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APOSTILA Curso de Capacitação de Obreiros RESUMO Módulo 1 - Informações importantes sobre o Obreiro. Módulo 2 - Obreiro e seu Chamado Módulo 3 - Cultura de Liderança do Obreiro Módulo 4 - Condutas do Obreiro. Módulo 5 - O Caráter do Obreiro Módulo 6 - Obreiros e suas Funções Módulo 7 - Manutenção e o Cuidado com o Ministério INTRODUÇÃO Poderíamos falar de vários tipos de funções de lideranças, como pastores, diáconos, presbíteros, cantores, pregadores, diretores de ministérios, líderes de células, etc. Mas qualquer um destes ‘cargos’ exige que o obreiro seja aprovado por Deus. Infelizmente muitas pessoas querem exercer funções de destaque, mas não querem passar pelas provas, que visam aprovar sua vida para realização da obra de Deus. QUAL É O OBJETIVO DO ESTUDO PARA OBREIROS? O objetivo do curso é a capacitação ministerial da liderança eclesiástica. Oferecer conhecimento ao Obreiro e capacitá-los, é uma das características mais fortes das igrejas que mais crescem no Brasil e no mundo. O obreiro da casa de Deus é um servo escolhido segundo os critérios bíblicos para auxiliar o pastor em sua missão de conduzir a igreja rumo a mansão celestial. O obreiro deve ser de boa reputação, cheio do Espírito Santo e de sabedoria. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituímos sobre este importante negócio. Atos 6:3 Módulo 1 - Informações importantes sobre o Obreiro. A necessidade do preparo do obreiro para o exercício de suas atividades diante da igreja que pastoreia e da sociedade onde está inserida Para exercer seu ministério, é necessário que o obreiro cristão seja vocacionado e chamado por Deus, tenha convicção de sua salvação e chamada ministerial e mantenha a chama pentecostal ardendo no seu coração continuamente, sem esquecer que representa uma instituição religiosa localizada em uma sociedade e que tem identidade jurídica. Sendo assim, o obreiro tem de se ajustar ao perfil do contexto social em que vive e buscar conhecimento para exercer com maestria, em todos os aspectos, sua missão como líder do povo que Deus lhe confiou, sem perder, é claro, a visão da sua chamada, a sua identidade espiritual, a humildade em Cristo Jesus e, acima de tudo, manter-se fiel ao compromisso com a volta do Seu Senhor (Lc 18.8; 1Ts 4.13-18). Diante do avanço tecnológico e do grande número de informações e novidades que o novo século traz, nasce um novo desafio frente aos líderes evangélicos, que é a sua preparação para enfrentar tudo isso. Antigamente não se exigia tanta qualificação para um líder, pois havia uma demanda de conhecimentos um tanto rudimentar. Mas hoje a situação é bem diferente. Na área comercial fala-se de um novo tipo de profissional, não mais a figura do burocrata, do homem que executa uma tarefa ou tarefas inerentes à sua profissão. Existe hoje a figura do “funcionário” ou líder polivalente, isto é, que reúne em si vários níveis de conhecimento possibilitando uma praticidade, objetividade e produtividade maiores nas execuções de tarefas. Convivemos com pessoas de variados tipos de profissões, deste o entregador, arrumador, gari, lavador de carros, empregada doméstica, vigia, até programadores, universitários, professores, médicos, dentistas, funcionários públicos, advogados, enfim profissionais liberais, que na verdade esperam muito da pessoa do líder cristão, não só na parte da unção (lado espiritual), como também sofisticação ou interação com diversos setores a eles relacionados. Para se falar e até portar-se diante de pessoas “simples” não é exigido muito da pessoa do líder, mas quando o ambiente está mesclado de pessoas que detêm maiores conhecimentos ou status, necessitará de um preparo ou ainda um maior esforço do líder para, pelo menos, tentar equiparar-se às suas realidades. Portanto, é de fundamental importância o obreiro está contextualizado com a realidade que o circunda preparando-se cada vez mais de modo sábio e ao mesmo tempo prudente, retendo o que é bom (1Ts 5.21) para ser aplicado no seu ministério. A- A NECESSIDADE DO PREPARO INTELECTUAL Querendo ou não admitir o obreiro é um ser social, gregário, de relações interpessoais as mais diversas. Não se têm na lista do obreiro, somente pessoas nascidas de novo, crentes em Cristo Jesus. Sua cadeia de relacionamento vai do membro, congregado, ao comerciante, mendigo, padre, funcionário público, vendedor, policial, médico, prefeito, deputado, governador, vereador, presidente da câmara municipal de sua cidade, enfim, vive numa sociedade que naturalmente, ele tem que ter contato por ser uma referência religiosa. A maneira como o obreiro vai se apresentar define muito sua personalidade e o grupo que representa. Daí a necessidade de entender como utilizar vocativos para o prefeito, o vereador, o governador; entender como funcionam os tributos do seu Estado para então orientar um cristão que é comerciante a pagar seus impostos, pois do contrário estará sendo corrupto nisso. Enfim, o contexto do mundo atual é bastante desafiador para o obreiro cristão. E este precisa estar pelo menos informado como funcionam as coisas e os sistemas em que está inserido. B- A DIFICULDADE DE ENTENDER E CUIDAR DE PESSOAS Cada dia o nível de dificuldades aumenta quando se trata do pastoreio do rebanho do Senhor neste planeta e neste século. A sociedade do século XXI — Sociedade do Conhecimento. Aumentou o número de religiões e cada uma trazendo uma oferta “tentadora” para os menos informados (que é um número altíssimo dentro das igrejas). O líder neste caso tem de se desdobrar muito para atender demandas, dar respostas cada vez mais intrigantes sobre questões de fé, de vida, de emoções, etc. Aumentou a quantidade de pessoas no planeta e diminuiu a oferta por empregos e trabalhos no mundo. Aumentou a ansiedade e culminou na depressão, fato é que há uma “profecia” pelos órgãos que estudam a saúde no mundo que até o ano 2022, 74% da população mundial entrará em crise depressiva. Uma reflexão: Como obreiros que somos, como lidaremos com isso? Tudo bem que temos a Palavra, temos a oração, temos os cultos, temos a orientação, mas infelizmente as pessoas estão sendo bombardeados frontalmente com esses problemas e precisam ser levadas por argumentos fortes, sólidos à luz da Palavra de Deus para se sustentarem espiritualmente (Ef 6.10). C- O PÚBLICO DIFERENCIADO EXISTENTE HOJE DENTRO DAS IGREJAS Há uma necessidade de se conhecer o ser humano e suas peculiaridades, daí a exigência de estudar, aprofundar-se em algumas questões do tipo: infância, adolescência, juventude, fase adulta e 3ª idade, sexualidade, homossexualidade, drogas, álcool, crise existencial, frustrações, ansiedade, depressão, suicídio, questões de ordem jurídica (divórcio e novo casamento), aconselhamento, etc. Essas e outras questões precisam ser orientadas pelo pastor a fim de que o membro de sua igreja tenha um direcionamento equilibrado. Outro fator importante a considerar é que temos um público formado academicamente, mais exigente, mais crítico, e em alguns casos mais cético até, que não se conforma com um sermão improvisado, mas que deseja uma comida mais robusta, mais pesada e substancial para ingerir. D- EXEMPLOS DE HOMENS PREPARADOS É fato para o obreiro que quem chama, prepara, envia e cuida é Deus, mas na Bíblia há exemplos claros de homens de Deus que tiveram um preparo intelectual e cultural para atender demandas divinas: Moisés — Entendido em toda ciência do Egito. Lucas — Médico cujo evangelho foi escrito aos Gregos (a nata intelectual da época) e procurou apresentar Jesus como o homem perfeito que tanto eles esperavam. Paulo — Paulo viveu numa época em que várias etnias e culturas estavam associadas, através da universalidade da línguagrega, havia uma comunicação, comercialização e um nível cultural altíssimo naquela era, herança do período anterior. Em Atos dos Apóstolos, Paulo chegou a discutir com filósofos gregos (estóicos e epicureus) sobre a tese de que Jesus Cristo era o Filho de Deus ressurreto. Samuel - Se levarmos em consideração o texto de 1 Samuel 19.20 veremos que Samuel tinha uma escola de profetas e ali eram fornecidas instruções para o intelecto deles. E- DOMÍNIO PARCIAL DA LÍNGUA É de fundamental importância, para qualquer cidadão, a compreensão de sua língua materna, como forma de se localizar no tempo e no espaço. Fica muito difícil para um obreiro continuar cometendo erros grosseiros de português no púlpito da sua igreja ou em qualquer outro lugar em que vá representar sua comunidade cristã. Exemplos de erros mais comuns: “saldo os irmãos”; “esprito santo”; “deuso”; “unssusoutros”; “aleluias”; “naiscer de novo”, etc.