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Prévia do material em texto

4º BIMESTRE | 2025 
PROFESSOR
Língua Portuguesa 
e Matemática
Revisa Goiás
Secretaria de Estado
da Educação
SEDUC
APRESENTAÇÃO
Você também pode baixar o material pelo link:
https://drive.google.com/drive/folders/146Uv6vgeD54CF2CA-
fpwYsZnDlA78fyMX?usp=sharing
O REVISA GOIÁS é um material didático estruturado e articulado para apoiar as ações de recomposi-
ção das aprendizagens. A elaboração desse material tem como base os Documentos Curriculares, a Matriz 
de Referência SAEB, bem como os resultados das avaliações externas, uma vez que é importante identifi-
car pontos de atenção nesses resultados, objetivando desenvolver uma aprendizagem efetiva. Na elabo-
ração das atividades propostas, são consideradas as habilidades de cada ano/série e, ainda, por se tratar 
de um material que visa a recomposição da aprendizagem, consideram-se, também, as habilidades básicas 
dos anos/séries anteriores. 
O material é elaborado bimestralmente e apresenta, de modo intencional, uma gradação como um ca-
minho para que, com a mediação do(a) professor(a), o(a) estudante tenha a oportunidade de desenvolver 
as atividades propostas e, dessa forma, aprender cada vez mais e avançar em proficiência. Além disso, o 
uso do material otimiza o tempo do(a) professor(a) durante o planejamento de suas aulas. Nessa pers-
pectiva, é de grande relevância o trabalho do(a) professor(a) para que a aplicabilidade deste material seja 
concretizada com êxito.
O REVISA GOIÁS será enviado em quatro volumes. Assim, uma versão digitalizada de todo o material 
será disponibilizada para que o(a) professor(a) o utilize em seu planejamento. O material de Língua Por-
tuguesa e Matemática, do(a) estudante, será impresso para o 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e para 
todas as séries do Ensino Médio. O REVISA de Língua Portuguesa e Matemática, dos 6º e 7º anos - Ensino 
Fundamental, o de Ciências da Natureza e Ciências Humanas do 9º ano do Ensino Fundamental e da 3ª 
série do Ensino Médio será apenas em formato digital.
Nessa perspectiva, seguimos com esta importante ação na rede Estadual de Educação de Goiás, cien-
tes da necessidade de um ensino que desenvolva as habilidades curriculares para continuar avançando em 
proficiência, com foco no(a) estudante como sujeito desse processo. 
 
 
Desejamos a todos um excelente trabalho! 
Núcleo de Recursos Didáticos (NUREDI)
Secretaria de Estado da Educação de Goiás (SEDUC-GO)
Revisa Goiás
Secretaria de Estado
da Educação
SEDUC
Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - 4º Bimestre/2025
3
Língua Portuguesa
Matemática
DIALOGANDO COM O(A) PROFESSOR(A) ....................................................................................................................................................................................................4
GRUPO DE ATIVIDADES 1 ..........................................................................................................................................................................................................................................6
CONTEXTUALIZANDO O GÊNERO TEXTUAL, O TEMA E O CAMPO DE ATUAÇÃO .......................................................................................................6
GRUPO DE ATIVIDADES 2 ..........................................................................................................................................................................................................................................9
AMPLIANDO OS CONHECIMENTOS .................................................................................................................................................................................................................9
GRUPO DE ATIVIDADES 3 ..........................................................................................................................................................................................................................................12
SISTEMATIZANDO OS CONHECIMENTOS ...................................................................................................................................................................................................12
GRUPO DE ATIVIDADES 1 ..........................................................................................................................................................................................................................................20
CONTEXTUALIZANDO O GÊNERO TEXTUAL, O TEMA E O CAMPO DE ATUAÇÃO .......................................................................................................20
GRUPO DE ATIVIDADES 2 ..........................................................................................................................................................................................................................................24
AMPLIANDO OS CONHECIMENTOS .................................................................................................................................................................................................................24
GRUPO DE ATIVIDADES 3 ..........................................................................................................................................................................................................................................25
SISTEMATIZANDO OS CONHECIMENTOS ...................................................................................................................................................................................................25
PRODUÇÃO TEXTUAL .................................................................................................................................................................................................................................................28
REVISITANDO A MATRIZ ............................................................................................................................................................................................................................................29
COMPREENDENDO O MATERIAL PEDAGÓGICO – ENSINO MÉDIO.........................................................................................................................................34
GRUPO DE ATIVIDADES 1 ..........................................................................................................................................................................................................................................36
O QUE PRECISAMOS SABER? ..................................................................................................................................................................................................................................36
REVISITANDO A MATRIZ ............................................................................................................................................................................................................................................39
VAMOS AVANÇAR? .........................................................................................................................................................................................................................................................40
REVISITANDO A MATRIZ ............................................................................................................................................................................................................................................43
VAMOS SISTEMATIZAR? .............................................................................................................................................................................................................................................43
REVISITANDO A MATRIZ ............................................................................................................................................................................................................................................46Já um tipo 
textual, não!
37. Gêneros textuais/discursivos são as diferentes formas 
de texto usadas para transmitir as mensagens que pre-
tendemos enviar (oral, escrita, por meio de imagens entre 
outras) aos nossos receptores. Os gêneros textuais são 
classificados de acordo com a sua função comunicativa, 
por exemplo, para informar sobre um “fato ocorrido” po-
demos escrever uma “notícia”. Eles são produzidos com 
linguagens e estruturas diferentes, ou seja, cada gênero 
textual recorre a um tipo de texto (narrativo, injuntivo, 
descritivo, expositivo, argumentativo). Os gêneros mis-
turam elementos textuais/ características entre outros 
aspectos, isto é, são híbridos. Mas as características e a 
tipologia textual que predominam no texto definem o 
gênero. Por exemplo, se é uma notícia, uma reportagem, 
uma charge, um meme. Considerando as características 
dos gêneros estudados, qual é o gênero desse texto? 
(A) Meme.
(B) Charge.
(C) Cartum.
(D) Notícia.
(E) Sinopse.
Gabarito A.
Reconhecer o gênero de um texto.
Os articuladores são elementos linguísticos que 
servem para deixar, principalmente, o texto claro. Além 
disso, eles atuam para que o texto seja compreendido e 
tenha sentido (coerência e coesão). Por exemplo, as con-
junções coordenativas alternativas são responsáveis por 
fazer a união entre duas ou mais orações com a intenção 
de exprimir a alternância de situações que acontecem 
separadamente, bem como a ideia de escolha entre as 
orações apresentadas. 
38. No trecho “Profissional responsável em resolver os 
problemas que as pessoas não sabem que têm, de uma 
forma que elas não compreendem. 
a) O termo destacado refere-se a que palavra do texto? 
O termo destacado refere-se à palavra ‘pessoas.’
b) No trecho ‘...os problemas que as pessoas não sabem 
que têm’, o termo destacado pode ser substituído, sem 
perder o sentido por
( X ) os quais ( ) cujos ( ) já que
D2- estabelecer relações entre partes de um texto, iden-
tificando repetições ou substituições que contribuem pra 
a continuidade de um texto.
Revisa Goiás
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SEDUC
Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - 4º Bimestre/2025
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O exercício de interpretar textos perpassa por al-
gumas habilidades específicas relacionadas ao olhar 
crítico e ao reconhecimento de cada gênero como 
único e característico. Dessa forma, é necessário 
lembrar-se, primeiramente, que os textos podem 
conter linguagem verbal (com palavras), linguagem 
não-verbal (apenas com imagens) e, ainda, linguagem 
verbal e não verbal, que são os textos híbridos. Os 
textos verbais são considerados menos complexos 
para serem interpretados, a depender do grau de 
conhecimento ou desconhecimento do leitor sobre 
as palavras ali inseridas. Já os textos não-verbais, 
demandam maior conhecimento de mundo e capa-
cidade de relação com fatos e acontecimentos extra 
textuais. Por fim, os textos híbridos exigem de quem 
os interpreta uma habilidade de criar sentido, de 
analisar a partir da conexão entre as partes verbais 
e não-verbais do texto. Por essa razão, as provas de 
vestibular inserem frequentemente os gêneros mul-
tissemióticos nas questões, para que os candidatos 
os interpretem. Assim, é preciso conhecer os perso-
nagens que costumam ser mais selecionados pelas 
provas, principalmente pelo ENEM.
Leia o texto.
Disponível em https://brainly.com.br/tarefa/39717648. Acesso em 22 de ago. 2025.
Texto XV
39. Você agora tem um desafio! Descreva o que 
você vê na imagem. Fale sobre a linguagem, considere as 
características do texto e identifique o gênero textual e 
com base na sua leitura de mundo comente sobre o tema 
/assunto do texto. 
Resposta pessoal.
De olho no Enem!
40. (ENEM) - 2024. 
Estudante, para chegar à resposta da questão (Enem), 
além da leitura analítica do texto, é necessário considerar o 
Memes e fake news: o impacto na educação das 
crianças
Há quem diga que o Brasil nunca mais foi o mesmo 
depois dos memes. Na economia da velocidade, alguns 
apostam no humor, outros no engajamento político, e tem 
gente investindo alto na mentira também. Diante desse 
cenário, uma pergunta se torna essencial: será que todo 
mundo está conseguindo traduzir as mensagens posta-
das, curtidas e compartilhadas? 
Essa dúvida incentivou uma professora de língua por-
tuguesa a desenvolver uma proposta de leitura e análise 
crítica de memes com estudantes do ensino fundamen-
tal, na rede pública do Distrito Federal, na cidade de 
Samambaia. “Percebi que muitos alunos e pais estavam 
divulgando conteúdos sem saber o que havia por trás das 
palavras”, relata a professora. 
“O que antes era engraçado para os alunos passou a 
ser visto com outros olhos”, afirma a professora. Para ela, 
que utilizou a representação da criança em memes de 
WhatsApp como material gerador das discussões em sala 
de aula, aguçar o olhar sobre essas mensagens impacta 
diretamente a atitude de postar, curtir e compartilhar 
conteúdos ao estimular o uso consciente da informação 
que circula nas plataformas de mídia social. 
Letramento político e midiático é um desafio inter-
geracional. Em tempos de notícias falsas, de imagens 
manipuladas e de memes sendo usados como triunfo da 
verdade de cada um, checagem de informação e interpre-
tação de texto acabam se tornando moedas valiosas.
Disponível em: https://lunetas.com.br. Acesso em: 15 jan. 2024 (adaptado)
Ao abordar a relação dos memes com a educação, a re-
portagem sustenta uma crítica à
(A) falta de fiscalização no uso de aplicativos de mensa-
gens por crianças. 
(B) divulgação de informação manipulada em posta-
gens virtuais. 
(C) utilização de ferramentas digitais no trabalho edu-
cacional. 
 (D) exploração de conteúdos humorísticos nas mídias 
sociais. 
(E) propagação de mensagens com objetivos políticos.
Disponível em https://download.inep.gov.br/enem/provas_e_gabaritos/2024_PV_impresso_D1_CD1.pdf. Acesso em 13 de ago. 2025.
Gabarito B.
Competência de área 1(Enem): H4 - Reconhecer posições 
críticas aos usos sociais que são feitos das linguagens e 
dos sistemas de comunicação e informação.
D8- Estabelecer relações entre a tese e os argumentos 
oferecidos para sustentá-la.
gênero textual, bem como compreender o enunciado: “Ao 
abordar a relação dos memes com a educação, a reporta-
gem sustenta uma crítica à”, atente para a ideia-chave do 
enunciado e considere, principalmente, a palavra-chave 
‘crítica’ e a preocupação destacada no texto.
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41. (ENEM) - 2023. 
Estudante, para chegar à resposta da questão (Enem), 
além da leitura analítica do texto, é necessário considerar 
o gênero textual, bem como compreender o enunciado: “A 
charge ilustra um anseio presente na sociedade contem-
porânea, que se caracteriza pela”, considere a ideia-chave 
do enunciado, principalmente, a caracterização exigida no 
enunciado. A questão busca explicar a vontade da popu-
lação em alcançar poder de participação.
LAERTE. 
Disponível em: www.laerte.art.br. Acesso em: 23 nov. 2021 (adaptado).
A charge ilustra um anseio presente na sociedade con-
temporânea, que se caracteriza pela 
(A) situação de revolta individual. 
(B) satisfação de desejos pessoais. 
(C) participação em ações decisórias. 
(D) permanência em passividade social. 
(E) conivência em interesses partidários.
Disponível em https://download.inep.gov.br/enem/provas_e_gabaritos/2023_PV_impresso_D1_CD1.pdf. Acesso em 13 de ago. 2025.
Gabarito C.
Competência de área 7(Enem): H21 - Reconhecer em tex-
tos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais 
utilizados com a finalidade de criar e mudar comporta-
mentos e hábitos.
D5- Interpretar um texto com auxílio de material gráfico 
diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc).
CAMPO JORNALÍSTICO MIDIÁTICO 
Prática de Oralidade / Leitura
OBJETOS DE 
CONHECIMENTO/ 
CONTEÚDO
Gênero discursivo / textual: Texto Dramático.
 Contextode produção (época, objetivos, produtor/receptor), circulação e recepção de textos./ Figuras 
de linguagem. / Recursos linguísticos. / Recursos sonoros. / Estética e estilística na literatura e nos ele-
mentos da linguagem teatral. / Relação entre contexto de produção e características composicionais e 
estilísticas dos diferentes gêneros literários e artísticos. / Leitura dramática.
HABILIDADES 
DC-GOEM
(EM13LGG101) Compreender e analisar processos de produção e circulação de discursos, nas diferen-
tes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em função de interesses pessoais e coletivos.
(EM13LGG603) Expressar-se e atuar em processos de criação autorais individuais e coletivos nas dife-
rentes linguagens artísticas (artes visuais, audiovisual, dança, música e teatro) e nas intersecções entre 
elas, recorrendo a referências estéticas e culturais, conhecimentos de naturezas diversas (artísticos, his-
tóricos, sociais e políticos) e experiências individuais e coletivas.
(EM13LP01) Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de pro-
dução e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos de vista 
e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as possibilida-
des de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes situações.
HABILIDADES 
DCGO AMPLIADO 
PARA RECOMPO-
SIÇÃO
(EF69LP44-A) Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos e de diferentes visões de mun-
do, em textos literários. 
(EF69LP44-B) Reconhecer, em textos literários, formas de estabelecer múltiplos olhares sobre as iden-
tidades, sociedades e culturas, considerando a autoria e o contexto social e histórico de sua produção.
(EF69LP46) Participar de práticas de compartilhamento de leitura/recepção de obras literárias/ mani-
festações artísticas, como rodas de leitura, clubes de leitura, eventos de contação de histórias, de leitu-
ras dramáticas, de apresentações teatrais, musicais e de filmes, cineclubes, festivais de vídeo, saraus, 
slams, canais de booktubers, redes sociais temáticas (de leitores, de cinéfilos, de música etc.), entre ou-
tros, tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva.
Prática de Análise Linguística e Semiótica
OBJETOS DE 
CONHECIMENTO/ 
CONTEÚDO
Gênero discursivo / textual: Texto Dramático.
 Textualidade: estrutura do texto. / Tema/assunto. / Elementos da comunicação./ Funções da linguagem. 
/Elementos da linguagem teatral.
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HABILIDADES
DC-GOEM
(EM13LP06) Analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem, da escolha de 
determinadas palavras ou expressões e da ordenação, combinação e contraposição de palavras, dentre 
outros, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de uso crítico de língua.
(EM13LP52) Analisar obras significativas das literaturas brasileiras e de outros países e povos, em espe-
cial a portuguesa, a indígena, a africana e a latino-americana, com base em ferramentas da crítica literá-
ria (estrutura da composição, estilo, aspectos discursivos) ou outros critérios relacionados a diferentes 
matrizes culturais, considerando o contexto de produção (visões de mundo, diálogos com outros textos, 
inserções em movimentos estéticos e culturais etc.) e o modo como dialogam com o presente.
EM13LP50 Analisar relações intertextuais e interdiscursivas entre obras de diferentes autores e gê-
neros literários de um mesmo momento histórico e de momentos históricos diversos, explorando os 
modos como a literatura e as artes em geral se constituem, dialogam e se retroalimentam. 
HABILIDADES 
DCGO AMPLIA-
DO PARA RE-
COMPOSIÇÃO
(EF69LP52-B) Elaborar as rubricas indicadas pelo autor por meio do cenário, da trilha sonora e da explo-
ração dos modos de interpretação.
(EF69LP50-B) Indicar as rubricas para caracterização do cenário, do espaço, do tempo, explicitando a 
caracterização física e psicológica dos personagens e dos seus modos de ação; reconfigurando a inser-
ção do discurso direto e dos tipos de narrador; explicitando as marcas de variação linguística (dialetos, 
registros e jargões) e retextualizando o tratamento da temática.
MATRIZ SAEB
D12- Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros./ D10- Identificar o conflito gerador de 
enredo e os elementos que constroem a narrativa./ D1- Localizar informações explícitas em um texto. / 
D4- Inferir uma informação implícita em um texto./ D13- Identificar as marcas linguísticas que eviden-
ciam o locutor e o interlocutor de um texto. / D15- Estabelecer relação lógico-discursiva presentes no 
texto, marcadas por conjunções, advérbios etc. / D1- Localizar informações explícitas em um texto. / 
D4- Inferir uma informação implícita em um texto. /D18- Reconhecer o efeito de sentido decorrente da 
exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. / D2- Estabelecer relações entre partes de 
um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.
GRUPO DE ATIVIDADES 1 1
Contextualizando o gênero 
textual, o tema e o campo 
de atuação
Professor(a), a primeira atividade requer o desenvolvi-
mento da prática de oralidade. Inspire os(as) estudan-
tes fazendo essa atividade junto com eles(as). Durante 
essa prática, será levado em consideração o que eles(as) 
já sabem sobre o gênero “Texto dramático”. Na prática 
de oralidade, apresentamos a seguir alguns questiona-
mentos como ponto de partida, mas você pode acres-
centar outros se considerar pertinente. Dialogue com 
os (as) estudantes que o gênero textual texto dramá-
tico está situado no campo artístico literário. O texto 
dramático é feito para ser representado em um palco. 
Esse gênero textual tem a finalidade de representar por 
personagens que são interpretados por atores, os am-
bientes são fornecidos pelos cenários, pelos efeitos de 
som e de luz, utilizando a linguagem verbal e não verbal. 
É necessário professor(a), oferecer elementos para que 
os(as) estudantes possam contextualizar o gênero que 
é o foco da sequência de atividades e o campo em que 
ele se situa. Concomitantemente à contextualização, é 
essencial que seja oferecido espaço e diálogos para que 
os(as) estudantes mobilizem seus conhecimentos pré-
vios sobre o campo, o gênero e a temática.
1. Observe as imagens a seguir.
Imagem 1 Imagem 2 Imagem 3
Disponível em:https://www.amazon.com.br/Rei-Vela-Oswald-Andrade/dp/8525036692. 
Acesso em 19 de ago. 2025.
Disponível em :https://oglobo.globo.com/cultura/teatro/oficina-estreia-nova-montagem-
-de-rei-da-vela-luta-para-manter-sede-do-teatro-21974988. Acesso em 19 de ago. 2025.
Disponível em :https://www.arvore.com.br/blog/oswald-de-andrade. Acesso em 19 de 
ago. 2025.
• O que você vê nas três imagens? Descreva-as.
• Você conhece a obra da Imagem 1?
• O que você imagina que está acontecendo na Imagem 2? 
• A Imagem 3 mostra um escritor do Modernismo Bra-
sileiro, ele escreveu mais especificamente na primeira 
fase (1922-1930). Você o conhece? Sabe o nome dele?
• Vamos trabalhar nas próximas atividades com o gêne-
ro textual “Teatro” (Texto Dramático). Você conhece 
esse gênero textual? Você já teve a oportunidade de 
encenar uma peça de teatro? 
► Conhecendo o gênero textual
Texto teatral, ou dramático, é aquele produzido 
para ser representado (encenado). Os textos teatrais 
são, portanto, peças de teatro escritas por dramatur-
gos e dirigidos por produtores teatrais e, em sua maio-
Revisa Goiás
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da Educação
SEDUC
Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - 4º Bimestre/2025
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ria, fazem parte do gênero narrativo. O texto teatral 
apresenta enredo, personagens, tempo, espaço e pode 
estar dividido em atos, que representam os diversos 
momentos da ação, por exemplo, a mudança de cenário 
e/ou de personagens. De tal modo,o texto teatral pos-
sui características peculiares e se distancia de outros ti-
pos de texto pela principal função que lhe é atribuída: a 
encenação. Dessa forma, ele apresenta diálogo entre as 
personagens e algumas observações no corpo do texto 
sobre espaço, cena, ato e personagens. Assim, os tex-
tos teatrais são produzidos para serem representados e 
não contados. O teatro é uma modalidade artística que 
surgiu na antiguidade. (...)
Disponível em:https://www.todamateria.com.br/texto-teatral/. Acesso em 19 de ago. 2025.
Informações sobre o gênero texto dramático: pode 
ter apenas função literária, mas seu principal objetivo é 
ser encenado. É dessa maneira que o gênero se mantém 
“vivo e atual”, pois cada nova encenação pode trazer 
algo diferente, tendo em vista quem atua, quem dirige 
e quem vai assistir à apresentação. Justamente porque 
as pessoas vão ao teatro para "assistir" alguma coisa, 
o texto dramático conta com muitos elementos visu-
ais, descritos em marcas cênicas (também conhecidas 
como “didascálias” ou “rubricas”). Essas marcas podem 
orientar quanto a ambientação, cenário, iluminação, 
roupas, gestos, vozes das personagens, entre outros... 
Em geral, esse é um texto sem narrador e é comum que 
a obra seja, em sua maior parte, dialogada. Outra carac-
terística do gênero é a “concentração no conflito” ou 
no “drama” como o próprio nome anuncia, para isso o 
antagonismo na construção dos personagens é impor-
tante, bem como a expectativa gerada com o desenlace 
do conflito. O drama também tem por objetivo “presen-
tificar o instinto de jogo da condição humana” ou seja o 
lúdico, as regras, o esforço e a colaboração para a ence-
nação estão presentes nas peças e nos “jogos teatrais”. 
Por último, vale lembrar que o “teatro é teatro” e que 
as emoções e encenações são apenas representações 
da realidade, sugerindo um exercício de reflexão, posi-
cionamento e de ampliação do universo cultural e social 
dos alunos. (adaptado do texto "Encenar e ensinar – o 
texto dramático na escola" de Rosemari Calzavara)
Disponível em: https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/4ano/lingua-portuguesa/voce-conhece-e-o-genero-dramati-
co/2913. Acesso em 19 de ago. 2025.
Características do gênero dramático
Texto em forma de diálogos. / Dividido em atos e ce-
nas./ Presença das rubricas — descrições do espaço e/
ou da situação antes de cada ato./ Sequência da ação 
dramática geralmente constituída de exposição, confli-
to, complicação, clímax, desfecho.
Elementos do texto dramático
Protagonista: personagem central da ação dramáti-
ca./ Antagonista: personagem que se opõe ao protago-
nista./ Coro: conjunto de atores que comentam a ação 
ao longo da peça. / Catarse: do grego, significa “purifica-
ção”, purgação experimentada pelo público de uma tra-
gédia, o qual poderia apaziguar suas angústias internas 
por meio das emoções representadas nas cenas.
Tipos de textos dramáticos - Na Grécia Antiga, dois 
tipos de textos dramáticos eram produzidos: a tragédia 
e a comédia. [...]
Características da tragédia
Tom sério, solene. / O protagonista enfrenta grandes 
dificuldades. / Linguagem mais formal. / Estrutura com-
posta por ação inicial feliz, mas que tem um desfecho 
fatal. / Presença de personagens nobres: reis, príncipes, 
que sofrem o destino imposto pelos deuses do Olimpo.
Características da comédia
Tom cômico, ridículo. / Temática ligada ao cotidiano, 
com foco na sátira da sociedade e dos vícios humanos. 
/ Linguagem mais coloquial./ Estrutura composta por 
uma situação inicial complicada, mas que acaba em fi-
nal feliz. / Presença de personagens estereotipados, os 
quais simbolizam defeitos humanos, tais como a avare-
za, a mesquinhez etc. /Tragicomédia. / Modalidade tea-
tral em que se misturam elementos trágicos e cômicos. 
Significava, também, quando surgiu, a mistura de ele-
mentos da realidade e da imaginação.
Farsa
Pequena peça teatral, caracterizada pelo teor ridícu-
lo e caricatural, que critica a sociedade e seus hábitos.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/genero-dramatico.htm. Acesso em 19 de ago. 2025. (Adaptado)
A primeira fase do modernismo brasileiro, ou pri-
meira geração modernista no Brasil, é como ficou co-
nhecido o período da literatura nacional que foi de 
1922 (seu marco inicial foi a Semana de Arte Moderna) 
a 1930. As obras dessa fase são caracterizadas pelo seu 
caráter inovador, antiacadêmico e nacionalista. Assim, 
o movimento modernista no Brasil surgiu durante o fim 
da República Velha e mostrou o descontentamento dos 
artistas com a arte e a política nacionais vigentes até 
aquele momento. (A primeira fase do modernismo bra-
sileiro durou de 1922 a 1930. / Trouxe para a literatura 
a inovação e fez uma releitura dos símbolos nacionais./ 
Surgiu no final da República Velha e refletiu o descon-
tentamento com a política nacional./ Contou com au-
tores como Oswald de Andrade, Mário de Andrade e 
Manuel Bandeira. / Além de manifestos, como Mani-
festo da poesia pau-brasil, produziu obras como Macu-
naíma e Memórias sentimentais de João Miramar). 
Disponível em:https://brasilescola.uol.com.br/literatura/primeira-fase-do-modernismo-brasileiro.htm. Acesso em 19 de ago. 2025 
(Adaptado).
Oswald de Andrade (1890-1954) foi escritor e 
dramaturgo brasileiro. Representa uma das principais 
lideranças no processo de implantação e definição da 
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Leia o texto.
Texto I
O Rei da Vela 
1º Ato 
[...]
Heloísa (mostrando a Gioconda) – Por que que você tem 
esse quadro aí…
Abelardo I – A Giocondo… Um naco de pobreza. O 
primeiro sorriso burguês…
Heloísa – Você é realista. E por isso enriqueceu 
magicamente. Enquanto os meus pais, lavradores de cem 
anos, empobreceram em dois…
Abelardo I – Trabalharam e fizeram trabalhar para mim 
milhares de seres durante noventa e oito… (Silêncio 
absoluto).
Heloísa – Dizem tanta coisa de você, Abelardo…
Abelardo I – Já sei… Os degraus do crime… que desci 
corajosamente. Sob o silêncio comprado dos jornais e 
a cegueira da justiça da minha classe! Os espectros do 
passado… (...) As mulheres que deixei. (...) O contrabando 
e a pilhagem… Todo o arsenal do teatro moralistas dos 
nossos avós. Nada disso me impressiona nem impressiona 
mais o público… A chave milagrosa da fortuna, uma chave 
yale… Jogo com ela!
Heloísa – O pânico…
Abelardo I – Por que não? O pânico do café. Com dinheiro 
inglês comprei café na porta das fazendas desesperadas. 
De posse de segredos governamentais, joguei duro e 
certo no café-papel! Amontoei ruínas de um lado e ouro 
do outro! Mas, há o trabalho construtivo, a indústria… 
Calculei ante a regressão parcial que a crise provocou… 
Descobri e incentivei a regressão, à volta a vela… sob o 
signo do capital americano.
Heloísa – Ficaste o Rei da Vela!
Abelardo I – Com muita honra! O Rei da Vela miserável 
dos agonizantes. O Rei da vela de sebo. E da vela feudal que 
nos fez adormecer em criança pensando nas histórias das 
negras velhas… Da vela pequeno-burguesa dos oratórios 
e das escritas em casa… As empresas elétricas fecharam 
com a crise… Ninguém mais pode pagar o preço da luz… A 
vela voltou ao mercado pela minha mão previdente. Veja 
como eu produzo de todos os tamanhos e cores. (Indica 
o mostruário). Para o Mês de Maria, para as cidades 
caipiras, para os armazéns do interior onde se vende e 
se joga à noite, para a hora de estudo das crianças, para 
os contrabandistas no mar, mas a grande vela é à vela da 
agonia, aquela pequena velinha de sebo que espalhei para 
o Brasil inteiro… Num país medieval como nosso, quem se 
atreve a passar os umbrais da eternidade sem uma vela na 
mão? Herdo um tostão de cada morto nacional!
Heloísa (Sonhando) – Meu pai era (...) Belarmino que tinha 
sete fazendas, aquela casa suntuosa de Higienópolis… 
ações, automóveis… (...) Ficou morando na nossa casinha 
de Penha e indo à missa pedir a Deus a solução (...)Abelardo I – Que não deram aos que não podem viver 
sem empréstimos.
Heloísa – Meus pais… meus tios… meus primos…
Abelardo I – Os velhos senhores da terra que tinham que 
dar lugar aos novos senhores da terra!
Heloísa – No entanto, todos dizem que acabou a época 
dos senhores e dos latifúndios…
Abelardo I – Você sabe que o meu caso prova o contrário. 
Ainda não tenho o número de fazendas que seu pai tinha, 
mas já possuo uma área cultivada maior que a que ele 
teve no apogeu.
Heloísa – Há dez anos… A saca de café a duzentos mil-réis!
Abelardo I – Estamos de fato num ponto crítico em que 
podem predominar, aparentemente e em número, as 
pequenas lavouras. Mas nunca como potência financeira. 
Dentro do capitalismo, a pequena propriedade seguirá 
o destino da ação isolada nas sociedades anônimas. O 
possuidor de uma é mito econômico. Senhora minha 
noiva, a concentração do capital é um fenômeno que eu 
apalpo com as minhas mãos. Sob a lei da concorrência, os 
fortes terão sempre poder sobre os fracos. Desse modo é 
que desde já os latifúndios paulistas se reconstituem sob 
novos proprietários.
Heloísa – Formidável trabalho o seu!
Abelardo I – Não faça ironia com a sua própria felicidade! 
Nós dois sabemos que milhares de trabalhadores lutam 
de sol a sol para nos dar farra e conforto. Com a enxada 
nas mãos calosas e sujas. Mas eu tenho tanta culpa 
disso como o papa-níqueis bem colocado que se enche 
diariamente de moedas. É assim a sociedade em que 
vivemos. O regime capitalista que Deus guarde…
Heloísa – E você não teme nada?
Abelardo I – Os ingleses e americanos temem por nós. 
Estamos ligados ao destino deles. Devemos tudo, o que 
temos e o que não temos. Hipotecamos palmeiras… 
quedas d’água. Cardeais!
Heloísa – Eu li num jornal que devemos só a Inglaterra 
trezentos milhões de libras, mas só chegaram aqui trinta 
milhões…
Abelardo I – É provável! Mas compromisso é 
compromisso! Os países inferiores têm que trabalhar 
para os países superiores como os pobres trabalham 
para os ricos. Você acredita que New York teria aquelas 
literatura modernista no Brasil. Sua atuação ficou mar-
cada pelo seu espírito irreverente, polêmico, irônico e 
combativo. Tornou-se figura fundamental dos principais 
acontecimentos da vida cultural brasileira na primeira 
metade do século XX. Sua obra apresenta de maneira 
geral, um nacionalismo que busca as origens, sem perder 
a visão crítica da realidade brasileira. Oswald defendia a 
valorização de nossas origens, de nosso passado histó-
rico-cultural de forma crítica, parodiando, ironizando e 
atualizando nossa história de colonização. (...) 
Disponível em:https://www.todamateria.com.br/oswald-de-andrade/. Acesso em 19 de ago. 2025.
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babéis vivas de arranha-céus e as vinte mil pernas mais 
bonitas da Terra se não se trabalhasse para Wall Street 
de Ribeirão Preto a Cingapura, de Manaus a Libéria? Eu 
sei que sou um simples feitor do capital estrangeiro. Um 
lacaio, se quiserem! Mas não me queixo. É por isso que 
possuo uma lancha, uma ilha e você…
(*) Do livro O Rei da Vela (1933). São Paulo, Editora Globo, 2003
O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, é uma peça tea-
tral que critica a sociedade brasileira da década de 1930, 
marcada pela crise do café e pela ascensão da burguesia 
industrial. A obra critica, satiriza a exploração financeira, 
a corrupção e a subserviência do país ao capital estran-
geiro, por meio da história do agiota Abelardo I, que se 
casa com Heloísa de Lesbos, filha de uma família deca-
dente, para se beneficiar de seu nome e status social. A 
peça “O Rei da Vela”, é dividida em três atos, apresenta a 
figura de Abelardo I, um homem ambicioso e desones-
to que se aproveita da crise econômica para enriquecer 
por meio da agiotagem. Ele se casa com Heloísa, uma 
mulher que representa a aristocracia decadente. Des-
se modo, busca legitimar seu poder e ascensão social. A 
trama também revela a influência do capital estrangeiro 
na economia brasileira, representada pela personagem 
Mister Jones, um banqueiro americano que se aproxima 
de Heloísa, com a conivência de Abelardo, mostrando a 
submissão do país ao poderio financeiro externo. No ter-
ceiro ato, Abelardo I é roubado por Abelardo II, seu só-
cio, e perde tudo (...). No entanto, a peça não termina com 
a queda de Abelardo, mas com a ascensão de Abelardo II 
e sua união com Heloísa, simbolizando a continuidade do 
sistema e a subserviência da burguesia nacional ao capi-
tal estrangeiro. "O Rei da Vela" é uma obra que critica a 
busca incessante por dinheiro e poder, falta de ética e a 
exploração do povo, refletindo assim, as contradições e 
os vícios da sociedade brasileira da época. A peça tam-
bém se destaca por sua linguagem inovadora, marcada 
pelo Antropofagismo, propondo uma crítica à cultura 
nacional e à influência estrangeira. 
2. Os textos teatrais são, portanto, peças de teatro escri-
tas por dramaturgos e dirigidos por produtores teatrais e, 
em sua maioria, fazem parte do gênero narrativo. Consi-
dere as características do gênero e explique por que esse 
é um texto teatral. 
3. Marque as alternativas que indicam os elementos que 
compõem um texto teatral.
( x ) Um texto teatral apresenta um “enredo”, isto é, uma 
sucessão de acontecimentos que constituem a ação.
Esse fragmento de texto é uma peça teatral, pois é um 
texto que foi produzido para ser representado, ou seja, 
encenado. 
Reconhecer o gênero de um texto.
( x ) Um texto dramático ou teatral, é composto por 
“personagens”, ou seja, aquelas que representam, 
encenam as ações.
( x ) Um texto teatral apresenta o elemento “tempo”, 
que é entendido como: tempo real da representa-
ção/encenação no palco, tempo dramático, que é o 
tempo em que a história se passa e o tempo da es-
crita, que é quando a peça foi escrita. 
( x ) Um texto dramático apresenta “espaço”, ou seja, 
um espaço cênico (o local físico da encenação/re-
presentação) e ao mesmo tempo, o espaço dramá-
tico (o lugar/local onde as ações das personagens 
acontecem). Além disso, esse gênero pode explorar 
“espaços” físicos, psicológicos e sociais. 
( x ) Um texto teatral apresenta “atos”, que dividem a peça 
em grandes partes, na maioria das vezes marcadas 
pela mudança de cenário ou a passagem do tempo.
( x ) Um texto dramático apresenta “cenas”, isto é, uni-
dades menores dentro os Atos e esse aspecto é 
marcado pela entrada e saída das personagens. 
( x ) O texto dramático, apresenta “rubricas”, isto é, são 
as indicações cênicas ou didascálias (instruções 
escritas pelo autor para orientar a encenação da 
peça), não são faladas pelas personagens. 
( x ) Em um texto teatral, as “rubricas” orientam a en-
cenação, descreve ambientes, indicam ações das 
personagens, ajudam na interpretação e indicam 
entradas e saídas de cena.
D12- Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros. 
4. O texto dramático é um dos gêneros literários. Ele está 
relacionado a textos escritos para serem encenados por 
atores. Assim, uma peça teatral é dividida em atos e ce-
nas, além de apresentar rubricas e falas das personagens. 
As “rubricas”, ou seja, as marcações cênicas apresentam 
instruções para que atores e diretores desenvolvam, pro-
duzam o espetáculo. Retire do trecho em estudo, “O Rei 
da Vela” exemplos de ‘rubricas’.
Alguns exemplos de rubricas: “(mostrando a Gioconda)” / 
“(Silêncio absoluto)” / “(Sonhando)”.
5. No texto dramático, além das instruções (marcas cê-
nicas, rubricas), há também indicações das personagens 
e de suas falas. Esse gênero textual é produzido para ser 
encenado em um palco. A ação transcorre por meio das 
falas dos atores e de seu deslocamento no cenário. Dessa 
forma, o texto teatral é, normalmente, o primeiro passo 
para a realização de um espetáculo, pois é um projeto a 
ser posto em prática. Retire do trecho teatral em estudo, 
“O Rei da Vela”, um fragmento que mostra ações de falae 
comportamento acontecendo no palco.
Sugestão de resposta:
“Heloísa (mostrando a Gioconda) – Por que que você tem 
esse quadro aí…”/ “Abelardo I – A Giocondo… Um naco de 
pobreza. O primeiro sorriso burguês…”
D1- Localizar informações explícitas em um texto. 
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GRUPO DE ATIVIDADES 2 2
ampliando os 
conhecimentos
Estrutura do gênero dramático
Os autores dos textos do gênero dramático são 
chamados de  dramaturgos  que, junto aos atores (que 
encenam o texto), são os emissores e, por sua vez, os 
receptores são o público. Assim, os textos dramáticos, 
além de serem constituídos de  personagens  (prota-
gonistas, secundárias ou figurantes), são compostos 
pelo espaço e pelo tempo. Geralmente, os textos des-
tinados ao teatro possuem uma estrutura interna bá-
sica, a saber: Apresentação: faz-se a exposição tanto 
dos personagens quanto da ação a ser desenvolvida. 
/ Conflito: o momento em que surge as peripécias da 
ação dramática. / Desenlace: Momento de conclusão, 
encerramento ou desfecho da ação dramática. Além 
da estrutura interna inerente ao texto dramático, tem-
-se a  estrutura externa  do gênero dramático, tal qual 
os atos e cenas, de forma que o primeiro corresponde 
à mudança dos cenários necessários para a representa-
ção, enquanto o segundo, designa as mudanças (entrada 
ou saída) dos personagens. Observe que cada cena cor-
responde a uma unidade da ação dramática.
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/genero-dramatico/. Acesso em: Acesso em 19 de ago. 2025. (Adaptado).
7. A peça "O Rei da Vela", 1º Ato, de Oswald de Andra-
de, apresenta o cenário da crise econômica no Brasil, com 
foco no escritório da agência de Abelardo I, "Abelardo & 
Abelardo". Nesse ato, o autor expõe a exploração finan-
ceira e a ascensão da burguesia em detrimento da aristo-
cracia decadente deixando em evidência, 
(A) as riquezas de Belarmino que tinha sete fazendas e 
uma casa em Higienópolis, as ações e automóveis. 
(B) o poder capitalista que os grandes latifundiários ti-
nham e a crítica em relação aos modernistas da época. 
(C) o fechamento das empresas com a crise mostrando 
que ninguém mais pode pagar o preço da luz elétrica.
(D) o dinheiro, a crise e a falta de cultura, além disso, 
a peça critica e satiriza a sociedade e a política da 
época.
(E) a sociedade romântica que de maneira quase má-
gica se enriquecia empobrecendo a maior parte da 
população.
Gabarito D.
(EM13LP52) Analisar obras significativas das literatu-
ras brasileiras e de outros países e povos, em especial a 
portuguesa, a indígena, a africana e a latino-americana, 
com base em ferramentas da crítica literária (estrutura da 
composição, estilo, aspectos discursivos) ou outros crité-
rios relacionados a diferentes matrizes culturais, conside-
rando o contexto de produção (visões de mundo, diálogos 
com outros textos, inserções em movimentos estéticos e 
culturais etc.) e o modo como dialogam com o presente.
8. No texto teatral, há um processo criativo que envolve 
a exploração da subjetividade do dramaturgo, do autor 
e da própria experiência do teatro. Nesse sentido, o in-
consciente pode ser uma fonte de inspiração e a encena-
ção pode ser uma forma de acessar e expressar aspectos 
profundos da psique humana. A busca pela autenticidade 
e pela singularidade também é um aspecto importante 
do processo criativo, permitindo que o teatro se conecte 
com a experiência individual de cada um. Dessa forma, a 
“subjetividade” é um elemento central no teatro, manifes-
tando-se tanto na criação da obra quanto na recepção do 
público. Assim, a linguagem teatral, com sua riqueza de 
elementos, permite a exploração e expressão da subjeti-
vidade humana de diversas maneiras. Retire do texto “O 
Rei da Vela”, trechos que predominam a subjetividade.
Sugestão de resposta:
“O primeiro sorriso burguês…” / “As mulheres que deixei.” 
/ “Com muita honra! O Rei da Vela miserável dos agoni-
zantes. O Rei da vela de sebo.”/ “Os velhos senhores da 
terra que tinham que dar lugar aos novos senhores da ter-
ra!”/ “Formidável trabalho o seu!”
D1- Localizar informações explícitas em um texto.
9. Nos textos literários, podemos perceber múltiplos 
olhares sobre as identidades, sociedades e culturas, con-
siderando a autoria e o contexto histórico e social de sua 
produção. Oswald de Andrade mostra em sua obra “O Rei 
6. A intertextualidade estabelece relação, diálogo com ou-
tros textos de maneira explícita ou implícita. Já a interdis-
cursividade estabelece relação, diálogo com outros discur-
sos de maneira mais ampla, envolvendo a interação entre 
diferentes discursos (falas) que podem ser materializados 
em textos específicos, e que se manifestam por meio de prá-
ticas ideológicas e sociais. Oswald de Andrade cita a Mona 
Lisa (a Gioconda de Leonardo da Vinci) em sua peça "O Rei 
da Vela". A referência feita a essa obra da cultura ocidental 
(A) relembra o autor da Gioconda – Leonardo da Vince.
(B) satiriza o contexto cultural da época – modernida-
de burguesa.
(C ) minimiza o símbolo cultural, Mona Lisa, para legiti-
mar status social.
(D) reflete sobre a escrita de Oswald de Andrade no 
modernismo brasileiro.
(E) informa sobre um fato inusitado, a obra de Leonar-
do da Vince ser utilizada num texto teatral.
Gabarito B.
(EM13LP50) Analisar relações intertextuais e interdiscur-
sivas entre obras de diferentes autores e gêneros literários 
de um mesmo momento histórico e de momentos históricos 
diversos, explorando os modos como a literatura e as artes 
em geral se constituem, dialogam e se retroalimentam. 
Prática de Leitura / Análise Linguística e Semiótica
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da Vela”, problemas que aconteciam na sociedade da épo-
ca. Na obra, o ato se desenrola no escritório de Abelardo 
I, um agiota que se aproveita da crise para emprestar di-
nheiro a juros altos. Esse aspecto na obra representa
( x ) a burguesia emergente. 
( ) os modernistas. 
( ) os grandes latifundiários.
D1- Localizar informações explícitas em um texto.
10. A obra em estudo, reflete a crise de 1929 e a valori-
zação da indústria na década de 1930, no período do go-
verno Vargas. O país nesse momento passava por uma 
“modernização”, que na verdade significou a submissão 
da aristocracia decadente à burguesia em ascensão, a ser-
viço do capital estrangeiro. Nessa afirmação aparecem 
quais contextos?
(A) Social e político da época.
(B) Político e econômico da época.
(C) Cultural e econômico da época.
(D ) Histórico, político e social da época.
(E) Econômico, político e cultural da época. 
Gabarito D.
(SAEGO) - Estabelecer relações entre texto e o contexto, 
histórico, social e político de sua produção.
Na comunicação, seja oral ou escrita, existem seis 
elementos fundamentais envolvidos na “comunicação” 
que tornam possível a transmissão de informações entre 
um emissor e um receptor. Esses elementos são: emissor, 
receptor, mensagem, código, canal e referente. O emis-
sor é quem envia a mensagem (abre a comunicação). / 
O receptor é quem recebe a mensagem (decodifica pro-
curando compreender). / A mensagem é o conteúdo da 
comunicação, a informação que está sendo transmitida. 
/ O código é um conjunto de signos ou símbolos utiliza-
dos para codificar e decodificar a mensagem. Pode ser 
verbal (oral ou escrita) ou não verbal ( gestos, imagens 
etc.) ou combinação de ambas as linguagens (no nosso 
caso é a língua portuguesa). / O canal é o meio físico ou 
virtual pelo qual a mensagem é transmitida. / O referen-
te é o contexto, da situação, do objeto , do assunto entre 
outros aspectos que a mensagem faz referência. 
11. No trecho “Heloísa – Formidável trabalho o seu!” / 
“Abelardo I – Não faça ironia com a sua própria felicida-
de!” , quem é o emissor (locutor) dessa mensagem e quem 
é o receptor (interlocutor)além do público?
O emissor dessa mensagem é Heloísa e o receptor, além 
do público é Aberlado I.
D13- Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o 
locutor e o interlocutor de um texto.
12. As funções da linguagem estão sempre ligadas aos 
elementos da comunicação. No trecho “Heloísa – E você 
não teme nada?”, qual é a função da linguagem predomi-
nante? Justifique.
A função da linguagem predominante é a “fática”, uma vez 
que o emissor busca estabelecer comunicação com o re-
ceptor (ele abre o canal de comunicação).
13. No trecho “Heloísa – Você é realista. E por isso enri-
queceu magicamente.”, a expressão destacada estabelece 
uma relação de 
(A) oposição. (D) explicação.
(B) finalidade. (E) proporção.
(C) conclusão. 
Gabarito C.
D15- Estabelecer relação lógico-discursiva presentes no 
texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
GRUPO DE ATIVIDADES 3 3
SISTEMATIZANDO os 
conhecimentos
14. A peça "O Rei da Vela" conta a história de Abelardo I, 
um agiota que t em o sonho de ascender na sociedade, e vê 
no casamento com a aristocrata Heloísa de Lesbos a opor-
tunidade para isso. Enquanto a jovem tem o objetivo de 
reverter sua situação econômica por meio do matrimônio. 
No texto teatral, há um momento no qual a personagem 
Heloísa faz uma certa acusação a Abelardo mostrando o 
que as pessoas pensam sobre ele. Qual é esse trecho? 
E qual é o ponto de vista da personagem Abelardo sobre 
tal fato? 
O trecho é: “Heloísa – Dizem tanta coisa de você, Abelar-
do…
Abelardo I – Já sei… Os degraus do crime… que desci 
corajosamente. Sob o silêncio comprado dos jornais e a 
cegueira da justiça da minha classe! Os espectros do pas-
sado… (...) As mulheres que deixei. (...) O contrabando e a 
pilhagem…
Prática de Leitura / Análise Linguística e Semiótica 
Professor(a), chegou o momento de “sistematizar os co-
nhecimentos”, refletir e analisar sobre o que os(as) estu-
dantes já aprenderam. Para tanto, é necessário retomar 
alguns pontos da Prática de Oralidade/Leitura/Análise 
Linguística e Semiótica (Contextualizando o gênero, o 
tema e o campo) e a parte do (Ampliando os conhecimen-
tos) na prática de Leitura/Análise Linguística e Semiótica. 
Afinal, para que os(as) estudantes aprendam de modo 
efetivo, é fundamental observar as intenções/repetições/
retomadas propositais a serviço do desenvolvimento do 
processo de ensino e aprendizagem da língua/linguagem. 
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As Figuras de Linguagem, também chamadas de “fi-
guras de estilo”, são recursos usados para dar maior ên-
fase à comunicação, o que torna essa comunicação mais 
expressiva e criativa. Assim, para utilizar esses recursos 
é necessário retomar: “Denotação”, que é o sentido real 
(dicionarizado) da palavra e “Conotação”, que é o sentido 
conotativo, figurado e criativo da linguagem. O sentido fi-
gurado das palavras contribuem para a plurissignificação 
das palavras/expressões, das várias ideias, como as meta-
fóricas, paradoxais, entre outras. O sentido/significado das 
palavras /expressões podem mudar ou ganhar outros sig-
nificados, outras interpretações dependendo do contexto.
16. No título da obra “O Rei da Vela", a “vela” não tem 
grande valor econômico ou social, porém, a personagem 
que carrega esse título se torna o centro da manipulação 
e do poder, evidenciando a inversão de valores e a super-
ficialidade da sociedade retratada. Nessa figuratividade, 
observa-se, predominantemente, uma 
(A) ideia paradoxal.
(B) ideia metafórica.
(C) ideia de exagero.
(D) retórica semântica.
(E) atenuação do fato.
E o ponto de vista sobre a personagem Abelardo sobre 
tal fato é: “Todo o arsenal do teatro moralistas dos nossos 
avós. Nada disso me impressiona nem impressiona mais o 
público… A chave milagrosa da fortuna, uma chave yale… 
Jogo com ela!”
D14 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
15. A peça se passa em um cenário de crise econômica, 
na qual a aristocracia decadente se une à burguesia em 
ascensão, e Abelardo I se aproveita dessa situação para 
prosperar. Desse contexto infere-se que ele
(A) se importa com o que a sociedade pensa sobre ele e 
sente envergonhado pelos espectros do passado. 
(B) representa a ganância e a falta de ética que, segundo 
a obra, caracterizam essa fase da história do Brasil. 
(C) comprou muitas fazendas com o seu próprio dinheiro 
trabalhando muito em prol da indústria da economia.
(D) é símbolo de coragem pelo fato de assumir o que 
fez no passado e ainda afirmar que os avós são 
moralistas.
(E) defende a concorrência entre os grandes latifundi-
ários e proprietários paulistas desde que os fracos 
sejam considerados.
Gabarito B.
D4- Inferir uma informação implícita em um texto.
Professor(a), auxilie os(as) estudantes na interpretação do tí-
tulo do texto “O Rei da Vela” relacionando-o ao texto. Explo-
re com eles as ideias metafóricas, paradoxais entre outras.
Gabarito A.
D18- Reconhecer o efeito de sentido decorrente da ex-
ploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. 
De olho no Enem!
17. (ENEM) - 2019.
Estudante, para chegar à resposta da questão (Enem), 
além da leitura analítica do texto, é necessário considerar 
o gênero textual, bem como compreender o enunciado: 
“O fragmento da peça teatral de Oswald de Andrade 
ironiza a reação da sociedade brasileira dos anos 1930 
diante de determinada vanguarda europeia. Nessa vi-
são, atribui-se ao público leitor uma postura”, considere a 
ideia e as palavras-chave do enunciado, bem como o que 
predominava ao resgatar estilos, padrões do passado. 
HELOÍSA: Faz versos? 
PINOTE: Sendo preciso... Quadrinhas... Acrósticos... So-
netos... Reclames.
 HELOÍSA: Futuristas? 
PINOTE: Não senhora! Eu já fui futurista. Cheguei a 
acreditar na independência... Mas foi uma tragédia! Co-
meçaram a me tratar de maluco. A me olhar de esguelha. 
A não me receber mais. As crianças choravam em casa. 
Tenho três filhos. No jornal também não pagavam, devido 
à crise. Precisei viver de bicos. Ah! Reneguei tudo. Arran-
jei aquele instrumento (Mostra a faca) e fiquei passadista. 
ANDRADE, O. O rei da vela. São Paulo: Globo, 2003. 
O fragmento da peça teatral de Oswald de Andrade ironi-
za a reação da sociedade brasileira dos anos 1930 diante de 
determinada vanguarda europeia. Nessa visão, atribui-se ao 
público leitor uma postura 
(A) preconceituosa, ao evitar formas poéticas simplifi-
cadas. 
(B) conservadora, ao optar por modelos consagrados.
(C) preciosista, ao preferir modelos literários eruditos. 
(D) nacionalista, ao negar modelos estrangeiros. 
(E) eclética, ao aceitar diversos estilos poéticos.
Disponível em:chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/pro-
vas/2019/2019_PV_impresso_D1_CD1.pdf. Acesso em 20 de ago. 2025.
Gabarito B
Competência de área 4(Enem) H13 - Analisar as diversas 
produções artísticas como meio de explicar diferentes 
culturas, padrões de beleza e preconceitos.
(EM13LP01) Relacionar o texto, tanto na produção como 
na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu 
contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência 
previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel 
social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma 
a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e 
de análise crítica e produzir textos adequados a diferen-
tes situações.
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18. (ENEM) - 2016.
Estudante, para chegar à resposta da questão 
(Enem), além da leitura analítica do texto, é necessário 
considerar o gênero textual, bem como compreender o 
enunciado: “Nesse texto teatral, o emprego das expres-
sões “o peste” e “cachorro da molést’a” contribui para”, 
considere que ao empregar tais expressões na cons-
trução do texto, o autor teve uma intenção, portanto,há uma ideia de finalidade, principalmente, no final do 
enunciado com o termo ‘para’. Reflita também sobre as 
variações linguísticas. 
PINHÃO sai ao mesmo tempo que BENONA entra. 
BENONA: Eurico, Eudoro Vicente está lá fora e quer falar 
com você. 
EURICÃO: Benona, minha irmã, eu sei que ele está lá fora, 
mas não quero falar com ele. 
BENONA: Mas Eurico, nós lhe devemos certas atenções. 
EURICÃO: Você, que foi noiva dele. Eu, não! 
BENONA: Isso são coisas passadas. 
EURICÃO: Passadas para você, mas o prejuízo foi meu. 
Esperava que Eudoro, com todo aquele dinheiro, se tor-
nasse meu cunhado. Era uma boca a menos e um patri-
mônio a mais. E o peste me traiu. Agora, parece que ouviu 
Gabarito B.
Competência de área 8 (Enem): H25 - Identificar, em tex-
tos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que sin-
gularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e 
de registro. / H26 - Relacionar as variedades linguísticas 
a situações específicas de uso social.
D13- Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o 
locutor e o interlocutor e um texto.
dizer que eu tenho um tesouro. E vem louco atrás dele, 
sedento, atacado de verdadeira hidrofobia. Vive farejan-
do ouro, como um cachorro da molest’a, como um urubu, 
atrás do sangue dos outros. Mas ele está enganado. Santo 
Antônio há de proteger minha pobreza e minha devoção.
SUASSUNA, A. O santo e a porca. Rio de Janeiro: José Olympio, 2013 (fragmento).
Nesse texto teatral, o emprego das expressões “o peste” e 
“cachorro da molést’a” contribui para
(A) marcar a classe social das personagens. 
(B) caracterizar usos linguísticos de uma região. 
(C) enfatizar a relação familiar entre as personagens. 
(D) sinalizar a influência do gênero nas escolhas voca-
bulares. 
(E) demonstrar o tom autoritário da fala de uma das 
personagens.
Disponível em:chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/pro-
vas/2016/2016_PV_impresso_D2_CD5.pdf. Acesso em 20 de ago. 2025.
CAMPO JORNALÍSTICO - MIDIÁTICO
Produção Textual
OBJETOS DE CO-
NHECIMENTO
Gênero discursivo / textual: Charge
Produção de texto escrito.
HABILIDADES 
DC-GOEM
(EM13LP15) Planejar, produzir, revisar, editar, reescrever e avaliar textos escritos e multissemióticos, 
considerando sua adequação às condições de produção do texto, no que diz respeito ao lugar social a ser 
assumido e à imagem que se pretende passar a respeito de si mesmo, ao leitor pretendido, ao veículo e 
mídia em que o texto ou produção cultural vai circular, ao contexto imediato e sócio-histórico mais geral, 
ao gênero textual em questão e suas regularidades, à variedade linguística apropriada a esse contexto 
e ao uso do conhecimento dos aspectos notacionais (ortografia padrão, pontuação adequada, mecanis-
mos de concordância nominal e verbal, regência verbal etc.), sempre que o contexto o exigir.
HABILIDADES DC-
-GO AMPLIADO 
PARA RECOMPO-
SIÇÃO
(EF69LP07-A) Produzir textos em diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto de pro-
dução e circulação – os enunciadores envolvidos, os objetivos, o gênero, o suporte, a circulação -, ao modo 
(escrito ou oral; imagem estática ou em movimento etc.), à variedade linguística e/ou semiótica apropriada 
a esse contexto, à construção da textualidade relacionada às propriedades textuais e do gênero).
Prática de Produção de Texto
Professor(a), oriente os(as) estudantes durante a produção 
de texto! Reflita com eles(as) sobre a proposta de escrita 
realizando atividades de leitura, interpretação de texto, 
análise das marcas linguísticas presentes nos textos da 
“motivadores” e em outros que porventura você leve para 
a sala de aula. Retome as características próprias do gêne-
ro “Charge”: elementos que compõem o texto, aspectos lin-
guísticos e semióticos dentre outros. Construa, junto com 
os(as) estudantes, estratégias para que desenvolvam capa-
cidades de antecipar os significados de um texto, relacio-
nar e selecionar informações, fazer inferências, identificar 
pelo contexto palavras que eles(as) ainda não conhecem o 
significado dentre outros aspectos. Ao longo do processo 
de produção, é fundamental retomar com os(as) estudan-
tes os conhecimentos adquiridos na sequência de ativi-
dades do gênero resenha (contexto de produção e circu-
lação, forma composicional do gênero etc.). Auxilie os(as) 
estudantes durante toda a produção escrita, bem como 
nas “orientações gerais para produzir a resenha crítica”. 
Apresentamos no final da proposta de produção de texto, 
os “critérios de avaliação” (rubrica) para o gênero resenha 
crítica. Consideramos a “produção textual” parte do eixo: 
“Sistematizando os conhecimentos.”
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PRODUÇÃO TEXTUAL
Caro(a) estudante, nesta etapa, você irá produzir 
uma Charge. Para isso, leia e interprete a proposta de 
escrita, os textos motivadores, observe as característi-
cas e a estrutura do gênero, bem como relembre as ex-
plicações sobre esse gênero realizadas durante as aulas 
pelo(a) seu(sua) professor(a). Siga o passo a passo das 
“orientações gerais para produzir o seu texto”. 
HORA DE PRODUZIR!
1. O gênero textual Charge é um texto que apresenta 
elementos verbais e não verbais e tem como objetivo te-
cer críticas diante de acontecimentos da atualidade, isso 
pode ocorrer também por meio da ironia e da sátira. Por 
ser um texto do campo jornalístico, esse gênero pode ser 
encontrado com frequência em jornais, revistas e mídias 
digitais. Com os avanços tecnológicos, a charge passou a 
produções audiovisuais mantendo características do gê-
nero, como a sátira e a ironia. 
Imagine que você seja um cartunista e tenha sido con-
vidado para produzir uma charge com o objetivo de vei-
cular em uma revista ou no meio virtual sobre o tema: “O 
preço alto do café na contemporaneidade”. Atente para a 
criticidade – uso de elementos, como “ironia” e a “sátira”, 
as possíveis variações linguísticas, bem como a linguagem 
verbal e não verbal dentre outros importantes aspectos 
necessários à produção do gênero textual “charge.” Use a 
sua criatividade! 
2. Leia os textos motivadores a seguir.
Texto I
Disponível em https://www.facebook.com/jairkobe/posts/o-pre%C3%A7o-do-caf%C3%A9-e-dos-ovos-subiu-tanto-que-agora-d%C3%A-
1-at%C3%A9-pra-negociar-um-lote-que/1182442619905163/. Acesso em 20 de ago. 2025.
Texto II
Preço do café aumenta 80% em 12 meses e tem maior 
inflação em 30 anos
Segundo o IBGE, essa é a maior alta do café moído, em 
12 meses, desde a introdução do real. Problemas climáticos 
afetaram produção global.
O preço do café moído já subiu 80,2% nos últimos 12 
meses, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumi-
dor Amplo (IPCA),  divulgado nesta sexta-feira. De acor-
do com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE), essa é a maior inflação acumulada do café moído 
em 12 meses desde maio de 1995, quando o índice foi de 
85,5%. A alta em 12 meses também é a maior  desde a 
introdução do real. O cálculo do índice de maio de 1995 
considera também os preços do mês de junho de 1994 – 
antes, portanto, da implementação da moeda.
Nesse período, a fruta foi impactada pelo calor e a seca 
que atingiram o país, entre outros fatores que afetaram a 
produção. O preço do café moído subiu 4,48% somente 
em abril. É uma desaceleração em relação aos meses an-
teriores – em março, por exemplo, a alta foi de 8,14%. Em 
fevereiro, a inflação do café foi de 10,77%, a maior subida 
mensal em 26 anos. Segundo o gerente do IPCA, Fernan-
do Gonçalves, o preço segue influenciado pela tendência 
internacional de alta. “E o dólar também acaba encarecen-
do”, disse Gonçalves, segundo o Valor Online.
Em fevereiro, a Associação Brasileira da Indústria de 
Café (Abic) já havia alertado que os preços iam continuar 
subindo nos dois meses seguintes porque a indústria ain-
da não havia repassado todo o custo da compra de café 
em grão.O que fez o café subir tanto?
Confira abaixo alguns fatores que prejudicaram a pro-
dução e elevaram os preços do café, segundo especialis-
tas ouvidos pelo g1.
Calor e seca:  no ano passado, o clima gerou um es-
tresse na planta, que, para sobreviver, precisou abortar 
os frutos, ou seja, impedir o seu desenvolvimento. Mas 
problemas, como geadas e ondas de calor, vêm aconte-
cendo há 4 anos no Brasil. No período, a indústria teve um 
aumento de custos de 224% com matéria-prima e, para os 
consumidores, o café ficou 110% mais caro.
Queda de oferta global: grandes produtores, como 
o Vietnã, enfrentaram problemas climáticos e sofreram 
quebra de safra.
Maior custo de logística: as guerras no Oriente Médio 
encareceram o embarque do café nas vendas internacio-
nais, elevando também o preço dos contêineres, principal 
meio para a exportação.
Aumento do consumo: o café é a segunda bebida mais 
consumida no Brasil e no mundo, atrás apenas da água. Os 
produtores brasileiros têm aberto espaço em novos mer-
cados internacionais, o que influencia na oferta da bebida 
internamente.
A China, por exemplo, se tornou um novo mercado 
para o café brasileiro. Desde 2023, o país saiu da 20ª para 
a 6ª posição no ranking dos principais importadores de 
café do Brasil, que é o maior produtor e exportador mun-
dial do grão.
Disponível em:https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2025/05/10/preco-do-cafe-aumenta-80percent-em-12-meses-e-
-tem-maior-inflacao-em-30-anos.ghtml. Acesso em 20 de ago. 2025 (Adaptado).
 
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ORIENTAÇÕES GERAIS PARA PRODUZIR A CHARGE:
1) Ao redigir o seu texto, obedeça às características do 
gênero textual “charge”.
2) Faça um projeto de texto antes de iniciar a sua produ-
ção, leia os textos motivadores, marque palavras/expres-
sões/trechos-chave. 
3) Organizar é o primeiro passo para elaborar o seu texto.
4) Anote os principais aspectos da sua produção retoman-
do as características do gênero.
5) Reflita sobre os textos motivadores que você leu. 
6) Pense nos aspectos de criticidade.
7) Reflita sobre a possível ironia e humor que você pode 
trazer para a sua charge.
8) A linguagem do seu texto deve ser acessível ao público/leitor.
9) Pense nas personagens o que elas vão dizer/criticar so-
bre o assunto? Quais serão os gestos, as expressões fisio-
nômicas que você dará a elas?
10) Se achar interessante pode criar um título para a sua 
charge.
11) Releia o texto e faça a reescrita. 
Professor(a), apresentamos a seguir os critérios de análi-
se e avaliação (rubrica) para facilitar a avaliação do gêne-
ro proposto aos (às) estudantes na “produção de texto”. 
Sugerimos que você preencha o valor da pontuação, con-
forme considerar necessário.
Critérios de análise e avaliação – Gênero textual 
Charge
Critério Pontu-
ação Descritor
Tema – O texto se reporta de forma pertinente ao 
tema do tema/assunto abordado?
Adequação 
ao gênero –
Adequação discursiva
• O texto apresenta os aspectos compo-
sicionais do gênero, como título, con-
textualização e apresentação do tema/
assunto?
• O texto apresenta a linguagem verbal e 
não verbal?
• Há criticidade?
• Há a presença de humor e/ou ironia?
• O texto apresenta linguagem clara e 
acessível ao público?
Adequação linguística
• O uso da linguagem verbal e não verbal 
está adequado à escolha dos elementos 
textuais?
• A linguagem está de acordo com a situa-
ção de comunicação.
Marcas de 
autoria
• Há algum registro que evidencia uma 
variação linguística? Como gírias, por 
exemplo?
• O desenho apresenta um estilo? Mais 
caricatural, exagerado?
Convenções 
da escrita –
• O texto está de acordo com as conven-
ções da escrita (ortografia, acentuação, 
pontuação, morfossintaxe) consideran-
do o leitor?
• O texto apresenta alguma marca ou va-
riação linguística a serviço da produção 
de sentido no texto?
REVISITANDO A MATRIZ
Caro(a) estudante, finalizando este material, vamos 
resolver questões / itens para revisitar alguns descrito-
res com o objetivo de refletir sobre quais habilidades 
linguísticas já conhecemos e dominamos de modo efi-
ciente. Vamos lá?
Professor(a), para fi nalizar as atividades propostas neste 
material, vamos revisitar a Matriz do Saeb trabalhando 
com alguns descritores: D5/D12/D6/D13/D15/D15/D4/
D7/D8/D2/D14/D15/D20/D21. Conforme pressupostos 
teóricos que norteiam os instrumentos de avaliação, essa 
matriz é o referencial do que será avaliado, nesse caso, em 
Língua Portuguesa, informando as competências e habi-
lidades esperadas dos(as) estudantes. O trabalho com as 
questões/itens contribui para que sejam identifi cadas/
compreendidas algumas fragilidades que devem ser su-
peradas pelos(as) estudantes que precisam dominar habi-
lidades que os(as) capacitem a viver em sociedade, sendo 
sujeitos e atuando, de modo adequado e relevante, nas 
mais diversas situações comunicativas. Nesse sentido, é 
necessário considerar que os descritores indicam as habi-
lidades linguísticas que precisam ser desenvolvidas com 
profi ciência pelos(as) estudantes. O descritor, propria-
mente dito, é o detalhamento de uma habilidade cognitiva 
(em termos de grau de complexidade) que está sempre 
associada a um determinado conteúdo que o(a) estudante 
deve dominar. Entendemos que o foco do nosso material 
é o trabalho com a Recomposição de Aprendizagem e o 
avanço da profi ciência por meio de atividades que desen-
volvem as habilidades do currículo, porém é importante 
retomar alguns descritores já estudados para refl etir so-
bre determinadas competências básicas e essenciais e, 
assim, permitir que os(as) estudantes consolidem com-
petências fundamentais para o exercício da cidadania nas 
diversas situações comunicativas, como a participação 
exitosa nas avaliações externas.
Leia o texto.
Disponível em:https://plataformaassaad.com.br/questao-51-caderno-azul-do-enem-2024-ppl-dia-1/. Acesso em 20 de ago. 2025.
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Leia o texto.
Disponível em https://www.aio.com.br/questions/content/ao-relacionar-o-problema-da-seca-a-inclusao-digital-essa-charge-faz-uma. 
Acesso em 20 de ago. 2025.
2. Esse texto relaciona o problema da seca à inclusão digi-
tal com a finalidade de 
(A) informar como as pessoas vivem no sertão.
(B) relatar um fato sobre as pessoas que vivem em lu-
gares secos.
(C) expor o problema da inclusão digital que afeta uma 
minoria.
(D) descrever uma situação na qual pessoas trabalham 
o dia todo com sede.
(E) criticar escolhas prioritárias no atendimento às re-
ais necessidades das pessoas.
Disponível emhttps://encontreumnerd.com.br/blog/dia-do-profissional-de-ti-meme?srsltid=AfmBOoq41KYHsMEWGAlOoSAH5P-
rWM1HKVMfGfQWG4yNzBUSp-EDSjJYW. Acesso em 20 de ago. 2025.
3. O assunto principal desse texto é
(A) o conserto de impressoras.
(B) o funcionamento do Facebook.
(C) a formatação de computadores.
(D) a ocupação do profissional de TI. 
(E) a preocupação com o uso do Facebook.
Leia o texto.
Disponível em https://encontreumnerd.com.br/blog/dia-do-profissional-de-ti-meme?srsltid=AfmBOoq41KYHsMEWGAlOoSAH5P-
rWM1HKVMfGfQWG4yNzBUSp-EDSjJYW. Acesso em 20 de ago. 2025.
Leia o texto.
1. O direito social do cidadão evidenciado na charge suge-
re adotar qual medida?
(A) A ampliação do acesso à habitação.
(B) A apresentação de casas populares ao ar livre.
(C) A venda de casas mais baratas aos brasileiros.
(D) A construção de casas apenas para quem mora na rua.
(E) A sugestão de moradias no espaço urbano para 
quem vive nas ruas.
Gabarito A.
D5- Interpretar um texto com auxílio de material gráfico 
diverso ( propagandas, quadrinhos, foto etc.)
Gabarito E.
D12 - Identificar a finalidade de textos de diferentes gê-
neros.
Gabarito D.
D6- Identificar o tema de um texto.
4. No trecho “Pra uma profissão que nem ainda é regulamen-
tada?”, o termoem destaque é um exemplo de linguagem
(A) padrão. (D) literária.
(B) informal. (E) jornalística.
(C ) técnica.
Gabarito B.
D13- identificar as marcas linguísticas que evidenciam o 
locutor e o interlocutor de um texto. 
5. Em “Se der sorte...”, o termo destacado estabelece uma 
relação de 
(A) condição. (D) finalidade.
(B) oposição. (E) proporção.
(C) conclusão. 
Gabarito A.
D15- Estabelecer relação lógico-discursivas presentes no 
texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
6. No trecho “Olha, programador, hoje é o dia do profis-
sional de TI.”, na expressão destacada predomina uma cir-
cunstância de 
(A) lugar. (D) dúvida.
(B) modo. (E) intensidade.
(C) tempo.
Gabarito C.
D15- Estabelecer relação lógico-discursivas presentes no 
texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
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Lei o texto.
O Rei da Vela (1937 - Fragmento)
Oswald de Andrade
2º Ato 
(...)
ABELARDO I — O catolicismo declara que esta vida é um 
simples trânsito. De modo que os que passaram mal, tra-
balhando para os outros, devem se resignar. (...)
HELOÍSA — E os outros? 
ABELARDO I — Os outros não precisam nem acreditar. 
Podem até adotar o ceticismo ioiô. A vida é um eterno ir 
e vir… ioiô…
 HELOÍSA — E quando enrosca? 
ABELARDO I — Aí apela-se para Schopenhauer. (...) O 
mundo então é uma miséria.(...). Só há um remédio. O sal-
to no Nirvana. 
HELOÍSA — Por isso é que você se aniquilou em mim… 
ABELARDO I — De fato, a minha vida enroscou na sua, 
Heloísa. Num momento grave, em que é preciso lutar e 
vencer. Sem piedade. De uma maneira fascista mesmo. 
Vou me aliar ao Perdigoto e ao Bensaúde. Eles têm utilidade. 
HELOÍSA — Você disse que aqui isso não seria possível. 
ABELARDO I — Tenho estudado melhor. Somos parte de 
um todo ameaçado — o mundo capitalista. Se os banquei-
ros imperialistas quiserem… Você sabe, há um momento 
em que a burguesia abandona a sua velha máscara libe-
ral. Declara-se cansada de carregar nos ombros os ideais 
de justiça da humanidade, as conquistas da civilização e 
outras besteiras! Organiza-se como classe. Policialmen-
te. Esse momento já soou na Itália e implanta-se pouco a 
pouco nos países onde o proletariado é fraco ou dividido… 
ANDRADE, Oswald. O Rei da Vela. 2. Ed. São Paulo: Globo, 2003, p. 89-90
7. No trecho “ABELARDO I — O catolicismo declara que 
esta vida é um simples trânsito. De modo que os que pas-
saram mal, trabalhando para os outros, devem se resig-
nar.”, considerando a fala de Aberlado I, infere-se que 
(A) a vida pode ser comparada ao trânsito, pois é rápida 
e passageira.
(B) o catolicismo é uma religião que deve ser seguida 
pelas pessoas trabalhadoras.
(C) muitas pessoas trabalham demasiadamente para 
outras pessoas e ficam doentes.
(D) o ato de trabalhar para os outros contribui com as 
resignação das pessoas católicas.
(E) o catolicismo levaria à resignação durante a vida em 
prol de uma recompensa após a morte.
Gabarito E.
D4- Inferir uma informação implícita em um texto.
Leia o texto.
Redação nota mil (Enem- 2024) com o tema: "Desafios 
para a valorização da herança africana no Brasil"
O "ciclo do ouro" – ocorrido no Brasil no século XVIII – 
acarretou o aumento do número de escravos provenientes do 
continente africano no país, trazidos com graves diferenças 
culturais entre si, sem que fossem levados em consideração os 
aspectos regionais e sociais de suas origens, ocasionando uma 
homogeneização forçada de indivíduos. Atualmente, de for-
ma análoga à História Colonial Brasileira, ainda há uma forte 
tendência à padronização cultural da África, desprezando sua 
pluralidade e seu legado. Assim, dois grandes desafios para a 
valorização da herança africana no Brasil devem ser debela-
dos: as políticas públicas ineficazes e as falhas educacionais.
Diante do cenário exposto, as políticas públicas ineficazes 
possibilitam a desvalorização do legado africano no país, uma 
vez que elas impedem o estabelecimento concreto de uma re-
visão histórica pautada em mais oportunidades, proteção e 
visibilidade para pessoas pretas. Consoante o sociólogo Émile 
Durkheim, uma sociedade sem regras claras, sem valores e 
sem limites encontra-se em estado de anomia social. Nesse 
sentido sociológico, esse estado anômico pode ser observado 
na hodierna realidade brasileira, na medida em que as políti-
cas públicas ineficientes permitem o desprezo e o desrespeito 
com as religiões de matriz africana, a desassistência em áreas 
quilombolas e a ausência de representatividade em propa-
gandas, por exemplo. Com base nisso, uma mudança urgen-
te e pragmática deve ser realizada, visando à transformação 
dessa conjuntura, de modo a não só valorizar a herança afri-
cana no país, como também a protegê-la.
Ademais, as falhas educacionais também constituem-se 
como importantes fatores que aprofundam o descaso com o 
legado africano no Brasil. Segundo o filósofo Immanuel Kant, 
"o homem é aquilo que a educação faz dele". Sob esse prisma 
filosófico, essas falhas educacionais solidificam mentalidades 
alienadas na população, potencializando preconceitos e ra-
tificando equívocos concernentes à cultura africana no país. 
Nesse viés, a própria formação do cidadão brasileiro - no que 
tange à África e sua herança - é maculada por noções despro-
vidas de veracidade e etnocêntricas, corroborando a desvalo-
rização da pluralidade e das "raízes africanas", presentes em 
campos variados, como a gastronomia, a dança e a religião, 
representados respectivamente, pelo acarajé, pelo tambor de 
crioula e pelo candomblé. Então, torna-se imperiosa a corre-
ção imediata dessas falhas, no sentido de debelar erros e am-
pliar visões africanas positivas.
Infere-se, portanto, que as políticas públicas ineficazes e 
as falhas educacionais configuram-se como os dois desafios 
para a valorização da herança africana no Brasil. Nessa ótica, 
o Governo Federal - órgão máximo responsável pela ordem 
social - deve ampliar as políticas públicas existentes, tornan-
do-as mais eficazes, por intermédio de uma aliança com o 
Professor(a), escolhemos para os próximos itens, uma Re-
dação Nota Mil do Enem. O objetivo é aproveitar a opor-
tunidade para que os(as) estudantes tenham ainda mais 
contato com esses textos. Assim, converse com eles(as) 
sobre a produção desse texto, bem como sobre o tema e 
analise os aspectos estruturais do texto (nota mil), além 
dos cobrados nos itens a seguir.
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Governo Estadual e o Governo Municipal, com a finalidade 
de aumentar a proteção, as oportunidades e a representati-
vidade das pessoas pretas. O Governo Federal também deve 
corrigir as falhas educacionais, por meio da Mídia — grande 
divulgadora de informações — e da Escola, a fim de mitigar 
equívocos, ocasionando a valorização do legado africano. 
Logo, o país possuíra uma estrutura melhor para "dialogar" 
com a herança da África, longe da padronização impositiva 
ocorrida durante o "ciclo do ouro" no século XVIII.
Disponível em https://g1.globo.com/educacao/enem/2024/noticia/2025/03/14/enem-2024-leia-redacoes-nota-mil.ghtml. Acesso em 
21 de ago. 2025.
8. Qual é o trecho que defende a tese?
(A) “Assim, dois grandes desafios para a valorização da 
herança africana no Brasil devem ser debelados: as 
políticas públicas ineficazes e as falhas educacionais.”
(B) “Com base nisso, uma mudança urgente e pragmáti-
ca deve ser realizada, visando à transformação des-
sa conjuntura, de modo a não só valorizar a herança 
africana no país, como também a protegê-la.”
(C) “Ademais, as falhas educacionais também consti-
tuem-se como importantes fatores que aprofun-
dam o descaso com o legado africano no Brasil.”
(D) “O Governo Federal também deve corrigir as falhas edu-
cacionais, por meio da Mídia — grande divulgadora de 
informações — e daEscola, a fim de mitigar equívocos, 
ocasionando a valorização do legado africano.”
(E) “Então, torna-se imperiosa a correção imediata des-
sas falhas, no sentido de debelar erros e ampliar vi-
sões africanas positivas.”
Gabarito A.
D7- Identificar a tese de um texto. 
9. Em qual trecho predomina um argumento de autoridade?
(A) “Consoante o sociólogo Émile Durkheim, uma so-
ciedade sem regras claras, sem valores e sem limi-
tes encontra-se em estado de anomia social.”
(B) “Atualmente, de forma análoga à História Colonial 
Brasileira, ainda há uma forte tendência à padroni-
zação cultural da África, desprezando sua pluralida-
de e seu legado.”
(C )“Nesse viés, a própria formação do cidadão brasi-
leiro - no que tange à África e sua herança - é ma-
culada por noções desprovidas de veracidade e 
etnocêntricas, corroborando a desvalorização da 
pluralidade e das "raízes africanas...”
(D) “Nessa ótica, o Governo Federal - órgão máximo 
responsável pela ordem social - deve ampliar as po-
líticas públicas existentes, tornando-as mais efica-
zes, por intermédio de uma aliança com o Governo 
Estadual e o Governo Municipal...”
(E) “Logo, o país possuíra uma estrutura melhor para 
"dialogar" com a herança da África, longe da pa-
dronização impositiva ocorrida durante o "ciclo do 
ouro" no século XVIII.”
Gabarito A.
D8- Estabelecer relações entre atese e os argumentos 
oferecidos para sustentá-la.
10. No trecho “Com base nisso, uma mudança urgente e 
pragmática deve ser realizada, visando à transformação 
dessa conjuntura, de modo a não só valorizar a herança 
africana no país, como também a protegê-la.”, o termo ‘la’ 
se refere à 
(A) matriz africana. (D) mudança urgente.
(B) revisão histórica. (E) realidade brasileira.
(C) herança africana.
Gabarito C.
D2- Estabelecer relações entre partes de um texto, iden-
tificando repetições ou substituições que contribuem 
para a continuidade de um texto.
11. Em qual trecho predomina um fato?
(A) “O "ciclo do ouro" – ocorrido no Brasil no século 
XVIII...”
(B) “Com base nisso, uma mudança urgente e pragmáti-
ca deve ser realizada...”
(C) “...as políticas públicas ineficazes possibilitam a des-
valorização do legado africano...”
(D ) “...as falhas educacionais também constituem-se 
como importantes fatores que aprofundam o des-
caso com o legado africano no Brasil.”
(E) “... as políticas públicas ineficazes e as falhas educa-
cionais configuram-se como os dois desafios para a 
valorização da herança africana no Brasil.”
Gabarito A.
D14- Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
12. No trecho “Consoante o sociólogo Émile Durkheim...”, 
o termo destacado estabelece uma relação de 
(A) oposição. (D) finalidade.
(B) condição. (E )conformidade.
(C) conclusão.
Gabarito E.
D15- Estabelecer relação lógico-discursivas presentes no 
texto, marcadas por conjunções, advérbios etc.
13. No trecho “Com base nisso, uma mudança urgente e 
pragmática deve ser realizada, visando à transformação 
dessa conjuntura, de modo a não só valorizar a herança 
africana no país, como também a protegê-la.”, na expres-
são destacada predomina uma ideia de 
(A) obrigatoriedade. (D ) permissão.
(B) possibilidade. (E) proibição.
(C) efetividade.
Gabarito A.
(EM13LP01) Relacionar o texto, tanto na produção como na 
leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu con-
texto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previs-
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Secretaria de Estado
da Educação
SEDUC
Revisa 3ª Série - Língua Portuguesa e Matemática - 4º Bimestre/2025
33
tos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel social do 
autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as 
possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica 
e produzir textos adequados a diferentes situações.
Profª Andréia Braga da Silva 
Colégio Estadual Jardim Balneário Meia Ponte.
CRE- Goiânia - Goiás
Leia os textos.
Texto I
O lado sombrio da tecnologia
[...] “O Alzheimer, à medida que avança, provoca a per-
da de células cerebrais, conduzindo o paciente a um es-
tado de alienação crescente. [...] computadores, tablets, 
smartphones, enfim, todos os dispositivos interativos, 
quando usados excessiva e ininterruptamente, deixam a 
mente em um estado de confusão sobre o aqui e o agora 
muito semelhante aos efeitos do Alzheimer. As pessoas 
nesse estado perdem momentaneamente a noção clara 
do que seja passado, presente ou futuro. Alguém imer-
so nesse universo virtual está sempre de prontidão para 
responder rapidamente a um e-mail ou uma mensagem 
de bate-papo. Essa disponibilidade instantânea para os 
apelos digitais interativos, dominada pelos sentidos e não 
pela cognição, deixa a mente em um estado semelhante 
ao provocado pelo Alzheimer ou mesmo pelo autismo. 
Ainda não existem evidências de que o cérebro sadio sub-
metido de maneira intermitente a esses estímulos sofrerá 
transformações fisiológicas permanentes. No entanto, 
essa é uma hipótese a se considerar a longo prazo. [...]
(GREENFIELD, Susan. Veja, São Paulo, n. 2, Ano 46, p.15-16, 9 jan. 2013.) 
Texto II
Relação entre redes sociais e saúde mental
Essa relação é complexa. O principal problema, se-
gundo o dr. Kieling, é que faltam estudos mais comple-
tos sobre o tema. 
“A gente tem uma espécie de caixa preta que a gente 
não sabe muito sobre o que está acontecendo no uso das 
redes sociais. A imensa maioria dos estudos que buscou 
esse tipo de associação são estudos que vão olhar para 
o tempo de tela, e mais do que isso, tempo de tela relata-
do. Não é tempo medido objetivamente”, explica.
Isso significa que, ao ser questionada sobre o seu 
tempo de tela, a pessoa pode ter uma percepção dife-
rente da realidade e dar uma resposta que não é exata.
“Existem alguns estudos menores, mostrando as-
sociações temporais, inclusive estudos mostrando que 
um uso excessivo de telas pode aumentar de duas a três 
vezes a probabilidade de ter sintomas elevados de de-
pressão e ansiedade ali na frente. Mas a gente ainda tem 
muito pouco dado. E a principal barreira que nós temos 
aqui é que as empresas de tecnologia, de mídias sociais, 
não compartilham os dados”, completa. [...]
(DRAUZIO VARELLA. Como a internet pode impactar a saúde mental dos adolescentes? São Paulo: Portal Drauzio Varella, 27 jun. 2022.) 
14. Comparando os dois textos fica evidente que 
(A) ambos os textos tratam do avanço do Alzheimer e 
do autismo na contemporaneidade.
(B) ambos os textos abordam a relação do uso das tec-
nologias, redes sociais e saúde mental.
(C) ambos os textos falam sobre a saúde do cérebro, os 
estímulos e sobre as transformações fisiológicas.
(D) o Texto I apresenta o estado de alienação crescen-
te das pessoas que utilizam tablets, smartphones 
e outros dispositivos.
(E) o Texto II argumenta sobre estudos que destacam 
o aumento da depressão e ansiedade pelo uso ex-
cessivo de telas.
Gabarito B.
D20- Reconhecer diferentes formas de tratar uma infor-
mação na comparação de textos que tratam do mesmo 
tema, em função das condições em que ele foi produzido 
e daquelas em que será recebido.
15. Considerando os posicionamentos expressos nos dois 
textos sobre os problemas do uso da tecnologia e das do-
enças mentais, depreende-se que essas opiniões são
(A) iguais. (D) equivocadas.
(B) distintas. (E) semelhantes.
(C) ambíguas.
Gabarito B.
D21- Reconhecer posições distintas entre duas ou mais 
opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
Leia o texto.
Disponível em:.https://destaqueregional.jor.br/images/noticias/6152/2a20bfa6eebfc19880ed60b4a96355fd.webp. Acesso em: 29 ago. 2025.
16. A charge ilustra um problema presente na sociedade 
contemporânea, que se caracteriza pelo/a
(A) necessidade de conscientização das pessoas com 
o desperdício de água. 
(B) comportamento adequado das pessoas diante da 
crise da água. 
(C) situação de descaso com a preservação da água 
tratada. 
(D) desrespeito com o pedido de “socorro” da água.
(E) dificuldade de distribuição de água tratada. 
Gabarito C.GRUPO DE ATIVIDADES 2 ..........................................................................................................................................................................................................................................47
REVISITANDO A MATRIZ ............................................................................................................................................................................................................................................50
VAMOS AVANÇAR? .........................................................................................................................................................................................................................................................51
REVISITANDO A MATRIZ ............................................................................................................................................................................................................................................53
VAMOS SISTEMATIZAR? .............................................................................................................................................................................................................................................53
REVISITANDO A MATRIZ ............................................................................................................................................................................................................................................55
GRUPO DE ATIVIDADES 3 ..........................................................................................................................................................................................................................................56
REVISITANDO A MATRIZ ............................................................................................................................................................................................................................................58
VAMOS AVANÇAR? .........................................................................................................................................................................................................................................................58
VAMOS AMPLIAR? ...........................................................................................................................................................................................................................................................62
VAMOS SISTEMATIZAR? .............................................................................................................................................................................................................................................64
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4
Revisa Goiás
LÍNGUA PORTUGUESA
DIALOGANDO COM O(A) PROFESSOR(A)
Prezado(a) professor(a), o material de Língua Portuguesa - REVISA GOIÁS - segue desenvolvendo a Recomposição 
da Aprendizagem dos(as) estudantes do Estado de Goiás, priorizando o currículo na elaboração das atividades propos-
tas. É fundamental reforçar que todo o trabalho tem como centralidade o texto/gênero, objeto de estudo da língua, 
considerando as práticas de linguagem que estão organizadas nos quatro grandes eixos: Oralidade; Leitura/Escuta; 
Produção (escrita e multissemiótica) e Análise Linguística/Semiótica, articulados nos Campos de Atuação, espaços em 
que tais práticas se realizam: Jornalístico Midiático; Vida Pública; Artístico-Literário e Práticas de Estudo e Pesquisa. 
As atividades, neste material, apresentam níveis de gradação, buscando, de início, ativar os conhecimentos prévios 
dos(as) estudantes sobre o gênero textual em estudo. Elas também passam por uma ampliação para, então, sistema-
tizar os conhecimentos. São contemplados também aspectos linguísticos relacionados aos Objetos de Conhecimen-
to/Conteúdos. A elaboração dessas atividades prioriza o desenvolvimento das Habilidades do Documento Curricular 
para Goiás - Etapa Ensino Fundamental (DC-GO Ampliado), na Etapa Ensino Médio (DCGO-EM). Há uma retomada 
proposital em algumas habilidades dos anos anteriores (6º e 7º - progressão vertical) a fim de garantir o desenvolvi-
mento das habilidades dos anos/séries em que o(a) estudante está cursando (progressão horizontal), principalmente, 
com a finalidade de contribuir com o desenvolvimento da “Recomposição da Aprendizagem.” 
O material também apresenta atividades que são elaboradas atendendo à Matriz Saeb/Descritores, sem perder de 
vista as “Habilidades” do documento curricular. Além disso, o material do 9º ano traz algumas questões das provas de 
avaliação externa e na 3ª série do Ensino Médio são consideradas algumas questões do Enem com comentários direcio-
nados ao (à)estudante objetivando auxiliar na leitura/interpretação/compreensão. Já a 1ª e 2ª séries, no material do(a) 
professor(a) intitulado: “Sugestão de avaliação”, apresenta além dos(as) itens/questões, algumas questões do Enem, 
uma vez que entendemos que é necessário que os(as) estudantes já tenham contato com essas questões, pois serão 
cobrados ao final da etapa do Ensino Médio. 
Na estruturação deste material, há um “quadro orientador” com as “Habilidades/Descritores” e com a apresentação 
dos eixos que norteiam o ensino de Língua Portuguesa: Leitura/Oralidade; Análise Linguística e Semiótica e Produção 
Textual. As primeiras atividades partem do “Contextualizando o gênero textual, o tema e o campo de atuação”, com 
base na Prática de Oralidade/Leitura/Análise Linguística e Semiótica. Na sequência, as atividades seguem partindo do 
“Ampliando os conhecimentos” com a Prática de Leitura/Análise Linguística e Semiótica. As atividades mais complexas 
têm início com o “Sistematizando os conhecimentos”, retomando a Prática de Leitura/Análise Linguística e Semiótica. 
No material, foram utilizadas três cores para indicar o nível de gradação das atividades elaboradas. Assim, utilizou-
-se no GRUPO DE ATIVIDADES 1, a marcação amarela para indicar o “Nível Básico” de complexidade, no GRUPO DE 
ATIVIDADES 2 a marcação azul para indicar o “Nível Operacional”, e no GRUPO DE ATIVIDADES 3, a marcação rosa 
para indicar o “Nível Global”. Considerando a complexidade desses níveis, por meio das atividades, são desenvolvidas 
as habilidades do currículo, bem como as habilidades de recomposição de aprendizagem propostas no “quadro orien-
tador”. O material ainda conta com uma parte intitulada “Revisitando a Matriz Saeb”, com itens/questões que priorizam 
os “Descritores” dessa matriz. Na elaboração da “proposta de produção de texto”, é considerado um gênero textual 
trabalhado no decorrer das atividades. Além da coletânea, a proposta de produção apresenta “orientações de escrita 
do gênero” para auxiliar o(a) estudante durante a produção do texto. Essa proposta de escrita também apresenta um 
quadro de “critérios de avaliação” (rubrica) para facilitar o trabalho do(a) professor(a) durante a avaliação do texto. 
 Nessa perspectiva, seguimos, e ressaltamos a importância desse trabalho em nossa rede. É necessário reforçar 
que todas as atividades sequenciadas partem de um gênero/texto, afinal, é esse o objeto de estudo da língua. 
Um excelente trabalho a todos(as)!
Equipe de Língua Portuguesa do Núcleo de Recursos Didáticos / NUREDI
Revisa Goiás
Secretaria de Estado
da Educação
SEDUC
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5
CAMPO JORNALÍSTICO MIDIÁTICO 
Prática de Oralidade / Leitura
OBJETOS DE 
CONHECIMENTO
Gênero discursivo / textual: Charge / Meme
Contexto de produção (época, objetivos, produtor/receptor), circulação e recepção de textos. / Análise 
e produção de discursos nas diversas linguagens e contextos. / Estratégias de leitura e compreensão de 
textos. / Análise, interpretação e produção deD5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico 
diverso (propagandas, quadrinhos, foto, etc.).
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34
Revisa Goiás
COMPREENDENDO O MATERIAL PEDAGÓGICO – Ensino Médio
Caro(a) professor(a), o REVISA GOIÁS 2025 continua objetivando a recomposição e desenvolvimento das apren-
dizagens essenciais previstas nas habilidades do Documento Curricular para Goiás – Etapa Ensino Médio (DC-GOEM). 
No que diz respeito ao componente Matemática no Ensino Médio, o material apresenta atividades organizadas obe-
decendo a progressão do conhecimento no sentido vertical (de um ano para outro) nas habilidades de recomposição e 
horizontal (dentro do mesmo ano que o estudante está cursando) nas habilidades previstas no DC-GOEM ao mesmo 
tempo que conversam com os descritores das avaliações externas como o Sistema de Avaliação da Educação Básica 
(Saeb) garantindo o desenvolvimento integral dos processos cognitivos para o avanço nas próximas etapas.
O REVISA GOIÁS 2025 foi estruturado em três grupos de habilidades (atividades), dispostos em três cores, para 
indicar o nível de gradação entre as habilidades desenvolvidas em cada grupo. Nesse sentido, são considerados os 
conhecimentos essenciais do(a) estudante (habilidades basilares de anos anteriores), bem como as diversas estratégias 
e ferramentas necessárias para o avanço do processo de aprendizagem de cada um. Desse modo:
• utilizou-se a cor amarela, para indicar os descritores e habilidades que opor-
tunizam o desenvolvimento das habilidades de nível “Abaixo do básico / Básico”.
• utilizou-se a cor azul para indicar as atividades que possibilitam que o(a) es-
tudante desenvolvam e aprimorem habilidades de nível “Básico / Proficiente”.
• utilizou-se a cor rosa para indicar as atividades que proporcionem o desen-
volvimento e potencialização de habilidades de nível “Proficiente / Avançado”.
GRUPO DE ATIVIDADES 1 1
GRUPO DE ATIVIDADES 2 2
GRUPO DE ATIVIDADES 3 3
Obs: Entendemos que, quando o(a) estudante desenvolve habilidades de nível avançado, ele(a) já está apto para desenvolver as habili-
dades presentes no corte temporal do ano que se encontra e que foram priorizadas na elaboração deste material.
Busca recapitular conhecimentos basilares referente as habilidades que 
estão em níveis abaixo do básico.
Busca avançar nos conhecimentos basilares que estão em nível abaixo do 
básico fazendo a transição para o nível básico.
Busca ampliar os conhecimentos que estão no nível básico fazendo a 
transição para o nível proficiente.
Busca estruturar, sistematicamente, as habilidades que foram ampliadas, 
de maneira a contemplar o nível de gradação dentro de cada grupo.
Vamos avançar?
Vamos Sistematizar?
o que precisamos 
saber?
Vamos ampliar?
Vale ressaltar que, o REVISA GOIÁS 2025, continua priorizando, em cada corte temporal, pelo menos uma unidade 
temática e, a partir dela, estruturando atividades que contribuirão para o desenvolvimento de habilidades essenciais, 
objetivando que os(as) estudantes alcancem o nível Proficiente / Avançado. 
Nesse sentido, dentro de cada tópico supracitado, temos o momento:
Com itens estruturados, de acordo com as habilidades, de cada corte 
temporal, prescritas no DC-GOEM que se desmembram nos descritores 
da matriz SAEB a serem avaliados nesta etapa de ensino. 
Obs: Caso considere necessário, fique à vontade para inserir atividades que contribuam com a recomposição da aprendizagem do(a) 
estudante e que possibilitarão, também, seu avanço nesse processo. 
Nessa perspectiva, seguimos com esta importante ação na rede Estadual de Educação de Goiás, cientes da ne-
cessidade de um ensino Matemático que oportunize o desenvolvimento das habilidades curriculares para continuar 
avançando em proficiência, com foco no(a) estudante como sujeito desse processo. 
Desejamos a todos um excelente trabalho! 
Equipe de Matemática do Núcleo de Recursos Didáticos / NUREDI / Secretaria de Estado da Educação de Goiás (SEDUC-GO)
MATEMÁTICA
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Objetos de conhecimento
Habilidades de recomposição
1° grupo
DCGO - 
Ampliado
• (EF07MA02-A) Ler, interpretar, resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, como os que lidam 
com acréscimos e decréscimos simples, utilizando a proporcionalidade em contextos diversos.
• (EF07MA02-B) Ler, interpretar, resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, como os que lidam 
com acréscimos e decréscimos simples, utilizando estratégias pessoais, cálculo mental e calculadora, no contexto 
de educação financeira, entre outros.
• (EF07MA05-B) Resolver um mesmo problema com números racionais utilizando diferentes algoritmos, por meio 
das múltiplas representações e significados, tais como frações, porcentagens e decimais, situações diversas.
• (EF08MA04-A) Ler, interpretar, resolver e elaborar problemas que abranjam juros simples e uso de porcenta-
gens no contexto da educação financeira. 
• (EF08MA04-B) Resolver e elaborar problemas, envolvendo cálculo de porcentagens, incluindo o uso de tecnolo-
gias digitais, no contexto da educação financeira.
• (EF09MA05-B) Ler, interpretar, resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, com a ideia de apli-
cação de percentuais sucessivos e a determinação das taxas percentuais, preferencialmente, com o uso de tecno-
logias digitais, no contexto da educação financeira.
• (EF09MA08-A) Reconhecer o uso das regras de três simples e compostas em situações problema que envolvam 
relações de proporcionalidade direta ou inversa entre duas ou mais grandezas.
2º grupo
DCGO 
- Amplia-
do/ DC-
-GOEM
• (EF09MA05-A) Ler, interpretar, resolver e elaborar problemas que envolvam juros simples e juros compostos, 
no contexto da educação financeira.
• (EF09MA05-B) Ler, interpretar, resolver e elaborar problemas que envolvam porcentagens, com a ideia de apli-
cação de percentuais sucessivos e a determinação das taxas percentuais, preferencialmente, com o uso de tecno-
logias digitais, no contexto da educação financeira.
• (EF09MA08-A) Reconhecer o uso das regras de três simples e compostas em situações problema que envolvam 
relações de proporcionalidade direta ou inversa entre duas ou mais grandezas.
• (GO-EMMAT101A) Interpretar dados e informações (econômicas, sociais e fatos relativos às Ciências da Natu-
reza) que envolvam a variação entre grandezas, pesquisando e analisando gráficos (funções e/ou taxas de variação) 
para avaliar situações gerais relativas ao cotidiano.
• (GO-EMMAT104A) Efetuar cálculo de porcentagem (acréscimos, descontos, taxas, entre outros), utilizando pro-
cedimentos matemáticos para compreender conceitos, evidências, taxas, índices e seus usos e intencionalidades 
nas atividades cotidianas divulgados por diferentes meios.
• (GO-EMMAT404A) Compreender o conceito de função analisando situações que especifiquem a dependência 
entre variáveis para modelar e resolver problemas que envolvem variáveis socioeconômicas ou técnico-científicas.
• (GO-EMMAT404E) Resolver problema cuja modelagem utiliza a noção de função, sintetizando informações 
apresentados em mais de uma fonte de conhecimento (no mínimo dois textos, texto e gráfico e/ou tabela etc.) para 
construir alternativas de soluções que eliminem problemas cotidianos.
3º grupo:
DC-GO-
EM
• (GO-EMMAT104C) Interpretar ideias associadas ao uso de taxas e índices de natureza socioeconômica (IDH, 
taxas de inflação, entre outros), investigando os processos de cálculo desses números para analisar criticamente 
a realidade e produzir argumentos.
• (GO-EMMAT304C) Elaborar problemas oriundos de situações do cotidiano que envolvam grandezas de natu-
reza exponencial, utilizando contextos variados (Matemática Financeira, crescimento de diferentes populações, 
entre outros) para ampliar as percepções tanto dos conhecimentos envolvidos como das possibilidades que dire-
cionam àsoluções.
• (GO-EMMAT510A) Pesquisar situações relacionadas às leis de formação ou funções em temas voltados a natu-
reza socioeconômicas, técnico científica etc. registrando os dados relativos ao comportamento das variáveis inves-
tigadas para construir gráficos que possibilitem tomadas de decisões posteriores.
• (GO-EMMAT404C) Analisar funções definidas por uma ou mais sentenças (tabela do Imposto de Renda, contas 
de luz, água, gás etc.), utilizando estratégias, conceitos e procedimentos matemáticos para interpretar situações 
em diversos contextos.
• Porcentagem;
• Acréscimos e descontos;
• Juros simples e compostos; 
• Matemática financeira;
• Sistemas de amortização;
• Imposto de renda.
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Habilidades DC-GOEM
• (GO-EMMAT203A) Determinar os valores de capitais, juros (simples e composto), montantes, taxas e/ou tempos – com as 
conversões de medidas necessárias – de aplicações financeiras, empréstimo etc., utilizando procedimentos matemáticos ade-
quados para compreender conceitos essenciais de investigação, planejamento, execução, participação e análise do mundo con-
temporâneo.
• (GO-EMMAT203B) Compreender os conceitos essenciais da Matemática Financeira, educação financeira e outros, anali-
sando dados e informações de problemas diversos (empréstimos, saúde, educação, finanças, sustentabilidade, tecnologia no 
mundo do trabalho etc.), para aplicar tais conceitos na busca por soluções de problemas.
• (GO-EMMAT203C) Aplicar conceitos matemáticos no planejamento, na execução e na análise de ações, envolvendo a utili-
zação de aplicativos e a criação de planilhas (controle de orçamento familiar, simuladores de cálculos de juros simples e com-
posto etc.), identificando elementos essenciais da Matemática Financeira (capital, tempo, taxas, entre outros) para resolver 
problemas relacionados a educação financeira, mercado (cotidiano e de trabalho) etc. e propor e/ou participar de ações para 
investigar desafios do mundo contemporâneo.
• (GO-EMMAT303A) Determinar os valores dos capitais, juros (simples e compostos), montantes, taxas e/ou tempos - com as 
conversões de medidas necessárias de aplicações financeiras, empréstimos, entre outros, utilizando procedimentos matemá-
ticos adequados para interpretar situações que envolvem a ideia de juros apresentadas em textos, representações gráficas, 
quadros, tabelas e/ou planilhas (eletrônicas ou não).
• (GOEMMAT303B) Interpretar situações que envolvem a ideia de juros (simples ou compostos) apresentadas em textos, re-
presentações gráficas, quadros, tabelas e/ou planilhas (eletrônicas ou não) verificando se o crescimento apresentado, em cada 
caso, é linear ou exponencial para comparar os usos dos conceitos (juros simples ou compostos) em situações específicas do 
cotidiano.
• (GO-EMMAT303C) Comparar situações que envolvem a ideia de juros (simples ou compostos) analisando os resultados e a 
adequação das soluções propostas para construir argumentação consistente e tomar decisões acerca de situações relaciona-
das à educação financeira, mercado (cotidiano e de trabalho) etc.
Matriz SAEB
9° Ano
• D29 – Resolver problema que envolva variação proporcional, direta ou inversa, entre grandezas.
• D30 – Calcular o valor numérico de uma expressão algébrica.
3ª Série
• D16 – Resolver problema que envolva porcentagem.
• D27 – Identificar a representação algébrica e/ou gráfica de uma função exponencial.
• D18 – Reconhecer expressão algébrica que representa uma função a partir de uma tabela.
• D34 – Resolver problema envolvendo informações apresentadas em tabelas e/ou gráficos.
GRUPO DE ATIVIDADES 1 1
o que precisamos 
saber?
Partindo do pressuposto que alguns estudantes ainda não 
desenvolveram habilidades elementares, ou seja, aque-
las do grupo “Abaixo do básico” presentes nos anos an-
teriores (progressão vertical), o objetivo nesse grupo de 
habilidades é que eles(as) desenvolvam essas habilidades, 
de modo que avancem para o grupo “Básico” e sigam am-
pliando cada vez mais os seus conhecimentos.
Desta maneira, estima-se que, para este primeiro grupo 
de atividades, os(as) estudantes sejam capazes de desen-
volver as seguintes habilidades:
• (EF07MA02-A) Ler, interpretar, resolver e elaborar pro-
blemas que envolvam porcentagens, como os que lidam 
com acréscimos e decréscimos simples, utilizando a pro-
porcionalidade em contextos diversos.
• (EF07MA02-B) Ler, interpretar, resolver e elaborar pro-
blemas que envolvam porcentagens, como os que lidam 
com acréscimos e decréscimos simples, utilizando estra-
tégias pessoais, cálculo mental e calculadora, no contexto 
de educação fi nanceira, entre outros.
• (EF07MA05-B) Resolver um mesmo problema com nú-
meros racionais utilizando diferentes algoritmos, por meio 
das múltiplas representações e signifi cados, tais como fra-
ções, porcentagens e decimais, situações diversas.
• (EF08MA04-A) Ler, interpretar, resolver e elaborar 
problemas que abranjam juros simples e uso de porcenta-
gens no contexto da educação fi nanceira. 
• (EF08MA04-B) Resolver e elaborar problemas, envol-
vendo cálculo de porcentagens, incluindo o uso de tecno-
logias digitais, no contexto da educação fi nanceira.
• (EF09MA05-B) Ler, interpretar, resolver e elaborar 
problemas que envolvam porcentagens, com a ideia de 
aplicação de percentuais sucessivos e a determinação das 
taxas percentuais, preferencialmente, com o uso de tec-
nologias digitais, no contexto da educação fi nanceira.
• (EF09MA08-A) Reconhecer o uso das regras de três 
simples e compostas em situações problema que envol-
vam relações de proporcionalidade direta ou inversa en-
tre duas ou mais grandezas.
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Buscando o desenvolvimento pleno das habilidades no 4º 
corte temporal da 3ª série:
•(GO-EMMAT203A) Determinar os valores de capitais, 
juros (simples e composto), montantes, taxas e/ou tem-
pos – com as conversões de medidas necessárias – de 
aplicações fi nanceiras, empréstimo etc., utilizando pro-
cedimentos matemáticos adequados para compreender 
conceitos essenciais de investigação, planejamento, exe-
cução, participação e análise do mundo contemporâneo.
9º 
Ano
D29 – Resolver problema que envolva variação 
proporcional, direta ou inversa, entre grandezas.
3ª 
Série
D16 – Resolver problema que envolva porcen-
tagem.
E dos descritores da Matriz Saeb: 
PORCENTAGEM
A porcentagem é denotada pelo termo (“x porcento”), 
com , é uma maneira de indicar a razão centesimal 
ou qualquer outra representação equivalente a ela.
Exemplos:
A porcentagem também é chamada de taxa percentu-
al ou, simplesmente, percentual.
Mais exemplos de equivalência de frações. 
Acesse o QR Code e assista ao vídeo do 
Youtube: Matemática | Goiás TEC | SEDUC
PORCENTAGEM DE UM VALOR NUMÉRICO
Podemos calcular a porcentagem de um valor de di-
versas maneiras. Observe como calcular 12% de 550 de 
três formas distintas:
1ª) Multiplicando o valor pela representação fracio-
nária da porcentagem.
2ª) Multiplicando o valor pela representação decimal
da porcentagem.
3ª) Utilizando a regra de três
Organizando os valores, temos o seguinte quadro:
Valor Porcentagem
Note que “550 está para x, 
assim como 100 está para 12”550 100
x 12
Dessa forma, podemos montar a proporção e encon-
trar o valor referente a 12%,
É possível encontrar o percentu-
al que “uma parte” representa de “um 
todo”, por um método prático. Veja:
• Qual a porcentagem que 40 representa de um to-
tal de 200?
Aplicando a regra de três, temos:
Observe que a razão é equivalente ao percentual 
que buscamos. Assim, o decimal correspondente a essa
fração é
Portanto, 40 representa 20% de um total de 200.
• Qual é a porcentagem que 200 representa de um 
total de 160?
Calculando a razão de , temos:
Assim, 200 representa 125% de um total de160.
ATIVIDADES
Professor(a), na atividade 1, o objetivo é que o(a) estudan-
te desenvolva as habilidades de identifi car e escrever as 
diversas representações de um número real.
1. Represente: 
a) 45% na forma de fração irredutível.
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b) 16% na forma decimal.
c) na forma de porcentagem.
d) na forma decimal. 
e) 0,08 na forma fracionária irredutível. 
f) 1,15 na forma de porcentagem.
Sugestão de solução:
Professor(a), nas atividades 2 e 3, o objetivo é que o(a) es-
tudante desenvolva a habilidade de calcular a porcenta-
gem de um valor numérico. Na atividade 3, em específico, 
é solicitado que ele(a) encontre a porcentagem que uma 
parte representa de um todo.
2. Calcule:
a) 25% de 200 e) 80% de 50
b) 35% de 600 f) 30% de 70
c) 45% de 140 g) 105% de 60 
d) 70% de 104 h) 42% de 500
Sugestão de solução:
3. Complete os espaços, a seguir:
a) 50 é % de 200.
b) 45 é % de 75.
c) 35 é % de 250.
d) 72 é % de 3600.
Sugestão de solução:
a) Note que 50 é equivalente à de 200. 
Logo 50 é 25% de 200.
b) Podemos encontrar a porcentagem realizando a divi-
são da razão , assim
Logo, 45 é 60% de 75.
c) Realizando a divisão da razão , temos
Logo, 35 é 14% de 250.
d) Denotando a porcentagem como x, temos a proporção
Logo, 72 é 2% de 3600.
Professor(a), nas atividades 4 a 6, o objetivo é que o(a) es-
tudante desenvolva a habilidade de resolver problema en-
volvendo o cálculo de porcentagem de um valor numérico.
4. Uma mercadoria que custava R$ 80,00, passou a custar 
R$ 90,00. Qual o percentual de aumento dessa mercadoria?
Sugestão de solução:
Realizando a divisão , temos
Assim,
112,5% – 100% = 12,5%
Logo, o percentual de aumento dessa mercadoria foi de 
12,5%.
5. Calcule e responda:
a) Quanto é 30% de R$ 750,00?
b) Ao escalar uma montanha, Felipe subiu 225 metros 
e foi informado que havia percorrido 30% do percurso. 
Qual é a altura da montanha?
c) Sabe-se que 16% equivalem a 120 estudantes de uma 
escola. Quantos estudantes há nessa escola? 
Sugestão de solução:
a) Calculando 30% de 750, obtemos
Assim, 30% de R$ 750,00 é R$ 225,00.
b) Montando a proporção, de acordo com as informações, 
temos
Resolvendo a equação, obtemos
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Portanto, a altura da montanha é de 750 metros.
c) Montando a proporção equivalente, temos
Resolvendo a equação, obtemos
Portanto, há 750 estudantes nessa escola.
6. Ao fazer um simulado em sua escola, Fred acertou 7 
das 10 primeiras questões, além de acertar três quar-
tos das questões restantes do simulado, contabilizando 
mais 30 acertos.
Qual é o percentual de acerto de Fred nesse simulado?
(A) 52,5% (D) 77,5%
(B) 70,0% (E) 95,0%
(C) 74,0%
Gabarito: C
Sugestão de solução:
Observe que:
Fred acertou 7 das 10 primeiras questões, ou seja, 7 ques-
tões.
Fred acertou três quartos das questões restantes, ou 
seja, 30 questões.
Para encontrar o total de questões da prova, temos
total de questões = 10 + x
Como “três quartos de x é 30”, e considerando x o número 
de questões restantes, temos
Assim,
total de questões = 10 + 40 = 50
Como ele acertou 37 de um total de 50 questões, temos
Professor(a), nas atividades 7 e 8, o objetivo é que o(a) 
estudante desenvolva a habilidade de resolver problema 
envolvendo o cálculo de porcentagem de um valor numé-
rico e situações que envolvam acréscimos simples.
7. Em 2024, uma academia registrou a matrícula de 175 
novos clientes. Por esse motivo, em 2025, inaugurou no-
vas modalidades de treinamento e espera um aumento 
de cerca de 16% a mais, de novas matrículas em relação a 
2024.
Qual será o total de novos clientes matriculados, em 
2025, caso essa previsão se realize? 
Sugestão de solução:
Calculando o número de novas matrículas, em 2025, te-
mos
Como a previsão é um aumento nas matrículas, deve-se 
somar o acréscimo com o total já esperado.
Assim,
175 + 28 =203
Logo, é esperado 203 novos clientes matriculados em 
2025.
8. (UFSM-RS) A prefeitura, responsável pela iluminação 
pública de uma cidade, trocou 40% das luminárias por ou-
tras mais eficientes. Decorrido um ano da troca, verificou 
que 2% das novas luminárias e 6% das luminárias antigas 
apresentaram defeito.
Qual é a porcentagem das luminárias da cidade que apre-
sentaram defeito nesse período?
(A) 3,2% (D) 6,8%
(B) 4,4% (E) 8,0%
(C) 5,6%
Gabarito: B
Sugestão de solução:
Como 40% das novas luminárias foram trocadas, temos 
o índice se 60% de luminárias antigas. Assim, procura-se 
2% de 40% e 6% de 60%, pois estamos calculando uma 
porcentagem de uma porcentagem.
Dessa forma, 
e
Somando todas as luminárias com defeito, temos
0,008 + 0,036 = 0,044 → 4,4%
Professor(a), o item, a seguir, avalia se os(as) estudantes 
desenvolveram as habilidades previstas no descritor 
D16 da matriz SAEB da 3ª Série – Resolver problema 
que envolva porcentagem. 
Caro(a) estudante, neste momento vamos exercitar a 
habilidade de resolver problema que envolva porcen-
tagem. Fique atento à resolução e marque apenas uma 
alternativa.
REVISITANDO A MATRIZ
Item 1. O preço do ingresso de um parque de diversões 
custava R$ 80,00. Esse preço aumentou em 30% sobre o 
valor inicial. 
Qual foi o aumento, em reais, no preço do ingresso desse 
parque de diversões?
(A) 240,00 (D) 24,00
(B) 104,00 (E) 14,00
(C) 30,00 
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Vamos avançar?
ACRÉSCIMIOS E DECRÉSCIMOS
Frequentemente, os acréscimos (aumentos) ou de-
créscimos (descontos) aplicados em algumas situações, 
são baseados em porcentagem. Para resolver situações 
como essas, podemos utilizar um método prático:
O fator multiplicativo depende da situação, pois: 
• no acréscimo, somamos 1 com a forma decimal da por-
centagem. 
Gabarito: D
Sugestão de solução:
Calculando 30% de 80, temos
Item 2. Em uma loja, um determinado modelo de sapato 
está em liquidação. Esse sapato custa R$ 150,00 e está 
sendo vendido por R$ 120,00.
Qual é o percentual de desconto nessa liquidação?
(A) 30% 
(B) 25% 
(C) 20%
(D) 15%
(E) 10%
Gabarito: C
Sugestão de solução:
Calculando a razão de , temos:
Como, 120 representa 80% de 150, o percentual de des-
conto nessa liquidação foi de 20%.
Exemplo: 
Leonan irá alugar um apartamento, no centro da ci-
dade, cujo valor do aluguel é de R$ 1200,00. Para locar o 
apartamento, há duas condições:
• no decréscimo, subtraímos 1 com a forma decimal 
da porcentagem. 
• Para pagamento antecipado há um desconto de 
5% sobre o valor do aluguel;
• Para pagamento em atraso é incidido uma multa 
de 8% sobre valor do aluguel. 
Nessas condições, responda:
a) Caso Leonan atrase o pagamento, qual será o valor a pagar?
b) Caso Leonan antecipe o pagamento, qual será o valor 
a pagar?
Resolução:
a) Valor inicial: 1200
Acréscimo: 8%
Assim,
Portanto, caso atrase o aluguel, Leonan pagará o valor de 
 
b) Valor inicial: 1200 
Desconto: 5% 
Assim,
Portanto, caso antecipe o aluguel, Leonan pagará o valor de 
AUMENTOS E DESCONTOS SUCESSIVOS
Para calcular aumentos e descontos sucessivos, a 
ordem dessas variações não importa. Não é necessário 
calcularmos separadamente os acréscimos e/ou decrés-
cimos sucessivos, podemos calculá-los, simultaneamente, 
efetuando a multiplicação de seus fatores pelo valor total. 
Considere o valor de R$ 100,00: um aumento de 15% 
seguido de um desconto de 10%, tem o mesmo resultado 
de um desconto de 10% seguido de um aumento de 15%. 
Determinando o valor final após essas variações:
Acréscimo seguido do desconto: 
Calculando o acréscimo de 15%, temos
Seguindo o cálculo, agora com um desconto de 10%, ob-
temos
Desconto seguido de acréscimo:
Calculando o desconto de 10%, temos
Seguindo o cálculo, agora como acréscimo de 15%, te-
mos
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Além de não haver alteração no resultado, o resumo 
das operações acima é:
Exemplo:
Uma jaqueta que custava R$ 350,00 teve um aumento 
de 20% e, na semana seguinte, teve um desconto de 15%, 
sobre o valor acrescido. Após as variações, a jaqueta passou 
a custar quanto?
Resolução:
Calculando o acréscimo e o decréscimo, simultaneamente, 
temos
Assim, após as variações, a jaqueta passou a custar R$ 357,00.
ATIVIDADES
9. Uma calça, que custava R$ 125,00, teve um aumento 
de 12% em seu valor. Qual é o novo preço dessa calça?
Sugestão de solução:
Valor inicial: 125
Acréscimo : 12%
Utilizando o fator multiplicativo de acréscimo, temos:
valor final = valor inicial ∙ fator multiplicativo
valor final = 125 ∙ (1+0,12)
valor final = 125 ∙ 1,12
valor final = 140
Assim, após o aumento de 12% a camisa custará R$ 
140,00.
10. Luiza comprou uma bota cujo valor na vitrine era de 
R$ 440,00. Ao efetuar o pagamento Luiza recebeu um 
desconto de R$ 66,00 sobre o valor dessa bota. Sabendo 
disso, responda:
a) Quantos reais Luiza pagou pela bota? 
b) Qual foi o percentual de desconto recebido por Luiza 
nessa compra? 
c) Se o percentual de desconto fosse de 20%, quantos re-
ais Luiza pagaria pela bota?
Sugestão de solução:
a) 440 - 66 = 374
Luiza pagou 374 reais pela bota.
b) Para descobrir esse percentual, realizamos a divisão 
correspondente à razão , assim
Professor(a), nas atividades 9 a 12, o objetivo é que o(a) es-
tudante desenvolva a habilidade de calcular o aumento ou 
desconto de valores a partir do percentual de referência.
Luiza recebeu o desconto de 15% sobre a compra.
c) Valor inicial: 440
Desconto: 20%
valor final = valor inicial ∙ fator multiplicativo
valor final = 440 ∙ (1 – 0,2)
valor final = 440 ∙ 0,8
valor final = 352
Luiza pagaria 352 reais pela bota, caso o desconto fosse 
de 20%.
11. Nilton planeja seus gastos em uma planilha para con-
trolá-los melhor. Ele registrou os gastos do mês de agosto 
e, como já sabia qual seria o reajuste de cada despesa, re-
gistrou uma previsão de gastos para o mês de setembro. 
Determine a previsão dos gastos de Nilton no mês de se-
tembro, de acordo com os reajustes indicados. 
Despesa Gasto em 
agosto (R$)
Reajuste (%)
Gasto em 
setembro (R$)
Energia 200,00 Redução de 15%
Água 120,00 Redução de 12%
Internet 140,00 Aumento de 10%
Aluguel 850,00 Aumento de 16%
TOTAL 1310,00 --
Sugestão de solução:
Utilizando o mesmo quadro, substituímos a coluna “rea-
juste” pelo “fator multiplicativo” correspondente.
Para encontrar cada valor em “gasto em setembro” rea-
liza-se a multiplicação de cada gasto em maio pelo fator 
multiplicativo, assim, cada item será:
12. (ENEM 2024 – PPL/Reaplicação) Num dia de promo-
ção, um supermercado propõe dar desconto em um pro-
duto e, mantendo fixo o preço da unidade, apresenta ao 
consumidor as seguintes propostas:
• opção 1: pague 8 e leve 9 unidades; 
• opção 2: leve 8 e pague 7 unidades. 
Um consumidor quer escolher a opção que lhe oferecerá 
o maior desconto percentual. 
A opção que oferece o maior desconto, e o percentual 
desse desconto é 
(A) opção 1, com 8,88% de desconto. 
(B) opção 1, com 11,11% de desconto. 
(C) opção 1, com 12,50% de desconto. 
(D) opção 2, com 12,50% de desconto. 
(E) opção 2, com 14,28% de desconto.
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Gabarito: D
Sugestão de solução:
Como o preço de cada item será o mesmo preço, em cada 
situação, temos:
opção 1:
Na opção 1, o percentual de desconto é de 11,12%. Já na 
opção 2, o percentual de desconto é de 12,5%.
Assim, a melhor opção é a 2, com 12,5% de desconto.
Professor(a), na atividade 13 e 14, o objetivo é que o(a) 
estudante desenvolva a habilidade de resolver problema 
que envolve acréscimo e/ou desconto simples.
13. O preço de uma mochila na loja A, é R$ 21,00 a mais 
que na loja B. O proprietário da loja A, percebendo isso, 
lança uma promoção oferecendo um desconto de 15% 
nesse produto, para que a mochila tenha o mesmo preço 
da loja B. Qual é o valor da mochila na loja B?
Sugestão de solução:
1ª Solução:
A mochila na loja A vale “x” e na loja B vale “y”, assim temos 
a relação:
x = y+21
Como houve um desconto de 15% da mochila na loja A, 
temos
(1 – 0,15)x = y
0,85x = y
Portanto, 
Como o preço é R$ 21,00 a mais, temos
140 – 21 = 119
Portanto, o preço da mochila na loja B é de R$ 119,00.
2ª Solução:
Sabendo que a mochila da Loja A é 21 reais a mais que da 
loja B e com o desconto de 15%, os preços são iguais. As-
sim, podemos montar a proporção e encontrar o valor da 
mochila, na loja A.
Assim,
Como este valor é 21 reais a mais, temos
140 – 21 = 119
Portanto, o preço da mochila na loja B é de R$ 119,00.
14. (ENEM 2024 – PPL/Reaplicação) O dono de dois ca-
chorrinhos, um shitzu e um poodle, fez uma pesquisa na in-
ternet sobre preços de banho para seus cães em cinco lojas 
próximas à sua casa. Ele pretendia levar os dois cachorrinhos 
a um mesmo petshop naquela semana para tomar banho.
O local escolhido foi o que apresentou o menor preço 
para o banho dos dois cachorrinhos. 
O petshop escolhido foi o 
(A) I. 
(B) II. 
(C) III.
(D) IV.
(E) V.
Gabarito: C
Sugestão de solução:
Calculando o preço de cada petshop, temos
Petshop I: 29 + 15 = 44
Petshop II: 23 + 20 ∙ 0,9 = 23 + 18 = 41
Petshop III: 25 + 20 – 5 = 45 – 5 = 40
Petshop IV: (22 + 28) ∙ 0,9 = (50) ∙ 0,9 = 45
Petshop V: 30 ∙ 0,8 + 24 = 24 + 24 = 48
Assim, o petshop escolhido foi a opção III.
Professor(a), na atividade 15, o objetivo é que o(a) estu-
dante desenvolva a habilidade de resolver problema que 
envolve acréscimo percentual consecutivo.
15. Cauê contraiu um empréstimo no valor de R$ 850,00 
em seu banco digital. As condições escolhidas para o pa-
gamento desse empréstimo são:
I. Realizar o pagamento em parcela única; 
II. Acréscimos de 8%, por mês atrasado. 
Considere que ele efetou o pagamento 2 meses após o 
prazo.
O valor pago por Cauê foi de
(A) R$ 986,16. 
(B) R$ 935,00. 
(C) R$ 991,44. 
(D) R$ 1003,22. 
(E) R$ 1982,88. 
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Professor(a), o item, a seguir, avalia se os(as) estudantes 
desenvolveram as habilidades previstas no descritor 
D16 da matriz SAEB da 3ª Série – Resolver problema 
que envolva porcentagem. 
Caro(a) estudante, neste momento vamos exercitar a 
habilidade de resolver problema que envolva porcenta-
gem. Fique atento à sua resolução e marque apenas uma 
alternativa.
REVISITANDO A MATRIZ
Item 1. Carol investiu R$ 100,00 em uma aplicação finan-
ceira no seu banco digital. Ela observou que, a cada mês 
que esse valor permanecesse aplicado, haveria um au-
mento de 2% em relação ao mês anterior.
Qual é o valor que Carol terá ao final do quarto mês?
(A) R$ 100,80 
(B) R$ 108,00 
(C) R$ 108,24
(D) R$ 108,80
(E) R$ 109,24
Gabarito: C
Sugestão de solução:
Note que este tipo de empréstimo é um aumento sucessi-
vo sobre o valor inicial, ou seja
Dessa forma, concluímos que o valor pago por Cauê foi de 
R$ 991,44.
Professor(a), na atividade 16, o objetivo é que o(a) estu-
dante desenvolva a habilidade de resolver problema que 
envolve acréscimo e desconto percentual consecutivo
16. Geovanna percebeu que determinada mercadoria 
teve seu preço elevado em 18%. Ao chegar à loja, ela con-
seguiu, com o gerente, um desconto de 10%. Mesmo as-
sim, ela pagou R$ 161,20 a mais do que o valor original. 
Qual era o preço original? 
Sugestão de solução: 
Note que, houve um acréscimo seguido de um desconto 
sobre a mercadoria.
Denotando o valor da mercadoria por w, temos 
Logo, o valor da mercadoria original era de R$ 2600,00.
Gabarito: C
Sugestão de solução:
Note que, a situação é um acréscimo sucessivo.
Dessa forma,
Valor final= 100 ∙ (100% + 2%) ∙ … ∙ (100% + 2%)
Valor final = 100 ∙ (1 + 0,02) ∙ … ∙ (1 + 0,02)
Valor final = 100 ∙ (1,02) ∙ (1,02) ∙ (1,02) ∙ (1,02)
Valor final = 100 ∙ 1,08243216
Valor final = 108,243216
Arredondando o valor, Carol terá R$ 108,24, ao final do 
quarto mês.
Vamos Sistematizar?
CONCEITOS BÁSICOS DA MATEMÁTICA 
FINANCEIRA
Fazendo uso de fórmulas, cálculos e modelos disponí-
veis, a Matemática Financeira nos auxilia na resolução de 
problemas financeiros, como o cálculo de taxas de juros, o 
entendimento da inflação, as aplicações financeiras (ren-
tabilidade e liquidez de um investimento), cálculos de im-
postos etc. É importante termos conhecimento de alguns 
conceitos intrínsecos a essa área.
Lucro e Prejuízo (L)
A diferença entre o preço de venda e o preço de custo, 
de determinado produto, pode ser positiva ou negativa. 
Então, para obtermos lucro, o preço de venda (V) deve ser 
maior que o preço de custo (C).
Se haverá lucro; 
Se haverá prejuízo. 
Além disso, o lucro também pode ser expresso como 
um percentual em relação ao preço de custo ou ao preço de 
venda. Em outras palavras: 
 é o percentual de lucro sobre o preço de custo;
 é o percentual de lucro sobre o preço de venda.
Exemplo:
Um produto foi comprado por e revendido 
por 
Responda as seguintes perguntas: 
a) Qual foi o lucro, em reais? 
b) Qual a porcentagem de lucro sobre o preço de custo? 
Resolução:
a) Calculando o lucro, temos
O lucro foi de . 
b) Calculando a razão entre lucro (L) e custo (C), temos
A porcentagem de lucro sobre o preço de custo é de 55%.
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ELEMENTOS BÁSICOS DA MATEMÁTICA 
FINANCEIRA
Operação financeira: ato econômico em que há transfe-
rência de valores entre o credor, indivíduo ou entidade que pos-
sui capital, e o tomador, agente econômico que recebe o valor.
Capital : É o valor investido no início de uma opera-
ção financeira.
Juros : Pode-se definir juros como: o rendimento, 
em dinheiro, de uma aplicação financeira, ou seja, um 
acréscimo sobre o valor de uma compra adquirida; 
 ♦ um valor que se recebe em uma aplicação monetária; 
 ♦ um valor referente ao atraso no pagamento de 
uma prestação ou a quantia paga pelo emprésti-
mo de determinado capital.
Prazo : É o tempo da operação financeira, ou seja, o 
período em que os juros são calculados.
Taxa de juros : É o percentual utilizado para o cálculo 
dos juros em determinado intervalo de tempo.
Valor presente: É o valor de uma operação financeira na 
data inicial.
Valor futuro: É o valor de uma operação financeira com-
preendido entre a data inicial e final da operação.
ATIVIDADES
17. Ao comprar um liquidificador por R$ 140,00, um re-
vendedor pretende lucrar a partir da venda, aplicando um 
aumento de 25% sobre o valor de compra. Sabendo disso, 
responda:
a) Qual será o lucro, em reais, desse revendedor?
b) Qual será o percentual de lucro sobre o preço de venda?
c) Caso ele pretenda aumentar mais 15%, qual será o novo 
valor do liquidificador?
d) Qual será o novo percentual de lucro, sobre o preço de 
venda acrescido de 15%?
Sugestão de solução:
a) Aplicando o aumento de 25% sobre o valor de R$ 140,00, 
temos:
valor final = 140 ∙ (100% + 25%)
valor final = 140 ∙ (1,25)
valor final = 175
Como o Lucro é obtido pela diferença entre o preço de 
venda e de custo, temos
L = 175 – 140 = 35
O lucro deste revendedor será de R$ 35,00.
b) Calculando a razão entre o lucro e o preço de venda, 
temos
Professor(a), nas atividades 17 a 21, o objetivo é que o(a) 
estudante desenvolva as habilidades de interpretar e de 
resolver problema que envolvam conceitos básicos da 
matemática financeira fazendo o uso do cálculo de por-
centagem e de acréscimos ou descontos simples. 
Assim, ele terá 20% de lucro sobre o preço de venda.
c) Aplicando os dois aumentos sobre o valor inicial, temos
Valor final = 140 ∙ (100%+25%) ∙ (100%+15%)
Valor final = 140 ∙ (1,25) ∙ (1,15)
Valor final = 175 ∙ (1,15)
Valor final = 201,25
Assim, o valor será de R$ 201,25.
d) Calculando o lucro temos:
L = 201,25 – 140 = 61,25
A razão entre o lucro e o preço de venda, temos
Assim, ele terá, aproximadamente, 30,43% de lucro sobre 
o preço de venda.
18. Poliana comprou uma moto por R$ 18 000,00, mas 
após certo tempo, decidiu vendê-la. Calcule o preço de 
venda, de modo a obter: 
a) um lucro de 10% sobre o valor de custo.
b) um prejuízo de 15% sobre o valor de custo.
Sugestão de solução: 
a) Para obter esse lucro, houve um acréscimo de 10% so-
bre o valor do custo. Assim,
Valor final = 18 000 ∙ (100% + 10%)
Valor final = 18 000 ∙ (1 + 0,1)
Valor final = 18 000 ∙ (1,1)
Valor final = 19 800
Assim, calculando o lucro, temos
L = 19 800 – 18 000 = 1800
Ao calcular razão , temos
O que condiz com os 10% de lucro sobre o valor de custo.
b) O prejuízo é de 15%, assim
Valor final = 18 000 ∙(100% – 15%)
Valor final = 18 000 ∙ (1 – 0,15)
Valor final = 18 000 ∙ 0,85
Valor final = 15 300
Assim, calculando o lucro, temos
L = 15 300 – 18 000 = – 2700
Ao calcular razão , temos
O que condiz com os 15% de prejuízo sobre o valor de 
custo.
19. Um produto cujo preço de custo é R$ 420,00 é vendi-
do com um lucro de 30% sobre o preço de venda.
Qual é o preço de venda desse produto? 
(A) R$ 714,00 
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(B) R$ 600,00 
(C) R$ 546,00 
(D) R$ 294,00
(E) R$ 126,00
Gabarito: B 
Sugestão de solução:
Como o lucro é de 30% sobre o preço de venda, obtemos
O lucro é obtido por: L = V – C. Assim,
20. Rebecca adquiriu um automóvel em uma conces-
sionária e escolheu um modelo cujo preço à vista era 
R$ 62 000,00. O vendedor informou que o valor desse 
automóvel poderia ser totalmente financiado em 48 
parcelas mensais, igual, de R$ 1750,00. Ela então op-
tou por financiar a compra do automóvel. Nessas con-
dições, responda. 
a) Qual foi o preço total, em reais, que Rebecca pagou pelo 
automóvel? 
b) Qual foi o valor, em reais, que Rebecca pagou de juros 
nesse financiamento? 
c) Qual foi a taxa de juros sobre o valor do automóvel com 
o financiamento?
Sugestão de solução:
a) Calculando o total das 48 parcelas, temos
1750 ∙ 48 = 84 000
Assim, Rebecca pagou R$ 84 000,00 pelo automóvel.
b) Fazendo a diferença entre o valor do financiamento e a 
vista, obtemos:
84 000 – 62 000 = 22 000
Rebecca pagou R$ 22 000,00 de juros nesse financia-
mento.
c) Calculando a razão entre os valores do automóvel com 
financiamento e o valor à vista, temos:
Portando, Rebecca pagou cerca de 35,48% de taxa de ju-
ros, com o financiamento.
21. (ENEM 2024 – PPL/Reaplicação) Para reforçar sua 
renda familiar, uma pessoa inaugurou um estabeleci-
mento que vende refrigerantes. Ela adquiriu um tipo de 
refrigerante para revenda no primeiro mês de funciona-
mento do estabelecimento. Foram compradas 20 caixas 
desse refrigerante, pagando R$ 18,00 a caixa, com 12 la-
tas cada. Ao final desse mês, obteve R$ 600,00 de lucro 
com a venda de todas as latas. 
No segundo mês, ela compra a mesma quantidade de la-
tas de refrigerante comprada no primeiro mês, pelo mes-
mo preço, e decide aumentar o preço de venda de cada 
lata de refrigerante, de modo a aumentar o seu lucro em 
R$ 360,00 em relação ao lucro do mês anterior. 
Qual será o novo preço de venda, em real, de cada lata de 
refrigerante? 
(A) 1,50 (D) 4,00
(B) 2,40 (E) 5,50
(C) 3,00 
Gabarito: E 
Sugestão de solução:
Na primeira compra, essa pessoa teve custos de 
C = 18 ∙ 20 = 360
Como ela obteve 600 reais de lucros, as vendas foram de
L = V – C
600 = V – 360
600 + 360 = V
V = 960
Na segunda compra essa pessoa teve os mesmos custos, 
mas que aumentar o lucro em 360 reais, assim,
 
Dividindo este valor, com a quantidade de latas compra-
das, temos
1320 ÷ (20 ∙ 12) = 1320 ÷ (240) = 5,5
Professor(a), na atividade 22, o objetivo é que o(a) estu-
dante desenvolvaas habilidades de interpretar e resolver 
problema que envolvam conceitos básicos da matemáti-
ca financeira, fazendo o uso do cálculo de porcentagem, 
acréscimos ou descontos simples.
22. Duas lojas de roupas vendem calças jeans de mesma 
marca e modelo pelo mesmo preço à vista. Porém, nas 
compras parceladas oferecem as seguintes condições:
Loja 1 – Entrada de 60% do valor e o restante em 30 
dias, com 10% de juros sobre o saldo restante;
Loja 2 – Entrada de 40% do valor e o restante em 30 
dias, com 8% de juros sobre o saldo restante. 
Se o cliente decidir comprar parcelado, nessas condições, 
qual das lojas será mais vantajosa?
Sugestão de solução:
Considerando uma calça de x reais, temos:
Na 1ª loja – Entrada (60% de x) + 10% de juros sobre o 
saldo.
Calculando a entrada, temos:
60% ∙ x = 0,6x
Assim, aplicando um acréscimo de 10% sobre o saldo 
(0,4x), obtemos
0,4x ∙ (1 + 0,1) = 0,4x ∙ (1,1) = 0,44x
Logo, o valor da calça será de 
0,6x + 0,44x = 1,04x
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Professor(a), o item, a seguir, avalia se os(as) estudantes 
desenvolveram as habilidades previstas no descritor 
D16 da matriz SAEB da 3ª Série – Resolver problema 
que envolva porcentagem. 
Caro(a) estudante, neste momento vamos exercitar a 
habilidade de resolver problema que envolva porcenta-
gem. Fique atento à sua resolução e marque apenas uma 
alternativa.
REVISITANDO A MATRIZ
Item 1. Um fabricante de chocolate cobrava R$ 50,00 
por uma barra de 5 quilogramas. Recentemente o peso 
da barra foi reduzido para 4 quilogramas, mas seu preço 
continuou R$ 50,00.
Qual foi o aumento percentual do preço do chocolate por 
quilo desse fabricante?
(A) 2,5% 
(B) 5,0% 
(C) 12,5%
(D) 20,0%
(E) 25,0%
Dessa forma, na loja 1 há um acréscimo de 4% sobre o va-
lor original.
Na 2ª loja – Entrada (40% de x) + 8% de juros sobre o saldo.
Calculando a entrada, temos:
40% ∙ x = 0,4x
Assim, aplicando um acréscimo de 8% sobre o saldo (0,6x), 
obtemos
0,6x ∙ (1 + 0,08) = 0,6x ∙ (1,08) = 0,648x
Logo, o valor da calça será de 
0,4x + 0,648x = 1,048x
Dessa forma, na loja 2 há um acréscimo de 4,8% sobre o 
valor original.
Portanto, ao comprar parcelado é mais vantajoso esco-
lher a loja 1.
Prof. Samuel Fraga 
Colégio Estadual Dom Fernando I. CRE Goiânia - Goiânia
23. Um Trader é alguém que compra e vende ativos fi-
nanceiros, como ações, moedas ou criptomoedas, com 
o objetivo de lucrar com as variações de preço no curto 
prazo. Arthur realizou uma operação (ou Swing Trade) 
em que comprou da criptomoeda GaussCoin, em ju-
lho de 2022 e a vendeu em julho de 2023. Observe a va-
riação desta criptomoeda, ao passar dos anos.
Responda:
a) Qual foi o lucro percentual de Arthur por esta opera-
ção? E quantos reais ele obteve?
b) Qual seria o resultado (lucro ou prejuízo) se ele ven-
desse em janeiro de 2023?
c) Qual seria o valor que Arthur obteria se vendesse 
essa criptomoeda em julho de 2024?
Sugestão de solução:
a) Arthur comprou a GaussCoin valendo 21 mil (julho de 
2022), assim ao vendê-la por 30 mil (julho de 2022), temos
Assim, ele obteve 42,85% de lucro, sobre esta operação.
Além disso, como ele comprou a fração de dessa crip-
tomoeda, obtemos
Portanto, ele obteve R$ 9000,00 de lucro.
b) Note que, em janeiro de 2023 não houve aumento, ou 
redução, no preço da GaussCoin, ou seja,
Dessa forma, caso ele vendesse nesta data, não haveria 
lucro nem prejuízo.
c) Em julho de 2024 a GaussCoin alcançou o valor de 63 
mil, assim,
Se Arthur vendesse a criptomoeda em julho de 2024, 
obteria o valor de R$ 18 900,00 pela operação.
Gabarito: D
Sugestão de solução:
Calculando o preço, por quilograma, antes da alteração, 
temos
50 ÷ 5 = 10
Assim, cada quilograma de chocolate valia R$ 10,00.
Agora, calculando o preço, por quilograma, após a altera-
ção, temos
50 ÷ 4 = 12,5
Assim, cada quilograma de chocolate vale, atualmente, 
R$ 12,50.
Calculando a razão entre o valor atual e o original, temos
Portanto, houve um aumento de 25% no preço, por quilo, 
de chocolate.
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GRUPO DE ATIVIDADES 2 2
o que precisamos 
saber?
JUROS SIMPLES
No regime de juro simples, os juros incidem sempre 
sobre o capital inicial, ou seja, o valor dos juros de cada 
período é constante, portanto, não muda com o tempo. O 
juro simples é obtido por meio da multiplicação do capital 
inicial, taxa de juros e tempo. Assim,
Em que:
 é os juros;
 é o capital inicial (valor aplicado inicialmente);
 é a taxa de juros (percentual utilizado no cálculo dos 
juros, em determinado intervalo de tempo); e
 é o tempo (período da operação financeira, podendo 
ser dia, mês, bimestre, ano etc.).
O juro simples é menos utilizado que o juro composto, 
mas é possível encontrá-lo em operações do nosso dia a 
dia, a exemplo temos os financiamentos, investimentos e 
outros tipos de empréstimos. 
Exemplo:
Ao pegar emprestado R$ 1800,00 de seu primo, Moi-
sés acordou que pagará uma taxa de 2% ao mês, no regi-
me de juros simples, durante o prazo de 1 ano e 3 meses. 
Agora responda:
a) Qual será o valor dos juros ao final deste prazo?
b) Qual será o valor total a ser pago por Moisés?
c) Qual será o valor de cada parcela?
Resolução:
a) Ao identificar os valores fornecidos no enunciado, observa-se
Professor(a), para o segundo grupo de habilidades, é es-
perado que os(as) estudantes tenham desenvolvido as 
habilidades essenciais dos grupos “Abaixo do Básico” e 
“Básico”, pois o objetivo é que eles(as) progridam para o 
desenvolvimento das habilidades do grupo “Profi ciente”
e sigam ampliando cada vez mais seus conhecimentos.
Desta maneira, estima-se que, para este segundo grupo 
de atividades, os(as) estudantes sejam capazes de desen-
volver as seguintes habilidades:
• (EF09MA05-A) Ler, interpretar, resolver e elaborar 
problemas que envolvam juros simples e juros compos-
tos, no contexto da educação fi nanceira.
• (EF09MA05-B) Ler, interpretar, resolver e elaborar 
problemas que envolvam porcentagens, com a ideia de 
aplicação de percentuais sucessivos e a determinação das 
taxas percentuais, preferencialmente, com o uso de tec-
nologias digitais, no contexto da educação fi nanceira.
• (EF09MA08-A) Reconhecer o uso das regras de três 
simples e compostas em situações problema que envol-
vam relações de proporcionalidade direta ou inversa en-
tre duas ou mais grandezas.
• (GO-EMMAT101A) Interpretar dados e informações 
(econômicas, sociais e fatos relativos às Ciências da Na-
tureza) que envolvam a variação entre grandezas, pesqui-
sando e analisando gráfi cos (funções e/ou taxas de varia-
ção) para avaliar situações gerais relativas ao cotidiano.
• (GO-EMMAT104A) Efetuar cálculo de porcentagem 
(acréscimos, descontos, taxas, entre outros), utilizando 
procedimentos matemáticos para compreender conceitos, 
evidências, taxas, índices e seus usos e intencionalidades 
nas atividades cotidianas divulgados por diferentes meios.
• (GO-EMMAT404A) Compreender o conceito de função 
analisando situações que especifi quem a dependência en-
tre variáveis para modelar e resolver problemas que envol-
vem variáveis socioeconômicas ou técnico-científi cas.
• (GO-EMMAT404E) Resolver problema cuja modela-
gem utiliza a noção de função, sintetizando informações 
apresentados em mais de uma fonte de conhecimento (no 
mínimo dois textos, texto e gráfi co e/ou tabela etc.) para 
construir alternativas de soluções que eliminem proble-
mas cotidianos.
Buscando o desenvolvimento pleno das habilidades no 4º 
corte temporal da 3ª série:
• (GO-EMMAT203B) Compreender os conceitos es-
senciais da Matemática Financeira, educação fi nanceira 
e outros, analisando dados e informações de problemas 
diversos (empréstimos, saúde, educação, fi nanças, sus-
tentabilidade, tecnologia no mundo do trabalho etc.), para 
aplicar tais conceitos na busca porsoluções de problemas.
• (GO-EMMAT203C) Aplicar conceitos matemáticos no 
planejamento, na execução e na análise de ações, envol-
vendo a utilização de aplicativos e a criação de planilhas 
(controle de orçamento familiar, simuladores de cálculos 
de juros simples e composto etc.), identifi cando elemen-
tos essenciais da Matemática Financeira (capital, tempo, 
taxas, entre outros) para resolver problemas relaciona-
dos a educação fi nanceira, mercado (cotidiano e de traba-
lho) etc. e propor e/ou participar de ações para investigar 
desafi os do mundo contemporâneo.
E dos descritores da Matriz Saeb:
9º 
Ano
D29 – Resolver problema que envolva variação 
proporcional, direta ou inversa, entre grandezas.
D30 – Calcular o valor numérico de uma expres-
são algébrica.
3ª 
Série
D16 – Resolver problema que envolva porcen-
tagem.
D27 – Identifi car a representação algébrica e/
ou gráfi ca de uma função exponencial.
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Para entender mais sobre os Juros Simples
Acesse o QR Code e assista ao vídeo do You-
Tube (LEGENDADO): “Regime de Juros Sim-
ples” da OBMEP. Matemática | IMPA
ATIVIDADES
1. Quanto renderá um capital de R$ 6000,00 a juro sim-
ples, aplicado durante:
a) 4 meses, a uma taxa de 2,5% a.m.? 
b) 1 ano, a uma taxa de 3% a.m.? 
c) 2 meses, a uma taxa de 0,15% a.d.? 
d) 2 anos, a uma taxa de 0,5% a.t.? 
Sugestão de solução:
a) A taxa de 2,5% equivale a . Calculando pela sen-
tença de juros simples, temos
Assim, os juros será de R$ 600,00.
b) Note que 1 ano equivale a 12 meses e a taxa de 3% 
equivale a 0,03. Calculando pela sentença de juros sim-
ples, temos
Tempo e a Taxa de juros
Nas operações financeiras, existem algumas 
abreviações da taxa de juros ao longo de um período. 
Dentre elas:
Ao ano → a.a.
Ao mês → a.m.
Ao trimestre → a.t.
Além disso, o tempo de aplicação e a taxa de juros de-
vem estar na mesma unidade de medida (ao ano, ao 
mês, ao bimestre etc.).
Importante lembrar que, o mês comercial possui 30 
dias e o ano comercial 360 dias.
Note que o valor de cada parcela é composto por:
MONTANTE
O montante é o valor final da operação financeira cor-
respondente ao capital inicial acrescido dos juro.
Onde: é o montante; é o capital inicial e o juro.
Exemplo:
Um capital de R$ 3000,00 aplicado a juro simples, a uma 
taxa de 4% ao mês, resultou no montante de R$ 3900,00 
após um certo tempo. Qual foi o tempo da aplicação?
Resolução:
Identificando as informações, observa-se
O montante é a adição de capital inicial com os juros. Dessa 
forma, 
Portanto, o tempo de aplicação foi de 7,5 meses, ou 7 
meses e 15 dias.
Substituindo as informações, na expressão de juros simples, 
temos:
Logo, os juros que Moisés pagará ao final do prazo de 1 ano e 
3 meses (ou 15 meses), será de R$ 540,00.
b) Somando o valor do empréstimo (capital inicial) com os 
juros, obtemos
Portanto, Moisés pagará o valor de R$ 2340,00. Também 
chamamos este valor total de montante.
c) Dividido o valor total a ser pago, pela quantidade de me-
ses, temos
Assim, o valor de cada parcela será de R$ 156,00.
Professor(a), na atividade 1, o objetivo é que o(a) estudan-
te desenvolva a habilidade de calcular juro simples. Além 
disso, é importante que o(a) estudante observe que cada 
aplicação possui uma taxa de juros e um tempo. Lembre-
-o(a), das abreviações das taxas de juros, como:
Ao dia → a.d.
Ao mês → a.m.
Ao trimestre → a.t.
Ao ano → a.a.
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J = C ∙ i ∙ t
J = 6000 ∙ 0,03 ∙ 12
J = 2160
Obtemos assim, o valor de R$ 2160,00 de juros.
c) Note que a taxa é ao dia, como cada mês são 30 dias, o 
tempo (t) será de 60 dias. Além disso, 0,15% equivalem a 
Assim,
Obtemos assim, o valor de R$ 540,00 de juros.
d) A taxa é ao trimestre, dessa forma 2 anos equivalem a 8 
trimestres. Além disso, 0,5% equivalem a . Assim,
Obtemos assim, o valor de R$ 240,00 de juros.
Professor(a), na atividade 2, o objetivo é que o(a) estu-
dante desenvolva a habilidade de resolver problema que 
envolva o cálculo de juro simples.
2. Ao aplicar um certo capital a uma taxa de 5 % a.m., a 
juro simples, obteve-se R$ 800,00 de juro, em um qua-
drimestre. 
Qual foi o capital aplicado?
(A) R$ 840,00 (D) R$ 4000,00
(B) R$ 960,00 (E) R$ 8000,00
(C) R$ 1600,00 
Gabarito: D
Sugestão de solução:
Pelas informações apresentadas, temos
J = 800
t = 4
i = 5% equivale a 
Substituindo os valores, obtemos:
Portanto, o capital inicial aplicado foi de R$ 4000,00.
Professor(a), nas atividades 3 a 5, o objetivo é que o(a) es-
tudante desenvolva a habilidade aplicar a fórmula do juro 
simples. Na atividade 3, ele(a) irá determinar a taxa de ju-
ros, na atividade 4 o tempo de aplicação e, na atividade 5, 
o tempo e o rendimento de um investimento.
3. Gabriela aplicou R$ 700,00 a juro simples em um fundo 
de investimento. Após 9 meses, obteve um montante de 
R$ 826,00. 
Qual é a taxa de juros ao mês desse fundo? 
(A) 1,26% (D) 14%
(B) 2% (E) 20%
(C) 4,6% 
Gabarito: B
Sugestão de solução:
i=0,02
Assim, a taxa de juros deste investimento foi de 2% ao mês.
4. Um capital inicial de R$ 800,00, aplicado a uma taxa de 
juros simples de 0,5% a.m., resultou em um montante de 
R$ 1000,00. Calcule o tempo dessa aplicação. 
Sugestão de solução:
Portanto, o tempo dessa aplicação foi de 50 meses, ou 4 
anos e 2 meses.
5. Joel e José são irmãos e aplicaram os capitais de 
R$ 2000,00 e de R$ 1500,00 a juro simples de 1% ao 
mês e 18% ao ano, respectivamente, durante t meses. 
Após esse tempo, a soma dos montantes produzidos pelas 
duas aplicações é de R$ 3840,00. Neste contexto, responda: 
a) Qual foi o tempo t da aplicação? 
b) Qual o rendimento em cada aplicação? 
c) Qual dos irmãos obteve o maior lucro percentual? 
d) Caso fosse escolhido a aplicação mais lucrativa, qual 
seria o montante obtido? 
Sugestão de solução:
a) A taxa de 18% ao ano, quando dividindo por 12, é 
18 ÷ 12 = 1,5
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Dessa forma, essa taxa equivale a 1,5% ao mês.
Substituindo os valores, temos os montantes (M
1
 e M
2
 ):
Dessa forma,
Assim, o tempo dessa aplicação é de 8 meses.
b) Calculando o rendimento da aplicação de Joel ( J
1
 ), ob-
temos
Assim, a aplicação de Joel teve rendimento de R$ 160,00.
Agora, calculando o rendimento da aplicação de José ( J
2
), 
obtemos
Assim, a aplicação de José teve rendimento de R$ 180,00.
c) Calculando o montante de cada irmão, temos
Joel: M1 = 2000 + 160 = 2160
José: _2 = 1500 + 180 = 1680
Assim, calculando a razão entre o montante e o capital ini-
cial investido, obtemos
Portanto, José obteve o maior lucro percentual, entre os 
dois.
d) Pelo item anterior, percebemos que a aplicação de José 
foi a mais lucrativa. 
Assim, ao investir o capital inicial total (Ct) na segunda 
aplicação, temos
Portanto, caso fosse escolhido essa aplicação o montante 
obtido seria de R$ 3920,00.
Professor(a), na atividade 6, o objetivo é que o(a) estudan-
te desenvolva a habilidade de resolver problema envolven-
do o cálculo do montante do juro simples. Mostre a ele(a) 
que o uso de planilhas eletrônicas em softwares gratuitos 
como a Planilhas Google e Libre Offi ce, e pagos como Ex-
cel, são ferramentas que auxiliam na resolução de ativida-
des que envolvam cálculos repetitivos como esta.
6. (UFOP-MG – Adaptado) José deposita, mensalmente, 
a quantia de 300 reais em um fundo, desde 1° de janeiro, a 
juro simples de 2% ao mês. Calcule o seu montante total, 
no fim de um ano. 
Sugestão de solução: 
Nesta situação, cada mês resultará em um montante dis-
tinto. Desta forma, deve-se calcular cada montante de 
acordo com a quantidade de meses (t) restantes. Assim, 
Portando, José terá o montante total de R$ 4068,00 aofinal de um ano. 
Note que, caso José apenas guardasse tais quantias, ele 
teria o valor de R$ 3600,00.
Professor(a), o item, a seguir, avalia se os(as) estudantes 
desenvolveram as habilidades previstas no descritor 
D16 da matriz SAEB da 3ª Série – Resolver problema 
que envolva porcentagem. 
Caro(a) estudante, neste momento vamos exercitar a 
habilidade de calcular os juros de uma aplicação fi nan-
ceira. Fique atento a sua resolução e marque apenas 
uma alternativa.
REVISITANDO A MATRIZ
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Item 1. Mário devia, em seu cartão de crédito, R$ 2000,00. 
Como não conseguiu pagar, em dois meses essa dívida au-
mentou para R$ 2880,00. 
Qual foi a taxa de juros simples cobrada, mensalmente, 
pelo cartão de crédito? 
(A) 44% (D) 11%
(B) 33% (E) 4%
(C) 22%
Vamos avançar?
JUROS COMPOSTOS
Diferente do regime de juro simples, os juros compos-
tos possuem uma característica acumulativa, semelhante 
aos “acréscimos sucessivos”. Esse regime é amplamente 
utilizado em aplicações financeiras, juros aplicados no 
cartão de crédito, financiamentos, entre outros. Também 
é conhecido como “juros sobre juros”.
Exemplo:
Rodrigo irá aplicar R$ 1000,00 em um investimento, a 
juros compostos de 5% a.m. Qual será o montante dessa 
aplicação após 4 meses?
Resolução:
Como o juro composto é um acréscimo sucessivo, ob-
serve o desenvolvimento do montante ao final de cada mês.
1° mês: capital inicial mais 5% de acréscimo
2° mês: montante do 1° mês mais 5% de acréscimo
3° mês: montante do 2° mês mais 5% de acréscimo
4° mês: montante do 3° mês mais 5% de acréscimo
Logo, ao final de 4 meses, Rodrigo obterá um montante de 
R$ 1215,51.
E se este investimento fosse aplicado por 12, 36 ou 
60 meses?
Imagine que o capital inicial de R$ 1000,00 é apli-
cado com uma taxa de juros de 5%, no primeiro mês. No 
Gabarito: C
Sugestão de solução:
Organizando os dados, temos
Montante: 2880
Capital inicial: 2000
Tempo: 2 meses
Assim,
M = C + C ∙ i ∙ t
2880 = 2000 + 2000 ∙ i ∙ 2
4000 ∙ i = 2880 – 2000
i = 0,22
i = 22%
segundo mês é aplicado mais 5% sobre o montante anterior 
e assim, sucessivamente, até o último mês . O montante 
 será calculado a partir da multiplicação sucessiva (po-
tenciação) dos acréscimos, ou seja:
Dessa forma, para juros compostos, o montante 
é encontrado pela multiplicação entre o capital e o 
acréscimo sucessivo, ou decréscimo, elevado ao tempo 
de aplicação.
Veja novamente aplicação de Rodrigo.
Exemplo:
As irmãs Lisa e Beatriz aplicaram R$ 1000,00, cada 
uma, em investimentos, com taxa de juros a 5% ao mês, 
pelo período de um ano. Lisa aplicou a um regime de juros 
simples e Beatriz, a juros compostos. Qual será o mon-
tante de cada uma das irmãs ao final dessas aplicações? E 
qual é mais rentável?
Resolução:
Identificando cada informação, temos
Vejamos, como foi o desenvolvimento de cada aplicação:
Assim, ao final de um ano, Lisa obteve o montante de 
R$ 1600,00 e Beatriz obteve R$ 1795,86.
Além disso, há uma diferença numérica entre os mon-
tantes obtidos, sendo a rentabilidade maior no regime de 
juros compostos ao longo do tempo.
Para entender mais sobre Juros e Montante
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bre juros simples e composto, montante e 
mais: Portal NetEscola.
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ATIVIDADES
7. Paulo aplicou a quantia de R$ 10 000,00 à taxa de juro 
composto de 0,4% ao mês. Qual será o montante desse 
capital após 6 meses?
Sugestão de solução:
Paulo terá o montante de R$ 10 242,41, após 6 meses.
8. Carol investiu R$ 5000,00 a juros compostos de 1,4% 
a.m. durante um ano. 
Qual será, aproximadamente, o valor dos juros obtidos?
(A) R$ 719,80 
(B) R$ 840,00 
(C) R$ 907,80
(D) R$ 2000,00
(E) R$ 5907,80
Gabarito: C
Sugestão de solução:
Um ano equivale a 12 meses. Assim, calculando o mon-
tante, temos
M = C ∙ (1+i)t
M = 5000 ∙ (1 + 0,014)12
M = 5000 ∙ (1,014)12
M ≅ 5000 ∙ 1,18156
M ≅ 5907,80
Encontrando o juro, temos:
M = C + J
5907,80 = 5000 + J
J = 5907,80 – 5000
J = 907,80
9. Qual é o valor a ser aplicado hoje, a uma taxa de ju-
ros compostos de 3% a.m., para que uma pessoa rece-
ba R$ 8360,00 ao final de 6 meses?
Sugestão de solução:
Substituindo os valores na fórmula de juros compostos, 
temos:
Assim, o capital necessário para receber esse montante é 
de, aproximadamente, R$ 7001,38.
Professor(a), na atividade 10 e 11, o objetivo é que o(a) es-
tudante desenvolva a habilidade de resolver problema que 
envolva cálculos de juros compostos, fazendo o uso das 
propriedades de logaritmo. Para isso, recomendamos que 
relembre com o(a) estudante sobre a importância de se co-
nhecer tais propriedades. Caso ele(a) apresente dificulda-
des, indicamos o REVISA GOIÁS 2025, 1ª série, 3º bimestre.
10. Em uma aplicação de R$ 15 000,00 a juros compos-
tos de 8% capitalizados, semestralmente, quantos meses 
serão necessários para obter a quantia de R$ 21 600,00? 
(Considere: log 2 = 0,3 e log 3 = 0,47)
Sugestão de solução:
Substituindo os valores na fórmula de juros compostos, 
obtemos:
Vamos aplicar as propriedades de logaritmo, assim
Mudando de base para uma base 10, temos
Fatorando 144 e 108, obtemos como resultado, 24 ∙ 32 e 22 ∙ 33.
Logo,
Como a aplicação é semestral, temos 14 ∙ 6 = 84.
Professor(a), nas atividades 7 a 9, o objetivo é que o(a) 
estudante desenvolva a habilidade de calcular juros com-
postos. Na atividade 7 será necessário encontrar o mon-
tante, na atividade 8 a rentabilidade dos juros de uma 
aplicação e na atividade 9 o capital investido. Caso ele(a) 
apresente dificuldades, relembre que as multiplicações 
sucessivas são potenciações.
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Professor(a), o item, a seguir, avalia se os(as) estudantes 
desenvolveram as habilidades previstas no descritor 
D16 da matriz SAEB da 3ª Série – Resolver problema 
que envolva porcentagem. 
Caro(a) estudante, neste momento vamos exercitar a 
habilidade de calcular os juros de uma aplicação fi nan-
ceira. Fique atento à sua resolução e marque apenas 
uma alternativa.
REVISITANDO A MATRIZ
Item 1. Uma senhora deixou aplicado o valor de R$ 2100,00 
durante três meses. A aplicação é capitalizada em regime de 
juros compostos de 5% a.m. 
Qual será o juro obtido por essa aplicação?
(A) R$ 315,00 
(B) R$ 331,01 
(C) R$ 105,01
(D) R$ 2431,01
(E) R$ 3150,00
Vamos Sistematizar?
JUROS E FUNÇÕES
É possível relacionar o comportamento do juro sim-
ples e da função polinomial do 1° grau (função afim), pois 
ambas obedecem a uma relação linear. Assim como, os ju-
ros compostos e a função exponencial se relacionam de 
forma exponencial. Veja a situação a seguir: 
Um capital de R$ 1000,00 foi aplicado a uma taxa 
de 12% ao ano. Qual seria o montante obtido anual-
mente para os regimes de juros simples e compostos?
▸Relação entre juro simples e função afim 
De acordo com a situação descrita, para encontrar o 
montante anual, no regime de juro simples, substituímos 
os valores do capital (C) e da taxa de juros (i), obtendo a 
expressão:
Podemos reescrever essa sentença, como
y = 1000 + 120x
Dessa forma, a sentença obtida é a lei de formação 
de uma função, em que o montante (M) está em função 
do tempo (t).
Observe a evolução do montante ao passar dos anos:
11. Qual é o tempo necessário para que um capital aplica-
do a juros compostos, a 10% ao mês, duplique seu valor?
Considere log 2 = 0,3 e log 11 = 1,04.
Sugestão de solução:
i = 10% → 0,1
O montante será o dobro do capital, assim M=2C.
Substituindo os valores, na sentença de juros compostos, 
temos:
Aplicando as propriedades de logaritmo, obtemos
Para que um determinado capital dobre de valor, a uma 
taxa de juros de 10% ao mês, são necessários7,5 meses 
ou 7 meses e 15 dias.
Gabarito: B
Sugestão de solução:
M = C ∙ (1 + i)t
M = 2100 ∙ (1+0,05)3
M = 2100 ∙ (1,05)3
M = 2100 ∙ 1,157625
M ≅ 2431,01
Assim, o juro obtido é
M – C = 2431,01 – 2100 = 331,01
Observe que os valores do montante obtido é uma 
progressão aritmética de razão 120.
Assim, dado o capital e taxa de juros, o montante ob-
tido pelo regime de juro simples, ao longo do tempo de 
aplicação, corresponde a uma função afim com a seguinte 
restrição f : Z+* → R.
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► Relação entre juros compostos e função exponencial
Agora, para encontrar o montante anual sob o regime 
de juros compostos. Substituindo os valores do capital (C) 
e da taxa de juros (i), temos:
Podemos reescrever essa sentença, como
y = 1000 + 1,12x
Observa-se que a sentença obtida é a lei de formação 
de uma função exponencial, em que o montante (M) está 
em função do tempo (t).
Observe a evolução do montante, ao passar dos anos:
Neste caso, os valores do montante obtido corres-
pondem a uma progressão geométrica de razão 1,12.
Assim, dado o capital e taxa de juros, o montante obti-
do pelo regime de juros compostos, ao longo do tempo de 
aplicação, corresponde a uma função exponencial com a 
seguinte restrição f ∶ Z
+
* → R .
► Relação entre os gráficos das funções afim e ex-
ponencial
Vejamos o comportamento dos dois tipos de regime 
de juros em um mesmo plano cartesiano, onde o eixo x 
corresponde ao tempo (t) da aplicação e o eixo y, ao mon-
tante obtido (M).
Repare que após 5 anos de aplicação a diferença en-
tre os montantes é de 
|1600,00 – 1762,34| = 162,34
Mas, aos 12 anos de aplicação, a diferença entre os 
montantes é de 
|2440,00 – 3895,98| = 1455,98
O que evidencia a diferença entre os dois tipos de re-
gime de juros.
ATIVIDADES
12. Lucas emprestou R$ 5000,00, a um amigo, a uma taxa 
de juros simples de 2% ao mês. Considere x o número de 
meses do empréstimo e M(x) o montante a ser devolvido a 
Lucas no final de x meses. 
Qual é a representação gráfica correta de M(x)? 
(A) 
(B) 
Professor(a), nas atividades 12 e 13, o objetivo é que o(a) 
estudante desenvolva a habilidade de relacionar o gráfico 
ao seu regime de juros correspondente, ou seja, relacio-
nar a função afim ao juro simples e a função exponencial 
aos juros compostos. Na atividade 13, é proposto que 
ele(a) determine as leis de formação das duas funções a 
partir do gráfico.
(C) 
(D) 
(E) 
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13. As irmãs Lisa e Beatriz aplicaram R$ 200,00, cada 
uma, em investimentos, com taxa de juros a 2% ao mês, 
durante certo tempo. Observe o gráfico que representa 
as duas aplicações:
Sabendo que o ponto A(0; 200) e que B é a intersecção 
entre a curva e a reta, de domínio Z
+
*, responda:
a) Quais qual das funções representa juros simples e com-
postos?
b) Qual é a lei de formação de g(x)?
c) Qual é a lei de formação de f(x)?
d) O que o ponto B representa, nesta situação?
e) O que ocorre com os montantes, a partir do ponto B?
14. Ana Lúcia investiu a quantia de R$ 8000,00, em seu 
banco. Seu gerente informou que havia dois investimen-
tos disponíveis, sendo eles:
A: 5% a.m., a juros simples.
B: 3% a.m., a juros compostos.
Ela calculou o montante após um ano e meio de aplicação, 
em ambos os regimes, e escolheu o de maior rendimento. 
Sendo assim: 
a) Qual foi a escolha dela? 
b) Qual a diferença entre os dois montantes encontrados 
por ela nesse período?
Gabarito: A
Sugestão de solução:
Note que, substituindo os valores do enunciado na sen-
tença, temos
M = C + C ∙ i ∙ t
Temos,
M(x) = 5000 + 5000 ∙ 0,02 ∙ x
M(x) = 5000 + 100x
Encontramos a função afim M(x) e podemos observar que:
I. Seu gráfico intercepta o eixo y no par ordenado (0; 5000);
II. O gráfico é uma reta crescente, pois a > 0.
Logo, o gráfico correspondente à função M(x) é o da alter-
nativa (A).
Sugestão de solução:
a) g(x) representa os juros simples, já que o montante ob-
tido pelo regime de juros simples é uma reta ou progres-
são aritmética. Enquanto isso, f(x) representa os juros 
compostos, pois o montante obtido neste tipo de juros é 
uma curva exponencial. 
b) Como g(x) representa o montante obtido pelo juro sim-
ples, temos: C = 200 ; i = 0,02 ; t → x. Assim,
M = C + C ∙ i ∙ t
g(x) = 200 + 200 ∙ 0,02 ∙ x
g(x) = 200 + 4x
c) Como f(x) representa o montante obtido pelos juros 
compostos, temos: C = 200 ; i = 0,02 ; t → x. Assim,
M = C ∙ (1 + i)t
f(x) = 200 ∙ (1 + 0,02)x
f(x) = 200 ∙ (1,02)x
d) O ponto B representa o momento t (meses) em que os 
montantes se igualam.
e) A partir do ponto B a diferença entre os montantes será 
exponencial.
Sugestão de solução:
a) Para responder a ambas as questões, calculamos o 
montante das duas possibilidades informadas.
C = 8000
t = 18 meses
Encontrando o montante em cada caso, temos
Ana Lúcia escolheu o investimento A, pois possui maior 
rendimento.
b) A diferença é de 
|15 200-13 619,46| = 1580,54
Assim, a diferença entre os montantes encontrados é de 
R$ 1580,54.
Professor(a), o item, a seguir, avalia se os(as) estudantes 
desenvolveram as habilidades previstas no descritor D27 
da matriz SAEB da 3ª Série – Identifi car a representação 
algébrica e/ou gráfi ca de uma função exponencial. 
Caro(a) estudante, neste momento vamos exercitar a ha-
bilidade de identifi car a representação algébrica de uma 
situação envolvendo função exponencial. Fique atento a 
sua resolução e marque apenas uma alternativa.
REVISITANDO A MATRIZ
Item 1. Helena está investido R$ 1000,00 em sua cartei-
ra digital, a uma taxa de juros composto de 1% ao mês, 
durante t meses. 
Qual é expressão que representa a evolução do Montan-
te desta aplicação?
(A) M(t) = 100 ∙ t0,1 (D) M(t) = 1000 ∙ 1,01t
(B) M(t) = 100 ∙ 0,1t (E) M(t) = 1000 ∙ t1,01
(C) M(t) = 1000 ∙ 1,1t
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o que precisamos 
saber?
GRUPO DE ATIVIDADES 3 3
JUROS DO CARTÃO DE CRÉDITO
O que acontece quando você atrasa o pagamento de 
seu cartão de crédito? 
Quando atrasamos o pagamento do cartão de crédito, 
ou pagamos uma parte do valor total fatura, são cobrados 
juros rotativos e alguns encargos, sob o saldo da fatura. 
Observe a situação de Mário: 
Mário possui um cartão de crédito com o limite de 
R$ 3000,00 e usou todo esse limite em uma compra.
Ele não conseguirá realizar o pagamento total e optou 
pelo pagamento mínimo, fixado em 15% pelo emissor do 
cartão. Ele verificou que a taxa de juro rotativo e os demais 
encargos (custos) eram de 12%, sobre o saldo devedor. 
Veja o que acontece com a dívida:
Gabarito: D
Sugestão de solução:
Seja, C = 1000; i = 0,01, assim
M = C ∙ (1 + i)t
M(x) = 1000 ∙ (1 + 0,01)t
M(x) = 1000 ∙ (1,01)t
(https://odontoclinic.com.br/wp-content/uploads/2019/04/duvida.png)
Professor(a), para o terceiro grupo de habilidades, é espe-
rado que os(as) estudantes tenham desenvolvido as habili-
dades essenciais dos grupos “Abaixo do Básico”, “Básico” e 
“Profi ciente”, pois o objetivo é que eles(as) progridam para 
o desenvolvimento das habilidades do grupo “Avançado” e 
sigam ampliando cada vez mais seus conhecimentos.
Desta maneira, estima-se que, para este terceiro grupo 
de atividades, os(as) estudantes sejam capazes de desen-
volver as seguintes habilidades:
• (GO-EMMAT104C) Interpretar ideias associadas ao 
uso de taxas e índices de natureza socioeconômica (IDH, 
taxas de infl ação, entre outros), investigando os proces-
sos de cálculo desses números para analisar criticamente 
a realidade e produzir argumentos.
• (GO-EMMAT304C) Elaborar problemas oriundos de situ-
ações do cotidiano que envolvam grandezas de natureza ex-
ponencial, utilizando contextos variados (Matemática Finan-
ceira, crescimento de diferentes populações,entre outros) 
para ampliar as percepções tanto dos conhecimentos envol-
vidos como das possibilidades que direcionam à soluções.
• (GO-EMMAT510A) Pesquisar situações relacionadas 
às leis de formação ou funções em temas voltados a natu-
reza socioeconômicas, técnico científi ca etc. registrando 
os dados relativos ao comportamento das variáveis in-
vestigadas para construir gráfi cos que possibilitem toma-
das de decisões posteriores.
• (GO-EMMAT404C) Analisar funções defi nidas por uma 
ou mais sentenças (tabela do Imposto de Renda, contas 
de luz, água, gás etc.), utilizando estratégias, conceitos e 
procedimentos matemáticos para interpretar situações 
em diversos contextos.
Buscando o desenvolvimento pleno das habilidades no 4º 
corte temporal da 3ª série:
• (GO-EMMAT303A) Determinar os valores dos capi-
tais, juros (simples e compostos), montantes, taxas e/ou 
tempos - com as conversões de medidas necessárias de 
aplicações fi nanceiras, empréstimos, entre outros, utili-
zando procedimentos matemáticos adequados para in-
terpretar situações que envolvem a ideia de juros apre-
sentadas em textos, representações gráfi cas, quadros, 
tabelas e/ou planilhas (eletrônicas ou não).
• (GOEMMAT303B) Interpretar situações que envolvem 
a ideia de juros (simples ou compostos) apresentadas em 
textos, representações gráfi cas, quadros, tabelas e/ou 
planilhas (eletrônicas ou não) verifi cando se o crescimen-
to apresentado, em cada caso, é linear ou exponencial 
para comparar os usos dos conceitos (juros simples ou 
compostos) em situações específi cas do cotidiano.
• (GO-EMMAT303C) Comparar situações que envol-
vem a ideia de juros (simples ou compostos) analisando 
os resultados e a adequação das soluções propostas para 
construir argumentação consistente e tomar decisões 
acerca de situações relacionadas à educação fi nanceira, 
mercado (cotidiano e de trabalho) etc.
E dos descritores da Matriz Saeb: 
9º 
Ano
D29 – Resolver problema que envolva variação 
proporcional, direta ou inversa, entre grandezas.
3ª 
Série
D18 – Reconhecer expressão algébrica que re-
presenta uma função a partir de uma tabela.
D34 – Resolver problema envolvendo informa-
ções apresentadas em tabelas e/ou gráfi cos.
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Assim, o pagamento para o próximo mês será de 
R$ 2856,00.
Agora, imagine se Mário realizar apenas o pagamento 
mínimo nos próximos meses e sem alterações nas taxas e 
encargos. Observe:
Note que, após cinco meses realizando o pagamento 
mínimo, Mário abateu apenas R$ 905,46 da dívida de 
R$ 3000,00, mesmo tendo pagado o total de R$ 2044,12.
Isso acontece, porque a cobrança de juros é sobre o 
saldo devedor, e não sobre o valor inicial da fatura.
Para entender mais suas faturas no Car-
tão de Crédito:
Acesse o QR Code e assista ao vídeo do 
Youtube: “2 Formas de Diminuir a Fatura do 
Cartão de Crédito”. Nath Finanças.
ATIVIDADES
1. Diogo contraiu um empréstimo de R$ 2000,00, a uma 
taxa de juros de 5% ao mês, comprometendo–se a sal-
dar a dívida em quatro meses. No fim do primeiro mês, 
ele pagou uma parcela de R$ 600,00. No fim do segundo 
mês, ele pagou R$ 575,00. No fim do terceiro mês, pa-
gou R$ 550,00. Dessa forma, responda:
a) Quanto Diogo pagará ao final do quarto mês?
b) Qual foi o total pago por Diogo, pelo empréstimo?
Sugestão de solução:
a) Vamos observar o acréscimo mensal de 5%, com os 
abatimentos feitos por Diogo.
Ao final do primeiro mês:
valor final = (2000 + 5%) – 1° abatimento
valor final = 2000 ∙ 1,05 – 600
valor final = 2100 – 600
valor final = 1500
Ao final do segundo mês:
valor final = (1500 + 5%) – 2°abatimento
valor final = 1500 ∙ 1,05 – 575
valor final = 1575 – 575
valor final = 1000
Ao final do terceiro mês:
valor final = (1000 + 5%) – 3° abatimento
valor final = 1000 ∙ 1,05 – 550
valor final = 1050 – 550
valor final = 500
Ao final do quarto mês, temos um acréscimo de 5% sobre 
o saldo devedor. Assim,
valor final = dívida + 5%
valor final = 500 ∙ 1,05
valor final = 525
Portanto, Diogo pagará R$ 525,00 ao final do quarto mês.
b) Somando todos os pagamentos realizados por Diogo, 
obtemos
600 + 575 + 550 + 525 = 2250
Assim, Diogo pagou R$ 2250,00 por este empréstimo.
2. João possui um cartão de crédito com R$ 3000,00 de 
limite e utilizou todo este saldo em um compra, mas es-
queceu de pedir o parcelamento. Para resolver isso, ele 
decidiu pagar mensalmente R$ 600,00 e não utilizar o 
cartão até quitar essa dívida. Sabe–se que as taxas do juro 
rotativo e dos demais encargos totalizam 10% a.m. 
Responda:
a) Quanto tempo ele levará para quitar essa dívida?
b) Qual será o valor total que João pagará por essa compra?
Sugestão de solução:
a) Vamos montar um quadro com a dívida, pagamento e 
taxas pagas mensalmente, onde a fatura, a partir do mês 
2, é calculada pela adição do saldo devedor com as taxas:
Dessa forma, a dívida será quitada em 7 meses. 
Professor, caso o(a) estudante apresente dificuldades em 
calcular as operações mencionadas, faça com ele(a) para 
que ele possa entender o passo-a-passo.
Professor(a), nas atividades 1 a 3, o objetivo é que o(a) es-
tudante desenvolva a habilidade de compreender concei-
tos da educação financeira, como empréstimos, dívidas e 
consumo, analisando seus comportamentos ao longo do 
tempo. Reforce que o conceito de juros compostos está 
presente aqui, uma vez que o acréscimo da taxa é calcula-
do sobre o saldo mensal.
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Professor(a), os itens, a seguir, avaliam se os(as) es-
tudantes desenvolveram as habilidades previstas no 
descritor D29 da matriz SAEB do 9º ano – Resolver
problema que envolva variação proporcional, direta ou 
inversa, entre grandezas. 
Caro(a) estudante, neste momento vamos exercitar a 
habilidade de calcular o valor de uma aplicação fi nan-
ceira. Fique atento à sua resolução e marque apenas 
uma alternativa.
REVISITANDO A MATRIZ
b) Para saber o valor pago, devemos somar todos os paga-
mentos efetuados, assim
Valor final = 600 ∙ 6 + 222,38
Valor final = 3600 + 222,38
Valor final = 3822,38
Portanto, o valor total pago por João é de R$ 3822,38
3. (ENEM 2022) Em uma loja, o preço promocional de 
uma geladeira é de R$ 1000,00 para pagamento somente 
em dinheiro. Seu preço normal, fora da promoção, é 10% 
maior. Para pagamento feito com o cartão de crédito da 
loja, é dado um desconto de 2% sobre o preço normal. Uma 
cliente decidiu comprar essa geladeira, optando pelo pa-
gamento com o cartão de crédito da loja. Ela calculou que 
o valor a ser pago seria o preço promocional acrescido de 
8%. Ao ser informada pela loja do valor a pagar, segundo 
sua opção, percebeu uma diferença entre seu cálculo e o 
valor que lhe foi apresentado. O valor apresentado pela 
loja, comparado ao valor calculado pela cliente, foi 
(A) R$ 2,00 menor. 
(B) R$ 100,00 menor. 
(C) R$ 200,00 menor.
(D) R$ 42,00 maior.
(E) R$ 80,00 maior.
Gabarito: A
Sugestão de solução:
Preço normal da geladeira é 10% maior sobre o valor de 
1000 reais, assim
1000 ∙ (1 + 10%) = 1000 ∙ 1,1 = 1100
Agora, com um desconto de 2%, por ser uma compra utili-
zando o cartão de crédito, da loja, temos
1100 ∙ (1 – 2%) = 1100 ∙ 0,98 = 1078
Assim, o valor da geladeira, na compra com o cartão de 
crédito da loja é de 1078 reais.
O preço calculado pela cliente é um acréscimo de 8% so-
bre o valor de 1000 reais, assim
1000 ∙ (1+8%) = 1000 ∙ 1,08 = 1080
Portanto, o valor apresentado da loja foi de R$ 2,00 a me-
nos do que o calculado pela cliente.
Item 1. Ruth comprou seu notebook no valor de R$ 2400,00, 
optando pelo pagamento via crediário da própria loja. Ela irá 
pagar R$ 600,00 mensalmente até quitar a dívida, e sob o 
saldo devedor será acrescido o valor de 5% ao mês.
Sob estas condições, qual será o valor pago por Ruth por 
esse notebook?
(A) R$ 2520,00 
(B) R$ 2586,08 
(C) R$ 2601,84textos multimodais.
HABILIDADES 
DC-GOEM
(EM13LP01) Relacionar o texto, tanto na produção como na leitura/ escuta, com suas condições de 
produção e seu contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos 
de vista e perspectivas, papel social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar as 
possibilidades de construção de sentidos e de análise crítica e produzir textos adequados a diferentes 
situações.
(EM13LGG101) Compreender e analisar processos de produção e circulação de discursos, nas dife-
rentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em função de interesses pessoais e coletivos.
(EM13LP06) Analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem, da escolha de 
determinadas palavras ou expressões e da ordenação, combinação e contraposição de palavras, den-
tre outros, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de uso crítico de língua.
(EM13LGG103) Analisar o funcionamento das linguagens, para interpretar e produzir criticamente 
discursos em textos de diversas semioses (visuais, verbais, sonoras, gestuais).
(EM13LP50) Analisar relações intertextuais e interdiscursivas entre obras de diferentes autores e gê-
neros literários de um mesmo momento histórico e de momentos históricos diversos, explorando os 
modos como a literatura e as artes em geral se constituem, dialogam e se retroalimentam.
HABILIDADES DC-GO 
AMPLIADO PARA 
RECOMPOSIÇÃO
(GO-EMLGG101A) Identificar as várias tipologias textuais e gêneros discursivos de circulação cotidia-
na, analisando as diferentes linguagens para possibilitar a criticidade e promover a adequação textual.
(GO-EMLP06D) Reconhecer os diferentes recursos da linguagem verbal e não verbal em diferentes ti-
pologias textuais e diferentes gêneros discursivos, descrevendo os recursos utilizados nos textos para 
analisar os efeitos de sentido desses usos linguísticos na construção de sentido. Campo de atuação na 
vida pública e campo de atuação da vida pessoal.
Prática de Leitura / Análise Linguística e Semiótica
OBJETOS DE CO-
NHECIMENTO
Gênero discursivo / textual: Charge / Meme
Textualidade: estrutura do texto. / Coesão: conjunções, preposição e pronomes, advérbios (referentes 
e referenciais, elementos de coesão). / Estrutura (textos híbridos e multissemióticos). / Tema/assunto. 
/ Variedades linguísticas. / Elementos da comunicação. / Funções da linguagem.
HABILIDADES DC-
GOEM
(EM13LP02) Estabelecer relações entre as partes do texto, tanto na produção como na leitura/escuta, 
considerando a construção composicional e o estilo do gênero, usando/reconhecendo adequadamen-
te elementos e recursos coesivos diversos que contribuam para a coerência, a continuidade do texto 
e sua progressão temática, e organizando informações, tendo em vista as condições de produção e 
as relações lógico-discursivas envolvidas (causa/efeito ou consequência; tese/argumentos; problema 
solução; definição/exemplos etc.).
(EM13LP06) Analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem, da escolha de 
determinadas palavras ou expressões e da ordenação, combinação e contraposição de palavras, den-
tre outros, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de uso crítico de língua.
(EM13LGG401) Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de língua adequados à situ-
ação comunicativa, ao/à interlocutor/a e ao gênero do discurso, respeitando os usos das línguas por 
esse/a interlocutor/a e sem preconceito linguístico.
Professor(a), você é o(a) nosso(a) parceiro(a) de trabalho! 
Dando continuidade ao nosso trabalho, vale destacar 
que, para a elaboração de nossas aulas, nos pautamos 
nas Habilidades do Documento Curricular para Goiás 
(DC - GOEM), nas Habilidade de “Recomposição”, nos 
descritores da Matriz Saeb. Sugerimos que você profes-
sor(a), desenvolva metodologias diversas para desenvol-
ver as atividades deste material. Para tanto, considere o 
contexto de sua sala de aula, a criatividade de seus(suas) 
estudantes, bem como a necessidade de criar um ambien-
te propício para a aprendizagem. Desenvolva também a 
partir dos gêneros aqui apresentados, o estudo da litera-
tura, conforme o contexto e a necessidade dos(das) estu-
dantes. Aqui, apresentamos um material que prioriza um 
determinado objetivo, porém você como mediador(a) do 
processo de aprendizagem, pode acrescentar o trabalho 
com a literatura de modo mais amplo, pode trazer outras 
leituras, mais atividades e metodologias possíveis para 
ensinar os(as) estudantes com efetividade. Lembrando 
que nenhum material é completo, nem o livro didático 
e nem o Revisa, por isso, é necessário planejar, adaptar, 
acrescentar e explorar outros textos/gêneros, desenvol-
ver, por exemplo, análises e leituras de livros literários.
Contamos com o seu trabalho!!! 
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6
HABILIDADES DC-GO 
AMPLIADO PARA 
RECOMPOSIÇÃO
(GO-EMLP06A) Empregar os recursos linguísticos de coesão (preposições, conjunções, pronomes, 
advérbios), analisando textos de diferentes gêneros discursivos para permitir a produção crítica de 
relações lógico-discursivas em vários tipos de possibilidades textuais.
(GO-EMLP02B) Estruturar as partes de textos escritos e orais, estabelecendo as relações adequadas, 
considerando a composição presente na disseminação das práticas culturais contemporâneas, no esti-
lo e na sua funcionalidade em diferentes situações de uso para desenvolver as relações de textualidade 
e de interdiscursividade.
(GO-EMLP06B) Analisar as funções da linguagem como recursos expressivos da língua, considerando 
as diversas situações textuais para conhecer as intencionalidades comunicativas.
(GO-EMLP06D) Reconhecer os diferentes recursos da linguagem verbal e não verbal em diferentes 
tipologias textuais e diferentes gêneros discursivos, descrevendo os recursos utilizados na elaboração 
dos textos para analisar os efeitos de sentido desses usos linguísticos na construção de sentido.
(GO-EMLGG401F) Distinguir os contextos de formalidade e informalidade em textos (orais e escritos) 
diversos (charges, quadrinhos, memes, fanzines/mangás, entrevistas, diálogos, narrativas etc.) sele-
cionando os trechos correspondentes para analisar tais funções em múltiplas variações linguísticas 
(diatópicas, diafásicas e diastráticas).
MATRIZ SAEB
D5- Interpretar um texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.)./ 
D12- Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros./ D19- Reconhecer o efeito de sentido de 
sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. / D17- Reconhecer 
o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações./ D13- Identificar as marcas 
linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto./ D16- Identificar efeitos de ironia ou 
humor em textos variados./ D6- Identificar o tema de um texto./ D4- Inferir uma informação implícita 
em um texto./ D17- Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras nota-
ções. / D11- estabelecer relação de causa/consequência entre partes e elementos do texto. / D2- esta-
belecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem 
pra a continuidade de um texto.
Caro(a) estudante, convidamos você a ler os textos 
com atenção, pois é importante se apropriar da temáti-
ca abordada e do gênero textual em estudo. Para isso, é 
preciso interpretar/compreender e fazer as possíveis in-
ferências, pois esse “passo a passo” auxilia você na reso-
lução das atividades propostas. Nas atividades a seguir, 
vamos estudar os gêneros “Charge” e “Meme”. Vamos lá?
Contextualizando o gênero 
textual, o tema e o campo 
de atuação
GRUPO DE ATIVIDADES 1 1
Professor(a), as atividades que estão propostas têm como 
ponto de partida a prática de oralidade. Inspire os(as) 
estudantes fazendo as atividades(D) R$ 2880,24
(E) R$ 3150,00
Gabarito: C
Sugestão de solução:
Montando o quadro com a dívida, pagamento e taxas pa-
gas, mensalmente, obtemos:
Assim, ao somar todos os pagamentos efetuados, temos
Valor final = 600 ∙ 4 + 201,84
Valor final = 2400 + 201,84
Valor final = 2601,84
Portanto, o valor do notebook será de R$ 2601,84.
Vamos avançar?
SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO
Anteriormente, observamos que o pagamento das fa-
turas do cartão de crédito, quando não realizadas de for-
ma integral, geram um aumento significativo no valor total 
das compras. Algo semelhante ocorre ao adquirir emprés-
timos ou financiamentos por meio de instituições finan-
ceiras, onde o valor negociado é o capital e o valor a ser 
pago à instituição que proveu o empréstimo, acrescido dos 
juros, é o montante. 
Tal pagamento é feito pela fragmentação deste total, 
que deve ser pago frequentemente, o qual chamamos de 
parcelas, ou prestações. As parcelas são compostas por 
uma parte do capital adquirido no financiamento (chamado 
de valor amortizado, ) e de juros sobre o saldo devedor. 
Ou seja:
Ocorre que, há diferentes maneiras de se calcular es-
ses valores, chamadas de Sistemas de Amortização. Va-
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mos conhecer os sistemas mais praticados no mercado de 
financiamento. 
► SISTEMA PRICE
Também chamado de Sistema de Amortização Fran-
cês, é o sistema em que as prestações são fixas durante 
todo o período, até a quitação do valor emprestado ou 
financiado. Dito isso, o valor da prestação é calculado, ge-
ralmente, de acordo com a fórmula:
Em que, é o valor financiado, é a taxa de juros e é a 
quantidade de prestações. 
Observação: dependendo da negociação entre credor 
e tomador, o valor da prestação pode ser ajustado, mas ele 
permanece fixo durante o período de pagamento.
Veja a situação, a seguir: 
Rafael comprará um automóvel no valor de R$ 39 500,00. 
Ele pagará R$ 4500,00 de entrada e financiará o restante em 
36 prestações. Ele aceitou a proposta de um determinado 
banco, com taxa de juros a 2% a.m., utilizando o Sistema Price.
Vamos calcular o valor da prestação (I) e analisar a evo-
lução do saldo devedor deste financiamento (II).
I. Valor da prestação: 
Considerando as informações dadas, temos
Substituindo os valores na fórmula apresentada, obtemos:
Portanto, o valor da prestação será de R$ 1373,15.
II. Evolução do Financiamento: 
No Sistema Price não há alteração da prestação. 
Como saber o valor do juro, da amortização ou do saldo 
devedor? 
Vejamos:
O juro é calculado sobre o saldo devedor. Assim, no 
primeiro mês, temos:
Mês Prestação
Juros 
do saldo 
devedor
Amortização
Saldo 
devedor
0 - - - 35 000,00
1 1373,15 700,00 673,15 34 326,85
2 1373,15 686,54 686,61 33 640,24
3 1373,15 672,80 700,35 32 939,89
4 1373,15 658,80 714,35 32 225,54
35 1373,15 53,32 1319,83 1346,23
36 1373,15 26,92 1346,23 0,00
Total 49 433,40
Logo, a amortização é a diferença entre o valor da pres-
tação e valor dos juros, ou seja
Logo, o saldo devedor para segundo mês é
No segundo mês, teremos:
A amortização neste mês será de: 
Dessa forma, o saldo devedor para o terceiro mês é
Observe a planilha que apresenta algumas parcelas e a 
evolução de cada valor neste financiamento:
Uma característica marcante deste sistema é que a 
amortização no saldo devedor é crescente, enquanto os 
juros são decrescentes. 
Ainda com dúvidas sobre o Sistema Price?
Acesse o QR Code e assista ao vídeo (LE-
GENDADO) do Youtube:
“Financiamentos: Price”. OBMEP | IMPA
Professor(a), se possível, utilize os Chromebooks para refa-
zer as planilhas apresentadas aqui. Além disso, indicamos 
o uso de planilhas eletrônicas aplicativos gratuitos como a 
Planilhas Google e Libre Office ou pagos, como Excel. 
► SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC)
Assim como o nome sugere, neste sistema a amortização 
é constante. Dessa forma, a diminuição no saldo devedor é 
mais significativa em comparação ao Price. No entanto, suas 
parcelas costumam ser mais altas no início da operação.
Nesse sistema, podemos calcular a amortização 
mensal como a razão entre o valor do financiamento e a 
quantidade de parcelas, ou seja,
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O valor da parcela é composto pela soma da amortiza-
ção com o juro sobre o saldo devedor:
Veja a situação, a seguir: 
Júlia comprará um automóvel no valor de R$ 42 000,00. 
Ela pagará R$ 7000,00 de entrada e financiará o restante 
em 36 prestações. Ela conseguiu uma proposta de finan-
ciamento em seu banco, com uma taxa de juros a 2% a.m., 
pelo SAC.
Vamos calcular o valor das prestações e analisar a evolu-
ção do saldo devedor desse financiamento.
Considerando as informações dadas, temos 
Calculando a amortização, obtemos:
Assim, o valor da primeira prestação é calculado 
como:
Dessa forma, o valor da primeira prestação é de 
R$ 1672,22.
Logo, o saldo devedor para o segundo mês é
Agora, o valor da segunda prestação é calculado 
como:
Portanto, o valor da segunda prestação é de R$ 1652,78.
Observe a planilha, que apresenta algumas parcelas e a 
evolução de cada valor nesse financiamento:
A característica marcante deste sistema é que suas 
parcelas são decrescentes, pois acompanham o decres-
cimento dos juros. 
Ainda com dúvidas sobre o Sistema SAC?
Acesse o QR Code e assista ao vídeo (LE-
GENDADO) do Youtube:
“Financiamentos: SAC”. OBMEP | IMPA
Observe que Rafael e Júlia financiaram o mesmo valor 
com a mesma taxa de juros e tempo, porém com sistemas 
de amortização distintos.
Utilizando o Price, Rafael pagou R$ 49 433,40 no fi-
nanciamento de seu carro, enquanto Júlia utilizou o SAC e 
pagou R$ 47 950,00.
Renda necessária para financiar um 
imóvel
Antes de liberar o financiamento para você, o 
banco avalia se sua renda está comprometida com ou-
tras dívidas e despesas. Para isso, ele considera o valor 
que você quer financiar e em quanto tempo, além de 
documentos que comprovem outras despesas mensais 
e a sua renda total. Cada banco trabalha com um per-
centual de comprometimento de renda, que, em geral, 
não pode ultrapassar 30% da sua renda.
https://www.bcb.gov.br/meubc/faqs/p/renda-necessaria-para-financiar-um-imovel
ATIVIDADES
Professor(a), na atividade 4, o objetivo é que o(a) estudan-
te desenvolva a habilidade de comparar financiamento 
utilizando sistemas de amortização, que o auxiliem na to-
mada de decisões que impactam o seu orçamento pessoal. 
4. A respeito de sistemas de amortização em um financia-
mento, considere as afirmações, a seguir:
I. No Sistema de Amortização Constante (SAC), o va-
lor das prestações é igual do começo ao fim do fi-
nanciamento.
II. No Sistema Price de amortização, o valor amortiza-
do vai aumentando com o passar do tempo, durante 
o período de pagamento.
III. Ao comparar os sistemas de amortização SAC e Pri-
ce, com mesmo valor de empréstimo, mesma taxa 
de juros e mesmo período verificamos que o saldo 
devedor sofre maior redução no Sistema Price.
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Sabendo que a loja trabalha com o Sistema Price, o valor 
de cada prestação será de:
(A) R$ 176,80. (D) R$ 229,59.
(B) R$ 206,80. (E) R$ 249,49.
(C) R$ 209,59. 
Gabarito: C
Sugestão de solução:
V = 2100 – 400 = 1700
i = 4% → 0,04
t = 10 meses
Utilizando a fórmula para encontrar a prestação, no Siste-
ma Price, temos
Podemos dizer que está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões):
(A) I. (D) I e III.
(B) II. (E) II e III.
(C) III.
Gabarito: B 
Sugestão de solução: 
Verificando cada item: 
I. (Falso) No SAC, as prestações são decrescentes com o 
passar do tempo. 
II. (Verdadeiro) No sistema Price, a amortização é cres-
cente enquanto os juros são decrescentes.
III. (Falso) Ao fazer essa comparaçãoo saldo devedor a re-
dução é maior no sistema SAC. 
Professor(a), nas atividades 5 e 6, o objetivo é que os(as) 
estudantes desenvolvam a habilidade de determinar o va-
lor da prestação em financiamentos nos Sistemas Price e 
SAC, de acordo com suas taxas e prazos. Além disso, dialo-
gue com os(as) estudantes sobre a importância de se pla-
nejar compras a prazo e ter conhecimento sobre os tipos 
de financiamento é basilar para evitar o endividamento.
5. Ivana fará um empréstimo de R$ 60 000,00 para cons-
truir seu estúdio de fotografia e está analisando qual sis-
tema de amortização vai utilizar para saldar a dívida em 
6 anos. Ela recebeu uma proposta financiamento de seu 
banco, com taxa de 1% ao mês. Sabendo disso responda: 
a) Qual será o valor amortizado de cada parcela se Iva-
na optar pelo SAC? De quanto será a primeira prestação 
nesse caso? 
b) Se decidir pelo Sistema Price, qual será o valor de 
cada prestação? Quanto será o valor amortizado na pri-
meira prestação? 
Sugestão de solução: 
Antes da resolução os prazos e taxas devem estar no mes-
mo período, assim
i = 1% a.m. → 0,01
t = 6 anos → 72 meses
a) No SAC, a amortização é calculada pela razão , dessa 
forma
Dessa forma, o valor da amortização mensal é de R$ 833,33, 
aproximadamente. 
Os juros sobre o valor financiado é
1% de 60 000 = 0,1 ∙ 60 000 = 600
Ao somar a amortização e os juros, temos:
833,33 + 600 = 1433,33
Portanto, o valor da primeira prestação é de R$ 1433,33.
b) Utilizando a fórmula para encontrar a prestação, temos
Pelo Sistema Price Ivana pagará, aproximadamente, 
R$ 1173,01 por prestação.
Como os juros, da primeira prestação, é de R$ 600,00, a 
amortização será
P – J = A
1173,01 – 600 = A
A = 573,01
Portanto, a amortização na primeira prestação, será de 
R$ 573,01.
6. Sandro comprará uma geladeira e se interessou pelo 
seguinte modelo:
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7. (ENEM 2015) Um casal realiza um financiamento imo-
biliário de R$ 180 000,00, a ser pago em 360 prestações 
mensais, com taxa de juros efetiva de 1% ao mês. A pri-
meira prestação é paga um mês após a liberação dos 
recursos e o valor da prestação mensal é de R$ 500,00 
mais juro de 1% sobre o saldo devedor (valor devido antes 
do pagamento). Observe que, a cada pagamento, o saldo 
devedor se reduz em R$ 500,00 e considere que não há 
prestação em atraso.
Efetuando o pagamento dessa forma, o valor, em reais, a 
ser pago ao banco na décima prestação é de
(A) 2 075,00. 
(B) 2 093,00. 
(C) 2 138,00. 
(D) 2 255,00.
(E) 2 300,00.
Vamos ampliar?
ESTUDO DE CASO – AMORTIZAÇÃO EXTRA
Conforme estamos estudando, financiamentos são 
utilizados para adquirir bens de alto valor, sem a necessi-
dade da compra à vista e, por conta disso, o valor total do 
financiamento é maior que o valor adquirido.
Assim, amortizar significa reduzir o total do saldo de-
vedor e, consequentemente, diminuiu a quantidade de 
parcelas e o valor do total do empréstimo.
Leia a situação, a seguir: 
Carolinne contraiu um financiamento de R$ 200 000,00 
com seu banco, para comprar sua casa própria. A oferta 
consiste em uma taxa de 0,8% a.m., durante 240 meses, 
utilizando o Sistema Price. Na 48ª prestação, ela efetua-
rá uma amortização extra de R$ 10 000,00 em seu saldo 
devedor.
Vamos analisar duas coisas:
I. O impacto no valor final;
II. A quantidade de prestações que serão “abatidas”.
Calculando o valor da prestação, no sistema Price, ob-
temos 
Assim, 
Vamos recorrer à planilha para visualizar os primeiros 
valores, em reais,
Professor(a), na atividade 7, o objetivo é que o(a) estu-
dante desenvolva a habilidade de resolver problema en-
volvendo uma situação de amortização, sem especificar o 
sistema. 
Gabarito: D
Sugestão de solução:
Organizando as informações, temos: 
Valor do financiamento: R$ 180 000,00
Prestações: 360 meses
Amortização mensal: R$ 500,00
Juros: 1% → 0,01
Ao calcular o saldo devedor, a partir do primeiro mês, de-
vemos subtrair 500 reais referentes à amortização. Além 
disso, o valor da parcela é a adição da amortização com o 
1% sobre o saldo devedor do mês.
Prestação do 1° mês:
0,01 ∙ 180 000 + 500 = 1800 + 500 = 2300
O saldo devedor é R$ 179 500, assim a prestações no 2° mês:
0,01 ∙ 179 500 + 500 = 1795 + 500 = 2295
3° mês:
0,01 ∙ 178 500 + 500 = 1785 + 500 = 2290
4° mês:
0,01 ∙ 178 000 + 500 = 1780 + 500 = 2285
5° mês:
0,01 ∙ 177 500 + 500 = 1775 + 500 = 2280
6° mês:
0,01 ∙ 177 000 + 500 = 1770 + 500 = 2275
7° mês:
0,01 ∙ 176 500 + 500 = 1765 + 500 = 2270
8° mês:
0,01 ∙ 176 000 + 500 = 1760 + 500 = 2265
9° mês:
0,01 ∙ 175 500 + 500 = 1755 + 500 = 2260
10° mês:
0,01 ∙ 175 000 + 500 = 1750 + 500 = 2255
Portanto, o valor a ser pago, ao banco, na décima presta-
ção é de 2255 reais.
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Como a parcela é fixa, temos: 
Então, o valor total do financiamento de Carolinne é 
de R$ 450 561,60.
Contudo, na 48ª prestação, ao efetuar uma amorti-
zação extra de R$ 10 000,00, os juros e o saldo devedor, 
para as próximas prestações, sofrem alterações. 
Veja:
Como consequência, no 218º mês chega–se à quita-
ção desse financiamento, reduzindo 22 prestações.
Contabilizando todas as 218 parcelas e a amortização 
extra, temos:
1877,34 ∙ 218 + 10 000
=409 260,12 + 10 000
=419 260,12
Dessa forma, o valor total que pago por Carolinne é de 
R$ 419 260,12.
Calculando a diferença entre o financiamento original 
e este valor, temos
450 561,60 – 419 260,12 = 31 301,48
Por fim, o impacto foi de R$ 31 301,48 a menos, fa-
zendo uma amortização de R$ 10 000,00, no 48° mês.
Por isso, ao escolher algum financiamento, Price 
ou SAC, além de planejar o impacto na sua renda, uma 
dica importante é a amortização extra. Tanto para 
amenizar o valor total pago quanto para diminuir a 
quantidade de prestações.
ATIVIDADES
8. Carlos financiou uma viagem no valor de R$ 20 000,00 
em 12 parcelas iguais, sob uma taxa de 1% a.m. Após pa-
gar 4 parcelas, ele recebeu um bônus no trabalho e reali-
zou uma amortização extra de R$ 2000,00.
Responda:
a) Qual é o valor da parcela?
b) Qual é o impacto em seu financiamento devido à amor-
tização extra?
Sugestão de Solução:
a) É possível verificar que o sistema de financiamento é o 
Price. Assim, a parcela é determinada por
Assim, a parcela é de R$ 1777,29, aproximadamente.
b) Carlos irá pagar, na 5ª parcela o valor de R$ 3777,29, 
com a uma amortização extra de R$ 2000,00. Logo, ob-
serve como ficou este financiamento:
Mês Prestação Amortização Juros Saldo 
devedor
0 - - - 20 000,00
1 1777,29 1577,29 200,00 18 422,71
2 1777,29 1593,06 184,23 16 829,65
3 1777,29 1608,99 168,30 15 220,65
4 1777,29 1625,08 152,21 13 595,57
5 3777,29 3641,33 135,96 9954,24
6 1777,29 1677,75 99,54 8276,49
7 1777,29 1694,53 82,76 6581,96
8 1777,29 1711,47 65,82 4870,49
9 1777,29 1728,59 48,70 3141,91
10 1777,29 1745,87 31,42 1396,04
11 1410,00 1396,04 13,96 0,00
12 - - - -
Dessa forma, além de eliminar o 12ª parcela, Carlos paga-
rá R$ 1410,00, na 11ª parcela.
9. Ana financiou a construção de um móvel planejado no 
valor de R$ 10 000,00 em 8 prestação, a 2% a.m., pelo sis-
tema SAC. Na 4ª prestação ela realizou uma amortização 
extra de R$ 1000,00.
Qual será o valor total pago por Ana neste móvel plane-
jado?
Sugestão de Solução:
Calculando a amortização mensal, obtemos
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Vamos Sistematizar?
IMPOSTO DE RENDA (IR)
https://agenciabrasil.ebc.com.br/foto/2025-03/importo-de-renda-1742480870-4
Os valores arrecadados com o imposto de renda con-
tribuem para o desenvolvimento do Brasil, financiando a 
saúde, educação, segurança e inúmeros serviços públicos 
prestados ao cidadão brasileiro. 
Essa arrecadação ocorre de diversas maneiras, sendo 
as mais comuns:
• O Impostode Renda Retido na Fonte (IRRF): onde 
a tributação ou arrecadação é realizada diretamente no 
salário bruto do trabalhador, apresentada nos registros 
da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e nos 
contracheques, como um dos descontos mensais. 
• O Imposto de Renda sobre a Pessoa Física (IRPF): 
também conhecida como Declaração de Ajuste Anual é a 
declaração dos impostos devidos à pessoa física que rece-
be rendimentos de investimentos, pensões, aluguéis etc. 
Em geral, todo cidadão que recebe acima de um deter-
minado valor, definido pelo Governo Federal, precisa fazer a 
declaração do Imposto de Renda. No Brasil, o órgão respon-
sável pela arrecadação é a Receita Federal, subordinada ao 
Ministério da Fazenda. Além disso, a Receita é encarregada 
da fiscalização e controle aduaneiro (fiscalização de empre-
sas estrangeiras) e do combate à sonegação fiscal.
Por que devemos declarar o imposto de renda? 
A partir da declaração, a receita verifica se o valor 
cobrado do cidadão é realmente o valor que ele deveria 
Assim, Ana pagou o total de R$ 10 820,00 no móvel pla-
nejado.
pagar de acordo com a renda. Essas diferenças ocorrem 
porque as taxas de pagamento das faixas de base de cál-
culos mudam constantemente. Quando o valor retido é 
maior do que se deve, é feita a restituição, ou seja, é de-
volvida a diferença entre a arrecadação e o que se deve 
ao contribuinte. Caso contrário, é necessário pagar a dife-
rença aos cofres públicos. 
Mas afinal, quais são os valores taxados no IR? 
Observe a tabela de incidência e deduções mensais 
para cálculo do imposto sobre a renda das pessoas físicas 
(IRPF) em 2024 e 2025, do governo federal brasileiro.
* Rendimentos previdenciários isentos para maiores de 65 
anos: R$ 1903,98.
* Dedução mensal por dependente: R$ 189,59.
* Limite mensal de desconto simplificado: R$ 564,80.
Alguns pontos importantes a se destacar: 
• Base de cálculo é a faixa de renda, na qual será 
aplicado o percentual da alíquota;
• Alíquota é o percentual do valor que será retido 
(pago);
• Dedução é o valor que será reduzido do percentu-
al da alíquota;
• Limite mensal de desconto simplificado é a dedução 
aplicada na renda bruta, para iniciar o cálculo do IR.
Vamos calcular o IRRF de um trabalhador cujo salá-
rio bruto é de R$ 3000,00.
Comece aplicando o desconto simplificado sobre o 
salário bruto:
3000 – 564,80 = 2435,20
Assim, o valor da base de cálculo será de R$ 2435,20, 
ou seja, está na faixa entre R$ 2259,21 até R$ 2826,65.
Aplicando a alíquota de 7,5% da base de cálculo, ob-
temos:
7,5% ∙ 2435,20 = 0,075 ∙ 2435,20 = 182,64
Aplicando a dedução nesta faixa de desconto:
182,64 – 169,44 = 13,20
Portanto, o valor retido do IR deste trabalhador é de 
R$ 13,20, mensalmente.
Calculando o valor de cada prestação, junto com a amor-
tização extra na 4ª prestação, temos
Além das deduções do desconto simpli-
ficado e a dedução de cada alíquota, pais e respon-
sáveis legais tem deduções mensal, por dependente.
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ATIVIDADES
10. Qual é o valor do desconto IRRF de um assalariado 
cujo salário bruto mensal é de R$ 5000,00, em 2025?
Sugestão de Solução:
Aplicando o desconto simplificado de R$ 564,80 sobre o 
salário bruto
5000 – 564,80 = 4435,20
Assim, o valor da base de cálculo é de R$ 4435,20, ou seja, 
está entre R$ 3751,06 até R$ 4664,68
Aplicando a alíquota de 22,5% da base de cálculo, obtemos
22,5% ∙ 4435,20 = 0,225 ∙ 4435,20 = 997,92
Aplicando a dedução desta faixa de desconto (R$ 662,77), 
temos
997,92 – 662,77 = 335,15
Portanto, o valor do desconto mensal, referente ao IR, 
deste assalariado é de R$ 335,15.
11. O salário líquido de Rebecca é calculado a partir do sa-
lário bruto, cujo valor é R$ 4200,00, com dois descontos. 
São eles:
I. O Imposto de Renda (IRRF), segundo a regra de 2025;
II. O da Previdência Social (INSS), 12% sobre o salário 
bruto.
Qual é o valor do salário líquido de Rebecca?
Sugestão de Solução:
Vamos calcular cada um dos descontos.
I. Desconto do IRRF:
Aplicando o desconto simplificado de R$ 564,80 sobre o 
salário bruto
4200 – 564,80 = 3635,20
Assim, o valor da base de cálculo se adequa à alíquota 
de 15%.
Aplicando a alíquota de 15% da base de cálculo
15% ∙ 3635,20 = 0,15∙3635,20 = 545,28
Aplicando a dedução desta faixa de desconto, R$ 381,44
545,28 – 381,44 = 163,84
Assim, o valor do desconto do imposto de renda é de 
R$ 163,84.
II. Desconto do INSS:
12% ∙ 4200 = 0,12 ∙ 4200 = 504
Logo, o valor do desconto da previdência social, é de 
R$ 504,00.
Portanto, aplicando os descontos, temos
4200 – (163,84 + 504) = 3532,16
Assim, o salário líquido de Rebecca é de R$ 3532,16.
12. (ENEM 2011) Um jovem investidor precisa escolher 
qual investimento lhe trará maior retorno financeiro em 
uma aplicação de R$ 500,00. Para isso, pesquisa o ren-
dimento e o imposto a ser pago em dois investimentos: 
Para o jovem investidor, ao final de um mês, a aplicação 
mais vantajosa é 
(A) a poupança, pois totalizará um montante de 
R$ 500,56. 
(B) o CDB, pois totalizará um montante de R$ 500,87. 
(C) a poupança, pois totalizará um montante de 
R$ 502,80. 
(D) o CDB, pois totalizará um montante de R$ 504,21. 
(E) o CDB, pois totalizará um montante de R$ 504,38. 
Professor(a), nas atividades 10 a 12, o objetivo é que o(a) 
estudante desenvolva a habilidade de determinar o valor 
do desconto que será aplicado no salário do cidadão, en-
volvendo o cálculo de porcentagens e alíquotas relaciona-
do ao imposto de renda e ou INSS.
poupança e CDB (certificado de depósito bancário). As 
informações obtidas estão resumidas no quadro:
De olho no Enem!
1. (ENEM 2024) Em uma loja de defensivos agrícolas, os 
preços de alguns produtos foram divulgados em um cartaz.
Gabarito: D
Sugestão de Solução:
Aplicando o rendimento mensal (acréscimo), em ambas as 
operações, temos
Para a poupança
Valor final = 500 ∙ (1 + 0,56%)
Valor final = 500 ∙ (1 + 0,0056)
Valor final = 500 ∙ (1,0056)
Valor final = 502,80
Para o CDB
Valor final = 500 ∙ (1+0,876%)
Valor final = 500 ∙ (1+0,00876)
Valor final = 500 ∙ (1,00876)
Valor final = 504,38
Para a poupança o imposto de renda é isento, logo o ren-
dimento final permanece em R$ 502,80.
Para o CDB, devemos aplicar o desconto de 4% sobre o 
rendimento, assim
desconto = (504,38 – 500) ∙ 4%
desconto = (4,38)∙0,04
desconto = 0,1752
Assim, o rendimento final, para o CDB,
504,38–0,1752=504,2048
Logo, a aplicação mais vantajosa será do CDB.
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Sabe-se que 1 litro de defensivo do Tipo A é suficiente 
para aplicação em 0,5 hectare (ha), enquanto que 1 litro 
de defensivo do Tipo B é suficiente para aplicação em 0,4 
ha. Um agricultor precisa comprar, nessa loja, uma quanti-
dade de litros de defensivo suficiente para aplicar em uma 
área de 20 ha, além de levar uma máscara para aplicação. 
O valor mínimo, em real, a ser gasto pelo agricultor é 
(A) 147,00. (D) 165,75.
(B) 150,00. (E) 168,00.
(C) 162,50. 
Gabarito: C
Sugestão de Solução:
Tipo A: 1 L do defensivo é suficiente para 0,5 hectare. Va-
lor por litro: R$ 4,20. Comprando 35 L, ou mais, ganha a 
máscara de aplicação.
Calculando a quantidade de litros do defensivo tipo A, ne-
cessários, temos
Assim, 
40 ∙ 4,2 = 168,00
Custo total, R$ 168,00.
Tipo B: 1 L do defensivo é suficiente para 0,4 hectare. Va-
lor por litro: R$ 3,00.
Calculando a quantidade de litros do defensivo tipo B, ne-
cessários, temos
É necessário comprar a máscara de aplicação: R$ 12,50. 
Assim, 
50 ∙ 3 + 12,5 = 150 + 12,5 = 162,5
Custo total, R$ 162,50.
Portanto, o valor mínimo a ser gasto pelo agricultor é de 
R$ 162,50.
2. (ENEM 2024 – PPL/Reaplicação) Uma incorporadora põe 
à venda diversos apartamentos de 2 e de 3 quartos. Os de 2 
quartos têm varanda e custam R$ 220 000,00. Alguns apar-
tamentos de 3 quartos nãotêm varanda e custam R$ 300 
000,00. Se tiverem varanda, o preço será 15% maior. A pre-
visão do mercado é de que imóveis de 2 quartos possam ser 
revendidos daqui a 12 meses por 5% a mais que o preço pelo 
qual foram comprados, enquanto apartamentos de 3 quar-
tos poderão ser revendidos daqui a 12 meses por 4% a mais 
do que o valor pago, independentemente de terem varanda.
Uma agência imobiliária tem R$ 1 000 000,00 para inves-
tir e decidiu comprar alguns desses apartamentos. A in-
tenção é revendê-los daqui a 12 meses com o maior lucro 
possível. As possibilidades de compra foram analisadas e, 
levando em conta o valor a investir e a previsão do merca-
do, uma decisão sobre a compra foi tomada. 
A decisão quanto à quantidade e ao tipo de apartamentos 
a comprar foi de 
(A) 4 de 2 quartos. 
(B) 3 de 3 quartos sem varanda. 
(C) 3 de 3 quartos com varanda. 
(D) 3 de 2 quartos e 1 de 3 quartos sem varanda. 
(E) 1 de 2 quartos, 1 de 3 quartos sem varanda e 1 de 3 
quartos com varanda.
Gabarito: D
Sugestão de Solução:
Compra:
2Q: 220 000
3Q: 300 000
3Q (com varanda): 300 000 ∙ (1,15) = 345 000
Venda (daqui a 12 meses)
2Q: 220 000 ∙ (1,05) = 231 000
3Q: 300 000 ∙ (1,04) = 312 000
3Q (com varanda): 345 000 ∙ (1,04) = 358 800
Dessa forma,
(A) Comprando 4 de 2 quartos:
L = V – C
L = 2 ∙ 231 000 – 2 ∙ 220 000
L = 2 ∙ (231 000 – 220 000)
L = 2 ∙ 11 000
L = 22 000
(B) 3 de 3 quartos sem varanda.
L = V – C
L = 3 ∙ 312 000 – 3 ∙ 300 000
L = 3 ∙ (312 000 – 300 000)
L = 3 ∙ 12 000
L = 36 000
(C) 3 de 3 quartos com varanda. Não é possível, pois 
3 ∙ 345 000 = 1 035 000
Já ultrapassa os 1 milhão para o investimento.
(D) 3 de 2 quartos e 1 de 3 quartos sem varanda. 
C = 3 ∙ 200 000 + 300 000 = 900 000
V = 3 ∙ 231 000 + 312 000 = 1 005 000
Assim,
L = V – C
L = 1 005 000 – 900 000
L = 105 000
(E) 1 de 2 quartos, 1 de 3 quartos sem varanda e 1 de 3 
quartos com varanda.
C = 200 000 + 300 000 + 345 000 = 845 000
V = 231 000 + 312 000 + 358 800 = 901 800
Assim,
L = V – C
L = 901 800 – 845 000
L = 56 800
Portanto, comprar 3 de 2 quartos e 1 de 3 quartos sem 
varanda é a melhor opção.
3. (ENEM 2024 – PPL/Reaplicação) Em um supermercado, 
uma marca de papel higiênico é comercializada em cinco di-
ferentes tipos de pacotes, contendo quantidades distintas 
de rolos em cada um. Todos os rolos são de mesma largura 
e com metragens lineares diversas. Os preços de cada tipo 
de pacote são distintos, e as especificações são estas: 
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Assim, quantos reais Mariana pagaria para ficar uma hora 
e meia usando a internet nessa lan house? 
• tipo I: pacote contendo 4 rolos, com metragem line-
ar de 60 m por rolo, ao preço de R$ 4,90; 
• tipo II: pacote contendo 12 rolos, com metragem li-
near de 20 m por rolo, ao preço de R$ 4,50; 
• tipo III: pacote contendo 16 rolos, com metragem 
linear de 30 m por rolo, ao preço de R$ 8,60; 
• tipo IV: pacote contendo 20 rolos, com metragem 
linear de 30 m por rolo, ao preço de R$ 11,00; 
• tipo V: pacote contendo 24 rolos, com metragem li-
near de 20 m por rolo, ao preço de R$ 8,70. 
Um cliente vai a esse supermercado, avalia cada uma das 
especificações e resolve adquirir um pacote de papel higi-
ênico que tenha o menor preço por metro linear. 
Qual foi o tipo de pacote adquirido por esse cliente? 
(A) I (B) II (C) III (D) IV (E) V
Gabarito: E
Sugestão de Solução:
É necessário avaliar cada tipo de pacote, dessa forma
Assim, o pacote de papel higiênico que tenha o menor 
preço por metro linear, é o tipo V.
4. (ENEM 2023 – PPL/Reaplicação) Mariana não tem 
computador pessoal em casa e precisa fazer uma pesqui-
sa na internet para um trabalho de escola. Então, foi até 
uma lan house perto de sua casa. Na porta da lan house 
havia esta placa
(A) R$ 0,18 (D) R$ 3,18
(B) R$ 2,18 (E) R$ 12,80
(C) R$ 3,08
Gabarito: E
Sugestão de Solução:
Como uma hora e meia equivalem a 90 minutos, temos
90 ∙ 0,12 = 10,80
Temos a taxa de utilização, assim
10,80 + 2 = 12,80
5. (ENEM 2023 – PPL/Reaplicação) Uma empresa fun-
dada em 2005, ao longo dos anos ganhou popularidade 
e aumentou consideravelmente sua atuação na economia 
do país. Os lucros anuais e seu padrão de crescimento po-
dem ser observados na tabela.
Supondo que se tenha mantido o padrão observado na ta-
bela para os 5 anos seguintes, estima-se que o lucro total 
dessa empresa, de 2005 a 2014, em milhar de real, foi 
(A) 120.
(B) 134.
(C) 1025.
(D) 2056.
(E) 2074.
Gabarito: D
Sugestão de solução:
Observando a evolução do lucro, temos:
6. (ENEM 2023) Em janeiro do ano passado, a direção de 
uma fábrica abriu uma creche para os filhos de seus fun-
cionários, com 10 salas, cada uma com capacidade para 
atender 10 crianças a cada ano. As vagas são sorteadas 
entre os filhos dos funcionários inscritos, enquanto os não 
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contemplados pelo sorteio formam uma lista de espera. 
No ano passado, a lista de espera teve 400 nomes e, neste 
ano, esse número cresceu 10%. 
A direção da fábrica realizou uma pesquisa e constatou 
que a lista de espera para o próximo ano terá a mesma 
quantidade de nomes da lista de espera deste ano. Deci-
diu, então, construir, ao longo desse ano, novas salas para a 
creche, também com capacidade de atendimento para 10 
crianças cada, de modo que o número de nomes na lista de 
espera no próximo ano seja 25% menor que o deste ano. 
O número mínimo de salas que deverão ser construídas é
(A) 10.
(B) 11.
(C) 13.
(D) 30.
(E) 33.
Gabarito: B
Sugestão de solução:
Calculando o número da lista de espera, para este ano temos:
400 ∙ (100% + 10%) = 400 ∙ (1,1) = 440
Como a quantidade de pessoas da lista de espera para o pró-
ximo ano é a mesma, vamos calcular o “desconto” de 25%:
440 ∙ (1–25%) = 440 ∙ (0,75) = 330
Dessa forma, 110 crianças serão atendidas pela creche. E 
como cada sala atende 10 crianças, deverão ser constru-
ídas 11 salas.
7. (ENEM 2023 – PPL/Reaplicação) Uma pessoa comprou 
uma caixa com 25 bombons por 5 reais. Resolveu reven-
dê-los de forma avulsa a um preço único. Não resistindo 
à tentação, durante a venda, comeu cinco bombons. Ob-
teve, mesmo assim, com a venda dos bombons restantes, 
um lucro de 20% sobre o valor pago pela caixa.
Qual foi o valor, em real, de venda de cada bombom? 
(A) 0,20
(B) 0,24
(C) 0,30
(D) 0,35
(E) 0,40
Gabarito: C
Sugestão de solução:
O lucro, sobre a valor pago, temos um lucro de 20%. Des-
sa forma,
Assim,
Como foram vendidos 20 bombons, temos
6 ÷ 20 = 0,3
Portanto, o valor da venda de cada bombom foi R$ 0,30.
8. (ENEM 2023 – PPL/Reaplicação) No ano em que uma 
empresa lançou seu novo modelo de celular no mercado 
brasileiro, investiu 45 milhões de reais no primeiro se-
mestre em cada uma das cinco regiões do país, colocando 
à venda 30 mil aparelhos por região. No primeiro semes-
tre, todos os aparelhos colocados à venda foram vendi-
dos, gerando um lucro total de 30 milhões de reais. No 
segundo semestre, a empresa decidiu que faria o mesmo 
investimento e colocou à venda as mesmas quantidades 
de aparelhos por região. Por causa da demanda observa-
da, a empresa considerou que todos os aparelhos desse 
modelo que fossem ofertados sejam vendidos e, além 
disso, planeja obter um lucro total 10% maior no segundo 
semestre do que o que obteve no primeiro. 
Para que essa empresa alcance o lucro planejado, qual 
deve ser o valor de venda, em real, de um aparelho celular 
desse modelo, no segundo semestre desse ano?
(A) R$ 1650,00
(B) R$ 1720,00
(C) R$ 1870,00
(D) R$ 2500,00
(E) R$ 2600,00
Gabarito: 
Sugestão de solução:
Venda: x
Custo: 45 000 000 ∙ 5 = 225 000 000
Lucro com 10%: 30 000 000 ∙ 1,1 = 33 000 000
Aparelhos vendidos: 30 000 ∙ 5 = 150 000
Logo, 
L = V - C
33 000 000 = x - 225 000 000
x = 33 000 000 + 225 000 000
x = 258 000 000
Assim,
258 000 000 ÷ 150 000 =1720
Portanto, para obter 10% de lucro, à mais, o valor do celu-
lar deve ser de R$ 1720,00.
9. (SEE-PB 2025) Um artista plástico desenvolveu um 
painel retangular cujo lado maior mede 30 centímetros. 
Este painel pode ser subdividido em nove retângulos con-
gruentes, conforme ilustrado a seguir:
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10. Observe o retângulo ABCD e triângulo BCE:
A área do retângulo ABCD é 720 cm², o ponto F é o ponto 
médio de AD e o ponto E pertence à linha CD.
A área do triângulo EDF, em centímetros quadrados, é
(A) 720.
(B) 480.
(C) 360.
(D) 240.
(E) 180.
O perímetro, em centímetros, desse painel é igual a
(A) 106.
(B) 110.
(C) 112.
(D) 114.
(E) 120.
Gabarito: D
Sugestão de solução:
Cada um desses retângulos possuem comprimento de x e 
largura de y. Assim,
Assim, o comprimento equivale a 2x (ou 5y), enquanto a 
largura equivale a x + 2y (ou 4,5y). 
Como o maior lado mede 30 cm, temos
Comprimento: 
Além disso,
Assim, a largura mede:
Por fim, o perímetro é
Portanto, o comprimento desse painel é igual a 114 cm.
Gabarito: E
Sugestão de solução:
Observando a figura, temos que
• Congruência entre os ângulos: 
;
Como a área do retângulo é de 720 cm², AD = 2x e AB = y, 
temos:
Assim, calculando a área do triângulo DEF, temos
11. Sejam x1 e x2 raízes da equação x2 + 2x – 3 = 0. 
O valor de (x1)2 + (x2 )2 é igual a
(A) –10.
(B) – 9.
(C) 1.
(D) 5.
(E) 10.
• Congruência de segmentos: AF ≡ DF
Dessa forma, podemos afirmar que os triângulos ABF e 
DEF são congruentes.
Logo,
Gabarito: E
Sugestão de solução:
Pela equação x2 + 2x – 3 = 0, temos que a = 1 ; b = 2 ;c = –3.
Aplicando soma e produto para resolver a equação, ob-
temos:
Decompondo –3, temos
(–1) ∙ 3 = –3 ou 1 ∙ (–3) = –3
Pelas duas possibilidades, temos
– 1 + 3 = 2 e 1 + (– 3) = – 2
Como a soma é – 2, temos que x1 = 1 e x2 = – 3.
Assim, 
(x1 )2 + (x2 )2 → (1)2 + (–3)2 = 1 + 9 = 10
12. Uma revendedora de veículos vai sortear 36 motos 
de dois modelos, algumas dos modelos de 160 cilindradas 
e outras do modelos de 400 cilindradas. Sabe-se que, no 
primeiro sorteio a probabilidade de uma moto do modelo 
de 400 cilindradas ser sorteada é de 25%.
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13. Na faculdade onde João estuda, para ser aprovado 
em uma determinada disciplina, ele precisa que a média 
das notas das 4 provas realizadas no semestre seja igual 
ou superior a 7,0 pontos. Nesse semestre, João já fez três 
provas dessa disciplina, nas quais obteve 6,8 pontos, 7,2 
pontos e 6,4 pontos. 
Qual é a nota que João precisa tirar na quarta prova desta 
disciplina para obter a média mínima para aprovação? 
(A) 1,9
(B) 5,1
(C) 6,8
(D) 7,0
(E) 7,6
14. Uma empresa está produzindo latas de spray de tin-
ta, no formato cilíndrico, e interior pode ser representado 
conforme figura a seguir: 
Sabe-se que 1 cm³ equivale a 0,75 mL de spray de tinta.
Qual será a capacidade aproximada, em mL, dessa lata de 
spray? 
(A) 209,3
(B) 313,9
(C) 418,5
(D) 706,2
(E) 941,6
Dessa forma, quantas motos do modelo de 160 cilindra-
das estão sendo sorteadas?
(A) 9
(B) 11
(C) 27
(D) 32
(E) 36
Gabarito: C
Sugestão de solução:
Sendo x, a quantidade de motos de 400 cilindradas, temos
Como foram sorteadas 36 motos, ao total, temos que 
36 – 9 =27
Assim, 27 motos do modelo de 160 cilindradas estão sen-
do sorteadas.
Gabarito: D
Sugestão de solução:
Como a médio das notas das provas deve ser igual ou su-
perior a 7,0, temos
Em que x, representa a nota da última prova. Assim,
Portanto, João necessita precisará de uma nota igual ou 
superior a 7,6 na última prova.
Gabarito: D
Sugestão de solução:
Calculando o volume (V) do recipiente, temos
V = πr2 ∙ h
V = 3,1 ∙ (4,5)2 ∙ 15
V = 3,1 ∙ 20,25 ∙ 15
V = 941,625
Como cada 1 cm³ equivale a 0,75 mL do spray, temos
941,625 ∙ 0,75 = 706,21875
15. (SAEGO 2025) Em um trabalho acadêmico, Jaqueline, 
que é estudante de engenharia mecânica, projetou um siste-
ma para transportar blocos por uma rampa utilizando cabos 
de aço e um conjunto de polias. Observe, na figura abaixo, 
um esboço desse sistema com algumas medidas indicadas.
Qual é o comprimento total, em decímetros, da rampa de 
deslizamento desse sistema? 
(A) 38
(B) 28
(C) 25
(D) 24
(E) 23
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16. Para atender chamados de incêndios em edifícios o cor-
po de bombeiros de uma cidade utiliza seu veículo de com-
bate a incêndio, que possui uma tipo de escada denotada de 
escada magirus. Isso possibilita atender a resgates a uma al-
tura máxima de 56 metros, utilizando um ângulo máximo de 
levantamento de 60º. Veja a representação dessa situação:
Qual o comprimento dessa escada, em metros, quando 
totalmente esticada?
(A) 18√3 
(B) 36√3
(C) 54√3
(D) 72√3
(E) 108√3
Gabarito: D
Sugestão de solução:
Observando a figura, nomeando como “x” a medida des-
conhecida da rampa, podemos observar dois triângulos 
semelhantes:
Assim, temos a relação:
Logo,
Por fim, a medida da rampa é 
20 + x → 20 + 4 = 24
Gabarito: B
Sugestão de solução:
Seja o comprimento da escada a hipotenusa (h) de um tri-
ângulo reto, sob o ângulo de 60°, temos a altura máxima 
como 54 m. 
Assim,
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Expediente
Governador do Estado de Goiás
Ronaldo Ramos Caiado
Vice–Governador do Estado de Goiás
Daniel Vilela
Secretária de Estado da Educação
Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira
Secretária–Adjunta
Helena Da Costa Bezerra
Diretora Pedagógica
Alessandra Oliveira de Almeida
Superintendente de Educação Infantil e Ensino 
Fundamental
Fátima Garcia Santana Rossi
Superintendente de Ensino Médio
Osvany Da Costa Gundim Cardoso
Superintendente de Segurança Escolar e Colégio 
Militar
Cel Mauro Ferreira Vilela
Superintendente de Desporto Educacional, Arte 
e Educação
Elaine Machado Silveira 
Superintendente de Atenção Especializada
Rupert Nickerson Sobrinho
Diretor Administrativo e Financeiro
Andros Roberto Barbosa
Superintendente de Gestão Administrativa
Leonardo de Lima Santos
Superintendente de Gestão e Desenvolvimento 
de Pessoas
Hudson Amarau de Oliveira
Superintendente de Infraestrutura
Gustavo de Morais Veiga Jardim
Superintendente de Planejamento e Finanças
Taís Gomes Manvailer
Superintendente de Tecnologia
Bruno Marques Correia
Diretora de Política Educacional
Vanessa de Almeida Carvalho
Superintendente de Gestão Estratégica e 
Avaliação de Resultados
Márcia Maria de Carvalho Pereira
Superintendente do Programa Bolsa Educação
Márcio Roberto Ribeiro Capitelli
Superintendente de Apoio ao Desenvolvimento 
Curricular
Nayra Claudinne Guedes Menezes Colombo
Chefe do Núcleo de Recursos Didáticos
Evandro de Moura Rios
Coordenador de Recursos Didáticos para o Ensino 
Fundamental
Alexsander Costa Sampaio
Coordenadora de Recursos Didáticos para o 
Ensino Médio
Edinalva Soares de Carvalho Oliveira
Professores elaboradores de Língua Portuguesa
Bianca Felipe Ferreira
Edinalva Filha de Lima Ramos 
Katiuscia Neves Almeida
Maria Aparecida Oliveira Paula
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Professores elaboradores de Matemática
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Tayssa Tieni Vieira de Souza
Thiago Felipe de Rezende Moura
Tyago Cavalcante Bilio
Professores elaboradores de Ciências da Natureza
Leonora Aparecida dos Santos
Sandra Márcia de Oliveira Silva
Sílvio Coelho da Silva
Professores elaboradores de Ciências Humanas e 
Sociais Aplicadas
Eila da Rocha dos Santos
Geraldo Avelino Gomes Filho
Revisão
Cristiane Gonzaga Carneiro Silva
Diagramação
Adriani Grünjunto com eles(as). O 
gênero textual do campo jornalístico-midiático que será 
trabalhado nas primeiras atividades são a “Charge” e o 
“Meme”. Na prática de oralidade, apresentamos a seguir 
alguns questionamentos como ponto de partida, mas se 
considerar pertinente, você pode acrescentar outros. Du-
rante a contextualização do campo, do gênero e do tema, 
é necessário promover o contato do(a) estudante com 
os objetos de conhecimentos abordados nas atividades, 
além disso, é fundamental mobilizar os conhecimentos 
prévios que esses(as) estudantes já têm sobre o gênero 
em estudo. Durante o trabalho com o estudo dos gêneros 
textuais propostos, é de suma importância que ocorra a 
“análise do texto”. Sem o aprofundamento do texto (for-
ma composicional entre outros aspectos), não é possível 
avançar em proficiência da língua. O texto deve ser ana-
lisado considerando “partes” e “todo”. O texto/gênero é o 
objeto de estudo da língua como está descrito na BNCC. 
A pesquisadora Irandé Antunes, diz que por isso mesmo 
é que, no percurso da interação, vamos dando as instru-
ções necessárias para que o outro vá fazendo, com eficá-
cia, essa identificação. Esse aspecto facilita a condução de 
uma investigação sobre o contexto de produção e circula-
ção do gênero textual estudado. 
1. Observe os textos a seguir. Vamos conversar sobre 
eles? 
Texto 1 Texto 2
Texto 3
Disponível em https://brainly.com.br/tarefa/30693424. Acesso em 08 de ago. 2025.
Disponível em https://www.instagram.com/p/DE1yaInvmvc/. Acesso em 08 de ago. 2025.
Disponível em https://www.gerarmemes.com.br/meme/1182992-eu-quando-descobri-o-tema-da-redacao-do-en. Acesso em 08 de ago. 2025.
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► Conhecendo o gênero textual
O gênero textual Charge é um texto que apresenta 
elementos verbais e não verbais e tem como objetivo 
tecer críticas diante de acontecimentos da atualidade, 
isso pode ocorrer também por meio da ironia e da sá-
tira. Por ser um texto do campo jornalístico, esse gê-
nero pode ser encontrado com frequência em jornais, 
revistas e mídias digitais. Com os avanços tecnológicos, 
a charge passou a produções audiovisuais mantendo 
características do gênero, como a sátira e a ironia. 
O gênero textual Meme é produzido a partir das 
linguagens verbal e não verbal. Com estrutura textual 
bem resumida, ele tem o objetivo de provocar o riso, re-
flexão ironizando e/ou criticando situações do cotidia-
no. Dessa forma, um meme pode ser produzido a partir 
de frases, imagens ou vídeos. Geralmente, o meme cir-
cula na internet por meio das redes sociais e das varia-
das fontes de informação e diversão. 
• Você gosta de ler? 
• O que você costuma ler? (livros, revistas, jornais, tex-
tos/imagens/comentários na internet). Por quê?
• Ao observar o Texto 1, você consegue saber qual é o 
tema/assunto desse texto?
• O que você vê no Texto 2? Você consegue dizer qual é 
o assunto desse texto, considerando imagem e texto 
escrito?
• Você sabia que o Texto 1 e o Texto 2 são charges? 
Você conhece o gênero textual charge?
• E o Texto 3 você observou que é um meme? Costuma 
ver memes na internet? 
• Você acha os memes interessantes? Por quê?
• Você sabia que o meme é um gênero textual?
Professor(a), além de contribuir com os(as) estudantes 
orientando as atividades propostas, ajude-os na análise 
de cada texto, na compreensão dos elementos que com-
põem o gênero/texto, contribua com a reflexão sobre va-
riação linguística, informações implícitas e explícitas, fun-
ções da linguagem bem como o conhecimento de mundo 
que os(as) estudantes já têm sobre o gênero e sobre os 
objetos de conhecimento propostos nas atividades.
Leia o texto.
Texto I
Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2015/11/iotti-desrespeito-a-natureza-4913057.html.Acesso em 11 de 
ago. 2025.
2. Descreva, com detalhes, o que é possível ver nesse texto. 
Nesse texto, é possível ver uma casa(do lixo) numa certa 
distância e personagens (pessoas) que apresentam ges-
tos e expressão fisionômica. As personagens conversam 
enquanto caminham. A personagem da frente, conversa 
olhando para um “provável aparelho celular” e a persona-
gem que está mais atrás, conversa jogando algo no monte 
de lixo, onde tem uma placa na qual está escrito: “PROI-
BIDO JOGAR LIXO”. A palavra ‘lixo’ está escrita na cor 
vermelha. 
D5- Interpretar um texto com auxílio de material gráfico 
diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.).
3. Na construção do texto, além das imagens (texto não 
verbal), o que mais pode ser visto?
Além das imagens (texto não verbal), pode ser visto pala-
vras escritas (texto verbal).
D5- Interpretar um texto com auxílio de material gráfico 
diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.).
4. O primeiro balão apresenta uma fala da primeira perso-
nagem: “Bah! E essa tragédia no Rio Doce!?", a persona-
gem parece ler sobre essa tragédia no celular. Consideran-
do fatos/acontecimentos reais que são informados no dia 
a dia, qual gênero textual, provavelmente, ela está lendo? 
Provavelmente, a personagem está lendo uma notícia so-
bre a tragédia.
H01 (Saego) – Reconhecer o gênero de um texto.
5. Observe que a fala da personagem no primeiro balão, 
é iniciada com uma palavra que indica “admiração”, “rea-
ção”, provável “emoção” da personagem frente ao aconte-
cimento (tragédia). Pesquise sobre a classe de palavras, na 
língua portuguesa, que é responsável por exprimir esses 
sentimentos, atitudes?
A classe de palavras que exprime esses sentimentos, ati-
tudes é a “Interjeição.”
D19- Reconhecer o efeito de sentido de sentido decor-
rente da exploração de recursos ortográficos e/ou mor-
fossintáticos. 
6. Na palavra ‘Bah!’, o que é responsável pela “entonação”, 
nesse contexto, para enfatizar a admiração, reação/sen-
sação manifestada pela personagem? 
Na palavra ‘‘Bah!’, o que é responsável pela ‘entonação’ 
para enfatizar essa admiração/reação da personagem é o 
“ponto de exclamação.”
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7. A expressão ‘Bah!’ é utilizada, especialmente, no sul do 
Brasil. Ela é uma expressão informal e versátil, usada mui-
tas vezes para reagir a algo que foi dito ou que aconteceu. 
Sendo assim, entende-se que essa expressão é uma varia-
ção linguística
( ) social, pois apresenta um termo técnico.
( x ) geográfica, porque mostra um regionalismo.
( ) histórica, porque o termo usado é do português atual.
( ) situacional, pois num dado contexto de comunica-
ção foi usada como uma gíria.
8. Esse texto foi produzido em 2015, momento em que 
houve o rompimento da barragem em Mariana Minas Ge-
rais, na tarde de 5 de novembro. Uma tragédia, um desas-
tre que causou o maior impacto ambiental da história brasi-
leira e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos, 
com volume total despejado de 62 milhões de metros cúbi-
cos. O texto em estudo, utilizando a linguagem verbal e não 
verbal, também faz uma crítica a essa tragédia ambiental. 
Considerando que o assunto que era atual em 2015, bem 
como os elementos que estruturam o texto, pode-se consi-
derar que o Texto I é uma charge ou um meme?
Considerando a atualidade do ano em que o texto foi pro-
duzido, bem como seus elementos estruturais, o Texto I é 
uma charge. 
 H01 (Saego) – Reconhecer o gênero de um texto.
9. O humor é um elemento nas charges que geralmente sur-
ge da combinação de elementos visuais e textuais criando 
uma mensagem satírica, reflexiva e crítica a respeito de um 
assunto/tema específico da atualidade. O humor na charge 
serve para tornar a crítica mais acessível e atraente ao pú-
blico leitor. A charge faz uso da caricatura, do exagero e da 
ironia para provocar o riso (muitas vezes quase imperceptí-
vel) e, ao mesmo tempo, fazer o leitor refletir sobre a men-
sagem transmitida (temas sociais, cotidianos ou políticos). 
A ironianas charges se manifesta por meio da discrepância 
entre texto e imagem, ou entre a imagem e a realidade que 
ela representa, diversas vezes com o propósito de satirizar, 
criticar um determinado tema/assunto ou situação. Essa 
crítica pode ser clara, explícita, implícita ou sutil. Para isso, 
podem ser utilizados os exageros, as inversões de sentido 
e símbolos para fazer o leitor pensar, refletir sobre aquilo 
que a mensagem quer mostrar. Na charge em estudo, o hu-
mor e a ironia estão, praticamente, implícitos. Justifique.
Na charge o humor e a ironia, aparecem praticamente im-
plícitos. Porém, é possível analisar o seguinte: a “primeira 
personagem” fala sobre o que estava acontecendo na-
quele momento, o rompimento da barragem em Mariana, 
Minas Gerais, tragédia que afetou o Rio Doce. Enquanto 
a “segunda personagem” concorda com a primeira perso-
nagem e até complementa dizendo: “Um total desrespei-
to à natureza!” É irônico e ao mesmo tempo engraçado, 
a segunda personagem falar uma coisa e agir de maneira 
contrária ao que diz. 
D16- Identificar efeitos de ironia ou humor em textos va-
riados.
10. Com base no contexto da charge, aponte o que confir-
ma aspectos de humor e ironia no texto. 
( x ) A charge utiliza a caricatura e as situações absurdas 
para criticar o descaso com a natureza.
( x ) O humor nessa charge é construído por meio da iro-
nia, com a finalidade de fazer uma crítica ao descaso 
com o meio ambiente.
( x ) Com base no texto e na leitura de mundo, percebe-
-se uma “sátira”, isto é, um sarcasmo, um deboche 
(velado, implícito) sobre o comportamento de mui-
tas pessoas que contribuem para essa degradação 
ambiental continuar. 
11. Considerando a leitura da charge, bem como na aná-
lise proposta nas atividades, qual é o tema principal do 
Texto I? 
(A) Os aspectos positivos de não jogar lixo em qualquer 
lugar. 
(B) Os impactos negativos das ações humanas no meio 
ambiente.
(C) A necessidade de as pessoas se informarem sobre 
as tragédias ambientais.
(D) A preocupação com a barragem do Rio Doce em 
Mariana, Minas Gerais.
(E) A inadequação do descarte do lixo, sem respeitar a 
placa de “Proibido jogar lixo.”
Gabarito B.
D6- Identificar o tema de um texto.
12. Essa charge foi produzida para
(A) narrar uma história de destruição da natureza.
(B) informar sobre o acontecimento trágico em Rio 
Doce, Minas Gerais.
(C) instruir o leitor para se informar sobre o que estava 
acontecendo com o Rio Doce. 
(D) defender um ponto de vista sobre o desrespeito das 
pessoas com o meio ambiente.
(E) criticar as ações humanas que destroem a natureza, 
como o que ocorreu em Mariana Minas Gerais. 
Gabarito E.
D12- Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
D13- Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o 
locutor e o interlocutor de um texto.
D17- Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso 
da pontuação e de outras notações.
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Com as constantes transformações na sociedade, 
o “gênero textual charge” acabou moldando-se aos 
elementos inovadores da sociedade, como os meios 
digitais, os quais fazem parte do cotidiano. Nessa pers-
pectiva, é possível observar diferentes tipos de charges 
que variam de acordo com o suporte, ou seja, o meio fí-
sico ou virtual que serve de base para a materialização 
de um texto, o portador no qual está inserido o texto. 
No modelo tradicional, é possível encontrar as charges 
em jornais e revistas, constituída de quadrinhos e ba-
lões de fala de acordo com a forma estrutural clássica 
do gênero história em quadrinhos (HQ), enquanto gê-
nero textual, a “charge eletrônica” usa suportes digitais 
para ser publicada e além disso, são utilizados recursos 
sonoros, como as onomatopeias. Existe ainda uma ter-
ceira vertente mais tecnológica, as Vídeocharges, elas 
são charges que foram transformadas em animações 
veiculadas em diversos suportes digitais.
Características que geralmente estruturam a charge
Na charge, são apresentadas como principal ca-
racterística a  presença de elementos críticos, como a 
“ironia e a sátira” sobre determinada pessoa ou aconte-
cimento. A charge apresenta um tom reflexivo ao seu 
leitor. Além disso, ela é um texto híbrido, isto é, mistura 
elementos visuais (imagens) com textos escritos, e está 
sempre ligada a acontecimentos do momento atual em 
que essa charge foi produzida (tempo presente). Em re-
sumo, destacamos os seguintes elementos principais da 
charge: texto híbrido (verbal e não verbal) / tons críti-
cos (ironia e sátira) / conexão com a atualidade (pre-
sente) / texto do campo jornalístico.
A charge pode ser classificada conforme o suporte 
em que ela está inserida. 
Charges tradicionais: são aquelas publicadas em 
jornais e revistas e que seguem a estrutura clássica dos 
quadrinhos com balões de fala, enquadramento e outros 
elementos. / Charges eletrônicas: são as charges publica-
das exclusivamente em suporte digital e que utilizam ele-
mentos sonoros em sua construção. / Vídeocharges: são 
as charges transformadas em animações, que podem ser 
publicadas em suporte digital, televisivo e nas redes sociais.
Atenção!!!
Por apresentar semelhanças, os gêneros “charge” e 
“cartum” podem ser confundidos. Enquanto o cartum é 
um gênero de caráter humorístico com temáticas uni-
versais e atemporais, o gênero charge aborda temáticas 
atuais e específicas. 
ampliando os 
conhecimentos
GRUPO DE ATIVIDADES 2 2
A charge vem da palavra francesa “charger”, que 
significa carregar ou exagerar. Tem caráter burlesco 
e pode provocar o riso, reflexão entre outros aspec-
tos. Esse gênero é muito ligado ao dia a dia, ao tempo 
presente, à atualidade. É temporal e momentânea. De 
acordo com Teixeira (2005), “a charge é uma arma de 
grosso calibre a serviço da manifestação de uma opi-
nião pública [...] a proposta não é registrar o real, mas 
significá-lo.” Para esse autor, a charge é um gênero que 
transgride visto que é insurgente (rebela contra algo) 
ao próprio gênero jornalístico, pois não possui o tom 
sério, objetivo e imparcial da notícia. Não é outra no-
tícia, mas reproduz uma notícia com subjetividade, ou-
sadia e parcialidade evidente. Além disso, é indagadora 
das verdades estabelecidas pelo discurso da razão. As-
sim, o discurso materializado na charge responde a di-
versos outros ditos e é libertador no sentido de “gritar” 
e demonstrar o posicionamento do chargista diante de 
um fato social. Ela provoca o leitor e, muitas vezes, tira 
desse leitor a segurança a respeito de determinados 
conceitos. Sem dúvidas, enxergar a charge na perspec-
tiva do discurso é perceber o seu movimento social. A 
leitura da charge exige o conhecimento de enunciados 
e enunciadores prévios para construir os sentidos do 
texto. Desse modo, é fundamental ler, analisar partes 
e todo do texto e posicionar-se criticamente diante da 
charge. Ler uma charge exige resgatar uma memória 
discursiva. Por exemplo, recorrer à leitura de uma no-
tícia, uma reportagem sobre o assunto apresentado no 
Professor(a), nas próximas atividades além do trabalho de 
análise textual para identifi car o tema, a fi nalidade do gê-
nero/texto, da pontuação, do trabalho com a inferência, 
funções da linguagem, marcas linguísticas, o trabalho com 
a intertextualidade e interdiscursividade entre outros as-
pectos, é importante retomar a gramática normativa. Leve 
os(as) estudantes a olharem as classes gramaticais dentro de 
cada texto trabalhado, principalmente, destacando a fun-
ção, a relação discursiva e o contexto do texto. Problematize 
os efeitos de sentido dos discursos nas charges, por exem-
plo. Refl ita também com os(as) estudantes a necessidade de 
se posicionar criticamente diante da charge, estabelecendo 
relações entre o discurso dos gêneros do campo jornalístico 
e a memória discursiva no gênero textual “charge”. Esse é 
um gênero que traz marcas de retornos refl exivos, e buscarestratégias para recuperar a memória discursiva, construir 
sentido, é um caminho de muita aprendizagem. Nesse sen-
tido, recorrer a outros gêneros textuais como a notícia e a 
reportagem facilita resgatar os discursos na charge. 
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gênero textual charge, é resgatar discursos, ditos (me-
mória discursiva).
No gênero textual “Charge”, o “Exagero” pode 
apresentar personagens ou situações que podem ser 
retratadas de maneira “exagerada” com o objetivo de 
enfatizar uma determinada característica, comporta-
mento, evidenciando a crítica. Na charge, a “Inversão 
de valores” pode ser apresentada numa “inversão” 
da ordem natural das coisas, invertendo expectativas 
para provocar uma reflexão sobre a realidade atual. Já 
os “Símbolos” podem ser utilizados para representar 
ideias ou conceitos, criando uma camada de significado 
carregado de “ironia”. 
Na charge, a “Intertextualidade” pode fazer refe-
rência a outras obras, discursos ou situações, utilizando-
-se de um conhecimento prévio do leitor podendo criar 
também um efeito irônico. Outro importante aspecto 
que deve ser analisado no gênero charge é a “Intertex-
tualidade”, isto é, a relação entre textos (um texto faz re-
ferência, dialoga com outro texto pré-existente). 
Atenção!
A charge não necessariamente tem o “humor” como 
tônica, isto é, como elemento de maior destaque, dife-
rente do cartum.
Texto II
Disponível em https://linguadinamica.wordpress.com/2024/10/28/sequencia-didatica-trabalhando-com-o-genero-charge. Acesso em 
12 de ago. 2025. 
13. Considerando a imagem ( não verbal) e o texto escrito 
(linguagem verbal), identifica-se que o assunto/tema des-
se texto é a
( x ) dificuldade que as pessoas têm de ter uma moradia 
digna. 
( ) falta de interpretação das pessoas sobre a Consti-
tuição Federal.
( ) amizade entre as pessoas que não têm moradia e 
vivem nas ruas.
D6- Identificar o tema de um texto.
14. A primeira personagem está lendo, provavelmente, 
na Constituição Brasileira que “TODO BRASILEIRO TEM 
DIREITO À MORADIA”!, o fato de a charge fazer essa 
menção mostra uma relação 
Leia o texto.
(A) coesiva, pois é apresentada uma harmonia ao anali-
sar a escrita do primeiro balão com as imagens.
(B) intertextual, porque o texto apresentado no primei-
ro balão faz referência ao texto da constituição bra-
sileira. 
(C) paradoxal, porque a primeira personagem mostra o 
direito de todos à moradia e a segunda personagem 
ironiza. 
(D) hiperbólica, pois mostra na imagem da segunda per-
sonagem, um exagero em relação à escrita do pri-
meiro balão.
(E) desconexa, porque o texto lido pela primeira per-
sonagem não tem conexão com a fala da segunda 
personagem.
Gabarito B.
(EM13LP50) Analisar relações intertextuais e interdis-
cursivas entre obras de diferentes autores e gêneros lite-
rários de um mesmo momento histórico e de momentos 
históricos diversos, explorando os modos como a litera-
tura e as artes em geral se constituem, dialogam e se re-
troalimentam.
A língua portuguesa possui diferentes formas de 
uso, que variam conforme o contexto, a região, a idade, a 
escolaridade e o grupo social dos falantes (variações lin-
guísticas). Essas variações são: Diacrônicas (mudam ao 
longo do tempo). / Dialetais  (relacionadas à geografia). 
/ Sociais (uso de diferentes grupos sociais, como gírias e 
jargões). / Situacionais (formal ou informal, dependendo 
do contexto).
Atenção! As gírias das redes sociais pertencem a 
uma variedade social, pois são típicas de um grupo es-
pecífico de falantes, isso é, os usuários das plataformas 
digitais. Sendo assim, como não seguem a norma pa-
drão, não são reconhecidas como parte do uso padrão 
da língua e sim, como uma variedade específica.
15. A língua é uma expressão básica, e, por isso, ela muda 
de acordo com a cultura, a região, a época, o contexto, 
as experiências e as necessidades do indivíduo e do gru-
po que se expressa. Nesse sentido, emprega-se fatores 
para adequar a fala à situação e ao grupo em que fazemos 
parte. A língua varia no tempo, no espaço e em diferentes 
classes socioculturais. A expressão dita pela segunda per-
sonagem “TÔ LIGADO”, nesse contexto, é uma 
(A) gíria.
(B) jargão.
(C) termo técnico.
(D) expressão formal.
(E) linguagem literária.
Gabarito E.
D13-Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o 
locutor e o interlocutor de um texto. 
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Além das relações de textualidade, tem-se as relações 
de “interdiscursividade”, isto é, há uma relação entre di-
ferentes discursos (falas/escritos) na qual um discurso é 
construído ou compreendido em relação a outros discur-
sos existentes no presente ou no passado. É a forma como 
um texto / discurso / fala se conecta com outros textos / 
ideias / discursos (falas) em uma cultura ou contexto es-
pecífico. Assim, a intertextualidade estabelece relação, 
diálogo com outros textos de maneira explícita ou implí-
cita. Já a interdiscursividade estabelece relação, diálogo 
com outros discursos de maneira mais ampla, envolven-
do a interação entre diferentes discursos (falas) que po-
dem ser materializados em textos específicos, e que se 
manifestam por meio de práticas ideológicas e sociais. 
A interdiscursividade reconhece que nenhum discurso é 
produzido em um vácuo, aleatório, mas sim em relação a 
um contexto social e histórico, com influências de outros 
discursos, sejam eles verbais ou não-verbais.  Essa rela-
ção pode se manifestar de diversas maneiras. Sendo as-
sim, a interdiscursividade é um conceito mais amplo, que 
abrange a relação entre discursos de forma geral. 
Atenção! 
A interdiscursividade engloba a intertextualidade, 
mas também inclui relações mais amplas entre diferen-
tes discursos e áreas do conhecimento. 
(inter = dentro) – (textualidade = texto) portanto, um 
texto dentro de outro texto – (intertextualidade).
(inter = dentro) – (discursividade = fala) portanto, um 
discurso dentro de outro discurso (de outra fala) – (in-
terdiscursividade).
Exemplos de interdiscursos: “A influência da cultura 
popular em um discurso político.” / “A maneira como a 
publicidade constrói e reforça determinados discursos”. 
Texto III
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a ali-
mentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a 
segurança, a previdência social, a proteção à maternida-
de e à infância, a assistência aos desamparados, na forma 
desta Constituição. 
Disponível em https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em 12 de ago. 2025 (Adaptado).
16. Retomando a escrita no primeiro balão da charge 
“TODO BRASILEIRO TEM DIREITO À MORADIA”! e o 
Art. 6º da Constituição Federal, tem-se uma “intertextua-
lidade”, ou seja, um texto dentro de outro. Considerando o 
contexto social, pode-se afirmar que há uma relação de in-
terdiscursividade? Justifique e aponte exemplos da charge. 
Leia os textos.
Sugestão de resposta:
Pode-se afirmar que há uma relação de interdiscursivida-
de, uma vez que é possível perceber que o discurso pre-
sente no texto da constituição é afirmativo em relação 
ao direito à moradia, porém na prática social, esse direito 
não é concretizado (“Todo brasileiro tem direito à mora-
dia”). A exemplo disso, é a frase apresentada na charge, 
carregada de ironia, pois o que se vê é muito diferente do 
texto constitucional: uma pessoa sem moradia (represen-
tada pela segunda personagem). Outro aspecto irônico e 
humorístico, nesse discurso, é o fato de essa personagem 
responder: “TÔ LIGADO”, ela está dentro de uma suposta 
caixa de papelão, com a mão no queixo como se estives-
se à espera desse direito que está apenas no “discurso da 
constituição.
(EM13LP50) Analisar relações intertextuais e interdis-
cursivas entre obras de diferentes autores e gêneros lite-
rários deum mesmo momento histórico e de momentos 
históricos diversos, explorando os modos como a literatu-
ra e as artes em geral se constituem, dialogam e se retro-
alimentam.
Estabelecer relações intertextuais entre textos da con-
temporaneidade e diferentes manifestações culturais de 
épocas distintas.
Texto IV
Disponível em: http://www.wordinfo.info. Acesso em 13 de ago. 2025.
17. Descreva o que você vê nesse texto. Você acha tran-
quilo interpretar o texto que só tem imagem? Com base 
na imagem e no seu conhecimento de mundo, qual pode-
ria ser o tema/assunto desse texto? 
Resposta pessoal.
18. O que você vê nessa imagem que remete ao contexto 
da contemporaneidade?
Nessa imagem o que remete à contemporaneidade é o 
computador. 
D5- Interpretar um texto com auxílio de material gráfico 
diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.)
19. E o que você observa nessa imagem que remete ao 
contexto da pré-história?
Nessa imagem, o que remete ao contexto da pré-história, 
é a evolução humana. 
D5- Interpretar um texto com auxílio de material gráfico 
diverso (propagandas, quadrinhos, foto etc.)
O Criacionismo é a teoria ou crença religiosa na 
qual a humanidade, toda a vida na Terra e no Universo 
são frutos da criação de um ser sobrenatural. Essa te-
oria parte do pressuposto de que essas criações não 
estariam sujeitas a evoluções ou transformações. Ela se 
opõe as teorias evolucionistas, baseadas principalmente 
nos estudos de Charles Darwin. 
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20. Infere-se que esse texto faz uma intertextualidade com 
a teoria do criacionismo ou do evolucionismo? Justifique 
relacionando sua resposta à tecnologia contemporânea.
Esse texto faz uma intertextualidade com a teoria do evo-
lucionismo, pois mostra as transformações do homem 
ocorridas ao longo da história, até o desenvolvimento da 
tecnologia contemporânea.
EM13LP50 Analisar relações intertextuais e interdiscur-
sivas entre obras de diferentes autores e gêneros literá-
rios de um mesmo momento histórico e de momentos 
históricos diversos, explorando os modos como a litera-
tura e as artes em geral se constituem, dialogam e se re-
troalimentam. 
(Saego)- Estabelecer relações intertextuais entre textos 
da contemporaneidade e diferentes manifestações cultu-
rais de épocas distintas.
21. O contexto predominante nesse texto é
(A) social. 
(B) cultural. 
(C) político.
(D) histórico.
(E) econômico.
Gabarito D.
(Saego)- Estabelecer relações entre texto e o contexto, 
histórico, social e político de sua produção.
22. Com base no contexto apresentado na charge, pode 
ser compreendido que a transformação tecnológica pode 
causar a/o
(A) exclusão de pessoas que são analfabetas digitais.
(B) dependência do ser humano de um novo modelo 
tecnológico.
(C) decadência de muitas pessoas em face da criação do 
computador. 
(D) declínio humano em razão das inovações que des-
troem sua realidade.
(E) estagnação na cria equipamentos que dificulta o 
trabalho humano na sociedade.
Gabarito B.
D11- Estabelecer relação de causa/consequência entre 
partes e elementos do texto.
SISTEMATIZANDO os 
conhecimentos
GRUPO DE ATIVIDADES 3 3
Estudante, o meme é um gênero textual que além 
de tirar de nós boas risadas, pode contribuir para lem-
brarmos de conteúdos, objetos de conhecimento im-
portantes para a prova do Enem, por exemplo. Pesquise 
e veja que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 
na contemporaneidade, tem rendido muitos “memes”. 
Na internet, desde a preparação para o exame, o dia da 
prova, a espera dos(as) candidatos(as) pelo resultado, o 
desempenho desses(as) estudantes se torna motivo de 
piada e muito drama entre os internautas. 
Evolucionismo é uma teoria elaborada e desenvol-
vida por diversos cientistas para explicar as alterações 
sofridas pelas diversas espécies de seres vivos ao longo 
do tempo, em sua relação com o meio ambiente onde 
elas habitam. O principal cientista ligado ao evolucio-
nismo foi o inglês Charles Robert Darwin (1809-1882), 
que publicou, em 1859, a obra Sobre a origem das espécies 
por meio da seleção natural ou a conservação das raças fa-
vorecidas na luta pela vida, ou como é mais comumente 
conhecida, A Origem das Espécies.
Disponível em https://www.todamateria.com.br/criacionismo/. Acesso em 25 de ago. 2025.
Disponível em https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/evolucionismo.htm. Acesso em 25 de ago. 2025.
23. Quais alternativas apresentam características do gê-
nero textual charge? 
( x ) Ironia. 
( x ) Humor.
( x ) Crítica social.
( x ) Texto verbal.
( x ) Texto não verbal.
( ) Imparcialidade.
( x ) Tema da atualidade.
(EM13LP01) Relacionar o texto, tanto na produção como 
na leitura/ escuta, com suas condições de produção e seu 
contexto sócio-histórico de circulação (leitor/audiência 
previstos, objetivos, pontos de vista e perspectivas, papel 
social do autor, época, gênero do discurso etc.), de forma 
a ampliar as possibilidades de construção de sentidos e 
de análise crítica e produzir textos adequados a diferen-
tes situações.
Professor(a), chegou o momento de “sistematizar os conhe-
cimentos”, refletir e analisar sobre o que os(as) estudantes já 
aprenderam. Para tanto, é necessário retomar alguns pon-
tos da Prática de Oralidade/Leitura/Análise Linguística e 
Semiótica (Contextualizando o gênero, o tema e o campo) e 
a parte do (Ampliando os conhecimentos) na prática de Lei-
tura/Análise Linguística e Semiótica. Afinal, para que os(as) 
estudantes aprendam de modo efetivo, é fundamental ob-
servar as intenções/repetições/retomadas propositais a 
serviço do desenvolvimento do processo de ensino e apren-
dizagem da língua/linguagem. Reforce com os(as) estudan-
tes sobre as relações intertextuais e interdiscursivas.
O Papel do Meme na Cultura Digital
O gênero textual “meme” desempenha um papel 
relevante na cultura digital, porque é uma forma de ex-
pressão e comunicação poderosa e eficaz que se adapta 
às características e demandas da era digital. O meme 
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Ansiosos para saber os locais de prova do Exame 
Nacional de Ensino Médio (Enem 2024), muitos(as) es-
tudantes usaram as redes sociais para fazer “memes” 
sobre a demora na divulgação das informações pelo 
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais 
Anísio Teixeira (Inep).
Leia o texto.
Texto V
Disponível em https://oglobo.globo.com/brasil/educacao/enem-e-vestibular/noticia/2024/10/22/enem-2024-inep-e-alvo-de-memes-so-
bre-a-divulgacao-do-local-de-prova.ghtml. Acesso em 12 de ago. 2025.
"se deixar cair vai ter que liberar o local de prova do enem" 
o inep:
é utilizado para transmitir ideias, emoções, opiniões e 
até mesmo para criar identificação e pertencimento em 
determinados grupos. Além do mais, o meme também 
é uma maneira de diversão e entretenimento, sendo 
apreciado e compartilhado por milhões de pessoas ao 
redor do mundo. É utilizado também em campanhas pu-
blicitárias divulgações de marcas e serviços na internet.
Impacto do Meme no Marketing Digital
No contexto do marketing digital, o gênero textual 
meme tem sido visto como uma ferramenta poderosa 
para as marcas se conectarem com seu público-alvo. Ao 
utilizar meme em estratégias de comunicação, as marcas 
podem transmitir uma mensagem de modo divertido e 
descontraído, gerando assim, engajamento e viralização 
nas redes sociais. Além do mais, o meme também permi-
te que as marcas se aproximem do público mais jovem, 
que é altamente receptivo a esse tipo de linguagem e 
formato de comunicação. Entre a população mais jovem, 
o fenômeno virtual do meme é ainda mais intenso. Mui-
tos dos memes são ainda difundidos entre adolescentes, 
geralmente aqueles de redes sociais mais focalizadas em 
imagem, como é o caso do Instagram e do TikTok.
Criação do Meme 
A criação de meme envolvea combinação de ele-
mentos visuais, imagem, escritos (textos) de forma criati-
va. Comumente, um meme é composto por uma imagem 
ou vídeo que serve como base, acompanhado por um 
texto que complementa ou modifica o significado origi-
nal. Essa combinação entre imagem e texto é o que torna 
o meme tão eficaz na comunicação, uma vez que permite 
transmitir uma mensagem de forma rápida e concisa.
24. Você sabe dizer em qual contexto esse meme surgiu? 
De onde veio a necessidade de fazer essa comunicação 
por meio desse texto?
25. Esse texto é um Meme. Marque as características 
predominantes nesse gênero textual.
( x ) É um texto que pode entreter o leitor e ser compar-
tilhado por muitas pessoas.
( x ) Transmite uma ideia que evidencia pertencimento e 
identificação de um grupo.
( x ) É um texto criativo que envolve a combinação de 
elementos visuais como imagem e palavras.
( x ) A combinação entre texto e imagem torna eficaz a 
transmissão de uma mensagem resumida e rápida.
( x ) Para compreender a mensagem desse texto, é pre-
ciso além da imagem, compreender a comunicação 
escrita.
Resposta pessoal.
H01 – Reconhecer o gênero de um texto.
D12- Identificar a finalidade de textos de diferentes gê-
neros.
O fenômeno dos memes é tão popular que já exis-
tem “geradores de memes”, como Gerador de memes e 
o Meme Generator, que são ferramentas que possibili-
tam a criação de imagens com texto em poucos segun-
dos, um dos tipos mais famosos de memes. 
Leia o texto. 
Texto VI
Disponível em https://querobolsa.com.br/revista/13-memes-que-vao-te-ajudar-nos-estudos-para-o-enem. Acesso em 12 de ago. 2025.
26. Imagine! Se você estiver fazendo a prova do 
Enem e surgir um texto assim... O que fazer? O primeiro 
passo é ler procurando identificar o gênero desse texto, a 
finalidade, isto é, para que ele foi produzido, refletir sobre 
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a situação comunicativa (prova do Enem). Outro aspecto 
necessário, é considerar que esse texto é multissemió-
tico, pois apresenta a combinação de elementos, como a 
linguagem verbal e não verbal, é um texto criativo e trans-
mite uma mensagem, ou seja, uma comunicação. Anali-
sando todos esses aspectos e levando em conta o seu co-
nhecimento de mundo, qual alternativa você escolhe para 
apontar o principal assunto desse texto? 
(A) A economia do Brasil Colonial.
(B) A situação dos latifúndios brasileiros.
(C) A história da cana de açúcar no Brasil.
(D) A mão de obra escravocrata brasileira.
(E) A monocultura e o cultivo agrícola em terras brasi-
leiras. 
Gabarito A.
D6- Identificar o tema de um texto.
Texto VII
Disponível em https://querobolsa.com.br/revista/13-memes-que-vao-te-ajudar-nos-estudos-para-o-enem. Acesso em 12 de ago. 2025.
27. Continue imaginando! Se você estiver fazen-
do a prova de “Linguagens do Enem”, e, de repente, se de-
parar com um texto assim... O que fazer? Com certeza, o 
primeiro passo é ler com muita atenção para lembrar dos 
conteúdos estudados, principalmente em Literatura. E 
assim, estabelecer relações com a sua leitura de mundo, 
com seus conhecimentos prévios sobre o possível assun-
to. Identificar que esse texto é um “meme”, uma vez que 
para transmitir a mensagem ele faz a combinação de ele-
mentos da linguagem verbal e não verbal (texto multisse-
miótico), é um texto criativo e transmite uma mensagem 
resumida e rápida. Você também deve levar em conta o 
que aparece explícito e implícito, partindo das ideias/no-
mes-chave. O que você responderia se fosse perguntado: 
Qual o propósito desse texto? 
(A) Descrever os nomes de quatro escritores.
(B) Destacar Fernando Pessoa, poeta português.
(C) Apresentar os heterônimos de Fernando Pessoa.
(D) Expor um ponto de vista sobre os quatro escritores. 
(E) Instruir o leitor a ler o texto a partir dos nomes 
apresentados.
Leia o texto.
Gabarito C.
D12- Identificar a finalidade de textos de diferentes gê-
neros.
O Papel do Meme na Cultura Digital
Você sabia que o criador do termo é um biólogo que 
não estava nem aí para a cultura digital? O renomado (e 
polêmico) biólogo britânico Richard Dawkins, um dos 
principais cientistas que estuda a evolução das espécies, 
esteve na Editora Abril (...) para uma palestra e explicou 
a origem do conceito, cunhado em seu best-seller O gene 
egoísta, de 1976. O livro O gene egoísta popularizou a ideia 
de que a seleção natural acontece a partir dos genes. 
Eles “buscam” a sobrevivência, por meio de corpos ca-
pazes de sobreviver e de se reproduzir (para replicar os 
genes). O biólogo contou que queria terminar o livro com 
a proposta de que a cultura também se espalha como 
os genes. O meme é o equivalente cultural do gene, a 
unidade básica de transmissão cultural, que se dá por 
meio da imitação. Sobre o uso do termo para descrever 
os virais da internet, ele disse que não se importa com a 
apropriação: “A internet é um fenômeno novo, que não 
existia quando eu criei o meme. É um belo ambiente para 
o meme espalhar!”, disse.
(Texto adaptado. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/4629/o-que-e-um-meme#. Acesso em 12 de ago. 2025.
Richard Dawkins, ainda afirmou: Sotaques, moda, 
slogans… Tudo isso são memes que se propagam. “Quan-
do alguém assovia uma melodia na rua e outra pessoa 
ouve, começa a assoviá-la e isso se espalha como uma 
epidemia pela cidade”, exemplificou. 
“Quando você planta um meme fértil em minha 
mente, você literalmente parasita meu cérebro, trans-
formando-o num veículo para a propagação do meme, 
exatamente como um vírus pode parasitar o mecanismo 
genético de uma célula hospedeira.” (Richard Dawkins. O 
gene egoísta, 1976)
Texto VIII
Disponível em https://olhardigital.com.br/2025/05/11/internet-e-redes-sociais/10-memes-que-completam-10-anos-em-2025/#goo-
gle_vignette. Acesso em 12 de ago. 2025.
28. Reflita novamente sobre estas perguntas e pense nas res-
postas que você daria a elas: O que aparece nessa imagem? 
Sabe dizer em qual contexto esse texto surgiu? De onde veio 
a necessidade de fazer essa comunicação? Que tal pesquisar 
sobre esse texto para responder essas indagações? 
Resposta pessoal.
Leia o texto.
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29. Esse vestido é azul e preto ou branco e dourado? Jus-
tifique.
Gabarito D.
D4- Inferir uma informação implícita em um texto.
30. Esse meme foi um dos maiores fenômenos visuais. 
Uma simples foto de um vestido dividiu a internet entre 
quem via azul e preto e quem via branco e dourado. O de-
bate chegou a envolver neurocientistas e até celebrida-
des internacionais. Nesse sentido, infere-se que o meme 
virou símbolo de como a percepção pode ser 
(A) coletiva.
(B) individual.
(C) experenciada.
(D) subjetiva e viral.
(E) objetiva e difundida.
A Tecnologia se tornou indispensável e fundamental 
no dia a dia das empresas e de muitas pessoas. Mesmo 
já tendo alguns anos desde que os primeiros computa-
dores chegaram às organizações muitas pessoas ainda 
se sentem travadas diante de qualquer problema com 
máquinas e dispositivos eletrônicos. O dia 19 de outu-
bro foi escolhido para homenagear o Profissional de TI, 
um profissional que tem muita dedicação e paciência.
Gabarito D.
D4- Inferir uma informação implícita em um texto.
Texto IX
Disponível em https://encontreumnerd.com.br/blog/dia-do-profissional-de-ti-meme?srsltid=AfmBOoq41KYHsMEWGAlOoSAH5P-
rWM1HKVMfGfQWG4yNzBUSp-EDSjJYW. Acesso em 12 de ago. 2025.
31. A criação de meme envolve a combinação de elemen-
tos visuais, imagem, escritos (textos) de forma criativa. 
Geralmente, o meme é composto por uma imagem ou 
vídeo que serve como base, acompanhado por um texto 
que complementa ou modifica o significado original. Ou-
tro aspecto, é uma mensagem resumida e rápida. Explore 
a imagem e relacione ao texto escrito, observe a expres-
são fisionômica, o gesto dos braçoscruzados. Com base 
em todos esses pontos, bem como a sua leitura de mundo, 
o que você acha que é o tema/assunto do texto?
Leia o texto.
Resposta pessoal.
D6- Identificar o tema de um texto.
32. As variações linguísticas são um fenômeno natural e en-
riquecedor da língua e, por isso, devem ser compreendidas 
e respeitadas como parte da diversidade cultural. A expres-
são “FORMATA O MEU PC AÍ NA AMIZADE...”, evidencia 
um contexto de uso de variação linguística destacando a 
( ) formalidade. ( x ) informalidade. ( ) padronização.
Texto X
Disponível em https://encontreumnerd.com.br/blog/dia-do-profissional-de-ti-meme?srsltid=AfmBOoq41KYHsMEWGAlOoSAH5P-
rWM1HKVMfGfQWG4yNzBUSp-EDSjJYW. Acesso em 12 de ago. 2025.
33. A pontuação faz referência ao uso de sinais gráficos 
na escrita para indicar pausas, entonação e relações en-
tre ideias, auxiliando inclusive na coerência e clareza dos 
textos. Na frase “FOI SÓ VC CHEGAR QUE VOLTOU A 
FUNCIONAR”, as aspas foram utilizadas para 
(A) reproduzir com exatidão a fala de alguma pessoa.
(B) indicar uma expressão de uso recorrente na língua.
(C) apresentar a transcrição de uma expressão no con-
texto comunicativo.
(D) descrever uma situação informal muito utilizada na 
linguagem tecnológica.
(E) enfatizar o sentido particular e irônico que se quer 
atribuir à ideia apresentada.
Gabarito E.
D17- Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso 
da pontuação e de outras notações. 
34. Na frase “FOI SÓ VC CHEGAR QUE VOLTOU A FUN-
CIONAR”, a palavra destacada é um exemplo da linguagem
(A) coloquial, pois é muito utilizada nas redes sociais.
(B) formal, uma vez que é a abreviação do pronome 
“VOCÊ”.
(C) técnica, porque é muito utilizada pelos profissionais 
de TI.
(D) literária, pois é muito usada nos textos criativos e 
conotativos.
(E) jornalística, haja vista que é muito usada em textos 
jornalísticos.
Leia o texto.
Gabarito A.
D13- Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o 
locutor e o interlocutor de um texto.
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As Funções da Linguagem são as  diferentes formas 
pelas quais a linguagem é usada para transmitir comunica-
ção. Elas estão relacionadas aos elementos da comunica-
ção, como o emissor, receptor, mensagem, contexto, canal 
e código. As seis funções básicas da linguagem são: refe-
rencial, fática, emotiva, poética, conativa e metalinguística. 
A Função Referencial (ou Denotativa) - focaliza o con-
texto, transmitindo informações objetivas (só aceita uma 
interpretação). / A Função Fática - busca estabelecer co-
municação com o receptor, ela abre ou interrompe o canal 
de comunicação. / A Função Emotiva (ou Expressiva) - tem 
como foco as emoções, os sentimentos, a subjetividade. A 
Função Poética (ou Estética) - enfatiza a forma da men-
sagem, destacando a estética, a beleza, a criatividade, os 
recursos como ritmo, rimas, figuras de linguagem e a lite-
rariedade. / A Função Conativa (ou Apelativa) - focaliza 
em convencer/persuadir o receptor buscando uma rea-
ção, ação, aceitação de uma ideia. / A Função Metalinguís-
tica - faz uso da linguagem para explicar a própria língua, 
isto é o próprio código da língua portuguesa. 
Texto XI
Disponível em https://s3.static.brasilescola.uol.com.br/be/2022/10/meme-verdade-bilhete.webp. Acesso em 12 de ago. 2025.
35. Releia o texto para responder o que se pede:
a) Os elementos da comunicação são  o emissor/locutor 
(quem envia a mensagem), o receptor/interlocutor (quem 
recebe a mensagem), a mensagem (o conteúdo), o código 
(o sistema de signos, como a língua), o canal (o meio de 
transmissão, fala / escrita etc.) e o referente (o assunto 
ou a situação que envolve a comunicação). Em “Senho-
res paes”, está presente uma invocação, um chamamento 
que estabelece um diálogo direto com o interlocutor. Na 
língua, que nome se dá a esse termo?
Esse termo é o vocativo.
D19- Reconhecer o efeito de sentido decorrente da ex-
ploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. 
b) Qual é a mensagem desse texto?
A mensagem desse texto é que “amanhã não vai ter aula 
porque pode ser feriado.”
c) As funções da linguagem caminham lado a lado com os 
elementos da comunicação. Nesse texto, predomina qual 
função da linguagem?
( ) poética. ( x ) fática. 
( ) referencial. ( ) metalinguística.
Esse termo é o vocativo.
D19- Reconhecer o efeito de sentido decorrente da ex-
ploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos. 
Leia o texto.
Leia os textos a seguir.
Texto XII
Cérebro eletrônico
Gilberto Gil 
O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo
Faz quase tudo
Mas ele é mudo
O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda
Só eu posso pensar
Se Deus existe
Só eu
Só eu posso chorar
Quando estou triste
Só eu
Eu cá com meus botões
De carne e osso
Eu falo e ouço. Hum
Eu penso e posso
Eu posso decidir
Se vivo ou morro por que
Porque sou vivo
Vivo pra cachorro e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
No meu caminho inevitável para a morte
Porque sou vivo
Sou muito vivo e sei
Que a morte é nosso impulso primitivo e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
Com seus botões de ferro e seus
Olhos de vidro
Disponível em https://www.letras.mus.br/gilberto-gil/46197/. Acesso em 13 de ago. 2025.
Texto XIII 
Disponível em https://vestibulares.estrategia.com/portal/noticias/tema-de-redacao-unb-2025-inteligencia-artificial-e-pensamento-criti-
co/. Acesso em 13 de ago. 2025.
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36. Comparando o Texto XII e o Texto XIII, depreende-se 
que em relação ao assunto/tema 
(A) ambos descartam a necessidade de os robôs faze-
rem tudo na sociedade.
(B) ambos tratam do avanço tecnológico (cérebro ele-
trônico/inteligência artificial).
(C) ambos mostram a ideia de que a tecnologia é res-
ponsável por comandar a vida das pessoas.
(D) o Texto XII evidencia o valor da tecnologia e critica a 
ideia de que ela não consegue evitar a morte.
(E) o Texto XIII sugere que a “Inteligência Artificial” vai 
dominar a vida humana em todos os aspectos.
Gabarito B
D20- Reconhecer diferentes formas de tratar uma infor-
mação na comparação de textos que tratam do mesmo 
tema, em função das condições em que ele foi produzido 
e daquelas em que será recebido. 
Leia o texto.
Disponível em https://encontreumnerd.com.br/blog/dia-do-profissional-de-ti-meme?srsltid=AfmBOoq41KYHsMEWGAlOoSAH5P-
rWM1HKVMfGfQWG4yNzBUSp-EDSjJYW. Acesso em 13 de ago. 2025.
Texto XIV
Os tipos de textos, também chamados tipologias 
textuais, são as classificações recebidas por um texto de 
acordo com as regras gramaticais, dependendo de suas 
características. A tipologia textual é analisada a partir 
de sua estrutura e observando sua finalidade. Um texto 
pode contar uma história, descrever um fato, argumen-
tar sobre um ponto de vista, explicar ou informar sobre 
um acontecimento. Existem diferentes tipos de textos 
e cada um apresenta estruturas diferentes, linguagens 
específicas, vocabulário variado, construções frasais 
distintas, tempos verbais adequados, relações lógicas 
e modos de interação com o leitor. Para determinar os 
tipos de textos é preciso levar em conta os aspectos sin-
táticos e lexicais de cada texto. No entanto, um mesmo 
texto pode apresentar mais de uma tipologia textual. 
Frequentemente há uma confusão entre os conceitos 
de tipos textuais e de gêneros textuais. Os tipos textuais 
ou tipos de textos se referem ao conteúdo dos textos e 
ao seu formato. Os gêneros textuais são formas varia-
das do texto. Eles têm a função comunicativa e surgem a 
partir das relações sociocomunicativas. (...)
Disponível em https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/tipos-de-textos. Acesso em 27 ago. 2025.
Atenção! Os gêneros textuais ou discursivos são in-
finitos na língua e surgem a cada momento.

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