Prévia do material em texto
Explicar a fisiologia da gustação SENSAÇÕES PRIMÁRIAS DA GUSTAÇÃO A identidade de todas as substâncias químicas que estimulam os receptores não é totalmente conhecida. Na prática, as sensações primárias do paladar são divididas em 5 categorias. Os múltiplos gostos são a combinação dessas cinco sensações Gustação ≠ paladar: experiência multissensorial do olfato, gustação, sensibilidade da textura e determinação do sabor. · Doce – provocado uma grande quantidade de substâncias: açúcares, gliceróis, álcoois, cetonas, amidas, ésteres, alguns aminoácidos, proteínas pequenas, ácidos sulfônicos, halogenados e sais inorgânicos de chumbo e berílio. · Principalmente substâncias orgânicas. · Pequenas alterações químicas, como adição de um radical simples pode alterar o doce para amargo. · Azedo (ácido) – sabor desencadeado pela presença de ácidos, isto é, concentrações de H+. a intensidade é proporcional ao logaritmo da [ H+ ]. · Salgado – associado a presença de íons sódio. A qualidade do sabor varia de um sal para outro. Alguns ânions também podem promover este sabor. · Amargo – induzido por várias substâncias; sabor interpretado pelo organismo como um sinal de aviso para componente tóxico. · Quase que exclusivamente substâncias orgânicas. · Substâncias de cadeia longa com nitrogênio e alcaloides – prováveis de causas sensação amarga. · Alcaloides: muitos dos fármacos usados em medicamentos, como quinina, cafeína, estricnina e nicotina. · Substâncias podem ter início doce e ficarem amargas: sacarina. · Altas doses de sais. · Umami – diferente das demais, gosto associado ao aminoácido glutamato [glutamato de monossódico (MSG)] ou L-aminoácidos. · “Oleogustus” ou sabor dos lipídeos LIMIAR PARA O SABOR Concentração mínima de uma substância para o paladar conseguir detectar. Sendo o sabor amargo o com menor limiar. · Cegueira do paladar: condição de incapacidade de detectar algumas substâncias, em particular para diferentes tipos de compostos de tioureia. Feniltiocarbamida é uma substância utilizada por psicólogos para demostrar cegueira de paladar. · Não conseguem sentir o gosto amargo da PTC por possuir uma variação genética recessiva que impede a ativação do receptor TAS2R38. VIAS GUSTATÓRIAS Os receptores gustatórios presentes nos botões gustatórios agrupados na superfície, principalmente, da língua, nas papilas linguais – circunvaladas, fungiformes e folhadas. As papilas gustativas contêm células basais, que se diferenciam em células receptoras gustativas (CRGs) e percebem o paladar. As CRGs possuem microvilosidades finas (pelos gustativos) que se projetam para fora da parte superior. Cada botão é composto por 50 a 150 células receptoras gustatórias (CRGs / TRCs), junto com células de sustentação e células basais regenerativas. A substância (gustante) deve ser dissolvida na saliva e no muco da boca. Em seguida, os ligantes dissolvidos interagem com uma proteína localizada na membrana apical (receptora ou canal) da célula receptora. Os canais iônicos apicais detectam os sabores salgado e azedo, enquanto os sabores amargo, doce e umami são detectados pelos receptores acoplados à proteína G (GPCRs). A interação inicia uma cascata de transdução de sinal que termina com a liberação de um mensageiro químico pela CRG. --- a forma como isso acontece não é bem estabelecido pela diferença de mecanismos entre humanos e camundongos. Os sinais químicos liberados das CRG ativam neurônios sensoriais primários – neurônios gustatórios – cujos axônios seguem pelos nevos cranianos VII, IX e X para o bulbo onde ocorre a sinapse. As células receptoras gustativas dos 2/3 anteriores da língua enviam sinais do SNC pelo ramo corda do tímpano do nervo facial (NC VII). O terço posterior da língua e toda a cavidade oral envia sinais via nervo glossofaríngeo (NC IX). Os CRG da parte posterior da garganta e do esôfago, via nervo vago (NC X). Em seguida, córtex gustatório via tálamo. A informação é processada junto com a interpretação a sensação gustativa com base nas populações neuronais com respostas mais fortes. --- código populacional. PAPILAS GUSTATIVAS E FUNÇÕES Órgão sensorial == papilas gustativas == corpos ovoides de 50-70 µm, espalhadas em parte da cavidade bucal e via aérea superior. Função: captar substâncias químicas e transdução de impulsos nervosos para o cérebro. Composição: a. Células basais – não apresentam processos para o poro gustatório, sendo sugestiva de ser células indiferenciada ou imatura. b. Células escuras (tipo I) – célula de sustentação do tipo glial. c. Células claras (tipo II), ou célula receptora. d. Células intermediárias (tipo III), ou célula pré-sináptica. Localização: mucosa da epiglote, no palato, na faringe e nas paredes das papilas linguais. Tipos: filiformes, folhadas, fungiformes e circunvaladas A sensação do paladar é causada por um grupo de substâncias químicas iônicas (H+, Na+), inorgânicas e orgânicas. BOTÃO GUSTATIVO estrutura formada por células epiteliais; algumas são de suporte – células de sustentação – outras são células gustativas – cerca de 100 células por botão. As células gustativas sofrem substituição por atividade mitótica das células adjacentes. --> tempo médio de vida: 10 dias. Outras células maduras encontram-se próximas a papila --> fragmentam e dissolvem. Na extremidade externa da célula gustativa há o poro gustativo. No ápice de cada célula há microvilosidades, ou cílios gustativos, projetando para fora do poro. As microvilosidades têm função de superfície receptora. Fibras nervosas gustativas rede terminal ramificada ao redor dos corpos celulares que é estimulada pelas células receptoras. Algumas fibras invaginam nas dobras. Muitas vesículas se formam abaixo da membrana celular próxima às fibras. Acredita-se que essas vesículas contenham uma substância neurotransmissora, que é liberada através da membrana celular para excitar as terminações das fibras nervosas em resposta à estimulação do paladar. Localização dos botões gustativos em 3 tipos de papilas da língua a. Papilas circunvaladas – paredes dos sulcos apresentam muitos botões. b. Papilas foliadas – em quantidade moderada; presente na lateral da língua. c. Papilas fungiformes – quantidade moderada na superfície anterior plana da língua. · Há botões adicionais no palato, nos pilares das tonsilas, na epiglote e no esôfago proximal. · Nas crianças a quantidade é um pouco menor que na vida adulta, e com o envelhecimento ocorre uma degeneração dos botões e a sensibilidade gustativa diminui. Especificidade dos botões: Estudos com microelétrodos em botões gustativos individuais mostraram que cada botão geralmente responde principalmente a um dos cinco estímulos gustativos primários quando a substância identificada está em baixa concentração. No entanto, em alta concentração, a maioria dos botões pode ser excitado por dois ou mais dos estímulos gustativos primários, bem como por alguns outros estímulos gustativos que não se enquadram nas categorias “primárias”. MECANISMO DE ESTIMULAÇÃO TRANSDUÇÃO dependente de proteínas · A membrana celular das células gustativa tem carga negativa no interior em relação ao exterior. Com a presença de qualquer substância sobre os cílios ocorre uma despolarização das células. · A alteração no potencial elétrico da célula gustativa é chamada de potencial receptor do paladar. · Os sabores doce, amargo e umami estão ligados a ativação de receptores acoplados à proteína G, que se projetam através das membranas apicais e ativam substâncias transmissoras do tipo segundo mensageiro dentro das células gustativas. Este último promove alterações intracelulares que desencadeia o sinal do sabor. · Sabores doce e umami estão associados aos receptores T1R com diferentes subunidades. · Doce: T1R2 e T1R3. · Umami: T1R1 e T1R3. · Sabor amargo tem cerca de 30 variantes de receptores T2R, cada um reconhece um conjunto único de compostos amargos. · Os botões gustatórios que captam esses sabores apresentam células gustatórias tipo II. Expressando receptores acoplados a proteínaG (RCPG) na superfície apical. A substância gustante acopla à célula receptora do tipo II, ativando a proteína G especial – gustducina – que ativa várias vias de transdução de sinal. A RCPG ativa a via de Fosfolipase C (PLC), que ativa os receptores de trifosfato de inositol (IP3) que liberam cálcio dos estoques endoplasmáticos. Essa liberação de cálcio causa despolarização da membrana via influxo de sódio, liberando neurotransmissores. Algumas dessas vias liberam Ca2+ em estoque intracelular, enquanto abrem canais catiônicos e permitem entrada de Ca2+ na célula. Os sinais de cálcio inicial liberação de ATP das células tipo II. O ATP das células tipo II não é liberado por vesículas secretoras deixa a célula por canais semelhantes a junções gap ATP atua como sinal parácrino em neurônios sensórias e células pré-sinápticas vizinhas. comunicação com células receptoras gustativas vizinhas. O ramo corda do tímpano do nervo facial, o nervo glossofaríngeo e o nervo vago transmitem suas informações ao núcleo do trato solitário (NTS) do bulbo. A partir daí, as informações são enviadas ao núcleo posteromedialventral (VPM) do tálamo e, em seguida, a uma área do giro pós-central oculta pelo sulco lateral. O hipotálamo lateral e o núcleo central da amígdala também recebem informações gustativas e estão envolvidos no componente emocional do paladar, como a memória gustativa, e desempenham um papel no comportamento ingestivo. · Os sabores azedo e salgado parecem ser mediados por canais iônicos --> canal de sódio epitelial (NaEC). · O sabor azedo ou ácido é desencadeado por células pré-sinápticas do tipo III. · O sabor azedo não detém seu mecanismo completamente entendidos. Estudos sugerem que um canal de potássio sensível a ácidos (Kir2.1) e um canal de íon seletivo a íons hidrogênio (otopetrina 1) podem mediar as respostas de ácido nas células receptoras do paladar. Os modelos de estudo dos mecanismos de transdução para o sabor azedo são complicados pelo fato de que aumentando o H+, o sinal para o sabor ácido, o pH também é modificado. Há evidências de que o H+ atua em canais iônicos das células pré-sinápticas, tanto na face intracelular como na extracelular da membrana. A via intracelular permanece incerta. Por fim, ocorre a despolarização da membrana celular e abertura dos canais dependentes de voltagem; cálcio extracelular influi e desencadeia na célula pré-sináptica na liberação de serotonina por exocitose. A serotonina, por sua vez, excita o neurônio sensorial primário do neurônio craniano associado. O processo de transdução induzido pela ação de íons H+ parece envolver mecanismos biofísicos: · Canais iônicos de condução de hidrogênio iônico; · Canais iônicos modulados pela concentração extracelular de H+ · Proteínas de membrana moduladas pela concentração de H+ extracelular. Íons hidrogênio podem bloquear seletivamente canais de K+ ou abrir canais de Na+, promovendo hipopolarização celular, dado início ao potencial receptor. · O sabor salgado é desencadeado por células ainda não bem definidas, mas evidências sugerem que a recepção pode envolver células de sustentação tipo I. A transdução é incerta em seres humanos. O modelo atual baseia-se na ideia que o Na+ entra na célula receptora gustatória através de canal iônico apical, como o canal de Na+ epitelial (ENaC). A entrada de sódio despolariza a célula, desencadeando uma série de eventos que promovem potencial de ação no neurônio sensitivo primário. Na ingestão de substâncias salgadas, íons sódio entram na célula gustativa a favor do gradiente eletroquímico por canais ENaC, que sempre estão abertos. O influxo de sódio hipopolariza a célula receptora promovendo potencial receptor. O amiloride é um bloqueador desse tipo de canal que abole a resposta de fibras gustativas à estimulação por cloreto de sódio, bloqueado parcialmente também o sabor salgado. · Qualidades gustatórias não tradicionais: Atualmente acredita-se que existam receptores gustatórios para gordura. Pesquisas realizadas em roedores identificaram um receptor de membrana, chamado de CD36, que se distribui nos poros gustatórios e se liga a gorduras (óleos). A ativação desse receptor ajuda a desencadear reflexos antecipatórios digestórios, os quais preparam o sistema digestório para uma refeição. Não há evidências atuais de um receptor similar em seres humanos, mas “gorduroso” pode se revelar uma sexta sensação gustatória. Outros candidatos para novas sensações gustatórias incluem carbonatação (CO2 dissolvido) e Ca2+, outro elemento essencial obtido da dieta. Algumas qualidades gustatórias adicionais se relacionam com vias somatossensoriais, e não com células receptoras gustatórias. As terminações nervosas na boca possuem receptores TRP (Potencial Receptor Transitório) e transmitem o sabor apimentado ao longo do nervo trigêmeo (NC V). A capsaicina das pimentas, o mentol da hortelã, moléculas da canela, óleo de mostarda e muitas especiarias indianas ativam esses receptores contribuindo para nossa apreciação do alimento que está sendo ingerido. Estudos sugerem que no intestino existe quimiorrecepção pelo mesmo mecanismo e receptores presentes nos botões gustatórios, mostraram proteínas receptoras T1R para gosto doce e umami, bem como proteína G gustducina. · Fome específica: fenômeno presente em seres humanos em situação de falta de um nutriente específico que pode desencadear um desejo por tal substância. · Apetite por sal: falta de sódio iônico no corpo. Não alterável por íons de cálcio e potássio. Os botões gustatórios possuem 4 tipos celulares morfologicamente diferentes, de I a III e células basais. Cada célula receptora gustatória é uma célula epitelial não neural polarizada, inserida dentro do epitélio, com apenas ima ponta da extremidade estendendo-se para cavidade por meio do poro gustatório. Em um dado botão gustatório, junções de oclusão unem as extremidades apicais de células vizinhas, o que limita o movimento de moléculas entre as células. A membrana apical da CRG é modificada em microvilosidades, as quais aumentam a área de superfície em contato com o ambiente. IMPULSO NERVOSO DO BOTÃO GUSTATIVO · O 1º estímulo gustativo tem uma frequência de descarga aumentada até chegar a um pico, que em seguida adapta-se e volta ao nível estável mais baixo. Dessa forma o nervo gustativo transmite um sinal forte e imediato, e um sinal contínuo mais fraco é transmitido enquanto o botão estiver exposto ao estímulo. TRANSMISSÃO DO SINAL PARA O SNC · Sinais vindos dos 2/3 anteriores parram pelo nervo lingual e segue pelo ramo corda do tímpano para o nervo facial (NC VII), deste vai para o trato solitário no tronco encefálico. · Os estímulos das papilas circunvaladas e de outras regiões posteriores da boca e da garganta são transmitidos pelo nervo glossofaríngeo (NC IX), depois para o trato solitário, mas em um nível mais posterior. · Alguns sinais são transmitidos para o trato solitário a partir da base da língua de partes da região faríngea por meio do nervo vago (NC X). Esse par de nervo também inerva botões presentes na epiglote e na porção superior do esôfago. · Principal neurotransmissor: ATP, que na fenda sináptica alcança receptores purinérgicos do tipo P2X2/P2X3 da membrana pós-sináptica do neurônio sensorial primário. Todas as fibras fazem sinapse nos núcleos do trato solitário (NTS) do tronco encefálico posterior, mais especificamente, no bulbo. As projeções ao NTS terminam na porção rostrolateral, denominada de núcleo gustatório. O NTS está envolvido também na recepção de aferências viscerais – cardiovasculares, respiratórias e digestivas. Dos núcleos, neurônios de 2ª ordem enviam sinais para uma área do núcleo ventral posteromedial do tálamo, ligeiramente medial às terminações talâmicas das regiões faciais do sistema da coluna dorsal-lemnisco medial. Do tálamo, neurônios de 3ª ordem transmitem para a extremidade inferior do giro pós-central no córtex cerebral parietal, onde penetra profundamente no sulco lateral e na área insular opercular adjacente. --> córtex insular anterior.-- > > Área insular opercular adjacente: ligeiramente lateral, ventral e rostral em relação à área para os sinais táteis da língua na área somática cerebral I. Projeções do córtex gustativo primário partem para o nucleocentral da amigdala, daqui para o hipotálamo e áreas dopaminérgicas do mesencéfalo. Do córtex gustativo primário também partem projeções diretas para a área do córtex orbitofrontal, denominada de córtex gustativo secundário, este recebe projeções de outras modalidades sensoriais – olfato, visão, somestesia e interocepção – promovendo uma integração multimodal. Por essa descrição das vias gustativas, fica evidente que elas são estreitamente paralelas às vias somatossensoriais da língua. · Reflexos do paladar e sua integração com o tronco encefálico No trato solitário sinais gustativos são transmitidos dentro do tronco encefálico para os núcleos salivares superior e inferior. Esses transmitem sinais às glândulas salivares submandibulares, sublinguais e parótidas para secreção de saliva. · Adaptação rápida do paladar · PREFERÊNCIA DE SABOR E CONTROLE DA DIETA · Frequentemente associado a necessidades do corpo. · Animais adrenalectomizados: com depleção de sal, automaticamente selecionam água com alta concentração de cloreto de sódio em vez de água pura. · Animais com excesso de insulina: desenvolvem depleção do nível de açúcar no sangue e escolhem alimentos mais doces. · Animais paratireoidectomizados: com depleção de cálcio, escolhem água com alta concentração de cloreto de cálcio. · O fenômeno está associado a algum mecanismo no SNC, não aos receptores. Explicar a fisiologia do olfato A olfação, da mesma forma que a gustação, capta estímulos por meio de quimiorreceptores. O olfato é um dos sentidos mais antigos, e menos compreendido. Bulbo olfatório: extensão do prosencéfalo que recebe estímulos de neurônios primários. VIAS OLFATÓRIAS: Registros eletrofisiológicos de células mitrais e em tufo revelam que as células granulares e periglomerulares organizam circuitos locais inibitórios, que por meio deles, o bulbo processa e refina a informação sensorial antes de enviá-la ao córtex olfatório pelo trato olfatório lateral. Membrana olfatória: revestimento da parte superior da cavidade nasal, cobrindo também a concha nasal superior e parte do superior do septo nasal e das conchas nasais médias. · Epitélio olfatório: neuroepitélio pseudoestratificado ciliado presente na cavidade nasal, composto por neurônios sensoriais primários – neurônios sensoriais olfatórios, que tem axônios que formam o nervo olfatório. · Células olfatórias = células receptoras = neurônios bipolares. Intercaladas entre células de sustentação. · Na extremidade apical das células forma uma protuberância, de onde projetam 4 a 25 cílios olfatórios. · Entre as células há glândulas de muco, chamadas de glândulas de Bowman. · Em seres humanos, os neurônios sensoriais olfatórios estão concentrados na parte superior da cavidade nasal na lâmina cribriforme do osso etmoide. Os neurônios desse epitélio apresentam um único dendrito que estende do núcleo, e um único axônio que faz sinapse com o neurônio de 2ª ordem presente no bulbo. Cada neurônio expressa um único tipo de receptor proteico nessas extensões dendríticas. No entanto, odorantes individuais podem se ligar a muitas proteínas receptoras diferentes. As extremidades dendríticas desses neurônios de primeira ordem estão dentro de uma fina camada de muco com epitélio de suporte adjacente. Os axônios dos neurônios sensoriais olfatórios individuais combinam-se para formar feixes neurovasculares que se projetam através da placa cribriforme. Esses feixes coletivos de axônios formam os nervos olfatórios. As projeções axonais dos nervos olfatórios fazem sinapse com os dendritos das células mitrais e em tufo em estruturas esféricas conhecidas como glomérulos. Os glomérulos são encontrados na superfície do bulbo olfatório e são estruturas cruciais para a transdução da olfação. Cada glomérulo recebe axônios convergentes de neurônios olfatórios que expressam os mesmos receptores proteicos específicos. Estima-se que os humanos tenham de 1100 a 1200 glomérulos dentro de cada bulbo olfatório. As células mitrais de segunda ordem projetam-se então através dos tratos olfatórios para áreas específicas do cérebro que processam informações olfatórias, incluindo o córtex piriforme, o tubérculo olfatório, a amígdala e o córtex entorrinal. Na superfície do epitélio há os terminais protuberantes dos dendritos, onde emergem cílios imóveis. Estes estão embebidos por muco, produzido pelas glândulas olfatórias (Glândulas de Bowman) – seroso rico em glicoproteínas. Quando moléculas odoríferas adentram a cavidade nasal, primeiramente dever ser dissolvidas e penetrar o muco, para depois ligarem-se a uma proteína receptora olfatória no cílio. Cada receptor/proteína é sensível a uma faixa limitada de substância. Receptores Receptores de membrana acoplados à proteína G. Os estímulos químicos das moléculas odoríferas ao ligarem-se com receptores GPCR promovem a despolarização dos neurônios de 1ª ordem. Isto ocorre porque a proteína G dissociada ativa uma cascata intracelular via adenilil ciclase, produzindo uma molécula de AMPc que se liga e abe canais iônicos dentro da membrana plasmática do neurônio, ocorrendo influxo de Na+ e Ca2+ e efluxo de Cl-. A despolarização neuronal acontece até chegar ao potencial limiar e gere um potencial de ação. O potencial de ação percorre os nervos olfativos até os glomérulos no bulbo olfatório. A combinação da maioria das moléculas odoríferas com seus receptores olfatórios ativa uma proteína G especial, a Golf, que, por sua vez, aumenta o AMPc intracelular. O aumento na concentração de AMPc abre canais catiônicos dependentes de AMPc, despolarizando a célula. Se o potencial receptor graduado resultante for suficientemente forte, ele dispara um potencial de ação que percorre o axônio do neurônio sensorial até o bulbo olfatório. Pesquisas sugerem que cada neurônio olfatório apresente um único tipo de receptor olfatório, limitado a uma faixa. Os axônios dos neurônios com mesmo tipo de receptor convergem para o mesmo neurônio secundário do bulbo olfatório, que podem modificar a informação antes de transmitir ao córtex. código populacional · Nervo olfatório (NC I): feixe de axônios que faz sinapse com neurônios secundários no bulbo olfatório – parte inferior do lobo frontal. · Axônios secundários e de ordem superior do bulbo: projetam formando o trato olfatório, para o córtex olfatório. · Trato olfatório Em diferentes momentos ocorre a modulação da informação, como no epitélio. No bulbo ocorre um processamento adicional: algumas vias descendentes de modulação provenientes do córtex terminal no bulbo olfatório, e há conexões moduladores reciprocas dentre e entre os bulbos. As vias ascendentes do bulbo podem levar informações ao hipocampo e à amigdala. Sendo há uma ligação da gustação com a memória e a emoção. Aromas podem desencadear ondas de nostalgia e memorias. O córtex olfatório é subdividido em: a. Núcleo olfatório anterior – mediar, por meio da comissura anterior, a comunicação entre regiões bilateralmente simétricas dos bulbos olfativos. b. Córtex piriforme: área principal envolvida na discriminação olfatória. c. Tubérculo olfatório: enviar projeções ao núcleo mediodorsal do tálamo, o qual projeta ao córtex orbitofrontal envolvido na percepção olfatória consciente. d. Núcleo cortical da amigdala e córtex entorrinal: envolvidos em projetar para o hipotálamo e o hipocampo e parecem estar envolvidos nos atributos afetivos que acompanham um estímulo olfatório. ESTIMULAÇÃO DAS CÉLULAS OLFATÓRIAS (1) Mecanismo de excitação Porção que responde aos estímulos – cílios olfatórios – ao entrarem em contato com substâncias odoríferas criam uma ligação em proteínas receptoras na membrana ciliar. Cada proteína receptora é do tipo receptor acoplado a proteína G. Assim, o odorante liga-se a parte extracelular e na parte intracelular a proteína G com três subunidades ativauma reação. Na excitação do receptor, uma subunidade alfa se separa da proteína G e ativa a adenilciclase, que está ligada à face intracelular da membrana ciliar próxima ao corpo da célula receptora. A ciclase ativada, por sua vez, converte muitas moléculas de trifosfato de adenosina intracelular (ATP) em monofosfato de adenosina cíclico (AMPc). Esse AMPc ativa outra proteína de membrana próxima, um canal iônico dependente de sódio, que abre sua comporta e permite que íons sódio atravesse a membrana em direção ao citoplasma da célula receptora. Os íons sódio aumentam o potencial elétrico intracelular na direção positiva, excitando, assim, o neurônio olfatório e transmitindo potenciais de ação para o sistema nervoso central através do nervo olfatório. Fatores físicos podem afetar o grau de estimulação: volatilidade da substância aspirada; solubilidade da sustância em água; e lipossolubilidade. (2) Potencial de membrana e potencial de ação Odorantes induz a despolarização da membrana da célula olfatória, diminuindo o potencial negativo na célula do nível normal de -55 milivolts para -30 milivolts ou menos. Paralelamente, o número de potenciais de ação aumenta para 20 a 30 por segundo, que é uma taxa alta para as diminutas fibras do nervo olfatório. (3) Adaptação rápida As sensações olfatórias se adaptam quase à extinção em aproximadamente um minuto após a entrada em uma atmosfera com um forte odor. Como essa adaptação psicológica é muito maior do que o grau de adaptação dos receptores, é quase certo que a maior parte da adaptação adicional ocorra no sistema nervoso central, o que parece ser verdadeiro também para a adaptação das sensações gustativas. Postula-se o mecanismo neural para adaptação: fibras nervosas centrifugas passam retrogradamente das regiões olfatórias do cérebro ao longo do trato olfatório e termina em células inibitórias especiais no bulbo olfatório, as células granulares. Após o início de um estímulo olfatório, o sistema nervoso central desenvolve rapidamente uma forte retroalimentação inibitória para suprimir a retransmissão dos sinais olfatórios através do bulbo olfatório. (4) Busca por sensações primárias do olfato Estudos psicológicos tentam classificar as sensações em: e. Canforado f. Almiscarado g. Floral h. De hortelã i. Etérico j. Penetrante (picante) k. Pútrido Estudos específicos dos genes que codificam as proteínas receptoras, sugerem a existência de pelo menos 100 sensações primárias do olfato. Alguns estudos sugerem que possa haver até 1.000 tipos diferentes de receptores de odor. Um suporte adicional para as muitas sensações primárias do olfato é que há pessoas que apresentam uma cegueira olfatória para substâncias isoladas; essa cegueira olfatória discreta foi identificada para mais de 50 substâncias diferentes. Resume-se que a cegueira olfatória para cada substância represente a ausência da proteína receptora apropriada nas células olfatórias para aquela substância em particular. · Natureza afetiva do olfato: · Limiar para o olfato: característica de uma quantidade mínima de agente estimulante pode provocar sensação olfatória. · Gradação de intensidade do olfato: para muitas concentrações apenas 10 a 50 vezes acima do limiar evocam a intensidade máxima da olfação. Essa faixa de discriminação de intensidade contrasta com a maioria dos outros sistemas sensoriais do corpo, nos quais as faixas de discriminação de intensidade são enormes – por exemplo, 500 mil para um, no caso da visão, e 1 trilhão para um, no caso da audição. Essa diferença pode ser explicada pelo fato de que o olfato é mais comprometido em detectar a presença ou ausência de odores do que em detectar quantitativamente suas intensidades. TRANSMISSÃO DO SINAL PARA O SNC Fibras nervosas dos receptores olfatórios atravessam a lâmina cribriforme [nervo olfatório (NC I)] bulbo olfatório trato olfatório que entra no cérebro na junção anterior entre o mesencéfalo e o cérebro, onde se divide em duas vias área olfatória lateral do tronco encefálico e área olfatório medial. O trato e o bulbo olfatório são uma extensão do tecido cerebral da base encefálica. No bulbo há estruturas globulares chamadas glomérulos, local de destino das fibras do nervo olfatório. Cada glomérulo recebe axônios de células receptoras e é o término dos dendritos de células mitrais e células tufo menores, cujos corpos celulares encontram-se no bulbo olfatório superior aos glomérulos. · Área olfatória medial = Sistema olfatório primitivo -- Grupo de núcleos localizados nas porções mediobasais do cérebro, imediatamente anteriores ao hipotálamo. -- Os mais conspícuos são os núcleos septais, que são núcleos da linha média que alimentam o hipotálamo e outras porções primitivas do sistema límbico do cérebro. Essa é a área do cérebro que mais se relaciona com o comportamento básico. -- Em casos de remoção das áreas olfatórias laterais, com permanência da medial, dificilmente afeta respostas básicas do olfato, como lamber os lábios, salivação e outras respostas relacionadas à alimentação provocadas pelo cheiro da comida ou por impulsos emocionais básicos associados ao olfato. Por outro lado, a remoção das áreas laterais elimina os reflexos olfatórios condicionados mais complexos · Área olfatória lateral = Sistema olfatório menos antigo -- Composta pelo córtex pré-piriforme, pelo córtex piriforme e pela porção cortical dos núcleos amigdaloides. -- A partir dessas áreas as vias de sinalização passam para quase todas as porções do sistema límbico, principalmente o hipocampo. * O hipocampo parece ser o mais importante para o aprendizado relacionado a gostar ou não de certos alimentos, dependendo das experiências prévias com eles. * Acredita-se que essa área olfatória lateral e suas muitas conexões com o sistema límbico façam com que uma pessoa desenvolva uma aversão absoluta a alimentos que lhe tenham causado náuseas e vômito. -- Muitas vias dessa área sinalização dela também se projetam diretamente para uma parte mais primitiva do córtex cerebral chamada de paleocórtex, que se localiza na porção anteromedial do lobo temporal. Essa área é a única de todo o córtex cerebral em que os sinais sensoriais passam diretamente para ele, sem passar primeiro pelo tálamo. · Sistema olfatório recente Uma via olfatória filogeneticamente mais recente que passa pelo tálamo, passando para o núcleo talâmico dorsomedial e, então, para o quadrante posterolateral do córtex orbitofrontal. Com base em estudos em macacos, esse sistema mais recente provavelmente auxilia na análise consciente do odor. · Sistema primitivo: atua nos reflexos básicos · Sistema menos antigo: controle automático, mas parcialmente aprendido da ingestão e da aversão. · Sistema recente: usado para percepção e análise consciente do olfato. Controle centrifugo da atividade do bulbo olfatório pelo SNC: Fibras nervosas partem do cérebro em direção à periferia, fazendo o caminho inverso, passando pelo trato olfatório e para o bulbo. Aí fibras terminam em pequenas células granulares no bulbo olfatório, entre células mitrais e em tufo. As células granulares enviam sinais inibitórios para células mitrais e para células em tufo. Essa retroalimentação inibitória pode ser um meio para refinar a capacidade específica de uma pessoa de distinguir os odores. Identificar as estruturas anatômicas e histológicas envolvidas na gustação CAVIDADE ORAL: Delimitada pelos lábios, pelo arco anterior da fauce, pelo assoalho da boca e pelo palato. Dividida: Vestíbulo delimitada pelos arcos dentários, pelos lábios e pelas bochechas, e é anterior a cavidade própria da boca. Os lábios são separados pela rima da boca e unidos nas comissuras labiais. Os lábios e as bochechas são separados pela prega nasolabial e pelo sulco obliquo. · Apresenta um epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado. · Camada intermediária de músculos e uma camada interna de membrana mucosa, mesma mucosa das bochechas e da mucosa gengival. · As glândulas salivares são menores. · Glândulas sebáceas concentradas na junçãomucocutânea. · Glândulas seromucosas: labial, bucal e molar. · Músculos associados: m. orbicular oral (lábios) e o m. bucinador (bochechas). · M. orbital oral: fibras próprias, músculos do levantador e depressor angular oral. Função esfincteriana. · M. bucinador: originado do ligamento pterigomandibular. Inserido na pele e na mucosa dos lábios superiores e inferiores. · A irrigação e inervação: · Artérias e nervos alveolares superiores e inferiores. · O lábio é inervado pelos nervos infraorbitários e mental. A irrigação do lábio vem das artérias labial superior e inferior, ramos da artéria facial. · A bochecha, pelo ramo bucal da divisão mandibular do nervo trigêmeo. A irrigação da bochecha vem dos ramos bucais da artéria maxilar interna. Cavidade oral propriamente dita delimitada pelos arcos alveolares, assoalho – língua – músculos milo-hióideo, palatos duro e mole e úvula com arcos palatoglossos. LÍNGUA A língua humana é dividida por um sulco raso em formato de V - sulco terminal – em porção pré-sulcal, que corresponde a 2/3 anteriores, e porção pós-sulcal, que é o terço posterior ao sulco. O dorso da língua é coberto por saliências chamadas papilas, dos tipos filiformes, foliadas, circunvaladas e fusiformes, sendo que as 3 últimas são consideradas papilas gustativas pela presença dos botões gustativos. Entretanto, estes botões também são encontrados na faringe, na laringe, no palato mole e na epiglote. · Papilas circunvaladas: formato ovalado, anteriores ao sulco terminal, mais sensíveis aos sabores amargos. · Papilas fungiformes: formato de cogumelo – base estreita e ápice alargado – encontradas no ápice e no dorso da língua. · Papilas foliadas: formato de sulcos nas laterais da língua. · Papilas filiformes: pequenas projeções na superfície da língua. Ausência de botões gustatórios. É dividida em ponta, margem, corpo, base, dorso e superfície ventral. O dorso é coberto por um epitélio modificado e contém a papila filiforme. A papila fungiforme fica na ponta e na margem da língua, a papila foliácea, na parte posterolateral, e a papila circunvalada, no dorso. A união do dorso com a base da língua corresponde a um sulco terminal em forma de V e quase se aproxima da divisão da língua entre dois terços anteriores e terço posterior. No vértice do sulco terminal, há o foramen cecum, que é a origem do ducto tireoglosso. Glândulas serosas estão junto das papilas e são conhecidas como glândulas de von Ebner. A base da língua forma a parede anterior da faringe e da epiglote. O ligamento glossoepiglótico mediano liga a epiglote com a língua, e de cada lado desse ligamento forma-se a valécula. A mucosa da base da língua é irregular pela presença de inúmeros nódulos linfoides conhecidos como tonsila lingual. Músculos: · Músculos intrínsecos: sem fixação em ossos · Músculos extrínsecos: os músculos genioglosso, hioglosso e estiloglosso. · O genioglosso emerge da superfície inferior da mandíbula, imediatamente acima do genio-hióideo. · O hioglosso origina-se do corpo e do corno maior do osso hioide, e o estiloglosso, do processo estiloide e insere-se no dorso da língua. A inervação sensorial ocorre pelos nervos lingual e glossofaríngeo. O nervo lingual recebe o nervo corda do tímpano, ramo do facial. Corre por cima da glândula submandibular, segue através da superfície lateral do músculo hioglosso e, depois da glândula sublingual, e posteriormente, faz uma curva para alcançar os dois terços anteriores da língua. O nervo glossofaríngeo alcança o terço posterior da língua depois de passar pela borda posterior e superfície lateral do músculo estilofaríngeo. Irrigação: artéria lingual, ramo da artéria carótida externa. Artéria dorsal da língua e artéria sublingual e artéria lingual profunda. Drenagem: veias linguais que drena para veia jugular interna PAPILAS GUSTATIVAS São formadas células basais, que se diferenciam em células receptoras gustativas (TRCs) e percebem o paladar. Botões gustativos nas papilas fungiformes são banhados por saliva das glândulas salivares maiores. Os botões gustativos das papilas circunvaladas e foliáceas têm fendas estreitas e profundas que os isolam da saliva das glândulas salivares maiores; essas fendas recebem saliva diretamente através de ductos provenientes das glândulas de von Ebner As terminações gustatórias das papilas fungiformes são supridas pelo nervo corda do tímpano, ramo do VII nervo craniano, enquanto as das papilas circunvaladas e as foliadas da margem posterior da língua são supridas pelo ramo lingual do IX nervo craniano. Terminações gustatórias localizadas no palato mole enviam suas projeções centralmente via nervo petroso superficial maior, ramo do VII nervo craniano, e aquelas na epiglote, esôfago e laringe transmitem a informação via nervo laríngeo superior, ramo do X. Assim como no olfato, terminações nervosas livres do nervo trigêmeo (V) distribuídas ao longo da cavidade oral medeiam sensações somatossensoriais como ardência e queimação. Identificar as estruturas anatômicas e histológicas envolvidas no olfato. NARIZ --> contém os órgãos olfativos em seu polo superior, ao mesmo tempo em que exerce sua função no sistema respiratório. Porção anterior: vestíbulo nasal, com epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado com vibrissas. Porção posterior: cavidade nasal, separada por um septo ósseo e cartilaginoso. Revestido por um epitélio respiratório na sua parte medioinferior, e um neuroepitélio pseudoestratificado ciliado superiormente. As fossas nasais são divididas em: · Vestíbulo nasal: anterior e dilatada. Apresenta epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado, presença de pelos (vibrissas), glândulas sebáceas e sudoríparas. · Área respiratória: maior parte da cavidade, coberto por um epitélio pseudoestratificado colunar ciliado, com células caliciformes, e glândulas mistas na lâmina própria. · Área olfatória: neuroepitélio pseudoestratificado ciliar, com quimiorreceptores da olfação. Composto por três tipos celulares: · Células de sustentação prismáticas, largas no ápice, com microvilos projetados para o interior da camada de muco. São células pigmentadas acastanhadas. · Células basais pequenas e arredondadas na região basal do epitélio, entre as células de sustentação e as células olfatórias. São células tronco (stem cells) do epitélio olfatório. · Células olfatórias: neurônios bipolares, que apresentam cílios na extremidade dos dendritos. · Presença de glândulas de Bowman na lâmina própria. · Formações ósseas: conchas nasais inferiores, médias e superiores revestidas. SISTEMA NERVOSO Neurônios sensoriais olfativos Nervos olfatórios (NC I) Bulbos olfatórios Tratos olfatórios SISTEMA RESPIRATÓRIO · Porção condutora: fossas nasais, nasofaringe. · Epitélio respiratório presente na parte medioinferior da cavidade nasal. Formado por epitélio pseudoestratificado coluna ciliado com células caliciformes. Presença de outras células, como células em escova (brush cells), células basais, células granulares. HISTOLOGIA DA MUCOSA NASOSSINUSAL Citar as principais patologias que afetam a gustação e olfação. GUSTAÇÃO (normogeusia) · Disfunção por perda ou dano as papilas: · Deficiência nutricional anemia perniciosa e ferropriva. Deficiência de zinco. · Agentes terapêuticos radiação, quimioterapia, medicamentos anticolinérgicos. · Antifúngicos (griseofulvina e terbinafina) e agentes anti-hipertensivos, como inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) e bloqueadores dos canais de cálcio. O antibiótico metronidazol também está associado a um distúrbio do paladar metálico. · Doença vascular periférica vasculite lúpica, angiopatia diabética · Fatores locais: irritação friccional, xerostomia de longa duração ou líquen plano atrófico. · AIDS · Transtornos mentais: esquizofrenia e doença de Parkinson. · Traumatismo craniano · Disfunção do paladar = disgeusia · Hipergeusia: sensibilidade gustativa anormalmente aumentada e pode ser o sintoma de apresentação de uma lesão da fossa craniana posterior. · Hipogeusia: diminuição dopaladar; pode ser causada por qualquer causa, desde uma infecção respiratória superior autolimitada até quimioterapia, paralisia de Bell, uso de drogas ou inúmeras outras disfunções neuronais. · Ageusia: perda completa do paladar e pode ser decorrente de danos a qualquer um dos três nervos cranianos associados à gustação (NC VII, IX, X), deficiências alimentares ou inúmeras condições sistêmicas. · Condição de origem genética: · Superprovadores: especialmente sensível ao sabor amargo. · Superprovadores visivelmente possuem mais papilas, o que significa que possuem mais células gustativas e receptores para o amargor. Além disso, mas em menor grau, superprovadores são mais sensíveis aos sabores salgado, doce e umami. · Não provadores: pouco ou nenhuma sensibilidade ao amargo. · Modulação de sabor: · Glicoproteína miraculina presente na planta Synsepalum dulcificum liga a receptores do sabor doce e faz com que alimentos ácidos sejam sentidos como doces, · A queixa de perda do paladar tem pouco valor diagnóstico e é difícil de tratar, a menos que a causa subjacente seja tratada. OLFAÇÃO (normosmia) · Infecções virais do trato respiratório superior são a causa mais comum de anosmia e hiposmia permanentes. · Vírus neurotrópicos. · Sinusite, a inflamação da mucosa nasal e o aumento da produção de muco. · Hipertrofia adenoideana em crianças. · Pode casar perda de paladar. · Doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer. · Traumas faciais · Meningiomas do sulco olfatório e outras massas intracranianas · Anosmia: perda completa de olfato à diminuição – hiposmia ou anosmia parcial. · Disosmia · Fantosmia · A síndrome de Kallmann é uma doença congênita caracterizada por hipogonadismo hipogonadotrófico, acompanhado de anosmia, devido à agenesia bilateral ou hipoplasia dos bulbos olfatórios. Anormalidades adquiridas do olfato, secundárias a insultos tóxicos perinatais, Distúrbios do paladar e do olfato são comuns em adultos e podem ser atribuídos a diversas causas, incluindo anormalidades metabólicas e endócrinas, distúrbios neurológicos, condições inflamatórias das vias nasais e seios paranasais, traumatismo craniano e cirurgia, infecções, exposições químicas, medicamentos e até mesmo o envelhecimento normal. · Anormalidades da função do paladar · Hipogeusia – diminuição da função gustativa para um ou mais sabores específicos Ageusia – Ausência da função gustativa · Disgeusia – Percepção alterada do paladar (doce, azedo, salgado, amargo ou metálico) em resposta a um estímulo gustativo · Aliageusia – Perturbação do paladar em que um alimento ou bebida de sabor tipicamente agradável passa a ter um sabor desagradável. · Fantogeusia – Sabor desagradável devido a uma alucinação gustativa (na ausência de qualquer estímulo) · Anormalidades do olfato · Hiposmia – Função olfativa diminuída · Anosmia – Ausência da função olfativa · Parosmia – Percepção de odores abomináveis, seja com um estímulo odorífero (troposmia ou distorção do olfato) ou sem um estímulo odorífero (fantosmia) · Disosmia – Um termo geral que descreve a distorção das sensações olfativas · As três principais afecções que as ocasionaram estavam relacionadas a IVAS, rinossinusite e TCE, que corresponderam a cerca de 50% de todas as causas, seguindo-se as idiopáticas, com cerca de 20%. · Deficiência olfativa pós-infecção de VAS: (IVAS) · Fase inicial: secundária a um edema da mucosa. · Fase de deficiência neurossensorial/central: decorrente da lesão da via olfatória. · Deficiência olfativa pós-trauma cranioencefálico: · A perda olfativa é mais comum com a maior gravidade do trauma e duração da amnésia pós-traumática. · Mecanismo de lesão: Múltiplas causas podem coexistir, em especial em pacientes com fraturas nos terços superiores e médio da face. Principais: · Contusão ou fratura da área nasossinusal, com lesão olfatória: as possíveis razões relacionam-se a lesões da mucosa e/ou fenda olfatórias, alterações do fluxo aéreo inspiratório pelas fraturas ou por sinequias pós-traumáticas, que impedem a chegada dos odorantes ao epitélio olfatório e rinossinusites causadas pela inflamação da mucosa nasossinusal ou obstrução dos seios paranasais. · Ruptura ou laceração dos nervos olfatórios: podem resultar de fraturas na região anterior do crânio, movimentos bruscos do crânio e cérebro. · Hemorragia intracraniana ou contusão das áreas cerebrais relacionadas à olfação: Uma possível explicação é que possa haver contusão nos bulbos olfatórios ou hemorragia em áreas vizinhas que exerçam compressão local, provocando lesão isquêmica nessa área. · Diagnostico: · Certificar disfunção olfatórias anteriores ao TCE. · Levam em consideração outras possíveis causas – rinossinusite, IVAS, cirurgias, trauma maxilofacial ou neurológicos. · Sinais de lesão facial ou no escalpo, equimose e edema de face. image1.jpeg image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png