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M2 -Neurologia 
Síndrome Parkinsoniana 
Definição 
É uma síndrome hipocinética hipertônica, ou seja, uma 
bradicinesia associada a rigidez. 
 
Epidemiologia: A principal causa de síndrome 
parkinsoniana é a doença de Parkinson 
 
Etiologia: 
• Doença de Parkinson 
• Drogas: neurolépticos, flunarizina, 
metoclopramida, etc.; 
• Doença cerebrovascular: que acometa o 
sistema extrapiramidal 
 
Diagnóstico: Ocorre a partir de bradicinesia 
associado a pelo menos um dos seguintes quadros: 
• Rigidez 
• Tremor em repouso 
• Instabilidade postural 
 
Memorizar esses critérios usando a regra “BRAsil TRIP”. 
Doença de Parkinson 
Definição 
É uma doença neurodegenerativa crônica que atinge 
principalmente a substância negra mesencefálica. 
 
Epidemiologia: É a causa mais comum de síndrome 
parkinsoniana 
 
Afeta pessoas acima de 65 anos, com predileção 
maior para o sexo masculino 
 
Fatores de risco: 
• O principal fator de risco é a história familiar. 
• Idade > 50 anos 
• Exposição ambientais (pesticida) à aumenta 
o risco de DP, devido ao mecanismo de ação 
que leva à degeneração dos neurônios 
dopaminérgicos 
• Gene GBA 
 
 
 
Fisiopatologia 
Ocorre uma mutação no gene que decodifica a 
alfasinucleína (SINCA), fazendo com que haja 
depósitos de aglomerados tóxicos, chamados de 
corpos de Lewy, no SNC, mais precisamente no 
mesencéfalo. 
 
Isso proporciona uma degeneração da substância 
negra, com diminuição da dopamina. Por conta disso, 
o estriado liberará mais acetilcolina, inibindo o córtex 
motor e diminuído a atividade motora. Dessa forma, 
será uma síndrome hipocinética e hipertônica 
(dopamina dependente). 
 
Embora o acometimento principal seja do 
mesencéfalo, a doença de Parkinson pode começar 
de forma mais precoce em estruturas inferiores, 
levando a alterações do nervo olfatório. Conforme ela 
progride, ela pode acometer o córtex e desenvolver 
uma demência. Essas alterações não motoras não 
estão relacionadas à dopamina afetando outros 
neurônios (colinérgicos, serotoninérgicos, etc). 
 
 
 
Quadro clínico 
As manifestações da DP dividem-se em motoras e 
não motoras: 
 
Não Motor: podem ser as manifestações iniciais 
Podem surgir como: 
• Alteração no olfato: hiposmia ou anosmia 
• Manifestações neuropsiquiátricas: distúrbios 
do humor e do sono, depressão e psicose. 
• Disautonomias: sudorese, hipotensão, 
constipação intestinal e disfunção vesical 
• Alterações cognitivas: ocorrem de forma 
tardia 
• Seborreia 
 
Motor: São sinais cardinais da síndrome 
parkinsoniana, decorrente de alterações 
dopaminérgicas. 
• Tremor: é de repouso, “em contar dinheiro”, 
assimétrico (começa de forma unilateral), 
distal e que melhora com o movimento e 
durante o sono e piora durante algum evento 
emocional. 
• Rigidez “plástica”: pode ser visto através do 
sinal da roda denteada. Também é 
assimétrico 
• Bradicinesia: os movimentos são lentos. Pode 
haver micrografia e fala hipofônica e 
monótona, sialorreia e disfagia 
 
 
 
 
o Fácies mascarada: há hipomimia 
facial 
o Marcha parkinsoniana: marcha em 
pequenos passos (um pé não 
consegue ultrapassar o outro pé), 
corpo inclinado para frente e tremor 
de extremidades (“contando 
moedas’). Também pode ser descrita 
como uma marcha em bloco, pois 
não há movimento de membros 
superiores 
 
 
 
• Instabilidade postural: predispõe a quedas. É 
um sinal tardio e costuma ser um marcador 
de mau prognóstico quando presente no 
início da doença. Pode haver também a 
chamada festinação, ou seja, uma 
aceleração involuntária do paciente para 
evitar quedas 
 
Diagnóstico 
É clínico e de exclusão, além da boa resposta 
terapêutica à levodopa. Dessa forma, é necessário 
excluir parkinsonismo secundário: 
• Drogas: metoclopramida (antagonistas 
dopaminérgicos), flunarizina (drogas 
antivertiginosas), haloperidol (antipsicóticos). 
• Dano direto ao SNC: trauma, AVE, hidrocefalia, 
tumores 
• Doenças degenerativas: Lewy 
 
 
 
Diagnostico diferencial: 
Tremor essencial: não ocorre em repouso, 
geralmente é postural, bilateral e simétrico 
• Melhora com álcool 
• Piora em movimento 
• Ausência de outros sintomas associados 
• TTO: betabloqueador 
 
Tratamento 
Levodopa: 
• Melhor medicamento para tratamento de 
Parkinson 
• Não modifica a história natural da doença, 
perdendo o efeito com o tempo e 
necessitando de cada vez mais doses 
• Ao longo do tempo, a Levodopa pode levar a 
efeitos adversos por uma estimulação 
repetida ao receptor da dopamina. São eles a 
discinesia e o efeito “on-off”, na qual há 
ativação após uso das medicações e 
ausência em seguida. 
 
Outras opções: 
Benserazida (bloqueador da degradação da 
dopamina) 
• Vai inibir a descarboxilase periférica, evitando 
a degradação da levodopa 
• Pode ser utilizada sozinha ou em associação à 
Levodopa 
 
 Agonistas dopaminérgicos: 
• Pramipexol, Ropinerol 
• É a terapia inicial de escolha para pacientes 
mais jovens 
 
 Inibidores da MAO-B: 
• Evitam a degradação da dopamina 
• Selegilina, rasagilina, safinamida 
• Especula-se que tenham um efeito 
neuroprotetor 
• São preferíveis em um estágio inicial e leve 
 
 Inibidores da COMT: 
• COMT é uma das enzimas que degrada a 
levodopa 
• Tolcapone, entacapone, opicapone 
• São indicadas em flutuações motoras com o 
uso da Levodopa. Dessa forma, são feitos em 
associação com a Levodopa. 
 
Amantadina 
• É um anti-viral 
• Utilizada no tratamento das discinesias 
• Promove piora cognitiva e confusão mental. 
 
Anticolinérgicos 
• Triexfenidil, benztropina e biperideno 
• Indicado para pacientes mais jovens (

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