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INSUFiCiÊNCiA CARDÍACA AGUDA Docente: Dra. Adriana Lacerda Discentes: Karla de Oliveira Kelwy Silva de Oliveira Urgência e Emergência I Universidade Federal do Sul da Bahia CASO CLÍNiCO 1 J.S.R, 68 anos, relata que, nos últimos dias, vem sentindo um aumento progressivo de falta de ar, que piora ao deitar-se. No dia anterior à consulta, notou inchaço nas pernas e ganho de peso de aproximadamente 3 kg em menos de uma semana. Refere que tem dormido com dois travesseiros para conseguir respirar melhor, mas na noite anterior precisou se levantar várias vezes devido à falta de ar (ortopneia). João nega dor no peito, mas relata palpitações ocasionais. O quadro foi se agravando até o ponto de não conseguir realizar atividades simples, como caminhar pela casa. É hipertenso há 20 anos e faz uso irregular de medicação antihipertensiva (losartana 50 mg, 1 vez ao dia). Foi diagnosticado com diabetes tipo 2 há 10 anos, tratado com metformina 850 mg, 2 vezes ao dia. Há 3 anos, teve um infarto agudo do miocárdio (IAM) e desde então faz uso de estatina, mas também de forma irregular. Nega tabagismo atual, mas fumou por 30 anos, cessando há 15 anos. Relata consumo social de bebidas alcoólicas. Ao exame físico: PA: 160/95 mmHg; FC: 112 bpm; FR: 28 irpm; Sat. O2: 88% em AA; Tax:: 36,5°C; Peso: 95 kg; Altura: 1,72 m; IMC: 32,1 (Obesidade grau I); Inspeção: Paciente em posição semiortostática, com sinais de desconforto respiratório. Ausculta cardíaca: B3 audível, ritmo cardíaco regular, taquicardia. Ausculta pulmonar: Presença de estertores crepitantes em bases pulmonares, mais evidente à esquerda. Edema: Edema periférico bilateral +3/+4 em membros inferiores, até a altura dos joelhos. Paciente foi então encaminhado da UBS para UPA. SUMÁRiO 1 4 2 5 3 6 INTRODUÇÃO DiAGNÓSTiCO CLASSiFiCAÇÃO TRATAMENTO FATORES PRECiPiTANTES TRAJETÓRiA CLÍNiCA iNTRODUÇÃO 01 INSUFiCiÊNCiA CARDÍACA A IC é definida como uma síndrome em que o coração é incapaz de ofertar fluxo sanguíneo adequadamente aos tecidos por redução ou limitação para aumentar o débito cardíaco diante de aumento da necessidade, ou o faz à custa de elevação da sua pressão de enchimento. A IC resulta de disfunção estrutural ou funcional do coração, que compromete a sua capacidade de se encher de sangue e/ou de ejetá-lo INSUFiCiÊNCiA CARDÍACA As alterações hemodinâmicas comumente encontradas na IC estão relacionadas à resposta inadequada do débito cardíaco e à elevação das pressões pulmonar e venosa sistêmica, sendo que a redução do débito cardíaco, presente na maioria das formas de IC, é responsável pela inapropriada perfusão tecidual. No início, esse comprometimento se manifesta durante o exercício, mas com a evolução da doença, os sintomas passam a ocorrer com esforços progressivamente menores, até serem observados ao repouso. EPIDEMIOLOGIA A insuficiência cardíaca (IC) é a via final de muitas doenças que afetam o coração, o que explica a sua crescente prevalência. O manejo de pacientes com IC é um desafio pelo caráter progressivo da doença, a limitação da qualidade de vida e a importante mortalidade. Recentemente, o número de pessoas vivendo com IC no mundo foi estimado em 23 milhões. Uma em cada cinco pessoas tem chance de desenvolver a síndrome ao longo da vida. No período de 2004 a 2014, foram registradas 301.136 mortes decorrentes de IC em hospitais públicos brasileiros. A IC é a principal causa de re-hospitalização no Brasil, com elevada mortalidade em 5 anos, respondendo por cerca de 5% do orçamento destinado aos gastos com saúde no país (BRASIL, 2017). ETiOPATOGENiA A IC é a via final de quase todas as cardiopatias. A falência miocárdica depende de inúmeros fatores que atuam sobre a fibra muscular do coração, como necrose, apoptose, hipertrofia e alterações de ultraestrutura, do complexo excitação-contração, da captação energética, da capacidade de responder aos estímulos neuro-humorais, além de atuar sobre a matriz extracelular, alterando a concentração e a disposição de colágeno. Essas alterações somadas acabam por determinar modificações geométricas do coração, que tende a perder sua forma elipsoide, adquirindo uma forma esférica, o que leva à perda de eficiência mecânica da bomba. Essa situação dá-se o nome de remodelamento ventricular. A insuficiência cardíaca pode ser considerada um estado de ativação imune e inflamação persistente, expressa pelo aumento dos níveis de várias citocinas pró- inflamatórias. Entre elas, o fator de necrose tumoral α (TNF-α), a interleucina 1 (IL-1) e a interleucina 6 (IL-6). FATORES PRECiPTANTES 02 FATORES PRECiPTANTES ● Ingesta excessiva de sal e água ● Falta de aderência ao tratamento e/ou falta de acesso ao medicamento ● Esforço físico excessivo ● Fibrilação atrial aguda ou outras taquiarritmias ● Bradiarritmias ● Hipertensão arterial sistêmica ● Tromboembolismo pulmonar ● Isquemia miocárdica ● Febre e infecções ● Temperatura ambiente elevada ● Anemia, carências nutricionais, fístula AV, disfunção tireoidiana, diabetes descompensado ● Consumo excessivo de álcool ● Insuficiência renal ● Gravidez ● Depressão ● Uso de drogas ilícitas (cocaína, crack, ecstasy, entre outras) ● Fatores sociais (abandono, isolamento social) ● Prescrição inadequada ou em doses insuficientes (diferentes das preconizadas nas diretrizes) FATORES PRECiPTANTES Fatores relacionados aos médicos ● Falta de treinamento em manuseio de pacientes com IC ● Falta de orientação adequada ao paciente em relação à dieta e à atividade física ● Sobrecarga de volume não detectada (falta de controle de peso diário) ● Sobrecarga de líquidos IV durante a internação Fatores relacionados aos fármacos ● Intoxicação digitálica ● Drogas que retêm água ou inibem prostaglandinas: AINEs, esteroides, estrógenos, andrógenos, clorpropamida, glitazonas, minoxidil ● Drogas inotrópicas negativas: antiarrítmicos do grupo I, antagonistas de cálcio (exceto amlodipina), antidepressivos tricíclicos ● Drogas miocárdio-tóxicas: citostáticos como a adriamicina ● Automedicação, terapias alternativas DIAGNÓSTICO 03 DIAGNÓSTICO A IC é uma síndrome de diagnóstico clínico, baseado em achados de história clínica, exames físicos e complementares. Auxiliam o diagnóstico os escores diagnósticos, a radiografia de tórax, o eletrocardiograma de repouso, a ecocardiografia e a dosagem sérica de BNP ou a sua porção N-terminal (NT-proBNP) A IC é uma síndrome complexa, com alteração da função cardíaca, o que resulta em sintomas e sinais de baixo débito cardíaco e/ou congestão pulmonar ou sistêmica, em repouso ou aos esforços. Uma história clínica e um exame físico detalhados devem ser feitos em todos os pacientes em busca dos principais sinais e sintomas de IC No entanto, em pacientes crônicos, a detecção de sinais clínicos de congestão pode estar esmaecida ou ausente, por processos adaptativos e pela grande adaptação do sistema linfático em lidar com congestão. Assim, os sinais clínicos de congestão podem ser pouco sensíveis e também pouco específicos DIAGNÓSTICO Diretriz da SBC (2018) ESCORES DIAGNÓSTICOS Os escores diagnósticos podem ser úteis na investigação clínica, em especial para profissionais menos experientes, por apresentarem-se em formato de questionário estruturado compilando sinais, sintomas e fatores de risco, servindo como guia da avaliação médica. Os critérios de Boston e Framingham são os escores com maior experiência de uso. O uso desses critérios diagnósticos pode auxiliar na classificação de probabilidade clínica de ter IC, guiando a escolha de exames complementares Não são permitidos mais do que quatro pontos em cada uma das categorias. De acordo com a soma dos escores: ●Boston para classificação da probabilidade de desenvolver IC Para o diagnóstico são necessários: 2 critérios maiores ou 1 critério maior + 2 critérios menores. Fonte: adaptado de MONTERA et al., 2009. Critérios de Framingham para diagnóstico de IC RADiOGRAFiA DE TÓRAX A avaliação de um paciente com suspeita de IC deve incluir uma radiografia de tórax para análise do tamanho da imagem cardíaca e das características da vasculatura pulmonar. Contudo, os quadros de IC aguda ou de disfunção diastólica podem apresentar-se com silhueta cardíaca normal. O aumento da área cardíaca, com ou sem congestão pulmonar (predomínio da vasculatura venosa nos ápices pulmonares), indica disfunção sistólica. A análise das diversas câmaras cardíacas poderá proporcionar elementos para o diagnóstico etiológico (p. ex., grande aumento de átrio esquerdo [AE], tronco da artéria pulmonar e ventrículo direito (VD) são altamente sugestivos de estenose mitral). O achado de congestão pulmonar sem cardiomegalia (índice cardiotorácico inferior a 50%) ou aumento discreto do coração, desproporcional ao quadro da circulação venosa pulmonar, sugere IC diastólica B. Congestão pulmonar sem cardiomegalia.A. Cardiomegalia e congestão pulmonar Radiografia de tórax em posição posteroanterior. disfunção sistólica IC diastólica ECOCARDIOGRAMA O ecocardiograma transtorácico é exame de imagem de escolha para o diagnóstico e o seguimento de pacientes com suspeita de IC. Permite a avaliação da função ventricular sistólica esquerda e direita, da função diastólica, das espessuras parietais, do tamanho das cavidades, da função valvar, da estimativa hemodinâmica não invasiva e das doenças do pericárdio Na ICD, pode demonstrar progressão da disfunção e a causa de descompensação (derrame pericárdico, embolia de pulmão e isquemia aguda). Pode ser utilizado também para definição de perfil hemodinâmico e orientação terapêutica (eco-hemodinâmico) Outros exames de imagem, como a ressonância magnética e tomografia computadorizada, podem ser usados quando os não invasivos forem inconclusivos, ou para o diagnóstico de miocardiopatias específicas. ELETROCARDIOGRAMA O eletrocardiograma não oferece elementos para o diagnóstico de IC e geralmente não apresenta alterações específicas, mas pode ser importante para o diagnóstico etiológico da IC. Alterações eletrocardiográficas são frequentes em pacientes com insuficiência cardíaca. Contudo, a maior relevância do uso desse método nesse contexto é o achado de um eletrocardiograma normal que detém elevado valor para excluir disfunção ventricular sistólica. Pacientes com insuficiência cardíaca avançada frequentemente apresentam arritmias e distúrbios de condução atrioventricular que podem ser diagnosticados pelo ECG de doze derivações EXAMES LABORATORiAiS Hemograma, ureia, creatinina, glicemia, eletrólitos e urina I são métodos simples e que auxiliam na definição de comorbidades, causa de descompensação, prognóstico e tratamento. Na suspeita de SCA, os marcadores de necrose miocárdica são importantes para o diagnóstico; além disso, elevação na ausência de coronariopatia obstrutiva apresenta valor prognóstico. Pacientes graves: Devem ser solicitados: Gasometria arterial, venosa central, lactato, integridade e função hepática. Perfil tireoidiano e sorologia para Chagas podem ser considerados. BiOMARCADORES Auxiliam no diagnóstico e no prognóstico da ICD. Inúmeros biomarcadores têm sido pesquisados e os peptídeos natriuréticos, BNP e NT-ProBNP, são os mais extensamente utilizados e estabelecidos na prática clínica. São produzidos principalmente pelos ventrículos, mediante aumento de tensão das paredes ventriculares. São indicados para o diagnóstico diferencial de dispneia na sala de emergência. Elevam-se na disfunção sistólica e também na ICFEP (mais intensamente na disfunção sistólica). Apresentam valor prognóstico e têm sido considerados marcadores de resposta ao tratamento da ICD, apesar de resultados controversos CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO - Hepatomegalia grave, ascite e anasarca - Comorbidades descompensadas (DPOC/ Pneumonia, etc). - Sintomas de rápida progressão - EAP ou desconforto na posição sentada - Sat O2 120 bpm (na ausência de FA) - PAS 90mg/dL ● PAS 2,75mg/ dL têm risco de 21,9% de mortalidade na internação. Em contrapartida, pacientes que não apresentam essas características têm baixo risco de mortalidade (2,14%) A elevação de 0,3mg/dL nos níveis de creatinina da admissão está relacionada ao aumento de mortalidade ● Idade (acima de 65 anos) ● Hiponatremia (sódio 50%; ● IC com ICFEi − ou seja, com FEVE 40% e 50%; ● ICFEr representada por FEVE> 110 mmHg PAS 130 bpm ou 32 irpm com esforço respiratório SatO2 > 90% sem suporte de oxigênio SatO2 90% com suporte de oxigênio sem esforço respiratório SatO2 90% após VNI de até 90 minutos Necessidade de suporte inotrópico ou vasodilatador por via endovenosa contínuo Creatinina 90% e redução do trabalho respiratório; ● Oxigenoterapia: cateter nasal ou máscara; ● Suporte ventilatório não invasivo com pressão positiva ou suporte ventilatório invasivo com pressão positiva. ● SatO2 90% FC 150 bpm). Dose: 0,25 a 0,5 mg EV em pacientes sem uso prévio. Idosos ou insuficiência renal: 0,0625 a 0,125 mg ● Se dispneia ou outros sintomas: buscar causa que não IC para explicá-los. PERFiL B: QUENTE E ÚMiDO ● Diurético de alça; ● Pode ser associada a diurético tiazídico e espironolactona se houver resposta insatisfatória ● Nitroglicerina de uso preferencial na isquemia miocárdica, e nitroprussiato ● Com estabilização do quadro: IECA ou BRA. PERFiL C: FRiO E ÚMiDO ● Diuréticos de alça; ● Se normotenso ou hipertenso: vasodilatadores intravenosos nitroglicerina/nitroprussiato ● Se choque cardiogênico com hipotensão:vasopressor noradrenalina ● Iniciar monitorização de pressão arterial invasiva: pressão arterial média alvo de 65 mmHg ● Considerar inotrópicos ● Ultrafiltração por hemodiálise – em casos de oligoanúria PERFiL D/L: FRiO E SECO ● Reposição volêmica em geral é o suficiente para tratamento ● Casos em que não haja melhora, com sinais de baixo débito: inotrópicos conforme necessidade FLUXOGRAMA MANEJO iC AGUDA NOVA FLUXOGRAMA MANEJO iC CRÔNiCA AGUDiZADA TRAJETÓRiA CLÍNiCA NO DE 06 MELHORA CLÍNiCA COM TTO MELHORA iNiCiAL, SEM ATiNGiR O ALVO ● realizar a transição para terapia VO; ● Otimizar tto domiciliar de IC; ● Orientação sobre a causa da descompensação e comorbidades; ● Reforçar medidas educativas sobre IC; ● Doses mais altas de diurético; ● Associar segunda classe de diurético; ● Vasodilatador EV; ● Revisar mudanças terapêuticas recentes, reavaliar comorbidades; reavaliar diagnósticos diferenciais; ● Interconsulta cardiológica; ● Rever objetivos; ● Considerar cuidados paliativos ● Monitorização invasiva; ● Cateterismo de câmaras direitas; ● Iniciar inotrópico ou vasopressor; ● instalar dispositivo de assistência ventricular; ● Considerar transplante cardíaco; ● Considerar cuidados paliativos. SEM MELHORA OU COM PiORA CLÍNiCA PLANEJAMENTO DE ALTA ● Após a alta, o paciente com IC ainda permanece vulnerável. ● 50% são readmitidos em 90 dias, reiniciando novo ciclo, com mortalidade esperada de 30% em 1 ano. ● A maioria dessas readmissões acontece precocemente, sendo 31,7% em 7 dias e 61% em 15 dias após a alta. ● Identificar e corrigir fatores de readmissão antes da alta. MODELO DE SiSTEMATiZAÇÃO DE CUiDADOS NA ALTA HOSPiTALAR EM TRÊS ETAPAS. ETAPA VERMELHA ● Resolução do fator precipitante ● Ajuste de volemia ● Estabilidade clínica e hemodinâmica há pelo menos 48 horas ● Medicações em regime oral há pelo menos 24 horas ● Medicações modificadoras da doença iniciadas e otimizadas ● Avaliação das comorbidades ● Controle satisfatório de frequência cardíaca, pressão arterial, função renal e eletrólitos ETAPA AMARELA ● Educação por equipe multidisciplinar ● Autocuidado com monitorização de peso, aderência as medicações e sinais de alarme ● Orientações dietéticas e restrição hidrossalina ● Incentivo à prática de atividade física/reabilitação cardíaca ● Desencorajar o uso de álcool e tabaco ● Orientações para que medicações como AINEs e simpaticomiméticos sejam evitados ETAPA VERDE ● Encaminhamento para vacinação (anti-influenza e antipneumocócica) ● Orientações sobre sinais de alarme e plano de emergência ● Retorno ambulatorial em 7-14 dias. ● Programas sociais e comunitários que oferecem suporte físico e emocional ● Orientações sobre a doença e o que esperar dos próximos passos do plano terapêutico REFERÊNCiAS BiBLiOGRÁFiCAS BRAGA, Fabiana Goulart Marcondes et al. 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