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1 Centro Universitário Vale do Salgado – José Elton Silva Oliveira Serapião 
Semana 1 
 
Embriologia - Marcos Temporais 
Críticos do Desenvolvimento Genital 
5ª a 6ª semana 
Fase inicial onde ainda existe potencial bissexual, 
qualquer falha põe em risco toda a diferenciação futura. 
Estruturas Indiferenciadas: Gônadas primordiais, 
ductos de Wolff e de Muller e genitália externa 
(tubérculo genital, pregas urogenitais, saliências 
labioescrotais). 
7ª semana 
Semana em que o Gene SRY define a rota de 
desenvolvimento, mutações ou falhas podem gerar 
distúrbios da diferenciação gonodal. 
Ativação do Gene SRY (diferenciação testicular). 
Células de Sertoli (produzem AMH e é responsável por 
regredir os ductos de Muller em XY). 
8ª a 9ª semana 
É quando ocorre a definição da via ductal, alterações 
hormonais nessa fase levam a presença simultânea de 
estruturas masculinas e femininas. 
Testosterona presente - desenvolvimento dos ductos de 
Wolff (epidídimo, ducto deferente, vesículas seminais). 
Testosterona ausente - persistência dos ductos de Muller 
(trompas, útero, parte da vagina). 
10ª a 12ª semana 
A genitália externa é desenvolvida, problemas 
hormonais podem a torná-la ambígua. 
Masculina – Alongamento do tubérculo genital (pênis e 
pregas urogenitais). 
Feminino – Tubérculo genital menor (clitóris e lábios). 
 
Histologia – Histologia do Endométrio 
e o Ciclo Menstrual 
O endométrio é composto por epitélio simples colunar 
(células secretoras e ciliadas), lâmina própria com 
glândulas tubulares e tecido conjuntivo rico em 
fibroblastos. É formado por duas camadas: 
Estrato Funcional 
Espessa, parte que sofre a descamação, formado por tec. 
conjuntivo da lâmina própria, glândulas e epitélio 
Estrato Basal 
Profunda, mantido durante a menstruação, arcabouço 
para a regeneração do estrato funcional. Formado por 
tecido conjuntivo e glândulas uterinas. 
O suprimento sanguíneo é fornecido pela artéria uterina, 
no miométrio recebe o nome de artéria arqueada, 
artérias retas na parte basal e artérias espiraladas na 
parte funcional. 
 
O ciclo do endométrio é composto pelas fases de 
proliferação, secreção e menstruação. 
Fase Proliferativa 
Dura 10 dias, tem o crescimento do folículo estimulado 
pelo FSH, a teca interna libera estrógeno, há presença 
de glândulas retilíneas e luz estreita. 
 
 
2 Centro Universitário Vale do Salgado – José Elton Silva Oliveira Serapião 
Fase Secretora 
Dura 14, há o pico de LH com a ovulação e formação 
do corpo lúteo, secreção de progesterona, acúmulo de 
glicogênio que é fonte energética para o embrião, 
glândulas tortuosas e luz preenchida de secreção. 
 
Fase Menstrual 
O corpo lúteo para de funcionar, o estrogênio e a 
progesterona diminuem, contração das artérias 
espiraladas e a isquemia da camada funcional, o 
sangramento dura de 3 a 4 dias (seu conteúdo é formado 
por fragmentos do endométrio e sangue dos vasos 
rompidos). 
 
 
A – Fase proliferativa: espessamento do estrato 
funcional. 
B – Fase Secretora: Glândulas espiraladas com secreção 
e muco. 
C – Fase Menstrual: Estrato funcional degenerado, 
sangue extravasado e necrose. 
 
Anatomia – Estruturas Externas da 
Genitália Feminina e Funcionalidade 
A anatomia externa da vulva garante proteção, 
lubrificação, excitação sexual e função reprodutiva. 
 Grandes Lábios 
Pregas em pares, longitudinal, delimitam a fenda vulvar, 
contém tecido adiposo, glândulas sudoríparas e 
sebáceas. 
Função protetora, resguardam as estruturas mais 
internas contra traumas, agentes infecciosos e atrito. 
Possui rica vascularização contribuindo para a resposta 
vasocongestiva que aumenta a sensibilidade e secreção 
local. Auxilia na homeostase térmica da região. 
Pequenos Lábios 
Pregas delgadas, sem pelos, localizadas medialmente 
aos grandes lábios, possuem abundância de glândulas 
sebáceas e vasos sanguíneos. Anteriormente formam o 
prepúcio e frênulo do clitóris. 
Função protetora, recobrem o vestíbulo vaginal e o 
clitóris. Função erétil, a grande vascularização favorece 
o seu aumento de volume durante a excitação auxiliando 
na lubrificação e sensibilidade. 
 
3 Centro Universitário Vale do Salgado – José Elton Silva Oliveira Serapião 
Clítoris 
Órgão erétil, homólogo ao pênis, possui dois corpos 
cavernosos e glande, localizado na comissura anterior 
dos pequenos lábios e recoberto pelo prepúcio do 
clitóris. 
Função erétil, é o principal órgão erógeno feminino, 
inervado pelo nervo dorsal do clitóris (ramo pudendo). 
Sofre vasocongestão e tumefação durante a excitação. 
 
Vestíbulo Vaginal 
Área triangular entre os pequenos lábios, onde se abrem 
a uretra, vagina e ductos das glândulas vestibulares. 
Revestido por epitélio estratificado pavimentoso não 
queratinizado. 
Função de acesso, permite a entrada do pênis e a saída 
da menstruação, passagem do feto e escoamento 
urinário. 
Glândulas Vestibulares 
As maiores (Glândulas de Bartholin) estão localizadas 
posteriormente ao vestíbulo, com ductos que se abrem 
lateralmente. As menores (Glândulas de Skene e 
acessórias) são associadas a uretra e vestíbulo e de 
distribuição difusa. 
Função de lubrificação, a sua secreção facilita a 
penetração, reduzindo o atrito e protegem contra 
infecções. 
 
 
Fisiologia – Completo 
Eixo Hipotálamo-Hipófise-Ovário 
Responsável pela regulação do aparelho reprodutor 
feminino e suas funções. Age no desenvolvimento e 
manutenção dos caracteres sexuais secundários, garante 
a ovulação, regula as condições para a implantação do 
embrião e garante condições favoráveis para o 
desenvolvimento do feto. 
Hipotálamo 
O hormônio em foco é o GnRH (hormônio de liberação 
das gonadotrofinas) também chamando de LHRH 
(hormônio liberador do hormônio luteinizante), que 
controla a secreção de LH (hormônio luteinizante) e 
FSH (hormônio foliculoestimulante). 
Secreção Pulsátil 
O GnRH controla a liberação de dois hormônios (FSH 
e LH) e para o seu funcionamento tem que ser liberado 
em pulsos, a frequência e amplitude determina qual 
hormônio vai ser liberado. A secreção pulsátil é 
necessária pois o tempo de meia vida do GnRH é de 2 a 
4 minutos. A pulsação varia de acordo com a fase do 
ciclo menstrual. Na fase folicular o pulso é frequente e 
de pequena amplitude (na folicular tardia aumenta a 
frequência e amplitude). Na fase lútea há progressivo 
aumento dos intervalos e sua amplitude começa grande 
e decai no decorrer de duas semanas. 
 
FSH e LH 
O FSH regula o crescimento dos folículos e a produção 
crescente de estradiol pelas células da granulosa. O LH 
aumenta a captação de colesterol pelas células da teca e 
estimulam as células intersticiais da teca a secretar 
andrógenos (androstenediona e testosterona). E são 
regulados negativamente pelo ovário (estrogênio, 
progesterona e inibinas A e B). 
 
4 Centro Universitário Vale do Salgado – José Elton Silva Oliveira Serapião 
Fase Folicular 
Se inicia no primeiro dia de menstruação, tem baixa 
quantidade de estrogênio e progesterona. O aumento de 
FSH promove o recrutamento de folículos ovarianos, a 
pois isso começa a maturação e desenvolvimento da 
TECA e da granulosa. 
Os folículos primordiais são formados por oócitos 
estacionados na primeira divisão meiótica, com o 
estímulo do FSH ele evolui para folículo primário 
seguido para folículo secundário e por fim o terciário 
(antral). 
 
Ovulação 
O estrogênio é o feedback negativo do FSH, mas para o 
LH tem ação bifásica, se o estrogênio estiver baixo é um 
feedback negativo para o LH, se o estrogênio estiver 
alto é um feedback positivo, assim estimulando o pico 
de LH que é responsável pela ovulação. 
Fase Lútea 
Dura entre 13 e 14 dias. A síntese de progesterona é 
priorizada, pois é fundamental na transformação do 
endométrio e nos estágios iniciais do desenvolvimento 
embrionário. A inibina B será responsável pelo feedbacknegativo sobre o LH. Caso não haja a fecundação o 
corpo lúteo involui e o feedback negativo cessa, com o 
aumento do FSH inicia-se um novo ciclo. 
 
Muco Cervical 
Muco filante, elástico e transparente. Produzido antes e 
durante a ovulação por conta do aumento de estrogênio. 
Facilita a movimentação do espermatozoide. Após a 
ovulação os níveos de estrógeno caem e os de 
progesterona sobre tornando o muco mais espesso e 
seco, assim criando uma barreira natural. 
 
Temperatura 
Durante o ciclo menstrual a temperatura corporal da 
mulher varia, na fase pré-ovulatória a temperatura é 
mais baixa, antes da ovulação há uma queda de 
temperatura seguida de um aumento significativo. Após 
a ovulação essa temperatura permanece alta por conta 
da progesterona. Com o início da menstruação a 
temperatura volta a cair. 
 
Tensão Mamária 
Conhecida como mastalgia cíclica é um sintoma comum 
causado por alterações hormonais. Lava a dor, 
sensibilidade e inchaço nas mamas. Cessa após o 
período menstrual. A progesterona e estrogênio fazem 
com que os ductos e glândulas mamárias cresçam e 
fiquem mais sensíveis. 
Dor Pélvica 
Dismenorreia primária é o tipo mais comum de cólica 
menstrual, causado por prostaglandinas (quando a 
fecundação não ocorre os níveis de progesterona caem 
e o endométrio começa a liberar prostaglandinas que 
fazem os músculos e vasos sanguíneos do útero se 
contraírem) que estimulam as contrações do útero para 
expelir o revestimento uterino, a dor diminui com o 
envelhecimento ou após uma gestação. 
 
5 Centro Universitário Vale do Salgado – José Elton Silva Oliveira Serapião 
Anovulação 
Caracterizada pela não liberação de óvulo. Sintomas 
atribuídos são: infertilidade, menstruação irregular ou 
ausente e sangramentos leves ou muito intensos. 
Pode ter diferentes etiologias disfunção da glândula 
pituitária (tumor, sd. de Cushing, sd. de Kallmann e sd. 
de Sheehan). 
Problemas no eixo hipotálamo (SOP e imaturidade do 
eixo HHO). 
Insuficiência ou falha ovariana (sd. de Turner e 
tireoidismo de Hashimoto). 
Amenorreia 
Amenorreia primaria: Ausência de menstruação até 15 
anos ou 3 anos após o início do desenvolvimento das 
mamas, em mulheres com características secundárias 
normais 
Amenorreia secundária: Ausência da menstruação por 
três meses seguidos ou seis meses em mulheres com o 
ciclo irregular. 
Pode ter causas hormonais ou anatômicas, falha no eixo 
HHO, hiperprolactinemia, hipogonodismo, agenesia 
uterina, sn. De Asherman. 
 
Oligomenorreia 
Intervalos maiores que 38 dias, associada a anovulação. 
Entre suas causas temos hormonais e funcionais. 
A SOP aumenta a resistência de insulina, que eleva o 
LH que provoca anovulação e assim o espaçamento do 
ciclo. 
Hiperprolactinemia que inibe o GnRH e causa falha 
ovulatória. Falência ovariana precoce, estresse crônico, 
perda de peso, exercícios excessivos. E entre as 
consequências temos o risco aumentado para 
infertilidade e hiperplasia endometrial. 
Menorragia 
Sangramento maior que 80 mL ou com duração maior 
que 7 dias. Causas anatômicas e funcionais: Pólipos, 
mioma submucoso, adenomiose, hiperplasia 
endometrial, SOP e coagulopatias (doença de Von 
Willebrand). 
E como consequências: Anemia ferropriva, fadiga e 
redução da qualidade de vida.