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CINESIOLOGIA E BIOMECÂNICA Charliane Oliveira Avaliação Fisioterapêutica Parte I GONIOMETRIA E POSTURA OBJETIVO: • Conhecer e aplicar as práticas relacionadas à teoria aprendida; • Compreender a aplicabilidade da goniometria e da avaliação da postura nas Avaliações Fisioterapêuticas; • Capacitar o aluno a realizar avaliação goniométrica e da postural corporal. Avaliação Fisioterapêutica Parte I GONIOMETRIA E POSTURA O que é um Goniômetro? É um instrumento utilizado para medir ângulos, sendo amplamente empregado em diversas áreas, como fisioterapia, ortopedia e educação física. Equipamento é essencial para a avaliação da amplitude de movimento das articulações, permitindo que profissionais da saúde realizem diagnósticos precisos e desenvolvam planos de tratamento adequados. A precisão na medição dos ângulos é crucial para a reabilitação e para o acompanhamento da evolução do paciente ao longo do tempo. Avaliação Fisioterapêutica Parte I GONIOMETRIA E POSTURA Tipos de Goniômetros, Existem diferentes tipos de goniômetros, cada um projetado para atender a necessidades específicas. Os goniômetros de braço rígido são os mais comuns, utilizados para medições em articulações como joelhos e cotovelos. Figura 1.1 Avaliação Fisioterapêutica Parte I GONIOMETRIA E POSTURA Já os goniômetros eletrônicos oferecem maior precisão e podem armazenar dados, facilitando a análise dos resultados. Além disso, existem goniômetros de bolso, que são mais portáteis e práticos para uso em campo, especialmente em avaliações rápidas. Figura1.2 Avaliação Fisioterapêutica Parte I GONIOMETRIA E POSTURA Como Utilizar um Goniômetro A utilização do goniômetro requer técnica e atenção aos detalhes. Para medir a amplitude de movimento de uma articulação, o profissional deve posicionar o goniômetro de forma que o eixo do instrumento fique alinhado ao eixo da articulação em questão. É importante que o paciente esteja em uma posição confortável e que a articulação esteja em repouso antes da medição. O ângulo deve ser lido com precisão, garantindo que os resultados sejam confiáveis e úteis para o tratamento. METODOLOGIA A primeira parte da prática (avaliação postural) segui os seguintes passos: 1.Escolhi um local (claro, arejado e plano, de no mínimo 5 m2), com parede branca; 2. Eduquei o paciente, ou seja, orientei sobre a avaliação, como seria realizado e a posição que ele deveria permanecer (de forma habitual, apoiado igualmente sobre os dois pés); 3.Escolhi o plano e iniciei a avaliação. Normalmente começamos pelo Plano Frontal/Coronal, na vista anterior; 4.Escolhi a região e iniciei a avaliação. Por exemplo, normalmente iniciamos pelos pés; 5.Observar o posicionamento dos pés, passei para a região da tíbia e demais regiões do corpo nesta vista busquei verificar se havia simetria entre os lados; 6.Verifiquei os pés, as tíbias, os joelhos, as patelas, fêmur, pelve, EIAS (Espinha Ilíaca Antero Superior), Crista ilíaca, tronco, peitoral maior, acrômio, membro superior, ângulo do talhe, posicionamento da cervical e cabeça; 7.Mudei a vista, permanecendo no mesmo plano de visualização: Vista posterior; 8.Visualizei as mesmas estruturas, acrescentando tendão calcâneo, EIPS (Espinha Ilíaca Póstero Superior), COLUNA VERTEBRAL e escápulas; 9.Troquei o Plano de visualização e a vista, indo para plano sagital e vista lateral, repeti o processo nas vistas laterais esquerda e direita; 10.Visualizei cada uma das estruturas corporais nesta vista lateral, sendo elas: pés, joelhos, quadris (anterior ou posterior), coluna vertebral (e suas curvaturas fisiológicas), ombros e cabeça; Segunda parte prática (goniometria) Passos a seguir: 1. Escolhi do local e realizei a prática, sendo que era um local plano, claro e de 5 metros quadrados. Usei uma cadeira e uma cama. 2. Escolhi o movimento. Exemplo: Flexão de cotovelo. 3. Orientei o paciente, explicando-o o que seria executado quanto a posição que ele adotaria. A conversa foi simples e direta para que o paciente pudesse compreender claramente. Exemplo: Irei realizar a verificação dos movimentos do seu ombro. Fique sentado com a coluna ereta, por gentileza. 4. Me posisionei ao lado do paciente. 5. Posicionei o goniômetro no segmento do corpo do indivíduo conforme o plano do movimento que avaliei. Exemplo: Todas as flexões do corpo ocorrem no plano sagital. Por isso, o goniômetro será posicionado na lateral do ombro, sendo que o eixo esteja alinhado com o acrômio, a haste fixa fique alinhada com o tronco do paciente, ou seja, na direção do chão e a haste móvel fique livre; 6. Solicitei o movimento ao paciente, na maior amplitude disponível, sem compensações. Exemplo: Solicita-se o movimento de flexão do ombro. 7. Acompanhei com a haste móvel do goniômetro o segmento a ser quantificado. Exemplo: Acompanhar a haste móvel no segmento úmero do paciente. 8. Medir o ângulo. Após a finalização do movimento, ou seja, quando o segmento chega na sua ADM máxima, verifiquei no goniômetro o ângulo quantificado. 9. Pedi ao paciente que retornasse a posição inicial. 10. Registrei no prontuário à angulação verificada. Vista anterior: posicionamento adequado da cabeça, ombro esquerdo elevado, ângulo de tales menor a esquerda, cotovelo esquerdo elevado, hiperextensão dos joelhos, pés alinhados com rotação externa Imagem1.1 Observa-se escoliose em C.Vista lateral: anteriorização da cabeça, retificação cervical, ombros protusos, cifose torácica, abdômen protuso, lordose lombar, rotação externa dos pés. Imagem 1.2 Vista posterior: posicionamento adequado da cabeça, ombro esquerdo elevado, ângulo de tales menor a esquerda, escapulas aduzidas, cotovelo esquerdo elevado, hiperextensão dos joelhos, pés alinhado com rotação externa. Imagem1.3 Avaliação Goniometria Resultados: Ao finalizar a avaliação da flexão do cotovelo no plano sagital pude observar que meu paciente possui 130 c de acordo com o goniômetro. Avaliação Fisioterapêutica Parte II – PROVA DE FUNÇÃO MUSCULAR Objetivos desta Atividade Prática de Aprendizagem são: • Conhecer e aplicar as práticas relacionadas à teoria aprendida; • Compreender a aplicabilidade da avaliação da marcha, de atividades funcionais e das provas de função muscular nas Avaliações Fisioterapêuticas; • Capacitar o aluno a realizar avaliação destes itens. METOLOGIA APLICADA: A terceira parte da prática (prova de função muscular) seguirá os seguintes passos: 1. Escolhi o local (claro, arejado e plano, de no mínimo 20 m2, com uma cadeira); 2. Escolhi o músculo ou grupo muscular e avaliei. Exemplo: Deltoide médio e supra espinhal. 3. Eduquei o paciente, ou seja, orientei - o do que seria realizado e na posição que ele deveria permanecer (de forma habitual, apoiado igualmente sobre os dois pés); 4. Posicionei o paciente conforme o músculo que avaliei. Exemplo: Colocá-lo sentado, sem apoiar o tronco, com quadris, joelhos e tornozelos a 90º e pés apoiados; 5. Solicitei que o paciente realizasse a contração do músculo que eu estava avaliando, ou seja, posicionei o segmento de forma que a contração fosse eficiente e contra a gravidade. Exemplo: Posicionar o ombro a 90º de abdução, com o cotovelo fletido a 90º; 6. Solicitei que ele mantivesse a posição do segmento, ou seja, realizasse uma contração isométrica; 7. Impus uma resistência contra a função e verifiquei se o músculo conseguia manter a posição; 8. Anotei o resultado; 9. Eventualmente, se o indivíduo não conseguisse manter a posição inicial, deveria impor uma menor resistência, ou mudar a posição do segmento com o intuito de saber como se caracteriza a força daquele músculo ou grupo muscular. Resultados: Segunda etapa, eu avaliei a função do músculo do deltoide anterior que faz uma flexão do ombro, observei que paciente manteve a forçamuscular. Abdução do ombro pura o meu paciente manteve a resistência, força normal grau 5. Membro inferior flexores do quadril, ao impor a resistência na direção contraria o meu paciente manteve a força. Na avaliação flexores dos quadril o paciente fez a flexão do quadril e manteve a resistência. Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23