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1 Direito Aplicado Aula 6 Prof. Silvano Alves Alcantara Organização da Aula � Direito ambiental � Direito do consumidor Contextualização � Você já foi ao cinema levando de casa alguns alimentos como pipoca, refrigerantes e foi proibido o seu ingresso ou dos alimentos? � Ou foi obrigado a comprar alguns alimentos pois faziam parte do preço do ingresso? � Tudo isso é normal e legal? Instrumentalização Direito Ambiental � Ramo do direito público em que são determinadas as normas destinadas a prevenir, evitar, impedir e sancionar os atos prejudiciais à natureza 2 Princípios básicos � Princípio da precaução: podemos entender esse princípio como a proibição de projetos maléficos ao meio ambiente, pois toda e qualquer ação na natureza somente poderá acontecer se existir a certeza de que as alterações que podem advir dessa ação não causarão danos ambientais irreversíveis � Princípio da prevenção: o princípio da prevenção deve ser aplicado no sentido de se evitar a efetivação de danos ao meio ambiente que sejam conhecidos ou cujos resultados sejam conhecidos; trata-se, assim, de uma medida de antecipação, para que problemas ambientais sejam solucionados em sua origem � Princípio do usuário pagador: o entendimento é que, por meio de uma compensação ambiental, antecipa-se a cobrança por danos ambientais, pois se utilizará o valor arrecadado para investir na redução ou mitigação dos danos prováveis ao meio ambiente � Princípio do poluidor pagador: determina que quem explora o meio ambiente deve responder pela emissão de dejetos ou qualquer outro material prejudicial à natureza. Se caracterizado o dano ambiental, ele será punido na forma da lei, podendo até ser proibido de realizar a atividade para a qual já possua autorização Direito do Consumidor � Ramo autônomo do Direito que regulamenta a relação existente entre o consumidor e o fornecedor, chamada de relação de consumo Relação de consumo � É um negócio jurídico que vincula duas partes, estas, entendidas como consumidor e fornecedor, cujo objeto é a aquisição de bens e/ou serviços Consumidor � O consumidor poderá ser tanto pessoa física ou jurídica, desde que seja seu destinatário final 3 Fornecedor � É toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, transformação, criação, construção, importação, exportação, comercialização ou distribuição de produtos ou prestação de serviços Produto � Pode ser qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial Serviço � É todo aquele que possa existir à disposição no mercado, que seja efetuado mediante remuneração, excetuando-se os de vínculo trabalhista Direitos básicos � A proteção da vida, saúde e segurança, contra os riscos � Educação e divulgação sobre o consumo � Informação clara e precisa � Proteção contratual: equilíbrio contratual � Proteção contra a publicidade enganosa ou abusiva � Indenização: prevenção e reparação � Acesso à justiça: assistência judiciária � Facilitação da defesa de seus direitos: inversão do ônus da prova (verossimilhança ou hipossuficência) � Qualidade dos serviços públicos Hipossuficiência e vulnerabilidade � Econômica: quando existe a carência de recursos, aqui sim o consumidor se encaixa na condição de hipossuficiente � Técnica: quando existe a falta de conhecimento técnico sobre o produto que se está adquirindo � Jurídica: desconhecimento de seus direitos e obrigações � Fato ou defeito do produto ou serviço: chamado por alguns de “acidente de consumo”, prejudica a integridade física ou psíquica do consumidor real 4 � Vício: é quando o produto ou serviço se torna inapto ao fim a que se destina, vinculado a quantidade e/ou qualidade, prejudica diretamente a integridade do consumidor padrão E quem responde pelo fato e pelo vício do produto ou serviço? � Em princípio todos os que estão envolvidos na cadeia de consumo e que se enquadram como fornecedores têm responsabilidade solidária � Mas, especificamente em relação ao fato do produto ou serviço, o comerciante somente será responsabilizado, de acordo com o artigo 13, CDC, em três situações. Quando: I. o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não puderem ser identificados II. o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador III. não conservar adequadamente os produtos perecíveis � Não duráveis: 30 (trinta) dias � Duráveis: 90 (noventa dias) � O prazo decadencial começa a ser contado a partir da entrega efetiva do produto ou do término do serviço � Se o vício for oculto, esses prazos começam a fluir do momento em que ficar evidenciado o problema 5 � Prescrição: o prazo é de 5 anos � O vício deverá ser sanado no máximo em 30 dias, ou havendo acordo mútuo em até 180 dias, não podendo ser inferior a 7, após o que o consumidor pode exigir, alternativamente e à sua escolha: • a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso • a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos, ou • o abatimento proporcional do preço Direito de arrependimento � O prazo é de 7 dias, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio Aplicação TJSP-AC 7705185300 – Relator: Ricardo Dip – 15-09-2008 � Ementa: Consumidor. Cinema. “Venda casada". Ao impor a restrição do ingresso de alguns alimentos e bebidas portados pelos utentes de suas salas de projeção cinematográfica, permitindo, entretanto, o acesso de produtos alimentares adquiridos em seu próprio (...) (...) estabelecimento, a ora apelante malferiu o direito de liberdade de escolha pelo consumidor: isso caracteriza exatamente a prática abusiva que, aclimada à parte final do caput do art. 39 do Código de Defesa do Consumidor e do inc. II de seu art. 6º, corresponde a uma das singularizações possíveis da figura da "venda casada". Não provimento da apelação 6 Síntese � O Direito Ambiental determina todas as normas que visam prevenir, evitar, impedir e sancionar os atos prejudiciais à natureza, cabendo a cada um de nós zelar para que sejam cumpridas, pois o meio ambiente deve ser visto como o grande patrimônio da humanidade � O consumidor tem garantidos pela Lei nº 8.078/90, direitos em relação à toda e qualquer situação de compra de produtos e/ou serviços � Necessário, então, que exerça esses direitos, fazendo com o que o fornecedor cumpra com seus deveres Referências de Apoio � Constituição Federal/88 � Jurisprudência do Tribunal de Justiça de São Paulo � Lei 8.078/90 (CDC)