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Público Público OFICINA DE SOLUÇÕES PROFISSIONAIS Disciplina: GESTÃO DA PRODUÇÃO E MANUTENÇÃO Unidade: 3 - Fundamentos da Manutenção Encontro 3 – Simulação de Situações Profissionais Neste encontro, você assumirá um papel específico em uma situação que visa desenvolver competências profissionais. Você deverá concluir a atividade e apresentá-la ao final do encontro. 1. Conceito A área de manutenção industrial vai além da execução técnica de tarefas. Um profissional da área precisa desenvolver competências como análise de criticidade, planejamento de ordens de serviço, gestão de dados técnicos e integração com equipes multidisciplinares. Na prática, situações inesperadas como falhas em equipamentos críticos ou atrasos em intervenções planejadas exigem tomada de decisão baseada em dados e estratégias bem definidas. Este encontro propõe a simulação de cenários reais de manutenção, nos quais será necessário aplicar os conceitos de manutenção corretiva, preventiva e preditiva, tagueamento, criticidade e controle por ordens de serviço para encontrar a melhor solução técnica e organizacional. 2. Objetivo da Atividade Desenvolver competências técnicas e organizacionais voltadas à gestão da manutenção, por meio da simulação de contextos industriais reais. A atividade promoverá o uso prático de conceitos como criticidade de equipamentos, estruturação de planos de manutenção e ordens de serviço, estimulando a colaboração entre diferentes perfis profissionais da engenharia para a resolução de problemas práticos de forma fundamentada e estruturada. 3. Descrição da Atividade Você será organizado em grupos com até 4 integrantes. Cada integrante assumirá um papel Público profissional, com responsabilidades distintas, mas complementares. O grupo escolherá um cenário de manutenção industrial e deverá analisar dados técnicos, tomar decisões quanto à priorização de ativos e estruturar um plano de ação. A atividade se encerra com uma apresentação oral de 5 a 10 minutos, explicando a análise realizada, a solução proposta e a justificativa técnica adotada. Papéis profissionais disponíveis: • Pesquisador Técnico: Responsável por consultar bibliografia e conceitos técnicos da disciplina, garantindo embasamento nas decisões. • Planejador de Manutenção: Responsável por construir o plano de manutenção baseado em criticidade, periodicidade, indicadores e custo-benefício. • Analista de Ativos: Responsável por estruturar o cadastro e o tagueamento dos ativos, definindo as hierarquias e criticidades conforme critérios técnicos. • Comunicador Técnico: Responsável por compilar a apresentação, conduzindo a fala final e respondendo perguntas com o grupo. 4. Cenários Disponíveis Cenário 1: Falhas recorrentes em equipamentos críticos Uma indústria de alimentos identificou que três linhas de envase estão apresentando falhas frequentes nos motores das enchedoras. O histórico mostra que os reparos têm sido realizados por manutenção corretiva, com tempos médios de parada superiores a 10 horas. A empresa deseja implementar um modelo mais eficiente de gestão de manutenção. Decisão a ser tomada: Escolher entre manutenção corretiva, preventiva ou preditiva e estruturar um plano de atuação. Pontos a considerar: • Frequência e impacto das falhas. • Disponibilidade de orçamento para sensores IoT. • Classificação de criticidade dos ativos afetados. • Histórico de ordens de manutenção. • Integração com o sistema de tagueamento existente. Cenário 2: Implementação de sistema de tagueamento Uma empresa do setor farmacêutico iniciou a informatização da manutenção com um novo software CMMS. No entanto, os ativos da planta não possuem uma estrutura de tagueamento padronizada, dificultando o rastreamento e a alocação correta de ordens de serviço. Público Decisão a ser tomada: Elaborar uma estrutura hierárquica de tagueamento em cinco níveis e indicar como ela será integrada ao sistema de ordens de serviço. Pontos a considerar: • Distribuição física da planta (produção, utilidades, expedição). • Codificação de ativos e subconjuntos. • Atribuição de criticidade para definição de frequência de inspeção. • Padronização de nomenclatura e etiquetas de identificação. Cenário 3: Gestão de ordens de serviço e priorização Na planta de uma metalúrgica, há grande volume de ordens de serviço em aberto. A ausência de definição clara de criticidade tem gerado sobrecarga de tarefas, atrasos e intervenções desnecessárias. O gerente solicita um plano de priorização baseado na criticidade dos ativos e uma reformulação do ciclo da OS. Decisão a ser tomada: Classificar os ativos em categorias A, B e C com base em critérios técnicos, definir regras de priorização e propor um modelo simplificado para emissão e acompanhamento das OS. Pontos a considerar: • Volume de ativos e suas respectivas funções no processo produtivo. • Consequência da falha em aspectos de segurança, meio ambiente e operação. • Situação atual do ciclo de OS (emissão, apontamento, encerramento). • Necessidade de adaptação do sistema à realidade de campo. Cenário 4: Planejamento da manutenção de uma linha automatizada Uma nova linha de produção automatizada foi instalada em uma indústria de embalagens. A equipe de manutenção foi instruída a criar um plano de manutenção para os equipamentos recém-instalados, considerando o histórico da linha anterior, mas ainda sem dados de falha reais. Decisão a ser tomada: Definir um plano de manutenção inicial baseado em critérios de confiabilidade, com foco na manutenção preventiva e detectiva. Pontos a considerar: • Tipo de equipamentos envolvidos e criticidade estimada. • Possibilidade de integrar sensores de vibração ou temperatura. • Intervalos de inspeção sugeridos pelo fabricante. Público • Capacidade da equipe de operação em realizar manutenção autônoma. 5. Etapas para Realização • 1ª Etapa – Formação dos grupos e definição dos papéis profissionais (15 minutos): Os estudantes formarão grupos e definirão suas funções, garantindo uma distribuição equilibrada das responsabilidades. • 2ª Etapa – Escolha do cenário (10 minutos): Cada grupo escolherá um dos cenários apresentados para desenvolver a simulação. • 3ª Etapa – Análise do cenário e levantamento de dados (45 minutos): Cada integrante contribuirá com informações e análises de acordo com sua função para construção da solução. • 4ª Etapa – Elaboração da proposta (30 minutos): O grupo definirá a estratégia adotada, a justificativa técnica e operacional, e construirá os materiais da apresentação. • 5ª Etapa – Preparação da apresentação (20 minutos): A equipe organizará os slides ou pontos principais e ensaiará a apresentação com distribuição de falas. • 6ª Etapa – Apresentação e debate (60 minutos): O comunicador liderará a apresentação da proposta, seguida por perguntas e comentários da turma e mediação do professor. Gabarito Geral Cenário 1: Falhas Recorrentes em Equipamentos Críticos Após uma análise cuidadosa dos dados fornecidos, a solução mais indicada para a empresa que enfrenta falhas recorrentes nos motores das enchedoras é a manutenção preventiva periódica, complementada pela manutenção preditiva. As falhas frequentes e os tempos elevados de inatividade indicam que a manutenção corretiva não está sendo eficaz, pois ela só reage após a falha ocorrer, o que leva a longas paradas e custos elevados com reparos emergenciais. A manutenção preventiva, que consiste em inspeções regulares e troca de componentes antes que ocorram falhas, permitirá melhorar a confiabilidade e a disponibilidade das máquinas. Essa abordagem não só previne falhas inesperadas, mas também contribui para a segurança da operação e a longevidade dos equipamentos. No caso específico das enchedoras, a manutenção preventiva pode ser estruturadacom base em intervalos definidos, como troca de lubrificação e verificação de partes críticas do sistema. Público Além disso, a implementação de sensores para manutenção preditiva pode otimizar ainda mais os processos de manutenção. Os sensores permitirão monitorar condições como vibração, temperatura e pressão, antecipando a detecção de falhas antes que elas se agravem. Isso proporcionará uma visão mais precisa do estado real dos equipamentos e permitirá planejar intervenções com antecedência, sem interromper a produção de forma não planejada. Portanto, a combinação de manutenção preventiva e preditiva oferece uma solução robusta para reduzir falhas inesperadas, aumentar a eficiência dos equipamentos e melhorar a produtividade da empresa. Cenário 2: Implementação de Sistema de Tagueamento No caso da empresa do setor farmacêutico, a falta de um sistema organizado de tagueamento está prejudicando o controle e a gestão das atividades de manutenção. A solução mais adequada para resolver esse problema é a implementação de uma estrutura hierárquica de tagueamento, conforme sugerido por Viana (2002). Essa estrutura permitirá organizar os ativos de maneira eficiente, proporcionando fácil rastreamento e controle das máquinas e equipamentos, o que facilitará a gestão das ordens de serviço e a alocação de recursos. A estrutura de tagueamento será composta por cinco níveis principais: 1. Gerências Operacionais: Cada setor da planta será identificado com um código, como "GC" para Gerência de Cerveja e "GU" para Gerência de Utilidades. 2. Áreas Específicas: Cada gerência será subdividida em áreas específicas, como "GC-001: Brassageira" e "GC-002: Fermentação". 3. Sistemas: Dentro de cada área, os sistemas serão identificados, como "LIE-009: Linha de Envase 1". 4. Aglutinadores: Equipamentos agrupados por função, como "ECH-009-001: Enchedora". 5. Equipamentos/Subconjuntos: A identificação detalhada de cada equipamento e subconjunto, como "ECH-009-001-001: Estrutura da enchedora". Essa codificação hierárquica facilitará a localização e a gestão dos ativos, permitindo uma manutenção mais ágil e organizada. Além disso, a integração dessa estrutura com o sistema CMMS (Software de Gestão de Manutenção) facilitará a programação e o controle das atividades de manutenção, aumentando a eficiência operacional e reduzindo erros. Cenário 3: Gestão de Ordens de Serviço e Priorização Público A empresa industrial que enfrenta dificuldades na gestão de ordens de serviço e na definição de prioridades deve adotar uma estratégia baseada na classificação de criticidade dos ativos. A solução recomendada é dividir os ativos em três categorias de criticidade — alta, média e baixa — para garantir uma alocação eficiente dos recursos e a execução das tarefas de manutenção conforme a urgência e importância dos equipamentos para a operação. Para a Criticidade Alta (Categoria A), a prioridade deve ser dada a equipamentos que afetam diretamente a produção e a segurança dos trabalhadores. Estes ativos devem receber inspeções regulares, com manutenção preventiva e intervenções rápidas quando necessário. A Criticidade Média (Categoria B) deve incluir equipamentos que têm impacto moderado, mas que ainda são importantes para a eficiência da operação. Para esses, a manutenção pode ser agendada com menos urgência, mas mantendo-se dentro de um ciclo regular de verificação. Já a Criticidade Baixa (Categoria C) pode ser destinada a equipamentos cuja falha não causa grande impacto imediato na produção, com manutenções programadas em intervalos mais espaçados. Com base nesta classificação, as ordens de serviço podem ser organizadas em função da criticidade do ativo. As ordens para ativos da Categoria A terão alta prioridade, enquanto as da Categoria C podem ser programadas com maior flexibilidade. A introdução desse sistema de priorização, além de facilitar a gestão das ordens de serviço, também garante que os recursos da equipe de manutenção sejam utilizados de forma otimizada, sem sobrecarregar os técnicos com intervenções em equipamentos de menor importância operacional. Cenário 4: Planejamento da Manutenção de uma Linha Automatizada Para a nova linha de produção automatizada que ainda não possui dados históricos de falha, a manutenção preventiva é a estratégia inicial mais adequada, uma vez que assegura que os equipamentos estejam sempre em condições ideais de funcionamento. A manutenção preventiva pode ser implementada com base em recomendações do fabricante e nas especificações técnicas dos equipamentos, realizando inspeções periódicas para verificar o desempenho e garantir a substituição de peças antes de ocorrerem falhas. Além disso, a instalação de sensores de monitoramento contínuo será um passo crucial para o futuro da manutenção dessa linha. Com o uso de sensores de vibração, temperatura e outros parâmetros críticos, a manutenção preditiva poderá ser gradualmente implementada, permitindo intervenções mais precisas e com maior antecedência, antes que uma falha real ocorra. Esse tipo de monitoramento também facilitará o planejamento das manutenções, Público evitando a parada da produção devido a falhas inesperadas. Em resumo, a combinação de manutenção preventiva, com a instalação inicial de sensores para monitoramento, proporciona uma abordagem eficaz para garantir que a linha automatizada opere sem interrupções, enquanto se prepara para adotar práticas de manutenção mais avançadas no futuro. A adoção de tecnologias para monitoramento contínuo também contribuirá para a redução de custos operacionais e melhorará a confiabilidade dos equipamentos ao longo do tempo.