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AS NOVAS TECNOLOGIAS E O ENSINO DA MATEMÁT ICA
 As tecnologias da Informação e Comunicação são uma das grandes áreas do saber humano que se tem desenvolvido em grande escala nas últimas décadas, tanto em nível da profundidade do conhecimento envolvido, como também da sua aplica bilidade “Uma sociedade em constante mudança coloca um permanente desafio ao Sistema Educativo. 
 As tecnologias de informação e comunicação (TICs) são um dos fatores mais salientes dessa mudança acelerada, este Sistema Educativo tem que ser capaz de responder antecipar e, mesmo, promover .” (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. 2002. p. 11) 
 A excelência na Educação convida para a integração de várias medidas, tecno lógicas e técnicas de ensino e aprendizagem no ambiente virtual. O aparecimento de uma nova geração das Tic’s trouxe novas oportunidades para professores e alunos. No entanto, a integração efetiva das aplicações Tic’s, depende da familiaridade do educador no manejo dos novos recursos. 
 Um módulo sobre a integração das Tic’s nas aulas é, portanto, uma adição valiosa para o progresso da matemática e desenvolvimento progressivo dos educadores. O processo de integração das Tic’s na educação é raramente olhado como simples e linear, é observado, frequentemente, com alguns elementos que funcionam em paralelo e em parceria e de forma cíclica. A sequência das etapas varia de uma atividade ou situação para a outra e deve ter em conta no contexto, para ser eficaz. 
 O processo é, portanto, necessariamente gradual e dependem claramente dos objetivos a defender, a melhoria a eficiência da utilização das Tic’s na educação. O próprio desenvolvimento tecnológico que há algumas décadas está transformando significativamente as relações humanas com os seus mais diversos recursos criam novas situações e condições para a prática educativa. 
 Para GOMES, o século XXI inicia-se com ênfase à sociedade da informação e comunicação marcada por transformações decorrentes dos avanços tecnológicos e que é necessário repensar os paradigmas para adoção de novas práticas educacionais. (2002, p.135) 
 De acordo com Leite e Di Giorgi, 
Uma escola pública preocupada em realizar uma verdadeira inclusão social deve educar todas as crianças e os jovens com qualidade, proporcionando lhes uma consciência cidadã que lhes assegure condições para enfrentar os desafios do mundo contemporâneo. Da mesma forma, será preciso, a partir da análise e da valorização das práticas existentes, criar novas práticas de trabalho em sala de aula, na elabora ção do currículo, na gestão e no relacionamento entre a equipe escolar, alunos, pais e com unidade. Temos, portanto, além de uma nova clientela, a necessidade de assumirmos novas características organizacionais e pedagógicas frente às atuais demandas oriundas do processo de desenvolvimento econômico, científico e tecnológico (2004, p. 136-137). 
Nesse sent ido , novas at r ibuições são d ir igid as à es cola. P errenoud a firma que a e sco la não deve se incumbir, apenas, de ens inar os alu nos a ler, escrever e cont ar. Para ele, cabe à esco la também e nsinar o s alunos a respeit ar e a tolerar as diferenças, a co exist ir , a co mu nicar, a cooper ar, a mudar, a agir de for ma eficaz. ( 2000, p. 42-43) 
Nesse ce nário, surge, desde a década de 1990, uma nova t er mino logia no me io educacio nal: as TIC, ou se ja, as Tec no lo g ias de Infor mação e Co mu nicação . De acor do co m Fio re ntini; Lorenzato, as T IC result a m da fusão das t ecno lo g ias de infor mação, antes referenciadas co mo info rmát ica, e as tecnolo g ias de co mu nicação, deno minadas anter io rme nte como t eleco mu nicações e míd ia e letrô nica. ( 2006, p.156), 
Segundo os Parâ met ros Curr icular es Nac io nais (PCN, BR AS IL, 1998), as TIC s referem-se aos recursos tecno ló gicos que per mit em o trânsit o de info r mações, que po dem ser os diferentes meio s de comunicação como livros, revistas, jo rnais, co mput adores. Apenas uma part e diz respeit o a meio s elet rô nicos, que surg ira m no final o século XI X e qu e se t ornaram publicamente reconhecidos no início do século X X. São exemp lo s: rádio, t elevisão , gr avado r de áudio e vídeo, sistemas mult imídia, redes t ele máticas, robótica e o utros. 
Para Almeida, a imp lantação e uso das TI Cs na educação t êm co mo o bjet ivo a pro mo ção da aprendizagem, pro curando despert ar nos alunos o exerc íc io da dú vida para que compreendam suas ações e r epresentaçõ es, r eve la ndo sua ident idade, int eragindo com o outro e com diferentes for ma s de produção do conhecimento . (2001, p. 16). 
Segundo VALENTE (1999), a implantação das TIC no campo educacio nal t eve co mo objet ivo a muda nça pedagó gica. A inserção do s computado res nas esco las, po r exemplo, tinha desde o início, e m 1982, a intenção de que o s professor es, além de co nhecerem as pot enc ia lidades do computado r, tivessem a capa cidade de a lt ernar adequadamente at ividad es t radicionais de ensino e aprendizage m e at ivid ades que usa mos co mput ador. 
A justificativa, desde o in ício das ações, tem sido a possibilidade de mudança na escola: a cr iação de ambien tes usando a informática como recurso auxiliar do pr ocesso de apr en dizagem, m udando o foco de uma educação centrada n a instrução que o professor passa ao aluno para uma educação em que o aprendiz realiza tarefas usan do a informática e, assim, constrói n ovos conh ecimentos (VALENTE, 2002, p. 16). 
O mu ndo vive a a lt a tecno lo g ia e o ensino da Mat emát ica não está conseguindo exercício da dúvida para que compreendam suas açõ es e representaçõ es, revelando sua ident idade, inter agindo co m o o ut ro e com diferentes fo rma s de produção do conhecimento . A evo lu ção tecnológ ica at ual faz co m que o s c idadão s devam e star preparado s para as mais d iversas s it uações t anto no universo profissiona l quanto na sua própria vida d iár ia. Problemas surge m a t o do instante e de vemo s est ar p reparados e preparar o s a lu nos para racioc inar e ag ir prontamente. 
O exercício me nta l e a capacidade de responder ao s est ímulos soc iais devem est ar aguçados. A resolução de problemas, a capacidade de decisão , a escolha da melhor a lt ernat iva, enfim, tudo o que a vid a moderna exige. É necessário que se faça um u so adequado das TIC e que esse uso se efetive na ação do professor quando int egra as tecnolo gias às demais at ividades de s ala de aula, articulando esses r ecursos ao s de mais r ecursos d isponíveis, cu jo e mprego t em co mo o bjet ivo fa vo recer a aprendizagem do aluno. 
Este que, por sua vez, t em a possibilidade de a ssumir, nesse a mbiente de aprendizage m, um papel at ivo no pro cesso de ensino e apre ndizagem interagindo com o outro e co m diferentes fo rmas de pro dução do conhecimento (ALMEIDA, 2001). Quanto a matemáticaum difícil, mas importante co mpo nente curricu lar, as TIC confere m a o portunidade de se de senvo lver u m t rabalho que visa benefícios à apre nd izage m mat emát ica. A incor poração das ino vaçõ es tecnoló gicas só t em sent ido se contribu ir para a melhor ia da qua lidade de e nsino . 
A t ecno lo g ia deve servir para e nr iqu ecer o ambiente educacio nal, pro piciando a construção de conhec imento s por meio de u ma at uação ativa, cr ít ica e cr iat iva por parte de alunos e pro fesso res. 
O USO DAS TICS NO ENSINO DA MATEMÁTICA 
At ualme nt e bus ca-se no usodas novas tecnolog ia s, amenizar estas d ificuldades e to rnar as aula s de mate mát ica mais mot ivadas e at rativas para o aluno. So br e a import ância das t ecno lo gias e as re lações co m a Mate mát ica, D ’Ambros io (1996), comenta: 
“Ao l on go da evoluçã o da humanidade, Ma temática e tecnologi a se desen volveram em íntima associação, n uma relação que poderíamos di zer simbiótica. A tecnologi a entendida com o convergência do saber (ciência) e do fazer (técnica), e a matemática são intrín secas à busca solidária do sobreviver e de tr anscen der. A geração do conh ecimen to ma temá tico n ão pode, port anto ser dissociada da tecnologia dispon ível .”D’AMBROSIO (1996. P 32) E neste contexto, vive-se uma era que veio para ficar, passa -se a depender e respirar esta t ecnolog ia, o ca mpo de aprendizagem t orna -se u m hor izonte onde cada vez mais não se consegue e nxergar seu fim por que a cada mo me nto novas ferrament as são apresentadas. Ma s onde est a o x da quest ão, do problema que não se consegue so lucio nar mesmo se ndo um pro fessor de Matemát ic a. E stas inqu ietações mot ivara m a rea lização deste est udo de natureza qualit at iva, com o o bjet ivo de verificar as dificuldade s de aprendizagem no ensino da Mate mát ica, buscar de scobr ir as cau sas do s a luno s cada vez mais sent ir em d ificuldade d e aprender e go star da Matemát ica. O mundo de hoje co m seu arca bouço cult ural, marcado por avanços t ecnológ ico s e descobert as c ient íficas, pr inc ipalmente no to cante à fís ica quântica e suas po ssibilidade s vár ias, alter ou a lgu mas co ncepções em t odos o s campos do co nhecimento, mo dos de fazer, uniu povos pela comunicação e uso s tecno ló gicos. A caracter íst ica pr incipal dest e t empo é a integração de at ividad es, o s hipertextos, a fr agmentação decorr ent e do excesso de info r maç ão que se renova a cada insta nte. As novas t ecnolo gias implicam, tr aba lham e exigem inter ação, além d e favorecer o surgimento de um novo homem: um ser part icipante, que sa iba do minar t ecno lo gias, criar, interag ir co m o s outro s, cooperar, usar a info rmação e m suas prát icas, interfer ir no mu ndo à sua vo lt a como cidadão. Daí surge às questõ es: como formar este cidadão dent ro dessas e xigências do mu ndo em que vivemo s. E m que t ipo de escola? A part ir de qua is meto dolo gias e at ividades ? Co mo fazê- lo part ic ipante, “t rabalhar co m”, coo perar? Urge buscar mo s as re spostas a essas questõ es pr opostas, uma vez que a esco la, s e não mudar, será subst it uída po r modernos so ft wares inter ativo s que t ambé m a bsorverão a função dos pro fessores no futuro se ela se restringir apena s ao repasse de co nteúdos: “Se ele c on tinuar atuando apenas como um bom t ransmissor de con teúdos, será substi tuído por softwares interativos com maior capacidade de memória que passem as in for mações com imagens, coleções musicais e vídeos de forma divertida e criativa. É preciso redescobrir o valor do espaço escolar e reinventar a prática docente” (RAMAL, 2000, p. 53-63) 
O ava nço t ecnológ ico faz par te da evo lução do home m, que po demo s cla ssificar co mo Revolução Tecno ló gica, po rém nas ú lt imas década s esses a vanço s se t ornaram t ão acentuado s que estas novas descobert as vêm at ropelando sem dar te mpo de adaptação, po is, o utras ino vações vão surgindo co mo : tablets, lo usas digita is e o utras fer ramentas, de modo que os pro fissio nais na área de mate mát ica possam se adaptar a novas fo r mas co mu nicacio nais e educacio nais pro porcionadas po r estas inovações, e pr omover melhor ia da qua lidade do pro cesso de ensino e aprendizagem. Hoje pr ofissio nais da área de mat emát ica peda gógica, tem que se ma nterem e m constante aperfe içoa mento caso que ira per manecer at ivos e co nectados a seus a lu nos, enquanto isso os jo vens que nas cera m na fre nte de u m co mput ador estão familiarizados co m t udo e acompa nham co m maior facilidade as novidades t ecnológ icas. Na prática pedagó gica so fr emo s impact o desta avalanche d e novidades tecno ló gica s, e que, antes mesmo que, tenhamos t empo de aprender ou nos acostumar a ela, imediata me nte lança a lgo novo no mercado. O que percebemo s é que temos que nos adequar, adapt ar, aprender se não, sere mo s u lt rapassados e esmagado s por nosso próprio publico a lvo, pro curar nos capa citar, para que po ssamo s a compa nhar essa e vo luç ão. O lado benéfico é qu e estávamo s ado rmecidos, acomodado s a uma id eologia de ensino , que e m muito estava ultrapassado. No ssos próprio s a lunos nos cobram e stas mudanças, não podemo s co locar a culpa em po der aqu isit ivo, po rque a invasão de sta nova revo lução at inge que qua se t odas a s áreas de acesso de uma forma ou de out ra. Pensado res co mo Manue l Cast ells ( 1999), ponderam que a so ciedade est á passando por uma re volução infor macio nal que po de ser comparada à s gra ndes gu inadas da Histó ria. Considerando a gr ande necessidade de co nhecimento s t ecnológ ico s e que a t ecno logia é u ma rea lidade nas esco la s que já co nt a m co m vário s recursos t ecno ló gicos, faz-se necessár io reflet ir sobre a for mação do educador fr ent e a o uso desses equipamento s. As muda nças que se oper am no cont ext o educacio nal co m a int ro dução de novas tecno lo gias p er mitem a o btenção de maio res info r mações sobre a utilização da tecnolo g ia na educação, bem co mo dos conhec imento s, utiliz ação necessários p ara que se atue nessa era de globalização. Agregada a essa r ealid ade os pro fissio nais da educação busc am at ravés das novas t ecno lo gias so luçõ es para a aprendizagem mate mát ica. 
RECURSOS TECNOLÓGICOS OFERECIDOS PELAS ESCOLAS 
Entendem- se como r ecurso t ecnológ ico as mídias poss íveis co mo ferr amentas d e ensino -aprendizagem co mo: PowerPoint, Data sho w, acesso à internet co m sites d e atividades pedagógicas, quadro negro /branco, vídeo s, vídeo -aula, port fó lio , ret roprojetor , dinâmicas de gr upo, blog, fó ru m v irtua l de d iscu ssões, lista de emails, ent re outro s. Estes recursos tecno ló gicos est ão cada vez mais pr esentes nas at ividades do d ia a d ia, no entanto quase não são usados em sa la de au la seja por precariedade da esco la o u falta d e familiaridade po r parte do professor que se o mit e em apr end er. E m o utros casos curso s de aperfeiçoa me nto são o ferec ido s a pr ofessores e at é aos próprio s a lu nos, mas, o inter esse acontece por pouco tempo . Se a sociedade se enco ntr a em co nstante dua lização t ecnológica faz-se nece ssário à mudança de at it ude do educador e sua adesão às no vas tecno lo gias, sem, contudo deixar de perce ber o uso inter mediár io d as mesmas, marca ndo pelo nível cu lt ura l e soc ial em que o aluno está inser ido e as co nexões que ele e st abe lece entre as áreas do conhec imento e as sit uações do cotidiano. A educ ação brasileira avança po uco quanto à utilização de t ecnolog ia s desenvo lvidas, entr etanto, compree nde-s e que é necessár io o uso destas para se atingir me lho res resultado s no processo de ensino - aprendizagem.Para C OLARES (2009), ensinar co m as novas míd ias é preciso t ambém mudar paradigmas convenc io nais do ensino e utilizar t ais recurso s para ampliar o s conhecimento s para se o bter uma apre ndizagem mais ág il e agr adável. Ela não é mais vist a como apenas tr ans missão de infor mação, mas co mo atualiz ação histó rico -cult ura l, pois sendo part e da vida, é po ssível perce ber que no pr ocesso de ens ino -aprendizage m favorece u ma vida co m maior sat isfação individua l e melhor co nvivência soc ia l ( P ARO, 2007). Passando po r constantes mudanças a era t ecno lógica te m crescido mundialmente, aumentado às tecnolog ias da comunicação e ampliado o s recursos ap licá veis à educação (Ribas, 2008). T endo este ponto de vista é po ssível perceber que no pro cesso de ensino -aprend izagem passa d iverso s elemento s e ferr ame nt as que irão auxiliar neste pro cesso de construção do co nhec imento. De acordo com Moran “(...) podemos modificar a forma de ensinar e de aprender. Um en sinar mais com partilhado. Orien tado, coordenado pelo profes sor, mas com pr ofunda participação dos alunos, individual e grupalmen te, onde as tecnologi as n os ajudarão muito, principalmente as telemá ticas.” (2006, p .2) 
O pro cesso de e nsinar e apre nder e xige atua lmente maio r flexibilidade p essoa l, espaço -tempor al e maior a bert ura aos d iverso s veícu lo s de co mu nicação. O papel pr incipal do pro fessor é auxiliar o aluno na interpr etação e na co nt ext ualiza ção da infor mação ad quirida. Por o utro lado, a aprendizagem t ambém depende do alu no, pois e ste precisa estar pro nto e maduro para sig nific ar a info rmação que lhe fo i apresentada e desenvo lvê- la. De acor do com Mo ran, a s novas t ecnolog ias p ermit em ampliar o co nceito de aula, de espaço e tempo, estabelec er po nt es novas entr e o presencial e o virt ual, entr e o est ar junto s e o estarmos co nectado s a distância. (2000 apud SANTIAGO, 2006, p.11 ) Porém, o desafio na educação é mu it o ma io r do que s implesmente a ut ilização de recursos t ecno ló gicos, o import ant e é reflet ir u ma educação com t ecno lo gia que possa se r oferecida co m qualidade. Há necessidade de grandes refor ma s nos siste mas educacio nais e na for mação do cente, levando em conta as novas rea lidades. Segundo Lévy apud S ant iago : “Uma reforma enfoca a organização do conh eciment o, do espaço e do tempo escol ar, apontando para a n ecessidade de fundamentos em uma pedagogia que favoreça ao m esmo t empo a aprendizagem pessoal e a aprendizagem col etiva em rede de conhecimento.” (LEVY apud SANTIAGO, 2006, p.11). Méto dos tradic io nais de ens ino como o quadro negro/branco têm que co ncorrer hoje em d ia co m co mput adores, celu lares, vídeo games e etc. Para Souza (2003,p 62) a incor poração de no vas tecno lo gias na educação permit e a pot enc ia liza ção no acesso à info r maç ão tanto do educador como do aprendiz, e também a mplia as possibilidades de int eração, de colaboração e de auto nomia do apr endiz. Não é possível ignorar nem e vit ar as mudanças da tecno lo gia aplicáve l à educação, pois a pró pria t em est ado present e na ro tina diár ia atr avés da t ele visão , do rádio , da int ernet , da info r mát ica. Os docentes veem suas vidas part icu lare s per meadas pe la tecno lo gia que faz part e do cotidiano da so ciedade co nt e mpor ânea, e são nec essário que se t ransponha estes e lemento s t ecnoló gicos que já fazem part e de no ssas vidas para a sala de aula, co mo u ma for ma de contextualizar a apre ndizagem at ual. A internet, por exemplo, é u m campo vasto e rico, pois pode ser usado como instru me nto de pesquisa, de pr odução de conhec imento através da s imagens, t exto s e for mas grá ficas. SOU ZA (200 3, p. 63) a fir ma que: “a pr eocupação básica que ro nda o pro fesso r é sobre as fo rmas de explo rar, incor po rar e ut iliz ar a s po tencialidadesdesses meio s de co mu nicação info r matizados inserindo -o s no me io educac io nal”. Essas novas possibilid ades e xistem e estão disponíveis para que o s pro fessores po ssam a mpliar seu repertório e proporcio nar novas ma ne iras no ensinar - aprender.
UM PARALELO DO ANTES E DEPOIS DA EVOLUÇÃO MATEMÁTICA PARA O ALUNO . 
Tenta-se just ific ar a Mat emát ic a do passado co mo servindo de base para a Matemát ic a de hoje. De fato, conhecimento é cumulat ivo e alguma co isa de co ntexto serve para o utros contextos. Port anto, algo da Mat emát ica do passado serve ho je. Mas muit o pouco e me smo assim qua ndo e m linguagem e co dificação modernos. Argu mento s com base em t eorias d e aprendizagem ultrapassadas, que apó iam a natureza linear mente cumulativa do conhec imento , amparados numa hist ória d isto rcida e numa e pist emo lo gia const ruída para apo iar e ssa histó ria, não basta m para just ific ar pr ogramas es truturados co m base ú nica e e xclusiva na t radição, como são norma lmente organizados. Não é de hoje que a d iscussão que envo lve as s ala s de aula e as t ecno lo gias existe. Desde a po pular ização do computa dor e da internet a quest ão de aliar o s aprendizados esco lares co m a s “novas” mídias é u ma po lêmica co nstante ent re educado res que defendem e que são contr a essa junção. No dia a d ia co nsegu imo s perce ber que o po sic io namento radica l contr a a intro dução da tecnolo g ia e da s mídias soc ia is no a mbiente esco lar vem diminuindo, ent retanto o t rabalho para a ace it ação e ut ilização int egra l nas salas d e au la a inda t em u m lo ngo caminho a s er percorrida, a final, essa intro dução represent a mudanças na d inâmica social e cult ura l. 
A cr iatividade para uso da comu nicação digit al deve ser entendida co mo u m a vanço que facilitará a apro ximação do aluno co m o professor e com a d isciplina, a lém de incent ivar a pesquisa na web por assunt os rele vantes. Um blo g de um pro fessor, por exemplo, po de se to rnar fonte segura para pesquisa e aprendizado. As TIC tro uxer am contribuições essenciais ao processo de educar e educar se a distância, favor ecendo o trabalho co la bor at ivo . Isto influencio u a re visão de parad igmas e m to do o processo educacio nal: p lanejamento , gest ão, profissio nais mult idisciplinares, materiais didát ico s, infraestr utura, avaliações, relação t utor /alunos, ar quit et ura da esco la, invest ime nto s. Coloca m ta mbém o aprendiz no centro do projeto educacio nal. Repelem a massificaçã o do s ant igo s cursos à distância. A inserção das TIC nas esco las e em t odas as at ividade s humanas - revigora a for ma como se faz educação presenc ial. De fato, t écnicas e met odolog ias de educação a distância passam a ser incorpor adas ao dia -a-d ia da es cola, anunciando o utr a evolução : a integração entr e presença e distância. Assim, der rubam- se a s fr onteir as fís icas da esco la. Nota -se u m esgot amento da expressão educação a d istância a bolid a, para repr esentar u m pro jeto educacio nal mediado po r t ecnologias em qu e as interaçõ es ora são presenciais, o ra a dist ância: na Suécia é educação f lexível, na Inglat erra é educação combinada e na China educaçãomóvel. Embora o Bras il a inda não t enha co nso lidado tal pro posta de ens ino, o panorama no país reve la e xper iências a nimador as em edu cação básica, t écnica, t ecno ló gica, graduação, pós-gr aduação e corpo rativa, e m inst it uições públicas e pr ivadas. Segundo Neves: “A comparação entre o que h á para ser feito e os bon s resultados já alcançados deve motivar o país a defin ir políticas públicas para ven cer desafi os que são: (1) a uni versalização da educação básica e a expansão da educação superi or; (2) a valorização dos pr ofissionais da educação, asseguran do-lhes salário, form ação continuada e condições de tra balho; (3) a adoção de modelos pedagógicos que efetivamente coloquem o alun o com o foco da apr en dizagem, garantindo elevado padrã o de qualidade em todos os níveis, modalidades e etapas e (4) a democrat ização do a cesso às t ecnologi as nas escolas, na perspectiva da inclusão digital da popul ação. ” (2007) Qualidade na educação sig nifica a for maç ão de cidadão s ét icos, capazes de co nstruir conhec imento , ler e interpr et ar crit ic amente o mu ndo e de agir sobre a realidade, melhora ndo a pró pria vida e a da comunidade. Uma das est ratégias para a qualidade no pr oce sso de ensino e apre ndizagem é a ado ção de u ma pedagog ia que co lo que o a lu no como centro da açãoeducacio nal. As tec no lo gias facilit a m es se pro cesso, mo d if icando o papel do educador e do s alunos na sala de aula.
INTRODUÇÃO Um dos grandes objetivos dos professores de matemática é f azer com que seus alunos aprendam aquilo que lhe está sendo ensinado. Pensando nisso me deparei com o uso das TICs (tecnologia da info rmação e comunicação) para o ensino de m atemática qu e faz parte do eixo de tendências em educação matemática. A discussão sobre o uso das TICs para a educação teve início na década de 1970, inicialmente os professores acreditaram que iriam perder os empregos para a tecnologia, porém al guns anos depois , após alguns estudos fo i mostrado que isso não iria acontecer, pelo contrário, o professor receberia um lugar de destaque. Grande parte das inova ções na área da educação precisam de uma mudança na prática do professor, e os mesmos, em sua maioria p referem continua r em su a zo na de conforto onde quase tudo é conhecido, previsível e controlado, mesmo estando desconte ntes, dificilmente os professores vão rumo ao desconhecido, é mais fácil manterem-se acomodados no conhecido. As TICs permitem que os alunos estudem e ex plorem a matemática de u ma maneira nova, encontrando um interesse pelos estudos e uma nova motivação, por p roporcionar aos alunos uma aula diferente da tradicional que usa quadro e giz. Os alunos che gam à escol a e se sentem entediados com o método atual de ensino onde todos sentam-se em fileiras frente ao professor, os mesmos estão acostumados com meios digitais como computadores, celul ares e t elevisores, ent ão cabe ao professor tr azer ess a realidade para os alunos. Nesse contexto seria interessante desenvolver novos métodos e alternativas para que a matemática se torne mai s atrativa e possa ser compreendida com mais facilidade pelo aluno. Em específico o que me chamou a aten ção foi a dificuldade qu e eu e meu s colegas d e escola tínhamos nas aulas de geometria, por isso tive a idéia de criar algo novo que auxiliasse no ensino e na aprendizagem desse conteúdo em específico. Na busca do que poderia ser criado me deparei com os OA (Objetos de Aprendizagem), que são recursos tecnológicos que podem ser usados no e nsino. Analisando as publicações de diversos autores é possível ver que os OA estão sendo estudados como uma ferramenta que pode ser muito i mportante p ara o ensino e a aprendizagem d e matemática, por esse motivo acredito na importância de desenvolver um novo OA para o ensino de matemática. Como dito por diversos autores exi stem várias definições p ara OA, send o recurso virtual, de suporte multimídia, que pode s er usado e reutilizado com o i ntuito de apoiar e favorecer a aprendizagem de um conteúdo específico, por meio de atividade interativa, n a forma de animação ou sim ulação. Em ger al os OA são softwa res desenvolvidos para computadores, tablets o u celulares. Eles podem ser jogos ou ferrament as que aux iliam no ensino e na aprendizagem em diversas disciplinas e não só na matemática. O OA que será criado neste projeto tem como intuito auxiliar os professores que procuram por m ais uma ferramenta para o ensino de geometria plana e ao mesmo t empo tornar a aula mais atrativa para os alunos. O uso d o OA, além de ser uma ati vidade prazerosa e criativa, permite o desenvolvimento de habilidades de raciocínio, o rganização, aten ção e concentração, necessárias ao aprendizado de matemática e para resolução de problemas do dia a dia. Uma outra fonte de aprendizagem muito importante é a calculadora, ela c ontribui para o ensino e aprendizagem como ferramenta qu e aux ilia nas tarefas ex ploratórias e de investigação, pois serve como recurso para verificar erros e resultados. Unindo a idéia de OA e da calculadora cheguei a calculadora geométri ca que faz cálculos em polígonos regulares, esse será o OA que será criado para esse trabalho. Neste trabalho será apresentado a fundamentação teórica que será utiliz ada no desenvolvimento do p rojeto. A definição de objetos de aprendizagem e qu ais benefícios que eles podem proporcionar para o ensino e a aprendizagem d e m atemática. Será f eita uma contextualização do s istema operacional e d a linguagem de program ação escolhidos apresentando vantagens e os motivos pelos quais foram escolhidos para o d esenvolvimento. 
 1.1 DELIMITAÇÃO DO TEMA Criação de um objeto de aprendizagem que possa auxi liar no ensino de matemática, em geometria plana. 
1.2 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA É pos sível criar um objeto de aprendizagem para auxil iar no aprendizado de geometria no ensino fundamental ?. 
2 JUSTIFICATIVA Os professores estudam para que possam ter a melhor metodol ogia para que o processo de ensino e aprendizagem oco rra da forma mais natural o possível, pensando nisso tive a idéia d e criar a calculadora geométrica .que resolve os cálculos em p olígonos re gulares, para que os alunos possam conferir s e seus cálc ulos estão corretos, ou usá-la para aprender novos conteúdos. Como o foco deste trabalho é o ensino geometria plana pa ra alunos do ensino fundamental II, no DCE PR (Diretrizes Curriculares da Educação Básica ) de 2008, temos que: O Conteúdo Es truturante Geometrias, no Ensino Fu ndamental, te m o espa ço co mo referência, de modo que o aluno consiga ana lisá-lo e perceber seus obj etos para, então, repr esentá-lo. Neste ní vel de ensino, o aluno de ve compreender: • os conceitos da geo metria plana: ponto, reta e plano; p aralelismo e perpendicularis mo; estrutura e d imensões das figura s geométricas pla nas e seus elementos fundamentai s; cálc ulos geométricos: p erímetro e ár ea, d iferentes unidades de medidas e suas co nversõe s; rep resentação cartesiana e confecção de gráficos; Cada autor define OA de um modo, de acordo com o Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), um objetode aprendizagem é “[...] qualquer entidade, digital ou não d igital, qu e possa ser usada, na aprendizagem, educação e t reinamento” ( IEEE, 2002, tradução nossa). A Rede Interativa Virtual de Educação (RIVED) define um objeto de aprendizagem como: [...] q ualquer recurso q ue possa ser uti lizado p ara dar suporte ao ap rendizado. Sua principal ideia é “quebrar ” o conteúdo educacio nal disciplinar e m pequenos trec hos que pode m ser reutilizados e m vários a mbientes de aprendiz agem. Qualq uer material eletrônico que pro vém in formaçõe s para a construção de co nhecimento pod e ser considerado um objeto d e aprendizagem, sej a essa informação em for ma de u ma imagem, uma p ágina HT ML, uma animação o u simulação. (RIVED, [2 00-?]) Barros(2005) diz que "A definição de objetos de aprendizagem s e configura como construções virtuais, pro gramadas, além d e permit ir designers, cores, movimentos, efeitos, são um novo tipo de i nstrução utiliz ando outr as lingua gens de computação", com isso entendemos que objetos de aprendizagem podem ser feitos em diversas linguagens d e computação, com o objetivo de servir como ferramenta de ensino. Conforme dit o por Taro uco, Fabre e Tamusiunas (2003), um OA deve apresentar as seguintes características: reusabilidade, interoperabilidade, a cessibilidade, durabilidade, adaptabilidade, granularidade. “As Tecnologias d a Informação e Comunicação (T ICs) vêm sendo c ada vez mais utilizadas na educação”. (ZANETTE; NICOLEIT; GIACOMAZZO, 20 06, p. 1). Se gundo Assis et al. (2011, p. 1158), [...] o uso de TICs no ensino de Ciências contribui para o surgimento de novas práticas ped agógicas. A co mbinação da cara cterística icono gráfica, o uso de i magens e linguagem hipertextual se to rna atrativo pa ra a educação , esp ecialmente q uando se considera a tr ansposição de fenô menos do meio natural p ara o meio digital. O uso de analogias permite q ue o alu no faça p revisões e si multaneamente observe os e feitos das alterações d as variáveis , contribuindo dessa for ma para a co nstrução de conceitos. Nesse atual contexto, os objetos de aprendizagem (OA) se mostram como uma alternativa aos profess ores no apoio ao processo ensino e aprendi zagem. (V IEIRA; NICOLEIT, 2007). Alguns pesquisadores indicam vários fatores que favorecem o uso de Objetos de Aprendizagem na área educacional. tais como: • Flexibilidade: os O A são co nstruídos de forma si mples e, por isso, já nascem flexíveis, de forma que p odem ser reutil izáveis se m nenhum custo co m manutenção . • Facilidade par a atualização: co mo o s OA são utilizado s e m diver sos momentos, a atualização do s mesmos em tempo real é relativamente simple s, bastando apenas que todos os dados relativos a es se obj eto estejam em um mesmo banco d e informações. • Customização: como os ob jetos são independentes, a idéia de utilização dos me smos em um curso o u em vários c ursos ao mesmo tempo torna-se real, e cad a instituição educacional po de utilizar-se do s objeto s e arranjá -los da maneira que mais convier. • Interoperab ilidade: os OA po dem ser utilizados em q ualquer platafor ma d e e nsino em todo o mundo. (LONGMIRE, 200 1; SÁ FILHO; M ACHADO, 2 004) De acordo com a definição do GPTEM (Grupo de Pesquisa s obre Tecnologias na Educação Matemática) entende-se OA como s endo “qualquer recurso virtual, de suporte multimídia, que pode ser usado e reutili zado com o int uito de apoiar e favorecer a aprendizagem de um c onteúdo específico, por meio de atividade interativa, na forma de animação ou simulação” (KA LINKE e BALBINO, 2016, p. 25). Essa definição é usada pelo GPTEM em comum acordo com seus membros. Com o uso de OA podemos ter uma aprendizagem significativa como diz o autor Papert: O pr ofessor p ode p romover a aprendiz agem signi ficativa, co m o uso d o computador, em u m e nfoque construcio nista e, nesse caso, ele deve identificar a Zona Proximal de Desenvolvimento ( ZPD) de cada aluno. Nessa abordagem, cab e a o professor promover a aprendizage m do aluno p ara que e sse possa co nstruir o co nhecimento em u m a mbiente que o desafie e o motive para a explo ração, a reflexão, a depuração de idéias e a descob erta. (PAPERT, 1994) Em geral os OA são softwares desenvolvidos para computadores, tablets ou celulares. Eles podem ser jogos ou ferramentas que aux iliam no ensino e na apr endizagem em diversas disciplinas e não só na matemática. 
De acordo com Fanti (2 004), "o comput ador pod e ser usado como eleme nto de apoio para o ensino (banco de dados, el ementos visuais), m as também como fonte de aprendizagem". Com isso entendo que o software que foi desenvolvido, é uma ferramenta que pode ser usada para o ensino, e ainda, Fanti (200 4) "O trabalho com computador pode ensinar o aluno a aprender co m seus erros e a aprender junt o com seus colegas, trocando suas produções e comparando-as", portanto o trabalho com o computador ajuda na interação entr e os alunos e faz com que eles possam aprender co m seus erros, pois com o software é possível fazer e refazer diversas vezes as operações sem medo de errar. Outra idéia importante é que usando a informática os alunos se desprend em um pouco daquela rela ção s ala d e a ula e papel, com isso eles podem ter um incentivo novo p ara pod er aprender, fazendo com o a aprendizagem seja mais prazerosa. 
 3 OBJETIVOS GERAIS O objetivo deste projeto é entender o que são obj etos de aprendizagem, como se dá o ensino e a aprendizagem com eles e desenvolver um objeto de aprendizagem para computador para o ensino de geometria. 
 3.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
• Fazer uma Revisão de literatura sobre os objetos de aprendizagem. 
• Entender o por que objetos de aprendizagem podem ser úteis no ensino de matemática. 
• Compreender a linguagem de programação delphi. 
• Entender como usar fórmulas matemáticas para desenvolvimento de software. 
• Relacionar os conteúdos matemáticos de geometria com o objeto de aprendizagem proposto. 
• Construir o objeto de aprendizagem usando a linguagem de programação delphi. 
• Estudar as Diretrizes Curriculares do Paraná. 
REFERÊNCIAS ASSIS, K. K.; CZELUSNIAK, S. M.; ROEHRIG, S. A. G. A articula ção entre o ensino de Ciências e as TICs: Desafios e possibilidades pa ra a formação continuad a. In C ONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO - EDUCERE, 10, 2011, Curitiba. An ais... Curiti ba: Edit ora Universitária Champagnat, 2011. BARROS, D. y J UNIOR, W. (2005). Objetos de a prendizagem virtuais: material d idático para a edu cação b ásica, Revista Latinoamericana de Tecnología Educativa, 4 (2), 73-84. [http://www.unex.es/didactica/RELATEC/sumario_4_2.htm] . BORBA, Marcelo d e Carvalho. PENTEADO, Mirian Godoy. I nformática e Educação Matemática. 3ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. FANTI, E. C.; da SILVA, A. F. Informática e Jogos no ensino da matemática. In Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática, 2, 2004, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2004 KALINKE, M. A.; BALBINO, R. O. Lousas Digitais e Objetos de Aprendizagem. Curitiba: CRV, 2016. LARANJEIRA, M. I. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília:MEC/SEF, p. 37, 1997. LONGMIRE, W . A Primer On Learning Objects. American Society for Training & Development. Virginia/USA. 2001. PAPERT, Seymour. A Máquin a das Crianças:Repensando a Escola na Era da Informática. Porto Alegre, Artes Médicas. 1994. PARANÁ. Secretaria de Es tado da Educação. Dir etrizes Cu rriculares da Educação Básica: Matemática. Curitiba, 2008. RIVED. Ministério da Educação. Conheça o RIVED. [200-? ]. Disponível em . Acesso em: 20 ago. 2019. 
SÁ FILHO, C. S.; MACHADO, E. de C. O computador co mo agente transf ormador d a educação e o papel do Objeto de Aprendi zagem. 2004. Disponível em: . Acesso em 15. out. 2019. TAROUCO, L. M. R.; FABRE, M. J . M.; TAMUS IUNAS, F. R. Reusabilidade d e ob jetos educacionais. In: RENOTE (Revista Eletrônica de Novas Tecnologias na Educação). P orto Alegre: [s.n.], v.1, n.1, 2003. TOGNI, A. N. CONSTRUINDO O BJETOS DE APRENDIZAGEM. 20 09. Disponí vel em: Acesso em 01. nov. 2019. UNESP. Tipos de Revisão de Literatura, 2015. Disponível em: Acesso em 03. out. 2019 VIEIRA, C. E. M.; N ICOLEIT, L. L. G. Objeto de Aprendizagem p ara Suporte à Aprendizagem de Funções. (Revista Eletrônica Hífen). Uruguaiana, v.31 , n.59/60, 2007. ZANETTE, E. N.; NICOLEIT, E. R.; GIACOMAZZO, G. F. A produção do material didático no contexto cooperativo e colaborativo da disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I, na modalidade de educação a dist ância, na graduação. In: VII CICLO DE PALESTRAS SOBRE NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO, 9, 200 6, Porto Alegre. 
TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICs)
Vivemos em uma sociedade em constante transformação. Porém, onde tudo parece se
desenvolver de uma forma extremamente rápida, a prática docente segue, em muitos casos, a
mesma linha de ensino de mais de dois séculos atrás. A lousa, os livros muitas vezes
desatualizados, a régua de madeira, o velho diário, a lista de exercícios, ainda são os
principais recursos utilizados por muitos professores . Enquanto o professor desenvolve sua
aula, os alunos enviam mensagens de seus smartphones usando as redes sociais. 
O uso da informática tem adquirido importância cada vez maior no dia- a-dia, nos mais
diversos setores. Esta presença crescente do computador e de outros recursos em diversas
atividades de nossas vidas e, consequentemente na escola, nos remete a diversas questões,
como por exemplo, a possibilidade de utilização do computador no desenvolvimento do
processo ensino aprendizagem. A utilização das chamadas Tecnologias de Informação e
Comunicação – TICs tem sido um tema presente em diversos debates, considerando suas
potencialidades e limitações no contexto atual de nossas escolas.
Sabemos que as TICs estabelecem ligações entre a Matemática e os conteúdos de
outras áreas, utilizando-as como elemento interdisciplinar, podemos dinamizar o processo de
ensino aprendizagem, viabilizando potencialidades inerente a atuação de um cidadão
protagonista na sociedade tecnológica vigente.
A utilização das tecnologias nas aulas de Matemática pode promover mudanças na
dinâmica da sala de aula e também nas formas de ensinar e de aprender os conteúdos. Para
tanto, os professores precisam compreender e ter clareza das possibilidades e também dos
limites das tecnologias.
As TICs podem minimizar a exclusão digital e despertar nos alunos o interesse e amotivação para aprender Matemática. Podem ainda facilitar a compreensão dos conteúdos,como a visualização em Geometria, e desenvolver a criatividade e a imaginação.Para que os professores reconheçam e utilizem as N ovas Tecnologias no ensino daMatemática é preciso que utilizem o computador como um aliado muito importante naconstrução do conhecimento, ou seja, nas suas práticas pedagógicas, onde possam fazer usodas novas tecnologias, incorporando-as em suas aulas e favorecendo aos alunos umaaprendizagem Matemática lúdica e envolvente. Dessa forma, a busca de práticas inovadorascom o uso das Novas Tecnologias a s erviço da disciplina de Matemática poderá contribuir deforma eficiente o ensino atual.Atualmente o professor, não só o de matemática, mas todos em geral, precisamassumir seu papel de mediador do saber, ou seja, ser o responsável em mostrar como se buscao conhecimento, desenvolvendo no aluno a capacidade de se auto educar, construir seuspróprios conceitos e ter autonomia para decidir e resolver os seus problemas, participandoativamente da sociedade em que vive. A educação Matemática tem o objetivo de transformar o ensino em um saber lógicopor meio do exercício do raciocínio. Portanto, precisa oferecer uma aprendizagem centradanas evoluções tecnológicas e na interdisciplinaridade, formando seres capazes e preparadospara viver e agir nesse mundo cada vez mais complexo, onde as coisas evoluem e modificamrapidamente. As Novas Tecnologias no ensino da Matemática devem ser utilizadas como aliada naconstrução de verdadeiros conhecimentos, preparando o cidadão do futuro para uma vidasocial e profissional plena através de um ambiente de aprendizagem virtual, possibilitando aoaluno de hoje, viajar no mundo virtual mesmo habitando uma sala fria e restrita a poucos sereshumanos, mas cheia de computadores capazes de nos levar a qualquer lugar ou simplesmentefalar com uma pessoa do outro lado do mundo.Considerando o contexto social em que as nossas escolas estão inseridas, em que astecnologias da informação e comunicação alteram significativamente a forma como aspessoas se relacionam e a forma como a informação é propagada e processada, apresenta-seaos professores um novo perfil discente. Nesse contexto, é preciso que o professor estejaconectado, pesquisando constantemente sobre metodologias de ensino condizentes com essarealidade. Não basta apenas utilizar um recurso tecnológico como apoio às aulas. Pens andodessa forma, o professor estará reproduzindo através da tecnologia os métodos de ensino quehoje são considerados tradicionais. Planejar a sua aula, com o uso de tecnologias atuais, exigefundamentação teórica e conhecimento dos recursos que aquela tecnologia proporcionará. Como pesquisador constante de sua própria prática, o professor precisa buscar novossignificados dos conteúdos a s erem desenvolvidos, tendo como base o desenvolvimentotecnológico e as aplicações desses conteúdos no contexto atual.O us o das TICs no ensino da matemática requer sapiência e atualização constante porparte do professor, aluno, direção escolar, pais, enfim, toda comunidade escolar, pois sóassim, teremos um ensino condizente com a modernidade dos fatos e com as necessidades dosdiscentes da era tecnológica.

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