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HIPOVITAMINOSE B12 ALUNOS: ISAAC ALBDERNAZ E JENNIFER HOFFMANN Definição A vitamina B12, também conhecida como cobalamina, é uma vitamina encontrada em alimentos de origem animal, composta por 4,5% de cobalto. Tem como função geral promover a síntese de eritrócitos e a manutenção do sistema nervoso. No ruminante, essa vitamina pode ser originada através da fermentação da microbiota ruminal, a qual utiliza uma concentração de 0,5 mg/mL de cobalto (o qual deve estar presente na dieta do animal, seja na forragem, na ração ou como suplemento). A absorção ocorre no íleo, e depende do fator intrínseco (uma glicoproteína sintetizada e secretada no suco gástrico), e posteriormente é transferido para o sangue e armazenado no fígado, músculos ou secretado no leite Etiologia A deficiência da vitamina B12 é secundária a deficiência de cobalto, de forma que uma dieta com alimentos e/ou suprimentos que não tenham a quantidade adequada desse mineral em suas composições a produção ruminal de vitamina B12 diminui rapidamente (em poucos dias). A saúde do rúmen é fundamental, pois alterações na microbiota ruminal, que podem ser causadas por desequilíbrios dietéticos, estresse ou doenças gastrointestinais, afetam a capacidade de sintetizar a vitamina. Pastagens de baixa qualidade: contribuem para a deficiência de vitamina B12 devido à falta de nutrientes essenciais, como o cobalto. Solos deficientes em cobalto: afetam a disponibilidade desse mineral essencial para a síntese de vitamina B12 nos ruminantes. Falta de suplementação mineral: a ausência de suplementos ricos em cobalto na dieta aumenta o risco de deficiências vitamínicas. Uso de antibióticos de amplo espectro: medicamentos como doxiciclina e oxitetraciclina podem interferir na microbiota ruminal responsável pela síntese de vitamina B12. Prejuízo na síntese e absorção de B12: mesmo com a administração externa da vitamina, o uso de antibióticos pode comprometer a absorção no rúmen, resultando em deficiências e complicações metabólicas. A hipovitaminose B12 no animal pode manifestar, principalmente, sintomas como a redução do apetite e perda de peso. Manifestação Clínica Em animais filhotes e jovens, resulta em redução do crescimento. Também podem apresentar diarreia, mucosas pálidas, diminuição função imunológica, função reprodutiva prejudicada e até mesmo as chamadas síndromes da vaca gorda e da vaca abatida também relacionada a deficiência de B12 Obs: nenhum dos sinais clínicos citados é patoguinomônico. Manifestação Clínica Os animais podem ter sintomas graves como hiporexia, esteatose hepática, e até mesmo morte. A deficiência de vitamina B12 também está associada a condições como acidúria metilmalônica, anemia megaloblástica e anemia perniciosa. O diagnóstico da deficiência da vitamina B12 deve ser realizado principalmente com base no histórico clínico do animal, na epidemiologia e nos sinais clínicos apresentados. Como essa condição não apresenta sinais específicos, a diferenciação em relação a outras doenças é crucial. Exames laboratoriais, necrópsia e diagnóstico terapêutico também desempenham um papel importante no processo diagnóstico, permitindo uma avaliação mais precisa da condição do animal. Diagnóstico É importante entender que se a suspeita é de deficiência deve-se monitorar a resposta clínica, observando se há melhora nos sintomas. Dessa forma, é possível confirmar o diagnóstico por meio de uma abordagem terapêutica. Hemograma e medição dos níveis séricos de vitamina B12 devem ser solicitados quando há suspeita de deficiência. Obs: as medições, muitas vezes, não detectam possíveis deficiências de forma correta e confiável, com isso marcadores como ácido metilmalônico e a homocisteína sérica EXAMES RECOMENDADOS Deficiência de B12 pode se manifestar como anemia macrocítica, com aumento do volume corpuscular médio (VCM). Neutrófilos hipersegmentados são indicativos característicos de deficiência de B12. Casos graves: deficiências severas de B12 podem levar à leucopenia e trombocitopenia. Níveis considerados dentro dos parâmetros de referências laboratoriais não excluem a deficiência dessa vitamina Tratamento: O tratamento da deficiência de vitamina B12 em bovinos ocorre principalmente por suplementação Intravenosa Intramuscular Subcutânea Oral (alimentação). A administração intramuscular de B12 é muitas vezes preferida devido à sua rápida absorção e eficácia. As doses podem variar dependendo da gravidade da deficiência e da resposta clínica do animal. A administração de vitamina B12 por via intramuscular, com doses variando de 100 a 300 µg para ovinos em intervalos semanais. No caso dos bovinos, a aplicação de 2.000 a 3.000 µg semanalmente pode resultar na remissão dos sintomas. A administração deve ser feita em intervalos regulares para manter os níveis adequados no organismo. A Vitamina B12 pode ser encontrada associado ao cobalto em solução injetável, geralmente na forma de cianocobalamina. São grupo de compostos que apresentam atividade B12, como ciano, hidroxi, metil ou desoxiadenosilcobalamina, e que também são conhecidos como corrinoides completos. Suplementação dietética: é importante fornecer rações balanceadas que incluam cobalto, já que a vitamina B12 é sintetizada a partir deste mineral. Adicionar fontes de cobalto nas dietas, como sulfato de cobalto ou óxido de cobalto é uma alternativa para suprir a necessidade da vitamina. Em ruminantes jovens (cordeiros e bezerros pré-ruminantes) até as idades de seis a oito semanas, o rúmen não está totalmente desenvolvido e não é funcional para a síntese da vitamina B12 Portanto, eles requerem uma fonte alimentar de vitamina B12, como colostro, leite ou substitutos do leite Por isso é importante que as vacas em gestação tenham uma suplementação dessa vitamina Prognóstico Bom: Depende do diagnóstico precoce e da resposta ao tratamento. A reposição adequada de B12 costuma melhorar significativamente os sintomas e prevenir complicações futuras. Reservado: O não monitoramento dos níveis de B12 e cobalto no sangue e no fígado pode trazer graves complicações na deficiência de B12. Logo, testes laboratoriais devem ser realizados para avaliar as concentrações dessas substâncias. REFERÊNCIAS: WATANABE F, MIYAMOTO E. VITAMINAS HIDROFÍLICAS. EM: SHERMA J, FRIED B (EDS) HANDBOOK OF THIN- LAYER CHROMATOGRAPHY , 3ª ED. REVISADA E EXPANDIDA. 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