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ASMA
P R O F. TAY S A M O R E I R A
M A R Ç O D E 2 0 2 2
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Prof. Taysa Moreira | Asma 2PNEUMOLOGIA
PROF. TAYSA
MOREIRA
APRESENTAÇÃO:
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/estrategiamed Estratégia MED
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@proftaysamoreira
Olá, Estrategista!
Este resumo é uma parada obrigatória em seus estudos
da Pneumologia, já que estamos falando de uma das doenças
respiratórias crônicas mais prevalentes no mundo: a asma.
A partir de agora, repassaremos todos os tópicos relativos
a essa condição, com destaque para aqueles mais cobrados nas
provas, como definição, diagnóstico, tratamento de manutenção
e exacerbação.
Por isso, atenção e foco totais, para que, ao final deste
livro, você domine esse tema tão relevante nas provas e, também,
em nossa prática clínica. Afinal, dificilmente você passará por
plantões no pronto atendimento sem atender, ao menos, um caso
de asma.
Preparado? Vamos lá!
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SUMÁRIO
1.0 DEFINIÇÃO 4
2.0 EPIDEMIOLOGIA 4
3.0 ETIOFISIOPATOLOGIA 5
4.0 FENÓTIPOS E ENDÓTIPOS 7
5.0 QUADRO CLÍNICO 8
6.0 EXAMES COMPLEMENTARES 9
7.0 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 12
8.0 TRATAMENTO 13
8.1 MANEJO DA ASMA BRÔNQUICA 13
8.2 MANEJO DA EXACERBAÇÃO DA ASMA 17
9.0 SITUAÇÕES ESPECIAIS 20
9.1 ASMA E GESTAÇÃO 20
9.2 ASMA E COVID-19 20
10.0 LISTA DE QUESTÕES 21
11.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 22
12.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 24
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CAPÍTULO
1.0 DEFINIÇÃO
A asma é uma doença heterogênea, caracterizada por
inflamação crônica das vias aéreas e limitação variável ao fluxo
expiratório, reversível espontaneamente ou com tratamento.
Manifesta-se clinicamente por sintomas respiratórios
intermitentes e recorrentes, incluindo sibilância, dispneia, aperto
no peito e tosse, que variam ao longo do tempo e em intensidade.
CAPÍTULO
2.0 EPIDEMIOLOGIA
A asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais
prevalentes e afeta cerca de 1 a 18% da população mundial. O Brasil
está entre os países com maior prevalência de sintomas de asma,
com estimativa de aproximadamente 20 milhões de habitantes
vivendo com a doença.
Apesar de todos os avanços no conhecimento da
fisiopatologia da doença e da tendência temporal de redução da
mortalidade em todo o mundo, a doença ainda está associada à
elevada morbimortalidade e causa importante sobrecarga social
e pessoal.
É uma doença de apresentação mais comumente em crianças
e adultos jovens, porém o início dos sintomas pode ocorrer em
qualquer década da vida, não sendo infrequente o surgimento
dos sintomas na vida adulta. No sexo masculino, predomina na
infância e, no feminino, a partir da adolescência.
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CAPÍTULO
3.0 ETIOFISIOPATOLOGIA
A asma é uma doença multifacetada com etiologia
multifatorial. Diferentes fatores de risco e interações ambientais
são fundamentais para seu surgimento.
De modo geral, os fatores que influenciam a asma
podem ser divididos em:
Fatores ligados
ao hospedeiro
• Associados ao desenvolvimento da doença.
• Predisposição genética (p. ex., genes ligados
à atopia), idade, obesidade.
Associados ao desencadeamento de sinto-
mas ("gatilhos").
Sensibilizantes ocupacionais, alérgenos,
fumaça de cigarro, poluição ambiental,
medicamentos, exercícios, alterações
climáticas.
•
•
A alteração elementar na asma é a inflamação crônica das
vias aéreas caracterizada pela presença de diferentes células,
como eosinófilos, basófilos, mastócitos, linfócitos, macrófagos
e neutrófilos, e de citocinas produzidas por elas. Indo um pouco
mais a fundo, vale a pena destacar que a resposta imunológica
na asma é do tipo Th2, a mesma observada na rinite, no
eczema e, também, nas infecções helmínticas. Isso é importante
porque guarda relação direta com os endótipos da asma.
Fique tranquilo, mais à frente, retomaremos esse conceito.
Uma vez iniciado esse processo, desencadeia-se uma
resposta broncoconstritora exagerada a estímulos normalmente
não nocivos, determinando os episódios de sintomas da
doença, reversíveis espontaneamente ou com tratamento.
O estreitamento brônquico é resultante não apenas da contração
do músculo liso, mas, também, do edema da mucosa e da
hipersecreção de muco.
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Figura 1. Representação esquemática da pequena via aérea de paciente com asma brônquica.
Caso esse processo inflamatório não seja controlado
e se perpetue, estabelece-se um ciclo vicioso de agressão e
reparo, que pode desencadear o remodelamento das vias
respiratórias (irreversível) com depósito intersticial de colágeno
na membrana basal. Por isso, podemos encontrar a persistência de
anormalidades clínicas e funcionais, como sintomas, limitação
ao fluxo de ar e broncoconstrição, mesmo na ausência de gatilho
desencadeador.
O esquema a seguir resume os principais achados discutidos
acima:
Aproveitando a oportunidade, você já se perguntou o que está por trás dos óbitos causados pela asma?
INFLAMAÇÃO DAS
VIAS AÉREAS
Hiperresponsividade brônquica
Redução do calibre das vias aéreas
Remodelamento da via aérea
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CAPÍTULO
4.0 FENÓTIPOS E ENDÓTIPOS
Um fenótipo de uma doença descreve as características
comuns clinicamente observáveis, sem que haja, necessariamente,
uma relação direta com a fisiopatologia subjacente.
A classificação em fenótipos tem como objetivo facilitar o
entendimento das manifestações clínicas, do desencadeamento
de crises, dos gatilhos e da resposta ao tratamento. Os principais
fenótipos trazidos pelo documento GINA (Global Initiative
for Asthma) de 2021 e suas principais características estão
resumidos na Tabela 1:
FENÓTIPOS DA ASMA
Asma alérgica
• Fenótipo mais frequente;
• Geralmente, tem início na infância, com história pessoal ou familiar de rinite alérgica,
eczema e alergia a alimentos/medicações;
• O exame do escarro induzido revela frequentemente uma predominância de eosinófilos;
• Os pacientes costumam responder bem aos corticosteroides inalatórios (CIs).
Asma não alérgica
• Não apresenta estigmas de atopia;
• O exame de escarro induzido pode ser neutrofílico, eosinofílico ou conter, apenas,
algumas células inflamatórias;
• Os pacientes, frequentemente, têm menor resposta aos CIs.
Asma de início tardio
• Asma de início na vida adulta, mais comum em mulheres;
• Geralmente, sem sinais de atopia;
• Os pacientes, frequentemente, requerem doses mais elevadas de CIs ou são
relativamente refratários a eles.
Asma com limitação
fixa ao fluxo aéreo
• Pacientes com doença de longa duração e provável remodelamento da parede das vias
aéreas;
• Frequentemente, apresentam baixa resposta aos CIs.
Asma e obesidade
• Pacientes obesos com sintomas respiratórios proeminentes;
• Apresentam pouco sinal de inflamação eosinofílica;
• Frequentemente, têm menor resposta aos Cis.
Tabela 1. Fenótipos da asma. Adaptado de Global Initiative for Asthma (GINA), 2021.
O paciente vítima de uma exacerbação fatal de asma apresenta como mecanismo desencadeador do óbito a
hipoxemia grave e refratária, resultante da presença de tampões de muco nas vias aéreas que impedem o fluxo de ar,
compostos, principalmente, de eosinófilos e células epiteliais mucosas descamadas em grande número.
Os elementos característicos vistos na necropsia desses pacientes incluem os cristais de Charcot-Leyden
(coalescência de grânulos eosinófilos livres), corpúsculos de Creola(aglomerados de células epiteliais mucosas) e espirais
de Curschmann (moldes bronquiolares de muco). Ocorre ainda edema de mucosa e submucosa, com presença de
infiltrado inflamatório local.
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Diferentemente dos fenótipos, os endótipos agrupam características fisiopatológicas consistentes, como vias metabólicas,
inflamatórias, imunológicas e de remodelação, envolvidas na patogênese da doença. Os principais endótipos da asma brônquica estão
resumidos na Tabela 2:
ENDÓTIPOS DA ASMA
Inflamação Th2 alta
• Geralmente, apresentam asma de início precoce, mais grave, associada à atopia/
IgE e à eosinofilia nas vias aéreas e sistêmica;
• Costumam ter responsividade aos corticoides e às drogas que inibem a inflamação
Th2.
Inflamação Th2 baixa
• Geralmente, apresentam asma de início tardio, com ausência de eosinofilia nas
vias aéreas e sistêmica;
• Responsividade diminuída aos corticoides. Não respondem às drogas que inibem
a inflamação Th2.
Tabela 2. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), 2020.
CAPÍTULO
5.0 QUADRO CLÍNICO
A asma manifesta-se, classicamente, com episódios
recorrentes de sibilância, dispneia, opressão torácica e tosse,
principalmente, no período noturno ou pela manhã, ao despertar,
sendo sua gravidade variável ao longo do dia e do tempo (semanas,
meses, anos). Não se esqueça de que a maioria dos pacientes
asmáticos tem outras manifestações atópicas, sobretudo rinite
alérgica.
Um marco importante é a melhora dos sintomas,
espontaneamente ou pelo uso de medicações específicas, como
broncodilatadores e/ou corticoides inalatórios ou sistêmicos.
Além disso, durante o período intercrítico, o paciente geralmente
permanece assintomático ou oligossintomático, embora, nas
formas graves e/ou prolongadas da doença, os sintomas possam
ser contínuos.
Por isso, devemos sempre caracterizar a frequência, a
intensidade e o horário de surgimento dos sintomas (diário,
semanal, noturno provocando despertar, ao fazer exercícios). É
importante avaliar, também, fatores precipitantes ou agravantes,
uso de medicações para alívio dos sintomas, medicações de
controle da doença, tratamentos anteriores, exacerbações prévias
e tratamentos requisitados, presença de comorbidades e história
familiar.
PRINCIPAIS FATORES DESENCADEANTES DE SINTOMAS NA ASMA
• Alérgenos ambientais ou ocupacionais: pólens, fungos, ácaros, pelos de animais, fibras de tecidos;
• Exposição a irritantes: fumo, poluição do ar, aerossóis;
• Drogas: aspirina, anti-inflamatórios não hormonais, betabloqueadores;
• Alterações climáticas, exposição ao ar frio, alterações emocionais e exercícios.
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A presença, ou não, de alterações ao exame físico está
diretamente relacionada à existência de obstrução ao fluxo aéreo,
ou seja, se o paciente está no período intercrítico – em geral,
assintomático – ou em exacerbação, por exemplo.
O principal achado são os sibilos, que variam conforme a
gravidade da obstrução. Inicialmente, são audíveis somente na
expiração forçada; posteriormente, são audíveis na expiração não
forçada; e, por fim, nos pacientes mais graves, podem ser audíveis
na inspiração e na expiração. Lembre-se de que, em obstruções
extremas, os sibilos desaparecem em conjunto com o som vesicular,
caracterizando o “tórax silencioso”. Muita atenção para nunca cair
nessa armadilha, seja na prática clínica, seja na prova.
Outras alterações ao exame físico incluem taquipneia,
prolongamento do tempo expiratório e presença de tiragens,
conforme a gravidade da apresentação clínica.
As exacerbações da asma são episódios caracterizados por uma piora dos sintomas, tais como dispneia, tosse, sibilância,
opressão torácica e piora progressiva da função pulmonar.
Normalmente, ocorrem em resposta à exposição a algum agente (infecção viral do trato respiratório, pólen ou poluição) e/ou
má adesão terapêutica às medicações de controle. No entanto, uma parcela dos pacientes pode cursar com exacerbações sem exposição
deflagrada.
6.0 EXAMES COMPLEMENTARES
Como já sabemos, a asma caracteriza-se por presença
de limitação variável ao fluxo expiratório, parcial ou totalmente
reversível, e sua avaliação funcional é realizada, principalmente, por
meio da espirometria e visa confirmar o diagnóstico, documentar a
gravidade da broncoconstrição e monitorar o curso da doença e as
modificações decorrentes do tratamento.
Classicamente, apresenta-se como um distúrbio ventilatório
obstrutivo (DVO), caracterizado pela redução dos fluxos e volumes
expiratórios forçados (VEF1/CVF < 0,70 ou abaixo do limite inferior
da normalidade) e relacionado ao aumento da resistência das vias
aéreas. Além disso, outra característica marcante da doença é a
presença de reversibilidade, total ou parcial, da limitação ao fluxo
aéreo, que se identifica, na espirometria, por meio da resposta
broncodilatadora positiva, com aumento em VEF1 de 200 mL
(absoluto) e 12% (porcentagem do basal) quando se comparam os
valores pré-broncodilatador e pós-broncodilatador.
Figura 2. Representação da realização de uma espirometria.
Fonte: Shutterstock.
CAPÍTULO
Classicamente, a asma comporta-se como um distúrbio ventilatório
obstrutivo (DVO) com resposta broncodilatadora positiva.
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O parâmetro utilizado para a classificação da gravidade da obstrução é o VEF1, conforme a tabela 3 mostra. Muito cuidado
para não confundir com os cortes da classificação de gravidade presentes no documento GOLD relativo à doença pulmonar
obstrutiva crônica (DPOC).
Classificação da gravidade do DVO na asma conforme o VEF1 (% do previsto)
Leve ≥ 60%
Moderado 41-59%
Grave ≤ 40%
Tabela 3. Classificação da gravidade do DVO na asma conforme o VEF1 (% do previsto).
Para você fixar os principais conceitos espirométricos relativos à asma, grave o quadro a seguir:
ACHADOS NA ESPIROMETRIA CLÁSSICA DO PACIENTE COM ASMA
1. Limitação do fluxo de ar das vias respiratórias: relação VEF1/CVF < 0,7.
2. Presença de resposta broncodilatadora positiva: aumento de VEF1 ≥ 200 mL e ≥ 12%.
Por isso, nunca se esqueça de que espirometria normal não exclui o diagnóstico de asma.
Outro ponto importante – e que sempre é cobrado nas provas – é que, assim como os sintomas, a obstrução ao fluxo aéreo pode estar
ausente em pacientes nos períodos intercríticos.
A medida seriada do pico de fluxo expiratório (PFE)
pode ser uma alternativa na ausência da espirometria ou na
espirometria normal, ainda que menos acurada. O teste é realizado
por intermédio de um aparelho – o peak flow (figura 3) – e é
considerado positivo e indicativo de asma quando apresenta uma
variabilidade diurna exagerada (> 20%), considerando-se medidas
matinais e vespertinas obtidas durante, pelo menos, 2 semanas
(com, pelo menos, três medidas de cada vez). Também é indicativo
de asma o aumento de, pelo menos, 15% no PFE após inalação de
broncodilatador ou curso oral de corticoide.
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ACHADOS DE EXAMES COMPLEMENTARES COMPATÍVEIS COM ASMA
1. Variabilidade diurna > 20% e/ou aumento de, pelo menos, 15% no PFE após inalação de broncodilatador ou curso
oral de corticoide.
2. Redução de pelo menos 20% no VEF1 basal no teste de broncoprovocação.
Pensando no fenótipo alérgico, a identificação de atopia por meio de dosagem de IgE sérica total ou específica (RAST) ou por testes
cutâneos com aeroalérgenos (prick test) é útil. A medida, direta ou indireta, de inflamação eosinofílica em vias aéreas também faz parte do
arsenal investigativo da asma.
O teste consiste na inalação de doses crescentes desses
fármacos, seguida da medida da resposta broncoconstritora
(reduçãode pelo menos 20% no VEF1 basal – CP20). No protocolo
de broncoprovocação induzida por exercício, a demonstração
de queda do VEF1 de pelo menos 10 a 15% após também
é compatível com teste positivo. É importante ressaltar que
o teste positivo confirma a presença de hiper-responsividade das
vias respiratórias (HRVR) e, isoladamente, não necessariamente de
asma.
Outro exame complementar capaz de auxiliar-nos diante
de uma espirometria normal, ou mesmo na ausência de resposta
broncodilatadora, é o teste de broncoprovocação. Ele pode ser
realizado pela inalação de agentes broncoconstritores, como a
metacolina e a histamina, ou por meio de estímulos, como exercício,
inalação de ar frio, solução salina hipertônica, entre outros.
Figura 3. Peak flow. Fonte: Shutterstock.
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7.0 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
Apesar de a história clássica de asma ser de fácil identificação, nem todos os pacientes manifestam o quadro clínico típico, ou não
compreendem a variação de sintomas, fatores desencadeantes ou agravantes e fatores atenuantes, dificultando o diagnóstico clínico da
doença. Lembre-se de que nem tudo que sibila é asma e de que, aproximadamente, 20% dos pacientes com DPOC podem apresentar
hiperreatividade brônquica, tornando a diferenciação ainda mais difícil.
Como esse é o principal diagnóstico diferencial da asma em adultos, preste atenção à tabela 4, que contém os principais parâmetros
para diferenciarmos ambas as condições
Diagnóstico diferencial entre asma e DPOC
Características Asma DPOC
Anatomia Vias aéreas Vias aéreas + parênquima
Progressão da doença Crônica e não progressiva Crônica e progressiva
Tabagismo Em geral, ausente Em geral, presente
Reversibilidade da obstrução Em geral, sim Ausente
Declínio funcional Leve Acelerado
Radiografia de tórax
Em geral, normal. Pacientes com
doença grave, remodelamento
ou em crise podem apresentar
hiperinsuflação e trama brônquica
aumentada.
Retificação das hemicúpulas
diafragmáticas, hiperinsuflação,
hipertransparência pulmonar,
coração alongado (“em gota”),
aumento da distância entre
os espaços intercostais.
Resposta ao corticoide inalado Boa Ausente
Tabela 4: Diagnóstico diferencial entre asma e DPOC.
Diante de uma exacerbação de asma, outros diagnósticos a serem considerados são edema agudo de pulmão, tromboembolismo
pulmonar agudo, corpo estranho e disfunção de prega vocal.
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CAPÍTULO
8.0 TRATAMENTO
8.1 MANEJO DA ASMA BRÔNQUICA
Estrategista, este tópico despenca nas provas, por isso é fundamental que você domine o manejo da
asma.
O principal objetivo do manejo do paciente com asma é a obtenção e manutenção do controle
da doença, que compreende o controle dos sintomas atuais e a prevenção ou minimização de preditores
de desfechos desfavoráveis da doença, inflamação das vias respiratórias e, possivelmente, piora da qualidade
de vida.
Com relação ao manejo não farmacológico, devemos
orientar medidas específicas de controle ambiental para reduzir a
exposição domiciliar e ocupacional a gatilhos desencadeadores de
sintomas da asma.
Além disso, os pacientes devem ser educados quanto à
natureza e evolução da doença, ao reconhecimento precoce das
exacerbações e à utilização adequada e correta dos dispositivos
inalatórios prescritos no tratamento.
O controle da asma pode ser mensurado por meio de
diversos instrumentos validados e adaptados para o Brasil.
A escala da GINA, por ser mais simplificada, é a mais utilizada
atualmente e, consequentemente, a mais cobrada em provas.
Classifica a doença em três níveis – asma controlada, asma
parcialmente controlada e asma não controlada – avaliados em
relação às últimas quatro semanas.
Os principais parâmetros, assim como o grau de controle de cada um deles, são resumidos na Tabela 5:
Parâmetros Controlada (todos abaixo)
Parcialmente controlada
(1 ou 2 destes)
Não controlada
(3 ou mais destes)
Sintomas diurnos Nenhum ou ≤ 2/semana 3 ou mais/semana 3 ou mais/semana
Limitações de atividades Nenhuma Qualquer Qualquer
Despertares noturnos Nenhum Qualquer Qualquer
Medicação de alívio Nenhum ou ≤ 2/semana 3 ou mais/semana 3 ou mais/semana
Mesmo que os sintomas estejam controlados, a asma deve
ser considerada não controlada se houver história de exacerbação
nas últimas 4 semanas. Alguns dos principais fatores de risco para
as exacerbações são: asma não controlada, uso inadequado ou
não prescrição de corticoide inalatório, VEF1 < 60% do predito, uso
frequente de broncodilatador de resgate, gestação, tabagismo ou
exposição ocupacional, intubação prévia ou admissão em UTI e,
pelo menos, uma exacerbação grave nos últimos 12 meses.
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Gravidade da doença Etapa ou step do tratamento
Leve Controlada nas etapas 1 e 2
Moderada Controlada nas etapas 3 e 4
Grave
Sem controle, a despeito do tratamento otimizado
(etapa 5) e excluídos fatores modificáveis, como adesão,
uso adequado de dispositivos e comorbidades.
NÃO CONFUNDA CONTROLE COM GRAVIDADE DA ASMA!
A gravidade da asma refere-se à quantidade mínima de
tratamento necessário para manter o controle da doença e só
pode ser realizada de maneira retrospectiva, geralmente, após 12
meses de tratamento/seguimento do paciente, e após a exclusão
de causas importantes de descontrole, tais como comorbidades
não tratadas, uso incorreto do dispositivo inalatório e não adesão
ao tratamento.
De acordo com o documento GINA de 2021, a gravidade da
asma é definida como asma leve, moderada e grave, conforme a
tabela 6:
O documento GINA de 2021 não separa a asma leve em
“intermitente” e “persistente leve” pelo fato de essa classificação
ser arbitrária e não baseada em evidências, como era feito
anteriormente. Como algumas questões ainda se valem dessa
classificação, fique atento ao respondê-las.
Polêmicas à parte, saiba que os fármacos disponíveis para
o tratamento de longo prazo da asma podem ser divididos em
três categorias: medicações de controle, medicação de alívio ou
resgate e medicações adicionais para o manejo da asma grave.
FÁRMACOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DA ASMA
1. Medicações de controle: corticosteroides inalatórios (CI) associados a beta2-agonistas de longa duração ou
long-acting beta2-agonist (LABA), como formoterol, montelucaste, tiotrópio e teofilina (cada vez menos utilizada).
2. Medicações de alívio ou resgate: CI + formoterol sob demanda, beta2-agonista de curta ação ou short-acting
beta2-agonist (SABA), como salbutamol e fenoterol.
3. Medicações adicionais: omalizumabe (anticorpo monoclonal anti-IgE indicado para asma alérgica grave), mepolizumabe
(anticorpo monoclonal anti-IL-5 indicado na asma grave eosinofílica), corticoide oral em baixas doses e azitromicina
(controverso).
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O tratamento medicamentoso da asma é dividido em cinco
etapas (ou steps), sendo o paciente alocado em uma dessas etapas
de acordo com o tratamento atual e o seu nível de controle.
A etapa de tratamento da asma em que o paciente se encontra deve
ser avaliada em toda consulta e ajustada conforme as mudanças
que vão ocorrendo de forma dinâmica (step-up ou step-down).
Estrategista, eu sei que você está pensando que vai ter de
decorar todas as etapas, mas fique tranquilo, porque o fluxograma
a seguir sintetiza todas elas, trazendo, inclusive, o tratamento
preferencial (o mais cobrado nas provas) e as opções terapêuticas.
Ele foi adaptado de acordo com a recomendação da SBPT,
em documento publicado em 2020, e alinhado à recomendação
presente no GINA.
O pilar do tratamento da asma brônquica é o corticoide inalatório, por issoessa medicação deve ser iniciada
precocemente logo após o diagnóstico.
Apesar de, muitas vezes, iniciarmos o tratamento da doença
de acordo com critérios de gravidade (utilizados previamente,
mas já em desuso), é importante ressaltar que a manutenção
deve ser baseada fundamentalmente no estado de controle da
doença e que os corticoides inalatórios (CI) são os fármacos de
primeira escolha para o tratamento da asma em todas as etapas do
tratamento da doença.
Fonte: Shutterstock
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ETAPA V
ETAPA IV
CI dose alta + LABA, adicionar Tiotrópio
Fenotipar: anti-lgE ou anti-IL5 ou anti-IL4R
Adicionar corticoide oral em dose baixa
Pr
ef
er
en
ci
al
O
pç
õe
s
CI dose média + LABA + SABA de resgate ou
CI dose média +Formoterol de manutenção
+ CI dose baixa + Formoterol de resgate
CI dose alta, adicionar tiotrópio ou
montelucaste
Pr
ef
er
en
ci
al
O
pç
õe
s
ETAPA III
CI dose baixa + LABA + SABA por demanda
ou CI dose baixa +Formoterol de
manutenção e resgate
Dose média de CI + SABA por demanda ou
dose baixa de CI + Formoterol por demanda
Pr
ef
er
en
ci
al
O
pç
õe
s
ETAPA II
CI dose baixa diária + SABA por demanda
ou dose baixa CI + Formoterol por demanda
Montelucaste + SABA por demanda ou dose
baixa de CI sempre que usar SABA
Pr
ef
er
en
ci
al
O
pç
õe
s
ETAPA I
TODOS OS ASMÁTICOS
Controle ambiental + rever controle de asma e risco futuro regularmente
Dose baixa CI + Formoterol por demanda
CI + SABA por demanda, dose baixa de CI
sempre que usar SABA
Pr
ef
er
en
ci
al
O
pç
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s
Vale a pena destacar que, atualmente, a preferência é por esquemas que envolvam CI e formoterol, já que seu uso reduz o
risco de exacerbações quando comparado aos SABAs.
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Na etapa 1, dose baixa de CI e formoterol estão sob
demanda. Com relação às doses dos CIs, vale a pena lembrar que a
dose baixa de budesonida é de 200 a 400 mcg.
Na etapa 2, mantém-se a orientação da etapa 1 e, como
alternativa, surge o uso diário de CI em dose baixa com SABA sob
demanda.
Na etapa 3 temos a terapia MART (Maintenance and
Reliever Therapy) com CI em baixa dose e formoterol como
medicações de manutenção e resgate. Como alternativa, pode-se
também associar o CI ao LABA e deixar um SABA por demanda.
Na etapa 4, devemos utilizar a terapia MART com o plus do
CI em dose média (> 400 e 800 mcg). A opção seria o CI em dose
média associado a LABA com SABA de resgate.
Por fim, na etapa 5, devemos associar um antagonista
muscarínico de longa duração ou long-acting muscarinic antagonista
(LAMA), sendo o tiotrópio a droga de escolha. Além disso, devemos
encaminhar para um centro de referência para fenotipar a asma.
A alternativa seria o uso de CI (> 800 mcg) e formoterol em altas
doses.
O montelucaste, que reduz a inflamação, os sintomas e a
frequência de exacerbações, não foi citado anteriormente nos
esquemas preferenciais, mas surge como opção nas etapas 2 a 4.
Curso curto de corticoide oral pode ser necessário na etapa
5 caso o paciente mantenha a doença sem controle adequado, não
esquecendo de seus eventos adversos.
Estrategista, este tópico é muito importante e, também, muito denso. Por isso, é hora de dar aquela pausa, alongar e beber uma xícara
de café para retomar o foco. Durante a resolução das questões, volte, quantas vezes for necessário, ao esquema acima, pois isso ajudará a
fixá-lo.
8.2 MANEJO DA EXACERBAÇÃO DA ASMA
A exacerbação/crise de asma pode ser tratada em três níveis de assistência:
• Pelo próprio paciente ou com a ajuda de cuidadores, em ambiente domiciliar, o que requer engajamento e instrução;
• Em âmbito ambulatorial e/ou na atenção primária à saúde;
• No departamento de urgência e emergência, no contexto intra-hospitalar.
O objetivo do tratamento é a rápida melhora da obstrução ao fluxo aéreo e da hipoxemia, controlando, assim, a via inflamatória
fisiopatológica e prevenindo recaídas.
Fique atento aos sinais de alarme que indicam a necessidade de transferência do paciente para um serviço de urgência/emergência
(tabela 7).
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Indicações de transferência para serviço de urgência/emergência
Dispneia ao repouso Sonolência, confusão ou agitação
Incapacidade de completar frases Frequência respiratória maior que 30 incursões por minuto
Frequência cardíaca maior que 120 batimentos por minuto Oximetria de pulso com saturação periférica de oxigênio < 90%
Pico de fluxo expiratório menor ou igual a 50% do predito ou do melhor resultado pessoal,
ou paciente incapaz de realizar o pico de fluxo expiratório.
Por isso, após uma adequada estratificação de risco,
a principal terapia inicial consiste em administrações de repetidas
doses de SABA, introdução precoce de corticoterapia sistêmica
e controle da oxigenoterapia suplementar, caso o paciente tenha
indicação.
Para exacerbação leve e moderada, devemos administrar
repetidamente SABA inalatório (4-10 puffs a cada 20 minutos
na primeira hora). Após a primeira hora, a dose varia de
4-10 puffs a cada 3-4 horas até 6-10 puffs a cada 1-2 horas.
O antagonista muscarínico de curta duração ou SAMA
(short-acting muscarinic antagonist), em especial o brometo
de ipratrópio, tem o potencial de reduzir exacerbações
em pacientes com exacerbações moderadas.
Corticoterapia sistêmica deve ser iniciada e a droga
de escolha é a prednisolona 1 mg/kg dia ou dose equivalente a 50
mg/dia por 5 a 7 dias.
Para pacientes com falência ao tratamento inicial e hipoxemia
persistente, o sulfato de magnésio pode ser administrado.
O pilar do tratamento farmacológico da exacerbação da asma brônquica é o broncodilatador.
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EXACERBAÇÃO DE ASMA - MANEJO NO DEPARTAMENTO DE URGÊNCIA
Avaliação inicial: vias aéreas, respiração, hemodinâmica.
O paciente está sonolento, confuso ou com tórax silente?
Prosseguir avaliação
(considerar o fator de maior
gravidade para classificação)
Não Sim
LEVE A MODERADA
- Orientado
- Dispneia ausente ou leve
- Frases completas
- Retrações musculares leves ou
ausentes
- Sibilos ausentes
- FR normal ou aumentada
- FC < 120bpm
- PFE > 50% previsto ou melhor do
paciente
- SpO2 90 - 95%
GRAVE
- Orientado ou agitado
- Dispneia moderada
- Frases incompletas
- Utilização de musculatura acessória
- Sibilos localizados ou difusos
- FR aumentada (> 30 irpm)
- FC > 120bpm
- PFE < 50% previsto ou melhor do
paciente
- SpO2 < 90%
SABA
- Considerar ipratrópio
- O2 para Sat 93-95%
- Corticoide oral
Se houver piora, clínica, avaliar
transferência para leito de UTI
Reavaliação frequente
Nova avaliação funcional em 1h
Em caso de piora, considerar UTI
Considerar alta se houver melhora clínica com PFE 60-80% do predito ou
melhor do paciente
SABA
- Ipratrópio
- O2 para Sat 93-95%
- Corticoide VO ou EV
- Considerar magnésio EV
- Considerar altas doses de CI
QUASE-FATAL SABA,
SAMA, O2, preparo para
intubação, transferir para UTI
O esquema a seguir resume o manejo das exacerbações de asma no departamento de urgência.
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CAPÍTULO
9.0 SITUAÇÕES ESPECIAIS
9.1 ASMA E GESTAÇÃO
As exacerbações da asma são comuns, especialmente durante o segundo trimestre. CI, beta-agonistas,
montelucaste e teofilina não estão associados a um aumento na incidência de malformação fetal, por isso
podem ser utilizados.
Em linhas gerais, as principais orientações para esse período da vida das pacientes são:
• evitar o step-down durante a gestação;
• não interromper CI;
• evitar corticoterapia sistêmica – no entanto, como as exacerbações respiratórias podem cursar com hipoxemia
fetal, ela deve ser adotadase necessário.
9.2 ASMA E COVID-19
Aparentemente, os asmáticos não apresentam risco aumentado de infectar-se. Revisões sistemáticas
mostraram que pacientes portadores de asma leve a moderada, com adequado controle da doença, não
apresentam risco de desenvolver formas mais graves da doença.
Além disso, pacientes com asma bem controlada não apresentam maior mortalidade. No entanto, a
mortalidade é maior em pacientes que necessitaram recentemente de corticoterapia oral.
Por isso, os pacientes devem utilizar suas medicações regularmente, especialmente os CIs.
A terapia biológica também deve ser mantida.
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CAPÍTULO
11.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Global Initiative for Asthma (GINA). Global Strategy for Asthma Management and Prevention. www.ginasthma.org (Acesso em 28 de
Agosto de 2021).
2. Agache I, Eguiluz-Gracia I, Cojanu C, Laculiceanu A, Del Giacco S, Zemelka-Wiacek M, Kosowska A, Akdis CA, Jutel M. Advances and
highlights in asthma in 2021. Allergy. 2021 Aug 14. doi: 10.1111/all.15054. Epub ahead of print. PMID: 34392546.
3. O’Byrne PM, Reddel HK, Beasley R. The management of mild asthma. Eur Respir J. 2021 Apr 8;57(4):2003051. doi:
10.1183/13993003.03051-2020. PMID: 33093120.
4. Pérez de Llano L, Dacal Rivas D, Blanco Cid N, Martin Robles I. Phenotype-Guided Asthma Therapy: An Alternative Approach to
Guidelines. J Asthma Allergy. 2021 Mar 12;14:207-217. doi: 10.2147/JAA.S266999. PMID: 33737814; PMCID: PMC7966411.
5. Papi A, Fabbri LM, Kerstjens HAM, Rogliani P, Watz H, Singh D. Inhaled long-acting muscarinic antagonists in asthma - A narrative
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6. Chhiba KD, Patel GB, Vu THT, et al. Prevalence and characterization of asthma in hospitalized and nonhospitalized patients with
COVID-19. J Allergy Clin Immunol 2020; 146:307.
7. Fanta CH. Asthma. N Engl J Med 2009; 360:1002.
8. Eisner MD, Yegin A, Trzaskoma B. Severity of asthma score predicts clinical outcomes in patients with moderate to severe persistent
asthma. Chest 2012; 141:58.
9. Jia CE, Zhang HP, Lv Y, et al. The Asthma Control Test and Asthma Control Questionnaire for assessing asthma control: Systematic review
and meta-analysis. J Allergy Clin Immunol 2013; 131:695.
10. Thomas A, Lemanske RF Jr, Jackson DJ. Approaches to stepping up and stepping down care in asthmatic patients. J Allergy Clin Immunol
2011; 128:915.
11. Côté A, Russell RJ, Boulet LP, Gibson PG, Lai K, Irwin RS, Brightling CE; CHEST Expert Cough Panel. Managing Chronic Cough Due to
Asthma and NAEB in Adults and Adolescents: CHEST Guideline and Expert Panel Report. Chest. 2020 Jul;158(1):68-96. doi: 10.1016/j.
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12. Aaron SD, et al. Reevaluation of Diagnosis in Adults With Physician-Diagnosed Asthma. JAMA. 2017 Jan 17;317(3):269-279. PMID:
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16. Sarıoğlu N. Asthma and COVID-19: What do we know? Tuberk Toraks. 2020 Jul;68(2):141-147. English. doi: 10.5578/tt.69775. PMID:
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17. Pizzichini MMM, Carvalho-Pinto MR, Cançado JED, Rubin AS, Cerci Neto A. Cardoso AP, Cruz AA, Fernandes ALG, Blanco DC, Vianna EO,
Cordeiro Jr G, Rizzo JA, Fritscher LG, Caetano LSB, Pereira LFF, Rabahi MF, Oliveira MA, Lima MA, Almeida MB, Stelmach R, Pitrez PM,
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https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28114551
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18. FitzGerald JM, Barnes PJ, Chipps BE, Jenkins CR, O’Byrne PM, Pavord ID, Reddel HK. The burden of exacerbations in mild asthma:
a systematic review. ERJ Open Res. 2020 Aug 11;6(3):00359-2019. doi: 10.1183/23120541.00359-2019. PMID: 32802826; PMCID:
PMC7418821.
19. Reddel HK, FitzGerald JM, Bateman ED, et al. GINA 2019: a fundamental change in asthma management. Eur Respir J 2019; 53:
1901046 [https://doi.org/10.1183/13993003.01046-2019].
20. O’Byrne PM, FitzGerald JM, Bateman ED, Barnes PJ, Zhong N, Keen C, Jorup C, Lamarca R, Ivanov S, Reddel HK. Inhaled Combined
Budesonide-Formoterol as Needed in Mild Asthma. N Engl J Med. 2018 May 17;378(20):1865-1876. doi: 10.1056/NEJMoa1715274.
PMID: 29768149
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CAPÍTULO
12.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estrategista, finalizamos mais um resumo. Espero que, a partir de agora, a asma seja mais um de seus temas aliados na caminhada
pela tão desejada vaga na Residência Médica.
Esse é um assunto que passou por atualizações recentes, mas não há motivo para preocupação, porque aqui, no Estratégia MED,
você estará sempre por dentro das últimas novidades.
Terminada a leitura, faça as questões sobre o tema e não se esqueça das outras ferramentas para seus estudos, como as aulas
em vídeo e o fórum de dúvidas. Seguiremos juntos sempre.
Espero você nos próximos livros.
Forte abraço!
Taysa.
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https://med.estrategiaeducacional.com.br/
1.0 DEFINIÇÃO
2.0 EPIDEMIOLOGIA
3.0 ETIOFISIOPATOLOGIA
4.0 FENÓTIPOS E ENDÓTIPOS
5.0 QUADRO CLÍNICO
6.0 EXAMES COMPLEMENTARES
7.0 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
8.0 TRATAMENTO
8.1 MANEJO DA ASMA BRÔNQUICA
8.2 MANEJO DA EXACERBAÇÃO DA ASMA
9.0 SITUAÇÕES ESPECIAIS
9.1 ASMA E GESTAÇÃO
9.2 ASMA E COVID-19
10.0 Lista de questões
11.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
12.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS