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Psicopatologia Geral NP2 Estuda causa e efeito. Olhar além dos sintomas, pois os sintomas podem ser os mesmos para causas diferentes. Histórico Décadas de 50-60 movimento antipsiquiatria denuncia a psiquiatria como forma de controle social. Início da desinstitucionalização na Itália, Reino Unido e EUA, fechamento gradual dos manicômios e promoção e cuidado comunitário 1978 Reforma psiquiátrica italiana (Lei Basaglia 180), fecha manicômios. Basaglia se torna um símbolo do cuidado em liberdade e da luta contra a exclusão manicomial. 2001- Lei 10.216 Reforma psiquiátrica: ● Proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais. ● Prioridade do tratamento em liberdade. ● Substituição progressiva dos manicômios por serviços comunitários. O processo da reforma psiquiátrica foi ocorrendo em diversos países após a segunda guerra mundial. Tomou vigor no Brasil a partir da década de 90. O principal documento norteador foi a declaração de Caracas. A partir de 1991 foi expedido regulamentações para viabilizar a reestruturação da assistência psiquiátrica. Regulamentando os Serviços Residenciais Terapêuticos definindo responsabilidades. É responsabilidade do SUS propiciar instrumentos que facilitem a implementação das ações pretendidas. A entrevista O domínio da técnica de realizar entrevistas é o que qualifica o profissional habilidoso, sejam úteis, pelas informações que fornecem e efeitos terapêuticos. Técnica e habilidade são atributos fundamentais e insubstituíveis. Essencial capacidade de estabelecer relações empatia e tecnicamente úteis. Sua habilidade se revela pelas perguntas que formula, as que evita e quando calar. Acolher, ouvir realmente, paciência, respeito, estabelecer limites. A posição do entrevistador varia de acordo com: ● O paciente, sua personalidade, estado mental e emocional, e capacidade cognitiva; ● Contexto institucional; ● Objetivos da entrevista; ● Personalidade do entrevistador. Devemos evitar: ● Postura rígida; ● Atitude excessivamente neutra ou fria; ● Reações exageradamente emotivas; ● Julgamentos; ● Responder com hostilidade a agressão; ● Entrevistas excessivamente prolixas; ● Fazer muitas anotações. Dificuldades comuns nas entrevistas realizadas em serviços públicos: ● Falta de tempo; ● Excesso de trabalho; ● Estresse; ● Condições físicas. Muitas vezes não é a quantidade de tempo e sim a qualidade da escuta. Três regras de ouro: ● Pacientes organizados devem ter entrevistas mais abertas. ● Pacientes desorganizados devem ser entrevistados de forma mais estruturada. ● Pacientes tímidos, ansiosos ou paranoicos começam com perguntas neutras e evoluem gradativamente. Esquizofrenia Esquizo= Cisão, rompimento, separação; Frenia = Mente; Ruptura entre realidade interna e externa; Distorções fundamentais e características do pensamento e da percepção Geralmente mantém clara a consciência e a capacidade intelectual. Déficits cognitivos podem evoluir. Não deve ser feito diagnóstico quando: ● Sintomas depressivos ou maníacos; ● Doenças cerebrais; ● Intoxicação ou abstinência; ● Quando tem outros transtornos parecidos com esquizofrenia. A entrevista inicial é um momento crucial, deve produzir confiança e esperança em relação ao alívio do sofrimento. Na primeira entrevista devemos colher os dados sociodemográficos básicos, depois situar quem é o paciente, relato predominantemente livre. Embora sua atitude básica seja de escuta, não deve ter posição passiva, pois dados essenciais emergem de uma observação participativa e da interação. Nos primeiros encontros devemos evitar o silêncio. A fala livre tem uma dimensão de desabafo, pode ser útil e aliviar. Avaliação psicopatológica: ● Entrevista inicial, anamnese; ● Exame psíquico, exame do estado mental atual; ● Exame físico geral e neurológico; ● Avaliação psicológica/psicodiagnóstico e neuropsicológica; ● Exames complementares. Tipos de Esquizofrenia: Paranoide = Ideias delirantes estáveis, acompanha alucinações e perturbações; Hebefrênica = Perturbação dos afetos, comportamento irresponsável e imprevisível, rápido desenvolvimento de sintomas, diagnosticada em adolescentes e jovens adultos; caracterizada por pensamento desorganizado, comportamento bizarro e afeto marcadamente pueril, infantilizado; Catatônica = Distúrbios psicomotores; marcada por alterações motoras, hipertonia, flexibilidade cerácea e alterações da vontade, como negativismo, mutismo e impulsividade; Residual = Estádio crônico, progressão nítida, presença persistente de sintomas negativos. Oficinas terapêuticas Olhar para a pessoa além das suas necessidades médicas. A pessoa precisa de meios que a ajudem a resgatar sua autonomia, meios de expressão e aprendizagem. Estimulam a comunicação e interação social, facilitando para o paciente se desfocar da doença, ter autoestima e autoconfiança estimuladas, vivenciando o sentimento de pertencimento. Promovem a reintegração do sujeito em sua realidade e permite a intervenção psicológica em diferentes contextos. Criando um espaço potencial para compreender o encontro entre realidade psíquica e realidade interna. Cooperativas sociais: Visa a integração social dos cidadãos. Inserir pessoas em desvantagens no mercado econômico. Uso de substâncias Pessoas com transtornos mentais graves são mais propensas a fazer uso e a desenvolver dependência de substâncias, particularmente de maconha e álcool. transtornos relacionados a substâncias são classificados em dois grandes grupos: 1) transtornos por uso de substâncias 2) transtornos induzidos por substâncias. Transtorno por uso de substâncias =Padrão prolongado. Transtorno induzido por substâncias = resulta diretamente do uso, efeito temporário. Substâncias psicoativas modificam o funcionamento do sistema nervoso central, alteram humor, comportamento, cognição ou percepção. Os transtornos induzidos são, portanto, devidos aos efeitos fisiológicos da substância no cérebro. Quadros induzidos por substâncias: os sintomas devem regredir em, no máximo, até 30 dias. Quadros independentes: comum que o episódio já tenha surgido outra vez na vida, independentemente do uso da substância. Supera 30 dias. Três tipos: Estimulantes: excitação e aumento da atividade. Depressora: Relaxamento, sedação, reduzem atividades. Perturbadora: Alteram profundamente percepção, cognição e afetividade. Estimulantes: ● Cocaína; ● Anfetamina; ● Cafeína. Depressora: ● Álcool; ● Cannabis. Perturbadoras: ● Alucinógenos; ● Solventes. A identificação da substância psicoativa deve ser feita a partir de todas as informações possíveis, como fornecidas pelo sujeito, análises de sangue e líquidos corporais, sintomas físicos e psicológicos, sinais e comportamentos clínicos, relatos de terceiros. Numerosos usuários de drogas consomem mais de um tipo de substância. Uso= Consumo pontual, ocasional, recreativo, sem prejuízo relevante. O diagnóstico principal deverá ser classificado em função da substância tóxica ou da categoria. Intoxicação aguda = Estado consequente ao uso de uma substância psicoativa e compreendendo perturbações da consciência, cognição, percepção, afeto ou comportamento. Desaparece com o tempo. A forma como o indivíduo se relaciona com a substância. Dependência: Nem todo usuário desenvolve dependência. Marcador farmacológico tolerância e abstinência; Conjunto de fenômenos comportamentais cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após repetido consumo de substância. Associado a: ● Desejo poderoso de tomar droga; ● Dificuldade de controlar o consumo; ● Usar apesar das consequências; ● Prioridade ao uso ao invés de outra atividade; ● Tolerância. Pode ser dependente de uma substância específica,uma categoria ou um conjunto mais vasto. Dependência passa a ser chamada de transtorno pois pessoas que fazem uso ou abuso de substâncias normalmente partem de algum transtorno. Transtorno porque envolve uma transição, pode se estabilizar ou dissipar. O uso de transtorno foca na gravidade e padrões de uso ao invés de rotular. Mais preciso e menos estigmatizante, vai além da substância, trazendo fatores psicológicos, sociais e comportamentais. Predisposição= Fatores biopsicossociais. Tolerância: Necessidade de consumir mais drogas para obter o mesmo efeito, criar resistência. Abstinência: Sintomas que se agrupam de diversas maneiras e a gravidade é variável. Ocorrem com abstinência absoluta ou relativa de uma substância consumida de modo prolongado. Limitadas de tempo. Dependem da categoria e da dose consumida. Transtorno psicótico: Conjunto de fenômenos psicóticos que ocorrem durante ou imediatamente após o consumo, mas que não podem ser explicados apenas pela intoxicação. Presença de alucinações, distorções da percepção, perturbações psicomotoras e de afetos. Álcool Dependência do álcool. Frequentemente envolve tolerância e abstinência. A relevância da bebida vai crescendo. ● Delirium tremens é uma forma grave de síndrome de abstinência de álcool, em que ocorrem, além dos sintomas clássicos do delirium. ● Manifestações autonômicas (como tremores, febre, sudorese profusa, entre outras). ● Ilusões. ● Alucinações visuais ● A alucinose alcoólica pode ocorrer durante a síndrome de abstinência ou em períodos independentes dela, com o indivíduo sóbrio ou alcoolizado. ● delírio de ciúmes Maconha Cocaína Transtornos de Humor Dois pólos do humor: Ansiedade e depressão Ansiedade - Intensidade do humor acelera; Depressão- Intensidade do humor lentifica. Episódio de mania: Episódio isolado. Hipomania: Elevação ligeira mas persistente do humor, energia e atividade. Sintomas não são tão graves a ponto de atrapalhar o profissional ou levar a uma rejeição social. A euforia e sociabilidade pode ser substituída por irritabilidade. Mania sem sintomas psicóticos: Elevação do humor fora de proporção com a situação. Perda das inibições sociais pode levar a conduta imprudente. Mania com sintomas psicóticos: Soma de ideias delirantes ou alucinações. Depressão: Retirada da pulsão de vida. Existem estágios Perda da vontade e interesse, rebaixamento do humor e redução da energia. Três graus: leve, moderado e grave. Leve: Dois ou três dos sintomas, sofrem com os sintomas, mas desempenham a maior parte de suas atividades. Moderado: Quatro ou mais sintomas, dificuldade em desempenhar atividades. Grave sem sintomas psicóticos: Vários sintomas marcantes e angustiantes. Grave com sintomas psicóticos: Um episódio depressivo grave, acompanhado de alucinações, ideias delirantes e lentidão. Depressão recorrente: Ausência de todo antecedente de episódios independentes de mania. Distimia: Classificação de um quadro de transtorno depressivo persistente (crônico), intensidade mais leve dos sintomas. Não atrapalha a vida. É considerado patológico quando tem intensidade e atrapalha a vida. Bipolaridade Intensas oscilações entre os dois pólos do humor: ansiedade e depressão; Dois ou mais episódios em que o humor e o nível de atividade do sujeito estão perturbados. PMD (Psicose Maníaco Depressivo) caiu em desuso, foi trocada para transtorno afetivo bipolar pois nem todos são psicóticos. Transtorno porque envolve uma transição, pode se estabilizar ou dissipar. Tipo 1: Ciclos longos. Tipo 2: Ciclos rápidos e menos intensos. Suicidio O principal objetivo é acabar com a dor e não com a vida. Psicopatologia Geral NP2 Histórico A entrevista Esquizofrenia Oficinas terapêuticas Uso de substâncias Dependência: Tolerância: Abstinência: Transtorno psicótico: Álcool Maconha Cocaína Transtornos de Humor Bipolaridade Suicidio