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SUMÁRIO
 
INTRODUÇÃO...............................................................................04 
EPIDEMIOLOGIA DO DIABETES.................................................06 
DIABETES MELLITUS TIPO 1......................................................07 
DIABETES MELLITUS TIPO 2......................................................08 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS.......................................................09 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO...............................................................10 
INSULINOTERAPIA.......................................................................11 
ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS...................................................12 
AVALIAÇÃO CLÍNICA...................................................................14 
CONCLUSÃO.................................................................................15 
REFERÊNCIAS...............................................................................16 
4
INTRODUÇÃO
 
Diabetes mellitus (DM) é um importante e crescente problema de saúde para todos 
os países, independentemente do seu grau de desenvolvimento. Em 2017, a 
Federação Internacional de Diabetes (International Diabetes Federation, IDF) estimou 
que 8,8% (intervalo de confiança [IC] de 95%: 7,2 a 11,3) da população mundial com 
20 a 79 anos de idade (424,9 milhões de pessoas) vivia com diabetes. Se as 
tendências atuais persistirem, o número de pessoas com diabetes foi projetado para 
ser superior a 628,6 milhões em 2045. Cerca de 79% dos casos vivem em países em 
desenvolvimento, nos quais deverá ocorrer o maior aumento dos casos de diabetes 
nas próximas décadas. 
O aumento da prevalência do diabetes está associado a diversos fatores, como rápida 
urbanização, transição epidemiológica, transição nutricional, maior frequência de 
estilo de vida sedentário, maior frequência de excesso de peso, crescimento e 
envelhecimento populacional e, também, à maior sobrevida dos indivíduos com 
diabetes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que glicemia elevada é o 
terceiro fator, em importância, da causa de mortalidade prematura, superada apenas 
por pressão arterial aumentada e uso de tabaco. Infelizmente, muitos governos, 
sistemas de saúde pública e profissionais de saúde ainda não se conscientizaram da 
atual relevância do diabetes e de suas complicações. Como resultado de uma 
combinação de fatores, o que inclui baixo desempenho dos sistemas de saúde, pouca 
conscientização sobre diabetes entre a população geral e os profissionais de saúde 
e início insidioso dos sintomas ou progressão do diabetes tipo 2, essa condição pode 
permanecer não detectada por vários anos, dando oportunidade ao desenvolvimento 
de suas complicações. 
Estima-se que cerca de 50% dos casos de diabetes em adultos não sejam 
diagnosticados e que 84,3% de todos os casos de diabetes não diagnosticados 
estejam em países em desenvolvimento.3 Pelo fato de o diabetes estar associado a 
maiores taxas de hospitalizações, maior utilização dos serviços de saúde, bem como 
maior incidência de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, cegueira, 
insuficiência renal e amputações não traumáticas de membros inferiores, pode-se 
prever a carga que isso representará nos próximos anos para os sistemas de saúde 
de todos os países, independentemente do seu desenvolvimento. 
 Pelo fato de o diabetes estar associado a maiores taxas de hospitalizações, maior 
utilização dos serviços de saúde, bem como maior incidência de doenças 
cardiovasculares e cerebrovasculares, cegueira, insuficiência renal e amputações 
não traumáticas de membros inferiores, pode-se prever a carga que isso representará 
nos próximos anos para os sistemas de saúde de todos os países, 
independentemente do seu desenvolvimento econômico; a carga será maior, porém, 
nos países em desenvolvimento, pois a maioria ainda enfrenta desafios no controle 
de doenças infecciosas. 
 5 
No Brasil, o diabetes junto com a hipertensão arterial, é responsável pela primeira 
causa de mortalidade e de hospitalizações, de amputações de membros inferiores e 
representa ainda 62,1% dos diagnósticos primários em pacientes com insuficiência 
renal crônica submetidos à diálise. É importante observar que já existem 
informações e evidências científicas suficientes para prevenir e/ou retardar o 
aparecimento do diabetes e de suas complicações e que pessoas e comunidades 
progressivamente têm acesso a esses cuidados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EPIDIMIOLOGIA DO DIABETES 
 
O diabetes é comum e de incidência crescente. Estima-se que, em 1995, atingia 4,0% 
da população adulta mundial e que, em 2025, alcançará a cifra de 5,4%. A maior 
parte desse aumento se dará em países em desenvolvimento, acentuando-se, 
nesses países, o padrão atual de concentração de casos na faixa etária de 45-64 
anos. No Brasil, no final da década de 1980, estimou-se que o diabetes ocorria em 
cerca de 8% da população, de 30 a 69 anos de idade, residente em áreas 
metropolitanas brasileiras. Essa prevalência variava de 3% a 17% entre as faixas de 
30-39 e de 60-69 anos. 
A prevalência da tolerância à glicose diminuída era igualmente de 8%, variando de 6 
a 11% entre as mesmas faixas etárias. Hoje estima-se 11% da população igual ou 
superior a 40 anos, o que representa cerca de 5 milhões e meio de portadores 
(população estimada IBGE 2005). O diabetes apresenta alta morbimortalidade, com 
perda importante na qualidade de vida. É uma das principais causas de mortalidade, 
insuficiência renal, amputação de membros inferiores, cegueira e doença 
cardiovascular. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou em 1997 que, após 
15 anos de doença, 2% dos indivíduos acometidos estarão cegos e 10% terão 
deficiência visual grave. Além disso, estimou que, no mesmo período de doença, 30 
a 45% terão algum grau de retinopatia, 10 a 20%, de nefropatia, 20 a 35%, de 
neuropatia e 10 a 25% terão desenvolvido doença cardiovascular. Mundialmente, os 
custos diretos para o atendimento ao diabetes variam de 2,5% a 15% dos gastos 
nacionais em saúde, dependendo da prevalência local de diabetes e da complexidade 
do tratamento disponível. Além dos custos financeiros, o diabetes acarreta também 
outros custos associados à dor, ansiedade, inconveniência e menor qualidade de vida 
que afeta doentes e suas famílias. O diabetes representa também carga adicional à 
sociedade, em decorrência da perda de produtividade no trabalho, aposentadoria 
precoce e mortalidade prematura. 
Os tipos de diabetes mais frequentes são o diabetes tipo 1, anteriormente conhecido 
como diabetes juvenil, que compreende cerca de 10% do total de casos, e o diabetes 
tipo 2, anteriormente conhecido como diabetes do adulto, que compreende cerca de 
90% do total de casos. Outro tipo de diabetes encontrado com maior frequência e 
cuja etiologia ainda não está esclarecida é o diabetes gestacional, que, em geral, é 
um estágio pré-clínico de diabetes, detectado no rastreamento pré-natal. Outros tipos 
específicos de diabetes menos frequentes podem resultar de defeitos genéticos da 
função das células beta, defeitos genéticos da ação da insulina, doenças do pâncreas 
exócrino, endocrinopatias, efeito colateral de medicamentos, infecções e outras 
síndromes genéticas associadas ao diabetes. 
 
 
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DIABETES MELLITUS TIPO 1 
 
O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune, poligênica, decorrente de 
destruiçãodas célulasβ pancreáticas, ocasionandodeficiênciacompletanaprodução
de insulina. Estima-se que mais de 88 mil brasileiros tenham DM1 e que o Brasil 
ocupe o terceiro lugar em prevalência de DM1 no mundo, segundo a International 
Diabetes Federation. Embora a prevalência de DM1 esteja aumentando, corresponde 
a apenas 5 a 10% de todos os casos de DM. É mais frequentemente diagnosticado 
em crianças,adolescentes e, em alguns casos, em adultos jovens, afetando 
igualmente homens e mulheres. Subdivide-se em DM tipo 1A e DM tipo 1B, a 
depender da presença ou da ausência laboratorial de autoanticorpos circulantes, 
respectivamente. 
Diabetes mellitus tipo 1A Forma mais frequente de DM1, confirmada pela positividade 
de um ou mais autoanticorpos. Em diferentes populações, descreve-se forte 
associação com antígeno leucocitário humano (human leukocyte antigen, HLA) DR3 
e DR4. Embora sua fisiopatologia não seja totalmente conhecida, envolve, além da 
predisposição genética, fatores ambientais que desencadeiam a resposta autoimune. 
Entre as principais exposições ambientais associadas ao DM1 estão infecções virais, 
componentes dietéticos e certas composições da microbiota intestinal. 
A denominação 1B, ou idiopático, é atribuída aos casos de DM1 nos quais os 
autoanticorpos não são detectáveis na circulação. O diagnóstico apresenta limitações 
e pode ser confundido com outras formas de DM diante da negatividade dos 
autoanticorpos circulantes, de modo concomitante com a necessidade precoce de 
insulinoterapia plena. As recomendações terapêuticas são as mesmas do DM tipo 1A 
e não há evidências de riscos distintos para as complicações crônicas entre os 
subtipos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIABETES MELLITUS TIPO 2 
 
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) corresponde a 90 a 95% de todos os casos de DM. 
Possui etiologia complexa e multifatorial, envolvendo componentes genético e 
ambiental. Geralmente, o DM2 acomete indivíduos a partir da quarta década de vida, 
embora se descreva, em alguns países, aumento na sua incidência em crianças e 
jovens. Trata-se de doença poligênica, com forte herança familiar, ainda não 
completamente esclarecida, cuja ocorrência tem contribuição significativa de fatores 
ambientais. Dentre eles, hábitos dietéticos e inatividade física, que contribuem para 
a obesidade, destacam-se como os principais fatores de risco. O desenvolvimento e 
a perpetuação da hiperglicemia ocorrem concomitantemente com 
hiperglucagonemia, resistência dos tecidos periféricos à ação da insu lina, aumento 
da produção hepática de glicose, disfunção incretínica, aumento de lipólise e 
consequente aumento de ácidos graxos livres circulantes, aumento da reabsorção 
renal de glicose e graus variados de deficiência na síntese e na secreção de insulina 
pela célula β pancreática. 
Sua fisiopatologia, diferentemente dos marcadores presentes no DM1, não apresenta 
indicadores específicos da doença. Em pelo menos 80 a 90% dos casos, associa-se 
ao excesso de peso e a outros componentes da síndrome metabólica. Na maioria das 
vezes, a doença é assintomática ou oligossintomática por longo período, sendo o 
diagnóstico realizado por dosagens laboratoriais de rotina ou manifestações das 
complicações crônicas. Com menor frequência, indivíduos com DM2 apresentam 
sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia e emagrecimento 
inexplicado). Raramente a cetoacidose diabética consiste na manifestação inicial do 
DM2. Os consagrados fatores de risco para DM2 são: história familiar da doença, 
avançar da idade, obesidade, sedentarismo, diagnóstico prévio de pré-diabetes ou 
diabetes mellitus gestacional (DMG) e presença de componentes da síndrome 
metabólica, tais como hipertensão arterial e dislipidemia. É mandatório para 
indivíduos com sinais e sintomas coleta de exames para confirmação diagnóstica de 
DM2. 
Ainda que assintomáticos, a presença de fatores de risco já impõe rastreamento para 
diagnóstico precoce. O Quadro 3 apresenta a proposta da ADA para rastreamento de 
DM2. Se a investigação laboratorial for normal, sugere-se repetição do rastreamento 
em intervalos de 3 anos ou mais frequentemente, se indicado.3 Na presença de pré-
diabetes, recomenda-se reavaliação anual. 
 
 
 
9 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
 
O DM tipo 1 possui clínica clássica e o diagnóstico mais precoce devido às suas 
manifestações agudas. 
Este grupo é composto por crianças e adolescentes, sendo incomum do 
aparecimento em adultos, que é denominada de Latent Autoimmune Diabetes of 
Adults (LADA). 
Os sintomas que esses pacientes apresentam são: 
• Poliúria
• Polidipsia
• Polifagia
• Emagrecimento
• Enurese noturna e candidíase vaginal podem aparecer em crianças 
pequenas.
Uma manifestação que já pode diagnosticar DM tipo 1, é a cetoacidose diabética, 
devido à ausência de insulina. 
Os pacientes com DM tipo 2, em sua maioria, são obesos, sedentários e com outros 
fatores de risco para doenças cardiovasculares. 
Alguns pacientes com DM tipo 2 podem apresentar sintomas típicos de diabetes, 
mas a maioria passa meses a anos assintomáticos, só apresentando sintomas 
quando já possuem lesão em órgão-alvo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIAGNÓSTICO CLÍNICO 
 
O diagnóstico de diabetes requer critérios clínicos e laboratoriais, sendo 
demonstrado na tabela retirada da Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes 
(SBD), com o que é proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e adotado 
aqui no Brasil. 
 
 
O que estabelece o diagnóstico de DM é a presença de sintomas de hiperglicemia 
clássicos e exames laboratoriais que confirmem. 
Na ausência dos sintomas inequívocos de hiperglicemia, os exames precisam ser 
repetidos. 
11
INSULINOTERAPIA 
 
DIABETES MELLITUS TIPO 1:
A dose diária de insulina varia de acordo com a duração e a fase do diabetes, sendo 
preconizada para a doença já estabelecida valores entre 0,5 a 1 U/kg/dia. As 
medidas diárias podem não ser fixas, sendo alterada pela demanda de cada 
paciente e o período da vida em que ele se encontra. 
Os tipos de insulina são classificados de acordo com o tempo de ação de cada, 
sendo agrupadas: 
• Ultrarrápida: início 5-15 min, pico 30 min a 1h 30min e age por 4-6h
o Lispro, Aspart
• Rápida: início 30-60 min, pico 2-3h e age por 5-8h
o Regular
• Intermediária: início 2-4 h, pico 4-8h e age até 16h
o NPH
• Prolongada: Período de ação entre > 18h
o Ultralenta, Glargina
• Combinada:
o 70% NPH – 30% Regular
o 50% NPH – 50% Regular
A reposição é feita preferencialmente com uma insulina basal, que pode ser de ação 
intermediária ou prolongada, para evitar a lipólise e a liberação hepática da glicose 
entre as refeições, uma insulina de ação rápida ou ultrarrápida durante as refeições 
(bolus de refeição) e doses adicionais de insulina necessárias para correção de 
hiperglicemias (bolus de correção). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS 
A terapia nutricional é parte fundamental do plano terapêutico do diabetes, podendo 
reduzir a hemoglobina glicada entre 1-2%. Baseia-se nos mesmos princípios 
básicos de uma alimentação saudável (Ver as diretrizes para profissionais de saúde 
e para famílias no Guia Alimentar Para a População Brasileira Promovendo a 
Alimentação Saudável), quais sejam: 
• A quantidade energética ingerida deve ser adequada à atividade física e ser
fracionada em 5 a 6 refeições/lanches diários. 
• A ingestão diária deve conter de 50 a 60% de carboidratos, a maior parte em forma
complexa. Para tanto, os pacientes devem ser encorajados a comer alimentos ricos 
em fibras, como frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais. 
 • A ingestão diária deve conter no máximo 30% de gorduras, sendo nãomais de um
terço sob a forma de ácidos graxos saturados; não exceder a 300 mg/dia de 
colesterol. 
• Alimentos que contêm sacarose (açúcar comum) devem ser evitados para prevenir
oscilações acentuadas da glicemia. Quando consumidos, o limite é de 20 a 30g por 
dia de açúcar de forma fracionada e substituindo outro carboidrato para evitar o 
aumento calórico. A recomendação não é encorajá-los a comer doces, mas, auxiliá-
los a, quando usar esses alimentos, fazê-lo de modo que não os prejudique. 
• A ingestão de álcool, quando consumido, deve ser moderada e de preferência com
as refeições. O limite diário é de uma a duas doses, isto é, 10-20g de álcool/dia. Umcopo (90ml) de vinho contém 1,1 doses, uma lata de cerveja (350ml) 1,7 doses, e 
uma dose (35ml) de destilados 2 doses de álcool. Pacientes com hipertrigliceridemia 
ou mau controle metabólico não deve ingerir bebidas alcoólicas. 
• O usomoderado de adoçantes não-calóricos (ciclamato, sucralose, sacarina, 
aspartame, acesulfame, e stévia) é seguro quando consumido em quantidades 
adequadas. Os alimentos dietéticos podem ser recomendados, mas, é preciso ficar 
atento sobre seu conteúdo calórico e de nutrientes. Alimentos diet são isentos de 
sacarose, quando destinados a indivíduos diabéticos, mas, podem ter valor calórico 
elevado, por seu teor de gorduras ou outros componentes). Alimentos light são de 
valor calórico reduzido em relação aos alimentos convencionais. Os refrigerantes e 
as gelatinas dietéticas têm valor calórico próximo de zero e podem ser consumidos. 
Por outro lado, chocolate, sorvete, alimentos com glúten (pão, macarrão, biscoitos), 
mesmo quando diet, são calóricos e seu uso não deve ser encorajado. Adoçantes 
calóricos como a frutose (p.ex., o mel), devem ser usados com restrição, 
respeitando as limitações indicadas na orientação dietética. 
 
13 
Cerca de 80% dos pacientes recém-diagnosticados são obesos. Para esses, as 
medidas para o controle de peso adquirem uma importância ainda maior alguns 
aspectos merecem destaque: 
• A perda de peso é recomendada para todos os pacientes com sobrepeso ou 
obesidade. 
• A abordagem primária para alcançar a perda de peso é mudanças de estilo de
vida, incluindo não apenas a redução da ingestão calórica, mas, também, o 
aumento da atividade física. É importante salientar que perdas modestas de peso da 
ordem de 5% a 10% trazem benefícios metabólicos significativos. 
 • A dieta deverá apresentar redução de 500kcal a 1.000kcal do valor energético
diário previsto, que permitem perdas ponderais de 0,5kg a 1kg por semana. Para a 
maioria dos pacientes, a perda de peso pode ser alcançada com uma dieta com 
1.000-1200kcal/dia (mulheres) e 1.200-1.600kcal/dia (homens). 
• Pacientes que não conseguememagrecer podem estar precisando de maior
suporte emocional ou orientação nutricional mais individualizada para vencer o 
desafio da mudança de estilo de vida. 
Pacientes que utilizam insulina devem procurar manter seu padrão alimentar mais 
ou menos constante a cada dia, incluindo o valor energético total, a quantidade de 
carboidratos e a distribuição nas diferentes refeições. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
AVALIAÇÃO CLÍNICA 
Deve-se realizar a anamnese do paciente com diabetes, com ênfase nos seguintes 
aspectos: 
• Detalhes referentes à: hábito alimentar, atividade física rotineira, uso de álcool, 
aumento de peso, estresse, depressão, antecedentes de hipertensão, gota, doença 
renal, doença cardíaca ou cérebro vascular, diabetes gestacional, uso de 
esteroides, hormônios estrógenos, betabloqueadores e diuréticos. 
• Colher a história familiar de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e 
dislipidemias. 
• Pesquisar queixas associadas a complicações crônicas que já podem existir,
como: edemas, disestesias, alterações visuais, cefaleias e paralisias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
CONCLUSÃO
A mudança de atitude perante a patologia, busca ativa de novos casos, capacitação 
dos ACS podem se mostrar ao longo do tempo eficaz no aumento de diagnósticos 
de diabetes mellitus e melhor atendimento da população. 
O número significativo de indivíduos previamente sem diagnóstico de intolerância à 
glicose aponta para a necessidade de medidas educativas para esta população para 
conscientização dos fatores de risco e prevenção de diabetes mellitus servindo de 
estímulo a uma mudança para melhor atender à população. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
RIBEIRO, A. L. P; POLANCZYK, Carisi Anne. Diabetes mellitus: Caderno de atenção 
básica n°16. Ministério da saúde, Brasília-DF, v. 1, n. 1, p. 1-56, abr./2006. 
Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diabetes_mellitus.PDF. 
Acesso em: 6 abr. 2021.

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