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Estratégias Pedagógicas na 
Perspectiva da Educação 
Inclusiva
Módulo: Deficiência Auditiva
Profª. Ma. Claudia de Oliveira Vale
SURDEZ E SUAS CONCEPÇÕES 
O CAMINHO SE FAZ AO CAMINHAR...
• Aspectos Legais: Lei 10.436/05 e Decreto 5.626/05 
• Modelo Clínico/Terapêutico da Surdez;
• Modelo Socioantropológico da Surdez;
• Filosofias Educacionais na Educação de Surdos;
LEI 10436/2002
• Art. 1o É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e 
outros recursos de expressão a ela associados.
• Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais - Libras a forma de comunicação e expressão, 
em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um 
sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.
• Art. 2o Deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços 
públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais - Libras como 
meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil.
• Art. 3o As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde 
devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva, de acordo com 
as normas legais em vigor.
• Art. 4o O sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal 
devem garantir a inclusão nos cursos de formação de Educação Especial, de Fonoaudiologia e de 
Magistério, em seus níveis médio e superior, do ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como parte 
integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, conforme legislação vigente.
• Parágrafo único. A Língua Brasileira de Sinais - Libras não poderá substituir a modalidade escrita da língua 
portuguesa.
• Art. 5o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
DECRETO 5626/05
• Art. 2º Para os fins deste Decreto, considera-se pessoa surda aquela que, 
por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de 
experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da 
Língua Brasileira de Sinais - Libras.
• Parágrafo único. Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial 
ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma 
nas freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz.
MODELO CLINICO -TERAPÊUTICA 
• A perda auditiva traz consequências ao desenvolvimento 
psicossocial do surdo; 
• Deve-se tentar a cura do problema auditivo (implantes cocleares, 
próteses) e a correção dos defeitos da fala por meio da 
aprendizagem da língua oral.
• O pressuposto de que a comunicação deva se dar pela via oral
Nessa perspectiva Clínica, a surdez é utilizada para comprovar a 
tese de que o pensamento não se desenvolve sem linguagem, e 
esta linguagem é compreendida, basicamente, como linguagem 
oral (Góes, 1999)
O MODELO SOCIOANTROPOLÓGICO:
•O Modelo Socioantropológico propõe que a surdez seja 
vista como uma diferença cultural ;
•“Virada cultural” ( Perlin, 2004); 
•Ser Surdo (com “S” maiúsculo);
ABORDAGENS EDUCACIONAIS PARA ÀS 
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA/ 
SURDEZ: Oralismo, Comunicação Total e 
Bilinguismo.
ORALISMO:
• Integrar o surdo à comunidade geral, ensinando a língua oral de 
seu país. 
• Considera a língua como conjunto de regras abstratas que tem 
como função a comunicação. 
• Percebe a surdez como uma deficiência que deve ser minimizada e 
deseja reabilitá-la por meio da estimulação auditiva. 
 OBJETIVO DO ORALISMO:
Fazer a reabilitação da criança surda em direção à normalidade;
Metodologias usadas:
• Verbo- tonal;
• Audiofonatória;
• Aural
• Acupédico dentre outras...
PARA SE OBTER UM BOM RESULTADO, É NECESSÁRIO:
• Dedicação das pessoas que convivem com a criança;
• Início da reabilitação o mais precocemente possível; 
• Não oferecer qualquer meio de comunicação que não seja a modalidade oral;
• A educação oral começa no lar e, portanto, requer a participação ativa da 
família, especialmente da mãe;
• A educação oral requer participação de profissionais especializados como 
fonoaudiólogo e pedagogo especializado para atender sistematicamente o aluno 
e sua família; 
• A educação oral requer equipamentos especializados como o aparelho de 
amplificação sonora individual.
COMUNICAÇÃO TOTAL:
• Se opõe ao oralismo por acreditar que somente o aprendizado da Língua 
Oral não garante o desenvolvimento da linguagem. 
⚫ Percebe o Surdo não como uma pessoa com deficiência ou “doença”, mas 
como pessoa com Língua própria. 
⚫ Compreende a surdez como uma marca que repercute nas relações sociais 
e no desenvolvimento afetivo e cognitivo da pessoa. 
⚫ Busca garantir a comunicação entre Surdo e Surdo e a comunicação de 
Surdo e ouvintes.
COMUNICAÇÃO TOTAL:
Os defensores da filosofia da Comunicação Total 
recomendam então o uso simultâneo de diferentes 
códigos como: a Língua de Sinais, a datilologia, o 
português sinalizado, etc. Todos esses códigos manuais 
são usados obedecendo à estrutura gramatical da 
língua oral, não se respeitando a estrutura própria da 
Língua de Sinais.
Tal abordagem compreende, então, que a criança seja 
exposta: 
⚫ Alfabeto manual; 
⚫ A língua de sinais; 
⚫ A amplificação sonora; 
⚫ Ao português sinalizado.
BILINGUISMO:
• O Surdo deve ser bilíngue: 
 Língua materna – LIBRAS 
 Língua – Oral do país 
• O Surdo não precisa de almejar uma vida semelhante ao ouvinte. 
• Pode e deve assumir a sua surdez. 
• Formam uma comunidade com cultura e língua própria.
• Única forma de Comunicação: Língua de Sinais e Língua Oral na 
Modalidade Escrita. 
REFERÊNCIAS:
• Decreto Nº 5626/2005: Regulamenta a Lei nº 10436/2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira 
de Sinais- LIBRAS, e o Art. 18 da Lei nº 10098/2000. Brasília, 2005. 
• BISOL, Claudia; SPERB, Tania Mara, Discursos sobre a surdez: diferenças, singularidades e 
construção de sentidos. Psi: Teor e Pesq, Brasilia, Jan- Mar 2010, V.26 n 1, pp. 7-13.
• Góes, M. C. R. (1999). Linguagem, surdez e educação (2ª ed). Campinas: Autores Associados
• Braga Junior, Francisco Varder. Deficiência auditiva e o atendimento educacional 
especializado / Francisco Varder Braga Junior, Selma Andrade de Paula Bedaque. – Mossoró : 
EdUFERSA, 2015.
• https://acessibilidade.paginas.ufsc.br/files/2017/06/Defici%C3%AAncia-Auditiva-Surdez.pdf
• https://saest.ufpa.br/documentos/Vol.2.CARTILHA.DEF.AUDITIVA.pdf

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