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Questões P3 Grandes 
 
1. Durante o atendimento de um equino com rabdomiólise por esforço aguda esporádica e que 
apresenta desidratação grave, o médico veterinário infundiu grandes quantidades de fluido 
isotônico intravenoso e optou por promover analgesia usando Fenilbutazona ao invés de usar 
Cloridrato de Detomidina (alfa-2 agonista). Assinale a opção abaixo que apresenta o risco 
associado ao uso deste anti-inflamatório. 
a) Desenvolvimento de lesão muscular 
b) Desenvolvimento de gastrite 
c) Desenvolvimento de colite dorsal direita 
d) Desenvolvimento de arritmia cardíaca 
e) Potencialização de lesão renal 
 
Deve-se utilizar AINEs com cautela pois há possibilidade de agravamento da função renal. Os AINES 
mais utilizados não são seletivos e, por isso, interferem na síntese das prostaglandinas constitutivas, 
e dentre elas, a responsável pela vasodilatação das arteríolas reais. O ideal é realizar o uso de 
antiinflamatórios apenas após o início da fluidoterapia, após o animal começar a urinar, pois caso 
seja feito de forma imediata, pode provocar uma isquemia renal aguda. 
 
2. Durante o atendimento de um equino com rabdomiólise por esforço aguda esporádica e que 
apresenta desidratação grave, o médico veterinário infundiu grandes quantidades de fluido 
isotônico intravenoso e optou por promover analgesia usando Cloridrato de Detomidina (alfa-2 
agonista) ao invés de usar Flunixim meglumine. Assinale a opção abaixo que justifica essa 
conduta 
a) Evitar lesão renal 
b) Promover vasoconstrição 
c) Evitar lesão muscular 
d) Evitar arritmia cardíaca 
e) Promover vasodilatação 
 
3. As atividades séricas das enzimas creatino fosfokinase e lactato desidrogenase são bons 
indicadores de mionecrose. Após um episódio de rabdomiólise por esforço, o pico sérico dessas 
enzimas ocorre, respectivamente, em aproximadamente: 
A atividade sérica da enzima creatino fosfokinase é um bom indicador de mionecrose. Após um 
insulto às fibras musculares, o pico sérico enzimático ocorre em, aproximadamente: 6 horas. 
a) 6 horas e 24 horas 
b) 6 horas e 48 horas 
c) 12 horas e 24 horas 
d) 12 horas e 48 horas 
e) 2 horas e 48 horas 
 
4. Quais os objetivos principais no tratamento de um equino com rabdomiólise por esforço. 
Fundamente sua resposta em bases fisiopatológicas, deixando claro, na resposta, o raciocínio. 
Inicialmente, o tratamento consiste no repouso do animal, deixando ele quieto, podendo ser 
necessário banho ou não. Se ele estiver em exaustão, geralmente, ele fica muito aquecido, então o 
banho é favorável para esfriar o cavalo. Porém, se ele tiver somente miopatia, jogar água gelada em 
cima dele aumentará a contratura muscular e o desgaste das fibras. 
Também se faz analgesia imediata para controlar a dor do animal. Essa analgesia pode ser feita por 
meio do uso de Butorfanol, Flunixina meglumina e Fenilbutazona. Cabe destacar que o uso de AINES 
como a Fenilbutazona deve ser feito com cautela em virtude da possibilidade do agravamento da 
função renal. Isso porque os AINES mais utilizados não são seletivos e, por isso, interferem na síntese 
das prostaglandinas constitutivas e, dentre elas, a responsável pela vasodilatação das arteríolas reais. 
O ideal é realizar o uso de anti-inflamatórios apenas após o início da fluidoterapia, após o animal 
começar a urinar, pois, caso seja feito de forma imediata, pode provocar uma isquemia renal aguda. 
Além disso, deve-se retirar o concentrado e alimentar o animal com capim verde e feno de gramínea. 
A fluidoterapia é feita com Soro Ringer (preferencialmente sem lactato) para o restabelecimento da 
diurese. Também pode-se utilizar Acepromazina como vasodilatador periférico, mas, normalmente, 
se usa Xilazina ou Detomidina em associação com o Burtofanol. À medida que o animal sai da crise, 
pode-se administrar Vitamina E, B1 e selênio devido aos processos metabólicos e ao papel 
antioxidante. Miorrelaxantes, como Metocarbamol e Tiocolchicosídeo, também podem ser usados. 
Ademais, há o Dantrolene, que previne a liberação de Ca. Por fim, deve-se monitorar o paciente, 
ficando atento ao decúbito permanente do paciente, pois pode gerar feridas e degeneração 
muscular por compressão (dependendo da situação, é um paciente que depende de cuidados 24h). 
 
5. Ao examinar um cavalo de 4 anos de idade, utilizado para trabalho de campo com sinais cínicos 
de Osteodistrofia Fibrosa, quais dos exames abaixo você solicitaria a fim de confirmar seu 
diagnóstico? 
a) Quantificação da excreção fracionada do cálcio e do magnésio urinário. 
b) Quantificação da excreção fracionada do fósforo e do magnésio urinário. 
c) Quantificação da excreção fracionada do cálcio e do fósforo urinário. 
d) Quantificação da atividade sérica da fosfatase alcalina. 
e) Quantificação da atividade urinária da fosfatase alcalina. 
 
Ocorre devido a um desbalanço no equilíbrio de fósforo e cálcio devido a uma ineficiente oferta de 
minerais na dieta. Se faz detecção do fósforo na urina para diferenciar de uma doença renal 
(excreção fracionada de fósforo). 
 
6. Para o tratamento das osteoartrites no equino são recomendados os seguintes medicamentos: 
a) Fenilbutazona, ácido hialurônico (hialuronato de sódio) e omeprazol. 
b) Meloxican, betametasona e omeprazol. 
c) Fenilbutazona, ácido hialurônico (hialuronato de sódio) e triancinolona. 
d) Fenilbutazona, ácido hialurônico (hialuronato de sódio) e hidrocortisona. 
e) Meloxican, betametasona e doxiciclina. 
 
7. Um cavalo brasileiro de hipismo de 12 anos de idade, utilizado para provas de adestramento, 
apresentou queda de desempenho e dificuldade em realizar as provas. O cavaleiro relatou que 
o cavalo apresentava dificuldade em virar para o lado direito. O equino elevava a cabeça quando 
o membro anterior direito era apoiado no solo e abaixava a cabeça quando o membro anterior 
esquerdo era apoiado. Com base no exposto, pode-se afirmar que: 
a) O cavalo claudica do membro posterior esquerdo. 
b) O cavalo claudica do membro anterior esquerdo. 
c) O cavalo claudica do membro anterior direito. 
d) O cavalo claudica do membro posterior direito. 
e) Essa sintomatologia indica que o cavalo claudica do membro anterior e/ou posterior 
direito. 
 
8. Ao examinar um equino com claudicação de membro torácico direito com suspeita de fratura 
do processo palmar lateral e medial da terceira falange, o veterinário realizou um bloqueio 
anestésico do nervo digital palmar, bilateralmente, na região próxima às cartilagens colaterais 
(cartilagens alares dos cascos). O animal parou de mancar. A partir desta resposta ao bloqueio, 
foi realizado o exame radiográfico da região do casco para confirmar a suspeita. Não foram 
encontradas fraturas, mas as imagens encontradas foram compatíveis com osteoartrite da 
articulação interfalangica distal. Justifique o fato o corrido. 
Na 
 
O nervo digital, seja ele lateral ou medial e palmar ou plantar, corre junto à borda do tendão flexor 
digital profundo. Palpa-se esse tendão, identificando a borda lateral e a medial para realizar essa 
técnica. O bloqueio desse nervo é feito na região palmar/ plantar da quartela, tanto próximo à 
cartilagem alar quanto mais alto. Porém, quanto mais alto for o bloqueio, maior será a abrangência 
dele. A região anestesiada pode ser no terço posterior do casco, Bursa do Navicular, ranilha ou parte 
da sola. Cabe destacar que, quando esse bloqueio do nervo digital é associado com o bloqueio do 
ramo dorsal e bilateralmente, praticamente se bloqueio o casco todo, de forma completa. 
 
9. Após várias recidivas de artrite que não foram adequadamente tratadas, é possível o 
desenvolvimento de osteoartrite, V ou F? Justifique. 
A afirmativa acima é verdadeira. Na medida em que o trauma se instala, o organismo reconhece isso 
e libera mediadores inflamatórios no ambiente articular, que começam a alterar as características 
desse ambiente. Aumenta a irrigação, o conteúdo de líquido dentro do líquido sinovial, a quantidade 
de enzimas e a atividade enzimática deletéria.Dessa forma, um cavalo que, normalmente, em uma 
sinovite aguda, por exemplo, tem um quadro em que a cartilagem ainda está preservada, se a 
inflação persistir (ou por não ter sido tratada, tratada inadequadamente ou ser recorrente), passa-
se a ter destruição dessa cartilagem, progredindo para uma doença degenerativa articular de origem 
inflamatória. Nesse sentido, é preciso, na medida do possível, tratar uma articulação inflamada da 
melhor maneira possível para que a inflamação regrida com o mínimo de dano na cartilagem. 
 
10. O que leva a perda da viscosidade do líquido sinovial e quais as consequências disso? 
O líquido sinovial perde viscosidade, poque existe uma atividade enzimática importante, que é da 
hialuronidase, a qual vai destruindo o ácido hialurônico ligado às moléculas de água. Ao mesmo 
tempo, outras enzimas vão destruindo a cartilagem. A perda da viscosidade favorece o atrito. Ou 
seja, há dano articular do ponto químico/ bioquímico e físico. Por isso se não for bem tratada, o 
animal desenvolve osteoartrites, que causam muita dor. 
 
11. Animal claudicando dos dois membros anteriores, como fazer o diagnóstico? 
O diagnóstico de um animal com claudicação de membros deve ser feito durante o trote. Um cavalo 
sem alterações no aparelho locomotor terá um trote simétrico, com posicionamento de cabeça 
equilibrado e sem claudicação de membros. Ao observar o trote, deve-se notar se existe assimetria 
e se o animal puxa a cabeça ao andar. Ao confirmar que existe uma alteração de locomotor, deve-se 
observar, então, se a claudicação é de membro torácico ou pélvico e direito ou esquerdo. 
Claudicações de membros pélvicos são mais difíceis de serem detectadas. Ao detectar o membro 
claudicante, é importante identificar o ponto ou os pontos de dor. Essa avaliação pode ser feita 
manualmente através da palpação dos pontos, exercendo certa pressão sobre eles ou através do 
bloqueio anestésico ascendente. Isso dessensibiliza seletivamente determinadas regiões no membro 
permitindo confirmar ou eliminar a presença de dor. Localizado o foco doloroso numa região 
concreta do membro, o médico veterinário deve explorar meticulosamente essa região recorrendo 
a ajudas de diagnóstico como: o raio X/US para investigar lesões ósseas ou articulares, ou ecografia 
para investigar problemas dos tecidos moles como músculos, tendões ou ligamentos, ou ainda 
avaliação de líquido sinovial pela dosagem de proteínas. Cabe destacar que alteração no trote 
também pode estar relacionado com doenças neurológicas e é importante fazer os diagnósticos 
diferenciais (lesão de região cervical, tétano etc.). 
 
12. Por que a diurese horária é considerada um parâmetro hemodinâmico no ajuizamento do 
paciente durante a reposição volêmica em quadros de choque hipovolêmico? 
A diurese horária é um parâmetro importante de ser avaliado durante a reposição e fluido do animal 
chocado porque ela é um indicativo de perfusão. Se o rim está sendo perfundido a ponto de produzir 
urina, todos os órgãos que foram enxutos no choque também estão. 
 
13. Qual a finalidade da reposição volêmica com a associação de solução hiperoncótica ao 
hipertônico? 
As soluções hipertônicas e ou hiperoncóticas determinam translocação de água do meio extra para 
intracelular. Inicialmente utilizamos coloide ou hipertônico (puxa água do meio intersticial para o 
intravascular) e a manutenção com solução salina (para não o tornar desidratado novamente). O rim 
é o termômetro hemodinâmico do organismo. 
Os fluidos salinos garantem uma expansão rápida e podem ser usados sem medo se os rins do 
paciente estiverem em boas condições. Ocorre o aumento da RVP e da PA. A expansão dos salinos é 
rápida e com isso o rim promove uma filtração também muito rápida. Sendo assim, o paciente em 
choque ou desidratação, que se encontra aligúrico ou anúrico volta a urinar se o rim, assim como os 
outros órgãos, voltarem a ser perfundidos (se o animal começar a urinar é um bom sinal porque 
significa que o rim está sendo perfundido, assim como os outros órgãos). 
Os fluidos hipertônicos que irão puxar a água para o meio intravascular (como o NaCl a 7,56%). 
Porém, ao utilizá-los, se em duas horas o paciente não urinar, se torna necessário o uso de diuréticos. 
Os mais indicados quando se utilizam soluções hipertônicas são os diuréticos de alça, principalmente 
a furosemida, assim como em qualquer outro fluido. Isso deve ser feito para evitar que ocorra o 
edema pulmonar, porque se o paciente não urina o fluido vai principalmente para o pulmão, que é 
rico em receptores beta (promovem a vasodilatação quando todos os outros receptores dos outros 
órgãos estão em vasoconstrição). O uso de soluções hipertônicas sempre requer cuidados porque o 
paciente responde muito bem a eles, mas também os perde muito rápido, por isso após o seu uso 
deve-se manter o paciente com soluções salinas. 
 
14. Por que não transfundir sangue total em um paciente em choque? 
Quando você tem uma animal chocado o seu principal objetivo é reestabelecer a dinâmica de fluxo 
do paciente antes de qualquer coisa. O animal em choque vai estar com hipovolemia e, com isso, 
existe uma fase do choque em que há formação de um “papa de elementos” figurados na circulação 
pela passagem de albumina e, consequentemente, extravasamento de líquidos para o interstício. 
Dessa forma, o ideal é fluidificar esse sangue para que haja perfusão tecidual. Logo, a transfusão de 
sangue não é indicada no caso de animais que estejam em choque, pois o sangue desse animal já se 
encontra denso/viscoso. A transfusão sanguínea pode agravar a agregação plaquetária que já pode 
estar instalada na paciente em choque. Além disso, o principal objetivo da fluidoterapia nesse caso 
é manter o átrio direito cheio para reverter os mecanismos compensatórios do choque. A transfusão 
sanguínea é boa quando se quer fazer reposição de massa eritrocitária e se torna necessária só nos 
casos em que não há resposta. 
 
15. Quais são os sinais clínicos gerais do choque hipovolêmico de natureza hemorrágica em estágio 
avançado (classe III)? 
a) Mucosa oral congesta, sudorese profusa, temperatura corpórea elevada, temperatura 
retal = 41° C e flutter diafragmático. 
b) Temperatura retal maior que 39,5° C, mucosa oral congesta, líquido peritoneal leitoso e 
FC elevada. 
c) Mucosa oral branca mamórea, FC = 80-90 bpm, diurese horáriana auscultação e líquido peritoneal com proteína elevada e com hemácias 
e neutrófilos degenerados. 
 
17. Nos casos de cólica equina por vólvulo de cólon maior com isquemia, além das medidas 
terapêuticas necessárias para solucionar o problema, deve-se instituir medidas profiláticas para 
a laminite. Assinale a opção que contém apenas essas medidas. 
a) Crioterapia, administração de anti-inflamatório esteroidal para coibir a inflamação e 
terapia anti-endotoxêmica. 
b) Crioterapia, administração de anti-inflamatório não esteroidal para coibir a inflamação e 
terapia anti-endotoxêmica. 
c) Crioterapia, administração de 4 litros de óleo mineral por sonda nasogástrica para evitar 
a absorção de endotoxinas do intestino e administração de omeprazol. 
d) Administração de anti-inflamatório não esteroidal para coibir a inflamação, administração 
de carvão ativado por sonda nasogástrica para evitar a absorção de endotoxinas do 
intestino e terapia anti-endotoxêmica. 
e) Terapia anti-endotoxêmica, administração de carvão ativado por sonda nasogástrica para 
evitar a absorção de endotoxinas do intestino e administração de anti-inflamatório 
esteroidal para coibir a inflamação. 
 
18. No exame físico de equinos, necessário na busca pelo diagnóstico conclusivo nos quadros de 
abdome agudo, temos como achados normais na palpação transretal: 
a) Bordo caudal do baço, lobo hepático esquerdo, espaço hepatoesplênico. 
b) A palpação transretal não é um método de exploração diagnóstica indicada nos casos de 
abdome agudo equino. 
c) Polo caudal do rim direito, curvatura maior do estômago, espaço hepatoesplênico. 
d) Polo caudal do rim direito, espaço nefroesplênico, flexura pélvica, raiz mesentérica. 
e) Flexura pélvica, polo caudal do rim esquerdo, espaço e ligamento nefroesplênico. 
 
Osso coxal, coluna vertebral, ampola retal, cólon menor, síbalas fecais no interior, ceco, artéria 
medial do ceco (lado direito), flexura pélvica (lado esquerdo), cólon ventral e dorsal esquerdo, polo 
caudal do rim esquerdo (dorsocaudalmente), ligamento nefroesplênico, bordo caudal do baço, 
espaço nefroesplênico (não deve estar preenchido, se estiver é indicativo cirúrgico se houver 
Síndrome Cólica). Abaixo da coluna, é perceptível a artéria aorta na porção abdominal, dorsalmente. 
 
19. Quais os sinais clínicos inespecíficos do abdome agudo equino? (Listar no mínimo 5). 
Dor, escavar o solo, auto-auscultação, sudorese focal ou profusa, deitar e levantar, rolar, atitude de 
micção, gemer, tremer e distensão abdominal. 
 
20. Por que o equino tem cólica? (Questão anatômica, explique) 
Quais as particularidades anatômicas da espécie equina que contribuem para a ocorrência da 
síndrome cólica? 
O equino tem cólica devido a alguns fatores anatômicos predisponentes, como trânsito unidirecional 
esôfago-estômago (volume do estômago x capacidade digestiva), em que há um complexo valvular 
exercido pelo cárdia, que regula a entrada do alimento do estômago e impede o refluxo. Além disso, 
não há prensa abdominal e nem centro do vômito, o que faz com que o animal passe a selecionar 
muito bem a sua dieta, pois, uma vez mastigado e alcançado o estômago, o alimento não retornará 
à cavidade oral. A capacidade do estômago é pequena, mas, todo o trato digestório representa uma 
capacidade muito grande, com isso, o animal deve passar 2/3 da sua vida se alimentando, o animal 
deve comer pouco, porém, em elevada frequência. Ao se impor o confinamento, isso não ocorre 
dessa forma. Ele acaba tendo uma dilatação gástrica aguda por ingerir alimentos além da sua 
capacidade digestiva. Isso leva a processo fermentativo, compactação da ingesta e acúmulo de gás, 
doloroso, tendendo a rompimento gástrico. 
Também tem apresentam alças de intestino delgado muito extensas e que permanecem “soltas”, 
estando presas apenas pela raiz mesentérica no assoalho pélvico. O animal, ao regime extensivo 
(campo ou vida livre), passa 2/3 da sua vida se alimentando, preenchendo todo o trato digestório 
durante o dia. Isso favorece o movimento de pêndulo das alças do intestino delgado, há um 
equilíbrio. Entretanto, quando o animal é confinado, ao se alimentar 3 vezes ao dia, isso desfavorece 
esse equilíbrio, assim, pode haver torção de alça intestinal, encarceramento e até mesmo ruptura. 
Na porção terminal do íleo a camada muscular é densa, formando o complexo valvular íleo-cecal. 
Espasmos nessa região são comuns, principalmente se o animal ingerir água gelada ou houver outra 
agressão sobre essa musculatura. As zonas ZHR ou dermatomos de equinos permitem atenuação ou 
estimulação de determinados pontos orgânicos via acupuntura. No abdome branco faz abertura da 
cavidade e não encontra nada. 
O ceco apresenta 1 m de comprimento, além da entrada e da saída serem muito próximas, o que 
dificulta o trânsito do bolo alimentar/ ingesta, permitindo digestão microbiana da celulose e 
obtenção imediata de substrato energético. Dependendo do tipo de ingesta (ressecada, desidratada, 
velha) há interrupção do trânsito e compactação cecal. 
Por fim, o cólon do cavalo apresenta um diâmetro grande e muitas curvaturas. Com isso, o trânsito 
da ingesta também é dificultado, pois propiciam o aleitecimento da progressão da ingesta. Gera 
compactação de flexura pélvica por parar o trânsito da ingesta. 
 
21. Na pododermatite séptica (broca) em vacas leiterias criadas em sistema intensivo, três fatores 
predisponentes são fundamentalmente para o surgimento da doença: 
a) Peso do animal, piso áspero e umidade. 
b) Peso do animal, dieta com volumoso e pasto íngreme. 
c) Dieta com volumoso, pasto íngreme e umidade. 
d) Pasto íngreme, dieta com ureia e umidade. 
e) Peso do animal, pasto íngreme e calor. 
 
22. Na hipocalcemia pós-parto em vacas leiteiras, qual medida profilática se mostra mais eficaz? 
a) Retirar a oferta de sal mineral da dieta três semanas antes do parto. 
b) Retirar a oferta de carboidratos uma semana antes do parto. 
c) Aumentar a oferta de carboidratos duas semanas antes do parto. 
d) Aumentar a oferta de sal mineral três semanas antes do parto. 
e) Aumentar a oferta de volumoso uma semana antes do parto. 
 
23. Fisiopatologia da hipocalcemia. 
A ingestão excessiva de cálcio durante o período seco está relacionada ao aumento da incidência de 
hipocalcemia pós-parto. Pode ser feita a suplementação quando o solo não fornece a quantidade 
adequada a seu alimento, porém, não em quantidade excessiva, ou seja, a desordem pode ser 
evitada por manejo correto. O parto (pelas contrações uterinas) e a lactação requerem uma demanda 
muito grande de cálcio. O cálcio perdido é reposto pelo aumento da absorção intestinal ou aumento 
da reabsorção óssea. No período seco o excesso de cálcio (hipocalcemia de origem exógena) faz com 
que mecanismos de ativação da reposição estejam relativamente inativos (paratormônio irá atuar). 
A hipocalcemia estimula a produção de paratormônio na paratireoide. Como esta estava em 
descanso devido aos níveis altos de cálcios, demora para que se inicie a secreção hormonal de 
paratormônio. Quando é liberado, faz recrutamento e ativação dos osteoclastos, estimulando a 
reabsorção óssea – porém leva 48 horas para atingir o pico máximo. Vacas com hipocalcemia tem 
um período de adaptação mais longa, podendo ir a morte por falta de cálcio para atividades 
metabólicas basais. A absorção intestinal de cálcio e os efeitos do paratormônio não são imediatos, 
enquanto o animal está constantemente usufruindo da demanda energética dependente de cálcio. 
A vitamina D é liberada concomitantemente, e seu objetivo é aumentar a absorção intestinal de 
cálcio (leva no mínimo 24 horas para atingir níveis significativos). A renovação óssea e a produção de 
vitamina D diminuem com a idade. A hipocalcemia não puerperal pode ser associada a mastite tóxica 
por E. coli, metrite e peritonite, porém é muito frequente a hipocalcemia pós-parto. 
 
24. Como ocorre e qual o tratamento para hiperplasia interdigital no gado leiteiro? 
A hiperplasia interdigitalé uma lesão que pode ou não estar associada a algum processo inflamatório 
(miíase). É o crescimento exacerbado e desordenado do tecido do espaço interdigital, um calo que 
se forma no espaço interdigital. Normalmente, associado a algum trauma. Nesse sentido, é mais 
comum em animais que ficam soltos a pasto, ocorrendo principalmente em gados de leite. 
Em relação ao tratamento, ele só é feito quando existe dor excessiva ou uma lesão muito grave, ou, 
ainda, quando a lesão até que não muito grave, mas o momento é propício (vaca vazia e produzindo 
pouco leite). 
Existem diferentes tipos de tratamento, podendo ser a retirada cirúrgica e colocação de bandagem 
(indicada para gado de leite); retirada cirúrgica sem colocação de bandagem; retirada cirúrgica com 
cauterização por ferro incandescente com colocação de bandagem; e retirada cirúrgica com 
cauterização por ferro incandescente sem colocação de bandagem (indicada para gado de corte). 
 
25. Qual a profilaxia da hipocalcemia pós-parto nos bovinos 
A profilaxia consiste na diminuição da quantidade de Ca e P da ração pelo menos 3 semanas antes 
do parto. Uma boa prática é a retirada do sal mineral, e o uso de uma dieta balanceada. Além disso, 
a aplicação de injeção de vitamina D cerca de 24h antes do parto é interessante em partos 
programados se pequenos rebanhos. O problema é ter o momento certo para ser aplicado, além de 
que não deve ser aplicado em doses repetidas por causa dos efeitos tóxicos da vitamina D.