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3
Elaboração: Priscila Jordaim Schwan Bondarenko e Marina Ricardo Soares Lopes
Colaboradores: Leonardo Ennes Carrilho, Fabiana Figueiredo Beserra, Rosane Drumond Pereira
Prefeito: Nardyello Rocha 
Secretária Municipal de Saúde: Érica Dias de Souza Lopes
Diretora do Departamento de Atenção Básica: Cíntia Maria Barbeta Pires
Referência técnica farmacêutica da seção de assistência farmacêutica e do Departamento de 
Atenção Especializada: Bianca Nogueira Alves Leão
Projeto gráfico: Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Ipatinga
Registro eletrônico: Serviço Municipal de Dados/Departamento de Desenvolvimento e 
Manutenção de Sistemas / Seção de Saúde
Agradecemos a Deus e a Ele oferecemos este trabalho.
4
 SUMÁRIO SUMÁRIO 
1- INTRODUÇÃO ________________________________________________________6
2- OBJETIVOS __________________________________________________________6
3- DEFINIÇÃO __________________________________________________________6
4- DIAGNÓSTICO _______________________________________________________6
4.1-DIAGNÓSTICO CLÍNICO ____________________________________________6
4.2- EXAMES COMPLEMENTARES _______________________________________8
4.2.1-ESPIROMETRIA _________________________________________________8
4.2.2- MEDIDAS SERIADAS DE PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO __________________9
4.2.3- TESTES ADICIONAIS_____________________________________________9
5- DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL___________________________________________9
6- AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DA ASMA _______________________________10
6.1-BASEADA NO CONTROLE DOS SINTOMAS ___________________________10
6.1.1- FATORES DE RISCO PARA EXACERBAÇÃO ___________________________11
6.1.2-TABAGISMO __________________________________________________11
6.2- BASEADA NA GRAVIDADE ________________________________________11
7- COMPONENTES DO CUIDADO DA ASMA: _______________________________12
7.1-PARCERIA MÉDICO-PACIENTE ______________________________________12
7.2-EDUCAÇÃO: _____________________________________________________12
7.2.1- PLANO DE AÇAO POR ESCRITO ___________________________________12
7.2.2- ADESÃO AO TRATAMENTO ______________________________________12
7.2.3 - CONTROLE AMBIENTAL ________________________________________13
7.3-RECONHECIMENTO E TRATAMENTO DAS COMORBIDADES _____________13
7.3.1- RINITE, RINOSSINUSITES E PÓLIPOS________________________________13 
7.3.2-OBESIDADE___________________________________________________13
7.4-TRATAMENTO ___________________________________________________13
7.4.1-TRATAMENTO BASEADO NO NÍVEL DE CONTROLE ____________________14
7.4.1.1- TRATAMENTO INICIAL PARA ADOLESCENTES (>=12 ANOS) E ADULTOS __14
7.4.1.2- TRATAMENTO INICIAL PARA CRIANÇAS DE 6-11 ANOS________________16
7.4.1.3- TRATAMENTO INICIAL PARA CRIANÇASdo fabricante; 
4. Lavar utilizando água e detergente enzimático, friccionando todas as partes com 
escovas de cerdas macias. Não utilizar material abrasivo; 
5. Enxaguar, rigorosamente, todas as peças em água corrente; 
6. Secar as peças com uma compressa; 
7. Desinfetar as peças plásticas (borracha, acrílico e silicone) imergindo-as em solução de 
hipoclorito de sódio a 1% por 30 minutos, em vasilhame opaco com tampa; 
8. Após 30 minutos retirar as peças da solução, usando luvas de procedimento e pinça 
longa se necessário; 
9. Enxaguar abundantemente com água corrente; 
10. Colocar para escorrer até secar totalmente; 
11. Montar o espaçador verificando o encaixe correto da válvula; 
12. Embalar o espaçador em saco plástico limpo e individual, colocando etiqueta 
identificando a data e o responsável pela de desinfecção; 
13. Retirar o E.P.I; 
14. Lavar as mãos; 
15. Organizar o ambiente. 
 
Observações: 
● A solução de hipoclorito a 1% tem validade de 12 horas e todo material imerso deve 
estar bem seco para evitar a sua rediluição com consequente alteração da 
concentração do princípio ativo – cloro. 
● Detergente enzimático tem ação sobre a matéria orgânica, com alta penetração, sendo 
atóxico, não corrosivo, pH neutro e não iônico. 
● Em falta do hipoclorito a 1% na Unidade de Saúde, orienta-se a diluição do hipoclorito 
disponível, geralmente 2,2 %, na proporção de 1:1, ou seja, se 1 litro de água, 1 litro do 
hipoclorito a 2,2%; 
44
● Caso seja necessário, por variados motivos (ex: falta do hipoclorito), após a 
descontaminação com o detergente enzimático, a desinfecção intermediária poderá ser 
feita com álcool 70%. O álcool 70% deve ser friccionado em 03 aplicações 
consecutivas e a secagem ao natural. Ressalva-se que o álcool etílico a 70% é mais 
indicado para desinfecção de metais e vidros, pois resseca muito o material plástico 
danificando-o com o tempo. 
 
Limpeza e desinfecção do espaçador no domicílio 
 
Orientar paciente e familiares quanto a limpeza do espaçador 1 vez por semana conforme 
as instruções abaixo: 
1. Desmontar o espaçador conforme orientação do fabricante; 
2. Lavar todas as peças com água corrente e detergente neutro; 
3. Os espaçadores transparentes (de plástico rígido ou acrílico) deverão permanecer 
30 minutos em solução de 1 litro de água com 2 gotas de detergente neutro 
(incolor) e NÃO devem ser enxaguados; 
4. Colocar todas as peças para secar em local protegido da luz solar; 
5. Encaixar novamente todas as peças; 
6. Depois de seco, guardar o espaçador em local protegido da luz, do calor, da poeira 
e longe do alcance das crianças. Sugere-se caixa plástica não transparente com 
tampa. 
Atenção: 
● Não utilizar bucha, esponja de aço ou escova rígida para limpeza do 
espaçador; 
● Não ferver o espaçador, pois danifica suas peças; 
● Não utilizar álcool em material plástico, pois resseca muito, danificando-o com 
o tempo. 
 
Limpeza do Inalador de Pó Seco 
 
Para melhor conservação do inalador de pó seco, após a última inalação do dia, abra o 
compartimento da cápsula e remova a cápsula vazia. Limpe o bocal e o compartimento da 
cápsula com uma escova ou pincel macio, lenço ou guardanapo de papel, removendo resíduos. 
Feche o compartimento da cápsula e recoloque a tampa. Não utilize álcool, pois poderá 
danificar a superfície plástica. Não utilize água para limpar o inalador. 
45
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fermidade crônica (LENZ, 2008; 2014). Os problemas do subdiagnóstico e da falta de capacitação 
dos profissionais da atenção básica requerem intervenção, pois o custo da asma não controlada 
é muito elevado para o sistema de saúde e para as famílias. (SBPT,2020)
33 - DEFINIÇÃO - DEFINIÇÃO 
A asma é uma doença heterogênea e complexa, geralmente caracterizada por inflamação crôni-
ca e hiperresponsividade das vias aéreas, que leva a limitação variável e reversível do fluxo aéreo 
intrapulmonar e à ocorrência de sintomas respiratórios como sibilos, dispnéia, opressão torácica 
e tosse, principalmente à noite ou no início da manhã, podendo haver variação na intensidade 
e ao longo do tempo. A inflamação crônica ocasiona um ciclo contínuo de agressão e reparo 
que pode levar ao remodelamento das vias aéreas e limitação persistente ao fluxo aéreo (GINA; 
2020, SBPT, 2020).
44 - DIAGNÓSTICO - DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico de asma baseia-se na identificação do padrão característico de sintomas associa-
da à verificação da limitação do fluxo aéreo. (GINA; 2020, SBPT 2020)
4.1- DIAGNÓSTICO CLÍNICO
Os sintomas (sibilância –“chieira”, opressão torácica, tosse e dispnéia – “falta de ar, respiração 
ofegante”) em geral pioram à noite ou no início da manhã, variam de intensidade e ao longo 
do tempo e são desencadeados por exposição a gatilhos como: infecções virais (resfriados), 
exercício físico, exposição a alérgenos (poeira, pêlos, mofo), riso, mudanças climáticas e expo-
sição a irritantes como fumaça ou cheiros fortes. O exame físico do sistema respiratório pode 
ser normal, especialmente na intercrise, bem como a presença de sibilos não é patognomô-
nica de asma (GINA; 2020, SBPT 2020).
7
Para crianças 3 episódios por 
ano ou episódios
graves e/ou piora
noturna
• Entre os episódios:
ocorrência ocasional
de tosse, sibilos ou
dispnéia
• Sintomas por > 10
dias durante IVAS
• > 3 episódios por ano
ou episódios graves e/ou
piora noturna
• Entre os episódios:
ocorrência ocasional de
tosse, sibilos ou dispneia
ao brincar ou rir
• Sensibilização alérgica,
dermatite atópica,
alergia aimentar,
h. familiar de asma
Poucos tem
asma
Alguns tem
asma
Maioria tem
asma
Tradução livre e adaptação de GINA, 2020
4.2 - EXAMES COMPLEMENTARES 4.2 - EXAMES COMPLEMENTARES 
Para a confirmação da limitação variável do fluxo aéreo estão disponíveis na prática clínica a 
espirometria e as medidas seriadas de pico de fluxo expiratório (PFE).
4.2.1- ESPIROMETRIA
A espirometria é útil para confirmar o diagnóstico, documentar a gravidade da obstrução ao 
fluxo aéreo, monitorar o curso da doença e as modificações após o tratamento. O diagnóstico 
de asma é confirmado não apenas pela detecção de limitação de fluxo aéreo, mas principal-
mente pela demonstração de reversibilidade, parcial ou completa, após a inalação de um 
broncodilatador de curta ação. As principais variáveis usadas para a avaliação de limitação de 
fluxo aéreo são o VEF1 (volume expiratório forçado no primeiro segundo) e a capacidade vital 
forçada (CVF). A relação VEF1/CVF é geralmente menor que 75-80% em adultos e 12% do seu valor pré-broncodilatador ou 200ml do 
valor basal (10-15 minutos após 200-400mcg de salbutamol inalado).
- crianças: VEF1 aumenta >12% do valor previsto (GINA, 2020).
Atentar para que o exame seja realizado por pessoal treinado (inclusive com capacitação es-
FIGURA 2 - PROBABILIDADE DE DIAGNÓSTICO DE ASMA EM CRIANÇAS MENORES DE 6 ANOS 
9
pecializada no caso de crianças) e em equipamento periodicamente calibrado. Lembrar que 
uma espirometria normal não exclui o diagnóstico de asma quando a história clínica é muito 
sugestiva (QUANJER, 2012).
4.2.2- MEDIDAS SERIADAS DE PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO (PFE)
O PFE serve para avaliar a variabilidade da obstrução; auxilia a monitorização clínica e a de-
tecção precoce de crises, especialmente em pacientes com baixa percepção dos sintomas 
de obstrução. É definido como o maior fluxo obtido em uma expiração forçada a partir de 
uma inspiração completa ao nível da capacidade pulmonar total. O PFE pode ser avaliado por 
meio de um sistema manual portátil (unidade, L/minuto) que corresponde a um instrumento 
simples, de baixo custo, de fácil transporte, compreensão e manejo (BEZERRA E GUSMÃO, 
2010). A medida da variação diurna exagerada do PFE é uma forma mais simples porém 
menos acurada de diagnosticar a limitação ao fluxo aéreo na asma (VIEIRA, 2001). Medidas 
matinais e vespertinas do PFE devem ser obtidas durante duas semanas e uma variabilidade 
maior que 10% em adultos e 13% em crianças é considerada excessiva (GINA 2020). O PFE 
avalia grandes vias aéreas, é esforço-dependente, produz medidas de má qualidade, e seus 
valores variam entre os diversos aparelhos (SBPT, 2012).
4.2.3- TESTES ADICIONAIS
Teste de broncoprovocação: Avalia a hiperresponsividade das vias aéreas e variação do fluxo 
aéreo do paciente após provocação com substâncias como metacolina, histamina, manitol 
ou exercício. Tem moderada sensibilidade e baixa especificidade e sua realização está limita-
da a centros de referência (GINA, 2020; COATES, 2017).
Testes alérgicos: A presença de atopia aumenta a probabilidade de os sintomas respiratórios 
serem devidos a asma, porém não está presente em todos os asmáticos. O estado alérgico 
pode ser avaliado pelo teste cutâneo (prick test) ou pela dosagem sérica de IgEespecíficas 
(GINA 2020).
Dosagem da fração de óxido nitrico exalado (FENO): baixa especificidade, seu papel na exclu-
são ou confirmação de asma não está bem estabelecido (GINA 2020).
Na impossibilidade de se realizar os testes recomendados, associado a evidências clínicas de 
asma e improbabilidade de outros diagnósticos, recomenda-se iniciar o tratamento empírico 
de acordo com o protocolo de tratamento e acompanhar a resposta clínica (prova terapêuti-
ca) (GINA, 2020 ; SBPT, 2020).
5 - DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 5 - DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
O diagnóstico diferencial em pacientes com suspeita de asma varia com a idade, bem como 
algumas doenças listadas abaixo podem coexistir com a asma: (GINA, 2020; SBPT 2012).
Em crianças menores de 6 anos: rinossinusite, displasia broncopulmonar e malformações con-
gênitas, fibrose cística, bronquiectasias, bronquiolite obliterante pós-infecciosa, discinesia ciliar 
primária, síndromes aspirativas (refluxo gastroesofágico, distúrbios de deglutição, fístula traqueo-
esofágica e aspiração de corpo estranho), laringotraqueobroncomalácia, doenças congênitas da 
laringe (estenose e hemangioma), anel vascular, tuberculose, cardiopatias e imunodeficiências.
Em crianças com 6 anos ou mais e adolescentes: rinossinusite, síndrome de hiperventilação alve-
10
olar e síndrome do pânico, obstrução de vias aéreas superiores (neoplasias e aspiração de corpo 
estranho), disfunção das cordas vocais, displasia broncopulmonar, bronquiectasias, discinesia 
ciliar primária, fibrose cística, deficiência de alfa-1 anti-tripsina e doença cardíaca congênita.
6 - AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DA ASMA 6 - AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DA ASMA 
O objetivo do manejo da asma é a obtenção do controle da doença, que compreende dois 
domínios distintos: o controle dos sintomas clínicos e a redução dos riscos futuros. O controle 
dos sintomas deve ser preferencialmente avaliado em relação às últimas quatro semanas e inclui 
sintomas, necessidade de medicação de alívio, limitação de atividades físicas e intensidade da 
limitação ao fluxo aéreo. A redução dos riscos inclui ocorrência de exacerbações, perda acelera-
da da função pulmonar e efeitos adversos do tratamento. Com base nesses parâmetros, a asma 
pode ser classificada em três grupos distintos: asma controlada, asma parcialmente controlada 
e asma não controlada) (GINA, 2020; SBPT 2020).
6.1- BASEADA NO CONTROLE DOS SINTOMAS 
Em crianças >= 6 anos, adolescentes e adultos
Em crianças 1X/SEM?
( ) SIM ( ) NÃO
ALGUM SINTOMA NOTURNO?
( ) SIM ( ) NÃO
TEM LIMITAÇÃO DAS ATIVIDADES
FÍSICAS? ( ) SIM ( ) NÃO
NECESSITOU MEDICAÇÃO PARA
ALÍVIO > 1X/SEM: 
( ) SIM ( ) NÃO
NÍVEL DE CONTROLE
BOM ( ) PARCIAL ( ) SEM CONTROLE ( )
SE SIM PARA
1 OU 2
PERGUNTAS
SE SIM PARA 3 OU 4
PERGUNTAS
SE NÃO PARA
TODAS AS
PERGUNTAS
SINTOMAS NAS ÚLTIMAS
4 SEMANAS
SINTOMAS DIURNOS > 1X/SEM?
( ) SIM ( ) NÃO
ALGUM SINTOMA NOTURNO?
( ) SIM ( ) NÃO
TEM LIMITAÇÃO DAS ATIVIDADES
FÍSICAS? ( ) SIM ( ) NÃO
NECESSITOU MEDICAÇÃO PARA
ALÍVIO > 1X/SEM: 
( ) SIM ( ) NÃO
NÍVEL DE CONTROLE
BOM ( ) PARCIAL ( ) SEM CONTROLE ( )
SE SIM PARA
1 OU 2
PERGUNTAS
SE SIM PARA 3 OU 4
PERGUNTAS
SE NÃO PARA
TODAS AS
PERGUNTAS
11
 A falta de controle dos sintomas é por si só, um importante fator de risco para exacerbações, 
porém várias condições quando presentes aumentam o risco de exacerbações mesmo na 
presenças de poucos sintomas (GINA, 2020). Como fatores de risco para obstrução persisten-
te ao fluxo aéreo citam-se: prematuridade, baixo peso ao nascimento seguido de alto ganho 
ponderal, não uso de CI, exposição ao tabagismo e/ou substancias químicas tóxicas, eosino-
filia e baixo VEF1 inicial.
6.1.1 FATORES DE RISCO PARA EXACERBAÇÕES
A avaliação da função pulmonar é um importante instrumento preditor de risco futuro e 
idealmente deve ser avaliada antes do início do tratamento e após 3-6 meses (GINA 2020).
6.1.2 - Tabagismo
A exposição ao tabagismo passivo aumenta o risco de exacerbações e dificulta o controle 
da asma. Além disso, o tabagismo aumenta a gravidade da asma, piora o controle da do-
ença, acelera a perda de função pulmonar e diminui a responsividade aos corticosteroi-
des inalados. Asmáticos tabagistas tem risco aumentado de internações e exacerbações 
graves. A maioria dos adultos que fumam regularmente começou quando adolescente. 
As diretrizes da GINA, 2020, enfatizam a importância crítica de identificar fatores de risco 
modificáveis para exacerbações, como o tabagismo e pede que os profissionais encora-
jem os fumantes a parar em todas as consultas e forneçam acesso a aconselhamento e 
recursos. O aconselhamento por profissional de saúde aumenta as taxas de abandono 
e tem sido associado a atitudes mais saudáveis sobre o tabagismo em adolescentes. A 
farmacoterapia para cessação do tabagismo não foi bem estudada em adolescentes com 
asma e é geralmente recomendada apenas para indivíduos selecionados (LANG E TANG, 
2019; SBPT, 2020).
6.2- BASEADA NA GRAVIDADE 
A gravidade da asma é usualmente avaliada retrospectivamente de acordo com a quantida-
de de medicamentos necessários para controlar os sintomas e as exacerbações. Não é uma 
avaliação estática, podendo variar com os meses ou anos a partir do tratamento. Importante 
diferenciar asma grave de asma não controlada por má adesão ao tratamento, por exemplo.
Asma leve: baixa intensidade de tratamento para controle dos sintomas (STEP 1 ou 2), asma 
moderada: intensidade intermediária (STEP 3) e asma grave: alta intensidade de tratamento 
(STEP 4 e 5) (GINA, 2020; SBPT 2020).
Uso excessivo de SABA (> 1 frasco/mês), baixa adesão, ausência de uso de corticóide 
inalatório (ICS), técnica inalatória inadequada, comorbidades (obesidade, rinossinusite 
crônica, alergia alimentar), tabagismo passivo, gravidez, poluição atmosférica, exposi-
ção a aeroalérgenos, VEF1e a abordagem terapêutica adequa-
da (SBPT 2012).
7.2.1- Plano de ação por escrito
Um plano de ação por escrito e individualizado deve incluir os seguintes itens: (SBPT, 2020)
• Especificação do tratamento de manutenção
• Monitorização do controle da asma
• Reconhecimento dos sinais e sintomas precoces de exacerbação
• Tratamento domiciliar das crises leves
• Indicações claras de quando procurar seu médico ou um serviço de emergência
7.2.2- Adesão
A principal causa de falta de controle da asma é a baixa adesão ao tratamento. O uso de 
pelo menos 80% da dose prescrita é essencial para que os resultados do tratamento sejam 
obtidos. Portanto, é fundamental identificar os fatores que dificultam a adesão e investir 
13
esforços em superá-los (GINA, 2020). Principais causas de dificuldades na adesão ao trata-
mento são medos e mitos sobre o tratamento, falta de acesso, uso incorreto da medicação 
inalatória, dificuldade de compreender esquemas terapêuticos complexos, suspensão da 
medicação devido a efeitos indesejáveis, falha no reconhecimento da exacerbação dos 
sintomas (SBPT 2012; 2020).
7.2.3 - Controle ambiental
Enfoque especial deve ser dado na tentativa de reduzir os fatores desencadeantes, lem-
brando sempre que o cuidado não deve limitar-se ao domicílio, mas também deve ser 
implementado em outros locais mais frequentados pelo paciente como casa de avós e 
escola (Anexo 5).
7.3 - RECONHECIMENTO E TRATAMENTO DAS COMORBIDADES
7.3.1- Rinite, rinossinusite e pólipos nasais
As evidências epidemiológicas da associação entre rinite alérgica e asma notificam taxas 
de prevalência da rinite alérgica em asmáticos que variam de 30 a 90% (KOCABAS, 2005). 
Em geral, o tratamento da rinite melhora os sintomas da asma. Tanto a rinossinusite agu-
da quanto a crônica podem piorar a asma e devem ser tratadas. Os pólipos nasais estão 
associados à asma, rinite e sensibilidade à aspirina, melhorando com o uso de corticoides 
tópicos (ANDRADE, 2008). Os corticosteroides tópicos nasais (CN) apresentam perfil de 
segurança amplo, o que possibilita seu uso por períodos de tempo prolongados e são o 
tratamento anti-inflamatório de escolha para rinite alérgica (SAKANO, 2018).
O montelucaste sódico embora não seja a primeira escolha para o tratamento tem sido 
apontado como uma opção terapêutica para os pacientes com asma e rinite alérgica con-
comitante e naqueles com dificuldade de adesão aos regimes de tratamento com medi-
cacão tópica nasal (SAKANO, 2018).
7.3.2 - Obesidade 
Evidências de estudos transversais sugerem que indivíduos obesos têm um maior risco 
de asma e que os asmáticos obesos apresentam asma mais grave, maior número de hos-
pitalizações e maior número de visitas a serviços de emergência. A obesidade tem efeitos 
na mecânica respiratória, modifica a resposta imune e tem implicações metabólicas. Há 
evidências de que a obesidade aumenta o processo inflamatório nos pulmões de pacien-
tes com asma. Mediadores pró-inflamatórios se correlacionam diretamente com a gordu-
ra visceral abdominal e podem predispor a uma maior hiperresponsividade brônquica e 
broncoespasmo. Dessa forma, a obesidade é considerada um fator de risco modificável 
para exacerbações da asma e deve ser tratada concomitantemente (JESUS, 2018; GINA, 
2020).
7.4 - TRATAMENTO
O objetivo do tratamento da asma é alcançar e manter o controle da doença e evitar riscos 
futuros (exacerbações, instabilidade da doença, perda acelerada da função pulmonar e efei-
tos adversos do tratamento), melhorando assim, a qualidade de vida do paciente. Isso pode 
ser atingido na maior parte dos casos, devendo o tratamento incluir, obrigatoriamente, uma 
abordagem personalizada com tratamento farmacológico, educação do paciente, plano de 
ação por escrito, treinamento para uso do dispositivo inalatório e revisão da técnica inalatória 
a cada consulta (MS, 2013; GINA, 2020; SBPT 2020).
14
AVALIAR
Con�rmar o diagnóstico se necessário; 
controle dos sintomas e fatores de risco 
modi�cáveis; comorbidades; técnica 
inalatória e adesão; objetivos do paciente.
AJUSTAR
Tratamento das comorbidades; 
estratégias não farmacológicas; 
treinamento e educação; 
medicamentos.
REVER RESPOSTA
Sintomas; exacerbações; efeitos 
colaterais; função pulmonar; 
satisfação do paciente.
Entre os benefícios esperados com o controle dos sintomas estão ainda a redução do absen-
teísmo escolar e da utilização de serviços de saúde em ocasiões não agendadas. Na avaliação 
da asma baseada no controle, o tratamento farmacológico e não-farmacológico são ajusta-
dos continuamente num ciclo avaliação, ajuste do tratamento e revisão.
Os pacientes asmáticos devem ser reavaliados regularmente para monitorar o controle de 
seus sintomas, os fatores de risco e a ocorrência de exacerbações, bem como documentar a 
resposta a qualquer alteração no tratamento. Para a maioria das medicações a melhora já é 
observada após poucos dias do início, porém o benefício completo é esperado em torno de 
3-4 meses. 
A asma é uma condição variável e podem ser necessários ajustes nas medicações, aumentan-
do ou reduzindo a quantidade de fármacos prescritos (GINA, 2020). O tratamento dos fatores 
de risco modificáveis deve fazer parte da abordagem do paciente, dado que alguns pacien-
tes apresentam exacerbações mesmo em uso regular de medicamentos em doses elevadas 
. Entre os principais citam-se: encorajar a cessação do tabagismo dos pais/cuidadores e do 
próprio paciente, redução da obesidade e sedentarismo, acompanhamento dos problemas 
psicológicos. A base do tratamento medicamentoso da asma, em consonância com o conhe-
cimento atual da fisiopatologia, é constituída pelo uso de corticóide inalatório associado ou 
não a um broncodilatador de longa ação. A via inalatória é sempre preferida, para o que se faz 
necessário o treinamento dos pacientes quanto à utilização correta de dispositivos inalató-
rios. O ajuste da terapêutica deve visar o uso das menores doses necessárias para a obtenção 
do controle da doença, com isso reduzindo o potencial de efeitos adversos e os custos (GINA, 
2020; SBPT 2020). Nas gestantes o subtratamento resulta em maior risco para a mãe e para o 
feto do que o uso adequado das medicações necessárias para o controle da doença.
A seguir, seguem as recomendações da GINA 2020 para tratamento inicial e as estratégias de 
mudança de STEP visando controle da doença.
7.4.1- Tratamento baseado no nível de controle
7.4.1.1- Tratamento inicial para adolescentes (> =12 anos) e adultos:
ADAPTADO DE GINA, 2020
15
STEP 1- Asma infrequente (= 2 X/mês
• Dose baixa de CI para manutenção e SABA para alívio*
• Dose baixa de corticóide inalatório – formoterol (CI-LABA) para alívio
• Dose baixa CI e SABA se necessário para alívio
Opção: Antileucotrieno para manutenção e SABA para alívio (Menos eficaz do que CI. Para 
pacientes não adaptados ao uso do dispositivo inalatório ou efeitos colaterais das medica-
ções. Interessante quando há rinite associada).
STEP 3 - Sintomas na maioria dos dias ou noturnos > = 1X/sem
• Dose baixa de corticóide inalatório – formoterol (CI-LABA) diária para manuten-
ção e SABA para alívio*
• Dose baixa de corticóide inalatório – formoterol (CI-LABA) diária para manutenção e 
para alívio.
• Dose moderada de CI diária para manutenção e SABA para alívio
• Dose baixa de CI + antileucotrieno diariamente para manutenção e SABA para alívio
STEP 4 - Sintomas na maioria dos dias ou noturnos >= 1 vez /semana ou baixa função 
pulmonar e pacientes não controlados com dose baixa de CI-LABA (STEP 3) 
• Dose moderada de corticóide inalatório – formoterol (CI-LABA) diária para ma-
nutençãoe SABA para alívio*
• Dose moderada de corticóide inalatório – formoterol (CI-LABA) diária para manuten-
ção e baixa para alívio.
• Dose alta diária de CI ou adicionar antileucotrieno
Observação: * Tratamento de escolha no Programa Respirar
STEP 5 - Sintomas persistentes/exacerbações apesar de boa técnica e adesão ao STEP 4
• Encaminhar ao especialista para investigação e possíveis terapias adicionais (Tiotró-
pio, azitromicina, anti-igE, anti-interleucinas 4 e 5, termoplastia brônquica, baixa dose 
de corticóide oral).
Observação: Apresentação inicial grave: Curso curto de corticóide oral e iniciar dose alta 
de CI ou moderada de corticóide inalatório - formoterol (CI-LABA).
16
FLUXOGRAMA SIMPLIFICADO DE SUGESTÃO DO TRATAMENTO INICIAL PARA >=12 ANOS
SE INICIAR COM
Sintomas maioria dos dias, sintomas
noturnos >= 1x/semana e baixa função
pulmonar?
Sintomas maioria dos dias OU sintomas
noturnos >= 1x/semana?
Dose baixa de CI + SABA para
alívio (s/n)
Dose baixa diária de CI-LABA
Dose moderada diária de CI-LABA
Dose baixa diária de CI OU dose
baixa de CI-FORMOTEROL para 
alívio (s/n)
Sintomas >= 2 x/mês?
não
não
não
sim
sim
sim
STEP 4
STEP 3
STEP 2
STEP 1
DROGA BAIXA MODERADA ALTA
Beclometasona (AD) 100-200 > 200-400 >400
Budesonida (IP) 200-400 > 400-800 >800
Ciclesonida (AD) 80-160 >160-320 >320
Fluticasona (AD) 100-250 >250-500 >500
Fluticasona (IP) 100-250 >250-500 >500
7.4.1.2 - Tratamento inicial para crianças de 6 - 11 anos: 
STEP 1- Asma infrequente (= 2 X/mês 
• Dose baixa de CI diária para manutenção e SABA para alívio* 
• Dose baixa de CI e SABA se necessário para alívio 
Opção: antileucotrieno para manutenção e SABA para alívio (Menos eficaz do que CI. 
Para pacientes não adaptados ao uso do dispositivo inalatório ou efeitos colaterais dos 
Observação: doses de beclometasona para formulação de partícula extrafina.
17
FLUXOGRAMA SIMPLIFICADO DE SUGESTÃO DO TRATAMENTO INICIAL PARA CRIANÇAS 
DE 6 A 11 ANOS
SE INICIAR COM
Sintomas maioria dos dias, sintomas
noturnos >= 1 x/semana e baixa
função pulmonar?
Sintomas maioria dos dias OU sintomas
noturnos >= 1 x/semana?
Dose baixa de CI + SABA para
alívio (s/n)
Dose baixa diária de CI-LABA OU
dose moderada diária de CI
Dose moderada diária de CI-LABA
Dose baixa diária de CISintomas >= 2 x/mês?
não
não
não
sim
sim
sim
STEP 4
STEP 3
STEP 2
STEP 1
medicamentos. Interessante quando há rinite associada).
STEP 3- Sintomas na maiora dos dias ou noturnos >= 1X/sem 
• Dose baixa de corticóide inalatório –formoterol (CI-LABA) diária para manuten-
ção e SABA para alívio* 
• Dose moderada CI diária para manutenção e SABA para alívio 
• Dose baixa CI + antileucotrieno diariamente para manutenção e SABA para alívio 
STEP 4- Sintomas na maiora dos dias ou noturnos >= 1X/sem e baixa função pulmonar 
e pacientes não controlados com dose baixa de CI-LABA (STEP 3)
• Dose moderada de corticóide inalatório – formoterol (CI-LABA) diária para 
manutenção e SABA para alívio 
• Dose alta de corticóide inalatório – formoterol (CI-LABA) diária para manutenção (OU 
adicionar antileucotrieno) e SABA para alívio 
Se não houver controle : Encaminhar ao especialista 
 * Tratamento de escolha no Programa Respirar 
STEP 5- Sintomas persistentes/exacerbações apesar de boa técnica e adesão ao STEP 4 
• Encaminhar ao especialista para investigação e possíveis terapias adicionais (Tio-
trópio, azitromicina, anti-igE, anti-interleucinas 4 e 5, termoplastia brônquica, baixa 
dose de corticóide oral)
18
DROGA BAIXA MODERADA ALTA
Beclometasona (AD) 50-100 >100-200 >200 
Budesonida (IP) 100-200 >200-400 >400 
Ciclesonida (AD) 80 80-160 >160 
Fluticasona (AD) 100-200 >200-500 >500 
Fluticasona (IP) 100-200 >200-400 >400 
7.4.1.3 - Tratamento inicial para crianças = 3 X/ano) ou menos frequentes porém graves; 
uso de SABA e antibióticos frequentes (mensal ou bimestral).
• Dose baixa de CI diária para manutenção e SABA para alívio* 
• Antileucotrieno diariamente para manutenção e SABA para alívio 
• Cursos curtos de CI no início das doenças respiratórias 
STEP 3 - Se sintomas persistem apesar de adequada adesão ao STEP 2 
• Dose moderada CI diária (dobrar a dose) e SABA para alívio* 
• Dose baixa CI diária para manutenção + antileucotrieno e SABA para alívio 
• Considerar encaminhamento ao especialista 
 
 
19
Aumentando o STEP (stepping up) 
Antes de aumentar o STEP, verificar adesão ao tratamento, técnica inalatória, o manejo das 
comorbidades e exposição a fatores de risco modificáveis. O mesmo pode ser realizado: 
• Por um período de 03 meses para verificar resposta 
• Por um período de 1 a 2 semanas – durante infecção viral ou exposição a antígenos 
Diminuindo o STEP (stepping down) 
Quando o paciente alcançar o controle dos sintomas por no mínimo 3 meses (para pa-
cientes sem exacerbações no último ano) e função pulmonar estável: 
• Escolher momento adequado: Na ausência de gestação, fora sazonalidade de infec-
ções respiratórias ou viagens. 
• Redução de 25-50% na dose de ICS por 3 meses 
• Passar a administrar uma vez ao dia, para pacientes em uso de dose baixa de CI. 
STEP 4- Sintomas não controlados com STEP 3 
• Encaminhar ao especialista 
Observação: * tratamento de escolha no Programa Respirar 
Se não houver controle: Encaminhar ao especialista 
FLUXOGRAMA SIMPLIFICADO DE SUGESTÃO DO TRATAMENTO INICIAL PARA CRIANÇAS 
DE = 3x/ano
ou episódios graves, uso de SABA 
 antibióticos mensal ou bimestral
Sibilância infrequente em vigência de
infecção viral, pouco ou nenhum
sintoma intercrise
SABA por demanda
Dose baixa diária de CI como prova
terapêutica por 03 meses.
não
sim
sim
STEP 2
STEP 1
DROGA BAIXA DOSE (mcg) 
Beclometasona (AD) 100 
Budesonida nebulizada 500 
Fluticasona (AD) 50 
20
• Orientar adequadamente o paciente quanto ao risco de sintomas e fornecer plano 
de ação por escrito. 
OUTRAS OPÇÕES TERAPÊUTICAS 
• Tiotrópio 
• Azitromicina 
• Anti-igE 
• Anti-interleucinas 4 e 5 
• Termoplastia brônquica 
• Imunoterapia alérgeno-específica 
8- EXACERBAÇÕES DA ASMA 8- EXACERBAÇÕES DA ASMA 
8.1- DEFINIÇÃO 
São episódios de aumento progressivo dos sintomas: taquipnéia, tosse, sibilância, opressão 
torácica e redução da função pulmonar, ou seja, representa uma mudança no padrão usu-
al do paciente, que necessita intervenção medicamentosa. Em crianças menores de 6 anos 
os sintomas de exacerbação incluem letargia, redução das atividades e da alimentação. As 
exacerbações podem ocorrer em pacientes em tratamento ou podem ser o quadro da apre-
sentação inicial. Geralmente ocorrem em resposta a exposição a algum agente externo (in-
fecções virais, poluição, alérgeno alimentar, fungos, aeroalérgenos)e/ou por baixa adesão ao 
tratamento de manutenção. Exacerbações graves podem ocorrer em pacientes com asma 
leve ou bem controlada (GINA, 2020). 
São fatores relacionados a risco aumentado de morte por asma: 
• Histórico de necessidade de intubação e ventilação mecânica 
• Histórico de necessidade atendimento em serviço de urgência/hospitalização no último 
ano 
• Uso frequente de corticóide oral ou suspensão recente do uso 
• Não uso de corticoide inalatório 
• Uso de SABA > 1 frasco por mês 
• Histórico de doença psiquiátrica 
• Baixa adesão ao tratamento 
• Alergia alimentar associada 
21
8.2- CLASSIFICAÇÃO QUANTO À GRAVIDADE 
8.2.1- Crianças 6 - 11 anos e adolescentes 
SINTOMAS LEVE/MODERADA GRAVE* 
ESTADO DE CONSCIÊNCIA normal agitado
SAT O2** 90- 95% 120 
FR 30
USO DE MUSCULATURA 
ACESSÓRIA 
não sim
SINTOMAS LEVE/MODERADA GRAVE *
ESTADO DE CONSCIÊNCIA normal Agitado, confuso, 
sonolento
SAT O2 ** > 95% 180 (0-3 anos)
>150 (4-5 anos)
FR 40
CIANOSE CENTRAL
INTENSIDADE DOS 
SIBILOS
não possível
variável Tórax pode estar silente
8.2.2- Crianças tratamento domiciliar 
• Piora ou sem melhora -> referenciar ao serviço de urgência e emergência. 
Em presença de exacerbação deve-se sempre avaliar a necessidade de corticóide oral. 
A dose é de 1 a 2mg/kg/dia por 3 a 5 dias (dose máxima de 40mg/dia para crianças de 
6-11anos e 50mg/dia para adolescentes). 
8.3.2 - Para crianças tratamento domiciliar 
• Piora ou sem melhora -> referenciar ao serviço de urgência e emergência 
Em presença de exacerbação deve-se sempre avaliar a necessidade de corticóide oral. A 
dose é de 1 a 2mg/kg/dia por 3 a 5 dias (dose máxima de 20mg/dia para crianças• A criança deve estar sentada ou em pé 
• Retirar a tampa do AD e agitá-lo por 10 segundos 
• Acoplar o AD ao espaçador e posicionar a saída do bocal verticalmente 
• Colocar a máscara sobre a boca e o nariz, bem ajustada 
25
• Acionar o AD uma vez apenas 
• Contar 10 respirações ou 20 segundos, observando o movimento da válvula 
• Se precisar fazer mais jatos, repetir todo o processo com intervalo de 30 segundos 
entre as aplicações. 
- Crianças acima de 6 anos de idade: Espaçador sem máscara 
• A criança deve estar sentada ou em pé 
• Retirar a tampa do AD e agitar o dispositivo. 
• Acoplar o AD ao espaçador e posicioná-lo verticalmente (formato de L). 
• Expirar normalmente e introduzir o bocal do espaçador na boca. 
• Disparar o AD e inspirar pela boca, lenta e profundamente.
• Tampar o nariz para evitar inspiração nasal; evitar iniciar inspiração > 2 segundos após o 
disparo, pois isso reduz a deposição pulmonar. 
• Fazer pausa pós-inspiratória de no mínimo 10 segundos.
10.2 - INALADORES DE PÓ (IP) Podem ser tentados a partir dos 6 anos de idade. 
Os inaladores de pó são dispositivos pequenos, discretos, facilmente transportáveis e ati-
vados pela inspiração. A maioria contêm fármaco sob a forma micronizada, misturado com 
partículas de maiores dimensões, os transportadores, que evitam a agregação, aumentam o 
fluxo e ajudam a dispersão.
• O preparo da dose irá depender do tipo de inalador: 
• Expirar normalmente e colocar o dispositivo na boca 
• Inspirar o mais rápido e profundo possível 
• Fazer pausa pós-inspiratória de 10 segundos 
• IP com cápsula: se restar pó na cápsula fazer nova inspiração. 
11- VACINAÇÃO 11- VACINAÇÃO 
As infecções virais do trato respiratório são doenças frequentes e autolimitadas. Mas, para os asmá-
ticos ou pessoas com fatores de risco para asma, podem acarretar a expressão ou perda do contro-
le da doença. Novas evidências mostram que infecções por rinovírus nos lactentes sibilantes são o 
maior fator de risco para desenvolvimento de asma aos 6 anos de idade. Entre os vírus respiratórios 
que podem ter associação com a asma, apenas o Influenza pode ser prevenido com vacinas. O ris-
co de internação para os asmáticos foi quatro a cinco vezes maior do que na população em geral. 
26
A asma, só há pouco tempo foi considerada fator de risco para a infecção pneumococica. Na 
maioria dos países a prevenção com vacinas pneumocócicas está recomendada somente em 
crianças asmáticas menores de 71 meses e em uso de altas doses de corticóide. Nos Centros 
de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries), pacientes com asma moderada ou grave 
estão incluídos no grupo de risco para a doença pneumocócica e, para eles, está disponível a 
vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23) para maiores de 2 anos e um reforço 
com a VPP23 cinco anos após (ASBAI , 2016). 
12 - O PROGRAMA RESPIRAR 12 - O PROGRAMA RESPIRAR 
12.1- CAPTAÇÃO DOS PACIENTES E BUSCA ATIVA 
Pacientes com quadro respiratório recorrente ou persistente sugestivos de asma (sibilos, 
dispnéia, opressão torácica e tosse, principalmente à noite ou no início da manhã, podendo 
haver variação na intensidade e ao longo do tempo) devem ser captados por busca ativa 
(agentes comunitários de saúde) ou procura espontânea e devem ser avaliados por um mé-
dico para verificação dos critérios de inclusão. A consulta médica deve ser realizada preferen-
cialmente pelo médico da unidade de saúde responsável pela sua equipe ou pelo pediatra, 
podendo na ausência destes, ser realizada por médico de outra equipe ou de outra UBS mais 
próxima, de modo que não haja atraso na inclusão e início de tratamento do paciente. 
12.2- CRITÉRIOS DE INCLUSÃO 
Pacientes com encaminhamento médico ou por procura espontânea de seus responsáveis: 
Até 5 anos: que apresentaram três ou mais episódios de sibilância/sintomas sugestivos de 
asma por ano ou sua persistência por pelo menos um mês. 
Entre 6 anos e 17 anos 11 meses e 29 dias: que apresentarem sinais e sintomas compatíveis 
com o diagnóstico de asma. 
12.3- CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO 
Tabagismo atual ativo ou passivo (intradomiciliar - pais ou responsáveis) desde que se recuse 
a passar por um atendimento Programa Nacional de Controle do Tabagismo. 
12.4- CRITÉRIOS DE ALTA 
Antes de se considerar suspensão da medicação de controle, é essencial observar que as 
estratégias devem ser centradas no paciente, incluindo a avaliação da estabilidade da asma 
(o que significa controle atual e ausência de exacerbações no último ano), da adesão ao trata-
mento, do controle das comorbidades, do risco de exacerbações, da exposição ocupacional 
e ambiental, da etapa do tratamento e dos potenciais efeitos adversos da medicação. 
- Após a redução gradual e suspensão da medicação o paciente permanece no programa por 
24 meses em acompanhamento semestral para monitorização. Após este período, se man-
tiver fatores de risco controlados e sem axcerbacoes a alta deverá ser dicutida com a família.
27
- Avaliar a interrupção do tratamento especialmente para as crianças menores de 6 anos 
devido à ocorrência dos fenótipos de sibilância transitória da infância (quadros de sibilância 
que se iniciam antes dos 3 anos de idade e se mantém até a idade escolar), para não expor 
um paciente ao risco desnecessário de uma medicação por longa data com possibilidade 
de repercussões negativas futuras. Para pacientes maiores de 6 anos, sempre que possível, a 
espirometria deve ser realizada.
Os responsáveis devem receber informações sobre a cronicidade da doença e após a alta 
todo paciente terá livre acesso para reinserção no programa e reinício do tratamento confor-
me a necessidade. 
12.5- CRITÉRIOS DE ABANDONO 
Não comparecimento a 3 consultas pré-agendadas consecutivamente, não justificadas. Mu-
dança de endereço para outro município. 
12.6 - CONSULTA MÉDICA 
A consulta é padronizada no SANITAS, contendo dois formatos de anamnese e exame físico 
estruturados: uma de primeiro atendimento, para inclusão do paciente no programa e outra 
de seguimento do paciente. Na anamnese de inclusão serão preenchidos os dados referen-
tes à época do diagnóstico, história pregressa, comorbidades, uso prévio de medicamentos, 
condições ambientais e STEP de tratamento a ser iniciado. Serão solicitados hemograma e 
exame parasitológico de fezes (EPF). Nas subsequentes são avaliados principalmente as ques-
tões de adesão, controle dos sintomas, ajustes nas doses de medicamentos, efeitos adversos 
e necessidade de encaminhamento para atendimento especializado. 
O acompanhamento será mensal, no início do uso da medicação (durante os 2 primeiros 
meses ou mais conforme necessidade) e a partir de então a cada 3 meses, época em que será 
avaliado o nível de controle da doença e a necessidade de mudanças no esquema terapêuti-
co. Para pacientes com bom controle da asma (sintomas e fatores de risco) nas últimas duas 
avaliações o intervalos entre as próximas consultas poderá ser aumentado para cada 4 meses. 
Nos casos de asma não controlada, mesmo após revisões e verificação de adequada adesão, 
condições ambientais, técnica inalatória e doses de medicação o paciente deverá ser refe-
renciado para atendimento especializado (alergista) na Policlínica Municipal de Ipatinga para 
revisão de diagnósticos diferenciais e realização de avaliação complementar cabível, bem 
como a realização de espirometria (para crianças >= 8 anos). A referência técnica poderá ser 
consultada pelo médico da unidade para discussão de casos que devem ser selecionados 
pela equipe. Deverá ser agendado um dia de atendimento do programa para que a referên-
cia técnica possa auxiliar na condução dos casos. 
12.7- CONSULTA DE ENFERMAGEM 
Após o término da consulta médica de inclusão do paciente no programa a equipe de enfer-
magem revisa a prescrição médica com o paciente (e acompanhante), realiza o treinamento 
sobre o uso da medicação inalatória, esclarece sobre controle ambiental, preconceitose difi-
culdades de adesão ao tratamento e orienta quanto à limpeza e conservação dos dispositivos 
inalatórios. Os frascos das medicações devem ser etiquetados pela enfermagem (“uso diário/
28
contínuo” e “uso para alívio” conforme as indicações de uso da receita médica) e os pacientes 
devem ser orientados a levá-las em todas as consultas com o (s) dispositivo (s) inalatório (s). 
Nos atendimentos subsequentes as consultas de enfermagem e médica deverão ocorrer na 
mesma data e de maneira sequencial, devendo a consulta de enfermagem, para a checagem 
dos itens acima, acontecer antes da consulta médica.Para os casos em que houver tabagistas 
no domicílio deverá ocorrer o direcionamento para marcação de atendimento pelo Progra-
ma Nacional de Controle do tabagismo. 
12.8- PALESTRA EDUCATIVA 
Os pacientes e/ou responsáveis participarão de um programa de educação em asma, com 
palestras presididas pelo médico ou enfermeiro, auxiliados pelo técnico de enfermagem. 
A previsão de frequência é quadrimestral, devendo cada paciente participar de pelo menos 
uma palestra anualmente. 
12.9- CARTÃO DO PACIENTE 
Cada paciente receberá o cartão do programa, contendo sua identificação, informações so-
bre a asma e seu tratamento. Devem ser anotadas, no interior do cartão, informações sobre 
o fornecimento de medicações, agendamentos de consultas, participação nas palestras edu-
cativas e ocorrência de exacerbações. A receita deve ser anexada ao cartão e deverá conter 
plano de ação por escrito, orientando o paciente para os procedimentos a serem realizados 
em caso de pré-crise e crise e em que ocasião procurar o serviço de urgência/emergência. 
12.10- CARTÃO DO PROFISSIONAL 
O médico responsável pelo acompanhamento dos pacientes do programa deve ter acesso 
ao cartão do profissional, disponibilizado de forma virtual e impressa, para consulta rápida 
durante os atendimentos. O cartão contém informações sucintas sobre tópicos a serem ava-
liados a cada consulta, STEPs de tratamento medicamentoso, doses das medicações por faixa 
etária e tratamento da exacerbação. Para quaisquer outras dúvidas técnicas este protocolo 
poderá ser consultado (disponibilizado de forma virtual e impressa em todas as UBS) 
13- VACINAÇÃO PARA PACIENTES DO PROGRAMA 13- VACINAÇÃO PARA PACIENTES DO PROGRAMA 
A vacinação contra influenza está disponível anualmente, na UBS, para todo paciente do pro-
grama, a partir de 6 meses de vida.
Os pacientes com asma modera ou grave devem receber prescrição - disponível via Centros de 
Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries) - de uma dose de vacina pneumocócica po-
lissacarídica 23-valente (VPP23) para maiores de 2 anos e um reforço com a mesma cinco anos 
após. 
29
14- ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA 14- ATRIBUIÇÕES DA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA 
- UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE(UBS) - UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE(UBS) 
Reconhecimento e captação de crianças e adolescentes que: 
- Necessitem regularmente de atendimento no serviço de urgência/emergência devido sin-
tomas sugestivos de asma 
- Tenham história de internação por asma ou pneumonia 
- Apresentem, sintomas recorrentes de chiado no peito ou cansaço 
Prover informações aos asmáticos ou seus responsáveis sobre a asma através de grupos 
operativos sobre prevenção, tratamento e auto cuidado. 
14.1- ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO 
• Agendamento das consultas do Programa Respirar e triagem dos pacientes cujos res-
ponsáveis procuram atendimento no Programa por demanda espontânea (quadro respi-
ratório recorrente ou persistente sugestivos de asma) 
• Verificar adesão ao tratamento e técnica inalatória em todas as consultas 
• Verificar e reorientar periodicamente sobre a limpeza e conservação do dispositivo inalatório 
• Realizar a etiquetagem das medicações com o modo de uso conforme definido na recei-
ta médica 
• Orientar sobre medidas de controle ambiental 
• Administrar broncodilatador via inalatória conforme prescrição médica ou registro no 
prontuário nos casos de pacientes que procuram a UBS apresentando quadro de exacer-
bação das asma, na indisponibilidade de atendimento médico, até o encaminhamento 
à unidade de urgência. 
• Coordenar os grupos de palestras educativas em asma 
• Acompanhar a regularidade do comparecimento dos pacientes às consultas e palestras
14.2- ATRIBUIÇÕES DO MÉDICO DA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE
• Acompanhar e monitorar clínicamente os pacientes asmáticos 
• Realizar atendimento para pacientes em crise asmática que cheguem a UBS, conforme 
orientação deste protocolo 
• Discutir com o pediatra da unidade e/ou responsável técnico pelo programa os casos 
duvidosos ou de difícil controle, especialmente de crianças abaixo de 6 anos 
30
• Ministrar palestras educativas em asma sempre que oportuno 
14.3 - ATRIBUIÇÕES DO MÉDICO PEDIATRA 
• Acompanhar e monitorar clínicamente os pacientes asmáticos 
• Realizar atendimento para pacientes em crise asmática que cheguem a UBS, conforme 
orientação deste protocolo 
• Ser o médico de apoio imediato para os médicos de saúde da família e clínicos para dis-
cussão de casos duvidosos ou de difícil controle, especialmente de crianças abaixo de 6 
anos. 
• Ministrar palestras educativas em asma sempre que oportuno 
14.4- ATRIBUIÇÕES DAS AGENTES COMUNITÁRIAS DE SAÚDE (ACS) 
• Realizar visitas domiciliares às famílias de pacientes asmáticos a fim de reforçar medidas 
de controle ambiental e adesão ao tratamento 
• Reconhecimento de crianças e adolescentes com possível doença respiratória sugestiva 
de asma e encaminhá-los para atendimento na UBS 
• Auxiliar o enfermeiro/médico na realização/agendamento das palestras educativas
14.5 - ATRIBUIÇÕES DO GERENTE DA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE 
• Gerenciar o processo de trabalho na unidade básica de saúde, organizando agendas para 
viabilizar as consultas do paciente asmáticos (consulta de enfermagem e consulta médi-
ca) no mesmo turno de modo a otimizar a visita do usuário asmático, sem comprometer 
as rotinas do serviço. 
• Disponibilizar e organizar espaços e materiais para as palestras educativas 
14.6- ATRIBUIÇÕES DA REFERÊNCIA TÉCNICA DO PROGRAMA 
Desempenhar as funções de: 
• Suporte técnico (confecção e atualização periódica do protocolo de atendimento médico 
aos pacientes do programa; discussão de casos e orientações sobre condutas em casos 
difíceis) 
• Educação permanente (disponibilização de momentos de treinamento/aperfeiçoamen-
to para profissionais ingressantes nas UBS e atualização, conforme a demanda, para aque-
les que já o receberam previamente) 
31
• Apoio na organização/criação de projetos voltados para assistência aos pacientes asmá-
ticos 
• Executar outras atividades correlatas 
 15 - MEDICAÇÕES E DISPOSITIVOS INALATÓRIOS 15 - MEDICAÇÕES E DISPOSITIVOS INALATÓRIOS 
DISPONIBILIZADOS PELO PROGRAMA DISPONIBILIZADOS PELO PROGRAMA 
Os espaçadores serão fornecidos segundo a faixa etária: 
- Para menores de 2 anos - tamanho Baby ou lactente 
- Para maiores de 2 anos - tamanho criança /adulto 
Observação: o tamanho do espaçador deve respeitar o adequado ajuste da mascara à face do 
paciente. Os espaçadores poderão ser trocados quando a criança mudar de faixa etária e o cres-
cimento facial prejudicar a adaptação da máscara e quando houver solicitação por escrito (com 
justificativa) feita pelo enfermeiro ou médico responsável 
• Dipropionato de beclometasona Spray - aerossol dosimetrado - 50mcg e 250mcg 
• Fumarato de formoterol di-hidratado 6 mcg + budesonida 200 mcg - pó em cápsulas para 
inalação por dispositivo Aerocaps 
• Sulfato de salbutamol Spray - aerossol dosimetrado -100mcg 
• Furoato de fluticasona Spray nasal - 27,5 mcg. Observação: para pacientes com asma mo-
derada ou grave (STEP 3, 4 OU 5 de tratamento) com rinite alérgica associada, que não ob-
tiveram melhora dos sintomas nasais com o uso de budesonida nasal por pelo menos 6 
meses ou não toleraram a medicação anterior (preencher formulário de dispensação do 
medicamento).32
ENCAMINHAMENTO MÉDICO, PROCURA ESPONTÂNEA,
BUSCA ATIVA PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DA UBS
CONSULTA COM O MÉDICO DO PSF OU
PEDIATRA DA UNIDADE
AVALIAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
NÃOSIM
PARA TABAGISTAS ATIVOS
E PASSIVOS:
AGENDAMENTO DE ATENDIMENTO
NO PROGRAMA DE CONTROLE
DO TABAGISMO
MARCAÇÃO DE CONSULTA
DE ROTINA 
FORA DO PROGRAMACONSULTA COM ENFERMAGEM
INCLUSÃO NO PROGRAMA
AGENDAMENTO DA PRIMEIRA
CONSULTA DE RETORNO EM 30 DIAS
E ORIENTAÇÃO SOBRE O CALENDÁRIO
DAS PALESTRAS SOBRE EDUCAÇÃO
EM ASMA
FARMÁCIA
TRIAGEM PELA ENFERMAGEM
ANEXO 1 - FLUXOGRAMA DE 1º ATENDIMENTO (INCLUSÃO NO PROGRAMA)
16-ANEXOS 16-ANEXOS 
33
ANEXO 2- FLUXOGRAMA DAS CONSULTAS SUBSEQUENTES
CONSULTA COM A ENFERMAGEM PARA 
AVALIAÇÃO DE ADESÃO, TÉCNICA INALATÓRIA, 
CONTROLE AMBIENTAL, ETIQUETAGEM DOS 
FRASCOS DAS MEDICAÇÕES, ANTROPOMETRIA
CONSULTA MÉDICA PARA AVALIAÇÃO DO NÍVEL 
DE CONTROLE DA ASMA, AJUSTES NAS DOSES 
DAS MEDICAÇÕES E ENCAMINHAMENTOS 
QUANDO NECESSÁRIO
ACS
NOS CASOS EM QUE SE 
IDENTIFIQUE NECESSIDADE DE 
VISITA DOMICILIAR
NUTRICIONISTA
PACIENTES COM OBESIDADE
ESPECIALISTA - ALERGISTA
POLICLINICA MUNICIPAL DE 
IPATINGA
 AGENDAMENTO PELA ENFERMAGEM DA 
CONSULTA DE RETORNO
34
ANEXO 3 - CARTÃO DO PACIENTE
35
36
ANEXO 4- CARTÃO DO PROFISSIONAL
37
38
ANEXO 5- ORIENTAÇÕES PARA O CONTROLE AMBIENTAL
AMBIENTE DOMICILIAR:
- Evitar muitos enfeites pois acumulam poeira e dificultam a limpeza diária (quadros, pra-
teleiras, porta-retratos, papéis de parede, almofadas, vasos de plantas, etc...)
- Evitar cortinas e tapetes
- Preferencialmente encapar o sofá com corino
- Fazer a limpeza diariamente com pano úmido em móveis e no piso (evitar uso de vas-
souras)
- Manter alimentos em local fechado
- Manter lixeiras bem tampadas para evitar baratas
- Não fumar em nenhum cômodo da casa
- Evitar animais dentro de casa
- Eliminar mofo de paredes, moveis, panos úmidos acumulados ou cortinas de banheiro, 
etc)
- Evitar uso de produtos com cheiros fortes (cera, tinta, desinfetantes, incenso, repelentes) 
- Guardar livros, brinquedos e materiais de uso infrequente dento de armários com portas 
ou caixas com tampa
- Se for usar ventilador limpar a grade e as hélices com pano úmido antes de ligar 
- Manter toda a casa arejada, deixar o sol entrar
PARA O QUARTO DA CRIANÇA
 Além dos cuidados acima:
- Eliminar brinquedos de pelúcia e cobertores (preferir edredons)
- Encapar colchão e travesseiro com corino ou capa anti-alérgica
- Não deixar cama encostada à parede
- Retirar o colchão para limpar o estrado uma vez por semana
- Evitar alimentação em cima da cama
- Trocar a roupa de cama 2 vezes por semana, evitar o uso de amaciantes ou sabões per-
fumados.
Lembrete: os cuidados devem ser repassados aos locais que a criança frequenta regular-
mente (casa de familiares, cuidador ou escolinha)
39
ANEXO 6- FICHA DE SOLICITAÇÃO DE VACINAS (SICRIE)
Lembrete​: os cuidados devem ser repassados aos locais que a criança frequenta regularmente (casa 
de familiares, cuidador ou escolinha) 
ANEXO 6 FICHA DE SOLICITAÇÃO DE VACINAS (SICRIE) 
 
 
40
ANEXO 7- CONTROLE DE PRAZOS DE DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS
 
 
ANEXO 7- CONTROLE DE PRAZOS DE DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE IPATINGA - PROGRAMA RESPIRAR 
 
GUIA DE ORIENTAÇÃO PARA A FARMÁCIA - DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS 
 
 
DOSAGEM 
 
RETORNO 
 
BECLOMETASONA 
50 MCG (200 doses) 
1 jato/dia 6 meses 
2 jatos/dia 3 meses 
3 jatos/dia 2 meses 
4 jatos/dia 45 dias 
5 jatos/dia 1 mes 
 
BECLOMETASONA 
250MCG (200 doses) 
1 jato/dia 6 meses 
2 jatos/dia 3 meses 
3 jatos/dia 2 meses 
 
SALBUTAMOL 100 mcg (200 doses) 
Variável - medicação 
usada sob demanda 
 
 
BUDESONIDA + FORMOTEROL 6/200 
MCG (60 cápsulas) 
1 cápsula/dia 2 meses 
2 cápsulas/dia 1 mes 
3 cápsulas/dia 20 dias 
4 cápsulas/dia 15 dias 
 
FLUTICASONA SPRAY NASAL 27,5 mcg 
(120 doses) 
2 doses/dia 2 meses 
4 doses/dia 1 mes 
 
BUDESONIDA SPRAY NASAL 32 mcg 
(120 doses) 
2 doses/dia 2 meses 
4 doses/dia 1 mes 
 
 
41
ANEXO 8- FLUXOGRAMA DO TRATAMENTO DA EXACERBAÇÃO NA ATENÇÃO 
PRIMÁRIA
Continuar tratamento domiciliar:
- Salbutamol spray de 6/6 ou até de 4/4 horas (7 dias)
• = 6 anos: 3 jatos 
 Manter corticóide inalatório, caso faça uso
 
- Iniciar corticóide oral (1-2mg/kg/dia por 3 a 5 dias): para os casos que não apresenta-
rem sinais de melhora após a primeira hora - evitar excesso de prescrição especialmente 
nos menores de 6 anos
• = 6 anos: 4 jatos
MELHOR
SOLICITAR TRANSPORTE PARA SERVIÇO DE
URGÊNCIA E ENQUANTO AGUARDA:
INICIAR SALBUTAMOL, CORTICOIDE ORAL
E OXIGENIOTERAPIA QUANDO DISPONÍVEL.
CRITÉRIOS DE GRAVIDADE:
1 - Alteração do nível de consciência.
2 - Incapacidade de falar frases.
3 - Uso de musculatura acessória ou cianose central OU tórax silencioso à ausculta.
4- FC>120, FR>30 e Sat O2 =6 anos)
FR>40 e Sat O2180 (0-3 anos) / FC > 150 (4-5 anos)
42
ANEXO 9- FORMULÁRIO PARA DISPENSAÇÃO DE FUROATO DE FLUTICASONA 
NASAL
 PREFEITURA MUNICIPAL DE 
IPATINGA 
 SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 
DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTO 
 
Este formulário deverá ser preenchido com letra legível e entregue à farmácia da Unidade de Saúde, 
juntamente com o receituário médico. 
 
DADOS DO PACIENTE / MEDICAÇÃO 
 
NOME: _________________________________________________________________________________ SANITAS: ___________________ 
UNIDADE DE SAÚDE: _________________________________________________________________________________________________ 
MEDICAMENTO: FUROATO DE FLUTICASONA SPRAY NASAL - 27,5 MCG 
POSOLOGIA: 
( ) 1 jato em cada narina 1 vez ao dia 
( ) 1 jato em cada narina 2 vezes ao dia 
DURAÇÃO DO TRATAMENTO: ( ) 3 meses ( ) 6 meses 
DIAGNÓSTICO: 
____________________________________________________________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________________________________________________________ 
TERAPIA ANTERIORMENTE UTILIZADA (descrever todos os medicamentos): 
____________________________________________________________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________________________________________________________ 
JUSTIFICATIVA CLÍNICA (esclarecer a escolha do medicamento prescrito em detrimento dos demais medicamentos disponíveis na rede): 
____________________________________________________________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________________________________________________________ 
 
 
DATA: _______/_______/_______ ASS./CARIMBO MÉDICO: __________________________________________________________________________________ 
 
 
FARMÁCIA DA UNIDADE DE SAÚDE 
 
PARECER DO FARMACÊUTICO: 
( ) DEFERIDO 
( ) INDEFERIDO 
 
 
DATA: _______/_______/_______ ASS./CARIMBO FARMACÊUTICO: __________________________________________________________________________ 
SEPLAN MOD. 17.200-122 
43
ANEXO 10 - ORIENTAÇÕES PARA HIGIENIZAÇÃO DOS DISPOSITIVOS INALATÓRIOS
Limpeza e desinfecção do espaçador na Unidade de Saúde 
 
Quando o espaçador for de uso comum, deve ser realizada a limpeza e desinfecção para 
reutilização. 
Procedimento: 
1. Lavar as mãos; 
2. Colocar o Equipamento de Proteção Individual (EPI): Avental impermeável, gorros ou 
toucas, luvas de segurança (látex), máscara de proteção e óculos de proteção; 
3. Desmontar a câmara inalatória/espaçador conforme orientação

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