentam ponta inativa e são fabricadas de 1 a 6; Apresentam lâmina 
cortante mais larga que a gates. Mais utilizados no preparo do espaço para pino. 
 
 LIMAS NÍQUEL-TITÂNIO: Limas rotatórias. Acompanham a curvatura do canal; Não aumenta a 
sua probabilidade de fratura e apresentam maior resistência a torção e corrosão e mais 
biocompatibilidade. 
 
INSTRUMENTOS PARA OBTURAÇÃO: 
 
 ESPAÇADOR: Instrumento cônico de ponta afilada utilizada para deslocar a guta percha 
lateralmente e para a inserção adicional de cones acessórios 
 CONDUTORES DE CALOR: Usados na compactação vertical; Transfere calor para a guta percha no 
interior do canal radicular permitindo o deslocamento apical e lateral da guta percha. 
 LÊNTULO: Aplicação de cimentos e dos curativos a base de hidróxido de cálcio no interior dos 
canais. Formada por uma espiral que comprime a pasta com eficácia; Deve ser utilizada em sentido 
horário na peça de mão; Nunca interromper seu movimento quando ela estiver no interior do canal 
(evitar fratura). 
TRATAMENTO CONSERVADORESS DA POLPA DENTAL: 
 
 Para tratamento da polpa não inflamada o momento ideal está nas primeiras 24 horas, quando a 
inflamação pulpar é superficial 
 
 O selamento é um dos fatores mais importantes, pois se a polpa exposta está selada 
efetivamente, o sucesso da cicatrização com uma barreira de tecido duro ocorre independente do 
revestimento colocado na polpa. Quanto maior a presença de estrutura dental coronária, melhor 
o prognóstico. 
 
 O hidróxido de cálcio é o revestimento mais utilizado para proteção pulpar. 
 
CAPEAMENTO PULPAR INDIRETO: 
 
Indicado para lesão cariosa profunda, principalmente em dentes jovens com reação dolorosa da 
polpa apenas quando provoca. Coloca-se de pasta de ZOE ou hidróxido de cálcio sobre uma fina 
camada de dentina restante que se fosse removida iria expor a polpa. Em 8 semanas se realiza exame 
clinco-radiografico e restauração definitiva 
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CAPEAMENTO PULPAR DIRETO: 
 
Tratamento restaurador final pode ser completado na consulta de emergência; O tecido pulpar 
permanece permitindo testes de sensibilidade periódicos sejam realizados. Indicado para dentes 
permanentes com exposição pulpar pequena e muito recente (menos de 24 horas); é utilizado o 
hidróxido de cálcio misturado com soro ou solução anestésica e colocado sobre a polpa exposta. O 
esmalte adjacente é condicionado e em seguida é aplicada a resina composta. Se acompanha por 3 
semanas, 3 meses, 6 meses e anualmente 
 
POLPOTOMIA: 
 
Utilizada com o propósito de preservar a vitalidade da porção radicular restante. Mesmas 
indicações do capeamento. Prepara-se uma cavidade com profundidade de 1 a 2 mm, depois lava-
se com soro, coloca-se hidróxido de cálcio misturado com soro ou anestésico e preenche a cavidade 
com ZOE ou CIV, melhorando as chances de produzir um selamento. O esmalte adjacente é 
condicionado e em seguida é aplicada a resina composta. Se acompanha por 3 semanas, 3 meses, 6 
meses e anualmente 
 
PULPOTOMIA CERVICAL: 
 
Envolve a remoção completa da polpa coronária até o nível dos orifícios radiculares; 
Contraindicada em dentes permanentes completamente formados e é indicada em casos de 
exposição traumática após 72 horas e exposiçõespela carie. Impossibilidade de realizar testes de 
vitalidade. 
TÉCNICAS DE INSTRUMENTAÇÃO 
 
COMPRIMENTO DE TRABALHO: 
A obtenção do comprimento de trabalho visa estabelecer nível apical de instrumentação. Ideal ser 
obtido por meio de localizadores eletrônicos apicais. 
 
TECNICA TELESCÓPICA OU STEP-BACK: 
Operação incremental na qual se prepara inicialmente uma cavidade circular no comprimento de 
trabalho que irá, gradualmente se desenvolvendo em uma forma cônica para a porção cornaria. 
Após isso, o preparo do canal é completado realizando o recuo escalonado. 
 
TÉCNICA DE OREGON (CROWN DOWN): 
Inicia com limpeza e modelagem completes dos canais a partir do terço coronário e progride 
gradualmente em direção a região apical. Tem como vantagens eliminação das constrições nas regiões 
cervicais, reduzindo o efeito das curvaturas do canal; Irrigação efetiva em todo canal; Remoção da 
porção principal da polpa antes da abordagem do terço apical. Reduzir o risco de empurrar os irritantes 
para a região apical. Reduz a possibilidade de alteração do comprimento de trabalho durante a 
instrumentação apical. 
 
TÉCNICA DE OKLAHOMA OU ROANE: 
Utilização do princípio da “força balanceada”, que consiste em movimentos de rotação de 1/4 de 
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volta no sentido horário para avançar o instrumento, e 1 volta no sentido anti-horário para cortar as 
paredes do canal. Dessa forma ocorre o alargamento e da forma no canal, até que a profundidade 
desejada seja atingida. O instrumento não precisa ser pré curvado. 
 
TÉCNICA DE SHILDER: 
Objetivo é obter uma configuração final que permita a utilização da técnica de condensação vertical 
para obturação. Consiste em criar uma forma cônica do canal, manter o forame apical na posição 
original, tão pequeno quanto possível, por meio da limpeza e modelagem do canal 
tridimensionalmente. Utiliza limas e alargadores no CRT. Utiliza o princípio da recapitulação que 
consiste em repetir após cada instrumento, o uso sequencial dos instrumentos previamente 
empregados dentro do canal radicular. 
 
MANOBRA INCREMENTAL: 
Remove-se 1 mm da extremidade das limas com o objetivo de obter instrumentos com diâmetros 
intermediários 
 
MANOBRA DE TAYLOR: 
Utilizada quando se deseja atingir um determinado comprimento durante a instrumentação do canal. 
Insere uma lima selecionada até que encontre resistência, e instrumentação nesse local por meio de 
recuo escalonado. 
 
Técnica do recuo escalonado programado: Dilatação-irrigação do canal curvo em toda a extensão 
de trabalho até a lima 25 ou 30, instrumentação seriada e subsequente recuo de 1 mm em cada 
lima de numeração crescente usada 
 
OBS: CURVATURA RADICULAR: Quando um instrumento é curvado, forças elásticas se 
desenvolvem internamente. Essas forças tentam fazer o instrumento retornar a sua forma final do 
canal. Esse fenômeno é responsável pelo transporte apical e suas consequências. 
 
OBTURAÇÃO 
 
 Elimina as vias de infecção para os tecidos perirradiculares e selar dentro do sistema quaisquer 
irritantes que não possam ser totalmente removidos durante os procedimentos de limpeza. 
MATERIAIS OBTURADORES 
 
 CIMENTOS: Utilizados para melhorar o selamento e preencher as irregularidades do canal 
radicular. Endurecem por meio de reação química, liberando material tóxico, o que o torna 
menos biocompativel. Atuam como agente lubrificante durante a inserção dos cones de guta 
percha. Devem ser radiopacos. Podem ser a base de ZOE; a base de hidróxido de cálcio; a base de 
ionômero e a base de resinas plásticas. 
 
 O cimento de Grossman tem boa capacidade seladora e fluidez, estabilidade dimensional e 
atividade antimicrobiana, além de baixa permeabilidade. 
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 GUTA-PERCHA: Toxicidade e irritação tecidual mínima; Estabilidade dimensional; Cones 
padronizados e não padronizados; Tem a fase α (quebradiça, pegajosa, uso indicado nas técnicas de 
obturação termoplastificadas) e a fase β (plásticas a temperatura ambiente, uso indicado nas 
técnicas convencionais. 
TÉCNICAS DE OBTURAÇÃO 
 
CONDENSAÇÃO LATERAL: 
Cone principal é padronizado e selecionado de acordo com a última lima utilizada. É inserido junto 
com o cimento e ajustado no comprimento de trabalho. Utiliza-se o espaçador para colocação de 
cones acessórios. 
 
COMPRESSÃO HIDRÁULICA VERTICAL: 
Cone acessório é selecionado como principal, de acordo com a última lima utilizada 
 
CONDENSAÇÃO VERTICAL: 
Cone não padronizado com a ponta cortada no diâmetro da última lima utilizada. Conicidade é 
selecionada de acordo com a natureza da anatomia e forma do canal. Um compactador é utilizado na 
porção remanescente do cone apical e lateralmente. Esse procedimento é continuado até a guta percha 
ser levada nos 1 a 2 mm apicais do canal preparado. Depois fragmentos de guta percha são 
adicionados e compactados para obturação do restante do canal. 
 
PLASTIFICAÇÃO QUIMICA E ADAPTAÇÃO: “TÉCNICA DA CLOROPERCHA” 
Os 2 a 3 mm apicais de um cone maior que o cone principal são colocados em um solvente como 
clorofórmio ou eucaliptol de 2 a 5 segundos, sendo removido e colocado no canal até que o CRT seja 
atingido. Pode ocorrer perda de selamento apical. 
 
CONFECÇÃO DO CONE ROLADO: 
Dois ou mais cones são escolhidos com a forma do canal. Depois são plastificados com calor, 
rolados e únicos entre duas placas de vidro até obter a forma desejada. 
 
RETRATAMENTO 
 
 O controle clinico e radiográfico realizado após o tratamento endodôntico é chamado de follow 
up ou preservação 
 
 O fracasso na maioria das vezes é resultante da permanência de microrganismos que resistem à 
terapia 
 
 O sucesso é avaliado através de fatores como: Ausência de sintomas a percussão; Mobilidade 
normal, Ausência de fistula ou doença periodontal associada; Dente em função sem sinais de 
edema; LP e lâmina dura normais; Ausência de reabsorção. 
 
 Histologicamente, quando há sucesso da terapia endodôntica, existe uma produção de cemento 
sobre o o forame apical, e inserção das fibras de Sharpey. A cura pode ocorrer por regeneração 
(Tecido retorna ao estado original) ou por reparo/cicatrização (tecido substituído por tecido 
conjuntivo denso). Ocorre a proliferação vascular, dos macrófagos e fibroblastos 
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 Antes do retratamento pode ocorrer: Dor não odontogênica; Dor odontogênica, porém não de 
origem endodôntica (trauma oclusal, doença periodontal); Dor relacionada a outros dentes; 
Cicatriz apical que aparece como uma rádio transparência (Não necessita de tratamento) 
 
 Se o dente tratado for receber uma nova restauração ou se ele for incluído como pilar critico em 
uma reabilitação, deve-se considerar o retratamento do mesmo. 
 
 Quando o tratamento endodôntico não foi concluído, é comum apresentar uma calcificação na 
câmara pulpar ou dos canais. 
 
 Remoção das restaurações facilitarão a visibilidade e orientação. Podem ser realizadas por 
brocas, ultrassons ou por tração (Removedor de coroa; Removedor de bandas ortodônticas; 
Removedor de pontes Higa; Saca coroa/Crown-o-Mate. Este último causa impactos orientados 
na direção axial do dente, que quebram a ligação do cimento com o dente e a restauração). 
 
 A remoção dos retentores radiculares pode ser feita através de: Desgaste; Tração (simples ou 
alicate saca pinos, o que é mais indicado pois por tração simples pode ocorrer exodontia ou 
fratura radicular) e ultrassom (Mais seguro, minimiza riscos de fratura, aplica-se uma vibração 
resultando em fragmentação do cimento possibilitando a remoção do pino por tração; Em dentes 
multirradiculares deve-se dividir o núcleo em 2 partes. 
 
 Para remoção do material obturador, pode-se utilizar: Métodos mecânicos como instrumentosrotatórios e aquecidos (estes últimos podem causar injurias ao periodonto); Métodos ultrassônicos 
e Métodos químicos como solventes. 
 
 Os solventes amolecem a guta-percha e dissolvem o cimento, costumam causar irritação 
periapical e por isso não devem ser utilizadas neste terço. Deve ser colocado no terço cervical e 
após alguns minutos remove-se a guta com limas tipo 
H. Como solvente nós temos o Clorofórmio (muito toxico e cancerígeno); O xilol (também 
toxico); O eucaliptol (Menos irritante e sem potencial cancerígeno; Efeito bacteriano e anti-
inflamatório, menos efeito que o clorofórmio em temperaturas normais, mas acima de 30° o 
efeito fica semelhante) e o Óleo de laranja doce ou ENDOSOLV (Utilizados em canais obturados 
com pastas e cimentos a base de ZOE) 
 
 Para canais obturados com cones de prata e não seccionados, a remoção pode ser através de 
tração e ultrassom; Já para os seccionados deve-se criar espaço por meio de instrumentos 
endodônticos entre o cone a parede do canal, nesse espaço se insere uma lima tipo H e gira, após 
isso realiza-se um movimento de tração 
 
 Na maioria das vezes o esvaziamento e a instrumentação ocorrem simultaneamente. 
 
 Pode haver dor pós operatória causada pela exacerbação da resposta inflamatória. Se os sintomas 
persistirem, a cirurgia está indicada. 
 
CIRURGIA PARAENDODÔNTICA 
 
 Indicadas no fracasso de tratamento endodôntico; Na presença de anormalidades anatômicas; Nos 
processos iatrogênicos e perfurações; Em casos de biopsia; Em casos de problemas periodontais 
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associados a problemas endodônticos. São contra indicados para pacientes com complicações 
sistêmicas; Na impossibilidade de selamento apical; Nos grandes envolvimentos periodontais; 
Extensão pequena da raiz; Fratura radicular longitudinal e recuperação funcional comprometida. 
 
INCISÃO: 
Semilunar (Menores fenestrações, fácil e não atinge margem gengival; Porém tem visualização 
restrita e maior tensão no retalho); Triangular (Fácil execução, boa visualização e possibilita 
intervenção periodontal simultânea, porem tem mais probabilidade de fenestrações); 
Trapezoidal (Fácil execução, boa visualização e possibilita intervenção periodontal simultânea, 
porém tem mais probabilidade de alterações periodontais, desaconselhável na presença de 
elementos protéticos e tem a higienização prejudicada); Retangular (Mais indicada em regiões 
anteriores de maxila e mandíbula). 
DIVULSÃO: 
Afastamento atraumático dos tecidos para permitir acesso ao plano ósseo 
OSTECTOMIA: 
Realizada com brocas de baixa rotação e irrigação abundante ou com cinzeis 
CURETAGEM PERIRRADICULAR: 
Remoção de materiais estranhos e tecidos patológicos da região que circunda a raiz 
APICECTOMIA: 
Remoção de processos patológicos, variações anatômicas, acesso ao sistema de canais e obturação 
retrógada. A remoção do ápice deve ser de 1 a 2 mm. Corte pode ser bizelado ou perpendicular. O 
bizelado contribui para melhor visualização, mas favorece maior exposição dos túbulos dentinarios, 
maior infiltração apical e menor distribuição de forças 
RETROOBTURAÇÃO: 
Realização de uma cavidade na porção apical, com emprego de contra ângulos ou ultrassons. A 
cavidade deve apresentar profundidade 2x maior que o diâmetro, o que favorece melhor retenção 
do material, em seguida, preenche-se a cavidade com material, tencionando a criação de um 
selamento que isole o canal dos tecidos perirradiculares. 
 Como materiais retrobturadores temos o MTA (Silicato tricalcico, aluminato tricalcico, óxido 
tricalcico; Silicato dicalcico; Sulfato de cálcio diidratado, oxido de bismuto; Biocompatível e 
radiopaco-através do oxido de bismuto; Alcalino; Expande após o endurecimento, o que 
contribui para selamento marginal; Tempo de presa de 3 a 4 horas; Atividade antibacteriana e 
ótimo selamento); o SUPER EBA (Oxido de zinco, Oxido de alumínio; Resina natural; Acido 
benzoico e eugenol; Biocompatibilidade e impermeável aos fluidos; Boa adesividade e 
selamento; Tempo de presa curto; Facilmente removível; Baixa irritação tecidual), temos o IRM 
(maior toxicidade devido a quantidade de eugenol, selamento razoável, boa adaptação) e temos 
o AMÁLGAMA (Fácil uso; Boa adaptação; Não reabsorvível e radiopaco; Relativamente 
biocompativel; Baixo selamento marginal; Falta de adesão; Necessidade de retenção mecânica e 
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sofre corrosão secundaria). 
 
 Entre os cuidados necessários após uma cirurgia paraendodôntica estão: Ingestão de alimentos 
pastosos; Leves bochechos com clorexidina; Utilização de analgésico. Não é necessário colocar gelo. 
TRAUMATISMO E REABSORÇÃO 
 
FRATURAS DE ESMALTE: 
Desgaste seletivo ou restauração com resina. 
 
FRATURAS DE ESMALTE E DENTINA SEM EXPOSIÇÃO PULPAR: 
Desgaste seletivo, restauração com resina ou colagem do fragmento. 
 
FRATURAS DE ESMALTE E DENTINA COM EXPOSIÇÃO PULPAR: 
Em casos de pequena exposição e polpa vital se faz pulpotomia, capeamento pulpar direto e em 
seguida restauração. Em casos de fratura profunda com rizogênese completa, se faz a pulpectomia, 
tratamento endodôntico, pino e coroa. 
FRATURA CORONO-RADICULAR: 
Fratura de esmalte, dentina e cemento com envolvimento pulpar (complicadas) ou não (não 
complicadas); Muito comum; Dor ao mastigar; Linha de fratura perpendicular ao raio central; 
Estabiliza-se o fragmento por meio de contenção aos dentes adjacentes. 
FRATURAS RADICULARES: 
Fratura de esmalte, dentina, cemento e ligamento periodontal; Relativamente incomum (3%); 
Reposiciona-se o fragmento em contensão rígida por 2 a 4 meses. O prognostico é favorável quando 
a fratura é no terço gengival e sem mobilidade 
CONCUSSÃO: 
Hemorragia e edema no LP; Sensibilidade a percussão; Sem mobilidade e sem sangramento no 
sulco gengival. Tem pequeno risco de necrose pulpar e reabsorção. Faz-se o alivio das 
interferências oclusais 
SUBLUXAÇÃO: 
Rompimento das fibras do LP; Aumento da mobilidade do dente sem deslocamento e sangramento no 
sulco gengival. Tem pequeno risco de necrose pulpar e reabsorção. Faz-se o alivio das interferências 
oclusais 
EXTRUSÃO: 
Deslocamento axial do dente para fora do alvéolo. Rompimento do LP e do suprimento neurovascular 
da polpa. Teste de vitalidade negativo; Mobilidade acentuada; Risco considerável de necrose pulpar e 
risco de reabsorção inflamatória externa; Faz-se o reposicionamento atraumático e contenção de 2 a 3 
semanas 
LUXAÇÃO LATERAL: 
Deslocamento lateral do dente no alvéolo. Rompimento do LP e do suprimento neurovascular da 
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polpa e compressão do LP na porção palatal da raiz; Clinicamente a coroa está deslocada 
horizontalmente, com o dente firmemente travado no osso em nova posição. Som alto e metálico a 
percussão. Risco considerável de necrose pulpar e risco de reabsorção inflamatória externa; Faz-se o 
reposicionamento com o mínimo de força possível, e contenção semirrígida ou flexível por 3 semanas 
INTRUSÃO: 
Impacto axial; Deslocamento do dente na direção do alvéolo. Trauma extenso ao LP pode levar a 
anquilose. Ocorre a necrose pulpar em 100% dos casos em dentes com rizogênese completa; Alto 
risco de reabsorção inflamatória. Para dentes com rizogênese incompleta se aguarda a reerupção; 
Para dentes com rizogêneze completa faz-se a extrusão ortodôntica. 
AVULSÃO: 
Completo deslocamento do dente para fora do alvéolo. O dano do ressecamento do LP tem efeitos 
nocivos à cicatrização. Revascularização pode ocorrer em dentes com ápice incompleto. Irriga-se o 
alvéolo com soro antes do reimplante. O prognostico depende do tempo extra-alveolar e da 
manipulação do elemento. Risco de anquilose. 
1. TRATAMENTO SEGUNDO ANDREASSON: Quando o tempo for menor que 60 minutos, se faz o 
reimplanteimediato; Quando for maior que 60 min faz-se o reimplante imediato em associação 
com tratamento com fluoreto de sódio. Tratamento endodôntico fora do alvéolo, lavagem com 
soro antes do reimplante. Contençãosemirrígida por 7 dias 
 
2. TRATAMENTO SEGUNDO COHEN E BURNS: quando o tempo for menor que 20 minutos com ápice 
fechado, faz-se o reimplante, mas a revascularização é impossível. Quando for menor que 20 
minutos com ápice aberto se faz banho do dente com doxiciclina, poisaumenta a probabilidade de 
revascularização pós reimplante; Para tempo de 20 a 60 minutos ápice aberto e fechado também 
se faz o reimplante o mais rápido possível. E para tempo maior que 60 minutos se faz o preparo da 
raiz para resistir a reabsorção, mergulha-se o dente em ácido cítrico por 5 minutos para remover o 
LP remanescente e se faz o reimplante. Contenção semirrígida por 7 a 10 dias 
 O paciente deve ser medicado com antibiótico e induzido a tomar a vacina antitetânica 
FRATURA DO PROCESSO ALVEOLAR: 
Envolve todo o processo alveolar, frequentemente na região de incisivos inferiores e geralmente 
envolvem 2 ou mais dentes. Vários dentes se movem e faz-se o reposicionamento e a contenção por 3 a 
4 semanas. Reabsorções são raras mas a necrose pulpar é comum quando o reposicionamento é tardio. 
OBS: Na dentição decídua a concussão e subluxação não requerem tratamento além de 
acompanhamento. Na intrusão faz-se a exodontia apenas se tiver invasão do folículo do 
permanente, se não, aguarda-se a reerupção. A luxação lateral é o traumatismo mais comum, 
geralmente não necessita de tratamento. REEIMPLANTES NÃO SÃO INDICADOS. 
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REABSORÇÃO INTERNA: 
Radiograficamente ocorre alargamento oval da câmara pulpar; Rara em dentes permanentes; 
Polpa vital (porção coronária frequentemente necrosada); Tecido pulpar normal se transforma em 
tecido de granulação com células gigantes e reabsorvem as paredes dentinárias no local. 
Assintomáticas; Dente rosado (Dente róseo de Mummery). Faz-se o tratamento endodôntico 
 
 Em dente decíduo com exposição pulpar o capeamento direto esta contraindicado pois pode 
causar reabsorção interna 
REABSORÇÃO EXTERNA SUBSTITUTIVA (ANQUILOSE): 
Dano irreversível ao LP que desencadeia perda de estrutura dentaria e substituição simultânea 
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por osso. Assintomática; Dente apresenta-se frequentemente em infraoclusão; Som metálico a 
percussão; Radiograficamente há o desaparecimento do espaço pericementario; Frequentemente 
causada por traumas como luxação intrusiva e avulsão. Não há tratamento 
REABSORÇÃO EXTERNA INFLAMATÓRIA: 
Tipo mais comum. A doença pulpar produz inflamação que inicia uma reabsorção da superfície 
radicular externa. Pode ser transitória ou progressiva. Pode ser apical, lateral ou cervical. O 
tratamento é direcionado ao combate da infecção endodôntica, tratamento endodôntico 
REABSORÇÃO INVASIVA: 
Reabsorção iniciada de um ponto externo no nível cervical ou perto dele, sem invadir a polpa. 
Relacionada a agressão química. Tratamento é complicado devido a localização das lesões. 
Tratamento endodôntico não tem efeito. Tem sido recomendado um tratamento preservativo com 
exposição cirúrgica em restauração com proteção da polpa 
RESUMÃO/TÓPICOS COBRADOS EM PROVAS ANTERIORES 
 
 Radiograficamente, um desaparecimento abrupto do canal na porção media da raiz indica uma 
bifurcação do canal. 
 
 A remoção de saliências ou cornos pulpares por meio de movimentos de pincelamento ou 
tração após o acesso a cavidade pulpar deve ser feito com uma broca esférica. 
 
 O acesso e a localização da entrada dos condutos deve ser feita observando a convexidade do 
assoalho da câmara. 
 A dentina terciária raramente possui túbulos dentinários; é menos abundante e mais regular sob a 
zona de cárie do que sob as restaurações; É mais frequente na câmara pulpar; Fatores locais e 
sistêmicos podem influenciar sua formação. 
 
 Progeria é a formação generalizada de dentina secundária decorrente ao processo de 
envelhecimento precoce da polpa. 
 
 Em geral, as lesões periapicais não são contaminadas, exceto nos abscessos agudos. Segundo 
alguns autores, as lesões agudas são contaminadas, e as crônicas não são. A destruição óssea 
é causada pela reação orgânica contra as bactérias e seus produtos localizados no interior do 
canal. 
 
 O abscesso dentoalveolar agudo tem como diagnostico diferencial o abscesso gengival, abscesso 
periodontal e pericoronarite. 
 
 A principal função dos macrófagos é a fagocitose, apresentação de antígenos para linfócito T; 
produção de citocinas e outros mediadores. 
 
 Dentre as repercussões de patologia periodontal sobre a polpa dental, a chamada calcificação 
distrófica é a mais relevante e complicadora para o tratamento endodôntico. 
 
 A espécie de bactéria pigmentada mais comumente isolada dos canais radiculares é a prevotella 
intermedia. 
 
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 A presença de fatores microbianos, materiais obturadores nos canais radiculares que 
contenham substancias irritantes, podem evocar reação tipo corpo estranho na região 
periapical, causando o desenvolvimento de lesão periapical, causando o desenvolvimento de 
lesão periapical assintomática, que pode permanecer refrataria ao tratamento endodôntico por 
longo tempo. 
 
 Na presença de edema difuso que evolui rapidamente e é acompanhado por sinais sistêmico, 
deve-se prescrever antibióticos para conter o processo. Não é indicada a drenagem (indicada em 
edemas localizados). 
 
 As infecções endodônticas são multibacterianas e os bacilos anaeróbios gram – são 
predominantes. 
 
 A pressão exercida durante a moldagem pode causar agressão física a polpa 
 
 Para que uma radiografia mostre uma imagem de raiz fraturada, o feixe central de raio x deve ser 
paralelo a linha de fratura. 
 
 Na avaliação de um dente anterior fraturada, não é indicado fazer teste elétrico. 
 Fatores utilizados para interpretar ângulo de incidência: As pontas das cúspides que ficam mais 
perto do ápice são a palatina e se deslocam para o lado da incidência de raio x; O lado em que as 
coroas não mostram sobreposição é o lado da incidência dos raios x; O lado em que as imagens 
estão nítidas é o lado de incidência de raio x. 
 
 Uma das maiores limitações da radiografia é sua incapacidade de detectar destruição limitada 
ao osso esponjoso. 
 
 Pela técnica de bissetriz, aumentando-se a angulação do RX, a imagem será encurtada. 
 
 As reabsorções radiculares internas caracterizam-se por um aumento de tamanho da área ocupada 
pelo tecido pulpar. 
 
 APICOGÊNESE: Quando lesões pulpares não se estenderem até a porção radicular, deve-se 
realizar a complementação apical por meio de tratamento conservador. A técnica é semelhante 
a pulpotomia parcial 
 
 APICIFICAÇÃO: Indução do fechamento do forame apical por meio de tecido duro geralmente 
em dentes com necrose pulpar (Remove-se a polpa necrosada com limas hedstrom e hipoclorito; 
Faz a odontometria; Realiza o preparo químico mecânico; Coloca-se pasta de hidróxido de cálcio 
com iodofórmio e paramonofenol canforado; Troca-se a pasta após 7 dias, acompanha-se 
radiograficamente e troca-se a pasta quando esta não for mais visível na radiografia); A 
apicificação pode ocorrer dentro de 6 meses ou demorar 18 meses ou mais. Depois do ápice 
completo realiza-se a obturação 
 
 Uma das desvantagens da técnica hibrida de Tagger é o extravasamento da guta-percha 
plastificada para a região apical 
 
 O conceito de instrumentação do canal através de princípios coroa/ápice foi indicado pelas Técnicas 
de Oregon e Técnica de Goerig. Esta técnica coroa/apical elimina as constrições nas regiões 
coronárias do canal, reduzindo o efeito das curvaturas; Permite umaprobabilidade menor da 
alteração do CRT; Possibilita uma irrigação efetiva em toda a profundidade do canal 
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 A perda da patência pode ocorrer como resultado da compressão do tecido, da fratura de 
instrumentos e do acumulo de resíduos 
 
 A forma cônica obtida com o preparo mecânico favorece as manobras de obturação e irrigação 
 Nos casos de tratamento endodôntico em dentes com canais extremamente curvos o 
procedimento adequado é optar pelos instrumentos de níquel-titânio, pois estes são mais 
flexíveis que os de aço inox. 
 
 SÃO CIMENTOS A BASE DE ZOE: Cimento de Grossman; Cimento de Rickert e Endometrasone.
 
 No sistema Ultrafill a guta-percha vem embalada em cânulas com agulhas que são aquecidas em 
forno especial antes de serem levadas ao canal.
 
 No sistema Thermafil é um sistema que utiliza carreadores de plástico envoltos com guta-percha 
aquecidos em forno especial antes de serem inseridos.
 
 O sistema System B é um sistema que utiliza pontas condutoras de calor para plastificar a guta 
percha que já se encontra no interior do sistema de canais.
 
 O cimento endodôntico ideal deve ser insolúvel aos fluidos teciduais e saliva.
 Uma rápida e eficaz descontaminação dos cones de guta-percha pode ser alcançada por meio da 
imersão dos cones em glutaraldeido a 2 % por 10 minutos.
 
 A técnica radiográfica de Bregman estabelece o comprimento do canal de forma indireta, e está 
indicada nos casos de pulpectomia.
 
 SISTEMA OBTURA II - Técnica de injeção da guta-percha termoplastificada que utiliza a guta na 
fase beta e em forma de bastão aquecida a alta temperatura.
 
 A termoplastificação da guta-percha tem como vantagem o menor filme de cimento obturador entre 
os cones, diminuindo o risco de percolação marginal
 
 A liga níquel-titanio tem flexibilidade alta e modulo de elasticidade baixo
 
 As características mais importante dos cimentos a base de ZOE é a formação do eugenolato de zinco 
durante a manipulação, solubilidade e fácil manipulação
 
 Na pulpotomia, pode ser utilizada a anestesia intrapulpar, desde que a agulha penetre apenas 
superficialmente com pouca pressão e use anestésico sem vasoconstrictor
 
 De acordo com Schilder, os 5 princípios de limpeza e modelagem dos canais são: Acesso; Forma 
apical; Forma do corpo do canal; Convergência cônica em direção ao ápice e Patência do forame.
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VAMOS PRATICAR? 
 
 
Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: IAPEN - AC Prova: IBADE - 2020 - IAPEN - AC - Cirurgião Dentista 
1-Assinale qual é a inflamação da polpa dentária que apresenta uma secreção, causa dor aguda, 
que pode ser muito intensa, e que costuma piorar na presença de estímulos, como mastigação ou 
ingestão de bebidas e alimentos quentes ou frios: 
 
a) Pulpite purulenta. 
 
b) Pulpite serosa. 
 
c) Pulpite crônica esclerosante. 
 
d) Pulpite crônica ulcerativa. 
 
e) Pulpite crônica hiperplásica 
 
Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de Vitória - ES Prova: INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de 
Vitória - ES - Cirurgião Dentista - PNE 
 
2- A pulpite hiperplásica crônica ocorre em crianças e em adultos jovens que têm grandes 
exposições da polpa nas quais o teto dentinário inteiro está ausente. O tratamento indicado para 
essa condição é 
 
a) a pulpectomia ou a extração dentária. 
 
b) a pulpotomia total. 
 
c) a pulpotomia de Cvek. 
 
d) o capeamento pulpar direto. 
 
Ano: 2019 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Aracruz - ES Prova: IBADE - 2019 - Prefeitura de 
Aracruz - ES - Cirurgião Dentista 
 
3- Um paciente chegou ao consultório odontológico relatando quadro de dor espontânea, 
intermitente, que piora excessivamente com a aplicação de frio, aumenta quando na posição de 
decúbito e não responde satisfatoriamente com o uso de analgésico. Ao exame radiográfico, 
verificou-se que o aspecto do espaço periodontal está normal e ao exame clínico apresenta teste 
de percussão vertical positivo. O diagnóstico mais provável para a situação clínica descrita é: 
 
a) pulpite reversível sintomática. 
 
b) pulpite irreversível assintomática. 
 
c) necrose pulpar. 
 
d) pulpite irreversível sintomática. 
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e) pulpite reversível. 
 
Ano: 2018 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Itatiaiuçu - MG Prova: FUNDEP (Gestão de 
Concursos) - 2018 - Prefeitura de Itatiaiuçu - MG - Cirurgião Dentista do ESF 
 
4-O diagnóstico de dores endodônticas deve estar bem sedimentado para a boa atuação do 
cirurgião-dentista. Um paciente que apresenta leve sintomatologia ao contato com alimentos 
frios e doces, sem alteração significativa nos testes de sensibilidade pulpar, sugere um quadro 
de 
 
a) pulpite irreversível fase final. 
 
b) pulpite irreversível fase inicial. 
 
c) pulpite reversível. 
d) periodontite crônica. 
Ano: 2016 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Uberaba - MG Prova: FUNDEP (Gestão de 
Concursos) - 2016 - Prefeitura de Uberaba - MG - Especialista de Saúde II - Dentista 
 
5- Em todas as áreas da Odontologia, destacando-se a Odontologia Restauradora e a Endodontia, 
é imprescindível o bom conhecimento da anatomia interna da cavidade pulpar, bem como de 
suas possíveis variações e anormalidades. 
Sobre a cavidade pulpar, assinale a alternativa INCORRETA. 
 
a) Apesar das limitações técnicas, o exame radiográfico ainda representa o mais eficiente 
instrumento acessível na clínica para a verificação da macroconfiguração da cavidade pulpar. 
 
b) Comumente, o canal radicular se apresenta totalmente reto, como pode ser comprovado sempre 
pelo exame radiográfico. 
 
c) A preservação das curvaturas gera dificuldades nos preparos do sistema radicular de canais. Por 
isso, as técnicas de instrumentação endodôntica são desenvolvidas priorizando essa peculiaridade 
anatômica. 
 
d) O aumento localizado da luz do canal, geralmente, com formato oval pode sugerir o diagnóstico 
de reabsorção radicular interna inflamatória. O que pode gerar dificuldades nas fases de 
limpeza, formatação e obturação do canal radicular. 
 
Ano: 2016 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Venda Nova do Imigrante - ES Prova: CONSULPLAN - 2016 - 
Prefeitura de Venda Nova do Imigrante - ES - Cirurgião Dentista 
 
6- Assim como a abertura e a instrumentação, a obturação é considerada um passo crítico do 
tratamento endodôntico e causa da maioria das falhas de tratamento. Em relação às propriedades 
dos materiais obturadores, é INCORRETO afirmar que devem 
 
a) ser radiopacos. 
 
b) ser facilmente introduzidos