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FATOS JURÍDICOS. 
Jurigênios = todo e qualquer fato relevante para o Direito
São acontecimentos que produzem efeitos no mundo jurídico, ou seja, fazem nascer, modificar ou 
extinguir direitos e deveres.
Eles se dividem em duas grandes categorias:
1. Fatos Jurídicos Naturais
Também chamados de “fatos jurídicos stricto sensu”, ou seja, estritamente fatos, porque não 
dependem da vontade humana para acontecer — são acontecimentos naturais, mas que o Direito 
reconhece como relevantes.
Subdividem-se em:
A. Ordinários
São naturais e previsíveis, comuns no curso da vida.
• Exemplo: nascimento (gera personalidade jurídica); morte (extingue a personalidade).
B. Extraordinários
São imprevisíveis, geralmente ligados a força maior ou caso fortuito.
• Exemplo: enchente que destrói um bem alugado/conhecemos sua existência (extingue o contrato 
por impossibilidade). Caso fortuito ( não sabemos da sua existência/ rompimento de um fio 
elétrico) 
2. Fatos Humanos (ou Furígenos)
Também chamados de atos jurídicos lato sensu (em sentido amplo), porque envolvem a ação 
humana.
Podem ou não ter intenção de gerar efeitos jurídicos, mas o Direito reconhece que geram efeitos.
Subdividem-se em:
A. Atos jurídicos em sentido estrito
A pessoa pratica o ato com intenção, mas sem buscar especificamente efeitos jurídicos — e mesmo 
assim eles surgem.
• Exemplo: aceitar uma herança (gera efeitos legais automaticamente). Assim como registrar uma 
criança (automaticamente tenho que pagar pensão mesmo sem querer) 
B. Negócios jurídicos
Aqui, a pessoa age com a clara intenção de produzir efeitos jurídicos, como comprar, vender, doar 
etc. posso manipular da maneira que eu quiser 
• Exemplo: assinar um contrato de aluguel, fazer um testamento.
D) ato-fato jurídico
É um ato humano voluntário, mas cuja produção de efeitos jurídicos independe da intenção da pessoa 
que o pratica.
Exemplo clássico:
Uma pessoa escreve uma carta que contém uma confissão de dívida, mas não tem a intenção de 
reconhecer oficialmente essa dívida. Mesmo assim, esse documento pode produzir efeitos jurídicos 
(provar a existência da dívida), mesmo sem essa intenção.
Exemplo: mesmo quando uma criança está na cantina compra algo, é uma manifestação de vontade, 
independente da sua capacidade do sujeito . (Exemplo do bilhete Único Não precisa de um contrato)
C. Atos ilícitos
São ações humanas contrárias à lei, mas que também produzem efeitos jurídicos — geralmente 
negativos, como obrigação de indenizar.
• Exemplo: causar um acidente de trânsito por imprudência.
NEGÓCIO JURÍDICO
É o ato humano praticado com a intenção de produzir efeitos jurídicos, como adquirir, 
conservar, modificar ou extinguir direitos.
Ex: contrato de compra e venda, doação, testamento.
1. CARACTERES (ELEMENTOS) DO NEGÓCIO JURÍDICO
Os elementos (também chamados de pressupostos ou requisitos) se dividem em:
A. Essenciais (estruturais ou construtivos)
São obrigatórios para que o negócio exista e seja válido.
Estão relacionados aos três planos do negócio jurídico:
 Plano da Existência(Art.104, CC):
• Declaração de vontade: manifestação do querer (escrita, verbal, tácita).
Tácita - vontade da parte expressa de maneira indireta, sem declaração formal ( não precisa 
falar, simples exato diz por si). Ex: vou em um restaurante e sento à mesa, não precisa dizer que 
quero consumir o serviço, só o fato de sentar já expressa minha vontade.
Pode ser:
• Receptícia: depende de chegar ao conhecimento da outra parte (ex: notificação). Para que 
seja válida precisa ter conhecimento da parte destinatário ( notificações ou convites para 
acordos ou contratos. Ex: quando alguém faz uma oferta de comprar um imóvel, essa oferta 
precisa ser recebida e compreendida pela outra parte para que surjam efeito jurídicos. Se a 
outra parte não souber da oferta ela não poderá tomar uma decisão.
• Não receptícia: é válida com a simples manifestação (ex: testamento). Ex : no cartório a pessoa 
manifesta sua vontade dizendo como desejo que seus bens sejam distribuídos após a morte. 
Essa vontade não precisa ser comunicada nem chegar ao conhecimento dos herdeiros 
enquanto o testador estiver vivo.
• Agente- pessoas ou partes, capazes plena ( maiores de 18 anos, não interditados) e ilimitada 
(menores de idade, restrição mental - precisa de assistência autorização )
• Objeto- lícito, possível ( não posso vender a lua ) e determinado (bem definido, especificado)
• Forma- escrita, verbal e tácita. 
Sem esses, não há sequer negócio jurídico.
 Plano da Validade (Arts. 166, 171. CC):
• Agente capaz: pessoa com capacidade jurídica. 
• Objeto lícito, possível, determinado ou determinável. 
• Forma prescrita(forma específica na lei) ou não prescrista em lei (verbal,tácita) 
Plano da Eficácia:
• O negócio pode produzir efeitos jurídicos, desde que não haja impedimentos (ex: condição 
suspensiva, termo). 
• Condição suspensiva: Suspende a produção dos efeitos jurídicos até que algo incerto aconteça.
 Exemplo: Comprar um carro, mas a venda só se concretiza se o financiamento for aprovado.
• Termo: Estabelece o momento em que os efeitos começam ou terminam.
Exemplo suspensivo: Doação de imóvel, mas o filho só pode morar nele quando completar 25 anos.
 Exemplo extintivo: Empréstimo de dinheiro que tem que ser pago em 1 ano, após o qual a obrigação se 
extingue.
• Encargo (ou modo): uma obrigação imposta ao beneficiário 
Exemplo : “você recebe o imóvel, mas deve usá-lo como abrigo”).
• Pode depender do cumprimento de condição, termo, encargo.
• Pode depender de registro (ex: registro sociedades empresariais, contrato de financiamento de 
veículo, Nascimento, casamento, título de crédito).
B. Naturais
São os efeitos que normalmente fazem parte do negócio jurídico, mesmo sem serem 
expressamente declarados. (Sem que as partes menciona-las) 
• Ex: Em um contrato de compra e venda, o prazo de pagamento pode ser estabelecido conforme 
costumes ou prazos legais, se as partes não estipularem. Ex: os encargos em um contrato de 
doação, se alguém doar um imóvel, pode ser revela relação tráfico consigo certos encargos como 
a obrigação de manutenção do imóvel pelo donatário. Esse encargo é 11 elemento natural porque 
em certa situações a doação pode vir com condições que não precisa ser expressamente 
acordadas pelas partes.
C. Acidentais
São cláusulas adicionais, colocadas por vontade das partes, para modificar os efeitos normais do 
negócio.
As três principais cláusulas acidentais são:
• Condição: o efeito depende de um evento futuro e incerto.
• Ex: “Se eu passar na prova, doo meu carro para você.”
• Termo: o efeito começa ou termina em uma data futura e certa.
• Ex: “O aluguel terá início em 1º de maio.”
• Encargo (ou modo): obrigação imposta ao beneficiário.
• Ex: “Doação de dinheiro com a obrigação de doar parte a uma ONG.”
Declaração de Vontade (sem ela negócio jurídico não aconteceria)
É o ato de manifestar a intenção de realizar um negócio jurídico. Pode acontecer de três formas:
1. Vontade Expressa
• Quando a pessoa manifesta claramente sua vontade.
• Pode ser verbal, escrita ou até gestual, desde que clara.
• Exemplo: assinar um contrato, dizer “aceito vender por esse valor”.
2. Vontade Tácita
• A vontade não é expressa diretamente, mas deduzida do comportamento da pessoa.
• Não há palavras, mas a conduta revela o querer.
• Exemplo: você aluga um imóvel, e o inquilino continua morando e pagando depois do contrato 
vencer — isso mostra vontade tácita de renovar.
3. Vontade Presumida
• Não há manifestação expressa ou comportamento claro, mas a lei presume que houve 
consentimento.
• A presunção vem da situação ou norma jurídica aplicável.
• Exemplo: em algumas situações de silêncio, a lei entende que a pessoa concordou (ex: sucessão 
legítima, herança).
Princípios
1. Autonomia da vontade
As pessoas são livres para manifestar sua vontade e firmar negócios jurídicos conforme seus 
interesses, desde que respeitem a lei.
2. Autonomia privadaÉ a liberdade de criar regras próprias nos contratos e negócios, dentro dos limites legais e da 
ordem pública.
3. Função social
O negócio jurídico deve atender ao bem comum, ou seja, não pode prejudicar terceiros ou a 
sociedade.
Ex: um contrato que viole direitos fundamentais pode ser anulado.
4. Pacta sunt servanda
Significa: “os contratos devem ser cumpridos”. O que foi acordado tem força obrigatória entre as 
partes.
5. Revisão dos contratos / Onerosidade excessiva
Quando fatos imprevisíveis tornam a execução do contrato muito onerosa para uma das partes, 
pode-se pedir a revisão ou resolução do contrato.
• Cláusula “rebus sic stantibus”: Os contratos valem enquanto as condições permanecerem as 
mesmas.
• Teoria da imprevisão: Aplica-se quando há um desequilíbrio grave e imprevisível entre as 
obrigações.
EX: Imagine que uma empresa de construção civil firma um contrato para construir um prédio 
por um preço fixo, com base no valor atual dos materiais. Durante a execução da obra, ocorre 
uma guerra internacional que provoca um aumento abrupto e imprevisível nos preços do aço e 
do cimento. Esses aumentos tornam os custos da obra extremamente superiores ao previsto, a 
ponto de causar um desequilíbrio grave para a empresa construtora.
Nesse caso, a empresa pode invocar a onerosidade excessiva para pedir revisão judicial do 
contrato, buscando restabelecer o equilíbrio econômico, ou até mesmo a resolução do contrato, 
se a execução se tornar inviável. A base legal está no artigo 478 do Código Civil, que trata 
exatamente dessas situações excepcionais.
FINALIDADE NEGOCIAL
1. Aquisição de Direitos
É o objetivo principal dos negócios jurídicos: adquirir direitos de forma válida e reconhecida pelo 
ordenamento jurídico.
2. Conservação de Direitos
Servem para manter um direito já adquirido, de forma:
• Preventiva: evita a perda do direito.
Ex: registrar um imóvel para garantir a propriedade.
• Representativa: quando alguém exerce um direito em nome de outro.
Ex: tutor, curador, representante legal.
3. Autotutela de Defesa Privada (CC, art. 188 e 1.210, §1º)
É a defesa legítima do próprio direito, sem precisar recorrer ao Judiciário, nos limites da lei.
Ex: defender-se de uma invasão de posse.
MODALIDADES DE AQUISIÇÃO DE DIREITOS
• Originária: nasce um novo direito, sem relação com o anterior.
Ex: Achado de coisa perdida: Se alguém encontra um objeto perdido e cumpre os requisitos legais 
para isso, a pessoa pode adquirir a propriedade do bem de forma originária
Ex:Quando alguém adquire a posse de um imóvel de forma originária (por exemplo, por 
usucapião), o direito de posse é novo e não depende da origem anterior do imóvel, como um 
contrato de compra e venda
• Derivada: o direito vem de outra pessoa, por transmissão.
Ex: herança, compra. (Diferente da originária) 
• Gratuita: sem troca.( sem pagar)
Ex: doação, herança.
• Onerosa (não “aneurose”): envolve obrigações e troca. (Ambas partes tem obrigações)
Ex: compra e venda (vendedor entregar imóvel, comprador de pagar).
• A título singular: recai sobre bens específicos. (Indivualizada, somente um bem e não um 
conjunto de bens, exemplos um carro diferente de receber o patrimônio completo( universal).)
Ex: receber um carro como herança.
• A título universal: recai sobre todo o patrimônio. 
Ex: herdeiro universal.
TIPOS DE DIREITOS
• Atual: já adquirido e exercido no presente.
Ex: propriedade de um imóvel comprado.
• Futuro: ainda não existe, mas poderá existir.
Ex: direito a um prêmio de loteria ainda não sorteado.
• Eventual: depende de um fato incerto.
Ex: pensão por morte — só se o titular falecer.
• Condicional: depende de uma condição acontecer.
Ex: “Se você se formar, receberá o imóvel”.
• Expectativa de direito: é uma chance real e protegida por lei, mas ainda não é direito adquirido.
Ex: quem passou em concurso público e está aguardando nomeação.
Atos jurídicos lícitos e não ilícitos
São ações permitidas pela lei, que produzem efeitos jurídicos válidos e não violam o ordenamento 
jurídico.
Ex: fazer um contrato, casar, doar algo.
1. Modificação de Direitos
Ocorre quando o conteúdo de um direito muda, sem que ele deixe de existir. Pode ser:
• Subjetiva: muda o sujeito da relação jurídica. (Titular do direito, passo pra outra pessoa)
Ex: troca de credor por cessão de crédito.
• Objetiva: muda o conteúdo do direito em si. (Muda o objeto de terreno pra casa)
Ex: alterar as cláusulas de um contrato.
• Qualitativa: muda a natureza ou qualidade do direito. (acrescenta novas condições, doação com 
encargos, vou doar o meu imóvel, mas você deve pagar uma pensão para o meu filho de 10 anos)
Ex: converter uma obrigação de fazer em pagar.
• Quantitativa: muda o valor ou extensão do direito.( mudar o valor da pensão se tirar o direito da 
pensão) 
Ex: renegociar a dívida de R$ 10 mil para R$ 5 mil.
2. Extinção dos Direitos
É quando o direito deixa de existir. Pode ocorrer por:
Causas:
• Renúncia do titular -pessoa que possui o direito decide abrir mão dele voluntariamente. Exemplo: Uma 
pessoa que tem direito de herança sobre bens de um familiar falecido decide renunciar à herança, ou seja, ela 
abre mão de receber qualquer bem do espólio. Nesse caso, o direito de herança deixa de existir para essa pessoa.
• Pagamento- obrigação de alguém é quitada, extinguindo a dívida ou o direito relacionado. 
Exemplo: Se alguém deve um valor a outra pessoa e paga a dívida, o direito de crédito que o credor 
tinha sobre aquele valor se extingue, pois o pagamento cumpre a obrigação.
• Prazo (prescrição ou decadência)-pessoa deixa de exigir seu direito em um determinado prazo, e 
com isso o direito perde sua possibilidade de ser exercido judicialmente. Exemplo: Uma pessoa tem 
o direito de processar outra por uma dívida, mas deixa passar o prazo de 5 anos para cobrar 
judicialmente. Após esse prazo, o direito de cobrar a dívida prescreve, e o devedor não pode mais 
ser forçado a pagar. Decadência direito deixa de existir devido ao decurso do tempo.direito de 
anular um casamento. Se uma pessoa não pedir a anulação dentro de um prazo específico 
(geralmente 180 dias), o direito de anular o casamento decai, ou seja, desaparece.
• Morte (quando o direito é personalíssimo) - seus direitos pessoais e intransmissíveis deixam de 
existir. Isso inclui direitos que são inerentes à própria pessoa e que não podem ser passados para 
os herdeiros. Exemplo: O direito à imagem ou o direito à honra de uma pessoa, que são direitos 
personalíssimos, terminam com a morte da pessoa
3. Objetivo, Subjetivo e Vínculo Jurídico
• Objetivo: é o conteúdo do direito (o que está sendo exigido ou negociado).
Ex: entregar um carro.
• Subjetivo: é o titular do direito (quem tem o direito).
Ex: o comprador do carro.
• Vínculo jurídico: é a ligação entre o sujeito e o objeto do direito, reconhecida pela lei.
Ex: a obrigação contratual entre comprador e vendedor.
Herdeiro necessário
• A lei reserva 50% da herança para os herdeiros necessários 
 1º filhos ,
 2ºcônjuge- em caso ausência de filhos ele recebe toda herança, quando existe filhos ou cônjuge 
compartilhar herança com eles. ( o valor pode variar dependendo no regime de bens adotado 
no casamento, comunhão parcial, universal, separação de bens). 
3ºPais- quando for nascido não tem filhos, os pais herdam em uma divisão igual entre os pais, 
quando o falecido tem apenas um pai ou mãe, e herdeiro único recebe toda parte 
correspondente, só entram na herança se não tiver filhos nem cônjuge..
• O testador só pode dispor livremente dos outros 50%.
Noivado
• Não é casamento, nem cria deveres jurídicos semelhantes.
• É apenas uma promessa de intenção, e o casamento continua sendo um evento futuro e incerto.
Art. 1.801 do Código Civil
Define casos de exclusão da herança, como indignidade ou deserdação.
(Dica: revisar o artigo para exemplos como tentativa de matar o autor da herança).
Divórcio (desde 2010)
• Não há mais prazo mínimo para pedir o divórcio.• Pode ser feito a qualquer momento, desde que haja vontade de ao menos uma das partes.
Obs:se houver filhos menores de idade ou incapazes, o divórcio consensual precisa ser homologado 
judicialmente, com a aprovação do plano de guarda e visitação, além da pensão alimentícia. Já o divórcio 
litigioso, quando as partes não entram em acordo, também pode ser feito sem qualquer prazo mínimo de 
separação.
Pacta sunt servanda
• Princípio que significa: “os contratos devem ser cumpridos”.
• Garante a segurança jurídica das relações contratuais.
Princípio da revisão dos contratos
• Permite a revisão de um contrato quando ocorre fato imprevisível que desequilibra as 
obrigações.
• Relacionado à cláusula rebus sic stantibus e à teoria da imprevisão.
2. PLANO DE VALIDADE- CC,arts. 104 a 109
 ( Arts. 166,II, 426,185,166, 106, 107,108, 541, 548, 544, 1647,80) 
Regulado principalmente pelo art. 104 do Código Civil. Aqui, o negócio existe, mas precisa 
atender a requisitos para ser válido, ou seja, para que não seja passível de anulação ou 
nulidade.
a) Agente capaz
A pessoa que realiza o negócio deve ser capaz, ou seja, ter discernimento e autorização legal 
para agir por conta própria.
• Maioridade civil: 18 anos (Art. 5º, caput, CC).
• Emancipação: Pode ocorrer a partir dos 16 anos nas hipóteses do Art. 5º, parágrafo único (como 
casamento, colação de grau etc.).
• Exceção: Mesmo com 16 anos, a pessoa pode fazer testamento (Art. 1.860, parágrafo único, CC).
• Legitimação: Em alguns negócios, é necessário que a pessoa esteja expressamente autorizada 
(ex: o tutor vender bens do tutelado exige autorização judicial — Art. 1.747 CC).
b) Capacidade
• Absolutamente incapazes (Art. 3º CC): Não têm nenhuma autonomia jurídica (ex: crianças 
menores de 16 anos). Negócios feitos por eles são nulos de pleno direito (Art. 166, I).
• Relativamente incapazes (Art. 4º CC): Podem realizar atos com assistência (ex: menores entre 16 
e 18 anos, ébrios habituais, pródigos). Negócios podem ser anuláveis se feitos sem essa assistência.
• Importante:
• Art. 105: Se alguém celebra negócio com incapaz, não pode alegar sua incapacidade para 
anular.
• Art. 180: Negócio feito por relativamente incapaz pode ser confirmado após adquirir plena 
capacidade.
c) Objeto lícito, possível, determinado ou determinável
O que se negocia deve:
• Ser permitido pela lei (lícito);
• Poder existir ou acontecer no mundo real (possível);
• Ser identificado com clareza (determinado) ou passível de ser identificado futuramente 
(determinável).
Exemplos de normas aplicáveis: Art. 166, II (nulidade por ilicitude), Art. 426 (vedação à herança 
de pessoa viva), Art. 541 (venda de coisa futura), Art. 548 (vedação de doação inoficiosa).
d) Forma prescrita ou não defesa em lei
A forma do negócio deve obedecer à exigência legal (quando houver). Ex: a doação de imóvel 
superior a 30 salários mínimos exige escritura pública (Art. 541 CC). Se o negócio exigir uma forma 
solene e não a cumprir, será inválido.
3. PLANO DE EFICÁCIA
O negócio jurídico existe e é válido, mas ainda pode depender do cumprimento de condições, 
prazos ou termo para começar a produzir efeitos.
a) Condição (Art. 121 CC)
É o acontecimento futuro e incerto, do qual as partes fazem depender o início ou fim dos efeitos do 
negócio:
• Condição suspensiva (Art. 125): Os efeitos só surgem se o evento ocorrer. Ex: “Darei o carro se você 
passar na OAB”.
• Condição resolutiva (Art. 127): Os efeitos cessam se o evento ocorrer. Ex: “Você pode morar aqui 
até conseguir emprego”.
Outras classificações:
• Expressa ou tácita: Se está claramente estipulada ou implícita.
• Positiva ou negativa: Se exige que algo aconteça ou que algo não aconteça.
• Lícita ou ilícita: A condição deve respeitar a lei (Art. 122-124 CC). Se for ilícita (ex: “doarei se você 
matar alguém”), invalida o negócio (Art. 166, VII).
b) Condições proibidas
• Pura e simplesmente potestativa: Depende só da vontade de uma das partes — é proibida (Art. 
122 CC). Ex: “Te dou o carro se eu quiser”.
• Perplexa: Contraditória ou absurda — inválida.
• Meramente potestativa: Admitida se baseada em fatores externos ou razoáveis. Ex: “Farei o 
contrato se conseguir um empréstimo”.
Extinção se direitos 
1. Condição Resolutiva
cláusula condicional que, ao se realizar, extingue os efeitos do negócio jurídico. Ou seja, o negócio é 
válido e eficaz desde o início, mas se a condição se cumprir no futuro, ele perde os seus efeitos.
Exemplo prático
João doa um carro para Maria, com a condição de que, se ela se mudar do país, a doação será 
cancelada.
• Enquanto Maria continua no Brasil, ela tem o carro (negócio jurídico válido).
• Mas se ela se mudar do país, a condição resolutiva se cumpre, e a doação deixa de produzir 
efeitos — ou seja, o carro volta para João.
É aquela que, ao se realizar, extingue os efeitos do negócio jurídico.
• Pode ser:
• Expressa
• Tácita
• Positiva (ocorrência de um fato)
• Negativa (não ocorrência de um fato)
2. Negócio de Execução Diferida ou Continuada (CC, art. 128)
Se a condição resolutiva for inserida em negócios de execução periódica ou continuada, sua 
realização não anula os atos já praticados.
3. Condições Proibidas, Defesas e Verdades (Art. 123, II e III, 166, VII)
Atos Proibidos:
1. Pactos sucessórios (art. 426)
2. Renúncia antecipada à reparação civil (art. 2035)
3. Cláusulas abusivas em contratos (art. 51)
Fatos de Defesa:
1. Prescrição e decadência
2. Exceção de contrato não cumprido (art. 476)
3. Legítima defesa patrimonial (art. 188)
1. Condições proibidas
São cláusulas que, se colocadas em um contrato ou negócio jurídico, não são admitidas pelo ordenamento 
jurídico, por violarem a lei, a moral ou a ordem pública.
Exemplo:
“Deixo meus bens para meu filho, desde que ele nunca se case com uma mulher negra.”
— Essa é uma condição ilícita e nula, por ser discriminatória e contrária à dignidade da pessoa humana.
2. Defesas e verdades (renúncia antecipada a garantias legais ou direitos fundamentais)
Não se pode renunciar antecipadamente a certos direitos assegurados por lei, como o direito de defesa, acesso à 
justiça ou proteção da verdade no processo.
Exemplo:
“Assino um contrato dizendo que, se a outra parte me causar prejuízo, não entrarei com ação contra ela.”
— Essa cláusula não tem validade, pois ninguém pode renunciar previamente ao direito de se defender ou 
buscar reparação na Justiça.
3. Atos proibidos
São atos jurídicos vedados pela lei, mesmo com o consentimento das partes, pois violam princípios legais, 
normas de ordem pública ou bons costumes.
Exemplo:
Venda de órgãos humanos entre vivos.
— Mesmo que as partes estejam de acordo, esse é um ato proibido por lei, e o negócio é nulo.
4. Pactos sucessórios
São acordos sobre herança de pessoa viva, o que é proibido pelo Código Civil brasileiro (art. 426).
Exemplo:
“Meu pai ainda está vivo, mas já fiz um contrato com meus irmãos dividindo a herança.”
— Nulo. Ninguém pode dispor de herança de pessoa viva.
Exceção:
No caso do pacto antenupcial com cláusula de doação futura entre cônjuges, há algumas admissões legais.
5. Renúncias antecipadas e reparação civil
A lei proíbe a renúncia prévia ao direito de indenização por dano futuro.
Exemplo:
“Assino um contrato com a empresa de turismo dizendo que, se sofrer qualquer acidente durante a viagem, não 
pedirei indenização.”
— Cláusula nula. A responsabilidade civil não pode ser antecipadamente afastada em situações de dolo ou 
culpa grave.
6. Cláusulas abusivas em contratos
São cláusulas que colocam o consumidor em desvantagem exagerada, violando o equilíbrio contratual, 
especialmente nos contratos de adesão (como os de telefonia, bancos, serviços).
Exemplo:
“Se você quiser cancelar o contrato, pagará multa de R$ 5.000,00, mas se a empresa quiser cancelar, não paga 
nada.”
— Cláusula abusiva, pois desequilibra os direitos das partes. O Código de Defesa do Consumidor permite a 
revisão judicial dessas cláusulas.4. Condições Protestativas
• Puramente protestativas: dependem exclusivamente da vontade de uma parte – são 
inválidas.
• Ex: “Quando quiser, farei o pagamento.”
• Meramente/simplesmente protestativas (também chamadas de administrativas): 
são válidas, pois envolvem manifestação de vontade da parte.
• Ex: “Se eu me casar” ou “Se eu viajar para o Rio.”
• Perplexas: contradizem o próprio negócio e são vedadas.
• Ex: “Empresto o imóvel, desde que não more nem alugue.”
5. Classificação das Condições
1. Casuais: dependem de fato externo.
Ex: doar carro se nevar no Brasil.
2. Potestativas: dependem de uma das partes.
3. Promíscuas: combinam fato externo + vontade de parte.
Ex: “Se meu irmão aceitar morar comigo e eu arrumar emprego, compro casa.”
4. Mistas: combinam elementos externos e de vontade (sem distinção clara entre 
promíscua/mista no resumo).
6. Princípios Importantes
• Princípio da Etnicidade (art. 129): protege povos indígenas, comunidades 
tradicionais, família e sucessões.
• Boa-fé objetiva (art. 422): comportamento ético e legal.
• Boa-fé subjetiva (art. 1201): crença pessoal de estar agindo corretamente.
7. Conservação do Direito Eventual (art. 130)
• Depende de evento futuro e incerto.
• Não é direito adquirido, mas uma expectativa de direito.
8. Herdeiro Condicional
• Se o testamento vincula a herança a um fato futuro.
Ex: “Se meu filho se formar, herdará a casa.”
9. Expectativa por Usucapião
• Antes do prazo legal, o possuidor ainda não tem direito adquirido, só expectativa.
10. Termos no Negócio Jurídico
• Tipos: convencional, legal, de graça, certo/incerto, essencial/não essencial.
• “Dies a quo”: termo inicial (suspensivo).
• “Dies ad quem”: termo final (resolutivo).
• Exemplo de termo impossível: 31 de fevereiro.
Contagem de Prazo (CC, art. 132)
• Meio do mês: 15º dia.
• Contar os dias com exatidão, respeitando se o mês tem ou não o dia final.
• Prazo em favor do herdeiro (art. 133): protege o devedor, o credor ou ambos.
• Prazo tácito (art. 134): deduzido do comportamento.
Termo impossíveis- 31 de fevereiro, pois o mês não vai até o dia 31 
Meado ( meio ) - 15º dia Art 132º
Se estabelecer 30 dias tem que contar no dedo 
Ex: 13/03 = 12/04
Se estabelecer 1 mês tem que contar exato dia do mês seguinte 
Ex: 13/03 = 13/04
Estabelecido em MÊS se for dia 31/03 
Ex : deveria ser dia 01/05 pois o mês 04 não tem o dia 31, mas dia 01/05 é feriado então conta no dia 
02/05.
11. Encargo (art. 136 e 137 CC)
• É uma obrigação associada a uma liberalidade (como uma doação).
• Ex:
• Doar um imóvel, mas com condição de que seja feita uma escola.
• Cuidar de uma pessoa.
• Pode-se condicionar a doação ao cumprimento do encargo.
• Se não cumprir, a doação pode ser revogada.
• Se for impossível ou ilícito → é considerado nulo (art. 137).
• Ação revogatória: só pode ser movida pelo doador, salvo se for em benefício da sociedade.
Pode exigir o cumprimento do encargo:
• O instituidor (quem impôs o encargo)
• O beneficiário do encargo
• O Ministério Público (se houver interesse público)
• Herdeiros do instituidor (se ele falecer)
Elementos Naturais
1. Encargos (Modalidade de negócio jurídico gratuito)
• Conceito: Obrigação imposta ao beneficiário de uma liberalidade (ex.: doação com encargo de 
cuidar de alguém ou conservar um bem).
• Características:
• Não tira o caráter gratuito do ato.
• O descumprimento pode levar à revogação da liberalidade.
• Quem pode exigir o cumprimento:
• O disponente (quem doou),
• Seus herdeiros, ou
• O Ministério Público, quando o encargo envolver interesse público (ex.: doação de imóvel com 
encargo de uso para fins sociais).
2. Vícios Redibitórios – CC, arts. 441 a 446
• Conceito: Defeito oculto (ou difícil percepção) existente no bem antes da compra, que o torna 
impróprio ou diminui seu valor.
• Exemplo: Compra de carro com defeito grave no motor, descoberto após a venda.
• Direitos do comprador:
• Redibição: devolução do bem + reembolso.
• Abatimento: ficar com o bem, com desconto proporcional.
• Prazos legais (art. 445):
• Bem móvel:
• Identificação do vício: até 180 dias.
• Ação redibitória: até 30 dias após a descoberta (ou 15 dias, se já tinha o bem antes).
• Bem imóvel:
• Identificação do vício: até 1 ano.
• Ação redibitória: até 1 ano após a descoberta (ou 6 meses, se já tinha o bem antes).
• Importante: Esses prazos são para pedir a redibição. A indenização pode ser reclamada se o 
vício for descoberto dentro do prazo legal.
• Exigir a redibição (devolução do bem + reembolso);
• Ou pedir abatimento proporcional do preço.
Prazos (art. 445 CC):
• Bens móveis: 30 dias (ou 15 dias se o defeito já era suspeitado).
• Bens imóveis: 1 ano (ou 6 meses se já se suspeitava).
• O prazo começa da entrega do bem, se oculto, do momento da descoberta.
CDC (Lei 8.078/90):
• Bens não duráveis: 30 dias.
• Bens duráveis: 90 dias.
3. Evicção – CC, arts. 447 a 450
• Conceito: Perda total ou parcial do bem adquirido por decisão judicial, quando se comprova que ele 
pertence a terceiro (ex.: o vendedor não era o real dono).
• Requisitos:
• Perda judicial do bem.
• Existência de causa anterior à aquisição.
• O comprador não sabia do risco.
• Direitos do comprador (evicto):
• Restituição integral do valor pago.
• Indenização pelas perdas e danos (ex.: despesas judiciais, lucros cessantes).
• Responsabilidade do alienante (quem vendeu):
• Mesmo sem culpa, salvo se houver cláusula expressa excluindo a garantia (e o comprador tiver ciência do 
risco).
Exemplo simples:
Imagine que você compra um carro de Pedro. Tudo parece certo. Um tempo depois, João entra com uma ação judicial, 
dizendo que aquele carro era dele, que foi roubado ou vendido indevidamente.
A Justiça dá ganho de causa a João, que recupera o carro.
Você, então, perde o bem por evicção.
Requisitos da evicção (todos precisam estar presentes):
1. Perda judicial do bem:
A perda precisa ser por decisão da Justiça.
Exemplo: Você perdeu o carro por ordem judicial.
2. Direito anterior de terceiro:
A pessoa que reivindicou o bem já era legítima proprietária antes da venda.
Exemplo: O carro foi vendido por quem não era o verdadeiro dono.
3. Boa-fé do comprador (evicto):
O comprador não sabia do risco da perda.
Exemplo: Você comprou achando que o carro era regular e legítimo.
Direitos do comprador evicto:
O comprador (evicto) tem direito a ser indenizado pelo vendedor — mesmo que o vendedor não tenha agido com má-fé.
Ele pode exigir:
1. Restituição integral do valor pago pelo bem
• Se pagou R$ 30.000,00 no carro, o vendedor deve te devolver isso.
2. Indenização por perdas e danos
• Gastos com o bem, multas, transferências, melhorias, até lucros que você deixou de ganhar.
3. Despesas com a ação judicial
• Advogado, custas, etc.
4. Vícios do consentimento – CC, art. 171, II
Tornam o negócio anulável, pois comprometem a vontade livre e consciente.
a) Erro – arts. 138 a 144
• Deve ser substancial/essencial (sobre a natureza do negócio, objeto ou pessoa).
• Espécies (art. 139):
• In negotio: sobre a natureza do negócio.
• In corpore: sobre o objeto.
• In persona: sobre a pessoa.
• In substantia ou qualitate: sobre qualidade essencial.
• Erro de direito (erro in iuris): admissível só se for o único motivo e escusável (art. 139, III).
• Erro acidental: não anula (art. 143).
• Outros:
• Princípio da conservação (arts. 142-144)
• Falsa causa/motivo (art. 140)
• Transmissão errônea da vontade (art. 141)
Responsabilidade do alienante (quem vendeu)
O vendedor responde pela evicção, mesmo sem culpa.
Isso é chamado de responsabilidade objetiva.
• Só é isento se o comprador renunciou expressamente ao direito à evicção (mas mesmo essa renúncia tem limites, como em caso de má-fé).
Exemplo completo:
Você compra um imóvel por R$ 200.000,00.
Depois de 2 anos, aparece alguém com um título mais antigo (legítimo) e entra com ação dizendo que o imóvel era dele, e ganha na Justiça.
Você perde o imóvel.
Como você:• Comprou de boa-fé,
• Perdeu por decisão judicial,
• E o terceiro tinha direito anterior,
=> Configura-se a evicção.
O vendedor terá que:
• Te devolver os R$ 200.000,00,
• Indenizar por reformas feitas, IPTU pago, taxas, aluguel que você deixou de ganhar, etc.
B) Dolo – arts. 145 a 147
• Engano provocado intencionalmente para levar alguém a celebrar o negócio.
• Classificação:
• Principal/essencial: leva à anulação.
• Acidental: gera apenas direito à indenização.
• Pode ser:
• Positivo: ação direta (mentira).
• Negativo: omissão dolosa (reticência).
c) Coação – arts. 151 a 155
• Física: uso de força (ex.: arma apontada) → o negócio é nulo.
• Moral: ameaça ou pressão psicológica grave → negócio anulável.
• Critério: ameaça deve ser proporcional e capaz de causar fundado temor.
d) Estado de perigo e lesão (arts. 156 e 157)
• Estado de perigo: alguém, por necessidade urgente, aceita condições exageradas para salvar a si 
ou a terceiro.
• Lesão: aproveitamento da inexperiência ou necessidade de alguém, causando desproporção 
grave entre prestações.
Vícios ou Defeitos do Consentimento
Anulação por Vício • Fundamento: art. 171, II do CC. • Prazo para ação anulatória: 4 anos (art. 178, I e II CC).
1. Dolo (CC, arts. 145 a 150)
• Definição: Indução maliciosa para que alguém firme negócio.
• Espécies:
• Dolus bonus e dolus malus
• Principal (essencial) ou acidental.
• Positivo (ação comissiva) ou negativo (omissão/reticência).
• Dolo de terceiro, dolo do representante, dolo bilateral.
2. Coação (CC, arts. 151 a 155)
• Definição: Vício da vontade gerado por ameaça ou intimidação.
• Espécies:
• Física (vis absoluta) ou moral (vis compulsiva).
• Principal ou acidental.
• Requisitos: Dano grave e atual à pessoa ou bens; vínculo de causalidade; injustiça; causa determinante do negócio.
• Inclui: Temor reverencial e coação de terceiro.
2. Coação (CC, arts. 151 a 155)
• Definição: Vício da vontade gerado por ameaça ou intimidação.
• Espécies:
• Física (vis absoluta) ou moral (vis compulsiva).
• Principal ou acidental.
• Requisitos: Dano grave e atual à pessoa ou bens; vínculo de causalidade; injustiça; causa determinante 
do negócio.
• Inclui: Temor reverencial e coação de terceiro.
3. Estado de Perigo (CC, art. 156)
• Situação de necessidade, com risco grave e atual de dano.
• A parte assume obrigação excessiva para salvar a si, familiar ou terceiro.
• Requisitos:
• Perigo conhecido pela outra parte;
• Obrigação excessivamente onerosa.
• Enunciado 148 CJF/STJ: aplica-se analogicamente ao §2º do art. 157.
4. Lesão (CC, art. 157)
• Ocorre quando uma parte, por necessidade ou inexperiência, assume obrigação excessivamente 
desproporcional.
• Elementos:
• Objetivo/material: desproporção.
• Subjetivo/anímico: necessidade ou inexperiência.
• Também previsto no CDC: arts. 6º, V; 39, V e 51, IV e §1º, III.
5. Erro ou Ignorância (CC, arts. 138 a 143)
• Erro essencial (art. 138): afeta o motivo principal do negócio.
• Espécies de erro de fato (art. 139):
• In negotio: sobre a natureza do negócio.
• In corpore: sobre o objeto.
• In substantia ou qualitate: sobre as qualidades do objeto.
• In persona: sobre a identidade da pessoa.
• Erro de direito (art. 139, III): admitido em certos casos.
• Erro acidental (art. 143): não anula o negócio.
• Princípio da conservação (arts. 142 e 144): tenta manter o negócio válido.
• Erro na transmissão da vontade (art. 141) e falso motivo (art. 140) também podem viciar o negócio.
Silêncio- CC, Art, 111º
Reserva mental - CC, Art, 110°
Autos tutela de defesa privada - CC, Arts. 188º e 1.210°, §1º
 Deserda ação legítima não tem direito à legítima - CC, Art. 1807º 
Divórcio- CC, Art. 1801º
Onerosidade , modificação , ambas partes CC, Art. 478 a 480
Doação com encargos Art. 539 
Responsabilidade por dano causado e dano moral Arts. 929 e 930 CC 
Plano de validade - CC, Arts. 104 a 109
Doação com encargo Art. 544
Separação Absoluta Conjugue Art. 1647 cc
Pessoa jurídicas de Direito Público Art. 80 cc 
Capacidade - art. 5º “ caput”, CC
Testamento - art. 1860, parágrafo único, CC.
legitimação - arts. 496, 533 II, 1647, CC
Absolutamente incapazes - art. 3, CC
Absolutamente nulo - Arts. 166, I, 1635,VIII, 1747 E 1767.
relativamente incapaz- Art. 4, Cc 
Reserva mental (fingir querer algo )Art. 105 CC 
Anulação Menores de seis anos Art. 180 CC
Formalidade/solenidade- Art. 541 cc
Plano de validade - art. 166,II, CC
Objeto impossível herança Art. 426 cc
Fraude contra credores Art. 185 cc 
Renúncia à direitos sem prejudicar a terceiros Art 106 CC 
Declaração de vontade ART. 107 CC
Escritura pública ART. 108 CC 
Doação e doação inoficiosa ARTS. 541 E 548
Plano de eficácia - Art. 121 cc
Suspensiva - Arts 125 e 126 CC 
Resolutiva - Art.127 CC 
De execução deferido ou continuada - art. 128 cc
Lícitas ou ilícitas - art. 122 a 124 e 166, Vll
Defesa, vedadas ou proibidas - Arts. 123,II e III é 166, VII
Conservação /preservação-arts. 188, I, 932
Negócio de execução deferida- art. 128 cc
Pacto sucessórios-art. 426
Renúncia antecipada a reparação civil- art.2035 
Cláusulas abusivas em contrato - art.51
Exceção de contrato não cumprido- art. 476
Legítima defesa patrimonial - art.188
Princípio da etnia boa fé- Art. 129
Boa fé objetiva- art. 1201 
Conservação do direito eventual- art. 130
Prazo contagem art. 132 
Prazo favor herdeiro Art. 133
Prazo tácito Art. 134
Impossível ilícito Art. 137 
Eficácia da representação e contra terceiros Arts. 131 e 135
Invalidade parcial-art. 333 
Contrato de consumo nulo -art. 133 
Encargo,Relacionado a obrigação -art. 136
 erro substancial -Art. 137
Vícios Redibitorios- Arts. 441 a 446
Evicção- Arts. 447 a 450
Anulidade- art. 171,II
prazo quatro ano - art. 178, I, II
nulidade -Arts . 169 ao 205
Substancial ou essencial - art.138
Espécie de erro de fato- art. 139, I e II
Erro de Direito- art. 139,III
Erro Acidental art. 143
Princípio da conservação- arts. 142 e 144
Falso motivo falsa causa -art. 140
Errônea transmissão de verdade- Art.141
Principal determinante causa essencial - Art .145
Acidental- art. 146, segunda parte
Positivo comissivo ou negativo omissivo -art. 147
Coação física e moral- Arts. 151,152, 153, 154,155.
Dollo bilateral- art. 150
Dollo representante art. 149
Dolo de terceiro art. 148

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