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AVALIAÇÃO E REABILITAÇÃO DAS DISFONIAS FUNCIONAIS INTRODUÇÃO Disfonia representa toda e qualquer dificuldade ou alteração na emissão natural da voz e é o principal sintoma de distúrbio da comunicação oral. As alte- rações na qualidade da voz limitam a função básica de transmissão da mensa- gem verbal e emocional do indivíduo e podem afetar crianças, adultos e idosos em qualquer momento da vida. Diversos sinais e sintomas indicam a presença de alterações. Disfonias funcionais são desordens no comportamento vocal do indivíduo. Podem ter três causas diferentes: - Disfonias funcionais primárias por uso incorreto da voz - Disfonias funcionais secundárias por inadaptações vocais. - Disfonias funcionais por alterações psicogências. As Disfonias funcionais primárias por uso incorreto da voz, podem ser fa- vorecidas por dois fatores principais: 1) falta de conhecimento vocal: quando o indivíduo não possui noções básicas sobre a voz e suas possibilidades, inconscientemente gera ajustes in- corretos, a fim de obter uma boa produção vocal. Os principais desvios do uso correto da voz são: inspiração insuficiente, compressão glótica excessiva ou in- suficiente, uso excessivo de uma caixa de ressonância, ou ainda, uso insufici- ente das caixas de ressonância como todo. 2) modelo vocal deficiente: o indivíduo tenta fazer ajustes laríngeos, pro- curando aproximar-se de uma modelo que gostaria de ter, geralmente de vozes profissionais famosas. https://www.saudedica.com.br/as-3-receitas-caseiras-para-candidiase-oral/ DISFONIAS FUNCIONAIS É um diagnóstico de exclusão caracterizada pela presença de distúrbio vocal na ausência de alterações anatômicas, neurológica ou outras causas or- gânicas identificáveis. Corresponde a cerca de 10% dos casos de disfonia. Ainda falta um consenso quanto à classificação das doenças vocais funcionais. Apre- sentamos a que nos parece mais adequada baseadas na sua etiologia: a) - psicogênica – causada por fatores psicoemocionais, geralmente re- lacionada com condições e estresse psicológico. Os principais tipos de disfonia psicogência são: disfonia de conversão e falsete mutacional. b) - uso indevido ou abusivo da voz – tipicamente apresenta quadro de hiperfunção laríngea que pode ser secundária ao aumento da tensão muscular ou abuso vocal resultante de hábitos comportamentais como pigarrear, cantar, falar alto ou uso profissional da voz. Fatores psicológicos também podem ter sua participação na instalação do quadro. São deste grupo a disfonia de tensão mus- cular e a disfonia plica ventriculares. Disfonia de tensão muscular: caracteriza-se por uma emissão vocal sob tensão excessiva dos músculos intrínsecos e extrínsecos da laringe resul- tando em uma fonação alterada. Fatores como refluxo gastro-esofágico, es- tresse e uso excessivo da voz tanto em volume quanto em tempo são apontados como causas. Esforço vocal e fadiga vocal são sintomas que se exacerbam como o tempo. Professores, cantores e profissionais de grande demanda vocal representam um grupo de risco para esse tipo de distúrbio vocal. Tratamento de escolha é a fonoterapia e redução dos hábitos vocais nocivos. Disfonia plica-ventricularis: também denominado fonação com bandas ventriculares ou disfonia ventricular apresenta voz grave, rouca e monotonal. Geralmente apresenta hiperadução das bandas ventriculares e pregas vocais. c)- idiopática – Disfonia funcional de causa não identificada, tem como seu exemplo mais típico a disfunção paradoxal de pregas vocais que se carac- teriza por uma adução de pregas vocais durante a inspiração quando na verdade deveriam estar abduzidas, resultando em estridor. Muitas vezes pode ser diag- nosticada erroneamente como asma de difícil controle. Alguns pacientes podem apresentar disfonia mas outros não. A laringoscopia mostra pregas vocais em adução durante a inspiração associado a estridor, porém sem nenhuma anorma- lidade estrutural da laringe. O tratamento mais indicado é a fonoterapia e se ne- cessário aconselhamento psicológico. Em casos com dispnéia muito importante ou não responsivos à fonoterpia, o uso de botulina toxina ou ansiolíticos podem ser necessários. DISFONIAS FUNCIONAIS E ORGANOFUNCIONAIS Tradicionalmente, a disfonia funcional é resultado de um diagnóstico de exclusão, isto é, quando não é identificada nenhuma alteração anatômica visível aos exames otorrinolaringológicos, como nasofibroscopia ou videofluoroscopia. Classificaremos as disfonias funcionais por uso incorreto da voz (falta de conhecimento vocal e modelo vocal deficiente), disfonias funcionais por inadap- tações fônicas e disfonias funcionais psicogênicas. Disfonias Funcionais Por Uso Incorreto da Voz: Por Falta de Conheci- mento Vocal e Por Modelo Vocal Deficientes, disfonias funcionais estão relaci- onadas diretamente ao comportamento vocal do indivíduo. É importante que o fonoaudiólogo investigue todas as situações comunicativas do indivíduo. Os ajustes vocais, a qualidade vocal, os sintomas e os sinais são variados, porém https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/fonoaudiologia/disfonias-funcionais-e-organofuncionais/16293 desde que o paciente conscientize do tratamento e das instruções fonoaudioló- gicas. a) Falta de conhecimento vocal O que caracteriza o uso incorreto da voz nessa classificação é o desco- nhecimento vocal, que por consequência o indivíduo seleciona ajustes motores vocais inadequados para a produção vocal saudável e os mantém durante algum tempo. Realizamos alguns ajustes motores para expressarmos determinadas si- tuações, como ao alterar os estados emocionais ou numa resposta transitória, porém esses ajustes vocais temporários não acometem a saúde vocal do indiví- duo, isto é, esses quadros não interferem para causar alterações vocais. Ao avaliar o sujeito disfônico, o fonoaudiólogo dever ficar atento aos fato- res causais, seja as manifestações ou os hábitos inadequados: b) Modelo vocal deficiente O indivíduo pode usar a voz inadequadamente, favorecendo-se de um modelo vocal inadequado. O adulto pode eleger e espelhar-se num padrão vocal que considere interessante para ele. Por exemplo, a voz de um artista famoso, de um líder político, de uma cantora, entre outras. Se o modelo vocal escolhido for próximo aos ajustes naturais do indivíduo, esse comportamento não irá pre- judicar a fonação do indivíduo. No caso das crianças, pode-se desenvolver uma disfonia nas primeiras etapas do desenvolvimento comunicativos da criança. Ela pode imitar pessoas que estão próximas dela, como as babás, os pais, os professores infantis, entre outros. As vozes dos heróis infantis, de desenhos animados e de ídolos famosos também podem ser vozes a serem copiadas pelas crianças. Durante a entrevista inicial, o fonoaudiólogo já pode ter algumas informações sobre esse comporta- mento da criança. O cuidador (a mãe, o pai, a babá, os avós, etc) pode ter co- nhecimento desses ajustes vocais da criança, porém por falta de conhecimento, acreditam que isso não cause riscos à saúde vocal da criança. DISFONIAS FUNCIONAIS POR INADAPTAÇÕES VOCAIS: INADAPTAÇÕES ANATÔMICAS (ALTERA- ÇÕES ESTRUTURAIS MÍNIMAS) E INADAPTAÇÕES FUNCIONAIS Nos sujeitos com disfonias funcionais por inadaptações vocais, costuma- se encontrar diminuição na resistência vocal, causando fadiga à fonação. As inadaptações anatômicas, também conhecidas como alterações estru- turais mínimas da laringe (AEM), constituem pequenas alterações na sua confi- guração estrutural, podendo incluir variações anatômicas ou malformações con- gênitas, que pelo uso intenso da voz ou comportamento abusivo da voz podem causar alteraçõesna voz. a) Assimetrias laríngeas As assimetrias no tocante anatômico encontradas nas laringes, como no restante do corpo, não comprometem o funcionamento das funções laríngeas. Essas assimetrias anatômicas podem ser compensadas pelas assimetrias fun- cionais, ou seja, a laringe realiza uma flexibilidade funcional para uma voz sem alterações. As assimetrias laríngeas podem acometer as pregas vocais no que diz respeito ao comprimento, ao volume, à posição, à configuração, podendo incluir o vestíbulo, alterando as pregas ariepiglóticas. Também podendo incluir as car- tilagens aritenóides, com coaptação deslocada da linha do fechamento glótico. Não existe uma relação entre as assimetrias na laringe e a voz. A voz pode ser normal ou alterada, ou seja, podemos encontrar os tipos de vozes. O que pode influenciar na voz é o uso profissional da voz, que tende a se manifes- tar nas frequências mais graves, podendo chegar a voz crepitante, ou a altera- ções na extensão vocal, que pode acarretar fadiga na voz e até lesões secundá- rias. Além disso, a assimetria laríngea associada ao esforço vocal pode desen- volver a medialização da prega ventricular. b) Desvios na Proporção Glótica O fechamento das pregas vocais durante a fonação está diretamente re- lacionado com a porção fonatória da glote e a porção respiratória da glote. Os desvios entre as dimensões sagitais das partes intermembranácea (porção fo- natória) e intercartilagínea (porção respiratória) da glote varia conforme o sexo e a idade. A proporção glótica é um número que representa a proporção entre parte intermembranácea e a parte cartilaginosa, sendo o valor médio de 1 nas mulhe- res e 1,3 nos homens. Essa proporção está ligada diretamente com a coaptação glótica, nas mulheres, este valor está associado à fenda glótica triangular poste- rior, ou seja, variações nessa proporção vão resultar numa determinada fenda glótica. Alterações nos valores citados acima predispõem alterações associadas às lesões secundárias (principalmente nódulos vocais). qualidade vocal depende da presença da fenda glótica associada com a rigidez de mucosa e com o fluxo aéreo. c) Alterações estruturais mínimas da cobertura das pregas vocais As alterações estruturais mínimas da cobertura das pregas vocais são va- riações estruturais dos tecidos que as recobrem, podendo ter impacto ou não na fonação. Essas disfonias podem variar conforme o tamanho e o grau de serie- dade das alterações estruturais, além disso, elas podem aparecer isoladas ou em conjunto numa mesma prega vocal ou no par. As alterações da cobertura das pregas vocais são classificadas clinica- mente conforme seus aspectos funcionais e morfológicos. As alterações estru- turais mínimas da cobertura das pregas vocais diferenciadas podem ser dividi- das em: sulco vocal, cisto epidermóide, ponde de mucosa, microdiafragma larín- geo e vasculodisgenesia. Sulco Vocal O sulco vocal é uma depressão longitudinal na mucosa da prega vocal, paralela à borda livre. O sulco pode apresentar ou não alteração de voz, podendo variar entre um sintoma como a fadiga vocal até uma disfonia severa. O sulco pode aparecer como: sulco oculto, sulco estria e sulco bolsa. Sulco Oculto Pode ser inferido apenas com a ajuda da estroboscopia, pois pode obser- var as camadas subepiteliais da prega vocal. Observa-se uma diminuição da mobilidade da mucosa da prega vocal ou movimento em bloco da área afetada. A alteração na produção da voz falada é mínima, com dificuldades na extensão vocal. Sulco Estria O sulco estria pode ser classificado em sulco estria menor e maior, de acordo com a sua invaginação na camada das mucosas. A estria menor é uma penetração do epitélio formando uma pequena cavidade virtual e aparece como uma linha atrófica, escurecida, cinza-azulada. Pode aparecer em uma ou nas duas pregas vocais, simétrico ou não. O impacto vocal tem maior significado na qualidade vocal com a redução dos harmônicos superiores A reabilitação vocal deve ser o tratamento principal, sendo eventualmente auxiliado por uma intervenção cirúrgica por meio do deslocamento do sulco via incisão na face vestibular da prega vocal visando melhorar a vibração das pregas vocais. O fonoaudiólogo deve pautar-se: • Na redução das compensações negativas, buscando um equilíbrio muscular; • Reduzir ou prever as alterações secundárias, como os edemas. Já o sulco estria maior refere-se à descrição clássica do sulco vocal. Ca- racteriza-se por uma depressão na prega vocal geralmente bilateral e assimé- trica, podendo variar em profundidade e extensão. A mobilidade das pregas vo- cais pode estar muito afetada. A qualidade vocal esperada para essa alteração é rouca-áspera (às vezes bitonal), com frequência fundamental aguda ou hipe- raguda, e uma das características mais marcantes é o esforço vocal podendo estar associado com a síndrome da tensão musculoesquelética. Para esse tipo de sulco, a primeira opção costuma ser cirúrgica. A fono- terapia deve ser realizada pré e pós-operatória. Existem alguns métodos cirúrgi- cos que são utilizados com os sulcos vocais como a remoção completa do sulco associada com injeção de substâncias inertes a fim de aumentar o volume das pregas vocais (teflon, colágeno); a técnica cirúrgica no arcabouço laríngeo (a tiroplastia tipo I bilateral) ou a reordenação dos tecidos das pregas vocais. A técnica de franjamento da mucosa é utilizada nos casos mais graves - sulcos profundos. A terapia fonoaudiológica pós-cirúrgica deve ter os seguintes objetivos: • Ativar a fonte glótica, • Viabilizar a movimentação da mucosa das pregas vocais. • Diminuir a frequência fundamental (a fim de possibilitar uma voz mais grave); • Promover o equilíbrio da ressonância; • Reduzir e evitar as compensações negativas. Sulco Bolsa ou Cisto Aberto ou Sulcus Glottidis Por meio da imagem clínica, pode-se ver o sulco bolsa de duas configu- rações principais. Uma delas vê-se os lábios do sulco bolsa se tocando, com uma cavidade entre eles. A outra imagem rotineira na prática clínica é seme- lhante ao cisto, com um abaulamento na mucosa na mucosa. A bolsa ou o cisto aberto é uma cavidade na lâmina própria constituída de epitélio estratificado e com abertura para o exterior. Ocorre uma invaginação da superfície da prega vocal, mas seus lábios se tocam, formando um espaço no interior da prega. A vibração da mucosa das pregas vocais está mais preservada no sulco bolsa que no sulco estria maior. O atrito entre as pregas vocais pode produzir alterações secundárias, po- dendo ser desde reações contralaterais, pólipo contralateral, edemas mono ou bilateral, monocordite homolateral, laringite crônica como leucoplasia. Pode apresentar disfonia de grau leve a moderado, tendo uma qualidade. vocal rouco-áspera, com tensão e rigidez da mucosa. A frequência funda- mental está grave, com ataque vocal com desvio de sonoridade, iniciando com soprosidade e com um salto de frequência e intensidade. A inflamação unilateral (monocordite) é frequente, dificultando o diagnóstico. O trabalho fonoaudiológico deve ser focado: • Vibração das pregas vocais e tratar as lesões secundárias; • Cuidados com a saúde vocal; • Estabilizar a qualidade vocal; DISFONIA FUNCIONAL. CAUSAS. A disfonia funcional é uma violação da função de voz, caracterizada por fechamento incompleto das cordas vocais na ausência de alterações patológicas na laringe; é observado em estados neuróticos. Epidemiologia A doença é diagnosticada em 40% dos pacientes com transtorno da fun- ção de voz. As disfunias hipotônicas persistentes representam 80% da estrutura de distúrbios funcionais da formação de voz. Rastreio O rastreio de distúrbiosde voz é realizado através da avaliação da voz por ouvido, correspondência com o sexo e a idade do paciente. Alterar a altura, timbre, força e alcance de trabalho da voz, sua rápida fadiga, a interrupção da respiração fonética, inteligibilidade e fluência da fala atesta a doença do aparelho vocal, Classificação Dependendo do tipo de voz e da natureza do aperto das pregas vocais, distingue-se: aphonia; disfonia de hipo, hiper e hipo-hipertônica. De acordo com o fator etiopatogenético, a membrana mutacional, psicogênica e espástica é iso- lada. Causas da disfonia funcional Os principais fatores etiológicos para o desenvolvimento de distúrbios fun- cionais da voz são considerados constitucional, características anatômicas, con- gênitas do aparelho vocal, sobretensão votos, fatores estressantes, realizar-for- ward de doenças respiratórias anteriores, síndrome asthenic de qualquer etiolo- gia. Os distúrbios hipotensivos podem formar e contra um fundo de silêncio pro- longado, bem como após intervenções cirúrgicas na laringe com atrofia das pre- gas vocais. Distúrbios ansiosos e depressivos são a causa do desenvolvimento da disfonia funcional em 29,4% e na disfonia espástica em 7,1% dos casos. Em 52% dos pacientes com disfonia funcional, os distúrbios hormonais são diagnos- ticados, mais frequentemente a glândula tireoidea. Outras causas são doenças neurológicas, como doença de Parkinson e miastenia gravis, lesão cerebral trau- mática, acidente vascular cerebral, etc. Patogênese da disfonia funcional A disfonia funcional é uma manifestação da violação de processos em diferentes níveis de relações refletidas condicionadas. Com a passagem do tempo, eles adquirem o caráter da patologia da parte periférica do aparelho vo- cal, a laringe. As mudanças funcionais são reversíveis, mas em alguns casos podem levar a mudanças orgânicas na laringe. Por exemplo, a disfonia hipotônica de longo prazo ou a afonia psicogênica leva ao desenvolvimento de laringite atrófica com a formação do sulco da prega vocal. Simultaneamente, é formada uma fo- nação de forro falso, que causa hipertrofia das dobras vestibulares. A disfonia hipercinética é a causa da formação de violações persistentes da microcircula- ção das pregas vocais e do aparecimento de granulomas, úlceras, pólipos, nó- dulos e outras patologias da laringe. Em pacientes idosos, o desenvolvimento de distúrbios funcionais da função de voz é devido a mudanças relacionadas à idade na laringe e no corpo como um todo; eles são caracterizados por disfonia hipotônica. O mecanismo do desenvolvimento da doença durante a mutação da voz está associado à discordância da transição do mecanismo falsetto da formação da voz para o mecanismo torácico. Durante o período de mutação, ocorre uma alteração na freqüência do tom fundamental associado ao aumento da laringe. Nos meninos, a altura da voz diminui em uma oitava, as pregas vocais são pro- longadas em 10 mm e engrossam. Nas meninas, a altura da voz diminui em 3-4 semitons, e o comprimento das pregas vocais muda de 4 mm. Normalmente, a mutação é completada dentro de 3-6 meses. As causas da mutação patológica podem ser distúrbios hormonais e fatores psicoemocionais. A patogênese do desenvolvimento da disfonia espasmódica ainda não foi totalmente estudada. A doença é atribuída às formas focais da distonia muscular, juntamente com essa nosologia como torticolis espástico, espasmo de escrita, etc. SINTOMAS DA DISFONIA FUNCIONAL O quadro clínico da disfonia funcional é causado por uma violação da fun- ção de voz de um grau ou de outro. A disfonia de hipotona é uma violação da função de voz, causada por uma diminuição no tom das pregas vocais e outros músculos envolvidos na for- mação de halos. Há uma rápida fadiga da voz, roubada com aspiração. A disfonia hipertensiva é uma violação da função de voz, devido ao au- mento do tom das pregas vocais. A fonação é realizada com a tensão dos mús- culos do pescoço, a voz é afiada, a voz rouca pronunciada. A disfonia hiper-hipertônica (voz dobrável vestibular) é uma violação da função de voz devido a uma diminuição do tom das pregas vocais com a forma- ção da fonação ao nível das dobras vestibulares com o subseqüente desenvol- vimento de sua hipertrofia. Afoniya - a falta de sonoridade da voz, mantendo um discurso sussur- rado. A disfonia ou a afonia psicogênica é uma desordem da função de voz, cujo principal fator etiológico é considerado psicogênico. A disfonia mutacional é uma desordem de voz que ocorre durante uma mutação. A disfonia espástica é uma violação da voz, caracterizada por fonação intermitente comprimida com tensão, tremores, rouquidão, violação da inteligibi- lidade da fala. Existem formas de abdutor e adutor. Durante o discurso há um contração do diafragma. Diagnostica a violação da articulação, mudanças na es- fera psicopedagógica. O exame clínico neurológico revela uma patologia orgâ- nica na forma de síndromes distônicas (como escrita e blefarospasmo, torcicolo, etc.). DIAGNÓSTICO DE DISFONIA FUNCIONAL A disfonia funcional caracteriza-se por um transtorno prolongado da fun- ção vocal - várias semanas, meses e até anos. Sua instabilidade, a deterioração de uma voz após uma carga, em um fundo de deterioração do estado geral, após a infecção viral transferida são marcadas. Exame físico Grande importância para o diagnóstico de distúrbios de voz, especial- mente a natureza funcional, tem uma avaliação de voz subjetiva, que pode ser complementada com testes de estresse (por exemplo, leitura em voz alta por 40 minutos), bem como testes psicológicos para identificar distúrbios somatofor- mes. Ao ouvir o discurso, é dada atenção à tonalidade, à força, ao intervalo di- nâmico de trabalho, ao timbre, às características do ataque de voz, à dicção, à natureza da respiração instantânea, ao trabalho do aparelho articulatório, à con- dição dos músculos do pescoço e à postura do sujeito. Pesquisa instrumental Para o diagnóstico diferencial de distúrbios de voz realizadas laryngo mi- krolaringo-, mikrolaringostrobo-, vibeolaringostrobo-, endofibrolaringo-, tra- queoscopia análise acústica vocal, determinando o tempo de fonação máxima, análise espectral voz de computador, a avaliação da função respiratória, gloto- e eletromiografia, X-ray tomografia e laringe traqueia, CT de laringe. Com disfonia hipotônica, um exame microlaringoscópico revela fecha- mento incompleto da glote durante a fonação. Sua forma pode ser diferente - na forma de um oval alongado, uma fenda linear ou um triângulo no terço traseiro das pregas vocais. A forma atrófica é caracterizada por desbaste da margem da dobra de voz na forma de um sulco, atrofia das pregas vocais. O estudo micro- laringergostroboscópico permite identificar a predominância de vibrações lomba- res enfraquecidas de dobras vocais de pequena ou média amplitude de freqüên- cia uniforme. O deslocamento da mucosa ao longo da borda da prega vocal é determinado com bastante clareza. O exame acústico revela uma diminuição no tempo de fonação máxima em média para 11 segundos, uma diminuição da in- tensidade de voz nas mulheres para 67 dB, em homens para 73 dB. De forma atrófica, as oscilações da lanterna estão ausentes ou assíncronas em freqüência e amplitude, para todos os pacientes o fechamento incompleto da glote é carac- terístico. Não é determinado o deslocamento da mucosa ao longo da borda livre. Com a afonia, observa-se a ausência do fechamento das pregas vocais durante a laringoscopia. A imagem laringoscópica com disfonia hipertônica é caracterizada por um aumento no padrão vascular, a membrana mucosa é muitas vezes hiperêmica, com a fala que se sobrepõe às pregas vocais. Gradualmente, uma voz falsa é formada. Com microlaringostroboscopia, alongamento da fase de aperto, as os-cilações de pequena amplitude com um ligeiro deslocamento da mucosa ao longo da borda são características. A disfonia de Gynertonus geralmente leva ao desenvolvimento de gra- nulomas, nódulos, hemorragias das pregas vocais, laringite crônica. Por um longo período de tempo, uma voz falsa é formada. Desenvolve hipertrofia das pregas vestibulares. Em alguns casos, as pregas vocais não são visíveis e, du- rante a fonação, o fechamento vestibular é visualizado. Com a disfonia mutacional, a imagem laringoscópica pode ser normal; às vezes há um aumento no padrão vascular das pregas vocais, uma fenda oval na fonação ou uma triangular na laringe posterior (o "triângulo mutacional"). Quando abdutor espasmódica padrão mikrolaringoskopicheekaya forma disfonia caracterizado pelas características disfonia hiperfuncional: peresmyka- niem cordas vocais, e dobras tremor lozhnoskladkovoy fonação vocais, aumen- tou padrão vascular. Com uma forma adutor, as dobras vocais não se fecham sob a fonação, formando uma lacuna ao longo de todo o comprimento. Diagnóstico diferencial O diagnóstico diferencial é necessário em caso de afonia com paralisia bilateral da laringe, quando o paciente tem tosse expressa. É possível realizar o teste com mudo. Com a perda do controle auditivo sobre a voz, sua restauração completa é possível. Indicações para consulta de outros especialistas No processo de diagnóstico e tratamento de distúrbios da função de voz, é necessária uma abordagem multidisciplinar envolvendo a reabilitação de um neurologista, endocrinologista, psiquiatra e fonote. TRATAMENTO DA DISFONIA FUNCIONAL A abordagem ao tratamento da disfonia funcional deve ser complexa. É necessário influenciar nos fatores etiopatogenéticos: tratamento de doenças so- máticas gerais, distúrbios somatomorfos, sanação de focos de infecção crônica. Objetivos de tratamento Formação de habilidades corretas de fonação constante, aumento da re- sistência do aparelho vocal. Indicações para hospitalização A hospitalização é indicada quando o tratamento cirúrgico é necessário. Tratamento sem drogas O método mais eficaz para tratar distúrbios funcionais das funções de voz é o fonote. Ginástica articulatória e respiratória, Apoio ativamente a acupuntura, psicoterapia e fisioterapia, massagem da zona do colarinho. Dos métodos de fisioterapia para a disfonia hipotônica, recomenda-se a utilização de estimulação elétrica dos músculos da laringe com correntes diadêmicas, amplipulse, eletro- forese na laringe com metilsulfato de neostigmina. A disfonia mutacional não re- quer terapia especial, com exceção do tratamento de doenças concomitantes, psicoterapia racional e fonoaudiologia. Medicação A terapia medicamentosa para a disfonia hipotônica inclui estimulantes (rizomas e raízes de eleutherococos, vitaminas B, neostigmina metil sulfato 10- 15 mg por via oral 2 vezes ao dia durante 2 semanas e melhorando a microcir- culação das preparações das pregas vocais. Na disfonia hipotypertensiva e na fonação falso-funcional, é realizada te- rapia anti-inflamatória geral e local de laringite hipertrófica. O tratamento da disfonia espástica é realizado em conjunto com neurolo- gistas. Aplique medicamentos GABA-ergic, bloqueio dos músculos da laringe, massagem dos músculos do pescoço e fonoforese. Tratamento cirúrgico Com pronta disfonia hipotônica estável, é indicada cirurgia de implante ou tiroftase, cujo objetivo é aumentar a adução de dobras vocais. Quando a fonação pseudoeclântica com hipertrofia das pregas vestibulares, o tratamento cirúrgico consiste em remover seções hipertróficas das dobras vestibulares. No pós-ope- ratório, além da terapia anti-inflamatória, realizamos fonoaplastia e estimulamos o tratamento para aumentar o tom das pregas vocais verdadeiras. Gerenciamento adicional Em alguns casos, é necessário continuar a fonologia dentro de alguns meses. No tratamento de pessoas com profissões de fala de voz, especialmente vocalistas, é necessário um acompanhamento de longo prazo com correção da carga de voz. Deve lembrar ao paciente que a mudança na voz é um sintoma da doença do aparelho vocal, exigindo o uso de um otorrinolaringologista para o diagnóstico de uma doença vocal; o fracasso em seguir as recomendações do médico, in- cluindo a higiene vocal, pode levar à formação de patologia orgânica da laringe. Com disfonia funcional, a duração da incapacidade é individual, uma mé- dia de 14-21 dias. Previsão Mais frequentemente favorável. Uma violação persistente da função de voz, uma natureza prolongada do fluxo leva a uma deterioração na comunicação do paciente. Os distúrbios vocais funcionais na ausência de uma terapia ade- quada reduzem a capacidade das pessoas praticamente saudáveis de trabalhar, criam uma ameaça de capacidade de trabalho. Prevenção A profilaxia da desordem da função de voz consiste, em primeiro lugar, em observar a higiene da voz, a formação das habilidades corretas de fonação, a configuração da fala e do canto, especialmente nas pessoas das profissões de voz e fala. De grande importância são o diagnóstico e tratamento oportuno de doenças gerais, levando ao desenvolvimento da disfonia. CONCLUSÃO A disfonia pode ser categorizada em dois tipos principais: orgânica e fun- cional. O tipo de disfonia é dependente da causa da patologia. Embora as causas da disfonia possam ser divididas em cinco categorias básicas, todas resultam na interrupção da capacidade das pregas vocais vibrarem normalmente durante a exalação, o que afeta a voz. A avaliação e o diagnóstico da disfonia são feitos por uma equipe multidisciplinar e envolvem o uso de uma variedade de medidas subjetivas e objetivas, que avaliam tanto a qualidade da voz quanto o estado físico da laringe. tratamentos foram desenvolvidos para tratar causas orgânicas e funcionais da disfonia. A disfonia pode ser direcionada por terapia direta, tera- pia indireta, tratamentos médicos e cirurgia. As disfonias funcionais podem ser tratadas por meio de terapias vocais diretas e indiretas, enquanto as cirurgias são recomendadas para disfonias orgânicas crônicas. A disfonia funcional é uma violação da função de voz, caracterizada por fechamento incompleto das cordas vocais na ausência de alterações patológicas na laringe; é observado em estados neuróticos. REFERENCIA PINHO, SILVIA. MÚSCULOS INTRÍNSECOS DA LARINGE E DINÂMICA VOCAL. V. 1 (SÉRIE: DESVENDANDO OS SEGREDOS DA VOZ). SÃO PAULO, REVINTER, 2008. PINHO, SILVIA, JARRUS, MARTA E TSUJI, DOMINGO. 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