Prévia do material em texto
MÓDULO IV Claudia Daniela dos Santos Liberal EIXO 2 – PARTE B: PLANO DETALHADO 1. TEMA/RECURSO/PROPOSTA: "Contando Histórias com Pictogramas e Libras: Alfabetização Inclusiva com Princípios do DUA" 2. CONTEÚDO CURRICULAR E CONTEXTO ANALISADO: Disciplina: Língua Portuguesa Ano/Série: 1º ano do Ensino Fundamental Contexto: Turma com 25 estudantes. Dentre eles, um estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma estudante com deficiência intelectual leve e um estudante surdo usuário de Libras. A escola é pública, urbana, com acesso à sala multifuncional e intérprete de Libras duas vezes por semana. 3. OBJETIVO GERAL DA PROPOSTA: Promover a alfabetização de forma acessível, bilíngue e inclusiva por meio da contação de histórias com o uso de pictogramas, Libras e recursos digitais, respeitando os diferentes estilos de aprendizagem dos estudantes, conforme os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA). 4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Desenvolver a compreensão de histórias simples por meio de múltiplas linguagens. Favorecer a leitura de imagens, palavras e sinais. MÓDULO IV Estimular a expressão por diferentes meios: oral, Libras, escrita, desenho ou dramatização. Promover a interação entre estudantes ouvintes e o estudante surdo, valorizando a Libras como língua de instrução. 5. DESENVOLVIMENTO DA PROPOSTA (PASSO A PASSO): Etapa 1: Acolhida e introdução Roda de conversa com imagens e sinais básicos da história. Exibição de um vídeo curto com a história em Libras e com pictogramas. Etapa 2: Contação de história adaptada A professora narra a história com o apoio de pictogramas projetados no quadro. O intérprete realiza a tradução em Libras, ou a própria professora usa sinais simples se possível. Etapa 3: Atividade de reconstrução Os estudantes escolhem entre: montar a história com pictogramas impressos; desenhar uma cena; recontar oralmente; sinalizar com apoio do intérprete; usar aplicativo com recursos visuais (para os que preferirem tecnologia). MÓDULO IV Etapa 4: Compartilhamento e socialização Alunos apresentam suas versões, com apoio dos colegas e professor. O estudante surdo pode se expressar em Libras, com tradução para a turma. 6. MATERIAIS NECESSÁRIOS: Cartazes com pictogramas (ARASAAC, Boardmaker ou feitos à mão) Datashow ou TV para exibição de vídeo Tablet ou celular com aplicativo de apoio (ex: Livox, LetMeTalk) Papel, lápis de cor, cola Recursos de acessibilidade: intérprete de Libras, materiais ampliados 7. PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS: Professora regente: media a atividade e adapta o conteúdo. Intérprete de Libras: traduz a história e apoia o estudante surdo. Profissional do AEE: auxilia na adaptação dos materiais e uso dos pictogramas. Coordenação pedagógica: apoio na organização e planejamento inclusivo. 8. ESTUDANTES E FAMILIARES: As famílias serão convidadas a participar da culminância da atividade, onde os alunos irão apresentar suas histórias. MÓDULO IV Serão enviados vídeos curtos em Libras para os responsáveis do estudante surdo acompanharem o projeto. As famílias poderão contribuir enviando objetos, livros ou imagens relacionados à história. 9. TECNOLOGIA DIGITAL E TECNOLOGIA ASSISTIVA: Recursos escolhidos: Vídeo com história em Libras e pictogramas Aplicativo LetMeTalk ou Livox (para comunicação alternativa) Projetor ou TV Cartões de comunicação visual Justificativa: Esses recursos oferecem múltiplas formas de representação e expressão, como prevê o DUA, e garantem acesso à comunicação para estudantes com deficiência. A Libras assegura a aprendizagem bilíngue do aluno surdo, enquanto os pictogramas favorecem o acesso visual à linguagem escrita. 10. AVALIAÇÃO: A avaliação será participativa, descritiva e contínua, respeitando as formas de expressão de cada estudante. Será observada: A compreensão da história por diferentes meios. MÓDULO IV A capacidade de reconstrução e expressão (oral, em Libras, por imagens ou escrita). A participação nas etapas da atividade. Serão considerados os avanços individuais, e não apenas resultados padronizados. REFERÊNCIAS BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ . Acesso em: 10 jul. 2025. BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 25 abr. 2002. BRASIL. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: MEC/SEESP, 2008. CAST. Universal Design for Learning Guidelines Version 2.2. 2018. Disponível em: https://udlguidelines.cast.org/ . Acesso em: 10 jul. 2025. MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? Por quê? Como fazer?. São Paulo: Moderna, 2003. BEZERRA, Renata Rocha; MARTINS, Camila Ferreira. O uso de pictogramas na inclusão escolar de crianças com autismo. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 29, n. 56, p. 789-804, set./dez. 2016. QUADROS, Ronice Müller de; KARNOPP, Lodenir Becker. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/ https://udlguidelines.cast.org/