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Disfonia Disfonia A classificação baseada no envelhecimento do comportamento vocal como causa da disfonia; Qualquer problema que impede a comunicação, impede que a voz exerça seu papel adequadamente sintoma secundário (organofuncional) - lesões nas PPVV que causam disfonia. o comportamento gera uma lesão que reforça os sintomas. sintoma discreto (orgânica) - Sem influência do comportamento. quadro geral que afeta a voz. uma doença principal que afeta a voz Com presença de lesão Sem presença de lesão Uso incorreto da voz Inadaptações vocais DISFONIA Comportamento Vocal DISFONIAS FUNCIONAIS PRIMÁRIAS POR USO INCORRETO DA VOZ Reações vocais em respostas às relações interpessoais; Necessidade psicológica, hábitos, estímulos sociais do individuo É apenas um sintoma presente em vários distúrbios sintoma mais importante (funcional) - sem patologia,, mas com problemas na função ou representação DISFONIA FUNCIONAL A laringe não possui nenhuma alteração visível no exame laringoscópio. O comportamento vocal leva a alteração na voz Caracterizada por uma QV alterada, na ausência de lesões identificáveis Comprometimento na emissão vocal e/ou redução na capacidade vocal, com um possível diagnóstico concomitante de patologias menores na cobertura das PPVV Alterações psicogênicas São causadas por uso incorreto da voz e podem ser favorecidas por duas situações principais: falta de conhecimento vocal e modelo vocal deficiente. Investigar os fatores de risco compreender os ajustes que estão sendo realizados Fatores de risco Organizacionais jornada de trabalho prolongada, acúmulo de atividades, demanda vocal excessiva, ausência de intervalos, entre outros Ambientais tipo de demanda, ruído de fundo, acústica pobre, distância interfalantes, qualidade do ar, baixa umidade e poeira, fatores ergonômicos, estresse e equipamento inadequado Pessoais idade, condições orgânicas (alergias, RGE), infecções de VAS, influências hormonais, medicações, estilo de vida, personalidade, hábitos e comportamento vocal Falta de conhecimento Vocal: são caracterizados quando o indivíduo seleciona ajustes motores impróprios a produção vocal saudável e os utiliza a longo prazo. Ex: no estado de raiva nossa emissão pode ficar mais tensa, a voz mais aguda, com elevada intensidade e ataques vocais bruscos. Sendo assim, uma resposta vocal transitória, não representando um quadro de abuso vocal eu pode causar disfonia Modelo vocal deficiente: Pode ocorrer em qualquer período do desenvolvimento humano. No caso do desenvolvimento de uma disfonia na infância, a criança, recebe um padrão vocal inadequado, que incorpora como habitual. Já no adulto, está associado a eleição de determinadas vozes públicas de sucesso, como de profissionais de rádio ou televisão, ou ainda líderes políticos Obs: A avaliação profunda e detalhada do comportamento vocal é fundamental para a reabilitação Natália de Farias Lira - nataliafarias.lira@hotmail.com Camila Farias Sublinhado Camila Farias Sublinhado Camila Farias Sublinhado Camila Farias Sublinhado ABUSOS VOCAIS Falar em forte intensidade Falar durante muito tempo Falar com voz muito aguda ou muito grave Sussurrar Falar com os dentes travados Falar fazendo esforço Falar com poucas pausas Usar o ar até o final Falar rápido demais Falar sob competição sonora Falar muito no carro, metrô, ônibus Falar muito ao ar livre Pigarrear constantemente Rir demais Chorar demais Gritar Imitar vozes Falar enquanto pratica esportes Cantar fora da tessitura Uso durante gripes ou crises alérgicas Exposição a mudanças bruscas de temperatura Gelado excessivo Fumar Álcool em excesso Auto-medicação Dormir pouco As alterações podem ocorrer basicamente em três níveis Respiratório: inspiração insuficiente p/ fonação, início fonatórioapós expiração Glótico: hiperou hipocinesia, desvios no pitch e loudness Ressonantal: não-aproveitamento das caixas de ressonância, seleção de uma caixa de ressonância específica TERAPIA Conscientização sobre os abusos e mau uso da voz; Sugestões de controle (personalizadas); Modificação dos ajustes inadequados à fonação; Incorporação de “novo uso” da voz em ambiente terapêutico, em situações domésticas/sociais e profissionalmente; Maximizar o uso da respiração*, articulação e ressonância; Programas de aquecimento e desaquecimento vocal (canto/fala); Trabalhar Aspectos específicos do uso profissional da voz. O impacto mais comum de uma inadaptação vocal é uma redução na resistência vocal, produzindo fadiga à fonação. DISFONIAS SECUNDÁRIAS POR INADAPTIDÕES VOCAIS - INADAPTAÇÕES ANATÔMICAS Favorece a fadiga Pequenos desequilíbrios anatômicos ou miodinâmicos quando a queixa do paciente inclui pouca resistência no emprego da voz na ausência de uma alteração nítida. Inadaptações anatômicas pequenas variações anatômicas que são irrelevantes para o desempenho das funções vitais da laringe (respiração e deglutição). Porém prejudica o bom rendimento vocal. Assimetrias laríngeas Fusão posterior incompleta AEMC (sulcos, cistos, vasculodisgenesia, ponte mucosa, microwet Desvios na Proporçao glótica Assimetrias laríngeas Assimetrias anatômicas são mais facilmente compensadas que assimetrias funcionais; Pode haver presença de fadiga vocal, assim como lesões de massa secundária Quando associada ao esforço vocal pode causar medicalização de bandas vestibulares Comum: muitos indivíduos com assimetrias laríngeas mantem um Fo grave, com pouca modulação, ou seja, sem flexibilidade natural da laringe. É como se o indivíduo fixasse a produção em uma área onde apresenta maior rendimento vocal. Tamanho e/ou massa das ppvv, Tamanho Ventrículo de Morgagni Tamanho/massa das pregas vestibulares Assimetria das Aritenóides. Tipo de assimetria : Tratamento: - Trabalhar com os sintomas apresentados - Exercícios com emissão sustentada, de resistência vocal e escalas costumam beneficiar estes pacientes - Lesões existentes devem ser tratadas Má formação congênita rara na qual ocorre uma falha na fusão da musculatura da região posterior da laringe; O modo de fechamento glótico tem relação direta com esta proporção Por isso, as mulheres têm coaptação glótica incompleta, gerando uma fenda triangular posterior Fusão posterior incompleta Desvios na Proporção glótica Relação entre as porções intermembranosa e intercartilagínea da glote A porção intermembranosa aumenta com a idade até os 20 anos, sendo maior nos homens PG homens= 1,3 PG mulheres= 1,0 PG infantil = 0,8 Os homens apresentam uma porção intermembranácea maior que as mulheres Uma proporção glótica menor do que 1 é predisponente à formação de nódulos vocais (fendas), fadiga vocal e hipercinesia laríngea; Desvios na PG se refletem nas fendas glóticas Tratamento: -Estabilizara fonação -Promover adequado suporte respiratório -Normas de saúde vocal (hidratação, DRGE) -Desenvolver ataque vocal isocrônico fenda triangular médio posterior AEMC Alterações estruturais mínimas de cobertura da prega vocal surgem pelo aparecimento de desarranjos histológicos indiferenciados ou diferenciados na região, prejudicando o ciclo vibratório. Classificação Diferenciadas: alterações não definidas macroscopicamente e surgem enovelamento, colabamento, redução ou ausência de uma ou várias camadas da mucosa, sendo mais comumente observada a redução do espaço de Reinke. Indiferenciadas: alterações histológicas típicas, de características próprias e bem definidas, que podem ser agrupadas em 5 tipos. Podem ser encontras isoladamente ou em ocorrência múltipla em uma mesma prega vocal ou em ambas, ou ainda em associação com alterações indiferenciadas. Pode ou não impactar a voz negativamente Desvios na arquitetura histológica da mucosa das PPVV Desestabilizam a mobilidade da mucosa, desestruturando a camada superficial da lâmina própria e reduzindo o volume de tecido conjuntivo frouxo e móvel A mucosa das PPVV fica mais rígida e menos eficiente Um indivíduo portador de AEM decobertura, pode se apresentar como “funcionalmente adaptado”, sem que a alteração vocal comprometa sua atividade profissional ou se agrave com o uso da voz AEM Sulco vocal: é uma depressão na prega vocal que se dispõe paralelamente a borda livre. Pode ser assintomático, sintomático com discreta alteração vocal ou sintomático com disfonia severa e fadiga, impedindo até mesmo o uso social da Voz A lesão pode variar tanto em extensão como em profundidade Não é incomum a presença de reação inflamatória crônica, ingurgitamento vascular e fibrose tecidual, ainda com retenção de produtos descamativos e queratina Oculto Localizado nas camadas subepiteliais da prega vocal, diminuindo a mobilidade da túnica mucosa Impacto vocal mínimo= extensão vocal reduzida, pouca resistência c/ uso continuado Podem se apresentar nas seguintes modalidades: 1. 2. Diagnóstico apenas por estroboscopia Tratamento: -Eminentemente fonoterápico: Flexibilizar ao máximo a túnica mucosa Pouco maior que o sulco oculto. Piora de acordo com a adesão do sulco. Redução dos harmônicos. Disfonias relacionada a lesões associadas Impacto vocal:Estria menor: Invaginação do epitélio gerando uma pequena cavidade virtual Ao exame: linha atrófica, escurecida; uni ou bilateral, simétrico ou assimétrico, unitário ou múltiplo; em qualquer uma das faces das PPVV; lesões contralaterais (pólipos) Melhor observado à respiração Tratamento: -Fonoterapia (predominantemente) -Minimizar compensações negativas -Melhorar equilíbrio mioelástico -Reduzir ou prevenir lesões secundárias - Cirúrgico - Cirurgia da lesãosecundária -Dissecçãoe remoçãodo sulco Estria maior: Descrição clássica do sulco vocal (vergeture) Depressão na túnica mucosa em forma de canaleta, geralmente paralela à borda livre da PPVV, bilateral e simétrico; Consistência rígida e aderido às estruturas mais profundas Apresenta dois lábios: superior (mais flexível) e inferior (mais largo e rígido). Grave prejuízo da mobilidade de cobertura da prega vocal Características ao exame: -Depressão na mucosa -Onda vibratória distorcida, reduzida ou ausente -Compensação supraglótica -Fenda fusiforme -Arqueamento da PPVV Características Vocais: -QV desagradável: rugosa em grau elevado. -Quebras de sonoridade -Soprosidade acentuada -Bitonalidade/diplofonia -F0aguda -Extensão vocal limitada -Grande esforço fonatório FONOTERAPIA: -Pré e pós cirúrgico -Segunda opção em sulcos profundos -Tratamento preconizado em sulcos rasos -Poucos casos conseguem boa evolução somente com fonoterapia FONOTERAPIA PRÉ-CIRÚRGICA: -Redução de compensações -Redução de edemas associados FONOTERAPIA PÓS-CIRÚRGICA: -Ativar fonte glótica -Flexibiliza rmucosa -Reduzir frequência fundamental -Maximizar ressonância -Evitar compensações Implantes de materiais na PPVV afetada (hydron-gel, teflon, gelfoan, colágeno) Cirurgias no arcabouço laríngeo (tireoplastiatipoI) Técnicade franjamento TRATAMENTO CIRÚRGICO: Bolsa: Invaginação da superfície da PPVV semelhante ao sulco estria maior, com a diferença de que os lábios se tocam, criando um espaço real em forma de bolsa Pode ser denominado cisto aberto(disfonia infantil*) A vibração mucosa é maior que no sulco estria maior Mantém a flexibilidade, exceto na área de aberturada bolsa Principal causa de cordites (monocordites) Associação com outras AEMs Características ao exame: Presença de abaulamento no seu1/3 médio A presença de monocordite pode dificultaro diagnóstico Assimetria na vibração da mucosa Raramente apresenta fenda glótica Atrito em algumas áreas de contato (lesões associadas→ pólipos, edemas, monocordite, laringitecrônica, leucoplasia) Com uma confusão com nódulos Disfonia de grau leve moderado QV rugosa F0 grave De grau de sonoridade (diag.diferencial) Características flutuantes Características Vocais: Tratar e reduzir lesões secundárias Melhorar QV Estabilizara produção vocal Normas de saúde vocal Diagnóstico diferencial (03 meses-máximo) Reabilitação Vocal: Somente nos casos onde não há adaptação funcional. Insucessos na fonoterapia Cirurgia conservadora e parcialmente conservadora Tratamento Cirúrgico: Cisto Cavidade fechada delimitada por uma cápsula revestida por tecido epitelial Cavidade revestida por epitélio escamoso estratificado aderido ou não ao ligamento vocal Microcisto= volume pequeno (diagnóstico por fonação inspiratória) Tamanho variável Conteúdo cístico= material de descamação Acinzentado nas fases iniciais e em tom “pérola” depois de longo tempo Muito associado à vasculodisgenesia Características Vocais: Rebaixamento do pitch QV rugosa Dificuldade em regular a intensidade Degrau de sonoridade Presença de tensão Aspereza e soprosidade variáveis Instabilidade Crises de disfonia podem ser disparadas por alergias, uso da voz, DRGE, estresse, infecções de vias aéreas e abuso vocal Características Laringológicas: Enrijecimento da lâmina própria Fechamento glótico incompleto Diminuição da onda mucosa Zona silente de vibração Pode apresentar-se apenas como um pequeno espessamento inflamatório acompanhado de hiperemia. Diagnóstico= estroboscopia Tratamento Fonoterápico: Principal opção de tratamento Melhorara flexibilidade da mucosa Reduzir ajustes inadequados Hábitos de saúde vocal Tornara voz estável Tratamento Cirúrgico: Apenas quando não se alcança adaptação funcional Cirurgia para retirada= preservar mucosa/epitélio(retração cicatricial) Fonoterapia pré e pós-cirúrgica Ponte de mucosa Arco de túnica mucosa de tecido conjuntivo frouxo, podendo localizar-se em qualquer região da PPVV, seja na superfície superior, na borda livre ou na face subglótica Geralmente, vibra com a túnica mucosa Frequentemente está associado com os sulcos vocais Pode gerar lesões secundárias como pólipo, edema, espessamento, leucoplasia, reações inflamatórias nodulares Ocasiona aumento de rigidez da mucosa e reação inflamatória local Sua presença isolada causa discreto impacto vocal DIAGNÓSTICO -Difícil de ser realizado, em muitos casos, somente no ato cirúrgico CARACTERÍSTICAS VOCAIS -Impacto vocal variável de acordo com a dimensão da lesão, sua localização e o grau de processo inflamatório secundário -Esforço para emissão vocal -Fadiga vocal -Dificuldade para controlara intensidade -Aspereza e soprosidade FONOTERAPIA -Fonoterapia pré-operatória: reduzir edemas associados -Fonoterapia pós-operatória: flexibilizar mucosa e eliminar compensações CIRURGIA Quando não está associada a processos inflamatórios, não há a necessidade de sua remoção para não reduzir a massa vibratória Microweb Pequena membrana na comissura anterior das PPVV, podendo ter inserção glótica ou infraglótica Em alguns casos está associado ao aparecimento de nódulos vocais (principalmente naqueles de difícil reabilitação) Provoca maior atrito no encontro dos 1/3 anterior e médio das PPVV Sua presença pode dificultar a mutação vocal fisiológica (redução da área vibratória) Isoladamente, não causa grandes impactos vibratórios CARACTERÍSTICAS VOCAIS: -Disfonia discreta -F0 mais elevada -Necessidade de maior pressão subglótica p/ início da fonação -Maior grau de compressão medial e ataque vocal brusco TRATAMENTO: -Fonoterapia: reduzirF0, suavizar ataque vocal, diminuir esforço fonatório, abaixar laringe -Cirurgia: realizada raramente devido à formação de cicatrizes, com piorada QV -Arranjo vascular normal das PPVV = linear e paralelo ao eixo longitudinal. Quase nunca visíveis SITUAÇÕES DE DILATAÇÃO: Reação fisiológica a uma agressão Alterações patológicas nas paredes dos vasos Alterações na rede vascular = arranjo distinto do longitudinal Vasculodisgenesia Por alterações miodinâmicas Podem se apresentar perpendiculares quando estão associados a cistos ou sulcos Os vasos se apresentam transversais à borda livre ou em forma de capilares largados, tortuosos e com interrupções bruscas IMPACTO VOCAL: -As manifestações vocais são mínimas com a presença de vasculodisgenesia isolada -Asqueixas acontecem, geralmente, com profissionais da voz -Queixas frequentes: fadiga vocal, dificuldade em controlara emissão nos agudos, quedada QV -Redução da vibração ondulatória da mucosa, exigindo maior controle muscular -Podem facilitar reações inflamatórias com o tempo de uso da voz (cordites, hematoma submucoso) TRATAMENTO: -Clínico: medicamentoso. -Fonoterapia: estabilização da emissão, melhorada vibração -Cirurgia: somente quando os vasos têm calibre muito alargado (microcauterização, vaporização com Laser) DISFONIAS SECUNDÁRIAS POR INADAPTAÇÕES VOCAIS - INADAPTAÇÕES FUNCIONAIS Por Incoordenação Incoordenação pneumofônica, onde os movimentos respiratórios não ocorrem concomitantes à demandafonatoria Incoordenação fonodeglutitória, quando não há organização harmônica dos movimentos de deglutição durante as pausas do discurso. podem ser classificadas de acordo com o grupo de estruturas e/ou funções envolvidas (respiratória, das cavidades de ressonância e laringe) Alterações Posturais das PPVV - FENDAS Consideradas inadaptações funcionais pequenos desequilíbrios por aumento ou diminuição de um grupo muscular; Fechamento glótico incompleto, com imagem de espaço remanescente na rima glótica durante a fonação. Podem também ser o resultado de um processo orgânico (pós-radioterapia, doenças neurológicas, DRGE, entre outros) Fenda Triangular Posterior Não costuma apresentar manifestações na produção vocal Não deve ser considerada patológica Padrão laríngeo feminino ou infantil (pode acontecer em homens) Pode haver leve aumento do fluxo aéreo TMF reduzidos Fonoterapia aconselhada apenas quando há esforço à fonação HOMEM MULHER Pode ocorrer por hipofunção intrínseca, afonia de conversão ou voz sussurrada; presbifonia, disfonias neurológicas; uso inadequado de registro; falsete Histórico de voz grave, fraca e rouca por período prolongado Não se observam manifestações hipercinéticas na supraglote FONOTERAPIA -Favorecer fechamento glótico -Exercício de variação de intensidade e altura -Produção de ataques vocais bruscos -Pushing Avaliação cuidadosa para emprego das técnicas Fenda Triangular Médio-Posterior Causas principais: -Hipercinesia da musculatura extrínseca -Disfonia de conversão -Espessamento inter aritenóideo -Voz cochichada -Laringe isométrica: contração global da musculatura intrínseca, havendo fechamento anterior por ação do CAL e TA, e aberturada região médio-posterior por ação do CAP -Vibração concentrada na junção dos 1/3 médio e anterior - Maior predisposição à formação de nódulos CARACTERÍSTICAS LARINGOLÓGICAS: -Hiper constrição do vestíbulo laríngeo -Turbilhonamento do ar na zona de maior atrito (acúmulo de secreção) CARACTERÍSTICAS VOCAIS: -Tensão de todo o TV -QV soprosa, rugosa -Diminuição TMF -Ataque vocal brusco ou soproso -Intensidade reduzida -Extensão vocal reduzida -Cansaço para falar (astenia) -ICPFA FONOTERAPIA: -Favorecer equilíbrio mioelástico Eliminar mecanismos compensatórios e lesões associadas Exercícios de relaxamento associados à fonação Trabalho de ressonância e intensidade Higiene vocal: eleger aspectos importantes! Fenda triangular anteroposterior Fenda Fusiforme Anterior Presença de fuso à fonação na região anterior da glote Etiologia: ineficiência da musculatura tensora (CT), discretas cicatrizes, sulco vocal na região anterior CARACTERÍSTICAS VOCAIS: -F0 discretamente elevada -QV soprosa e/ou rugosa (sulco, cicatriz). -Em homens, confudem-se com alteração da muda vocal FONOTERAPIA: -Focada nos exercícios de variação tonal -Exercícios de variação de intensidade -Voz sussurrada -Sons hiperagudos Formação de fuso ao longo de toda a glote Etiologia: -Atrofiadas PPVV -Perdade tecido(mucosa) -Retraçõescicatriciais -Sulcovocal -Parkinson Fenda fusiforme anteroposterior CARACTERÍSTICAS VOCAIS E LARÍNGEAS: -Grande soprosidade -Tensão associada -Hiper constrição de vestíbulo -Formação de lesões de massa(nódulos, pólipos)* -QV rugosa e bitonal *IMPORTANTE: não se aconselha a retirada das lesões de massa (avaliação criteriosa) FONOTERAPIA: -Promover fechamento glótico -Vocal fry -Escalas (variação tonal) -Manipulação de laringe -Pushing * IMPORTANTE: avaliar bem o fator etiológico. Fenda Fusiforme Posterior Formação de fuso na região posterior da glote Variação da fenda fusiforme ântero- posterior; deficiência do CT; DRGE TRATAMENTO: -Investigar e tratar fator etiológico -Exercícios com escalas e tons graves Fenda Dupla Presença de fuso na região anterior e triângulo na região posterior, apresentando apenas duas regiões de coaptação Podem ser fendas médio-posteriores com presença de lesão de massa (nódulos) Ocorreria, então, pela disposição e acomodação da mucosa durante a fonação Com a reabsorção da lesão de massa pode desaparecer automaticamente Região anterior é a primeira a ser fechada QV rouco-soprosa Fadiga vocal Diminuição da intensidade TRATAMENTO: Eliminação da lesão Higiene vocal Suavização da emissão Sugestiva de compensação de fenda fusiforme em toda a extensão Resultado de atividade da musculatura extrínseca Semelhante à fenda dupla, mas com aproximação dos processos vocais Lesão secundária à AEM: podem ser úteis ao fechamento glótico Importante: piorada voz com retirada da lesão Podem ser realizados exercícios de altura vocal Eliminar, na medida do possível o esforço fonatório Pré-operatório de AEM Fechamento glótico deficiente, mas sem definição regular Inadaptação fônica DRGE Atrofiadas PPVV Laringite crônica Leucoplasia CA glótico Pós-operatórios de laringe Pós-radioterapia Presbifonia Quadros conversivos QV depende do fator etiológico Fonoterapia: melhorar vibração da mucosa; maximizar uso da ressonância ETIOLOGIA: Fenda em Ampulheta Fenda Paralela Fenda uniforme em toda extensão da glote, com PPVV paralelas uma à outra Decorrem de inadaptações orgânicas, miodinâmicas ou em situações de diminuição de mucosa. Também no falsete Pequeno impacto vocal: F0maisagudae diminuição da intensidade Encontrada em alguns cantores nos trechos mais agudos Fenda Irregular Fonação vestibular associada à insuficiência glótica (natureza organofuncional ou orgânica) INADAPTAÇÕES FUNCIONAIS DISFONIA VESTIBULAR As pregas vestibulares participam de maneira ativa do mecanismo esfinctérico A mobilidade da prega vestibular está relacionada à tração realizada pelo TA e músculo ariepiglótico Quando há necessidade de aumento da pressão subglótica, o fechamento das pregas vestibulares é favorecido Aproximação das pregas vestibulares por compensação, devido à alteração anatômica ou fisiológica da laringe, ou como uma hipertrofia isolada Funcional Constrição global laríngea (subglótica, glótica e supraglótica) Orgânica Constrição anteroposterior ou global da laringe Dificuldade de definição da glote Pregas vestibulares hipertróficas, vibrando ou não à fonação Características laringológicas Características vocais F0grave (registro basal) Emissão polifônica (diplofonia) QV rugosa, tensa-comprimida Projeção vocal pobre Reabilitação vocal Reabilitação vocal Aplicação de BOTOX® Retirada cirúrgica INADAPTAÇÕES FUNCIONAIS DISFONIA PSICOGÊNICA A disfonia psicogênica é considerada uma desordem vocal funcional, uma vez que não se observam lesões laríngeas estruturais ou alterações neurológicas relacionadas diretamente aos sintomas vocais atuais do indivíduo, o processo que levou ao aparecimento e à instalação da voz disfônica tem um simbolismo direto com a função fonatória da laringe, podendo apresentar diversas manifestações clínicas Distúrbios psicoemocionais e psicossociais são geralmente identificados, incluindo ansiedade, angústia, depressão, a reação de conversão (incluindo disfonia), transtornos de personalidade e os conflitos interpessoais na família ou ambiente profissional (sendo todos esses fatores etiológicos dessa disfonia). ·Queixas mais comuns de voz rouca, soprosa, com alterações no timbre da voz, redução no tempode fonação (dificuldade em finalizar uma frase) e fadiga vocal (maior esforço para falar que o habitual). O estresse emocional pode afetar a tensão musculo esquelética e induzir a um comportamento aberrante no uso da voz; Disfonia psicogênica é caracterizada por surgir de forma brusca, onde o paciente perde a voz repentinamente. Podendo acordar afônico ou a voz vai sumindo em questão de minutos, ou ainda pode mudar a emissão habitual. Na maioria das vezes o paciente sabe exatamente como começou os sintomas, a hora e local. Relacionando com problemas físicos como gripes, inflamações nas vias respiratórias ou o ambiente com ar condicionado, por exemplo. Mas dificilmente relacionam com os fatores emocionais. Regra comum aos quadros psicogênicos: os sintomas vocais podem ser intermitentes, com instantes, horas ou mesmo semanas de voz completamente normal ou sem alteração • As disfonias psicogênicas são divididas em três grupos: Formas clínicas definidas, disfonias volitivas e disfonias relacionadas à muda vocal. Formas clínicas definidas Afonia de conversão Também chamada de “afonia histérica”, “afonia psicogênica”, “afonia funcional” ou “mutismo funcional” Se divide em duas categorias diferentes: fala articulada e fonação sussurrada. É o quadro mais evidente das alterações emocionais, onde a voz está ausente para a fala, mas se mantem para outras funções, como por exemplo cantar, onde a comunicação não é o foco. Não está associada a distúrbios psiquiátricos, mas se houver, o mais comum é a histeria Fala articulada = não há ativação da fonte glótica, nem das fontes friccionais Fonação sussurrada = fontes friccionais ativadas Emissão glótica preservada nas funções vegetativas da laringe CONVERSÃO: transmutação de uma ideia inaceitável em alguma forma de expressão emocional, sendo substituída por um estado corporal alterado Exame laringológico: -Pode variar de ligeira adução à fenda triangular ântero-posterior Mascaramento auditivo, Manipulação laríngea, Sons disparadores, Som nasal, O mais importante é demonstrar ao paciente sua habilidade fonatória Tratamento intensivo e rápido trabalhar com a indução verbal todo o tempo Terapia Uso divergente de registros Emissão alternada de dois tipos diferentes de registro. Típico de profundo conflito de identidade Falsete de conversão Uso de registro elevado na fala espontânea Exame laríngeo: laringe elevada, PPVV alongadas, pouca amplitude de vibração Sonoridade intermitente é quando a fala alterna entre o surdo e sonoro. Em alguns momentos da fala há a presença de som e em outros o som não sai. Exame laríngeo é normal, geralmente Disfonia por fixação em registro basal é encontrada no sexo masculino, em adultos jovens que necessitam de autoafirmação ou com características agressivas acentuadas; qualidade vocal produz impacto negativo no ouvinte, podendo provocar rejeição e medo. Uso contínuo do registro basal, tensão, modulação restrita e fraca intensidade. Disfonia espasmódica de adução psicogênica Principal diferença da disfonia espasmódica neurológica: não há padrão definido de desvio nos sons da fala Dificuldades no início da fonação + grimaças Fala escandida + emissão sustentada normal Não se observa uma preocupação genuína na transmissão da mensagem Existe algum fator estressor e/ou evento emocional Provas diagnósticas: Vogais prolongadas ou sons nasais Emissão sob mascaramento auditivo Testes de personalidade = somatização Disfonia espasmódica de abdução psicogênica Dificuldade no início da emissão de qualquer som Interrupções de sonoridade Prolongamentos assistemáticos de sons surdos Quebras irregulares na emissão de vogais sustentadas Sintomas intermitentes Terapia = sonorização laríngea induzida Afeta a função respiratória da laringe Voz pode ser levemente tensa Estridor respiratório; Sintomatologia respiratória reduzida durante a fala Disfonia por movimentos paradoxais de PPVV Afeta a função respiratória da laringe Voz pode ser levemente tensa Estridor respiratório; Sintomatologia respiratória reduzida durante a fala Pode estar associado à distonia laríngea respiratória, asma, RLF e AVE Tratamento: botox • O estresse é o principal fator, causando sintomas de rouquidão, esforço e dor para falar. Síndrome de tensão musculo esquelética Desordens vocais volitivas factícias indivíduo finge, de modo consciente, apresentar sintomas físicos e psicológicos de uma doença, por razões psicológicas inconscientes com o único objetivo aparente desse comportamento é assumir o papel de paciente, de modo compulsivo, com comportamentos voluntários, mesmo que não possam ser controlados. Um exemplo é a síndrome de Munchausen; o paciente apresenta uma disfonia artificial, imitada conscientemente pelo indivíduo. O paciente pode se queixar de disfonia, dispneia, disfagia, alterações vocais bruscas e intensas Factícias Por simulação o paciente finge e simula vários sintomas vocais, físicos e psicológicos. Onde a finalidade é para usufruto próprio, geralmente para atestados médicos, chamar atenção da família, evitar situações do dia a dia. Muda Vocal Muda vocal prolongada Muda vocal prolonga-se por mais de 6 meses QV rugosa e instável, alternância de registros Fadiga vocal Quadros de laringite Muda vocal incompleta Descida de menos tons que o normal (F0aguda) Dificuldade de identificação sexual ao telefone Esforço fonatório, fadiga vocal, menor rendimento vocal Muda vocal excessiva Voz mais grave que o esperado Envolve fatores psicogênicos Registro basal, modulação restrita, laringe forçadamente baixa, tensão cervical Muda vocal precoce Causa hormonal ou psicogênica Voz grave para idade e estrutura física Muda vocal retardada Muda ocorre após os 15 anos Orgânica ou psicogênica Voz não compatível com idade e estrutura corporal Falsete mutacional Exclusivamente funcional Laringe mantém-se rígida em posição elevada Voz aguda, QV destimbrada, bitonalidade, soprosidade, intensidade reduzida Fadiga vocal Fonoterapia Objetivos: psicodinâmica; abaixamento da laringe; ativação do TA; melhorada coaptação glótica; fixação de frequência ideal. Exercícios: som basal; bocejo-suspiro; escala descendente; manipulação laríngea e manobras musculares; emissão com posteriorização de língua; pushing suave; firmeza glótica; messadi voce DISFONIA POR TENSÃO MUSCULAR Série extensa de alterações vocais não específicas, cujo denominador comum é a tensão fonatória Forma de instalação lenta, progressiva, com melhora dos sintomas nas situações de redução da pressão emocional e estresse Classificação Primária -Ausência de lesão estrutural na laringe -Produção vocal hiperfuncional -Etiologia multifatorial -Predominância de vida social ou ocupacional de alto risco vocal -Técnica vocal inadequada -Constrição supraglótica -Sensação de bolo na garganta -Desconforto durante a fonação -Fadiga vocal -Voz fraca, aguda -Flutuações na severidade Secundária: -Comportamento hiperfuncional em resposta à incompetência glótica -Há uma etiologia estrutural ou neurológica -Existem reações teciduais secundárias Psicogênica: -Início súbito -Pode estar associado a um evento -Não é concomitante com IVAS -Não apresenta progressão ao longo do tempo -Pode chegar à afonia -Pode apresentar sintomas vegetativos -A estrutura laríngea pode se apresentar normal -Função laríngea→ pressionamento de aritenóides, fechamento esfinctérico -A resposta à terapia vocal é excelente Habituação: -Associado c/ distúrbio laríngeo (exposição química, IVAS, trauma laríngeo, RLF e cirurgia laríngea) -Evolução prolongada, QV consistente -Sintomas de fadiga vocal -Pode haver ganho secundário -A estrutura laríngea geralmente é normal -Função laríngea→ vibração pobre, fenda glótica, compressão vestibular -Ótima resposta à fonoterapia Compensação: -Início associado a um evento laríngeo ou processo de envelhecimento -Disfoniaprogressiva -Estrutura laríngea pode ser normal -Função laríngea→ fenda glótica, assimetria de vibração, constrição -A resposta à fonoterapiaévariável Associadas a lesões laríngeas: -Gradual, após uso extensivo, grito ou higiene vocal deficiente -Não há flutuações, piora com o uso e qndnão tratada -Dor, fadiga, esforço -Apresenta lesão estrutural na laringe -Função laríngea→ restrição vibratória, fenda glótica, constrição vestibular -A resposta à fonoterapiaé variável Configuração laríngea Fenda triangular méd-post Laringe isométrica Constrição vestibular Laringe em função valvular (esfinctérica) Mais comum em quadros compensatórios ou psicogênicos Pode ser até a fonte primária de fonação Fatores etiológicos Atividades de grande pressão e uso da voz; RLF; Altos níveis de estresse; Uso excessivo da voz; loudness excessiva; Pitch inadequadamente grave; Visível tensão cervical. Importante na anamnese Início da disfonia; Progressão; Ansiedade e estresse; Fatores mantenedores; Demanda vocal; Protocolos de autopercepção Importante na avaliação clínica Escala de desconforto do TV; Tensão visível na mandíbula, face, musculatura cervical e laringe; Comportamento respiratório; QV, ataque, velocidade de fala, loudness e pitch; Comparar fala x emissão sustentada, fonemas vozeados x desvozeados. Palpação Determinar os locais e nível de tensão e resistência; Elevação do hióidee laringe; Resistência lateral da laringe ao deslocamento; Espaço da membrana tireoióidea; Contração da base da língua. Escala de desconforto do trato vocal Auto-avaliação→ quantifica a intensidade e frequência do desconforto na garganta. Sintomas: queimação, aperto, secura, garganta dolorida, coceira, garganta sensível, garganta irritada, bolo na garganta. Frequência: nunca, às vezes, muitas vezes, sempre. Intensidade da sensação: nenhum, leve, moderado, severo. Plasticidade vocal Grau da melhora na QV que pode ser alcançada quase que instanteneamente por meio de mudanças de alguns parâmetros envolvidos na produção vocal: Postura Mecanismos respiratórios Posição da laringe Loudness Articulação e ressonância Monitoramento auditivo Ajustar postura de ombros e cabeça Solicitar emissão após alongamento da musculatura para laríngea POSTURA MECANISMOS RESPIRATÓRIOS Iniciar fonação com volume pulmonar elevado Manipular a quantidade de ar utilizado Fazer reposicionamento da laringe Emissão com pressão inferior Emissão com pressão posterior Emissão com pressão mediana POSIÇÃO DA LARINGE LOUDNESS Aumentar intensidade Diminuir intensidade Som nasal antes da emissão da vogal /i/ou/u/longo Ampliar movimentos articulatórios Vogal/a/com abertura máxima de boca Alongamento da musculatura elevadora da mandíbula ARTICULAÇÃO/RESSONÂNCIA Emissão sob mascaramento auditivo Emissão com amplificação sonora Emissão com monitoramento retardado MONITORAMENTO AUDITIVO Fonoterapia Terapia indireta; Técnicas corporais; Método de ressonância; Treino respiratório e alongamento; Biofeedback; Massagem manual laríngea; Mudança postural; Suavização e estabilização da emissão. Injeção Botox Tratamento