Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

[INSERIR NOME DA UNIVERSIDADE] 
SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA 
[INSERIR NOME DO CURSO] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cidade 
2020 
Cidade 
2020 
Cidade 
 
 
 
Cidade 
Ano 
NOME DO ALUNO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE ENSINO 
EM [INSERIR NOME DO CURSO] 
 
Cidade 
Ano 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO DE ENSINO 
EM [INSERIR NOME DO CURSO] 
 
 
Projeto de Ensino apresentado à [inserir nome 
da universidade], como requisito parcial à 
conclusão do Curso de [inserir nome do Curso]. 
 
Docente supervisor: Prof. [Inserir nome do 
coordenador do curso] 
 
NOME DO ALUNO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO .........................................................................................................................3 
1 TEMA .................................................................................................................................4 
2 JUSTIFICATIVA ...............................................................................................................5 
3 PARTICIPANTES.............................................................................................................6 
4 OBJETIVOS ......................................................................................................................7 
5 PROBLEMATIZAÇÃO .....................................................................................................8 
6 REFERENCIAL TEÓRICO .............................................................................................9 
7 METODOLOGIA............................................................................................................ 10 
8 CRONOGRAMA ............................................................................................................ 11 
9 RECURSOS................................................................................................................... 12 
10 AVALIAÇÃO................................................................................................................... 13 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................ 14 
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 15 
 
Após concluir o seu Projeto de Ensino, será necessário atualizar a paginação do 
sumário. Para isso, clique sobre algum dos itens acima, com o botão direito do mouse, 
selecione a opção “atualizar campo” e, depois, “atualizar apenas os números de 
página”. Não inclua qualquer outro item ao Projeto, seguindo à risca as orientações 
do Manual de Orientações para Elaboração do Projeto de Ensino. Apague essas 
informações após finalizar a edição do arquivo. 
 3 
INTRODUÇÃO 
 
Atualmente a utilização de brinquedotecas, como ferramenta de ensino e 
aprendizagem, nos anos iniciais da educação in fantil e creches, vem sendo muito 
discutida, devido a seus benefícios às crianças. Brincar faz parte do nosso cotidiano 
onde nos divertimos e aprendemos. Ao longo da história, é possível verificar que 
algumas ações se pautaram na aprendizagem transmitida de geração em geração. O 
brincar permeou as relações entre adultos e crianças, transcendendo o sentido de 
lazer e descontração, se tornando um elemento de criatividade, interação social e 
desenvolvimento cognitivo, fundamental para o desenvolvimento infantil. 
Historicamente, a concepção sobre a criança passou por valorosas mudanças, 
diversos pesquisadores e documentos normativos definem a primeira infância (0 até 
os 6 anos de idade) como uma fase importante para a saúde, aprendizado, 
desenvolvimento e bem-estar. Necessidades fundamentais para o seu 
desenvolvimento integral. A “sapequice” ou “molecagem” como dizem os mais velhos, 
é algo tão presente na infância, que é comum ouvir alguns pais afirmarem “se não 
está brincando, é sinal de que está doente”, expressão usual utilizada ao suspeitarem 
que a criança não está bem e por isso, está agindo de forma diferente ou mais quieta. 
Se tornou fonte de pesquisa nas áreas da pedagogia e psicologia, por sua grande 
influência no processo de crescimento e amadurecimento, contribuindo de forma 
significativa para o seu desenvolvimento pleno, deixando de ser algo sem valor! 
A educação infantil é a fase inicial da vida escolar da criança, na qual ela 
desperta-se para um mundo de aprendizado e curiosidades, sob a condução do 
professor, que é o responsável por tornar esse processo prazeroso e instigar o 
interesse, tendo as brincadeiras como uma grande aliada para suas práticas 
pedagógicas. 
Neste sentido, faz-se necessário entendermos o conceito de brincar e a 
importância da brinquedoteca, assim como a sua influência enquanto ferramenta de 
educação para a formação e desenvolvimento do indivíduo, refletindo sobre a 
relevância desses espaços em creches, e sua proeminência enquanto componente 
da atividade lúdica. Tendo em vista demonstra-la como espaço de aprendizado, onde 
a utilização adequada deste ambiente pode fornecer um rico repertório para a 
formação das crianças nesta fase escolar. 
1 TEMA 
 
 4 
A escolha do tema Brinquedoteca relacionado à Docência, se deu por ser 
indispensável no processo de ensino aprendizagem nos anos iniciais da educação. 
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a interação e a 
brincadeira fazem parte dos eixos estruturantes das práticas pedagógicas. O brincar 
é pertinente do cotidiano infantil e apresenta aprendizagens e potenciais para a 
formação pueril (BRASIL, 2018). Logo favorece o desenvolvimento, promovendo uma 
aprendizagem significativa às crianças, as quais são capazes de criar e recriar o ato 
de brincar, despertando assim sua criatividade e interação social, explorando novos 
mundos e sensações. 
Com o avanço da modernidade marcada pela tecnologia, crianças e adultos 
passaram a acessar de imediato uma variedade de informações, proporcionando 
mudanças de conexões, relacionamentos e principalmente transformações na forma 
de brincar, devido ao surgimento de aparelhos e jogos eletrônicos, que ganham 
melhores performances a cada dia (Lima & Santos, 2017). 
Brincar é coisa séria! Além de ser fundamental para exploração entre o real e 
imaginário, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é um direito 
da criança (BRASIL, 1990). Assim sendo, fica evidente a necessidade de 
brinquedotecas como espaços lúdicos de exploração e investigação, reforçando a 
importância do brincar para o desenvolvimento infantil e a pertinência das atividades 
pedagógicas desenvolvidas nesse contexto. 
 Pode-se compreender as brinquedotecas como espaços destinados para 
crianças. Estes são ambientes de aprendizado em potencial, pois os jogos, 
instrumentos, objetos e brinquedos oferecem a oportunidade de desenvolvimento. As 
atividades lúdicas são conduzidas por um adulto ou de forma livre, incentivando a 
exploração do espaço (CUNHA, 1998). Portanto a educação infantil, sendo a fase 
inicial da vida escolar da criança, na qual ela desperta-se para um mundo de 
aprendizado e curiosidades, sob a orientação do Pedagogo, necessita - se de 
brincadeiras e investimentos como as Brinquedotecas, que auxiliem as práticas 
pedagógicas e promovam, autonomia, autoconsciência, desenvolvimento integral, 
habilidades cognitivas e motoras. Por esta razão, brincar é indispensável para o 
sucesso do aprender, sendo a principal maneira do ser humano ainda na infância, 
conhecer o mundo, entender regras e participar da sociedade.
 5 
2 JUSTIFICATIVA 
 
A utilização de brinquedotecas em creches, possibilita o desenvolvimento 
integral da criança, bem como o desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras, 
o que promove o fortalecimento de competências nessa primeira fase da vida do 
indivíduo, aptidõesfundamentais ao longo de toda a sua existência. A ludicidade 
através das brincadeiras torna-se cada vez mais uma alternativa importantíssima para 
o processo de aprendizagem, ofertando atividades que permitem a celeridade e maior 
eficácia na qualidade e progresso da criança em vários âmbitos. 
Dessa maneira, 
 
As brincadeiras para a criança constituem atividade primária que trazem 
grandes benef ícios do ponto de vista f ísico, intelectual e social. Como 
benef ício f ísico, o lúdico satisfaz as necessidades de crescimento e de 
competitividade da criança [...]. Como benef ício intelectual, o brinquedo 
contribui para a desinibição, produzindo uma excitação mental e altamente 
fortif icante. Como benef ício social, a criança, através do lúdico representa 
situações que simbolizam uma realidade que ainda não pode alcançar 
(NISIO; ROSA, 2011, p. 40-41). 
 
Logo, desde seu nascimento, o bebê recebe influências do meio em que vive e 
as suas vivências vão constituindo sua identidade, personalidade, sua marca pessoal. 
Brincar permite, ainda, aprender a lidar com as emoções e equilibrar tensões, além 
de oferecer benefícios ricos ao organismo como um todo. 
As pessoas mais próximas, como pais e professores, exercem um grande papel 
na vida da criança, pois fornecem modelos para o desenvolvimento das suas 
inteligências. Diante desta perspectiva, faz-se necessário criar ambientes positivos os 
quais estimulem construir alicerces do desenvolvimento físico, intelectual e emocional 
deste indivíduo (CAMPBELL, CAMPBELL & DICKKISON, 2000). 
Portanto, quanto mais a criança explora o mundo ao seu redor, maior é o 
aprendizado absorvido por ela, maiores serão suas descobertas e experiências. As 
bases legais do país apresentam a educação infantil como uma etapa da educação 
básica ofertadas em creches e pré-escolas, indicando currículo, princípios e valores 
para a educação (BRASIL, 2018). A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), traz 
um conjunto de aprendizagens cujo objetivo é promover a equidade por meio da 
formação integral do cidadão, visando o desenvolvimento físico, intelectual, 
emocional, social e cultural. O documento apresenta seis direitos de aprendizagem, 
destacando o “brincar”, como um deles. Neste sentido, a brincadeira deve fazer parte 
 6 
do cotidiano das crianças em diversos ambientes (BRASIL, 2018). É incrível observar 
que nas primeiras semanas de aula, muitos tentar resistir a fase de adaptação, porém 
passado alguns dias, já sabem os nomes, beijam e abraçam os coleguinhas de classe, 
um sinal positivo de socialização. 
Para Lucas e Spada (2005), a brinquedoteca é um espaço que favorece o 
desenvolvimento das crianças, haja vista que a interação com o meio físico e social 
possibilita a exploração e assimilação do mundo que a cerca. 
Vygotsky (2010) escreveu que no brincar a criança está sempre acima de sua 
idade média, acima de seu comportamento diário. Desse ponto de vista é possível 
afirmar que durante as brincadeiras, as crianças além de se divertirem sinalizam 
certas habilidades que surpreendem e superam sua idade. 
Ou seja, o mundo do faz de contas, jogos e brinquedos, elevam o fortalecimento 
de capacidades/competências, permitindo uma demonstração de criatividade maior 
do que o esperado (um exemplo ocorre quando os pequenos brincam de fazer comida 
e personalizam a figura da mãe, explicando a importância de comer legumes). 
Sendo assim, cabe evidenciar a necessidade da reflexão, sobre a relevância 
de oferecer à criança um espaço dinâmico como a brinquedoteca, adequado e 
atrativo, onde proporcione um equilíbrio, o qual refletirá durante toda a vida desse 
indivíduo. Sendo um braço forte para a educação na primeira infância. 
 7 
3 PARTICIPANTES 
 
O Projeto de Ensino destina-se aos Professores da educação infantil e alunos 
de zero a três anos de idade, dos anos iniciais da creche escola. Tendo em vista que 
a inserção de espaços, como brinquedotecas é muito importante para o ensino e 
aprendizagem, bem como o desenvolvimento integral da criança, na primeira fase da 
vida escolar, etapa imprescindível da educação onde a criança pode colocar em 
prática, o seu senso crítico, explorando o ambiente em sua volta, observando as 
propostas e desafios criados pelo Professor e construindo o saber através de 
brincadeiras, jogos, desenhos, histórias, cantigas etc. 
Sendo indispensável para o bom desempenho do trabalho Docente, onde 
venha oferecer e obter respostas através da ludicidade, que é por excelência uma 
alternativa de ensinar e aprender de forma livre, descontraída, incentivadora e 
consequentemente, motivadora, tanto para quem está ensinado, quanto para quem 
está aprendendo. 
 Hoje as brinquedotecas, que são espaços organizados e tecnológicos, que 
permitem que as crianças brinquem e desenvolvam suas habilidades psicomotoras, 
sua cidadania e socialização, entre outros aspectos. Explorando e construindo o 
saber, criando e reconhecendo regras e objetivos a serem traçados.
 8 
4 OBJETIVOS 
 
a) Objetivo geral 
 
Demonstrar e compreender por meio da reflexão a relevância dos espaços de 
brinquedotecas nos anos iniciais da educação infantil, dentro das creches escolas, e 
sua importância enquanto atividade lúdica para o desenvolvimento integral da criança. 
 
b) Objetivos específicos 
 
• identificar a importância do lúdico durante a primeira infância; 
• refletir sobre a utilização da brinquedoteca na creche escola, 
diante o desenvolvimento infantil; 
• discorrer sobre a relação entre a ludicidade presente nos espaços 
de creches/educação infantil e sua contribuição para o 
desenvolvimento de crianças até três anos de idade; 
• discutir sobre a importância das brincadeiras no processo de 
ensino aprendizagem e sua contribuição para o desenvolvimento 
infantil; 
• apresentar a brinquedoteca como uma ferramenta de ensino e 
aprendizagem. 
 9 
5 PROBLEMATIZAÇÃO 
 
Devido as incertezas relacionadas a eficácia de brinquedotecas na creche 
escola, como recurso pedagógico e de construção educacional, o presente trabalho 
busca investigar a necessidade e instrumentalidade desses espaços no âmbito 
escolar. Atualmente muitas crianças não possuem um espaço de qualidade para 
desenvolver brincadeiras ou na maioria das vezes, não realizam contatos frequentes 
com crianças da mesma faixa etária, a fim de promover na primeira infância sua 
socialização. Por isso, é de suma importância que as instituições de educação infantil, 
principalmente as creches escolas, ofertem espaços organizados e tecnológicos, 
permitindo que as crianças brinquem e desenvolvam suas habilidades. 
Assim sendo, buscamos responder a primeira questão; a brincadeira traz uma 
contribuição positiva para o processo de ensino aprendizagem? 
De acordo com Araújo, o brincar não pode ser considerado como uma atividade 
sem propósito e puramente imaginária, pois vai além da imaginação, é o momento 
onde a criança traz à tona o seu poder de memória, retratando atitudes de seu 
cotidiano. (ARAÚJO et al, 2008). Logo observa-se a importância do tema escolhido. 
Outro agravante é o fato da exposição a aparelhos eletrônicos devido o avanço 
da tecnologia, sobretudo a internet, o que afetou as relações interpessoais. Desde 
muito pequenas, as crianças estão expostas a uma variedade de recursos 
audiovisuais, redes sociais, jogos etc. Ao mesmo tempo que apresentam benefícios 
para o aprendizado, esses fatores podem por outro lado trazer prejuízos às crianças, 
devido à ausência de competências necessárias para sua formação integral, como a 
comunicação social, o abraço, aperto de mão, o beijo etc. Nesse sentido qual a 
importância dos jogos para o desenvolvimento de competências na infância? E como 
a oferta da brinquedoteca na creche escola, enquanto recurso pedagógico, pode 
auxiliar no processo de desenvolvimento? 
 
Vygotsky (1998), em seu discurso afirma que: 
 
O jogo podeser entendido se considerarmos as necessidades das crianças e 
as suas inclinações, incentivos e motivações para agir. Os jogos as 
brincadeiras, assim como o fator tempo, local, material farão despertar nos 
alunos a criatividade, dando oportunidades para cada um ser o que é, realizar-
se. Levando-os a terem conf iança em si e em seus colegas, a terem 
responsabilidades e respeito ao próximo, dar o melhor de si desenvolvendo a 
 10 
criatividade para que sempre encontrem alternativas para qualquer tipo de 
situação. (VYGOTSKY, 1998, p. 354) 
 
Nessa direção, as brincadeiras, jogos e espaços lúdicos podem ser de grande 
valia na formação das crianças, ter brinquedotecas presentes em ambientes formais 
de educação infantil apresentam um rico acervo de materiais elaborados para o 
desenvolvimento desse público, tanto para a construção do saber, quanto para um 
avanço em sua socialização. Despertando capacidades como, transparência, auto 
confiança, raciocínio lógico e coletividade. 
Para Cunha (1998), as brinquedotecas são espaços voltados para as crianças, 
o qual propicia o desenvolvimento das mesmas. Este ambiente favorece à criança a 
descoberta, o conhecimento, a exploração e os sentidos. A brinquedoteca para Maluf 
(2007) representa um lugar de grande estímulo. 
Consequentemente, é um espaço onde pode-se brincar sozinho ou 
coletivamente, um ambiente apropriado e especialmente lúdico, composto por 
brinquedos, jogos, livros, instrumentos musicais e sonoros, painéis de atividades e 
espaços planejados para ações em grupos. É um lugar onde tudo convida a explorar, 
descobrir, sentir, relaxar, experimentar, expressar e a fantasiar. Um local apropriado 
onde a criança satisfaz suas necessidades, aprende a se comunicar, libera suas 
emoções (desejos e sentimentos), desenvolve sua criatividade, adquire 
conhecimentos, desenvolve sua autoestima e se socializa. 
Sendo assim, este estudo pretende buscar por meio de referenciais teóricos, 
refletir e discutir a importância desse mundo inserido dentro das brinquedotecas e qual 
a sua atuação como mola propulsora para o desenvolvimento infantil e social, de 
crianças entre 0 a 3 anos, no ambiente da creche escola. 
 11 
6 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
A brincadeira, conforme ressalta Navarro (2009), é uma atividade presente na 
vida das crianças em todas as culturas e possui papel importante para o 
desenvolvimento delas. As brincadeiras não possuem apenas caráter de diversão e 
nem se constituem um mero passatempo, pois essas atividades estimulam uma série 
de aspectos que contribuem para o desenvolvimento infantil (CORDAZZO; VIEIRA, 
2007). Diversos autores têm discutido essa temática, esclarecendo dúvidas e 
reforçando a importância da brinquedoteca como ferramenta pedagógica. Eles 
destacam como o brincar pode ser integrado ao saber, promovendo um aprendizado 
mais significativo e envolvente. 
 
6.1 - A brinquedoteca em creches como uma ferramenta de auxílio 
pedagógico 
 
De acordo com o Dicionário Online de Português (2024), uma brinquedoteca é 
um espaço dedicado a uma coleção de brinquedos e jogos variados, projetado para 
estimular as crianças a brincar. O termo “Ludoteca” é sinônimo e refere-se a um local 
que promove a aprendizagem através de atividades lúdicas, como brinquedos, jogos 
e atividades criativas, incentivando as crianças a aprender enquanto se divertem. 
Segundo a Wikipédia, a ideia de brinquedoteca surgiu em Los Angeles, em 
1934, para resolver problemas de roubos em uma loja, criando um sistema de 
empréstimo de brinquedos. Esse método se espalhou pela Europa nos anos 60. No 
Brasil, em 1973, a APAE promoveu um rodízio de brinquedos, e a primeira 
brinquedoteca brasileira foi criada em 1981, na Escola Indianápolis, em São Paulo. 
Em 1984, foi fundada a Associação Brasileira de Brinquedotecas, impulsionando o 
crescimento do segmento no país (WIKIPÉDIA, 2024). 
Para Cunha (1998), as brinquedotecas são espaços dedicados às crianças, 
que promovem o desenvolvimento infantil. Esse ambiente favorece a descoberta, o 
conhecimento, a exploração e os sentidos. Assim, a brinquedoteca é entendida como 
uma possibilidade de ensino, pois proporciona a transmissão de cultura e favorece a 
construção do conhecimento. Com atividades lúdicas, jogos e brincadeiras, ela 
possibilita uma educação criativa e autônoma para a criança (MOLINARI; SANTOS; 
SOUZA, 2015). 
As brinquedotecas, como ferramentas pedagógicas, proporcionam às crianças 
 12 
uma forma divertida de aprender, tornando a experiência escolar mais agradável, 
participativa e entusiástica, o que facilita a aprendizagem em várias áreas; estimular 
o aprendizado por meio das brincadeiras é uma missão desempenhada pelo 
professor, que deve buscar alternativas e ferramentas que promovam o interesse pelo 
aprendizado, garantindo que todas as brincadeiras, mesmo as livres, tenham um 
propósito. 
Pensar na brinquedoteca como um espaço de aprendizagem educacional 
significa valorizar a atividade lúdica como uma poderosa ferramenta pedagógica. Esse 
ambiente deve respeitar as necessidades afetivas das crianças, promover o respeito 
mútuo entre os pares e contribuir para a erradicação da opressão dos sistemas 
educacionais excessivamente rígidos. Além disso, a brinquedoteca resgata o direito à 
infância, incentivando a criatividade e a espontaneidade das crianças, aspectos que 
estão cada vez mais ameaçados pela massificação da tecnologia educacional. 
De acordo com Almeida (2017), a brinquedoteca possibilita à criança socializar-
se com outras no mesmo ambiente, interagindo em grupos ou projetando brincadeiras 
livres que estimulam a criatividade e habilidades motoras e cognitivas. O espaço lúdico 
deve servir para que a criança se sinta à vontade para vivenciar momentos de prazer 
e alegria. A decoração desses espaços também é importante para incentivar a 
imaginação e a fantasia (ALMEIDA, 2017). 
As crianças atendidas em creches podem se beneficiar com ambientes lúdicos 
como as brinquedotecas, as quais contribuem para seu desenvolvimento pleno 
(meu grifo). Este espaço contém um conjunto de brinquedos, jogos e brincadeiras e 
se constitui como espaço vivo e lúdico para a exploração das crianças (LUCAS; 
SPADA, 2005). 
O desenvolvimento pleno de uma criança envolve seu crescimento integral nos 
aspectos físicos, emocionais, sociais e cognitivos, indispensável para que a criança 
atinja seu potencial máximo em todas as áreas da vida. Inclui crescimento, saúde, 
nutrição, atividade física e cuidados médicos, além da capacidade de reconhecer, 
expressar e gerenciar emoções. Também envolve a habilidade de interagir, formar 
relacionamentos saudáveis e compreender normas sociais, desenvolvendo 
comunicação e empatia. Cognitivamente, abrange o desenvolvimento intelectual, 
pensamento crítico, resolução de problemas e aprendizagem contínua. 
Sendo assim, para promover o desenvolvimento pleno, é crucial que a criança 
tenha um ambiente seguro e estimulante, com apoio emocional, oportunidades de 
aprendizagem e interação social positiva. Pais, educadores e a comunidade 
 13 
desempenham papéis essenciais nesse processo, fornecendo os recursos e suporte 
necessários para um desenvolvimento equilibrado e saudável. Nesse contexto, a 
brinquedoteca se destaca como uma ferramenta poderosa na educação infantil, onde 
o brincar não é apenas entretenimento, mas uma forma fundamental de 
aprendizagem, sublinhando a colossal importância desse espaço na vida escolar. 
 
6.2 - A importância do brincar na educação infantil 
 
As instituições de ensino devem criar ambientes que incentivem o brincar de 
forma intencional, promovendo atividades lúdicas que tornem a aprendizagem 
prazerosa e significativa. O brincar é essencial na educação infantil, contribuindo para 
o desenvolvimento equilibrado das crianças. 
A brincadeira é uma atividade interativa que integra a vida social ao longo dos 
tempos.Além disso, o ato de brincar tornou-se crucial na formação infantil, sendo uma 
linguagem essencial para o desenvolvimento físico, cognitivo e social (ALMEIDA, 
2017). Faz parte do repertório social das crianças neurotípicas, ajudando a exercitar 
e expandir suas habilidades sociais (SELLA, 2018). Por constituir uma função social 
importante na vida das crianças, a ação de brincar, que possibilita a assimilação de 
conhecimento, passou a compor as atividades pedagógicas na educação infantil. 
Durante as brincadeiras, as crianças encontram um ambiente propício para 
desenvolver um repertório instrucional diversificado. Os parceiros de brincadeira 
geralmente fornecem instruções que combinam estímulos discriminativos, indicando 
as propriedades das respostas desejadas. Essas instruções podem especificar, em 
poucas frases ou até mesmo em uma única, a forma, o tempo, o local e a intensidade 
da resposta (DE ALCÃNTARA CIL; DE KOSE, 2003, p. 386). 
As brincadeiras proporcionam às crianças um ambiente que favorece o 
desenvolvimento de várias habilidades, chamado pelo Autor de “repertório instrucional 
versátil”. Durante as brincadeiras, as crianças aprendem a responder a diferentes 
instruções e situações, recebendo orientações de parceiros como outras crianças, 
pais e professores. Essas instruções combinam estímulos diversos, como palavras, 
gestos e objetos, para indicar como devem agir. Por exemplo, ao brincar de dominó, 
uma criança pode receber instruções sobre como esconder suas peças, quanto tempo 
esperar até chegar sua vez de jogar e como as peças se encaixam durante o jogo. 
É importante destacar que as atividades lúdicas, focadas na diversão através 
do brincar, sempre fizeram parte da educação infantil. No entanto, com as novas 
 14 
abordagens pedagógicas influenciadas pela psicologia, o ato de brincar passou a ter 
um papel crucial no desenvolvimento integral das crianças (BRANCO; MACIEL; 
QUEIROZ, 2006). 
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece o brincar como uma 
atividade que contribui para o desenvolvimento integral da criança, abrangendo não 
apenas aspectos cognitivos, mas também emocionais, sociais e motores (BRASIL, 
2017). 
Para Wajskop (1995) brincar é importante para o futuro das crianças, pois a 
atividade lúdica possibilita o desenvolvimento das emoções. Com isso, as 
experiências se tornam significativas para elas, o que caracteriza um aprendizado. 
Além disso, essas experiências lúdicas tornam-se significativas para as crianças, o 
que contribui para um aprendizado mais profundo e duradouro. 
Durante as brincadeiras, as crianças têm a capacidade de atribuir novos 
significados aos objetos e jogos, seja através de suas próprias ações ou imaginação, 
ou nas interações com os amigos, criando e compartilhando novos sentidos 
(CERISARA, 2002). De acordo com Meira (2003), é comum que as crianças usem 
objetos para representar coisas diferentes do que realmente são. Por exemplo, pedras 
de vários tamanhos podem ser usadas como alimentos em brincadeiras de casinha, 
e pedaços de madeira podem se transformar em veículos. Nessas atividades, os 
significados e ações associadas aos objetos são reinterpretados de forma criativa. 
Esse tipo de jogo simbólico envolve processos de pensamento avançados, sendo 
essencial para o desenvolvimento da linguagem e das habilidades de resolução de 
problemas das crianças. 
Quando as crianças brincam, elas combinam materiais como pedra, areia, 
madeira e papel para criar construções complexas da realidade. Esse processo 
desenvolve sua criatividade e habilidade de transformar objetos para atender seus 
desejos. Por exemplo, um cabo de vassoura pode virar um cavalo, areia pode se 
transformar em bolos para uma festa imaginária, e toalhas podem se tornar capas de 
super-heróis. Essa capacidade de transformar e criar é essencial para o 
desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, permitindo que explorem e 
compreendam o mundo de forma lúdica e significativa. 
Vygotsky (1998), autor reconhecido nos cursos de Licenciatura em Pedagogia, 
vê o ser humano como um sujeito que se forma nas relações com os outros, através 
de atividades tipicamente humanas, mediadas por ferramentas técnicas e simbólicas. 
Nesse âmbito, a brincadeira infantil é fundamental para entender o processo de 
 15 
formação do sujeito. Contrariando a visão convencional de que brincar é apenas uma 
atividade natural para satisfazer impulsos infantis, Vygotsky argumenta que brincar é 
uma atividade onde significados social e historicamente construídos são elaborados e 
novos significados podem emergir. A brincadeira e o faz-de-conta são considerados 
espaços onde as crianças constroem conhecimentos, apropriando-se dos significados 
de maneira única. 
Para a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), o brincar é um 
comportamento operante, sendo sensível às consequências que produz e selecionado 
por elas (BRITO, 2011). Um dos formatos de intervenção, envolvendo esse tipo de 
repertório (brincadeiras) em aprendizes com desenvolvimento atípico, emprega 
tentativas discretas com práticas repetidas (RUBIM, 2020). Há, portanto, uma 
significância estrondosa quando pensamos no brincar como um ato de ensinar. O ato 
de brincar é algo natural para as crianças e pode ser influenciado pelas consequências 
que ele gera. Se algo positivo acontece quando a criança brinca de uma certa maneira, 
ela tende a repetir esse comportamento. Basicamente, o brincar é moldado pelas 
reações e resultados que ele provoca. 
A brincadeira pode ser utilizada como uma ferramenta de intervenção para 
ensinar aprendizes com desenvolvimento atípico, como crianças com Transtorno do 
Espectro Autista (TEA). Esse método ajuda a criança a desenvolver habilidades e a 
responder de maneira mais independente ao longo do tempo. 
Vale lembrar que, no Brasil, a educação infantil em creches e pré-escolas 
passou a integrar a educação básica com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional (LDB) de 1996. A alteração de 2006 ampliou o atendimento para crianças de 
zero a cinco anos (BRASIL, 2018). Essa lei marcou a valorização dos primeiros anos 
de vida na educação, ampliando o acesso e reforçando a necessidade de políticas 
públicas para a qualidade do ensino e o desenvolvimento integral das crianças, 
estabelecendo um alicerce para um sistema educacional mais inclusivo e equitativo. 
Neste trabalho, pretende-se abordar a temática da brinquedoteca enfatizando 
três aspectos: primeiro, analisar a brinquedoteca em creches como recurso 
pedagógico, com base em autores renomados; segundo destacar a importância da 
brincadeira como uma contribuição adicional para o processo de ensino-
aprendizagem no contexto pedagógico vivenciado por crianças em instituições de 
educação infantil; e, por fim, discutir a importância dos jogos para o desenvolvimento 
de competências na infância. 
Sob essa ótica, o próximo tópico abordará a importância dos jogos na aquisição 
 16 
de habilidades durante a infância. Investigando como essas atividades são essenciais 
para o desenvolvimento infantil, discutindo como essas práticas lúdicas podem 
revolucionar o aprendizado e o crescimento das crianças de forma divertida e 
cativante. 
 
6.3 - A contribuição dos jogos para o desenvolvimento de competências 
na infância. 
 
Vygotsky (1989) nas suas análises sobre o jogo, estabelece uma relação entre 
este e a aprendizagem, uma vez que o jogo contribui para o desenvolvimento 
intelectual, social e moral. Isto é, para o desenvolvimento integral da criança. 
Conforme o autor, o jogo é uma ferramenta fundamental para que a criança possa 
definir conceitos e criar situações que refletem a realidade. Esse processo dinâmico 
contribui significativamente para o desenvolvimento social e educacional. Durante 
essa fase, a criança está em pleno desenvolvimento em todas as áreas, e suas 
aprendizagens servirão como base para a vida adulta.Experiências ricas em 
estímulos e afeto são essenciais para estabelecer as bases das futuras aprendizagens 
e promover um desenvolvimento saudável. 
De acordo com Campos, essa prática adquire significado educacional quando 
o jogo é utilizado como uma ferramenta essencial para o aprendizado, pois desperta 
o interesse dos alunos, promove diversas experiências pessoais e sociais, auxilia na 
construção de novas descobertas, enriquece a personalidade e serve como um 
recurso pedagógico que transforma o professor em um guia, motivador e avaliador do 
processo de ensino. O jogo pode ser empregado como um facilitador do aprendizado 
e das atividades escolares (CAMPOS, 2003). 
O uso de peças de encaixe também é uma excelente maneira de estimular a 
coordenação motora e ajudar no aprendizado das cores. De acordo com Piaget, a 
exploração desses objetos permite que a criança assimile o mundo ao seu redor. 
(ALMEIDA, FILHO; PONCE, 2009). Portanto, os jogos educativos se revelam como 
uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento infantil , eles não apenas 
incentivam a resolução de problemas e a criatividade, mas também aprimoram a 
coordenação motora fina. Ao pensar em como encaixar as peças corretamente, as 
crianças exercitam habilidades cruciais que serão valiosas ao longo de toda a vida. 
Portanto, essas atividades lúdicas são fundamentais para melhorar a 
coordenação motora e a percepção espacial, além de estimular o desenvolvimento 
 17 
físico e a curiosidade. Ademais, os jogos são essenciais para o desenvolvimento de 
habilidades importantes na primeira infância, enquanto as brincadeiras têm um 
impacto positivo no processo educacional. Assim, espaços como brinquedotecas em 
creches são de grande relevância, pois proporcionam todas as oportunidades 
mencionadas pelos autores referenciados neste estudo. 
 
 
 18 
7 METODOLOGIA 
 
Este trabalho é uma revisão bibliográfica que explora o problema de pesquisa 
e os conhecimentos sobre o assunto, com base em livros, artigos científicos e outras 
fontes. A pesquisa qualitativa busca aprofundar o entendimento do tema, 
interpretando e refletindo sobre fenômenos e conceitos à luz da teoria. 
A brinquedoteca, inserida nos Campos de Experiência da BNCC, promove 
interação social, desenvolvimento motor, criatividade, comunicação e compreensão 
de conceitos espaciais e matemáticos. 
No campo “O eu, o outro e o nós”, facilita vínculos afetivos, respeito às 
diferenças, cooperação e empatia. Em “Corpo, gestos e movimentos”, aprimora a 
coordenação motora e expressão corporal. 
A criatividade e expressão artística são estimuladas em “Traços, sons, cores e 
formas”, onde as crianças exploram materiais e técnicas, desenvolvendo a percepção 
sensorial. No campo “Escuta, fala, pensamento e imaginação”, fomenta a 
comunicação, amplia o vocabulário e incentiva a imaginação. 
Por fim, em “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações”, as 
atividades ajudam a desenvolver noções de espaço, tempo e relações matemáticas, 
essenciais para a compreensão do mundo. 
Os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento na brinquedoteca abrangem 
diversas áreas. O desenvolvimento cognitivo é estimulado pela curiosidade e 
exploração, enquanto o social e emocional é promovido pela cooperação e respeito 
mútuo. A coordenação motora fina e grossa é aprimorada através de atividades 
físicas, e a criatividade é incentivada por expressões artísticas. Além disso, a 
comunicação e o vocabulário das crianças são ampliados, contribuindo para o 
desenvolvimento linguístico. 
Durante o projeto, as crianças tiveram a oportunidade de participar de 
diferentes situações de aprendizagem, num processo ativo de construção de 
significados. As atividades foram planejadas para permitir que as crianças se 
expressassem por meio de diversas formas, incluindo desenho livre, fala, movimento, 
linguagem corporal, gestual, musical, jogos e brincadeiras. 
Primeiramente, foi realizada uma roda de conversa com os pais, onde o projeto 
foi apresentado e a participação dos pais foi incentivada. Essa etapa foi fundamental 
para garantir o envolvimento da família no processo educativo das crianças. Além 
disso, rodas de conversas diárias foram promovidas para incentivar a oralidade e a 
 19 
socialização de informações entre as crianças, criando um ambiente de diálogo e troca 
de experiências. 
Para entender melhor os interesses das crianças, foram realizados diálogos 
onde elas compartilharam seus jogos e brincadeiras preferidas. Com base nessas 
informações, foram construídos gráficos registrando as brincadeiras e jogos preferidos 
das crianças e de seus pais. Esse processo ajudou a conectar as experiências lúdicas 
das diferentes gerações dentro do mundo mágico da brinquedoteca. 
Além disso, houve um diálogo com os pais para resgatar as brincadeiras que 
eles mais gostavam de brincar quando eram crianças. Essa atividade não só 
promoveu a interação entre pais e filhos, mas também valorizou a cultura familiar. 
Uma oficina de confecção de brinquedos com sucatas foi realizada, promovendo a 
criatividade e a sustentabilidade entre as crianças. 
Por fim, as atividades foram registradas de diversas maneiras, tanto 
individualmente quanto em grupos, incluindo desenhos, painéis, fotos e portfólios. 
Esses registros documentaram o processo de aprendizagem e as experiências 
vivenciadas pelas crianças ao longo do projeto. 
O projeto demonstrou que a brinquedoteca é um espaço valioso nas escolas, 
promovendo o desenvolvimento integral das crianças por meio de atividades lúdicas 
e educativas. A participação ativa das crianças e dos pais nas atividades reforçou a 
importância da colaboração entre escola e família para o sucesso do processo 
educativo. 
 20 
8 CRONOGRAMA 
 
O cronograma no Projeto de Ensino é essencial para organizar todas as etapas, 
desde o planejamento até a avaliação. Ele permite uma gestão eficiente do tempo, 
garantindo que as atividades sejam concluídas dentro dos prazos. Além disso, facilita 
o acompanhamento do progresso e a realização de ajustes necessários. Com um 
cronograma bem estruturado, o projeto se desenvolve de forma mais tranquila e 
eficaz. 
Todas as atividades do projeto foram realizadas nos meses de julho e agosto, 
conforme detalhado na tabela a seguir. O cronograma foi dividido em três etapas 
principais: planejamento, execução e avaliação. Durante o planejamento, foram 
realizadas pesquisas bibliográficas para fundamentação teórica, contextualização e 
validação científica, além da problematização e construção de argumentos. Também 
foram definidas as atividades e os recursos necessários para o desenvolvimento do 
projeto. Na execução, as atividades foram implementadas com a participação ativa 
das crianças, pais e professor regente. Por fim, a avaliação envolveu o registro e 
análise das experiências vivenciadas, garantindo um ambiente rico em aprendizado 
lúdico e educativo. 
 
Etapas do 
Projeto 
Período 
1. Planejamento • Dez dias de julho foram dedicados à 
estruturação da parte teórica. 
• Cinco dias de agosto foram dedicados à 
elaboração das atividades e dos materiais 
necessários para o desenvolvimento do 
projeto. 
2. Execução • Quatro dias de agosto foram dedicados à 
execução das atividades, com a participação 
das crianças, pais e professor regente. 
3. Avaliação • Somente um dia útil - 12 de agosto. Com base 
na observação e registro. 
 
 
 21 
9 RECURSOS 
 
Este artigo apresenta um estudo exploratório de revisão bibliográfica, que 
levantou referenciais teóricos de diversos autores sobre a temática abordada. O 
trabalho adota uma abordagem qualitativa, refletindo e interpretando dados sobre o 
fenômeno investigado. 
Os artigos e livros de autores especializados na área, assim como o documento 
normativo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), serviram de base para as 
discussões. O referencial teórico demonstroua importância do brincar como atividade 
pedagógica e a necessidade de utilizar brinquedotecas como fonte de aprendizado. 
Além disso, destacou a relevância dos jogos e do brincar para o desenvolvimento 
integral da criança. 
Para a execução do Projeto, foi utilizada a Brinquedoteca da Creche Escola 
Eliana Peixe Gregoraci, com auxílio do corpo de docentes e coordenadora 
pedagógica. Como envolveu algumas pesquisas, foi dada preferência aos alunos do 
maternal I e II. Os materiais utilizados na execução das atividades foram variados e 
cuidadosamente selecionados para promover a criatividade e a sustentabilidade. 
Os materiais incluíram livros ilustrados, fantoches de mão, cenários de papelão 
e tecidos coloridos para criar um ambiente envolvente durante a contação de histórias. 
Para os debates, foram utilizados cartazes, quadros brancos, marcadores coloridos e 
cartões de perguntas para estimular a participação e a troca de ideias entre as 
crianças. Na confecção de brinquedos com sucatas, foram usadas garrafas PET, rolos 
de papel higiênico, tampinhas de garrafa, caixas de papelão, tecidos reciclados, cola, 
tesoura sem ponta e tintas atóxicas. 
Essas atividades foram realizadas com o objetivo de explorar o espaço ofertado 
pela brinquedoteca, promovendo a criatividade e a sustentabilidade entre os alunos, 
com a participação dos pais e do professor regente. Ao incentivar o uso de materiais 
recicláveis e a expressão artística, o ambiente se destacou como um espaço de 
aprendizado dinâmico e colaborativo, que valoriza a inovação e a consciência 
ambiental. Além disso, essas ações contribuíram para o fortalecimento dos vínculos 
familiares e o resgate cultural, ao envolver os pais no processo educativo e na 
valorização das tradições culturais. 
 
 22 
10 AVALIAÇÃO 
 
A avaliação será conduzida por meio de observação e registro. Em qualquer 
etapa do ensino, a avaliação é essencial para verificar o desenvolvimento do aluno e 
o sucesso do projeto ou das aulas, garantindo que os objetivos sejam alcançados. 
De acordo com a Lei nº 9.394, que estabelece as Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional (BRASIL, 1996), a avaliação na Educação Infantil deve ocorrer 
sem o objetivo de promoção, mas com a finalidade de acompanhar o desenvolvimento 
integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social. 
Na Educação Infantil, a avaliação envolve a coleta de dados sobre a criança, 
que são utilizados para planejar atividades educativas que incentivem o 
desenvolvimento de suas competências. A avaliação do projeto de ensino foi 
qualitativa, pois essa abordagem permite uma compreensão mais profunda e 
detalhada do desenvolvimento das crianças na creche escola, maternal I e II. Através 
da avaliação qualitativa, é possível observar e registrar as interações, 
comportamentos e progressos individuais de cada criança, levando em consideração 
suas particularidades e contextos. 
Essa abordagem é fundamental para crianças pequenas, pois elas estão em 
uma etapa crucial de desenvolvimento, onde cada vivência e interação pode impactar 
significativamente seu crescimento cognitivo, emocional e social. A avaliação 
qualitativa possibilita que os educadores ajustem as atividades e estratégias 
pedagógicas conforme as necessidades e interesses individuais de cada criança, 
criando um ambiente de aprendizagem mais inclusivo e eficiente. 
Segundo Micarello (2010), os critérios para realizar processos avaliativos 
devem ser identificados na própria criança, ao invés de seguir padrões pré-
estabelecidos. Logo, valorizar a participação ativa das crianças no processo educativo 
implica reconhecer suas vozes e perspectivas, o que contribui para fortalecer o vínculo 
entre educadores e alunos, além de criar um ambiente escolar mais acolhedor e 
estimulante. 
 23 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Com base no referencial teórico deste estudo, constatou-se que a atividade 
lúdica é fundamental na infância, proporcionando inúmeros benefícios para o 
desenvolvimento integral do indivíduo. A brincadeira transcende uma simples 
atividade, configurando-se como uma prática pedagógica na educação infantil. 
Este trabalho evidenciou que as brinquedotecas são ambientes de aprendizado 
que, quando bem aproveitados, oferecem um vasto repertório para a formação das 
crianças. A participação dos professores é essencial na organização e mediação das 
atividades lúdicas, ajustando-as conforme cada etapa do desenvolvimento infantil, 
pois cada fase demanda e percebe o lúdico de maneira distinta. 
Foi crucial estabelecer um cronograma para a elaboração deste projeto 
educacional, assegurando uma estrutura organizada e eficiente. Além disso, é 
indispensável implementar as atividades e observar os resultados em cada criança, 
ajustando as abordagens conforme necessário. 
Dessa forma, ressalta-se a importância do lúdico e das brinquedotecas no 
ambiente escolar como fontes de aprendizado na educação infantil. 
Este estudo busca promover a compreensão e reflexão entre professores, pais 
e a comunidade sobre a relevância do tema, incentivando futuras pesquisas. Trata-se 
de uma iniciativa significativa, com potencial para causar um impacto duradouro. 
 
 24 
REFERÊNCIAS 
 
ALMEIDA, Marcos Teodorico Pinheiro de. O brincar a criança e o espaço escolar. 
In: A criança e o brincar nos tempos e espaços da escola. Florianópolis: NUP, 
2017. 
 
ALMEIDA, S. H. A.; FILHO, I. A. T. V.; PONCE, R. F. As compreensões do humano 
para Skinner, Piaget, Vygotsky e Wallon: pequena introdução às teorias e suas 
implicações na escola. Psic. da Ed., São Paulo, n. 29, 2º sem. de 2009, p. 27-55. 
Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/psie/n29/n29a03.pdf. Acesso em: 14 ago. 
2024. 
 
ARAÚJO, Viviam Carvalho de; ARAUJO, R. C. B. F.; SCHEFFER, A. M. M. 
Discutindo aprendizagem e desenvolvimento da criança à luz do referencial 
histórico-cultural. Vertentes (UFSJ), v. 33, p. 77-88, 2009. Disponível em: 
http://www.ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/vertentes/viviam_e_outras.pdf. Acesso 
em: 10/06/2016. 
 
BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 
1990. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 
05 ago. 2024. 
 
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases 
da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível 
em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/lei9394.pdf. Acesso em: 6 ago. 2024. 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 
2018. 
 
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação 
Fundamental. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional. Brasília: MEC/SEF, 1996. 
 
BRANCO, A. U.; MACIEL, D. A.; QUEIROZ, N. L. N. Brincadeira e desenvolvimento 
infantil: um olhar sociocultural construtivista. Paidéia, 2006, 16(34), pp.169-179. 
 25 
 
BRITO, A. P. Atividades Lúdicas: Sua importância na alfabetização. Curitiba: 
Juruá, 2011. 
 
CAMPOS, M. L. A produção de jogos didáticos para o ensino de ciências e 
biologia: uma proposta para favorecer a aprendizagem. 2003. 
 
CAMPBELL, Linda; CAMPBELL, Bruce; DICKINSON, Dee. O mundo interior: 
inteligência intrapessoal. In: Ensino e Aprendizagem por meio das Inteligências 
Múltiplas. Porto Alegre: Artmed, 2000. pp. 176-202. 
 
CERISARA, A. B. De como o Papai do Céu, o Coelhinho da Páscoa, os anjos e o 
Papai Noel foram viver juntos no céu. Em T. M. Kishimoto (Org.), O brincar e suas 
teorias (pp.123-138). São Paulo: Pioneira-Thomson Learning, 2002. 
 
CORDAZZO, S. T. D., Martins, G. D. F., Macarini, S. M., & Vieira, M. L. (2007). 
Perspectivas no estudo do brincar: Um levantamento bibliográfico. Revista 
Aletheia, 26(1), 122-136. 
 
CUNHA, N. H. S. Brinquedoteca: definição, histórico no Brasil e no mundo. In: 
FRIEDMANN, Adriana (org.).O direito de brincar: a brinquedoteca. São Paulo: 
Scritta, 1998. 
 
DE ALCÃNTARA GIL, Afaria Stella Coutinho; KOSE, Júlio César Coelho. Regras e 
contingências sociais na brincadeira de crianças, 2003, p. 386. 
 
DICIONÁRIO Online de Português. Brinquedoteca. Disponível em: 
https://www.dicio.com.br/brinquedoteca/. Acesso em: 07 ago. 2024. 
 
LIMA, A. L., & Santos, A. A. (2017). Videogames e a sua influência no 
comportamento das pessoas. E-Locução Revista Iniciação Científica da FAEX, 
1(12), 40-45. 
 
LUCAS, S. M. P.; SPADA, A. C. M. A importância das brinquedotecas na educação 
infantil de zero a três anos. Revista Científica Eletrônica de Pedagogia. 1 Ano III, 
 26 
Número 06, julho de 2005. P. 1-6. Disponível em: 
http://www.faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/CZyatVKJdlOr1mt
_2013-6-28-12-35-3.pdf. Acesso em: agosto de 2024. 
 
MALUF, A. C. M. Brincar: prazer e aprendizado. 5. ed. Vozes: Petrópolis, 2007. 
 
MEIRA, A. M. Benjamin, os brinquedos e a infância contemporânea. Psicologia & 
Sociedade, v.15 n.2, 74-87, 2003. 
 
MICARELLO, Hilda. Avaliação e Transições na Educação Infantil. Ministério da 
Educação, 2010. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2010-
pdf/7163-2-11-avaliacao-transicoes-hilda-micarello/file. Acesso em: 09 ago. 2024. 
 
MOLINARI, A. M. C.; SANTOS, M. L. C. S.; SOUZA, D. M. Brinquedoteca como 
espaço complementar da educação. Revista Científica UNAR, Araras (SP), v. 11, 
n. 2, p. 88-96, 2015. Disponível em: 
https://portaldeperiodicos.ufopa.edu.br/index.php/revistaexitus/article/view/2457. 
Acesso em: 16 ago. 2024. 
 
PAPALIA, D. E., & OLDS, S. W. Desenvolvimento Humano (7ª ed.). Porto Alegre: 
Artmed, 2000. 
 
ROSA, A. P.; NISIO, J. Atividades Lúdicas: Sua importância na alfabetização. 
Curitiba: Juruá, 2011. 
 
RUBIM, Amanda Lima; MATOS, Daniel Carvalho. Comparação de tipos de pistas 
sobre brincar funcional em crianças com transtorno do espectro autista. 
Research, Society and Development, v. 9, n. 7, 2020, p. 3. 
 
SELLA, Ana Carolina; RIBEIRO, Daniela Mendonça. Análise do Comportamento 
Aplicada ao Transtorno do Espectro Autista. São Paulo: Editora Appris Editora e 
Livraria Eireli, 2018, p. 41. 
 
VYGOTSKY, L. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 
41. 
 27 
 
VYGOTSKY, L. S. A Formação social da Mente. São Paulo: Martias Fontes, 2010. 
 
VYGOTSKY, Lev Semiónovittch. Pensamento e linguagem. 2ª ed. São Paulo: 
Martins Fontes, 1998. 
 
Vygotsky, L. (1998). A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes. 
 
WAJSKOP, G. O brincar na educação infantil. Cadernos de Pesquisa, n.92, 1995, 
pp. 62-69. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=6208114. 
Acesso em: agosto de 2024. 
 
WIKIPÉDIA. Brinquedoteca. Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brinquedoteca. Acesso em: 07 ago. 2024.
 28

Mais conteúdos dessa disciplina